– Levamos outro 7×1 como na Copa do Mundo: agora, na versão “VAR”.

Amigos… fico até constrangido em escrever, mas assistiram o SHOW (com letras maiúsculas mesmo) do uso do árbitro de vídeo na 1a rodada da Premier League?

Fiquei envergonhado ao constatar que lá o protocolo de “menor interferência e máximo acerto” está muito além do que as lambanças do Brasil (e olha que estamos falando da rodada inicial apenas). Cadê o discurso de adaptação, tempo para melhorar e aperfeiçoar, etc (que estamos ouvindo há tempos aqui)? Lá, o VAR, em caso de lance explícito irregular em pênalti, sugere que o árbitro reveja (ele não marca nada e nem interfere em lances interpretativos – que é o correto). No Brasileirão, o árbitro de vídeo despreza a decisão de campo, PROCURA achar algum pênalti e acaba influenciando diretamente na questão interpretativa.

A impressão é que o VAR à brasileira quer aparecer e apitar, se tornando mais importante do que o árbitro central. E que faz questão de “caçar” irregularidades. Sem contar que na Inglaterra o momento do VAR se tornou um espetáculo ao mostrar em telões os procedimentos, prometendo liberar, inclusive, o áudio!

Nada de parar o jogo e usar o VAR a qualquer instante, vulgarizando-o. Quem assistiu Palmeiras 2×2 Bahia entende bem essa situação… Aliás, recordando: na terra da Rainha, temos apenas 3 pessoas compondo o VAR. Aqui, chega-se a 9 dependendo do jogo (mas nunca menos de 5).

Premier League: VAR makes first major decision as Gabriel Jesus goal overturned

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Catanduvense

Nesta manhã em Jayme Cintra tivemos uma arbitragem fraca. Eu não gostei! Vamos a ela?

Tecnicamente, poderia ser melhor. O árbitro deixou de marcar algumas faltas existentes e marcou outras que não deveria marcar (para as duas equipes). Nada que influenciasse no resultado final, mas que irritou atletas e torcedores. A impressão que tenho é que o árbitro José Araújo Ribeiro Jr precisa de orientação melhor para discernir faltas reais das faltas que não são.

Disciplinarmente pecou quando quer advertir verbalmente com constância, banalizando o “ato de dar bronca”. Acertou aos 32m quando aplicou cartões amarelos a Matheus (PFC) e Jeferson (CAT) por uma falta mais forte do visitante e um revide. Mas outros cartões que poderiam ser aplicados não foram (como a Gui, que agarrou Jeferson e nada levou, a Ítalo que deu um carrinho em Matheus ou a Pedro que atingiu Joaquim fora do campo visual do árbitro).

Corre bem o juizão, mas é pouca virtude para jogos importantes de divisões maiores. Já os bandeiras (Alex Alexandrino e Fausto Viana) e o quarto árbitro Robson dos Santos (sempre atento) estiveram “ligados” o tempo todo e auxiliaram com precisão ao árbitro.

Não sei se a atuação costumeira do árbitro é essa. Se for, está devendo muito e hoje não agradou.

Público: 847 pagantes e R$ 11.590,00 de renda.

Resultado final: Paulista 1×1 Catanduvense

Cartões Amarelos: 3×2

Cartões Vermelhos: 0x0

Faltas: 20×12

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– As voltas que o mundo dá… E o Batatais?

Veja só como o mundo dá voltas e as coisas passam a ser mais realistas. Abaixo:

Um dia, o Batatais FC recebeu uma dica (não se sabe de quem) de que Helton Matheus (até então atleta que jogava no Paulista de Jundiaí) era “gato” (ou seja, tinha idade adulterada e jogava a Copa SP de Jrs com idade mais avançada). Após o próprio time do Batatais sofrer uma goleada para o time de Jundiaí e ser eliminado da competição, resolveu denunciar o menino que havia falsificado seus documentos. O Paulista, que não tinha participação alguma no golpe, foi eliminado da Copa SP de Futebol Jr por conta do regulamento (mesmo com os documentos do atleta tendo o carimbo e aceite da FPF, e ele ter chegado ao time após outras passagens com a mesma documentação). Vale lembrar que o Galo de Jundiaí defenderia seu bicampeonato contra o Corinthians. O Batatais (que perdeu em campo) ficou com a vaga e o presidente da agremiação da época disse em outras palavras nas suas diversas entrevistas que “não era por causa disso a denúncia, mas pela Justiça em saber de algo errado e a consciência cobrando-o por nada fazer”.

Agora, estoura o escândalo: o Batatais, que se fez de paladino através de seu cartola, é suspenso pela FPF por esquema de manipulação de resultados!

Seriam os mesmos cartolas da época? Confesso que não sei. Mas sei que a denúncia em prol da moralidade era demagogia pura, isso fica cristalino.

Para recordar, a análise da arbitragem do jogo citado (Paulista 5×1 Batatais),

em: https://professorrafaelporcari.com/2017/01/22/analise-da-arbitragem-de-paulista-5×1-batatais/

Abaixo, extraído de Esporte Jundiaí,

link em: https://www.esportejundiai.com/2019/08/dois-anos-apos-tirar-paulista-no-caso.html?m=1

BATATAIS É SUSPENSO DAS ATIVIDADES DO FUTEBOL PAULISTA

Em 2017, o Batatais foi o principal responsável por eliminar o Paulista na decisão da Copa São Paulo fora dos gramados, ao denunciar o Tricolor por ter escalado um jogador de forma irregular – idade adulterada – o famoso caso “Gato Heltton Matheus”. Dois anos depois o clube foi suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva do estado de São Paulo.

Segundo os sites Futebol Interior, Globoesportecom e A Cidade On, a Federação Paulista de Futebol (FPF) confirmou, nesta sexta-feira, que o Batatais está suspenso, preventivamente, pelo Tribunal de Justiça Desportiva, pelas suspeitas de manipulação de resultados.  

A punição é válida por 30 dias e deixa o time fora da Copa Paulista e no campeonato estadual sub-20, competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Quatro jogadores que defenderam o time no Campeonato Paulista da Série A3 de 2019 são suspeitos de envolvimento em resultados manipulados. Os nomes são mantidos sob sigilo, mas eles já foram ouvidos na FPF.

Uma empresa de apostas até já mandou relatórios pra Federação indicando essa possibilidade de fraude.

O primeiro jogo sob suspeita foi disputado no dia 17 de março, quando o time perdeu por 2 a 0 para o Barretos. Três dias depois, houve o empate de 1 a 1 entre Batatais e Comercial.

Por conta da suspensão, o jogo entre o Comercial e o Batatais inicialmente marcado para o domingo, em Ribeirão Preto, válido pela Copa Paulista, foi adiado. No sub-20, o Palmeiras avançou para terceira fase, com a suspensão do Batatais, já que enfrentaria o mesmo clube nas duas próximas semanas na segunda fase de grupos.

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– O que mudou ou não na Regra da “Mão na Bola”

Depois que houve a adição do termo “movimento antinatural das mãos e braços na bola”, parece ter ocorrido uma revolução nas Regras do Jogo de Futebol no Brasil. E não foi isso que deveria acontecer (e tampouco o que aconteceu no Exterior).

Quando a International Board aprovou a introdução deste termo, a FIFA orientou os árbitros e suas Comissões Nacionais a se atentarem à intenção disfarçada do jogador em cometer a infração, enganando a arbitragem. Ou seja: simular que a bola bateu sem querer; disfarçar uma falta como acidente, de maneira a parecer que foi casualidade e não intencionalidade.

De maneira bem objetiva: continua valendo sempre a intenção e não a imprudência! Com o alerta de que essa intenção pode ser  disfarçada por um movimento antinatural físico do jogador.

Aqui no Brasil interpretou-se errado, pois traduziu-se equivocadamente a orientação levando a entender o termo “correr o risco de bater a bola na mão ou no braço” como um ato de imprudência. Ora, a única infração que não vale a interpretação de “imprudência” no futebol, de todas as existentes, é justamente a da mão na bola! Sempre será “intenção ou não”!

