– Uma nova jogada surgida com as modificações da Regra: o tiro de meta em Benfica x Milan.

Viram esse lance ocorrido em um tiro de meta no Amistoso Internacional entre Benfica x Milan? O goleiro ergue a bola e o seu zagueiro a devolve de cabeça; na sequência, ele a pega com as mãos e lança com perfeição seu companheiro.

Agora não é mais necessário que a bola saia da grande área, e tal situação relatada se tornou possível não sendo entendido como um recuo ilegal. Aliás, como é legal estudar a Regra do Jogo!

Assista aqui: https://youtu.be/8jfE4R3Qtm0.

Em tempo: a IFAB entende como legal essa situação. Compartilho uma reportagem esclarecedora do assunto,  produzida pelo site Refnews, entrevistando o representante da entidade a respeito desse lance específico.

O link pode ser acessado em: https://refnews.wordpress.com/2019/07/30/ifab-explica-tiro-de-meta-polemico-em-jogo-entre-benfica-e-milan/

– As dívidas de Ronaldinho Gaúcho

Não dá para entender como alguns jogadores de futebol ganham tanto dinheiro e se recusam a pagar tributos e taxas. Não é mais fácil pagar no momento do negócio, ficar tranquilo e depois esfriar a cabeça curtindo o que sobra?

O que seria: descuido com o gerenciamento contábil ou ganância a fim de querer enganar o fisco a todo custo?

Que pena, Ronaldinho Gaúcho. Craque da bola e miolo-mole nos negócios?

Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/com-divida-milionaria-ronaldinho-tem-57-imoveis-pela-justica/

COM DÍVIDA MILIONÁRIA, RONALDINHO TEM 57 IMÓVEIS BLOQUEADOS PELA JUSTIÇA

O ex-jogador Ronaldinho continua acumulando dívidas e problemas com a Justiça. Eleito melhor do mundo duas vezes e aposentado do futebol desde 2015, ele está com 57 imóveis bloqueados, sendo quatro deles penhorados, pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul por causa de uma multa ambiental de R$ 9,5 milhões. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Neste ano, Ronaldinho teve dois protestos, de R$ 6,3 milhões e outro de R$ 1 milhão, em razão de dívida ativa em Porto Alegre. Ele, segundo a Folha, também é cobrado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional por R$ 793 mil.

Com dois passaportes retidos, Ronaldinho Gaúcho está impedido de deixar o Brasil. O impedimento foi imposto pela Justiça pela falta de pagamento de uma multa determinada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. O ex-jogador e o irmão, Assis, iniciaram uma obra em área de preservação sem licença ambiental. A multa imposta ao jogador, porém, chegou a quase 10 milhões de reais por falta de pagamento.

De acordo com a Folha, dos 57 imóveis indisponíveis de Ronaldinho, 55 estão no Rio Grande do Sul e outros dois estão no Rio de Janeiro.

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– O VAR é um desastre, diz Arnaldo.

Leram a Folha de São Paulo do último domingo?

Em sua Seção de Esportes, página B7, o jornal publicou um artigo do ex-árbitro FIFA e emblemático comentarista da Rede Globo por muitos anos, Arnaldo César Coelho. Ele dissertou sobre o VAR, e faz algumas críticas que comungo com ele. Mais ainda: ele falou sobre “O Negócio VAR”.

DO JEITO QUE ESTÁ, O VAR É UM DESASTRE E MEXE COM A ESSÊNCIA DO FUTEBOL

​Com o tratamento atual, o VAR é um desastre.

Mexeram com a essência do futebol, que é o gol. O cara não vibra como poderia vibrar ou vibra depois de seis minutos. Isso é o principal.

Mudou o comportamento dos jogadores. Criou-se o hábito de reclamar sempre porque, com as reclamações acintosas, o VAR pensa: “Será que tem alguma coisa que não vi?”. Aí, vai pesquisar e gasta 6, 7, 10 minutos para ver o lance. A França foi campeã do mundo usando esse recurso da estreia à final.

Os árbitros perderam sua função. Você pode botar um gandula de bandeirinha. Ele entra ali para marcar lateral e fica com a bandeira para baixo nos lances de impedimento. Se sair o gol, vão revisar. Se vão revisar de qualquer maneira, para que levantar?

A marcação do impedimento não se resume àquela linha que traçam no gramado. A imagem tem de ser pausada no exato momento do passe. Já houve lances em que a imagem usada não era a do momento do passe.

Também não pode ser ignorado o negócio VAR. São 3 empresas no mundo que fazem. Uma é inglesa, que já entrou na Conmebol e em outros lugares; uma é belga, que está no Brasil, e uma é japonesa, que não emplacou e está refazendo seu equipamento. Tudo isso custa caro.

Os mesmos dirigentes que estão hoje na Fifa e decidiram implantar a arbitragem de vídeo eram contra quando estavam na Uefa. Agora, a entidade ministra cursos no mundo todo por uma grana alta. Sem falar nas empresas responsáveis pela operação.

Sou favorável à tecnologia, mas ela foi totalmente deturpada. Ela foi criada para mostrar se a bola entrou. Mas o custo benefício disso é muito caro.

Por isso e por não concordar com essa intolerância com o erro humano, sou cético. Da forma que está, o VAR é um desastre.

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– Fio desencapado e o conselho de Muricy. Afinal, o que foi a confusão depois do jogo de sábado?

Viram o “pique” que o Edson Fio, treinador do Paulista Futebol Clube, deu para tentar tirar satisfação frente-a-frente com um torcedor que o azucrinava?

Para dizer o que aconteceu e acabar com qualquer fofoca que aumente o tumulto, uma pequena história introdutória. Abaixo:

Sempre ouvi o seguinte conselho enquanto eu militava como árbitro de futebol: “juiz tem que ser surdo e bandeira tem que ser vesgo”

  • Juiz surdo, pois não deve ouvir a torcida (eu preferia campo lotado porque isso me obrigava a focar no gramado; já o campo vazio com jogo ruim traziam risco de relaxamento e escutava todas as queixas).
  • Bandeira vesgo, pois tem que ficar com um olho na linha do penúltimo defensor e de quem vai lançar a bola no impedimento (experimente olhar simultaneamente a grande área e o meio campo, por exemplo, e verá como é difícil ter visão periférica).

Entendeu a dica, Edson?

Digo isso pois tivemos a confusão citada na partida entre Paulista 2×0 União Suzano, totalmente desnecessária e que confundiu muita gente. Para que teorias não povoem a mente do torcedor, a informação é: neste sábado (não sei se aconteceu em outro dia) não houve racismo. Mas de onde surgiu isso?

De uma conversa entre policial e representante da FPF, mal-entendida por um ouvinte que se precipitou. Quando algumas pessoas da cativa criticavam o técnico Edson Fio, um deles, mais exaltado (ressalto que é um apaixonado pelo Paulista, sempre está torcendo com gestos fortes, não sei o nome dele mas é conhecido das pessoas) acabou direcionando críticas mais incisivas. O comandante do policiamento (que é negro) chamou a atenção de um oficial da FPF (negro também) para que ficasse próximo a ele CASO OCORRESSE um xingamento racista ao Fio (que é negro). Em existindo, o policial daria ordem de prisão e o representante seria testemunha. Uma pessoa próxima não entendeu bem e replicou como se o torcedor “houvera possivelmente praticado racismo, e que isso irritou o treinador”. Essa história chegou até as cabines de imprensa e, felizmente, até a apuração, todos trataram como hipótese (pela gravidade e pela dúvida).

Aqui precisamos fazer duas considerações:

  1. Tem que acabar a mania de acreditar que na arquibancada tudo pode! Estamos em 2019, os tempos são outros e o fanatismo deve ser evitado. Mais do que isso: o Paulista tem a melhor campanha de todas as fases do campeonato e está invicto em casa (e ainda não consegue levar mais de 1000 torcedores ao estádio). Não estamos cobrando demais e apoiando “de menos”? Criticar pode, mas de maneira sensata e no momento oportuno.
  2. Treinador de futebol nas categorias amadoras se irrita com “pai e mãe corneteiros” que acham que o filho é injustiçado. No profissional, o treinador é irritado com todo tipo de coisa, com as justas e injustas. Se não aguenta xingamento da torcida, não serve para o mundo profissional. Entendo (ainda mais eu que sempre apitando bem ou mal era xingado gratuitamente) que ser criticado injustamente é desagradável, mas revidar xingamento para a torcida é condenável! E entendo mais ainda que o treinador do Galo já deve ter feito o mea culpa e refletido o episódio

Uma segunda dica ao amigo Edson Fio: tente “treinar o ouvido” para não assimilar bobagens. Estar ligado no campo de jogo e esquecer os acontecimentos extra-campo é fundamental. Quantas vezes cheguei em estádio e escutei “vai meter a mão na gente de novo, juizão de m…”, sem eu sequer ter trabalhado lá ainda!

