– Roger e a Filha deficiente visual: quanta emoção!

Que coisa sensacional: Luís Roberto, narrador da Globo, presenteou a filha do Roger (Botafogo-RJ) com um quadro 3D contando a história do gol para que a menina, que é cega de nascença, “enxergasse com o dedo“.

Vale todos os elogios! Incrível. 

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=KAaBL44D59E

– Cristiano Ronaldo ou Eusébio?

Sempre me questionei se o atacante Cristiano Ronaldo havia superado o Pantera Negra Eusébio, maior ídolo esportivo de Portugal.

Não pude ver Eusébio jogar, só alguns vídeos, mas ele era um “quase Pelé” no esquadrão do Benfica.

Eis que hoje fui avisado por quem viu os dois em campo (e jogou contra Eusébio): TOSTÃO! Aliás, Tostão é quem melhor analisa e escreve sobre futebol hoje, em minha modesta opinião. E o tricampeão do mundo disse na Rádio Bandeirantes à Cláudio Zaidan e Bernardo Ramos: “ambos são gênios, mas Cristiano Ronaldo é mais completo, pois faz gol de todo jeito”.

Questionado ainda sobre Messi, ele complementou: “Messi é mais clássico, prefiro ver ele jogar, mas Cristiano Ronaldo é mais fazedor de gol, finaliza muito mais. Mas tenho o Messi como melhor”.

Não vou discutir!

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– Somente coincidência a permissão de 6 mudanças na Libertadores?

Talvez seja apenas uma coincidência. Mas a Conmebol permitirá a troca de 6 jogadores para a próxima fase da Libertadores da América.

O curioso é: justo agora que o River Plate foi pego com dois atletas no Dopping?

É claro que o número alto de mudanças será justificado pelo fato de que o torneio é mais comprido e a janela internacional desmontará muitas equipes. Mas sabendo do histórico da entidade… Olhos abertos!

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– Os Clubes da Libertadores NÃO querem o VAR na competição!

Leram a Coluna “De Prima” do Jornal Lance de hoje?

As equipes brasileiras que estão classificadas para a próxima fase da Libertadores da América não querem a utilização do árbitro de vídeo na competição.

Motivo?

Eles crêem que o tempo de treinamento para os árbitros que trabalharão com esse equipamento é insuficiente para o bom uso.

Em tempo: o árbitro brasileiro que mais tem trabalhado na Libertadores é Wilton Pereira Sampaio (que apitará Grêmio x Corinthians no próximo domingo). Já Sandro Meira Ricci é o brasileiro que tem atuado como VAR pela FIFA na Copa das Confederações. Esses dois juízes seriam utilizados pela Conmebol para a função de vídeo-árbitro na Libertadores, se for mantida a ideia da Conmebol.

Me preocupa o seguinte: Juan Antonio Pizzi, treinador da Seleção Chilena, disse em um dos jogos da Copa das Confederações neste ano: “o grande problema do árbitro de vídeo é a cultura”, ao falar sobre as reclamações de determinados selecionados e a passividade de outras equipes.

Imaginaram em alguma das “Arenas Havaianas” (em referência aos estádios ruins e aos chinelos arremessados pelos torcedores selvagens de alguns clubes sulamericanos) quando o jogo ficar parado e a decisão for pró-clube visitante?

E você, o que acha: deve-se utilizar o VAR nas próximas fases da Libertadores ou não?

A propósito, Gianni Infantino, presidente da FIFA, está feliz com o vídeo-árbitro e tem embaixo dos braços um “pacotão de mudanças da regra a ser estudado”. Clique aqui para conhecê-las (será um novo esporte?), em: http://wp.me/p55Mu0-1vC

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– Onde tantos estrangeiros terão vaga no SPFC?

No Brasil, entre titulares e reservas, uma equipe pode relacionar no máximo 5 jogadores estrangeiros (antes, quando eles não tinham “invadido o Brasil”, o limite era de 2 e ninguém dava bola para isso).