Na época, Sérgio Corrêa da Silva, o presidente da CA-CBF (e que hoje é o homem forte do Departamento de Desenvolvimento do VAR-CBF) teimou em orientar os árbitros a marcarem os pênaltis “a lá jogo de queimada”, como vimos tão equivocadamente naquela temporada. Jorge Larrionda, ex-árbitro da FIFA, veio como instrutor e palestrou aos brasileiros em seu péssimo portunhol confundindo ainda mais a situação.

Na época da Copa do Mundo de 2014, Massimo Bussaca, o “chefão dos juízes da FIFA”, em entrevista ao Estadão (dê uma busca nos arquivos desse blog para a redação inteira) disse que era LOUCURA o que estava acontecendo aqui. No Exterior, nenhum desses pênaltis da então ironizada Regra Tupiniquim 12B (nossa jabuticaba futebolística), existente somente no Brasil, acontecia.

Para a temporada 2019/2020, não houve mudança do conceito da Regra, mas sim uma melhora redacional da questão do movimento antinatural, ajudando a exemplificar o que significa isso.

Por exemplo, junto às diretrizes da Regra, fala-se sobre o fato de que,  em um carrinho onde o atleta possa estar tentando bloquear a bola com o braço excessivamente aberto acima do corpo, diminuindo o espaço e disfarçada/ intencionalmente tocá-la, é falta. Produziu-se também vídeos ilustrativos para que não paire a dúvida. É a mesma situação que desde 2013 se aplica na Europa, sabendo discernir melhor o que é o movimento antinatural do que casualidade. Pular numa barreira com os dois braços levantados (mais um exemplo) fisiologicamente é algo não natural.

No “boleirês”, a FIFA quis alertar: “cuidado com o ‘migué’ do atleta que abre os braços de propósito para a bola bater nele”. Dessa forma, fica ainda mais claro que a International Board nunca desejou que a bola que bata sem intenção alguma no braço de um jogador que está caído no chão após um carrinho seja infração (embora, repito, existia um ridículo vídeo da CBF TV com um lance de Palmeiras x Fluminense ilustrando que isso era para ser punido – mas nunca deveria ter sido – e que já tiraram do ar).

Simples. Não mudou a Regra, mas melhorou-se a redação. Não muda nada na aplicabilidade mundo afora, embora a Comissão de Árbitros da CBF possa render-se a entender o que há anos a FIFA pede. Fato real é que já se diminuiu sensivelmente os pênaltis de queimada aqui.

Trocando em miúdos para encerrar: como se fazia errado no Brasil com insistência e os árbitros não pareciam entender (embora apitassem e interpretassem direitinho quando saíam para jogos de competições internacionais), ao invés de escrever, precisou-se “desenhar para entender” através de vídeos e redação explícita.

– A boa arbitragem de Bruno Arleu em Corinthians 2×0 Goiás

Gostei das decisões da arbitragem no jogo da Arena Itaquera, encerrado há pouco.

Foram duas situações relevantes:

1- O gol anulado dos Goiás é dificílimo! Lance ajustado, situação difícil de se ver a olho nu e até mesmo pelo vídeo;

2- O pênalti a favor do Corinthians, onde existe claramente o movimento antinatural, onde o atleta deixa o braço levantado propositalmente para impedir a passagem da bola.

Em ambas, acerto da equipe de arbitragem. Parabéns!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Catanduvense

José Araújo Ribeiro Júnior, 8 anos de carreira e 32 de idade, residente em Batatais, será o árbitro para Paulista x Catanduvense. Ele venceu o sorteio contra Alysson Matias, árbitro conhecido e de má sorte em jogos no Jayme Cintra e no Campeonato Amador da nossa cidade. 

Araújo não trabalhou ainda em Jundiaí [correção: apitou Paulista x Taboão em 2017] e tem em seu histórico vários jogos da Segunda Divisão e da A3, sendo que nesse ano conseguiu apitar a A2. Porém, constam várias reclamações de suas atuações quanto à parte técnica, especialmente em União Barbarense x São Carlos no ano passado e recentemente em Rio Claro x Noroeste pela Copa Paulista (também por conta de não coibir jogadas mais ríspidas).

Como não assisti esses jogos e somente recebi relatos (aliás, muitos relatos de súmulas carregadas mandando muitos dirigentes ao TJD-SP), prefiro conhecê-lo dentro de campo na próxima partida antes de um julgamento fiel. Torço para que seja um bom árbitro, que ocorra uma boa atuação e tenhamos um grade jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Catanduvense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson “Berró” Machado, análise da arbitragem com Rafael Porcari e reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O lance mais ridículo da era do VAR: o pênalti para o Fortaleza contra o Ceará! (Ceará 2×1 Fortaleza).

Que vergonha: Heber Roberto Lopes marcou um ridículo tiro penal no clássico cearense que chega a ser constrangedor assistir o lance!

Além de ser ex-FIFA e por isso “não ter direito” de errar desse jeito, sem ser convicto ouviu o chamado do VAR Grazianni Maciel Rocha e mudou de opinião. Tudo errado!

Sem dúvida, pela quantidade de erros, o VAR está desacreditado no Brasil. Ao invés de melhorar a qualidade dos jogos, está piorando! E olha que defendo o VAR, mas o da CBF não dá! 

Veja o lance:

– A Regra não é clara, nem para a International Board!

Eu estou há algum tempo criticando a velocidade e o volume das mudanças das Regras do Futebol, não permitindo que todos os envolvidos no esporte assimilem as novidades. Jogadores, Imprensa, Comissões Técnicas e até árbitros têm dificuldades para entender tudo o que muda. Torcedores então? Vixi…

Vamos lá: nessa semana surgiu um polêmico lance em Benfica x Milan, sobre um tiro de meta que é cobrado com a bola levantada e que vira recuo ao goleiro para ele sair jogando com as mãos. É basicamente parecido com a burla que foi coibida há tempos (onde um atleta ergue a bola e a devolve de cabeça, para o goleiro dominá-la com as mãos).

A IFAB (International Board, a “dona das Regras”) alegou que o lance, a partir dessa temporada como feito no amistoso internacional, era permitido. Reveja-o aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/30/uma-nova-jogada-surgida-com-as-modificacoes-da-regra-o-tiro-de-meta-em-benfica-x-milan/.

Porém, David Elleray, o mesmo diretor da IFAB que disse ser LEGAL, falou que um comitê interno estudou o lance e determinou que é ILEGAL, mas não deveria se marcar infração e nem dar cartão amarelosomente repetir o tiro de meta.

Se até eles estão com dúvidas nas regras que criam, imaginem o árbitro de futebol que não consegue receber a contento e nem com a qualidade devida a orientação correta das regras. Aí você entende a quantidade absurda de “pênaltis de queimada” marcados em nosso país… o jeito é estudar muito e esperar que o certo se realize!

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– O pênalti simulado por Rafinha em Flamengo 2×0 Emelec.

Que pênalti estranho foi aquele marcado por Nestor Pitana, que nem deu bola para o VAR, na simulação de Rafinha no Maracanã?

Um árbitro gabaritado como ele, que apitou final de Copa do Mundo, não pode nem desconfiar que o lance foi um engodo. Tem que ter certeza inconteste!

Aliás, parece que a 1a final única da Libertadores vai agradar a Conmebol: somente times grandes estão classificando, diminuindo o risco de ausência de público… Viram como não tem erro contra “pequeno” no torneio?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Tupã x Paulista

Como o jogo é importante, o árbitro escalado é bom: para o confronto do Índio da Alta Paulista versus o Galo da Serra do Japi, teremos Danilo da Silva – um árbitro que está “prestando vestibular” para apitar a 1a divisão.

