– 88 anos do Homem do Baú!

Puxa, Sílvio Santos, faz 88 anos hoje!

Aparentemente está muito bem, não (apesar das polêmicas surgidas nos últimos tempos quanto a uma possível falta de bom senso do politicamente correto – o que discordo, imagino ser simples brincadeira de humor duvidoso)? Sem dúvida, um ícone da Televisão Brasileira e ídolo para muitos dos seus admiradores e imitadores.

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– Renato Gaúcho, mesmo sem licença, dirigirá o Grêmio sim!

Renato Gaúcho não poderá ficar na área técnica como treinador em jogos do Campeonato Brasileiro, segundo a CBF Academy, pois reprovou por faltas no curso de capacitação e formação exigido pela entidade.

E ele está preocupado?

Que nada! Lá na Praia, jogando futvôlei, já sabe que poderá muito bem estar no banco de reservas inscrito como qualquer outro membro do Grêmio – como diretor do time, por exemplo, ou ainda massagista – bastando apenas apresentar o seu RG.

Ninguém o impedirá de dirigir sua equipe nos jogos, nem a falta da Licença PRO exigida pela CBF. Neste país, e em especial no futebol, há de se arranjar (infelizmente) jeitinho para tudo.

– A Ressurreição de Felipão. Mas e na Ciência do “Achismo”?

Parabéns à Conquista do Palmeiras, que foi o melhor time de futebol do Campeonato Brasileiro 2018. Não há o que discutir quanto a isso (apenas se, caso queria, debater sobre a “beleza” do jogocoisa que os clubes brasileiros se esqueceram há muito tempo… jaz futebol-arte).

Mas aqui faço um mea culpa e uma importunação. Vamos lá:

Eu duvidava da capacidade de Luís Felipe Scolari quando foi contratado. E ressalto o que disse há época: o Felipão de 1994 até 2006, era ótimo! O da atual década, foi treinador no Uzbequistão, teve imensa participação no último rebaixamento do Palmeiras, levou 7×1 em casa na Copa do Mundo de 2014 e culminou com o abandono do banco do Grêmio em uma partida do Campeonato Gaúcho! Tudo mostrava que o campeoníssimo, vitorioso e experiente treinador se tornara um homem ultrapassado e impaciente. E foi embora para a China!

Não é que o “Big Phill“, como a imprensa internacional o chamou em 2002, voltou e foi campeão brasileiro, recuperando o Palmeiras de um possível mico? Mas aqui é inevitável perguntar: com o dinheiro da Crefisa, a estrutura montada pelo Palmeiras, com o competente corpo administrativo e os jogadores renomados, um outro experiente técnico não faria o mesmo, como Luxemburgo, Abel Braga, Tite ou até mesmo Renato Gaúcho?

Trocando em miúdos: o Palmeiras foi campeão GRAÇAS A SCOLARI, ou a percentagem de importância não é tão grande como se apregoa?

Ficaremos no achismo, no outrismo, na curiosidade…

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– Craques realmente não gostam de futebol?

Seria apenas um blábláblá para não serem importunados, ou realmente pensam e agem assim?

Ronaldo Nazário e Ronaldinho Fenômeno já declararam publicamente que não conseguem assistir a uma partida inteira de futebol. A primeira impressão é de que, como ex-atletas, estariam “cansados” do esporte que rendeu-lhes o ganha-pão e, portanto, desligam a TV!

Agora é a vez de Carlitos Tevez declarar algo que, sinceramente, acredito:

“Não gosto de assistir futebol. Se tem um canal passando Barcelona x Real, e em outro golfe, fico com o golfe.”

E que conclusão tiramos?

De que eles devem gostar das “peladas com amigos”: aquele jogo descompromissado, com muita alegria e bagunça. Futebol profissional, provavelmente, deve ser maçante como ofício a eles.

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– Suspenderam os Árbitros. Mas e quem os Escalou?

Quer dizer que o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, suspendeu diversos trios de arbitragem por conta das má atuações na Série, escalando-os na Série B?

Discordo disso, pois o risco dos erros acontecerem aos clubes da Segunda Divisão, logicamente aumenta. Ou vai querer me convencer que na Série B é que eles se “reinventarão”?

Divulgar a “geladeira” para imprensa é fazer média a presidente de clube que reclama. Algumas questões ficam sendo pertinentes: como esses árbitros chegaram à elite? Por quê alguns deles são da FIFA? E o que acontece ao responsável por escalar eles?

Aliás, o chefe de árbitros os suspendeu. Só que é justamente ele quem faz as escala e os premia também com bons jogos!

Afinal: ninguém suspenderá o “suspensor” de árbitros, que é o responsável por eles?

Está se trocando o sofá…

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– O comportamento de profissionais fora do ambiente de trabalho: a briga no metrô que resultou em demissão.

Viralizou um vídeo na última semana de uma mulher corintiana (dentro de um vagão do metrô lotado de torcedores do seu time) ameaçando e afrontando uma torcedora palmeirense que estava simplesmente na mesma viagem.

Aqui, pouco importa os clubes das pessoas envolvidas (poderia ser Vasco e Flamengo, Inter e Grêmio, ou até mesmo os times em condições contrárias), pois, afinal, não é questão de preferência futebolística, mas falta de cidadania e má educação.

Pois bem: as imagens chegaram até a empresa que a protagonista trabalha. Ou melhor, trabalhava, pois foi demitida com a alegação de que tal comportamento não pode ser condizente com os valores da organização na qual é colaboradora (independente aqui se estava ou não em seu horário de lazer).

Reflita: é cabível hoje separar a vida pessoal da profissional? Os comportamentos podem ser desassociados?

O vídeo pode ser acessado neste link do UOL: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2018/09/28/corintiana-e-demitida-por-hostilizar-torcedora-do-palmeiras-no-metro.amp.htm

CORINTIANA É DEMITIDA POR HOSTILIZAR TORCEDORA DO PALMEIRAS NO METRÔ

A torcedora corintiana que aparece em vários vídeos divulgados em redes sociais hostilizando mulheres palmeirenses em um vagão de metrô, em São Paulo, após a partida do Corinthians da última quarta (26) foi demitida da empresa em que trabalhava.

A Dasa, empresa de medicina diagnóstica, soltou um comunicado na tarde desta sexta (28) informando que “recebeu as denúncias por meio de canal oficial, apurou informações e tomou as medidas necessárias” com relação ao envolvimento da funcionária, torcedora do Corinthians, que coage palmeirenses no Metrô de São Paulo.

“Diante deste cenário, comunicamos nosso repúdio a qualquer tipo de manifestação violenta ou agressiva, bem como à incitação ao ódio, independentemente da motivação: esportiva, partidária, religiosa, de etnia, gêneros etc. Lamentamos a atitude da profissional, que não faz mais parte do quadro de funcionários da empresa”, diz um trecho do comunicado emitido pela empresa.

Os vídeos que circulam na internet mostram as torcedoras palmeirenses dentro de um vagão repleto de corintianos. Uma delas é encarada pela corintiana, que a manda tirar a camisa. Outros vídeos mostram as duas palmeirenses recebendo chutes enquanto deixam o vagão.

A Dasa também fala sobre ameaças que a corintiana passou a sofrer após o vídeo viralizar. Em contato com o UOL pelo Facebook, a torcedora disse estar arrependida do que fez e citou ameaças de morte.

“Aproveitamos a oportunidade para demonstrar nossa preocupação com estes comentários, que não contribuem para a manutenção do ambiente de debate humano e saudável. A Dasa preza, acima de tudo, pelo respeito à vida e às pessoas”, completa a nota.

Confira o comunicado completo:

A Dasa recebeu, no final da tarde de ontem, 27 de setembro, uma série de denúncias sobre o envolvimento de uma funcionária em uma situação absolutamente desalinhada com os valores da empresa. Diante deste cenário, comunicamos nosso repúdio a qualquer tipo de manifestação violenta ou agressiva, bem como à incitação ao ódio, independentemente da motivação: esportiva, partidária, religiosa, de etnia, gêneros etc.

O Comitê de Conduta da Dasa, que recebeu as denúncias por meio de nosso canal oficial (https://canalconfidencial.com.br/dasa), apurou as informações e tomou as medidas necessárias. Lamentamos a atitude da profissional, que não faz mais parte do quadro de funcionários da empresa.

No processo de análise das publicações sobre o tema, nos deparamos, também, com manifestações de indignação por vezes com tom de ameaça à profissional. Aproveitamos a oportunidade para demonstrar nossa preocupação com estes comentários, que não contribuem para a manutenção do ambiente de debate humano e saudável. A Dasa preza, acima de tudo, pelo respeito à vida e às pessoas.