Reparo que o São Paulo Futebol Clube tem em seu atual elenco 6 jogadores: Diego Lugano, Cueva, Arboleda, Jonatan Gómez, Buffarini e Lucas Pratto (e supostamente teria interesse em um 7o estrangeiro: Calleri).

Quem serão os dois que “sobrariam”, já que na lista dos 5 estarão incluídos os que estão entre os titulares e reservas na súmula do jogo?

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– Mil Gozito, a paródia de Depacito (por Túlio Maravilha)!

Sensacional! O irreverente Túlio Maravilha lançou a música “Mil Gozito”, fazendo a alusão à canção Despacito e com uma letra extremamente engraçada.

Veja que figuraça, em: https://www.youtube.com/watch?v=lpKVtMbnoLU

– A Polêmica de Leandro Donizete: falta de profissionalismo?

Leandro Donizete chiou no Santos FC por não ser titular. O jogador, que não se firmou titular, ao saber que continuaria como reserva com Levir Culpi se recusou a participar do próximo jogo do Peixe.

Peraí: o cara ganha R$ 300 mil / mês e faz “mole” para ficar no banco?

Primeiro: tem que ganhar a vaga dentro de campo (independente de salário). Segundo: há de ser profissional…

Ô dinheiro mal gasto do Santos, não?

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– Eu estava dando crédito a Luxemburgo…

Nos anos 90, Vanderlei Luxemburgo era incontestável estrategista. No começo dos anos 2000, trabalhei algumas vezes em jogos com ele na função de 4o árbitro e fiquei impressionado como ele falava com os boleiros e mudava o jogo.

Dando sempre valor a quem venceu e tem experiência, queria crer (para o bem do futebol) que o Luxa não estivesse ultrapassado ou que não era verdade a história de que só sabia trabalhar com jogadores estrelas. Ledo engano…

Não bastasse os problemas extracampo (cassinos, polêmicas com empresários e declarações estapafúrdias – como a de que Guardiola seria somente “marketing” e que ele, Vanderlei, não precisa mais aprender nada no futebol), há pouco disse que entraria na Política. Ato contínuo, assumiu o Sport-PE e não consegue bons resultados.

Será que é hora de admitir: Luxemburgo FOI um grande treinador de futebol no passado?

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– As Futuras Mudanças das Regras do Futebol em Discussão!

Estamos vendo muita confusão com pequenas mas significativas mudanças nas regras e orientações no futebol, como, por exemplo, a questão do impedimento (precisa-se de “bula” para as novas interpretações).

Mas se você acha isso “radical demais”, saiba: a International Board redigiu uma proposta de estudos para a alteração profunda do futebol chamado de “Play Fair, em alusão à expressão Fair Play, dividindo as mudanças em “viáveis a curto, médio e longo prazo”. Com isso, se deseja que o futebol alcance a melhora de 3 pontos:

  1. respeito do comportamento do jogador,
  2. aumento do tempo de bola rolando e
  3. a legitimação dos resultados (fim dos erros de arbitragem).

O documento original, em inglês, pode ser acessado no PDF que segue: http://www.play-fair.com/data/Strategy_Paper_EN_150dpi_Doppelseiten.pdf (ops: o arquivo é bem pesado, tenha acesso a uma boa conexão para acessá-lo).

Algumas das propostas são:

– Faltas, escanteios e tiros de meta poderiam ser cobrados para o próprio jogador (não precisará que outro atleta toque a bola, pode sair jogando sozinho),

– Aplicação de Cartões Amarelos e Vermelhos para os membros de Comissão Técnica (quantos treinadores levariam amarelo no Brasileirão, não?),

Acabar com o rebote do pênalti. Se a bola não entrar no gol, reinicia-se o jogo com tiro de meta.

– Só se poderá encerrar o 1o e o 2o tempo com a bola parada, nunca com a bola rolando,

– A mudança do tempo de jogo para 2 tempos de 30 minutos, com o árbitro paralisando o seu cronômetro a cada interrupção, sendo que os torcedores acompanhariam o relógio do juiz através de cronômetros no estádio (o relógio do tempo de jogo voltará!).

