– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Corinthians, Rodada 6 do Paulistão da A1

Estou bem a vontade para fazer a análise pré-jogo do Majestoso do próximo sábado, pois acompanhei muitas partidas do árbitro. Apitará Douglas Marques das Flores, de 34 anos, que começou 2020 sendo 4o árbitro no jogo Novorizontino 2×0 Oeste (Rodada 1) e no último final de semana (Rodada 5) apitou Ponte Preta 0x1 Palmeiras.

O árbitro ranchariense, na gestão do Coronel Marcos Marinho, foi catapultado das divisões de baixo direto para a série A1 (igualmente como acontecido recentemente com Flávio Mineiro, de São Paulo 1×1 Novorizontino, suspenso há 10 dias mas que trabalhou pela CBF no meio e no final de semana, sendo escalado pela própria FPF na A2 na derradeira escala de árbitros). Não tendo uma sólida ascensão (passo-a-passo, divisão por divisão, sem pular degraus), foi muito mal e trazido para a A2 e A3. Nela, teve razoáveis e ruins atuações. Entretanto, quando o Cel Marinho foi para a CBF, voltou a escalar ele (e na Série A), tendo protagonizado lambanças em Fluminense 1×1 Ceará e CSA 0x2 Flamengo (em Brasília).

Porém, após um intenso trabalho, começou a ganhar maturidade e melhorou suas atuações. Tanto em jogos nacionais quantos nos regionais, alternou boas e más atuações, mas com melhor desempenho do que antes e não cometendo erros infantis. Neste atalho, e dentro dele, há outros links de análises de partidas recentes de Douglas: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/16/o-gol-anulado-do-vozao-em-fluminense-1×1-ceara/ .

Minha dúvida é: estará o árbitro num bom dia ou não? Lembrando que, como não existe mais sorteio, você pode escolher a dedo o juiz para a partida. Raphael Claus foi escalado na Rodada 2 em Araraquara para Palmeiras x São Paulo (em tese, por ser início de campeonato e jogo que “nada valia”, poderia ser escalado um árbitro novo como Douglas para testes). Para São Paulo x Corinthians – com clima bem mais nervoso num momento importante do campeonato – não era hora de escalar um experiente, ao invés de testar justo agora?

Tomara que não tenhamos confusão como a ocorrida no jogo que Douglas apitou na 4a feira passada, envolvendo Busque x Sport, pela Copa do Brasil, marcado por uma briga no final da partida com validação / anulação do gol. Aqui: https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/copa-do-brasil/noticia/arbitro-volta-atras-anula-gol-que-classificaria-o-sport-e-causa-confusao-em-brusque-assista.ghtml

Enfim, que ele esteja atento e não dê cartão errado como fez há pouco tempo, expulsando certo e depois trocando o expulso por um errado: https://globoesporte.globo.com/am/futebol/noticia/unfair-play-arbitro-e-ludibriado-e-aplica-cartao-a-jogador-errado-veja-o-lance.ghtml

Estou preocupado com essa renovação forçada praticada pela FPF. A Comissão de Árbitros precisa saber os momentos corretos, não ser populista nem conservadora demais.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Rio Preto, Rodada 06 da A3

Matheus Delgado Candançan, que em 2019 apitou dois jogos do Paulista pela Segunda Divisão Sub 23, ambos em Mogi das Cruzes (União 1×5 Paulista e Atlético 1×4 Paulista), está escalado para o confronto deste sábado entre o Galo contra o Glorioso Verdão da Vila Universitária (no meu tempo, o apelido do Rio Preto era simplesmente Jacaré).

O jovem juiz de 21 anos de idade e formado recentemente (em 2017) vem de família de árbitros, é de Osasco e revezava jogos da 4a divisão e categorias amadoras. Em 2020, está tendo oportunidade na A3, sendo escalado como árbitro central numa rodada, alternando para a função de 4o árbitro na seguinte (foi assim durante todo esse campeonato).

Não o vi apitando, mas as informações que tenho é que, apesar de inexperiente, tem potencial. Veremos in loco.

A escala completa:

Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Árbitro Assistente 1: Danilo Nogueira da Silva
Árbitro Assistente 2: Patrick André Bardauil
Quarto Árbitro: João Augusto Mariano de Oliveira
Avaliador de Campo: Cláudio Roberto da Costa

Acompanhe a transmissão de Paulista x Rio Preto pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto, o Didi (Gargantinha de Ouro); comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Alexandre Bardi. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Erros Técnicos, erros financeiros e erros de relacionamento na questão Paulista e Kah!

Dos 15 pontos disputados na A3-2020, o Paulista só fez 1, e estamos terminando ⅓ do campeonato. Um inimaginável rendimento pífio.

Mas quais estão sendo os erros, já que o time é o atual campeão da 4a divisão e momentaneamente o lanterna da 3a?

  1. Tecnicamente, o treinador Edson Fio (que foi elogiado por todos no ano passado), não percebeu que de um torneio quase amador (afinal, é Sub 23) o Galo voltou a um patamar profissional importante, que é a disputa da Terceirona. Abrir mão de jogadores experientes foi um erro crasso! Quando estava na Bzinha, era Sub 23 contra Sub 23, e quem tivesse mais elenco, estava em vantagem. Ora, já que existia a tríplice relação entre Kah Sports, Fut Talentos e Paulista FC, sobravam atletas e o time tinha fôlego. Agora, beira um time pré-olímpico (pois há muitos sub 23) contra times profissionais (com veteranos entre jovens).
    Lembrando: os adversários tradicionais do Paulista não são, respeitosamente, Assisense, Manthiqueira, Joseense (que nunca estiveram na A1) como os do ano passado. São os tradicionais que, assim como o Galo, conhecem a elite: Comercial-RP, Noroeste, Marília. Assim, a Bzinha era obrigação ganhar e no ano seguinte fazer um papel bonito na A3.
  2. Financeiramente, o grande equívoco tem sido a metodologia adotada pela parceira do Galo. É lógico e evidente (não há nenhum mal nisso, é necessário para a sobrevivência empresarial) que quem se associa, quer ter retorno financeiro. A Kah Sports é uma empresa, deve ter seu orçamento anual e sua filosofia de negócios. Que lucro teria a Kah contratando atletas de 32 anos (experientíssimos na A3 e rodados por todo o Brasil) em futuras negociações? Preferem garotos, pois o investimento financeiro é mais baixo e o mercado de negócios mais aberto. Se o Paulista está na A3, a vitrine é boa para expô-los. Se o Paulista for mal, os atletas agenciados, ao menos, serão realocados em outros clubes. Mas e o clube, como fica? Edson Fio é funcionário da Kah Sports e deixou isso muito claro (e é ele quem contrata jogadores, ou o diretor e o supervisor de futebol? Se Fio cair, sobrará para ele, sozinho? Qual treinador importante desta divisão, de hoje ou de outrora (Luís Carlos Martins, Vagner Benazzi, o falecido Giba, o querido Ferreirão) aceitaria tal cargo de técnico de empresa que negocia atletas, não de clube que deseja o acesso? Assim, esqueçamos de “gastos para o time subir.” O modelo de negócio do parceiro não é esse, visivelmente. É agenciar atleta e negociar.
  3. No relacionamento, um erro atrás do outro. Primeiro, a Kah Sports anuncia que sai do clube aos 4 cantos porquê quer gerir o futebol; coloca o Paulista numa saia justa pois o Galo perderia os jogadores inscritos num vexatório WO futuro; depois, não tem a dignidade de emitir outra nota, expondo os motivos da permanência (pois na nota de saída falou muita coisa e lembrou que desejava construir um Centro de Treinamento para o Paulista). Que relacionamento é esse? Aliás: vai ter CT mesmo, afinal, ela colocou no papel? O diretor de futebol do Paulista, Hikmat Derbas, que até a virada do ano era um dos homens da Kah Sports e que hoje não é mais, segundo ele mesmo afirmou, disse: “a imprensa mais atrapalha do que ajuda”. Mas como gestor de futebol do Paulista, ele não expôs publicamente porque o clube abriu mão da gestão de futebol para a Kah. Não deveria ele “jogar para o Galo”, e não para a Kah? Aliás, o relacionamento da imprensa foi questionado de maneira maldosa e incentivado à críticas por alguns como “responsável” por mentiras. Ora, contar a verdade é algo justo e honesto, além de ser obrigação da imprensa (que no calor da coisa, alimentou-se ser uma fantasia tudo o que ocorria). Para quem viveu de mentira, parece que as coisas estão se clareando: a Kah está preocupada em seus negócios (como explicado lá em cima no item 1 e 2: seu mercado é de jovens e não aceita perder dinheiro).

E já que falamos de relacionamento: lamentável o José Carlos, gerente de futebol, bater boca com torcedores na Cadeira Cativa dias atrás e classificar de “torcedor é aquele que foi para Barretos”. Ué, ninguém trabalha? O custo da viagem é baixo? Pelo rádio, não vale a torcida? Será que ele faria o mesmo na Geral?… Ainda bem que se desculpou.

Por fim: Edson Fio, que parece não ter entendido que a fama é relativa no futebol (ganha um campeonato, mas se perder 3 jogos, toma vaia no Brasil) e que judia da imprensa (especialmente de alguém que acorda, almoça, janta e dorme no Paulista, um símbolo de abnegação e altruísmo pelo Galo, o COBRINHA, Luís Antonio de Oliveira, cerceando seu trabalho), precisa entender que a entrevista é para dar satisfação aos torcedores e em respeito aos profissionais ali presentes. Klopp, do Liverpool, não precisa de exposição e fala com a imprensa do mundo inteiro.

