Ser profissional é fundamental para resolver qualquer problema no trabalho. Ser honesto, idem. Transparente, ibidem. E para sair de “saias justas” ou de “situações injustas”, acrescente inteligência e experiência.
Digo isso pois no pós-jogo de Fortaleza 1×0 Corinthians, eu ouvia a Rádio Jovem, onde os jornalistas Wanderley Nogueira, José Manoel de Barros, Bruno Prado, Caíque Silva e Raphael Thebas debatiam a ótima campanha do time cearense, que mesmo sem os recursos financeiros e grandeza histórica de grandões como Flamengo e os seus co-irmãos de projeção nacional, está fazendo uma temporada acima da média. Tudo normal, respeitoso, coerente e elogioso.
Porém…
Um torcedor-ouvinte que tem dificuldade de interpretação ousou reclamar de tudo isso, dando sua versão própria!
Vejam como é difícil falar de maneira clara e ter que aguentar a tristeza do cara deturpar seu pronunciamento, motivado pelo cego fanatismo (um mal do nosso tempo, incluindo outras searas), no vídeo em: https://youtu.be/Ew3fK-EBKnw
Parabéns aos brilhantes profissionais que, com educação, permitiram o desabafo equivocado e responderam serenamente.
Uma “falta comum de jogo” em Boca Jrs x Atlético Mineiro no 1o tempo, no La Bombonera. O lance foi de um empurrão deBriasco em Nathan Silva, surgindo o gol irregular dos argentinos.
Entretanto…
O árbitro Andrés Rojas, da Colômbia, não viu a irregularidade.Ou foi omisso, e jogou a responsabilidade para a cabine. De lá, foi chamado pelo VAR paraguaio Derli Lopez a fim de conferir o lance.
Depois de 7 (SETE) minutos de paralisação (tinha até jogador acompanhando ele na cabine)… gol corretamente anulado.
Era lance para se marcar falta com a bola rolando. E se teve VAR, não era para ter dúvida nem demorar tanto.Titubeou o juizão, e nesse momento de fraqueza, demonstrou insegurança e “perdeu a mão” na partida. Pior: ao dar 4 minutos de acréscimos apenas, mostrou que não tinha mais autoridade. Uma pena!
Tudo isso mostra o que temos falado: na América do Sul, o VAR virou ferramenta para se re-apitar o jogo e transferir responsabilidade. Lamentável tal mau uso…
A Libertadores da América 2021 está voltando, depois da paralisação da Copa América. Porém, o Campeonato Brasileiro não ficou paralisado durante esse período, e as equipes brasileiras entraram em campo na mesma frequência frenética.
Sendo assim, o que será mais relevante neste momento: agremiações em atividade e que têm ritmo de jogo, ou clubes que estão descansados e com um melhor preparo físico?
Os resultados nos dirão! E mais: tudo isso vale para a Copa Sulamericana.
Reapareceu na minha timeline: que lance curioso na cobrança de pênalti… Quantas infrações forma cometidas? Abaixo:
Futebol amador sempre nos reserva boas gargalhadas…
Vejam só esse lance do Campeonato de Várzea Paulista/SP: invasão dupla na cobrança de pênalti, tirou a camisa na comemoração do gol, pulou o alambradoe foi se aplaudir no meio da torcida!
Se dentro de campo a cultura apaixonada do torcedor é xingar o juizão, e quando ele sai dos gramados e vai para a TV?
Não muda muito, dependendo do comentário. O mais fanático dirá: “O ‘Arnaldo’ [César Coelho] falou na Globo que foi pênalti mesmo, vai lá na televisão brigar com o cara. Ele apitou final de Copa do Mundo e você quer discutir com ele?”(se for a favor do seu clube). Ou: “O ‘Paulo César’ [Oliveira] não apitava nada dentro de campo e na televisão continua ruim”(se o comentário for desfavorável ao seu interesse).
A verdade é: o torcedor lúcido, que gosta do esporte em si, ou o jornalista estudioso de futebol, sabe quando o cara é bom ou não é. Ex-árbitro “de nome” tem mais credibilidade quando vai para a telinha pois é mais conhecido; se ele trabalhar bem a imagem, ganha carisma e a simpatia do público o torna mais “humanizado”.
Porém, quando o cara troca o apito pelo microfone e quer manter o tom autoritário da análise, com a fala firme em voz professoral-ditatorial, aí a antipatia só aumentará. Pior: e quando faz uma análise de lance duvidoso e não permite ao torcedor ter a dúvida, cravando sua opinião e desmerecendo a do outro?
“Nem ao Céu e nem ao Inferno”, diria o sensato. Se você comenta futebol na TV ou no rádio, mesmo que você saiba muito da teoria (não precisa ter sido um árbitro da FIFA), se faz imprescindível usar um vocabulário mais didático, humilde, acessível às pessoas. E dentro da sua análise, permitir o respeito à opinião de outras pessoas (que não apitaram futebol, mas podem entender de outras nuances mais do que você).