Cobranças de pênalti alternadas (bate o time X, depois duas vezes o Y, depois se faz a repetição ao inverso).

E aí, o que acham das idéias? Teriam mais algumas?

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– Salve a Seleção!

É de arrepiar!

Em fase de vacas magras do Escrete Canarinho, assisti no YouTube 10 minutos de Brasil 4×1 Itália em 70, com o áudio do estádio.

Áureos tempos…

Sensacional, assista em: http://www.youtube.com/watch?v=n0BCyjO19EI

– O que fazer com o Lucão? E Ceni?

Cá entre nós: com os resultados negativos que Rogério Ceni está obtendo como treinador, se fosse outro técnico qualquer, já estaria demitido. Sem contar as atitudes antipáticas que vem tomando, em especial em suas entrevistas poucos carismáticas e nos seus treinos fechados.

E Lucão? É evidente que está sem clima e não tem como mais jogar no São Paulo FC. É outro que vai embora após a torcida criticar (e aqui escrevo sem juízo de valor, pois Casemiro, Michel Bastos e o próprio Lucão tem suas particularidades). Mas tem uma coisa: não é o Lucão que se auto-escala, é o treinador!

A coisa está feia no Morumbi…

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– Os dois erros de arbitragem na partida Coritiba 0x0 Corinthians

Dois lances polêmicos no Couto Pereira, em Curitiba, para Coritiba 0x0 Corinthians. Vamos lá?

1) O zagueiro Márcio (CFC), APÓS disputa de bola com Romero (SCCP), dá um tapa no rosto do atacante. Repare que não é aquela “mão que o jogador deixa propositalmente sobrar” (e que também é faltosa) para tentar roubar a bola. É agressão, independente da intensidade do tapa no adversário. O árbitro Marcelo de Lima Henrique, que estava bem técnica e disciplinarmente, deveria ter expulsado o atleta coxa-branca. Assista o lance em: pic.twitter.com/51nWL0ifyW

2) O lance de impedimento do atacante Jô: não há o que discutir, pois ele está atrás da linha da bola. Por ser lance rápido, no final do jogo, sob efeito de cansaço, bobeou o bandeira Micahel Correa (aqui, o árbitro não tem culpa alguma).

De lamentável o episódio já citado da briga pré-jogo nas ruas da capital paranaense. Lamentável, em: http://wp.me/p4RTuC-j3a

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– No Mundo ideal do Esporte…

Em um mundo ideal, quando um torcida de futebol errasse o caminho para o estádio, simplesmente se deslocaria por outras ruas para se encaminhar à praça esportiva, despreocupadamente.

Mas não é que alguns ônibus de torcidas ligadas ao Corinthians erraram o trajeto e se encontraram com torcedores do Coritiba “e o pau comeu”?

Sociedade civilizada? Claro que não! Homem que briga com outro homem por culpa de futebol é trouxa!

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– O polêmico gol contra no lance de David Braz em Santos 0x0 Ponte Preta

Lance difícil para arbitragem por culpa do bololô de jogadores, onde o árbitro Igor Benevenuto (pelo posicionamento e responsabilidade da jogada) deve ser absolvido, e o erro creditado ao bandeira 1 Márcio Eustáquio Santiago. Vamos ao lance:

Uma falta a favor da Ponte Preta é cobrada por Lucca, em direção à área do Santos. No lance, Elton está em posição de impedimento (mas vai estar impedido de jogar se tocar a bola, bloquear um adversário ou tirar proveito de um rebote da trave ou do goleiro, por exemplo). A bola é cabeceada pelo santista David Braz e vai ao gol. Gol contra do Santos, tento que deveria ser confirmado para a Ponte Preta.

O árbitro não pode ser culpado pois ali estavam diversos jogadores. Por experiência, é muito difícil precisar, pela posição que ele está em campo, de quem foi o cabeceio final. O bandeira poderia ajudar, já que lateralmente vê que a bola não é cabeceada pelo pontepretano. Aliás, quem mais poderia dirimir a dúvida é o AAA número 1 Emerson de Almeida Ferreira, que está em posição privilegiadíssima! Mas ninguém ajudou o juizão e o gol foi anulado, prejudicando a Macaca.

