– O “Comum Acordo” dos Treinadores e Clubes de Futebol.

Não está virando um constrangimento, na maior parte das demissões de treinadores, o pronunciamento de que clube e técnico decidiram encerrar o relacionamento por “comum acordo”?

Neste formato, pode-se trocar quantos técnicos for desejável, já que burla a lei que limita as trocas. Se na Série A isso é observado, na B nem se diga!

Provavelmente, tal regra cairá em desuso no ano que vem…

– São Paulo 0x0 Palmeiras: o gol contra foi irregular ou não por conta de Miranda?

Até que apareça uma imagem diferente da TV, por enquanto, entendo ter sido gol legal do São Paulo contra o Palmeiras (pelo que se pode ver até agora) no final da partida desse sábado.

Entenda a Regra: estar em impedimento não é uma infração, pois você pode estar ativo ou passivo. Miranda está em impedimento passivo, e aqui vale alguns questionamentos para entender se ele ficou ativo ou não:

  • Ele disputa a bola (se sim, jogando-se contra ela ou a tocando, passou para ativo)?
  • Ele interfere na jogada contra um adversário (por exemplo: sua ação provocou uma reação determinante de Patrick de Paula, seu marcador mais próximo)?
  • Ele tira proveito de uma situação (um rebote que sobra para ele, por exemplo)?

Repito: pelas imagens que vi até agora, nenhuma dessas situações se concretizou. Não consigo enxergar Patrick de Paula sendo prejudicado na sua decisão de jogo por conta da ação do Miranda ter tentado disputar a bola – e isso independe do palmeirense tocar ou não na bola (até porque o gol-contra foi de outro atleta, e precisamos ver a ação de quem ataca, no caso Miranda, e não de quem defende, no caso Patrick, nessa situação específica). Mas atenção: isso é interpretação (o interferir ou não contra um adversário)!

Péricles Bassols, o ex-árbitro da FIFA que se desaposentou e saiu do RJ para vir trabalhar em SP, chamou Luiz Flávio de Oliveira por conta do protocolo (todo gol deve ser revisado, segundo a Regra). Portanto, a responsabilidade é dupla nesse caso (de acerto ou de erro).

Seria indiscutível o lance caso Miranda tivesse feito Patrick de Paula ter claramente mudado seu posicionamento disputando a bola – e por conta disso não ter ocorrido, surge o benefício da dúvida (e respeito todas as opiniões em contrário). E aqui, pela 3a vez, repito (pelas imagens que rodaram pela Web até agora), eu validaria o gol.

IMPORTANTE –

1- Como a CBF está “sem comando” neste momento por decisão judicial, quem poderia mudar Leonardo Gaciba do comando da arbitragem nacional?

2- Que venham os estrangeiros para os dois tensos Choque-Reis da Libertadores.

Em vídeo, aqui: https://youtu.be/aLh7L63Y1LM

A súmula:

Imagem

– Em Preto e Branco, a bola rolará!

Esse clarão tão forte no horizonte é do Estádio Nabi Abi Chedid, onde daqui a pouco jogarão Red Bull Bragantino x Grêmio FPA.

Penso que será um jogaço! Valeria o ingresso, se pudesse ter público!

Detalhe 1: no banco, Maldonado x Felipão (já que Barbieri está suspenso).

Detalhe 2: da sacada de casa, o clique em P&B ficou bacana!

🥅 📸 ⚽️ #FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Flamengo: a diferença era Rogério Ceni vs Renato Gaúcho ou os jogadores?

Sobre o Flamengo: a sequência de vitórias convincentes e com goleadas, mostrando bom futebol seja com titulares ou reservas, traz a inevitável discussão:

1. Rogério Ceni é treinador limitado e não soube trabalhar com o time,
2. Renato Gaúcho é treinador acima da média e faz a diferença, ou,
3. Os jogadores boicotaram o trabalho anterior?

A mudança de comportamento em campo é visível e impressionante (e em pouco tempo de nova comissão técnica). Como explicar?

– Brasil x Canadá no futebol feminino olímpico? Republico:

Jogos Olímpicos e Futebol – Dias atrás, fizemos algumas considerações sobre a Seleção das Meninas e o Futebol Feminino em geral, abordando o caso da atleta canadense Quinn (na oportunidade, houve a questão polêmica do pronome neutro). Hoje, teremos Brasil x Canadá. Sendo assim, compartilho o repost: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/26/o-futebol-feminino-olimpico-e-suas-diversas-nuances/

O FUTEBOL FEMININO E SUAS NUANCES

Sou torcedor das jogadoras da Seleção Feminina de Futebol! Moças esforçadas, onde algumas venceram as dificuldades da vida (e outras ainda lutam contra os percalços). Inclua-se discriminação pelo sexismo e outros preconceitos.

Porém…

É um outro “tipo” de futebol. Se aceite como ele é. Não pode-se comparar com o masculino em vários aspectos: o condicionamento físico, por exemplo, que é uma situação fisiológica (homens e mulheres são iguais em dignidade, mas diferentes obviamente na fisiologia). A questão das goleiras, outro caso latente (pelos mesmos motivos). E, evidentemente, das condições técnicas (inclua-se a arbitragem, pois existe a necessidade de desenvolvimento).

