– Quem será o próximo “pedido do torcedor” ao Tite?

Alguns jogadores convocados da Seleção Brasileira não caem no gosto popular por diversos motivos, mas são convocados por alguns méritos que o treinador consegue ver: “jogam mais” pela Seleção do que nos clubes; ou conseguem manter uma regularidade que agrada o treineiro, ou ainda cumprem alguma função tática que os garante a vaga.

Por outro lado, há alguns atletas que encontram clamor popular por uma convocação, mas acabam não se sustentando. No ano retrasado, por exemplo, Marinho estava como “bola da vez” e era pedido por muitos, mas hoje… não justificaria um chamado de Tite. Depois veio a fase de Hulk, implorado como o atacante que faltava ao Escrete Canarinho! Mas na última segunda-feira… foi cercado por torcedores atleticanos que o cobraram. Por último, Raphael Veiga era “o cara” a ser chamado! Não foi, e hoje não se fala mais dele.

A pergunta é: até a convocação final para a Copa do Mundo, aparecerá algum nome “popular” que terá apelos para ser convocado, ou não teremos surpresa?

Talvez a grande questão seja: Seleção é “momento” ou não?

Imagem extraída de: https://oglobo.globo.com/esportes/tite-explica-os-problemas-que-selecao-tem-que-resolver-ate-copa-america-23284496, por Léo Martins.

– Obrigado pelo crédito!

Puxa, obrigado pelo carinho! Como não ficar feliz com a citação de alguém como o Wanderley Nogueira?

Extraído do Programa Bate-Pronto da Rádio Jovem Pan

– Qual Wilmar Roldán apitará Velez x Flamengo?

O colombiano Wilmar Roldán, experientíssimo árbitro, é “8 ou 80” em seu histórico. Faz boas ou ruins atuações, nunca medianas, e estará na Argentina trabalhando no jogo do Mengão.

Se for o mesmo de Equador 1×1 Brasil, teremos “fumaça”. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/01/28/as-6-situacoes-discutiveis-da-arbitragem-de-wilmar-roldan-em-equador-1×1-brasil/

Neste ano, apitou Palmeiras x Atlético Mineiro, com várias expulsões, sem polêmica. Mas outros clubes não querem vê-lo: o São Paulo, por exemplo, teve problemas com ele contra o Talleres e contra o Arsenal de Sarandí, que foram queixas desde racismo até expulsões discutíveis. aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/02/06/wilmar-roldan-no-talleres-x-sao-paulo-mas-ele-ainda-e-top/

Na Copa da Rússia, Roldán simplesmente desprezou o VAR em Inglaterra x Tunísia e foi mandado para casa. E, numa situação curiosa do campeonato colombiano, fez o contrário: pediu VAR num jogo que não tinha! Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/04/10/wilmar-roldan-pagando-micoem-bucaramanga-2×1-santa-fe/

Vou torcer para o “Roldán bom” estar em campo, pois creio que é o mais “bipolar” dos árbitros da América do Sul.

Ah: os dois últimos jogos do Flamengo com ele no apito? Venceu o Velez em 2020 por 3×2 e perdeu do Del Valle por 5×1.

Wilmar Roldan England Tunisia World Cup

Imagem: Getty Images

– Sobre Roberto Tobar, árbitro de Athletico x Palmeiras.

O chileno Roberto Tobar, 44 anos, há 10 temporadas no quadro da FIFA, é muito experiente. Apitou bem a final da Libertadores de 2018 entre Boca Jrs x River Plate (e no mesmo ano, a final da Copa Sulamericana entre Athletico x Junior Barranquilla), e voltou a fazer um bom trabalho em 2019, na final entre Flamengo x River Plate.

Rigoroso (é uma marca dele), foi eleito muitas vezes como melhor árbitro do Chile (e já foi o número 1 do antigo ranking Conmebol). Porém, depois desses feitos…

Pela final da Recopa Sulamericana 2019 entre River Plate x Athletico, estando 0x0 (resultado favorável ao time brasileiro na conquista do título), Pinola (RIV) chutou para o gol e Lucho Gonzáles (CAP) espalmou a bola antes de atingi-la no rosto, em puro reflexo. O árbitro (sugestionado pelo VAR) reviu o lance e resolveu marcar pênalti. Errou, e os paranaenses ficaram muito bravos…

No ano passado, pela Libertadores, no Boca Jrs x Santos, Izquierdoz (BOC) empurrou claramente com o braço direito Marinho (SFC) dentro da área. Tobar não viu, e o VAR não informou. Errou também.

Por fim, no começo do ano, Tobar foi suspenso por Wilson Luís Seneme (que ainda estava à frente da Conmebol) pela peitada que deu em Neymar no Brasil x Colômbia. Um momento de abuso de autoridade do árbitro.

Não recordo nenhum jogo em que ele tenha tido polêmica nas partidas do Palmeiras (ele apitou a eliminação do Verdão frente ao Boca Jrs em 2018, sem problemas na sua atuação), mas do Athletico, há essa “pendenga” de 2019.

Insisto: é muito bom árbitro, que às vezes exagera na dose de rigor. E desde que foi “premiado” com as finais, parece que entrou numa fase “menos favorável” no apito, com atuações abaixo do que estava acostumado.

A atenção será: tanto Felipão quanto Abel Ferreira, que costumam reclamar demais à beira do gramado, deverão ter um comportamento mais respeitoso.

Roberto Tobar Boca Palmeiras Copa Libertadores 2018

Foto: Getty Images

– O flerte do SPFC com a Zona do Rebaixamento.

Na primeira passagem de Rogério Ceni no São Paulo como técnico, uma das críticas era a apresentação de números positivos nas entrevistas como justificativa aos maus resultados. Embora as vitórias não apareciam, Ceni mostrava dados de posse de bola, chutes ao gol e outras considerações para dizer que, por um acaso, a vitória não veio.

Nesta segunda passagem, o São Paulo tem um elenco melhor, está em competições melhores e apresenta um futebol melhor (se comparado àquele período). Entretanto… as vitórias voltaram a sumir. Ceni, mais experiente na função de treinador, novamente tenta justificar. E a questão é: a zona de rebaixamento no Brasileirão é um temor real ou não?

Deixe seu comentário:

Imagem extraída de: https://m.lance.com.br/sao-paulo/rogerio-ceni-fala-sobre-ausencia-de-luan-no-sao-paulo-durante-classico.html

– Daronco vs Hulk: R$ 5.000,00 em cestas básicas e desculpas.

Lembram do episódio em que o atacante Hulk reclamou que o árbitro Anderson Daronco o ameaçou?

Pois bem: o juizão gaúcho foi condenado. Abaixo, extraído de: https://www.itatiaia.com.br/editorias/esportes/2022/08/25/apos-polemica-com-hulk-daronco-tera-que-pagar-r-5-mil-em-cestas-basicas

APÓS POLÊMICA COM HULK, DARONCO TERÁ QUE PAGAR 5 MIL REAIS EM CESTAS BÁSICAS 

Depois do jogo contra o São Paulo, no Mineirão, o camisa 7 do Galo disse ter sofrido ameaças do árbitro

por Leonardo Gimenez

O árbitro Anderson Daronco terá que pagar R$ 5 mil em cestas básicas e emitir uma nota ao Atlético e ao atacante Hulk esclarecendo a discussão com o camisa 7 do Galo no jogo contra o São Paulo, no Mineirão, pelo Brasileiro. A decisão, que prevê cumprimento do acordo em três dias, foi homologada pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quarta-feira (24)

Após a partida, Hulk relatou que Daronco havia o ameaçado, além do árbitro ter pedido para tomar “cuidado com o que você vai falar”. Anderson também teria dito que “não é o último jogo que vou apitar de vocês”.

