– E a culpa é do Vinícius?

Vinícius Jr recebeu 10 cartões amarelos na atual temporada do Campeonato Espanhol. Seu último, contra o Almería, o deixou de fora do confronto contra o Real Sociedad.

Desses (segundo o GE.com) 6 foram por reclamações – de faltas sofridas e não marcadas, de queixas contra as atitudes não tomadas pelos árbitros contra o racismo, e, por fim, de pedidos de cartões amarelos aos adversários.

Na última coletiva, um jornalista espanhol perguntou ao treinador Ancelotti se o Real Madrid deveria punir Vini pelo excesso de cartões recebidos! E ele respondeu:

“É claro que protestando não ganha nada. Mas também é bastante surpreendente que teve 10 amarelos. Nem o meio-campista mais grosso da Liga não tem 10 amarelos. É muito surpreendente. Ele (Vini) tem que melhorar em alguns aspectos. Mas a verdade é que creio que deram mais amarelos a ele do que aos que dão pancadas nele.

Para mim, é muito curioso: Vinícius Jr é um rapaz humilde, se mostra correto dentro e fora de campo, sofre racismo, leva faltas acima da média, não cria situações escandalosas e nem se vitimiza. E ainda assim ele é, para muitos… culpado?

Incompreensível!

Confesso que torceria para ele mudar para alguma outra liga, a fim de ter paz e continuar sendo uma atração.

Imagem extraída do Instagram do atleta.

– Grandes clubes sul-americanos não rebaixados:

A curiosidade é: quantos grandes na Colômbia!

E no Brasil: apenas 3 não rebaixados.

– Oitavas da Copa do Brasil: há um evento que dificilmente se repetirá..

E quantos jogos bacanas teremos nas Oitavas-de-Final da Copa do Brasil! Alguns clássicos importantes ocorrerão, chamando muito a atençã0.

Mas um detalhe que nenhuma edição proporcionou desde 2005, e dificilmente repetirá: um time da Série B vencer o torneio.

E se quisermos preciosismo, um fato ainda mais raro, acontecido apenas em 2005: um time da Série B vencer a competição, enfrentando 100% dos adversários da Série A do Brasileirão (isso aconteceu com a campanha do título do Paulista de Jundiaí).

Eram outros tempos… a premiação naquele tempo (R$ 1 mi) pagou os 3 meses de salários atrasados do Galo da Japi, e o que sobrou foi rateado entre os funcionários. Hoje, são valores estratosféricos (abaixo, os valores extraídos de GE.com):

Imagem extraída de: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2023/05/sorteio-define-confrontos-das-oitavas.html

– Planejamento ou “Pranejumento” do Corinthians?

Eu tinha um aluno que, quando trabalhávamos algum estudo de caso sobre Planejamento Estratégico, ao perceber que algo estava errado, dizia que era “Pranejumento”, para mostrar com ironia que algo foi mal pensado.

Digo isso pois: as duas competições mais importantes do ano para o Corinthians são a Libertadores da América e o Campeonato Brasileiro. O Corinthians teve 3 meses e meio para treinar seu time, se preparando em meio ao Paulistão. E, após 4 meses de “tentativa de preparação”, só nesse dia 1º de maio definiu Vanderlei Luxemburgo como técnico para a temporada.

  • Foram dias perdidos até agora? De que adiantou todo ano?

Repare que Fortaleza, Botafogo ou Palmeirastimes que começaram bem o Brasileirão, tem seus treinadores há mais tempo trabalhando (além de melhores condições financeiras e política interna mais estáveis).

De fato, o planejamento do Corinthians foi muito mal. Ou nem existiu. Tipicamente “Pranejumento”, segundo meu discente.

Corinthians se posiciona oficialmente contra o retorno do futebol | Agência Brasil

Imagem extraída da Web

– Cemitério dos Clubes, do UOL, traz duas importantes informações do Paulista FC.

Para quem viu a matéria do UOL que abordou a 4ª divisão paulista (está nesse link: https://www.uol.com.br/esporte/reportagens-especiais/segundona-o-cemiterio-de-clubes-tradicionais/?fbclid=IwAR3NNY_kcXfOIecYW5zt3lSd47Ro850wdJbN5YmXDuXm_jsglDeHc99njfs), duas coisas puderam ser marcantes:

  • A Folha Salarial do Paulista é de R$ 60 mil reais / mês. E as entradas financeiras, R$ 140.000,00.
  • A positiva declaração do presidente Rodrigo Alves: “O time está pronto para subir”, disse ele na matéria.

É bom saber que a gestão financeira é positiva. Mas é ruim iludir que o time está pronto. Não está, vemos isso em campo.

– Luxemburgo no Corinthians. E aí?

Respeito demais a experiência de qualquer pessoa, e gosto de aprender com os conhecimentos alheios.

Vanderlei Luxemburgo, no linguajar popular, é “treinador calejado“. Mas mesmo os veteranos de sucesso precisam entender que o mundo evolui e com rapidez.

O Luxemburgo daquele Palmeiras de 1994 era excepcional. Depois, tanto no Corinthians quanto no Santos, parecia estar à frente dos demais. “Estrategista”, era o seu nome chamado pela imprensa.

Porém… andou falando que Guardiola era “muito marketing”, desdenhou de várias coisas conceituais no futebol (que outrora pregava) e pareceu-me desatualizado em certos momentos.

  • Qual o seu último grande trabalho? Por que ficou tanto tempo sem clube? 

São perguntas que merecem ser respondidas…

Boa sorte ao Luxemburgo nesse re-re-começo no Corinthians. E prepare-se para as perguntas fora do futebol, como as do “caso da manicure”, que, querendo ou não, será feita uma hora ou outra (e aqui não o estou julgando, mas fazendo um paralelo com o ocorrido com Cuca).

Luxemburgo e Marcelinho: inimigos íntimos

Foto: Marco de Bari / Placar

– O mau momento dos árbitros da FIFA no Brasil.

Wilton Sampaio deixou de marcar pênalti de Du Queiroz em Artur no sábado. Errou… Mas tiveram cartões corretos a Abel Ferreira e a João Martins. Depois, sem coragem de proceder como se deveria, o quarto-árbitro Douglas Marques das Flores não chamou Sampaio para o segundo amarelo pelo protesto do esparadrapo verde do auxiliar.
Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/29/penaltis-reclamado-no-palmeiras-2x-corinthians-e-o-abel-em-3-observacoes/

Bráulio Machado irritou a todos em Bragança Paulista, e passou o jogo olhando para os bancos, fiscalizando o comportamento dos treinadores. Em um momento tenso (se não fosse hilário), quase deu cartão a Pedro Caixinha que estava conversando com seu time, e não com ele!
Sobre esse jogo, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/30/pedro-caixinha-e-o-exemplo-para-abel-ferreira/

Edina Alves não foi bem no Maracanã. Teve pênalti duvidoso, expulsão sonegada e expulsão ao treinador.
Vide em: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/30/analise-da-arbitragem-de-flamengo-2×3-botafogo/

Nesta segunda-feira, quando Seneme ler os relatórios, o que ele avaliará: a “Tolerância Zero deu certo”, mas esqueceu-se da parte técnica… ou “Passaram do ponto da Tolerância, tornando-se Intolerantes radicais”?