O grande problema dos comentaristas de arbitragem (não estou me isentando, faço sempre o mea culpa e procuro entender o ponto de vista contrário, sem ferir o direito do outro pensar diferente): achar que é a autoridade máxima FORA de campo…
Resumindo com um exemplo: “brigar com a imagem”, onde você sustenta um erro mesmo o torcedor vendo que não era bem aquilo. Pô, voltar atrás é demonstrar inteligência e humildade, não há problema. É ser honesto! Diferente de, a cada ângulo, você não ter competência e dizer: “foi pênalti, pegou a perna do Fulano” e, depois do árbitro em campo mudar a decisão, você se “solidarizar com ele” pois o VAR nada mostrou e criar longas histórias para dizer que não estava errado inicialmente…
A verdade é: precisa-se de comentarista de arbitragem numa transmissão?
SIM, se for para enriquecer a transmissão. Para participar a todo instante, sem ser em momentos de irreverência para cativar o telespectador num jogo meia-boca ou nos lances capitais, não precisa. Para falar que “foi lateral” ou “acertou no impedimento claríssimo”, não acrescenta em nada.
Boa parte das minhas atividades em comentários, quando estou na Rádio Difusora AM 810, por exemplo, é na cabine e sem VT. Aqui, uma confidência: se você ficar nas Redes Sociais durante a transmissão, “dançou”. O jogo é rápido, você poderá errar e ludibriar o torcedor – o que não é correto. Me policio demais para tentar não ser “o dono da verdade”, opinar com correção e entender a interpretação diferente da minha, que pode me fazer enxergar o jogo diferente.
Enfim, pensemos: o comentarista de arbitragem não pode ser o PROTAGONISTA do jogo; ele tem certa relevância na transmissão, mas não deve ser “o cara”, respeitando as opiniões em contrário (mesmo que não concorde com elas). Talvez mais importante seja destinado ao ex-árbitro à função de “orientador de equipes”, tendo cargo nas Comissões Técnicas dos clubes,dando aulas de Regras do Jogo às categorias de base e orientando os atletas profissionais a não serem punidos e tirarem proveito dos detalhes da Regra.
E você: o que pensa sobre os comentaristas de arbitragem na televisão ou no rádio?
Que a competência dentro e fora de campo do Red Bull Bragantino estão fazendo a diferença, não resta dúvida. Falamos dias atrás das ações de marketing globais da equipe, bem como às voltadas à cidade de Bragança Paulista-SP, sua sede.
Eis que o pessoal do Marketing teve uma ideia bacana: criou um veículo personalizado para a localidade: o “Red Bull Carijó” (lembrando que “Carijó” foi o apelido da camisa que tanto traz saudade à população bragantina, daquele timaço dos anos 90).
O Red Bull Carijó chegou! Na última quarta-feira, o Toro Loko e o Massa Bruta sacaram suas carteiras de habilitação 😅 e foram até São Paulo, buscar o carro que em breve estará em todos os rolês por Bragança Paulista e interior do estado, sempre oferecendo atrações diferentes para os nossos fãs. 👀
A permissão das autoridades do Rio de Janeiro para que a Conmebol colocasse 10% da capacidade de público do Maracanã, durante a final da Copa América, foi um tremendo erro. Criou-se uma jurisprudência perigosa!
Se os clubes cariocas pedirem para liberar torcida no Brasileirão, qual a justificativa que a Prefeitura deverá fazer para não ser contraditória?
Lamentavelmente, vimos (oficializado pela Conmebol em nota)uma quantidade grande de exames negativos para Covid-19 falsificados. Absurdo.
A Itáliacampeã. Francisco (o mesmo Bergóglio) feliz.
Talvez ele tenha razão na brincadeira que fez com os brasileiros certa vez:“Muita cachaça, pouca oração”e… acrescentemos:muito pouco futebol,como disse meu amigo Edvaldo Pessoto.
Viva o futebol –para quem gosta do esporte e não se pilha com torcida.
O holandês Björn Kuipers(com duas Copas do Mundo no seu currículo) é veteraníssimo, e penso que fechará sua carreira com chave de ouro: será o árbitro da final da Eurocopa 2020, entre Itália x Inglaterra.
Dos jogos que assisti dele, apitou (muito bem) a final da Copa das Confederações entre Brasil x Espanha e razoavelmente a final da Liga dos Campeões envolvendo Real Madrid x Atletico Madrid. Em 2013, deve ter sido o melhor árbitro do mundo, já que não tem uma entidade que avalia globalmente a arbitragem (especulou-se aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/12/30/quem-foi-o-melhor-arbitro-do-mundo-em-2013/).
Hoje, Kuipers é uma espécie de Pierluigi Colina, nos últimos jogos que trabalhou: apita bem (não é um fenômeno), mas sua maior virtude é o respeito adquirido: e isso é ótimo, pois seus erros passam despercebidos.
Em tempo: ele tem 48 anos, é formado em Administração de Empresas e é muito rico, sendo sócio de uma rede de mercados. Ficou conhecido como “Rei dos Supermercados” na Holanda.
Perder para a Argentina no Maracanã seria um placar aceitável, caso a Seleção Brasileira tivesse outro comportamento.
Era decisão de um campeonato feito em casa, onde o Brasil era o melhor time (a Argentina era, como equipe, inferior).
Exceto Gabriel Jesus, o Escrete Canarinho estava completo.
Cartões bobos sofridos, boa parte pelos atletas terem entrado na catimba argentina.
Neymar não consegue ser líder sozinho. Muito nervoso, mais brigando que jogando. E justiça seja feita: é o “craque solitário do time”! Precisava ter outros atletas importantes para dividir a responsabilidade.