Segundo o tribunal, o Galo entrou no STJD com Notícia de Infração, alegando que Daronco coagiu de forma arbitrária, truculenta e com abuso de poder contra Hulk, cometendo infração disciplinar aos artigos 258, 259 e 273 do CBJD e artigo 8 do Código de Ética e Conduta do Futebol Brasileiro.

Em sua defesa, Daronco afirmou que não quis desrespeitar ou ameaçar Hulk e que, nos jogos, a advertência verbal é suficiente muitas vezes para resolver questões do jogo, sem a necessidade de apresentar cartão. O árbitro declarou, ainda, que poderia ter aplicado um amarelo ou vermelho para Hulk, mas que preferiu adverti-lo verbalmente porque o confronto já estava no final. 

Cestas básicas doadas a instituições mineiras

A pena de multa de R$ 5 mil foi convertida em entregas de cestas básicas ao Projeto Social Lar Batista Regular e à Casa de Acolhida Padre Eustáquio (CAPE).

– Henrique Ceifador e a “trombada” com o árbitro.

Henrique Dourado (o Ceifador) joga na China. E ele derrubou o árbitro e foi punido com suspensão de 1 ano e meio.

A defesa alegou trombada. A Federação Chinesa, agressão.

Veja o lance e tire sua conclusão:

(Vídeo e arte de UOL.com.br)

– Modelos profissionais de gestão no futebol e a contestação indevida.

Dias atrás, Mauro Betting falou no “Bate-Pronto”:

“Quando surgiu a co-gestão Palmeiras – Parmalat, alguns gritavam ‘Ão, ão, ão, Parmalat é ilusão’, e olhe só o que a Parmalat fez. Mas muitos jornalistas, inclusive eu, eram até acusados de ganhar para falar bem e eram criticados por defender um modelo como aquele“.

Como tem cara xarope, até hoje, que critica quem defende um modelo profissional de futebol, não? Poucos são humildes de aceitarem a realidade.

Imagem extraída de: https://www.arqtricolor.com/colunas/colunaat-spfc-s-a-o-que-significa-o-time-de-futebol-se-tornar-uma-empresa/

– Quem vai parar o Flamengo?

Dias atrás ressaltamos insistentemente o ótimo trabalho de Dorival Jr e a qualidade do jogo do Flamengo, que tem um “time A” e um “time B”.

Ontem, mesmo não jogando tão bem contra o São Paulo, venceu e mostrou que tudo dá certo. A fase também ajuda…

Para mim, seja qual for o adversário na Final da Copa do Brasil, o Mengão é favorito. Idem pela Libertadores, numa provável decisão contra o Palmeiras.

Aliás, a pergunta dos próximos dias talvez será: e se o Rubro-Negro não levar nenhum título, consideremos como “decepção” para quem gosta do jogo propositivo?

O futebol do Flamengo, na sua essência, me encanta.

Imagem extraída da Web.

– Arbitragem para a Copa do Brasil.

Ramon Abatti Abel, que tem se destacado no Brasileirão, apitará Corinthians x Fluminense. Anderson Daronco, pela enésima vez, apitará uma confronto envolvendo São Paulo x Flamengo. Ambos ficaram concentrados desde 2ª feira no RJ.

Ramon tem uma trajetória idêntica a de Sandro Meira Ricci no começo de carreira. Na época, o chefe dos árbitros da CBF, Sérgio Corrêa da Silva, estava com problemas de desempenho dos seus FIFAs. Então, para os jogos mais difíceis, escalava o aspirante Ricci (que estava na melhor fase da sua carreira e realmente estava apitando muito bem). No ano seguinte, Ricci entrou para a FIFA e caiu na mesmice. Tomara que Ramon mantenha seu ritmo atual e evolua.

Daronco, depois da confusão com o Palmeiras no Ceará, foi poupado dos holofotes para ser aproveitado nessa fase. É nítido que fez um trabalho de recuperação física e descansou a imagem (assim como um artista de novela sai de cena para evitar desgastes). A única coisa é: quantos jogos entre Fla x SPFC ele já trabalhou nos últimos anos?

Pela “lógica das escalas”: Jean Pierre “Vin Diesel” no Maracanã para Corinthians x Fluminense e Wilton Sampaio no Flamengo x São Paulo? Talvez. Assim, se Abatti for bem, se garante no primeiro jogo da final e, se tivermos confrontos entre paulistas ou entre cariocas, Claus na finalíssima (só não vai se a final for um RJ-SP).

Desejo uma ótima arbitragem para a noite. Pena que os dois jogos sejam no mesmo dia, poderia uma das partidas ter sido marcada para a 5ª feira.

Imagem: print de tela do Google.

– Mitos e verdades do futebol.

O futebol é um microcosmo social. Portanto, nele e em volta dele, acontece de tudo:

  • Torcedores profissionais que sugam os clubes, mas também apaixonados que devotam a vida por atletas que nem sabem da sua existência.
  • Cartolas que pregam a libertação das práticas corruptas de diretorias anteriores, mas fazem a mesma coisa com roupagem diferente.
  • Empresários que tentam forçar a escalação dos seus atletas e que, na impossibilidade, tentam derrubar treinador.
  • Jogadores que jogam para garantir o técnico no cargo e outros que procuram derrubá-lo.
  • Contratos fechados na surdina e contratos arranjados para as vésperas de eleição no clube, claramente como “obra política e/ou eleitoreira”.
  • Jogador caro de clube grande que paga “pedágio” para treinador e diretor (com o nome atual de “rachadinha”) e jogador ou treinador de agremiação pequena que paga ao clube para ser escalado e/ou dirigir o time (comprando a vaga).
  • Técnico-empresário que leva seus jogadores do “portfólio” a fim de usar o clube como barriga de aluguel para outros.
  • Jogo “de compadre” para garantir resultado agradável aos dois times. 
  • Árbitros santos e árbitros endemoniados dentro e fora de campo.

Se continuar o relato, perceberemos que, se usarmos da racionalidade, o futebol não é um esporte que dá prazer, mas sim um negócio suspeito da indústria do entretenimento. Mas… ainda assim a gente gosta de ver a bola rolar!

E você: no que acredita ou desacredita no futebol?

Dia Nacional do Futebol | 19 de julho - Calendarr

Imagem extraída de:

– A boa gestão corporativa, com ética e responsabilidade, chegará ao futebol?

No mundo organizacional, costumamos falar e exaltar a prática do Compliance. No esporte, ela é bem desconhecida ou não praticada.

Achei na Web este excelente texto (didático e pontual) sobre essa realidade no Brasil, citando um dos poucos bons exemplos de tal prática no futebol (o Red Bull Bragantino). Compartilho:

Extraído de: https://universidadedofutebol.com.br/compliance-no-futebol-sera-este-o-caminho/

COMPLIANCE NO FUTEBOL – SERÁ ESTE O CAMINHO?

Por Alexandre Victor Abreu

Compliance e programas de integridade são assuntos que historicamente não eram discutidos pelos clubes de futebol, mas que vêm ganhando destaque nos últimos anos muito em razão da necessidade de as empresas patrocinadoras desse esporte se verem distantes de escândalos de corrupção que aconteciam com alguma frequência até um passado não distante. 

Mas o que é compliance? De forma sucinta, compliance consiste na adoção de um conjunto de medidas de controle interno e externo, em relação à governança corporativa, voltado para o cumprimento da legislação e padrões éticos de comportamento empresarial socialmente aceitos e responsavelmente estabelecidos de modo que sejam reduzidos substancialmente os riscos de responsabilização civil, penal e administrativa da empresa e de seus gestores ou ainda, visando reduzir riscos de danos à imagem da empresa.

