– A proposta de Beretta para as coletivas dos árbitros!

Repost de 10 anos exatos:

Nesta semana, repercutiu por várias mídias a declaração de um atleta italiano sobre arbitragem.

Samuele Beretta, jogador da Internazionale de Milão, propôs algo diferente para fiscalizar a idoneidade dos árbitros: obrigá-los a dar entrevistas coletivas pós-jogo. Segundo ele,

“os árbitros não podem ser questionados pela honestidade, mas ao menos que justifiquem suas marcações publicamente e tenham oportunidade de dizer ‘eu errei’ para todos“.

A ideia é polêmica.

Na prática, vários problemas: Daria tempo dos árbitros reverem os lances para falarem sobre eles? Lances interpretativos poderiam gerar discussões ainda maiores? Os árbitros que assumissem publicamente que erraram seriam boicotados por outros clubes, que não se sentiriam seguros em suas escalas? Ou aqueles que sustentassem determinadas marcações errôneas poderiam ser taxados de mentirosos ou colocados em suspensão?

Por outro lado, daria mais transparência aos olhos do público; possíveis desentendimentos de marcações seriam ali solucionados; aprender-se-ia, por parte dos leigos, mais sobre Regra de Jogo.

No fiel da balança, qual sua opinião sobre essa proposta?

Até a acho interessante. Gosto de transparência. Mas a aplicabilidade dela é algo a se pensar.

Resultado de imagem para Microfone

 

– De novo um imbrolho da CBF com empresa citada no FIFAGate

A empresa de Kléber Leite é a detentora dos valores e recebimento do patrocínio da Sky com os árbitros, com anuência da CBF, sem pagar os direitos de imagem.

Entenda (mais um) rolo que está na Justiça, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/12/13/alvo-de-briga-patrocinio-a-arbitros-rende-milhoes-a-empresa-de-ex-flamengo.htm

ALVO DE BRIGA, IMAGEM DE ÁRBITROS DÁ MILHÕES A EMPRESA CITADA EM FIFAGATE

Desde 2012 a Sky, empresa de internet e TV por assinatura, patrocina as mangas dos uniformes dos árbitros e auxiliares das quatro divisões do Campeonato Brasileiro. Essa relação virou briga, com diversos ex-árbitros e bandeirinhas acionando a empresa na Justiça, alegando jamais terem autorizado ou recebido remuneração pelo uso de suas imagens para fins comerciais. Enquanto isso, a empresa Klefer, fundada pelo ex-presidente do Flamengo Kleber Leite, vem faturando em contratos milionários pelos quais comercializa as propriedades.

O UOL Esporte teve acesso a diversos contratos de patrocínio da manga dos árbitros do Brasileirão, de diferentes anos entre 2012 e 2018. A CBF cedeu à Klefer o direito de explorar o espaço nas Séries A, B, C e D do Brasileiro, e a empresa, por sua vez, firmou contratos milionários com a Sky. Os valores aumentam a cada ano: em 2018, a Klefer recebeu R$ 5,2 milhões; dois anos antes, em 2016, o valor era de R$ 4,6 milhões. Nos documentos obtidos não há qualquer obrigação de repassar parte disso aos árbitros ou mesmo à confederação.

Árbitros e ex-árbitros afirmam à reportagem que até 2015 não havia qualquer tipo de cessão de imagem formalizada por membros da categoria com a Sky, Klefer ou CBF. A partir de 2016 a entidade que comanda o futebol brasileiro passou a colher autorização de uso de imagem, mas os profissionais ouvidos pela reportagem afirmam não haver, nem antes nem depois disso, uma remuneração específica de direitos de imagem.

A CBF não comenta o assunto pois os acordos são protegidos por cláusula de confidencialidade. Pessoas ligadas à diretoria da entidade afirmam que os contratos não foram firmados na gestão atual, e que houve, para 2019, um reajuste. Por essa alteração, a Klefer teria passado a figurar como uma agência comercial, tendo direito a uma comissão sobre os contratos, em percentual em torno de 10%. A reportagem não teve acesso ao novo contrato, que também é confidencial. Após o fim da relação coma Klefer, a ideia seria comercializar os espaços diretamente com as empresas interessadas. Além disso, há o entendimento de que a remuneração atual de árbitros já inclui direitos de imagem em partidas organizadas pela confederação.

Imagem de árbitros virou objeto de brigas na Justiça

Nos últimos dois anos, ex-árbitros e bandeirinhas acionaram a Justiça cobrando remuneração pela exploração comercial de suas imagens. Em São Paulo, a Sky é ré em quatro ações deste tipo —em alguns casos, a CBF solicita sua entrada nos processos para auxiliar a defesa da empresa.

Os casos atingem outros estados e outras empresas: ainda em São Paulo, há três ações contra a Semp Toshiba, que estampou as costas dos árbitros na edições entre 2015 e 2017 do Campeonato Brasileiro. A Globo é ré em ações no Mato Grosso, Rio e Janeiro e Rio Grande do Sul pelo mesmo argumento.

Em abril do ano passado, a CBF foi condenada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) a pagar R$ 2 milhões em uma ação movida pela Associação Nacional de Árbitros de Futebol e o Sindicato dos Colaboradores e Trabalhadores da Arbitragem Esportiva do Rio de Janeiro. O processo teve como alvo os contratos com a Semp Toshiba, que totalizaram cerca de R$ 5 milhões, e com a Topper, que forneceu uniformes para a arbitragem.

Klefer foi citada no Fifagate, mas nunca acusada formalmente

Parceira da CBF e das federações estaduais do futebol brasileiro em acordos comerciais há anos, a Klefer foi fundada por Kleber Leite, que presidiu o Flamengo entre 1995 e 1998, e disputou a presidência do Clube dos 13 em 2010 indicado por Ricardo Teixeira —acabou derrotado por Fábio Koff.

A empresa dividia com a Traffic a maioria dos contratos do futebol no país até 2015, quando estouraram as investigações de corrupção contra dirigentes. Kléber Leite foi citado pelo delator José Hawilla, fundador da Traffic, como pagador de propinas em negociações de patrocínios e direitos de transmissão. A Klefer e seu fundador sempre negaram veementemente todas as acusações, e nunca foram formalmente indiciados nos Estados Unidos.

Patrocínio da Sky em mangas de árbitros gerou R$ 5,2 milhões a empresa em 2018 Imagem: Daniel Vorley/AGIF

– A nova Comissão de Árbitros da FPF

Para minha surpresa, Ana Paula de Oliveira assumiu a Comissão de Árbitros da FPF. Será auxiliada por Emerson Augusto de Carvalho (o bandeira paulista da última Copa do Mundo) e da ex-árbitra assistente Tatiane Saciloti.

Dionísio Roberto Domingos, que mantinha um cargo de direção na casa, e o atual presidente Ednilson Corona (que estava fazendo um bom e difícil trabalho de renovação) caíram.

Acho a demissão de Corona um erro (a de Dionísio, pelas queixas dos árbitros, talvez não). Não sei como ficará a situação de Roberto Perassi, que imagino ter condições de assumir o Departamento (é ele quem mais conhece de Regras na Federação Paulista e comanda a Escola de Árbitros).

Penso ser um erro a escolha da Ana Paula (nada contra ela, a respeito demais e a tenho como um dos 3 mais competentes nomes entre os bandeiras com que trabalhei enquanto árbitro). Mas falo de PERFIL DE LIDERANÇA.

Seu trabalho na Escola de Árbitros da CBF não foi legal (me lembro do polêmico vídeo de orientação de falta / pênalti em bola que bate despropositadamente na mão de zagueiro no carrinho).

Insisto: nada contra a pessoa dela ou quanto a questão de gênero (que é irrelevante, o que vale é a competência), mas não a vejo como líder.

Se fosse o presidente Reinaldo Carneiro Bastos, inverteria os nomes: colocaria Emerson Carvalho como presidente (ele tem perfil de líder e goza de RESPEITO pelos árbitros) e a Ana como vice.

Imagino que Ana Paula terá resistência entre seus comandados. Tanto quanto Tatiane Saciloti, pois ambas não gozarão de irrestrita obediência deles (a primeira, por não gozar de simpatia dos mesmos; a segunda, pelo noviciado numa atividade como essa).

Desejo boa sorte!

ATUALIZAÇÃO – Surge uma suposição (de fonte confiável) de que, após a reaproximação do Palmeiras com a FPF (e da patrocinadora do clube Crefisa e do Paulistão FAM), um agrado de Reinaldo Carneiro Bastos teria sido a demissão de Dionísio, pivô da final do time Alviverde contra o Corinthians e acusado pelo Verdão de passar informações baseadas em imagens da TV. A entrada de Ana Paula poderia ser uma oportunidade para fomentar o forte investimento realizado nos torneios femininos da FPF, criando até mesmo uma turma exclusiva de mulheres na Escola de Árbitros, além, claro, de Reinaldo ser um dos dirigentes contemporâneos da Federação Paulista mais ligados ao desenvolvimento da carreira da bandeira em seu auge, promovendo a entrada do elemento feminino em jogos masculinos, juntamente com Del Nero (repare: tudo está escrito no condicional, sem afirmação ou acusação). Pessoalmente, creio que a aposta na mesma competência da moça enquanto árbitra assistente como dirigente foi o fator decisivo, embora eu pense ser um equívoco.

