– Para quê tanto ataque e nenhuma consideração?

É totalmente condenável que um político tenha que deixar o país por conta de ameaças de morte. É isso que Jean Wyllys, ex-BBB e deputado eleito para um próximo mandato, alega que fará (abrirá mão do seu mandato para preservar a vida, segundo ele próprio). Porém, 3 pontos a serem discutidos (sem fanatismo político, má vontade ou paixão exacerbada):

  1. Jean Wyllys, que tem trabalho positivo e negativo na Câmara dos Deputados (como a maioria dos outros parlamentares) deveria ser protegido pelas autoridades. Na minha humilde opinião, Sérgio Moro, Ministro da Justiça, poderia (e deveria) entrar em contato com ele. Aliás, o próprio político deveria tornar pública as ameaças que sofre / sofreu.
  2. Em que pese a condenável e triste situação, seu sucessor David Miranda (PSOL), defende as mesmas bandeiras. Aliás, a Folha de Sao Paulo traz uma fala dele onde se classifica como “Negro, Gay e Favelado”. Pai de dois filhos, é casado com o jornalista americano Greenwald (aquele mesmo do caso de espionagem revelado pelo Edward Snowed, procurado pela agência NSA dos EUA). Que David, caso Wyllys renuncie, possa trabalhar sem ameaças e riscos.
  3. Por fim, respeito toda a condição de sofrimento, tensão e dificuldade de Jean Wyllys; não o desrespeito sua condição e dignidade como homem, homossexual e esquerdista (de certo modo, até radical). Mas não nos esqueçamos que, assim como o atual presidente Jair Bolsonaro extrapola nas suas falas de preconceito à muita coisa (em um radicalismo condenável), Wyllys faz o mesmo com as causas que não defende. Ou é louvável cuspir em outras pessoas e/ou ofender a crença de qualquer semelhante?

Colocadas essas considerações, gostaria de compartilhar essa postagem do ano passado, e que serve para mostrar o quanto nosso país está “raivoso” (repito – tanto pela direita quanto pela esquerda). Nada justifica o que estão fazendo ao deputado Jean Wyllys (como ele alega que estão). Porém, também nada justificafa o que ele fez desrespeitosamente às diversas crenças (especialmente aos católicos).

No mundo ideal, todos deveriam se respeitar. É uma pena que isso não aconteça… abaixo:

É CRIME TER FÉ?

por Rafael Porcari

O discurso é de intolerância total. Viram a fala preconceituosa do Deputado Jean Wyllys, de novembro de 2017, que, por um motivo ou outro, voltou à tona?

Ele condena os casos de pedofilia (sim, está certo pois isso é uma chaga doída dentro da Igreja que é santa e pecadora), mas generalizando como uma coisa una, contínua, frequente e comum em todos os templos. Chega a dizer que as obras do Vaticano são mais erotizadas do que as do QueerMuseum, tão criticadas.

Wyllys diz que não há beleza nenhuma no martírio de Santa Terezinha, mas sim nas obras de Adriana Varejão (aquelas polêmicas representações que difamam a fé cristã usando cenas de sexo explícito com animais em imagens sagradas, além de crianças e adultos – que é pedofilia). Totalmente intolerante quanto a fé alheia, mas somente tolerante e apologista às coisas que ele próprio acredita.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=z_JYuXdMzuY

Se você achou que ninguém defendeu a fé, assista a esse vídeo abaixo. Vale a pena ver que bela resposta! Sobre maioria x minoria, fé x ateísmo x estado laico.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=hpBvNs67E8c

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