Porém, é importante dizer que à exceção de clubes das grandes ligas europeias, clubes americanos e outros poucos exemplos ao redor do mundo que já adotam práticas de gestão empresarial, a mudança de toda uma cultura é um desafio gigantesco para os clubes de futebol e aqueles que ocupam seus cargos de comando, em especial os clubes sul americanos. Isso porque, embora o compliance faça parte do dia a dia da gestão de negócios do esporte na América do Norte e Europa, no futebol sul americano, especialmente no que se refere ao futebol brasileiro, o tema ainda é tratado como novidade e sem a devida atenção.

O principal ponto de discussão é sobre a forma pela qual os clubes lidam com temas relacionados com o controle, fiscalização e governança que embora sejam de extrema relevância, ainda não recebem a atenção merecida no Brasil, mas também não podemos deixar de lado temas relevantes e atuais como o novo modelo de clube empresa e o conflito de interesses que possa ocorrer em casos de empresas patrocinarem atletas e ao mesmo tempo serem proprietárias de um clube de futebol.

Sabemos que os clubes de futebol movimentam cifras na ordem dos milhões anualmente, seja com patrocínios, investimentos com recursos próprios, venda de produtos e outros. Ora, assim como qualquer empresa, o futebol é um negócio e se tornou urgente os clubes adaptarem a gestão com foco na profissionalização com a adoção de medidas que possibilitem a implementação de ações mais transparentes.

Embora evolua de forma lenta no Brasil (se comparado a Europa e EUA que já tem enraizado este modelo de gestão), algumas medidas visando maior transparência e equilíbrio financeiro na gestão dos clubes de futebol vêm sendo tomadas há alguns anos, como a criação do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT) por meio da Lei 13.155/15. 

A edição dessa lei surgiu da necessidade dos clubes brasileiros refinanciarem suas dívidas para poderem se reorganizar administrativamente e por meio das condições especiais de refinanciamento previstas em sua redação. O clube que adere ao PROFUT tem a possibilidade de parcelar os débitos tributários e não tributários que tiverem em aberto junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda, na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e no Banco Central do Brasil. O pagamento parcelado permite que os clubes tenham prazos maiores para pagamento e juros menores, desde que a instituição garanta, como contrapartida, a responsabilidade fiscal e na gestão.

Neste sentido, a adoção do compliance se mostra um fator essencial na condução dos clubes de futebol que tenham interesse em aderir ao PROFUT a fim de permitir a boa governança corporativa no âmbito da instituição, bem como prevenir a prática de atos ímprobos.

Além de benefícios de ordem tributária com a aderência ao PROFUT, por meio da adoção de um programa de compliance e de governança, os clubes de futebol brasileiros poderão viabilizar negócios de compra e venda internacionais com a adequação das regras tributárias dos países envolvidos, evitando-se, por exemplo, que ocorra a bitributação. Também, serão afastados eventuais questionamentos sobre conflito de interesses ampliando a credibilidade dos clubes de modo que este sairá beneficiado na atração de novos investidores e terá patrocínios mais valorizados tendo em vista que garantirão maior transparência nas negociações. 

Ressalto ainda, e aqui segue como opinião, que a adoção de melhores práticas de gestão, possibilita o clube de futebol promover maior participação de sua torcida na gestão dos interesses do clube, o que seria uma inovação em termos de Brasil ainda que seja uma antiga reinvindicação de torcedores de muitos times que entendem que determinados grupos acabam “dominando” as instituições e presidindo as mesmas de acordo com interesses particulares.

Ademais, a adoção do compliance possibilita aos clubes gerirem as receitas e despesas com prestação de contas para os associados, o que pode ter como consequência o crescimento do número de sócios torcedores que terão maior confiança na gestão do clube tendo em vista a garantia de uma cultura de ética nos negócios, transparência e participação. 

Perceberam que além de benefícios financeiros pela melhoria da imagem da marca a importância do compliance pode ser evidenciada pela proteção do clube, geração de valor agregado e aprimoramento da gestão de riscos?

Mas seria mesmo este o caminho? de que forma o compliance pode ser introduzido nos clubes? E quando houver conflito de interesses? Qual o limite para o compliance no futebol? O presente artigo não busca esgotar o tema, mas trazer esta questão tão importante para reflexão do leitor de modo que passe a ser pauta cada vez mais frequente também dentro dos clubes de futebol.

Assim como em qualquer empresa, diversas situações em um clube de futebol podem ser geridas por meio da adoção de um sistema que busca a conformidade e a “integridade” das ações organizacionais. Como exemplo, tem-se a elaboração de matriz de risco, códigos de conduta, procedimentos de auditoria e de diversos outros instrumentos que garantem que o clube tenha uma gestão transparente, ética e responsável.

Neste ponto abro aqui um ponto de discussão que envolve um recente caso que ganhou a mídia envolvendo um astro do futebol brasileiro: a empresa austríaca Red Bull é a dona do clube de futebol alemão RasenBallsport Leipzig e também patrocinadora do jogador Neymar do Paris Saint Germain, seu principal garoto propaganda, e os clubes se enfrentaram na semifinal da Champions League em 2020. Sendo assim pergunto a você, leitor. Existe conflito de interesses neste caso?

É importante ressaltar que não há um grupo de medidas padrão para compliance aplicável a todas as equipes tendo em vista a diferença de estrutura entre os clubes e os riscos associados. Entretanto, dentre as possíveis medidas de compliance que os clubes de futebol podem adotar, cita-se a criação e implementação de um código de conduta interno, padrões éticos para negociação com atletas, o treinamento de funcionários sobre as regras do clube, a instituição de um canal de denúncias, pelo qual funcionários do clube possam denunciar indícios de irregularidades e realização de auditorias periódicas.

Neste ponto não me parece crível haver conflito de interesses no patrocínio entre um atleta específico de um determinado clube e o patrocínio (ou propriedade) de um clube propriamente dito pela mesma empresa em eventual situação que ambos se enfrentem, afinal, de toda forma quem mais se beneficiaria é a própria empresa que teria seu nome divulgado não importando o vencedor.

Ademais, qualquer tentativa de priorizar ou beneficiar um dos lados iria contra o próprio sentido da adoção do compliance o que seria uma incoerência caso ocorresse mesmo que o exemplo dado trate de atleta e clube concorrentes.

Com este exemplo não pretendo afirmar que não há possibilidade ou ao menos risco de haver conflito de interesses, mas apenas trazer esta reflexão a você, leitor, sobre a possibilidade de existir conflito de interesses em especial em casos de multipatrocinios.

Perceba que a adoção de medidas para garantia da conformidade e integridade organizacional (compliance) tendem a influenciar diretamente e de forma positiva os clubes (aqui incluindo todos os seus funcionários e prestadores de serviço), proporcionando a adoção de boas práticas e, consequentemente, uma gestão mais eficiente e responsável. É possível – e até provável – que as práticas de governança advindas do sistema de compliance gerem valor para os clubes, possibilitando um equilíbrio financeiro e, com o tempo, a redução das dívidas e o aumento das receitas. Não restam dúvidas que é atrativo ao investimento no futebol uma forma organizada e transparente da gestão dos clubes.

Como exemplo de gestão transparente com foco na ética na gestão e adoção de programa de compliance no futebol brasileiro, citamos o Coritiba que foi o primeiro clube de Futebol da América Latina a adotar um programa de compliance (Programa de Conduta Coxa-Branca), criado em 2016. Por este programa o clube editou seu Código de Conduta e, por meio das regras nele estabelecidas, reforçou seu posicionamento ético.