– O melhor árbitro do futebol brasileiro em 2019 foi…

Escolhido como melhor juizão do Campeonato Brasileiro: Wilton Pereira Sampaio.

Não concordo. Respeito a decisão, admito que ele evoluiu bastante, mas dois árbitros foram melhores do que ele: Raphael Claus (que fez mais um Brasileirão muito bom, errando vez ou outra dentro da normalidade mas acertando mais do que o comum). E, há de se considerar, as arbitragens maturas, sólidas e concisas de Marcelo de Lima Henrique – culminado na excelente atuação do dificílimo jogo entre Cruzeiro 0x2 Palmeiras.

Me perguntaram se eu não escolheria Anderson Daronco. Repito o que já escrevi: ele é como Pierluigi Colina: um árbitro comum, com vários erros técnicos mas sua figura traz tamanho respeito que é mais elogiado do que realmente mereceria. Isso não quer dizer que ele seja ruim.

E para você: quem foi o melhor juizão deste ano?

Resultado de imagem para Wilton Sampaio

– Em qual dos 3 candidatos eu votaria nas Eleições do Safesp?

Respeito qualquer forma democrática de escolha de representantes em todos os órgãos em que existe eleição. Opinar e exercer a liberdade de expressão nos permite comentar, especialmente se há conhecidos nela (ao contrário de pessoas truculentas que possam argumentar que “se não vai votar, não lhe diz respeito”… ô pessoal que se acha acima do bem e do mal!).

Enfim: fui associado ao SAFESP (porquê era obrigado pela FPF, senão eu não poderia apitar jogos pela entidade – e ela ainda obrigava a abrir mão de qualquer vínculo assinando uma carta de próprio punho de que era prestador autônomo de serviços), e agora, esse mesmo Sindicato dos Árbitros vive uma “briga de foice” pelo poder.

Deixei bem claro minha posição quando os candidatos eram Arthur Alves Junior e Aurélio Sant’Anna Martins. O texto está abaixo:

(Em: https://professorrafaelporcari.com/2019/04/12/esclarecimentos-sobre-minha-posicao-sobre-as-eleicoes-2019-do-safesp/).

Agora, acompanho a loucura que tem sido a campanha dos 3 nomes que buscam a enrolada Eleição, depois da decisão final da Justiça: o próprio Aurélio, José Assis Aragão e Renato Canadinho.

Se o novo presidente quer ser desprovido de qualquer problema, dedicado de verdade e livre de qualquer amarras, pense:

  • Dever-se-ia residir na Capital (sei que é um esforço hercúleo abandonar a família se estiver no Interior e fixar residência nova em São Paulo) ou mudar a sede / criar uma sub sede / ter um vice que possa se fazer totalmente presente na ausência (embora o Sindicato seja estadual, é evidente que por questão logística o ponto principal é a cidade-mãe).
  • Não deve estar apitando, nem filiado a Federação alguma, tampouco manter qualquer laço profissional ou amador com a entidade (ou “as entidades”) em que possa ocorrer conflito de interesse ou incompatibilidade de cargos.
  • Precisa ter FICHA LIMPA, seja por senso comum, empatia com os outros árbitros ou o não envolvimento em nenhum escândalo na vida pessoal ou na vida dentro do futebol. Nem ser protagonista ou cúmplice de coisa que possa ser classificada como IMORAL ou ANTIÉTICA.
  • Estar totalmente sem vínculo com membros das diretorias anteriores (do presidente que ficou por muitos anos e dos pares dele), a fim de mostrar independência.
  • Ser remunerado, para ser um profissional na função e COBRADO pelo desempenho, evitando as desculpas de que a pessoa é uma “abnegada pela causa”.

Qual dos 3 nomes preenche esses quesitos? Para mim, o candidato ideal deveria ter essas qualificações. E como não sou eleitor, mas um atento observador, fico curioso em saber qual deles se enquadra nesse “perfil perfeito”.

Para encerrar essa postagem, duas observações não tão claras a mim (por distanciamento dos bastidores do imbroglio):

1- Quem é OBJETIVAMENTE o candidato situacionista e os da oposição?

2- Por quê não, para mostrar que todos os candidatos querem o bem do SAFESP, entrarem em acordo na contratação de uma empresa para fazer auditoria que seja aceita pelos 3 ANTES DO PLEITO (contrata antes e executa-se assim que possível o serviço)? Isso evitaria de se colocar em dúvida que a empresa A poderia beneficiar pessoa X ou algo que o valha, tendo a cautela que se paire dúvida na credibilidade pós-eleição. Simples!

O que me assusta é: perfis fakes, denúncias vazias, notícias falsas… contra tudo e contra todos!

Resultado de imagem para Apito e cartão de futebol

– O novo VAR para a final da Libertadores entre River Plate x Flamengo

Ontem abordamos a entrevista do árbitro de vídeo Diego Haro, do Peru, que trabalharia na final da Libertadores da América. Na oportunidade, criticamos o fato dele elogiar demasiadamente a todos e fizemos uma ponderação sobre ser discreto.

O texto está em: https://professorrafaelporcari.com/2019/11/19/arbitro-nao-pode-criticar-nem-elogiar-mas-o-profissionalismo-esta-em-falta/

Pois bem: a Conmebol trocou o VAR (para mim, uma decisão acertada). No lugar dele entrará o uruguaio Esteban Ostojich.

Que tudo ocorra bem na finalíssima tão aguardada por argentinos e brasileiros!

arbitro-matt-conger-consulta-o-video-na-partida-entre-nigeria-e-islandia-1531418263304_v2_900x506

– Mais casos de manipulação de resultados no Futebol Paulista por parte de apostadores!

Virou um inferno! De novo, a Polícia investiga casos de manipulação de resultados nas divisões de acesso e amadoras da FPF. Os apostadores estão fazendo e oferecendo de tudo!

Abaixo, revelado pelo GloboEsporte.com, a matéria completa (extraída de: https://globoesporte.globo.com/blogs/bastidores-fc/post/2019/11/19/manipulacao-em-sp-policia-apura-tentativa-compra-de-goleiro-e-proposta-por-14-escanteios.ghtml)

MANIPULAÇÃO EM SP: POLÍCIA APURA TENTATIVA DE COMPRA DE GOLEIRO E PROPOSTA POR 14 ESCANTEIOS

GloboEsporte.com mostra detalhes dos inquéritos abertos na Polícia Civil de São Paulo. Presidente de clube diz que goleiro abordado por grupo de advogados ficou “assustado”

Inquéritos abertos na Drade: tentativas de manipulação de resultados em SP — Foto: Vicente Seda

Inquéritos abertos na Drade: tentativas de manipulação de resultados em SP — Foto: Vicente Seda

A Polícia Civil de São Paulo investiga atualmente oito casos de manipulação de resultados em partidas de futebol no estado, envolvendo times de diferentes divisões. Três casos partiram de denúncias de atletas, árbitros e treinadores; os demais foram levantados pela empresa que monitora os campeonatos da Federação Paulista de Futebol (FPF). O setor que concentra os inquéritos, a Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), está desde junho sob comando do delegado César Saad. Ele vê um crescimento no assédio a jogadores e árbitros. Nem sempre o resultado do jogo está em questão.

Em um dos casos investigados, por exemplo, um árbitro denunciou uma abordagem para que garantisse a marcação de pelo menos 14 escanteios na partida. Outro caso que também está sob investigação, e já tem identificado o autor da abordagem para manipulação de um resultado de jogo, mostra que o problema não se limita mais a máfias do exterior. Grupos locais também estão se organizando para esse tipo de prática. Neste caso específico, trata-se de um grupo de advogados.

– Para nós, são dois casos que mais chamam atenção: esse do Flamengo de Guarulhos, que o menino recebe uma ligação de um advogado, onde fala que existe um grupo de advogados que promovem apostas. Ele propõe ao atleta que leve dois gols no primeiro tempo. Uma aposta nesse sentido paga muito mais nas bolsas de aposta do que o resultado final em si. E ele diz ao atleta que entraria em contato também com o goleiro do Jabaquara para que levasse dois gols no segundo tempo – explicou Saad, que complementou em seguida:

– Outro caso mais recente é um caso inusitado onde o árbitro é procurado. Ele é aliciado para que permita ou garanta que sejam cobrados 14 escanteios na partida. É uma ferramenta específica, você imagina o quanto não pagaria a um apostador se ele acertar que naquele jogo seriam cobrados 14 escanteios.

Delegado César Saad, titular da Drade, cuida de oito inquéritos de manipulação de resultados no momento — Foto: Vicente Seda

Delegado César Saad, titular da Drade, cuida de oito inquéritos de manipulação de resultados no momento — Foto: Vicente Seda

Flamengo Guarulhos x Jabaquara

Campeonato Paulista Sub-20 – Segunda Divisão
Início do inquérito: 27/08/2019

Caso que mais chamou atenção da Polícia Civil por envolver um grupo de advogados apostadores, a tentativa de manipulação foi específica, com objetivo de que o goleiro do Flamengo, Diogo Calheiros Fernandes, sofresse dois gols no primeiro tempo, e o goleiro do Jabaquara fizesse o mesmo na etapa final. Com a negativa de Diogo, o goleiro do outro clube não foi abordado. De acordo com o inquérito, R$ 5 mil chegaram a ser oferecidos ao jogador que denunciou o aliciamento, além de ter sido ofertada a possibilidade de contraproposta. O jogador não recebe salário do clube, somente uma ajuda de custo do seu empresário de R$ 600 mensais.

