– Que bagunça, Santos!

O mundo do futebol ficou alardeando antes da Copa da Rússia: se um clube tivesse que demitir algum treinador, que o fizesse antes do recesso!

Pois bem: o Santos ficou todo esse tempo treinando, excursionou para o México e uma semana depois da Copa a diretoria demitiu o técnico Jair Ventura. Resumidamente: perdeu-se 40 dias de trabalho.

De que adiantou uma inter-temporada se tudo o que foi feito foi jogado fora? E o presidente Peres garantiu que não iria demiti-lo. O mais impressionante é: só agora chegaram os reforços contratados.

Será que se esses reforços fossem dados a Jair Ventura, o time teria outro comportamento?

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– O uso comedido das Redes Sociais: a demissão do diretor da Disney!

James Gunn, o importante diretor de Hollywood e responsável pelos filmes da franquia Guardiões da Galáxia, da Marvel (que hoje é uma empresa do grupo Disney) foi demitido na semana passada por tuítes de cunho racista em 2013!

Segundo a emissora, nenhum tipo de preconceito pode ocorrer por seus colaboradores, já que ela, Disney, tem valores sociais a defender. Gunn, por sua vez, diz que errou, mas que hoje é uma pessoa melhor.

E aí?

Se por um lado, deve-se separar a vida pessoal da profissional, ao mesmo tempo, deve-se entender que o profissional representa a instituição que trabalha. Difícil não associar, né?

O certo é: cuidado com o que você registra na Internet, pois as opiniões podem se perpetualizarem!

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– Dudu ganha pouco?

Dudu, jogador  do Palmeiras, ganha próximo de R$ 700 mil por mês. Nessa última janela de transferências, recebeu uma proposta para ir à China e ter vencimentos mensais de 2 milhões!

Tentador?

Claro. Mas ele tem contrato com a equipe brasileira e tem que cumprir. Se quiser sair, faça um distrato, pague a multa e resolva. O que não pode é “fazer biquinho” e postar nas redes sociais que está chateado / infeliz / triste.

Aliás, receber o que ele recebe não é muito bom? Lógico que salário é algo bem particular, mas assusta imaginar que alguém possa reclamar de tal bufunfa caindo em sua conta bancária todo mês…

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– Carlos Drummond de Andrade e Zico me representam!

Ainda sobre a eliminação da Seleção Brasileira, muitas pessoas – como eu – pensam exatamente como o escritor Carlos Drummond de Andrade.

No tuíte do jornalista Augusto Nunes, a ótima e oportuna lembrança. Abaixo:

Se preferir, Jamil Chade, consagrado jornalista e correspondente do Estadão, rememorou Zico, numa declaração muito realista. Segue:

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Não ouso discordar!

– Minhas impressões sobre a eliminação da Seleção Brasileira, Erros da Cartolagem e do Corpo Diretivo, além dos questionamentos da Arbitragem.

Comecemos pelo fim: leio algumas pessoas comentando sobre os lances reclamados na partida entre Brasil 1×2 Bélgica . São dois pênaltis:

O primeiro, em Gabriel Jesus: que o zagueiro belga toca no centroavante brasileiro, não há dúvida. A questão é: a bola já teria ou não ultrapassado a linha de meta? Acompanhei pelas imagens e pelo que os replays mostraram, não há clareza para mim. Se passou, não é pênalti (pois a bola já estava fora de jogo). Se não passou, tiro penal. Fui perguntado se a mudança da Regra não determina que quando a bola sai do gramado não se deve marcar a falta. NÃO! Nada disso, o que mudou foi exatamente o contrário: se a bola está em campo e quem sai são os jogadores, aí sim deve se marcar a infração (se a bola estava no campo de jogo, reinício com falta na lateral; mas se dentro da área, se marca pênalti). Realmente não consigo uma imagem que mostra onde a bola estava (dentro ou fora) naquela ocasião.

O segundo, em Neymar, no final do jogo, quando o camisa 10 tenta o cabeceio. A mão do seu marcador realmente toca nele, mas não há o desequilíbrio do atleta por conta dela. Ali, perceba que o jogador, ao passar da bola, simula posteriormente a expressão de dor e cai. Uma simulação desesperada em busca do empate.

Aliás, se em 2002 fomos beneficiados pela arbitragem contra a Bélgica (e de fato fomos), nem reclamar poderíamos agora…

SOBRE TITE

Sempre o achei um bom treinador, sujeito sério, respeitoso (ao menos, nas vezes que trabalhei com ele, nunca tive problemas – ele é duro, mas educado nas queixas). Fez uma campanha brilhante, pois lembremo-nos que a Seleção Brasileira corria risco de não se classificar. Mas me importuna três coisas que não me conformo:

A primeira, a assinatura do manifesto contra Marco Polo Del Nero no movimento dos esportistas que visava a sua renúncia, onde foi enfático nas críticas, mas depois aceitou trabalhar para ele recebendo um altíssimo salário com a justificativa de servir o Brasil.

A segunda, a teimosia de não dar uma única oportunidade sequer a Vanderlei, goleiro do Santos (e deu a tantos outros), e se fazer de democrático ao dar chances até mesmo a William José nos amistosos. Faltou coerência. Aliás, ao levar para a Copa do Mundo Fredy e Tyson, por que não os utilizou? Não eram competentes o suficiente?

A terceira, enfim, o discurso de “posse de bola”. Eu ouvi todas as entrevistas pós-jogo e ontem ele alegou que o Brasil foi muito bem, justificando 2/3 da posse de bola. Ora, dias atrás o próprio Tite disse que só se pode usar a porcentagem de posse de bola para analisar o jogo quando está 0x0, pois depois que sai um gol o ímpeto dos clubes muda (o que está com o placar na frente perde a posse para o clube que ataca e busca o empate). Mudou de opinião em tão pouco tempo?

Repito: eu manteria Tite na Seleção Brasileira, mas não se pode poupá-lo ou preservá-lo de críticas apesar do trabalho ter sido bom (não ótimo). Morreu abraçado com essas convicções teimosas.

SOBRE A CARTOLAGEM

Fico triste com a euforia de muitos e a decepção na mesma proporção, em especial das crianças. Afinal, a Copa do Mundo é um evento mágico! Mas não se esqueça: a CBF é uma entidade privada, não é uma instituição pública ou ONG solidária. E ela foi presidida por Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero (ambos reconhecidamente corruptos no futebol) e agora por uma figura exótica, contestada e indevida chamada Coronel Nunes! Sem mais delongas… Sem contar que nenhum jogador é “coitadinho”, ganham milhares (e outros milhões) de dólares em seus clubes, não priorizando a Pátria-Mãe (e aqui é outro ponto a discutir: e deveriam? Afinal, a CBF é uma empresa que os explora pelos seus serviços na Seleção).

Não torço contra, mas o Hexacampeonato não mascararia tudo isso que foi citado?

FUTURO DA COPA

Enfim, repararam que o poderio dos clubes europeus agora reflete também nas Seleções? Assim como a Champions League é o torneio mais balado e organizado do mundo entre equipes, na principal competição entre seleções nacionais restaram somente países da Europa! A propósito, essa Copa tem tudo para a competentíssima geração belga faturar, no maravilhoso trabalho que se vem fazendo na Bélgica para que ela seja uma “nova Holanda” – mais planejada e atualizada.

Como consolo, poderemos ver a arbitragem sulamericana na final. A FIFA dispensou muitos árbitros, assistentes e VARs, privilegiando a permanência de dois combinados da América do Sul que foram muito bem até então: Andrés Cunha e seus bandeiras (Uruguai) e Sandro Meira Ricci (com Emerson Carvalho e Marcelo Van Gassen). Para mim, favoritos nessa ordem para apitar a decisão dia 15/07.

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– CR7 e a Sombra da Bananeira…

Ontem, Cristiano Ronaldo teve que abandonar a Copa do mundo devido a eliminação da Seleção Portuguesa diante do Uruguai.

Muitos criticam o jogador por ser extremamente vaidoso. Não penso assim; vide a reação dele após o gol sofrido por Cavani: raivoso, vibrante, querendo empatar logo (diferente de Messi, parecendo frio demais a cada gol da França sofrido pela Argentina, coincidentemente no mesmo dia de disputa).

