– O Protocolo FIFA foi acionado duas vezes em Bulgária 0x6 Inglaterra. Mas a resposta…

Em Sofia, capital da Bulgária, uma noite para envergonhar a humanidade. Durante o jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa, torcedores búlgaros entoaram cantos racistas e nazistas aos jogadores negros ingleses, fazendo com que o Protocolo FIFA contra a discriminação (que engloba qualquer tipo de situação, incluindo homofobia, sexismo ou religião) fosse adotado por duas vezes.

Ao anúncio que no terceiro passo do Protocolo a partida seria encerrada, houve uma grande vaia na arquibancada ao invés de conscientização. Uma tristeza à espécie humana, dita “racional”…

Dentro de campo, a resposta foi boa: Bulgária 0x6 Inglaterra. Uma vitória não de uma equipe, mas a derrota dos preconceituosos.

Sobre o Protocolo FIFA citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A capa do jornal britânico foi perfeita. Abaixo:

– O árbitro protegeria o craque?

Para refletir: e se Neymar, hoje, fizesse um desses debochados dribles de Garrincha? Assista abaixo:

De certo, o adversário tentaria lhe dar um pontapé e uma rodinha de jogadores da turma do “doeu em mim” reclamaria…

E os árbitros, o que fariam?

Já acabou a sina de Neymar “cai-cai” e o rótulo de “terror dos juízes”?

O garoto melhorou bastante dentro de campo (principalmente depois da pendenga da transferência), simula menos e apanha mais. Sejamos justos. 

Mas e no tempo do Mané, que não existiam os Cartões Vermelho e Amarelo e onde todos eram “Joões”?

Outra época do futebol…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Flamengo x Paulista

Para o jogo de ida da semifinal entre Flamengo de Guarulhos x Paulista de Jundiaí, um árbitro de boa qualidade técnica e rigor: Leandro Carvalho da Silva.

Não teria nenhum problema o juizão, em tese. Ele é bom! A questão é: foi o mesmo árbitro de Amparo x Paulista, onde relatou a invasão de campo do torcedor e a cusparada no bandeirinha!

Poderia se evitar tal indicação. Mas, pelo jeito, essa escala foi escolhida a dedo, a fim de conter ânimos mais acirrados no acanhado estado em Guarulhos, para que, se existir alguém mais exaltado, pense duas vezes em fazer alguma bobagem.

Desejo um bom jogo e uma boa arbitragem a todos.

Árbitro: Leandro Carvalho da Silva
Árbitro Assistente 1: Mauro André de Freitas
Árbitro Assistente 2: Ítalo Magno de Paula Andrade
Quarto Árbitro: Daniel Carfora Sottile
Avaliador de Campo: Roberto Perassi

Outros jogos de Leandro envolvendo o Paulista, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/09/12/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-amparo-x-paulista/

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– O VAR que tudo vê e o que nada vê!

No Allianz Parque, Felipe Mello cometeu um “pênalti de TV”em Igor Rabello. Fora do lance ou com o árbitro em movimento, pode ser difícil perceber e marcar. Mas já que se tem o recurso do VAR, é uma infração “marcável” e deveria ser sancionado o tiro penal ao Galo Mineiro.

Onde estava o árbitro Rafael Traci (que passou a ser FIFA) que nada viu? A cobrança maior: ao árbitro de vídeo carioca Rodrigo Nunes de Sá?

Em Alagoas, um lance ridículo, sem dificuldades, onde o experiente Ricardo Bueno cavou um pênalti ao ser tocado. Anderson Daronco (que há tempos só está apitando com o nome) marcou. Mas e o VAR Wagner Reway? Não o ajudou?

São situações como essas que denigrem a imagem do VAR no Brasil, infelizmente.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 Assisense

Neste sábado, uma arbitragem de razoável a boa, com 3 momentos diferentes no 1º tempo: o primeiro terço com uma firme atuação, o segundo terço deixando o jogo correr com faltas não marcadas e o último terço marcando todo e qualquer contato físico mais forte.

Entendo que mudou o critério numa falsa avaliação de que seria um jogo fácil para apitar, e não foi isso que aconteceu. O jogo foi extremamente faltoso!

Vamos lá: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro começou muito bem, correndo bastante, atento aos lances de contato, firme na questão disciplinar. Entretanto, a partir dos 15 minutos, deixou o jogo correr mais e aí quase perdeu o comando. Por exemplo: não aplicou um claríssimo cartão amarelo a Giovani (ASS) por falta mais forte, mas o mostrou na sequência para seu companheiro Cesinha (ASS) por reclamação. Deveria ser justamente o contrário. Também deixou de aplicar cartão amarelo a Pedro Demarchi (PAU) por uma falta onde deixou o braço propositalmente para atingir o rosto de Rafinha (PAU).

Aos 30 minutos, mudou completamente o critério, marcando muitos contatos físicos e aplicando corretamente os cartões amarelos. Percebeu a necessidade de mudar e isso foi importante para o calor da partida.

No 2º tempo, retomou uma boa arbitragem, estando bem ligado nos lances mais difíceis (embora, ressalto, deixou de marcar algumas faltas duvidosas – e isso é um estilo, de deixar a partida mais solta – onde o árbitro precisa ter muito respeito e respaldo para essa situação). E importante: no final do jogo, à beira do apito final, foi muito bem nas expulsões na confusão que começou com Rafinha (ASS) e terminou com Matheus Lopes (PAU). Teve pulso, estava no clima do jogo e mostrou maturidade.

Se Flávio Mineiro apitar com o mesmo critério UNIFORME que teve no 2º tempo, terá um grande futuro na arbitragem. Durante os 90 minutos, não pode ter altos e baixos.