Aliás, esqueçam a imprensa e a generalização dela. Adilson Freddo não faz gol, Berró não é o zagueiro, Thiago não é volante, Estevam não é armador, Mainini não é goleiro, Didi não é técnico e eu não apito jogo. Todos somos de Jundiaí, amamos o Paulista como todo torcedor que está presente ou não no Jayme Cintra e quando não estamos no microfone, estamos torcendo. Quem mais tem interesse no sucesso do Galo do que a pessoas que trabalham com ele? Eu quero comentar Paulista x Corinthians, o Mainini quer narrar Paulista x Santos, o Heitor quer um Paulista x Palmeiras, e por aí vai (por quê queremos o sucesso do Galo e sua exposição positiva – é importante para o nosso time e ótimo para nosso trabalho). Ou acha que queremos ver todo ano Paulista x Atlético de Mogi (se ele vier jogar, como já ocorreu que não veio).

A desculpa da Kah Sports (que se silenciou totalmente) jogando a conta na imprensa é só para ingênuos acreditarem (e, cá entre nós, bem fraquinho tal discurso velho). Aprendi ouvindo da boca do Vanderlei Luxemburgo, dois jogos depois que ele foi expulso e alegou que o “juiz tinha camisa rosa e estava se simpatizando com ele” (num decisivo São Paulo x Santos, ou melhor: Muricy x Vanderlei). Disse Luxa com tom professoral a mim, no vestiário da Vila Belmiro, onde eu era quarto-árbitro na ocasião: “Quando eu preciso tirar o foco, eu crio um fato. Você pode até estar certo, mas eu vou desviar o assunto. Estavam pegando no pé do meu time e eu quis fazer de conta que o juiz era bicha de propósito. E deu certo. Só se falou na camisa rosa do Cintra [árbitro Rodrigo Martins Cintra]“.

Na falta de jogadores experientes, na véspera da competição, dia 13 ao dia 16… o que houve? Pensemos!

Enfim: falta jogador experiente, técnico típico da divisão e dinheiro na mesa. Esse último item me provoca a perguntar: está compensando financeiramente ao Galo? A Kah está fazendo a parte deles com o “cash”, em 2020?

A gratidão por tudo que ocorreu em 2019 deve existir. Do Paulista para a Kah / Fut Talentos MAS DELA TAMBÉM PARA COM O GALO. Ninguém fez favor por solidariedade. A Kah deu a mão, o Paulista abriu as portas e o objetivo conquistado foi conjunto.

Sabe qual foi o problema? Acreditar que montar um time 10 dias antes do campeonato com 35 jogadores daria certo sempre. Em 2019, pelas características do Sub 23, deu. Na A3, é papo mais sério.

ATUALIZANDO, 22h05:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Comercial x Paulista

Para o confronto entre o Bafo versus o Galo na Califórnia Paulista, teremos a arbitragem de Rodrigo Santos. Um árbitro de 33 anos, professor de Educação Física, mas já com 11 temporadas atuando pela FPF. Nos últimos anos, apitou (e muito bem) a 2a divisão Sub 23 e a A3. É promissor e não está tendo a carreira levada aos atropelos, sendo bem solidificada.

Me recordo dele na Copa SP de Jrs: Paulista 1×0 Joinville e no ano passado pela Bzinha: Joseense 1×1 Paulista. Nestes jogos, mostrou algo importante: não gosta de simulações e tentativas de faltas cavadas. Costuma ser disciplinador, aplicando os cartões amarelos necessários às reclamações e tentativas de pressão.

Assim, é um árbitro que deixa o jogo correr (pode ser bom para o Paulista se o Galo jogar no contra-ataque) mas que não gosta de indisciplina (e isso é ruim para o Tricolor Jundiaiense, devido ao número de faltas em excesso).

Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo.

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– Por quê o Paulista FC virou um time faltoso?

Diferentemente de outros anos, o Paulista de Jundiaí virou um time indisciplinado na atual temporada. E por quê isso aconteceu?

Simples: nos anos de queda e desempenho ruim, havia pouca marcação e falta de vibração. Os times de 2016, 2017 e 2018 sempre terminavam os jogos com um número baixíssimo de faltas, refletindo, até certo ponto, descomprometimento dos atletas. Mas quando o time começou a fazer uma boa campanha no Campeonato da 2a divisão Sub 23 em 2019, as faltas ainda assim eram muito poucas

O motivo?

Com o time afinado, o Galo jogava pra frente e a responsabilidade de parar o jogo era do adversário. E de tal forma, continuou com um número muito baixo de faltas cometidas, subindo para a A3 apenas com a “bola no chão”.

Já em 2020…

O número de cartões amarelos disparou! Isso está acontecendo porquê: com jogadores mais nervosos por conta dos resultados adversos, aumenta o número de faltas marcadas por reclamações; as advertências contra os atacantes que, não conseguindo marcar gols, se irritam, também aparecem mais (as faltas “de ataque”); e, a zaga / meio-campo perdendo a posse de bola, faz com que se tente parar a equipe adversária na base da infração. Esse é um recurso ruim, já que você fica “pendurado” durante o jogo e consequentemente desfalcará em mais partidas o seu time. Com isso, o Paulista precisará de mais jogadores, e o custo se tornará maior, e as consequências negativas viram uma bola de neve desenfreada.

A verdade é: se os resultados fossem positivos, o Galo teria recebido muito menos cartões (lembrando que até o treinador Edson Fio foi advertido nesse ano).

Jogar e fazer as “faltinhas de meio campo” para matar o jogo, como o Palmeiras de Felipão e o Bragantino de Marcelo Veiga faziam, é uma estratégia tática alternativa, desde que você treine isso para não cometer jogadas duras e receber cartões. Não é o caso do Paulista.

Se os resultados melhorarem, fatalmente o Paulista sairá da lanterna da A3 e o número de cartões por jogo diminuirá.

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– A agressão ao árbitro em Caxias do Sul e a pisada na bola de Washington.

Lucas Canetto Bellote, árbitro jovem da FPF, foi questionado por sua arbitragem em Caxias do Sul na partida entre Caxias x Botafogo pela Copa do Brasil. Após o jogo, por trás, foi covardemente agredido por um membro da Comissão Técnica do time gaúcho.

Duas coisas sobre o episódio:

1- Assisti a vários jogos presencialmente de Lucas. Teve alguns contratempos na carreira, mas é um bom árbitro em formação. Dos jogos mais importantes que vi ele ter oportunidade (um Majestoso no ano passado, diga-se de passagem) a evolução técnica está ocorrendo, em que pese a necessidade de mais experiência. É promissor. Não assisti o jogo de Caxias do Sul, então não posso avaliar seus erros e acertos, mas nada deve justificar qualquer tipo de agressão.

2- Washington, carismático centroavante da Ponte Preta, Fluminense e São Paulo (e que começou no Caxias), que comoveu o mundo da bola com seu problema cardíaco (por isso o apelido de “Coração Valente”), trabalha para a CBF como Diretor de Desenvolvimento de Futebol (talvez um cargo mais político do que real). E eis que ele foi flagrado mostrando imagens do lance que incentivaram o agressor do árbitro. Ué, trabalha para a CBF ou para o Caxias? Para o desenvolvimento civilizado do futebol ou a favor da torcida apaixonada?

Lamentável… Washington, depois das imagens da Sportv que testemunharam sua ação, foi corretamente despedido.

Extraído de: https://www.esporteinterativo.com.br/futebolbrasileiro/CBF-demite-Washington-apos-polmica-no-duelo-entre-Caxias-e-Botafogo-20200206-0022.html

CBF DEMITE WASHINGTON APÓS POLÊMICA

A Confederação Brasileira de Futebol decidiu demitir o então diretor de desenvolvimento da entidade, o ex-jogador Washington. Ele foi flagrado em uma polêmica no confronto entre Caxias e Botafogo, pela Copa do Brasil, onde apareceu mostrando um lance de possível pênalti a favor do time gaúcho para a comissão técnica do clube.

Washington deixou seu cargo pouco menos de 80 dias após assumir a função. A demissão aconteceu por telefone. O ex-centroavante estava em viagem quando soube da decisão da CBF. Esta que, por sua vez, emitiu uma nota oficial para falar sobre o assunto.

“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informa que, em decorrência dos episódios registrados no jogo entre Caxias e Botafogo, válido pela Copa do Brasil nesta quarta-feira, 5, Washington Cerqueira foi desligado do cargo de Diretor de Desenvolvimento da entidade.

A CBF agradece a Washington pelos serviços prestados, reconhecendo suas inúmeras qualidades pessoais, sua capacidade como dirigente e sua grande trajetória como jogador”.

O agora dirigente foi nomeado para ser o diretor de desenvolvimento em novembro de 2019. Apesar do pouco tempo de casa, ele substituiu Juninho Paulista, que acabou assumindo o lugar de Edu Gaspar como coordenador de seleções. Antes, exercia o cargo de secretário Nacional de Esportes, Educação, Lazer e Inclusão Social, do governo do presidente da República, Jair Bolsonaro.

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– Para mim, gol irregular em Guaraní/PAR 1×0 Corinthians/BRA.