Como estou “por fora”! Eu não sabia que a rodada do Brasileirão, cheia de clássicos, foi adiantada para sábado, e uma ou outra partida ficou para o domingo. No horário nobre, 16h, amanhã, não teremos futebol brasileiro pois será a final da Eurocopa.
Ué, mas hoje, com um jogo tão nobre que é a decisão da Copa América, temos Campeonato Brasileiro normalmente?
Vai se entender… nem deveríamos ter futebol em meio à competição continental em nosso país.
Hoje teremos a final da Copa América entre aSeleção Brasileira versus a Seleção Argentina. Vamos falar um pouco do árbitro uruguaio que apitará no Maracanã?
Esse texto, abaixo, é de Fevereiro (logo após a conquista do título de Campeão Brasileiro 2020)! Estamos em Julho, e o “demite / não demite” de Ceni no Flamengo se concretizou nessa madrugada, antes do jogo contra a Chapecoense.
A questão é: virá Renato Gaúcho ou Jorge Jesus (que balança no Benfica)?
CENI BALANÇANDO?
Eu fico lendo comentaristas e textos vindos do RJ, e me admiro: embora campeão brasileiro, Rogério Ceni continua sendo contestado no Flamengo.
A impressão é: durante a última rodada, ainda na incerteza da conquista do título, parecia que Ceni seria demitido no vestiário. Com a bobeada do Internacional, o alívio veio e a comemoração do Octacampeonato.
Mediante a possível saída de Jorge Jesus do Benfica, Rogério Ceni se sustentará, mesmo com bons números?
Como no futebol a paixão muitas vezes fala mais do que a razão…abra o olho, Ceni!
O uruguaio Esteban Ostojich Daniel Vegah(39 anos de idade, há 5 temporadas no quadro da FIFA) será o responsável pela arbitragem da final da Copa América entre Brasil x Argentina. E uma curiosidade: seu quarto árbitro será o peruano Diego Haro.
Haro, escalado para a final da Libertadores entre Flamengo x River Plate como árbitro de vídeo, deixou vazar um áudio onde ele dava toda a ficha técnica / tática / detalhes dos jogadores e Comissões Técnicas dos envolvidos. Conhecia a fundo cada atleta! E por isso, foi afastado naquela época (eu não vejo nenhum mal em árbitro estudar a equipe que irá arbitrar) e acabou sendo substituído pelo próprio Esteban.
Para refrescar a memória, Esteban Ostojich foi o árbitro da semifinal da Libertadores passada entre Palmeiras x River Plate, e o juizão da final entre Bayern x Tigres pelo Mundial de Clubes da FIFA.
Esteban tem ótimo condicionamento físico, é muito bom disciplinarmente e tem desemprenho técnico razoável (digo isso pois vejo alguns erros evitáveis e muito suporte do VAR em seus jogos – menos do que temos no Brasileirão e mais do que é comum na Europa).
O VAR dessa partida será seu compatriota Andrés Cunha– que para mim, é melhor tecnicamente do que Esteban Ostojich. O assessor dos árbitros será o “inesquecível” Ubaldo Aquino (lembram de Palmeiras x Boca Juniors na decisão da Libertadores, no Morumbi)?
Hoje faz exatamente 7 anos que a Seleção Brasileira foi humilhada e perdeu para a Alemanha por 7×1 na semifinal da Copa do Mundo.
Que os alemães eram melhores, tudo bem. Mas levar 7 em casa, e do jeito que foi, aí não tem desculpa.
Tenho certeza que tal vexame nos fez esquecer a perda da Copa de 50. Superamos um trauma com outro pior!
E o que mais assusta é o fato dos cartolas serem os mesmos, a estrutura idem e, por incrível que possa parecer, Neymar, que era a referência única, praticamente continua solitariamente tendo o mesmo fator de protagonismo…
Será que o 7×1 foi pouco para que existam mudanças de fato?
Talvezficar fora de uma Copa do Mundo, não se classificando pelas Eliminatórias, seja o nosso ápice de incompetência e o start para as mudanças começarem de verdade. Mas ficará para 2026 essa situação, pois Tite superou tudo isso em 2018, levando o time para a Rússia – e repete essa superação em 2022, praticamente classificando para o Catar. Conseguirá fazer o mesmo para a Copa do Mundo na América do Norte?
Coisas que não são tão lógicas: Athlético Paranaense x Red Bull Bragantino, dois times muito organizados dentro e fora de campo, são respectivamente vice-líder e líder do Brasileirão 2021. Estão “jogando muita bola” e nesse duelo da ponta de cima da tabela, o interesse em assistir o confronto é grande.
No site da CBF não há previsão de transmissão nem pela TV aberta, tampouco pela TV por assinatura. Como assistir?
Seria uma estratégia do mandante, o Athlético, em privilegiar suas transmissões pela Internet em seu canal no YouTube?
Confesso dar uma fuçada e não ver esse jogo na grade da Sportv, Premiere ou TNT. E se confirmando, novamente, ficarão os aplausos para o pessoal de RÁDIO (seja de Curitiba ou de Bragança Paulista), sempre onipresente nos jogos de suas equipes, levando “as imagens à imaginação do torcedor”.