Atenciosamente
Dasa

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– Como se menospreza a figura humana na Arbitragem: o caso Dilbert!

Todos nós sabemos que as Federações Estaduais e a CBF transformam a figura do árbitro de futebol (inclua-se aqui os termos populares “juiz, bandeira, AAA” e tudo mais) como PRESTADORES AUTÔNOMOS DE SERVIÇOS AOS CLUBES. Isso ocorre para fugir da caracterização do vínculo empregatício, e as riquíssimas entidades não pagarem 13º salário, FGTS, férias, etc..

Em tese, o árbitro é contratado pelos clubes e de maneira autônoma recebe deles (como se nem existisse cobrança dos testes físicos, escritos e capacitações por CBF e outros).

O problema é que não existe REAL planejamento de carreira. As Comissões de Arbitragem usam o cidadão como objeto, extraindo tudo o que podem e jogando-o no lixo quando não interessa mais.

Já se questionou por quê tanto “nome ruim” surge, não mostra qualidade e perdura (insiste-se em suas escalas) e outros bons somem do nada, dando espaço a esses citados?

Pior: o que fazem os Sindicatos Estaduais e a ANAF, que recebem percentual das escalas e que, confesso, NUNCA VI BATEREM DE FRENTE com os patrões?

Aliás, dirigente sindical que trabalha para aquele que deveria ser o outro lado da relação, é surreal. Será que isso acontece no futebol também?

Digo isso após ler o absurdo caso do experiente e competente Dilbert Pedrosa, jogado as traças sem explicação.

Aliás, o que teria justificado o Cel Marinho para deixá-lo de lado? O que o sindicato da categoria de Dilbert fez pelo mesmo?

Extraído do UOL, em: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2018/09/25/bandeirinha-ex-fifa-vende-colecao-camisas-e-desabafa-a-porta-fechou.htm

EX-FIFA, BANDEIRINHA VENDE COLEÇÃO DE CAMISAS E DESABAFA: “A PORTA FECHOU”

Dibert Pedrosa Moisés trabalha há quase 30 anos com arbitragem. Filiado à Federação Carioca de Futebol, está no quadro de árbitros assistentes da CBF desde 1997 e, por quatro temporadas, entre 2008 e 2012, foi dono de um escudo da Fifa. Ele foi bandeirinha em partidas importantes nos últimos anos, como a semifinal da Libertadores de 2012, entre Santos e Corinthians, e a final da Copa do Brasil de 2008, além de Eliminatórias da Copa do Mundo, Sul-Americana, Brasileirão e Estadual. Uma carreira recheada por grandes momentos que já não acontecem mais.

Em 2018, ele participou de um jogo da Série B do Campeonato Brasileiro e cinco da Série C. Também tem atuado na Liga Municipal de Magé, em partidas de futebol amador. Aos 47 anos de idade, amarga ausências nas escalas da CBF e já não atua há três meses. “Não posso ficar aguardando segunda-feira, terça, quarta, e nunca ser escolhido para trabalhar. Semana passada eu solicitei dispensa até 31 de dezembro, tenho que dar sentido à minha vida”, desabafa, ao UOL Esporte.

Uma das formas de “dar sentido à vida” é equilibrar as contas em seu primeiro ano de pouco destaque na arbitragem. Ele conseguiu com a venda de sua coleção de camisas de futebol. Os itens foram presenteados por clubes ao longo dos últimos anos e vendidos em um grupo de amantes de futebol no Facebook. Dibert se desfez de camisas de times como Vitória, Chapecoense, Sport e Coritiba, além de camisas e agasalhos de arbitragem, com logotipos da CBF e até da Fifa. Os valores variaram entre R$ 70 e R$ 400, e vão ajudar o bandeirinha a ter um fim de ano de menos aperto financeiro.

“Uma das camisas que mais doeu vender foi da seleção da Itália, quando trabalhei em um amistoso Fluminense x Itália pré-Copa do Mundo. Mas não tive o que fazer. Sem solução, sem alternativa, eu tinha que suprir as necessidades da minha família. Vivemos um período de crise financeira e política no país. Eu me encaixo entre as pessoas que precisam de uma fonte de renda dentro de casa. Minha fonte secou”, desabafa o profissional, ainda credenciado pela CBF.

Além do futebol amador, Dibert Pedrosa Moisés espera voltar a trabalhar com futebol no Campeonato Carioca de 2019. Até lá, a renda das camisas e um trabalho freelancer em uma empresa de seguros ajudarão nas despesas.

Árbitros sem segurança financeira

A arbitragem é reconhecida como profissão desde 2013 no Brasil, mas seu regime de atuação não é profissional. Não há um salário fixo, pois federações e CBF não estabelecem vínculos empregatícios. O pagamento é conforme o número de jogos em que se trabalha. Em períodos como a pausa da Copa do Mundo, sem jogos, não há trabalho. Ainda há o problema das escalas, definidas por sorteio. Se você não é sorteado, não trabalha. Em caso de punição por erros, também não há trabalho. Ao UOL, em entrevista recente, o comentarista de arbitragem Sálvio Spinola falou sobre o assunto: “Ter remuneração mensal é ter estrutura.”

Jacqueline Resch, consultora de RH e carreiras, faz ressalvas: “O primeiro ponto é que trata-se de uma carreira em que a pessoa não depende só de talento e investimento para ter retorno. Depende do fator sorte. Mas pensar ‘ó vida, ó azar’ não é uma postura construtiva. É preciso pensar que essa condição caracteriza a profissão. Então, uma atuação alternativa, construir outras possibilidades, é importante. Hoje, as pessoas não têm uma única atuação. A outra alternativa é o grupo (arbitragem) se fortalecer para reivindicar outros critérios que não só o sorteio. Mas é um caminho coletivo. No individual, é preciso o pé na realidade.”

É o que Dibert está fazendo. “Estou tentando me recolocar porque arbitragem toma muito tempo. Qual dono de empresa aceita que seu funcionário saia para ficar dois ou três dias fora do emprego para ter um ganho extra? Quem é esse patrão? Se não tem como ter rotina, o cara fica estagnado”, diz o árbitro. Ele cita uma viagem de 30 dias ao Chile, a trabalho pelo futebol, como razão para poucas oportunidades fora do esporte.

Boa parte dos árbitros trabalha paralelamente. São autônomos, funcionários públicos, donos dos próprios negócios. Jacqueline Resch, coach de carreiras, dá até dicas: “Hoje, há empresas um pouco mais flexíveis. Pode ser que o árbitro encontre uma empresa apaixonada por futebol ou que tenha essa cultura. As pessoas podem achar sua história extremamente curiosa ou podem achá-lo criativo, porque a profissão exige uma série de atributos. Conciliar hoje é possível.”

Dibert começou em outro esporte

O bandeirinha considera ter quase 30 anos de carreira como árbitro porque coloca na soma um período ainda na adolescência. Ele era jogador de vôlei na época de escola, fã da geração de Montanaro, Renan e Bernard. Criou amizade com os responsáveis pela arbitragem de competições esportivas em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ainda jovem, passou a trabalhar como mesário, cronometrista e anotador em esporte amador – inclusive no futebol. Entrou para os quadros da Federação Carioca em 1993. A estreia na elite estadual foi em 1996, com jogo entre Fluminense e Barreira.

Após mais de 200 partidas na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro e quatro temporadas na elite do futebol sul-americano, como árbitro Fifa, hoje ele se considera “rebaixado”. Deixou o quadro internacional por razões físicas e acha que o esquecimento em grandes torneios nacionais se deve a um erro na partida entre Vitória e Chapecoense, pela 16ª rodada do Brasileirão do ano passado. Ao todo, foram quatro erros considerados pela CBF em 2017. O preço: não trabalhou na Série A no ano seguinte. “Eles me pararam”, critica.

Desempregado na área de vendas, que era sua principal fonte de renda, ele sente pelo momento: “O que me restava era a arbitragem, mas a porta se fechou e não posso ficar criando ilusão de que ainda vou trabalhar.” Segundo Dibert, a remuneração da CBF aos árbitros hoje em dia é boa e está melhorando, com cada vez mais conquistas do setor. “Mas e quando você perde tudo, como faz? E aí?” “Isso é viciante, vira uma cachaça. A arbitragem acaba se tornando uma paixão, e o árbitro, por muitas vezes, também se ilude com o meio, que é fantástico, mas ilusório. Você vai para essa ilusão. Quando você entra em um estádio, uma arena de Copa do Mundo, se não tiver um alicerce você se encanta com tudo, fantasia, vive um sonho. Tem que viver esse sonho, sim, respirar esse sonho. Mas botar o pé no chão e voltar à realidade.”