Explico: o juizão de 35 anos e há 12 temporadas na FPF tem feito uma caminhada bem sólida na sua carreira: todo ano sobe uma divisão, se firma nela, e aí tem oportunidades melhores. Em 2019, teve as primeiras oportunidades na série A2, solidificou-se na A3 e nos jogos mais importantes da Segunda Divisão foi escalado. É o árbitro mais gabaritado sorteado na Rodada.

Danilo é bem sereno dentro de campo, tem um estilo de arbitragem moderno (é muito bom em critérios disciplinares) e está lutando para apitar pela primeira vez um jogo da série A1 em 2020. Gostei da escala.

escala

– Uma nova jogada surgida com as modificações da Regra: o tiro de meta em Benfica x Milan.

Viram esse lance ocorrido em um tiro de meta no Amistoso Internacional entre Benfica x Milan? O goleiro ergue a bola e o seu zagueiro a devolve de cabeça; na sequência, ele a pega com as mãos e lança com perfeição seu companheiro.

Agora não é mais necessário que a bola saia da grande área, e tal situação relatada se tornou possível não sendo entendido como um recuo ilegal. Aliás, como é legal estudar a Regra do Jogo!

Assista aqui: https://youtu.be/8jfE4R3Qtm0.

Em tempo: a IFAB entende como legal essa situação. Compartilho uma reportagem esclarecedora do assunto,  produzida pelo site Refnews, entrevistando o representante da entidade a respeito desse lance específico.

O link pode ser acessado em: https://refnews.wordpress.com/2019/07/30/ifab-explica-tiro-de-meta-polemico-em-jogo-entre-benfica-e-milan/

– O VAR é um desastre, diz Arnaldo.

Leram a Folha de São Paulo do último domingo?

Em sua Seção de Esportes, página B7, o jornal publicou um artigo do ex-árbitro FIFA e emblemático comentarista da Rede Globo por muitos anos, Arnaldo César Coelho. Ele dissertou sobre o VAR, e faz algumas críticas que comungo com ele. Mais ainda: ele falou sobre “O Negócio VAR”.

DO JEITO QUE ESTÁ, O VAR É UM DESASTRE E MEXE COM A ESSÊNCIA DO FUTEBOL

​Com o tratamento atual, o VAR é um desastre.

Mexeram com a essência do futebol, que é o gol. O cara não vibra como poderia vibrar ou vibra depois de seis minutos. Isso é o principal.

Mudou o comportamento dos jogadores. Criou-se o hábito de reclamar sempre porque, com as reclamações acintosas, o VAR pensa: “Será que tem alguma coisa que não vi?”. Aí, vai pesquisar e gasta 6, 7, 10 minutos para ver o lance. A França foi campeã do mundo usando esse recurso da estreia à final.

Os árbitros perderam sua função. Você pode botar um gandula de bandeirinha. Ele entra ali para marcar lateral e fica com a bandeira para baixo nos lances de impedimento. Se sair o gol, vão revisar. Se vão revisar de qualquer maneira, para que levantar?

A marcação do impedimento não se resume àquela linha que traçam no gramado. A imagem tem de ser pausada no exato momento do passe. Já houve lances em que a imagem usada não era a do momento do passe.

Também não pode ser ignorado o negócio VAR. São 3 empresas no mundo que fazem. Uma é inglesa, que já entrou na Conmebol e em outros lugares; uma é belga, que está no Brasil, e uma é japonesa, que não emplacou e está refazendo seu equipamento. Tudo isso custa caro.

Os mesmos dirigentes que estão hoje na Fifa e decidiram implantar a arbitragem de vídeo eram contra quando estavam na Uefa. Agora, a entidade ministra cursos no mundo todo por uma grana alta. Sem falar nas empresas responsáveis pela operação.

Sou favorável à tecnologia, mas ela foi totalmente deturpada. Ela foi criada para mostrar se a bola entrou. Mas o custo benefício disso é muito caro.

Por isso e por não concordar com essa intolerância com o erro humano, sou cético. Da forma que está, o VAR é um desastre.

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– O pênalti decisivo a favor do Tricolor Paulista no Maracanã: sobre Fluminense 1×2 São Paulo

Confesso: olhei com muita boa vontade o lance derradeiro do jogo de sábado a noite no Maracanã. Após a cabeçada de Everton (SPFC) a bola teria sido tocada intencionalmente com a mão por Allan (FLU). Não consigo entender como pênalti.

Vale destacar: o árbitro Anderson Daronco estava muito bem posicionado, de frente para o lance. Nenhum jogador do São Paulo reclamou de pênalti por não ter visto essa mão intencional. Mais do que isso: nas imagens do Globoesporte.com, em algumas outras do YouTube e por diversas vezes vendo o replay, eu também não consigo enxergar qualquer movimento deliberado ou antinatural que possa ter cometido o atleta do time carioca.

Me estranha muito Daronco ter mudado sua decisão após a consulta ao VAR, insisto, pois ele tinha uma visão privilegiadíssima da jogada, e sendo lance interpretativo, estaria ele mais capacitado de entender se foi infração ou não.

Porém, sorte do Anderson Daronco que repercutirá muito pouco. Errar em jogo no sábado a noite e por PPV é muito menos danosos para a imagem do árbitro do que no domingo às 16h na TV aberta. É fato.

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– Análise da Arbitragem para Paulista 2×0 União Suzano

Um jogo muito estranho, de imensa superioridade do Paulista em domínio territorial (não resultante em tantos gols como se esperava), e que inicialmente parecia desinteressante por algumas situações de ansiedade.

Explico: com 20 minutos de jogo, tínhamos 12 faltas: 2 do União Suzano e 10 do Paulista (praticamente todas de ataque, com empurrões em zagueiro ou situações de excesso de vontade). Até que saiu um Cartão Amarelo corretamente a Gabriel Terra (PFC) aos 22m, quando o jogo passou a ser levado mais atentamente. Após esse lance, os jogadores colocaram a bola no chão e o gol do Paulista saiu com naturalidade. Depois disso, as faltas cessaram e o jogo fluiu (nos demais 23m + 3m de acréscimo, só ocorreram outras duas infrações cometidas pelo Galo).

Não tivemos exigência alguma para o árbitro Jefferson Dutra Giroto (uma ou outra falta não marcada, em especial no seu xará Jeferson, atacante do Paulista), pois a partida, como falamos, foi extremamente atípica (lembrando que no jogo passado, USAC perdeu de 8×0 do PFC e se falava de um possível WO em Jundiaí). Tanto o Árbitro Assistente 1 Vladimir Nunes da Silva quanto o Árbitro Assistente 2 Felipe Camargo Moraes fizeram seu dever corretamente, em especial com os impedimentos.

Vale lembrar: o União Suzano subiu ao campo 5 minutos atrasado para o início de jogo e outros 5 minutos no reinício.

Faltas: PFC 18 x 7 USAC (no 1o tempo, 12 x 2).

Cartões Amarelos: PFC 1 x 0 USAC

Cartões Vermelhos: PFC 0 x 0 USAC

Renda: R$ 11.900,00.

Público: 903 pagantes.

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(Como na foto, com frequência vimos essa imagem: 21 atletas no campo de ataque do Paulista – só o goleiro do Galo no seu lado).

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista x União Suzano

Para a partida do próximo sábado às 15h no Estádio Jayme Cintra entre Paulista vs USAC, apitará Jeferson Dutra Girotto, que venceu o sorteio contra Diego Fernandes.

Jefferson tem 33 anos de idade e apita há 9 temporadas. E nesse sorteio realizado para o jogo, percebe-se que a FPF colocou dois arbitros de histórico igual: que apitam a segunda divisão e categorias amadoras, com alguns poucos jogos na A3 e que buscam ser testados para ter oportunidades mais concretas em 2020.

Ou seja: um jogo considerado “tranquilo” para se observar árbitros, já que é uma partida de favorito claro, diferente de outras rodadas, onde o “melhor árbitro escalado” era no jogo do Paulista (nessa rodada, Thiago Scarascati, que é da A1, é o “melhor da escala” e estará em Flamengo x São José).

