– A Regra do Rebaixamento do Brasileirão é justa? E a do título?

Disse o treinador Vanderlei Luxemburgo, após a partida entre Vasco x Cruzeiro a respeito do rebaixamento no Brasil (em referência ao time da Raposa que “namora” a Série B):

“O Cruzeiro está passando como outras equipes passaram por esse problema. Eu posso falar isso hoje porque não tenho preocupação nenhuma: é uma punição muito severa para um clube que faz uma temporada ruim. Ter 20% (rebaixados) é injusto dentro do futebol”, disse o comandante (…) Acho que deveria mudar. Ter três ou dois mais um. Acho que você não merece punição por um ano ruim. E sim por dois, três anos. Ver o Cruzeiro nesta situação a gente fica triste. É ruim um grande clube deste estar neste momento” (ao Fox Sports TV).

Aqui valem algumas observações:

  • Em muitos países, temos 16 ou 18 clubes na Série A para 4 rebaixados diretos; ou, ainda, para alguns rebaixados diretos e outros lutando pela permanência contra os times que não foram campeão e vice na Segunda Divisão. Ter 20 no Brasileirão e rebaixar menos do que 4, é fazer um monte de jogo não valer nada na ponta de baixo.
  • Contra o argumento de uma temporada ruim, existe a metodologia que foi usada por algum tempo na Argentina: fazia-se uma média dos pontos de 2 campeonatos inteiros. Mas, lembremo-nos, o campeonato não é tão curto para que se use a desculpa de “acidente”. São 38 jogos em nosso país!
  • Sou a favor de um campeonato da Série A com 16 times (imagine como uma série B com a mesma quantidade e possivelmente com alguns clubes grandes jogando nela valorizariam o produto) e 2 times rebaixados direto (subindo 2 da Série B) + 2 times por eliminatórias (os 3os e 4os colocados do acesso lutando contra o 13o e o 14o que brigariam para não cair). 
  • Usaria o mesmo critério de pontos corridos para as 3 divisões (A, B e C). Para a Série D, dividiria em grupos regionalizados e formaria uma série E onde os clubes regionais que não estivessem nessas séries, pudessem disputar. Seriam os Estaduais, mas na última divisão nacional (logicamente as federações locais chiariam).
  • Por fim, não sou contrário àquela antiga fórmula de: Campeão do 1o turno x Campeão do 2o turno. Se vencesse os dois turnos, seria campeão direto. Afinal, falamos de ESPORTE, que deve ser primeiramente emocionante, não necessariamente justo (mas essencialmente honesto). 

E você, pensaria em mudar alguma coisa na fórmula de disputa? É claro que, para não confundir o torcedor, a coisa deve ser insistida por anos e bem explicada (se não precisará-se de bula para entender a forma de disputa).

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