IMPORTANTE – se fosse no Paulistão, com a Regra que era vigente, você poderia anular o gol alegando (como fez) o comentarista da Sportv durante a transmissão. Mas agora, com a necessária participação ativa (tocando na bola ou diretamente no adversário com o contato), o impedimento tem que ser marcado com a mais ciente e efetiva interferência. O cabeceio de David Braz para o próprio gol não conta com a ação efetiva do adversário, que está em posição de impedimento, mas passivo (pelas novas normas desde maio no Brasil, desde ontem na Copa das Confederações e a partir de 1o de julho no restante do mundo).

CURIOSIDADE – Se David Braz acerta a trave e o rebote fica com Elton, não há mais impedimento. Se a bola desvia no santista e sobra para Elton, não mais também. Se Elton tentasse dominar e antes do toque (que efetivaria o impedimento ativo) ele é tocado, marca-se o pênalti!

Vale a atenção para que todos do mundo do futebol se atualizem com a nova regra!

O vídeo está nesse link, e o lance em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/nao-valeu-lucca-cruza-david-braz-faz-contra-e-juiz-marca-impedimento-aos-39-do-1o-tempo/5947971/

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– Clubes de Futebol com o Leiloeiro de plantão!

Uma reportagem mostra que o Paulista FC não está sozinho em questão de leilões: sobre os clubes paulistas que enfrentam / enfrentaram isso, hoje, no Estadão!

Extraído de: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,quem-da-mais-estadios-de-clubes-tradicionais-entram-em-leilao-em-sp,70001846090

QUEM DÁ MAIS? ESTÁDIOS DE CLUBES TRADICIONAIS ENTRAM EM LEILÃO EM SP

Dívidas trabalhistas e fiscais têm colocado em risco o maior patrimônio de clubes como Portuguesa e Guarani

Guarani, Portuguesa, Comercial, Paulista e Portuguesa Santista, clubes tradicionais do Estado de São Paulo, têm algo em comum. Todos estiveram recentemente, ou ainda estão, sob a ameaça de perder seus estádios por meio de leilão. Dívidas trabalhistas, tributárias ou com fornecedores colocam o patrimônio dessas associações em risco e “aguçam os sentidos’’ de um setor sempre interessado em grandes áreas: o imobiliário.

Reinaldo Fincatti, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), explica que o principal interesse do mercado imobiliário pelos estádios é o potencial de reutilização, ou seja, a transformação da arena em outro negócio, como grandes empreendimentos.

“Em geral, os estádios estão em locais nobres e de fácil acesso. São terrenos únicos, avantajados, praticamente inexistentes no tecido urbano”, explica Fincatti. “Para o mercado imobiliário, o preço do terreno vale mais do que a construção em si.’’

Em 2015, o Grupo Maxion arrematou o Brinco de Ouro da Princesa, estádio do Guarani, por R$ 105 milhões. Comprovando irregularidades no processo – o valor da compra era inferior à avaliação da Justiça Federal, de R$ 470 milhões –, o clube de Campinas anulou o leilão. Em seguida, conseguiu um acordo com a empresa MMG, que pertence ao Grupo Magnum. Neste acerto, o Guarani vai ceder o terreno do estádio para a construção de um complexo comercial/imobiliário.

Em contrapartida, o investidor vai pagar a dívida trabalhista do clube, em torno de R$ 20 milhões, construir um CT, novo clube social e nova arena de 12 mil lugares na cidade. Além disso, vai patrocinar o clube por 130 meses com R$ 350 mil mensais. O Guarani vai transferir a posse do Brinco quando receber todas essas novas estruturas.