Vamos conhecer o trabalho de Girotto nessa rodada, torcendo para uma boa atuação e que tenhamos um bom jogo.

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Suzano pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Messi e a punição de mentirinha!

A Conmebol realmente é rigorosa, hein? Puniu Lionel Messi com uma multa de R$ 5.600,00 e um jogo de suspensão por criticar a entidade durante a Copa América.

Para quem ganha US$ 3.000.000,00 em salário e contratos publicitários, não é nada. Para quem precisa de uma folga da Seleção Argentina, um joguinho de descanso é bom.

Se fosse séria, a Sulamericana seria mais contundente. Ela precisa do Messi, a Seleção Argentina precisa dele e o Espetáculo em si tem como ele o ator principal hoje. Já Messi não precisa nem da Conmebol e nem da Seleção do seu país.

E aqui fica a questão: quando os clubes se reunirão e criarão uma entidade representativa HONESTA, a fim de substituir a Conmebol, que sabidamente não é? Vide os presidentes presos, os membros acusados e os escândalos surgidos…

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– Eu não quero WO em Jundiaí. Mas e se ocorrer?

Jogador quer jogar e provar ao treinador que tem qualidades. Árbitro vem com o “apito entre os dentes” para mostrar serviço. Torcedor quer ver seu time ganhando dentro de campo com muitos gols. A Imprensa vem pronta para dar o melhor de si. Tudo fica armado, o espetáculo é preparado e… o outro time não aparece?

Digo isso por questões lógicas: e se o União Suzano não aparecer no sábado para enfrentar o Paulista em Jundiaí? 

É muito chato vencer por WO (aliás, uma curiosidade: o termo WO vem de WalkOver, uma expressão inglesa que surgiu nos primórdios da bola e que mais ou menos significa  “vitória fácil”). Além disso, há certas complicações para ambas as equipes.

Imagine: tendo o Paulista vencido por 8×0 em Suzano, a lógica diria que em Jundiaí também teríamos um placar elástico. Os jogadores reservas poderiam ter oportunidade, o treinador poderia fazer testes que não costuma fazer, o torcedor ficaria feliz em ver a vitória e os jogadores que brigam pela artilharia poderiam aumentar o saldo de gols. Se vencer por WO, o placar será 3×0 (e nenhum jogador terá gol computado, somente a equipe leva essa contagem além da vitória em si). Será que não seria melhor para o Galo ter jogo? A propósito: acho que terá jogo sim, pois os atletas remanescentes querem jogar para apagar o fiasco anterior, é meta pessoal  e natural de cada um deles.

Imagine o seguinte: e se o União Suzano der um WO contra outras equipes nas rodadas seguintes? Elas ficarão muito bravas, pois terão a vitória na tabela e mais 3 gols, sendo que poderiam golear (e somente o Paulista conseguiu “turbinar” seu saldo com o jogo do 1o turno da 2a fase).

Mas já tentou pensar com a cabeça de “quem assina o cheque pelo lado do USAC”?

Ora, o time teria na tabela uma derrota contabilizada e 3 gols de saldo negativo computados, além de uma multa aproximada de R$ 20.000,00. Se o jogo for longe, qual seria a despesa de viagem, alimentação, estadia e gols sofridos? Às vezes, dependendo do adversário e da distância, o WO é um prejuízo financeiro menor (embora um prejuízo muito grande esportivamente).

Agora, cuidado com as situações de excessão à regra. Não compare um time que poderia / ou pode abandonar um campeonato (já não estou mais no mérito do União Suzano), com alguma equipe que sofra algo de comoção nacional. Entenda: se uma agremiação abandonar a disputa por falta de dinheiro / competência / desorganização, ocorre o WO nos jogos que não disputar (comunicando a desistência ou não, vai diferenciar apenas se a estrutura do jogo será montada ou dispensada). Se ocorrer um fato como o acidente aéreo da Chapecoense, onde se perde valores incomensuráveis (a vida de cada um dos muitos mortos), a situação muda: pode-se anular simplesmente todos os jogos da equipe do torneio, e a tabela ser contabilizada sem os resultados dos confrontos ocorridos e cancelando os vindouros. Reforçando: o motivo é indiscutível do WO, pois a equipe toda conheceu um destino terrível e inexiste na prática.

O que é indevido, e até mesmo um atentado contra as regras e bom senso, é uma equipe abandonar o torneio por incompetência financeira / administrativa e não ser punida. Aí, é WO mesmo e repensar se ela poderá disputar no ano seguinte ou não o campeonato (caso não esteja previsto no regulamento e ela tiver pontos suficientes para não se rebaixada de divisão).

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– Competência, Sorte e Experiência: sobre o pênalti inexistente de União Suzano 0x8 Paulista

Não existe “campeão azarado” no futebol. Ou você, caro leitor, consegue apontar algum?

Não gosto de expressões “sorte” ou “azar”, creio que alguém “sortudo” é aquele que teve a oportunidade e abraçou com firmeza sua chance. Assim, gostaria de falar sobre a ótima goleada do Paulista frente ao União Suzano no sábado.

O Galo tem:

1. Competência: ninguém faz a melhor campanha de um torneio (como tem feito) à toa. É merecedor do sucesso até agora, indubitavelmente.

2. Sorte: jogar contra um adversário que se classifica para a 2a fase e perde 14 jogadores por falta de pagamento, é incomum. Não era a última rodada contra um eliminado, mas fase classificatória visando o acesso. Fez seu dever.

3. Experiência: apesar da juventude limitada a atletas Sub 23, o lateral Vitor Emerson usou de malícia e cavou um pênalti “bem simulado” na partida. Quando o zagueiro de Suzano vai dar o carrinho na bola, o jogador do Paulista acaba por adiantá-la e salta, deixando seu pé bater no corpo do adversário que está deslizando. Enganou o árbitro e conseguiu o tiro penal.

Não faço apologia a unfair-play, mas registro que o Galo, que tem feito jogos com pouquíssimas faltas e toma raríssimos cartões, aprendeu a não ser tão inocente. E assim como não há campeão azarado, não há vencedor bobo.

Tudo conspira a favor do Tricolor Jundiaiense até agora. O XV de Jaú, que seria o grande adversário até o final da 1a fase, sinaliza ter “perdido a mão”. Está me parecendo que o único time que pode tirar o acesso à A3, nessa toada, é o próprio Galo (coisa que o time não quer).

O lance relatado no minuto 1’35”, em: https://www.youtube.com/watch?v=TUhZ6hclvc8&feature=youtu.be

– A 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo

Há exatamente 5 anos, publicávamos uma entrevista do recém empossado presidente Marco Polo Del Nero. Olha só o que ele prometeu E NÃO CUMPRIU como “1o ato”!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (22/07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Como? Ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem? Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:
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– Arre que não tivemos pênalti de queimada em Ceará 2×0 Palmeiras!

Ufa! Ainda bem que não tivemos mais um daqueles ridículos e equivocados pênaltis de queimada, criados pela “Regra 12b no Brasil” (só aqui eles aconteciam, diferente do restante do mundo, por conta da orientação confusa local).

Em Fortaleza, uma bola bateu no braço do jogador do time da casa Luiz Otávio. Ele não teve intenção alguma de colocar mão /braço na bola, mas o árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira deu pênalti ao Palmeiras. Alertado pelo VAR Rodrigo Nunes de Sá, corrigiu corretamente a marcação.

Esse é o VAR que queremos e necessitamos para o futebol brasileiro. Torço para que dê certo, mas não tem sido uma regra comum tais acertos.

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– Mas que vacilada, Tragante!

Se quando um ex-árbitro revela qual foi o seu time do coração quando ainda torcia  – e isso é muito complicado (vários, como eu, deixam de tê-lo para todo o sempre, pois você acaba conhecendo os bastidores do futebol mais a fundo), imagine se o cara ainda está em atividade no esporte!