Goleiro do Fla de Guarulhos é abordado para fabricar resultado. Ele negou e denunciou o caso — Foto: Reprodução

Goleiro do Fla de Guarulhos é abordado para fabricar resultado. Ele negou e denunciou o caso — Foto: Reprodução

A reportagem do GloboEsporte.com tentou contato direto com Diogo, sem sucesso. Por telefone, o presidente do Flamengo de Guarulhos, Edson David Filho, informou que o atleta ficou “assustado” com a abordagem e está incomodado com os desdobramentos do caso, pois já precisou depor na Polícia Civil e na Justiça Desportiva. Apesar da conduta exemplar do atleta, o dirigente pediu que não houvesse entrevista com o jovem de 18 anos.

– Ficou bem assustado. A pessoa até falou que se quisesse colocar mais alguém no meio, outro jogador, (ele) poderia até indicar. Quando chegou para nós, já fizemos contato com a ouvidoria da FPF – explicou o dirigente, ressaltando que foi a primeira vez que teve notícia de um contato dessa natureza com atletas do clube.

O autor da abordagem já foi identificado pela Drade e está indiciado. Luiz Henrique Gonçalves Inácio, de 22 anos, é estudante do quarto ano de Direito, mas trabalha fora da área, em uma empresa de logística. Além do valor do seu salário ser inferior ao que foi ofertado, mensagens do aliciador em posse da polícia apontam que um grupo de advogados estaria por trás da aposta.

O delegado também falou sobre o indiciado como autor do crime:

– É um estudante do quarto ano de Direito, trabalha na iniciativa privada, em uma empresa de logística, não trabalha na área de Direito, ganha R$ 2.600 e chegou a oferecer R$ 5 mil. Ele aqui alega que queria ser empresário de jogador de futebol, queria entrar no mundo futebolístico. Mas não tem ligação nenhuma com clube ou atletas, nada disso. Ele fala claramente que pertence a um grupo de advogados que apostam nesses sites, nessas bolsas de aposta. O atleta tem 18 anos, joga na Quarta Divisão, ele só entrou em contato, deu o telefone dele, porque acreditava que fosse uma proposta para jogar.

Em depoimento à Polícia Civil, Luiz Henrique negou a tentativa de aliciamento e afirmou não fazer parte de qualquer grupo de apostas. Alegou que queria ajudar financeiramente o atleta e pretendia ser seu empresário. No fim do depoimento (veja a imagem com a íntegra), o defensor do acusado informou que todos os contatos foram “através do próprio telefone do indiciado, imaginando não incorrer em qualquer crime, demonstrando assim sua boa fé”.

A reportagem tentou contato com Luiz Henrique através do telefone que consta no inquérito, deixou recado em caixa postal, mas não obteve retorno.

São Bernardo x RB Brasil

Campeonato Paulista Sub-20
Início do inquérito: 04/10/2019

O outro caso que ligou o alerta na Polícia Civil foi denunciado por um árbitro. Uma pessoa identificada por “Pedro Almeidaum” entrou em contato através de rede social com a esposa de Willer Fulgêncio dos Santos, alegando que ele não respondia em seu perfil e pedindo o celular para entrar em contato. Disse ainda que apitava jogos com Willer. A esposa então enviou mensagem ao árbitro perguntando se conhecia a pessoa.

De acordo com a denúncia, um homem se fez passar por árbitro em rede social. Em contato por mensagem, chegou a oferecer R$ 3 mil. Veja o relato enviado a Saad pela delegada Margarete Barreto:

“Informo que a Comissão de Arbitragem, através do Sr. Martinucho, foi procurada pelo árbitro Willer Fulgêncio dos Santos para denunciar oferta de Manipulação de Resultado. Segundo o árbitro Willer, um homem que alegou ser árbitro passou uma mensagem no Facebook de sua esposa e pediu o telefone de Willer. A mulher, desconfiando ser outra mulher, passou seu telefone celular e recebeu via Whatsapp a mensagem contendo a oferta de manipulação, que seria de três mil reais, para que no jogo São Bernardo x RB Brasil, de hoje, às 15 horas, ocorressem mais de 14 escanteios. O ofertante esperou resposta e na ausência dela acabou por deletar o conteúdo das conversas, as quais foram copiadas pela mulher e seguem abaixo.

Apostador abordou até mulher de árbitro para buscar contato — Foto: Reprodução

Apostador abordou até mulher de árbitro para buscar contato — Foto: Reprodução

O árbitro foi orientado pelo Sr. Martinucho (Luiz Vanderlei Martinucho, membro da comissão de arbitragem) a enviar áudios e fotos do ocorrido para apuração pela Corregedoria.

O telefone usado para a oferta de manipulação é da região de Campinas – SP – 19 XXXXX-XXXX.

Diretor Dionísio ciente”.

A reportagem entrou em contato com o árbitro Willer Fulgêncio dos Santos, que se mostrou disposto a falar sobre o caso, mas avisou que precisaria de autorização da FPF. A entrevista foi vetada pela Corregedoria da entidade em função de o caso ainda estar sob investigação.

Mauá Futebol Clube

Mauá FC x Grêmio Mauaense
Início do inquérito: 11/09/2019

Outro caso recente que a Polícia Civil ainda busca chegar aos apostadores aconteceu no Mauá FC. O presidente do clube, Vagner Alberto Tegi, enviou no dia 11 de setembro um ofício à presidência e à Corregedoria da FPF informando sobre uma tentativa de abordagem ao técnico da equipe Sub-20. A informação foi repassada para investigação da Drade. No documento da Federação do dia 23 de setembro o caso é narrado dessa forma:

“Membro da comissão técnica do Sub-20 recebeu um Whatsapp convidando-o para saber de detalhes de ‘apostas’, anexando documentos que comprovam a conversa. O aliciador se apresentou como Gustavo e usou a linha telefônica +55 68 XXXXX-XXXX”, disse a mensagem de Margarete Barreto, coordenadora pedagógica e corregedora interina da entidade, ao departamento jurídico da FPF, que, por sua vez, encaminhou o documento à Polícia Civil.

Abordagem por mensagem ao técnico do Sub-20 do Mauá FC — Foto: Reprodução

Abordagem por mensagem ao técnico do Sub-20 do Mauá FC — Foto: Reprodução

O inquérito é bastante recente e segue em aberto. A Polícia Civil ainda busca chegar à identidade do aliciador. Foi tentado contato com a pessoa que fez a abordagem no celular que consta no inquérito, mas sem sucesso.

Denúncia feita à FPF de tentativa de manipulação feita pelo Mauá Futebol Clube — Foto: Vicente Seda

Denúncia feita à FPF de tentativa de manipulação feita pelo Mauá Futebol Clube — Foto: Vicente Seda

Vagner Tegi, presidente do Mauá, contou por telefone que foi a primeira vez que teve notícia de abordagem a um profissional do clube e que a situação faz com que a instituição se sinta vulnerável. O Mauá comunicou imediatamente à FPF ao tomar conhecimento da abordagem, mas Tegi teme que outras pessoas não tomem a mesma atitude.

– O nosso time é novo, apenas dois anos de federação. Nunca tivemos um contato nesse sentido, essa foi a primeira vez. Na verdade a gente se sente triste e indefeso, vulnerável a qualquer tipo de atitude. A gente fica vulnerável. Se veio oferta para a gente, pode ter para outros clubes. No nosso caso, na nossa índole, o nosso corpo diretivo não corrobora esse tipo de atitude.

Baixos salários e jogos sem transmissão facilitam assédio

Para o delegado Saad, a realidade dos clubes brasileiros que não figuram na elite nacional facilita a aproximação. Jogadores passam dificuldades e, segundo o titular da Drade, os valores oferecidos por vezes se aproximam ou até superam o que conseguiriam receber em um ano de trabalho.

– É muito pelos baixos salários, às vezes pelo não recebimento de salários. Em um dos inquéritos, o jogador, o goleiro, fala que não recebe salário do clube, recebe uma ajuda de custo do empresário dele. E que isso obviamente facilita a manipulação do resultado, o atleta ser aliciado. Nesse caso ele recebe uma ajuda de custo de R$ 600 e ofereceram R$ 5 mil, sendo que ele poderia fazer uma contraproposta – explicou.

A ausência de transmissão na TV e o pouco interesse na partida facilitam especialmente no caso de apostas específicas, nas quais o resultado final não é o alvo da manipulação.

– Fica muito difícil identificar. Em uma partida de Série B, que é a quarta divisão estadual, obviamente não existe VAR, o público é muito pequeno, não tem televisão, ou seja, passa despercebido. Uma marcação, uma dúvida entre uma falta ou um escanteio… Se o árbitro está comprometido com o aliciador, pode muito bem ceder a esse tipo de aposta, o que geraria um número certamente muito alto a ser pago aos aliciadores – completou o delegado.

