– FIFA escolhe árbitras do Brasil para o Mundial de Clubes 2020!

Divulgado nesta 2a feira, dia 04, no site da FIFA: o Brasil já está no Mundial de Clubes da FIFA!

Edna Alves como árbitra central, Neuza Back como árbitra assistente 1 e a argentina Mariana de Almeida como árbitra assistente 2: este deve ser o histórico e pioneiro trio feminino no Mundial de Clubes MASCULINO 2020 (FIFA Club World Cup Qatar 2020), que será realizado no Catar entre 01 e 11 de fevereiro de 2021.

É uma grande novidade para mim, afinal, Raphael Claus e Wilton Sampaio estavam cotados e sendo trabalhados para a Copa do Mundo de Seleções em 2022 no Catar desde 2018 (uma vaga como árbitro central e outra para VAR). Normalmente, a Copa do Mundo de Clubes é usada como preparação para os árbitros que irão ao Mundial de Seleções.

Diante disso, se a apresentação das brasileiras e da colega argentina for convincente, ficaria difícil a FIFA não pensar seriamente em quebrar paradigmas e levá-las em 2022. Afinal, estariam mais experientes, já teriam conhecimento e ambientação do próprio país do Oriente, e, claro, um fator importante: seria um “golaço” da FIFA em dar oportunidade às mulheres num país fechado, antidemocrático e machista como o Catar!

Vou torcer para elas. Edna tem sido a mais regular dos árbitros do Brasileirão 2020 e é competente (assim como Neuza). Confesso desconhecer o trabalho de Marina de Almeida, mas deve ter suas qualidades também.

A única preocupação é fisiológica: o desempenho físico delas (são bem condicionadas, é sabido) frente ao calor do país desértico terá relevância? Se não conseguirem acompanhar os lances de perto, haveria contestação?

Lembrando: no Brasil, na final do Brasileirão Feminino A1 entre Kindermann-SC x Corinthians-SP, apitaram Rodolpho Toski e Wilton Sampaio… Nem nas semi-finais a CBF teve coragem de escalar Edna Alves, colocando Paulo Roberto Alves Jr e Vinícius Furlan. Portanto, o mérito é exclusivamente da moça por tal indicação!

Neste exato momento, acreditem: alguns árbitros do quadro masculino estão com um enooooorme nariz torcido…

Confira a lista completa dos selecionados em: https://img.fifa.com/image/upload/ccvozk06oenutj7pafjr.pdf

– Clubes popularizando seus ídolos do passado!

Que ideia legal: as novas gerações não conhecem a fundo os ídolos do futebol que jogaram em seus clubes no passado. Pensando nisso, o São Paulo resolveu criar bonecos gigantes (com a ideia de vender as miniaturas) de jogadores icônicos transformados em mascote, assim como o mascote oficial.

Por exemplo, ao lado do oficial “Santo Paulo” está o “Diamantino”, o boneco que faz alusão ao Leônidas da Silva, inventor do gol de bicicleta e primeiro grande craque brasileiro em Copa do Mundo. Na época, Ademar de Barros (governador do estado e dono da Lacta, naquele período histórico) resolveu homenagear o atacante que tinha o apelido de Diamante Negro, e lançou o chocolate que existe até hoje!

E se o seu time do coração fosse escolher um ídolo para homenagear da mesma forma, qual seria?

– Vasco, Botafogo e a necessidade de permanecerem grandes!

O Vasco da Gama tentou Zé Ricardo como treinador e ouviu um sonoro “não”. Foi buscar Luxemburgo, que estava desempregado e que realizou o último grande feito vascaíno, o não-rebaixamento para a Série B em 2019.

O Botafogo perdeu Honda e está no enésimo treinador. Dívidas aos montes e muita confusão no Glorioso, que luta mais uma vez para sua permanência na elite do futebol brasileiro.

A verdade é: Vascão e Fogão ainda são times grandes (pois possuem torcida numerosa, história de sucesso e títulos), mas que ao longo dos anos estão perdendo crédito na praça, aficcionados e grandeza. A questão passa a ser: serão grandes “até quando”? Afinal, estão nitidamente diminuindo de importância – e isso é um fenômeno normal no mundo do futebol (grandes que se apequenam).

Não disputar títulos relevantes e fugir constantemente da 2a divisão não é honroso para times grandes. Abram o olho, Vasco da Gama e Botafogo, pois não podem viver das lembranças do passado, como o Expresso da Vitória ou das histórias incríveis de Nilton Santos e Mané Garrincha. O presente e o futuro fazem a grandeza de um time também!

– E os Ministros que não entendem do Ofício?

Alguém me perguntou sobre Ministros que não são especialistas e estão no Governo (como o General Pazuello, que é da área de Logística, mas está alocado na Saúde).

Ora, isso não é exclusividade do Governo Bolsonaro. Temer, Dilma, Lula e FHC fizeram o mesmo. E vejam que curioso: aparece-me na linha do tempo a entrada de… George Hilton, do partido do Edir Macedo (que apoiava o PT e hoje apoia o Presidente Jair Bolsonaro). Relembre:

NÃO ENTENDE DO OFÍCIO?

George Hilton, do PRB, é o novo Ministro do Esporte escolhido pela presidente Dilma. Não é um técnico, nem esportista, nem nada da área. Ao tomar posse, declarou:

“Confesso que não entendo muito de esporte, mas entendo de gente”.

Pela lógica, quer justificar que “gente pratica esporte”, né?

Pastor da Igreja Universal, ligado a Edir Macedo, terá a tarefa de conduzir o país às Olimpíadas.

É claro que a sua escolha foi política. Mas seu currículo é ruim: gastou R$ 40.000,00 com panfletos na Câmara dos Deputados com publicidade e não tem absolutamente nada ligado ao esporte.

Pior é que a CBF o elogiou em seu site, enquanto o mundo do esporte brasileiro protestou contra sua escolha.

E ainda dizem que “política, futebol e religião” não se discute…

– Não faça isso, Galo…

Em meados dos anos 90, um dos temas mais interessantes do Marketing Esportivo era o case “Palmeiras-Parmalat”. Seguido dele, existia o “marketing do deboche”, promovido pelo Íbis, se divulgando como “pior time do mundo”, tendo como garoto propaganda Mauro Shampoo, que vestiu a camisa 10 e, “segundo a lenda”, marcou 1 único gol em 14 anos (naquele tempo, nem existia a Internet ainda).

Divulgar seu nome com conquistas é legal. Ironizando rivais, depende da ocasião. O que não vale é menosprezar indevidamente co-irmão, especialmente se não for momento oportuno.

Com pesar, vejo uma publicação inoportuna do querido Paulista de Jundiaí (que seria algo extremamente normal se fosse feita por torcedor, e não pela página oficial do clube), tirando sarro do… São Paulo!