Aliás, viram (ou tentaram ver) o pênalti contra a Holanda? Difícil dizer que após o salto da atacante brasileira (que tentou cavar uma falta fora da área), o toque da mão da zagueira holandesa sobre ela (dentro da área) foi ou não infracional. Até pela péssima geração de imagens da empresa contratada para a transmissão de TV.

Dito tudo isso, insisto: torçamos para as meninas, mas não a cobremos mais do que se deve.

Em tempo: fui instigado sobre a canadense Quinn, e gostaria de respeitosamente opinar. Houve a polêmica durante a partida da sua equipe pois ela era um homem que fez a transição de gênero, portanto, é uma mulher trans. Porém, ela própria se intitulou uma pessoa não-binária (que não se reconhece nem como homem ou mulher – por isso o uso do discutido pronome neutro). Mas se é não-binária (pela Quinn mesma), como a encaixar no futebol feminino ou masculino?

Não estou preconceituando, apenas levando a discussão sensata, pois outros casos surgirão: de homens e mulheres héteros, homos e trans, além dos “não se encaixam nem em um ou outro” (por iniciativa própria).

Quinn (à esquerda, com a camisa nº 5) se autodeclara transexual “não-binária”, isto é, não se reconhece nem como homem nem como mulher| Foto: Canadian Soccer Association

– O jogo São Paulo 2×0 Vasco mostrou que dá pra jogar “pra frente”.

Orçamentos diferentes, divisões diferentes do Brasileirão, nacionalidades e idades diferentes dos seus treinadores, elencos de capacidade técnica diferentes. Mas em comum: jogando futebol em busca do gol! E foi isso o que aconteceu no Morumbi com o Tricolor Paulista e o Gigante da Colina, pela Copa do Brasil.

Em época na qual “o medo de perder tira a vontade de ganhar” (como um dia disse Vanderlei Luxemburgo), ver equipes buscando o gol é muito bom. E com um detalhe: jogando limpo, sem cometer faltas e deixando o jogo fluir (ajudando e muito a atuação do árbitro Wilton Sampaio).

Além dessas equipes, Atlético Mineiro, Athletico Paranaense, Fortaleza, Flamengo e Red Bull Bragantino estão nesse patamar de “jogo agradável”. Que continuem assim!

– #tbt 4: Uma opinião sobre a contratação de Daniel Alves.

Há 2 anos, Dani Alves chegava ao SPFC. Tem valido a pena? Uma opinião sobre sua contratação à época: 

É claro que não sou louco em criticar tecnicamente Dani Alves. Também eu estaria delirando se reclamasse das suas conquistas. Por fim, é insano desdenhar do respeito que ele irá impor dentro de campo contra seus adversários.

Mas a única observação (e é válida) fica na questão financeira: o São Paulo FC atrasou salários recentemente, fez um empréstimo bancário super-discutido pelas mídias, e agora… PUM! Contrata um cara que ganhava 1 milhão por semana em Paris?

Lógico que seu salário em terras brasileiras não será esse (mas será o maior do Brasil). Tem tanto dinheiro para gastar?

Quando sobra grana  na minha casa (algo raro), a prioridade é adiantar pagamento de contas e conseguir um desconto dos juros tão altos… Será que o Departamento Financeiro do Tricolor calculou direitinho o quanto os parceiros que viabilizaram a contratação poderão bancar?

Resultado de imagem para Daniel Alves Spfc

– Olimpíadas e COVID: cadê a turma que era contra a Copa América?

Sou esportista (mas muito mais futebolista). Não tem como não gostar dos Jogos Olímpicos e do espírito esportivo. Mas…

Assim como eu era contra a realização da Copa América (por achar que não era momento adequado devido à pandemia, pelos custos de realização e pela desnecessidade do evento – atrapalhando os campeonatos locais com desfalques e calendário apertado), por coerência digo: deveria-se esperar um pouco mais as Olimpíadas de Tóquio!

Viram quantos casos de COVID-19 estão acontecendo por lá, ligados diretamente aos jogos? Quase 3000 nessa 2a feira somente na Capital (vide em: https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2021/07/27/sede-das-olimpiadas-toquio-atinge-maior-numero-de-casos-novos-de-covid-19-em-um-so-dia.ghtml), um número altíssimo para os japoneses, deixando todos em alerta.

Fica a pergunta: aqueles que eram contra a Copa América no Brasil por conta da pandemia, são contra as Olimpíadas no Japão pelo mesmo motivo, ou era meramente uma questão ideológica / política e lá na Terra do Sol nascente pode ter esporte coletivo com protocolo?

– Landim (do Flamengo) e Reinaldo Carneiro (da FPF), comandando a CBF?

Ô país enrolado… A Justiça anulou as Eleições da CBF que promoveram o hoje suspenso Rogério Caboclo à presidência. No lugar dele, entraram como interventores o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos.

Agora vai! Mudar para ficar no mesmo lugar…

Em tempo: não pode, pela Lei Pelé, um presidente de clube ser o presidente da CBF (mesmo que interino).

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/07/26/justica-anula-eleicao-de-caboclo-na-cbf-e-landim-vira-um-dos-interventores.htm

JUSTIÇA ANULA ELEIÇÃO DE CABOCLO NA CBF.