O presidente da comissão de integridade da Federação Paulista de Futebol (FPF), Paulo Schmitt, questionado se o trabalho preventivo realizado pela entidade é suficiente para barrar a interferência de apostadores nas competições, afirmou:

– Não há garantias, o número cresce no mundo todo. Mas a FPF aposta em integridade acima de tudo para proteger o futebol paulista. O trabalho da Comissão com o lançamento da Cartilha e ações educativas e preventivas tem sido bastante eficaz, as denúncias são estimuladas e apuradas com rigor. Mas não será suficiente se não houver sanção e rapidamente. Porém a máxima é: “Educar antes para não punir depois!”

 

– Árbitro não pode criticar, nem elogiar! Mas o Profissionalismo está em falta…

Um juiz de futebol deve se manter o mais distante possível de polêmicas. Quanto mais importante o jogo, maior a introspecção e o “sumiço” de redes sociais e entrevistas.

Criticar alguma equipe ou jogador é um erro para o árbitro. Elogiar? Idem, pois qualquer erro em campo será questionado pela afinidade ou simpatia demonstrada. Mas não é isso que pensa o árbitro de vídeo Diego Haro, do Peru, que trabalhará em Flamengo x River Plate, que mostrou grande admiração por todos os envolvidos e palpitou bastante sobre a partida à Rádio Mitre de Buenos Aires!

Eu evitaria tal exposição, e se fosse a Conmebol, daria um belo puxão de orelhas no VAR (ou até o substituiria).

Abaixo, reproduzido pela ESPN Brasil, em: https://t.co/oLmv0ZxIDF?amp=1

ÁRBITRO DO VAR DÁ OPINIÃO SOBRE OS CLUBES E “TÉCNICO MUITO CAPAZ”

O Flamengo decidirá a Libertadores da América contra o River Plate neste sábado, no Estádio Monumental U, em Lima, no Peru. E mesmo quatro dias antes do apito inicial, já existe uma situação no mínimo inusitada com a arbitragem.

O árbitro peruano Diego Haro, que será responsável pelo VAR na final, colocou a cautela de lado e deu uma entrevista colocando sua opinião sobre os dois times que estarão em campo no fim de semana.

“Duas equipes com muita história. Um está ganhando tudo, o outro vai em busca de fazer história. Ambos têm muita torcida na América do Sul, ambos vem jogando de uma maneira espetacular. Os dois têm técnicos que sabem muito de futebol. Tem todos os ingredientes para uma grande final, tudo”, disse o árbitro de vídeo da decisão em entrevista à Rádio Mitre, do Grupo Clarin, em Buenos Aires.

Os argentinos, interessados no lado do River Plate, perguntaram sobre a revolução que a equipe de Marcelo Gallardo proporcionou nos últimos anos, saindo da segunda divisão e alcançando o topo da América.

“Volto um pouco no tempo. Uma equipe que ganhou praticamente tudo, na Argentina, torneios internacionais… São cinco anos e, se não me engano, 13 títulos. É uma equipe que quando começou, o técnico deu a ideia, os jogadores acreditaram. Podem vender seis, sete jogadores, mas o técnico é tão capaz que muda e mantém a mesma mentalidade ganhadora. Por isso, segue vencendo”, opinou o árbitro.

Diego Haro, contudo, não falou apenas nos argentinos e fez questão de elogiar também os brasileiros.

“Uma equipe como o Flamengo está a menos de oito meses com o técnico e já tem uma ideia de futebol. Tem jogadores que também acreditam no técnico. Se vê em campo. Por isso, insisto: são duas equipes com realidades diferentes. Uma tem cinco anos e 13 títulos. Outra, tem meses e já pode ganhar dois títulos”, opinou o peruano.

“Estou seguro que a arbitragem para este dia também será de alto nível, tão seguro que me sinto muito tranquilo da capacidade do árbitro de campo e estaremos lá para servi-lo. Para confirmar ou, de repente, reavaliar alguma situação”, completou Diego Haro.

Em campo, quem comandará a decisão será o chileno Roberto Tobar, que também apitou a final da Copa América entre Brasil e Peru. Os auxiliares serão seus compatriotas Christian Schiemann e Claudio Rios, com o colombiano Andres Rojas de quarto árbitro.

i

– O pênalti inexistente em Grêmio 0x1 Flamengo

Respeitando a interpretação, entendo equivocada a marcação do pênalti convertido por Gabigol pelo Flamengo, após a bola bater na mão de Léo Moura. E explico: 

  • Quando surgiu o incremento da avaliação de “movimento antinatural de mão na bola” nas regras do jogo, a CBF (através de um vídeo da Comissão de Árbitros apresentado por Ana Paula Oliveira, retratando um lance de Palmeiras x Fluminense) reproduziu equivocadamente a orientação, onde qualquer bola que bata na mão em um carrinho fosse entendida como infração.
  • Recentemente, a FIFA alertou aos árbitros que essa “mão de apoio” não seria um movimento antinatural, mas natural e não infracional. Os pênaltis que estivessem sendo marcados de tal forma, seriam errados.
  • Diferente de mão de apoio num carrinho para roubar a bola, há outra situação: a de se jogar para diminuir o espaço e bloquear intencionalmente a bola com as mãos. Se foi isso que entendeu Raphael Claus ao marcar o pênalti, entendo, respeito, mas não interpreto de tal forma e discordo da marcação. Para mim, houve movimento natural e não infracional.

Lembrando: estamos falando de interpretação. Então, é difícil bater o martelo e acusar de erro grosseiro.

Resultado de imagem para gremio flamengo mao leo moura .

– Palmeiras 1×1 Corinthians: e o pênalti marcado no Derby?

Puxa, fiquei triste com o pênalti mal marcado pelo Tito (Vinícius Gonçalves Dias Araújo, o bom árbitro que se equivocou ontem) no clássico paulista pelo Brasileirão. Ele caiu na mesmice e no medo de agradar a cartolagem da CBF que prefere marcar um pênalti de bola que bata sem intenção nenhuma na mão do que a coragem de mandar seguir o jogo.

Não foi pênalti. E se você quiser ter certeza DE QUANDO SE DEVE OU NÃO MARCAR INFRAÇÃO por uso indevido das mãos na bola, leia o texto explicativo (de maneira bem didática) no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

O problema reside em: os árbitros brasileiros, quando apitam fora do Brasil, não marcam esse tipo de coisa. É receio de veto?

Resultado de imagem para Palmeiras x corinthians mão

– O Céu e o Inferno do Santos Futebol Clube

Pense: Diego, Robinho, Neymar… quantos jovens jogadores foram revelados pelo Santos Futebol Clube, e quantos milhões de dólares / euros turbinaram as receitas? Que clube abençoado por craques pelos deuses da bola.

Pense também: quantas confusões no campo político estamos vendo há um bom tempo. Que clube confuso demais! Presidente e treinador não se entendem, idem ao vice, divisão entre “turma da Capital e turma do Litoral”….

Depois dessa observação, lembre-se que Rodrygo, a nova sensação do Real Madrid e que fez 3 gols no último jogo da Champions League, estava no Peixe. Gabigol e Bruno Henrique, prováveis atacantes campeões brasileiros pelo Flamengo, também.

Enquanto revela e vende atletas que são sucesso, o clube gasta milhões com Leandro Damião e Cueva. COMO isso pode acontecer?

À luz da razão, inexplicável… os bons de bola estão lá e são negociados; os que custam caro e são duvidosos, chegam. Por quê?

Resultado de imagem para Rodrygo

– Sobre as arbitragens de Corinthians x Fortaleza e Vasco x Palmeiras:

Vou ser bem direto: em todas as rodadas e em vários jogos estamos tendo verdadeiras lambanças da arbitragem. Não assisti nem ao jogo do Verdão e nem ao Coringão, mas leio que seus adversários estão fulos com os erros dos juízes.

Reflita: o VAR não era para esclarecer lances polêmicos e corrigir erros crassos? O equipamento eletrônico fez regredir a Justiça em campo?

Claro que não… o problema são as pessoas que comandam a tecnologia e dos cartolas que orientam os árbitros. Não procurei ver os supostos erros pois o grande tempo perdido em assistir tanta coisa e os absurdos vistos, me trazem à seguinte percepção: lamentavelmente, aqui no Brasil, teremos que abandonar o uso do Árbitro de Vídeo unicamente pela falta de competência.

Algo há de ser feito. Não adianta ficar treinando em Águas de Lindóia e na prática nada dar certo. Ou então nos questionemos em outra situação: a safra (de formadores de árbitros ou de árbitros propriamente ditos) é fraca?

 

– O que a IFAB pede ao VAR e o que o Brasil faz com ele!

Eu levei um susto. Na verdade, 3 sustos!

1. Acessando a página da arbitragem da CBF, (faço isso com frequência) vi que o Livro de Regras 2019 / 2020 em português (ou seja: as Regras atuais do Brasileirão) foram publicadas / disponibilizadas pela entidade há… 1 semana (mas o Campeonato Brasileiro não começou há 7 dias, e hoje é 05 de novembro).