O Galo da Japi foi Campeão da Copa do Brasil em 2005. De lá pra cá, foi caindo de divisão e hoje não disputa nenhum torneio nacional, além de ter sido rebaixado para a última do estadual. Se não bastasse isso, foi punido pela FPF pelas denúncias de manipulação (a qual recorreu). Apesar dos esforços da diretoria em tentar reerguer o clube, o “estagiário do marketing” não levou em conta nada desse momento ruim e fez a seguinte postagem:

Ora, sempre foi comum o Tricolor Paulista emprestar jovens atletas ao Tricolor Jundiaiense (e seria ótimo neste momento em que a 4a divisão é Sub23), assim como Palmeiras e Corinthians já fizeram. Portanto, não crie mal-estar com quem pode te ajudar, Paulista. E, vendo pelos comentários da página, observa-se que a troça virou um mico… 

Apague logo ela publicação, Galo. Reconhecer erros é ser humilde. Curta o título da Copa do Brasil sim, mas não viva dele somente, já que a fase é de se reerguer. O que foi feito chama-se “anti-marketing”, um tiro no pé para quem precisa se divulgar bem.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– O acréscimo da discórdia em São Paulo 0x0 Grêmio pela Copa do Brasil: como funciona a recuperação de tempo perdido?

Caramba, o árbitro Bruno Arleu permaneceu no quadro internacional da FIFA para 2021. Como pode?

Não pela falta de autoridade demonstrada em São Paulo 0x0 Grêmio (não teve interferência total no resultado final), mas nos diversos erros que mostrou ao longo do ano – e na partida citada, em menor escala. Se estivéssemos na década de 90, inimaginável ele estar na Série A do Brasileirão (vide a qualidade dos nomes daquele período).

Entenda: quando alguém faz cera, o “retardamento do jogo” deve ser punido com cartão amarelo e o juiz tem que agilizar o recomeço. Não se deve dar acréscimo de tempo quando se pune com o cartão, pois esta já é a punição. Diferentemente, óbvio, da recuperação dos minutos perdidos com atendimento de atletas lesionados, discussões que fazem o jogo ficar parado, confusões e outras perdas de tempo diversas.

Ao dar 7′ de acréscimo no segundo tempo, mostrou falta de coragem, após esse tempo, em não acrescentar mais 2 minutos perdidos (que foi o tempo parado dentro dos 7 para socorro de lesões).

Lógico, não foi isso que decidiu o jogo, mas mostra a fragilidade total do juiz.

– 20 anos da Tragédia de São Januário…

Em 30 de dezembro de 2000 jogaram Vasco da Gama x São Caetano, decidindo a Copa João Havelange que foi o Brasileirão adaptado com “virada de mesa” daquele ano.

Depois de tanto tempo, o que mudou?

Veja o elenco do Vasco, que era forte em 2000 e que hoje tenta se firmar:

Helton; Clebson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Juninho Paulista, Nasa, Jorginho e Juninho Pernambucano; Euller e Romário. DT: Joel Santana.

Que timaço, hein? Para deixar o torcedor cruz-maltino com os olhos marejados.

E o elenco do São Caetano, sensação que hoje amarga estar fora até da série D?

Silvio Luiz; Japinha, Daniel, Serginho e César; Adãozinho, Claudecir, Esquerdinha e Aílton; Wágner e Adhemar. DT: Jair Picerni.

Era, ao pé da letra, o bom e barato. A torcida folclórica do “Bengala Azul” também deve estar chorando por aquele time.

Vejam que interessante: na época, o São Caetano pulou da 2a para a 1a divisão, o Fluminense foi promovido da 3a para a 1a, os dirigentes esportivos não falavam a mesma língua e eram desunidos, quem mandava no Vasco era Eurico Miranda e o presidente da CBF era Ricardo Teixeira. Ah – o São Januário “comportava 40.000 lugares”. Comportava entre aspas, pois o alambrado desabou e feriu 150 pessoas.

Alguém foi punido de verdade?

E 20 anos depois… Eurico Miranda estava no Vasco ainda (faleceu há algum tempo), os elencos são completamente diferentes e mais fracos (dos clubes brasileiros em geral) e Ricardo Teixeira deixou como herança Marco Polo e José Maria Marin, que deixaram Caboclo no comando da CBF.

Fico pensando: e em 2030, 2040, 2050?

Não vejo futuro promissor com o status quo atual E você?

– Neymar e o Mundo que ele nunca viveu…

O cara “nasceu estrela”. Desde cedo, não teve infância, e quando pode fazer o que quisesse da vida, fez.

De quem estamos falando?

Poderia ser de muito artista-mirim que virou postar, mas a celebridade em questão é Neymar.

Imagine o quanto ele deixou de aprender e viver numa infância normal para habitar na anormalidade que exige o mundo do futebol. Do seu talento, viu gerar muito dinheiro – que se tornou uma forma de extravasar as angústias que sente (ou das carências que tem, ou, se preferir, das extravagâncias que deseja).

Ronaldinho Gaúcho foi um desses exemplos: se tivesse disposição, poderia ter sido 10 vezes o melhor do mundo, mas cansou de jogar bola profissionalmente e, cheio de grana, curtiu os gramados em meio à diversão. Não o condeno, pois são opções pessoais da vida de cada um (embora eu pense diferente do que ele).

Idem a Adriano Imperador, que poderia ter ido muito mais longe se não fossem os problemas extra-campo. Idem a tantos anônimos que não ganharam dinheiro o suficiente para viver em meio a prazeres e vaidades, padecendo hoje.

Neymar, em plena pandemia, fazendo uma festa de arromba por 5 dias em sua mansão na cidade de Mangaritiba (com mega lotação), é um desrespeito. Será que ele não consegue ter empatia com os problemas que se enfrenta no mundo dos normais?

Aplaudir os médicos, como fez em vídeo promocional certa vez, é fácil. Dar exemplo na conduta é outra história…

Outra questão passará a ser: os seus patrocinadores estão contentes com seu garoto-propaganda? 

É por essas e outras que se vê o “por quê” de muitos atletas e treinadores não terem o escolhido no The Best da FIFA. Apesar de saber jogar bola, as atitudes tornam-se sempre questionáveis.

Sorte dele que a sua boate na Mansão é subterrânea, diminuindo o barulho que pode incomodar os vizinhos (ops: contém ironia).

– E se o lance do “Ponto Cego” de Palmeiras x Red Bull Bragantino fosse num Derby?

um ponto cego na Allianz Arena, que impede o VAR de tomar decisões corretas?