Em 2017 a Federação Paulista de Futebol (FPF) de forma inédita em relação às federações estaduais anunciou a criação de um Departamento de Governança e Compliance cujo objetivo principal é garantir o cumprimento de leis desportivas e regulamentos internos e externos do futebol. Em janeiro de 2020 a FPF firmou acordo de cooperação com a SIGA (Sport Integrity Global Alliance), uma das principais entidades do mundo com foco na integridade, boas práticas, fair play financeiro e compliance no esporte.

Também em 2017, várias empresas patrocinadoras do futebol brasileiro, assinaram o chamado “Pacto pelo Esporte”, que, em síntese, sujeita os clubes de futebol, as confederações e as federações ao cumprimento de um conjunto de regras que garantam boas práticas de governança, integridade e transparência, para a efetivação dos patrocínios.

Outro exemplo inovador no futebol no Brasil, voltando a usar como exemplo a empresa Red Bull, o projeto do Red Bull Bragantino tem um propósito ambicioso de crescimento e é diferente daquilo que estamos acostumados a ver no Brasil por mostrar que a implantação de clubes empresas com boas práticas de gestão pode criar times fortes no futebol brasileiro.

Como exemplo da adoção de práticas de compliance pelo Red Bull Bragantino citamos a suspensão da negociação com o zagueiro Fabrício Bruno, do Cruzeiro em janeiro de 2020 devido a uma ação judicial que envolvia o jogador e o clube mineiro por atrasos no pagamento de salários. Os gestores do Red Bull Bragantino entenderam que não era interessante seguirem a negociação uma vez que ainda pendentes de decisão direitos discutidos entre o clube e o atleta. 

Como se vê, práticas de sistemas de Compliance e, obviamente, a implantação de um sistema de Compliance, podem ser aplicadas de diversas maneiras no Futebol. Entretanto, em geral, os times de futebol do Brasil ainda não se atentaram (ou avaliam-se ineptos) aos benefícios e vantagens que a adoção de programas de Compliance ou de Integridade e o fortalecimento dos padrões éticos e jurídicos empresariais pode trazer aos clubes brasileiros, assim, cabe a você leitor, na condição de agente de mudanças e inovações práticas para os clubes, divulgar para que o compliance seja prática comum no futebol.

Sobre o autor:

Alexandre Victor Silva Abreu, advogado, especialista em Processo Civil e argumentação jurídica e em Direito Urbanístico e Ambiental pela PUC-MG.

Responsabilidade civil dos clubes de futebol - Alster

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Massa Bruta e Vozão com a polêmica dos pênaltis.

Já falamos da péssima arbitragem de Bruno Arleu, desagradando tanto o Red Bull Bragantino quanto o Ceará, pelo Brasileirão da Série A (em: https://professorrafaelporcari.com/2022/08/21/que-circo-em-red-bull-bragantino-x-ceara/)

A questão é: “evitou-se” um erro de direito ou tudo foi consciente?

Aqui sobre a lambança: https://youtu.be/sjoxxjjkLCk

– E no último lance de Palmeiras 1×1 Flamengo…

Torcer para árbitro é pior do que torcer para time ruim. E Ramon Abel Abatti fez uma excelente arbitragem em Palmeiras 1×1 Flamengo, até que… surgiu a falta de Vidal em Goméz.

É lance interpretativo do árbitro, não é para o VAR protagonizar (o problema é que, como no Brasil se chama para tudo, cobrar-se-á que se chame). Mas, com a visão aberta, eu marcaria tiro penal (entendo que não foi uma trombada casual, mas carga faltosa, sem a necessidade de advertência). Provavelmente, quando o árbitro ver em casa, perceberá que errou.

Uma pena. Sua arbitragem era quase perfeita. Para tirar 10 e fechar com chave de ouro, faltou esse lance.

Imagem extraída da Web.

– E o Diniz?

Insisto com uma temática: Fernando Diniz, outrora bastante criticado e ironizado, evoluiu. Não sei se o comportamento com a arbitragem também está melhor, mas dentro de campo, é inegável que aperfeiçoou.

Reproduzo o texto atrás, onde toco no assunto: o Dinamismo não pode ser algo pejorativo!
Em: https://professorrafaelporcari.com/2022/06/10/dinizismo-nao-pode-ser-tratado-pejorativamente/

Dinizismo depende de milagre pra seguir na Libertadores e pode ficar pelo caminho novamente | Blog do Spimpolo

Imagem extraída de: https://blog.jovempan.com.br/blogdospimpolo/2020/09/23/dinizismo-depende-de-milagre-pra-seguir-na-libertadores-e-pode-ficar-pelo-caminho-novamente/

– Arbitragem para Palmeiras x Flamengo:

Sobre o jovem árbitro Ramon Abatti Abel-SC: ele é considerado a maior revelação da arbitragem dos últimos anos, e deve assumir o escudo da FIFA em 2023. Realmente, fez bons jogos até então.

Ele apitou como últimas partidas de Palmeiras e Flamengo: Palmeiras 4×2 Atlético Goianiense e São Paulo 0x2 Flamengo. Pela lógica: os times envolvidos ganharam e não reclamaram; portanto, ótimo histórico para não se ter queixa.

Mas recordo: lembremos de que num Palmeiras x Flamengo, apitado pelo Vuaden, Abel Ferreira queixou-se que para um jogo daquele tamanho tinha que ser FIFA…

Torcerei para uma boa arbitragem. Não sei se ocorrerá.

Arte extraída de Estadão.com

– Ted Lasso e Ronaldo Fenômeno.

O fenômeno da Apple TV+, Ted Lasso (chega logo, 3ª temporada), ao lado do ex-jogador Ronaldo Nazário, fenômeno da bola (e dos negócios).

Que foto:

Imagem

– O pênalti de Reinaldo em América/MG 2×2 São Paulo: foi ou não?

Avalie o que a regra diz sobre movimentos de “mão na bola”, e reforce a atenção no texto para “intenção” e “movimento anti-natural”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/ (está bem didático).

O problema é que a CBF inventou uma “regra nova”. Nesta postagem de 2016, TUDO virou pênalti (e repare: em determinando momento, há um jogador no qual a bola bate nele e ele tem o reflexo de evitar o contato, e se diz: “não está na regra mas esse lance é considerado movimento antinatural”. Assista em: https://youtu.be/g-VWwVcxsoE.

No lance de Reinaldo, após uma cabeçada de Maidana: ele está de costas, sem ver a bola. Aquele braço no ar é um movimento natural de quem salta, a fim de ganhar impulsão (os dois atletas fazem isso) ou é um movimento antinatural, onde o jogador premeditadamente quer que a bola bata nele?

O que não vale dizer é: “o braço está acima do ombro então é movimento antinatural”, já que a regra diz:

Handling the ball
For the purposes of determining handball offences, the upper boundary of the arm is in line with the bottom of the armpit. Not every touch of a player’s hand/arm with the ball is an offence.
It is an offence if a player:
• deliberately touches the ball with their hand/arm, for example moving the hand/arm towards the ball
• touches the ball with their hand/arm when it has made their body unnaturally bigger. A player is considered to have made their body unnaturally bigger when the position of their hand/arm is not a consequence of, or justifiable by, the player’s body movement for that specific situation*. By having their hand/arm in such a position, the player takes a risk of their hand/arm being hit by the ball and being penalised

*Significa, numa tradução bem simples: o movimento do jogador é algo justificável, ou seja, em posição normal / natural, ou foi um movimento anormal, injustificável?

A verdade é: não importa onde o braço esteja, acima disso tem que avaliar se foi: INTENCIONAL, NATURAL ou ANTINATURAL.