2. Li um sem-fim de mensagens introdutórias e de saudações de muitos (mas muitos mesmos) cartolas do apito. Sabe aqueles dirigentes que foram demitidos das Comissões de Árbitros? Estão todos lá, remanejados em outros cargos, orientando os juízes.

3. O susto maior: na página 156, há uma circular da International Board, assinada por Lukas Brud, um secretário que por minha ignorância desconheço, e que explica com perfeição como deve funcionar o VAR. Vale a pena ler, em especial os grifos:

PROTOCOLO DO VÍDEO ASSISTANT REFEREE (VAR)

O uso de VARs é apenas para “erros claros e óbvios” e para “sérios incidentes perdidos” (os árbitros não viram o que aconteceu), em situação de gol/não gol, pênalti/não pênalti, incidente de cartão vermelho direto, ou por identificação equivocada relacionada a um Cartão Amarelo-CA ou Cartão Vermelho-CV. 

O princípio de que a decisão original de campo deve permanecer, a menos que haja um “erro claro e óbvio”, aplica-se a todas as decisões passíveis de revisão, ou seja, uma decisão de campo só deve ser alterada se for “claramente errada”.

Para decisões factuais (ex: local de uma infração; posição de jogadores em situações de impedimento; adiantamento de goleiro em um pênalti ou tiro livre da marca penal; bola em campo/fora de campo etc.) o VAR deve informar ao árbitro se houver prova clara da situação. Se a situação não estiver clara (devido à posição/ângulo de câmera, dificuldade em determinar o momento exato em que a bola é jogada, etc.) o VAR não intervém.

O protocolo não permite que os árbitros “revejam” incidentes em que a decisão original de campo não seja um erro “claro e óbvio”. Não são permitidas “revisões” para uma “segunda chance”; para analisar um incidente ou confirmar  / “vender” uma decisão que não seja claramente errada.

Esperamos que estes esclarecimentos ajudem na aplicação das Leis do Jogo 2019/20 e que os árbitros, demais participantes e a mídia sejam instruídos e informados o mais rápido possível. 

Sendo necessários mais esclarecimentos, envie um e-mail para lawenquiries@theifab.com.

Sinceramente, The IFAB
Lukas Brud – Secretário

Repararam que é exatamente o CONTRÁRIO do que está sendo feito? Aqui, os erros graves ou de interpretação, dúvidas escabrosas ou ajustadas, lances importantes e irrelevantes… tudo é jogado para o VAR! Se faz uma conferência e o árbitro praticamente “delega” a decisão.

Tá explicado o motivo do Árbitro de Vídeo ser tão falho em nosso país. Mas onde estão as pessoas responsáveis para corrigi-lo?

Respondo: DENTRO das cabines do VAR, errado junto! É só ver nas escalas.

Resultado de imagem para FIFA REgras do JOgo

– Como entender os erros de Palmeiras 1×0 Ceará? E o VAR serve para quê?

Felipe Fernandes de Lima, o novato árbitro mineiro da partida entre Palmeiras 1×0 Ceará, não pode ser responsabilizado sozinho pela sua má atuação. Em que pese não ter sido ajudado na invasão de área pelo bandeira 1 na cobrança de pênalti defendido por Weverton (deveria  voltar o pênalti, pois o time que defendeu teve atletas invasores), ou pelo impedimento ajustado marcado com erro pelo bandeira 2, ou ainda pela péssima ajuda do pessoal de vídeo, a culpa é da CBF e dos clubes.

A má preparação da equipe de arbitragem (9 pessoas para uma partida ontem), entre elas, o chefe do VAR Sérgio Correa da Silva, é problema da CBF. Há pessoas que por décadas estão lá migrando de cargos na arbitragem, e mesmo quando incompetentes, são remanejados para outros departamentos que envolvam os árbitros – e sempre muito bem remunerados.

os clubes são culpados pela incoerência. O Palmeiras, há 3 rodadas, foi ao Rio de Janeiro e detonou o VAR em seus jogos. Fará o mesmo agora, que ao invés de erros contrários, os teve a favor?

Por fim: nem é preciso falar que é inexplicável o erro do impedimento decisivo contra o Ceará: se não tivesse o VAR, seria aceitável. Mas com o uso dos recursos eletrônicos, como explicar tal erro?

Isso fomenta as teorias das conspirações, como as de que: se o Palmeiras perder pontos em casa, o Flamengo será campeão muito cedo; ou de que o erro contra o Ceará ajudaria o Fluminense a fugir do rebaixamento. Claro, não podemos acreditar na desonestidade e nestas ideias. Mas…

Enfim: é questão de mudar TUDO no futebol brasileiro, urgentemente.

Resultado de imagem para Palmeiras x Ceará

– Racismo DE NOVO na Itália?

Mário Balotelli foi vítima de racismo durante a partida de futebol entre Verona x Brescia. Mais um dos muitos casos que ocorrem na Europa, especialmente na Itália. O Protocolo FIFA contra a discriminação foi acionado, mas… não cansa ler que o time vai ser punido e blablablá, e os atos racistas continuam?

Que raio de civilização estamos vivendo, onde idiotas julgam que a cor da pele distingue pessoas em dignidade?

i

– Análise da Arbitragem de Paulista 3×3 Marília. Galo campeão da 2a Divisão!

Pela 1ª vez, não vou terminar minha publicação com a análise completa da arbitragem da decisão da 4ª divisão. O árbitro Douglas Marques das Flores se perdeu no 2º tempo, precisou de ajuda do policiamento para terminar o jogo sem a bola rolando e desagradou ambas as equipes.

A quem possa interessar, o rascunho até os 84 minutos de jogo (quando tivemos futebol). Lamento demais as situações de conflito vistos, espero que os jogadores e pessoal da Comissão Técnica que tumultuaram a partida sejam punidos na medida justa.
Uma arbitragem que começou boa e sucumbiu ao nervosismo no final do jogo. Abaixo:

Em tempo: no final da publicação, o apito final na voz de Rafael Mainini. Parabéns Paulista Futebol Clube e torcedores, pela bonita festa realizada!

REDIGINDO –
Tivemos duas arbitragens na partida: boa no 1º tempo e ruim no 2º. Vamos à análise?
Na primeira etapa, uma arbitragem intensa, conforme foi a partida. Douglas Marques das Flores precisou correr bastante e utilizar muito do auxílio dos bandeiras (especialmente do assistente 1, Gustavo Rodrigues de Oliveira) para ter o total controle da partida. Um trabalho de equipe, verdadeiramente.
Disciplinarmente, não há o que criticar – pois dois lances um pouco mais duros (cometidos por Pedro Demarchi, do PFC, e Mikaell, do MAC) ele usou o mesmo critério e não aplicou o cartão amarelo.
Tecnicamente, me chamou a atenção em dois lances de vantagens: não deu aos 2 minutos em Ednan (PFC), já que o adversário sentia uma contusão próxima a jogada e optou por parar (acertou também) aos 13m, quando deu vantagem em falta recebida por Jefferson (PFC) onde o lance virou um bom contra-ataque.
Uma situação que não gostei ocorreu aos 26m do 1º tempo, onde foi marcado de maneira duvidosa um tiro de meta ao Marília, e após uma dúvida entre bandeira 1 e árbitro, mudou-se a marcação para escanteio. Durante a cobrança, optou-se por marcar o famoso “perigo de gol”… ou seja: na falta de certeza e para evitar confusão, achou-se uma falta que ninguém viu.
A polêmica do jogo: o 2º gol do Paulista, aos 8 minutos do segundo tempo: Matheus Moraes se aproveitou da lambança do time de Marília (houve uma trombada de dois jogadores do mesmo time e se pediu falta). O árbitro e o bandeira não confirmaram com convicção o tento e a confusão se instaurou. O gol foi normal, mas foi nítido que Evandro de Melo Lima (o bandeira 2) e Douglas Flores sentiram. E aí, conforme a partida foi se desenrolando, claramente o juizão se perdeu por uma boa prte da segunda etapa. Tanto que aos 65 minutos Mikaell comete uma falta na mesma intensidade que Gabriel Terra (que foi amarelado) e nessa oportunidade não foi.
Mas no final da partida (tumulto, explicar, baderna)
Enfim, há de se falar sobre o excelente condicionamento físico, pois o jogo foi extremamente corrido e o árbitro se posicionou muito bem. Quanto a isso, não há o que questionar.
Obs: gostaria de relatar um lance de desconhecimento de regra: aos 6 minutos do segundo tempo, a bola bateu no árbitro e corretamente foi marcado o bola ao chão. Sem saber da mudança da regra (antes, o árbitro era neutro e o jogo seguia), nenhum atleta do Galo foi disputar o Bola ao Chão, dando a posse de bola “de graça” ao Tigre.
Cont:
Quarto Árbitro bobeou com o treinador Ricardo Costa. Até mesmo Agnaldo Vieira, que tem uma função burocrática, precisou segurar o banco do MAC (e não era função dele). Incluindo o jogador 17, que estava no banco.
Público 7.895
R$ 126.260,00

Em: https://youtu.be/93w4hbUMNVk

Títulos do Paulista no século 21 (vejam os treinadores)
2001 – Brasileiro Série C: Giba
2001 – Série A2: Giba
2005 – Copa do Brasil: Vagner Mancini
2010 – Copa Paulista: Fernando Diniz
2011 – Copa Paulista: Wagner Lopes
2019 – Segunda Divisão: Edison Fio
(por Rivelino Teixeira).