Importante: para se ter ideia da importância do jogo, a CBF escalou Leandro Pedro Vuaden, que na Categoria Master está em melhor fase e performance que boa parte dos árbitros do quadro FIFA. Aliás, das escalas da Rodada 11, o juizão gaúcho é o “mais cascudo” e experiente dos escolhidos.
O que se tem visto na Eurocopa é o exemplo de prática correta das orientações aos árbitros assistentes quanto ao “deixar seguir” ou “parar as jogadas” em ataque.
Assisti a um “pedaço do jogo” Itália x Espanha, e vi o bandeira nº 2 corretamente assinalar os impedimentos do ataque da Azurra sem jogar sua responsabilidade para o VAR. Em lances duvidosos, deixou seguir e consultou o árbitro de vídeo excepcionalmente quando necessário, sem vulgarizar. Na certeza, paralisou as jogadas e fez as corretas marcações.
Aqui no Brasil (diferente do restante da América do Sul), temos parado o jogo a toda hora! O atacante está claramenteem posição de impedido, vai se tornar em impedimento ativo notoriamente, e os árbitros assistentes (exceto os FIFAs e alguns “poucos outros” do quadro nacional) deixam seguir à espera que o árbitro de vídeo faça a verificação. Tá tudo errado (ou melhor: estão equivocados no comportamento omisso, pois todo lance “virou duvidoso”).
Trocando em miúdos: com a tecnologia, o comportamento dos brasileiros faz com que o jogo fique mais paralisado, modorrento e o VAR apareça a todo instante. A função do árbitro assistente se resumirá a marcar arremessos laterais tiros de meta e escanteios. Na Europa (e nas competições mais nobres da Conmebol) o árbitro assistente continua com sua importância e permanece ajudando o árbitro central, fazendo-se valer do equipamento tecnológico nos momentos relevantes, permitindo a dinâmica do jogo e a correção oportuna das marcações.
Em 06/07/2009, o centroavante português Cristiano Ronaldose apresentava ao seu novo clube Real Madrid. Ovacionado pelos 85 mil torcedores que acompanhavam sua chegada, quando indagado sobre “curtir ou não a noite madrilenha”, respondeu sem titubear:
“Ora, depois do que já ganhei, não posso deixar tudo à sombra da bananeira, há de se viver.”
Zico, que dispensa apresentações, confessou a mágoa de não ter carregado a tocha olímpica no Rio-2016. E, agora, fez um desabafo ao ter a chance de tal momento em Tóquio-2020.
Compartilho, extraído do seu próprio Facebook:
“Um dia inesquecível em minha vida. Muitas coisas aconteceram em minha vida quando chegava Olimpíadas. Quase parei de jogar futebol por causa de ter sido cortado, não pelo corte em si porque todo técnico precisa ter liberdade para convocação, mas por já cedo ter dúvida em confiar na palavra das pessoas. Depois, no meu País e na minha cidade terem me negado essa oportunidade de carregar a Tocha Olímpica, hoje realizei meu sonho de participar de uma Olimpíada. Agradeço o Kashima Antlers, a cidade de Kashima e ao Japão por terem me dado essa oportunidade. Fiquei emocionado e posso dizer que tranquilamente considero encerrado meu ciclo esportivo que Deus me proporcionou. Corri junto com jogadores com quem joguei, Honda, que dirigi tanto no Kashima como na Seleção Japonesa, Nakata Koji, Takayuki Suzuki e Narahashi, que tão bem representaram o Kashima Antlers. Fica aqui meu agradecimento a todos que me enviaram mensagens de carinho e ao povo japonês pelo respeito e gratidão a minha dedicação ao desenvolvimento do futebol japonês. Depois posto mas fotos e videos.”
Que diferença: nesta altura do Campeonato Brasileiro, o São Paulo mostra um pífio desempenho, lutando para não ser rebaixado. Afinal, não venceu no torneio ainda (e há pouco, foi derrotado pelo Red Bull Bragantino). Pudera, perdeu pontos em casa para Chapecoense e Cuiabá, por exemplo.
O Red Bull Bragantino, ao contrário, mostrou que briga pelo título: venceu Corinthians, Flamengo e São Paulo fora de casa, além de um concorrente direito, o Palmeiras, em Bragança Paulista. É líder e está invicto.
Ambas equipes colhem o fruto dos seus trabalhos nas últimas temporadas, é fato. E deve ser essa a toada do Brasileirão: grandes querendo sobreviver sem perder a grandeza e emergentes firmando-se como novas potências.
O jornal argentino Olétraz essa curiosidade: o filho do falecido Diego Maradona (Diego Jr), ídolo do Napoli, que chegou até a jogar nas categorias de base na Itália, será treinador de futebol por lá. E, vejam só, de um “Napoli genérico”!
El hijo napolitano de Maradona se hará cargo del Napoli United: lo anunciaron en un aniversario de la llegada del Diez.
El 4 de julio de 1984 es una de las fechas santas en el corazón de los napolitanos: fue el día en el que Diego Maradona se presentó como nuevo refuerzo en el estadio San Paolo, que hoy lleva el nombre del fallecido futbolista argentino. Este 4 de julio el Napoli United presentó a su nuevo entrenador, Diego Jr, el hijo italiano del Diez.
¿Qué es el Napoli United? Un club de futbolistas amateurs que juega en un torneo regional, cuyo campeón pasa a la Serie D, ya profesional. La categoría en que juega se llama Eccellenza. Dieguito, que ya tiene nacionalidad argentina, reemplazará a Salvatore Fasano.
