– Menos Teatro e Mais Qualidade para a Arbitragem!

Quando eu apitava, entrava dentro do “personagem”: sujeito sisudo, antipático, de pouca conversa (tentando falar grosso devido à voz horrorosa), mas sempre educado e respeitoso, reconhecidamente. Isso era promover a autoridade, sem cair para o autoritarismo. Era ser discreto, sem querer parecer, procurando deixar o protagonismo do jogo de futebol a quem merece: os craques.

Digo isso pois fora do uniforme eu voltava a ser o sujeito sorridente, afável e extremamente atencioso. Afinal, dentro de algumas funções você precisa mudar o seu nível de simpatia e intimidade. É extremamente normal essa criação de um personagem.

Jorge Emiliano, o “Primeiro Margarida” do futebol brasileiro, abusava dos trejeitos. Todos entendiam ele, pois tinha ótima qualidade enquanto árbitro e sabiam da sua questão particular que era ser homossexual, tornando-se até mesmo folclórico em uma época em que o tabu era gigantesco.

Dulcídio Wanderley Boschilla, o “Alemão”, era aquilo que se via. Mandava o jogador “para a casa do chapéu” e recebia outros insultos de volta. Mas o atleta entendia essa permissão e a dava para ele também. Idem a Oscar Roberto Godoi. Estes, eram unhas-de-cavalo (e isso não é ofensa, é elogio).

Mas alguns exemplos de teatralização do árbitro que não deram certo: Heber Roberto Lopes, no início de carreira, parecia que queria agredir o jogador quando aplicava o cartão amarelo ou vermelho! Era de uma estupidez assombrosa! Corrigiu isso muito bem, minimizando os trejeitos teatrais que mostravam rigor e ao mesmo tempo excesso de poder.

Enfim, digo tudo isso ao assistir um pedaço do jogo Avaí x Corinthians. O que o juizão Ricardo Marques Ribeiro quer fazer com tantas caras-e-bocas, desprezando totalmente a necessidade em ser discreto, criando um personagem que não sai dele? Alguém da Comissão de Árbitros da CBF precisa falar a ele que não pode representar um personagem tão caricato! Ou ninguém até agora falou?

Impossível que na Conmebol ou na FIFA não tenham dado um puxão-de-orelha nele. Ou até deram, vide o número de escalas atuais nas competições organizadas por essas entidades.

Ricardo, um conselho de amigo: respeito totalmente seu trabalho e sua pessoa digna, mas pare de querer atuar de tal forma, pois acaba caindo na ironia! Se alguém não te passou um feedback, peçam para gravar as transmissões de Rádio e TV das partidas que você tem apitado. Vai por mim, ser discreto ajuda na credibilidade!

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Jorge Emiliano. Reprodução: Internet

 

– O Protocolo FIFA contra a discriminação foi usado pela 1a vez no Brasil. Mas a Conmebol não queria…

Muito se repercute a paralisação da partida entre Vasco da Gama 2×0 São Paulo por conta de gritos homofóbicos.

Três coisas importantes sobre isso: 

1- O árbitro Anderson Daronco não parou o jogo por ordem da CBF, mas sim por determinação do Protocolo FIFA de 3 etapas, visando o combate a qualquer tipo de discriminação (sexista, racista, política, entre outras tantas coisas).

Sobre o Protocolo FIFA, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

2- Independente do Protocolo FIFA (que na etapa 3 das 3 existentes determina automaticamente que o jogo seja encerrado e o time cuja torcida praticar a discriminação tenha oficializada a derrota na partida), o TJD determinou que aqui no Brasil punirá conforme a intensidade da discriminação os clubes (independente do protocolo), podendo até sugerir que se percam os pontos do jogo apenas com os gritos, sem outras manifestações. Há de se aguardar!

3- A Conmebol quis que a FIFA não colocasse esse protocolo em vigor no dia 15/07/2019, justificando que em nosso continente existiam práticas culturais enraizadas e que não deveriam ser punidas. É mole?

É esperar se existirá uma punição para o Vasco por parte da CBF. Pela FIFA, não haverá!

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– O Brasileirão empolgante com bastante público! Mas o VAR…

Não tenho dúvida quanto à melhora do fator público no Brasileirão. Algumas razões:

  1. Os times grandes que investiram bastante têm ótimos estádios e capacidade grande (Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo, indiscutivelmente têm enormes públicos nos seus jogos quando mandantes e levam imensidões  como visitantes).
  2. Os times do Nordeste que começaram bem (Bahia e Fortaleza) e os que tiveram uma reanimada no pós-Copa América (Ceará e CSA) sabidamente possuem torcedores apaixonados.
  3. A competitividade tanto na disputa pelo título quanto na fuga do rebaixamento tem sido um atrativo.

Talvez se feche o Brasileirão 2019 como o de maior público pagante da história. Porém, sejamos realistas: não será necessariamente, ao longo dos tempos, o de melhor nível técnico.

Ter emoção não significa que a qualidade do jogo atrelada é muito boa. É fato! Mas que está legal o torneio (apesar do VAR ser um fator polêmico e uma pendenga a ser resolvida – quanto ao uso e a dinâmica do jogo, deficientes por culpa da ineficiência dos cartolas do apito no Brasil), ô se está!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Amparo

Jogo duro requer árbitro bom. E, provavelmente, no confronto mais difícil do Galo em 2019 até agora, teremos o árbitro da partida mais fácil que o time jogou: Kleber Canto dos Santos, que apitou União Suzano 0x8 Paulista, está escalado para o Jayme Cintra.

Kleber tem 40 anos de idade e há 13 temporadas apita pela FPF. É professor de Educação Física, tem sido preparado para a A2 em 2020 (já apitou jogos dessa divisão) e segue com 10 escalas consecutivas, sem folga, desde junho (está com excepcional ritmo de jogo).

Apesar de todas as qualidades técnicas e disciplinares que o árbitro demonstra, vale lembrar: ele deu um pênalti inexistente a favor do Galo (em Vitor Emerson) na partida de Suzano. Entretanto, esse erro pontual não interferiu na construção da vitória.

Desejo boa sorte à arbitragem e um grande jogo para todos!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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– E se Felipão tivesse tropeçado?

A vitória do Palmeiras sobre o Grêmio pela Libertadores da América (fora de casa, jogando com intensidade e se arriscando ao ataque) deu uma importante salvaguarda ao treinador Luís Felipe Scolari. Se tivesse perdido, as críticas ao estilo de jogo do experiente treinador seriam violentas – especialmente pelo volume financeiro investido pela parceria Palmeiras / Crefisa.

Mas no mundo das hipóteses: e se o Palmeiras tivesse jogado muito mal novamente e o time fosse eliminado da competição no jogo de volta?

Supondo uma demissão de Scolari, quais os nomes na praça? Abel Braga? Fernando Diniz? Não há oferta abundante…

Pela tendência de treinadores estrangeiros chegando ao Brasil (vide Sampaoli no Santos e Jorge Jesus no Flamengo), e sabendo do poderio financeiro que tem, por que não… José Mourinho?

Hoje, pelos salários pagos a atletas do elenco (vide o R$ 1,2 mi de Dudu, o quase R$ 1,0 mi de Lucas Lima, e demais caríssimos atletas), não duvido de uma engenharia financeira competente para trazer o campeoníssimo treinador português (que ontem declarou estar com saudades de trabalhar).