Ao menos, é o que deu a entender Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, à diretoria do Red Bull Bragantino, que reclamou formalmente do gol sofrido contra o Palmeiras, alegando impedimento.

Apesar da marcação do bandeira (considerando a posição duvidosa de Luiz Adriano), o árbitro Raphael Claus confirmou o gol pelas imagens do posicionamento do atacante no VAR. Entretanto, o lance em questão é de Gabriel Menino, que não aparece nas imagens recebendo a bola em condição legal ou não para o cruzamento.

Ficará, assim, uma nova dúvida a cada partida: o “ponto cego” só existe na Arena tão moderna do Palmeiras, ou em outras também? Quantos lances já fora decididos “às cegas” no Brasileirão? É um problema que não se resolve ou um descuido que poderia ser evitado pela CBF?

Já imaginaram pela Copa do Brasil, em jogos eliminatórios, um gol sofrido em condições duvidosas com ponto cego? Ou um lance igualmente decisivo num Corinthians x Palmeiras?

Em todo mundo do “Planeta Bola”, somente aqui no Brasil ouvi a história de “ponto cego no VAR”...

Informações do Uol, em: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/danilo-lavieri/2020/12/28/red-bull-aponta-gol-irregular-do-palmeiras-e-cbf-cita-ponto-cego-no-var.amp.htm

– Os novos VARs da CBF na FIFA

A mim, não causou nenhuma surpresa a manutenção dos 10 árbitros brasileiros indicados pela CBF para a FIFA. São eles (desde o começo do ano):

Árbitros:
Anderson Daronco (RS)
Bráulio da Silva Machado (SC)
Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Rafael Traci (SC)
Raphael Claus (SP)
Rodolpho Toski Marques (PR)
Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Wilton Pereira Sampaio (GO)

Mesmo sem boas atuações no último ano, foram mantidos Luiz Flávio (que definitivamente não deslanchou na carreira internacional), Bruno Arleu e Rodolpho Toski. Mas como o Brasil tem o número máximo de FIFA’s permitido, a CBF não observou outros nomes que pudessem substitui-los na lista, evitando assim correr o risco de desagradar suas federações de origem.

A novidade foi o tão aguardado anúncio do quadro específico de árbitros de vídeo (os árbitros acima exercerão a arbitragem principal da partida e poderão ser escalados como VAR; mas os da lista específica, só poderão atuar como VAR, impedidos de entrar em campo como árbitros centrais nas competições internacionais). Abaixo:

Árbitros assistentes de vídeo (VAR)
Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
José Claudio Rocha Filho (SP)
Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Wagner Reway (PB)

E aí, gostou dos nomes? São razoavelmente experientes, mas que não fazem jus à condição de FIFA como árbitros centrais.

– Cristiano Ronaldo, até agora, é o melhor do século XXI?

Bem polêmico: produzido pela Globe Soccer Awards, o evento que premiou os melhores do ano e do século deu ao português Cristiano Ronaldo o prêmio de atleta do século XXI, à frente de Messi.

Considerando que estamos ainda nos primeiros 20 anos do século, e com os jurados listados abaixo, teria sido justo?

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/cristiano-ronaldo-recebe-premio-de-melhor-jogador-do-seculo-em-dubai.ghtml

CRISTIANO RONALDO RECEBE PRÊMIO DE MELHOR JOGADOR DO SÉCULO EM DUBAI

Astro leva troféu do Globe Soccer Awards, que elege Guardiola como melhor treinador e Real Madrid como maior clube desde 2001. Premiados dividem palco sem distanciamento ou máscara

O astro Cristiano Ronaldo recebeu neste domingo o troféu de melhor jogador do século XXI, entregue pelo Globe Soccer Awards, premiação organizada pelo Conselho de Esportes de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Em sua 11ª edição, o prêmio criou as categorias de “melhores do século” em 2020, cabendo ao craque da Juventus levar a melhor entre os jogadores. Ele já havia sido vencedor do prêmio de melhor jogador do ano em seis edições anteriores. 

Pep Guardiola, que brilhou no comando de Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City, foi eleito o melhor técnico do século. E o Real Madrid faturou o prêmio de maior clube de 2001 para cá. A premiação também contemplou os melhores do ano de 2019, com Robert Lewandowski levando o troféu entre os jogadores, e Hansi Flick vencendo entre os treinadores. 

Os troféus foram entregues em uma cerimônia de gala em Dubai, com a presença de empresários ligados ao esporte e autoridades dos Emirados Árabes, além do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Boa parte dos vencedores – incluindo Cristiano Ronaldo – esteve presente no evento, onde os astros dividiram o palco sem qualquer distanciamento ou uso de máscara, em meio à pandemia da Covid-19. 

O goleiro Iker Casillas, aposentado desde o ano passado, e o zagueiro Piqué, ainda em ação pelo Barcelona, receberam prêmios especiais por suas carreiras. O Bayern de Munique foi eleito o melhor clube de 2020, enquanto o Al Ahly ganhou o troféu de maior vencedor do Oriente Médio. O empresário Jorge Mendes – que cuida da carreira de Cristiano Ronaldo – ganhou o troféu de melhor agente pela 10ª vez em 11 anos de premiação. 

O juri da premiação é composto por ex-jogadores, técnicos e dirigentes do futebol, como Deco, Figo, Antonio Conte, Marcelo Lippi, Fabio Capello, Adriano Galliani e Jorge Nuno Pinto da Costa.

– O trabalho de Mancini no Corinthians!

Há aqueles que ainda duvidavam da capacidade de Vágner Mancini, quando em postagens anteriores falamos que seu principal mérito era ser um “acertador de times”.

Por onde passou, fez bons trabalhos (há de se ver a qualidade dos elencos que tinha à mão). No São Paulo, deixou o time pronto mesclando experiência e juventude à espera de Cuca. Idem quando foi substituído injustamente por Fernando Diniz. No Corinthians, com os atletas que tem, tirou o time da Zona do Rebaixamento e acendeu até mesmo esperança em vaga para a Libertadores!

Parabéns, Mancini.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O pênalti cobrado por Pedro em Fortaleza 0x0 Flamengo: o bi-toque e o buraco cavado!

Sobre o lance polêmico pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro no Ceará: o pênalti cobrado por Pedro (FLA)!

Entenda: a cobrança do tiro penal exige que a bola seja tocada para frente (não precisa ser chutada para o gol, pode até rolar para um companheiro, desde que o toque seja executado corretamente). Como qualquer cobrança de infração, o executante só pode tocar na bola novamente depois que outro atleta relar nela (a trave não vale, pois ela é neutra).

Depois dessa explicação breve, fica fácil entender: quando Pedro toca na bola pela 1a vez, o pênalti é considerado “cobrado” (não importa se foi por escorregão ou não). O 2o toque, mesmo involuntário, é irregular.