Márcio Tragante é um cara do bem. Conheço ele, é gente boa, parou de bandeirar e virou analista da FPF. E na sua Rede Social deixou escapar piadinhas envolvendo as eliminações de Mengão e Porco.

Pô, se segura, amigo! Pode parecer brincadeira bobinha, mas estamos no mundo do futebol e da web! Quer lugar mais propício para entender que isso não é devido?

Se fosse de um torcedor comum, passaria batido. Mas o problema é que a atividade que exerce não permite… 

Abaixo, extraído de: https://jovempan.uol.com.br/esportes/futebol/analista-de-var-provoca-palmeiras-e-fla-apos-eliminacoes-e-e-afastado-pela-fpf.html

ANALISTA DE VAR PROVOCA PALMEIRAS E FLAMENGO APÓS ELIMINAÇÕES PELA FPF

Marcio Tragante, assistente de arbitragem da Federação Paulista de Futebol e da CBF, provocou Palmeiras e Flamengo após as eliminações dos times na Copa do Brasil, na última quarta-feira (17). Hoje, o auxiliar foi afastado de todas as atividades dos campeonatos organizados pela FPF. A informação foi inicialmente divulgada pelo site “Nosso Palestra”.

Em sua conta pessoal no Facebook, Marcio postou memes satirizando. “Copinha Manchada”, dizia uma delas. Em outra, uma montagem com os rostos de Dudu, atacante do Palmeiras, e Diego, meia do Flamengo, faziam referência a uma dupla sertaneja chamada “Cheirinho e Chorão.”

Ex-árbitro, atualmente o profissional estava atuando como analista de campo ou como analista de vídeo (VAR). Ele trabalhou, inclusive, na partida entre Palmeiras e São Paulo, válido pela semifinal do Campeonato Paulista.

Punido, Marcio terá o seu caso avaliado pela Corregedoria de Arbitragem para que tome as providências cabíveis.

Em nota, a FPF tomou conhecimento e esclareceu o caso.

“Informada sobre essas postagens, a Federação Paulista de Futebol verificou a veracidade  das informações com o senhor Marcio Tragante, que confirmou ter realizado os posts. 

Imediatamente, a Diretoria de Arbitragem afastou o mesmo de todas as atividades como avaliador de arbitragem nos campeonatos organizados pela FPF e encaminhou o caso para a Corregedoria de Arbitragem para que tome as providências cabíveis.

A FPF ressalta que repudia de maneira veemente a atitude de Tragante, uma conduta inaceitável e antiprofissional que não condiz com os princípios da entidade.” 

– É inveja que muitos tem sobre o comentarista Sandro Meira Ricci ou não?

Sem titubear na resposta: um pouco, sem dúvida.

Me admiro como tem gente que procura “cuidar da vida dos outros”. Uma pena que isso ainda aconteça nos dias atuais. Explico:

Vejo e leio muitas pessoas criticando a participação (e ainda cornetando a contratação) de Sandro Meira Ricci, o ex-árbitro de futebol que apitou duas Copas do Mundo, analisando pela Rede Globo, desde a aposentadoria de Arnaldo Cesar Coelho. E olha que já faz tempo…

Cá entre nós: apesar de muita gente lembrar de erros de jogos por ele arbitrados no final de carreira (eu prefiro também recordar dos acertos no começo dela) ou de falarem de uso político do apito (mesmo sem embasamento muitas vezes, já que quando ele iria para a FIFA “perdeu um ano” na espera), penso que não se pode confundir o profissional com o homem

Eu vejo o próprio Gaciba (hoje na CBF e antes na Globo), o Paulo César de Oliveira, o Sálvio Spinola, o Godoi, o Carlos Eugênio Simon, agora a Renata Ruel, fazendo seus comentários, nos quais posso concordar ou discordar. Normal. Mas não é por isso que desqualificarei alguns deles. Há muita situação interpretativa e se torna impossível a opinião ser uníssona no futebol. Eu mesmo discordei bastantes de alguns comentários de lances comentados pelo Ricci na Globo – sempre respeitosamente. Afinal, comentar na TV não é para qualquer um e tem que ter competência, não há dúvida.

Por quê se preocupar e FALAR ou ESCREVER publicamente sobre a vida pessoal dele? Não se deve fazer isso de ninguém! Vira-e-mexe recebo coisas que são pura fofoca, nada mais do que isso, e que envolvem de futebol até sobre o casamento dele com a ex-assistente Fernanda Colombo (imagine que babaquice falar sobre isso).

Deixa o cara na dele! A vida pessoal é do Sandro Meira Ricci, só interessa a ele. Aliás, se a pessoa não gosta de assistir ele comentando, ou o Galvão narrando, mude de canal! Simples.

Aproveitando: a Central do Apito, onde atua na TV Globo nitidamente, existe e foi criada para não se dizer que o Arnaldo era insubstituível, mas principalmente para que a opinião do comentarista de arbitragem não fosse repassada ao árbitro durante o jogo. Perceberam como mudou a participação do analista do árbitro nas transmissões? Assim, não fica conveniente enrolar em campo para saber o que foi dito ao vivo na TV aberta e isso servir de decisão ao árbitro, como era feito antes.

Enfim: cada um na sua! Ninguém pode fazer juízo de alguém abertamente, desrespeitando os outros.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União Suzano x Paulista

O professor de Educacão Física Kleber Canto dos Santos apitará União Suzano x Paulista. Gostei da escala! O árbitro tem 40 anos de idade e 13 de carreira, é bem experiente na série A2, A3 e 2a divisão, nunca se meteu em confusão e tem um estilo de arbitragem discreto: apita o be-a-bá e passa despercebido nos jogos.

É o típico árbitro que faz o dever de casa certinho. Não será ele o protagonista do confronto, mas serão os atletas. Bom para a partida, bom para o torcedor.

– O gol anulado em Fluminense 1×1 Ceará e o “acerto inseguro” do árbitro Douglas Marques da Flores

Viram que confusão no lance do gol anulado do Ceará no Maracanã?

Se o juizão considerou que foi falta, errou. Pra mim, foi impedimento e se anulou por esse motivo, acertou, cumprido muito bem a Regra do Jogo. Mas confesso: é a primeira vez que vejo 4o árbitro e árbitro juntos na cabine do VAR. Houve um “mini-simpósio” para a decisão, e talvez isso, somado à demora, tenha avolumado as críticas, mesmo com o acerto. Pareceu uma decisão insegura – insisto: porém correta.

Vamos lá: aos 58 minutos, o Ceará tem a posse de bola e ela é lançada ao ataque. Felippe Cardoso corre na direção da bola estando em impedimento. Antes de alcançá-la, Mateus Gonçalves, que veio de trás e ultrapassa o zagueiro, a domina e faz o gol. Mateus não está em impedimento nem Felippe a toca. Entretanto, durante a disputa, Felippe Cardoso cruza a frente do defensor (bem à frente mesmo) na hora que ele disputaria com Mateus. É o clássico “interferiu contra um adversário” da Regra do Impedimento.

Eu não consigo enxergar falta nesse lance, somente impedimento. Mas fica o detalhe: “de novo” o envolvido foi o árbitro paulista Douglas Marques Flores? Que coisa… sempre ocorre uma confusãozinha em jogo dele. Agora, até quando acerta!

Assista ao lance discutido em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/var-anula-gol-do-ceara-marcado-por-matheus-goncalves/7767459/

Sobre o histórico de erros do juizão em lances do Paulistão nas divisões menores, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/09/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-fc-x-sao-jose-ec-rodada-06/

Sobre o erro do mesmo árbitro no CSA 0x2 Flamengo nesse ano: https://professorrafaelporcari.com/2019/06/13/csa-0x2-flamengo-e-o-incrivel-penalti-nao-marcado/

– O Gol do Vasco anulado, o Pênalti não marcado para o Corinthians e o VAR na inter-temporada. Está valendo a pena?