Gols – 2×0

Faltas – 17×32

Cartões Amarelos – 1×7

Cartões Vermelhos – 1×2

Público: 1578 pagantes
Renda: R$ 22.540,00

Ops: na súmula, um absurdo erro do número de faltas na partida. Abaixo:

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– Pitana e o bom uso do VAR em Grêmio 1×1 Flamengo

Apesar de ter prestígio na FIFA e apitado uma final de Copa do Mundo, sempre achei o argentino Nestor Pitana um árbitro comum tecnicamente, embora tenha boa presença em campo (e isso já é uma ótima qualidade). Mas gostaria de ressaltar o que ele fez na semi-final da Libertadores entre o Tricolor Gaúcho e o Mengão: usou muito bem o VAR!

No começo do jogo, em um lance de mão desproposital, não precisou de orientação do árbitro de vídeo e/ou de ouvir sugestão do VAR. Interpretou corretamente e não perdeu tempo indo ao monitor. Chamou a responsabilidade da interpretação para ele. Ótimo! Aqui no Brasil, em qualquer lance se faz uso do equipamento, vulgarizando o uso da ferramenta e atrapalhando a dinâmica da partida.

Em que pese eu entenda que Michel deveria ter sido expulso (ao invés de ter recebido o Cartão Amarelo), em todos os outros lances o VAR foi bem utilizado, anulando corretamente os gols.

É isso que o futebol precisa: uso CONSCIENTE do VAR e somente quando existir a necessidade. Nada em fazer do árbitro de vídeo ser o protagonista do jogo.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Assisense.

O árbitro Flávio Roberto Mineiro Ribeiro apitará Paulista x Assisense neste 28o jogo do Galo no Campeonato Paulista Sub23 – 2a divisão. Não gostei.

Flávio estava escalado para Paulista x Tupã na fase anterior e pediu dispensa do jogo por motivos particulares, sendo substituído. Entretanto, a queixa é quanto a qualidade das atuações anteriores.

Ele já esteve aqui em Jundiaí no Paulista x São José, onde se enrolou numa partida fácil (já tinha ido mal em outro jogo também). Costuma deixar o jogo correr e depois tem dificuldade de segurá-lo; tem certa falta de critério nos cartões, mas pode melhorar; precisa desenvolver mais a qualidade na parte técnica também.

A FPF bota muita fé nele. É um árbitro jovem e, nesta rodada, é o único que não apitou a série A1 que está escalado nesta fase. Eu quero elogiá-lo também, mas precisa mostrar serviço em campo, não podendo ser uma eterna promessa e não vingar.

Fizemos a análise dele pré-jogo naquela oportunidade, com base em sua má atuação em Paulista x Portuguesa Santista, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/15/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-sao-jose-quem-apita/

E quando voltou ao Jayme Cintra, no jogo citado contra o São José, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

Espero que vá bem nessa nova oportunidade que lhe é confiada. Torcerei por isso!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Assisense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Os novos árbitros FIFA do Brasil

CBF divulga a nova relação dos árbitros FIFA do Brasil, para o ano de 2020.

Vejam o nome e digam: gostaram?

De O GLOBO, extraído de: https://oglobo.globo.com/esportes/cbf-faz-tres-trocas-no-quadro-de-arbitros-da-fifa-para-2020-23986292

CBF FAZ 3 TROCAS NA LISTA DE ÁRBITROS DA FIFA

A CBF divulgou nesta segunda-feira os nomes indicados para fazerem parte do quadro de árbitros da Fifa em 2020. Na lista masculina de árbitros principais, são três as mudanças. Sairão Dewson Freitas (PA), Ricardo Marques Ribeiro (MG) e Wagner Reway (MT). Os que entram são Rafael Traci (SC), Bruno Arleu (RJ) e Flavio Rodrigues de Souza (SP).

Os nomes enviados pela CBF à Fifa serão analisados pela entidade máxima do futebol. A lista definitiva será publicada no começo do ano que vem.

Com as alterações, a arbitragem carioca passará a ter dois integrantes entre os árbitros principais. O mesmo vale para o quadro de São Paulo.

– A lista premia árbitros e assistentes por seus rendimentos técnicos nas últimas temporadas a partir de análises qualitativas das performances nas competições organizadas pela CBF – diz Leonardo Gaciba, presidente da comissão de arbitragem da CBF.

Os 10 árbitros do quadro da Fifa em 2020

Anderson Daronco – RS  

Braulio da Silva Machado – SC  

Bruno Arleu de Araujo – RJ 

Flavio Rodrigues de Souza – SP  

Luiz Flavio de Oliveira – SP 

Rafael Traci – SC 

Raphael Claus – SP 

Rodolpho Toski Marques – PR 

Wagner do Nascimento Magalhaes – RJ 

Wilton Pereira Sampaio – GO

Leonardo Gaciba, presidente da comissão de arbitragem da CBF Foto: Lucas FIgueiredo/CBF

– Flamengo 0x0 São Paulo: por quê não se expulsou Gabigol?

No Maracanã, na partida do sábado à noite, Daniel Alves (SPFC) e Gabigol (CRF) se estranharam. E em uma jogada mais ríspida, Gabigol pisou propositalmente na perna do adversário.

A lógica seria o Cartão Vermelho, mas o árbitro paranaense Rafael Traci (que apita por Santa Catarina) não entendeu assim, tampouco teve a sugestão do árbitro de vídeo Rodolpho Toski Marques. Ao invés de agressão, valeu o Cartão Amarelo, pois, segundo a súmula, Gabriel Barbosa foi punido por “Dar ou tentar dar uma rasteira ou um calço em um adversário de maneira temerária na disputa da bola – Por calçar seu adversário de forma temerária na disputa de bola”.

Eu discordo, e penso: se determinados jogadores costumeiramente visados fizessem a mesma coisa (por exemplo: Felipe Melo), o mundo cobraria a expulsão (que seria a decisão correta). Errou a arbitragem nesse lance. 