Não consigo link para compartilhar e confirmar (a geração da Conmebol não permitiu encontrar algum), mas, para mim, o gol do Guaraní do Paraguai contra o Corinthians na Libertadores da América foi irregular. E explico:

Aparentemente, alguém pode contestar impedimento na finalização, mas na verdade o árbitro assistente foi muito bem naquele momento, validando o gol por estar em posição legal (este lance foi bastante repetido). O problema é no começo da jogada, quando Boselli é atropelado por um jogador paraguaio (falta não marcada) e na sequência sai a falta a favor do Guaraní. Dela, resulta o gol. Ali, o lance é faltoso e deveria se ter marcado tiro livre direto para o Corinthians (e essa falta “provável”/ “ocorrida” não acho na Internet para rever).

Se algum amigo leitor tiver o link e quiser compartilhar, por favor, compartilhe, pois estou escrevendo pelo lance assistido no momento do jogo, sem replay (e gostaria da confirmação).

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Noroeste x Paulista

Eu acho que uma partida da envergadura de Noroeste x Paulista, pela tradição no Interior e importância para ambas equipes na tabela (ambos distam nas pontas), precisava de um árbitro experiente de série A2 e/ou que esteja na A1. Afinal, dois clubes que sempre estiveram em evidência ao longo das suas histórias centenárias.

Porém, pelo processo de renovação forçada que a FPF vem fazendo (fiz a crítica em: https://wp.me/p55Mu0-2sv, após a péssima atuação de Flávio Mineiro (que não deu conta dos jogos do Galo na Bzinha, e assustadoramente, sem nem ter apitado a A2, pulou para a A1) é compreensível que surjam escalas inexperientes em jogos importantes.

Daniel Carlos Luciano Fernandes, árbitro que na única vez que apitou uma partida profissional do Paulista foi muito bem (Paulista 4×0 União de Mogi, em 2018), tem feito jogos na A3 e se saído razoavelmente bem. Tanto que apitou seu primeiro jogo de série A2 recentemente. Ele costuma deixar a partida correr em lances de faltas duvidosas (ou seja: permite o jogo mais brusco na disputa de bola), mas costuma ser rigoroso nos cartões. O que me preocupa são os bandeiras, não tão experientes. Se o Paulista arriscar jogar “em linha na zaga”, pode ser perigoso por esse fator (por exemplo: um impedimento não marcado, resultando em gol sofrido).

Fico feliz que quem avaliará a arbitragem é o ex-bandeira Márcio Luiz Augusto, de tantos jogos na Série A do Brasileirão e um sujeito muito competente. Um dos melhores com que trabalhei. Se o árbitro for bem ou mal, certamente a FPF terá a informação correta com um claro e sábio relatório. 

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– Falta comunicação ou integração entre as Comissões de Arbitragem?

Leio que Flávio Mineiro, o árbitro da complicada partida São Paulo 1×1 Novorizontino, foi escalado para a abertura do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol, no próximo sábado: Ferroviária x Audax.

Sobre seu afastamento e desempenho, falamos em: https://wp.me/p55Mu0-2sL

Aqui, duas situações: ou a CBF e a FPF não tem comunicação, colaboração e contribuição ente si (ou seja: a entidade nacional não soube do ocorrido no Morumbi), ou simplesmente Leonardo Gaciba tem visão diferente de Ana Paula de Oliveira e entende que a punição só serve para jogos estaduais, e que ele está apto para partidas nacionais e que faz um bom trabalho quando apita, merecedor em estar no quadro nacional.

Em ambas hipóteses, claro, beira-se o absurdo. Ou teríamos uma 3a hipótese: a de que a suspensão foi “fake news”, de mentirinha, da boca para fora (lembram daquelas suspensões de árbitros que ocorriam quando eles estavam em viagem, torneios internacionais ou lesionados, apenas protocolares)?

Que loucura é essa que, sem ter passado pela A2 Regional, o sujeito é indicado pela FPF para o quando nacional da CBF, não? Que péssima gestão de carreira estão fazendo de Flávio.

Jogadores do São Paulo cercam o árbitro no jogo contra o Novorizontino — Foto: ADRIANA SPACA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

– E sobrou para os mais fraquinhos? E ninguém contestou?

Já falamos tudo o que poderíamos ter falado sobre a má arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino. A opinião crítica, porém respeitosa, está registrada em: https://wp.me/p55Mu0-2sv.

Entretanto, me assustei ao ver que a Comissão de Árbitros do Estado de São Paulo afastou todo o quarteto de árbitros. Quer dizer que a chefe da entidade, a ex-assistente Ana Paula de Oliveira, que um dia injustamente foi afastada quando do fatídico Botafogo x Figueirense (e covardemente não foi defendida pela CBF e seus superiores das ridículas, misóginas e ofensivas declarações de Carlos Augusto Montenegro), agora, como cartola, insensivelmente comete o erro de afastar o assistente número 2 e o quarto árbitro, que nada tiveram de erro no jogo do Morumbi?

Ana, seja sensível e relembre seus tempos de árbitra. É legal colocar na geladeira aqueles que não tiveram culpa? Você já foi vítima de erros assim pelos dirigentes do apito. Não repita esses equívocos. Que o respeitado e querido Emerson Augusto de Carvalho e a estimada Tatiane Saciloti, membros da CEAF, possam te iluminar na correção desse erro.

Parabenizo o Sindicato dos Árbitros por condenar os equívocos de alguns jornalistas em usar palavras fortes e indevidas, colocando a credibilidade / honestidade (e não a competência) como motes do erro. Ao mesmo tempo, CONDENO a omissão do Safesp em não emitir uma nota sequer contra a injusta suspensão dos membros citados e sua defesa. Espero que Aurélio Sant’Anna Martins, o novo presidente, bem como a vice Regildenia Holanda possam escrever rápida e incisivamente uma nota de repúdio contra a FPF por esse ato covarde contra o assistente 2 e quarto-árbitro (até porquê, se não o fizerem, ficará estranha e discutível a omissão).

Aguardemos!

Em tempo: e quem escalou o árbitro tão precocemente, fazendo má gestão da carreira dele? Passa batido?

 

 

– Por quê os erros da arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino ocorreram?

O que vimos de lambanças no Morumbi na noite passada (dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados) são frutos de má gestão na difícil tarefa de renovar árbitros.

Dar oportunidades aos novos apitadores não é queimar etapas. Solidificar a ascensão é importante, degrau por degrau, a fim de que o jovem juiz não sinta demasiada pressão e saiba se portar correta e emocionalmente bem. Logicamente, ele tem que ter qualidade para fazer parte deste processo e o gestor de carreiras da arbitragem, perspicácia para enxergar um novo talento. 

Digo isso pois nos últimos 30 anos (sim, GARANTO esse período, pois é a minha “idade de vida na arbitragem” – estudada, trabalhada ou comentada), só tivemos dois casos em que o tempo de maturação nas séries inferiores e intermediárias foi pequeno: Paulo César de Oliveira em 1996 e Wilson Luís Seneme em 1998, ambos pelo olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que teve a percepção de descobrir esses talentosos árbitros (e que chegaram à FIFA rapidamente). Como ele dizia em sala de aula na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, às vezes você vê uma “mosca branca“.

Não me parece que Ana Paula Oliveira, que foi excelente árbitra assistente (quebrando vários preconceitos e marcas), tenha a mesma habilidade como comandante de árbitros para descobrir moscas-brancas. Aliás, ter qualidade em campo não quer dizer que você é bom na teoria ou gestão, e vice-versa. Há de se ter vocação e experiência.

Na CBF, insisto na lembrança do vídeo gravado na Escola Brasileira de Futebol (EBF, exemplificando a mão de apoio que bate involuntariamente na bola sendo pênalti num Palmeiras x Fluminense, distribuído como lance didático – e que desde então batemos forte em não ser, sendo que a FIFA confirmou recentemente que não é infração, é casualidade). VALE A PENA ASSISTIR, são só 4 minutos e você questionará também. Está em: https://wp.me/p4RTuC-d75.

Em 2019, Ednilson Corona continuou o trabalho que era feito juntamente com José Henrique de Carvalho na Comissão de Árbitros da FPF, lançando jovens talentos (ambos foram demitidos recentemente por Reinaldo Carneiro Bastos). Pude, em pessoa, elogiar alguns árbitros que vi na 4a divisão e que eram muito novos e talentosos: João Vitor Gobi (que corretamente apitou a final da Copa São Paulo 2020), Leandro Carvalho da Silva (que apitou a A1 em 2020), e outros que foram muito mal, como Flávio Mineiro. Todos eles foram avaliados in loco em nossas transmissões pela Rádio Difusora AM 810, nas partidas do Paulista FC em Jundiaí, e registrados no Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

Para minha surpresa, sem ter passado pela A2, Flávio Mineiro, de apenas 24 anos, estreou na A1. Mas qual foi o mérito para isso? 

Nada contra o moço, mas quem resolveu pular etapas na carreira dele, errou, porque falta muito preparo e orientação. Primeiro: qualidade técnica. Segundo: comportamento em campo. Terceiro: sensibilidade (com o time reclamando, não deve nunca sorrir, pois mesmo que não queira, dá a impressão de deboche).