Errou o árbitro Braulio da Silva Machado (que já marcou vários pênaltis assim). Repare que ele e o bandeira 2 estão com a visão aberta e não marcaram o pênalti naquele momento, e só foi marcado depois do chamado do VAR Adriano Milczvski .

Confira como foi a transmissão da Jovem Pan do jogo entre América-MG e São  Paulo | Jovem Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/sao-paulo-futebol/america-mg-x-sao-paulo-assista-a-transmissao-da-jovem-pan-ao-vivo.html

– E cadê o livro de Regras do Jogo 2022/2023?

As Regras do Futebol para a Nova Temporada (2022/2023) começaram a valer em 1º de julho de 2022. Mas… tente “imprimir” ou “fazer download” em “Língua Portuguesa falada no Brasil”!

Até hoje, 18 de agosto, as entidades oficiais brasileiras não atualizaram seus anexos. A CBF só disponibiliza hoje as alterações em seu link, sem as regras oficiais (link aqui: https://www.cbf.com.br/a-cbf/arbitragem/aplicacao-regra-diretrizes-fifa – verifique que as 17 regras não estão disponibilizadas).

A FPF, outra entidade importante, trabalha com o arquivo eletrônico da temporada 2021/ 2022, sem disponibilizar o link das alterações em seu site (exatamente o contrário da CBF, vide em: https://futebolpaulista.com.br/Arbitragem/Regras.aspx).

Caso as entidades tenham a boa vontade de colocar o arquivo das Regras 2022/2023 para impressão, ficarei feliz (normalmente, semanas depois de reclamação, fazem a atualização). Por enquanto, vou usando o App oficial da IFAB, que é o texto original em Inglês.

A questão é: em português e impresso, fica mais fácil para pesquisar especialmente quando não se tem acesso à Web…

Creiamos que, enquanto isso, todos os árbitros, bandeiras e VARs estejam devorando a regra em inglês. Ou não?

Ironias à parte, ao invés de ajudar na divulgação, parece que as entidades do futebol querem esconder os textos…

Nota Oficial

– Fluminense 2×2 Fortaleza: os lances polêmicos da arbitragem e a reclamação do tricolor cearense.

O Fortaleza reclama da arbitragem após sua eliminação da Copa do Brasil. Com ou sem razão?

Com razão, devido ao pênalti. Vamos lá:

Aos 59m, Brítez (FOR) está marcando Matheus Martins (FLU) que está na área. O atleta atacante sai dela, e o defensor (que ainda está dentro dela) tenta roubar a bola, cometendo infração. Pênalti ou não?

Lembre-se: a infração deve ser marcada no local onde ela se consome. Matheus Martins é tocado FORA DA ÁREA, não importa se o infrator estava dentro (portanto, é falta). Se fosse em cima da linha, seria pênalti (já que as linhas fazem parte da área penal). O árbitro Wilton Pereira Sampaio marcou corretamente a falta, mas o VAR Pablo Ramon Pinheiro / RN sugeriu que foi dentro… errou. Wilton (que vai à Copa com Claus) deveria ter batido no peito e mantido sua decisão de campo. Pablo (que não vai à Copa, assim como nenhum VAR brasileiro irá, pois ninguém teve capacidade de se qualificar) deveria ter ficado quieto.

Aos 71m, Arias (FLU) cruzou para Cano (FLU) que fez o 2º gol. O braço do atacante está à frente da linha (entretanto, ele não conta para o impedimento, já que braços não são partes “jogáveis”). Resta a dúvida: as partes jogáveis dele estavam à frente ou em mesma linha do defensor? Confesso que não consegui assistir as linhas traçadas pelo VAR, mas lembro: se o lance é ajustado / duvidoso, deve prevalecer a decisão de campo.

A pergunta é: e a Inter-temporada dos árbitros, não adiantou?

Arte extraída de: https://diarioprime.com.br/futebol-ao-vivo/jogos-de-hoje/jogo-ao-vivo/serie-a-ao-vivo-fortaleza-e-fluminense-jogam-pela-serie-a-neste-sabado/

– Até 12 anos, proibido cabecear!

A discussão veio de outros esportes, e já há algum tempo a FIFA e o IFAB vinham estudando: até onde “lances de cabeça” podem provocar lesões?

Em 2020, pediu-se rigor máximo para que os árbitros tomassem cuidado com lances de braço na cabeça de atletas. A CBF, tempos atrás, sugeriu que crianças não treinassem mais cabeceios. Agora, por recomendação médica, há a proibição oficial de que atletas de até 12 anos não devam cabecear a bola. Se o fizerem, será falta.

Será que um dia isso será estendido aos adultos?

 

– Pequenos gestos para a Cidadania.

Estamos assistindo Red Bull Bragantino x Corinthians pelo Brasileirão Sub 17.

Crianças e mulheres aos montes, cadeiras bem limpinhas e até saquinho para ensinar a não jogar sujeira no chão nós ganhamos.

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Os pequenos se tornaram o público alvo; afinal, são os consumidores do futuro.

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– Jorginho sobre Abel: é Ciúme ou Corporativismo?

Ao ouvir as declarações de Jorginho sobre Abel Ferreira, me lembrei imediatamente de algo semelhante: de Pintado sobre Jorge Jesus! O brasileiro reclamou na ESPN que JJ não havia “descoberto o futebol” e que havia muito ôba-ôba sobre ele. Tomou uma invertida… salvo engano, de Mauro Cezar Pereira.

Jorginho já houvera tido rusgas com Abel, e agora alega, em outras palavras, que com o elenco do Palmeiras é algo fácil. Na mesma ESPN, para defender seu colega Cuca, o atual treinador do Dragão cutucou o português. Aliás, esqueceu de abordar: Paulo Sousa, que é português, estava no Flamengo e não conseguiu fazer o que Dorival Jr faz hoje.

A propósito: entre o esquema de jogo de Jorginho, de Abel e de Dorival Jr, eu prefiro Dorival.

Entre o comportamento para com a arbitragem de ambos, idem.

Entre o extra-campo dos três, idem.

É inegável que Abel Ferreira é competente e, sinceramente, me parece um grande chato. Mas isso (a chatice dele, inclusive quando questionou a Educação dos garotos brasileiros) não deve ser levado em conta. E parece ser que ele traz inveja a outros treinadores quando é elogiado. Ou… seria a bronca de outros treinadores brasileiros pelos estrangeiros tirarem vagas deles nos clubes?

Não importa a origem do profissional, importa a competência.

Montagem: fotos de Fernando Moreno e Jorge Rodrigues/AGIF - Abel e Jorginho trocaram farpas recentemente pelo Brasileirão

Imagem extraída de: https://br.bolavip.com/palmeiras/Isso-ele-esta-querendo-me-sacanear-Jorginho-aumenta-choro-e-volta-a-criar-polemica-com-Abel-no-Palmeiras-20220816-0101.html. Montagem: fotos de Fernando Moreno e Jorge Rodrigues/AGIF.

– E por quê não o Dr Zuffo?

Dr Zuffo anunciou sua candidatura à Presidência do Paulista FC. E imediatamente vem a pergunta: e por quê não?

É um homem esclarecido, conhece o Paulista FC e pode ser uma ótima opção.

Como sou contra à perpetuação ao poder (inclusive, de qualquer reeleição), entendo que é uma saída para o Galo nesse momento tão difícil.

– E o Oscar não jogará pelo Flamengo.

Depois de até viajar com a delegação do Flamengo, Oscar não irá jogar pelo time da Gávea.

Jornalistas sérios haviam alertado que seria difícil. Outros, do ôba-ôba, davam “como certa a transferência”.