Acertou o árbitro Rafael Traci em marcar tiro livre indireto ao adversário, no local do 2o toque.

Duas perguntas surgiram:

1. Se existiu invasão de área por parte do time do Fortaleza, deveria ter voltado a cobrança?
Neste caso, NÃO, pois de nada influenciou o erro do flamenguista tal ato.

2. Ronald (FOR) foi flagrado mexendo no ponto penal (aquela catimba velhaca de ficar cutucando o local para atrapalhar o oponente). O que fazer?
Se flagrado pelo árbitro, o juiz deve dar Cartão Amarelo ao jogador e verificar se o local está adequado para a cobrança.

Anular a partida, punir o atleta ou algo que valha depois do jogo, aí não dá.

Tal lance aconteceu recentemente em duas partidas: com Grizmann em Atlético de Madrid x Real Madrid e no próprio Brasileirão em São Paulo x Vitória. Relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2017/05/10/o-penalti-de-2-toques-de-griezmann-ja-aconteceu-no-morumbi/.

– A falta de Espírito Esportivo.

Há 6 anos…

Li que o volante Mercier, do San Lorenzo, reclamou muito do comportamento dos jogadores do Real Madrid na final do Mundial de Clubes FIFA 2014. Ao diário esportivo Olé, disse:

São umas meninas, era só encostar que caiam”.

Tá de sacanagem, não?

Ora, quem assistiu a partida, percebeu o anti-jogo e pancadaria promovidos com muita catimba pelos argentinos contra um time que só queria jogar. E o árbitro, fraco, deixava isso acontecer sem coibir adequadamente.

Para mim, desculpa de mau perdedor! Se alguém tem que reclamar é o Real Madrid pela falta de autoridade do juizão. Ademais, se jogasse sério, o San Lorenzo tomava “um vareio de bola” como o Santos tomou do Barcelona no Japão.

Cara de pau o hermano, não?

O Papa Francisco, torcedor ilustre do time, deveria dar indulgência plena por tanta sandice a esse pobre de espírito…
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– Esse português sabe valorizar o seu trabalho!

Alguém realmente acha que o Campeonato Brasileiro é mais forte do que a Premier League?

Pode até ser mais competitivo (que é diferente de melhor qualidade técnica), mas “mais forte”?

Pois Jorge Jesus, ex-treinador do Flamengo, soltou essa pérola em proporção ainda maior: disse que “é o mais forte do mundo!”. Claro, tal declaração polêmica se “auto-valoriza”! 

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/lancepress/2020/12/22/jesus-afirma-que-brasileirao-e-mais-forte-do-que-a-premier-league.htm

JESUS AFIRMA QUE BRASILEIRÃO É MAIS FORTE QUE A PREMIER LEAGUE

O técnico Jorge Jesus afirmou que o Campeonato Brasileiro é um torneio mais forte do que o Campeonato Inglês. Em coletiva na véspera do duelo contra o Porto, pela Supertaça de Portugal, o Mister fez questão de exaltar o último país em que trabalhou e a forma como o esporte é jogado aqui.

“Vim de um futebol com muitos jornalistas, vim do futebol mais evoluído do mundo. Campeões mundiais cinco vezes, os melhores jogadores do mundo… Se o Campeonato Brasileiro passasse aqui como o Inglês iam ver qual é realmente a competição mais forte do mundo”, disse o ex-técnico do Flamengo.

Jesus ainda lamentou a falta de torcida nos estádios e ponderou que isso tem afetado o nível do futebol praticado em todo o mundo.

“Retornei com a ideia de mudar a forma como olhamos para o futebol fora das quatro linhas. O que falta aqui? As pessoas, os torcedores, o futebol sem torcedores não é a mesma coisa. Os grandes times do mundo não estão jogando no mesmo nível, pois não têm fãs nas arquibancadas”, complementou o treinador do Benfica.

Nesta quarta-feira, Benfica e Porto disputam o primeiro título da temporada portuguesa, às 17h45 (horário de Brasília). No Campeonato Português, as equipes estão separadas por apenas dois pontos (24 a 22), sendo que os comandados de Jorge Jesus estão na frente e ocupam a vice-liderança do torneio.

– Cansei dos percalços do futebol em 2020. E você?

No final do ano, sempre se faz balanços sobre os acontecimentos ocorridos. E quando penso no futebol… desanimo, tamanho é o desânimo.

Explico:

Quantos casos explícitos ou velados de racismo presenciamos em 2020? E ao invés de termos unanimidade no combate ao preconceito, testemunhamos pessoas falando que é “mi-mi-mi”… Que insensibilidade! De onde vem tanta falta de empatia?

Aí vemos os clubes não fazendo a parte deles. O Corinthians fala em “proteger as ‘minas’”, mas faz gozação homofóbica contra o São Paulo. O Tricolor, por sua vez, tem feito campanhas efetivas em defesa dos torcedores gays da sua agremiação? Lógico que não. A propósito: e a campanha para uso da “Camisa 24” que diversos clubes lançaram? Ficou só no blá-blá-blá, aparentemente.

O que entristece é o discurso descomprometido que é “só futebol”, que tudo pode. Peraí: falamos de futebol profissional, business, milhões (e às vezes, bilhões) envolvidos. É a indústria do entretenimento, que gera empregos, paixões e eventos. Não é a várzea amadora, das periferias onde tudo pode (ou quase tudo). É jogo (ou jogaço) que acontece no Morumbi, Maracanã ou Mineirão!

Como toda atividade profissional, há regras, ética, responsabilidades social e fiscal, além da necessidade de ser e dar exemplo.

Quer mais um desapontamento? Equipes falidas que abrem mão de trabalhar com parceiros sérios como Red Bull, City Group ou qualquer outro conglomerado, mas aceitam empresários suspeitos e negócios escusos, pois eles “não vão mudar o uniforme do time” ou “vender a ‘alma’ da equipe”. E se der errado, lógico, a culpa é da imprensa (como virou um mantra).

Alma? Só se for penada… ou “pelada no saldo bancário”. Mas dos cartolas envolvidos, aí é outro papo!

Já imaginaram quanta história os centenários Paulista de Jundiaí, Noroeste de Bauru, Ponte Preta de Campinas ou tantos outros têm, e correm o risco de sumir num curto médio / prazo? Sim, o panorama catastrófico é real, pois as contas vencem e o cenário global é cada vez mais rápido (e não aceita desculpas).

Vale o mesmo para os grandes, que se apequenam cada vez mais: Vasco e Botafogo vivem do quê? De títulos, de receitas, de ambos ou de nenhum deles? Ou de… história?