– Que azar, Lucas Moura!

Que pena… sem chances de jogar no Tottenham, Lucas Moura voltou hoje a disputar uma partida oficial.

O Liverpool jogou muito, e eis que no final do jogo Richarlison empatou a partida em 3×3, num momento heroico. Na primeira participação de Lucas Moura, que entrou para “queimar o tempo”, ele dá a bola para o adversário que faz 4×3.

Putz!

Que ele seja consolado

Imagem

– Análise da Arbitragem de Flamengo 2×3 Botafogo.

Quatro situações que observei e gostaria de compartilhar:

1- O lance de Wesley (FLA) em Victor Sá (BOT) que resultou no pênalti ao Fogão, abrindo o placar: repare que Victor Sá já vai caindo, esperando o toque do Wesley. É a clássica cavada, que faz árbitros jovens “entrarem”. A árbitra Edina Alves Batista já tem experiência suficiente para discernir a “simulação em que se busca um toque” e o “toque que de fato desequilibra”. Errou a árbitra.

2- Lance da expulsão de Rafael: perfeito, foram dois amarelos aplicados com correção, acertou a árbitra. Porém, os jogadores do Botafogo tentando impedir a aplicação do segundo amarelo mostrou que ela não estava sendo respeitada pelos jogadores.

3- Expulsão de Luís Castro: é difícil saber o que ele fez ou falou. Pelas imagens, só posso crer que foi algo bem ofensivo. Aguardemos a súmula.

4-  Thiago Maia: ao perder o tempo da bola, ele faz uma “falta sem querer” muito forte em Di Placido. Mas pela força que foi, se caracteriza jogo brusco grave, que significa: “disputar ou tentar disputar uma bola com força excessiva, levando risco à integridade do adversário”. Era para Cartão Vermelho. Edina deu amarelo, foi ao VAR e não o expulsou. Sampaoli, esperto, o substituiu pois saberia que na primeira oportunidade poderia ver Thiago recebendo um segundo amarelo. Errou a árbitra.

A malícia que teve Victor Sá para cavar o pênalti e de Sampaoli em não perder Thiago Maia, faltou à Edina.  Não gostei da sua atuação (e digo isso mais uma vez, pois está tendo oportunidades recentes e não tem agradado, infelizmente).

Flamengo x Botafogo: onde assistir ao vivo, horário e escalações | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de GE.com

– Pedro Caixinha e o exemplo para Abel Ferreira!

O árbitro Bráulio da Silva Machado teve uma atuação infeliz no Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro (sem ter influência direta no placar). Foi desastroso nos cartões amarelos (o critério variou de tolerante para rigorosíssimo), além de se mostrar arrogante com os atletas

Nesse ano, lembrando, Bráulio foi muito mal em Sergipe x Botafogo pela Copa do Brasil, onde foi mal tecnicamente e lamentavelmente agredido.

Porém, em Bragança Paulista, um fato curioso: o juizão ficou preocupado demais em olhar os bancos de reserva (talvez com a recomendação de “Tolerância Zero”, se atentou com as Comissões Técnicas e se esqueceu da qualidade da sua arbitragem dentro de campo).

Pedro Caixinha, o treinador português do Massa Bruta, em 4 meses de Brasil teve até agora um comportamento exemplar. Das partidas que pude trabalhar, não houve uma reclamação sequer ou qualquer ato indisciplinar contra os árbitros (antes, durante ou depois dos jogos). Pedro Malta, seu auxiliar espanhol, vez ou outra tem “repentes de João Martins” (o auxiliar de Abel Ferreira no Palmeiras).

Na entrevista coletiva, Sérgio Loredo (nosso comandante da Rádio Futebol Total) perguntou ao Caixinha sobre a opinião dele a respeito da má arbitragem desse sábado, e a resposta foi muito interessante:

“Eu não comento as arbitragens, não faz parte do meu vocabulário falar de árbitro (…). Eu não sabia que já havia um caso entre esse árbitro e o Ramirez, mas eu não acredito que as pessoas tenham uma forma de apitar premeditada. Nunca vou me preocupar com as coisas que eu não posso controlar [como a arbitragem]. Em tempos, posso lhe confidenciar, fui 10 vezes pior que o Abel quando no México, mas percebi que eu passava mais tempo fora do banco, quando a minha equipe precisava, do que focado no jogo. Então, eu aprendi (…) que a gente precisa ser mais tolerante. Por quê eu vou discutir com o árbitro, se eu sei que eu não vou ganhar nada com isso? Vou perder o meu foco, desestabilizar minha equipe? (…) Vou tentar manter um bom comportamento que tem que ser este. Os jogadores devem sentir que o líder está ali, para os dirigir (…) Não tem que ter reclamações, as regras são essas e ponto final. Nunca vi ninguém fazer bem o seu próprio trabalho e o trabalho do árbitro. Não vou me queixar, pois sei que quando ganhamos falamos uma coisa e quando perdemos falamos outra. Eu não quero desculpas, não quero ‘desenfocar’ falando do árbitro.

Excelente. Palmas para o lúcido treinador. 

(Ops: em alguns momentos, o português legítimo nos trai. “Desenfocar” é em espanhol, Pedro Caixinha quis dizer Desfocar, Tirar o Foco).

Pedro Caixinha — Foto: Manuel Guadarrama/Getty Images

Foto: Manuel Guadarrama/Getty Images

– E o Bráulio em Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro?

Rapaz, o que o árbitro BRÁULIO foi mal em Bragança Paulista…
Baixou o espírito do “Bráulio de Sergipe” (o mesmo de Sergipe x Botafogo) e fez uma péssima atuação em Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro (embora o resultado tenha sido justo).

– Pênaltis reclamados no Palmeiras 2×1 Corinthians? E o Abel? Em 3 observações:

1 – Aos 7m, Du Queiroz foi disputar uma bola com Artur. O corintiano empurra o seu adversário palmeirense, e isso é falta. Sendo dentro da área, pênalti. Esqueça quem alegou “tranco” (pois tranco é ombro a ombro) ou  disputa de bola (pois braço empurrando e derrubando sempre será infração, nunca disputa legal). O árbitro Wilton Pereira Sampaio não marcou e, portanto, errou.

2 – Abel Ferreira, sem papas na língua, reclamou efusivamente (como costumeiramente faz, passando do ponto). E tomou seu enésimo amarelo com correção. João Martins, o auxiliar, idem. Porém… João Martins fez um protesto contra a arbitragem e colocou esparadrapo na boca, fazendo caretas para o quarto-árbitro. Era para receber o segundo cartão amarelo e ser expulso.

3 – Lance de mão de Zé Rafael: não dá para o braço desaparecer imediatamente, foi movimento natural. Portanto, não se pode marcar pênalti em uma jogada como essa.

Lamento demais o que faz Abel e seu assistente. Todo jogo reclama acima do permitido, de maneira raivosa, e criando um ambiente nocivo. A política de “tolerância zero” criada por Seneme foi justamente para conter excessos como ele comete (Seneme afirmou que tomou essa decisão após assistir Palmeiras x Flamengo pela Supercopa).