Vamos ver como se dará a continuidade da renovação da arbitragem. Nos clássicos, só tivemos FIFA (no jogo entre Palmeiras x São Paulo em Araraquara, 2a rodada apenas, não “valendo muita coisa”, perdeu-se a chance de dar rodagem para algum jovem talento. Pra quê colocar o Raphael Claus naquele momento?).

Sobre esse trabalho de renovação e alguns jogos de Flávio Mineiro na 4a divisão, explico no texto em: https://wp.me/p4RTuC-oD7.

A opinião em vídeo aqui: https://youtu.be/OG-HkPuXf0w

Também no Blog “Pergunte ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

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– Por quê comemorar o gol com a torcida leva ao Cartão Amarelo? Sobre a expulsão de Janderson do Corinthians.

Na manhã deste domingo, Janderson não foi expulso por comemorar um gol. Foi expulso por receber o segundo cartão amarelo aplicado pelo árbitro Luiz Flávio de Oliveira.

Entenda: a IFAB determinou há algum tempo algumas situações onde o Cartão Amarelo deve ser aplicado em comemorações de gol (e, cá entre nós, quase todo atleta profissional está “careca” de saber). Por exemplo:

  • Tirar a camisa: além de desconfigurar o uniforme, é o momento em que os patrocinadores que gastam tanto dinheiro querem que suas marcas apareçam expostas em um momento positivo.
  • Subir num alambrado: o característico gesto do Neto (SCCP), quando extasiava e “trepava no arame”, pode trazer consequências negativas. Na Argentina, há algum tempo (confesso não me recordar a partida), torcedores entusiasmados com um gol foram “grudar” no alto do alambrado junto ao atacante que comemorava, e tudo desabou, machucando pessoas. 
  • Ir no meio da torcida: além de promover um tempo a mais de comemoração, reiniciando mais tardiamente o jogo pela demora, há uma obviedade: já imaginaram numa decisão de campeonato se o jogador marca o gol do título aos 45 minutos do 2o tempo e vai para a torcida, no meio dos assentos? O risco de tumulto e pisoteamento é real.

Lembremo-nos: Rogério Ceni tomou Amarelo por tirar a camisa no 100o gol. Fábio Simplício, na Itália, tomou Amarelo após ir para a arquibancada e dar um beijo em sua esposa, num gesto combinado onde os jogadores deram passagem. A regra é fria e abrangente, mas, ao mesmo tempo, prudente.

Ops: eu não elaborei essas regras, sei que são impopulares. Somente as expliquei E são diferentes do que o ocorrido com Neymar (criticado nessa semana), onde explico aqui: https://wp.me/p4RTuC-oHT.

Já imaginaram algum atleta comemorando o gol em meio a essa multidão da imagem abaixo?

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– O injusto Cartão Amarelo de Neymar em PSG 5×0 Montpellier

Neste sábado, vimos que a arbitragem francesa é muito ruim. O árbitro Jérome Brisard quis advertir Neymar por dar uma carretilha em seu adversário. Na discussão, o brasileiro levou o Amarelo.

Sabe o que lembrou, respeitando as devidas proporções? Aquele lance em Coritiba envolvendo o atacante Jabá e o árbitro Leonardo Gaciba, por “driblar demais”, segundo se comentou na época.

A verdade é que Neymar abusava de lances de deboche, caía demais em simulações de faltas e virou até meme (embora, sejamos justos, apanhava bastante também). Depois dos conturbados últimos meses que enfrentou (as falsas acusações de estupro e o fato de perder a guerra envolvendo o príncipe catariano), resolveu focar no futebol e está jogando o fino da bola!

Dessa vez, não há o que discutir: Neymar estava jogando corretamente, mostrando qualidade e foi equivocadamente advertido pelo árbitro.

E cá entre nós: que cabelo horroroso, hein? E olhe que o meu não é parâmetro para avaliação…

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Neymar discute com o árbitro Jérome Brisard, que o repreendeu pela lambreta e depois deu amarelo pela reclamação do brasileiro — Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

– Sobre as críticas aos novos administradores do SAFESP: observações e opinião pessoal.

Nem tudo que é permitido (que está legal, ou seja, dentro da lei), quer dizer que é devido. Se é permitido fumar, pode-se entender (no meu caso) que, apesar de estar dentro da lei, não se deve por fazer mal à saúde.

Digo isso por ler as críticas à nova diretoria do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP), e gostaria de externar meu ponto de vista (afinal, fui árbitro e gosto do assunto, mesmo não sendo mais associado).

Antes de entrar no ponto específico, entendo que não existe “almoço grátis”. Acabou a era do romantismo, onde se “trabalha pela causa”. São pouquíssimos que fazem ou fizeram isso (conta-se nos dedos). É ilusão imaginar que um presidente de clube de futebol ou diretor de sindicato possa abrir mão do seu tempo para trabalhar integralmente a uma causa. Se ele não se dedica de maneira integral, não pode ser cobrado e irá deixar vários problemas. Se trabalha integralmente, de onde vem o seu ganha-pão? A não ser que seja milionário e deixe de lado suas rendas para trabalhar de graça, ou equivocadamente defenda que abrirá mão do seu salário (não deve, pois se vai labutar com dedicação, precisa receber pelo esforço), a remuneração é indispensável – para a cobrança dos demais, inclusive.

Ser dirigente profissional é o ideal: remunerado, independente, a fim de permitir a cobrança de seus atos sem desculpas ou subterfúgios. Simples – embora financeiramente sabemos que está difícil.

Dito isso, vamos lá: bati um papo muito educado e cortês com Daniel Destro do Carmo, que fez parte da campanha de Aurélio Sant’Anna Martins, e lhe questionei se não entendia que a vice-presidente, Regildênia de Holanda Moura, estaria indo contra o estatuto do SAFESP ao trabalhar como avaliadora da FPF e instrutora na FIFA. Segundo ele, é um cargo técnico, não diretivo, em contraposição ao meu argumento de que Arthur Alves Jr, o antigo presidente, exercia incompatibilidade de funções ao trabalhar para a Comissão de Árbitros. Também quanto atuar no Campeonato Feminino (que verdadeiramente é amador), não fere, segundo ele, o Estatuto (e não vale argumentar que as moças recebem salário, pois a situação do futebol feminino, em nosso país, é calamitosa e todos nós sabemos).

A lei não obriga um sindicalizado ou dirigente sindical a estar desempregado propositalmente. Isso também é verdade, e não se discute também a legalidade ou a ilegalidade.

Mas… dá para discutir algo mais abstrato (para alguns): a ética, a moral ou a conveniência. E apeguemos quanto a esse ponto:

Mesmo estando de acordo com a lei, com o estatuto, com os princípios jurídicos, eu (que não apoio nem apoiei ninguém), entendi (como muitas pessoas) que existia a promessa de abandonar qualquer relação com a FPF em integralidade, e, enfim, não é isso. A promessa era o afastamento de cargo de chefia e atuação na arbitragem profissional. Inclusive, foi-me enviado para que eu pudesse ver que isso (o afastamento de tudo) nunca existiu nas promessas de campanha.

E aqui eu faço um mea culpa: EU (e alguns outros árbitros e ex-árbitros) equivocamo-nos no entendimento do discurso ouvido. Culpa minha, desatenção de entrelinhas ou até mesmo do entendimento claro. Talvez faltou-me astúcia na interpretação do texto. Ainda bem que eu não repliquei nada quanto a essa ou outra campanha, a fim de não iludir eleitores quanto ao voto por erro meu.

Para mim, uma total isenção das relações da FPF com o SAFESP (não quero dizer que as relações devam ser odiosas ou amorosas, apenas profissionais e de interesse da entidade) pede que não exista o trabalho de dirigente do SAFESP (remunerado ou não) para a FPF. Afinal, corre-se o risco de assedio financeiro e/ou moral, com a possibilidade de, em caso de entendimento contrário de posições, Regildênia (ou Aurélio ou quem for) ter a sua função cortada / menos escalada. E é por isso que insisto: os cargos devem ser remunerados, transparentes, para jornada de trabalho definida e longe da porta da Rua FPF, para não correr esse risco citado de “coceira” com o alinhamento das posições do “empregador” ao invés dos “empregados” (as aspas explicitam o que quero dizer). Afinal, não era esse um dos grandes motes da campanha, a independência?

Utopia?

Talvez. Ok. Pode ser.

Argumentar-se-á que a independência não depende necessariamente de valores. Concordo, isso vai da virtude das pessoas. E ainda assim penso ser necessária (a independência total) e um erro da administração atual (pela enésima vez: é um ponto de vista pessoal, meu, opinativo, não absoluto, respeitando quem entende o contrário).

Respeito toda a explicação minuciosa, os documentos citados, as questões jurídicas legais, mas repito: eu pensava que a ideia passada (a que eu entendi, mas penso ter me equivocado) era de distanciamento das funções. Não é isso que está acontecendo, embora, pareça estar tudo dentro da legalidade (pelo que os membros entendam ser legal). Para mim, um erro de visão!

Já imaginou o que pode acontecer quando um árbitro se sentir prejudicado pela avaliação de um jogo, e essa avaliadora for a Regildênia? Mesmo ela estando certo, ela ouvirá no Sindicato como vice-presidente Regildênia a queixa contra a nota da avaliadora da FPF Regildênia? Aí o árbitro (mesmo que não seja verdade ou real) alegará que a sua nota foi prejudicada por ter apoiado outra chapa no Sindicato…

INSISTO DE NOVO: não estou dizendo que isso acontecerá; mas o risco de existir, não sejamos ingênuos, pode acontecer.