Tivemos VAR no Paulistão e no Cariocão. Temos VAR na Copa do Brasil e agora no Brasileirão. Tivemos 30 dias “re-treinando árbitros que já foram treinados” e outros em treino pela CBF em Águas de Lindóia num resort. E… vemos a incrível falta-fantasma marcada contra o Vasco que anulou o gol cruz-maltino de Yago Pikachu. Não viram a falta real como pênalti para o Corinthians contra o CSA também.

Fica a pergunta: está valendo a pena o VAR (em custos e na dinâmica perdida das partidas)?

Sempre defendi o sistema de árbitro de vídeo e tem funcionado bem na Europa. Na América do Sul está ruim e no Brasil péssimo. Mas estou repensando tudo isso ao ver erros grosseiros, “simpósios para se tomar uma decisão” e “quebra do ritmo de jogo”.

Sabe aquele goleiro maroto, que quando o seu time está segurando o empate e o time adversário está num bom momento ele “quebra o ritmo” e segura a pressão simulando contusão, com médico em campo e o jogo acaba “esfriando” a partida? Assim tem sido o VAR em diversos jogos!

Estou repensando o VAR. Ao menos, o “VAR à brasileira”… Aliás, entrou o Gaciba na CBF, mas o Cel Marinho foi remanejado para o Departamento de Desenvolvimento Arbitragem e o Sérgio Correa da Silva está no Departamento de Desenvolvimento do VAR. Parece que tudo está dando errado…

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 Tupã

Não comprometeu em nada o placar, mas não gostei da atuação do juiz. Vamos lá:

Rodrigo Pires de Oliveira sinaliza bem suas marcações, tecnicamente não compromete, fisicamente está voando em campo, mas… de nada adiantou essas virtudes devido a ruim condição disciplinar mostrada no primeiro tempo em Jayme Cintra.

O árbitro optou por uma arbitragem preventiva, marcando qualquer contato físico mais forte. Como os jogadores perceberam tal estratégia, a catimba começou e houve um excesso de infrações. Pecou em não entender, de tal forma, o rodízio de faltas que ocorreu. Trocou cartões amarelos (foram muitos aplicados e outros que poderiam surgir) por advertência verbal, e tal estilo de arbitragem prejudicou a dinâmica do jogo.

Acertou aos 4 minutos em nada marcar quando Matheus (PAU) chutou e a bola bateu no zagueiro Fabrício (TUP). Apesar das reclamações de pênalti por parte do time jundiaiense, nada foi.

Aos 9 m, errou em não dar a vantagem após João Paulo sofrer falta. A bola sobrou livre para Edinan (PAU) armar um contra-ataque, mas houve leitura equivocada e a infração foi marcada. Aos 16m em falta de Eliton (TUP) sobre Jeferson (PAU) estava atento e acertou em dar uma vantagem muito bacana.

Aos 21m, Gledson (TUP) atinge Yan (PAU) com lance típico para cartão amarelo. O árbitro tenta tirar a dúvida se era para Cartão Amarelo com o 4º árbitro, sinalizando discretamente, e opta por não aplicar. Aos 26m, de novo Gledson (TUP) atinge Pedro Demarchi (PAU) com carrinho frontal e não aplicou o cartão amarelo também.

No 2º tempo, não houve exigência alguma da arbitragem. Nenhum lance polêmico, embora continuasse extremamente faltoso. Nessa etapa, o árbitro disciplinarmente melhorou bastante.

Por fim, boa atuação dos bandeiras Alex Alexandrino e Fernando Afonso, assim como do quarto-árbitro Eleandro Pedro.

PAU x TUP:

GOLS – 2×1

FALTAS –18×26

C.AMARELOS – 1×5

C.VERMELHOS – 0x0

Público – 1009 pagantes

Renda – R$ 13.920,00

– Que feio, Gabigol!

Na partida entre Athletico Paranaense x Flamengo, Gabriel Barbosa, o “Gabigol” cometeu uma ridícula, canastrã e indevida simulação de agressão. A bola é chutada no seu pé e ele desaba como se tivesse sido socado.

Pastelão! Uma das mais ridículas que vi, ganhando de Rivaldo na Copa de 2002 mas perdendo ainda do “auto-pênalti” de Leandro Damião em 2014.

(Sobre esse lance, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2014/10/13/damiao-forcou-ou-nao/).

Se fosse na Inglaterra, a Liga já teria suspendido ele pelo unfair-play. Aliás, o Flamengo, tão grande e de tantos craques, deve estar envergonhado por tamanha apelação e ato mesquinho do atleta.

Será que esse papelão, o de tentar enganar os outros na cara-de-pau, não é um pouco do reflexo do brasileiro em geral?

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista x Tupã

Para a Rodada 16 do Paulistão 2a Divisão Sub23, teremos Flávio Roberto Mineiro Ribeiro comandando o apito no confronto entre o Tricolor da Terra da Uva contra o Tricolor da Alta Paulista. Aliás, se você preferir a chamada de Paulista FC X Tupã FC pelos seus mascotes, será o embate entre o Galo da Japi e o Indião!

Vamos à arbitragem: Flávio já esteve aqui em Jundiaí no Paulista x São José, onde se enrolou num jogo fácil (já tinha ido mal em outro jogo também). Costuma deixar o jogo correr e depois tem dificuldade de segurá-lo; tem certa falta de critério nos cartões, mas pode melhorar; precisa desenvolver mais a qualidade na parte técnica também.

A FPF bota muita fé nele. Eu quero elogiá-lo também, mas precisa mostrar serviço em campo, não podendo ser uma eterna promessa e não vingar.

Fizemos a análise dele pré-jogo naquela oportunidade, com base em sua má atuação em Paulista x Portuguesa Santista, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/15/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-sao-jose-quem-apita/

E quando voltou ao Jayme Cintra, no jogo citado contra o São José, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

Espero que vá bem nessa nova oportunidade que lhe é confiada. Torcerei por isso!

IMPORTANTE – Pelo fato do árbitro não poder cumprir essa escala, mudou tudo! Novo sorteio e nova equipe de arbitragem:

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira

Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Fernando Afonso Gonçalves de Melo
Quarto Árbitro: Eleandro Pedro da Silva

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Tupã pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Mundo ensandecido, parte 3: Pra quê “figurão” na série D?

Torço para o Leonardo Gaciba na nova Comissão de Árbitros da CBF, mas li um comentário coerente e preciso do jornalista Pedro Paulo de Jesus, do “Voz do Apito”, e que assino embaixo: como se vai revelar novos árbitros no Brasil se na QUARTA DIVISÃO teremos árbitros da FIFA e ex-FIFA?

Nada contra esses bons árbitros que foram escalados, alguns meus conhecidos e outros que admiro. Mas é hora de escalar nos jogos eliminatórios da Série D os melhores juízes que se destacaram nas fases anteriores. Colocá-los à prova nesse momento é premiar os competentes e permitir a experiência necessária para outras categorias. Os que estão escalados hoje, deveriam estar na série A!

O Zé Boca de Bagre, amigo do Professor Basile aqui de Jundiaí, sempre desconfiado e que levanta pertinentes lebres, já questionou: “o Daronco saiu da Copa América para apitar o Ituano só porquê o Juninho Paulista que é dono do time virou diretor da CBF?”.

Eu não concordo com ele, acho que simplesmente é um excesso de preocupação do Gaciba em transmitir segurança nos jogos decisivos. Respeito isso, mas entendo um equívoco! Dê oportunidade para a MERITOCRACIA se fazer presente.

– Se dá para complicar, por quê simplificar?

Para explicar o irônico título dessa postagem: a mudança de mão na bola / bola na mão, de 4 anos pra cá, foi turbinada por diversas novas orientações “em pílulas”. Você se atenta, aprende, muda de novo, e tem que reaprender.

Imagine o jogador e o torcedor comum…

Cá entre nós: o ideal era o que sempre foi por mais de 150 anos (não é força de expressão, é de 26 de outubro de 1863 mesmo) e sempre deu certo, que se resumia em: teve intenção de colocar a mão/ braços na bola e a tocou, é falta.