Reproduzo uma fala de CR7 no dia 06/07/2009, quando ele saiu do Manchester United e se apresentou ao Real Madrid. Ovacionado pelos 85 mil torcedores que acompanharam sua chegada na época, quando indagado sobre “curtir ou não a noite madrilenha”, respondeu sem titubear:

“Ora, depois do que já ganhei de dinheiro, não posso deixar tudo à sombra da bananeira, há de se viver.”

É isso gajo. É vida que segue, e apesar da eliminação do Mundial da Rússia, lembre-se das 5 bolas de ouro e da grana que, como você mesmo disse, não deve ficar sob os pés de banana.

Aliás, quem tem uma imagem ruim de Cristiano Ronaldo, vale a pena conhecer suas obras e ações sociais, dignas de aplausos, que vão além do mundo do futebol. Dê uma lida nessa postagem, em: https://professorrafaelporcari.com/2018/02/14/um-doador-pouco-anonimo-que-tal-imita-lo/.

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– Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, caros colegas!

Na reunião sobre a discussão dos rumos do futebol brasileiro, promovida em 2016 pela CBF, ao discutir estabilidade entre os técnicos, o jornalista Rodrigo Mattos (Uol) lembrou muito bem o discurso do ex-lateral e agora treinador Jorginho:

“A gente tem que olhar os dois lados. É muito importante partir de nós, treinadores, seriedade, fidelidade, e buscar estabilidade para nós”.

Jorginho treinou 15 dias o Ceará, na série B, e abandonou o clube cearense para ser técnico do Vasco da Gama na série A.

Ficou somente no blablabá?

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– O problema é a insegurança da cidade ou o time contratante?

Viram essa história sobre o Marquinhos Gabriel? Assisti na Sportv a reportagem onde se justificava o não acerto do Botafogo com Marquinhos Gabriel por conta do medo da violência da Cidade Maravilhosa!

O Fogão houvera consultado o Corinthians sobre um possível empréstimo do atleta. Tendo autorização, fez uma proposta e, após várias negativas, o time carioca recebeu como resposta de recusa final a preocupação da segurança da família do jogador.

O boleiro há se ser profissional. Se assinou com um time X e está cumprindo com suas obrigações, ok. Não se pode obrigar a troca de clube de maneira forçada, azar de quem o contratou.

Agora, pensemos: o motivo real seria a violência no Rio de Janeiro (como se a cidade de São Paulo fosse muito diferente) ou o desejo da permanência no Corinthians, onde tem salário alto e está bem acomodado?

Difícil responder. Ou não?

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– Ditos de George Best

Se vivo fosse, o craque britânico George Best, norte-irlandês que virou ídolo do Manchester United, completaria 71 anos!

Alcoólatra e politicamente incorreto, são dele frases irônicas e marcantes como:

Em 1969 dei um tempo com bebidas e mulheres. Foram os piores 20 minutos da minha vida“.

Gastei muito dinheiro com mulheres, bebidas e carros velozes. O resto eu desperdicei“.

No final da vida, com apenas 58 anos, disse:

Todos viam que eu estava doente. Menos eu. Não morram como eu morri“.

Que pena que uma bela carreira terminou assim…

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– O ano trabalhado no futebol já acabou para alguns. Cadê o pessoal do Bom Senso?

Os Campeonatos Regionais, com pesar, têm sido um desserviço a muitos clubes de futebol. Em especial, faz com que alguns times se achem membros filiados profissionais, ao passo que se tornam esporádicos grupos de atletas sonhando com alguns meros jogos.

Vide Santo André e Linense, rebaixados para a série A2. Jogaram exatamente dois meses e o ano acabou! Se disputarem a Copa Paulista, sabem que “pagarão caro” para entrar em campo. Como não estão encaixados em série alguma do Brasileirão, dispensarão os atletas, as comissões técnicas, os funcionários diversos, e por aí vai.

Não cabe mais Campeonato Estadual do jeito como ele é. Os times pequenos devem ser incorporados em uma 5a ou 6a divisão nacional regionalizada, administradas pelas Federações, durando o ano inteiro (dando espaço para que os grandes clubes do Brasil que estão na série A também tenham um calendário decente).

Essa história de que “a vida do pequeno é quando o grande joga na sua casa não cola mais. Um jogo não banca o ano inteiro, é ilusão ou má fé de dirigente para saquear a bilheteria.

O mais gozado: o 6o e o 8o colocado do Campeonato Paulista (São Bento e Ituano) não estão classificados entre os 8 melhores. Vai entender…

Aí está uma boa pauta para a turma do Bom Senso FC, que depois do “auê” inicial simplesmente desapareceu: emprego no ano todo para os jogadores de futebol, e não por alguns poucos meses.

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– Sobrou para o Dorival!

O “homem que não colocava a bola para dentro do gol“, como mesmo disse em entrevista coletiva, ao se referir à má finalização de seus atletas, Dorival Jr, foi demitido do São Paulo FC.

Outro treinador? Mais um?

Onde estão os dirigentes respeitados, polidos, fortes e honrados do Tricolor do Morumbi?

Os jogadores não são lá essa coisa; os cartolas que demitem “n” profissionais também; então é mais fácil a corda estourar no lado mais fraco mesmo…

Ninguém demite / tira o Leco, né? Não era ele o diretor de futebol que queria demitir o Muricy Ramalho, que se sustentou no cargo e ganhou 3 vezes seguidas o Brasileirão?

Em tempo: do jeito que a moda vai, todo mundo espera o efeito “Carille”. Assim, André Jardine vai até onde der no cargo.

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– O Árbitro de Vídeo é oficializado. E agora, José? Mas será essa a grande modificação no Futebol?

Depois de 132 anos se reunindo para discutir as permissões, proibições e nortes da prática do então chamado “esporte bretão”, a International Board (IFAB), a “dona” das Regras do Futebol, sob lobby forte da FIFA (com o desejo pessoal do entusiasta da ideia, o seu presidente Gianni Infantinno), aprovou a maior mudança nas Regras do Futebol do século XXI neste histórico de 03 de março de 2018 (e uma das 3 maiores da história desse esporte, sem sombra de dúvida): a introdução oficial do Video Assistent Referee, o VAR (antes, estava em caráter experimental).

Ainda em dúvida se será usado já na Copa do Mundo da Rússia (A FIFA anunciará seu uso ou não dia 16/03, embora a tendência é a confirmação dele), o certo é que o índice de acerto das decisões nos 20 países que usaram tal sistema foi alto (e o Brasil somente ficou no blábláblá, prometendo e não usando).

O VAR será acionado pelo árbitro central ou interpelará o mesmo nos lances de

1- Confirmação ou não de gol;

2- Revisão da decisão de marcar ou não um pênalti;

3- Decisão de Cartão Vermelho a ser aplicado direto ou não;

4- Reconhecimento de atletas a serem punidos quando o árbitro possa não ter os identificados.

Por ser uma novidade, situações novas surgirão e deverão ser corrigidas. Mas imagine as Copas de 1962 (quando Nilton Santos deu o seu passo fora da grande área na não marcação do pênalti contra a Espanha no mata-mata da semifinal) ou 2002 (Brasil x Bélgica)? Se utilizado tal sistema, seríamos pentacampeões mundiais? Idem à Inglaterra em 1966 ou à incrível Argentina de Dom Diego Maradona em 1986, com a “Mão de Deus”.

Ao contrário, quantos títulos a mais como Campeões da Libertadores da América o nosso país teria? Vide Estudiantes x Santos na década de 60 ou as “operações” de Ubaldo Aquino e Carlos Amarilla contra Palmeiras e Corinthians, respectivamente, a favor do Boca Jrs.

Outra importante mudança (e talvez tão impactante quanto o VAR) é a permissão da comunicação eletrônica na área técnica. E aqui uma curiosidade: a FIFA foi fechando o cerco com rádios, celulares e tablets, pouco-a-pouco. Agora, escancara de vez liberando o uso da tecnologia a favor da recepção de dados e informações dos assistentes técnicos para com os treinadores (o que é ótimo). Repararam que José Mourinho e Vanderlei Luxemburgo começaram a “perder a mão” quando deixaram de receber seus dados da arquibancada ou via meios estatísticos eletrônicos? Mera coincidência ou não?