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Foto: Thiago Ribeiro (AGIF)

– Xingar em Inglês não pode também! Sobre Flamengo 3×1 Internacional

Há tempos meu amigo Luiz Flávio de Oliveira está meio que “de lado” nas escalas importantes. Imagino inclusive que não sustentará o escudo FIFA em 2020. Sei que existem muitas reclamações da arbitragem dele na partida entre o Mengão e o Colorado na noite dessa 4a feira.

Não assisti ao jogo e nem conseguirei ver os melhores momentos, mas li que alguns o criticaram por expulsar Paolo Guerrero por ofensas. O peruano, segundo a súmula, o ofendeu com “Fuck You”!

Se não dá Cartão Vermelho por isso, aí perde a moral… e cá entre nós: não precisa nem saber o “ingrêis” básico para entender o que isso significa. Nesse lance, acertou.

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– Não temos prêmio para melhor árbitro do mundo no The Best por qual motivo?

Uma ideia apenas: se temos os diversos prêmios para as mais variadas categorias de praticantes do futebol (Messi levou o 6o título nesta última segunda-feira – não sei se, nesta temporada, de fato foi o melhor jogador), incluindo até mesmo torcedores (o prêmio deste ano foi indiscutível para Sílvia Grecco, a mãe que narra os jogos do Palmeiras para o filho deficiente), por quê não escolher o melhor árbitro do ano? Ou o melhor bandeira?

Claro, o futebol não é disputado e torcido pelos juízes, mas sim pelos atletas e seus aficcionados. O árbitro e seus assistentes SÃO PARTE do futebol, pois sem eles não existiria o jogo nos dias de hoje (eles são respectivamente a Regra 5 e 6). Estão em pé de igualdade com a bola, equivalentes em importância e necessidade para ocorrer uma partida de acordo com as Leis do Jogo, mas marginalizados por culpa dos… de… por… 

Ué?

Por culpa de quem mesmo, ou por qual motivo? Por eles mesmos ou pelos cartolas que gerenciam suas carreiras através das escalas?

Talvez sejam essas as causas. Mas seria interessante uma premiação oficial ao melhor árbitro da temporada, ao menos.

Aliás: existe ou existiu um Pelé, um Maradona ou um Messi “do apito”?

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– Análise da Arbitragem para Paulista 1×2 Assisense

Pelas características da partida, da classificação das equipes na tabela e dos jogadores, a arbitragem poderia ter sido melhor do que foi nessa manhã em Jayme Cintra.

No 1º tempo, o árbitro Leandro Bizzio Marinho começou muito bem, mas soltou o jogo ao não marcar uma falta mais forte de Hurick (PFC) que deixou o braço no rosto de Xandão (ASS) aos 12m. Na sequência, Varão (ASS) “desforrou” em Hurick (PFC) com uma entrada mais forte, onde a falta também não foi marcada mas virou vantagem ao time da casa. Em ambas, pela animosidade do momento, as infrações deveriam ser marcadas e o Cartão Amarelo aplicado. Acertou em não aplicar o cartão amarelo para Kaká, (ASS) no pênalti cometido por falta comum dentro da área.

Aos 40m, um lance polêmico: o zagueiro do Paulista João Paulo toca o atacante do Assisense dentro da área, mas com a bola já tendo passado a linha de fundo. O massagista da equipe visitante dispara do banco reclamando pênalti (corretamente não marcado) e corre ao 4º árbitro, sendo expulso na sequência. Ao sair, insiste em colocar o dedo no rosto do mesmo.

Fora esses detalhes na etapa inicial, manteve a autoridade em campo, embora tenha exagerado nas “resenhas” com os atletas. Em alguns momentos, as conversas são desnecessárias e quebram a dinâmica da partida.

No segundo tempo, errou ao aplicar cartão amarelo a Igor Mendes (PFC) logo aos 40 segundos, após entender que houve um carrinho no adversário Rafinha (Ass), em lance entendido como vantagem. Nada foi, atingiu apenas a bola. Acertou ao aplicar o cartão amarelo a Léo (ASS) por tirar a camisa na comemoração de gol e a um atleta substituto que invadiu o campo no mesmo momento para abraça-lo. No restante, foi bem, já que não tivemos nenhum lance ou situação mais complicada, apesar do jogo ser extremamente faltoso.

O bandeira 1 Fausto Viana foi exigido e participou muito bem da partida. O bandeira 2 Osvaldo Apipe também foi exigido, mas teve duas marcações não atendidas pelo árbitro, que avaliou estar melhor colocado e não as confirmou. O 4º árbitro Jeferson Girotto, sempre atento, idem.

PAULISTA x ASSISENSE

Gols: 1×2

Faltas: 18×25

Cartões Amarelos: 2×5.

Cartão Vermelho (uma única expulsão de membro da Comissão Técnica do Assisense).

Público 1.369 pagantes.

Renda: R$ 17.610,00.

– “Compensando” mesmo com VAR? Sobre Corinthians 2×1 Bahia.

Sejamos justos: o VAR veio para melhorar o futebol mundial, mas no Brasil é mal usado demais.

Na Arena Itaquera, em Corinthians 2×1 Bahia, tivemos péssima utilização do árbitro de vídeo Wagner Reway, corroborado pelo FIFA Dewson Freitas. O pênalti ao Bahia cometido por Ralf não foi marcado; logo após, em lance de Claysson que nada fez, veio a “marcação por compensação”. Em linguagem popular, significa quando se dá um pênalti que não foi para compensar o que não deu e foi.

Não creio que foi isso que aconteceu, acredito na incompetênciaComo errar em lances claros mesmo com a revisão no vídeo? E reforce-se: não é culpa do equipamento eletrônico, é de quem opera!

Uma pena, estão lutando pela desmoralização da tecnologia no futebol.

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– As voltas que o Mundo do Futebol dá!