Duvido que ele agiria dessa forma estando na Europa. Aqui, ele abusa por estar com moral.

Imagem: Print de tela

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Ska Brasil.

Pablo Rodrigo Soares de Oliveira não teve trabalho com lances polêmicos, mas também não agradou (como poderia) na sua atuação.

No primeiro tempo, sem jogadas críticas. Mas deixou o jogo parado por muito tempo, sendo enrolado para fazer a partida fluir. Foi conivente com a cera e conversou demais com os atletas. Aplicou corretamente o Cartão Amarelo para Morungaba (PFC) por agarrar o adversário e para Guilherme (SKA) por não respeitar a distância na barreira, numa cobrança de falta. Faltou autoridade!

No segundo tempo, logo no começo da partida deu um correto Cartão Amarelo ao goleiro Lucas (SKA) por cera, e melhorou tecnicamente. Aos 7m, faltou cartão amarelo ao zagueiro do Ska na falta contra Arian (PFC). Porém, aos 40m, foi rigoroso demais com Mateus (SKA), o amarelando. Nenhum lance mais difícil.

Placar: 1×1

Cartões Amarelos 2×3

Renda: R$ 5.870,00 para 396 pagantes.

 

Estádio do Canindé, onde o Paulista FC precisou mandar o seu jogo, por conta da troca do gramado do Estádio Jayme Cintra (foto: Rafael Mainini, narrador do Time Forte do Esporte).

– Depois de Tite e Luxa, Mano ou Roger? E aí, Corinthians?

Falou-se em Tite como técnico do Corinthians (que tem juízo e não voltaria ao lugar que foi feliz, sabendo que nesse momento o Timão é uma “bomba para explodir”), depois em Luxemburgo (e aí já se começou a desenterrar a história da manicure), e mais tarde Mano Menezes.

Já imaginaram a relação com o Internacional (desde o Brasileirão com o erro de Márcio Rezende em Tinga / caso do DVD)? Além de uma falta de ética, sobrarão críticas ao próprio treinador, caso aceite.

Posteriormente, surgiu o nome de Roger Machado, a fim de supostamente “melhorar a imagem do clube” pelo fato de ser negro. Ora, Roger pode ser treinador do Corinthians pela competência, seria demagogia usar esse argumento para contratá-lo (imagino que o próprio técnico se sentiria ofendido por tal justificativa). Além disso, ele sempre disse que não aceitaria começar trabalhos com a temporada em andamento.

Respeitosamente, acho que a atual diretoria será marcada pelas trapalhadas sem fim…

Foto: Divulgação Agência Corinthians.

– Acompanhe pela Difusora!

Estaremos juntos, logo mais, pela Difusora AM 810, com o Time Forte do Esporte.

E sobre a arbitragem para esse jogo, compartilho: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/27/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-de-jundiai-x-ska-brasil/

– Pitaco da Noite 2: E o Mano vai para o Corinthians?

Se o Mano Menezes sair do Internacional e for para o Corinthians, com a mágoa que o Colorado tem do Timão (desde Tinga vs Fábio Costa), teremos fortes emoções, não?

Acho loucura se ele aceitar, vendo todo o cenário atual.

– Lamentável, São Bernardo… Força, Thamires.

A Santa Casa de Bragança Paulista está cobrando o pagamento dos 30 dias de internação do saudoso treinador Marcelo Veiga (vitimado pela Covid-19), que deveria ser pago pelo São Bernardo (dívida de R$ 300 mil aproximadamente).

Não quitada a pendenga, cobrou-se da Magnum (que faz o gerenciamento do clube). Na sequência, da filha de Marcelo, Thamires Veiga.

Lamentável… Toda a história, aqui: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/11897198/sensacao-paulista-sao-bernardo-cobrado-calote-hospital-conta-marcelo-veiga-tecnico-iniciou-projeto-morreu-covid-19

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Cruzeiro.

E para o confronto entre o Massa Bruta e a Raposa, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem.

Árbitro: Bráulio da Silva Machado – SC
Bandeira 1: Eder Alexandre – SC
Bandeira 2: Alex dos Santos – SC
4º Árbitro: Ilbert Estevam da Silva – SP
Assessor de Arbitragem: José Antonio Chaves Franco Filho – RS
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: André da Silva Bitecourt – PR
AVAR 2: André Luís de Freitas Castro – GO
Observador de VAR: Anderson Carlos Gonçalves – PR

Bráulio é natural de Tubarão/SC, com 43 anos de idade e desde 2012 no quadro da CBF. Quando ingressou à FIFA, aumentou seu rigor em campo (uma das queixas era a falta de cartões aplicados). Alterna boas e más partidas tecnicamente falando, mas no final do ano, pela Copa do Brasil (Corinthians x Flamengo) teve seu melhor momento.

Infelizmente, no começo do ano, foi mal em Sergipe pela Copa do Brasil (Sergipe x Botafogo), onde foi agredido. Vide os lances aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

No único jogo do Bragantino pelo Brasileirão 2022, apitou RBB 1×1 CAM.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem!

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino vs Cruzeiro pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 29/04, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Qual nome de “treinador cascudo” poderia assumir o Corinthians?

Na virada dos anos 1990 / 2000, quando você falava em “nome cascudo de treinador”, automaticamente você lembrava de Luxemburgo, Scolari, Leão, Murici, Abel Braga, entre outros.

Vinte anos depois, alguns deles pararam, outros se tornaram veteranos e alguns não estão disponíveis. Sendo assim, vale pensar: não temos mais “treinadores cascudos brasileiros”?

Qual nome forte nacional poderia assumir o Corinthians? Ou, na ausência de uma opção, algum estrangeiro?

Corinthians se posiciona oficialmente contra o retorno do futebol | Agência Brasil

Imagem extraída da Web.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista de Jundiaí x Ska Brasil.

Para o confronto entre o Galo da Japi contra a Águia de Santana de Parnaíba, arbitrará a seguinte equipe:

Árbitro: Pablo Rodrigo Soares de Oliveira
Árbitro Assistente 1: Leonardo Tadeu Pedro
Árbitro Assistente 2: Juliana Vicentin Esteves
Quarto Árbitro: Willians Costa Rocha
Analista de Vídeo: Roberval José de Oliveira

Pablo tem 30 anos, é Professor de Educação Física e tem 6 anos de carreira. Em 2019, ele apitava somente amadores. Em 2021, já teve sua chance de apitar a A1, quando Ana Paula de Oliveira tentou fazer uma renovação “na marra” no quadro de árbitros. Nesse ano, Pablo apitou A3 e A2, pois o grupo da A1 foi mais restrito.

Nunca trabalhou em jogos apitando o Paulista. No ano passado, se envolveu em uma polêmica e foi suspenso após Marília x Noroeste (vide aqui: https://ge.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/copa-paulista/noticia/2022/08/17/fpf-reconhece-erros-de-arbitragem-contra-o-marilia-em-classico-com-o-noroeste-e-recomenda-que-arbitro-reveja-a-partida.ghtml).

O bandeira Leonardo já atuou na A1. A bandeira Juliana na A3. Conheceremos seu trabalho nessa jornada.