A Justiça do Rio de Janeiro anulou hoje (26) a eleição presidencial da CBF que colocou Rogério Caboclo no poder. O entendimento é que houve irregularidade na mudança do estatuto da entidade, que alterou o peso dos votos para o pleito, aumentando o poder das federações. Os clubes não participaram da assembleia que sacramentou a mudança.

Com a sentença, foram nomeados interventores para tocar a entidade: o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos. O UOL Esporte apurou que a CBF já se movimenta para fazer o recurso, que é cabível por se tratar de uma decisão em primeira instância.

A Justiça ainda determinou que os interventores convoquem o colégio eleitoral anterior da CBF — composto pelas 27 federações estaduais e clubes da Série A — para votarem sobre a alteração do estatuto feita em 2015. Além do peso nos votos, a discussão tem ainda a cláusula de barreira para registro de candidatura à presidência da CBF e a inclusão dos clubes da Série B como votantes.

Pelo estatuto, são necessárias assinaturas de oito federações e cinco clubes para que uma candidatura à presidência seja oficializada. Na alteração estatutária, o voto das federações passou a ter peso três. Clubes da Série A ficaram com peso dois e os da Série B, um.

O prazo dado pela Justiça aos interventores para convocação da assembleia para analisar o estatuto é de 30 dias, a contar do “aceite” dado por eles. A decisão foi proferida hoje (26) pelo juiz Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o magistrado, depois da realização da assembleia para definir as regras eleitorais da CBF, uma nova eleição para a entidade deve ser convocada em até 30 dias.

Rogério Caboclo, no discurso após ser eleito presidente da CBF, em 2018 - Lucas Figueiredo/CBF

Rogério Caboclo, no discurso após ser eleito presidente da CBF, em 2018 Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

– Pia Sundhage é o exemplo de carisma da Seleção!

A Pia Sundhage, treinadora da Seleção Feminina de Futebol, é muito carismáticaViram ela com os jogadores da Seleção Masculina “tirando um som de qualidade”?

É essa simpatia que falta ao selecionado de homens…

Sensacional! Em: https://publish.twitter.com/?query=https%3A%2F%2Ftwitter.com%2Famanda_kest%2Fstatus%2F1419625660482420741&widget=Tweet

https://platform.twitter.com/widgets.js

– O futebol feminino olímpico e suas diversas nuances.

Sou torcedor das jogadoras da Seleção Feminina de Futebol! Moças esforçadas, onde algumas venceram as dificuldades da vida (e outras ainda lutam contra os percalços). Inclua-se discriminação pelo sexismo e outros preconceitos.

Porém…

É um outro “tipo” de futebol. Se aceite como ele é. Não pode-se comparar com o masculino em vários aspectos: o condicionamento físico, por exemplo, que é uma situação fisiológica (homens e mulheres são iguais em dignidade, mas diferentes obviamente na fisiologia). A questão das goleiras, outro caso latente (pelos mesmos motivos). E, evidentemente, das condições técnicas (inclua-se a arbitragem, pois existe a necessidade de desenvolvimento).

Aliás, viram (ou tentaram ver) o pênalti contra a Holanda? Difícil dizer que após o salto da atacante brasileira (que tentou cavar uma falta fora da área), o toque da mão da zagueira holandesa sobre ela (dentro da área) foi ou não infracional. Até pela péssima geração de imagens da empresa contratada para a transmissão de TV.

Dito tudo isso, insisto: torçamos para as meninas, mas não a cobremos mais do que se deve.

Em tempo: fui instigado sobre a canadense Quinn, e gostaria de respeitosamente opinar. Houve a polêmica durante a partida da sua equipe pois ela era um homem que fez a transição de gênero, portanto, é uma mulher trans. Porém, ela própria se intitulou uma pessoa não-binária (que não se reconhece nem como homem ou mulher – por isso o uso do discutido pronome neutro). Mas se é não-binária (pela Quinn mesma), como a encaixar no futebol feminino ou masculino?

Não estou preconceituando, apenas levando a discussão sensata, pois outros casos surgirão: de homens e mulheres héteros, homos e trans, além dos “não se encaixam nem em um ou outro” (por iniciativa própria).

Quinn (à esquerda, com a camisa nº 5) se autodeclara transexual “não-binária”, isto é, não se reconhece nem como homem nem como mulher| Foto: Canadian Soccer Association

– O SPFC embala com o Racing e perde o pique com o Flamengo? E a súmula que quase foi irregular?

E todos os elogios ao São Paulo e seu treinador Crespo no meio de semana, mostrando que o Tricolor poderia embalar no Brasileirão, se esvaziaram neste domingo com a significativa derrota por 5×1 ao Mengão?

Ganhar do jeito que ganhou, motiva. E perder do jeito que perdeu, desmotiva. O que esperar na Libertadores, diante de tal irregularidade de desempenho?

Um detalhe à parte do resultado: antes do jogo, divulgou-se a escalação com 6 jogadores estrangeiros na relação. O regulamento do Brasileirão, no seu artigo 42, permite 5 estrangeiros na súmula entre titulares e reservas (exceto se o estrangeiro for refugiado, pois nessa condição ele é permitido). Na última hora, cortou-se Orejuela para alívio dos torcedores.

Já imaginaram se a bobeada persiste até o início da partida? Antes do apito inicial, felizmente, é possível corrigir tais erros.

– Seneme não caiu. Mas quem “pediu sua cabeça”?