É desanimador, me desculpem. E se falar de outra seara, a arbitragem, é pior ainda! A FPF tinha sempre meia dúzia de árbitros em condições de apitar pela FIFA (e qualquer jogo no mundo). E hoje?

Aliás, o VAR, que tanto ajuda mundo afora, aqui atrapalha. Sem contar nos cabides de emprego: AVAR1, AVAR2 e supervisor de protocolo, onde a cartolagem do apito se auto-escala e se “auto-avalia”. 

Tudo isso faz com que exista descrédito. Rogério Ceni deixou no ar que há favorecimento para o São Paulo no Brasileirão. Ué, quer dizer que árbitro paulista não pode apitar time carioca pela luta do título? Também não poderá gaúcho, mineiro e de outros estados envolvidos na parte de cima e na parte de baixo da tabela. Assim, vamos trazer árbitros do Tocantins, do Amapá e da Roraima, que não têm times na 1ª divisão.

Neste discurso cheio de teorias conspiratórias, quem vai investir num campeonato que é colocado em dúvida?

Desculpem-me, mas cansa. E para cansar derradeiramente, lembremo-nos que até semanas atrás os dirigentes dos clubes queriam, junto com os políticos, a volta das torcidas em plena pandemia.

Acabe logo 2020. Venha diferente, 2021. E bem melhor, pois esse último no cansou demais.

Imagem extraída da Web.

– Lisca Doido ou Lisca Bravo?

Não vi o lance reclamado pelo América-MG, mas o treinador Lisca (conhecido como “Lisca Doido”) ficou muito, muito bravo mesmo!

A imagem mostra que seu apelido faz jus, aqui: https://youtu.be/EooyVV4VokU.

 

– O Racismo contra Gerson, por parte de Ramírez no Flamengo 4×3 Bahia: o que o juiz poderia ter feito?

Índio Ramírez, jogador colombiano do Bahia, foi acusado de praticar racismo contra o flamenguista Gerson. E, por enquanto, fica o protesto do brasileiro ao ato negado do seu adversário.

Que se investigue, se chegue a uma conclusão e que se puna, caso tudo se confirme.

Fui perguntado: e o árbitro nisso tudo?

O árbitro Flavio Rodrigues de Souza não poderia expulsar Ramírez sem ter flagrado o xingamento. Ele também não pode advertir o jogador simplesmente pela reclamação do outro (porque, poderia até – e não estou dizendo que foi neste caso – ter sido uma forma de mentir e prejudicar a outra equipe). O juiz tem que presenciar a ofensa.

E o VAR? Poderia ter ajudado?

Veja que curioso: NÃO neste caso!

O árbitro de vídeo só pode trabalhar com imagens e não sons. Imagine que Flávio fosse à cabine e ouvisse uma fala: ele não poderia, por protocolo, fazer uso do som e tomar a decisão (por incrível que possa parecer), nem tentar leitura labial ou algo parecido. O VAR se refere às imagens, pura e simplesmente, de atos.

Como o racismo é um assunto sério, a atitude do árbitro passa a ser: relatar em súmula que existiu a reclamação mas, como não ouviu a ofensa, não pode tomar as providências por falta de comprovação.

O outro lance discutido do jogo foi a expulsão de Gabigol. Sobre ela, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/12/20/a-expulsao-de-gabigol-em-flamengo-x-bahia/.

Lembrando ainda que a proibição de som pelo VAR também foi discutida no episódio de racismo sofrido por Neymar no entrevero com Gonzáles. Recorde aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/14/acredite-o-var-nao-poderia-interferir-no-caso-do-racismo-sofrido-por-neymar/.

STJD investigará acusação de Gerson de racismo de Ramirez com imagens

– A Expulsão de Gabigol em Flamengo x Bahia

Parabéns ao árbitro Flávio Rodrigues de Souza! Mostrou que faz jus ao uso do escudo FIFA, ao não passar por “banana” no lance envolvendo Gabriel Barbosa.

É notório que Gabigol tropeça e desequilibrado pede uma falta (não foi relevante o toque de mão nas costas do jogador do Bahia, já que, para ser falta, tem que impedir a sequência normal do lance – e não foi isso que aconteceu). De maneira “folgada”, reclamou ao juizão com palavrões. Flávio não fez média e mostrou a autoridade que deve ter um árbitro de futebol, mostrando o Cartão Vermelho.

Pelo peso da camisa, em condições de “fazedor de média”, o natural era que um juiz medroso “fizesse de conta que não ouviu”. Felizmente, não foi o caso de Flávio.

Registre-se: um jogador importante como Gabigol não pode dar uma vacilada tão infantil com 9 minutos de jogo.

– 15 anos do Tricampeonato Mundial do Tricolor Paulista: Análise da Arbitragem de São Paulo 1×0 Liverpool

Quando Rogério Ceni se aposentou, publicamos a Análise da Arbitragem do jogo do São Paulo que lhe deu o Tricampeonato Mundial. Repost abaixo nesta data significativa:

Calma, você não voltou ao tempo. É que nesta sexta-feira teremos o jogo de despedida de Rogério Ceni, um dos últimos jogadores a labutar por décadas em uma mesma equipe.

Sabe qual a curiosidade inusitada? O árbitro será o mexicano Benito Arcundia, o mesmo da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2005 e que arbitrou São Paulo 1×0 Liverpool.

Detalhe: o árbitro não foi bem naquela partida. Ele não deu um pênalti claro no lateral esquerdo Júnior, prejudicando os brasileiros; na sequência da jogada, armou-se um contra-ataque e Lugano quase quebrou as pernas de Gerard com um carrinho violento e certeiro, não sendo expulso e prejudicando os ingleses. Na época, Rafa Benítez, que era técnico do Liverpool (e que posteriormente perdeu outro Mundial Interclubes, para o Corinthians quando trabalhava no Chelsea) o criticou demais, creditando (injustamente) a derrota ao árbitro mexicano.

O interessante é que Benito Arcundia nem iria participar daquele mundial! Ele entrou na última hora como representante da Concacaf pois o guatemalteco que havia sido indicado lesionou o joelho.

Quem deveria ser convidado, o “bom do jogo” foi o bandeira Arturo Velazquez, que anulou corretamente 3 gols do Liverpool: 1 impedimento fácil, outro dificílimo e o outro por falta de Morientes quando ele tentava fazer a defesa.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Al Ain venceu o River Plate? Jaz, Conmebol!

Há dois anos, um dos maiores micos do futebol argentino aconteceu… relembrando:

Que coisa! Depois de micos de clubes brasileiros (representando a Conmebol) sendo eliminados pelos inexpressivos Mazembe e Raja Casablanca, ou do Atlético Nacional (outro Conmebol) perdendo do Kashima, agora o River Plate perde do Al Ain dos EAU e está fora do Mundial de Clubes da FIFA!