Vale o complemento: como tem gente oportunista que quer tirar uma casquinha disso, não? Nunca cobrando a incompatibilidade da gestão anterior (alegando que nunca se discutiu essa situação) mas cobrando a atual (que entendo igualmente estar errada, embora minha ignorância possa entender que, mesmo com os documentos dizendo o contrário, o comportamento não deveria ser esse).

O pau bateu em Francisco, poupando-se o Chico como se nunca tivesse existido. Não pode.

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– O pênalti em Ponte Preta 2×1 Corinthians e a má posição do juiz

Não vou nem comentar a existência ou não da infração cometida em Madson no pênalti marcado no Moisés Lucarelli, mas sim um erro juvenil quando da cobrança de Luan: o posicionamento do árbitro Thiago Duarte Peixoto.

Thiago (que depois da confusão num Derby envolvendo Gabriel – onde ocorreu uma expulsão equivocada – voltou a apitar um jogo oficial do Corinthians) é experiente o suficiente para não ficar de costas para jogadores durante a cobrança do tiro penal. É um “be-a-bá” do posicionamento do árbitro na Regra 14. Mas deu uma vacilava em Campinas quanto a isso…

Não consegui congelar a imagem no momento exato do chute (quem assistir o vídeo vera o ocorrido), mas a ilustração abaixo é perfeita para mostrar que ele bobeou e permitiu que um jogador do Corinthians corresse por trás dele na hora do chute, muito adiantado. Criou por conta própria esse ponto cego (insisto, é um erro infantil).

Se o chute é para o canto direito do goleiro da Macaca e esse jogador pega o rebote e faz o gol, como o árbitro saberia que houve irregularidade e pudesse ter condições de anular? Ele só está vendo as irregularidades da Ponte Preta por culpa desse equívoco. O bandeira não pode ser cobrado, ele está fiscalizando o avanço ou não do goleiro e se a bola entrou ou não (que é sua responsabilidade naquele momento).

Resta discernir: erro bobo em um “branco” do árbitro ou nova orientação de posicionamento da atual CEAF-SP?


(A imagem não está no ponto do chute, que é onde se vê o avanço – mas ele ocorre. A ideia é mostrar o ponto cego criado, ou seja, a consequência). 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x São Bernardo (Rodada 3) e um questionamento técnico.

O quarteto de arbitragem escalado para Paulista x São Bernardo, junto com seu observador, pela 3a rodada da A3 foi definido pela FPF:

Árbitro: Edson Alves da Silva, 39 anos, formado em 2004, funcionário público (morador em Fartura/SP).
Árbitro Assistente 1: Leonardo Jose Rodolfo Brandini
Árbitro Assistente 2: Patrick André Bardauil
Quarto Árbitro: Jefferson Dutra Giroto
Avaliador de Campo: Newton dos Reis Barreira

Edson apitou uma única vez em Jayme Cintra, na partida entre Paulista 0x2 Red Bull, no ano de 2016 (para a análise daquele jogo, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/08/28/analise-da-arbitragem-de-paulista-0-x-2-redbull/).

Neste ano, Edson apitou a A3 na Rodada 1 (Olímpia 0x0 Velo Clube) e foi 4o árbitro em Noroeste 1×0 Marília pela Rodada 2. Em 2019, trabalhou em apenas três jogos da mesma divisão (Primavera 1×0 Osasco, Rio Preto 2×0 São Bernardo e Batatais 1×0 Taboão da Serra). Porém, em 2018, apitou 15 jogos da A3!

Portanto, o juizão carece mostrar serviço para a nova Comissão de Arbitragem, já que precisa voltar a ser nome certo em jogos de categorias melhores, como A3 e A2. Dentro de campo, uma queixa sobre o seu estilo é a falta de vibração! Embora possa parecer frio demais, dá a impressão de que está alheio à partida, e isso não costuma ser bom. Também tem dificuldades em conter os ânimos com os cartões amarelos. Para o Paulista, que tomou muitos cartões nos dois jogos que disputou (incluindo ao treinador), pode ser ser bom negócio.

Algo que sai da arbitragem e vai para o campo: uma crítica respeitosa ao técnico Edson Fio (bem a vontade para tal, pois o elogiei nesta publicação: https://professorrafaelporcari.com/2019/05/24/discutindo-edson-fio-o-treinador-sem-marketing-que-vem-sendo-um-fator-diferente-na-escondida-4a-divisao/), a respeito da saída do lateral Victor Emerson.

Ora, um atleta que jogou 29 das últimas 30 partidas, com quase 2700 minutos em campo (talvez a maior minutagem de todo o elenco) que não recebeu nenhum cartão vermelho e sempre esteve com bom desempenho, foi substituído por opção de Edson Fio. Respeite-se, logicamente, mas se questione: optou por quê? Rafael Compri, que chegou há pouquíssimo tempo, é tão melhor tática, técnica e disciplinarmente do que o substituído? 

Fica a dúvida.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Nacional

Neste sábado, no Estádio Jayme Cintra, uma arbitragem que começou muito boa e que no segundo tempo foi apenas regular, decaindo bastante do que foi na etapa inicial. Vamos à análise?

O jogo começou e… logo de cara, falta aos 10 segundos. Seria uma partida pegada? Foi, mas não violenta. Muitas infrações ocorridas, mas num jogo (parece contraditório) rápido.

Willer Fulgêncio corre bem, no primeiro tempo não teve dificuldades quando exigido e acertou quase tudo. Somente faltou aplicar, nessa etapa, o cartão amarelo a Lauder (NAC), por uma falta mais dura ao goleiro do Paulista. Foi correto nas faltas marcadas e não entrou em faltas supostamente “cavadas”/ forçadas.

Um lance inusitado e acertado: Lucas Moura (PFC) chutou a bola e ela bateu na mão de um zagueiro do Nacional. Foi sem qualquer intenção, e acertadamente Willer mandou seguir. Na sequência, o outro zagueiro coloca a mão na bola intencionalmente e pênalti bem marcado. O Paulista faz o gol na cobrança e, durante a comemoração dos atletas junto a torcida, o Nacional percebe que pode recomeçar o jogo e quase marca um gol com praticamente metade do time jundiaiense sem perceber que a partida estava valendo. Willer novamente estava atento e acertou em deixar o ataque rolar.

Entretanto, aos 30m do segundo tempo, o bandeira Gilberto Romachelli marcou impedimento de Rafael Compri (PFC), correto na nossa visão. O árbitro não viu e na sequência a bola saiu pelo toque do adversário, e o árbitro Willer marcou escanteio. O bandeira continuou ali sinalizando e o árbitro bateu no peito dizendo que ele estava assumindo a marcação. Para mim, equívoco do árbitro e acerto do assistente (que foi bem na partida).

Aos 41m, Thiago Pereira (NAC) cometeu uma falta mais forte e merecia amarelo. Errou em nem infração marcar. Na sequência, Murilo (PFC) foi reclamar e tomou o Cartão.

O bandeira 2 Edson Rodrigues foi bem, estando atento aos impedimentos e à saída de bola quase para fora usando as mãos do goleiro Matheus (PFC).

Sobre o Quarto Árbitro Gustavo Holanda de Souza: não reparou que o goleiro do Paulista estava igualmente vestido como a arbitragem? Deveria ter avisado o camisa 1 do Galo para subir ao campo de outra cor. Falhou nesse detalhe, que merece atenção (goleiro e arbitragem ambos com todas as peças de roupas amarelas). Mas no segundo tempo, um jogador estava caído na lateral do campo e ele quis ajudar a removê-lo tentando carregá-lo do campo para fora. E se a contusão fosse nas costas? Como pode o 4o árbitro desejar colocar a mão no jogador caído? EVITE, o árbitro não é médico nem maqueiro.

Placar: 1×1

Faltas: 19×22

Cartões Amarelos: 4×2

Cartões Vermelhos: 0x0

Público: 1200 pagantes, Renda: R$17.070,00

Ops: prepararam o cerimonial da A3 com placa da Copa São Paulo? Que isso… Na “Hora H”, tiraram.

 

– Análise da Arbitragem para o Grenal da Copa SP 2020

Estou feliz com a escala do árbitro João Vitor Gobi para a final da Copa São Paulo de Futebol Jr, edição 2020, entre Grêmio x Internacional.

Assim como questionei os critérios para a escala da 1a rodada do Paulistão A1 (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2rD), acho justo elogiar quando há acertos.

Gobi foi o melhor árbitro que analisei na Temporada 2019. Tem tudo para crescer, se bem orientado e mantendo os pés no chão.

Os dois últimos jogos onde pude analisar suas atuações, abaixo:

Amparo 2×0 Paulista, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/06/16/amparo-2×0-paulista-otima-arbitragem-de-gobi-vale-a-pena-dar-oportunidade-ao-rapaz/

Paulista 3×1 Manthiqueira, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/04/13/analise-da-arbitragem-de-paulista-3×1-manthiqueira/

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Nacional

Se irá bem, não sei. Mas que é honestíssimo, aí já deu provas: o árbitro escalado para apitar Paulista x Nacional na estreia da série A3 é Willer Fulgêncio dos Santos, que no final do ano denunciou uma oferta financeira de R$ 3.000,00 para manipular resultados no Campeonato Paulista Sub 20.