Na semana em que tivemos muitas queixas contra a arbitragem sul-americana, o jornal Olé noticiou que o chefe dos árbitros da Conmebol, o brasileiro Wilson Luís Seneme, houvera sido demitido.

Muita gente deu como certa a queda (que não ocorreu) e outros corrigiram a infirmação. Mas o que aconteceu?

Seneme não caiu, embora a pressão era (e é) grande. Afinal, veja o número de equipes brasileiras e de argentinas classificadas para a próxima fase da Libertadores da América. No futebol, federações e clubes nunca fazem “mea culpa” e procuram sempre um bode expiatório para justificar sua incompetência.

Mas considere:

1- Erros e acertos acontecem aos montes na arbitragem. E se destaque as queixas de Boca Juniors e Cerro Porteño contra Atlético Mineiro e Fluminense. Mas quantos outros equívocos (tão ou mais cabeludos) já ocorreram no torneio ao longo dos anos e não tiveram a mesma repercussão? Dependendo da “vítima”, o volume de reclamações aumenta mais.

2- Por ser brasileiro, Seneme conta com a antipatia dos países de língua espanhola (uma situação histórica no futebol do continente: Brasil vs Demais). E a costumeira pressão da AFA sobre a Conmebol sempre fez efeito. Não dá para deixar de lembrar das peripécias de Nicolas Leoz e Carlos Alarcon… o aceite de pedidos é fato público, onde vira-e-mexe a história nos mostra picaretagens.

3- O nível da arbitragem sul-americana é baixo atualmente. Os melhores estavam na Copa América, e por conta do calendário apertado, foram escalados nos jogos (que foram polêmicos), a “segunda linha” dos juízes do quadro internacional.

4- A grande questão para a manutenção de Seneme é: a CREDIBILIDADE! Ele, diferente dos demais gestores que ali passaram, tem a fama de honesto. E os clubes sabem de tudo isso (que Seneme faz o que pode, que não aceita pedidos e que não existe um bom nome à disposição). Portanto: por enquanto (pois a pressão realmente é enorme) Seneme não cai. Se cairá num futuro próximo, não creio. A médio e longo prazo, pelos antecedentes da Conmebol (veja o número de ex-presidentes envolvidos no FIFAgate), não duvido.

A verdade é: ter alguém que não diz “Amém” aos argentinos é irritante para a cartolagem hermana.

– Palmeiras ou São Paulo passarão de fase na Libertadores?

Que jogaço se prevê no próximo Choque-Rei, não? Verdão e Tricolor jogaram bem na primeira série de mata-matas pela Libertadores (ao menos, nos jogos da volta) e chegam para os confrontos dos dias 10 e 17 sem favoritismo para qualquer lado.

Diante disso, duas perguntas:

1 – Quem se classificará?

2- Largarão o Campeonato Brasileiro (jogando com equipes mistas ou se poupando), como fazem a maior parte das equipes brasileiras, à espera de jogos importantes internacionais?

Deixe seu comentário:

– E as consequências da revelação da mala preta ao goleiro?

E ficou o “dito pelo não-dito?”

O ex-jogador do São Paulo FC, Richarlyson, revelou no começo dessa semana no Arena SBT que, numa partida em que jogou, houve um goleiro que aceitou mala preta (dinheiro para perder).

O referido foi Jefferson, num Fortaleza x Ponte Preta. Vide aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/07/20/richarlyson-mala-preta.amp.htm

Depois da denúncia, fica a questão: o acusado não disse nada?

Hum…

– Ah, esse futebol… sobre Racing 1x 3 SPFC.

Eu fui um dos que não se entusiasmou ao extremo, nem reclamou radicalmente de Hernán Crespo. Um excelente jogador quando atuava, mas um iniciante treinador.

Sendo assim, deixe-o trabalhar, onde vai errar (como fez em algumas oportunidades) e acertar (como ontem).

Acreditou em Rigoni (que era reserva do Elche, da Espanha), promoveu Marquinhos (um jovem que nunca foi titular profissional), barrou Reinaldo (um dos líderes do time), vetou Pablo (uma das contratações mais caras do São Paulo) e montou um meio campo ofensivo. Deu certo, e o Tricolor Paulista venceu o Racing na Argentina e se classificou para a fase seguinte da Libertadores.

A questão é: os erros passados e a fragilidade do time deixaram de existir?

Não é bem assim… aguardemos! Na próxima fase, provavelmente, teremos um Choque-Rei.

– Vasco da Gama e Botafogo: fase ruim ou queda de patamar?

Quando a fase é ruim, nada dá certo. Prova disso é o inferno que vivem Botafogo e Vasco da Gama na série B – ambos sem técnico e lutando para não ficarem mais um ano longe da elite.

Especula-se que Lisca, Dorival Júnior e Vanderlei Luxemburgo recusaram o Fogão. Já o Time da Colina deve se preparar para recusas como as recebidas pelo seu co-irmão.

Times historicamente grandes, que não conseguem um título de expressão há um bom tempo, precisam se reinventar dentro e fora de campo. Mas como fazer isso sem dinheiro e/ou competência administrativa?

A pergunta que se deve fazer é: os dois cariocas estão vivendo uma prolongada fase ruim ou já se pode admitir que estão em uma nova e definitiva realidade de queda de patamar, diferente de seus rivais Flamengo e Fluminense?