Agasalho de arbitragem da Fifa foi um dos itens comercializados na Internet

– A Depressão atrapalhando o dia-a-dia de trabalho…

Sou do tempo em que diziam: psicólogo é médico de gente fresca e psiquiatra é especialista em louco”.

Hoje, sabemos que não é nada disso, embora muitas pessoas não levem a sério tais profissionais. Cada vez mais a população sofre com distúrbios comportamentais e crises emocionais. Nestas ocasiões, um bom psicólogo é ótimo para ajudar com suas conversas / terapias ou um ótimo psiquiatra para questões de desequilíbrios ocasionados pelo corpo que estejam afetando a mente.

Sendo assim, reconheçamos: depressão, agorafobia, pânico e outras síndromes similares são DOENÇAS, que precisam ser tratadas sem postergação da procura de tratamento.

Vemos muitos bons profissionais tendo dificuldades em seus trabalhos pois são afetados por esses males. Nas empresas, o perigo de uma decisão equivocada de um gerente influenciado pelo quadro enfermo de Síndrome do Pânico, ou uma ordem determinada para um subordinado depressivo, dependendo do teor, traz riscos e prejuízos a todos.

A questão é: o quanto essa pessoa acaba, involuntariamente, prejudicando a vida profissional e pessoal?

Há algum tempo, no mundo do futebol, uma notícia que me espantou: Nilmar, aquele atacante que começou no Internacional-RS, jogou no Lyon da França, atuou pelo Corinthians-SP e que jogava no Oriente Médio (onde se tornou milionário), abandonou o seu ofício no Santos-SP pela depressão, fruto de dificuldades pessoais e histórico de contusões.

Um ótimo jogador, bem resolvido financeiramente, com estrutura familiar estável e bom nível técnico. E onde estaria hoje? Como justificar seu quadro clínico?

Àqueles que não acreditam em depressão, um prato cheio para se dizer que é, como antigamente, “frescura”. Coisa que todos nós sabemos que não é.

Ao menor sintoma perceptível, ligue o alerta!

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– CONFUSUL versus CONMEBOL

Que tal neste mês da Independência do Brasil, os clubes brasileiros se rebelarem e se libertarem das garras vingativas e de animosidade da Confederação do Meridiano do Futebol?

O que perderíamos? A participação na Taça Libertadores da América.

O que ganharíamos? A independência na Gestão dos Torneios.

Vamos criar a Liga Brasileira, dar um pontapé na antipática e privada CBF – a que foi propriedade de Havelange que pós-morte não ouso dizer para onde foi; que pertenceu por muito tempo a Ricardo Teixeira que goza do descanso após tanto trabalho em sua fazenda na Barra do Piraí, querendo passar seus dias na Terra Amada Brasilis sem sequer dar o ar de sua graça nos States; ou ainda empossada por Marco Polo Del Nero e sua trupe cabocla e coronelística, que de um bunker qualquer resiste. Aproveitemos e que a Liga dê adeus às viúvas de Nicolas Leoz.

Dessa forma, os maiores times brazucas devem se aproximar dos grandes do continente, como Boca Juniors (o apolítico e maior clube do Cone Sul), o (quase saudoso) Peñarol e um ou outro mais, livrando-nos de Táchiras, Tolimas, Cuencas e Strongests. Vamos criar a poderosa CONFUSUL – a Confederación del Fútbol Sulamericano, desbancando e desvalorizando a atual entidade maior daqui e afrontando frente-a-frente, pau-a-pau, apito-a-apito e grana-a-grana com a UEFA (a prima  da CONMEBOL, mas que divide um pouquinho mais o dinheiro com os clubes – que ainda assim corretamente não estão contentes – mas são infinitamente mais organizados).

***

Claro que o texto acima é um grande jogo de palavras e carregado de ironia. Mas a mensagem em si é: chega de CBF e CONMEBOL, que os clubes tomem as rédeas e conduzam suas vidas, organizando-se em Ligas autogeridas para não ficarem ainda mais atrasadas em relação a Europa.

O problema é: quem liderará o processo? Andrés Sanches? Leco? Eurico? Bandeira de Melo? Kalil?

Pobre futebol sulamericano…

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– Neymar, um capitão para ter responsabilidade. Mas é pra valer?

Salvo engano, um dia o treinador da Argentina, Carlos Billardo, resolveu escolher o irreverente e irresponsável Don Diego Maradona para ser o capitão dos Hermanos, a fim de amadurecê-lo mais. E deu certo! Por ser craque e ter espírito de liderança, a ideia funcionou e em 1986 culminou no Bicampeonato Mundial. Logicamente, os problemas extra-campo perduraram – e em especial, o vício pelas drogas desde o final da carreira.

Tite promoveu tanto no Corinthians quanto na Seleção Brasileira que disputou a Copa da Rússia o discutível “rodízio de capitães” – que eu não gosto!

Agora, após as críticas a Neymar, Tite resolveu dar a braçadeira de capitão permanentemente a ele, talvez com a mesma ideia de Billardo.

Dará certo?

Não vejo Neymar com o perfil de liderança, embora seja inegável seu talento em campo, além da vocação de protagonista. São coisas, aliás, bem distintas.

Rogério Ceni no São Paulo; Sócrates no Corinthians, Zito no Santos ou Carlos Alberto Torres na Seleção Brasileira (até mesmo o contestável Dunga em 94): independente da condição de craque ou não, eram líderes! E Neymar?

Aqui no Brasil, a figura do capitão é pouco explorada. Na Regra do Jogo, ele serve para o árbitro comunicar o time de alguma decisão; é um representante, sem poder a mais do que os outros durante o confronto, mas lembrado jocosamente por ser aquele que tirará o “cara-e-coroa” no início da partida.

Na Europa, a situação é outra: ele é o símbolo do clube, a figura representativa em eventos, entrevistas e quaisquer outros compromissos. O capitão, por lá, é o “presidente em campo” (boleiramente falando).

Será que a estratégia de Tite resultará em benefícios ao Escrete Canarinho?

Aguardemos. Penso que com tantos assessores, profissionais e “parças” que possui, deveria cuidar melhor da imagem de profissional responsável, pois a marca de celebridade descolada já está batida (talvez até pelos seus parceiros publicitários).

Aliás, olha só esse trio de capitães da Seleção Brasileira: Neymar (não em qualidade de jogo, mas em respeitabilidade), estaria ao nível deles?

Ops: para quem os não reconheceu: Bellini, Mauro Ramos e Carlos Aberto Torres.

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– A volta do artilheiro?

Gabriel Barbosa, atacante do Santos FC, há tempos não estava jogando nada. E não é que com Cuca ele desencantou?

Qual a mágica / segredo / fórmula do treinador? Novamente, Gabriel está se tornando Gabigol (e tomara que a cabeça esteja boa, já que ele é muito criticado pelo comportamento extracampo.

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– E escrevi a última página deste capítulo (mas o livro segue sendo redigido, com inspiração e criatividade)

Hoje encerro mais um capítulo da minha história profissional (e com o pé direito).

No último dia da minha gestão à frente do Posto Harmonia, fomos fiscalizados pela Ipiranga e reconhecidos como estabelecimento que respeita o consumidor, com 100% de excelência na qualidade dos combustíveis comercializados.

Agradeço a todos os clientes e amigos, funcionários e fornecedores, parceiros e críticos que por tanto tempo mantivemos relacionamento. Especialmente, glorifico a Deus pelos 12 anos dedicados ao trabalho árduo e honesto (em um ramo tão difícil e complicado) e à minha família por tamanha ausência (não é fácil trabalhar domingo a domingo).

De coração, novamente, meu muito obrigado. É ótimo me demitir e dormir com a consciência tranquila da labuta sempre ética e respeitosa. Dinheiro não ganhei; experiência conquistei e novos amigos formei.

O que fazer agora?

Ué, as coisas que sempre fiz e gosto: trabalhar, curtir a família, praticar esportes, lutar por um mundo melhor e, quem sabe, buscar o doutorado (iniciado duas vezes e não terminado). Ah – e cuidar da saúde, pois estou em débito com ela.

Assim, vida que segue! Descansarei dois dias (literalmente) e prepararei meus curricula para enviar às Instituições de Ensino Superior. Afinal, o que vale é que “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu senti…” – e continuarei sentindo.