Vou dar um exemplo bem prático com um conselho de Muricy Ramalho (que obviamente deve ser levado em conta): num sábado de Carnaval, eu era 4o árbitro em Campinas na partida Ponte Preta x São Paulo. Fui ao vestiário do SPFC recolher os documentos e vi um grupo de torcedores são-paulinos xingando o Muricy na passagem dele ao reservado (veja que ironia, justo ele que virou ídolo). Quando fui conversar com ele, brincando que “árbitro e treinador devem ser surdos para a torcida”, ele disse mais ou menos assim: “Torcedor tá na dele, não sabe nada e briga com a mulher para depois encher o saco aqui. Mas ele tá pagando ingresso, então você deixa ele falar a bobagem que quiser e ele acredita que a gente se importa. O duro é jornalista que não sabe nada dos bastidores, o quanto a gente se f. no dia-a-dia e quer dizer o que eu devo fazer”.

Outro exemplo? Um jornalista que se tornou meu amigo, Fernando Sampaio, da Rádio Jovem Pan: “O torcedor torce; às vezes entende muito, mas em outros casos distorce. Torce por paixão e distorce o que acontece em campo também pela paixão”.

Assim, paciência, Edson! É do ofício aguentar essas coisas (se o torcedor é mal educado ou incompreensível, não ligue. O técnico tem que ser profissional).

IMPORTANTE – Se fosse um ato racista o motivo, eu entenderia que ninguém tem sangue de barata, compreenderia o Fio – mas não partiria para a agressão. Aliás, como eu, branco, posso querer sentir na pele o preconceito que o negro sente? E olha que escrevi sobre isso numa postagem de valorização do Edson Fio dias atrás. Aqui: https://wp.me/p4RTuC-nhJ Mas sendo uma reação por xingamento do trabalho, reforço: estamos no Profissional, Fio. Controle-se! Não jogue seu trabalho fora e faça como o campeoníssimo Muricy: seja surdo com a passionalidade do torcedor (mas escute as boas dicas que podem lhe fazer crescer). Agora, cá entre nós: que é dose o cara estar ganhando e ouvir muitas vezes uma cornetagem desnecessária, ô se é!

Uma última história para encerrar: Evaristo de Macedo, quando técnico do Corinthians, disse uma vez que durante um jogo iria substituir o Mirandinha (aquele mesmo centroavante que jogou em Jundiaí e veio do Pará, que deixou a célebre frase “se eu correr não consigo pensar”). Mas tinha um cara da torcida tão chato xingando ele e cornetando o Mirandinha, que mudou de ideia e disse: “não tiro mais ele só pra você ficar mais p. da vida… vai aguentar ele pra deixar de ser tão mala”. Aliás, o Evaristo também disse um dia: “quando o torcedor me xinga de burro, eu penso: devo ser mesmo, afinal, trabalhei 1 ano na Arábia e ganhei um milhão de dólares” (no tempo em que seria inimaginável os altos salários de hoje).

Fio, não seja desencapado pois “fio desencapado” provoca acidente. Seja isolado, revestido, blindado, pois aí você tem segurança e energia máxima!

Ser treinador de futebol é, muitas vezes, um grande “abacaxi” – mas que se mantenha a calma.

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– O pênalti decisivo a favor do Tricolor Paulista no Maracanã: sobre Fluminense 1×2 São Paulo

Confesso: olhei com muita boa vontade o lance derradeiro do jogo de sábado a noite no Maracanã. Após a cabeçada de Everton (SPFC) a bola teria sido tocada intencionalmente com a mão por Allan (FLU). Não consigo entender como pênalti.

Vale destacar: o árbitro Anderson Daronco estava muito bem posicionado, de frente para o lance. Nenhum jogador do São Paulo reclamou de pênalti por não ter visto essa mão intencional. Mais do que isso: nas imagens do Globoesporte.com, em algumas outras do YouTube e por diversas vezes vendo o replay, eu também não consigo enxergar qualquer movimento deliberado ou antinatural que possa ter cometido o atleta do time carioca.

Me estranha muito Daronco ter mudado sua decisão após a consulta ao VAR, insisto, pois ele tinha uma visão privilegiadíssima da jogada, e sendo lance interpretativo, estaria ele mais capacitado de entender se foi infração ou não.

Porém, sorte do Anderson Daronco que repercutirá muito pouco. Errar em jogo no sábado a noite e por PPV é muito menos danosos para a imagem do árbitro do que no domingo às 16h na TV aberta. É fato.

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– Análise da Arbitragem para Paulista 2×0 União Suzano

Um jogo muito estranho, de imensa superioridade do Paulista em domínio territorial (não resultante em tantos gols como se esperava), e que inicialmente parecia desinteressante por algumas situações de ansiedade.

Explico: com 20 minutos de jogo, tínhamos 12 faltas: 2 do União Suzano e 10 do Paulista (praticamente todas de ataque, com empurrões em zagueiro ou situações de excesso de vontade). Até que saiu um Cartão Amarelo corretamente a Gabriel Terra (PFC) aos 22m, quando o jogo passou a ser levado mais atentamente. Após esse lance, os jogadores colocaram a bola no chão e o gol do Paulista saiu com naturalidade. Depois disso, as faltas cessaram e o jogo fluiu (nos demais 23m + 3m de acréscimo, só ocorreram outras duas infrações cometidas pelo Galo).

Não tivemos exigência alguma para o árbitro Jefferson Dutra Giroto (uma ou outra falta não marcada, em especial no seu xará Jeferson, atacante do Paulista), pois a partida, como falamos, foi extremamente atípica (lembrando que no jogo passado, USAC perdeu de 8×0 do PFC e se falava de um possível WO em Jundiaí). Tanto o Árbitro Assistente 1 Vladimir Nunes da Silva quanto o Árbitro Assistente 2 Felipe Camargo Moraes fizeram seu dever corretamente, em especial com os impedimentos.

Vale lembrar: o União Suzano subiu ao campo 5 minutos atrasado para o início de jogo e outros 5 minutos no reinício.

Faltas: PFC 18 x 7 USAC (no 1o tempo, 12 x 2).

Cartões Amarelos: PFC 1 x 0 USAC

Cartões Vermelhos: PFC 0 x 0 USAC

Renda: R$ 11.900,00.

Público: 903 pagantes.

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(Como na foto, com frequência vimos essa imagem: 21 atletas no campo de ataque do Paulista – só o goleiro do Galo no seu lado).

– Os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

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– Felipão e Jorge Jesus em idêntico momento de contestação?

Para mim, o brasileiro Luiz Felipe Scolari é melhor treinador (e sabidsamente mais vencedor) ao longo da história, se comparando com o português Jorge Jesus. Mas ambos passaram por uma situação parecida nesses últimos dias com os resultados dos seus respectivos times, Palmeiras e Flamengo;

  • Felipão estava há mais de 30 jogos sem perder no Campeonato Brasileiro. Perdeu e a cornetagem foi grande: “ultrapassado, retranqueiro, joga feio e nem ganha mais”.
  • Jorge Jesus estava em Lua de Mel com a torcida após o 6×1 contra o Goiás. Perdeu e chegou a ser intimidado no aeroporto, além de ser chamado de “Prof Pardal, enganador, técnico comum que não vai de adaptar”.

Puxa, em uma semana eles passam de geniais a burros, ou como disse um dia Oto Glória, de bestiais a bestas. É muita passionalidade dos torcedores!

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista x União Suzano

Para a partida do próximo sábado às 15h no Estádio Jayme Cintra entre Paulista vs USAC, apitará Jeferson Dutra Girotto, que venceu o sorteio contra Diego Fernandes.

Jefferson tem 33 anos de idade e apita há 9 temporadas. E nesse sorteio realizado para o jogo, percebe-se que a FPF colocou dois arbitros de histórico igual: que apitam a segunda divisão e categorias amadoras, com alguns poucos jogos na A3 e que buscam ser testados para ter oportunidades mais concretas em 2020.

Ou seja: um jogo considerado “tranquilo” para se observar árbitros, já que é uma partida de favorito claro, diferente de outras rodadas, onde o “melhor árbitro escalado” era no jogo do Paulista (nessa rodada, Thiago Scarascati, que é da A1, é o “melhor da escala” e estará em Flamengo x São José).