Por ser no Canindé, é obvio que o trio será observado por membros da Comissão de Arbitragem, é uma praxe da entidade ir ao simpático estádio da Portuguesa,  a fim de analisar árbitros promissores.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Sky Brasil pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Francisco José. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Pacaembu, 83 anos!

O Estádio Dr Paulo Machado de Carvalho, o simpático Pacaembu, completa 83 anos nesse dia 27 de abril.

Aqui (abaixo), a foto dele ainda com a Concha Acústica (repare nas imediações, como era o entorno antes).

Por conta da Pandemia de Covid_19, a praça esportiva virou até mesmo Hospital de Campanha. Infelizmente, não se tem como fazer um jogo comemorativo neste ano (pois ele está em reforma). Mas qual o jogo mais eletrizante / importante / de melhor qualidade que você assistiu nele?

Aqui para o pessoal de Jundiaí, apesar do vice-campeonato estadual de 2004 do Paulista FC ter acontecido lá, creio que a maior vitória / melhor jogo / partida emblemática do Galo da Serra do Japi tenha sido Santos 1×3 Paulista, em pleno Carnaval, com Neymar e tudo mais (2013).

E o seu jogo de lembrança, qual foi?

Pacaembú 70 anos!!! |

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.

– Ted Lasso no Etihad.

Atores de Ted Lasso presentes no Etihad Stadium para assistir um joguinho meia boca… Manchester City x Arsenal!

Que série. E que jogo!

– Como foi a compra do Bragantino pela Red Bull, segundo o GE.

Nunca se soube aos certo os valores da compra do Bragantino, por parte da Red Bull. É um negócio privado, sem dinheiro público. Então, não há problema.

Porém, a título de curiosidade, o GloboEsporte.com trouxe uma matéria com números impressionantes, que mostra que, pelos valores, não é um trabalho qualquer.

Compartilho: https://ge.globo.com/negocios-do-esporte/noticia/2023/04/26/red-bull-comprou-terrenos-da-familia-chedid-e-gastou-r-94-milhoes-para-assumir-o-bragantino.ghtml

Red Bull comprou terrenos da família Chedid e gastou R$ 94 milhões para assumir o Bragantino

Dinheiro se divide em duas frentes: empresa austríaca adquiriu lotes de terra que pertenciam aos filhos do então presidente e injetou verba no clube antes de convertê-lo em empresa

Comprado há cerca de quatro anos pela Red Bull, o Bragantino nunca teve as circunstâncias de sua venda esclarecidas ao público. Desde a negociação conduzida por seu então presidente, Marco Antonio Nassif Abi Chedid, até depois da conversão da associação civil em companhia limitada, valores e condições foram mantidos sob sigilo.

Hoje é possível afirmar que Marquinho, como é conhecido o dirigente, teve a família beneficiada financeiramente por transações com a Red Bull. Filhos do cartola compraram terrenos por R$ 10 milhões em Atibaia, no interior de São Paulo, e revenderam para a empresa por R$ 46 milhões, pouco tempo depois. Esses lotes sediarão o CT do Bragantino.

Não foi a única maneira encontrada, na negociação pela compra do clube, para repassar dinheiro da fabricante de energéticos para as pessoas que dirigiam o Bragantino. Parte de um aporte de R$ 48 milhões também foi direcionada a pagamentos de dívidas do clube com a família Chedid, em repasse executado antes de a associação ser convertida em empresa.

Marquinho Chedid, ex-presidente do Bragantino e principal responsável por venda para Red Bull — Foto: Wilson Araújo/TV Vanguarda

Marquinho Chedid, ex-presidente do Bragantino e principal responsável por venda para Red Bull — Foto: Wilson Araújo/TV Vanguarda

O fluxo do dinheiro pôde ser comprovado a partir de registros públicos dos imóveis, obtidos pelo ge em cartórios no Estado de São Paulo. A verba parte de subsidiária da Red Bull e chega ao caixa da empresa Planarent Participação Ltda. Na época das negociações, esta tinha os seguintes três sócios. Atualmente, apenas Paula ainda consta como proprietária da empresa.

  • Luiz Arthur Valverde Rodrigues Abi Chedid, filho de Marquinho;
  • Paula Cecilia Valverde Abi Chedid Bortolato, filha de Marquinho;
  • Nabi Abi Chedid Neto, filho de Marquinho.

Já a verba que passa por contas do Bragantino pôde ser atestada em documentações registradas na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). Esse dinheiro foi usado internamente para o pagamento de despesas e dívidas, entre elas débitos com a própria família Chedid, influente no Bragantino há 65 anos.

A reportagem consultou três advogados – um especialista em direito societário, um desportivo e uma criminalista. Por se tratar de negociação entre entes privados, sem dinheiro público ou participação governamental, houve consenso entre os advogados de que, com as informações disponíveis neste momento, não há suspeita de ilegalidade.

Procurado pela reportagem, o Red Bull Bragantino enviou a seguinte nota:

– Por motivos de confidencialidade, não comentaremos sobre processos e acordos internos. Gostaríamos de ressaltar que, desde a aquisição do clube, a diretoria do Red Bull Bragantino é composta exclusivamente por pessoas que não pertenciam à antiga administração. No máximo, eles ainda ocupam cargos honorários – escreveu o clube.

Marquinho recebeu e visualizou mensagens da reportagem na manhã de terça-feira, mas não respondeu. Luiz Arthur, um dos filhos, disse que está em viagem e recomendou que o contato em seu nome fosse feito por meio da diretoria de comunicação do Bragantino.

A negociação dos terrenos em Atibaia

 

A negociação pela compra do Bragantino foi liderada por Marquinho Chedid, então presidente da associação civil (clube), e pelo alemão Oliver Mintzlaff, responsável pelo projeto esportivo da Red Bull no mundo. Thiago Scuro era o principal executivo da empresa no Brasil e participou de todas as reuniões, junto com advogados de ambas as partes.

No momento em que as tratativas avançaram, no começo de 2019, a família Chedid já era proprietária de um terreno com aproximadamente 92 mil metros quadrados em Atibaia. O imóvel havia sido comprado em meados de 2018 por R$ 2,3 milhões, com seu pagamento dividido em R$ 300 mil à vista e os demais R$ 2 milhões parcelados em 49 pagamentos mensais.

Primeiro terreno em Atibaia foi comprado por família Chedid antes de negociação com Red Bull — Foto: Reprodução

Primeiro terreno em Atibaia foi comprado por família Chedid antes de negociação com Red Bull — Foto: Reprodução

Dias depois de anunciado o acordo entre Red Bull e Bragantino começaram os movimentos para viabilizar a transferência da propriedade. Em 26 de março de 2019, Marquinho e Scuro anunciaram que a Red Bull assumiria a administração do Bragantino. Em 2 de abril, a Planarent antecipou o pagamento de todas as parcelas que estavam pendentes, relacionadas ao terreno em Atibaia, e quitou a dívida.