Sobre todo esse caso, convido a leitura do link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/20/mais-casos-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-paulista-por-parte-de-apostadores/

Esportivamente falando, Willer foi um dos árbitros que mais trabalhou na 2a divisão – Sub 23 do ano passado e na própria A3. Tem 35 anos de idade, 11 de carreira e reside em Aparecida.

Em jogos do Paulista, apitou a vitória do Galo em São José dos Campos contra o Joseense e foi muito bem. É um árbitro que procura ser disciplinador, não fica conversando muito com os atletas e se preocupa em cumprir a regra sem fazer média. Gostei da escala.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Nacional pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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– O Velho-Novo Luxemburgo: um testemunho

Vinícius Bergantin tem 39 anos de idade, é natural da Salto e muito querido nessa região do estado de São Paulo. Ex-jogador, fez sucesso no Hanover da Alemanha (onde passou a maior parte da carreira) e no Ituano (onde começou e onde está trabalhando como treinador). Boa gente, estudado e se preparando para o novo desafio que é comandar um time de futebol fora das 4 linhas.

Entretanto, na noite de quarta-feira, conheceu o “novo-velho” Vanderlei Luxemburgo. E explico:

Luxemburgo, nos áureos tempos da Parmalat, foi inquestionável como estrategista. No seu auge, mereceu a Seleção Brasileira, mas o extra-campo o atrapalhou. Recentemente, ficou um bom tempo fora do mercado de trabalho (sua passagem na China foi pífia, pois quando saiu do clube que dirigia ele disparou na tabela e saiu da zona do rebaixamento) e se perdia em entrevistas desconexas da realidade.Todos querem um Luxemburgo focado, como o de antigamente (comprovadamente, um campeão). Entretanto, o dos últimos anos, um fiasco.

Após a volta ao Vasco, retornou à velha forma. E esse “novo-velho Luxemburgo”, agora no Palmeiras, mostrou no segundo tempo contra o Ituano todo o seu repertório. Uma aula do veterano Luxa para o iniciante Vinícius.

Durante os anos 90/2000, trabalhei uma quantidade absurda em jogos como 4o árbitro, e ali, próximo aos treinadores, você conhece quem é a turma do “sobe, sobe, sobe / desce, desce, desce”, e aqueles que manjam do negócio. Tive oportunidade de atuar com Felipão, Tite, Muricy, Leão entre outros, e, sem menosprezar os citados, Vanderlei (de trato dificílimo com a arbitragem, embora nos jogos que trabalhei com ele, a relação foi suportável, além das conhecidas crenças pessoais – mas aí é outro papo, deve-se respeitar), é o melhor dos que eu testemunhei, estando ali à beira do campo.

Voltamos a ter o Luxa dos anos gloriosos? Talvez. Aguardemos.

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– RELEMBRANDO: Análise da Arbitragem de Paulista 5×1 Batatais

Há 3 anos, o Paulista se classificou pata a Copa SP 2017. Reproduzo a publicação sobre a arbitragem da época, e só agora me lembro: Brendon Matheus, o gato, foi suspenso para a final! Abaixo (compartilhando o vídeo dos últimos 20 segundos com a festa da torcida):

Boa arbitragem no Jayme Cintra. O jovem árbitro Lucas Canetto Bellote começou ligado, atento, correndo bastante, entrando na grande área e se posicionando bem. Chamando a atenção dos jogadores à toda hora, e em especial, logo a 1m, uma bronca válida para evitar discussão de atletas.

Tecnicamente, marcou as faltas existentes e deixou de marcas as faltas forçadas/ reclamadas de maneira forçosa. Acertou na marcação do pênalti cometido por Enzo (PAU) e que resultou no gol do Batatais. Um único erro técnico relevante ocorreu aos 2m, quando houve uma falta a favor do time de Jundiaí e o árbitro não observou a clara vantagem e matou o contra-ataque. Um acerto técnico importante foi a correta não marcação do pênalti simulado por Criciúma (PAU).

Disciplinarmente, acertou todos os cartões amarelos, exceto ao não aplicar a Wislen (BAT), que havia cometido um carrinho temerário em Vitor Hugo (PAU) aos 3m (recebeu amarelo nesta ocasião) e aos 40 minutos repetiu uma falta para amarelo no mesmo Vitor Hugo. Deveria receber o 2o amarelo e o Vermelho (em faltas: PAU 15×12 BAT; em cartões amarelos: PAU 3×4 BAT).

A corrigir – o mau posicionamento em cobrança de faltas, como, por exemplo, estar de costas ao batedor e sem ver a barreira (vide aos 7minutos no replay). Repetiu isso aos 12m, em falta a favor do Batatais. Sempre vidrado na área, mas esquecendo da periferia (em locais que não se deve confiar nos bandeiras pela distância do campo de visão). E aos 42m cometeu o mesmo erro pela 3a vez.

No geral, não teve influência no resultado e tem um enorme potencial, mas precisa ser corrigido de erros e vícios. Aqui a missão é do orientador.

Ótimo trabalho e colaboração dos bandeiras para com o árbitro, acertando nos impedimentos e saída de bola praticamente na totalidade da partida.

DETALHE 1 – Um lance para chamar a atenção: Yuri (BAT), camisa 25, ao ver seu adversário 19 Carlinhos (PAU), caído e ofegante, arrancou a sua camisa e o abanou. O árbitro foi muito feliz ao não dar cartão amarelo a ele. Fair Play de todos.

DETALHE 2 – Para a final (contra o Corinthians ou Juventus), o Paulista terá o desfalque do goleiro Enzo (grande revelação do time) e do titularíssimo zagueiro Brendon Matheus Lima (um dos pilares da zaga, ao lado de Maurílio).

DETALHE 3 – Umberto Louzer, treinador do Paulista, era zagueiro do time campeão de 1997, quando a Copa São Paulo foi decidida em 26 de janeiro contra o Corinthians no Canindé (não no dia 25) e o técnico era o já saudoso Giba. Vinte anos depois, com 8 jogos e 8 vitórias, o Galo (que sofreu apenas 2 gols) volta à final.

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– A Primeira Escala de Árbitros do Paulistão A1-2020: ousar é necessário, mas forçar…

Levei um susto ao ver as escalas de árbitros para a 1a divisão do Campeonato Paulista de 2020.

  • Que os trabalhos das antigas comissões de árbitros tiveram muita fragilidade, é sabido.
  • Que a última leva de revelações de bons e seguros nomes da arbitragem aconteceu no final dos anos 90, com os árbitros da “nova safra dos anos 2000” (faz tempo, hein?) com o prof Gustavo Caetano Rogério, Antonio Cláudio Ventura e Roberto Perassi, idem.
  • Que desde o escândalo da Máfia do Apito, tudo se perdeu e houve um trabalho muito ruim por parte do Cel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr, é cansativo se repetir.
  • Que Reinaldo Carneiro Bastos está trocando o Comando dos Árbitros religiosamente todo ano, não é mais novidade.
  • Que Ana Paula de Oliveira, a nova chefe dos juízes paulistas, terá que renovar os nomes e oxigenar todo o quadro, não se tenha dúvida. Mas saber fazer isso é importante.

Sou adepto de que os jovens tenham oportunidades, da urgente renovação mas de maneira planejadanão no sufocoe de que se tenha paciência com os novos talentos. Mas quem são esses talentos?

Acompanhando detalhadamente nas categorias menores da FPF e nas divisões de acesso, vi bons árbitros apitando e querendo seu espaço. Na 4a divisão, citei dois nomes que apitaram regulamente e com competência em 2019 (merecedores de boas chances na A3 e na A2 em 2020). Escrevi sobre os mesmos em meu blog nas diversas análises de arbitragens que faço.

Mas…

Para os jogos de Corinthians, Santos e Palmeiras, os árbitros da FIFA foram escalados (como os grandes têm visibilidade e se errar contra um deles, a reclamação é geral, faltou ousar e nada mudou). Para o outro grande, o São Paulo, a árbitra da FIFA Edina Alves, de 40 anos de idade, que nunca apitou a Série A1, terá sua chance (nada contra ser mulher, novidade, ou ter uma idade quase de veterana para a carreira de árbitro, comumente até os 45 – mas sim pelo SALTO à A1 sem um histórico mais condizente de atuações).

Vemos também o resgate de alguns nomes, como Thiago Duarte Peixoto, que ficou marcado por uma série de polêmicas em jogos e infelicidades pessoais nos últimos anos, assim como a maturação de árbitros que estavam se destacando e tem boa idade: Lucas Canetto Belotte e Leandro Carvalho da Silva (acertos nessas escalas).

Porém, vejo ainda jovens como Flávio Roberto Mineiro, que com 24 anos apitará a A1 (Ponte Preta x Santo André) sem não ter trabalhado ainda na A2, e que sofreu quando teve chances na A3 e na Bzinha / 4a divisão Sub 23. (Abaixo, algumas partidas que assisti dele e não gostei). Nada contra Flávio também, mas queimar etapas não é ruim? E os que atuaram muito bem na mesma divisão e que não tiveram chances iguais?

É essa a mesma queixa: a falta de meritocracia e de equidade dos árbitros. TODOS devem ter oportunidade semelhantes.

Ousar é importante, mas não gosto de degraus saltados….

Os jogos citados anteriormente em:

Paulista x Portuguesa Santista: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/15/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-sao-jose-quem-apita/

Paulista x São José: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

Paulista x Asissense: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/10/05/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-assisense/

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– O novo teto salarial dos atletas de futebol na China e a permissão do aumento do limite de estrangeiros nos clubes.