Vamos conhecer o trabalho de Girotto nessa rodada, torcendo para uma boa atuação e que tenhamos um bom jogo.

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Suzano pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Maradona na sua festa de Aniversário

No começo não acreditei muito. Assisti esse vídeo no tuíter do jornalista Ricardo Capriotti, e depois me convenci!

Que tristeza o estado de Dom Diego Armando Maradona. Ouça o que ele diz, para se entristecer ainda mais…

Abaixo, em: https://twitter.com/i/status/1154027042821857285

– Messi e a punição de mentirinha!

A Conmebol realmente é rigorosa, hein? Puniu Lionel Messi com uma multa de R$ 5.600,00 e um jogo de suspensão por criticar a entidade durante a Copa América.

Para quem ganha US$ 3.000.000,00 em salário e contratos publicitários, não é nada. Para quem precisa de uma folga da Seleção Argentina, um joguinho de descanso é bom.

Se fosse séria, a Sulamericana seria mais contundente. Ela precisa do Messi, a Seleção Argentina precisa dele e o Espetáculo em si tem como ele o ator principal hoje. Já Messi não precisa nem da Conmebol e nem da Seleção do seu país.

E aqui fica a questão: quando os clubes se reunirão e criarão uma entidade representativa HONESTA, a fim de substituir a Conmebol, que sabidamente não é? Vide os presidentes presos, os membros acusados e os escândalos surgidos…

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– Eu não quero WO em Jundiaí. Mas e se ocorrer?

Jogador quer jogar e provar ao treinador que tem qualidades. Árbitro vem com o “apito entre os dentes” para mostrar serviço. Torcedor quer ver seu time ganhando dentro de campo com muitos gols. A Imprensa vem pronta para dar o melhor de si. Tudo fica armado, o espetáculo é preparado e… o outro time não aparece?

Digo isso por questões lógicas: e se o União Suzano não aparecer no sábado para enfrentar o Paulista em Jundiaí? 

É muito chato vencer por WO (aliás, uma curiosidade: o termo WO vem de WalkOver, uma expressão inglesa que surgiu nos primórdios da bola e que mais ou menos significa  “vitória fácil”). Além disso, há certas complicações para ambas as equipes.

Imagine: tendo o Paulista vencido por 8×0 em Suzano, a lógica diria que em Jundiaí também teríamos um placar elástico. Os jogadores reservas poderiam ter oportunidade, o treinador poderia fazer testes que não costuma fazer, o torcedor ficaria feliz em ver a vitória e os jogadores que brigam pela artilharia poderiam aumentar o saldo de gols. Se vencer por WO, o placar será 3×0 (e nenhum jogador terá gol computado, somente a equipe leva essa contagem além da vitória em si). Será que não seria melhor para o Galo ter jogo? A propósito: acho que terá jogo sim, pois os atletas remanescentes querem jogar para apagar o fiasco anterior, é meta pessoal  e natural de cada um deles.

Imagine o seguinte: e se o União Suzano der um WO contra outras equipes nas rodadas seguintes? Elas ficarão muito bravas, pois terão a vitória na tabela e mais 3 gols, sendo que poderiam golear (e somente o Paulista conseguiu “turbinar” seu saldo com o jogo do 1o turno da 2a fase).

Mas já tentou pensar com a cabeça de “quem assina o cheque pelo lado do USAC”?

Ora, o time teria na tabela uma derrota contabilizada e 3 gols de saldo negativo computados, além de uma multa aproximada de R$ 20.000,00. Se o jogo for longe, qual seria a despesa de viagem, alimentação, estadia e gols sofridos? Às vezes, dependendo do adversário e da distância, o WO é um prejuízo financeiro menor (embora um prejuízo muito grande esportivamente).

Agora, cuidado com as situações de excessão à regra. Não compare um time que poderia / ou pode abandonar um campeonato (já não estou mais no mérito do União Suzano), com alguma equipe que sofra algo de comoção nacional. Entenda: se uma agremiação abandonar a disputa por falta de dinheiro / competência / desorganização, ocorre o WO nos jogos que não disputar (comunicando a desistência ou não, vai diferenciar apenas se a estrutura do jogo será montada ou dispensada). Se ocorrer um fato como o acidente aéreo da Chapecoense, onde se perde valores incomensuráveis (a vida de cada um dos muitos mortos), a situação muda: pode-se anular simplesmente todos os jogos da equipe do torneio, e a tabela ser contabilizada sem os resultados dos confrontos ocorridos e cancelando os vindouros. Reforçando: o motivo é indiscutível do WO, pois a equipe toda conheceu um destino terrível e inexiste na prática.

O que é indevido, e até mesmo um atentado contra as regras e bom senso, é uma equipe abandonar o torneio por incompetência financeira / administrativa e não ser punida. Aí, é WO mesmo e repensar se ela poderá disputar no ano seguinte ou não o campeonato (caso não esteja previsto no regulamento e ela tiver pontos suficientes para não se rebaixada de divisão).

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– Competência, Sorte e Experiência: sobre o pênalti inexistente de União Suzano 0x8 Paulista

Não existe “campeão azarado” no futebol. Ou você, caro leitor, consegue apontar algum?

Não gosto de expressões “sorte” ou “azar”, creio que alguém “sortudo” é aquele que teve a oportunidade e abraçou com firmeza sua chance. Assim, gostaria de falar sobre a ótima goleada do Paulista frente ao União Suzano no sábado.

O Galo tem:

1. Competência: ninguém faz a melhor campanha de um torneio (como tem feito) à toa. É merecedor do sucesso até agora, indubitavelmente.

2. Sorte: jogar contra um adversário que se classifica para a 2a fase e perde 14 jogadores por falta de pagamento, é incomum. Não era a última rodada contra um eliminado, mas fase classificatória visando o acesso. Fez seu dever.

3. Experiência: apesar da juventude limitada a atletas Sub 23, o lateral Vitor Emerson usou de malícia e cavou um pênalti “bem simulado” na partida. Quando o zagueiro de Suzano vai dar o carrinho na bola, o jogador do Paulista acaba por adiantá-la e salta, deixando seu pé bater no corpo do adversário que está deslizando. Enganou o árbitro e conseguiu o tiro penal.

Não faço apologia a unfair-play, mas registro que o Galo, que tem feito jogos com pouquíssimas faltas e toma raríssimos cartões, aprendeu a não ser tão inocente. E assim como não há campeão azarado, não há vencedor bobo.

Tudo conspira a favor do Tricolor Jundiaiense até agora. O XV de Jaú, que seria o grande adversário até o final da 1a fase, sinaliza ter “perdido a mão”. Está me parecendo que o único time que pode tirar o acesso à A3, nessa toada, é o próprio Galo (coisa que o time não quer).

O lance relatado no minuto 1’35”, em: https://www.youtube.com/watch?v=TUhZ6hclvc8&feature=youtu.be

– A 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo

Há exatamente 5 anos, publicávamos uma entrevista do recém empossado presidente Marco Polo Del Nero. Olha só o que ele prometeu E NÃO CUMPRIU como “1o ato”!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (22/07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Como? Ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem? Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:
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– Arre que não tivemos pênalti de queimada em Ceará 2×0 Palmeiras!

Ufa! Ainda bem que não tivemos mais um daqueles ridículos e equivocados pênaltis de queimada, criados pela “Regra 12b no Brasil” (só aqui eles aconteciam, diferente do restante do mundo, por conta da orientação confusa local).

Em Fortaleza, uma bola bateu no braço do jogador do time da casa Luiz Otávio. Ele não teve intenção alguma de colocar mão /braço na bola, mas o árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira deu pênalti ao Palmeiras. Alertado pelo VAR Rodrigo Nunes de Sá, corrigiu corretamente a marcação.

Esse é o VAR que queremos e necessitamos para o futebol brasileiro. Torço para que dê certo, mas não tem sido uma regra comum tais acertos.

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– Quando os idiotas vencem: a briga na frente da criança entre Internacional 1×1 Grêmio

Lamentável. Quando a cor de uma camisa supera a inteligência e a razão, pode parar o mundo pois voltamos a ser selvagens.