Meses depois, em 20 de agosto de 2019, a fabricante de energéticos constituiu empresa chamada Red Bull Gestão de Propriedades Imobiliárias, que seria utilizada para concretizar a operação. Pelo menos a primeira parte dela. Foi por meio desta firma que, em 19 de novembro de 2019, seus executivos adquiriram o terreno da família Chedid. Nesta transação, foram pagos R$ 25 milhões à vista – 11 vezes mais do que o valor que a família pagou pelo imóvel.

Família Chedid revendeu por R$ 25 milhões, para a Red Bull, terreno que havia comprado por R$ 2,3 milhões — Foto: Reprodução

Família Chedid revendeu por R$ 25 milhões, para a Red Bull, terreno que havia comprado por R$ 2,3 milhões — Foto: Reprodução

As movimentações não haviam acabado. O Bragantino assegurou a vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, enquanto ainda era associação civil sem fins lucrativos, em novembro de 2019.

Em 13 de abril de 2020, a família Chedid comprou cinco lotes de uma vez, novamente por meio da empresa Planarent, todos adjacentes ao que já havia sido vendido para a Red Bull. Por essas propriedades, os familiares de Marquinho acordaram um preço de R$ 5,3 milhões.

Entre um evento e outro, a conversão do Clube Atlético Bragantino em empresa foi executada. O clube deixou de ser uma associação civil sem fins lucrativos e passou à estrutura de companhia limitada, formalmente com novo dono. Seu nome foi alterado para Red Bull Bragantino Futebol.

Visão aérea dos terrenos vendidos por Chedid para a Red Bull, onde está sendo construído CT para o Bragantino — Foto: Reprodução

Visão aérea dos terrenos vendidos por Chedid para a Red Bull, onde está sendo construído CT para o Bragantino — Foto: Reprodução

Em 6 de outubro de 2020, a Planarent adquiriu mais um lote, desta vez por R$ 2,5 milhões. Era a última parte necessária para que o terreno inicial, com 92 mil metros quadrados, fosse expandido para a dimensão atual. Também era a etapa pendente para realizar nova transação com a Red Bull.

Por esses lotes adicionais, que a família Chedid havia acabado de comprar por R$ 7,8 milhões, a Red Bull aceitou desembolsar R$ 21 milhões à vista.

A transferência foi realizada em 18 de fevereiro de 2021. Neste caso, a companhia de energéticos realizou o negócio diretamente pela Red Bull Bragantino Futebol, empresa que detinha o futebol alvinegro, e não pela subsidiária denominada Red Bull Gestão de Propriedades Imobiliárias.

A conclusão aconteceu em 4 de junho de 2021, quando a Red Bull formalizou a incorporação da subsidiária pelo clube de futebol. A partir daquele momento, todos os lotes estariam unificados como um terreno só, com 157 mil metros quadrados, futura sede do centro de treinamento.

Lotes Comprado pela família Chedid por Comprado pela família Chedid em Revendido para a Red Bull por Revendido para a Red Bull em
1 R$ 2.300.000 09/05/2018 R$ 25.000.000 19/11/2019
2, 3, 4, 5, 6 R$ 5.300.000 13/04/2020 R$ 15.644.408 18/02/2021
7 R$ 2.500.000 06/10/2020 R$ 5.335.592 18/02/2021
Total R$ 10.100.000 R$ 45.980.000

A constituição do clube-empresa

 

A aquisição de terrenos que pertenciam à família Chedid não representa o único desembolso feito pela Red Bull para assumir o controle do Bragantino. Por meio de aportes feitos diretamente nas contas do clube, quando ainda associação civil, a empresa teve de gastar mais.

Em 2 de outubro de 2019, após conquistar a vaga na primeira divisão nacional, a companhia de energéticos assinou o primeiro empréstimo para o Clube Atlético Bragantino, no valor de R$ 31 milhões.

No início da temporada seguinte, em 17 de janeiro de 2020, entrou novo depósito na conta bancária da associação. A Red Bull aportou R$ 17 milhões adicionais, em operação similar, um segundo empréstimo.

Red Bull injetou R$ 48 milhões nas contas do Bragantino antes da conversão em empresa — Foto: Reprodução

Red Bull injetou R$ 48 milhões nas contas do Bragantino antes da conversão em empresa — Foto: Reprodução

Embora fossem designados como empréstimos, esses valores não seriam devolvidos, e sim convertidos em capital social no momento em que a associação fosse transformada em empresa. Contabilmente, os R$ 48 milhões eram necessários para deixar o patrimônio líquido positivo. Na prática, o dinheiro havia sido utilizado para pagar dívidas e despesas.

Documentos públicos, incluídos na Junta Comercial do Estado de São Paulo, registram a entrada do dinheiro na contabilidade do Bragantino, mas não há explicações precisas sobre a saída.

A família Chedid havia se tornado a maior credora do Bragantino. Balanço patrimonial datado de 30 de junho de 2020, registrado na Junta Comercial, indicou a existência de dívida com “partes relacionadas” no valor de R$ 117 milhões, após a conversão da associação em empresa.

Esse termo é usado para designar dívidas com pessoas diretamente envolvidas na administração da entidade. Marquinho era o presidente.

Balanço registrado na Jucesp destaca dívida do Bragantino com família Chedid — Foto: Reprodução

Balanço registrado na Jucesp destaca dívida do Bragantino com família Chedid — Foto: Reprodução

A dívida do Bragantino com Chedid era muito menor antes da venda do clube. O balanço encerrado em 31 de dezembro de 2017 mostrava que a dívida com “partes relacionadas” era de apenas R$ 9 milhões. Este é o documento contábil mais recente disponível.

O balanço de 2018 não foi publicado. No de 2019, sob responsabilidade da Red Bull, o clube escondeu as notas explicativas, que detalhariam a dívida do Bragantino com a família Chedid. É certo que seus integrantes receberam e continuariam a receber verbas por meio dessas obrigações, mas não é possível determinar valores.

Tanto os R$ 48 milhões aportados pela Red Bull por meio de empréstimos quanto os R$ 46 milhões usados na compra dos terrenos que pertenciam aos Chedid não contabilizam investimentos que a companhia de energéticos faria para comprar atletas. No total de R$ 94 milhões, esses valores correspondem só à venda.

Mesmo após a venda e a conversão da associação em empresa, Marquinho manteve poder sobre o clube, sobretudo nas interfaces políticas. No cargo de presidente honorário do Red Bull Bragantino, o dirigente participa de reuniões na FPF e na CBF – sozinho ou acompanhado do CEO Thiago Scuro. O Bragantino é o único clube a ser representado por duas pessoas em encontros dessa natureza.

A influência de Marquinho sobre o Bragantino é antiga e remonta a história da própria família. O poder do sobrenome Chedid no mercado do futebol foi construído pelo pai dele, Nabi Abi Chedid, advogado, político e dirigente esportivo de origem libanesa. Ele faleceu em 2006, aos 74 anos.

Nabi construiu sua biografia no futebol por meio do Bragantino, a partir de 1958 – primeiro como diretor de futebol, depois como presidente do clube. Ele também presidiu a Federação Paulista de Futebol entre 1979 e 1982. Anos depois, em 1986, ele se tornaria vice-presidente da CBF.