Na foto, a nova equipe de gestores do Posto Harmonia, que começam com o pé direito e que se dedicarão a manter e melhorar o bom nome da casa.

– #VerguenzaConmebol

Que ridículo! Amadorismo puro, falta de vergonha na cara da picaretíssima Conmebol.

Quer dizer que até agora, 3a feira, dia do jogo entre Santos x Independiente, a Confederação Sulamericana de Futebol não resolveu ainda a questão do imbrolho envolvendo a escalação de Carlos Sanchez? 

Trocando em miúdos: até agora não se tem realmente oficializado o placar do jogo de ida, mesmo sendo dia do jogo de volta… É por essas e outras que o futebol sulamericano e seus clubes estão falindo. Logo, nossas crianças todas torcerão para as equipes europeias desde o berço.

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– A Ousada e Polêmica declaração de Thiago Neves. Será punido?

Há clubes e jogadores que têm “mania de perseguição”. Boa parte se acha prejudicada pelos juízes, mas quando o erro é a favor, cala-se!

Thiago Neves, jogador do Cruzeiro, desabafou na Fox Sports, à repórter Lívia Nepomuceno. Sobre arbitragem, disse que:

É difícil para arbitragem pois quando eles vão no estádio do Corinthians, no do Palmeiras ou vão no Maracanã em jogo do Flamengo, os juízes metem a mão, eles tremem mesmo (…) Mas quando vão ao Mineirão, eles prejudicam a gente [o Cruzeiro].”

E aí? Será que o Tribunal de Justiça Desportiva pedirá a gravação para a emissora?

O mais engraçado é que Thiago Neves, sendo camisa 10 do Cruzeiro, disse que quando jogou pela 1ª vez na Allianz Arena ele viu uma multidão cantando sem parar e se assustou. Por fim, confessou que “tremeu” e “sentiu a panturrilha” por culpa disso.

Acho que vai dar problema ser tão enfático com os árbitros, colocando a categoria em dúvida, ao mesmo tempo que terá que explicar à sua torcida porque deu uma pipocada…

O que você pensa sobre isso?

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– E se o Luxemburgo acertasse com o Vasco da Gama?

Nesse domingo, mais treinadores foram demitidos e/ou pediram demissão no Campeonato Brasileiro. Mas me chamou a atenção a saída de Jorginho, que praticamente foi contratado já com ressalvas e nunca se firmou.

Já perceberam que, com tantos clubes abrindo vagas ao longo do torneio, nenhum falou (ou melhor: acertou) com Vanderlei Luxemburgo?

De 82 a 86, 90 a 93, Mestre Telê Santana foi o melhor que eu vi. Na sequência, o incrível estrategista Luxemburgo a partir de 90 até os anos 00. E o que aconteceu com ele?

Será que os cartolas estão desprezando o trabalho de Luxa pelas polêmicas extracampo, com declarações contestáveis e em alguns momentos auto-suficientes? Ou é a questão do trabalho dentro de campo mesmo?

Não subestimo a capacidade do treinador, mas será que a falta de foco tem sido o real motivo?

Eu teria muita curiosidade de ver o trabalho dele no Vasco da Gama, pois salvaria o clube ou afundaria de vez! Igual, não creio.

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– O quase-protesto dos árbitros e a falta de representatividade

Leio que Salmo Valentim, ex-árbitro de futebol e que já fez parte da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), foi eleito com 100% dos votos em eleição sem oposição.

Puxa, tal cenário deve mostrar que tudo está em ordem, não? Se o cara que é apoiado pela situação não tem opositor e nem voto contrário, é porque a entidade está a mil maravilhas.

Ou não seria bem assim?

Hoje, por ter convivido no meio do futebol, não vacilo em dizer: os Sindicatos de Arbitragem (Nacional e Estaduais) não tem coragem de bater de frente com as Federações e CBF! Todos cordeiros, nunca brigando realmente a contento como se deveria.

Claro, como não sou sindicalizado, não posso criticar os árbitros, pois devem entender que o que a ANAF, ou SAFESP, SAFERJ e tantas outras estão fazendo está bom.

Curiosamente, há 3 anos tivemos aquele movimento de protesto para paralisar o Brasileirão, mas que virou ato de manifestação com a “plaquinha dos 5%”. E o que deu? Nada.

Recordando nossa postagem no Blog PERGUNTE AO ÁRBITRO, abaixo:

O PROTESTO DOS ÁRBITROS ACONTECERÁ?

Importante: Não haverá greve (por enquanto) no Campeonato Brasileiro 2015, mas ato simbólico. Veja:

ATENÇÃO

Na rodada de hoje do Brasileirão, os árbitros farão um protesto contra o veto ao artigo que reconhecia o direito de arena para a arbitragem.

Primeira manifestação na história da arbitragem brasileira.

Aos cinco minutos do primeiro tempo a partida será paralisada. Um minuto de silêncio em protesto contra o veto. Equipes de arbitragem colocarão faixas pretas no braço. O quarto arbitro vai levantar a placa com 0,5.

Informações de Julio Cancellier, Assessor de Comunicação da ANAF (Reproduzido pelo Jornalista Pedro Paulo de Jesus, do site “Voz do Apito”).

Será que vingará?

MINHA OPINIÃO SOBRE A GREVE, em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/07/sobre-a-greve-dos-arbitros-reflexoes/

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– Felipão dará certo no Palmeiras?

Eu já trabalhei em jogos de Luís Felipe Scolari como treinador, e não só pelas suas conquistas, mas pela educação ensinada pelos meus pais, respeito-o. Mas não deixo de lembrar: ô sujeito mal educado!

Claro que Felipão foi vitorioso no Grêmio, no Palmeiras, na Seleção Brasileira de 2002, além do Bunyodkor do Azerbaijão e no Guangzhou Evergrande da China. Mas os trabalhos recentes em clubes relevantes (Palmeiras em 2012 e Grêmio 2015, além da Seleção Brasileira de 2014), foram horrorosos!

A propósito, o mundo dá voltas: Roger Machado surgiu exatamente como substituto de Scolari no Grêmio, em sua derradeira e ruim passagem. Hoje, é o próprio Scolari que substitui Roger Machado no Palmeiras.

Cá entre nós: será que os jogadores do presente viram o auge da carreira do treinador na década de 90, suas incríveis polêmicas e ‘bravezas”, culminando no pentacampeonato da Seleção (e assim o respeitarão), ou somente eles têm na lembrança o treinador que participou da jornada desastrosa do último rebaixamento do Palmeiras e do trágico 7×1 da Copa do Mundo?

Há 25 anos, eu contrataria de olhos fechado o Felipão do Grêmio (1993 a 1996), vencedor de quase tudo. Em 2018 (portanto: HOJE), eu pensaria bem em contratá-lo e estudaria em qual clube ele cairia bem.

O único que perde é Scolari, que está bem rico, que poderia estar curtindo a vida, os filhos e netos em Portugal, livre de críticas e possíveis desgostos.

Parece-me que foi uma contratação mais emocional do que racional. Estamos na época da necessidade de treinadores que “pensam o jogo taticamente” (a Copa da Rússia mostrou isso), não de motivadores sanguíneos que gritam à beira do gramado. Mais: não existe no elenco do Palmeiras a dupla obediente formada por Paulo Nunes e Jardel, nem um Oséas para ganhar todas de cabeça na área, mas sim um Dudu e um Felipe Melo para serem “doutrinados”.

Não sei se Scolari foi ou não uma boa aposta. Ajudado pela tabela, em tese, um pouco mais “leve” que o Palmeiras enfrentará nos próximos dias, poderá dar um choque de ânimo na equipe. Mas se resolve a questão de títulos, impossível prever.

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– A previsível queda de Roger Machado. O Palmeiras erra como o Santos…

Quer dizer que Mattos garantiu na TV que “Roger estava blindado” mas o demitiu após a derrota para o Fluminense?

Criticamos dias atrás a diretoria do Santos FC em demitir o técnico Jair Ventura, dois jogos após a parada da Copa do Mundo, tendo perdido ao menos 30 dias e uma inter-temporada, incluindo uma excursão para treinamento no México. Todo trabalho e tempo que poderia ser utilizado em prol do time, sem dúvida, jogado fora. Se era para demitir, que o fizesse antes, para que o novo treinador tivesse tempo e condições para desenvolver seu trabalho e assim retomar o Brasileirão.