Enfim: viveremos um novo momento no futebol, esperando que o elemento humano que controla a tecnologia da arbitragem seja competente para as decisões (de nada adiantará a vantagem tecnológica se continuarmos com árbitros reféns de “sindicatos-patrões” e federações / confederações que fazem média com os clubes, sendo que o juiz de futebol continua sendo o ÚNICO AMADOR – juntamente com os gandulas –  no Mundo do Esporte).

Aguardemos para ver como será!

IMPORTANTE –

No primeiro parágrafo desse texto eu escrevi que o VAR era a maior modificação das Regras no século XXI (e uma das 3 da história). As outras são: no século XX a introdução dos cartões amarelos e vermelhos (que globalizou as punições e a linguagem futebolística aos atletas) e particularmente, penso que a maior modificação da história do futebol foi ocorrida no século XIX: a criação da figura do ÁRBITRO, em 1868. Diferente de hoje, ele ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, somente para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta aos capitães, fazendo parte oficialmente das regras.

Imaginaram um Corinthians x Palmeiras tendo que, a cada falta ou lance polêmico reclamado, sendo decidido acordado pelos seus capitães? Pense na não expulsão de Fágner ou no pênalti de Jaílson… Impossível de se crer.

E você, gostou do VAR?

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– O avanço do Manchester City na compra de times mundo afora e os novos donos do futebol

Um fenômeno nos negócios em esportes nesses dias atuais é a aquisição de clubes de futebol, que nada mais são do que empresas que buscam lucro, e não necessariamente títulos.

Veja alguns exemplos: o Chelsea pertence ao russo Abramovich; Milan e Internazionale foram adquiridos por dois grupos chineses das mãos de Sílvio Berlusconi e de Mássimo Moratti, respectivamente. O PSG, como é sabido, pertence à família real catariana. O Lille a um investidor que outrora empreendia na Fórmula 1. O Manchester United é do grupo empresarial americano dono do Tampa Bay. Até os emergentes dos novos mercados, como o Orlando City (EUA) vive esse fenômeno lá na MLS (o time é do brasileiro Flávio Augusto da Silva, ex-proprietário da Wizard).

Digo isso pois vejo o que vem fazendo o endinheirado Manchester City FC da Inglaterra, do emir Mansour bin Zayed Al-Nahyan, da família real dos Emirados Árabes Unidos. Ele é prefeito de um dos emirados, o de Abu Dhabi (no qual é proprietário da maior parte das terras, dos empreendimentos turísticos e do petróleo). Estima-se que sua fortuna pessoal seja de US$ 41 bilhões de dólares e a da sua família atinja 1 trilhão de dólares. Ele tem 6 filhos com suas duas atuais esposas (a lei islâmica permite tal situação). Gosta de jatos e barcos, sendo que sua última aquisição, o iate Topaz, custou 0,5 bilhão de euros (é o 7o mais caro do mundo).

Mansour bin Zayed Al-Nahyan criou uma holding chamada City Football Group para administrar seus negócios no futebol. E agora registra um processo expansionista, adquirindo clubes mundo afora. Além do Manchester City, ele já é dono do New York City FC nos EUA, do Melbourne City FC da Austrália e do Yokohama City FC do Japão (o antigo Yokohama Marinos). No meio do ano, ele adquiriu o controle do pequeno River, do Equador, mudando o nome para Guayaquil City FC. Nos últimos meses, investiu no Atlético Venezuela e na compra do Atlético Torque do Uruguai.

Dinheiro, obviamente, não deve faltar para tais aquisições. E repare que ele transforma equipes com nome de cidades homônimas identificando-as com o grupo (Manchester, New York, Melbourne, Guayaquil, Yokohama – ganhando o sobrenome City).

Nessa fase de entrada na América do Sul (adquirindo clubes fora da 1a divisão nacional – do interior do Equador, da Venezuela e do Uruguai), a tentação na pergunta é inevitável:

Se, por acaso, hipoteticamente, desembarcasse alguém do conglomerado internacional City Football Group no Brasil, viesse aqui na Terra da Uva e desejasse a compra do Paulista Futebol Clube, transformando-o em Jundiaí City FC (é praxe do grupo mudar o nome do time para a cidade-sede como acabamos de ler, e transformar as cores do time no conhecido azul do time-mãe inglês, o MCity). Qual deveria ser a reação da diretoria e dos torcedores?

– ACEITAR A PROPOSTA IMEDIATAMENTE

– DISPENSAR A OFERTA POR ORGULHO PRÓPRIO

– NEGOCIAR CALMAMENTE

Assim como penso ser fundamental a entrada de investidores sérios no esporte (não recusaria o “Red Bull Paulista” caso isso fosse possível), acho também que a profissionalização é inevitável.

Aliás, o que você pensa sobre clube-empresa?

A propósito, o principal motivo dos investimentos, segundo o próprio City Football Group, é de “adquirir talentos a custo mais baixo direto das suas filiais. Guardiola deve agradecer…

Em tempo: o Girona, da Espanha, um time que agrega jogadores em observação na Europa, pertence 44% ao Manchester City, outros 44% a Pere Guardiola (irmão de Pep Guardiola) e o restante a investidores diversos. O controle majoritário não pode estar nas mãos do City por conta da proibição da UEFA (que não permite que um grupo controle duas equipes por lá). Mas, sabidamente, são clubes com ótimo relacionamento, sendo que o Manchester City envia atletas em observação para o time espanhol.

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Na foto, Mansour bin Zayed com Stefano Domenicali, da Ferrari, durante o Grande Prêmio de F1 em Abu Dhabi, no autódromo Yas Marina Circuit, que é dele próprio.
Com informações da ESPN.com, Gazeta Esportiva.com.br, OESP e Wikipedia.

– Gabigol e o cartão bobo contra o Santo André. Há a preocupação de evitar Amarelos?

Gabriel Barbosa tem feito gols importantes na sua volta ao Brasil, depois do fiasco no Exterior. Mas está fora do clássico contra o Corinthians, no próximo final de semana, após um evitável Cartão Amarelo (que era o seu 3o) contra o Santo André.

Profissional que ganha muito dinheiro, mas irresponsável dentro de campo. Estar suspenso por tal ato valeria ser multado pelo seu clube ou não?

Uma pena por ser uma atração a menos no jogo. Mas quem “paga o pato” é o Peixe, que gasta uma alta grana e não pode contar com o jogador em partida tão importante. Aliás, um atacante receber 3 cartões amarelos em 4 jogos é muito, não?

Sempre disse desde quando apitava: jogador de frente tem que receber falta para amarelar a zaga adversária, nunca ficar pendurado por cartões.

Alguém precisa conversar com o menino…

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– Saudade da antiga Bandeirantes…

Lembro-me do Luciano do Valle e o jargão: Bandeirantes, o Canal do Esporte”!

Canal do Vôlei, do Boxe, da Fórmula Indy. Povoou as tardes de domingo dos meus anos 80 com o “Show do Esporte”, a melhor alternativa para quem não queria ficar no Programa Sílvio Santos.

Depois que a Bandeirantes mudou o seu logo das cores da bandeira paulista para demagógica verde-amarela, e se renomeou como Band… parece que até mesmo os ares mudaram!

Hoje está impossível assistir. Não só pelos freios nos investimentos em esporte, mas pelo seu castingNeto no comentário em jogos de futebol? Esqueça! Cheguei a apitar jogos dele no final de carreira, aqui em Jundiaí no Paulista FC (em jogos-treinos) e no profissional do Araçatuba. Um dos maiores batedores de falta que vi (mesmo estando fora de forma). Em 1990, deveria ter ido até à Copa da Itália, e não foi por teimosia do Lazzaroni.

Mas quando o Neto comenta futebol… não dá. Tenho que mudar de canal. Parece “TV Corinthians”! Pitacos que parecem direcionados, brigando com a imagem sem lucidez. Ou melhor: fora da realidade. Nada contra o Neto no campo pessoal (pois dizem que intimamente é um sujeito do bem), mas no campo profissional… Aff!

