– Sobre “idolatrar político”:

Não é uma mensagem perfeita contra o fanatismo político?

Abaixo:

– Só no futebol o imponderável acontece… Brasil 1 x2 Cabo Verde.

Não assisti ao jogo da Seleção Olímpica, que foi convocada com toda a pompa e que está recheada de craques (que ganham, na maioria, altíssimos salários).

Ao ler que ela perdeu por 2×1 da modestíssima Seleção de Cabo Verde, levei um susto! Coisas que só acontecem no futebol…

Teria sido menosprezo ao adversário, má jornada ou estratégia certeira dos adversários?

A verdade é: em tese, teria que ter sido jogo pra goleada!

– Como Lidar com as Crises e Conflitos

A psicóloga e logoteraupeta Manuela Melo tratou recentemente de um tema de difícil abordagem: como lidar com as crises e conflitos, partindo de um ponto de vista cristão.

Por ser um texto encorajador e motivacional, compartilho com os amigos:

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11478

Como lidar com as crises e conflitos

Eles podem trazer grandes oportunidades

As crises e os conflitos fazem parte da existência humana, deparamos com essas situações muitas vezes em nossa vida, como, por exemplo, no período da adolescência, em função das mudanças que acontecem em nosso corpo, as quais na maioria das vezes não entendemos; fato que gera sofrimento. Na verdade, os conflitos existem desde o início da humanidade e fazem parte do processo de evolução humana. Eles são necessários para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer sistema familiar, social, político e organizacional. São fonte de ideias novas, podendo criar oportunidades de discussão sobre determinados assuntos, revelando o positivo e permitindo a expressão e a exploração de diferentes pontos de vista, interesses e valores.

Com isso entendemos que em alguns momentos, e em determinados níveis, o conflito pode ser considerado necessário para não entrarmos num processo de estagnação. Precisamos entender que essas fases conflituosas, as quais, muitas vezes, nos parecem anormais e intoleráveis, são inseparáveis da existência humana e não configuram algo exclusivamente negativo. Portanto, a nossa primeira atitude é encarar esses momentos difíceis como acontecimentos normais da nossa condição humana e buscar passar por eles da forma mais positiva possível. Para isso, vamos entender melhor o que significa a palavra “crise”. 

A palavra “crise” se origina da palavra grega “krísis” e significa: manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio; também definida como fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos, das ideias; é também um estado de dúvidas e incertezas; momento perigoso ou decisivo; ponto de transição entre um período de prosperidade e outro de depressão; tensão, conflito. 

A Bíblia apresenta a palavra “crisol”, que leva à interpretação da palavra “crise” como purificação. Crisol é definido como um cadinho, um recipiente das máquinas fundidoras, onde se derrete o metal e os materiais diferentes são separados. Além disso, no dicionário também há o significado de servir para evidenciar as boas qualidades do indivíduo. Enquanto que essa palavra em chinês é representada pelo mesmo símbolo que oportunidade. 

Podemos dizer, então, que esses momentos críticos e conflituosos não são necessariamente negativos; a maneira como lidamos com eles é que pode gerar algumas reações. A questão, portanto, é como lidamos com essas fases adversas. Podemos agir de diversas formas: ignorá-las, abafá-las, resolvê-las ou transformá-las numa oportunidade de crescimento. A maneira como lidamos com nossos afetos e emoções são determinantes na forma como nos relacionamos com os outros e com as crises

Vamos então para algumas dicas práticas de como lidar com as crises e conflitos: 

• Precisamos nos conhecer, isto é, entender como lidamos com os nossos afetos e emoções, pois, quanto mais nos conhecemos, tanto mais facilmente podemos trabalhar com as dificuldades de forma positiva e como fonte de crescimento pessoal; 

• Mesmo que o problema não parta de nós, precisamos começar o trabalho conosco. Procurar um culpado pela situação pode apenas retardar e até mesmo aumentar o problema; 

• Precisamos analisar a situação para entender o que realmente está acontecendo, para assim buscar alternativas de solução e escolher aquela alternativa que julgarmos mais plausível; 

• Precisamos aperfeiçoar nossa capacidade de ouvir e falar. Com essa postura, silenciamos nossa voz interna e deixamos crescer a voz do outro, permitindo que esta soe clara dentro de nós. O desejo mais profundo do coração humano é o de ser compreendido: perceber isso é possibilitar um processo eficaz de comunicação, o que é um facilitador para a resolução dos momentos conflituosos; 

• Quando estamos errados, precisamos reconhecer os nossos erros e até mesmo ter a coragem de buscar ajuda quando necessário. 

O que podemos concluir com isso é que as crises não apresentam apenas um sentido pejorativo; ao contrário, elas podem ser grandes oportunidades. Quando uma adversidade acontece é o momento ideal para separarmos o que temos de bom do que temos de ruim, fazendo dela a oportunidade de que os chineses falam e aproveitando para sermos melhores e crescer. 

Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

– A tradição da devoção à Virgem Maria aos sábados.

Os sábados são dedicados pelo Catolicismo às preces para Nossa Senhora. E você sabe por quê?

Abaixo, extraído do site da Comunidade Canção Nova, em: https://santuario.cancaonova.com/artigos-religiosos/figura-da-virgem-maria-no-sabado-santo/

A FIGURA DA VIRGEM MARIA NO SÁBADO SANTO

Por Áurea Maria

De acordo com a tradição Católica, o sábado é dedicado à Maria Santíssima, porque no Primeiro Sábado Santo Ela esteve sem Jesus vivo e por isso este foi o dia de sua fé absoluta e perfeita. Dia no qual a fé permaneceu apenas na Virgem Maria, de tal maneira que somente Ela, naquele dia, foi a única Igreja. De fato, Maria foi naquele sábado a chama ardente, a lâmpada inextinguível que iluminou com sua fé a terrível noite da Paixão (Pv 31,18). Enquanto tudo ao seu redor vacilava com medo, Ela ficou como coluna imóvel: Junto à cruz de Jesus estava de pé sua mãe (Jo 19, 25). Neste dia de trevas profundas e do abandono mais cruel, também foi o dia em que Sua fé brilhou de maneira mais sublime.