A Sociedade Esportiva Palmeiras fez exatamente o mesmo, apenas diferenciando o número de jogos: após 3 partidas da volta do Campeonato, perdeu o período de treino e a inter-temporada com amistosos na América Central após demitir o treinador Roger Machado. É claro que a justificativa será de que o rendimento do time é abaixo do esperado pelo que se investiu financeiramente. Mas será que era? Foram 44 jogos, com 27 vitórias, 8 derrotas e 9 empates (68% de aproveitamento).

O mais incrível é que um dia antes (terça-feira), Alexandre Mattos, diretor de futebol do Verdão, disse na FOX Sports que:

Temos confiança total no trabalho dele [Roger], os números são bons. É dando calma para ele, blindando ele [que subiremos na tabela].

Aí não dá, né? Puro amadorismo. Aliás, nunca “mandarão embora” quem contrata os treinadores e os demitem por maus resultados?

De quem é a culpa: de quem treina ou de quem contrata o treinador e depois tem que dispensar (pagando multas caríssimas)?

Agora, restarão as especulações: quem serão os novos treinadores de Santos e Palmeiras? Aliás, imagine o que deve ter de gente se oferecendo ou “chutando nomes”…

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– Que bagunça, Santos!

O mundo do futebol ficou alardeando antes da Copa da Rússia: se um clube tivesse que demitir algum treinador, que o fizesse antes do recesso!

Pois bem: o Santos ficou todo esse tempo treinando, excursionou para o México e uma semana depois da Copa a diretoria demitiu o técnico Jair Ventura. Resumidamente: perdeu-se 40 dias de trabalho.

De que adiantou uma inter-temporada se tudo o que foi feito foi jogado fora? E o presidente Peres garantiu que não iria demiti-lo. O mais impressionante é: só agora chegaram os reforços contratados.

Será que se esses reforços fossem dados a Jair Ventura, o time teria outro comportamento?

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– O uso comedido das Redes Sociais: a demissão do diretor da Disney!

James Gunn, o importante diretor de Hollywood e responsável pelos filmes da franquia Guardiões da Galáxia, da Marvel (que hoje é uma empresa do grupo Disney) foi demitido na semana passada por tuítes de cunho racista em 2013!

Segundo a emissora, nenhum tipo de preconceito pode ocorrer por seus colaboradores, já que ela, Disney, tem valores sociais a defender. Gunn, por sua vez, diz que errou, mas que hoje é uma pessoa melhor.

E aí?

Se por um lado, deve-se separar a vida pessoal da profissional, ao mesmo tempo, deve-se entender que o profissional representa a instituição que trabalha. Difícil não associar, né?

O certo é: cuidado com o que você registra na Internet, pois as opiniões podem se perpetualizarem!

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– Dudu ganha pouco?

Dudu, jogador  do Palmeiras, ganha próximo de R$ 700 mil por mês. Nessa última janela de transferências, recebeu uma proposta para ir à China e ter vencimentos mensais de 2 milhões!

Tentador?

Claro. Mas ele tem contrato com a equipe brasileira e tem que cumprir. Se quiser sair, faça um distrato, pague a multa e resolva. O que não pode é “fazer biquinho” e postar nas redes sociais que está chateado / infeliz / triste.

Aliás, receber o que ele recebe não é muito bom? Lógico que salário é algo bem particular, mas assusta imaginar que alguém possa reclamar de tal bufunfa caindo em sua conta bancária todo mês…

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– Carlos Drummond de Andrade e Zico me representam!

Ainda sobre a eliminação da Seleção Brasileira, muitas pessoas – como eu – pensam exatamente como o escritor Carlos Drummond de Andrade.

No tuíte do jornalista Augusto Nunes, a ótima e oportuna lembrança. Abaixo:

Se preferir, Jamil Chade, consagrado jornalista e correspondente do Estadão, rememorou Zico, numa declaração muito realista. Segue:

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Não ouso discordar!

– Minhas impressões sobre a eliminação da Seleção Brasileira, Erros da Cartolagem e do Corpo Diretivo, além dos questionamentos da Arbitragem.

Comecemos pelo fim: leio algumas pessoas comentando sobre os lances reclamados na partida entre Brasil 1×2 Bélgica . São dois pênaltis:

O primeiro, em Gabriel Jesus: que o zagueiro belga toca no centroavante brasileiro, não há dúvida. A questão é: a bola já teria ou não ultrapassado a linha de meta? Acompanhei pelas imagens e pelo que os replays mostraram, não há clareza para mim. Se passou, não é pênalti (pois a bola já estava fora de jogo). Se não passou, tiro penal. Fui perguntado se a mudança da Regra não determina que quando a bola sai do gramado não se deve marcar a falta. NÃO! Nada disso, o que mudou foi exatamente o contrário: se a bola está em campo e quem sai são os jogadores, aí sim deve se marcar a infração (se a bola estava no campo de jogo, reinício com falta na lateral; mas se dentro da área, se marca pênalti). Realmente não consigo uma imagem que mostra onde a bola estava (dentro ou fora) naquela ocasião.

O segundo, em Neymar, no final do jogo, quando o camisa 10 tenta o cabeceio. A mão do seu marcador realmente toca nele, mas não há o desequilíbrio do atleta por conta dela. Ali, perceba que o jogador, ao passar da bola, simula posteriormente a expressão de dor e cai. Uma simulação desesperada em busca do empate.

Aliás, se em 2002 fomos beneficiados pela arbitragem contra a Bélgica (e de fato fomos), nem reclamar poderíamos agora…

SOBRE TITE

Sempre o achei um bom treinador, sujeito sério, respeitoso (ao menos, nas vezes que trabalhei com ele, nunca tive problemas – ele é duro, mas educado nas queixas). Fez uma campanha brilhante, pois lembremo-nos que a Seleção Brasileira corria risco de não se classificar. Mas me importuna três coisas que não me conformo:

A primeira, a assinatura do manifesto contra Marco Polo Del Nero no movimento dos esportistas que visava a sua renúncia, onde foi enfático nas críticas, mas depois aceitou trabalhar para ele recebendo um altíssimo salário com a justificativa de servir o Brasil.

A segunda, a teimosia de não dar uma única oportunidade sequer a Vanderlei, goleiro do Santos (e deu a tantos outros), e se fazer de democrático ao dar chances até mesmo a William José nos amistosos. Faltou coerência. Aliás, ao levar para a Copa do Mundo Fredy e Tyson, por que não os utilizou? Não eram competentes o suficiente?

A terceira, enfim, o discurso de “posse de bola”. Eu ouvi todas as entrevistas pós-jogo e ontem ele alegou que o Brasil foi muito bem, justificando 2/3 da posse de bola. Ora, dias atrás o próprio Tite disse que só se pode usar a porcentagem de posse de bola para analisar o jogo quando está 0x0, pois depois que sai um gol o ímpeto dos clubes muda (o que está com o placar na frente perde a posse para o clube que ataca e busca o empate). Mudou de opinião em tão pouco tempo?

Repito: eu manteria Tite na Seleção Brasileira, mas não se pode poupá-lo ou preservá-lo de críticas apesar do trabalho ter sido bom (não ótimo). Morreu abraçado com essas convicções teimosas.

SOBRE A CARTOLAGEM

Fico triste com a euforia de muitos e a decepção na mesma proporção, em especial das crianças. Afinal, a Copa do Mundo é um evento mágico! Mas não se esqueça: a CBF é uma entidade privada, não é uma instituição pública ou ONG solidária. E ela foi presidida por Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero (ambos reconhecidamente corruptos no futebol) e agora por uma figura exótica, contestada e indevida chamada Coronel Nunes! Sem mais delongas… Sem contar que nenhum jogador é “coitadinho”, ganham milhares (e outros milhões) de dólares em seus clubes, não priorizando a Pátria-Mãe (e aqui é outro ponto a discutir: e deveriam? Afinal, a CBF é uma empresa que os explora pelos seus serviços na Seleção).

Não torço contra, mas o Hexacampeonato não mascararia tudo isso que foi citado?

FUTURO DA COPA

Enfim, repararam que o poderio dos clubes europeus agora reflete também nas Seleções? Assim como a Champions League é o torneio mais balado e organizado do mundo entre equipes, na principal competição entre seleções nacionais restaram somente países da Europa! A propósito, essa Copa tem tudo para a competentíssima geração belga faturar, no maravilhoso trabalho que se vem fazendo na Bélgica para que ela seja uma “nova Holanda” – mais planejada e atualizada.

Como consolo, poderemos ver a arbitragem sulamericana na final. A FIFA dispensou muitos árbitros, assistentes e VARs, privilegiando a permanência de dois combinados da América do Sul que foram muito bem até então: Andrés Cunha e seus bandeiras (Uruguai) e Sandro Meira Ricci (com Emerson Carvalho e Marcelo Van Gassen). Para mim, favoritos nessa ordem para apitar a decisão dia 15/07.