De fato, o retrato do futebol sulamericano, seja na Copa do Mundo de Seleções (há quanto tempo um sul-americano não vence?), seja na Copa do Mundo de Clubes, tem sido horroroso. Um panorama perfeito do que é a Conmebol hoje.

Se o Al Ain vencer, será o segundo time representando o país-sede a ser Campeão do Mundo, como aconteceu com o Corinthians na 1a edição dessa versão mais global e organizada pela FIFA. E que não se discuta: será o legítimo campeão do mundo de futebol (mas não o mais forte).

Já abordamos isso em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/13/disfarcada-de-mundial-a-copa-das-confederacoes-de-clubes-comecou/

– O gesto obsceno na expulsão de Rossi.

Tem jogador que não tem noção de que pode ser flagrado numa partida de futebol. Vejam só o motivo (proibido para menores) que o jogador Rossi, do Bahia, recebeu Cartão Vermelho, contra o Defensa Y Justicia pela Copa Sulamericana. 

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=dt7fQdh9go0

 

– Dream Team Bola de Ouro da France Football.

É lógico que o time abaixo é mágico! Foi composto por especialistas da France Football e representa o melhor time de todos os tempos. Escalado com: Yashin; Cafu, Beckenbauer e Maldini; Matthäus, Xavi, Maradona e Pelé; Messi, Cristiano Ronaldo e Ronaldo Fenômeno.

Puskás? Di Stéfano? Zidane? Cruyff? Estão no banco, provavelmente.

Carlos Alberto Torres não sendo titular, perdendo para Cafu que não sabia cruzar? Ops.

É claro que com mais de 150 anos de idade que o futebol tem, seria impossível a distância do tempo permitir que se saiba os 11 melhores de todos os tempos. Mas há algumas coisas que são atemporais, como, por exemplo, o talento!

Concorda com a lista?

– A Arbitragem de Futebol brasileira e a Covid-19.

Assustador o número de casos de contaminação dos árbitros de futebol pelo Novo Coronavírus!

Compartilho, abaixo, essa publicação do grande PVC no GE.com. Está em: https://globoesporte.globo.com/blogs/blog-do-pvc/post/2020/12/15/de-cada-tres-arbitros-do-campeonato-brasileiro-um-ja-teve-covid.ghtml

DE CADA 3 ÁRBITROS DO CAMPEONATO BRASILEIRO, 1 JÁ TEVE COVID

Pouca gente percebeu a substituição do árbitro de vídeo de Corinthians x São Paulo, no domingo (13). Inicialmente escalado, Rodrigo Guarizo do Amaral teve teste positivo e foi substituído por Jean Pierre Gonçalves Lima. Não foi a primeira vez. Já houve jogos do Vasco e do próprio São Paulo, recentemente, com substituições de partes do trio de arbitragem por exames positivos.

Dos 600 árbitros cadastrados para jogos de Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, 215 já tiveram contato com o coronavírus.

Significa que 31% do quadro de árbitros já teve contato com o vírus.

Os casos no futebol ganharam muita relevância desde o início de novembro. Foram mais de 100 casos em novembro, surtos em clubes como Santos, Palmeiras, Vasco, Fluminense e Atlético Mineiro.

Na arbitragem, os casos foram menos divulgados, mas igualmente expressivos.

Na segunda-feira (14), foi confirmada a morte de Marcelo Veiga, ex-lateral-esquerdo de Santos, Bahia, Internacional e Portuguesa, técnico com passagens marcantes por Bragantino, Portuguesa e, recentemente, São Bernardo.

– A Homenagem do Red Bull Bragantino a Marcelo Veiga.

No tempo em que o RB Bragantino (sem a gestora atual, a competente Red Bull), era comandado pela família Cheddid, Marcelo Veiga, vitimado tão jovem pela Covid-19, trabalhou 7 vezes no clube. A identidade entre Bragantino e Veiga se tornou claríssima.

Diante disso, uma singela homenagem foi feita a ele, já que, infelizmente, não há o que fazer.

Veja só a camisa personalizada com o número de jogos (516) que ele trabalhou:

Red Bull Bragantino

Imagem: Ari Ferreira/ Red Bull Bragantino (divulgação).

– E a Covid assusta o mundo do futebol! Não é hora de pausar tudo de novo?

Caramba… Marcelo Veiga, ex-jogador de futebol e técnico (com “histórico de atleta”, como alguém ousou usar como subterfúgio), faleceu de Covid-19. Vanderlei Luxemburgo pegou pela 2a vez (assim como o jogador palmeirense Gustavo Scarpa), e outros tantos do mundo do esporte.

Será que o futebol, com inúmeros protocolos (e que estão parecendo ser ineficientes) não deveria dar uma pausa? 

Com menos mortes, os torneios estavam paralisados. Agora, estão a todo vapor. Não é para se repensar?

Eu sei que não existem datas para todas as partidas, mas isso é “o mais importante” para o momento? Claro que não.

Repensemos as urgências da sociedade neste momento. Muita gente está se contaminado estando na ativa no trabalho do futebol.

Por medo da covid-19, time de futebol alemão perde por 37 a 0 | Siga a  cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 18.09.2020

 

– De novo, Caio Max? Sobre Internacional 2×1 Botafogo.

Dias atrás, o árbitro Caio Max Augusto Vieira foi muitíssimo criticado pela sua atuação em Corinthians 0x0 Grêmio (relembre em: https://wp.me/p4RTuC-siZ). Agora, no Beira Rio, outra polêmica atuação.

Antes de falarmos do gol decisivo do Colorado, há uma reclamação quanto a um cartão amarelo não aplicado a Rodinei (INT), que seria a 2a Advertência e consequentemente Vermelho. Acontece que nem todo lance de mão na bola é para Cartão Amarelo. Uma jogada na lateral, que não mate um contra-ataque, é simplesmente para marcar o tiro livre direto, sem advertir. Acertou o árbitro.

No lance capital da partida, o Fogão tem uma falta a seu favor no campo de defesa. Kevin cobra ela com displicência recuando para o goleiro Diego Cavalieri. Yuri Alberto (Internacional) estava atento e a interceptou, fazendo o gol.

Porém… o árbitro estava de costas! No be-a-bá da arbitragem, nunca você deve reiniciar o jogo sem estar de frente para a jogada. Caio Max nada viu, e mediante a confusão, anulou o gol. Pelo VAR, depois de muita demora, voltou atrás e validou.

Apesar da lambança, acertou o árbitro. O Botafogo reclama que a falta não foi cobrada pois Kevin estava dando a bola para Cavalieri cobrá-la. Pelas imagens, não dá para afirmar isso e as condições permitem que se entenda a execução do reinício com Kevin (até mesmo porque ali – naquele momento – não precisa de apito).