El hijo de Maradona, que ya había tenido experiencia como entrenador de menores de edad, tiene el título de técnico B de la UEFA. Además, trabaja de periodista en emisoras italianas.
Lance chato na Arena de Itaquera, que antigamente não seria pênalti, mas hoje é. Explico:
Uma falta é cobrada pelo Internacional no campo de ataque do Corinthians. Ela é lançada para Cuestas, que está dentro da área em posição de impedimento (lembre-se: estar em posição de impedimento não é infração, a não ser que você se torne ativo na jogada). Porém, Jô o derruba e Marcelo de Lima Henrique marca pênalti. Acertou ou não?
Entenda:
1- Se Cuestas recebe a bola diretamente, está em impedimento ativo e não pode ser marcado o pênalti (se Jô tivesse sido violento, poderia até ter recebido o Cartão Amarelo pelo ato, e ainda assim não se poderia marcar o penalti). Lembrando: ele não precisava nem tocar na bola para estar impedido (se fosse um lançamento direto e certeiro), pois a possibilidade de recebê-la nesta posição e dominá-la (em caso de certeza) já influenciou a jogada.
2- Se Cuestas, originalmente impedido, recebesse a bola de um desvio da zaga corintiana, a jogada é válida pois o toque habilitou o jogador e ele não está em impedimento (qualquer jogador defensor que tenta interceptar a bola e a toca, caracteriza o “desvio que tira impedimento” que faz parte das mudanças das regras já há algum tempo em vigor).
3- Se mesmo que Cuestas não recebesse a bola, ou seja, estivesse impedido e sofresse uma falta, o toque da zaga fez com que nascesse uma nova jogada e todos os jogadores passaram a estar habilitados, caso existisse mais de um em impedimento(e foi essa a situação ocorrida nesta noite se sábado).
Assim, acertou a arbitragem em confirmar o pênalti.
Respeitosamente, mas… o Brasil de Vavá, de Careca, de Bebeto, de Romário ou de Ronaldo, está muito aquém no ataque ficando na dependência de Gabriel Jesus, Richarlyson e Firmino.
A safra não ajuda? É o esquema de jogo? O que está acontecendo?
Ontem falamos sobre o não-interesse dos torcedores pela Seleção Brasileira (aqui: https://wp.me/p4RTuC-vRi). Hoje, podemos constatar após os números da audiência na TV aberta: o SBT, que transmitiu Brasil 1×0 Chile, em média teve 50% de audiência da Globo. Portanto: algo precisa ser feito.
Em tempo (1): é incrível falarmos tudo isso, sendo que Tite está com números espetaculares.
Em tempo (2): expulsão justíssima de Gabriel Jesus. O que passou na cabeça do jogador para ir dividir a bola daquele jeito?
Sinais dos tempos: deparando-me com o noticiário da Seleção Brasileira, constatei algo que me incomoda: não consigo escalar o time titular “de cor e salteado”. Talvez eu nem reconheça boa parte dos atletas, caso encontrasse alguns deles na rua.
A minha memória futebolística remete aos anos 80. Quem sabe eu consiga me relembrar das equipes titulares do Escrete Canarinho das Copas até 2006, quiçá 2010, 14 e 18 (as quais talvez eu tenha certo esquecimento por não ter tanta afinidade / simpatia com os nomes). Mas a atual, penso que seja a “menos ilustre e conhecida” dos últimos tempos.
Ela está com o percentual de aproveitamento absurdamente alto, tornando Tite um dos treinadores mais bem sucedidos de Seleções no mundo, nesta atualidade. Mas de onde vem tal antipatia?
Seria pela falta de encanto do jogo burocrático apresentado? Ou seria o grande número de atletas sem identificação com clubes brasileiros? Por fim, seria pela mudança de interesse de nós próprios, apaixonados por futebol, em relação à Seleção depois de tantos escândalos vistos na CBF?
Talvez um pouco de tudo isso (ou até por outros fatores). O certo é: a Copa América, para mim, não está empolgante. E pra você?
Aliás, algo perceptível: se fosse para convocar uma nova Seleção, será que os nomes dos jogadores seriam muito diferentes das opções atuais?
Talvez Tite não tenha muito o que fazer… seria questão de “safra” (ou entressafra) de atletas?
Já repararam que nos clubes de futebol no Brasil, a camisa número 24é deixada, na maior parte das vezes, de lado? Inclusive, na própria Seleção Brasileira, onde a Justiça está questionando a ausência da numeração.
O UOL resumiu bem a pendenga recentemente em um artigo:
“O número 24 está historicamente relacionado ao homem gay no Brasil por causa do Jogo do Bicho, que associa a numeração ao veado — animal é usado de forma homofóbica como ofensa à população LGBT+. Por conta disso, o futebolbrasileiro já viveu diversos episódios de homofobia. O mais recente deles ocorreu na chegada de Cantillo no Corinthians, quando o então diretor de futebol e hoje presidente, Duílio Monteiro Alves, disse “24 aqui não” no meio da apresentação. Ele usava o número no Júnior Barranquilla. Duilio classificou a própria fala como “brincadeira infeliz”. Menos de um mês depois de ser apresentado, Cantillo foi a campo com o 24 nas costas.”