– Saiu a Escala da final entre Paulista x Marília: boa ou não?

Douglas Marques das Flores apitará a final do Campeonato Paulista Sub23 da 2a divisão. Boa ou má escala?

Para esse jogo, boa indicação. Se fosse para Corinthians x Palmeiras na série A do Brasileirão, não! E explico: o Douglas já atuou em Jayme Cintra nos jogos do Paulista FC, sempre tendo alguma dificuldade. Mas a culpa não era dele, mas de quem o escalava! Nas gestões anteriores, se forçou o lançamento desse árbitro de maneira precoce, queimando etapas e fazendo ele apitar até mesmo a série A1. Aos poucos, foi ganhando confiança em jogos de divisões menores, mas aí veio o Campeonato Brasileiro… e a mesma coisa ocorreu: Leonardo Gaciba, chefe dos arbitros da CBF, quis testá-lo em jogos mais cascudos e não deu certo. Teve problemas em Fluminense x Ceará e CSA x Flamengo (partida em que o time alagoano tentou anular na Justiça Desportiva). Mas se precisa ganhar mais experiência para a 1a divisão nacional, para a 4a divisão regional tem condição suficiente para atuar bem – já que consegue ter maior segurança após rodar o país e apitar “em casa”, ou seja, no estado de São Paulo.

Não esperemos a melhor arbitragem do ano, mas não acontecerá nenhum desastre. Torço para o árbitro ir bem e desejo uma grande partida para as equipes.

Sobre os erros nos jogos citados, o link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/16/o-gol-anulado-do-vozao-em-fluminense-1×1-ceara/

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Marília pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Repórter da Galera: Guilherme Barros e Editoria do Jornal de Jundiaí com Thiago Batista de Olim. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

 

– O gol de ilusão de ótica que virou gol legal (mas para o outro time…)

Um lance incrível no Campeonato Croata: uma bola foi chutada de longe, tentando enganar o goleiro que estava adiantado; ele corre para defender a meta, se joga contra as redes e salva o gol. A bola não entrou, mas as redes foram balançadas pelo corpo do próprio defensor e a 1a impressão foi de gol. O time que defendia estava mais atento, recuperou a bola e, no contra-ataque, marcou o seu gol!

Sensacional a ilusão de ótica!

Veja em: https://globoesporte.globo.com/blogs/brasil-mundial-fc/noticia/ilusao-de-otica-na-croacia-jogadores-comemoram-sem-a-bola-entrar-e-sofrem-gol-em-seguida.ghtml

Um lance muito curioso marcou o encontro do líder com o lanterna do Campeonato Croata na tarde deste sábado. Perdendo por 1 a 0, o Slaven Belupo, último colocado da competição, teve boa oportunidade para empatar aos 27 minutos do segundo tempo, quando o goleiro do Hajduk Split saiu jogando mal.

No limite da grande área, o arqueiro Posavec acabou mandando nos pés de um adversário, que bateu de primeira tentando encobri-lo. A bola parecia tomar o caminho do gol, mas bateu na trave e não entrou. Traídos por uma ilusão de ótica, talvez pelo fato de Posavec ter balançado a rede, jogadores do Belupo, incluindo o goleiro, saíram para comemorar.

Até mesmo quem comandava o placar da partida acabou enganado, mas o jogo seguiu. Com vários adversários fora de suas posições, o Hadjuk Split teve toda a facilidade do mundo para ampliar o marcador e fazer o segundo com Juranovic. Liderança da competição mantida com um daqueles lances que a gente não vê todo dia…

Assista abaixo:

Prof. Bananas@gandama2uco

Hajduk Split vs. NK Slaven Belupo (2019)
– Josip Juranovic

Vários jogadores do NKS Belupo celebraram um golo que não ocorreu (a bola bate no poste). Os adversários não perdoaram e fizeram o 2-0.
Até o marcador electrónico se enganou.
⚽️ 🤦‍♂️

Embedded video

 

– Holstein Kiel 1×2 Bochum, na 2a divisão, com o VAR sendo o protagonista!

Quando o árbitro de vídeo é bom, tudo se torna elogios! Vide o VAR da Segunda Divisão Alemã, onde o conhecimento profundo da Regra de Jogo permitiu que se marcasse uma infração incomum: hoje, quando um atleta substituto toca a bola que está dentro de campo (ou seja: uma invasão de reserva que chuta a bola), não se marca tiro livre indireto, mas tiro livre direto. E se isso acontecer dentro da área, é pênalti (e aconteceu)!

Olhe só que situação bizarra e corretamente observada pela equipe de árbitros,

Extraído de: https://www.esporteinterativo.com.br/melhorfuteboldomundo/Pnalti-inacreditavel-e-marcado-apos-reserva-tocar-bola-que-ainda-estava-em-jogo-20191026-0003.html

PÊNALTI INACREDITÁVEL É MARCADO APÓS RESERVA TOCAR BOLA QUE AINDA ESTAVA EM JOGO

Lance bizarro aconteceu em jogo da segunda divisão alemã

Provavelmente o pênalti mais bizarro dos últimos tempos. Em Kiel, na Alemanha, pela segunda divisão do país, o VfL Bochum teve uma penalidade marcada a seu favor por conta de um toque na bola de um jogador que estava fora do campo.

O mandante do jogo, Holstein Kiel, vencia por 1 a 0 quando tudo aconteceu. Ganvoula, atacante do Bochum, recebeu passe em profundidade e chutou cruzado. Sem direção, a bola ia em direção à linha de fundo, quando Eberwein, reserva do Kiel colocou o pé na bola.

Sem que ninguém percebesse, o lance seguiu, mas o VAR revisou e percebeu que a bola não havia saído quando o suplente tocou nela.

De acordo com a regra, se algum membro da comissão técnica relacionado na súmula, jogador substituído ou expulso tocar a bola, um tiro livre deve ser marcado contra a equipe de quem cometeu o ato. Em lances dentro da área, pênalti.

Para piorar, Ganvoula marcou o gol de pênalti empatando a partida. O jogo terminou 2 a 1 para o Kiel.

Em: https://youtu.be/EYw4rn_6Rzs

25 October 2019, Schleswig-Holstein, Kiel: Soccer: 2nd Bundesliga, Holstein Kiel - VfL Bochum, 11th matchday in Holstein Stadium. Bochums Silv?re Ganvoula scores 1:1 for VfL by penalty kick. Photo: Frank Molter/dpa - IMPORTANT NOTE: In accordance with the requirements of the DFL Deutsche Fu?ball Liga or the DFB Deutscher Fu?ball-Bund, it is prohibited to use or have used photographs taken in the stadium and/or the match in the form of sequence images and/or video-like photo sequences. (Photo by Frank Molter/picture alliance via Getty Images)

25 October 2019, Schleswig-Holstein, Kiel: Soccer: 2nd Bundesliga, Holstein Kiel – VfL Bochum, 11th matchday in Holstein Stadium. Bochums Silvre Ganvoula scores 1:1 for VfL by penalty kick. (Photo by Frank Molter/picture alliance via Getty Images)

– Por quê ninguém aplica a Regra? Sobre Avaí x Palmeiras

Na partida entre Avaí 1×2 Palmeiras, independente de boa ou má arbitragem, vimos uma situação omissa de preservação dos atletas.

Em caso de qualquer contratempo que possa levar à alguma contusão dos jogadores (como falta de condições de jogo), a partida deverá ser paralisada ou até mesmo remarcada. E o que se viu na Ressacada, em Florianópolis, não seria admitido num campeonato sério: uma piscina ao invés do campo de jogo.

Além de atrapalhar o andamento normal da partida, imagine alguém se contundindo gravemente por conta de um carrinho no gramado mais liso e escorregadio, ou qualquer outra eventualidade?

Eu sei que o calendário é apertado, mas… dava para evitar essa situação.

Resultado de imagem para Avaí x Palmeiras

– 156 anos de Futebol e 11 curiosidades

Amanhã se festejará 156 anos do futebol!

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, área técnica, entre outras.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 156 anos?

Deixe seu comentário:

url.jpg

– Que escala ruim para uma final de Campeonato!

Leandro Bizzio Marinho, de Santo André, disputou o sorteio de árbitros para a final entre Marília x Paulista com Douglas Marques das Flores, de Rancharia. Ambos tem o mesmo nível técnico, porém Douglas está em evolução e apita com mais vontade. Infelizmente (para ambas equipes, tecnicamente falando), deu Bizzio.

Nada pessoal contra o árbitro, mas a impressão ruim da última partida em que ele apitou do Galo (derrota para o Assisense por 2×1) ficou muito marcada. Um certo menosprezo à disputa, excesso de conversas com atletas e algumas situações em que poderia ter atuado bem melhor.

Como é uma final de campeonato e todos estarão observando, é claro que ele levará o jogo mais a sério e, dessa vez, deverá apitar com mais vontade.