Claro, tudo em hipótese. Mas e você: o que pensa sobre isso?

– Um paralelo sobre a falta de filosofia dos clubes e da arbitragem

A demissão de Fernando Diniz do Fluminense e o anúncio da CBF de que os torcedores de futebol terão imagens do VAR podem ser paralelos perfeitos para uma abordagem só: a falta de LINHAS DE TRABALHO definidas pelas entidades.

Vamos lá: o São Paulo FC pode ser um bom exemplo para chegarmos ao Flu: contratou o ofensivo Osório, depois o retranqueiro Bauza, aí passou por interinos, escolheu Rogério Ceni, voltou com Aguirre e agora Cuca (depois de Mancini): qual a linha-mestra, o DNA do estilo de jogo do Tricolor do Morumbi? O Santos, sempre ofensivo, antes de Sampaoli (que tem o “estilão do Peixe”), havia contratado Jair Ventura (o oposto dele em questões táticas). Dito isso: após mandar embora Diniz, sabidamente um amante de jogo-intenso, o Fluminense tentou Abel Braga, que arma os times para se defenderem! Qual a coerência?

Aliás, o futebol é ingrato: contra o CSA, o Tricolor das Laranjeiras chutou mais de 30 bolas ao gol e foi prejudicado pela pavorosa arbitragem de Wagner Reway (agora, apitando pela Paraíba, sob o comando do gestor de árbitros local, Arthur Alves Jr – o Arthurzinho do Sindicato, tão conhecido pelos paulistas – depois de começar pelo Mato Grosso). Porém, num solitário ataque o CSA fez o gol da vitória. E a culpa é do treinador?

A mesma coisa sobre falta de coerência da cartolagem dos clubes para com os técnicos se diga para os da arbitragem: agora, a CBF divulgará as imagens que o VAR vê para os torcedores (depois de intensas críticas). É cansativo insistir no tema, mas uma hora os árbitros são blindados; outra, são expostos. Uma hora devem agir “assim”; outra, “assado”. Ora, se vai liberar alguma coisa, muito mais do que o vídeo, se libere o áudio!

Aliás, é uma vergonha perceber que aqui no Brasil muita gente boa se apoiou no VAR e rasga elogios para com a comissão de arbitragem pelas vagas de trabalho abertas. Quantas pessoas estão na cabine do árbitro de vídeo! Um número excessivo, desnecessário e que contradiz o restante do mundo. Tão exagerado quanto ao número de árbitros escalados dentro de campo na Série A-2019: 37, contra 16 escalados na temporada passada da Premier League.

Uma pena tudo isso. As diretrizes claras que quaisquer organizações deveriam ter, de fato, não existem. Nem nos clubes, nem na CBF.

Ainda sobre o trabalho da CA-CBF (com pesar mais uma crítica), compartilho sobre os inacreditáveis 98% de acertos divulgados,

em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/20/o-descredito-do-var-da-cbf-98-de-acertos/

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– O descrédito do VAR da CBF: 98% de acertos?

Quando uma coisa vai mal, alguns utilizam a contrariedade como arma para desfazer a sensação ruim. É o caso do VAR da CBF…

Segundo a entidade, 98% dos lances que utilizaram o VAR foram corretos! E eles querem ser levados a sério?

Tenha a santa paciência… é muita cara-de-pau divulgar um número tão forçado e visivelmente diferente da realidade do Brasileirão.

Torci para o Gaciba dar certo na função, mas os mesmos da época de Ricardo Teixeira ainda mandam na arbitragem. Pobre futebol brasileiro…

Gaciba faz apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio Rangel

– Quem tem estrela para o sucesso…

O cara que é bom, não fica desacompanhado do sucesso. Não gosto do termo “sorte”, mas entendo que isso é a combinação da oportunidade com a competência.

Dito isso, veja Rogério Ceni que estreou com vitória ao assumir o comando técnico do Cruzeiro (ganhando do líder do Brasileirão, o Santos FC) e tirando seu novo time da Zona do Rebaixamento. Ou o Daniel Alves, agora jogador do São Paulo que na sua 1a partida venceu o jogo com o gol marcado por ele próprio!

Ambos jogos foram marcados por problemas de arbitragem: o Cruzeiro venceu com um  atleta a mais (o Santos teve um jogador expulso equivocadamente) e o São Paulo se beneficiou pela não marcação de um pênalti ao Ceará (de Thiago Volpi em Felipe Cardoso).

Mas quem disse que vitoriosos não tem sorte (que nos referimos logo no início da conversa)?

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– Pênalti ou não de Thiago Volpi no São Paulo x Ceará?

Há pouco, um lance reclamado no Morumbi de penalidade máxima do goleiro Thiago Volpi (SPFC) em Felipe Cardoso (Ceará). O atacante recebe sozinho, tenta encobrir o goleiro que não consegue interceptar. A zaga do São Paulo tira a bola da pequena área e salva o tento.

NÃO seria pênalti se o goleiro tivesse, na disputa de bola, a tocado (mesmo tocando o jogador). Como a bola não foi tocada e ele tromba com o adversário impedindo a projeção dele (mesmo depois do chute a gol), é infração. Dentro da área, pênalti e cartão amarelo. Portanto, errou a arbitragem.

Na regra do jogo, isso se chama infração por imprudência (quando você não tem a intenção mas faz a falta).

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– O lance de empate de Grêmio 1×1 Palmeiras era para o VAR?

Que erro evitável da arbitragem no Sul do país! David Braz marcou um golaço após receber a bola de um arremesso lateral que era a favor do Palmeiras mas foi cobrado pelo Grêmio após marcação errada.

Tais equívocos são comuns em várzea (a inversão de laterais), afinal os juízes e bandeiras são amadores. Erros assim em jogos profissionais são diminutos, mas vez ou outra ocorrem. 

  • Era para usar o VAR, a fim de corrigi-lo?

NÃO! E por três motivos:

  1. O protocolo do árbitro de vídeo não permite correção de lance de arremesso lateral. Já imaginaram se cada vez que a bola saísse, o VAR tivesse que paralisar para conferir? Não teríamos mais “jogo jogado”, acabaria a dinâmica.
  2. O gol não poderia ser revisado antes do momento da cobrança de lateral, pois o arremesso lateral é um reinício de jogo. Assim, a revisão do gol só pode acontecer a partir do momento que a bola entrou em jogo (ou seja, depois da cobrança).
  3. Vide que, principalmente em jogadas de área e quando a bola sai, justamente para não se ter tempo de fazer a revisão de lance, os goleiros têm cobrado rapidamente o tiro de meta, evitando que o árbitro marque penalidades via VAR pois depois de reiniciada a partida, nada se pode fazer.

Enfim: um erro de competência humana da arbitragem, sem sombra de dúvida.

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– Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

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– Recordando uma bizarrice: O que falar do “pênalti do gramado” de Lucas Lima em Santos 5×2 Avaí?

Esse incrível pênalti inexistente no vídeo abaixo aconteceu há 4 anos. De tão absurdo, vale relembrar o lance e a cara-de-pau do atleta:

PÊNALTI ONDE?