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– CR7 e a Sombra da Bananeira…

Ontem, Cristiano Ronaldo teve que abandonar a Copa do mundo devido a eliminação da Seleção Portuguesa diante do Uruguai.

Muitos criticam o jogador por ser extremamente vaidoso. Não penso assim; vide a reação dele após o gol sofrido por Cavani: raivoso, vibrante, querendo empatar logo (diferente de Messi, parecendo frio demais a cada gol da França sofrido pela Argentina, coincidentemente no mesmo dia de disputa).

Reproduzo uma fala de CR7 no dia 06/07/2009, quando ele saiu do Manchester United e se apresentou ao Real Madrid. Ovacionado pelos 85 mil torcedores que acompanharam sua chegada na época, quando indagado sobre “curtir ou não a noite madrilenha”, respondeu sem titubear:

“Ora, depois do que já ganhei de dinheiro, não posso deixar tudo à sombra da bananeira, há de se viver.”

É isso gajo. É vida que segue, e apesar da eliminação do Mundial da Rússia, lembre-se das 5 bolas de ouro e da grana que, como você mesmo disse, não deve ficar sob os pés de banana.

Aliás, quem tem uma imagem ruim de Cristiano Ronaldo, vale a pena conhecer suas obras e ações sociais, dignas de aplausos, que vão além do mundo do futebol. Dê uma lida nessa postagem, em: https://professorrafaelporcari.com/2018/02/14/um-doador-pouco-anonimo-que-tal-imita-lo/.

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– Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, caros colegas!

Na reunião sobre a discussão dos rumos do futebol brasileiro, promovida em 2016 pela CBF, ao discutir estabilidade entre os técnicos, o jornalista Rodrigo Mattos (Uol) lembrou muito bem o discurso do ex-lateral e agora treinador Jorginho:

“A gente tem que olhar os dois lados. É muito importante partir de nós, treinadores, seriedade, fidelidade, e buscar estabilidade para nós”.

Jorginho treinou 15 dias o Ceará, na série B, e abandonou o clube cearense para ser técnico do Vasco da Gama na série A.

Ficou somente no blablabá?

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– O problema é a insegurança da cidade ou o time contratante?

Viram essa história sobre o Marquinhos Gabriel? Assisti na Sportv a reportagem onde se justificava o não acerto do Botafogo com Marquinhos Gabriel por conta do medo da violência da Cidade Maravilhosa!

O Fogão houvera consultado o Corinthians sobre um possível empréstimo do atleta. Tendo autorização, fez uma proposta e, após várias negativas, o time carioca recebeu como resposta de recusa final a preocupação da segurança da família do jogador.

O boleiro há se ser profissional. Se assinou com um time X e está cumprindo com suas obrigações, ok. Não se pode obrigar a troca de clube de maneira forçada, azar de quem o contratou.

Agora, pensemos: o motivo real seria a violência no Rio de Janeiro (como se a cidade de São Paulo fosse muito diferente) ou o desejo da permanência no Corinthians, onde tem salário alto e está bem acomodado?

Difícil responder. Ou não?

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– Ditos de George Best

Se vivo fosse, o craque britânico George Best, norte-irlandês que virou ídolo do Manchester United, completaria 71 anos!

Alcoólatra e politicamente incorreto, são dele frases irônicas e marcantes como:

Em 1969 dei um tempo com bebidas e mulheres. Foram os piores 20 minutos da minha vida“.

Gastei muito dinheiro com mulheres, bebidas e carros velozes. O resto eu desperdicei“.

No final da vida, com apenas 58 anos, disse:

Todos viam que eu estava doente. Menos eu. Não morram como eu morri“.

Que pena que uma bela carreira terminou assim…

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– O ano trabalhado no futebol já acabou para alguns. Cadê o pessoal do Bom Senso?

Os Campeonatos Regionais, com pesar, têm sido um desserviço a muitos clubes de futebol. Em especial, faz com que alguns times se achem membros filiados profissionais, ao passo que se tornam esporádicos grupos de atletas sonhando com alguns meros jogos.

Vide Santo André e Linense, rebaixados para a série A2. Jogaram exatamente dois meses e o ano acabou! Se disputarem a Copa Paulista, sabem que “pagarão caro” para entrar em campo. Como não estão encaixados em série alguma do Brasileirão, dispensarão os atletas, as comissões técnicas, os funcionários diversos, e por aí vai.

Não cabe mais Campeonato Estadual do jeito como ele é. Os times pequenos devem ser incorporados em uma 5a ou 6a divisão nacional regionalizada, administradas pelas Federações, durando o ano inteiro (dando espaço para que os grandes clubes do Brasil que estão na série A também tenham um calendário decente).

Essa história de que “a vida do pequeno é quando o grande joga na sua casa não cola mais. Um jogo não banca o ano inteiro, é ilusão ou má fé de dirigente para saquear a bilheteria.

O mais gozado: o 6o e o 8o colocado do Campeonato Paulista (São Bento e Ituano) não estão classificados entre os 8 melhores. Vai entender…

Aí está uma boa pauta para a turma do Bom Senso FC, que depois do “auê” inicial simplesmente desapareceu: emprego no ano todo para os jogadores de futebol, e não por alguns poucos meses.

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– Sobrou para o Dorival!

O “homem que não colocava a bola para dentro do gol“, como mesmo disse em entrevista coletiva, ao se referir à má finalização de seus atletas, Dorival Jr, foi demitido do São Paulo FC.

Outro treinador? Mais um?

Onde estão os dirigentes respeitados, polidos, fortes e honrados do Tricolor do Morumbi?

Os jogadores não são lá essa coisa; os cartolas que demitem “n” profissionais também; então é mais fácil a corda estourar no lado mais fraco mesmo…

Ninguém demite / tira o Leco, né? Não era ele o diretor de futebol que queria demitir o Muricy Ramalho, que se sustentou no cargo e ganhou 3 vezes seguidas o Brasileirão?

Em tempo: do jeito que a moda vai, todo mundo espera o efeito “Carille”. Assim, André Jardine vai até onde der no cargo.

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– O Árbitro de Vídeo é oficializado. E agora, José? Mas será essa a grande modificação no Futebol?

Depois de 132 anos se reunindo para discutir as permissões, proibições e nortes da prática do então chamado “esporte bretão”, a International Board (IFAB), a “dona” das Regras do Futebol, sob lobby forte da FIFA (com o desejo pessoal do entusiasta da ideia, o seu presidente Gianni Infantinno), aprovou a maior mudança nas Regras do Futebol do século XXI neste histórico de 03 de março de 2018 (e uma das 3 maiores da história desse esporte, sem sombra de dúvida): a introdução oficial do Video Assistent Referee, o VAR (antes, estava em caráter experimental).

Ainda em dúvida se será usado já na Copa do Mundo da Rússia (A FIFA anunciará seu uso ou não dia 16/03, embora a tendência é a confirmação dele), o certo é que o índice de acerto das decisões nos 20 países que usaram tal sistema foi alto (e o Brasil somente ficou no blábláblá, prometendo e não usando).

O VAR será acionado pelo árbitro central ou interpelará o mesmo nos lances de

1- Confirmação ou não de gol;

2- Revisão da decisão de marcar ou não um pênalti;

3- Decisão de Cartão Vermelho a ser aplicado direto ou não;

4- Reconhecimento de atletas a serem punidos quando o árbitro possa não ter os identificados.

Por ser uma novidade, situações novas surgirão e deverão ser corrigidas. Mas imagine as Copas de 1962 (quando Nilton Santos deu o seu passo fora da grande área na não marcação do pênalti contra a Espanha no mata-mata da semifinal) ou 2002 (Brasil x Bélgica)? Se utilizado tal sistema, seríamos pentacampeões mundiais? Idem à Inglaterra em 1966 ou à incrível Argentina de Dom Diego Maradona em 1986, com a “Mão de Deus”.

Ao contrário, quantos títulos a mais como Campeões da Libertadores da América o nosso país teria? Vide Estudiantes x Santos na década de 60 ou as “operações” de Ubaldo Aquino e Carlos Amarilla contra Palmeiras e Corinthians, respectivamente, a favor do Boca Jrs.