Em tempo: faça a mesma indagação ao Cruzeiro

Deixe seu comentário:

– Mourinho e a responsabilidade do que se faz / se é.

O polêmico treinador José Mourinho (que se intitulava “Special One”), atual treinador da Roma, é uma figuraça. Depois de alguns trabalhos contestáveis, foi para a Itália e na semana passada deu a seguinte declaração, conforme a figura abaixo:

“Eu sou uma vítima de tudo que eu fiz antes. Eu sou uma vítima de como as pessoas olham para mim, infelizmente. No Manchester United, eu ganhei três títulos e foi chamado de um desastre. No Tottenham, depois de chegar em um momento difícil, eu cheguei a uma final e não me deixaram dirigir o time. O que para mim é um desastre, para os restantes é fantástico”.

De fato, ele assume suas responsabilidades, mas até com seus pecados quer reverter em virtudes… ô português marrento!

– Hoje é Dia Nacional do Futebol. Qual o seu jogo inesquecível?

Hoje é Dia do Futebol, uma data escolhida pela CBF em 1976 para homenagear a atividade que tanto amamos (o motivo foi pela fundação do Sport Clube Rio Grande-RS, time mais antigo do Brasil oficialmente registrado, que ocorreu em 19 de julho de 1900).

Ah, o Futebol… um esporte tão popular, democrático e, muitas vezes, injusto (não é um paradoxo)?

Diante de todas as suas características, que vão do ludismo aos negócios, é inegável que nós nos apaixonamos por ele. Ao menos, pra quem gosta…

Qual o seu jogo “número 1”? Aquele que te fez se sentir atraído pelo dito esporte bretão?

O meu: Paulista de Jundiaí x Palmeiras de São João da Boa Vista, pela Divisão Especial de SP, em 1984, com gol do centroavante Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos! E o seu?

– E a luz ao fundo anuncia um jogão (Massa Bruta x Peixe).

Ao fundo, as luzes acesas do Nabizão para Red Bull Bragantino x Santos pelo Campeonato Brasileiro!

Já imaginaram como estaria a expectativa dentro do estádio para o jogo, se tivéssemos torcida?

Por enquanto, só pela TV ou por rádio. Mas eu, particularmente, assistirei um filme com minhas garotas. Elas merecem!

S’imbora fazer pipoca (ou não)?

Boa noite 🍿.

– Relembrando a 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo Del Nero

Há exatamente 7 anos, publicávamos uma entrevista do então recém empossado presidente Marco Polo Del Nero, em que louvava Ricardo Teixeira e prometia como “1o ato” profissionalizar a arbitragem!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:

– Parcial da enquete sobre “Melhor Comentarista de Arbitragem na TV”.

Amigos, nesta semana postamos uma enquete sobre “melhor comentarista de arbitragem na TV”, além de considerações (link em https://professorrafaelporcari.com/2021/07/12/a-des-importancia-de-um-comentarista-de-arbitragem-durante-a-partida/)
A PARCIAL até sábado (145 votos), na imagem abaixo:

– 27 anos da Conquista do Tetracampeonato Mundial.

Em 17 de Julho de 1994, a Seleção Brasileira conquistava a Copa do Mundo dos EUA!

Seleção de futebol pragmático e que quase não se classificou. Parreira teve que trazer a contragosto Romário (que havia brigado com ele desde que foi reserva de Müller, contra a Alemanha, em Porto Alegre). No Maracanã, contra o Uruguai, o Baixinho chamou a responsabilidade pra si e carimbou-se ali o passaporte.

Duas coisas marcantes daquele Mundial: o baixíssimo nível técnico da competição e o pênalti desperdiçado pelo italiano Baggio, na final.

Puxa, voltamos aos anos 90 na memória ao escrever tudo isso…

Imagem extraída da Internet. Quem conhecer a autoria, favor indicar para crédito na postagem.

– E a polêmica sobre a proibição de uniforme verde no Campeonato Italiano?

Há coisas que nos surpreendem por serem indevidas e inusitadas. Um desses exemplos é a polêmica sobre a interferência nas cores dos uniformes de futebol permitidas / proibidas para o Campeonato Italiano.

Caso você não tenha visto, compartilho aqui neste link: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/8914175/campeonato-italiano-cria-regra-e-proibe-uniformes-verdes-a-partir-de-2022-entenda-o-motivo

Eu entendo e concordo com a necessidade de diferenciação contrastante das cores de camisas, calções e meias. Aliás, a própria regra do jogo pede que exista isso. O detalhe é que há alguns pontos, discutíveis: a questão das listras! Sem dúvida alguma, dois times listrados trazem “poluição visual e não clareza”, como no caso de Inter de Milão x Milan. Mas nem precisa que ambas tenham essas listras: vide Corinthians x Santos, sendo o Timão como mandante: camisa e meia brancas com calção preto de um lado, calção branco e camisa listrada preta e branca com meias pretas. Tudo alvinegro!

Para se apitar o futebol (especialmente a fim de  ajudar os bandeiras em linhas de impedimento), quanto mais diferente, melhor. Até aí, nenhuma novidade. Mas… quer se proibir o VERDE, alegando melhor transmissão para não confundir com o gramado.

Pode?

Aí é exagero… e nos leva a pensar: será que se a Juventus, a Internazionale ou o Milan fossem verdes, a exigência existiria?