“Muitos clubes, incluindo o próprio Guarani, sofreram administrações desastrosas, que comprometeram boa parte de seu patrimônio. Porém, a atual legislação esportiva, principalmente no que tange aos direitos econômicos de atletas, acaba punindo os clubes, tornando a atividade deficitária”, opina Palmeron Mendes, presidente do Guarani. “Leiloar o patrimônio não trará uma solução para o problema.”

TOMBAMENTO

Há situações, porém, em que arrematar um estádio em leilão não é oportunidade de negócio para potenciais investidores. Pode até se tornar forte dor de cabeça. São os casos daqueles que estão tombados ou em processo de tombamento.

O Palma Travassos, do Comercial, é patrimônio histórico de Ribeirão Preto. Principalmente por isso, todas as três tentativas de leilão realizadas, a última em 22 de maio, fracassaram. O lance mínimo de R$ 18,9 milhões para um bem avaliado em R$ 31,5 milhões não seduziu ninguém. “É sempre uma situação constrangedora, mas, diante desse quadro, praticamente não há risco de o estádio ser arrematado’’, disse ao Estado o presidente do Conselho Deliberativo do clube, David Isaac.

Ele reclama que o Comercial tem passado por esse constrangimento por causa de dívida que se arrasta desde a década de 1960. São débitos fiscais, de FGTS, atualmente em cerca de R$ 3 milhões. “Temos tentado insistentemente negociar dentro da realidade do clube, espero que agora a gente consiga um acordo.’’

O Jayme Cintra, do Paulista, passa por processo semelhante. Leilão realizado em 27 de maio por causa de dívida trabalhista de R$ 1,5 milhão terminou sem lance – o mínimo era de 50% dos R$ 35 milhões que o local foi avaliado. Isso porque, no fim de março, havia sido iniciado o procedimento que visa o tombamento parcial do estádio.

Esse processo de tombamento, aliás, pesou para que o juiz Jorge Luiz Souto Maior, da 3.ª Vara do Trabalho de Jundiaí, determinasse, um dia depois daquele pregão, o cancelamento do leilão. Como o Paulista tem várias outras dívidas, essa que deu origem ao leilão malsucedido foi enviada ao “condomínio de credores’’ do clube, que recebe gradativamente as pendências. “Todo dinheiro que ingressa no Paulista é automaticamente enviado para o condomínio e rateado entre eles’’, diz Cláudio Levada, presidente do Conselho de Administração do clube.

Ele afasta a possibilidade de uma reviravolta da situação no curto prazo que leve à nova determinação de leilão, independentemente do tombamento. “Eu diria que não existe risco imediato. Mas é claro que, se as dívidas não forem pagas, permanece a possibilidade do arremate.’’

PORTUGUESA SANTISTA NEGOCIA ACORDO

Mandar um estádio a leilão pode servir para estimular o clube devedor a se acertar com o credor. Isso está ocorrendo em relação ao Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista. Há leilão marcado para 3 de agosto por dívida com Renato Vasconcelos, ex-advogado do clube. As partes negociam um acordo que deve cancelar a ação.

“Esse leilão não vai acontecer. Faremos um acordo para parcelar a dívida”, acredita o diretor jurídico da Santista, Rogério Conde. “Aceito parcelar em dez vezes, desde que permaneça a penhora. Feito o acordo, pedimos a suspensão”, garante Vasconcelos.

Em 2015, tratativa semelhante conduzida por Vasconcelos com um hotel evitou que o estádio fosse leiloado.

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– Rússia 2×0 Nova Zelândia. E cadê os brazucas?

Na plateia da abertura da Copa das Confederações 2017, estava o Rei Pelé, ao lado de Gianni Infantino (presidente da FIFA) e do todo-poderoso Vladimir Putin (o presidente Russo).

Dentro de campo, jogaram Rússia (que abriu mão do lateral brasileiro Mário Fernandes, ex-Grêmio e atualmente no CSKA – e que um dia recusou a convocação para a Seleção Brasileira) contra uma seleção neozelandesa praticamente amadora (com descendentes de latinos e europeus).