Outra importante mudança (e talvez tão impactante quanto o VAR) é a permissão da comunicação eletrônica na área técnica. E aqui uma curiosidade: a FIFA foi fechando o cerco com rádios, celulares e tablets, pouco-a-pouco. Agora, escancara de vez liberando o uso da tecnologia a favor da recepção de dados e informações dos assistentes técnicos para com os treinadores (o que é ótimo). Repararam que José Mourinho e Vanderlei Luxemburgo começaram a “perder a mão” quando deixaram de receber seus dados da arquibancada ou via meios estatísticos eletrônicos? Mera coincidência ou não?

Enfim: viveremos um novo momento no futebol, esperando que o elemento humano que controla a tecnologia da arbitragem seja competente para as decisões (de nada adiantará a vantagem tecnológica se continuarmos com árbitros reféns de “sindicatos-patrões” e federações / confederações que fazem média com os clubes, sendo que o juiz de futebol continua sendo o ÚNICO AMADOR – juntamente com os gandulas –  no Mundo do Esporte).

Aguardemos para ver como será!

IMPORTANTE –

No primeiro parágrafo desse texto eu escrevi que o VAR era a maior modificação das Regras no século XXI (e uma das 3 da história). As outras são: no século XX a introdução dos cartões amarelos e vermelhos (que globalizou as punições e a linguagem futebolística aos atletas) e particularmente, penso que a maior modificação da história do futebol foi ocorrida no século XIX: a criação da figura do ÁRBITRO, em 1868. Diferente de hoje, ele ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, somente para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta aos capitães, fazendo parte oficialmente das regras.

Imaginaram um Corinthians x Palmeiras tendo que, a cada falta ou lance polêmico reclamado, sendo decidido acordado pelos seus capitães? Pense na não expulsão de Fágner ou no pênalti de Jaílson… Impossível de se crer.

E você, gostou do VAR?

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– O avanço do Manchester City na compra de times mundo afora e os novos donos do futebol

Um fenômeno nos negócios em esportes nesses dias atuais é a aquisição de clubes de futebol, que nada mais são do que empresas que buscam lucro, e não necessariamente títulos.

Veja alguns exemplos: o Chelsea pertence ao russo Abramovich; Milan e Internazionale foram adquiridos por dois grupos chineses das mãos de Sílvio Berlusconi e de Mássimo Moratti, respectivamente. O PSG, como é sabido, pertence à família real catariana. O Lille a um investidor que outrora empreendia na Fórmula 1. O Manchester United é do grupo empresarial americano dono do Tampa Bay. Até os emergentes dos novos mercados, como o Orlando City (EUA) vive esse fenômeno lá na MLS (o time é do brasileiro Flávio Augusto da Silva, ex-proprietário da Wizard).

Digo isso pois vejo o que vem fazendo o endinheirado Manchester City FC da Inglaterra, do emir Mansour bin Zayed Al-Nahyan, da família real dos Emirados Árabes Unidos. Ele é prefeito de um dos emirados, o de Abu Dhabi (no qual é proprietário da maior parte das terras, dos empreendimentos turísticos e do petróleo). Estima-se que sua fortuna pessoal seja de US$ 41 bilhões de dólares e a da sua família atinja 1 trilhão de dólares. Ele tem 6 filhos com suas duas atuais esposas (a lei islâmica permite tal situação). Gosta de jatos e barcos, sendo que sua última aquisição, o iate Topaz, custou 0,5 bilhão de euros (é o 7o mais caro do mundo).

Mansour bin Zayed Al-Nahyan criou uma holding chamada City Football Group para administrar seus negócios no futebol. E agora registra um processo expansionista, adquirindo clubes mundo afora. Além do Manchester City, ele já é dono do New York City FC nos EUA, do Melbourne City FC da Austrália e do Yokohama City FC do Japão (o antigo Yokohama Marinos). No meio do ano, ele adquiriu o controle do pequeno River, do Equador, mudando o nome para Guayaquil City FC. Nos últimos meses, investiu no Atlético Venezuela e na compra do Atlético Torque do Uruguai.

Dinheiro, obviamente, não deve faltar para tais aquisições. E repare que ele transforma equipes com nome de cidades homônimas identificando-as com o grupo (Manchester, New York, Melbourne, Guayaquil, Yokohama – ganhando o sobrenome City).

Nessa fase de entrada na América do Sul (adquirindo clubes fora da 1a divisão nacional – do interior do Equador, da Venezuela e do Uruguai), a tentação na pergunta é inevitável:

Se, por acaso, hipoteticamente, desembarcasse alguém do conglomerado internacional City Football Group no Brasil, viesse aqui na Terra da Uva e desejasse a compra do Paulista Futebol Clube, transformando-o em Jundiaí City FC (é praxe do grupo mudar o nome do time para a cidade-sede como acabamos de ler, e transformar as cores do time no conhecido azul do time-mãe inglês, o MCity). Qual deveria ser a reação da diretoria e dos torcedores?

– ACEITAR A PROPOSTA IMEDIATAMENTE

– DISPENSAR A OFERTA POR ORGULHO PRÓPRIO

– NEGOCIAR CALMAMENTE

Assim como penso ser fundamental a entrada de investidores sérios no esporte (não recusaria o “Red Bull Paulista” caso isso fosse possível), acho também que a profissionalização é inevitável.

Aliás, o que você pensa sobre clube-empresa?

A propósito, o principal motivo dos investimentos, segundo o próprio City Football Group, é de “adquirir talentos a custo mais baixo direto das suas filiais. Guardiola deve agradecer…

Em tempo: o Girona, da Espanha, um time que agrega jogadores em observação na Europa, pertence 44% ao Manchester City, outros 44% a Pere Guardiola (irmão de Pep Guardiola) e o restante a investidores diversos. O controle majoritário não pode estar nas mãos do City por conta da proibição da UEFA (que não permite que um grupo controle duas equipes por lá). Mas, sabidamente, são clubes com ótimo relacionamento, sendo que o Manchester City envia atletas em observação para o time espanhol.

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Na foto, Mansour bin Zayed com Stefano Domenicali, da Ferrari, durante o Grande Prêmio de F1 em Abu Dhabi, no autódromo Yas Marina Circuit, que é dele próprio.
Com informações da ESPN.com, Gazeta Esportiva.com.br, OESP e Wikipedia.

– Gabigol e o cartão bobo contra o Santo André. Há a preocupação de evitar Amarelos?

Gabriel Barbosa tem feito gols importantes na sua volta ao Brasil, depois do fiasco no Exterior. Mas está fora do clássico contra o Corinthians, no próximo final de semana, após um evitável Cartão Amarelo (que era o seu 3o) contra o Santo André.

Profissional que ganha muito dinheiro, mas irresponsável dentro de campo. Estar suspenso por tal ato valeria ser multado pelo seu clube ou não?

Uma pena por ser uma atração a menos no jogo. Mas quem “paga o pato” é o Peixe, que gasta uma alta grana e não pode contar com o jogador em partida tão importante. Aliás, um atacante receber 3 cartões amarelos em 4 jogos é muito, não?

Sempre disse desde quando apitava: jogador de frente tem que receber falta para amarelar a zaga adversária, nunca ficar pendurado por cartões.

Alguém precisa conversar com o menino…

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– Saudade da antiga Bandeirantes…

Lembro-me do Luciano do Valle e o jargão: Bandeirantes, o Canal do Esporte”!

Canal do Vôlei, do Boxe, da Fórmula Indy. Povoou as tardes de domingo dos meus anos 80 com o “Show do Esporte”, a melhor alternativa para quem não queria ficar no Programa Sílvio Santos.

Depois que a Bandeirantes mudou o seu logo das cores da bandeira paulista para demagógica verde-amarela, e se renomeou como Band… parece que até mesmo os ares mudaram!

Hoje está impossível assistir. Não só pelos freios nos investimentos em esporte, mas pelo seu castingNeto no comentário em jogos de futebol? Esqueça! Cheguei a apitar jogos dele no final de carreira, aqui em Jundiaí no Paulista FC (em jogos-treinos) e no profissional do Araçatuba. Um dos maiores batedores de falta que vi (mesmo estando fora de forma). Em 1990, deveria ter ido até à Copa da Itália, e não foi por teimosia do Lazzaroni.

Mas quando o Neto comenta futebol… não dá. Tenho que mudar de canal. Parece “TV Corinthians”! Pitacos que parecem direcionados, brigando com a imagem sem lucidez. Ou melhor: fora da realidade. Nada contra o Neto no campo pessoal (pois dizem que intimamente é um sujeito do bem), mas no campo profissional… Aff!

Como é que a Band não se preocupa com a qualidade de suas transmissões?
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Rebloguei do meu próprio blog, escrito há exatamente 1 ano, mas bem atualizado.