Como é que a Band não se preocupa com a qualidade de suas transmissões?
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Rebloguei do meu próprio blog, escrito há exatamente 1 ano, mas bem atualizado.

– As intrigantes questões de Palmeiras, Botafogo e Sindicato dos Treinadores.

Três perguntas inquietantes do começo da semana no futebol:

1- O Palmeiras tem um jogador que poderia estar na Seleção Brasileira, caso Tite desejasse: chamasse Lucas Lima, de passes geniais, ótimo armador, onipresente em campo e que joga com “a faca entre os dentes”. Resta apenas uma dúvida a mim: fisicamente, tem semelhança a um outro jogador que deve ser homônimo dele, um tal de Lucas Lima, que em 2017 estava no Santos FC. A propósito: de onde veio esse Lucas Lima palmeirense e para onde foi o Lucas Lima santista?

2- Felipe Tigrão, ex-jogador do Botafogo FR e que jogou 20 minutos pelo Paulista de Jundiaí no final dos anos 2000 (pedindo para sair do clube), atualmente é treinador de futebol utilizando seu nome de batismo, Felipe Conceição. E ele foi demitido com apenas 7 jogos por má avaliação do trabalho. Mas me assusto ao ler que ele tinha contrato assinado por 3 anos! Ora, tem que demitir quem o contratou e ofereceu tal tempo de trabalho. Receberá quanto de multa rescisória?

3- Os treinadores de futebol começaram a fazer protesto de 1 minuto de silêncio pela demissão de Osvaldo de Oliveira do Atlético Mineiro. Estão apoiando Osvaldo por culpa do episódio que envolveu Léo Gomide, jornalista que fez “perguntas e respostas” a ele e a entrevista acabou em discussão. Teria o CAM demitido por culpa disso (embora o clube negue)? O certo é: se os treinadores estão magoados com o time mineiro, que não aceitem o convite como novo treinador do Atlético!

Aliás, lembram do protesto hilário de Vanderlei Luxemburgo tapando a boca por conta própria? Ali não existiu outra coisa se não um grande “circo”.

A verdade é: no futebol, a ética, o profissionalismo e o respeito estão em baixa há muito tempo…

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– Os clubes adversários do Paulista FC na Segundona Sub 23 e a expectativa do torneio.

A 4a divisão regional do Estado de São Paulo se chamará Campeonato Paulista Sub 23 da 2a divisão de Profissionais; isso já é sabido. Mas tem muito clube inscrito e grande desnivelamento entre eles, seja no “peso da camisa”, na preparação, no financeiro e na tradição.

Veja só cada clube novato: Talento 10 de Marília, o Desportivo Prudente (não é a Prudentina nem o Prudentino, nem o Corinthians Prudente ou o Presidente Prudente FC, tampouco o Grêmio Esportivo Prudente), o novo Catanduva Futebol Clube (que fará clássico municipal contra o Catanduvense), a nova São-Carlense (não é o antigo São-Carlense nem o atual São Carlos), o Mauá Treinamentos e Futebol Eireli (um clube empresa para jogar contra a conhecida Mauaense). Aliás, quantos clássicos municipais, como União de Mogi x Atlético Mogi, São José x Joseense, Flamengo x AD Guarulhos, Assisense x Vocem de Assis, além de outros de rivalidade entre vizinhos: Elosport de Capão Bonito x Itararé!

Dos mais antigos dessa divisão, vejo o Andradina (já apitei Andradina x Ilha Solteira na última rodada da última divisão, estando os clubes em último e penúltimo, com uma historinha engraçada que ficará para outra postagem), o Tupã, a Santacruzense, o Fernandópolis (conhecido como Fefecê), o Taquaritinga e o Barcelona (clube paulistano do bairro da Capela do Socorro). Vira-e-mexe, sobem para a A3 ou ao menos a namoram, e depois voltam para a Segundona (que é a 4a). A esses, juntam-se o organizado Brasilis de Águas de Lindoia (time do Oscar, ex-zagueiro do São Paulo, dono do resort onde os árbitros da CBF se prepararam recentemente), o simpático Guarujá, o ordeiro Itapirense e o bem arrumado Jaguariúna.

Não nos esqueçamos também dos clubes tradicionais que, por motivos diversos, estão na última divisão: XV de Jaú, América de São José do Rio Preto, Inter de Bebedouro, Francana, Bandeirante de Birigui, Comercial de Ribeirão Preto, Jabaquara, Primavera de Indaiatuba, Independente de Limeira e… disparadamente, o “grandão” dessa divisão, o Paulista Futebol Clube.

Não seria adequado a volta da 5a (ou até mesmo da 6a divisão, antiga B3), para agrupar esses times tão jovens e outros tão mais humildes?

Aproveite e analise que é mais sem sentido:

1 um time centenário, com título nacional (Copa do Brasil 2005) e vice-campeão estadual (Paulistão 2004), tendo jogado a Libertadores da América e vencido o poderoso River Plate (2016), hoje jogar contra adversários novatos e modestos (por sua incompetência, lógico), ou

2- o absurdo número de 40 clubes brigando por apenas 2 vagas para o acesso?

Essas coisas são inconcebíveis: o Galo estar tão em baixa (como decaiu tanto em pouco tempo, fruto de má gestões) e a FPF reservar apenas para o Campeão e o Vice-Campeão o acesso para a 3a divisão, em um campeonato que pode ser de míseras 14 datas e ao mesmo tempo perdurar até o final do ano (veja a fórmula de disputa, uma coisa ímpar). É algo descabido, desmotivante e broxante, numa linguagem chula e que exprime a revolta.

Que a FPF faça mais divisões regionalizadas para que se fomente a competitividade! Na última rodada da 1a fase – pode anotar – teremos clubes que darão WO, alguns eliminados aos montes e, o temor maior, aquelas agremiações suscetíveis às máfias das apostas, acertando perder suas partidas por placares combinados. Ou isso nunca aconteceu? Ou melhor: não se divulgou o acontecido a todos…

Mesmo diante de todas essas peculiaridades, não há qualquer justificativa (mesmo com as dificuldades financeiras) para não se atestar: pelo peso da camisa, pelo estádio, pelo número e pela paixão dos seus torcedores, pelos títulos e pela sua história, o Paulista é o MAIOR TIME da competição. E por isso, tem a obrigação (para não se apequenar de vez) de subir para a A3.

Claro, o futebol é, talvez, o único esporte em que o melhor nem sempre ganha. Só que será frustrante chegar no final do ano e não ver o Galo erguer a Taça de Campeão.

Eu confio no trabalho sério do treinador Sérgio Caetano, reconheço as dificuldades financeiras e hercúleas do gerente de futebol Juninho, além do apoio da Torcida que não o abandona (aqui me refiro às “testemunhas de sempre”, que estão na boa e na ruim, entre anônimos e as organizadas). E é justamente por isso que o Tricolor da Terra da uva subirá: pela superação!

Aliás: de novo se especula sobre Nenê encerrar a carreira, um dia, no Paulista FC (“dê um Google” sobre esse assunto e verá o quanto ele próprio já atestou isso). Após assinar contrato com o SPFC por dois anos, será que concretizará essa vontade (manifestada diversas vezes), estando com o Galo na A2 (se tudo ocorrer bem, calculando o tempo de vínculo do atleta e confiando no acesso do Paulista FC até essa data prevista)?

Aliás, uma ideia: Nenê é muito querido pelo presidente do Paris Saint-Germain, o sheik Nasser Al-Khelaïfi, o catariano que levou a Copa de 2022 para o seu país, maior partícipe do bilionário fundo QSI (Qatar Sports investment) e “dono do Catar”. Nenê, quando jogou na França, foi artilheiro e ídolo no time parisiense e só saiu de lá por força do marketing e da chegada de Ibrahimovic. Quem sabe o nosso querido atleta jundiaiense não poderia convencer o endinheirado investidor a fazer uma parceria com o Tricolor da Terra da Uva?