O poder sobre o futebol era retroalimentado pelo poder na política pública. Nabi foi vereador por Bragança Paulista e depois deputado estadual por São Paulo. Ele foi filiado a diversos partidos ao longo de sua trajetória política – entre eles a Arena, que dava sustentação à ditadura militar, e o PFL, que nos anos 1990 tinha uma das maiores bancadas de deputados e compunha a base do governo.

Nabi Chedid, presidente do Bragantino no título paulista de 1990 — Foto: Reprodução/Bragantino

Nabi Chedid, presidente do Bragantino no título paulista de 1990 — Foto: Reprodução/Bragantino

Foi sob a presidência de Jesus Abi Chedid, entre 1988 e 1996, apoiado pelo irmão Nabi, que o Bragantino chegou às suas maiores conquistas. O clube foi campeão da segunda divisão nacional em 1989, campeão do Campeonato Paulista em 1990 e vice-campeão do Campeonato Brasileiro em 1991. Vanderlei Luxemburgo e Carlos Alberto Parreira foram técnicos do time alvinegro nesta fase áurea.

Marquinho, filho de Nabi e sobrinho de Jesus, herdaria o capital político dos antecessores e o poder praticamente integral sobre o Bragantino. Diferente de outros clubes, que se dividem entre vários grupos políticos formados por sócios e conselheiros, com situação e oposição, a agremiação de Bragança Paulista teve por várias décadas o seu comando restrito aos integrantes da família Chedid.

A autoridade dos Chedid sobre o Bragantino foi um fator favorável, do ponto de vista da Red Bull, no momento da compra do clube. Primeiro grande negócio a ser viabilizado na era contemporânea, antes mesmo da criação da Lei da SAF, era mais fácil para a empresa de energéticos chegar a um acordo com um único representante do que em clubes com cenários políticos mais complexos.

O nome do patriarca continua a ser ostentado pelo clube, mesmo depois da conversão para empresa. O estádio em Bragança Paulista era oficialmente chamado Marcelo Stéfani até 2009, quando Marquinho, na condição de presidente da agremiação, trocou o nome para Nabi Abi Chedid, o “Nabizão”. Uma de suas exigências, na negociação com a Red Bull, foi manter a homenagem ao patriarca da família.

Marco Chedid e o filho Luiz Chedid — Foto: Rafael Moreira/Bragantino

Marco Chedid e o filho Luiz Chedid — Foto: Rafael Moreira/Bragantino

9 de maio de 2018: Planarent Participação Ltda compra terreno em Atibaia por R$ 2.300.000, sendo R$ 300.000 à vista e R$ 2.000.000 divididos em 49 parcelas.

26 de março de 2019: Bragantino anuncia acordo com Red Bull. Thiago Scuro diz que contrato será assinado em no máximo dez dias. Luiz, filho de Marquinho Chedid, comemora em rede social.

2 de abril de 2019: Planarent quita todas as parcelas pendentes na compra do terreno em Atibaia.

5 de agosto de 2019: Red Bull Bragantino vence o Guarani por 3 a 1 e assegura vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Acesso chega com cinco jogos de antecedência.

2 de outubro de 2019: Red Bull faz o primeiro empréstimo para o Clube Atlético Bragantino, no valor de R$ 31.000.000, que futuramente seria convertido em integralização do capital.

19 de novembro de 2019: Planarent vende o primeiro terreno em Atibaia para a Red Bull Gestão de Propriedades Imobiliárias Eireli, com pagamento de R$ 25.000.000 à vista. Compromisso de venda e compra havia sido assinado em 7 de outubro de 2019.

17 de janeiro de 2020: Red Bull faz o segundo empréstimo para o Clube Atlético Bragantino, no valor de R$ 17.007.481, que futuramente seria convertido em integralização do capital.

13 de abril de 2020: Planarent compra cinco terrenos em Atibaia de uma vez, com preço acordado em R$ 5.300.000, sendo R$ 1.000.000 à vista e R$ 4.300.000 parcelados em 32 vezes.

21 de julho de 2020: Assembleia Geral extraordinária é realizada na sede do Bragantino, com a presença de representantes da Red Bull e da associação. Na reunião, decide-se: (I) renomear o clube, (II) determinar capital societário do clube e suas cotas, (III) nomear o quadro societário do clube, (IV) redigir contrato social do clube, que substitui o estatuto social anterior, (V) eleger membros da administração, que será sociedade empresária limitada, e eleger Marquinho Chedid como presidente honorário do clube, (VI) destituir os atuais membros do Conselho Fiscal do clube e (VII) autorizar administração a colocar decisões em prática.

6 de outubro de 2020: Planarent compra mais um terreno em Atibaia por R$ 2.500.000. Valor seria pago em duas parcelas de R$ 250.000 a princípio, e as demais de R$ 100.000 cada.

22 de dezembro de 2020: Planarent quita todas as dívidas referentes aos terrenos em Atibaia.

18 de fevereiro de 2021: Red Bull Bragantino Futebol Ltda compra os seis terrenos, que haviam acabado de ser comprados pela família Chedid, por R$ 20.980.000 pagos à vista.

4 de junho de 2021: Red Bull Gestão de Propriedades Eireli é incorporada pela empresa Red Bull Bragantino Futebol Ltda. Bens são formalmente transferidos para o clube de futebol.

5 de outubro de 2021: Red Bull Bragantino apresenta projeto do novo centro de treinamento com oito campos. CT tem imagens divulgadas e está sendo construído em área de 157.000 metros quadrados em Atibaia, São Paulo, com inauguração prevista para dezembro de 2023.

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.432, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.432, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.433, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.433, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.434, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.434, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.435, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.435, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.436, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.436, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.437, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

Família Chedid vende terreno de matrícula 121.437, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução

– E se você fosse o Cuca?

Mediante toda a pressão que Cuca vem sofrendo no Corinthians, se eu fosse ele, sumiria de cena e ía curtir a aposentadoria.

Passearia com a família, evitaria exposição demasiada e refrescaria a mente.

Não estou falando absolutamente nada se ele é culpado ou inocente, mas entendo que a falta de clima vai maltratar seu trabalho. Pra quê aguentar tanto constrangimento e mal-estar?

Cuca Corinthians x Goiás — Foto: Isabela Azine/AGIF

Foto: Isabela Azine/AGIF

– E o Protocolo FIFA contra a Discriminação, desprezado pelos árbitros espanhóis nos casos de racismo contra Vinícius Jr?

Ontem, pela oitava vez na temporada do Campeonato Espanhol, Vinicius Jr foi alvo de insultos racistas (agora, na partida contra o Girona, na Catalunha).

Em 16 de março, Gianni Infantino tomou posse oficialmente em seu novo mandato como presidente da FIFA, e em meio a seu discurso, relembrou que era inadmissível o que estava acontecendo com o brasileiro (logo após o 7º caso de racismo), e cobrou que os árbitros espanhóis aplicassem o Protocolo FIFA contra a Discriminação (declaração aqui: https://onefootball.com/pt-br/noticias/infantino-advierte-que-arbitros-no-cumplen-protocolo-con-vinicius-jr-36988547).

Mas como funciona o Protocolo?

Em 3 etapas para coibir racismo, homofobia, sexismo, manifestações políticas e outros casos (explicado abaixo), as medidas vão de advertência pelo sistema de som do estádio, paralisação temporária do jogo e, na insistência, encerramento da partida.