Abaixo, o UOL fez essa pertinente imagem: 

– Os possíveis “selecionáveis melhores do mundo” monitorados pela CBF.

Viram isso?

Os 18 nomes da CBF com potencial para serem melhores do mundo até 2030, segundo o ex-lateral Branco, (extraído de Exame.com):

Em: https://exame.com/casual/cbf-tem-lista-de-18-jovens-com-potencial-de-melhor-do-mundo-saiba-quem-sao/

São eles:

Rodrygo (atacante, Real Madrid-ESP)
Martinelli (atacante, Arsenal-ING)
Yuri Alberto (atacante, Corinthians)
Kaio Jorge (atacante, Juventus-ITA)
Reinier (meia, Real Madrid)
Lázaro (meia, Flamengo)
Marcos Leonardo (atacante, Santos)
Matheus Martins (atacante, Fluminense)
Patryck (lateral esquerdo, São Paulo)
Vinicius Tobias (lateral direito, Real Madrid)
Andrey (meia, Vasco)
Ângelo (atacante, Santos)
Vitor Roque (atacante, Athletico)
Nathan Ribeiro (atacante, Grêmio)
Matheus Gonçalves (meia, Flamengo)
Endrick (atacante, Palmeiras)
Pedrinho (meia, Corinthians)
Luis Guilherme (meia, Palmeiras)

Na mesma matéria, descarta-se a hipótese de Vini Jr ou Neymar conquistarem o feito.

Para você: quem deles pode conseguir a honraria, pelo potencial mostrado?

A matéria citada no link acima, abaixo:

CBF TEM LISTA DE 18 JOVENS COM POTENCIAL DE “MELHOR DO MUNDO”. SAIBA QUEM SÃO:

Coordenador das seleções de base, tetracampeão mundial Branco afirma que confederação tem ‘certeza de sucesso’ por número um do mundo.
Uma lista do Centro de Pesquisa e Análise da Seleção Brasileira tem 18 nomes com potencial para ser o melhor jogador do mundo. Ao menos é o que afirma o coordenador das seleções de base da CBF, o tetracampeão mundial Branco. Saiba quem são os nomes abaixo.

“A gente tem um planejamento para a geração 2030. O objetivo é formar bem e com espírito vitorioso. As gerações que vêm aí do futebol brasileiro são espetaculares. O dia a dia me dá confiança (de que o país terá de novo um melhor do mundo). Os treinos que a gente faz na Granja Comary e a qualidade individual de cada atleta dão essa certeza”, disse o dirigente à Folha de S. Paulo.

Foi em 2007 a última vez que um jogador brasileiro venceu o prêmio de melhor do mundo. Quando Kaká esteve no topo entre todos os atletas de futebol do planeta, muitos dos nomes citados ainda nem sequer jogavam futebol.

As apostas da CBF são para os ciclos das Copas do Mundo de 2026 e 2030. Nomes já consolidados no cenário mundial como Neymar e Vini Jr, por exemplo, não estão no levantamento.

A lista completa tem quase 10 mil jogadores analisados em mais de duas mil partidas acompanhadas por observadores da CBF entre janeiro de 2021 e julho de 2022.

Os cinco principais jogadores nascidos a cada ano foram classificados como “top” e representam 0,3% do total. Outros são vistos como “selecionáveis”, “em monitoramento” ou “em observação”.

“Começamos a abrir o campo de observação. A gente precisa ter controle geral do mercado porque trabalhamos em todas as seleções. Precisamos ter uma linha de trabalho boa porque o Brasil é um celeiro. A base sempre foi a saída para o futebol brasileiro. Temos tudo monitorado, mas a pandemia prejudicou muito por não podermos viajar. Temos uma ferramenta online para isso, mas in loco é sempre melhor. Você vê como é o atleta, conversa com as pessoas do clube dele, com familiares…”, explica Branco, que coordena os times desde o sub-15 até a seleção olímpica.

Branco acredita que algum deles vencerá a eleição de melhor do mundo da Fifa: “Tenho certeza de que vai acontecer.”

Sede da CBF. (Buda Mendes/Getty Images)

Sede da CBF. (Buda Mendes/Getty Images)

– O time de futebol mais competitivo do Brasil hoje, é…

Mesmo quando não joga bem, o Palmeiras vence. Mostra disso foi o que vimos na Arena Neo Química no último sábado. Um time frio, paciente e quando não vai na bola, vai na sorte.

No Rio de Janeiro, o Flamengo mostra que além de jogar um futebol vistoso, tem dois times bem armados, o “do Campeonato” e o “das Copas”. Se fundidos, o que dará?

Por outro lado, mesmo jogando feio, o Athletico de Felipão, aos trancos e barrancos, vai chegando. Mais copeiro do que Scolari, não há. Com garra, com anti-jogo, com pragmatismo e com outras qualidades (ou não), está chegando nas Copas.

Essas 3 equipes representam o Brasil na Taça Libertadores da América, nas semi-finais. E estão disputando o Campeonato Brasileiro com afinco, na medida do possível, embora se distanciaram na tabela. Delas, qual a mais competitiva para você? Ou, se preferir, responda também: qual a mais “confiável”? (Se é que dá para responder, pois, confesso, é uma pergunta muito difícil…).

Os jogadores de futebol brasileiros mais admirados na Europa – Jornal  Pequeno

Imagem extraída de: https://jornalpequeno.com.br/2022/07/12/os-jogadores-de-futebol-brasileiros-mais-admirados-na-europa/

– Análise da Arbitragem de São Paulo 3×0 Red Bull Bragantino.

Nesta tarde de domingo, uma arbitragem boa (sem o árbitro de vídeo atrapalhar a partida) na vitória do Tricolor contra o Massa Bruta. Vamos à ela:

No começo da partida, o jovem árbitro Paulo Zanovelli estava nervoso e cometeu alguns erros técnicos e disciplinares. Durante o jogo foi se acertando e melhorou bastante no segundo tempo.

Com boas qualidades no posicionamento em campo, pecou no final do primeiro tempo ao permitir faltas mais viris e não aplicar o Cartão Amarelo. Mas com o placar mais dilatado na segunda etapa, e os atletas ajudando, desempenhou um bom trabalho.

Mostrou ser um árbitro que, se bem preparado, tem grande potencial. Especialmente pela leitura de jogo e aplicação de vantagens.

O bandeira 1, Guilherme Dias Camilo, quase não trabalhou (só demorou para marcar um impedimento no final do jogo). O bandeira 2, Felipe Alan Costa, começou vacilando e depois de acertou.

  • Destaque positivo: o VAR não apareceu!

Curiosidade: o primeiro tempo, em faltas cometidas, virou 11 x 5. No segundo tempo, 8 x 6 (Total: SPFC 19×11 RBB).

Abaixo, algumas anotações pertinentes da arbitragem:

4m: Carelli domina com o braço (não foi ombro, foi no antebraço) e o árbitro bobeia e não marca. Diante das reclamações, justifica que foi lance legal, batendo no peito. Errou.

8m: Bandeira 2 Felipe Alan marca um impedimento que não precisava, a bola sobrou para o goleiro do Red Bull Bragantino. Precipitação do jovem assistente, poderia ter deixado seguir o lance na vantagem.

9m: Um ataque importante do SPFC, onde há uma falta e o árbitro faz uma boa leitura e aplica vantagem. Ótimo!

16m: Igor Vinícius mata um contra-ataque do Red Bull Bragantino. Poderia dar Cartão Amarelo, mas optou pela advertência verbal. Discordo do árbitro disciplinarmente nesse lance.