E entrou em vigor uma nova regulamentação no Campeonato Chinês, determinada pelo Governo Local.

Desde 1o de janeiro, as equipes podem aumentar o número de jogadores estrangeiros: será de 6 no elenco (ao invés de 3), sendo que 4 poderão ser titulares e 2 reservas em cada partida (ao contrário do México, que quer diminuir os estrangeiros para fomentar talentos locais, visando mais opções para a Seleção Mexicana).

Os salários serão regulados também: por ordem governamental, o máximo por temporada a um estrangeiro será (já convertido para reais) de R$ 13,5 milhões anuais, contra R$ 5,8 milhões de um chinês, que poderá ter a bonificação de 20% caso seja convocado para a Seleção da China.

Por fim, haverá um limite no orçamento anual dos times: será de 1,1 bilhão de yuans (US$ 160 milhões), sendo que o gasto com a folha de pagamento poderá atingir até 60% desse orçamento.

Novos tempos no futebol da China com essa mudança? Mas resta um “Calcanhar de Aquiles”: as constantes notícias de manipulação de resultados. O que será feito com a arbitragem chinesa?

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– Um exemplo de Fair Play no Futsal da Espanha!

Isso sim é esporte: em Zaragoza, pronto para marcar um gol, o atleta toca a bola para fora ao ver seu adversário receber uma falta dura.

Merecidas palmas para ele.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=YWXuwF59hyo

FAIR PLAY (extraído do The Guardian):

A moment of sportsmanship from a futsal match in Spain when Caregena’s Solano chooses to put the ball out of play – despite having an open goal.  After Zaragoza’s Javi Alonso goes down injured, the ball is squared to Solano to tap in, but instead he puts ball out of play. The game finished 5-5.

– 6 anos comentando arbitragem no Time Forte do Esporte!

Uma alegria festejar hoje minha 6a temporada com a equipe do Time Forte do Esporte de Adilson Freddo, na Rádio Difusora AM 810, comentando arbitragem. Estreei no Paulista 0x0 Audax, no Paulistão da A1.

Nas fotos, abaixo, ao lado da imagem do comandante Adilson Freddo (a quem agradeço pela maravilhosa oportunidade), alguns amigos com quem eu pude trabalhar. Narradores: Marcelo Tadeu, Rafael Mainini, Vagner Alves e Edson Roberto. Comentaristas: Robinson Berró Machado e Heitor Mário Freddo. Reportagens: Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Técnica: André Luís Lucas, Antonio Carlos Caparroz e Alexandre Bardi. Mas duas fotos eu não consegui: do “Zé do Papé”, o querido Pereirão, e do Soneca. E tem até o Thiago Olim numa delas, pois faz parte do grupo JJ e sempre nos ajuda bastante.

Que possamos estar com o Galo na A1 novamente dentro em breve (pois fomos até o fundo do poço juntos, sem soltar a corda nem abrir a mão)! Porque se depender dessa equipe, que é de Primeira, o futebol da Terra da Uva vai longe.

– Viva a tecnologia no Futebol: o “fio de cabelo” determinante para o não-gol!

Amigos, assistiram pela Premier League a partida entre Watford vs Tottenham?

Quando o jogo estava no 91º minuto (repare no tempo), o Tottenham chuta para o gol e… entrou ou não a bola, salva praticamente depois de passar os postes?

Veja a imagem, que detalhe, pelo smartwatch. E sem parar o jogo!

Abaixo:

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Como ser contra a tecnologia no futebol nos dias atuais?

– O lance mais inusitado no futebol em 2019 foi…

Numa conversa informal sobre qual lance foi mais marcante no esporte no ano passado, me recordei da “cobrança-desfile” da final da Copa Verde (Payssandu x Cuiabá). Lembram-se?

Foi chamativo, extravagante e ao mesmo tempo, ousado. Mas tinha tudo para dar errado (como deu).

Relembre em: https://www.youtube.com/watch?v=8riAAi_GRb0&feature=youtu.be

E para você, qual foi a mais inusitada situação na temporada que passou?

 

– Federação Carioca pensava em colocar representantes dos clubes dentro da cabine do VAR?

Não sei quem foi o gênio que teve a ideia, mas ao ler que a FERJ consultou a FIFA (e chegou a colocar no seu regulamento) sobre a intenção de colocar membros dos clubes DENTRO da cabine do VAR, para “conferir as decisões de maneira transparente”, penso: foi realmente a sério?

Com tantos escândalos no futebol merecendo muita transparência, tal argumento é tremendamente esdrúxulo. 

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2020/01/13/international-board-veta-presenca-de-clubes-em-cabine-do-var-no-carioca.htm

IFAB VETA PRESENÇA DE CLUBES EM CABINE DO VAR

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) consultou a International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol, mas foi proibida de implementar a presença de representantes dos clubes na cabine do árbitro de vídeo no Campeonato Carioca.

Em seu regulamento, a federação fluminense incluiu um artigo que previa que “cada uma das 2 (duas) equipes cuja partida conte com a utilização do VAR poderão indicar 1 (um) representante para permanecer na cabine de controle do árbitro de vídeo e acompanhar todos os procedimentos ali desenvolvidos durante a partida, sendo terminantemente vedadas quaisquer tentativas de interferência, interlocução, manifestação ou reclamação, sob pena de exclusão do recinto”. As normas do Carioca foram aprovadas pelos clubes em 21 de outubro, mas este tema foi sempre colocado na condicional:

“Caso obtenha as autorizações necessárias, a FERJ poderá utilizar a tecnologia da Arbitragem de Vídeo (VAR) nas partidas da fase preliminar, nas partidas semifinais e finais dos dois turnos (Taça Guanabara e Taça Rio) e nas partidas finais do campeonato, adotando a forma, termos e limites constantes em diretriz técnica a ser publicada para este fim, e do respectivo protocolo determinado pela International Football Association Board (IFAB)”.

Com o sinal vermelho, a ideia foi abortada, mas o recurso do VAR estará disponível na competição, embora não em todos os jogos. A tecnologia estará disponível apenas nos clássicos e nas fases decisivas do torneio. No regulamento, a Federação afirma que “a tecnologia da Arbitragem de Vídeo (VAR) poderá ser utilizada às expensas da FERJ em até 16 (dezesseis) partidas do campeonato”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade que comanda o Carioca informou que a medida tinha por objetivo “dar transparência às decisões e tudo que acontece na sala do VAR” e acrescentou que “antes de submeter à apreciação da IFAB, a FERJ incluiu no Regulamento do Campeonato Carioca de 2020 para não perder o prazo da publicação, previsto por lei”. Ante a proibição, a decisão será acatada: “o mesmo regulamento prevê, no artigo 4i, que o uso do VAR obedecerá o protocolo da IFAB. Assim, como não houve aprovação, é óbvio que a presença dos representantes dos clubes não será realizada no Carioca”.

O torneio estadual já está em curso, mas a fase principal só terá início no dia 18 de janeiro. Macaé e Portuguesa, melhores da seletiva, se juntam aos outros 10 que já estavam classificados.

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– O que você acha do Cartão Branco no futebol?

Faz 5 anos que a ideia foi sugerida e não vingou: um cartão específico contra a indisciplina!

Compartilho, deste mesmo blog:

O CARTÃO BRANCO

Está acontecendo um Congresso Mundial de Futebol em Portugal, o “Conversas de Futebol” (ou “Football Talks). 

Dentre os muitos assuntos, a Arbitragem foi discutida. E Pierluigi Colina, ex-árbitro e agora dirigente da UEFA, sugeriu uma novidade: o Cartão Branco!

A idéia seria de que as faltas por indisciplina (simulação de infrações, chutar a bola para longe após o apito e reclamações contra o árbitro) sejam punidas, ao invés do Cartão Amarelo, com o Cartão Branco. O infrator ficaria de 5 a 10 minutos fora do jogo (tempo exato a definir em outros debates), servindo de exemplo para indisciplinados. Os Cartões Amarelo e Vermelho continuariam para as outras situações de jogo

Particularmente, acho desnecessária tal medida. O Amarelo já é suficiente para os indisciplinados, sendo que a reincidência leva à expulsão. 

Daqui a pouco, com o excesso de preocupação “politicamente correta“, teremos o Cartão Verde para atitudes de Fair Play (chutar a bola para a lateral para atender um adversário lesionado), o Cartão Lilás contra a homofobia, o Cartão Preto contra o Racismo, o Cartão Laranja para a Xenofobia, e por aí vai. E discordo disso. Praticou qualquer discriminação: VERMELHO e relato em súmula para severa punição.

No Brasil, já testamos o Cartão Azul no antigo Campeonato Paulista de Aspirantes, uma espécie de intermediário entre o Amarelo e o Vermelho. 

Não gosto de um suposto teste com o Cartão Branco por tal motivo: a indisciplina, por quais sejam os motivos como citados acima, já tem seus instrumentos de punição estabelecidos na Regra do Jogo.

A UEFA, a Conmebol ou a FIFA deveriam se preocupar mais em capacitar seus árbitros do que criarem tais invencionices.  

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×5 Athlético Paranaense, Rodada 3 da Copa SP 2020

Apesar da péssima atuação do Paulista Futebol Clube, jogando contra o time mesclado de titulares e reservas do Athlético Paranaense (que é muito bom, com esquema tático bem definido), a arbitragem foi muito boa.