Nesta Rodada 20 do Brasileirão, visando melhorar o nível da arbitragem e diminuir as reclamações, a CBF escalou em todos os jogos 2 observadores e 2 “Quartos-Árbitros”. Mas os erros continuaram os mesmos…

Na Vila Belmiro, na boa vitória do Santos por 5×2 contra o Avaí, Lucas Lima atravessou o meio campo, entrou na área, escorregou no gramado e… não é que o árbitro Leandro Pedro Vuaden (que fazia um bom jogo até então) marcou pênalti?

Não foi nada. Ninguém o tocou. No interior, chamamos isso de “trupicão”! E o santista, após o jogo, declarou:

“- Não sei o que foi. Alguma coisa me desequilibrou e aí eu caí”

Eu respondo: foi a grama que o desequilibrou…

Mesmo com 2 observadores, árbitro, 2 bandeiras, 4o e 5o árbitro, ninguém foi capaz de perceber que o lance foi um mero escorregão?

Em um mundo ideal, utópico e sonhado, Lucas Lima deveria se levantar e dizer: “Vuaden, me desculpe, eu escorreguei sozinho. Você foi traído pela minha queda no lance”.

Claro que não veremos nada disso…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=yAhxOsBNF18

 

– A convocação da Seleção Brasileira

Que convocação esquisita promovida por Tite! Vamos lá, os nomes chamdos foram:

Goleiros
Ederson – Manchester City
Ivan – Ponte Preta
Weverton – Palmeiras

Laterais
Fagner – Corinthians
Jorge – Santos
Daniel Alves – São Paulo
Alex Sandro – Juventus

Zagueiros
Thiago Silva – PSG
Éder Militão – Real Madrid
Samir – Udinese
Marquinhos – PSG

Meio-campo
Casemiro – Real Madrid
Allan – Napoli
Fabinho – Liverpool
Arthur – Barcelona
Philippe Coutinho – Barcelona
Lucas Paquetá – Milan

Atacantes
David Neres – Ajax
Neymar – PSG
Richarlison – Everton
Roberto Firmino – Liverpool
Bruno Henrique – Flamengo
Vinicius Júnior – Real Madrid

Discutindo a lista: Coutinho pode estar em má fase mas parece ser de confiança do treinador. Ivan é uma surpresa (quanto tempo não temos um jogador da série B convocado para a Seleção principal, se é que já tivemos? Imagine a surpresa do atleta ao saber que foi chamado…). Fabinho é uma grande justiça corrigida (tardia, é verdade). Cássio era o 3o goleiro da Copa América e foi descartado. Bruno Henrique é incompreensível (principalmente pela ausência do Gabigol, que era merecida, no lugar de Gabriel Jesus, suspenso). E… Jorge? Allan?

Sobre Neymar, que não está jogando mas foi convocado, falamos sobre as justificativas prontas de Tite se o chamasse ou não. O link para a leitura aqui (a opinião no penúltimo parágrafo da postagem),

em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/13/neymar-de-onde-vem-o-dinheiro-e-para-onde-o-jogador-vai/.

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Na foto, Ivan Quaresma da Silva, a grande surpresa da lista

– As demissões da ESPN Brasil

Muita gente triste pela demissão de vários jornalistas da ESPN em nosso país. Alguns mais queridos e outos mais contestados foram dispensados, mas isso não é o que “mais importa”. Importa mesmo é que o espaço para o jornalismo sério está cada vez menor, e que mais gente ficará fora do mercado, lamentavelmente.

Claro, a emissora precisa ter a preocupação com as contas e o lucro. E uma justificativa pode ser a baixa audiência a um custo elevado. A Disney, dona do canal, deve ter pensado muito sobre isso.

Dessa forma, leio na coluna do Ricardo Feltrin (Coluna Ooops, em “TV e Famosos” no UOL) que a audiência da ESPN Brasil na Grande São Paulo, principal mercado do Brasil, é de 0,06%. Na frente dela e do mesmo segmento: SporTV 3, com 0,09; SporTV 2 com 0,14; FOX Sports com 0,18 e SporTV com 0,32%. 

Com esses números, realmente não dá…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Assisense x Paulista

Para o 1o jogo da 3a fase do Campeonato Paulista da 2a divisão Sub 23, apitará o contador José Guilherme Almeida e Souza, 34 anos de idade, há 8 temporadas na FPF, natural de Bofete/SP.

José Guilherme tem apitado muitos jogos em 2019, trabalhando inclusive na série A2 do Paulistão. Entretanto, esteve numa jornada muito infeliz no Jayme Cintra no ano passado, na partida entre Paulista 0x1 Itapirense, com vários erros técnicos e deixando de marcar um pênalti decisivo no último minuto de jogo.

Embora amigos que o viram apitar bons jogos digam que o seu forte é a questão tecnico-disciplinar, não vimos isso acontecer na oportunidade derradeira. Tomara que tenha sido uma jornada infeliz e tenha uma ótima atuação na distante Assis.

O jogo citado para os amigos relembrarem em: https://professorrafaelporcari.com/2018/07/29/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-itapirense/

– O mal educado Ministro da Educação mexeu com a Lusa! Pra quê…

Há certas bobagens que podem ser evitadas. Prova disso é a infeliz declaração de Abraham Weintraub, o Ministro da Educação, que ao ironizar os protestos contra a sua pasta, o fez usando como exemplo de chacota o time de futebol da Portuguesa e seus torcedores.

É sabido que o outrora clube campeão está em péssima fase esportiva e financeira, mas daí a levar um “sarrinho” na comparação de poucos torcedores a minguados manifestantes, já é sacanagem… A Lusa carece de respeito e tal pronunciamento de uma autoridade é um equívoco.

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/08/14/portuguesa-rebate-post-de-weintraub-deveria-se-ocupar-em-temas-mais-nobres.htm

PORTUGUESA REBATE POST DE WEINTRAUB: DEVERIA SE OCUPAR EM TEMAS MAIS NOBRES

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, arrumou uma indisposição nas redes sociais com a Portuguesa. O clube paulistano não gostou de uma postagem feita ontem por ele no Twitter e publicou hoje uma resposta.

Na terça-feira (13), estudantes, professores e entidades sindicais realizaram protestos em diversas cidades do Brasil para fazer críticas ao programa federal Future-Se (que quer financiar parte do ensino nas universidades públicas e regulamentar a gestão das instituições com participações de Organizações Sociais) e aos cortes na educação.

No Twitter, Abraham Weintraub ironizou a concentração de manifestantes reunidos diante do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, em São Paulo. Em sua postagem, o ministro fez alusão à torcida da Portuguesa, fazendo referência indireta ao número de torcedores do clube, inferior ao de equipes como Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos entre os paulistas.

“Após 46 anos a Portuguesa Futebol Clube finalmente volta a ser Campeã Paulista. A Leões da Fabulosa levou todos os torcedores do time do Canindé para comemorar na Av. Paulista (foto). A frota de combis (sic) congestionou a Al. Santos. O fornecimento de pães está suspenso até amanhã”, registrou. Posteriormente, Weintraub corrigiu o nome do veículo em posterior mensagem: “Oops, Kombi… Estava rindo quando escrevi”.

O texto faz alusão ao último título da primeira divisão paulista do clube (1973), à principal organizada do clube (Leões da Fabulosa) e a uma das ruas paralelas à avenida Paulista (alameda Santos).

A resposta veio apenas hoje, data em que a Portuguesa comemora seu aniversário de 99 anos. Na rede social, o clube demonstrou seu descontentamento, cobrou seriedade do titular da pasta da Educação no governo de Jair Bolsonaro e corrigiu seu nome completou no post original.