30m: Correto Cartão Amarelo ao Miranda, em falta contra Artur. No lance, o árbitro teve boa leitura de jogo e aplicou a vantagem. Depois, deu o Amarelo pela ação temerária.

35m: Lucas Evangelista atropela Patrick, deveria ter recebido Cartão Amarelo. Fica claro que o árbitro permite jogadas mais viris, sem advertência. É um estilo.

38m: Jogo paralisado, o árbitro está permitindo jogadas mais ríspidas, e os jogadores começaram a reclamar mais. A questão é: não se pode ficar apenas com a advertência verbal com a sequência de faltas cometidas a partida da metade do 1º tempo.

61m: No 3º gol do SPFC, novamente o árbitro deu a vantagem na falta cometida por Kevin e saiu o gol. Neste momento, a partida estava fácil para ele e se comportou muito bem.

86m: No gol anulado de Eder, o bandeira 2 deveria ter levado a bandeira quando há o domínio. Errado esperar sair o gol, definiu-se antes o impedimento, sem ajuda do VAR.

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/sao-paulo-x-red-bull-bragantino-onde-assistir-e-horario/

– A esnobada de Vitor Pereira e a contemporizada de Claus no Corinthians 0x1 Palmeiras.

No modorrento Derby de sábado à noite, dois lances extra-jogo que precisam ser discutidos:

1. Vimos mais um “sincericídio com tom de arrogância” do treinador Vítor Pereira, como aquele de “sonhar em treinar o Liverpool”, somado à desnecessidade do tom da sua fala. Claro, a referência é à resposta de que “tem muito dinheiro e não precisa do cargo atual de técnico do Timão”, quando perguntado se temia demissão. Mas mentira, cá entre nós, não foi dita… (insisto: resposta evitável, especialmente pelo momento ruim e de contestação de seu trabalho).

2. Roger Guedes junto à cabine do VAR: Raphael Claus ficou dividindo espaço com o atacante corintiano ao analisar o lance de seu Cartão Amarelo. Não pode… a regra prevê a advertência caso algum atleta se coloque exatamente naquele lugar. Se os árbitros deixarem que isso comece a ser frequente não aplicando o Cartão, teremos problemas e virará um inferno. Analisar o lance com os atletas junto ao monitor virará “várzea”, e se já está difícil para o árbitro apitar o jogo (por culpa dele também), com esse procedimento será pior, caso se torne “aceitável”.

Por quê Claus não amarelou o atleta ali? Justamente porque ele teria que ser expulso… afinal, tomou Amarelo pela infração, e seria o seu segundo.

Imagem: print de tela da TV.

– O gol anulado de Estudiantes 0x1 Atlético Paranaense.

Que lance chato na Argentina ontem, não? Afinal, Morel estava em impedimento ativo ou passivo?

São 3 situações a serem observadas para entrar em jogo ativo: tocar a bola, tirar proveito da sua posição ou atrapalhar um adversário, didaticamente falando.

Morel está em posição de impedimento passivo quando a bola é chutada por Lollo. Ele não a toca (portanto, não se tornou ativo). Também não há um rebote, um novo lance ou algo que o valha, pois foi um chute direto ao gol (continua em impedimento passivo). Entretanto, está bem próximo ao goleiro, mas não faz nenhum defensor mudar sua conduta ou posição para puxar a marcação (por esse motivo – o de trazer um marcador – não o tornou ativo).

A pergunta a ser feita é: ele atrapalhou o goleiro?

Nos anos 80, CERTAMENTE esse gol seria anulado. Nos anos 2000, TALVEZ esse gol seria anulado. Hoje, PODERIA ser anulado, dependendo da interpretação do árbitro, mas a tendência seria de que confirmar o tento..

Particularmente, eu entendo que Morel não atrapalhou o goleiro Bento (a não ser que apareça uma imagem mais clara que mostre isso), e, portanto, eu validaria o gol de Lollo. Mas se por algum instante o goleiro não conseguiu ver o chute por conta da visão obstruída, aí a anulação foi correta. Lembrando: o VAR Andrés Cunha e o árbitro Andrés Matonte (ambos uruguaios) são muito bons!

Lance difícil!

Confira como foi a transmissão da Jovem Pan do jogo entre Estudiantes e Athletico-PR | Jovem Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/estudiantes-x-athletico-pr-assista-a-transmissao-da-jovem-pan-ao-vivo.html

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Red Bull Bragantino, Rodada 22 do Brasileirão da Série A.

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Tricolor do Morumbi a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva – MG
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo – MG / FIFA
Bandeira 2: Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
4º árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos – SP
Analista de Campo: Antonio Rogério Batista do Prado – SP
VAR: Vinícius Furlan – SP
AVAR: Fabrício Porfírio de Moura – SP
Observador de VAR: Giuliano Bozzano – MG

Paulo tem 32 anos, é de Juiz de Fora – MG, e está há pouco tempo no quadro de árbitros da CBF. É uma das apostas da CBF para renovação no quadro, especialmente em MG, onde não temos mais nomes tão importantes. Será somente seu quarto jogo no Brasileirão da Série A em 2022.

Em jogos do Red Bull Bragantino, atuou apenas em uma partida, como 4º árbitro no ano passado na vitória contra o Internacional, na última rodada do Brasileirão. Em jogos do SPFC, teve a oportunidade de apitar no Morumbi o empate contra o Ceará em 1×1, também em 2021.

O assistente 1 Guilherme Dias Camilo é bem experiente, está escalado para dar suporte ao jovem árbitro. Na mesma situação está o assistente 2, Felipe Alan Costa de Oliveira: buscando seu espaço, já que é tão jovem quanto o árbitro.

É importante lembrar: dos poucos confrontos do árbitro na serie A, o mais equilibrado e difícil para ele, sem dúvida, será o deste domingo.

Acompanhe conosco o jogo do São Paulo FC X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, comentários de Sílvio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 14/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A pressão de quem gastou muito e nada levou no futebol.

Muita pressão é observada no futebol brasileiro, nascida principalmente pelos dirigentes de clubes e que encontra ressonância entre torcedores, imprensa e outros setores. 

E por quê isso acontece?

De todos os fatores possíveis para discussão, talvez o mais óbvio: a questão financeira!

Vide:

1- O Corinthians tem uma folha salarial altíssima, com muitos atletas que ganham rendimentos milionários. E estando com “a conta no banco no vermelho”, é natural que o presidente do time Duílio Monteiro ou o diretor de futebol não assumam suas falhas na condução do clube. Não conquistar títulos gera busca de culpados. Até Vitor Pereira passou a ser criticado.

2- O Atlético Mineiro deve 1 bilhão de reais, mas há um mecenas que banca contratações vultuosas para turbinar a equipe. E como o presidente Sérgio Coelho vai bater no peito e assumir a culpa de que o dinheiro investido não resultou em nada?

3- O Flamengo tem dois times de futebol, e ambos estão jogando bem. Vivo nas competições que disputa, a caríssima equipe existe pelos méritos administrativos dos tempos do pé-no-chão (que todo clube deveria imitar). Mas se for eliminado de ambas, não será Landim que assumirá alguma culpa, mas sim alguém será encontrado para ser o “vilão”.

4- O Palmeiras, igualmente ao Flamengo, gasta e arrecada muito, sendo bem gerido. Mas como justificar o alto salário do treinador e uma hipotética não conquista de títulos? Dona Leila já falou sobre investir e a CBF “não deixar seguir” nas competições.

A verdade é: só uma equipe levará o título (do Brasileirão, da Copa do Brasil ou da Libertadores), e todas as outras, pela nossa cultura, são consideradas perdedoras. Nesses momentos, nenhum cartola diz que errou, mas culpará calendário, arbitragem, elenco, tabela, gramado, etc..