Há coisas muito interessantes na Web e que valem ser lidas. Por exemplo, navegando dias atrás no mundo virtual, deparei-me com uma publicação curiosa: a monografia do graduando Mário Gustavo Pock (Universidade Federal do Paraná), onde ele escreveu sobre a corrupção da arbitragem no futebol da cidade de Matinhos/PR.

Como todo trabalho de conclusão de curso, a obra é bem redigida, com explicação da metodologia, justificativas e introdução coerente. Mas me chamou a atenção o relato dos problemas observados naquela região (que poderiam acontecer em qualquer lugar do Brasil) e as citações da importância em ser honesto na arbitragem. Algumas delas, colhidas na época, do então presidente da CBF José Maria Marin, falando sobre ações de lisura!

Que coisa é o mundo do futebol… justamente aquele que está preso por corrupção no futebol exemplificando lições em busca da honestidade.

Enfim, o autor da obra também deve ter ficado indignado anos depois ao ver o desenrolar do FIFAGate. Mas será que é só no futebol que vemos pessoas defendendo algo e não praticando o que prega?

A quem possa interessar, o valoroso trabalho pode ser acessado em: https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/45333/Mario%20Gustavo%20Pock.pdf

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Assisense

Para a partida derradeira desta 3a fase, apitará Paulista x Assisense o árbitro Leandro Bizzio Marinho. Um juiz que costuma ser irregular (que não gosta de críticas), de boas e ruins atuações, mas que é da 1a divisão. 

Conhecido dos atletas e do grande público, peca algumas vezes disciplinarmente pelo excesso de rigor. Comum tecnicamente, mas que apita com seriedade e acaba sendo algumas vezes “casca grossa” com detalhes. Dessa forma, que não tenhamos nenhum problema com portões, comportamento de torcida ou de jogadores indisciplinados.

O que não gosto é: Bizzio está escalado para a função de 4o árbitro na Vila Belmiro em Santos x Grêmio, às 21h00 de sábado. Imaginando que o jogo termine perto das 23h, até documentação e súmula estarem prontos, os árbitros sairão à Meia-Noite! Chegando à 1h na Capital, até Bizzio chegar na casa dele, tomar um banho e descansar, que horas serão? Afinal, ele deve estar às 08h no Jayme Cintra para apitar o jogo do Galo às 10h.

Pra quê, dona FPF? Apesar de não desgastar tanto como 4o árbitro, evite juiz com cansaço para apitar no dia seguinte. Eu trocaria a escala!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Assisense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– E deu Athlético no 1o jogo da final da Copa do Brasil contra o Internacional

Com atuação muito boa de Raphael Claus no comando da arbitragem (mostrando que o VAR não precisa ser o protagonista do jogo), o Furacão venceu o Colorado e sai na frente pelo título da Copa do Brasil 2019.

Um fato a se debater: Tiago Retzlaff Nunes, 39 anos, é o cara! Um treinador moderno e que faz seu time jogar. Por ser jovem e parecer que gosta de estudar, tem tudo a ser um dos grandes nomes do futebol brasileiro. Odair Hellmann, seu adversário, tem outras caraterísticas, é mais vibrante – porém, abre mão de atacar quando joga como visitante.

Enfim: apesar da vantagem do time paranaense, os gaúchos são fortes demais no Beira-Rio. Tudo aberto para a finalíssima, desejando que Wilton Pereira Sampaio, o árbitro do segundo jogo, vá tão bem quanto Claus.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista

Da última vez que esteve no Jayme Cintra (Paulista 1×0 Bandeirante de Birigui), Leandro Carvalho da Silva deixou ótima impressão. E é ele quem está escalado para o difícil Amparo x Paulista no próximo sábado.

Sobre a atuação citada, clique em: https://wp.me/p4RTuC-mcD. Também atuou por aqui em 2017, na derrota do Galo para o São José dos Campos por 1×0 (onde foi apenas regular, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-i5G).

Leandro tem como característica o rigor em campo e a vibração. Se cumprir a expectativa, os ânimos serão controlados nesse embate. Está com 40 anos de idade, há 17 temporadas na FPF, sempre trabalhando na A3 e A2. Em 2019, apitou pela primeira vez na A1, no difícil Ponte Preta 1×1 Bragantino.

A ficha completa, com bandeiras e quarto-árbitro experientes, abaixo:

Árbitro: Leandro Carvalho da Silva
Árbitro Assistente 1: Alberto Poletto Masseira
Árbitro Assistente 2: Risser Jarussi Corrêa
Quarto Árbitro: Paulo Edson Andreato

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem!

– O VAR, um pênalti não marcado e um gol a ser revisto: a dúvida interessante!

Uma dúvida surgida pelo internauta Edson Rodrigues, que vale a discussão:

Boa noite
Gostaria q me esclarecesse uma dúvida. É o seguinte: uma equipe está no ataque e ocorre um lance de pênalti, porém o árbitro não marca e fica na análise do VAR. O jogo segue, sem q a bola saia de campo. Após algum momento o time q estava atacando no momento do lance duvidoso, marca um gol.
Nesse momento o VAR conclui q o lance era pra marcar pênalti. A questao é: marca-se o pênalti e anula o gol, ou o gol é validado ?
Aguardo resposta.
Obg

Pois bem, Edson, o VAR sugere que o árbitro reveja o lance, ele nunca determina, a decisão sempre é do árbitro. 

Mas nesse lance citado,

SENDO GOL DA OUTRA EQUIPE: se a bola não saiu em momento algum: o árbitro deve rever o lance anterior, não se confirma esse gol e volta-se lá atrás, marcando o pênalti. (E aguente confusão)… Motivo: se foi pênalti, nada daquilo que aconteceu depois do lance valia.

SENDO GOL DA MESMA EQUIPE: confirma-se o gol ignorando o VAR, pois houve vantagem da equipe (o gol saiu), não beneficiando o infrator (imaginou voltar atrás e marcar o pênalti, e a bola ser chutada pra fora, como falamos em nossa conversa?).

