– Os dois Papas da Netflix!

Um alento para quem não quer se entristecer com o desrespeitoso filme do grupo Porta dos Fundos, sobre um Jesus Gay e baladeiro que não quer cumprir sua missão no pesudo-humorístico tão polêmico: a estréia de Dois Papas, uma superprodução da própria Netflix que procura mostrar a grandeza do papa Francisco e do papa emérito Bento XVI!

Sobre o nefasto filme de humor citado, as observações feitas aqui: https://wp.me/p4RTuC-orf

Sobre a excelente produção religiosa a estrear, abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/11/01/dois-papas-supera-religiao-com-atuacoes-magistrais-de-jonathan-pryce-e-anthony-hopkins-g1-ja-viu.ghtml

‘DOIS PAPAS’ VAI ALÉM DA RELIGIÃO DE JONATHAN PRYCE E ANTHONY HOPKINS; G1 JÁ VIU

Novo filme do brasileiro Fernando Meirelles não foca no debate sobre Igreja ao colocar veteranos em um encontro fictício dos papas Francisco e Bento XVI.

Por Cesar Soto

É difícil errar ao juntar dois dos maiores atores vivos e colocá-los em um grande e longo debate ao interpretar personagens dos mais notáveis. “Dois Papas”, novo filme do diretor Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), é prova disso.

Com duas atuações magistrais de Anthony Hopkins e Jonathan Pryce (“A esposa”) nos papéis dos papas Bento XVI e Francisco, a produção vai além do tema religioso ou da discussão sobre a Igreja e se transforma em um dos melhores do ano.

Ao cineasta, que consegue um dos melhores filmes de sua carreira, resta o mérito de reconhecer a força de seus protagonistas e se manter quase invisível durante os encontros dos dois, sem exageros ou afetações desnecessárias.

“Dois Papas” estreia na Netflix no dia 20 de dezembro. Exibições em cinemas brasileiros antes disso ainda não foram confirmadas pela empresa.

Mais do que papas, friends

O roteiro de Anthony McCarten (indicado ao Oscar por “A teoria de tudo”) constrói um encontro fictício entre o então cardeal argentino Jorge Bergoglio e o alemão Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, durante uma das maiores crises recentes da Igreja.

Enquanto a dupla, representantes maiores de duas ideologias opostas dentro da instituição, debate seus pontos de vista conflitantes, o filme aproveita para mostrar o passado do futuro papa.

Com o tempo, a discussão sobre a diferença entre mudanças de ideais e fazer concessões deixa apenas a boca dos personagens e se mostra presente em toda a narrativa, entrelaçada entre as cenas do encontro e os flashbacks da vida do argentino.

Lentamente, é possível (e tocante) testemunhar as mudanças que um provoca no outro, e o desfecho do embate pareceria forçado sem a força e a delicadeza das atuações.

Mais do que isso, a mensagem de encontrar semelhanças nas diferenças ao entender de verdade o outro lado soaria piegas e enfadonha.

Um Oscar para Jonathan

Com o alemão, Hopkins ganha o papel mais complexo e interessante, mesmo que Bergoglio apresente a maior jornada durante o filme.

Dominar e mostrar a complexidade de Ratzinger, personagem pouco carismático e sedento pelo poder, sem transformá-lo em um vilão fácil, é algo que poucos conseguiriam.

O que não significa que Pryce tenha participação menor. Além da óbvia semelhança física com Francisco, destacada por todo mundo desde sua atuação em “Game of thrones”, o ator desaparece no personagem.

Às vezes é possível esquecer que não é mesmo o argentino na tela, tamanho o nível de domínio sobre trejeitos e fala (mesmo sendo fácil perceber que suas falas em espanhol tenham sido dubladas por outra pessoa).

É quase inadmissível que o galês nunca tenha sido indicado ao Oscar. “Dois Papas” é a oportunidade da Academia corrigir esse erro histórico.

O argentino Juan Minujín (em seu primeiro trabalho de destaque em Hollywood) mantém o alto nível imposto por Pryce ao representar a juventude de Bergoglio, e a complexidade de sua relação – e passividade – com a sanguinária ditadura argentina.

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– A Globalização e o Pão

Alberto Fernandez, presidente da Argentina, resolveu tomar sérias medidas protecionistas em seu país. Uma delas impactará diretamente no dia-a-dia do brasileiro: a alta dos preços dos produtos agrícolas, em especial, do trigo!

Como o Brasil é o grande importador do produto, tão importante para a fabricação do pão, preparemos nossos bolsos…

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– Gomis e o Reconhecimento a um adversário!

Que legal! O jogador francês Bafétimi Gomis, que marcou o gol decisivo do Al-Hilal e assim eliminou o Esperance no Mundial de Clubes da FIFA (a equipe será adversária do Flamengo), foi comemorar seu gol junto ao… Mengão!