Não custa pedir ou tentar…

Aliás, para um time da 4a divisão, há muita história de craques como Nenê (ou até mais famosos) que por aqui passaram… Vide essa montagem, abaixo, de ex-atletas do Paulista, e peço a ajuda: alguém sabe quem a montou? 

Ops: Precisamos achar uma vaguinha para o Alemão (ex-Napole e São Paulo, que foi muito bem em Jundiaí) e outra para o centroavante Gerson (ex-Internacional e Atlético Mineiro, que creio ter sido o primeiro atleta do Paulista a figurar na Seleção Brasileira). No banco, divido o espaço com os saudosos e queridos treinadores Giba e Capitão Nivaldo Bonassi (se bem que não devemos esquecer o Luiz Carlos Ferreira, por tudo o que aqui fez).

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– Um emprego dos sonhos?

Ser advogado de político em Brasília parece que é um bom negócio. Viram os milhões que cada um deles cobra para defender os larápios do colarinho branco?

Nada contra eles, afinal, são profissionais do Direito e exercem o seu ofício. Se eles pedem valores absurdos (você não leu errado acima: milhões de reais, não milhares), é porque há quem pode pagar. E se contratou, é sinal de que está de acordo.

Pense: se um político entrou pobre e ficou milionário, como justificar que com o seu soldo recebido honestamente conquistou tanta posse? Que mágica é essa? Mais ainda: de onde vem a grana para pagar os honorários advocatícios?

Tomara que a resposta para isso não seja a de que o crime compensa sim…”

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– O que é ser time grande? Sobre Aparecidense 2×1 Botafogo

No futebol, nem sempre o chamado “time grande” vence. E ao saber que a modesta equipe do Aparecidense venceu (e até com gol do veteraníssimo e “fortinho” Nonato, na foto desta postagem) o Botafogo-RJ por 2×1 e o eliminou da Copa do Brasil, vale questionar algumas coisas:

1. Hoje, “camisa” ganha jogo?

2. Os atuais times grandes, de fato, ainda são grandes ou a grandeza ficou apenas em sua história?

3. O que define “ser grande”: os títulos, o dinheiro ou a torcida?

4. E o técnico? Ele “mais ajuda a ganhar” ou “mais ajuda a perder”? Vide a campanha do Fogão com Jair Ventura em 2017…

O que não se apagará é o vexame de 2018 da Estrela Solitária. Ser eliminado nessa 1a fase da Copa do Brasil é algo de esforço muito grande.

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– O novo perfil de funcionários repensado pelas empresas: a Personalidade acima da Habilidade?

As atuais carências observadas pelas empresas na contratação dos funcionários: job readiness.

Você está pronto para trabalhar? Muitas pessoas, não (e nunca estarão).

Sobre a necessidade de funcionários com mais personalidade no ambiente corporativo,

Extraído da Folha de São Paulo, edição de 28/01/2018, Caderno Mercado, pg A20

PERSONALIDADE SUPERA TÉCNICA NO TRABALHO

Empresas passam a dar mais importância para habilidades socioemocionais do que para conhecimentos específicos.

Por Érica Fraga

A relação entre a educação e o trabalho passa por uma espécie de crise existencial.

Ela é evidenciada por constantes revisões do perfil profissional buscado pelas empresas, que se torna cada vez menos técnico e mais focado em traços da personalidade, como persistência e facilidade de relacionamento.

Outro sintoma do distanciamento entre o universo acadêmico e o laboral é a elevada parcela de profissionais que termina em empregos fora de sua área de formação (leia texto na pág. A21).

Essas tendências –apontadas por duas pesquisas da FGV Clear – indica que o país pode estar desperdiçando recursos investidos na educação que, se fossem mais bem aplicados, talvez elevassem a baixa eficiência da economia.

Um dos estudos, feito pela instituição em parceria com o JPMorgan em 2017, mostra que 85% das empresas no Estado de São Paulo, nos setores de saúde, tecnologia e alimentos, reveem as necessidades de treinamento dos funcionários o tempo todo.

O percentual atinge 90% entre as grandes empresas.

O mundo do trabalho tem mudado muito, e as empresas não sabem bem o que querem. Vão na base da tentativa e do erro“, afirma o economista André Portela, um dos autores da pesquisa.

O esforço para adequar o perfil dos funcionários às rápidas mudanças tecnológicas esbarra em barreiras.

Quase 80% das 417 empresas entrevistadas pela FGV e pelo JPMorgan relataram enfrentar problemas para contratar empregados para vagas de perfil técnico, e 36% disseram que a dificuldade é alta.

PERSONALIDADE

As entrevistas feitas com as empresas mostram que conhecidas deficiências do ensino ajudam a explicar seu desencontro com o trabalhador. Indagadas, por exemplo, sobre as competências que dificultam as contratações, as empresas mencionaram questões que aludem à formação acadêmica.

No setor de alimentos, falta de conhecimento e escolaridade foram, respectivamente, a segunda e a quarta fragilidade mais citada.

As empresas de tecnologia e de saúde também listaram problemas como escassez de conteúdo técnico e falta do domínio da escrita.

Mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi que, nos três setores, competências mais próximas de traços da personalidade do que de conteúdos técnicos foram citadas pela maioria.

As empresas não reclamam tanto de habilidades técnicas, mas da chamada ‘job readiness’ [prontidão para o trabalho em tradução livre]”, afirma Portela.

Entre as carências mais comuns, foram mencionados pontos como “postura profissional”, “competências comportamentais”, “ética”, “falta de comprometimento” e “comunicação”.

Já entre as características imprescindíveis, “ser disciplinado e perseverante” e “trabalhar em grupo” foram mencionadas por quase a totalidade das empresas.

As habilidades socioemocionais apareceram na frente de “se comunicar em língua estrangeira” até nas respostas do setor de tecnologia, em que a demanda por profissionais com ensino superior técnico é bem mais alta do que nos outros dois.

A percepção da importância de característica como perseverança, autocontrole e facilidade de relacionamento aumenta à medida que pesquisas mostram que seu impacto no desempenho acadêmico e no sucesso na vida adulta é igual ou até maior do que a inteligência medida em testes cognitivos tradicionais.

Com isso, a demanda por profissionais com essas habilidades tem se tornado explícita. Foi o que percebeu o grupo Kroton Educacional ao analisar anúncios de vagas no portal que mantém para conectar seus graduandos com empregadores.

Nove entre os dez atributos mais demandados são traços de personalidade, como disposição para o aprendizado contínuo, responsabilidade e comprometimento.

– São Caetano 0x4 Corinthians e os prejuízos diversos

Que mico o Azulão passou e que cáca promoveu no Pacaembu no último domingo!

Tirou o jogo da sua casa, o Anacleto Campanella, a fim de uma renda maior e deu tudo errado. Segundo o borderô, o time teve um prejuízo de R$ 27.000,00. A energia elétrica acabou no estádio e o jogo atrasou. Além de ter levado 4 gols, viu a FPF barrar as crianças que entrariam de mascote e um grande choro delas.

Os gestores do futebol brasileiro aprenderão quando a trabalhar com mais profissionalismo e seriedade?

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– Fernando Diniz: uma Pisada na Bola com o Bugre ou não?

O ex-jogador Fernando Diniz, sem dúvida, é um treinador de filosofia ofensiva. Inegavelmente que ele é ousado, e tão inegável quanto essa verdade é que os grandes clubes de futebol têm medo de contratá-lo, arregimentar atletas dentro do seu “tio-tak guardiolês” e não dar certo. Afinal, se você aceita contratá-lo, aceita, por tabela, correr riscos.

Apitei várias vezes o Fernando Diniz enquanto técnico. Ele é muito mais chato treinando do que quando jogava! Já o expulsei enquanto árbitro central e o já fiz ser expulso enquanto quarto-árbitro, devido ao mau comportamento na área técnica e por tumultuar o árbitro da partida. Não tenho intimidade nem conhecimento dele de como é fora das quatro linhas, mas isso (a questão educacional) pouco importa. O que vale é dentro do seu ofício, e aí eu faço todos os elogios: gosto do seu DNA ofensivo!