O futebol é apaixonante por essa gama de situações a se discutir…

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– O que acontece com o VAR no Brasil?

Publicado originalmente em 12/08/2019, mas serve para hoje:

O 7X1 DO VAR

Amigos… fico até constrangido em escrever, mas assistiram o SHOW (com letras maiúsculas mesmo) do uso do árbitro de vídeo na 1a rodada da Premier League?

Fiquei envergonhado ao constatar que lá o protocolo de “menor interferência e máximo acerto” está muito além do que as lambanças do Brasil (e olha que estamos falando da rodada inicial apenas). Cadê o discurso de adaptação, tempo para melhorar e aperfeiçoar, etc (que estamos ouvindo há tempos aqui)? Lá, o VAR, em caso de lance explícito irregular em pênalti, sugere que o árbitro reveja (ele não marca nada e nem interfere em lances interpretativos – que é o correto). No Brasileirão, o árbitro de vídeo despreza a decisão de campo, PROCURA achar algum pênalti e acaba influenciando diretamente na questão interpretativa.

A impressão é que o VAR à brasileira quer aparecer e apitar, se tornando mais importante do que o árbitro central. E que faz questão de “caçar” irregularidades. Sem contar que na Inglaterra o momento do VAR se tornou um espetáculo ao mostrar em telões os procedimentos, prometendo liberar, inclusive, o áudio!

Nada de parar o jogo e usar o VAR a qualquer instante, vulgarizando-o. Quem assistiu Palmeiras 2×2 Bahia entende bem essa situação… Aliás, recordando: na terra da Rainha, temos apenas 3 pessoas compondo o VAR. Aqui, chega-se a 9 dependendo do jogo (mas nunca menos de 5). Por quê Gaciba (chefe da arbitragem), Sérgio Correa da Silva (chefe do VAR) e Coronel Marinho (chefe de revelação dos novos talentos) são tão prestigiados por Caboclo (como eram por Del Nero, os dois últimos; idem por Teixeira)?

(convido aos amigos um complemento desse assunto em: https://wp.me/p55Mu0-2eh)

Premier League: VAR makes first major decision as Gabriel Jesus goal overturned

– Acabem com o VAR no Brasileirão! O ridículo lance de Santos 1 x 1 Athlético

Sem me alongar: Marinho sofreu uma falta fora da área e caiu dentro. A infração ocorre nesse momento, sem levar vantagem (posse de bola não é vantagem). Cambaleando e caindo dentro, não é nem lance para VAR.

O árbitro de vídeo Rodrigo Nunes de Sá sugerir a revisão, e o árbitro Rodrigo Carvalhaes mudar a decisão, é o cúmulo da incompetência. Nem com imagens acertam? E era um lance fácil.

É melhor abortar o VAR no Brasileirão, por pura inadequação dos nossos juízes. Lamento.

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– A polêmica do lance penal em Internacional x São Paulo

Que dois lances difíceis para o árbitro Marcelo de Lima Henrique no Beira-Rio! Muita reclamação do São Paulo e algumas coisas para se discutir.

O pênalti marcado via VAR originou-se de uma falta polêmica: Ednilson está correndo e Hudson passa por ele. Houve uma intercepção? A imagem da TV, por trás do gol, não é clara. A priori eu não marcaria, mas deve-se levar em conta que o árbitro, que é experiente, estava próximo da jogada e muito bem colocado.

Na cobrança de falta, a bola bate no braço de Hudson na barreira. Marcelo de Lima Henrique marca corretamente o escanteio, mas o VAR o chama para rever o lance. Nesta situação, errou o árbitro. Aquele movimento de Hudson é natural fisiologicamente e de reflexo. Ele não tirou proveito deliberado, não colocou o braço de propósito, não abriu a mão para interceptar a bola nem reagiu de maneira antinatural. Repare que ele está com o braço grudado ao corpo e a bola é que bate nele, tentando até tirá-lo para não esbarrar.

Imagine: como o atleta deve-se portar naturalmente num lance desse? Impossível deixar os braços imóveis de maneira normal! Só se amarrar os braços do jogador.

O pênalti, portanto, foi equivocado. Má interpretação da Regra do Jogo, onde Marcelo de Lima Henrique acabou sucumbindo à sugestão equivocada do VAR.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Independente

Danilo da Silva tem um excelente potencial e poderia fazer uma ótima arbitragem (mas não fez). Eu escrevi: PODERIA, pois alguns erros técnicos foram relevantes e atrapalharam muito sua atuação. Vamos lá:

O árbitro correu bastante, tem ótimo posicionamento dentro de campo e sempre próximo da jogada. Sabe dar a lei da vantagem, apita de cabeça erguida, e aplicou corretamente todos os cartões amarelos e o cartão vermelho, EXCETO a não amostragem a Maycon (IFC), que aos 35 minutos matou um contra-ataque importante de Jeferson (PFC). É o be-a-bá dos cartões, tive a impressão que o árbitro se acomodou com o jogo até então tranquilo a abdicar da advertência.

O problema de Danilo foi técnico: querendo deixar a bola rolar, no antigo “Estilo Vuaden” do começo de carreira do gaúcho, não marcava qualquer falta. Dessa forma, deixou de apitar as infrações reais, irritando ambas equipes. Tanto que aos 42m, Matheus Moraes (PFC) sofreu a falta que não foi marcada e na sequência saiu o gol de Lucas Santos (IFC). Aí o confronto virou um inferno para se apitar.

Insisto: o árbitro “leva jeito” e pode crescer muito – afinal, mostra potencial, mas vai prejudicar sua trajetória caso continue ignorando faltas reais por serem “leves”.

Registre-se um lance importante: aos 74m, uma bola foi chutada para o gol e bateu no braço do zagueiro do Independente. Acertou ao não marcar pênalti para o Paulista por ser totalmente não intencional (muita gente ainda confunde a mudança da Regra de Mão no Ataque).