Triste demais ver a idiotice acontecida no Gre-Nal. Abaixo o texto contando o ocorrido, mas quem viu pela SporTV as imagens, chora junto com a criança. E é capaz de algum insensato culpar a mãe dela pelo episódio… 

Abaixo, extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2019/07/20/torcedora-do-gremio-e-agredida-em-frente-a-crianca-apos-gre-nal.htm

TORCEDORA DO GRÊMIO É AGREDIDA EM FRENTE A CRIANÇA APÓS CLÁSSICO

Uma torcedora do Grêmio foi agredida hoje (20), no estádio Beira-Rio, depois do Gre-Nal 421. A cena foi flagrada pelo Premiere, e outros presentes, e viralizou nas redes sociais. As imagens mostram que mulher acompanhada de uma criança com camisa gremista em mãos foi abordada por três torcedores do Internacional que tentavam tomar a peça a força. Na tentativa de pegar a camisa do Grêmio, o trio empurrou a mulher. Seguranças do estádio precisaram intervir para controlar a situação.

De acordo com o SporTV, a mulher e a criança não estavam na chamada “torcida mista”, setor onde gremistas e colorados acompanha o clássico lado a lado mediante acesso em conjunto.

Outro vídeo, de ângulo inverso, mostra segundos antes do ataque. A mulher de preto vibra com a camisa do Grêmio em mãos e a criança também celebra a presença do uniforme.

O Internacional, procurado pelo UOL Esporte, afirma que “o segurança agiu para evitar que a torcedora e a criança sofressem constrangimento maior. A camisa recolhida foi entregue pelo servidor ao menino após eles deixarem o estádio em segurança”.

Através de seu perfil no Instagram, o atacante Everton pediu auxílio para entrar em contato com o menino que aparece nas imagens. O departamento de torcidas do Grêmio (DTG) irá entrar em contato com a torcedora para dar apoio após o ocorrido.

Em campo, Inter e Grêmio ficaram no empate por 1 a 1. Paulo Miranda, contra, abriu o placar e Luan empatou no segundo tempo.

 

– Ibrah, o maluco do bem, é uma Ferrari nos EUA!

O atacante sueco Ibrahimovic é uma figuraça, isso não se discute. Passou por grandes equipes (e sempre fez gols por onde jogou) mas não consegue deixar de criar alguma coisa folclórica (ao menos, não faz mal pra ninguém).

A última dela foi nos EUA: disse que em relação ao nível dos atletas do campeonato local, ele é uma Ferrari em meio a um monte de Fiats”.

Hilária a comparação. Mas tem razão, não é verdade?

Extraído de: https://jovempan.uol.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/afiado-ibrahimovic-diz-na-mls-sou-uma-ferrari-no-meio-das-fiats.html

NA MLS, IBRAHIMOVIC DIZ QUE É UMA FERRARI NO MEIO DOS FIATS.

Ibrahimovic continua proferindo declarações sarcásticas e irreverentes. Em entrevista ao portal “ESPNUK”, o atacante sueco falou sobre a sua experiência na MLS (Liga de Futebol dos Estados Unidos) e considerou estar bem à cima do nível dos atletas que jogam no país americano.

“Tenho que ser honesto, a MLS não está no nível da Europa. Antes jogava com jogadores que estavam ao meu nível, ou muito perto dele, o que tornava o jogo muito mais fluído. Aqui… sou como um Ferrari no meio de Fiats. E neste contexto tudo pode acontecer: a Fiat pode tornar-se num Ferrari, ou a Ferrari tornar-se num Fiat. É imprevisível”.

Aos 37 anos, o atacante atua no Los Angeles Galaxy desde 2018, quando deixou o Manchester United. Além dos “Diabos Vermelhos”, Ibrahimovic tem passagens por gigantes clubes da Europa, como Ajax, Juventus, Inter de Milão, Barcelona, Milan e Paris Saint-Germain.

– Mas que vacilada, Tragante!

Se quando um ex-árbitro revela qual foi o seu time do coração quando ainda torcia  – e isso é muito complicado (vários, como eu, deixam de tê-lo para todo o sempre, pois você acaba conhecendo os bastidores do futebol mais a fundo), imagine se o cara ainda está em atividade no esporte!

Márcio Tragante é um cara do bem. Conheço ele, é gente boa, parou de bandeirar e virou analista da FPF. E na sua Rede Social deixou escapar piadinhas envolvendo as eliminações de Mengão e Porco.

Pô, se segura, amigo! Pode parecer brincadeira bobinha, mas estamos no mundo do futebol e da web! Quer lugar mais propício para entender que isso não é devido?

Se fosse de um torcedor comum, passaria batido. Mas o problema é que a atividade que exerce não permite… 

Abaixo, extraído de: https://jovempan.uol.com.br/esportes/futebol/analista-de-var-provoca-palmeiras-e-fla-apos-eliminacoes-e-e-afastado-pela-fpf.html

ANALISTA DE VAR PROVOCA PALMEIRAS E FLAMENGO APÓS ELIMINAÇÕES PELA FPF

Marcio Tragante, assistente de arbitragem da Federação Paulista de Futebol e da CBF, provocou Palmeiras e Flamengo após as eliminações dos times na Copa do Brasil, na última quarta-feira (17). Hoje, o auxiliar foi afastado de todas as atividades dos campeonatos organizados pela FPF. A informação foi inicialmente divulgada pelo site “Nosso Palestra”.

Em sua conta pessoal no Facebook, Marcio postou memes satirizando. “Copinha Manchada”, dizia uma delas. Em outra, uma montagem com os rostos de Dudu, atacante do Palmeiras, e Diego, meia do Flamengo, faziam referência a uma dupla sertaneja chamada “Cheirinho e Chorão.”

Ex-árbitro, atualmente o profissional estava atuando como analista de campo ou como analista de vídeo (VAR). Ele trabalhou, inclusive, na partida entre Palmeiras e São Paulo, válido pela semifinal do Campeonato Paulista.

Punido, Marcio terá o seu caso avaliado pela Corregedoria de Arbitragem para que tome as providências cabíveis.

Em nota, a FPF tomou conhecimento e esclareceu o caso.

“Informada sobre essas postagens, a Federação Paulista de Futebol verificou a veracidade  das informações com o senhor Marcio Tragante, que confirmou ter realizado os posts. 

Imediatamente, a Diretoria de Arbitragem afastou o mesmo de todas as atividades como avaliador de arbitragem nos campeonatos organizados pela FPF e encaminhou o caso para a Corregedoria de Arbitragem para que tome as providências cabíveis.

A FPF ressalta que repudia de maneira veemente a atitude de Tragante, uma conduta inaceitável e antiprofissional que não condiz com os princípios da entidade.” 

– É inveja que muitos tem sobre o comentarista Sandro Meira Ricci ou não?

Sem titubear na resposta: um pouco, sem dúvida.

Me admiro como tem gente que procura “cuidar da vida dos outros”. Uma pena que isso ainda aconteça nos dias atuais. Explico:

Vejo e leio muitas pessoas criticando a participação (e ainda cornetando a contratação) de Sandro Meira Ricci, o ex-árbitro de futebol que apitou duas Copas do Mundo, analisando pela Rede Globo, desde a aposentadoria de Arnaldo Cesar Coelho. E olha que já faz tempo…

Cá entre nós: apesar de muita gente lembrar de erros de jogos por ele arbitrados no final de carreira (eu prefiro também recordar dos acertos no começo dela) ou de falarem de uso político do apito (mesmo sem embasamento muitas vezes, já que quando ele iria para a FIFA “perdeu um ano” na espera), penso que não se pode confundir o profissional com o homem

Eu vejo o próprio Gaciba (hoje na CBF e antes na Globo), o Paulo César de Oliveira, o Sálvio Spinola, o Godoi, o Carlos Eugênio Simon, agora a Renata Ruel, fazendo seus comentários, nos quais posso concordar ou discordar. Normal. Mas não é por isso que desqualificarei alguns deles. Há muita situação interpretativa e se torna impossível a opinião ser uníssona no futebol. Eu mesmo discordei bastantes de alguns comentários de lances comentados pelo Ricci na Globo – sempre respeitosamente. Afinal, comentar na TV não é para qualquer um e tem que ter competência, não há dúvida.

Por quê se preocupar e FALAR ou ESCREVER publicamente sobre a vida pessoal dele? Não se deve fazer isso de ninguém! Vira-e-mexe recebo coisas que são pura fofoca, nada mais do que isso, e que envolvem de futebol até sobre o casamento dele com a ex-assistente Fernanda Colombo (imagine que babaquice falar sobre isso).

Deixa o cara na dele! A vida pessoal é do Sandro Meira Ricci, só interessa a ele. Aliás, se a pessoa não gosta de assistir ele comentando, ou o Galvão narrando, mude de canal! Simples.