Mas cá entre nós: com tantos nomes mais qualificados no quadro, a FPF poderia ter olhado com mais carinho; afinal, é decosão. Por quê não escalar alguma revelação deste ano, como as que observamos ao longo da temporada e elogiamos?

Não é uma questão de honestidade, caráter ou simpatia (pois creio que ele é um cara correto). Simplesmente uma questão de rendimento dentro de campo e oportunidade a quem apitou a divisão inteira.

Sobre a última escala dele no Jaime Cintra, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/22/analise-da-arbitragem-para-paulista-1×2-assisense/

Imagem relacionada

– Viva o bom futebol: Flamengo x River Plate decidirão a Taça Libertadores da América!

Nossa, que belissima final! Flamengo (que deu um baile no Grêmio, goleando o Tricolor Gaúcho) contra o River Plate (que está “acertadinho” taticamente), equipe que desbancou o Boca Jrs.

Ver a massa flamenguista é impressionante, além do clima contagiante do Maracanã. Parabéns ao treinador Jorge Jesus, que arrumou o elenco que não tinha química com Abel Braga.

Imagine como seria a final da Libertadores se fossem dois jogos, um em Buenos Aires (no Monumental de Nuñes) e o outro no Rio de Janeiro? E se o Maraca ainda fosse aquele da capacidade dos 200 mil espectadores?

É claro que a final única em Santiago, no mês de Novembro, é ainda a primeira. Mas seria de arrepiar assistir o jogo com o mando do Flamengo em terras cariocas.

A propósito, com os conflitos que perduram no Chile, e se a Conmebol resolver mudar o jogo decisivo para um campo no Exterior, como já fez recentemente na Espanha? Não duvidaria.

Em tempo: a Internet está pirando com a piadinha em alusão aos dois times piauienses que homenageiam esses gigantes. Veja:

 

Resultado de imagem para Flamengo Piaui x River Plate

– Cerveja de Graça enquanto o VAR não se decide?

Vai ter torcedor que se embriagará fácil, fácil… A Ambev vai fazer uma ação promocional com a demora dos juízes quando se utilizam dos equipamentos eletrônicos e do árbitro de vídeo, distribuindo cerveja em bares durante a partida entre Flamengo x Grêmio.

Extraído de: https://www.lance.com.br/fora-de-campo/tem-var-tem-open-bar-acao-vai-distribuir-cerveja-graca-bares.html

SE TEM VAR, TEM OPEN BAR!

Em caso de VAR, durante o tempo em que a decisão demore para ser tomada, a Brahma vai distribuir latas de cerveja, em dois bares, um no Rio e outro em Porto Alegre

O VAR vem dando o que falar! Tanto que os torcedores de Grêmio e Flamengo podem tirar uma vantagem em cima do assunto que podem tomar o protagonismo em certos momentos da semifinal da Libertadores, disputada pelas equipes brasileiras nesta quarta-feira, no Maracanã.

Em caso de VAR, as torcidas tem motivos para torcer para que a interferência demore a ser resolvida. O motivo é simples: Em caso de VAR, durante o tempo em que a decisão demore para ser tomada, a Cervejaria Brahma vai distribuir, em dois bares, um no Rio e outro em Porto Alegre, latas de cerveja de graça, além de água mineral para ajudar na hidratação.

No Rio, o Open VAR de Brahma será no Bigorrilho, no Leblon. Em Porto Alegre, a ação acontece no Kiosque Bar, na Cidade Baixa.

– É por causa da paixão dos torcedores por seus clubes que o futebol se tornou um patrimônio nacional. E, como cerveja que sempre esteve ao lado do torcedor, queremos fazer desse momento durante um dos jogos mais importantes do ano algo especial e inesquecível – disse Gustavo Tavares, gerente de marketing esportivo da Cervejaria Ambev.

5daf2ec86bd4a

– Quando um erro decide…

Há certos lances no futebol indiscutíveis. Um erro do árbitro no final da partida, por exemplo, decide um resultado.

Ao assistir esse lance entre Ceará x Bahia, fico pensando: o que acontece? Ninguém ajudou o árbitro? Desatenção total?

É por isso que os torcedores acabam pensando bobagem sobre a índole dos juízes de futebol…

Abaixo, do tuíte do jornalista Anderson Cheni, entenda:

Segundo gol (o da vitória) do @CearaSC por 2 x1 contra o @ECBahia com esse escanteio que não ocorreu comprova a fragilidade ou ruindade mesmo da arbitragem brasileira.

Resultado de imagem para Ceará x Bahia

– A correta expulsão de Brenner em São Paulo 1×0 Avaí

Dewson Freitas não é um árbitro TOP (embora esteja até dezembro no quadro da FIFA). Ao ouvir as críticas sobre o Cartão Vermelho que ele aplicou no Morumbi no último domingo, imaginei que era mais um “em ritmo de lambança”.

Assisti o lance e preciso ser justo: ACERTOU o árbitro! Brenner vai com a sola da chuteira na perna de Daniel Alves, e isso não é jogo perigoso nem ação temerária, mas força excessiva na disputa de bola. Totalmente evitável e, de acordo com a Regra, DEVE ser punido com a expulsão.

Muitas vezes os torcedores acreditam que para levar o Vermelho precisa existir violência extrema. Nada disso! Não precisa tirar o adversário de campo para receber o Vermelho.

Me recordo de um clássico Corinthians x Palmeiras apitado pelo Wilson Luís Seneme em que o Roberto Carlos, lateral esquerdo, foi expulso por um lance semelhante (e houve, na época, a mesma discussão).

Resultado de imagem para São Paulo x Avaí

– Carille tem ou não razão na reclamação do gol da Raposa em Corinthians 1×2 Cruzeiro?

Totalmente equivocada a reclamação de Fábio Carille, treinador do Corinthians, no polêmico gol do Cruzeiro, usando o argumento de que “o bandeira marcou impedimento”. Explico:

1. O árbitro é quem confirma ou não a paralisação do jogo por impedimento. O bandeira auxilia-o, indicando a irregularidade, sugerindo a marcação. Enquanto não há o apito do juiz, a partida está valendo.

2. Existe o vício do jogador de futebol em parar de jogar quando vê o bandeira levantar seu instrumento. Os árbitros assistentes NUNCA paralisam o jogo, eles não têm esse poder. Fica a dica: sempre o boleiro continue a disputa de bola até ouvir o silvo do apito.

3. A bola lançada ao atacante do Cruzeiro veio de um atleta da defesa do adversário, ou seja, não foi tocada por um companheiro, mas do elemento de outro time (neste caso, de Fágner). Nessa situação, não existe impedimento.

Confesso que fiquei na dúvida: Carille não sabia disso ou quis criar um fato?

Enfim: gol legal do time mineiro.

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 Flamengo: o jogo em que o Galo disse adeus ao inferno da 4a divisão!

Antes de qualquer coisa: Parabéns Paulista FC pela conquista do acesso à A3! Parabéns Kah Sports e Fut-Talentos pelo trabalho feito!

Vamos falar da arbitragem: tivemos nessa tarde uma excelente atuação de Lucas Canetto Belotte. Creio eu, da nova safra, o melhor juiz em formação do quadro da FPF.

O fruto desse bom trabalho ocorreu pois o árbitro apitou de maneira séria, não menosprezou o jogo (lembrando que aqui houve um árbitro de A1 que apitou de “freio de mão puxado” num domingo cedo…) e conseguiu transmitir segurança aos atletas.

Lucas demonstrou muito bom posicionamento dentro de campo, em momento algum se acomodou e procurou ter autoridade na medida certa. Tecnicamente, não errou em nada. Disciplinarmente, os cartões foram bem aplicados, incluindo a expulsão de Pedro Demarchi (PFC) – exceto a não aplicação de uma advertência a Piauí (PFC), numa entrada temerária.

Nos lances mais difíceis, estava em cima do lance, por exemplo, aos 6 minutos, quando Yan (PFC) perdeu a bola, caiu na área e pediu pênalti. Mandou ele levantar, de maneira atenta e firme. Também aos 10m, quando Bruno (AAF) está no ataque e a bola bate em sua mão, corretamente se atentou à Regra e não marcou infração pois não foi em lance de possibilidade de gol. A regra mudou, mas não quer dizer que “bateu, parou”.

Muito boa a participação do bandeira 1 Daniel Luís Marques, bastante acionado no 1º tempo (especialmente nos impedimentos que foram numerosos) e que se mostrou ativo e ajudou bastante o árbitro, inclusive discernindo situações de faltas existentes ou não.

Marco Antonio de Andrade Motta Jr, o bandeira 2, ajudou bastante o árbitro, inclusive nas marcações de faltas. Bem atento.

Eleandro Pedro da Silva, o 4o árbitro, esteve ajudando bastante o trio e merece o reconhecimento.

Faltas – 15×17
Cartões Amarelos – 2×4
Cartões Vermelhos – 1×0
Público – R$ 71.480,00
Renda – 4.623

Na foto 1, o time que garantiu o acesso.

Na foto 2, torcedores cadeirantes e crianças (os torcedores do futuro) no campo de jogo.

No link, a excelente narração do gol do Paulista na voz de Rafael Mainini, em: https://youtu.be/utaB2molOMY

E o apito final, em: https://youtu.be/y4TrWvc_kGE

– Quem tem Razão: Ronaldo ou Luxemburgo sobre Neymar?