Ontem, ele disse que usou uniforme do Flamengo quando era criança e que foi treinado pelo português Jorge Jesus, a quem considerou o melhor treinador que já teve! Hoje, após marcar o tento, correu homenagear a agremiação brasileira que estava na arquibancada!

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/mundial-de-clubes/noticia/gomis-atacante-frances-do-al-hilal-diz-que-tinha-uniforme-do-flamengo-quando-crianca.ghtml

GOMIS TINHA UNIFORME DO FLAMENGO

No Al-Hilal, possível adversário do Flamengo na semifinal do Mundial de Clubes, não é só Cuéllar que tem alguma relação com o time rubro-negro. O atacante francês Bafétimbi Gomis, ex-Lyon, Olympique de Marselha e Galatasaray, entre outros, revelou em entrevista nesta sexta-feira, em Doha, que chegou a se vestir com as cores do clube brasileiro na infância.

– Eu tinha um uniforme do clube quando era criança – disse, antes de elogiar o técnico Jorge Jesus, com quem trabalhou no clube saudita:

“Jesus é o melhor, alguém que me ajudou a evoluir esportivamente, a me tornar um atacante mais agressivo”

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– A homenagem do vereador carioca ao ditador comunista!

Há coisas que nem a sã consciência explica: o neto de Leonel Brizola, que é vereador no Rio de Janeiro, fez uma homenagem ao ditador da Coreia do Norte Kim Jong-Un como um “homem da paz mundial”.

Pode?

A Câmara dos Vereadores carioca não tem outras prioridades?

BRIZOLA NETO E A HOMENAGEM A KIM JONG-UN

Diretório municipal do partido e lideranças, como Marcelo Freixo e Luciana Genro, se posicionaram contra ‘moção de honra e louvor’ apresentada pelo vereador

Uma homenagem pública prestada pelo vereador Leonel Brizola Neto (PSOL-RJ) ao ditador norte-coreano Kim Jong-Un gerou diversas reações negativas dentro de seu partido, nesta quinta-feira 12. O neto do falecido líder esquerdista Leonel Brizola apresentou, no última dia 29 de novembro, uma moção “Moção de Louvor e Reconhecimento” a Kim na Câmara Municipal da Cidade, revelada pelo jornal O Globo.

O ato foi recriminado pelo diretório municipal do PSOL no Rio, que emitiu nota afirmando não endossar a homenagem. O partido declarou que Brizola Neto promoveu uma moção individual, que “não necessita de apoio, nem votação”.

“Esta ação [de Brizola Neto] não foi construída coletivamente pela bancada e não representa a posição do partido. O líder da Coreia do Norte é acusado de inúmeras violações de direitos, dentre elas, perseguições políticas, prisões arbitrárias e restrições às liberdades de expressão e de imprensa. O PSOL reafirma seu compromisso na defesa da democracia e dos direitos humanos”, expõe a nota do diretório carioca da sigla.

Grandes lideranças do partido seguiram a mesma linha de reprovação. “Respeito muito o vereador Leonel Brizola e o trabalho importante que ele realiza no Rio. Sua homenagem ao ditador norte-coreano foi uma manifestação individual, da qual eu discordo. Me oponho a todas as ditaduras porque a democracia é para mim um princípio inegociável”, escreveu o deputado federal Marcelo Freixo, pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2020.

“Discordo frontalmente da homenagem feita por Brizola Neto ao ditador da Coreia do Norte. Não representa a maioria do PSOL. Só uma esquerda fora da realidade apoia esse regime. Ali não tem nada de comunismo nos termos pensados por Marx. Nossa luta é por socialismo e liberdade!”, expressou a deputada federal Luciano Genro, candidata à Presidência da República pelo partido nas eleições de 2014.

Os deputados federais Sâmia Bonfim e David Miranda foram outros nomes de destaque do partido se posicionarem, nas redes sociais, contrários à medida de Brizola Neto. “Não há socialismo possível com violação de direitos humanos e sem liberdade”, escreveu Sâmia no Twitter. Compartilhando a postagem, Miranda concordou: “não representa a opinião do partido”.

Brizola Neto também foi às redes sociais ao fim do dia para justificar sua ação. O político afirmou que sua moção foi motivada pelo “centenário da resistência coreana contra a invasão imperialista japonesa” e complementou que seu mandato se pauta pela “diplomacia brasileira”.

“Quero divulgar que há vinte dias fizemos uma exposição sobre o centenário da resistência coreana contra a invasão imperialista japonesa. Na ocasião apresentamos uma moção ao povo coreano por sua luta no processo de paz pela unificação das Coreias e principalmente pelo fim das armas nucleares. O nosso mandato sempre pautou pela diplomacia brasileira. No momento que a nossa diplomacia brasileira está sendo achincalhada no mundo, nós temos o compromisso de promover a paz mundial e a autodeterminação dos povos”, declarou o vereador.

Leonel Brizola Neto e Kim Jong-un Twitter/ Reprodução/ Korea Summit Press Pool/ Getty Images/VEJA

– De novo um imbrolho da CBF com empresa citada no FIFAGate

A empresa de Kléber Leite é a detentora dos valores e recebimento do patrocínio da Sky com os árbitros, com anuência da CBF, sem pagar os direitos de imagem.