Foi durante a paixão de Jesus que Maria conquistou a coroa e mereceu estar associada à Sua redenção e, apesar do sofrimento atroz que enfrentou, guardou o recolhimento mais perfeito e o silêncio mais inefável. O Primeiro Sábado Santo foi o dia mais amargo para Nossa Senhora, no qual ela participou no mais alto grau do mesmo abandono e da mesma aflição misteriosa do Filho no Calvário. Nunca, como neste dia, Maria fez próprias, as palavras de Jesus: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mc 15,34). Assim sendo, pode-se afirmar que as palavras de São Paulo: “o justo vive pela fé” (Rom. 1,17), se aplicam de maneira excelente a Nossa Senhora, pois é a mais perfeita das almas depois de Jesus Cristo. 

“Bem-aventurada aquela que acreditou que se cumpriria o que lhe foi dito da parte do Senhor” (Lc 1,45)

De fato, nunca existiu nem haverá fé mais profunda que a dela: “Bem-aventurada aquela que acreditou que se cumpriria o que lhe foi dito da parte do Senhor” (Lc 1,45). Como no momento da Anunciação, também no da Paixão, seu ato de fé foi perfeito, visto que não deixou de acreditar que seu Filho fosse verdadeiramente o Filho de Deus, o próprio Deus, vitorioso sobre o diabo, sobre o pecado, sobre a carne. Entretanto, esse sublime ato de fé não terminou na Sexta-feira Santa, mas se estendeu e se intensificou durante todo o sábado, o dia em que a fé de Maria, como sua dor, atingiu seu auge. 

 Naquele Sábado Santo Maria compendiou em seu coração a fé da Igreja e, portanto, foi o Coração da Igreja, que vigiou com uma fé inabalável: naquele coração, naquele Sábado sagrado, diz São Boaventura, Deus construiu como em uma pedra mística sua Igreja. De acordo com inúmeros testemunhos de santos e doutores da Igreja, pode-se afirmar que, no terrível tríduo em que cessaram os batimentos do Coração do Redentor, toda a fé e toda a vida do Corpo Místico estavam encerradas no Imaculado e Sábio Coração de Maria e assim o Seu Imaculado Coração foi a Igreja. O Papa Leão XIII, afirma que Maria tem uma tarefa misteriosa de nos fazer alcançar a fé (Encíclica Adiutricem Populi, n. 5) e nela, como no fundamento mais nobre depois de Jesus Cristo – acrescenta São Pio X – repousa a fé de todos os séculos (Encíclica Ad diem illum laetissimum n. 5). 

São Luís Maria Grignion de Monfort assegura que, com o consentimento do Altíssimo, Maria conservou a fé na glória, para mantê-la na Igreja militante em seus servos mais fiéis. Afirma que, entre os principais frutos da verdadeira devoção a Nossa Senhora, está precisamente a participação na fé de Maria: fé autêntica, viva e animada pela caridade, sólida e imóvel como uma rocha, ativa, penetrante e corajosa. É, portanto, a fé que será a tua tocha ardente, a tua vida divina, o teu tesouro secreto de sabedoria divina e tua arma todo-poderosa da qual você vai se servir para iluminar aqueles que jazem nas trevas e nas sombras da morte, para atear aqueles que estão mornos e que precisam do ouro ardente da caridade, para dar vida aos que estão mortos no pecado, para ferir e derrubar, com suas palavras doces e capazes os corações de mármore e, finalmente para resistir ao diabo e a todos os inimigos da salvação (MONFORT, 2014)

Pode-se constatar que o pedido de Nossa Senhora em Fátima para honrar o sábado (dia de sua perfeita fé), pela prática da Devoção Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados, está relacionado com a terrível perda de fé do gênero humano nos dias atuais. Assim sendo, a fé da Igreja ensina que na “escuridão” hodierna, a fé de Maria permanece como aquela cidade localizada na montanha (Mt 5, 14), como o arco-íris nas nuvens (Gn 9, 13), como a bandeira levantada entre as nações (Is. 62, 10) e como a tocha que brilha em um lugar escuro (1 Pd, 1,19). 

Peçamos ardentemente a Ela o dom da pureza e a integridade da fé para que a seu exemplo possamos permanecer incólumes na fé em Seu Filho e com Ele ressuscitar na glória. Que a fé de Maria brilhe cada vez mais nos nossos corações e o quanto antes, cumpra-se a maravilhosa promessa:  No fim meu imaculado Coração triunfará!

REFERÊNCIAS

LEÃO XIII. Carta Encíclica Adiutricem Populi. 05 set 1895. Disponível em: http://www.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_05091895_adiutricem.html. Acesso em: 09 abr 2020.

MONFORT, Luís Maria Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 44. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

PIO X. Carta Encíclica Ad Diem Illum Laetissimum. 02 fev 1904. Disponível em: http://www.vatican.va/content/pius-x/en/encyclicals/documents/hf_p-x_enc_02021904_ad-diem-illum-laetissimum.html. Acesso em: 09 abr 2020.

SCHOKEL, Luís Alonso. Bíblia do Peregrino. Tradução de Ivo Storniolo, José Bortolini e José Raimundo Vidigal. São Paulo: Paulus, 2002.

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