Uma postagem deste blog há 8 anos e que chama a atenção: como se encarava as “pancadas” que Neymar levava!

Vejam só, abaixo:

QUEM TEM RAZÃO: RONALDO OU LUXEMBURGO SOBRE NEYMAR?

Após a partida contra o Santos no último domingo, Wanderley Luxemburgo esquivou-se de algumas perguntas sobre a arbitragem, mas foi enfático numa das respostas:

O problema é que a arbitragem está protegendo demais o Neymar; caiu é falta”.

Na última segunda-feira, Ronaldo Nazário comentou sobre o craque santista:

O problema é que os árbitros precisam proteger mais o Neymar; eu apanhei muito que nem ele”.

E aí quem tem razão? Luxemburgo ou Ronaldo? Deixe seu comentário:

Resultado de imagem para Neymar no Santos FC

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista FC x AA Flamengo (Semifinal)

Lucas Canetto Belotte, jovem árbitro da FPF e que já apitou um clássico “pesado” neste ano (Corinthians x São Paulo pelo Paulistão da Série A1), está escalado para o importante jogo do Galo contra o Flamengo de Guarulhos.

Gostei dessa escala. Lucas trabalhou na semifinal da Copa São Paulo do ano de 2017 no Jayme Cintra (Paulista 5×1 Batatais) e foi muito bem! Desde então tem evoluído, vez ou outra oscilando devido a sua juventude – mas sempre fazendo bons trabalhos.

O árbitro costuma se posicionar muito bem em campo, é bom disciplinarmente e sabe mostrar autoridade. Dos jovens árbitros lançados no último Campeonato Paulista da 1a divisão, é quem mais me agradou.

Seus jogos que analisei em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/02/15/a-escala-de-um-arbitro-novato-para-corinthians-x-sao-paulo-boa-ou-ruim-opcao/

Desejo uma grande arbitragem e ótimo jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Flamengo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Repórter da Galera: Guilherme Barros e Editoria do Jornal de Jundiaí com Thiago Batista de Olim. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

Imagem relacionada

– O erro grosseiro em Goiás 2×2 Corinthians e a necessidade de mudar o VAR brasileiro!

Wagner do Nascimento Magalhães, o árbitro carioca do quadro da FIFA que apitou Goiás 2×2 Corinthians, não interpretou como pênalti o lance tão polêmico no Serra Dourada nesta 4a feira. Mas Carlos Eduardo Nunes Braga (árbitro de vídeo da partida) o convidou para verificar o lance e a decisão foi modificada. E, com isso, errou!

Fico constrangido ao ver momentos como esse: o árbitro de vídeo está modificando situações corretas e transformando-as em grandes equívocos. Pior: está influenciando decisões interpretativas!

Em 2019, alterou-se a questão de uma bola que bata na mão em situação de gol estando de posse do ataque e que resulte no tento. Ou seja: propositalmente ou não, uma bola que toque na mão / braço do time que ataca e se transforme em gol, tornou-se um lance irregular. Nos demais lances de bola na mão, nada mudou, continuando a valer as situações de intencionalidade e movimento antinatural (imprudência não existe nesse caso).

Se você tem dúvida sobre quando marcar infração de mão na bola, explico detalhadamente em: https://wp.me/p55Mu0-2j9

Fico imaginando: se tivéssemos esse mesmo comportamento do VAR em uma hipotética fase mata-mata no Brasileirão, deturparíamos ainda mais o campeonato. E aqui reside a preocupação: de quem é a culpa do péssimo “VAR à Brasileira”? Dos cartolas do apito? Dos árbitros? Da CBF? De todos eles?

Com pesar, ficará a sugestão: que tal trazer árbitros ingleses para algumas rodadas?

Resultado de imagem para GOIAS x Corinthians

– E o torcedor não se preocupa com as leis: homofobia em Marília 2×0 Fernandópolis

Falamos recentemente dos atos racistas e neonazistas praticados na Bulgária nas Eliminatórias da Eurocopa, onde o Protocolo FIFA (que está em vigor desde 15 de julho de 2019 e que visa parar o jogo e até encerrar a partida caso uma torcida pratique homofobia, racismo, sexismo, manifestação política, religiosa ou qualquer forma de preconceito) foi acionado por duas vezes ontem: uma por racismo contra os atletas negros ingleses e outra por palavras de ordem em defesa do neonazismo. A 3a paralisação ocasionaria o encerramento da partida e a automática derrota da equipe cuja torcida praticou tais atos.

Para saber sobre esse jogo (Bulgária 0x6 Inglaterra) clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/10/15/o-protocolo-fifa-foi-acionado-duas-vezes-em-bulgaria-0x6-inglaterra-mas-a-resposta/

Agora, lendo as súmulas das semifinais da 2a divisão Sub 23, a fim de saber se tudo ocorreu bem nos jogos decisivos, vejo que em Marília houve o relato de que a torcida gritava “Bicha” para o goleiro do Fernandópolis na cobrança de tiro de meta (não sendo claro que se foi em um momento ou se foram em vários). O árbitro Humberto José Junior não informou nada se houve a paralisação da partida na fase 1 dos procedimentos do Protocolo FIFA e o consequente pedido ao capitão da equipe para que encerrassem essas manifestações (isso deveria ter sido feito, mas aparentemente não foi).

Lembro que esse mesmo Protocolo só surgiu por conta da insistência da torcida mexicana em grita “Puto” nestas mesmas situações quando o goleiro da equipe rival cobrava o tiro de meta no campeonato local. Como isso se expandiu pela América Latina, a preocupação foi mais ampla a outras formas de preconceito.

Creio, portanto, que o Estádio Bento de Abreu, em Marília (que poderá ser sede de Marília x Paulista daqui há 10 dias no possível jogo de ida que decidirá o título da 4a divisão) poderá ser alvo de discussões. Não creio em interdição / perda de mando por dois motivos: o tempo hábil da citação e julgamento (não daria para o TJD julgar antes da primeira partida da final) e pelo relato simplista do árbitro, que aparentemente descumpriu o Protocolo FIFA. Acredito, sim, em punição financeira (o que é mais provável) e que ocorrerá depois de um hipotético primeiro jogo decisivo.

Fica o alerta: os tempos mudaram, as regras são outras e a sociedade está mais atenta e diversa (gostemos ou não).

OPS – Fico curioso: se o Protocolo FIFA tivesse sido aplicado, certamente o MAC seria julgado antes de uma decisão. Qual seria a pena? Em Vasco x São Paulo, neste ano, onde ocorreu o primeiro caso em solo brasileiro, ficou apenas na multa, sem perda de mando, como sugere a FIFA.

Resultado de imagem para Proibido Jogar Futebol

– As interferências do VAR estão surtindo o efeito desejado?

Carlos Eugênio Simon, na Fox Sports, fez um levantamento da participação do VAR no Campeonato Brasileiro. Não consegui o gráfico direto do site da emissora, mas do link abaixo, com os demais números.

(Em: https://br.onefootball.com/veja-a-lista-com-o-time-mais-beneficiado-e-o-mais-prejudicado-pelo-var/).

Digo isso pois ao ver toda a polêmica dessa última rodada, em especial nos jogos entre Athetico x Flamengo e no Vasco x Fortaleza, me questiono: o que era para ajudar a legitimar o placar e diminuir a polêmica, em nosso país, está surtindo o efeito desejado?

Difícil achar que tudo está bem… no link acima sugerido, outros números interessantes.

Resultado de imagem para VAR

– O Protocolo FIFA foi acionado duas vezes em Bulgária 0x6 Inglaterra. Mas a resposta…

Em Sofia, capital da Bulgária, uma noite para envergonhar a humanidade. Durante o jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa, torcedores búlgaros entoaram cantos racistas e nazistas aos jogadores negros ingleses, fazendo com que o Protocolo FIFA contra a discriminação (que engloba qualquer tipo de situação, incluindo homofobia, sexismo ou religião) fosse adotado por duas vezes.

Ao anúncio que no terceiro passo do Protocolo a partida seria encerrada, houve uma grande vaia na arquibancada ao invés de conscientização. Uma tristeza à espécie humana, dita “racional”…

Dentro de campo, a resposta foi boa: Bulgária 0x6 Inglaterra. Uma vitória não de uma equipe, mas a derrota dos preconceituosos.

Sobre o Protocolo FIFA citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A capa do jornal britânico foi perfeita. Abaixo:

– O árbitro protegeria o craque?

Para refletir: e se Neymar, hoje, fizesse um desses debochados dribles de Garrincha? Assista abaixo:

De certo, o adversário tentaria lhe dar um pontapé e uma rodinha de jogadores da turma do “doeu em mim” reclamaria…

E os árbitros, o que fariam?

Já acabou a sina de Neymar “cai-cai” e o rótulo de “terror dos juízes”?

O garoto melhorou bastante dentro de campo (principalmente depois da pendenga da transferência), simula menos e apanha mais. Sejamos justos. 

Mas e no tempo do Mané, que não existiam os Cartões Vermelho e Amarelo e onde todos eram “Joões”?

Outra época do futebol…