No Votoraty, no Paulista de Jundiaí, no Audax e em outros clubes fez um excelente trabalho. No Paraná Clube não foi tão legal. E após ter assinado com o Guarani, acertado 10 contratações… recebeu o convite do Atlético Paranaense e foi para lá, abandonando o time campineiro.

E o contrato? E a palavra? E o planejamento em época de pré-temporada?

Claro, saiu por uma oportunidade melhor de trabalho, mais dinheiro e para jogar a Série A do Campeonato Brasileiro (no Bugre jogaria a A2 regional e a B nacional). Entendo a motivação, mas, e o atual empregador, como fica?

Se o Guarani apalavrou que aceitaria tal condição (sua saída para um time da Série A do Campeonato Brasileiro), não há o que discutir (bem como se o desligamento, mesmo sem prévio acordo, aconteceu pacificamente). Mas fica a questão: o quanto se reclama de treinador que é demitido sem tempo adequado de trabalho, estando sob contrato, e a situação oposta: o abandono de emprego.

Enfim: boa sorte ao Fernando Diniz e que saiba se relacionar bem com o Petraglia, sabidamente de difícil convívio. Aguardemos o que o ofensivo treinador poderá fazer no Furacão.

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– Os 4 Tipos de Chefes Mais Odiados pelos Jovens

Veja que interessante: pesquisa aponta os defeitos mais odiados dos jovens em relação aos seus chefes.

Será que o do seu superior está nesta lista?

1– Chefes ausentes da sua equipe

2- Chefes que não elogiam

3- Chefes conservadores

4- Chefes parciais no tratamento

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-4-tipos-de-chefes-que-os-jovens-mais-odeiam

OS 4 TIPOS MAIS ODIADOS PELOS JOVENS

A receita para ser rejeitado pela equipe é esquecê-la. Chefes ausentes e indiferentes são adeptos do “estilo de liderança” mais reprovado por jovens entrevistados pelo Nube, entre novembro e dezembro.

Para 57% dos 7.451 participantes da pesquisa, o pior perfil é do chefe distante e quase nunca presente. Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos externos do Nube, o resultado da pesquisa é sinal de que os jovens prezam, e muito, pela criação de relacionamentos com colegas e líderes no ambiente de trabalho.

Um chefe que não reconhece as conquistas da equipe aparece logo em seguida na escala de rejeição. Com, 20,52% dos votos, este tipo de comportamento também é altamente criticado pelos jovens, acostumados a ouvir elogios de pais e professores.

Perfis que pendem para uma atuação tradicionalista e proibitiva também recebem cartão vermelho da Geração Y. Segundo a pesquisa, 17,32% dos entrevistados rejeitam chefes que adotem este estilo mais antiquado.

A parcialidade no tratamento da equipe fecha a lista de gestão, co]m 5,14% dos entrevistados, de acordo com o Nube.

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– Todo mundo quer o Rueda?

Primeiro, as manchetes davam conta que Reinaldo Rueda, treinador que está no Flamengo há menos de um ano, poderia se transferir à Seleção Chilena (que nem classificada para a Copa da Rússia está). Depois, surgiu a informação que a Colômbia o desejaria e que estava disposta a fazer sacrifícios por ele. Hoje surgiu a notícia de que o nome forte para assumir a Seleção do Equador é do próprio Rueda.

Duas observações:

1- Rueda é tão bom técnico que todo mundo o quer? Eu o acho, respeitosamente, dentro da média. Nada de espetacular.

2- Mesmo com contrato e com tanta especulação, o Flamengo deve ir atrás de um novo técnico pois a saída do colombiano é inevitável? Ao menos, pelas especulações, para algum lugar fora do Brasil Reinaldo Rueda vai.

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– Como um Entrevistador deve se Comportar Frente a um Entrevistado

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de Revista Época Negócios, edição Agosto, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.

Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.

Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.

Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.

Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”

Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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– E o juiz Margarida? Na verdade, não confunda o carioca com o catarinense!

Nessa época de jogos festivos de futebol, muita gente vê o árbitro Margarida apitando as peladas de final de ano e me perguntam: mas essa cara não tinha morrido?

Calma, esse é o “Margarida 2”, um catarinense chamado Clésio Moreira dos Santos (eu me lembro dele quando apitava a série C pela CBF, em Araras), e que faz jogos de maneira artística se passando por gay (ele é heterossexual, casado e com filhos; mas se fosse homossexual, o problema seria só dele).

O Margarida Original era o folclórico Jorge José Emiliano dos Santos, um ícone da arbitragem carioca nos anos 80 e gay assumido. Me recordo que após se aposentar, a Globo fez uma matéria com ele e o Renato Gaúcho (que era jovem, estava no auge e era paparicado pelas mulheres). Na oportunidade, Renato quis polemizar deixando no ar que “pegou” até o Margarida. Mas quando ele morreu de AIDS nos anos 90, a brincadeira foi desfeita…

Relembre essa matéria HIPER BACANA de um jogo do Jorge Emiliano na Gávea, Flamengo x Volta Redonda – com Zico, Nunes e o próprio Renato, onde Margarida foi entrevistado pelo jovem Marcos Uchôa. Narração de Januário de Oliveira (apenas 3 minutos, vale a pena)! Assista em: https://globoplay.globo.com/v/4027003/

Que o carioca descanse em paz. E que o catarinense continue seu trabalho, que é honesto e só diverte.

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– Cristiano Ronaldo ou Renato Gaúcho: quem jogou mais?

Muitos pensam que foi nesse Mundial de Clubes que surgiu a polêmica de “quem jogou mais”: Renato Portallupi ou o Ronaldo português?

Nada disso, faz muito tempo que o treinador gaúcho disse isso. Só que quem viu os dois jogarem, levará em consideração alguns fatores:

  1. Renato viveu uma era sem imagens de TV e internet popularizadas mundo afora. O português, ao contrário.
  2. Renato tinha em sua época craques mais categorizados do que ele: Zico, Platini, Van Basten, Maradona, entre outros. O português, apenas Messi.
  3. Renato não ganhou nenhuma Bola de Ouro ou equivalente. O português, 5.
  4. Renato era indisciplinado ao extremo. O português, rigorosíssimo com ele próprio.

Mas trocando em miúdos, e dentro de campo? Cristiano Ronaldo jogou muito mais e por mais tempo em alto nível. Isso não quer dizer que Renato Gaúcho foi um pereba, só não atingiu o grau de capacidade e categoria do português por tanto tempo. Mas ironizá-lo, nunca!

Se Renato jogasse hoje, seria COM CERTEZA titular da Seleção Brasileira (comparando com os jogadores de hoje).

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– As inúmeras demissões da Estácio teriam relação com a nova lei trabalhista?

Um ambiente de crise ou simplesmente redução de custos?

A Universidade Estácio de Sá demitiu, ao todo, 1200 professores. No Rio de Janeiro, se especula é que a instituição quer aproveitar a nova lei trabalhista para reduzir os encargos com docentes.

Compartilho, extraído de:  https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/12/08/suspensao-demissoes-professores-estacio-rio-de-janeiro.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

JUSTIÇA DO RJ SUSPENDE PARTE DAS DEMISSÕES NA ESTÁCIO; EMPRESA VAI RECORRER

A Justiça do Trabalho suspendeu, na quinta-feira (7), parte das demissões da universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-Rio (Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região). A decisão é liminar (provisória), e a universidade pode recorrer.

Segundo o Sinpro-Rio, que entrou com a ação civil pública contra as demissões, a decisão vale para a capital do Estado e os municípios de Itaguaí, Paracambi e Seropédica, cidades cujos professores são representados pelo sindicato.

Ao todo, cerca de 400 professores foram demitidos no Estado do Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-RJ, mas a entidade não soube informar quantos destes foram beneficiados pela suspensão, já que parte deles trabalha em unidades de outras cidades.

“Não houve nenhuma homologação das demissões, então todos eles [professores], teoricamente, continuam na empresa”, disse à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (8) o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Elson Simões de Paiva, que pela manhã esteve em manifestação que reuniu cerca de 200 professores em frente à sede da Estácio no Rio de Janeiro.