– E as Eleições do SAFESP?

O seu Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro de futebol e que mantém a coluna “Futebol: Política, Arbitragem e Verdade” (publicada semanalmente no Blog do Paulinho), trouxe uma informação importante sobre as Eleições do Sindicato dos Árbitros: a possível entrada da FPF para resolver a cizânia entre situação e oposição!

Como um dos fundadores do Sindicato dos Árbitros, no tempo em que a entidade era mais organizada, imagino a tristeza do seu Euclydes em perceber que, se confirmando a interferência da Federação Paulista, poderemos ter uma entidade chapa branca pseudo-oficializada.

Mais do que isso: depois de toda a pendenga entre os candidatos Arthur e Aurélio, se ambos derem as mãos a pedido de Reinaldo Bastos, a coisa ficará estranha demais…

Aguardemos! Abaixo, extraído de: https://blogdopaulinho.com.br/2019/09/04/coluna-do-fiori-edicao-extraordinaria-fpf-pode-intermediar-fusao-de-desafetos-no-safesp/

PIZZA DE LAMA NO SAFESP

Nos próximos dias, a FPF, através do presidente Reinaldo Carneiro Bastos, intermediará reunião entre os que disputam a presidência do SAFESP.

A informação foi repassada por fonte da Federação a este colunista e também ao jornalista Paulinho.

Nela, existe a previsão de que os desafetos, Arthur Alves Junior e Aurélio Sant’Anna Martins, o primeiro, atual presidente, o outro, suposto ‘opositor’, se acertem.

Na prática, Aurélio retiraria a candidatura e aceitaria se compor na chapa da situação, carregando consigo a vice Regildenia, apesar dela, em passado recente, ter acusado o atual mandatário do Sindicato de assédio.

O acordão antecipa-se à decisão judicial, em vias de ser proferida, que, em caráter liminar, suspendeu as eleições do órgão, e agora julgaria o mérito.

Ambas as chapas, por razões distintas, estariam irregulares.

Num quadro em que a oposição também é situação, e vice-versa, quem sofre são os árbitros, vítimas de uma entidade que seguirá adiante, sem o devido contraponto, muito menos fiscalização.

– A função do árbitro e do VAR em Flamengo 3×0 Palmeiras

Eu estive ausente e não acompanhei as polêmicas do jogão no Maracanã; assim, não posso ser objetivo em lances de acerto e de erro nesta partida. Mas recebi essa pergunta via twitter do amigo @eduardoanimal e posso respondê-la:

“O VAR anula 1 lance, o árbitro não vai ver o vídeo, apenas concorda, qual a função do árbitro no jogo?Alguém pode me explicar? Obrigado.”

Para ser possível escrevê-la nos caracteres disponíveis pelo microblog, digo que:

“A função do árbitro continua a mesma: ser a autoridade máxima do jogo. A questão, amigo, é: em quais momentos se deve delegar / confiar / crer cegamente nos seus assistentes?
O problema não é árbitro ou VAR, é a PESSOA na função.”

Acho que fica bem claro, não? O árbitro não perdeu sua importância, nem o VAR atrapalhou o futebol. O problema reside na competência humana de quem opera o equipamento, bem como da orientação que esse árbitro recebeu da sua Comissão de Árbitros.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Independente x Paulista

Em 2018, Humberto José Júnior, comprador, 34 anos, veio a Jundiaí apitar Paulista x Amparo. Na ocasião, fez um trabalho razoável e falamos que, apesar de pouca experiência, tinha mostrado potencial. E não é que ele pulou da 4a para a 1a Divisão no ano seguinte?

Sim, Humberto passou da Segunda Divisão Sub 23 e estreou na A1, em Bragantino x Novo Horizontino. Uma aposta da FPF! E é ele que voltará a apitar um jogo do Paulista, agora em Limeira contra o Independente (uma rinha de galo: o “Galo da Vila Esteves” contra o “Galo da Serra do Japi”)!

A ficha completa da escala de árbitros:

Árbitro: Humberto José Junior
Árbitro Assistente 1: Gustavo Rodrigues de Oliveira
Árbitro Assistente 2: Gabriel Alexandre Tostes Fleming
Quarto Árbitro: Luis Felipe de Souza Aguiar

Para rever a análise daquela ocasião, clique aqui (Paulista x Amparo apitado por ele): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/04/08/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x0-amparo/

Sem Título

– Menos Teatro e Mais Qualidade para a Arbitragem!

Quando eu apitava, entrava dentro do “personagem”: sujeito sisudo, antipático, de pouca conversa (tentando falar grosso devido à voz horrorosa), mas sempre educado e respeitoso, reconhecidamente. Isso era promover a autoridade, sem cair para o autoritarismo. Era ser discreto, sem querer parecer, procurando deixar o protagonismo do jogo de futebol a quem merece: os craques.

Digo isso pois fora do uniforme eu voltava a ser o sujeito sorridente, afável e extremamente atencioso. Afinal, dentro de algumas funções você precisa mudar o seu nível de simpatia e intimidade. É extremamente normal essa criação de um personagem.

Jorge Emiliano, o “Primeiro Margarida” do futebol brasileiro, abusava dos trejeitos. Todos entendiam ele, pois tinha ótima qualidade enquanto árbitro e sabiam da sua questão particular que era ser homossexual, tornando-se até mesmo folclórico em uma época em que o tabu era gigantesco.

Dulcídio Wanderley Boschilla, o “Alemão”, era aquilo que se via. Mandava o jogador “para a casa do chapéu” e recebia outros insultos de volta. Mas o atleta entendia essa permissão e a dava para ele também. Idem a Oscar Roberto Godoi. Estes, eram unhas-de-cavalo (e isso não é ofensa, é elogio).

