– A Nova Interpretação de Mão na Bola e Bola na Mão.

Há exatos 8 anos, discutíamos o surgimento da orientação de “Movimento Antinatural das Mãos e Braços na Bola”.
Ao final do texto, veja a frase profética do jornalista Maurício Noriega à época! 

Abaixo, do site “Pergunte Ao Árbitro”: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/05/22/a-nova-interpretacao-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

A MUDANÇA DA ORIENTAÇÃO 

Uma mudança na orientação de marcação de faltas em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” será colocada em prática na Copa das Confederações-13, a partir dessa semana. Não será uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alega ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar.

Quer um exemplo perfeito para ilustrar? O cruzamento de Bruno Peres interceptado por Paulo André, na final do Paulistão (Santos x Corinthians).

Teoricamente, hoje, não seria pênalti, pois Paulo André não faz um movimento deliberado de tocar as mãos e/ou os braços na bola. Portanto, naquele domingo, acertou o árbitro. Mas se tal lance fosse durante a Copa das Confederações, deveria ser marcado pênalti, pois, afinal, Paulo André assume o risco da bola bater em suas mãos ao se atirar de tal forma imprudente, numa subjetiva intencionalidade (trocando em miúdos: o atleta sabe que pular daquele jeito pode sim bater em seu braço, e ele não se cuida para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudará a justificar alguns pênaltis. Para outros, trará mais confusão ainda!

Gostei do comentário do jornalista Maurício Noriega, que sobre tal orientação comentou no Diário de São Paulo de 21/03/2013, em sua coluna:

A regra não mudará, mas a interpretação será diferente. Talvez não descomplique, até complique ainda mais, porque a base de tudo continua sendo subjetiva”.

E você, o que você acha dessa mudança? Deixe seu comentário:

Mão na bola, bola na mão: afinal, quando o pênalti deve ser marcado? – O  Mundo é uma Bola

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