“O excelentíssimo ministro da Educação deveria se ocupar em temas mais nobres para o país do que fazer chacota com o sentimento de milhares de torcedores da Portuguesa. Aliás, Abraham Weintraub, o nome da Lusa é Associação Portuguesa de Desportos, e não Portuguesa Futebol Clube”, publicou.

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– Neymar: de onde vem o dinheiro e para onde o jogador vai.

Quem é o “dono do passe” de Neymar? E a quem ele irá vender o atleta?

Vamos lá, sabemos que não existe a lei do passe, e na França o que vale é o valor estipulado para uma transferência. Mas o empregador atual do jogador brasileiro é muito mais que uma pessoa ou um time de futebol. Ele é o QIA.

O QIA (Fundo Soberano de Investimentos do Catar) é a holding que engloba todos os empreendimentos da família real que preside o país árabe além dos negócios que envolvem a administração da nação. Como o Catar é um Estado com “Proprietário” (diferente do Reino Unido, onde a Rainha representa as nações, mas não é dona das terras delas), esse dinheiro acaba se misturando entre a fortuna dos sheiks (que são os príncipes regentes) e o orçamento do Governo.

Estima-se (sente na cadeira) que o QIA possua mais de 335 bilhões de dólares em ativos (mais de R$ 1,35 trilhão). Ele é dono do fundo QSI (que é o investidor do Paris Saint-German), da Empresa de Gás e Petróleo do Catar (a 3a maior do mundo, que investe pesado na Inglaterra e na Rússia), da empresa de aviação Qatar Airways, da rede de mídia Al Jazeera, entre outros grandes empreendimentos.

Quem manda em tudo isso é o emir do Catar (a autoridade máxima da família real), Tamim bin Hamad al Thani, que tem como braço direito seu irmão mais novo, Mohammed bin Hamad bin Khalifa al Thani (o “homem dos negócios esportivos”. O número 3 é Nasser Al Khelaifi, que cuida do PSG (é o presidente do time).

(As informações acima e outras foram publicadas originalmente neste blog em 2017, quando Neymar estava negociando a transferência de Barcelona para Paris): https://professorrafaelporcari.com/2017/07/26/a-origem-da-grana-do-psg-em-busca-de-neymar/).

Se não bastasse todo esse poderio financeiro, há a questão do poderio político: o Catar sofre boicote de seus vizinhos Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e Egito, que pedem o fim das relações com o Irã e rompimento com grupos como Hizbollah e Fraternidade Muçulmana. O Emir tem “dado de ombros” à essa desavença.

(Mais sobre a força política do Catar em: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/16/os-motivos-aos-quais-neymar-pode-se-dar-mal-brigando-com-o-psg/).

Diante de tudo isso, fica a questão: vender Neymar por menos do que foi pago, não é problema para os catarianos do PSG. Jogar no Barcelona seria a lógica, já que ainda nutre carinho por lá, fez declaração de amor ao clube (disse ser sua casa) e tem amigos no elenco. Mas jogar no Real Madrid, onde (dizem) que a proposta financeira é melhor, parece ser um desafio! Chegaria com a antipatia da torcida, com uma certa má vontade de Zidane (que nunca defendeu sua contratação), mas com a proteção de Florentino Peres, que sempre gosta de ações de marketing como essa.

Para onde vai? Ou os sheiks endinheirado simplesmente ficarão com o atleta na França até o vencimento do contrato?

Se não jogar, logicamente Neymar vai perder “a alegria que diz ter quando entra em campo” e a história de desejar ser o “melhor do mundo” vai ficando bem mais longe. Restará a Seleção Brasileira. Aliás, se Tite não o convocar, vai dizer que quer testar novos atletas e formações, e que Neymar precisa de paz. Se convocar, será questionado o porquê fez a um atleta que não está jogando, e a resposta lógica é que ele tem a sua confiança dentro de campo e o “não jogar” é problema lá do PSG (eu acho que o convocará, pois Jamil Chade, ainda pelo Estadão, revelou os contratos secretos da CBF com os empresários que compraram os amistosos da Seleção e mostrou a força dos patrocinadores).

Particularmente, acho que Neymar volta ao Barcelona e será convocado para a Seleção Brasileira. E você?

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O presidente Al Klelaifi (à esq.), o emir Al Thani (no centro) e Leonardo, ex-jogador do PSG (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

– Levamos outro 7×1 como na Copa do Mundo: agora, na versão “VAR”.

Amigos… fico até constrangido em escrever, mas assistiram o SHOW (com letras maiúsculas mesmo) do uso do árbitro de vídeo na 1a rodada da Premier League?

Fiquei envergonhado ao constatar que lá o protocolo de “menor interferência e máximo acerto” está muito além do que as lambanças do Brasil (e olha que estamos falando da rodada inicial apenas). Cadê o discurso de adaptação, tempo para melhorar e aperfeiçoar, etc (que estamos ouvindo há tempos aqui)? Lá, o VAR, em caso de lance explícito irregular em pênalti, sugere que o árbitro reveja (ele não marca nada e nem interfere em lances interpretativos – que é o correto). No Brasileirão, o árbitro de vídeo despreza a decisão de campo, PROCURA achar algum pênalti e acaba influenciando diretamente na questão interpretativa.

A impressão é que o VAR à brasileira quer aparecer e apitar, se tornando mais importante do que o árbitro central. E que faz questão de “caçar” irregularidades. Sem contar que na Inglaterra o momento do VAR se tornou um espetáculo ao mostrar em telões os procedimentos, prometendo liberar, inclusive, o áudio!

Nada de parar o jogo e usar o VAR a qualquer instante, vulgarizando-o. Quem assistiu Palmeiras 2×2 Bahia entende bem essa situação… Aliás, recordando: na terra da Rainha, temos apenas 3 pessoas compondo o VAR. Aqui, chega-se a 9 dependendo do jogo (mas nunca menos de 5).

Premier League: VAR makes first major decision as Gabriel Jesus goal overturned

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Catanduvense

Nesta manhã em Jayme Cintra tivemos uma arbitragem fraca. Eu não gostei! Vamos a ela?

Tecnicamente, poderia ser melhor. O árbitro deixou de marcar algumas faltas existentes e marcou outras que não deveria marcar (para as duas equipes). Nada que influenciasse no resultado final, mas que irritou atletas e torcedores. A impressão que tenho é que o árbitro José Araújo Ribeiro Jr precisa de orientação melhor para discernir faltas reais das faltas que não são.

Disciplinarmente pecou quando quer advertir verbalmente com constância, banalizando o “ato de dar bronca”. Acertou aos 32m quando aplicou cartões amarelos a Matheus (PFC) e Jeferson (CAT) por uma falta mais forte do visitante e um revide. Mas outros cartões que poderiam ser aplicados não foram (como a Gui, que agarrou Jeferson e nada levou, a Ítalo que deu um carrinho em Matheus ou a Pedro que atingiu Joaquim fora do campo visual do árbitro).

Corre bem o juizão, mas é pouca virtude para jogos importantes de divisões maiores. Já os bandeiras (Alex Alexandrino e Fausto Viana) e o quarto árbitro Robson dos Santos (sempre atento) estiveram “ligados” o tempo todo e auxiliaram com precisão ao árbitro.