Não faz sentido algum isso. Imagine no Brasil? Palmeiras, América-MG, Juventude, Goiás… muda-se a cor da equipe por uma “impressão da TV”? Tenha a santa paciência com esses cartolas italianos…

Em tempo: na 1a divisão, quem se deu mal (por enquanto) foi o Sassuolo apenas..

– Com tempo para treinar, o time do Corinthians melhorará?

Depois de muito tempo, não temos aquela sequência de jogos “quarta / domingo / quarta / domingo” do Corinthians. Por um motivo indesejado (estar fora de competições importantes), está com folga no calendário para ter uma semana inteira de treinos (isso tem sido raro para qualquer agremiação) a fim de engrenar a equipe. Foi um bem por vias tortas…

Mas de maneira bem direta: com esse tempo, será possível Sylvinho “ajeitar” o time?

Eu acho que ainda não! Melhores jogadores e menos pressão por resultados ajudariam mais. Enfim, aguardemos.

E você, acredita que o Timão melhorará depois desse período? Deixe seu comentário:

– 3 questões para se discutir na volta das torcidas aos estádios na Libertadores.

Flamengo x Defensa y Justicia jogarão em Brasília com ¼ da capacidade de público presente do Estádio Mané Garrincha (com a exigência de comprovante de vacinação e PCR negativo para COVID).

A Conmebol liberou torcedores nos estádios, desde que as autoridades locais permitam. Entretanto…

Analisemos:

1- Pensando desportivamente, é ideal que o time brasileiro jogue com torcida e o argentino, no jogo de volta, não?

2- Visto honestamente, o ocorrido na Copa América (falsificação de exames médicos), é crível que agora tudo ocorrerá com lisura?

3- Discutindo socialmente, se na Eurocopa tivemos repiques de contágio em massa nas partidas (considerando, ainda, o alto percentual vacinado por lá e outros comportamentos), como dizer que na América do Sul será diferente (levando em conta aglomerações nas arquibancadas e nas portas dos estádios)?

Sinceramente, eu esperaria mais tempo para permitir torcedores em estádios. É possível ser prudente além do que já se foi.

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

Ops: respeitosamente aos hermanos, mas toda vez que vejo o distintivo do DyJ, lembro-me do simpático XV de Novembro de Jaú! Que o Time do Interior Paulista volte às divisões mais expressivas.

– 6 anos sem Ghiggia.

Em 16 de julho de 2015, morria Alcides Ghiggia, o homem que fez o 2o e decisivo gol a favor do Uruguai, na final da Copa do Mundo de 1950 contra a Seleção Brasileira, promovendo o inesquecível Maracanazo.

É dele a frase:

Somente 3 pessoas conseguiram silenciar o Maracanã: o Papa, Frank Sinatra e Eu.

Não dá para contestar…

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Foto: Reprodução Internet.

– Fique Quieta, dona Gleisi.

Que ideia absurdamente indevida da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Dispensa delongas, e o amigo jornalista Luiz Carlos Quartarollo disse tudo:

– Como discernir infração ou não (em referência a bola que bate inesperadamente no corpo e na mão), como o ocorrido em Universidad Católica x Palmeiras.

Ontem, falamos sobre o erro na marcação do pênalti a favor do Palmeiras no Chile contra a Universidad Católica (Raphael Veiga marcou de pênalti, em lance oriundo de polêmica: a bola bateu acidentalmente na mão de Lanaro, desviada na própria perna, após cruzamento de Deyerson).

A explicação da regra com a circular 22/2021 da CBF traduzida, onde se define o que é “movimento antinatural”, em: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/14/nao-foi-penalti-para-o-palmeiras-contra-a-catolica/.

Um lance muito parecido (de bola que vem inesperada, toca no corpo do próprio jogador e sem intenção alguma bate na mão) ocorreu em Palmeiras x Internacional. Abordamos aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/09/03/o-penalti-de-palmeiras-1×1-internacional/.

Nestes casos, para facilitar a compreensão se é infração ou não, lembre-se:

1- A regra da mão na bola só fala de intenção e movimento antinatural. Lances de imprudência e movimento natural NÃO SÃO INFRAÇÕES nesse caso.

2- Mãos de apoio do corpo, mão de proteção para não atingir rosto / partes íntimas e mão acidental, não são infrações.

3- O braço aberto ou fechado não significa absolutamente nada, caso a bola bata ali acidentalmente por ser um lance desviado e rápido (o atleta chileno tinha como evitar o contato, após a bola bater em sua perna)?

Por fim: André Matonte, árbitro uruguaio, está no quadro da FIFA pela disponibilidade da vaga no país dele, não pelo mérito. Sabidamente, não tem experiência suficiente em jogos internacionais… aliás, como os nomes principais da arbitragem sul-americana estão descansando devido a Copa América, os “2ªs linhas” entraram em campo.

Com as mudanças constantes (e pouco explicadas) nas Regras, precisamos de atualizações constantes…

– #tbt 2: O Vereador e as Regras do Futebol

Repost deste mesmo blog, de 13/07/2011

José Tarcísio Furtado é um revolucionário. Ele é vereador pelo PTC de Juiz de Fora, e sem noção alguma do exercício das suas funções e da inconstitucionalidade da sua proposta, está tentando legislar em cima da Regra de Jogo de Futebol!

