– Mancini do Tricolor de Jundiaí e o do Morumbi

Nos tempos de Paulista FC, Vagner Mancini era o grande capitão do time jundiaiense dentro de campo. Apitei vários jogos-treinos do Galo da Japi e saibam, foi ele quem orientava os garotos que subiam da base e puxava a orelha quando necessário (incluindo o, na época jovem e displicente, Nenê).

Quando Mancini deixou o gramado, substituiu Zetti no comando técnico do Paulista (em 2004, o goleiro são paulino levou o time ao vice-campeonato paulista, perdendo a final para o São Caetano de Muricy Ramalho) e começou o ótimo trabalho como treinador, culminando no título da Copa do Brasil (Nenê já não estava mais no Galo). Mancini houvera transformado o experiente zagueiro Anderson Batatais no capitão do time, fazendo a mesma coisa que fizera outrora com os jovens que escolhia a dedo para subirem da base.

Me recordo bem que, no começo da sua carreira, sempre primou pela disciplina na conduta dos jogadores, prezando a experiência dos atletas e moldando cuidadosamente os novatos. O vestiário, tanto como jogador quanto como treinador, “era dele”! Por isso, dizia-se em tom de previsão que, um dia, Vagner Mancini faria esse mesmo trabalho de treinador “paizão bom e bravo” do Tricolor de Jundiaí para o Tricolor do Morumbi! Embora, saibamos, foi parar no Tricolor Gaúcho e demitido invicto por não aceitar certos pedidos de escalação por superiores cartolas.

Pois é: quem é aqui da cidade se recorda que muitos diziam que o Mancini tinha o perfil do São Paulo na década de 2000 – lembrando o próprio Muricy como comportamento intra-campo.

O mundo deu voltas, o Paulista FC perdeu todo o trabalho realizado, Mancini se enveredou por outros rumos (fez cursos no Exterior reciclando-se) e chega no Morumbi para fazer algo que sabe: lidar com veteranos e jovens em formação, trazendo seu parecer à diretoria que o subordina.

Pense: Nenê (que tem sido um problema) foi capitaneado por Mancini; Diego Souza (que não rendeu como o esperado) foi convocado para a Seleção Brasileira quando Mancini era seu treinador; e, enfim, Willian Farias (uma contratação surpreendente) era jogador de confiança do Mancini no Vitória.

Não teria Raí levado tudo isso em conta? Para segurar ego de veteranos e fazê-los produzir em campo, além de conter a euforia desmedida de jovens em formação, um bom nome.

O inevitável será: se Jardine cair, Mancini será o “Pintado” da vez. Ou o Milton Cruz da oportunidade!

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