– As intrigantes questões de Palmeiras, Botafogo e Sindicato dos Treinadores.

Três perguntas inquietantes do começo da semana no futebol:

1- O Palmeiras tem um jogador que poderia estar na Seleção Brasileira, caso Tite desejasse: chamasse Lucas Lima, de passes geniais, ótimo armador, onipresente em campo e que joga com “a faca entre os dentes”. Resta apenas uma dúvida a mim: fisicamente, tem semelhança a um outro jogador que deve ser homônimo dele, um tal de Lucas Lima, que em 2017 estava no Santos FC. A propósito: de onde veio esse Lucas Lima palmeirense e para onde foi o Lucas Lima santista?

2- Felipe Tigrão, ex-jogador do Botafogo FR e que jogou 20 minutos pelo Paulista de Jundiaí no final dos anos 2000 (pedindo para sair do clube), atualmente é treinador de futebol utilizando seu nome de batismo, Felipe Conceição. E ele foi demitido com apenas 7 jogos por má avaliação do trabalho. Mas me assusto ao ler que ele tinha contrato assinado por 3 anos! Ora, tem que demitir quem o contratou e ofereceu tal tempo de trabalho. Receberá quanto de multa rescisória?

3- Os treinadores de futebol começaram a fazer protesto de 1 minuto de silêncio pela demissão de Osvaldo de Oliveira do Atlético Mineiro. Estão apoiando Osvaldo por culpa do episódio que envolveu Léo Gomide, jornalista que fez “perguntas e respostas” a ele e a entrevista acabou em discussão. Teria o CAM demitido por culpa disso (embora o clube negue)? O certo é: se os treinadores estão magoados com o time mineiro, que não aceitem o convite como novo treinador do Atlético!

Aliás, lembram do protesto hilário de Vanderlei Luxemburgo tapando a boca por conta própria? Ali não existiu outra coisa se não um grande “circo”.

A verdade é: no futebol, a ética, o profissionalismo e o respeito estão em baixa há muito tempo…

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– Os clubes adversários do Paulista FC na Segundona Sub 23 e a expectativa do torneio.

A 4a divisão regional do Estado de São Paulo se chamará Campeonato Paulista Sub 23 da 2a divisão de Profissionais; isso já é sabido. Mas tem muito clube inscrito e grande desnivelamento entre eles, seja no “peso da camisa”, na preparação, no financeiro e na tradição.

Veja só cada clube novato: Talento 10 de Marília, o Desportivo Prudente (não é a Prudentina nem o Prudentino, nem o Corinthians Prudente ou o Presidente Prudente FC, tampouco o Grêmio Esportivo Prudente), o novo Catanduva Futebol Clube (que fará clássico municipal contra o Catanduvense), a nova São-Carlense (não é o antigo São-Carlense nem o atual São Carlos), o Mauá Treinamentos e Futebol Eireli (um clube empresa para jogar contra a conhecida Mauaense). Aliás, quantos clássicos municipais, como União de Mogi x Atlético Mogi, São José x Joseense, Flamengo x AD Guarulhos, Assisense x Vocem de Assis, além de outros de rivalidade entre vizinhos: Elosport de Capão Bonito x Itararé!

Dos mais antigos dessa divisão, vejo o Andradina (já apitei Andradina x Ilha Solteira na última rodada da última divisão, estando os clubes em último e penúltimo, com uma historinha engraçada que ficará para outra postagem), o Tupã, a Santacruzense, o Fernandópolis (conhecido como Fefecê), o Taquaritinga e o Barcelona (clube paulistano do bairro da Capela do Socorro). Vira-e-mexe, sobem para a A3 ou ao menos a namoram, e depois voltam para a Segundona (que é a 4a). A esses, juntam-se o organizado Brasilis de Águas de Lindoia (time do Oscar, ex-zagueiro do São Paulo, dono do resort onde os árbitros da CBF se prepararam recentemente), o simpático Guarujá, o ordeiro Itapirense e o bem arrumado Jaguariúna.

Não nos esqueçamos também dos clubes tradicionais que, por motivos diversos, estão na última divisão: XV de Jaú, América de São José do Rio Preto, Inter de Bebedouro, Francana, Bandeirante de Birigui, Comercial de Ribeirão Preto, Jabaquara, Primavera de Indaiatuba, Independente de Limeira e… disparadamente, o “grandão” dessa divisão, o Paulista Futebol Clube.

Não seria adequado a volta da 5a (ou até mesmo da 6a divisão, antiga B3), para agrupar esses times tão jovens e outros tão mais humildes?

Aproveite e analise que é mais sem sentido:

1 um time centenário, com título nacional (Copa do Brasil 2005) e vice-campeão estadual (Paulistão 2004), tendo jogado a Libertadores da América e vencido o poderoso River Plate (2016), hoje jogar contra adversários novatos e modestos (por sua incompetência, lógico), ou

2- o absurdo número de 40 clubes brigando por apenas 2 vagas para o acesso?

Essas coisas são inconcebíveis: o Galo estar tão em baixa (como decaiu tanto em pouco tempo, fruto de má gestões) e a FPF reservar apenas para o Campeão e o Vice-Campeão o acesso para a 3a divisão, em um campeonato que pode ser de míseras 14 datas e ao mesmo tempo perdurar até o final do ano (veja a fórmula de disputa, uma coisa ímpar). É algo descabido, desmotivante e broxante, numa linguagem chula e que exprime a revolta.

Que a FPF faça mais divisões regionalizadas para que se fomente a competitividade! Na última rodada da 1a fase – pode anotar – teremos clubes que darão WO, alguns eliminados aos montes e, o temor maior, aquelas agremiações suscetíveis às máfias das apostas, acertando perder suas partidas por placares combinados. Ou isso nunca aconteceu? Ou melhor: não se divulgou o acontecido a todos…

Mesmo diante de todas essas peculiaridades, não há qualquer justificativa (mesmo com as dificuldades financeiras) para não se atestar: pelo peso da camisa, pelo estádio, pelo número e pela paixão dos seus torcedores, pelos títulos e pela sua história, o Paulista é o MAIOR TIME da competição. E por isso, tem a obrigação (para não se apequenar de vez) de subir para a A3.

Claro, o futebol é, talvez, o único esporte em que o melhor nem sempre ganha. Só que será frustrante chegar no final do ano e não ver o Galo erguer a Taça de Campeão.

Eu confio no trabalho sério do treinador Sérgio Caetano, reconheço as dificuldades financeiras e hercúleas do gerente de futebol Juninho, além do apoio da Torcida que não o abandona (aqui me refiro às “testemunhas de sempre”, que estão na boa e na ruim, entre anônimos e as organizadas). E é justamente por isso que o Tricolor da Terra da uva subirá: pela superação!

Aliás: de novo se especula sobre Nenê encerrar a carreira, um dia, no Paulista FC (“dê um Google” sobre esse assunto e verá o quanto ele próprio já atestou isso). Após assinar contrato com o SPFC por dois anos, será que concretizará essa vontade (manifestada diversas vezes), estando com o Galo na A2 (se tudo ocorrer bem, calculando o tempo de vínculo do atleta e confiando no acesso do Paulista FC até essa data prevista)?

Aliás, uma ideia: Nenê é muito querido pelo presidente do Paris Saint-Germain, o sheik Nasser Al-Khelaïfi, o catariano que levou a Copa de 2022 para o seu país, maior partícipe do bilionário fundo QSI (Qatar Sports investment) e “dono do Catar”. Nenê, quando jogou na França, foi artilheiro e ídolo no time parisiense e só saiu de lá por força do marketing e da chegada de Ibrahimovic. Quem sabe o nosso querido atleta jundiaiense não poderia convencer o endinheirado investidor a fazer uma parceria com o Tricolor da Terra da Uva?

Não custa pedir ou tentar…

Aliás, para um time da 4a divisão, há muita história de craques como Nenê (ou até mais famosos) que por aqui passaram… Vide essa montagem, abaixo, de ex-atletas do Paulista, e peço a ajuda: alguém sabe quem a montou? 

Ops: Precisamos achar uma vaguinha para o Alemão (ex-Napole e São Paulo, que foi muito bem em Jundiaí) e outra para o centroavante Gerson (ex-Internacional e Atlético Mineiro, que creio ter sido o primeiro atleta do Paulista a figurar na Seleção Brasileira). No banco, divido o espaço com os saudosos e queridos treinadores Giba e Capitão Nivaldo Bonassi (se bem que não devemos esquecer o Luiz Carlos Ferreira, por tudo o que aqui fez).

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