Entenda (mais um) rolo que está na Justiça, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/12/13/alvo-de-briga-patrocinio-a-arbitros-rende-milhoes-a-empresa-de-ex-flamengo.htm

ALVO DE BRIGA, IMAGEM DE ÁRBITROS DÁ MILHÕES A EMPRESA CITADA EM FIFAGATE

Desde 2012 a Sky, empresa de internet e TV por assinatura, patrocina as mangas dos uniformes dos árbitros e auxiliares das quatro divisões do Campeonato Brasileiro. Essa relação virou briga, com diversos ex-árbitros e bandeirinhas acionando a empresa na Justiça, alegando jamais terem autorizado ou recebido remuneração pelo uso de suas imagens para fins comerciais. Enquanto isso, a empresa Klefer, fundada pelo ex-presidente do Flamengo Kleber Leite, vem faturando em contratos milionários pelos quais comercializa as propriedades.

O UOL Esporte teve acesso a diversos contratos de patrocínio da manga dos árbitros do Brasileirão, de diferentes anos entre 2012 e 2018. A CBF cedeu à Klefer o direito de explorar o espaço nas Séries A, B, C e D do Brasileiro, e a empresa, por sua vez, firmou contratos milionários com a Sky. Os valores aumentam a cada ano: em 2018, a Klefer recebeu R$ 5,2 milhões; dois anos antes, em 2016, o valor era de R$ 4,6 milhões. Nos documentos obtidos não há qualquer obrigação de repassar parte disso aos árbitros ou mesmo à confederação.

Árbitros e ex-árbitros afirmam à reportagem que até 2015 não havia qualquer tipo de cessão de imagem formalizada por membros da categoria com a Sky, Klefer ou CBF. A partir de 2016 a entidade que comanda o futebol brasileiro passou a colher autorização de uso de imagem, mas os profissionais ouvidos pela reportagem afirmam não haver, nem antes nem depois disso, uma remuneração específica de direitos de imagem.

A CBF não comenta o assunto pois os acordos são protegidos por cláusula de confidencialidade. Pessoas ligadas à diretoria da entidade afirmam que os contratos não foram firmados na gestão atual, e que houve, para 2019, um reajuste. Por essa alteração, a Klefer teria passado a figurar como uma agência comercial, tendo direito a uma comissão sobre os contratos, em percentual em torno de 10%. A reportagem não teve acesso ao novo contrato, que também é confidencial. Após o fim da relação coma Klefer, a ideia seria comercializar os espaços diretamente com as empresas interessadas. Além disso, há o entendimento de que a remuneração atual de árbitros já inclui direitos de imagem em partidas organizadas pela confederação.

Imagem de árbitros virou objeto de brigas na Justiça

Nos últimos dois anos, ex-árbitros e bandeirinhas acionaram a Justiça cobrando remuneração pela exploração comercial de suas imagens. Em São Paulo, a Sky é ré em quatro ações deste tipo —em alguns casos, a CBF solicita sua entrada nos processos para auxiliar a defesa da empresa.

Os casos atingem outros estados e outras empresas: ainda em São Paulo, há três ações contra a Semp Toshiba, que estampou as costas dos árbitros na edições entre 2015 e 2017 do Campeonato Brasileiro. A Globo é ré em ações no Mato Grosso, Rio e Janeiro e Rio Grande do Sul pelo mesmo argumento.

Em abril do ano passado, a CBF foi condenada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) a pagar R$ 2 milhões em uma ação movida pela Associação Nacional de Árbitros de Futebol e o Sindicato dos Colaboradores e Trabalhadores da Arbitragem Esportiva do Rio de Janeiro. O processo teve como alvo os contratos com a Semp Toshiba, que totalizaram cerca de R$ 5 milhões, e com a Topper, que forneceu uniformes para a arbitragem.

Klefer foi citada no Fifagate, mas nunca acusada formalmente

Parceira da CBF e das federações estaduais do futebol brasileiro em acordos comerciais há anos, a Klefer foi fundada por Kleber Leite, que presidiu o Flamengo entre 1995 e 1998, e disputou a presidência do Clube dos 13 em 2010 indicado por Ricardo Teixeira —acabou derrotado por Fábio Koff.

A empresa dividia com a Traffic a maioria dos contratos do futebol no país até 2015, quando estouraram as investigações de corrupção contra dirigentes. Kléber Leite foi citado pelo delator José Hawilla, fundador da Traffic, como pagador de propinas em negociações de patrocínios e direitos de transmissão. A Klefer e seu fundador sempre negaram veementemente todas as acusações, e nunca foram formalmente indiciados nos Estados Unidos.

Patrocínio da Sky em mangas de árbitros gerou R$ 5,2 milhões a empresa em 2018 Imagem: Daniel Vorley/AGIF