Paiva disse, ainda, que os mais novos entre os professores desligados que recorreram ao sindicato tinham cerca de 10 anos de casa. “Claramente o intuito [da Estácio] é mandar embora os professores mais antigos, que têm salário maior, e contratar outros com salário menor ou até os mesmos pagando menos.”

EMPRESA DIZ QUE VAI RECORRER

A Estácio afirma que vai recorrer da decisão e que “suas medidas foram tomadas com total amparo da lei”.

A Justiça determinou a suspensão até que a universidade apresente a lista de professores demitidos, os termos de rescisão dos contratos e a lista de professores que serão contratados ou recontratados, de acordo com o sindicato.

Segundo a entidade, a Estácio tem “o prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil, e no mesmo valor para cada dispensa procedida até o fornecimento dos documentos”.

Sobre a pena, a Estácio afirma que “desconhece qualquer legislação que a obrigue apresentar a relação dos profissionais desligados”.

1.200 DEMITIDOS

Segundo informação do jornal “O Globo” publicada no começo da semana, a Estácio demitiu 1.200 professores de unidades de diversos Estados. A universidade possui cerca de 10 mil docentes, ao todo.

A Estácio nega que as demissões tenham sido motivadas pela reforma trabalhista, e diz que os profissionais que forem contratados seguirão o mesmo regime de trabalho dos professores demitidos.

“É importante lembrar que a legislação brasileira determina que eventuais desligamentos de professores só ocorram em janela muito restrita, o que faz com que o volume de desligamentos fique concentrado em curto espaço de tempo”, afirmou a empresa.

Em nota ao mercado na quarta-feira, a companhia afirmou que os desligamentos faziam parte de uma reestruturação da base de docentes que resultará na substituição dos profissionais.

AÇÃO EXTINTA UM DIA ANTES

A decisão favorável obtida pelo Sinpro-Rio marca uma reviravolta em relação à ação civil pública movida na quinta-feira pela CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) na 13ª Vara do Trabalho de Brasília, que foi extinta no mesmo dia.

A CSB pedia a reintegração dos cargos e suspensão das demissões, mas a juíza Ana Beatriz do Amaral Cid Ornelas questionou a legitimidade da entidade como autora da ação por representar outras entidades sindicais e não trabalhadores a que elas se filiam.

(Com Reuters)

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– O que os Grandes Times de Futebol Paulistas pensam da Arbitragem Profissionalizada, segundo seus Presidentes!

Realizou-se nesta 3a feira o Congresso Brasileiro de Direito Desportivo (iniciativa da Faculdade de Direito do Largo São Francisco – USP). E em determinado tópico questionou-se a PROFISSONALIZAÇÃO DA ARBITRAGEM, sendo que Leco (presidente do São Paulo), Maurício Galiotte (Palmeiras) e Modesto Roma (Santos) defenderam o árbitro profissional. Roberto de Andrade (Corinthians), não.

  1. Leco disse que profissionalizar é importante para a dedicação em tempo integral do árbitro, já que “não cabe mais no futebol que os árbitros façam bico apitando”.
  2. Galiotte disse que “como poderemos exigir evolução da arbitragem se não oferecemos mais recursos e treinamento para se dedicarem à profissão”?
  3. Modesto disse que “precisamos gastar dinheiro com gente competente em vez das incompetentes, gastando com modernização e profissionalização”.
  4. Roberto disse que “a arbitragem profissionalizada não vai mudar nada, só vai ser mais caro. O árbitro de vídeo tem eficiência muito maior, é ele que vai cooperar bastante”.

Particularmente, DEFENDO a profissionalização com carteira assinada, FGTS, PIS, INSS e Férias bancados pela riquíssima CBF (os escândalos do futebol têm nos mostrado como ela é mais milionária do que pensávamos – incluindo seus cartolas). Mas o que me pesa é: por quê os “profissionais” que comandam os árbitros nas Comissões de Arbitragem e/ou nos Sindicatos da Categoria são remunerados mensalmente (e muito bem) e defendem que os árbitros NÃO PODEM TER CARTEIRA ASSINADA pela CBF ou FPF, por exemplo.

Vale a discussão…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– As voltas que o Mundo do Futebol dá…

Cinco casos interessantes que mostram as mudanças do passado nos dias atuais:

1-  A Rede Globo não transmitiu Santos x Kashima Reysol quando o Peixe esteve no Mundial de Clubes, sendo que somente o estado de São Paulo assistiu o jogo por TV Aberta. Para as partidas do Grêmio nesse mesmo torneio, a emissora transmitirá todos os jogos em rede nacional. Mudou o conceito?

2- Reinaldo Rueda abriu mão do título da Copa Sul-americana 2016 em favor da Chapecoense, devido a tragédia ocorrida (ele era o técnico do Atlético Nacional e idealizador de dar aos catarinenses o troféu). Agora, poderá ser campeão deste mesmo torneio pelo Flamengo. Torcerei por ele!

3- J Hawilla era um dos homens mais prestigiados e temidos pelo poderio financeiro e político no mundo do futebol. Hoje, doente e preso nos EUA, continua temido… mas pelos corruptos que pediram propina a ele! Nas delações, mesmo com balão de oxigênio, está entregando todo mundo. Que bom!

4- Marcelo ”El loco” Bielsa sempre foi admirado no mundo do futebol (eu me incluo nesses fãs). Mas hoje parece estar se tornando um personagem folclórico. O que acontece que, mesmo com todos os atletas pedidos e contratados, foi afastado pelo Lille (que ele deixou na zona do rebaixamento)? Não emplaca um bom trabalho faz tempo…

5- O estrategista (ou ex) treinador Vanderlei Luxemburgo, a quem respeito muito pelo trabalho dentro de campo nos anos 90, virou uma figura patética ontem. No programa Jogo Aberto da TV Bandeirantes, disse que a culpa de rótulos pejorativos dados a ele é da imprensa, que não precisa se atualizar, que tem vários negócios fora do futebol e que isso não atrapalha em nada seu trabalho, entre outras coisas polêmicas. Pior: discutiu com os jornalistas e se mostrou extremamente arrogante. Uma pena, ele está completamente fora do seu tempo. Quem diria que sua carreira vitoriosa andaria por tal caminho.

De fato, o mundo do futebol dá voltas demais… para o bem e para o mal do esporte. É o seu caminho natural.

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– Obrigado, Mamãe!

Viram a postagem da dona Simone, mãe do lateral esquerdo são-paulino Júnior Tavares (que está sendo negociado com o Corinthians por uma troca com o jogador Lucca)?

Ela escreveu o seguinte no Instagram:

Eu fui, sou e sempre serei contra qualquer negócio e acordo com a instituição Corinthians em relação ao elenco do nosso clube. E piora com quando o pivô se torna a figura do meu filho. Desgosto mesmo, falei e repito: prefiro morrer antes de ver JR vestindo a camiseta do “curintia” Optando pela venda dele a clubes do exterior, que já fizeram e fazem contato, se for o melhor para o SPFC. Mesmo sabendo da posição positiva do professor Dorival Jr. em relação a permanência do JR no clube e no time em 2018, acreditando no trabalho dele de lapidar e aprontar o JR para render 100% para o time. Visão que admiro e honro no professor Dorival.”

Xi… filho nunca pode brigar com a mãe, não é? Mas que precisa contratar uma “assessoria de imprensa” para a dona Simone, não há dúvida. Com que clima os clubes continuarão a negociar?

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– Lucas Lima e o antiprofissionalismo

É difícil defender o jogador Lucas Lima, que atuava pelo Santos FC e foi afastado pela direção do clube.

Com o contrato se encerrando e negociando com outras equipes (especula-se que o Palmeiras pagará inacreditáveis 60 milhões de reais entres salários e luvas por 5 anos de contrato com ele), praticamente “tirou o pé” nos últimos jogos.

Negociar com outro clube é normal. Fazer corpo mole quando seu time está precisando e/ou aparentar querer ser dispensado é sacanagem com o empregador.

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– Rogério Ceni renascerá no Fortaleza?

A mim, foi surpresa o acerto de Rogério Ceni com o Fortaleza. Imaginei que ele ficaria um tempo maior estudando na Europa e só voltaria ao Brasil quando estivesse um pouco mais esquecida sua passagem pelo São Paulo como treinador.