Aproveitando: a Central do Apito, onde atua na TV Globo nitidamente, existe e foi criada para não se dizer que o Arnaldo era insubstituível, mas principalmente para que a opinião do comentarista de arbitragem não fosse repassada ao árbitro durante o jogo. Perceberam como mudou a participação do analista do árbitro nas transmissões? Assim, não fica conveniente enrolar em campo para saber o que foi dito ao vivo na TV aberta e isso servir de decisão ao árbitro, como era feito antes.

Enfim: cada um na sua! Ninguém pode fazer juízo de alguém abertamente, desrespeitando os outros.

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– Cafu falido?

Que notícia chata… o carismático pentacampeão Cafu está com sérios problemas financeiros.

Triste. Compartilho, em: https://istoe.com.br/ex-jogador-cafu-enfrenta-dividas-milionarias/

CAFU ENFRENTA DÍVIDAS MILIONÁRIAS

O ex-jogador Cafu, capitão da seleção brasileira na conquista do penta em 2002, enfrenta diversas dívidas. Segundo a Folha de S. Paulo, ele perdeu cinco imóveis que foram usados para cobrir empréstimos milionários.

Cafu e a esposa, Regina, tiveram que penhorar outros 15 imóveis para cobrir dívidas da empresa Capi-Penta International Player, criada em 2004 para gerenciar a carreira de atletas. Uma das dívidas da empresa é fruto de um processo da securitizadora Vob Cred, que cobra uma dívida de mais de R$5 milhões. Os imóveis foram adquiridos na época em que ele era jogador. Dentre os times que atuou, estão São Paulo, Palmeiras, Roma e  Milan. Além disso, ele foi o atleta com mais jogos na seleção brasileira, competindo três finais seguidas da Copa, de 1994, 1998 e 2002.

Além disso, a Fundação Cafu, tem uma Dívida Ativa da União de R$857 mil e o próprio ex-jogador tem R$235 mil de dívida ativa. Apesar de já não jogar mais, Cafu está envolvido com futebol, tendo sido um dos membros do Comitê Organizador Local da Copa América e anunciado como embaixador do Brasil da Copa de 2022 no Qatar.

Crédito: Divulgação

– Neymar estará entre os TOP 10 do The Best da FIFA?

Simples pergunta: Neymar não figurou entre os TOP 10 da FIFA em 2018. Estará em 2019 entre os candidatos a melhor do mundo, na lista dos próximos dias que será divulgada?

A relação anterior, que teve influência da Copa do Mundo (naquela época, o brasileiro foi ironizado por simulações e quedas) era composta de:

Cristiano Ronaldo,
Kevin De Bruyne,
Antoine Griezmann,
Eden Hazard,
Harry Kane,
Kylian Mbappe,
Lionel Messi,
Luka Modric,
Mohamed Salah e
Raphael Varane.

(Somente um sulamericano e um africano na lista; nenhum brasileiro na relação).

É lógico que se observou a continuidade, pela enésima vez, da dupla Messi + Cristiano Ronaldo. Mas já que você vai responder se Neymar estará ou não na lista, arriscaria dizer quem serão os TOP 3?

Na enquete, abaixo:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União Suzano x Paulista

O professor de Educacão Física Kleber Canto dos Santos apitará União Suzano x Paulista. Gostei da escala! O árbitro tem 40 anos de idade e 13 de carreira, é bem experiente na série A2, A3 e 2a divisão, nunca se meteu em confusão e tem um estilo de arbitragem discreto: apita o be-a-bá e passa despercebido nos jogos.

É o típico árbitro que faz o dever de casa certinho. Não será ele o protagonista do confronto, mas serão os atletas. Bom para a partida, bom para o torcedor.

– Os motivos aos quais Neymar pode se dar mal brigando com o PSG!

Enfrentar um dos homens mais ricos do mundo pode ser problemático... Neymar pensou nisso?

Guardadas as proporções, Romero ficou todo seu restante de contrato sem jogar pelo Corinthians por desavenças entre as partes. Acontecerá o mesmo com o brasileiro do PSG, que ousou chamar Barcelona de “casa dele” e disse que o seu maior momento esportivo foi a vitória contra o próprio PSG?

O jornalista Fábio Piperno escreveu um texto sobre esse enfrentamento com perfeição. Vale a leitura:

Do FACEBOOK de FÁBIO PIPERNO:

Neymar pode ter provocado o personagem errado. O craque tenta driblar a resistência do PSG para mudar de endereço. Mimado e egocêntrico, procurou a pior forma para convencer seus patrões. A tática do enfrentamento leva o jogo para um campo em que os donos do clube parisiense são craques.

O PSG é apenas uma das muitas joias da coroa ostentada pelo dono do Catar, o emir Tamir bin Hamad Al Thani. Ele tem apenas 37 anos. Mal sentou no trono e iniciou uma série de mudanças. Para tanto, não hesitou em quebrar tradições. Uma delas foi a nomeação de Hessa Al Jaber para chefiar o poderoso ministério da Informação, Comunicação e Tecnologia. Até então, uma mulher no estratégico cargo era algo impensável.

Há dois anos, o Catar vem sendo pressionado pelo boicote diplomático do quarteto de vizinhos formado por Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e Egito. Nada que comova o Catar!

Para levantar o boicote, os vizinhos exigem do emirado o fechamento da rede Al Jazira, da base militar turca instalada no Catar, o fim das relações com o Irã e rompimento com grupos como Hizbollah e Fraternidade Muçulmana. Nada que mova um músculo de preocupação do emir.

O país foi pressionado principalmente por europeus a desistir de sediar a Copa do Mundo de 2022. Não deu bola para ninguém e continuou investindo pesado. Faz jorrar dinheiro no deserto para transformar areia em uma nova cidade. Lusail custará cerca de US$ 45 bi e terá toda a estrutura que o dinheiro pode comprar, além de um estádio suntuoso.

O PSG fez de Neymar um dos jogadores mais bem pagos do mundo e com direito a nome projetado na Torre Eiffel. E agora leva uma rasteira do jogador, que se esquece que só poderá vestir outra camisa se o clube concordar. O emir Tamir é um apaixonado por esportes. Ama badminton. Aprendeu a gostar de futebol. Investe muito dinheiro nisso. Também ama a falcoaria. Ficou abatido há não muito tempo quando Ali, seu falcão favorito, morreu em uma caçada no Casaquistão.

Neymar não é Ali. Não é capaz de comover um governante vaidoso. Nem de intimidar quem enfrenta vizinhos poderosos. Mas pode sofrer retaliações de quem não hesitaria a colocar em prática a Lei de Talião para abater um craque rebelde.

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– O gol anulado em Fluminense 1×1 Ceará e o “acerto inseguro” do árbitro Douglas Marques da Flores

Viram que confusão no lance do gol anulado do Ceará no Maracanã?

Se o juizão considerou que foi falta, errou. Pra mim, foi impedimento e se anulou por esse motivo, acertou, cumprido muito bem a Regra do Jogo. Mas confesso: é a primeira vez que vejo 4o árbitro e árbitro juntos na cabine do VAR. Houve um “mini-simpósio” para a decisão, e talvez isso, somado à demora, tenha avolumado as críticas, mesmo com o acerto. Pareceu uma decisão insegura – insisto: porém correta.

Vamos lá: aos 58 minutos, o Ceará tem a posse de bola e ela é lançada ao ataque. Felippe Cardoso corre na direção da bola estando em impedimento. Antes de alcançá-la, Mateus Gonçalves, que veio de trás e ultrapassa o zagueiro, a domina e faz o gol. Mateus não está em impedimento nem Felippe a toca. Entretanto, durante a disputa, Felippe Cardoso cruza a frente do defensor (bem à frente mesmo) na hora que ele disputaria com Mateus. É o clássico “interferiu contra um adversário” da Regra do Impedimento.

Eu não consigo enxergar falta nesse lance, somente impedimento. Mas fica o detalhe: “de novo” o envolvido foi o árbitro paulista Douglas Marques Flores? Que coisa… sempre ocorre uma confusãozinha em jogo dele. Agora, até quando acerta!

Assista ao lance discutido em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/var-anula-gol-do-ceara-marcado-por-matheus-goncalves/7767459/

Sobre o histórico de erros do juizão em lances do Paulistão nas divisões menores, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/09/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-fc-x-sao-jose-ec-rodada-06/

Sobre o erro do mesmo árbitro no CSA 0x2 Flamengo nesse ano: https://professorrafaelporcari.com/2019/06/13/csa-0x2-flamengo-e-o-incrivel-penalti-nao-marcado/

– O Gol do Vasco anulado, o Pênalti não marcado para o Corinthians e o VAR na inter-temporada. Está valendo a pena?