Simples. Evitaria esse monte de lambança que está se vendo nos jogos de futebol.

Por quê mudar a Regra (em tamanho volume de observações e numa periodicidade tão pequena) se funcionava adequadamente?

Ô dona IAFB, FIFA e demais membros, vamos com calma!

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Foto: trivela.com.br

– O pênalti inexistente em Brasil x Peru

Quem disse que “desvio de mão na bola” é pênalti? Mudar a trajetória do chute não quer dizer nada.

Primeiro: houve intenção?

Segundo: existia distância suficiente para desviar o braço ou a mão?

Terceiro: veio inesperada?

Quarto: é um movimento antinatural com intenção disfarçada?

Thiago Silva está caindo, a mão está indo se apoiar no chão sem intenção alguma de tocar na bola. E lembre-se: não existe a situação de Imprudência em lances de bola na mão.

Errou a arbitragem ao marcar pênalti em Brasil x Peru. Pelo fato do VAR não corrigir, vale perguntar: o juizão marcou para amenizar as críticas de Messi?

Em caso de dúvida, leia: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/11/os-penaltis-de-mao-na-bola-no-brasileirao-perdemos-a-vergonha-com-a-regra-12b-2/

– A estranha expulsão de Messi e Medel. Por quê não usou o VAR? E a excelente atitude do craque no pós-jogo.

Não consigo entender como “agressão e revide” o lance entre Messi e Medel. O árbitro foi muito convicto naquele momento, estava com a visão aberta. Medel peita, intimida e xinga. Messi “se segura” para não revidar. Mas houve um “revide” por provocação? Onde está o lance capital do argentino? Teria Messi ofendido / ameaçado / falado algo grave que foi flagrado pelo juizão?

Talvez. Mas tirando essa hipótese, todas as demais contemplam a necessidade de usar o VAR (que não foi usado). 

imaginou se a Argentina tivesse perdido o jogo, quanta queixa a ser somada com as do meio de semana?

Eu entendo o sentimento do Messi com a revolta em não querer ir a premiação de 3o lugar e a declaração polêmica pós-jogo de que a “Conmebol é corrupta”. Ele é cobrado, criticado, e quando vê que ainda pode estar sendo sacaneado, surta!

O que Messi fez de errado dentro e fora de campo no mundo do futebol e o que a Conmebol tem feito? Compare os históricos! 

Os agentes de mudança contra a Conembol devem ser os próprios atores principais: os jogadores que têm peso!

O mesmo exemplo acontece na arbitragem de futebol no Brasil: árbitros “pequenos”, de pouco peso, reclamam e brigam contra as entidades. Mas só haverá mudança se os “grandões” agirem! Se Messi, Cristiano Ronaldo, Buffon e tantos outros pedirem uma nova FIFA, ela acontece. Mas se o Tuxa (atacante do Paulista de Jundiai) reclamar, ninguém vai dar bola!

Parabéns, Messi!

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– Os profissionais de um departamento de futebol: 66 pessoas, mas não tem Professor de Regra?

Os clubes de futebol estão cada vez mais repletos de profissionais de diversas áreas em seus departamentos. Analista de Desempenho, Podólogo, Mordomo, Dentista e outras práticas se fazem presentes no dia-a-dia.

O Corinthians, por exemplo, conta com 66 profissionais em sua equipe de futebol (o Palmeiras 58; a média é de 35 entre os times do Brasileirão).

Graças à multidisciplinaridade, casos como o baixo rendimento do jovem Vitinho, do Palmeiras (com passagens pelo Barcelona B e São Caetano), pode ser resolvido: jogando muito mal, percebeu-se que seu problema era a magreza por conta de cáries, que, pasmem, o impediam de que ele comesse carnes. A nutricionista preparou proteínas em liquidificador até que o dentista o ajudasse a resolver o caso de saúde bucal. Tudo descoberto graças às novas formatações exigidas num departamento profissional de futebol.

Abaixo, uma interessante matéria contando sobre esses diversos profissionais (em alguns casos, até “pai-de-santo” integra a relação). Mas me chama a atenção algo de minha seara: não há professor / instrutor / treinador para ensinar as Regras do Futebol aos jogadores. E aí vale a máxima que sempre brinco: jogador de futebol é a única profissão em que quem executa a atividade pouco se interessa pelas regras do seu próprio ofício!

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/placar/muito-alem-dos-11-o-time-que-nao-entra-em-campo/

MUITO ALÉM DOS 11: O TIME QUE NÃO ENTRA EM CAMPO

A complexa estrutura dos clubes de futebol é composta por dezenas de profissionais – dos velhos roupeiros e massagistas aos modernos analistas de desempenho

Por Luiz Felipe Castro, Danilo Monteiro, Lucas Mello

Quando a bola balança as redes, os holofotes geralmente se voltam ao autor do gol e, eventualmente, são divididos com quem deu o passe ou com o treinador do time. Há no entanto, a cada ação dos atletas no gramado, a influência direta ou indireta do trabalho de dezenas de profissionais praticamente “invisíveis”. Atualmente, os departamentos de futebol dos clube da Série A têm, em média, 35 funcionários. Os campeões das últimas edições do Brasileirão são também aqueles com maior equipe de profissionais listados em seus sites oficias: Corinthians (66) e Palmeiras (58) – veja tabela abaixo.

Já há bastante tempo, funções mais emblemáticas como as de cozinheiro ou roupeiro habitam o imaginário do torcedor – a figura portentosa de Mário Américo, massagista da seleção em todas as Copas entre 1950 e 1974, por exemplo, marcou época. O time foi crescendo a cada década e o Brasil, inclusive, foi pioneiro em uma das posições de “especialista”, quando, no início da década de 70, Valdir Joaquim de Morais trocou as luvas pela posição de treinador de goleiros, tão valorizada até hoje. Em alguns casos, treinadores folclóricos ou supersticiosos ignoraram a tese do jornalista e treinador João Saldanha de que “se macumba ganhasse jogo, Campeonato Baiano terminaria empatado” e apelaram até para pais de santo, que, se não constavam na folha salarial do clube, eram constantemente convidados a prestar seus serviços.

O posto da moda é o do analista de desempenho, que, grosso modo, é quem passa dicas valiosas à comissão técnica e aos atletas depois de esmiuçar informações do próprio time e dos adversários por meio de vídeos e dados coletados, algo inimaginável nos tempos dourados do futebol nacional. “Antes das finais do Mundial de Clubes, não tínhamos ideia de como jogavam Milan e Benfica. Tinha ouvido falar de um jogador ou outro, como o Eusébio, mas o Santos não mandava ninguém para olhar adversário, a gente ia de peito aberto e confiando no nosso taco. Hoje é tudo mais organizado; e mais fácil também”, conta Pepe, o “canhão da Vila”, aos 84 anos. “No Santos, tínhamos praticamente só massagista e cozinheira, a dona Maria, muito estimada por todos”, completa.

São os analistas de desempenho ou de biomecânica, com o auxílio de máquinas de última geração, que corrigem pequenos detalhes, como, por exemplo, o fato de um jogador ter mais dificuldade para girar o corpo para um lado ou pequenos desequilíbrios musculares. “A ideia é unir três linhas de trabalho: prevenção, reabilitação e rendimento”, explicou o fisiologista Antônio Fedato, do Corinthians, em entrevista sobre as exigências físicas do futebol moderno. O Grêmio, que tem um analista de desempenho contratado desde 2005, diz ter sido o pioneiro do ramo no Brasil.