Aqui, temos três situações gerais para entidades e jogadores “não usarem a camisa 24”. Duas aceitáveis e uma não:
No mundo comercial, existem atletas que têm em seus números a identificação: R9, CR7, R10, KK22…e por aí vai. Ter algo assim é instrumento de marketing, simplesmente. Seja pela posição de campo ou de mercado, ou ainda por superstição, jogadores escolhem o que melhor convier.
A outra é a preocupação em não querer estar com um número do qual seja “chacota”: um heterossexual convicto pode não gostar de estar com o 24 pelas brincadeiras que outros o importunarão. Uma clara comodidade que não precisa ser contestada. A pessoa não é homofóbica, apenas quer evitar situações indevidas ou desconfortáveis a ele.
Por fim, a óbvia e a mais comum (lamentavelmente): a do não desejar por homofobia, que, lembremos, é crime.
Nos últimos dias, as agremiações fizeram manifestações de apoio à causa LGBTQIA+, e pintaram seus escudos com as cores do arco-íris, além de outras ações. Inclusive, falamos da necessidade de não dizer que é “cidadania de uma causa exclusiva no discurso”e praticar outras ações erradas (vide em: https://wp.me/p4RTuC-vM4).
Muitos clubes, sejamos sinceros, estão se promovendo com as causas e não trabalhando por ela. Entrem nas Redes Sociais deles e vejam os comentários dos torcedores sobre o “pintar o escudo” do time. Existirão barbaridades impressionantes… que não foram contestadas pelos administradores das páginas.
Lembrando sempre: respeitar o direito do próximo não é fazer apologia – e é aí que reside o problema do ignorante. Defender alguém pelo direito de se expressar não significa que você concorde com ele, apenas está lhe dando o sagrado direito democrático de fala e de respeito.
Que os clubes que se manifestaram Brasil afora pratiquem o que pregam. Ou será que os gritos homofóbicos das arquibancadas voltarão quando os torcedores retornarem, com a desculpa de que “faz parte da cultura do futebol”?
O Uruguaié conhecido como “Celeste Olímpica”, pois foi medalhista de ouro nas Olimpíadas de 1924 e 1928. Depois, venceu as Copas do Mundo de 1930 e 1950.
A FIFA, segundo o importante jornal “A Bola”, reconhecerá os uruguaios como Tetracampeões Mundiais, considerando as conquistas olímpicas com o valor de Copa do Mundo, já que não existia a competição na época e os torneios de futebol durante os Jogos Olímpicos foram organizados por ela própria, FIFA.
O que isso significa?
Que fora da FIFA, “não existe futebol reconhecido por ela”. Para os mesmos torneios olímpicos de outras edições não valem esse critério, pois ela não estava na organização.
Sendo assim, temos dois mundos: o “Mundo FIFA”e o “Fora da FIFA”. Se Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha, Itália, Inglaterra, Espanha e França resolverem jogar por um mês entre si em 2024 numa competição promovida por eles próprios e for chamada “Desafio dos Campeões Mundiais”, o campeão desse torneio de altíssimo nível não será reconhecido pela entidade.
A FIFA tem poder “cartorial”. Se ela bater o martelo, vale – como um carimbo de cartório. Na prática, isso ainda funciona…
Será que no futuro teremos “concorrentes da FIFA”(como Confederação Mundial de Futebol, Federação de Futebol Mundial ou algo que o valha, concorrendo em torneios de importância? Nas tabelas históricas, veremos Seleções campeões da “Copa do Mundo FIFA” e “Copa do Mundo Entidade XYZ” ou de outra federação de futebol?
Diante disso, o Palmeiras, se vencesse o Mundial de Clubes 2020, poderia dizer que seria Bicampeão Mundial – uma vez pela Word Cup FIFA e outra pela Taça Rio? Se surgir outra entidade (por exemplo, a “Federação Mundial de Futebol de Campo – FMFC“), e o São Paulo FC disputasse e vencesse, seria Tetracampeão do Mundo (Duas pela Copa Intercontinental Toyota, um pela Word Cup FIFA e outra pela Copa do Mundo de Clubes da FMFC)?
Quando se falava da preocupação na realização da Copa América devido a pandemia de Covid, muitos ironizavam. O problema, além de sanitário, era financeiro e de calendário, mas ainda assim se fez vista grossa. Os contágios estão sendo registrados entre atletas e colaboradores envolvidos (segundo a própria Conmebol, na divulgação de seus relatórios).
Na Eurocopa, perdeu-se algum controle por permitir torcida nas arquibancadas e pelo fato de não existir um país-sede, promovendo movimentações em lugares que não vacinaram a contento e que ainda tem casos volumosos, como Hungria e Rússia, respectivamente.
Agora, descobriu-se que o aumento dos casos de Covid entre escoceses se deve exclusivamente ao contágio em massa na partida Escócia x Inglaterra!