Não tivemos exigências, pois as duas equipes jogaram de maneira justa e limpa. Entretanto, não há o que observar de negativo do árbitro e seus bandeiras (disciplinar e tecnicamente falando) que estiveram atentos e levaram a partida a sério.

A única queixa, que faço questão de registrar ao ótimo árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli, é que numa cobrança de falta frontal ao Furacão, ele ficou centralizado, de frente a barreira com o bumbum arrebitado, naquelas teatrais posições que devem ser evitadas. Não precisa fazer isso, pois a sua qualidade no apito é muito boa.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Athlético Paranaense, Rodada 3 da Copa SP de Futebol Jrs.

Pietro Dimitrof Stefanelli, 30 anos, Administrador de Empresas e com 8 temporadas na FPF, apitará o confronto entre o Galo vs Furacão. No ano passado, pela Copa São Paulo, apitou Atlético Mineiro x Água Santa, no jogo em Diadema onde a partida foi paralisada pois um raio caiu em campo. Neste ano, trabalhou em São Bento 0x0 CSA no Canindé (expulsando o preparador físico do time alagoano por ofensas).

Em partidas profissionais envolvendo o Paulista, ele apitou em 2019 a estreia do Galo contra o São José (0x0) e a vitória contra o Manthiqueira (4×0), ambas no Vale do Paraíba – e atuou bem.

No ano de 2017, Pietro apitava Sub 11. Em 2018, conseguiu trabalhar em duas partidas profissionais. No ano passado, chegou à A3. É uma aposta da FPF para 2020. Aguardemos!

os bandeiras estão atualmente trabalhando em partidas amadoras e Sub 23, buscando um espaço melhor em torneios mais importantes.

A ficha completa:

Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli
Árbitro Assistente 1: José Paulo Ferreira Martins Mariano
Árbitro Assistente 2: Marcos de Sena Carneiro
Quarto Árbitro: Robson Silva Santos

Desejo uma boa partida para as equipes e uma ótima arbitragem!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Athlético Paranaense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi, o Gargantinha de Ouro); comentários com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Quinta-Feira às 16h15 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Gama

Uma boa arbitragem de Marcos Silva dos Santos Gonçalves, que tem ótimo porte físico, mostrou boa presença dentro de campo (se posicionou bem) e aplicou corretamente os cartões amarelos. Não teve preguiça em amarelar por jogada mais forte ou por questão disciplinar.

Tecnicamente, acertou quando exigido aos 24m, não marcando pênalti ao Paulista na simulação de Borges (o atleta tentou cavar e o árbitro não caiu). Soube coibir com as advertências devidas às faltas seguidas cometidas pelo Gama em Dieguinho (um inferno em campo, driblador e liso, e que sofreu 5 faltas em 12 minutos de jogo).

O bandeira 2 Sidney Tadeu Mendonça de Oliveira também foi bem, assim como o atento 4º árbitro Thelmis Lanza. Porém, sofreu bastante a bandeira 1 Karina Mendes de Souza, se atrasando e se precipitando em pelo menos dois impedimentos importantes. Há de se ter muita atenção, em especial para jogos corridos como os da Copinha.

Uma observação: o gesto do apito final foi tímido, fraco, parecendo que o jogo não tinha terminado, enganando até mesmo os jogadores. Mostre a mesma vontade para acabar a partida quanto a de começar.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x SE do Gama, 2a Rodada da Copa São Paulo Jr

Para a partida desta 2a feira entre o Galo versus o Periquito (clique AQUI para conhecer a história interessante da construção do Monumento ao Mascote da Sociedade Esportiva do Gama), apitará Marcos Silva dos Santos Gonçalves, que arbitrou o empolgante Audax 4×3 Moto Clube pela 1a Rodada da Copa São Paulo (o time paulista perdia por 2×1 e virou o placar, numa partida com 6 cartões amarelos).

Marcos costuma ser rigoroso em campo, principalmente em detalhes como retardamento de jogo ou questões disciplinares. Aliás, ele trabalha, curiosamente como Auxiliar de Disciplina. Está com 45 anos de idade e apita há 20 temporadas no futebol. Entretanto, apesar da longeva carreira, não estava sendo prestigiado nos últimos anos pela FPF, sendo que seu último jogo mais relevante como árbitro central foi em 2017 na A3 (São Carlos 3×1 Paulista).

Karina Mendes de Souza, a bandeira 1, tem 34 anos e é funcionária pública. Está na sua 4a temporada na Federação Paulista e ainda não trabalhou em partidas profissionais. Mesma situação do bandeira 2, Sidney Tadeu Mendonça de Oliveira, que é 9 anos mais novo do que Karina.

O mais curioso é quanto ao quarto árbitro: Thelmis Ernesto Lanza tem 13 anos de carreira, 41 de idade, e NUNCA apitou um jogo profissional, somente categorias amadoras da FPF. E isso mostra que, pela escala desse quarteto, Ana Paula de Oliveira, a ex-bandeira famosa (e que era competente), agora chefe dos árbitros do Estado de São Paulo, dará oportunidade a todos do quadro, incluindo esquecidos e novatos.

Desejo uma boa partida a todos e ótima arbitragem. A ficha completa abaixo:

Árbitro: Marcos Silva dos Santos Gonçalves
Árbitro Assistente 1: Karina Mendes de Souza
Árbitro Assistente 2: Sidney Tadeu Mendonça de Oliveira
Quarto Árbitro: Thelmis Ernesto Lanza

Acompanhe a transmissão de Paulista x Gama pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi, o Gargantinha de Ouro); comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Segunda-Feira às 14h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 13h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x0 Rio Claro

Apesar de ter um bom porte físico e o jogo não exigir nada, muitos erros para o árbitro Diego Augusto Fagundes corrigir e melhorar na carreira. Vamos lá:

Há um vício de, a cada falta marcada, sinalizar com as mãos e braços o gesto de CHEGA, acompanhado de uma resenha com o infrator. Esse gestual, se vulgarizado, tira a autoridade do árbitro.

Em um lance de bola parada, me assustei com o posicionamento do 4º árbitro Rudnei Ferreira, que assume uma responsabilidade exagerada em tomar conta dos bancos e suas demais funções, se deslocando para além da área técnica a fim de verificar os jogadores na barreira e os acontecimentos ao lado. Como irá dar conta de tudo isso? O “juiz de campo” ficou para trás da linha imaginária dessa barreira, em um posicionamento desnecessário e arriscado para um contra-ataque, caso ele ocorra. Um equívoco tal conduta. Já imaginou num Corinthians x Palmeiras, sem árbitro de vídeo, e a bola bate na mão por movimento antinatural? Como justificar que o bandeira é quem “marcou”? Daria circo…

Aos 18m do 1º tempo, depois do impedimento marcado, o atleta Dayvidson (RCL), de maneira displicente, deu um bico pra fora e não recebeu amarelo. Errou o árbitro disciplinarmente (embora tenha acertado no cartão amarelo posteriormente aplicado a Thiago, por agarrar o adversário e evitar um ataque promissor).

No segundo tempo, Yan cometeu uma falta para Cartão Amarelo por um lance mais duro. Novamente o árbitro preferiu o gesto de CHEGA. Enquanto a falta estava sendo cobrada de maneira rápida, o bom jogador Carandina impediu o chute (como estava de costas, o árbitro não viu).

Por fim: no primeiro tempo, ainda, demorou para confirmar algumas marcações de impedimento dos bandeiras. No segundo, até pelo desenrolar do jogo (sem muitas faltas e nenhum lance polêmico) passou despercebido, acertando em não marcar pênalti na canastrã simulação de Dieguinho (PFC).

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Rio Claro, Rodada 1 da Copa São Paulo de Futebol Jr.

A Copa SP mostra na sua primeira rodada alguns árbitros mais experientes (a fim de ganhar ritmo de jogo para o Paulistão A1, A2 e A3), em meio a novatos que terão oportunidades de trabalhar em jogos com bom apelo de público.

Em Jundiaí, para o confronto entre o Galo da Japi contra o Galo da Cidade Azul, apitará um jovem árbitro de 27 anos, que trabalhou em Jayme Cintra no Paulista 4×0 Atlético de Mogi e que busca se firmar em divisões maiores. Abaixo:

Árbitro: Diego Augusto Fagundes
Árbitro Assistente 1: Douglas Marcel Borges
Árbitro Assistente 2: Henrique Perinelli Oliveira
Quarto Árbitro: Rudnei Ferreira de Medeiros

Diego está na sua 7a temporada como árbitro e participou no último ano dos seus primeiros jogos como árbitro central em partidas profissionais. No jogo citado, não houve problemas na sua atuação – entretanto, o Galo era o líder da 4a divisão e o adversário o pior do torneio e não tivemos exigências.

Douglas, o bandeira número 1, tem 41 anos de idade, não trabalha nos principais jogos profissionais da FPF mas esteve no União de Mogi 1×5 Paulista. Foi muito bem na ocasião.

Henrique, o bandeira 2, é Personal training e está apenas no seu 2o ano de carreira.

Rudnei, o quarto árbitro, tem 40 anos de idade mas trabalhou muito pouco em jogos profissionais até agora.

Desejo um grande jogo para as equipes e ótima atuação da arbitragem!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Rio Claro pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sexta-Feira às 14h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 13h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.