– Análise da Arbitragem de Palmeiras 2 vs 0 Red Bull Bragantino. Avisamos sobre o Bráulio…

No aniversário de 60 anos de Vágner Mancini nesse sábado, um verdadeiro “presente de grego” do árbitro...

Bráulio da Silva Machado, que aposentou / desaposentou, sempre teve os seus percalços e erros na carreira. Com 47 anos, alertamos que, apesar da boa arbitragem no recente Palmeiras x Bahia, havia sempre problemas técnicos em suas atuações.

Dito e feito. O jogo estava tranquilo, a primeira falta ocorreu apenas aos 23 minutos do primeiro tempo (foram somente 5 no primeiro tempo todo) e atuava bem. Até aquele momento, um jogo muito bem jogado, bastante Fair Play, com pênalti corretamente marcado por imprudência aos 30 minutos (vide anotações minuto-a-minuto-abaixo, com a explicação do lance). Idem aos 2 cartões amarelos aplicados.

Porém… Bráulio dá 7 minutos de acréscimo (totalmente exagerado, não houve necessidade de VAR, nem atendimentos médicos em campo, nem paralisações, e com bastante tempo de bola rolando).

Eis que aos 50 minutos, Guzmán foi dividir a bola de cabeça com Barboza, todo espalhafatoso. Ele pula com o braço aberto (sem intenção, mas em movimento antinatural) e a bola NÃO TOCA nele. Não há desvio, não interfere em nada (até porque a bola não bateu). Barboza, quando cabeceia a bola para o gol, vê a mesma passar por Guzmán de novo, com o braço em movimento natural (ou seja, não infracional) e a bola também NÃO BATE nele novamente. Portanto, nada a marcar.

Bráulio está bem posicionado e avisa que não foi nada. É lance dele, com campo de visão aberto. Eis que Wagner Reway, o árbitro de vídeo, chama para revisar no monitor. O jogo fica mais parado naquele momento do que nos 45 minutos jogados. As imagens fornecidas pelo VAR mostraram falta de nitidez, pois não se vê a bola ser tocada na mão nem antes e nem depois da cabeçada de Barbosa. E insiste-se em ficar no monitor. Dois minutos depois do lance, há a decisão de marcar pênalti.

Aqui, quatro erros:

– O lance polêmico ocorreu durante o excesso dos acréscimos equivocados;

– Não houve toque de bola na mão (nem voluntário e nem antinatural);

– Não era lance do VAR, pois o árbitro estava com campo de visão aberto; e

– Com a demora em se decidir, sem nitidez e sem imagem mostrando claramente o contrário, respeite-se a decisão de campo.

No segundo tempo, Bráulio mudou o critério: começou a apitar várias faltas que não apitava. Clima ficou pesado, deixou de aplicar alguns cartões e aplicou outros. E aí, foi para a “configuração inicial”: de novo, mudou o critério de faltas. Se perdeu nesse quesito.

Em especial, aos 35m, uma falta foi cobrada pelo Red Bull Bragantino e desviada para escanteio. Bráulio, curiosamente, errou e marcou tiro de meta ao Palmeiras (sendo que esse lance pode ser corrigido pelo VAR, desde não precise paralisar o jogo). Alix, infantilmente, foi reclamar com o Bráulio e colocou a mão nele. Cartão Amarelo bem aplicado.

E o erro final: no primeiro tempo, corrido e jogado, excessivos 7 minutos. No segundo, muito mais paralisado, com atendimentos médicos e substituições, apenas 6. Dispensa comentários…

Enfim, fica a pergunta: o lance capital, se fosse contra o Palmeiras, seria marcado igualmente?

Nesse momento do campeonato, se os adversários do Verdão quiserem reclamar, estão no seu direito.

(Aqui, uma postagem sobre “Por que os árbitros voltam suas decisões após o VAR chamar, mesmo estando corretos, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2026/10/21/por-que-se-volta-atras-quando-o-arbitro-vai-a-cabine-do-var/).

As anotações ao longo da partida, abaixo:

A primeira falta ocorreu somente aos 23m, partida bem jogada.

Pênalti em favor do Palmeiras bem marcado, por imprudência (não queria fazer a falta, mas o jogador adversário se desequilibra com o toque involuntário). Pênalti sem cartão (defendido por Volpi).

No primeiro tempo, Cartões Amarelos a Thiago Volpi (por reclamação) e Herrera (por agarrar ao adversário com o braço). Todos corretos.

Muito bom trabalho do árbitro Bráulio até aos 49 minutos, mas exagerado nos acréscimos: somente 4 faltas no 1º tempo até 45’, sem paralisações de VAR, e 7 de acréscimos.

Só foi elogiar… Bráulio entra na reclamação infundada de mão na bola de Guzmám, não foi, mas o VAR chamou.

Depois de uma “mesa redonda”, p ênalti equivocadamente marcado.

Aos 2m, Fabinho dá no corpo de Giay e deveria receber cartão amarelo. Não recebeu,..

Nitidamente, mudou o critério do árbitro, que começou a marcar mais faltas e o jogo mudou de clima.

Aos 18m, Gustavo Gomez evita o contra-ataque de Wallace Yan com uma falta temerária. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 24m, Bráulio deixou de marcar tudo.. Mudou o critério de novo.

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