Querendo passar por cima da Internacional Board e FIFA (que são as únicas que podem mudar as regras de jogo), ele quer mudar a questão das expulsões de jogadores, pois entende que o consumidor paga para assistir uma partida com 22 jogadores!

Além do argumento esdrúxulo, declarou que:

Muitas vezes o árbitro é injusto. O jogo começa com 22 jogadores [11 em cada time] e acaba com 19. Uma falta grave tudo bem, o jogador deve ser expulso, mas um segundo cartão amarelo bobo deveria fazer o jogador ser substituído (…) Os árbitros sempre arranjam um jeito de favorecer o Cruzeiro ou o Atlético-MG contra o Tupi. Toda partida inventam de expulsar um jogador. Fica difícil.” (declaração à Folha de São Paulo – citação em: http://is.gd/eOl1Ij)

Entrando no espírito folclórico do vereador, por que ele não propõe a proibição de que atletas machuquem seus adversários para que eles não saiam de campo; número ilimitado de substituições; proibição de atleta se cansarem em campo... Assim, sempre teremos 22 jogadores ao término dos jogos.

Com salário acima de R$ 10.000,00 por mês para jornada de 5 horas semanais, talvez o nobre vereador deva ser mais produtivo… Já ganhou seus minutinhos de notoriedade!

E você, o que pensa sobre isso? O vereador tem boa intenção com a proposta ou é uma grande brincadeira de mau gosto para com os seus eleitores e a população em geral? Deixe seu comentário:

– Não foi pênalti para o Palmeiras contra a Católica.

Um absurdo pênalti marcado a favor do Palmeiras na Libertadores. A Regra orienta que bolas acidentais que batam na mão em movimento natural não sejam pênaltis. Por exemplo: bater na perna de um jogador e na sequência na mão.

Aliás, a Regra do Jogo, desde 1º de Julho, procurou esclarecer o que é o movimento antinatural. Abaixo: 

“No que tange aos critérios de a mão/braço tornar o corpo de um jogador “ampliado antinaturalmente”, foi confirmado que os árbitros devem continuar a empregar o seu julgamento para decidir sobre a validade da posição da mão/do braço, com relação ao movimento do jogador, em cada situação específica.

Feito esse esclarecimento, será considerada uma infração de toque da bola na mão/braço, se um jogador:

  • Tocar a bola com sua mão/braço deliberadamente. Por exemplo, deslocando a mão/braço em direção à bola;
  • Tocar a bola com sua mão/braço, quando sua mão/braço ampliar seu corpo de forma antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural, quando a posição de sua mão/braço não é consequência do movimento ou quando a posição da mão/braço não pode ser justificada pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a sua mão/braço em tal posição, o jogador assume o risco de sua mão/braço ser tocado pela bola e, portanto, de ser punido; ou
  • Marcar um gol na equipe adversária:
  •     o diretamente do toque da bola em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente, inclusive o goleiro; ou
  •     o imediatamente após a bola tocar em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente.

Um toque acidental da bola na mão/braço, em que seja marcado um gol por um companheiro de equipe do jogador em quem a bola tocou na mão/braço, assim como a criação de uma oportunidade de gol não constituem mais infração.”

Portanto, errou a arbitrage, já que não teve qualquer intenção em tirar proveito a bola que bateu no braço, nem correu risco algum por ser movimento natural.

– Que lambança o VAR fez no Paraguai em Cerro Porteño x Fluminense!

Que loucura! No Paraguai, o VAR traçou as linhas do impedimento e esqueceu do zagueiro do Fluminense, que dava condições ao Cerro Porteño, pela Libertadores da América.

Não teve como a Conmebol não admitir o erro… incrível a lambança. Abaixo:

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/07/14/conmebol-admite-erro-do-var-em-gol-anulado-do-cerro-porteno.htm

CONMEBOL ADMITE ERRO DO VAR EM CERRO X FLUMINENSE

A Conmebol admitiu erro por parte do VAR no gol anulado do Cerro Porteño contra o Fluminense na Libertadores. A entidade divulgou vídeo com o áudio da cabine do VAR no momento da análise e reconheceu o equívoco dos árbitros ao marcarem o impedimento.

“O VAR checou a jogada com um ângulo muito fechado, deixando de levar em conta um defensor que está na parte inferior da tela para a colocação de linhas virtuais. Esse defensor habilitaria todos os atacantes, caracterizando um erro na decisão final”, confirma o vídeo da Conmebol.

Após o jogo, o técnico do Cerro Porteño ainda questionou por que o assistente levantou a bandeira enquanto o lance acontecia e não esperou o fim da jogada, como recomenda o protocolo. Apesar de admitir o erro, a Conmebol garante que a divulgação dos áudios tem objetivo didático e não muda o resultado do jogo.

Fluminense e Cerro Porteño se enfrentaram pelo primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores. Os cariocas saíram do Paraguai com a vitória por 2 a 0, com gols de Nenê e Egídio. O time comandado por Roger Machado chega com vantagem no jogo de volta, que acontece na próxima terça-feira (13) no Maracanã.

– Duelo de bebidas? Nada disso: jogão entre equipes muito boas.

A criatividade do brasileiro é algo para ser estudado 😂.

Independente de quem bolou a imagem com as bebidas, taí um jogão para se assistir hoje!