Não sei se a atuação costumeira do árbitro é essa. Se for, está devendo muito e hoje não agradou.

Público: 847 pagantes e R$ 11.590,00 de renda.

Resultado final: Paulista 1×1 Catanduvense

Cartões Amarelos: 3×2

Cartões Vermelhos: 0x0

Faltas: 20×12

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– As voltas que o mundo dá… E o Batatais?

Veja só como o mundo dá voltas e as coisas passam a ser mais realistas. Abaixo:

Um dia, o Batatais FC recebeu uma dica (não se sabe de quem) de que Helton Matheus (até então atleta que jogava no Paulista de Jundiaí) era “gato” (ou seja, tinha idade adulterada e jogava a Copa SP de Jrs com idade mais avançada). Após o próprio time do Batatais sofrer uma goleada para o time de Jundiaí e ser eliminado da competição, resolveu denunciar o menino que havia falsificado seus documentos. O Paulista, que não tinha participação alguma no golpe, foi eliminado da Copa SP de Futebol Jr por conta do regulamento (mesmo com os documentos do atleta tendo o carimbo e aceite da FPF, e ele ter chegado ao time após outras passagens com a mesma documentação). Vale lembrar que o Galo de Jundiaí defenderia seu bicampeonato contra o Corinthians. O Batatais (que perdeu em campo) ficou com a vaga e o presidente da agremiação da época disse em outras palavras nas suas diversas entrevistas que “não era por causa disso a denúncia, mas pela Justiça em saber de algo errado e a consciência cobrando-o por nada fazer”.

Agora, estoura o escândalo: o Batatais, que se fez de paladino através de seu cartola, é suspenso pela FPF por esquema de manipulação de resultados!

Seriam os mesmos cartolas da época? Confesso que não sei. Mas sei que a denúncia em prol da moralidade era demagogia pura, isso fica cristalino.

Para recordar, a análise da arbitragem do jogo citado (Paulista 5×1 Batatais),

em: https://professorrafaelporcari.com/2017/01/22/analise-da-arbitragem-de-paulista-5×1-batatais/

Abaixo, extraído de Esporte Jundiaí,

link em: https://www.esportejundiai.com/2019/08/dois-anos-apos-tirar-paulista-no-caso.html?m=1

BATATAIS É SUSPENSO DAS ATIVIDADES DO FUTEBOL PAULISTA

Em 2017, o Batatais foi o principal responsável por eliminar o Paulista na decisão da Copa São Paulo fora dos gramados, ao denunciar o Tricolor por ter escalado um jogador de forma irregular – idade adulterada – o famoso caso “Gato Heltton Matheus”. Dois anos depois o clube foi suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva do estado de São Paulo.

Segundo os sites Futebol Interior, Globoesportecom e A Cidade On, a Federação Paulista de Futebol (FPF) confirmou, nesta sexta-feira, que o Batatais está suspenso, preventivamente, pelo Tribunal de Justiça Desportiva, pelas suspeitas de manipulação de resultados.  

A punição é válida por 30 dias e deixa o time fora da Copa Paulista e no campeonato estadual sub-20, competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Quatro jogadores que defenderam o time no Campeonato Paulista da Série A3 de 2019 são suspeitos de envolvimento em resultados manipulados. Os nomes são mantidos sob sigilo, mas eles já foram ouvidos na FPF.

Uma empresa de apostas até já mandou relatórios pra Federação indicando essa possibilidade de fraude.

O primeiro jogo sob suspeita foi disputado no dia 17 de março, quando o time perdeu por 2 a 0 para o Barretos. Três dias depois, houve o empate de 1 a 1 entre Batatais e Comercial.

Por conta da suspensão, o jogo entre o Comercial e o Batatais inicialmente marcado para o domingo, em Ribeirão Preto, válido pela Copa Paulista, foi adiado. No sub-20, o Palmeiras avançou para terceira fase, com a suspensão do Batatais, já que enfrentaria o mesmo clube nas duas próximas semanas na segunda fase de grupos.

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– O que mudou ou não na Regra da “Mão na Bola”

Depois que houve a adição do termo “movimento antinatural das mãos e braços na bola”, parece ter ocorrido uma revolução nas Regras do Jogo de Futebol no Brasil. E não foi isso que deveria acontecer (e tampouco o que aconteceu no Exterior).

Quando a International Board aprovou a introdução deste termo, a FIFA orientou os árbitros e suas Comissões Nacionais a se atentarem à intenção disfarçada do jogador em cometer a infração, enganando a arbitragem. Ou seja: simular que a bola bateu sem querer; disfarçar uma falta como acidente, de maneira a parecer que foi casualidade e não intencionalidade.

De maneira bem objetiva: continua valendo sempre a intenção e não a imprudência! Com o alerta de que essa intenção pode ser  disfarçada por um movimento antinatural físico do jogador.

Aqui no Brasil interpretou-se errado, pois traduziu-se equivocadamente a orientação levando a entender o termo “correr o risco de bater a bola na mão ou no braço” como um ato de imprudência. Ora, a única infração que não vale a interpretação de “imprudência” no futebol, de todas as existentes, é justamente a da mão na bola! Sempre será “intenção ou não”!

Na época, Sérgio Corrêa da Silva, o presidente da CA-CBF (e que hoje é o homem forte do Departamento de Desenvolvimento do VAR-CBF) teimou em orientar os árbitros a marcarem os pênaltis “a lá jogo de queimada”, como vimos tão equivocadamente naquela temporada. Jorge Larrionda, ex-árbitro da FIFA, veio como instrutor e palestrou aos brasileiros em seu péssimo portunhol confundindo ainda mais a situação.

Na época da Copa do Mundo de 2014, Massimo Bussaca, o “chefão dos juízes da FIFA”, em entrevista ao Estadão (dê uma busca nos arquivos desse blog para a redação inteira) disse que era LOUCURA o que estava acontecendo aqui. No Exterior, nenhum desses pênaltis da então ironizada Regra Tupiniquim 12B (nossa jabuticaba futebolística), existente somente no Brasil, acontecia.

Para a temporada 2019/2020, não houve mudança do conceito da Regra, mas sim uma melhora redacional da questão do movimento antinatural, ajudando a exemplificar o que significa isso.

Por exemplo, junto às diretrizes da Regra, fala-se sobre o fato de que,  em um carrinho onde o atleta possa estar tentando bloquear a bola com o braço excessivamente aberto acima do corpo, diminuindo o espaço e disfarçada/ intencionalmente tocá-la, é falta. Produziu-se também vídeos ilustrativos para que não paire a dúvida. É a mesma situação que desde 2013 se aplica na Europa, sabendo discernir melhor o que é o movimento antinatural do que casualidade. Pular numa barreira com os dois braços levantados (mais um exemplo) fisiologicamente é algo não natural.

No “boleirês”, a FIFA quis alertar: “cuidado com o ‘migué’ do atleta que abre os braços de propósito para a bola bater nele”. Dessa forma, fica ainda mais claro que a International Board nunca desejou que a bola que bata sem intenção alguma no braço de um jogador que está caído no chão após um carrinho seja infração (embora, repito, existia um ridículo vídeo da CBF TV com um lance de Palmeiras x Fluminense ilustrando que isso era para ser punido – mas nunca deveria ter sido – e que já tiraram do ar).