Tudo seria evitado se o juizão estivesse de frente, orientando o local da cobrança e agilizando a execução.

– Mancini e Diniz, Corinthians x São Paulo e o “algo em comum”.

Algumas curiosidades pré-Majestoso: Vágner Mancini e Fernando Diniz, técnicos de Corinthians e São Paulo, têm uma relação em comum com o Paulista de Jundiaí.

Ambos foram campeões pelo Galo da Japi: Mancini da Copa do Brasil; Diniz pela Copa Paulista. Fernando Diniz, a propósito, foi treinado por Vágner Mancini por duas temporadas parciais.

Compartilho, extraído de: https://www.esportejundiai.com/2020/12/em-jundiai-fernando-diniz-jogou-19.html

FERNANDO DINIZ JOGOU 19 VEZES SENDO DIRIGIDO POR MANCINI

Neste domingo, Fernando Diniz e Vagner Mancini se enfrentam como treinadores pelo Campeonato Brasileiro dirigindo respectivamente São Paulo e Corinthians, às 18h15, no estádio corintiano, em São Paulo. Ambos foram companheiros de clube, só que em funções diferentes. Mancini já era treinador do Paulista e teve Diniz como seu atleta no meio-campo entre o segundo semestre de 2006 e o primeiro semestre de 2007.

Em Jundiaí, Diniz jogou 19 vezes sob o comando de Mancini, entre Série B do Brasileirão e Série A1 do Paulistão. Foram dois gols – na vitória por 3 a 0 sobre o Marília, fora de casa, na Série B de 2006; e 3 a 1 sobre o Rio Branco, no estádio Jayme Cintra, no Paulistão de 2007.

Só que o “estressadinho” Diniz que vemos como treinador, já era como jogador. Na sua passagem como atleta em Jundiaí, ao lado de Vagner Mancini foram seis amarelos e um cartão vermelho – contra o Grêmio Barueri, no Paulistão de 2007, quando se envolveu em uma confusão logo no começo do primeiro tempo com Anderson Marques.

Terceiro encontro em 14 meses

Mancini e Diniz já se enfrentaram uma vez este ano como treinador. Quando Vagner ainda dirigia o Atlético Goianiense, ele enfrentou o São Paulo de Diniz e perdeu por 3 a 0, no Morumbi pela 14ª rodada. Brenner – duas vezes e Gabriel Sara marcaram os gols do jogo.

Em outubro do ano passado, Diniz já comandava o São Paulo e duelou com Mancini, quando este dirigia o Atlético Mineiro. Pela 28ª rodada, o Tricolor venceu por 2 a 0 – gols de Igor Gomes e Vitor Bueno.

Mancini já venceu Diniz como treinador: foi na Série B de 2015, na 15ª rodada, quando Vagner comandava o Vitória, que venceu o Paraná Clube, de Diniz, em Curitiba, por 1 a 0 – gol de David.

Por Thiago Batista de Olim – Foto: Divulgação

– Os finalistas ao The Best 2020 da FIFA. Neymar fora?

Messi, Cristiano Ronaldo e Lewandowski estão entre os 3 indicados ao “The Best”, o prêmio de melhor jogador do mundo de 2020, presenteado pela FIFA.

Se a lista fosse minha, na temporada (que é o que vale), Lewa seria o vencedor, seguido por Neymar e Kevin De Bruyne. O argentino e o português, premiadíssimos, no período em julgamento, não fizeram por merecer a figuração na relação deste ano.

Aliás, se o prêmio fosse ao “funcionário do mês”, Neymar levaria fácil pelo que fez nos últimos jogos. Entretanto, a quantidade de gols do Lewandovsky dispensa qualquer elogio. Indiscutível.

Até pela idade de Messi e CR7, as portas estão se abrindo para Neymar, se mantiver o ritmo, ter chances reais de ganhar seu primeiro The Best em 2021.

– Flamengo x Santos ofuscado por Robinho?

Que estrago fez o Santos FC em sua imagem pela insistência na contratação de Robinho. O atleta, que foi condenado pela Justiça da Itália por estupro, só teve seu contrato suspenso após o boicote anunciado pelos parceiros do Peixe. Nesta semana, o jogador foi condenado pela 2a instância e o Santos manteve o contrato suspenso (ou seja: não desistiu da sua contratação).

Nem com os áudios divulgados (onde Robinho orienta o amigo dele a vir para o Brasil pois aqui não ficariam presos), fez com que a diretoria desistisse da ideia. Conclusão: às vésperas de um jogaço como Flamengo x Santos, você abre os sites e as manchetes são: Robinho condenado!

Pra quê isso? Se livre desse “abacaxi”, Santos. Até o julgamento pela 3a instância, o contrato já venceu e o jogador estará ainda mais veterano… Anti-marketing total!

– A nova camisa do Corinthians: gostou ou não? Sobre as polêmicas surgidas.

Há 5 anos, fizemos um breve debate sobre o “Corinthians ser tricolor ou não”.

Relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/02/o-corinthians-e-tricolor-ou-nao/.

Agora, o clube do Parque São Jorge lançou uma 3a camisa homenageando o Estado de São Paulo (com o mapa do estado em seu desenho, no formato das calçadas da Avenida Paulista), e causou muita polêmica: pela beleza, e por lembrar “São Paulo” (em alusão ao co-irmão homônimo do Morumbi).

Não vejo problema:

– Ter vermelho no uniforme é aceitável. Não tem no escudo?
– Homenagear o Estado onde vive idem, afinal, não tem no próprio nome “Corinthians Paulista”?

Tirando esses pontos, restará a estética. Afinal, aí é questão de gosto.

Veja a camisa e diga: bonita ou não?

Imagem: Divulgação Corinthians.

– Grêmio 1×1 Santos e os erros / acertos da arbitragem!

Que o árbitro paraguaio Juan Benitez é fraquinho, não há dúvida. Mas alguns lances foram maximizados ou não nas reclamações?

Vamos lá:

– Estando mal posicionando, o juiz viu um carrinho certeiro de Piñares (GRE) contra Pituca (SFC) e o expulsou. Chamado pelo VAR, corrigiu o grave equívoco: Pituca é quem faz falta e o carrinho citado “foi na bola”. Expulsão anulada e Advertência com Amarelo para o santista. O árbitro foi salvo pelo VAR neste lance.

– O Segundo Amarelo para Pituca: se fosse mais experiente, o jovem evitaria a expulsão por retardamento da partida. Ali, foi bobeada do atleta do Santos por não saber fazer cera.