Mas alguns exemplos de teatralização do árbitro que não deram certo: Heber Roberto Lopes, no início de carreira, parecia que queria agredir o jogador quando aplicava o cartão amarelo ou vermelho! Era de uma estupidez assombrosa! Corrigiu isso muito bem, minimizando os trejeitos teatrais que mostravam rigor e ao mesmo tempo excesso de poder.

Enfim, digo tudo isso ao assistir um pedaço do jogo Avaí x Corinthians. O que o juizão Ricardo Marques Ribeiro quer fazer com tantas caras-e-bocas, desprezando totalmente a necessidade em ser discreto, criando um personagem que não sai dele? Alguém da Comissão de Árbitros da CBF precisa falar a ele que não pode representar um personagem tão caricato! Ou ninguém até agora falou?

Impossível que na Conmebol ou na FIFA não tenham dado um puxão-de-orelha nele. Ou até deram, vide o número de escalas atuais nas competições organizadas por essas entidades.

Ricardo, um conselho de amigo: respeito totalmente seu trabalho e sua pessoa digna, mas pare de querer atuar de tal forma, pois acaba caindo na ironia! Se alguém não te passou um feedback, peçam para gravar as transmissões de Rádio e TV das partidas que você tem apitado. Vai por mim, ser discreto ajuda na credibilidade!

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Jorge Emiliano. Reprodução: Internet

 

– O Brasileirão empolgante com bastante público! Mas o VAR…

Não tenho dúvida quanto à melhora do fator público no Brasileirão. Algumas razões:

  1. Os times grandes que investiram bastante têm ótimos estádios e capacidade grande (Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo, indiscutivelmente têm enormes públicos nos seus jogos quando mandantes e levam imensidões  como visitantes).
  2. Os times do Nordeste que começaram bem (Bahia e Fortaleza) e os que tiveram uma reanimada no pós-Copa América (Ceará e CSA) sabidamente possuem torcedores apaixonados.
  3. A competitividade tanto na disputa pelo título quanto na fuga do rebaixamento tem sido um atrativo.

Talvez se feche o Brasileirão 2019 como o de maior público pagante da história. Porém, sejamos realistas: não será necessariamente, ao longo dos tempos, o de melhor nível técnico.

Ter emoção não significa que a qualidade do jogo atrelada é muito boa. É fato! Mas que está legal o torneio (apesar do VAR ser um fator polêmico e uma pendenga a ser resolvida – quanto ao uso e a dinâmica do jogo, deficientes por culpa da ineficiência dos cartolas do apito no Brasil), ô se está!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Amparo

Jogo duro requer árbitro bom. E, provavelmente, no confronto mais difícil do Galo em 2019 até agora, teremos o árbitro da partida mais fácil que o time jogou: Kleber Canto dos Santos, que apitou União Suzano 0x8 Paulista, está escalado para o Jayme Cintra.

Kleber tem 40 anos de idade e há 13 temporadas apita pela FPF. É professor de Educação Física, tem sido preparado para a A2 em 2020 (já apitou jogos dessa divisão) e segue com 10 escalas consecutivas, sem folga, desde junho (está com excepcional ritmo de jogo).

Apesar de todas as qualidades técnicas e disciplinares que o árbitro demonstra, vale lembrar: ele deu um pênalti inexistente a favor do Galo (em Vitor Emerson) na partida de Suzano. Entretanto, esse erro pontual não interferiu na construção da vitória.

Desejo boa sorte à arbitragem e um grande jogo para todos!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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– Um paralelo sobre a falta de filosofia dos clubes e da arbitragem

A demissão de Fernando Diniz do Fluminense e o anúncio da CBF de que os torcedores de futebol terão imagens do VAR podem ser paralelos perfeitos para uma abordagem só: a falta de LINHAS DE TRABALHO definidas pelas entidades.

Vamos lá: o São Paulo FC pode ser um bom exemplo para chegarmos ao Flu: contratou o ofensivo Osório, depois o retranqueiro Bauza, aí passou por interinos, escolheu Rogério Ceni, voltou com Aguirre e agora Cuca (depois de Mancini): qual a linha-mestra, o DNA do estilo de jogo do Tricolor do Morumbi? O Santos, sempre ofensivo, antes de Sampaoli (que tem o “estilão do Peixe”), havia contratado Jair Ventura (o oposto dele em questões táticas). Dito isso: após mandar embora Diniz, sabidamente um amante de jogo-intenso, o Fluminense tentou Abel Braga, que arma os times para se defenderem! Qual a coerência?

Aliás, o futebol é ingrato: contra o CSA, o Tricolor das Laranjeiras chutou mais de 30 bolas ao gol e foi prejudicado pela pavorosa arbitragem de Wagner Reway (agora, apitando pela Paraíba, sob o comando do gestor de árbitros local, Arthur Alves Jr – o Arthurzinho do Sindicato, tão conhecido pelos paulistas – depois de começar pelo Mato Grosso). Porém, num solitário ataque o CSA fez o gol da vitória. E a culpa é do treinador?

A mesma coisa sobre falta de coerência da cartolagem dos clubes para com os técnicos se diga para os da arbitragem: agora, a CBF divulgará as imagens que o VAR vê para os torcedores (depois de intensas críticas). É cansativo insistir no tema, mas uma hora os árbitros são blindados; outra, são expostos. Uma hora devem agir “assim”; outra, “assado”. Ora, se vai liberar alguma coisa, muito mais do que o vídeo, se libere o áudio!

Aliás, é uma vergonha perceber que aqui no Brasil muita gente boa se apoiou no VAR e rasga elogios para com a comissão de arbitragem pelas vagas de trabalho abertas. Quantas pessoas estão na cabine do árbitro de vídeo! Um número excessivo, desnecessário e que contradiz o restante do mundo. Tão exagerado quanto ao número de árbitros escalados dentro de campo na Série A-2019: 37, contra 16 escalados na temporada passada da Premier League.

