– A Execução da Vereadora Carioca não pode ser usada como mote demagógico.

Temos que lamentar a morte por execução (se realmente comprovada, e infelizmente parece ter sido) da vereadora Marielli Franco (PSOL-RJ), de história sofrida no Complexo da Maré e ativista feminista. Ao mesmo tempo, tomar cuidado com a forma que está sendo tratado tal fato: leio muitas pessoas escrevendo (e talvez quem mais realçou isso foi o humorista Gregório Duvivier em suas redes sociais e outros espaços que escreve) que ela foi assassinada por ser Negra e Mulher!

Ora, não foi nada disso. Ela morreu pela sua ideologia de defesa aos mais humildes. Se ela fosse Branca ou Homem isso seria amenizado? Claro que não!

Não se pode misturar as coisas aqui: ela é uma vítima, independente da raça ou gênero. Lamentavelmente, querem tirar proveito demagógico desta tragédia de uma maneira inescrupulosa.

Morreu uma pessoa guerreira, lutadora, independente qual seja a cor da pele ou o sexo, pois, claro, só existe uma raça: a humana.

Sobre a história / biografia dela: https://oglobo.globo.com/brasil/da-mare-marielle-franco-chega-camara-como-quinta-mais-votada-20228691

MARIELLE FRANCO

Numa eleição em que Pedro Paulo (PMDB), candidato apoiado pelo partido mais poderoso do Rio e pelo atual prefeito, sucumbiu à denúncia, mesmo arquivada, de ter agredido sua ex-mulher, o debate de gênero também teve peso na maior surpresa na corrida para a Câmara dos Vereadores.

Negra, nascida, criada e ainda moradora da Maré, mãe aos 19 anos, Marielle Franco (PSOL) foi uma candidata de carga simbólica forte demais em sua primeira campanha, ao levantar as bandeiras do feminismo e da defesa da população das favelas. Longe de estar entre as mais cotadas em agosto, sua candidatura virou uma bola de neve nas últimas semanas, e ela atraiu 46 mil eleitores no domingo, tornando-se a quinta mais votada em toda a cidade.

— Para ser sincera, este caso do Pedro Paulo, de se focar tanto na agressão específica a Alessandra (sua ex-mulher), tem até um quê de moralismo. Eu debato o feminismo no sentido mais amplo, de que este governo do PMDB agride as mulheres diariamente, na defasagem de vagas nas creches, no caos do transporte público — diz a vereadora eleita, de 37 anos. — A votação surpreendeu. Acho que havia uma demanda represada muito grande, em especial no debate de gênero.

Marielle é socióloga formada pela PUC, onde ingressou com bolsa integral, e fez mestrado em Administração Pública na UFF. A defesa de uma relação familiar em que o pai tenha responsabilidades iguais às da mãe na tarefa de criar os filhos tem lastro em sua própria experiência com a filha Luyara.

Em 2005, uma de suas amigas mais próximas morreu, vítima de bala perdida, durante um tiroteio entre policiais e traficantes na Maré. O episódio impulsionou seu engajamento na defesa dos direitos humanos e contra ações violentas nas favelas.

Um ano depois, ela fez campanha para Marcelo Freixo se tornar deputado estadual e, desde então, é sua assessora parlamentar. Na Zona Sul, Marielle esteve entre os cinco candidatos mais votados em quase todos os bairros (no Jardim Botânico, foi a segunda). Na zona eleitoral da Maré, foi a quinta.

bomba.jpg

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.