Tivemos VAR no Paulistão e no Cariocão. Temos VAR na Copa do Brasil e agora no Brasileirão. Tivemos 30 dias “re-treinando árbitros que já foram treinados” e outros em treino pela CBF em Águas de Lindóia num resort. E… vemos a incrível falta-fantasma marcada contra o Vasco que anulou o gol cruz-maltino de Yago Pikachu. Não viram a falta real como pênalti para o Corinthians contra o CSA também.

Fica a pergunta: está valendo a pena o VAR (em custos e na dinâmica perdida das partidas)?

Sempre defendi o sistema de árbitro de vídeo e tem funcionado bem na Europa. Na América do Sul está ruim e no Brasil péssimo. Mas estou repensando tudo isso ao ver erros grosseiros, “simpósios para se tomar uma decisão” e “quebra do ritmo de jogo”.

Sabe aquele goleiro maroto, que quando o seu time está segurando o empate e o time adversário está num bom momento ele “quebra o ritmo” e segura a pressão simulando contusão, com médico em campo e o jogo acaba “esfriando” a partida? Assim tem sido o VAR em diversos jogos!

Estou repensando o VAR. Ao menos, o “VAR à brasileira”… Aliás, entrou o Gaciba na CBF, mas o Cel Marinho foi remanejado para o Departamento de Desenvolvimento Arbitragem e o Sérgio Correa da Silva está no Departamento de Desenvolvimento do VAR. Parece que tudo está dando errado…

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 Tupã

Não comprometeu em nada o placar, mas não gostei da atuação do juiz. Vamos lá:

Rodrigo Pires de Oliveira sinaliza bem suas marcações, tecnicamente não compromete, fisicamente está voando em campo, mas… de nada adiantou essas virtudes devido a ruim condição disciplinar mostrada no primeiro tempo em Jayme Cintra.

O árbitro optou por uma arbitragem preventiva, marcando qualquer contato físico mais forte. Como os jogadores perceberam tal estratégia, a catimba começou e houve um excesso de infrações. Pecou em não entender, de tal forma, o rodízio de faltas que ocorreu. Trocou cartões amarelos (foram muitos aplicados e outros que poderiam surgir) por advertência verbal, e tal estilo de arbitragem prejudicou a dinâmica do jogo.

Acertou aos 4 minutos em nada marcar quando Matheus (PAU) chutou e a bola bateu no zagueiro Fabrício (TUP). Apesar das reclamações de pênalti por parte do time jundiaiense, nada foi.

Aos 9 m, errou em não dar a vantagem após João Paulo sofrer falta. A bola sobrou livre para Edinan (PAU) armar um contra-ataque, mas houve leitura equivocada e a infração foi marcada. Aos 16m em falta de Eliton (TUP) sobre Jeferson (PAU) estava atento e acertou em dar uma vantagem muito bacana.

Aos 21m, Gledson (TUP) atinge Yan (PAU) com lance típico para cartão amarelo. O árbitro tenta tirar a dúvida se era para Cartão Amarelo com o 4º árbitro, sinalizando discretamente, e opta por não aplicar. Aos 26m, de novo Gledson (TUP) atinge Pedro Demarchi (PAU) com carrinho frontal e não aplicou o cartão amarelo também.

No 2º tempo, não houve exigência alguma da arbitragem. Nenhum lance polêmico, embora continuasse extremamente faltoso. Nessa etapa, o árbitro disciplinarmente melhorou bastante.

Por fim, boa atuação dos bandeiras Alex Alexandrino e Fernando Afonso, assim como do quarto-árbitro Eleandro Pedro.

PAU x TUP:

GOLS – 2×1

FALTAS –18×26

C.AMARELOS – 1×5

C.VERMELHOS – 0x0

Público – 1009 pagantes

Renda – R$ 13.920,00

– Que feio, Gabigol!

Na partida entre Athletico Paranaense x Flamengo, Gabriel Barbosa, o “Gabigol” cometeu uma ridícula, canastrã e indevida simulação de agressão. A bola é chutada no seu pé e ele desaba como se tivesse sido socado.

Pastelão! Uma das mais ridículas que vi, ganhando de Rivaldo na Copa de 2002 mas perdendo ainda do “auto-pênalti” de Leandro Damião em 2014.

(Sobre esse lance, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2014/10/13/damiao-forcou-ou-nao/).

Se fosse na Inglaterra, a Liga já teria suspendido ele pelo unfair-play. Aliás, o Flamengo, tão grande e de tantos craques, deve estar envergonhado por tamanha apelação e ato mesquinho do atleta.

Será que esse papelão, o de tentar enganar os outros na cara-de-pau, não é um pouco do reflexo do brasileiro em geral?

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista x Tupã

Para a Rodada 16 do Paulistão 2a Divisão Sub23, teremos Flávio Roberto Mineiro Ribeiro comandando o apito no confronto entre o Tricolor da Terra da Uva contra o Tricolor da Alta Paulista. Aliás, se você preferir a chamada de Paulista FC X Tupã FC pelos seus mascotes, será o embate entre o Galo da Japi e o Indião!

Vamos à arbitragem: Flávio já esteve aqui em Jundiaí no Paulista x São José, onde se enrolou num jogo fácil (já tinha ido mal em outro jogo também). Costuma deixar o jogo correr e depois tem dificuldade de segurá-lo; tem certa falta de critério nos cartões, mas pode melhorar; precisa desenvolver mais a qualidade na parte técnica também.

A FPF bota muita fé nele. Eu quero elogiá-lo também, mas precisa mostrar serviço em campo, não podendo ser uma eterna promessa e não vingar.

Fizemos a análise dele pré-jogo naquela oportunidade, com base em sua má atuação em Paulista x Portuguesa Santista, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/15/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-sao-jose-quem-apita/

E quando voltou ao Jayme Cintra, no jogo citado contra o São José, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

Espero que vá bem nessa nova oportunidade que lhe é confiada. Torcerei por isso!

IMPORTANTE – Pelo fato do árbitro não poder cumprir essa escala, mudou tudo! Novo sorteio e nova equipe de arbitragem:

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira

Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Fernando Afonso Gonçalves de Melo
Quarto Árbitro: Eleandro Pedro da Silva

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Tupã pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Mundo ensandecido, parte 3: Pra quê “figurão” na série D?

Torço para o Leonardo Gaciba na nova Comissão de Árbitros da CBF, mas li um comentário coerente e preciso do jornalista Pedro Paulo de Jesus, do “Voz do Apito”, e que assino embaixo: como se vai revelar novos árbitros no Brasil se na QUARTA DIVISÃO teremos árbitros da FIFA e ex-FIFA?

Nada contra esses bons árbitros que foram escalados, alguns meus conhecidos e outros que admiro. Mas é hora de escalar nos jogos eliminatórios da Série D os melhores juízes que se destacaram nas fases anteriores. Colocá-los à prova nesse momento é premiar os competentes e permitir a experiência necessária para outras categorias. Os que estão escalados hoje, deveriam estar na série A!

O Zé Boca de Bagre, amigo do Professor Basile aqui de Jundiaí, sempre desconfiado e que levanta pertinentes lebres, já questionou: “o Daronco saiu da Copa América para apitar o Ituano só porquê o Juninho Paulista que é dono do time virou diretor da CBF?”.

Eu não concordo com ele, acho que simplesmente é um excesso de preocupação do Gaciba em transmitir segurança nos jogos decisivos. Respeito isso, mas entendo um equívoco! Dê oportunidade para a MERITOCRACIA se fazer presente.

– Se dá para complicar, por quê simplificar?

Para explicar o irônico título dessa postagem: a mudança de mão na bola / bola na mão, de 4 anos pra cá, foi turbinada por diversas novas orientações “em pílulas”. Você se atenta, aprende, muda de novo, e tem que reaprender.

Imagine o jogador e o torcedor comum…

Cá entre nós: o ideal era o que sempre foi por mais de 150 anos (não é força de expressão, é de 26 de outubro de 1863 mesmo) e sempre deu certo, que se resumia em: teve intenção de colocar a mão/ braços na bola e a tocou, é falta.

Simples. Evitaria esse monte de lambança que está se vendo nos jogos de futebol.

Por quê mudar a Regra (em tamanho volume de observações e numa periodicidade tão pequena) se funcionava adequadamente?