A Conmebol, na oportunidade, foi CONTRA, alegando que existiam raízes culturais e que seria impossível evitar xingamentos como “puto”, por exemplo.

Sua utilização aconteceu na França pela primeira vez por cantos homofóbicos; no Brasil, utilizou-se em Vasco 2×0 São Paulo pelo Brasileirão.

Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

OS 3 PASSOS PARA O PROTOCOLO FIFA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO:

Desde 15 de julho de 2019, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

    1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
    2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
    3. Interromper o jogo definitivamente, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15/07/19 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até à 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

Resultado de imagem para discriminação ao futebol

Sobre o primeiro uso, na França: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/17/por-homofobia-pela-1a-vez-partida-e-interrompida-na-franca-pelo-protocolo-fifa/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

Resultado de imagem para Homofobia no futebol

Quando ele foi acionado mais à frente: https://professorrafaelporcari.com/2019/10/15/o-protocolo-fifa-foi-acionado-duas-vezes-em-bulgaria-0x6-inglaterra-mas-a-resposta/

NA EUROCOPA, CANTOS NEONAZISTAS E O PROTOCOLO FIFA:

m Sofia, capital da Bulgária, uma noite para envergonhar a humanidade. Durante o jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa, torcedores búlgaros entoaram cantos racistas e nazistas aos jogadores negros ingleses, fazendo com que o Protocolo FIFA contra a discriminação (que engloba qualquer tipo de situação, incluindo homofobia, sexismo ou religião) fosse adotado por duas vezes.

Ao anúncio que no terceiro passo do Protocolo a partida seria encerrada, houve uma grande vaia na arquibancada ao invés de conscientização. Uma tristeza à espécie humana, dita “racional”…

Dentro de campo, a resposta foi boa: Bulgária 0x6 Inglaterra. Uma vitória não de uma equipe, mas a derrota dos preconceituosos.

Sobre o Protocolo FIFA citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A capa do jornal britânico foi perfeita. Abaixo:

No Brasil, a primera vez, em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/26/o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-foi-usado-pela-1a-vez-no-brasil-mas-a-conmebol-nao-queria/

O PROTOCOLO FIFA NO CAMPEONATO BRASILEIRO
Muito se repercute a paralisação da partida entre Vasco da Gama 2×0 São Paulo por conta de gritos homofóbicos.
Três coisas importantes sobre isso: 

1- O árbitro Anderson Daronco não parou o jogo por ordem da CBF, mas sim por determinação do Protocolo FIFA de 3 etapas, visando o combate a qualquer tipo de discriminação(sexista, racista, política, entre outras tantas coisas).

Sobre o Protocolo FIFA, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

2- Independente do Protocolo FIFA (que na etapa 3 das 3 existentes determina automaticamente que o jogo seja encerrado e o time cuja torcida praticar a discriminação tenha oficializada a derrota na partida), o TJD determinou que aqui no Brasil punirá conforme a intensidade da discriminação os clubes(independente do protocolo), podendo até sugerir que se percam os pontos do jogo apenas com os gritos, sem outras manifestações. Há de se aguardar!

3- A Conmebol quis que a FIFA não colocasse esse protocolo em vigor no dia 15/07/2019, justificando que em nosso continente existiam práticas culturais enraizadas e que não deveriam ser punidas. É mole?

É esperar se existirá uma punição para o Vasco por parte da CBF. Pela FIFA, não haverá!

Toda e qualquer forma de discriminação é um atentado contra a humanidade. E os árbitros são agentes importantes contra isso.

Imagem extraída de: https://unitau.br/noticias/detalhes/4870/discriminacao-racial-origem-e-consequencias-do-preconceito/

– Pitaco da Noite 2: Fernando Lázaro voltará no Derby?

Do jeito que vai, Cuca não aguentará a pressão e pedirá o boné.

Se isso acontecer, não será irônico: o novo-velho treinador será o jovem Fernando Lázaro, demitido semana passada, para enfrentar o Palmeiras no sábado?

Há o futebol…

– Cuca e Corinthians: está ficando difícil… sobre a entrevista do advogado da vítima:

Já falamos sobre como será difícil Cuca se manter no Corinthians. O “#ForaCuca” ganha corpo.

Em: https://youtu.be/pZnW3cKtltw.

Depois da entrevista à jornalista Marília Ruiz, tempos atrás na Band, onde (ao lado da sua família) ele alegou inocência e falou sobre o processo, dizendo que a vítima o absolveu… um novo episódio! Agora, o advogado da menina de 13 anos falou ao UOL e piorou a situação do treinador, com detalhes assustadores. 

Clique para ler em a matéria chamada: “A vítima reconheceu Cuca como estuprador”, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2023/04/25/a-vitima-reconheceu-cuca-como-estuprador-diz-advogado-suico.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_campaign=esporte&utm_content=geral

 

– O gramado do Maracanã aguentará?

Me assustei quando vi no último domingo o gramado do Maracanã, durante o Vasco x Palmeiras. Estava maltrato pelo excesso de jogos.

Pense: Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama estão jogando nele, e há Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores da América. Aguentará essa sequência de partidas?

Há quem pense em grama artificial futuramente. Apesar de permitida, não sei se é uma boa… Na Premier League, por exemplo, só se pode grama natural.

Estádio do Maracanã  — Foto: Foto: Delmiro Junior/Photo Premium/Folhapress

Imagem extraída de: Delmiro Junior/Photo Premium/Folhapress

– Discernindo os lances de Gerson e Jean Dias no Internacional 2×1 Flamengo.

Em vídeo, explicando as polêmicas no jogo do Sul, ocorrido no domingo:

No link, aqui: https://youtu.be/Zc0Y64jT2CM

 

– O “pau come” no Coringão nessa noite!

Caramba! As notícias que chegam agora da Sede Social do Corinthians é de que protestos de todo tipo estão acontecendo no Parque São Jorge: contra Cuca, contra as contas de Duílio, contra conselheiro racista e tudo mais.

“Dará” alguma coisa? Não sei. Mas só pelo fato de se manifestar, é importante.

– O erro crasso da arbitragem na rodada: Internacional 2×1 Flamengo.

Quando o árbitro erra a 1 minuto de jogo, você tem pelo menos 89 minutos para correr atrás do prejuízo. Mas quando você erra aos 52 minutos do 2º tempo, fica difícil. Especialmente se o jogo estiver empatado, e esse erro resultar num gol ao adversário.

Vamos lá: o gol de Maurício (que determinou a vitória ao Colorado) aconteceu de maneira ilegal. Explico:

A bola é lançada a Jean Dias (38, INT). Ele passa pelo goleiro Santos (1, FLA) e, ao sentir a proximidade de Everton (11, FLA), se joga descaradamente para cavar o pênalti. Ali, o árbitro Ramon Abel Abatti deveria parar o jogo, aplicar Cartão Amarelo ao jogador (por simulação, que é uma punição prevista na regra), e marcar tiro livre indireto ao Flamengo.

Ao não marcar a simulação, eis que a bola sobrou para Maurício (27, INT), que fez o gol da vitória no 7º minuto dos acréscimos do 2º tempo.

