– Os lances polêmicos de Corinthians 3×2 São Paulo e Avaí 1×1 Flamengo

Boa arbitragem com erros e Má arbitragem com acertos. Tudo por vias tortas! Me refiro, respectivamente, do jogo da Arena Corinthians e do Estádio da Ressacada.

Vamos lá:

A- CORINTHIANS 3X2 SÃO PAULO

Cinco situações para serem discutidos no Majestoso:

1) Cássio, o goleiro do Corinthians, entrou em campo com a mesma cor do uniforme da arbitragem. Não pode! Saiba: o time da casa é que usa o seu uniforme principal (é seu direito); o time visitante usa cores diferenciadas e contrastantes do adversário; os goleiros vestem cores diferentes dos seus companheiros de linha (que não confundam os atletas) e que sejam também diferentes da arbitragem!

Portanto, o quarto árbitro, que vai ao vestiário confirmar as cores do uniforme, deve se certificar em especial das cores do goleiro. Se o Cássio entrasse de azul, Ricardo Marques Ribeiro e o restante do sexteto de árbitros deveriam entrar de amarelo. Como Cássio foi de amarelo, deveriam entrar de azul. Ou não houve trabalho correto do quarto árbitro mineiro Sidmar dos Santos Neurer? Em determinado momento do 1o tempo, estavam árbitro, quarto arbitro e assistente adicional juntos. Todos de amarelo. Aí fica feio…

Aliás, foi visível pela TV que em cada saída de túnel havia 2 cartolas “alto escalão” da FPF trabalhando remuneradamente, com caderno na mão e rabiscando vez ou outra. Precisa tudo isso para avaliar árbitros? A figura do “delegado da partida’ foi subdividida para contentar todo mundo, não?

2) O gol de Gilberto: após a cobrança de falta, numa visível jogada ensaiada pelo time do São Paulo, os jogadores ficaram esperando em linha a cobrança de falta. Por míseros centímetros Gilberto estava à frente e fez o gol de cabeça irregular. Aqui, que não se critique o árbitro Ricardo Marques Ribeiro, pois o erro (tolerável, pela extrema dificuldade) foi do bandeira Pablo Almeida da Costa. E provavelmente o erro se tenha dado pelo fato de que, mais acima da área, um jogador do São Paulo encobria a visão do bandeira. Reveja o gol e perceba: o bandeira está ofuscado por um são-paulino e nem vê Gilberto!

3) A mão de Lucão dentro da área: não houve intenção alguma, não vale repetir o discurso de “correr risco” – que não existe, pois risco é imprudência e não é quesito de avaliação, mas sim a intenção subjetiva / movimento antinatural. Portanto, não foi pênalti. Acertou Ricardo Marques Ribeiro.

4) Douglas (SPFC) em disputa de bola com Jô (SCCP) o atinge. É falta para tiro livre direto e aplicação de cartão amarelo. Mas já que vale a REGRA NOVA a partir desta temporada 2017/2018, se for tal lance dentro da área, se marca o pênalti e não se aplica o cartão amarelo (e se estivesse com o gol aberto, livre, sem goleiro, se marca o pênalti e aplica o cartão amarelo e não mais o vermelho – isso desde a temporada 2016/2017). Fora da área, continua valendo o amarelo para tais lances e vermelho para situação iminente de gol. Acertou novamente Ricardo Marques Ribeiro.

5) A cobrança de pênalti do Corinthians: houve nítida invasão de área na cobrança de Jadson, e foi na frente do árbitro. Na hora do chute, um atleta corintiano bem próximo do árbitro invade a grande área e está quase a frente do juiz quando Jadson chuta ao gol. Como foi gol, o procedimento correto é: cobra-se o tiro penal novamente a aplica-se o cartão amarelo ao atleta do Corinthians que invadiu (esse detalhe também faz parte das Regras alteradas para 2017/2018). Erro de Ricardo Marques Ribeiro, à sua frente.

Enfim: um gol para cada equipe irregular, com graus de dificuldade diferentes na tomada de decisão, numa arbitragem (apesar disso) que não aparentou ser ruim.

B- AVAÍ 1 X1 FLAMENGO

Paulo Schleich Vollkop, árbitro sul matogrossense, eventualmente aparece nas escalas do Campeonato Brasileiro, faz má arbitragem e some de cena. Aí volta a apitar e faz a mesma coisa. É um ciclo que não termina nunca. Talvez por ser tão jovem (tem 32 anos, embora há tempos seja escalado), se dá tantas oportunidades.

Na Ressacada, um verdadeiro circo! Aos 34 minutos do 2o tempo, Everton (FLA) está tentando roubar a bola de Diego Tavares (AVA). O Flamenguista chega a tocar seu braço no corpo do adversário, que dobra as pernas e simula ter sofrido penalidade. Claro teatro, onde o jogador catarinense deveria ter recebido o cartão amarelo. E na MAIOR CARA DE PAU, ELE COMEMORA, VIBRA, GRITA DE ALEGRIA. Cadê o Fair Play, em lance tão bisonho?

Na sequência, o AAA (Árbitro Assistente Adicional 2) Paulo Henrique de Melo Salmázio é consultado, bem como o Bandeira 2 Leandro dos Santos Ruberdo. Ambos não contrariam a decisão do árbitro. Bola na marca do cal, todo mundo posicionado (isso levou 2’20”) e… o árbitro vai consultar novamente o AAA2 que muda de opinião. Se vira para o bandeira e idem!

Quer me fazer acreditar que ninguém informou com base em imagens de televisão que não foi pênalti? Resta saber: quem foi o elemento que soprou para os outros 3 elementos do sexteto do Mato Grosso do Sul a informação? Teria sido o mesmo que em 2015 influenciou 4 jogos TAMBÉM em Santa Catarina?

Caso não se recorde dessas partidas, compartilho o link da publicação deste tema em 2015, onde até tivemos “desexpulsão”. Reveja em: http://wp.me/p55Mu0-Ak

Por vias tortas e erro no procedimento, acertou-se em não marcar o pênalti! É mole?

A propósito, o vídeo do pênalti desmarcado e toda a confusão está acessível em: http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/polemica-que-se-repete-relembre-jogos-em-que-houve-suspeita-de-interferencia.ghtml

 

 

 

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