Ô dona IAFB, FIFA e demais membros, vamos com calma!

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Foto: trivela.com.br

– O pênalti inexistente em Brasil x Peru

Quem disse que “desvio de mão na bola” é pênalti? Mudar a trajetória do chute não quer dizer nada.

Primeiro: houve intenção?

Segundo: existia distância suficiente para desviar o braço ou a mão?

Terceiro: veio inesperada?

Quarto: é um movimento antinatural com intenção disfarçada?

Thiago Silva está caindo, a mão está indo se apoiar no chão sem intenção alguma de tocar na bola. E lembre-se: não existe a situação de Imprudência em lances de bola na mão.

Errou a arbitragem ao marcar pênalti em Brasil x Peru. Pelo fato do VAR não corrigir, vale perguntar: o juizão marcou para amenizar as críticas de Messi?

Em caso de dúvida, leia: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/11/os-penaltis-de-mao-na-bola-no-brasileirao-perdemos-a-vergonha-com-a-regra-12b-2/

– A estranha expulsão de Messi e Medel. Por quê não usou o VAR? E a excelente atitude do craque no pós-jogo.

Não consigo entender como “agressão e revide” o lance entre Messi e Medel. O árbitro foi muito convicto naquele momento, estava com a visão aberta. Medel peita, intimida e xinga. Messi “se segura” para não revidar. Mas houve um “revide” por provocação? Onde está o lance capital do argentino? Teria Messi ofendido / ameaçado / falado algo grave que foi flagrado pelo juizão?

Talvez. Mas tirando essa hipótese, todas as demais contemplam a necessidade de usar o VAR (que não foi usado). 

imaginou se a Argentina tivesse perdido o jogo, quanta queixa a ser somada com as do meio de semana?

Eu entendo o sentimento do Messi com a revolta em não querer ir a premiação de 3o lugar e a declaração polêmica pós-jogo de que a “Conmebol é corrupta”. Ele é cobrado, criticado, e quando vê que ainda pode estar sendo sacaneado, surta!

O que Messi fez de errado dentro e fora de campo no mundo do futebol e o que a Conmebol tem feito? Compare os históricos! 

Os agentes de mudança contra a Conembol devem ser os próprios atores principais: os jogadores que têm peso!

O mesmo exemplo acontece na arbitragem de futebol no Brasil: árbitros “pequenos”, de pouco peso, reclamam e brigam contra as entidades. Mas só haverá mudança se os “grandões” agirem! Se Messi, Cristiano Ronaldo, Buffon e tantos outros pedirem uma nova FIFA, ela acontece. Mas se o Tuxa (atacante do Paulista de Jundiai) reclamar, ninguém vai dar bola!

Parabéns, Messi!

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– Os profissionais de um departamento de futebol: 66 pessoas, mas não tem Professor de Regra?

Os clubes de futebol estão cada vez mais repletos de profissionais de diversas áreas em seus departamentos. Analista de Desempenho, Podólogo, Mordomo, Dentista e outras práticas se fazem presentes no dia-a-dia.

O Corinthians, por exemplo, conta com 66 profissionais em sua equipe de futebol (o Palmeiras 58; a média é de 35 entre os times do Brasileirão).

Graças à multidisciplinaridade, casos como o baixo rendimento do jovem Vitinho, do Palmeiras (com passagens pelo Barcelona B e São Caetano), pode ser resolvido: jogando muito mal, percebeu-se que seu problema era a magreza por conta de cáries, que, pasmem, o impediam de que ele comesse carnes. A nutricionista preparou proteínas em liquidificador até que o dentista o ajudasse a resolver o caso de saúde bucal. Tudo descoberto graças às novas formatações exigidas num departamento profissional de futebol.

Abaixo, uma interessante matéria contando sobre esses diversos profissionais (em alguns casos, até “pai-de-santo” integra a relação). Mas me chama a atenção algo de minha seara: não há professor / instrutor / treinador para ensinar as Regras do Futebol aos jogadores. E aí vale a máxima que sempre brinco: jogador de futebol é a única profissão em que quem executa a atividade pouco se interessa pelas regras do seu próprio ofício!

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/placar/muito-alem-dos-11-o-time-que-nao-entra-em-campo/

MUITO ALÉM DOS 11: O TIME QUE NÃO ENTRA EM CAMPO

A complexa estrutura dos clubes de futebol é composta por dezenas de profissionais – dos velhos roupeiros e massagistas aos modernos analistas de desempenho

Por Luiz Felipe Castro, Danilo Monteiro, Lucas Mello

Quando a bola balança as redes, os holofotes geralmente se voltam ao autor do gol e, eventualmente, são divididos com quem deu o passe ou com o treinador do time. Há no entanto, a cada ação dos atletas no gramado, a influência direta ou indireta do trabalho de dezenas de profissionais praticamente “invisíveis”. Atualmente, os departamentos de futebol dos clube da Série A têm, em média, 35 funcionários. Os campeões das últimas edições do Brasileirão são também aqueles com maior equipe de profissionais listados em seus sites oficias: Corinthians (66) e Palmeiras (58) – veja tabela abaixo.

Já há bastante tempo, funções mais emblemáticas como as de cozinheiro ou roupeiro habitam o imaginário do torcedor – a figura portentosa de Mário Américo, massagista da seleção em todas as Copas entre 1950 e 1974, por exemplo, marcou época. O time foi crescendo a cada década e o Brasil, inclusive, foi pioneiro em uma das posições de “especialista”, quando, no início da década de 70, Valdir Joaquim de Morais trocou as luvas pela posição de treinador de goleiros, tão valorizada até hoje. Em alguns casos, treinadores folclóricos ou supersticiosos ignoraram a tese do jornalista e treinador João Saldanha de que “se macumba ganhasse jogo, Campeonato Baiano terminaria empatado” e apelaram até para pais de santo, que, se não constavam na folha salarial do clube, eram constantemente convidados a prestar seus serviços.

O posto da moda é o do analista de desempenho, que, grosso modo, é quem passa dicas valiosas à comissão técnica e aos atletas depois de esmiuçar informações do próprio time e dos adversários por meio de vídeos e dados coletados, algo inimaginável nos tempos dourados do futebol nacional. “Antes das finais do Mundial de Clubes, não tínhamos ideia de como jogavam Milan e Benfica. Tinha ouvido falar de um jogador ou outro, como o Eusébio, mas o Santos não mandava ninguém para olhar adversário, a gente ia de peito aberto e confiando no nosso taco. Hoje é tudo mais organizado; e mais fácil também”, conta Pepe, o “canhão da Vila”, aos 84 anos. “No Santos, tínhamos praticamente só massagista e cozinheira, a dona Maria, muito estimada por todos”, completa.

São os analistas de desempenho ou de biomecânica, com o auxílio de máquinas de última geração, que corrigem pequenos detalhes, como, por exemplo, o fato de um jogador ter mais dificuldade para girar o corpo para um lado ou pequenos desequilíbrios musculares. “A ideia é unir três linhas de trabalho: prevenção, reabilitação e rendimento”, explicou o fisiologista Antônio Fedato, do Corinthians, em entrevista sobre as exigências físicas do futebol moderno. O Grêmio, que tem um analista de desempenho contratado desde 2005, diz ter sido o pioneiro do ramo no Brasil.

PODÓLOGO E ATÉ MORDOMO

Recentemente, o cargo de podólogo ganhou as manchetes graças ao Botafogo, que em suas redes sociais celebrou a convocação de Bruno Gallart para a seleção brasileira sub-17; e também ao bom humor de alvinegros e rivais. Espalhou-se pelas redes sociais uma paródia de uma das músicas de torcida botafoguense – os versos de “E ninguém cala esse nosso amor….” se transformaram em “E ninguém trata, como meu doutor, cuida de joanete, acaba com a frieira, é meu podólogo”. Brincadeiras à parte, a função tem importância evidente em um esporte jogado essencialmente com os pés e trata de diversos transtornos recorrentes no passado – conforme VEJA noticiou, na Copa de 1986, o meia Paulo Roberto Falcão sofreu com uma unha encravada; vinte anos depois, bolhas atormentaram Ronaldo na preparação para a Copa da Alemanha. Atualmente, cinco clubes da Séria A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Botafogo e Atlético-MG) contam com um podólogo.