Uma pena tudo isso. As diretrizes claras que quaisquer organizações deveriam ter, de fato, não existem. Nem nos clubes, nem na CBF.

Ainda sobre o trabalho da CA-CBF (com pesar mais uma crítica), compartilho sobre os inacreditáveis 98% de acertos divulgados,

em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/20/o-descredito-do-var-da-cbf-98-de-acertos/

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– O descrédito do VAR da CBF: 98% de acertos?

Quando uma coisa vai mal, alguns utilizam a contrariedade como arma para desfazer a sensação ruim. É o caso do VAR da CBF…

Segundo a entidade, 98% dos lances que utilizaram o VAR foram corretos! E eles querem ser levados a sério?

Tenha a santa paciência… é muita cara-de-pau divulgar um número tão forçado e visivelmente diferente da realidade do Brasileirão.

Torci para o Gaciba dar certo na função, mas os mesmos da época de Ricardo Teixeira ainda mandam na arbitragem. Pobre futebol brasileiro…

Gaciba faz apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio Rangel

– Pênalti ou não de Thiago Volpi no São Paulo x Ceará?

Há pouco, um lance reclamado no Morumbi de penalidade máxima do goleiro Thiago Volpi (SPFC) em Felipe Cardoso (Ceará). O atacante recebe sozinho, tenta encobrir o goleiro que não consegue interceptar. A zaga do São Paulo tira a bola da pequena área e salva o tento.

NÃO seria pênalti se o goleiro tivesse, na disputa de bola, a tocado (mesmo tocando o jogador). Como a bola não foi tocada e ele tromba com o adversário impedindo a projeção dele (mesmo depois do chute a gol), é infração. Dentro da área, pênalti e cartão amarelo. Portanto, errou a arbitragem.

Na regra do jogo, isso se chama infração por imprudência (quando você não tem a intenção mas faz a falta).

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– O lance de empate de Grêmio 1×1 Palmeiras era para o VAR?

Que erro evitável da arbitragem no Sul do país! David Braz marcou um golaço após receber a bola de um arremesso lateral que era a favor do Palmeiras mas foi cobrado pelo Grêmio após marcação errada.

Tais equívocos são comuns em várzea (a inversão de laterais), afinal os juízes e bandeiras são amadores. Erros assim em jogos profissionais são diminutos, mas vez ou outra ocorrem. 

  • Era para usar o VAR, a fim de corrigi-lo?

NÃO! E por três motivos:

  1. O protocolo do árbitro de vídeo não permite correção de lance de arremesso lateral. Já imaginaram se cada vez que a bola saísse, o VAR tivesse que paralisar para conferir? Não teríamos mais “jogo jogado”, acabaria a dinâmica.
  2. O gol não poderia ser revisado antes do momento da cobrança de lateral, pois o arremesso lateral é um reinício de jogo. Assim, a revisão do gol só pode acontecer a partir do momento que a bola entrou em jogo (ou seja, depois da cobrança).
  3. Vide que, principalmente em jogadas de área e quando a bola sai, justamente para não se ter tempo de fazer a revisão de lance, os goleiros têm cobrado rapidamente o tiro de meta, evitando que o árbitro marque penalidades via VAR pois depois de reiniciada a partida, nada se pode fazer.

Enfim: um erro de competência humana da arbitragem, sem sombra de dúvida.

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– Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

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– Recordando uma bizarrice: O que falar do “pênalti do gramado” de Lucas Lima em Santos 5×2 Avaí?

Esse incrível pênalti inexistente no vídeo abaixo aconteceu há 4 anos. De tão absurdo, vale relembrar o lance e a cara-de-pau do atleta:

PÊNALTI ONDE?

Nesta Rodada 20 do Brasileirão, visando melhorar o nível da arbitragem e diminuir as reclamações, a CBF escalou em todos os jogos 2 observadores e 2 “Quartos-Árbitros”. Mas os erros continuaram os mesmos…

Na Vila Belmiro, na boa vitória do Santos por 5×2 contra o Avaí, Lucas Lima atravessou o meio campo, entrou na área, escorregou no gramado e… não é que o árbitro Leandro Pedro Vuaden (que fazia um bom jogo até então) marcou pênalti?

Não foi nada. Ninguém o tocou. No interior, chamamos isso de “trupicão”! E o santista, após o jogo, declarou:

“- Não sei o que foi. Alguma coisa me desequilibrou e aí eu caí”

Eu respondo: foi a grama que o desequilibrou…

Mesmo com 2 observadores, árbitro, 2 bandeiras, 4o e 5o árbitro, ninguém foi capaz de perceber que o lance foi um mero escorregão?

Em um mundo ideal, utópico e sonhado, Lucas Lima deveria se levantar e dizer: “Vuaden, me desculpe, eu escorreguei sozinho. Você foi traído pela minha queda no lance”.

Claro que não veremos nada disso…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=yAhxOsBNF18

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Assisense x Paulista

Para o 1o jogo da 3a fase do Campeonato Paulista da 2a divisão Sub 23, apitará o contador José Guilherme Almeida e Souza, 34 anos de idade, há 8 temporadas na FPF, natural de Bofete/SP.

José Guilherme tem apitado muitos jogos em 2019, trabalhando inclusive na série A2 do Paulistão. Entretanto, esteve numa jornada muito infeliz no Jayme Cintra no ano passado, na partida entre Paulista 0x1 Itapirense, com vários erros técnicos e deixando de marcar um pênalti decisivo no último minuto de jogo.

Embora amigos que o viram apitar bons jogos digam que o seu forte é a questão tecnico-disciplinar, não vimos isso acontecer na oportunidade derradeira. Tomara que tenha sido uma jornada infeliz e tenha uma ótima atuação na distante Assis.

O jogo citado para os amigos relembrarem em: https://professorrafaelporcari.com/2018/07/29/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-itapirense/