E como diferenciar a simulação da queda natural de jogo, para a punição?

  • Se o jogador cair por um tranco legal, ele pode até reclamar que não deve receber cartão amarelo (pois ele não simulou, e pode ter entendido, no calor da partida, que houve força excessiva). O jogo segue sem marcação de nada, e a única condição de aplicar o Amarelo é se ele insistir e exceder nas reclamações.
  • Se o jogador cair por uma consequência qualquer do ataque (ou seja, de maneira não-deliberada), segue o jogo normalmente. Não é simulação, é casualidade da partida, algo normal do esporte.
  • Se o jogador cair porque se jogou (é um ato deliberado), como fez Jean Dias, o jogo deve ser paralisado, aplicado Cartão Amarelo (é um unfair play) e o jogo reiniciado com tiro livre indireto ao defensor. Aqui, independe de reclamar pênalti ou não, pois o ato descarado de se jogar é uma forma de jogar a torcida contra o árbitro, de ludibriá-lo, e vai contra o Espírito da Regra (de ser um esporte com disputa leal).

Errou o jovem e recém-promovido árbitro da FIFA.

– A tecnologia mudando o futebol!

O nosso querido jundiaiense Eduardo Tega (da Universidade do Futebol e Sportheca) é um dos caras mais estudiosos do futebol que eu conheçoe vai sua expertise desde a gestão esportiva até os conceitos sociais do esporte.

Li sua publicação no “O Globo” sobre os impactos tecnológicos na evolução do futebol, e é de uma lucidez muito grande.

Compartilho, extraído do LinkedIn dele, com o texto inteiro (clique na imagem para ampliá-la). Só acho que ele está muito otimista com o fim do erro humano da arbitragem… o meio é vaidoso demais para se render ao protagonismo eletrônico (mesmo que mais eficaz possa ser).

Abaixo:

“Saiu hoje uma ótima matéria do jornal “O Globo” em que dou minha opinião sobre as mudanças que o futebol deve ter nos próximos anos. Hoje, há inúmeras iniciativas de tecnologia desenvolvendo soluções para problemas que todos os esportes têm dentro e fora de campo, além de uma questão geracional que preocupa todas as entidades esportivas. É irreal pensar que o futebol de 2035 vai ser o mesmo que é hoje. Você está pronto?

‘ – Os jovens não conseguem ficar 90 minutos concentrados vendo uma partida. O futuro do jogo vai mudar, pois a Fifa sabe que o grande concorrente da Copa do Mundo é o Fortnite (jogo de tiro) – afirma Eduardo Tega, CEO da fábrica de startups Sportheca e mestre em governança de esportes pela Uefa, acrescentando que a introdução do VAR é apenas a ponta do iceberg da revolução que está por vir. – Acredito que em dez anos não vai ter mais erro humano no jogo. ‘ #futuro #tecnologia

– Cuca, Corinthians e “as Minas”: até quando ele aguentará?

Cuca não terá vida fácil no Corinthians, tanto pelas dificuldades técnicas dos seus jogadores, como pelo elenco não tão numeroso. Lembrando, claro, a existência dos problemas financeiros do Timão.

Não bastasse tudo isso, há a questão dos protestos que o treinador vem sofrendo por conta do episódio envolvendo estupro na Suíça (falamos sobre culpa / inocência / outras nuances em: https://youtu.be/pZnW3cKtltw).

Acontece que ontem, no intervalo da partida contra o Goiás, havia no topo dos Trends Topics do Twitter (para quem não usa essa Rede Social, TT se refere às menções mais citadas) a hastag “#ForaCuca”.

Acrescente: as jogadoras do time feminino do próprio Corinthians divulgaram um manifesto contrário ao treinador, lembrando do movimento “Respeita as Minas”.

Fico me questionando: o Corinthians, recentemente, alardeou que havia contratado um escritório para o trabalho de Compliance do time (boas práticas gerenciais, cobrando responsabilidade social entre parceiros / fornecedores / colaboradores, em suma). Como é que fica isso?

Leio muita gente questionando Cuca “somente agora” (já citei o link acima, não sou julgador dele mas abomino qualquer atitude criminosa da qual ele foi acusado), e a grande indagação é: por que não foi lembrado tal fato nos outros trabalhos?

Obviamente, as informações eram menos difundidas, as ONGs em menor número e as causas com menos ativistas defensores. Com a popularização da Internet e o engajamento das pessoas, isso muda de figura. 

Lembremo-nos: Robinho, ex-Santos, teve áudios divulgados quanto ao estupro no qual ele foi condenado (que eram nojentos, e estão disponíveis aqui: https://wp.me/p4RTuC-rQs). Quando o Santos FC tentou recontratá-lo, os patrocinadores em peso se manifestaram e o negócio, quase certo, desfeito.

Se os patrocinadores do Corinthians ameaçarem sair, não acredito que Cuca fique (vide o que acontece, por exemplo, quando o Sleep Giants faz uma campanha de “despatrocínio”: o prejuízo financeiro é enorme). Embora o treinador, em coletiva, pediu 15 dias para ser cobrado por resultados e padrão de jogo, talvez a sociedade não lhe dê esse tempo…

Por fim: que coisa o gerenciamento de carreira feito pelo Cuca? Depois de se sagrar campeão e tirar um ano sabático (sendo cotado inclusive para a Seleção Brasileira), “quebrou” seu planejamento voltando num péssimo momento ao Galo Mineiro. E foi reaparecer justamente no Corinthians, num momento tão crítico?

Cuca, profissionalmente falando, é um vencedor. Já fez um ótimo pé-de-meia (inclusive o ”engordou” na sua passagem pela China). Não sei se estaria disposto a passar por um “julgamento social público”, que pode virar um “linchamento de imagem”.

– Cadê o juizão?

Quando o cara tem uma oportunidade, ele tem que agarrar. Raphael Klein, 33 anos, árbitro de Vasco x Palmeiras (eleito o melhor do Gauchão e que quer entrar para o quadro da FIFA em 2026), é um desses que está bobeando.

No seu primeiro jogo no Maracanã (Vasco x Palmeiras), as equipes voltaram do intervalo, se posicionaram, e… cadê ele?

Algo muito grave deve ter acontecido, pois não é normal tal fato.

– Um “Novo SPFC” de Dorival Jr ou… novo comportamento no “Mesmo São Paulo” de Ceni?

Na sexta-feira e no sábado, Dorival Jr “transformou” o São Paulo. Acabou com a indolência, trouxe a garra, eliminou o passe errado, melhorou o DM, e, surpreendentemente, trouxe sorte à equipe (vide o 3º gol do Tricolor, na falha da zaga do América-MG – ou o 1º, em possível falta na lateral, na origem da jogada).

Brincadeiras à parte, mas… como em apenas 2 dias a “disposição dos atletas” muda tanto, não? Rogério Ceni que o diga.

Prova, mais uma vez, que jogador derruba técnico. Igualmente a Luxemburgo no Palmeiras, Nelsinho Baptista no Santos, Passarela no Corinthians ou o próprio Parreira no SPFC.

São Paulo x América-MG: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de Terra.com