O pênalti aos 51m por suposta mão de Vinícius Baliero (SFC) (ex-Vinícius Paulinho, capitão do time do Paulista de Jundiaí na Copa SP, excluído pelo episódio do “Gato”): ali é lance totalmente involuntário, não tem o que inventar – tanto é que demorou-se para tomar uma decisão. Com tanto tempo, parece que existia a preocupação em evidenciar a intenção da mão e não se conseguia!

Enfim: o Santos tem o que reclamar, especialmente no final do jogo. Mas dois dos lances reclamados, não (um conserto do VAR e outro infantilidade do jogador).

Lembrando que Benitez foi suspenso por mal uso do VAR em seu país. Confira aqui: https://correio.rac.com.br/_conteudo/2020/11/esportes/1024542-jogo-do-brasil-sera-apitado-por-arbitro-paraguaio-punido.html.

– E já se vão 7 anos do caso Portuguesa e Hevérton…

Relembrando o “Lusagate”, episódio que praticamente mudou a vida da Portuguesa para sempre.

Extraído de 2013, deste mesmo blog:

AZAR, PREJUÍZO PREMEDITADO OU AMADORISMO?

E sobrará para a Portuguesa a mácula de “azarada”, “prejudicada” ou “amadora”, em relação a escalação do jogador Heverton?

  • 1- Considere AZAR no caso de um jogador não tão importante para a equipe paticipar 12 minutos na partida, nada produzir e ele ser pivô do rebaixamento.
  • 2- Entenda como PREJUÍZO fomentado por alguém que quis usá-la (a Lusa) para conseguir benesses lá na frente, caso você acredite que tudo foi armado.
  • 3- Critique o AMADORISMO se realmente ela não tomou os devidos cuidados para se assegurar de que poderia escalar o jogador em campo.

Nessas considerações acima, encaixa-se tudo o que tem sido falado: erro crasso do time da Lusa, favorecimento ao Fluminense (interessado em fugir do rebaixamento), e outras teorias conspiratórias, como a de que o advogado da Portuguesa (que presta serviço a diversos clubes, com o detalhe de que sua foto com Fred – centroavante do Fluminense – está nas redes socais e cuja remuneração vem da CBF) teria se dado ao serviço de informar errado a diretoria sobre o resultado do julgamento.

Mas há outras três coisas que me incomodam. E incomodam muito! São elas:

  • 1- O árbitro reserva lança e confere os jogadores antes da partida iniciar. O pessoal de TI (Tecnologia da Informação) da CBF é o mesmo que trabalha na FPF, e desenvolveu um mesmo sistema informatizado onde aparece a restrição ao atleta impedido de jogar. Ao menos, é assim que funciona em São Paulo. Eu mesmo, quando trabalhei por inúmeras vezes como quarto-árbitro, pude constatar equipes que fizeram mau controle do número de cartões e aparecia na súmula eletrônica a restrição, quando lançava o jogador como habilitado para o jogo. Será que isso não apareceu antes da partida? Teria existido falha? Não houve o “input” aos dados do atleta de que ele teria que cumprir mais um jogo em seu banco de dados? A CBF não comunica os clubes que os atletas estão com restrições de contrato, cartões ou outras suspensões antes do início da partida? Para mim, isso deveria ser discutido urgentemente!
  • 2- Vejo que a FPF não está lutando arduamente (e nem moderadamente) pelo seu filiado. Ela aceitará passivamente dois paulistas rebaixados? Não está auxiliando o clube? No site da entidade, onde costumeiramente há pronunciamentos publicados do presidente Marco Polo Del Nero, dessa vez não há nada?
  • 3- E se o Fluminense fosse a Portuguesa e a Lusa fosse o Flu? Como seria? Tenho imensa curiosidade nesse exercício de imaginação… Você, caro leitor, não tem o desejo de saber se os ânimos e a rapidez pelo julgamento seriam tão rápidos?

Fica novamente a pergunta: de quem é a culpa do Campeonato Brasileiro de 2013 não ter acabado ainda, já que ele está com “a bola rolando” no STJD?

Se eu fosse a Portuguesa, contrataria o advogado do Cruzeiro para fazer a defesa, já que quando o Cruzeiro foi indiciado por ter escalado o goleiro reserva numa partida do Brasileirão, poderia ter perdido 3 pontos e foi notificado no mesmo artigo do Código Disciplinar: o de ter relacionado para um jogo o atleta em condição irregular. Resultado: R$ 10 mil de multa, sem perda de pontos.

Aliás, não foi o próprio procurador Paulo Schmidt, em 2010, quando Tartá do Fluminense foi escalado irregularmente nas mesmas condições que Heverton, que disse ser imoral mudar o resultado em campo?

– PSG x Istambul Basaksehir: um marco na luta contra o Racismo! E a vergonhosa atitude do árbitro…

O árbitro de futebol é a figura de respeito que deve ZELAR pelo cumprimento das Regras do Jogo. Ele precisa inspirar atitudes corretas e exemplares, de honestidade e imparcialidade. E ao ver o quarto-árbitro Sebastian Colţescu, na partida entre o Paris Saint-Germain x Istambul, tratar com prepotência o camaronês Webó, fico envergonhado!

A forma como ele trata (não a palavra “negro” ou “preto” em si), é arrogante. Não identifica-o com respeito, mas fala com teor de menosprezo, conforme as imagens mostraram. Lamentável. E sabemos que há muito racismo na Europa.

A atitude dos jogadores se recusando a jogar, destacando a liderança de Neymar, foi positiva. E por ser um jogo da Champions League, tomara que seja um marco no futebol tal ocorrência.

Chega de Racismo. Cansou!

Acréscimo: achei sensacional essa afirmação:

“Todas as vidas importam, mas as vidas que foram segregadas e maltradas há séculos, importam mais.”

Mauro Beting, no Esporte Interativo.

– Não se traia, Muricy!

Muricy Ramalho é um ex-treinador campeão. Encerrou a sua carreira “por cima”, ganhou muitos títulos, muito respeito e muito dinheiro. Um vitorioso, que chegou até a sofrer com sua saúde devido ao excesso de trabalho.

Agora, Muricy resolveu aceitar o convite para ter um cargo diretivo no São Paulo FC, sua grande paixão. Ora, ele estava bem no Grupo Globo, não era exigido fisicamente, tinha boa remuneração e bastante horas de lazer. Pra quê a troca?

Eu sei que quem gosta de futebol, não consegue abandonar a rotina. Eu, que fui árbitro, e mesmo estando ainda envolvido com o futebol, morro de saudades de estar dentro de campo (mas sei me segurar e priorizar a família). Muricy não precisa voltar ao Tricolor. O faz, simplesmente, por amar demais o clube – e isso pode ser perigoso para ele próprio… vide Raí e a transformação de ídolo para cartola contestado.

Boa sorte, Muricy!