ESCÓCIA REGISTRA QUASE 2 MIL CASOS DE COVID RELACIONADOS À EUROCOPA
De acordo com o relatório divulgado pelo Sistema de Saúde Escocês, dois terços destes infectados disseram ter viajado até a cidade de Londres para para acompanhar a partida entre Inglaterra e Escócia
O Sistema de Saúde Escocês (PHS) informou na manhã desta quarta-feira, 30, que registrou 1.991 casos de Covid-19 relacionados aos torcedores que assistiram aos jogos da Eurocopana fase de grupos. De acordo com o relatório divulgado pelo órgão, citado pela “Sky Sports”, dois terços destes infectados disseram ter viajado até a cidade de Londres para para acompanhar a partida entre Inglaterrae Escócia, em 18 de junho, em Wembley, válida pela segunda rodada. O confronto terminou empatado em 0 a 0, e o estádio contou com 25% da sua capacidade total, ou seja, até 22,5 mil torcedores.
Segundo o relatório, 397 dos torcedores conseguiram ingresso no estádio de Wembley, enquanto 55 casos estavam ligados a uma “fanzone” em Glasgow, enquanto 38 e 37, respectivamente, estavam ligados aos jogos Escócia x Croácia e Escócia x República Tcheca em Hampden Park. O documento também afirma que está trabalhando para garantir que “todas as ações de saúde pública sejam realizadas no estreito contato destes casos Euro 2020”.
Quando se vai escalar um árbitro para um jogo importante, você avalia algumas nuances. Por exemplo: a importância das equipes. Em qualquer clássico, haverá sempre a preocupação de colocar um juiz que tenha boa qualidade.
1- Especificamente para o Majestoso desta 4a feira: se Corinthians x São Paulo estivessem em condições mais tranquilas(não sendo pressionados pelo mau futebol apresentado e pela pontuação na tabela de classificação), você poderia confiar a partida a algum jovem talento, como algum aspirante à FIFA, a fim de testá-lo (afinal, escalar um árbitro com potencial somente em jogos medianos e nunca em um clássico é deixar de submetê-lo à prova de fogo). Sem torcida nas arquibancadas, melhor ainda para tal teste!
2- Porém, se estivessem brigando pela liderança do campeonato nas rodadas finais, você escalaria o “bola da vez”: aquele árbitro que está sendo escalado constantemente nos jogos da TV aberta e que está em ótimo momento, independente de ser da FIFA ou não. Você escolhe o que está em “boa fase”.
3 – Dito tudo isso, você chega à real situação do jogo de hoje: equipes com os bastidores fervendo e cobrança de resultados melhores, onde ninguém quer perder para não assumir o “estado de crise”. Quem deve apitar? Você não se socorre ao jovem árbitro para testá-lo (há risco de sucumbir aos atletas mais veteranos), nem ao “bola da vez” (que de tanto estar exposto, pode se preocupar com o protagonismo e isso nunca é bom), mas sim aos que “resolvem o problema”– pela experiência e pelo nome conquistado).
4 – Sendo em SP, a primeira opção seria Raphael Claus (que não pode apitar pois está na Copa América). A segunda seria Flávio Rodrigues de Souza, que nas últimas semanas teve um excesso de escalas da FPF envolvendo essas equipes e no seu último Majestoso vimos um empate modorrento (então é melhor evitá-lo). A 3ª e a 4ª seriam Luiz Flávio de Oliveira (mas que já está escalado no “Fla-Flu paulistano de domingo”) e Edna Alves Batista (que não tem tido a mesma confiança em jogos de importância na CBF). Sobram, portanto, os árbitros da categoria “Masters”, que são os ex-FIFAS experientes. Sem pensar muito: Leandro Pedro Vuaden (que foi o escalado).
5 – A escala é ótima (ele é a melhor opção disparado), pois:
A) Tem a confiança de quem o escalou, seu conterrâneo gaúcho “Leonardo Gaciba”.
B) Estará realizando seu jogo 242 no Brasileirão da 1a divisão em 20 anos de carreira, superando Dulcídio Wanderley Boschila (241 jogos) e entrando para os 10 árbitros mais escalados da história (Heber Roberto Lopes, Carlos Eugênio Simon e Arnaldo César Coelho são os Top 3 – Vuaden se aproxima das marcas de Wilson de Souza Mendonça, o 8º, e José de Assis Aragão, o 9º).
C) Ontem ele completou 46 anos, e está de bem com a vida. Isso pode parecer pouco, mas ajuda.
D) Nessas condições, fica a observação: o árbitro não tem que mostrar mais nada para ninguém, pode apitar sem amarras e tomar decisões sem fazer média ou se preocupar com reclamações. Prova disso: o relatório “descomprometido de pudores” com “os dizeres escritos claramente” feito contra Cuca, expulso pelo Atlético Mineiro).
Diante de tudo isso, fica a dica aos jogadores e atletas: joguem bola, evitem cartões ou reclamações.
Após a partida contra o Bahia, “um outro Abel” falou:mais afável, ponderado e menos sanguíneo.
Confesso ficar na dúvida: o técnico mudou o comportamento pelas circunstâncias terem o obrigado(e não estaria sendo sincero), ou aflora seu nervosismo conforme os resultados mudam da derrota para a vitória(mostrando sua faceta transparente a cada entrevista)?
O certo é: a regularidade emocional (negativa)é dentro de campo no trato da arbitragem. Talvez ele seja o treinador que mais recebeu cartões amarelos e vermelhos na temporada 2021 do futebol brasileiro!
