– Uma chaga na Igreja: a prisão do bispo em Goiás!

A Igreja Católica chora cada vez que um dos seus membros peca. O fez quando chagada pela triste pedofilia constatada, e agora deverá chorar também pelo crime de corrupção de Dom Ronaldo Ribeiro, bispo de Formosa.

Com pesar, comprovou-se a compra de fazenda de gado e de casa lotérica pelo grupo de 4 padres e 1 monsenhor, chefiado por Dom Ronaldo.

Abaixo, extraído de: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,prisao-de-bispo-surpreende-cnbb,70002234130

PRISÃO DE BISPO DOM RONALDO RIBEIRO SURPREENDE CNBB

por José Maria Mayrink

As suspeitas de corrupção na diocese goiana de Formosa, a 80 quilômetros de Brasília, vinham sendo investigadas desde 2015, mas a prisão do bispo d. Ronaldo Ribeiro, 61 anos, surpreendeu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O setor jurídico da entidade está analisando o caso para verificar o que ocorreu e tomar posição, provavelmente com a divulgação de uma nota oficial.

Como os bispos têm autonomia no governo de suas dioceses, a CNBB nada poderá fazer contra d. Ronaldo e seus colaboradores, se forem considerados culpados. A questão depende diretamente do papa, dispensando também a intervenção da Nunciatura Apostólica, representante diplomática da Santa Sé no Brasil.

Em outubro de 2013, sete meses após sua posse, Francisco demitiu o bispo Franz-Peter Tebartz, da diocese de Limburg, na Alemanha, por ter construído para sua residência uma mansão ao custo de 31 milhões de euros (quase R$ 150 milhões).

Quando um grupo de católicos de Formosa denunciou o escândalo, d. Ronaldo declarou, ano passado, que não havia irregularidade no emprego dos fundos arrecadados com a contribuição dos fiéis. Os paroquianos suspenderam a coleta do dízimo, em janeiro. Formosa tem 33 paróquias e 43 padres.

Em 2011, tinha 346.760 habitantes, sendo 82% católicos. Prelazia apostólica desde 1956, foi elevada a diocese em 1979. D. Ronaldo, até então bispo de Janaúba, em Minas, foi transferido para Formosa em 2014.

Mineiro de Uberaba, onde nasceu em 1957, d. Ronaldo exerceu várias funções na arquidiocese deBrasília. Foi vigário geral e membro do Conselho do Conselho Arquidiocesano para Assuntos Econômicos.

Nomeado pelo papa Bento XVI em junho de 2007, foi ordenado bispo pelo então arcebispo de Brasília, d. João Braz de Aviz, atualmente prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Formosa faz parte da Província Eclesiástica de Brasília.

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Como os bispos têm autonomia no governo de suas dioceses, a CNBB nada poderá fazer contra d. Ronaldo e seus colaboradores, se forem considerados culpados. Foto: Diocese de Formosa/Reprodução

O Jornal “O Estado de Minas”, trouxe os detalhes de como o dinehiro ela lavado. Abaixo, de: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/03/19/interna_gerais,945057/bispo-mineiro-e-preso-em-operacao-contra-desvios-de-dinheiro-na-igreja.shtml

A PRISÃO DO BISPO MINEIRO EM GOIÁS

Uso de dinheiro de dízimo e doações de fiéis para a compra de fazenda de criação de gado, casa lotérica e caminhonetes. Segundo investigações da polícia, essas são as irregularidades de um esquema que seria comandado pelo bispo de Formosa (GO), dom José Ronaldo Ribeiro, preso nesta segunda-feira, com quatro padres e um monsenhor, em Goiás, pela suspeita de desvios de recursos da Igreja Católica. O religioso é de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Antes de seguir para Goiás, foi bispo de Janaúba, no Norte de Minas, onde também se viu envolvido em denúncias de irregularidades na movimentação de recursos.

Os religiosos foram detidos na Operação Caifás, realizada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) para apurar desvios de recursos da Igreja Católica em Posse, Formosa e Planaltina. As investigações apontam prejuízos de mais de R$ 2 milhões.

Segundo o MP-GO, o grupo se apropriava de dinheiro proveniente de dízimo, doações, arrecadações de festas e taxas de eventos como batismos e casamentos. Além de residências e igrejas, um mosteiro foi alvo da investigação. Houve apreensão de dinheiro no fundo falso de um guarda-roupa do monsenhor detido.

Em Minas, dom José Ronaldo assumiu a Diocese de Janaúba em agosto de 2007, logo depois de ser nomeado bispo pelo papa Bento XVI. Antes da nomeação, era padre na Paróquia Imaculada Conceição, em Sobradinho (DF). Em 2010, depois de ter nomeado um irmão para a gerência de Finanças da Diocese de Janaúba, surgiram denúncias de irregularidades na movimentação de recursos.

“As despesas com a casa episcopal aumentaram muito, mas ninguém teve coragem de formalizar denúncia por escrito para que fosse feita uma apuração”, afirma uma fonte do meios policiais de Janaúba, que pediu o anonimato. Mas o bispo negou a acusação de desvios, que atribuiu a pessoas que, segundo ele, agiam de “maneira orquestrada como forma de desestabilizar sua gestão. “Estou em paz. Tenho dado o melhor de mim para a evangelização na diocese”, declarou dom José Ronaldo, em entrevista a um jornal local, quando Janaúba recebeu a visita do núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri. As suspeitas não chegam a ser investigadas.

Na sequência, surgiram denúncias de que jovens que moravam com dom José Ronaldo na Residência Diocesana estavam furtando bolsas e carteiras dos fiéis dentro da igreja. Ele voltou a negar as acusações. Houve filmagem de um furto, um inquérito teria sido aberto, mas a investigação não teve nenhum desfecho. Em novembro de 2014, dom José Ronaldo foi transferido pelo papa Francisco para Formosa.

O Estado de Minas encaminhou e-mail para a Diocese de Janaúba para que se pronunciasse sobre o assunto, mas não obteve resposta. Já a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou aguardar informações da assessoria jurídica para se pronunciar sobre o caso.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça apontam que Dom José Ronaldo e os demais religiosos suspeitos compraram uma fazenda de criação de gado e uma casa lotérica com dinheiro desviado de dízimos e doações. Ao determinar a prisão temporária do grupo, o juiz Fernando Oliveira Samuel citou indícios de que o dinheiro custeava despesas pessoais dos envolvidos .

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