Simples. Não mudou a Regra, mas melhorou-se a redação. Não muda nada na aplicabilidade mundo afora, embora a Comissão de Árbitros da CBF possa render-se a entender o que há anos a FIFA pede. Fato real é que já se diminuiu sensivelmente os pênaltis de queimada aqui.

Trocando em miúdos para encerrar: como se fazia errado no Brasil com insistência e os árbitros não pareciam entender (embora apitassem e interpretassem direitinho quando saíam para jogos de competições internacionais), ao invés de escrever, precisou-se “desenhar para entender” através de vídeos e redação explícita.

– Política e Futebol são parceiras em “produtividade”? Quando alguém sai de cena…

Não dá para desprezar tal lógica:

Quando José Ferreira Pinto era presidente do Juventus, sabidamente “o time não caia nunca”. Vide a inspiração de um dos quadros do filme boleiros, gravado justo na Rua Javari…

Quando o “Caixa D’Água” era presidente da FFERJ, o Americano de Campos estava em alta no Campeonato Carioca. Depois que saiu de lá…

Quando Eurico Miranda era forte deputado e estava na ativa com muita saúde, o Vasco da Gama era imbatível. Depois que adoeceu, o Time da Colina mudou.

Quando o senador Luiz Estevão era senador influente em terra candangos, o Brasiliense surgiu e se apresentou ao país. Depois que o corrupto foi preso, puff! Parece que como mágica perdeu relevância!

Quando Zezé Perrella era forte e influente político mineiro, o Cruzeiro era incontestável dentro e fora de campo. Depois que os escândalos mostraram uma verdadeira faceta até então obscura… degringolou! Ou alguém acha que a queda de rendimento do Cruzeiro de Mano Menezes (culminando na sua demissão) é puramente esportiva, pelos maus resultados?

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– A boa arbitragem de Bruno Arleu em Corinthians 2×0 Goiás

Gostei das decisões da arbitragem no jogo da Arena Itaquera, encerrado há pouco.

Foram duas situações relevantes:

1- O gol anulado dos Goiás é dificílimo! Lance ajustado, situação difícil de se ver a olho nu e até mesmo pelo vídeo;

2- O pênalti a favor do Corinthians, onde existe claramente o movimento antinatural, onde o atleta deixa o braço levantado propositalmente para impedir a passagem da bola.

Em ambas, acerto da equipe de arbitragem. Parabéns!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Catanduvense

José Araújo Ribeiro Júnior, 8 anos de carreira e 32 de idade, residente em Batatais, será o árbitro para Paulista x Catanduvense. Ele venceu o sorteio contra Alysson Matias, árbitro conhecido e de má sorte em jogos no Jayme Cintra e no Campeonato Amador da nossa cidade. 

Araújo não trabalhou ainda em Jundiaí [correção: apitou Paulista x Taboão em 2017] e tem em seu histórico vários jogos da Segunda Divisão e da A3, sendo que nesse ano conseguiu apitar a A2. Porém, constam várias reclamações de suas atuações quanto à parte técnica, especialmente em União Barbarense x São Carlos no ano passado e recentemente em Rio Claro x Noroeste pela Copa Paulista (também por conta de não coibir jogadas mais ríspidas).

Como não assisti esses jogos e somente recebi relatos (aliás, muitos relatos de súmulas carregadas mandando muitos dirigentes ao TJD-SP), prefiro conhecê-lo dentro de campo na próxima partida antes de um julgamento fiel. Torço para que seja um bom árbitro, que ocorra uma boa atuação e tenhamos um grade jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Catanduvense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson “Berró” Machado, análise da arbitragem com Rafael Porcari e reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– As torcedoras do Irã e o direito de frequentarem praças esportivas.

A Copa do Mundo da Rússia, ocorrida há um ano, trouxe novidades comportamentais ao Irã: o entusiasmo pela competição afrouxou as leis locais e trouxe a permissão para que mulheres possam assistir aos jogos de futebol nos estádios. Hoje, em quase todas as modalidades existem torcedores masculinos e femininos nas arquibancadas.

Era comum, pasmem, as iranianas (consideradas as mulheres mais bonitas e corajosas do Oriente Médio) vestirem-se de homem para ir a alguma praça esportiva na modalidade “masculino”, já que a teocracia local condenava a mistura de sexos na torcida. Não seria “adequado” que os trajes esportivos mais agarrados ao corpo fossem vistos por elas; e se praticantes, nem elas que estivessem à mostra para que homens vissem (tal motivo acarretava, por exemplo, que em jogos de voleibol feminino somente mulheres pudessem estar no ginásio torcendo).

Enfim: quantas vezes houve tamanha e desnecessária separação entre as pessoas única e exclusivamente pelo gênero? Mesmo respeitando a cultura e a religião irradiada de Teerã para todo o resto do país, é inadmissível para o mundo moderno hoje que exista tal situação (que ainda ocorre em algumas nações mais radicais).

– A estupidez dos protestos fanáticos de torcedores de futebol

É sabido que amo futebol, mas não sou idiota de cometer crimes ou sandices e/ou extrapolar o bom senso. Afinal, “o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes”, como cunhou um dia Arrigo Sachi.

Entretanto, não só esportivamente, mas socialmente falando, é triste demais ver pessoas tomadas pelo fanatismo ameaçando de morte outras ou brigando por conta de… futebol!

Não venha me dizer: “Você não sabe o que é acompanhar o time nas viagens pelo Brasil inteiro, é paixão”. Não sei mesmo, afinal o Trabalho, a Educação e a Família estão em primeiro lugar! De onde vem o dinheiro e o tempo para se ausentar das coisas importantes e ir atrás de futebol?

Outra coisa: os clubes são entidades PRIVADAS! Os donos são seus sócios, não os torcedores. Os diretores querem ganhar, antes do que título, dinheiro! Portanto, esse é outro motivo para entender que é uma grande imbecilidade fazer com que o time de futebol seja prioridade na vida de um torcedor, além de achar que “tem direito de protestar dessa forma”.

O protesto verdadeiro e civilizado é a vaia, o boicote ou a associação ao quadro associativo, tentando se tornar dirigente para mudar a situação. Aliás, muitos pirateiam produtos do time (dando prejuízo a marca) e depois se dizem “apaixonados que lutam por ele”!

Esqueçam esse romantismo (se é que é verdadeiro). A coisa deve ser profissional e racional, nunca passional porque trás violência. Prova disso são as ameaças a Felipão.

Luís Felipe Scolari foi o mestre dos treinadores na virada dos anos 1990 / 2000, culminando com a Copa do Mundo de 2022. Amado e odiado por muitos, foi o capitão do fiasco do 7×1 de 2014 (antes, fez parte da campanha do rebaixamento do Palmeiras). Mas pelo carisma (e pelo histórico e competência em outras passagens no próprio Verdão) conquistou o Brasileirão passado. Respeito ele, sua história e seu conhecimento mas hoje não é mais o supra-sumo dos técnicos de futebol. Afinal, é difícil se manter em alta tanto tempo e existe sempre a necessidade de se reinventar.

Dito tudo isso: proteste-se (se for necessário) nas arquibancadas. Fora delas, mantenha-se a civilidade.