Nas listas disponibilizadas pelos clubes, há cargos semelhantes com diferentes nomenclaturas. Botafogo e Grêmio, por exemplo, listam em seus sites a inusitada função de mordomo, que em outros clubes pode ser chamado de servente, zelador, almoxarife ou auxiliar de rouparia. “O mordomo era mais utilizado quando o time concentrava no Estádio Olímpico. Hoje o funcionário em questão auxilia os trabalhos no CT, a rouparia e outros serviços”, explica o clube gaúcho. Os roupeiros costumam ser os mais longevos. No Corinthians, por exemplo, o recordista é Gildásio Miranda, o popular Seu Miranda, que trabalha há 55 anos no clube e já vestiu craques como Rivellino, Garrincha, Sócrates e Ronaldo. O cargo mais novo é o de gerente de hotel.

A figura do dentista também é mais importante do que pode parecer. Problemas bucais, como infecções e cáries, podem acarretar uma série de outros contratempos, como alterações sanguíneas, diabetes e até lesões musculares. Caso marcante ocorreu no Palmeiras: o meia-atacante Vitinho, que foi emprestado ao Barcelona B e jogou o último Paulistão pelo São Caetano, assustou os médicos por sua magreza excessiva ao chegar ao elenco profissional; foi o dentista quem diagnosticou o problema: Vitinho não conseguia mastigar carnes, pois tinha muitas cáries. Num primeiro momento, a solução da nutricionista foi bater as carnes no liquidificador; depois, com dentes saudáveis, Vitinho passou a se alimentar melhor e ganhou 10 quilos rapidamente.

Outro cargo relativamente recente na história do futebol é a do assessor de imprensa, responsável por mediar o acesso dos jornalistas aos atletas. No passado, eram comuns que jogadores fossem entrevistados com facilidade até mesmo de dentro dos vestiários. Hoje, há um controle muito maior: além do assessor dos clubes, os atletas são blindados, em sua imensa maioria, por assessores pessoais. Também há diversos outros jornalistas trabalhando nos clubes, nas equipes de TV, site e redes sociais. Há ainda casos de profissionais “obrigatórios”, mas que muitas vezes são terceirizados, como motoristas de ônibus, ou contratados pontualmente, como advogados, que por isso não constam nas listas de funcionários dos clubes.

LUXEMBURGO, O VANGUARDISTA

O técnico Vanderlei Luxemburgo, de 66 anos, garante que foi ele o responsável por trazer uma série de profissionais para dentro dos centros de treinamentos. “Falavam muito da ‘patota do Luxemburgo’, mas não existia nada disso. Era uma comissão técnica multidisciplinar e de excelência, porque os clubes não tinham estrutura nem mão-de-obra especializada. Hoje todos os clubes têm comissão completa. Trouxe todas essas ‘novidades’ ao futebol.”, afirmou o treinador, atualmente sem clube, em entrevista a VEJA

Segundo Luxemburgo, que popularizou a figura do psicólogo no futebol e chegou a utilizar um ponto eletrônico para se comunicar com um atleta (ousadia prontamente proibida), as comissões cresceram até demais. “Hoje tem muita tecnologia, computador… Mas o vestiário é sagrado. Todos devem trabalhar no centro de treinamento, como em uma fábrica. Na hora do jogo, é com o atleta e a comissão técnica. Por exemplo, analista de desempenho não precisa estar dentro do vestiário. A análise dele é pré e pós-jogo. Fisiologista não precisa estar no vestiário – o lugar é para técnico, preparador, assistente, jogador e roupeiro.”

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Somados, clubes da Série A possuem mais de 80 cargos nos departamentos de futebol (Arte/VEJA)

– Qualidade dos gramados dos estádios de futebol da Copa América: Incompetência ou Má Fé?

Na virada dos anos 90/00, me recordo que o então presidente da FPF, Eduardo José Farah, lançou uma iniciativa chamada “gramados perfeitos”, que visava melhorar o campo de jogo dos clubes paulistas, tendo o custo bancado pela própria federação.

Não existia o termo “Fake News” naquele tempo, mas sim “boataria”. E ela criava histórias de que a empresa contratada era de sociedade oculta do próprio Farah, sendo interessante que os estádios tivessem a grama ruim justamente para a cartolagem ter a necessidade de arrumar e ganhar dinheiro escuso.

Nada foi provado e tudo ficou no ar. Mas hoje acontece algo curioso: os milionários (e bilionários) estádios da Copa do Mundo de 2014, 5 anos depois, estão com os gramados num caos! Como pode ter acontecido isso justamente por terem sido programado para eventos tão importantes e usados, em tese, materiais caros e de qualidade?

É inconcebível pela lógica que somente se preocuparam com a beleza na arquitetura dos estádios e se esqueceram justamente do palco principal: o gramado!

Você é obrigado a pensar duas coisas: foi uma “tremenda bola fora” da engenharia brasileira (que é reconhecidamente de alta competência) ou o gramado foi propositalmente “colocado para escanteio” justamente para que se tenha a necessidade de contratar empresas de manutenção emergencial e a obrigatoriedade de gastar.

Incompetência ou má fé? Aqui, é uma coisa ou outra, não existem outras opções de resposta, aparentemente.

O futuro da grama, no futebol, tende a ser o piso artificial (pela manutenção e pelas novas tecnologias que corrigem os problemas dos antigos gramados artificiais).

– O Encaixe de Caixinha e a Harmonia de um Projeto.

Há alguns dias, após golear o Tacuary e se classificar como primeiro colocado na sua chave na Copa Sulamericana, o treinador do Red Bull Bragantino, Pedro Caixinha, falou sobre o que fez na pausa do Brasileirão (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-NJV).

Eu tenho gostado das entrevistas do Caixinha, e em especial, quando falou sobre “cuidar do seu time e não se dispersar com a arbitragem”, já que era “bobagem tentar controlar algo que não está a seu controle” (aqui: https://wp.me/p4RTuC-MeV). Mas dessa vez, quero retirar uma observação pontual da coletiva daquela oportunidade, que está refletindo agora em campo:

Pausa é treino”.

Pausa nos jogos não é para descansar, é para trabalhar forte, ajustar o time e acertar o esquema tático. E os seus jogadores ouviram isso e entenderam. Das vitórias contra o Flamengo até o Corinthians, foram 4 jogos com 100% de aproveitamento dos pontos, com 14 gols marcados e 1 sofrido.

Aqui, faça-se justiça à estrutura que foi lhe oferecida. Já abordamos algumas ações louváveis da gestão empresarial do Red Bull Bragantino (aqui, 10 itens: https://wp.me/p4RTuC-NAu). Também do forte apelo com a interação com as crianças (um exemplo aqui: https://wp.me/p4RTuC-NJr). Agora um outro ponto: a integração atletas-comunidade.

Entenda:

Todos nós devemos nos preocupar com a saúde laboral. Trabalhar em condições de trabalho ofensivas ao equilíbrio emocional é um problema (e sabemos que a pressão do mundo do futebol não permite muita escolha, vide o que está acontecendo com alguns atletas de clubes com risco de rebaixamento). Mas veja esse exemplo: os atletas do Red Bull Bragantino vivem em Bragança Paulista, convivem com os moradores, frequentam shopping e restaurantes, desfrutam dos belos parques e acabam tendo uma melhor qualidade de vida. Vide Sasha (contratado por Thiago Scuro por ser um jogador que entregaria 15 gols no ano, e que já fez 11): no Atlético Mineiro, era reserva, e quando o time perdia, não podia sair de casa… Ele chegou para encorpar o time, já que eram atletas muito jovens predominantemente.

Na antevéspera do jogo contra o Corinthians, Sasha e outros atletas foram com suas esposas e filhos ao… circo! Sim, o Circo di Napoli está na cidade e se instalou à beira do Lago do Taboão. Com suas crianças, tirou foto com as pessoas ali presentes, foi solícito e sentou-se no meio do público. Quando ele faria isso, estando em outro clube? Não poderia ser uma “pessoa comum”…

Tudo está dando certo. Veja os resultados no último final de semana, das diversas equipes:

Sub 15 – RBB 2×0 Barbarense

Sub 17 – RBB 3×1 Novorizontino

Sub 20 – RBB 1×0 Lemense

Copa Paulista – RBB 5×2 Juventus

Profissional – RBB 1×0 Corinthians

Feminino – RBB 3×0 Fluminense

Até fora do futebol houve sucesso: na F1 no GP da Áustria, Verstapenn, da RBR, venceu.

Aqui, fica a observação: dinheiro, estrutura e competência para gerenciar, se bem combinados, resultam em bons frutos.

Red Bull Bragantino lança a campanha #ForçaInterior

Imagem: Arte extraída do site da empresa.