PODÓLOGO E ATÉ MORDOMO

Recentemente, o cargo de podólogo ganhou as manchetes graças ao Botafogo, que em suas redes sociais celebrou a convocação de Bruno Gallart para a seleção brasileira sub-17; e também ao bom humor de alvinegros e rivais. Espalhou-se pelas redes sociais uma paródia de uma das músicas de torcida botafoguense – os versos de “E ninguém cala esse nosso amor….” se transformaram em “E ninguém trata, como meu doutor, cuida de joanete, acaba com a frieira, é meu podólogo”. Brincadeiras à parte, a função tem importância evidente em um esporte jogado essencialmente com os pés e trata de diversos transtornos recorrentes no passado – conforme VEJA noticiou, na Copa de 1986, o meia Paulo Roberto Falcão sofreu com uma unha encravada; vinte anos depois, bolhas atormentaram Ronaldo na preparação para a Copa da Alemanha. Atualmente, cinco clubes da Séria A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Botafogo e Atlético-MG) contam com um podólogo.

Nas listas disponibilizadas pelos clubes, há cargos semelhantes com diferentes nomenclaturas. Botafogo e Grêmio, por exemplo, listam em seus sites a inusitada função de mordomo, que em outros clubes pode ser chamado de servente, zelador, almoxarife ou auxiliar de rouparia. “O mordomo era mais utilizado quando o time concentrava no Estádio Olímpico. Hoje o funcionário em questão auxilia os trabalhos no CT, a rouparia e outros serviços”, explica o clube gaúcho. Os roupeiros costumam ser os mais longevos. No Corinthians, por exemplo, o recordista é Gildásio Miranda, o popular Seu Miranda, que trabalha há 55 anos no clube e já vestiu craques como Rivellino, Garrincha, Sócrates e Ronaldo. O cargo mais novo é o de gerente de hotel.

A figura do dentista também é mais importante do que pode parecer. Problemas bucais, como infecções e cáries, podem acarretar uma série de outros contratempos, como alterações sanguíneas, diabetes e até lesões musculares. Caso marcante ocorreu no Palmeiras: o meia-atacante Vitinho, que foi emprestado ao Barcelona B e jogou o último Paulistão pelo São Caetano, assustou os médicos por sua magreza excessiva ao chegar ao elenco profissional; foi o dentista quem diagnosticou o problema: Vitinho não conseguia mastigar carnes, pois tinha muitas cáries. Num primeiro momento, a solução da nutricionista foi bater as carnes no liquidificador; depois, com dentes saudáveis, Vitinho passou a se alimentar melhor e ganhou 10 quilos rapidamente.

Outro cargo relativamente recente na história do futebol é a do assessor de imprensa, responsável por mediar o acesso dos jornalistas aos atletas. No passado, eram comuns que jogadores fossem entrevistados com facilidade até mesmo de dentro dos vestiários. Hoje, há um controle muito maior: além do assessor dos clubes, os atletas são blindados, em sua imensa maioria, por assessores pessoais. Também há diversos outros jornalistas trabalhando nos clubes, nas equipes de TV, site e redes sociais. Há ainda casos de profissionais “obrigatórios”, mas que muitas vezes são terceirizados, como motoristas de ônibus, ou contratados pontualmente, como advogados, que por isso não constam nas listas de funcionários dos clubes.

LUXEMBURGO, O VANGUARDISTA

O técnico Vanderlei Luxemburgo, de 66 anos, garante que foi ele o responsável por trazer uma série de profissionais para dentro dos centros de treinamentos. “Falavam muito da ‘patota do Luxemburgo’, mas não existia nada disso. Era uma comissão técnica multidisciplinar e de excelência, porque os clubes não tinham estrutura nem mão-de-obra especializada. Hoje todos os clubes têm comissão completa. Trouxe todas essas ‘novidades’ ao futebol.”, afirmou o treinador, atualmente sem clube, em entrevista a VEJA

Segundo Luxemburgo, que popularizou a figura do psicólogo no futebol e chegou a utilizar um ponto eletrônico para se comunicar com um atleta (ousadia prontamente proibida), as comissões cresceram até demais. “Hoje tem muita tecnologia, computador… Mas o vestiário é sagrado. Todos devem trabalhar no centro de treinamento, como em uma fábrica. Na hora do jogo, é com o atleta e a comissão técnica. Por exemplo, analista de desempenho não precisa estar dentro do vestiário. A análise dele é pré e pós-jogo. Fisiologista não precisa estar no vestiário – o lugar é para técnico, preparador, assistente, jogador e roupeiro.”

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Somados, clubes da Série A possuem mais de 80 cargos nos departamentos de futebol (Arte/VEJA)

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Catanduvense x Paulista

Willer Fulgêncio Santos, 35 anos, há 10 temporadas na FPF, está escalado para Catanduvense x Paulista na abertura da 2a fase do Campeonato Paulista Sub23 – 2a divisão.

Nas demais partidas do torneio, foram designados os mesmos árbitros que já estavam atuando na competição; exceção feita ao jogo do Galo, onde o árbitro apitou alguns jogos da A3 e Copa Paulista (além da própria Sub23).

Em tese, dos juízes da rodada, Willer é aquele que mais experiência tem, embora, sejamos corretos, não destoa muito do que já vimos neste ano: um árbitro que ainda “busca seu lugar ao sol”, bem condicionado fisicamente, que procura ser bem técnico e disciplinador, mas que peca em uma ou outra marcação.

Nada diferente do que estamos acostumados. Assim, desejo boa arbitragem e grande jogo para as equipes.

EM TEMPO: a imagem abaixo, grafada “CATANDUVENSI” (com “i”), foi extraída do próprio site da FPF (assim como “Arbitro” sem acento…)! Não é fake não… é incompetência de quem cuida da página.

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– Brasil 2×0 Argentina: o pênalti em Aguero e o motivador Casão!

Existiram duas reclamações de pênaltis no Brasil 2×0 Argentina. A mais fácil de não se marcar (porquê não foi) se refere ao lance de Arthur em Otamendi, aos 37 minutos do 2o tempo. Ali, foi verdadeira milonga argentina, a clássica malandragem para se cavar um pênalti e simular agressão. Vamos então discutir o pênalti real, o de Daniel Alves em Kim Aguero.

Por quê o árbitro não marcou?

Entenda:

  1. O equatoriano Roddy Zambrano não está familiarizado a contento com o VAR. Nos campeonatos domésticos que atua não há o recurso e só fez uso dele nas competições internacionais que possuem o recurso (e foram poucas).
  2. Ele não é do primeiríssimo time de árbitros. E, cá entre nós, é fácil de, na dúvida, ter sentido a pressão de um Mineirão lotado (percebeu que tive cuidado em escrever de forma elegante que foi caseiro?).
  3. O uruguaio Leodán Gonzáles foi o VAR da partida. Você se lembra de algum jogo importante (ou menos importante) que ele tenha apitado? Um ilustre desconhecido que ganhou essa imensa responsabilidade “sabe-lá-Deus como”!
  4. Se a conversa entre VAR e árbitro fosse aberta, poderia se ter entendido a natureza do erro: o equatoriano teve plena certeza que não foi pênalti interpretando o lance dessa forma, ou conversou com o uruguaio que mandou seguir a jogada sem a sugestão de se verificar no vídeo? Alguém errou, é fato.
  5. Se em Bueno Aires, com a mesma arbitragem, talvez a chance de marcar o pênalti e correr ao monitor para confirmá-lo (que deveria ser o procedimento correto) seriam grandes.
  6. Olhando com os olhos do árbitro: faltou visão periférica, pois o árbitro estava como os olhos grudados somente na bola e não no entorno dele, por isso não deve ter visto a infração. O árbitro bom tem visão periférica, e quando não é bom, o VAR faz essa função de olhar as coisas importantes que o árbitro não vê.

Enfim: apesar do pênalti não marcado, boa atuação da Seleção Brasileira e a dúvida: Gabriel Jesus disse que Casagrande falou algo para ele no elevador que não gostou. O que teria sido, não sei, mas funcionou! O atacante jogou com “sangue nos olhos” e fez uma partida excepcional!

Casão, no próximo jogo, se tranque com Phillipe Coutinho no elevador, por favor, e faça o mesmo.

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