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– A cronologia do desastre: o VAR brasileiro já nasceu errado…

Em dezembro de 2016, escrevemos aqui o quão era bagunçado o projeto do árbitro de vídeo da CBF. De lá para cá, confirmou-se a anarquia que se previa…

Publico uma cronologia do que aconteceria e poderia dar errado, abaixo, extraído de: https://wp.me/p4RTuC-hgj. Lembrando que as pessoas envolvidas no Projeto do VAR brasileiro HOJE são as mesmas das ex-Comissões de Arbitragens que foram demitidas nas gestões anteriores, mas que na verdade foram remanejadas para o Departamento de Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo.

O VAR DA FIFA É REAL. O DA CBF É VIRTUAL

O texto é comprido, mas vale a leitura bem atenta para ver o quanto se mente no futebol brasileiro.

Você já deve ter ouvido a lorota de que a CBF utilizaria o recurso de vídeo neste Campeonato Brasileiro e, de conhecimento público, não usou. Pois bem, vamos lá:

Tudo começou em 5 de março deste ano, em Cardiff, quando o lobby feito por Gianni Infantino (o novo presidente da FIFA) obteve êxito e na reunião promovida pela Internacional Board houve a aprovação do uso (em fase de testes nos campeonatos profissionais) de V.A.R. (vídeo árbitros assistentes).

A priori, foram discutidas 4 situações para tal intervenção da tecnologia:

1- Confirmar ou anular um gol discutível (por exemplo: se o atleta usou a mão na bola para fazer um gol e o árbitro possa ter sido enganado e acreditado que foi de cabeça);

2- Confirmar ou anular uma penalidade máxima (por exemplo: o árbitro crê que um atleta tenha sido tocado e na verdade ocorreu uma simulação de infração);

3- Aplicar ou não um cartão vermelho de maneira justa ou injusta (por exemplo: se um árbitro expulsa um atleta por um carrinho violento e na verdade o jogador tenha ido única e exclusivamente na bola);

4- Identificar atletas de maneira correta quando for aplicar uma punição com cartão (por exemplo: um atleta agarra um adversário e deve receber o cartão amarelo, mas o juiz se confunde e não memoriza quem foi o infrator para dar a advertência).

A proposta inicial foi a de que o árbitro de vídeo poderia interpelar o árbitro principal ou o árbitro principal procurar o árbitro de vídeo (via rádio). Porém, a decisão final continuaria (como continua sendo) do árbitro principal, aceitando ou não a informação do vídeo-árbitro.

Com o avanço das discussões e de jogos-testes, definiu-se a necessidade de um monitor à beira do gramado para o árbitro rever os lances e a possibilidade de uso do recurso em outras situações. Na oportunidade, postamos as primeiras decisões nesse texto: http://wp.me/p55Mu0-Q5.

Nesse interim, a CBF fez uma grande divulgação do fato, levando a crer que ela própria quem houvera influenciado a FIFA. Ledo engano…

No dia 08 de março, chamamos a atenção para a propaganda enganosa da CBF: a entidade prometia usar o recurso do Vídeo Árbitro até em Agosto de 2016. Dissemos ser impossível, simplesmente pelo tempo inábil e pelo fato de você não poder mudar a regra de um campeonato profissional no meio da competição. A FIFA não deixaria e a Regra do Jogo ser alterada sem treino e com tamanho despreparo dos cartolas brasileiros envolvidos. Lembre-se dessa postagem em:  http://wp.me/p55Mu0-QM.

Em 13 de abril, quando a Comissão de Árbitros se gabava da iminente utilização, reiteramos que a CBF estava mentindo (registrado em: http://wp.me/p55Mu0-Tt).

Em 02 de junho, falamos sobre o fato da CBF não ter sido autorizada pela FIFA a usar o árbitro de vídeo de maneira oficial, apenas na condição em OFF (claro, o campeonato estava em andamento e não poderíamos mudar a regra em meio a competição). Os testes seriam realizados, mas o VAR não poderia se comunicar com o árbitro principal (relembre esse texto em: http://wp.me/p55Mu0-X5).

Ao longo dos meses, a CBF resolveu divulgar que poderia utilizar o recurso em Setembro, em Outubro ou Novembro, ou ainda na série B de 2017.

Ué, mas não tinha insistido que era em Agosto de 2016?

Pois bem: em Novembro, a FIFA divulgou os árbitros que atuarão no Mundial de Clubes de 2016 no Japão, e que usará o recurso do VAR. O Brasil, país integrante da Conmebol e “precursor” do árbitro de vídeo (que nunca testou de verdade) não teve nenhum representante indicado. Entretanto, o Paraguai representará nosso continente com o árbitro Enrique Cáceres e o vídeo árbitro sulamericano será o uruguaio Andrés Cunha (a relação completa em: http://wp.me/p55Mu0-1bW)

Que feio… não éramos os pioneiros do uso da tecnologia, como a CBF e seus cartolas diziam?

Dia 11 de dezembro o Brasileirão se encerrará, e o árbitro de vídeo não pisou em nenhum gramado brasileiro.

Motivos?

Alguns são óbvios: despreparo da Comissão de Árbitros da CBF, falta de treinamento, inexistência de empresa contratada para a tecnologia e cronograma para implantação em branco.

Outros motivos podem ser descobertos com a publicação relevante do jornal “Lance” da Edição de 08/12/2016, na Coluna “De Prima”: o fato da CBF não concordar com a forma de implantação já realizada pela FIFA!

A CBF quer que o árbitro de vídeo só atue nas 4 situações acima elencadas e mandou uma carta a Zurique pedindo essa restrição. A FIFA (que havia ampliado a permissão do árbitro de vídeo para qualquer lance interpretativo e relevante para legitimar uma decisão do árbitro, durante o ano) nem deu bola ao pedido brasileiro. Outra situação: a CBF quer que o árbitro de vídeo informe da sua cabine o árbitro central via rádio, sem a permissão do próprio árbitro (que é quem toma a decisão final) ver as imagens. A FIFA desprezou tal colocação, permitindo que um monitor esteja próximo ao 4o árbitro para que, em caso de dúvida ou para referendar a informação do VAR, o próprio árbitro possa assistir esse lance à beira do gramado.

Quem está com a razão: a CBF ou a FIFA?

E pensar que a CBF falou, falou, falou e nada fez. Enquanto isso, a FIFA já usará oficialmente no Mundial de Clubes e deve utilizar na Copa da Rússia em 2018.

Sugestão: que tal Marco Polo Del Nero, com a força de representante da presidência da casa, embarcar para a Suíça a fim de discutir essa situação? A propósito, se existir escala nos EUA, poderá fazer visita a José Maria Marin.

Na foto, o exemplo bem sucedido de um dos testes, na partida entre Red Bull NY versus Orlando City (veja o árbitro central tirando suas dúvidas).

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– O lance mais ridículo da era do VAR: o pênalti para o Fortaleza contra o Ceará! (Ceará 2×1 Fortaleza).

Que vergonha: Heber Roberto Lopes marcou um ridículo tiro penal no clássico cearense que chega a ser constrangedor assistir o lance!

Além de ser ex-FIFA e por isso “não ter direito” de errar desse jeito, sem ser convicto ouviu o chamado do VAR Grazianni Maciel Rocha e mudou de opinião. Tudo errado!

Sem dúvida, pela quantidade de erros, o VAR está desacreditado no Brasil. Ao invés de melhorar a qualidade dos jogos, está piorando! E olha que defendo o VAR, mas o da CBF não dá! 