Pra quem torcer em Independiente Del Valle x Red Bull Bragantino?

Ué, logicamente para o Massa Bruta / Toro Loko.

– E qual árbitro brasileiro irá para a Copa do Catar?

Depois da Copa América e da Eurocopa, tanto Conmebol e UEFA fazem suas avaliações sobre o trabalho dos árbitros.

Na América do Sul, notou-se a dificuldade de coibir a indisciplina dos atletas locais (que é uma questão cultural). Partidas razoavelmente apitadas, com “aceite” de milonga. Destaque positivo para Raphael Claus, que imagino: poderia ter sido escalado à final caso a Seleção Brasileira fosse eliminada em fases anteriores.

Na Europa, jogos com comportamento melhor dos jogadores e árbitros usando muito melhor o ferramental tecnológico à disposição: ou seja, o uso correto do VAR como auxílio – e não substituição de decisor – à arbitragem. Destaque para as ótimas atuações do alemão Félix Brych (do pênalti dificílimo – mas correto – de Inglaterra x Dinamarca) e Björn Kuipers, o holandês da decisão.

Pós competições continentais, o objetivo é único: escolher definitivamente os árbitros para a Copa do Mundo do Catar em 2022.

No Brasil, o goiano Wilton Sampaio e o paulista Raphael Claus estavam sendo trabalhados há algum tempo – ora se falando que o goiano Sampaio poderia ir como VAR (embora tenha sido criada uma lista de “árbitros especialistas em VAR” internacional), ora como árbitro principal. Até pelas atuações e escalas, parecia-me que Claus seria “bola cantada”, já que estava em melhor fase e sendo melhor preparado.

Entretanto…

A iniciativa da FIFA em criar um “evento inclusivo” mudou tudo: desejando mostrar a diversidade, a meritocracia e até mesmo a força feminina num país machista, escalou a paranaense Edina Alves Batista para o Mundial de Clubes no Catar. E deu certo! Ela, que já estava apitando muito bem no Campeonato Brasileiro, deu conta do recado e foi aclamada por torcedores, jogadores, árbitros e imprensa. Atuou corretamente e atingiu todos os índices físicos exigidos.

Para muitos, a “inclusão” foi uma jogada de marketing. Que seja! A meritocracia valeu mesmo assim. Só que voltando ao Brasil, Edina teve uma superexposição e desencadeou ciúmes e discriminação por sexismo. Muitos homens que deixavam de ser escalados usaram o argumento mesquinho de que “só porquê é mulher”… E a torcida para que ela errasse em campo, por muitos, aconteceu. Vide o episódio complicado envolvendo Internacional x Red Bull Bragantino (para não nos alongarmos, aqui neste link: https://wp.me/p55Mu0-2OK).

Apesar do árbitro Leandro (citado na matéria acima) ser punido e Edina voltado a apitar, ela foi escalada como primeira mulher a apitar na Libertadores da América Masculina, além de ter sido confirmada nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas suas escalas no Brasil, contraditoriamente, “minguaram”.

No Paulistão, Claus trabalhou nas finais da A1, e Edina na A2. No Brasileirão, escalas normais para Claus antes da ida à Copa América. Para Edina, nenhum clássico nacional, mas jogos “menos apelativos”. Sua última partida foi Cuiabá 2×2 Ceará, onde ela expulsou Pepê (jogador do time mandante) pelo 2o cartão amarelo ainda no 1o tempo CORRETAMENTE. 

A questão é:

  • Se Edina continua com o rendimento físico dentro do exigido, está bem tecnicamente (comprove assistindo os jogos dela) e disciplinarmente está cumprindo a regra sem fazer média, por que está em jogos “tão escondidos”?

Uma impressão particular que tenho: Raphael Claus irá para a Copa do Mundo, representando o Brasil. E Edina Alves irá também, como árbitra convidada pela FIFA – e o que aparecerá de dirigente de arbitragem dizendo que o mérito dela é fruto da “confiança da Comissão de Arbitragem” não tenha dúvida disso.

– Crespo: a empolgação ao treinador diminuiu?

Hernan Crespo chegou ao São Paulo como o atual Campeão da Copa Sulamericana. Em seu primeiro torneio em solo brasileiro, foi Campeão Paulista. Porém, tanto na Libertadores da América quanto no Brasileirão, já existem as primeiras contestações (em que pese os desfalques por contusões e erros de pontaria dos atacantes).

Nas entrevistas, ele é afável, transparente nas suas ações e muito solícito. Porém, críticas às suas escalações e modificações são levantadas, e ele assume a responsabilidade.

Diante de tudo isso, será que não existiu uma empolgação exagerada no início? Ele, antes da sua chegada ao Brasil, tinha 46,38% de aproveitamento.

Vide:

Parma (sub-19): 14 vitórias, 7 empates e 10 derrotas;
Modena: 11 vitórias, 5 empates e 19 derrotas;
Banfield: 4 vitórias, 6 empates e 8 derrotas
Defensa y Justicia: 13 vitórias, 10 empates e 9 derrotas

Para mim (já escrevi em: https://wp.me/p4RTuC-ted) Crespo é ainda uma aposta. Eu, por ora, prefiro o atacante Crespo do que o treinador.

Aguardemos. E lembremos: há um técnico na praça chamado Rogério Ceni, muito respeitado no Morumbi.