Enfim, se ele se sente preparado para a volta ao cargo de técnico, não há o que contestar. E para o Fortaleza, melhor ainda! Ceni encontrará uma torcida apaixonada que o abraçará, e se o marketing do time cearense for esperto, usará o fato da forma do escudo ser semelhante à do SPFC, de ser tricolor, etc e etc.

Uma coisa é certa: o Fortaleza estará em foco e será falado no Brasil inteiro, abrindo especialmente o mercado de São Paulo).

O risco é: se Ceni der errado… sua carreira terá que ser novamente reconstruída!

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– E como procurar um novo emprego?

Compartilho esse ótimo artigo do Professor e Consultor José Renato Sátiro Santiago, a respeito da reinserção ao mercado de trabalho. Como fazê-la?

Abaixo:

AS FORMAS DE SE PROCURAR UM NOVO EMPREGO

Para qualquer momento de rejeição, a primeira coisa a se procurar é o conforto. Minto, talvez seja encontrar uma forma de anular, ou diminuir, a intensidade desse sentimento resultado imediato de contrariedades, negativas que costumam nos confrontar em nossa vida. Ao restringirmos esta análise ao mundo corporativo, é possível afirmar que a perda de emprego costuma ser um dos maiores elementos causadores desse ‘estar’. O descarte de nossas aptidões, seja por qual motivo for nos causa certos impactos materiais inequívocos, o maior deles, obviamente, o fim da fonte provedora dos recursos dos quais somos remunerados por conta das atividades que desenvolvemos.

Seja esperado, ou não, tão logo ouvimos a frase dita como derradeira “por conta da situação da empresa, teremos que dispensá-lo” ou algo parecido, muitos sequer conseguimos processar o passo seguinte a ser dado. Na verdade as empresas não costumam dar as devidas orientações aos seus, agora, “ex-colaboradores”, por um singelo e efetivo motivo: “pouco se importam com eles”. Esta verdade, nua e crua, costuma ser tratada com outros “dedos” pelas organizações, mas a sentença é certeira. Ainda assim, a ‘ficha’ do colaborador vai caindo e quanto antes isto acontecer, melhor.

O primeiro pensamento que passa é contatar os seus colegas de trabalho. Se eles estão na própria empresa, certamente não serão as fontes mais interessantes a serem procuradas. Contar com o acionamento do networking alheio não soa apenas como oportuno assistencialismo, mas uma infantilidade patética. Constrangedor. Eis que neste momento, costumamos lembrar que o currículo, o CV, está plenamente desatualizado, incluindo ainda atividades que sequer recordamos ter feito um dia. A forma como gerimos nossa vida profissional parece mostrar, muitas vezes, uma paissagem obscura, de pouca esperança e quase desoladora. Pensarmos em networking e em CV justamente quando precisamos procurar por uma nova oportunidade profissional mostra muito o que somos e o que fizemos por nossa carreira.

Daí surge a intenção de ligar e/ou mandar mensagens para amigos com os quais não nos relacionamos já faz um bom tempo. O texto costuma ser único, quase um padrão, mudando se apenas a saudação inicial, com a alteração do nome da pessoa, nem sempre com o devido cuidado de corrigir o seu gênero. “Busco por novos desafios” parecer ser uma frase bem legal, apenas isso explica sua presença em quase 100% daqueles que têm a intenção conquistar um novo cargo. Viver por conta de desafios, parece algo tão pontual em nosso mundo corporativo, ainda mais se verificarmos que em boa parte das empresas as atribuições dos colaboradores costumam remete-los a fazer muitos controles, analisar outros tantos indicadores e seguir processos bem azeitados e estruturados ainda nos “tempos do onça”.

Somos muito poucos aqueles que realmente buscam e vivem por desafios, e estes não costumamos procurar emprego de forma convencial através de e-mails recheados por frases de efeito. Mas há sempre o pior. Quantos não costumam ser dramáticos sobre suas situações financeiras, indicando que estão desempregados já faz não sei quantos meses ou anos, como se isso fosse sensibilizar alguém para que esta informação seja utilizada como critério para definir o colaborador que irá ocupar uma eventual nova vaga. A mistura do pessoal com o profissional parece nos ofender apenas quando feita pelos homens públicos de moral suspeita.

Outro caminho que costuma ser utilizado é mandar mensagens para profissionais, que sequer conhecemos, mas que costumam festejar seus milhares de seguidores, quase como se fossem seitas religiosas, muito por conta da exibição de vagas profissionais efêmeras, como se as mesmas estivessem sob sua responsabilidade única, isto quando elas realmente existem. Muitas vezes os pedidos se resumem para que informemos nossos e-mails, uma armadilha vil que tem como intenção única a criação de mailing lists, que acredite, move um mercado bem lucrativo. Fugir destes vendedores de sonhos, na verdade, 171s de marca maior, não é apenas um conselho.

Pois então, qual seria a forma mais efetiva para se procurar emprego? Para os que aqui chegaram com esta expectativa, lamento citar o obvio: não há receita pronta. Mas certamente meios, caminhos e iniciativas que fortalecem nossa trajetória para tal. Talvez a maior delas esteja relacionada com a empatia, o saber se colocar no lugar do outro. Como você gostaria que as pessoas se comportassem contigo, quer seja enquanto desempregado, quer como empregado. A reciprocidade não é uma questão de justiça, mas de verdade. Estamos diariamente fazendo por onde para que tenhamos maior ou menos facilidade na obtenção de nossa próxima oportunidade profissional, que possamos notar isso em nossa volta e ações que tomamos.

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– As demissões na imprensa esportiva brasileira

Vejo muitos estudantes de jornalismo reclamando de oportunidades de trabalho. E está difícil crer que a situação do jornalismo esportivo irá mudar para melhor em breve. Quer exemplos?

Vide os profissionais da Jovem Pan, demitidos nos últimos dias. Depois daquela grande leva do ano passado, foram dispensados Zeca Cardoso e Fredy Júnior. Na Bandeirantes, saiu Frank Fortes. Na Folha de São Paulo, no sábado repleto de futebol, apenas 1 mísera página falando sobre Esportes.

E a Rede Globo, dizendo que por uma sinergia melhor re-arranjou seu quadro colaborativo? Em outras palavras, demitiu mesmo muitos funcionários.

E falando de Globo, lamento muito a demissão do meu amigo Rivelino Teixeira, jundiaiense da gema e que estava, com muita competência, se saindo bem na Sportv. Especialmente como se deu sua demissão: na porta do estádio de Varginha (iria comentar o jogo do Boa pela série B), pronto para trabalhar, sem qualquer respeito ao profissional e ao cidadão. Tratado como um número em pleno exercício do ofício. E chato também é o fato da omissão de quem os representa: o Sindicato! Você ouviu alguma manifestação da Aceesp?

Compartilho um desabafo do Riva (dias atrás), em sua página na rede social, para que os leitores possam ver o quão fraca é a defesa da categoria:

TRATADOS COMO CÓDIGO DE BARRAS. 

Chegando aos 15 dias de demissão, e até hoje nenhuma manifestação de apoio de entidades que deveriam cuidar de pessoas, e no meu caso, entidades com vínculos aos profissionais da comunicação.

Ninguém do Sindicato dos Radialistas, dos Jornalistas, de Associação dos Cronistas ou Assistência Social de Empresa, nenhum contato para saber se estou bem, se estou precisando de alguma coisa (essa alguma coisa não é dinheiro), é sim um apoio emocional.

A comunicação brasileira está no seu pior momento, e em 2017 muitos profissionais do rádio, da tv, da mídia em geral estão parados, e a recolocação é muito difícil.

Colegas de profissão, precisamos nos unir e buscar mudanças, e não deixar que essa corrente negativa continue amarrando “seres humanos” que são tratados como “código de barras”, que estudaram, lutaram e hoje (como eu), estamos neste pesadelo interminável.

Quem puder apoiar, por favor, curta e compartilhe.

RESPEITO COM O SER HUMANO.

Hoje sou eu, amanhã pode ser com você, ou com alguém de sua família!!!

Força Riva e estendendo aos demais profissionais que estão na mesma situação!

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