Veja o lance:

– Juanfran no São Paulo. Reforço a questão: e a conta?

Juan Francisco Torres Belén, ou simplemente, Juanfran! É o nome completo do espanhol que acaba de chegar ao São Paulo FC

Se o Mercado da Bola se assombrou com a chegada de Daniel Alves (indiscutível tecnicamente, mas caro – e agora sabido que terá seu altíssimo salário rachado com o Tricolor, a Adidas e o Banco Inter), agora se assombra duas vezes com o provável alto custo do ex-jogador da Seleção da Espanha e Atlético de Madrid.

Repito o que escrevi na postagem dessa semana (em Dani Alves e Observações): quem pagará a conta? De novo a Adidas e o Banco Inter (já que os salários estavam atrasados até há pouco tempo)?

Parece que o SPFC está montando um esquadrão e se tornando um milionário como Flamengo e Palmeiras. Ou é apenas uma temporada de investimentos?

O vídeo bem legal do anúncio, em: https://www.youtube.com/watch?v=98b-3MsvQmU

– A Regra não é clara, nem para a International Board!

Eu estou há algum tempo criticando a velocidade e o volume das mudanças das Regras do Futebol, não permitindo que todos os envolvidos no esporte assimilem as novidades. Jogadores, Imprensa, Comissões Técnicas e até árbitros têm dificuldades para entender tudo o que muda. Torcedores então? Vixi…

Vamos lá: nessa semana surgiu um polêmico lance em Benfica x Milan, sobre um tiro de meta que é cobrado com a bola levantada e que vira recuo ao goleiro para ele sair jogando com as mãos. É basicamente parecido com a burla que foi coibida há tempos (onde um atleta ergue a bola e a devolve de cabeça, para o goleiro dominá-la com as mãos).

A IFAB (International Board, a “dona das Regras”) alegou que o lance, a partir dessa temporada como feito no amistoso internacional, era permitido. Reveja-o aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/30/uma-nova-jogada-surgida-com-as-modificacoes-da-regra-o-tiro-de-meta-em-benfica-x-milan/.

Porém, David Elleray, o mesmo diretor da IFAB que disse ser LEGAL, falou que um comitê interno estudou o lance e determinou que é ILEGAL, mas não deveria se marcar infração e nem dar cartão amarelosomente repetir o tiro de meta.

Se até eles estão com dúvidas nas regras que criam, imaginem o árbitro de futebol que não consegue receber a contento e nem com a qualidade devida a orientação correta das regras. Aí você entende a quantidade absurda de “pênaltis de queimada” marcados em nosso país… o jeito é estudar muito e esperar que o certo se realize!

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– Surpreenda-se: a Expulsão do Goleiro do Paulista no jogo do Tupã foi justa? E se fosse dentro da área?

O goleiro Matheus Lopes, do Paulista, saiu do gol e praticou uma falta fora da área em cima de André, do Tupã, nesta última 6a feira à noite, evitando o gol. Correta a marcação?

Sim, o árbitro Danilo da Silva fez o correto ao aplicar o cartão vermelho. Mas veja que curiosíssimo: se o goleiro estivesse dentro da área e cometesse a falta, NÃO PODERIA SER EXPULSO!

Entendeu?

Taí uma incoerência das Leis do Jogo: na temporada 2016 / 2017, mudou a Regra do Futebol (eu nunca concordei com essa alteração) na questão da situação clara de gol. Se um tento for evitado em disputa de bola, deve-se expulsar o infrator e marcar a infração. Mas a FIFA (que propôs a mudança) entendeu que dentro da área, a punição era severa demais, já que há um jogador expulso e a marcação do pênalti (repito: discordo da FIFA, mas é a palavra oficial). Assim, nesse tipo de lance:

  • cometeu infração fora da área para evitar um gol claro, marca-se a falta e aplica-se o cartão vermelho.
  • cometeu infração dentro da área para evitar um gol claro, marca-se pênalti e aplica-se cartão amarelo.

Lembrando que, em caso de agressão, sempre será Cartão Vermelho (isso não mudou). Mas regras à parte, para mim é incoerente: se você cometer o pênalti, recebe amarelo; mas a falta, vale o vermelho.

Concorda com a Regra?

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– Uma opinião sobre a contratação de Daniel Alves

É claro que não sou louco em criticar tecnicamente Dani Alves. Também eu estaria delirando se reclamasse das suas conquistas. Por fim, é insano desdenhar do respeito que ele irá impor dentro de campo contra seus adversários.

Mas a única observação (e é válida) fica na questão financeira: o São Paulo FC atrasou salários recentemente, fez um empréstimo bancário super-discutido pelas mídias, e agora… PUM! Contrata um cara que ganhava 1 milhão por semana em Paris?

Lógico que seu salário em terras brasileiras não será esse (mas será o maior do Brasil). Tem tanto dinheiro para gastar?

Quando sobra grana  na minha casa (algo raro), a prioridade é adiantar pagamento de contas e conseguir um desconto dos juros tão altos… Será que o Departamento Financeiro do Tricolor calculou direitinho o quanto os parceiros que viabilizaram a contratação poderão bancar?

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– O pênalti simulado por Rafinha em Flamengo 2×0 Emelec.

Que pênalti estranho foi aquele marcado por Nestor Pitana, que nem deu bola para o VAR, na simulação de Rafinha no Maracanã?

Um árbitro gabaritado como ele, que apitou final de Copa do Mundo, não pode nem desconfiar que o lance foi um engodo. Tem que ter certeza inconteste!

Aliás, parece que a 1a final única da Libertadores vai agradar a Conmebol: somente times grandes estão classificando, diminuindo o risco de ausência de público… Viram como não tem erro contra “pequeno” no torneio?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Tupã x Paulista

Como o jogo é importante, o árbitro escalado é bom: para o confronto do Índio da Alta Paulista versus o Galo da Serra do Japi, teremos Danilo da Silva – um árbitro que está “prestando vestibular” para apitar a 1a divisão.

Explico: o juizão de 35 anos e há 12 temporadas na FPF tem feito uma caminhada bem sólida na sua carreira: todo ano sobe uma divisão, se firma nela, e aí tem oportunidades melhores. Em 2019, teve as primeiras oportunidades na série A2, solidificou-se na A3 e nos jogos mais importantes da Segunda Divisão foi escalado. É o árbitro mais gabaritado sorteado na Rodada.

Danilo é bem sereno dentro de campo, tem um estilo de arbitragem moderno (é muito bom em critérios disciplinares) e está lutando para apitar pela primeira vez um jogo da série A1 em 2020. Gostei da escala.

escala

– Os Top 10 do The Best da FIFA

Sete europeus, dois africanos e um sul-americano entre os Top 10 para a escolha do “The Best” da FIFA. Sem brasileiros (eu pensei que o goleiro Alisson apareceria na relação e não esperava Neymar devido às lesões), são eles:

  • Cristiano Ronaldo (Juventus),
  • Frenkie de Jong (Barcelona),
  • Matthijs de Ligt (Juventus),
  • Eden Hazard (Real Madrid),
  • Harry Kane (Tottenham),
  • Sadio Mané (Liverpool),
  • Kylian Mbappé (PSG),
  • Lionel Messi (Barcelona),
  • Mohamed Salah (Liverpool) e
  • Virgil van Dijk (Liverpool).

E aí: quem será eleito o melhor do mundo nesse ano?