A disputa de pênaltis para decidir um vencedor em partidas eliminatórias é algo amado e odiado! Há aqueles que a acham indevida, pois creditam à sorte e ao azar (uma espécie de loteria) e falta de meritocracia para definir quem vence um jogo empatado. Outros (me incluo aqui) entendem como um momento de emoção, pautado pelo equilíbrio psicológico dos atletas e técnica (pontaria). Afinal, o esporte é para ser algo que traga sensações, não necessariamente justiça (a Justiça, com J maiúsculo, serve para o cumprimento das regras do jogo, pois, afinal, o futebol é apaixonante por nem sempre o melhor ganhar).
Digo tudo isso já que ontem, pela Eurocopa 2020, no Suíça 3×3 França, os franceses foram eliminados na cobrança de pênalti, com erro de Mbappé. O atacante ficou inconsolável, recebendo mensagem de apoio até mesmo do Rei Pelé.
Penso: e se a proposta de 2014 da UEFA, que ganhou certo entusiasmo na FIFA mas depois não prosseguiu (de cobrar os pênaltis antes dos jogos) tivesse vingado? Mbappé seria menos culpado?
Relembrando, extraído desse mesmo blog, há 7 anos:
PÊNALTIS ANTES DOS JOGOS?
Uma idéia que não pode ficar sem um desfecho (positivo ou negativo), e que veio de um vitorioso no futebol – de Sir Alex Fergunson, ex-treinador por décadas do Manchester United e que hoje faz parte de um grupo de notáveis que buscam o desenvolvimento do futebol pela UEFA.
Foi dele a proposta que ganhou simpatia de muitos na Europa: em jogos eliminatórios, realizar a decisão de tiros penais ANTES das partidas.
E por vários motivos:
1- Uma equipe pequena que estivesse empatando em 0 x 0 até o final da partida contra um grande, caso soubesse que a vitória seria do adversário nas decisões penais, sairia mais para o jogo.
2- Não teríamos o “vilão das cobranças”, ou seja, aquele jogador que perde o último chute e fica marcado, já que sua equipe teria a possibilidade de buscar a vitória dentro de campo.
3- Mesmo se um time vencesse fácil a partida e os tiros penais se tornassem desnecessários, haveria essa certa dose de emoção antes das partidas.
É claro que surgiram críticas:cansaço emocional e físico desnecessário antes dos jogos e, caso uma equipe mais fraca vença nos pênaltis, total retranca durante os 90 minutos.
Jô, atacante do Corinthians, que na semana passada foi vítima de um excesso de cobranças por conta da sua chuteira azul turquesa (onde se cobrou dele por supostamente ser verde, vide em: https://wp.me/p4RTuC-vBr), se envolveu novamente em uma confusão. Dessa vez, foi a uma balada clandestina, flagrado pelo jornalista Caíque Silva da Rádio Jovem Pan (que agiu de maneira correta e profissional na apuração da informação e confirmando os fatos para a publicação).
Obviamente o atleta desmentiu a ida à festa. Mas faria diferente?Óbvio que não. E disse ter ido ao treino do Corinthians hoje cedo… Ops: e os protocolos sanitários, são de mentirinha?
A propósito de tudo isso, me preocupo com o seguinte: assim como escrevi no episódio de Patrick de Paula, torcedor não tem poder de polícia! E isso me deixa assustado, pois, pela passionalidade, o temor é de agressões (vide em:https://wp.me/p4RTuC-vC3).
Nada disso estaria acontecendo se o time estivesse ganhando, se não estivéssemos em pandemiae… se o atleta “não colocasse o ‘bumbum’ na janela”, como diz o dito popular.
Veja as imagens abaixo:
🚨 Acabei de receber essas imagens! 05h30 da manhã de segunda-feira. Jô, autor do gol do Corinthians hoje, se tornando o artilheiro do clube no século XXI, é mais um atleta a frequentar festa clandestina […] pic.twitter.com/giCyP1uGv7
Ontem, o atacante Cano comemorou seu gol ostentando a bandeira de escanteio, que estava pintada nas cores do arco-íris para lembrar a luta contra a homofobia (neste dia 28, é dia do Orgulho Gay, e vários clubes promoveram ações para lembrar a data).
O Vasco da Gama foi marcante na história por ser o primeiro grande clube de futebol a incluir os negros oficialmente em sua equipe no Rio de Janeiro(o racismo da época promovia até episódios patéticos, como o de passar pó-de-arroz no rosto para clarear a pele dos negros). O Estádio Sao Januário, ao longo do século XX, foi palco de manifestações públicas em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Agora, na questão da inclusão de gênero e seus direitos, novo fato relevante para a sua grandiosa história.
Porém…
Sem desabonar o que foi feito, é necessário que ações sociais não sejam apenas jogadas promocionais e de marketing. Que a causa defendida seja trabalhada internamente também – não apenas para o mundo ver e aplaudir. E, o ponto mais delicado: não só a defesa de uma causa para mostrar cidadania, mas: pagar seus funcionários em dia, recolher os impostos sociais, estar em ordem perante os colaboradores é também ato cidadão.
Louvemos as boas iniciativas, mas que elas não sejam causas demagogas encobrindo ações ruins e que vão ao contrário do que uma empresa cidadã deve fazer.
Ops: a Regra do Jogo diz que, neste caso, por ter tirado o mastro, o jogador deve repô-lo e receber o cartão Amarelo (mesmo com a causa defendida sendo nobre). As leis, sabidamente, são frias e podem ser antipáticas…