Tudo isso resume-se a: dinheiro alto investido e sem retorno obtido. Justificar o prejuízo não é fácil.

Imagem extraída de: https://www.abcdoabc.com.br/brasil-mundo/noticia/voce-sabe-quais-sao-segredos-se-dar-bem-apostas-futebol-147447

– A pressão do presidente do Atlético às vésperas do jogo contra o Palmeiras.

Já abordamos sobre a pressão feita por Sérgio Coelho, presidente atleticano, na sua ida à Comissão de Árbitros da CBF (o texto sobre isso e suas possíveis consequências, em: https://professorrafaelporcari.com/2022/08/10/quando-o-presidente-do-time-vai-se-reunir-com-o-chefe-dos-arbitros-o-que-acontece/).

Aí, vem a sensação: depois da eliminação do Galo Mineiro, não parece uma ação estratégica de pressão premeditada, que todos fazem, para justificar a derrota vindoura?

Uma colocação, em: https://youtu.be/63EDyY9UdN4

– Quando o presidente do time vai se reunir com o chefe dos árbitros, o que acontece?

Leio que o presidente do Atlético Mineiro foi (de novo) à CBF para conversar com Wilson Luís Seneme, o chefe dos árbitros (a informação é do GloboEsporte, em: https://ge.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2022/08/10/presidente-do-atletico-mg-se-reune-com-comissao-de-arbitragem-em-nova-visita-a-cbf-desabafei.ghtml). Detalhe: horas antes do decisivo confronto pela Libertadores da América. Estratégico, lógico.

Na primeira tentativa, no mês passado, Seneme estava reunido com os presidentes de comissões de arbitragens estaduais, e apesar de Sérgio Coelho (o presidente do CAM) ter dito que foi reclamar com ele, não houve conversa.

Nas semanas seguinte, a convite da CBF, os presidentes queixosos se reuniram com Seneme e Edinaldo Rodrigues, onde as reclamações foram feitas em “coletivo”.

Agora, o encontro foi particular, e o atleticano disse que desabafou e estava aliviado, pois Seneme ouviu tudo o que ele tinha a dizer.

– O que acontecerá agora?

  • Primeiro: todos os clubes reclamam que são prejudicados (todos MESMO). Ora bolas, se alguém é prejudicado, o adversário é beneficiado. E se TODOS são beneficiados, em algum momento, TODOS são beneficiados. E isso é ruim, pois não devem existir erros de compensação. Um pênalti não marcado no 1º minuto de jogo é um erro diferente do que um pênalti não marcado ao 89º minuto. Igualmente um atleta expulso no começo do jogo e outro ao final. Enfim: erros não se compensam pura e simplesmente e NEM DEVEM existir.
  • Segundo: Nas próximas rodadas, teremos os melhores árbitros nos jogos do Atlético, pois Seneme estará “precavido” de que não terá uma nova visita do dirigente.
  • Terceiro: Se o árbitro não estiver emocionalmente preparado, irá pensando: “Se eu errar contra o Galo Mineiro, vão ‘me encher o pacová’. Em dúvida, é melhor marcar ‘pra eles’ pois a queixa é menor”.
  • Quarto: Muitas vezes, se escolhe um “bode expiatório”, um árbitro para o sacrifício. Vide Palmeiras x Corinthians pelo Paulistão, onde inventaram Matheus Candançan, de 23 anos, para apitar antes de estar pronto. Simplesmente… sumiu!
  • Quinto: Sérgio Coelho e Leila Pereira infernizam com as reclamações de erros contrários (mas se calam com os erros a favor). Sendo assim, esperta do jeito que é, a Conmebol escalou um cara “rodado”, de fora, para descer do avião, apitar o jogo e ir embora: Wilmar Roldán. E se tiver queixa, que se virem no Brasil.

Insisto: nenhum dirigente se reune para dizer que foi favorecido e isso não é correto. Todos só pensam no seu umbigo, e isso é mais uma prova de que montar uma Liga no Brasil é ilusão (ao menos, nos moldes da Europa).

Seneme era mais feliz no apito do que como cartola, sem sombra de dúvida… embora deva ser muito melhor remunerado agora do que antes (sem dúvida também).

Brasileiro teria pedido punição rigorosa a Messi | Placar - O futebol sem barreiras para você

Imagem extraída de: https://placar.abril.com.br/placar/brasileiro-teria-pedido-punicao-rigorosa-a-messi/, por Daniel Garcia/AFP.

– O mau momento da arbitragem brasileira na Libertadores da América (e em outros torneios internacionais).

Dias atrás, ouvi que “não temos tantos árbitros brasileiros na Libertadores pois temos muitos times disputando títulos”

Calma lá! É uma verdade parcial. Nos últimos tempos, como no Maracanã (estando em solo brasileiro), com dois brasileiros decidindo título (Palmeiras x Santos), a Conmebol precisava dar um caráter continental à competição (e tem sido assim em alguns jogos). Mas lembremo-nos de grandes clássicos brasileiros no torneio, onde brasileiros foram escalados normalmente e sem discussão (lembram de Corinthians x Palmeiras com Edilson Pereira de Carvalho, decidido nos pênaltis)?

A prova de que esse (o excesso de brasileiros) não é o grande problema, mas sim a qualidade técnica, é o seguinte número: de 1990 para cá (32 anos), tivemos apenas 3 arbitragens brasileiras em finais de Taça Libertadores da América. Ou seja, não foram 29 decisões com brasileiros versus estrangeiros na final (River x Boca, por exemplo, em 2018, tivemos no jogo de ida Roberto Tolbar-CHI e na volta Andrés Cunha-URU). Considere ainda o desastre pior: dessas 29 partidas, apenas 3 foram em formato de jogo único (ou seja, nas outras 26 edições, foram 52 jogos). Desconsiderando as que envolveram brasileiros, ainda assim o número é altíssimo.

Os últimos árbitros brasileiros escalados: José Roberto Wright em 1991 (Colo Colo-CHI vs Olímpia-PAR), Márcio Rezende de Freitas em 2001 (Cruz Azul-MEX vs Boca Jrs-ARG, com erros relevantes de arbitragem a favor dos argentinos da Conmebol e contrários aos mexicanos da Concacaf) e Sandro Meira Ricci em 2014 (San Lorenzo-ARG vs Nacional-URU).

E não devemos nos restringir a apenas isso: Na Copa dos Campeões Europa-América do Sul, organizada conjuntamente pela UEFA e Conmebol (chamada de “Finalíssima”), disputada por Itália vs Argentina em Wembley, onde o estádio era europeu e o árbitro sul-americano (olha a chance de um brasileiro ser escalado), apitou a final o chileno Piero Maza. Nem aí conseguimos aparecer!

Nos anos dourados (ou politicamente fortes) da arbitragem brasileira, tivemos Arnaldo e Romualdo apitando as decisões de Copas do Mundo de 1982 e 1986. Depois disso, Elizondo e Pitana da Argentina reinaram (abrindo e fechando o Mundial).

E na Copa do Mundo de Clubes da FIFA? Nas 18 edições (não tivemos brasileiros jogando a final em 18 delas…) apenas Sandro Meira Ricci teve a honra de representar o país numa final, em 2013, no Bayern x Raja Casablanca.

A questão é: a coisa lamentavelmente tá feia… o descrédito é grande!

O que fazer? Talvez repensar os conceitos e “cair na realidade”. Por exemplo: dizer a Anderson Daronco que não temos a melhor arbitragem do mundo, como ele disse que tínhamos na Rede Globo.

Imagem extraída de: http://blogalemdoapito.blogspot.com/2019/09/