Uma curiosidade: a Rússia está jogando o torneio com uma seleção em que todos os convocados jogam no próprio país (não é opção, é que o treinador os considera os melhores do que os do Exterior). Na lista, o 3o goleiro é o brasileiro naturalizado Guilherme Marinato (que não jogou).

A competição não terá nenhum árbitro brasileiro apitando (teremos Nestor Pitana da Argentina e Wilmar Roldán da Colômbia representando a Conmebol). Mas terá um representante da arbitragem tupiniquim: Sandro Meira Ricci, que será Vídeo Árbitro no torneio.

Em outros tempos, o presidente da CBF viajaria para a FIFA e conseguiria mais prestígio para o país. Mas hoje… não sai do seu bunker.

Aliás, a Rússia anunciou que pode ter assassinado o líder do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) há um mês, em um ataque com mísseis. Se comprovado, imagine o medo de atentados por lá, devido ao sabido ódio e desejo de vingança dos membros desses malucos.

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– O Ronaldinho que os mais jovens não viram em 2002

Converso com garotos que não se lembravam do jogador Ronaldinho, só do Ronaldo Nazário empresário, meio que antipático e demonstrando indiferença das coisas. 

Será que foi sempre assim?

Peço a permissão para usar e depois parafrasear a letra da conhecida canção:

(…) No tempo que Don Don jogava no Andaraí
Propaganda era reclame, ambulância era dona assistência,
Mancada era um baita vexame, e pornografia era só saliência,
Sutiã chamava porta-seio, revista pequena, gibi ih
No tempo que Don Don jogava no Andaraí (…).

Diante disso, recebi esse link do You Tube da final da Copa de 2002, quando o Brasil (já faz 15 anos!) venceu a Alemanha por 2×0 e sagrou-se Pentacampeão Mundial de Futebol. E veja só que curioso:

Ronaldo Nazário era Ronaldinho, Cabelo Cascão era distração,
Ronaldo Gaúcho jogava a sério, Felipão era atualizado,
Seleção era sinônimo de paixão,
Galvão trazia vitória com emoção!

Falando sério: que belo jogo se vê! A Seleção Brasileira com um Rivaldo inspirado, Marcos seguro no gol e o principal: Ronaldo (que era simplesmente Ronaldinho) esbanjava carisma e disposição! Que jogador fantástico, me lembrei do começo no Barcelona, com as arrancadas incríveis.

Assistindo esse jogo, vi algo que os mais jovens não viram: R9 magro, voltando para roubar a bola! No 1o gol do Brasil, ele tenta disparar, perde a bola, volta para disputar e a domina com um tranco legal. No Real Madrid e no Milan já não se via isso. Muito menos no Corinthians.

O vídeo, de 10 minutos aproximadamente, está abaixo. Vale a pena recordar (Galvão Bueno está inspiradíssimo):

– Mea Culpa sobre a postagem da rodada de meio de semana!

Duas observações que devo fazer sobre a última postagem da analise de jogos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1uE).

A respeito de Sport x São Paulo, além do pênalti de Thomás, houve uma não expulsão claríssima de Wesley! Passou despercebido por mim. Simplesmente não vi o lance durante o jogo (devo ter dormido, idoneidades ao banheiro, sei lá). Como ouvi muita gente falando, procurei e… que susto! O são-paulino errou o chute na bola e deu um pontapé no adversário. É para Cartão Vermelho, indiscutivelmente.

Também sobre o meio de semana, os dois lances reclamados por Edu Dracena (o do gol de Kayke) e o do pênalti reclamado: no primeiro, mantenho: o contato físico não foi suficiente para desequilibrar o atleta, que posteriormente, provavelmente por estar em velocidade, tropeça nas próprias pernas. Mas o segundo, “pintou” uma dúvida por uma outra câmera que eu não tinha visto: houvera ocorrido, por um lado cego, um puxão? Fiquei na dúvida, pois pela imagem mais clara que vi, não marcaria. A outra, que me levou a ter dúvida, pode me desmentir sim (isso mostra o grau de dificuldade para tal análise). 

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– Pitacos da Arbitragem de Sport 0x0 São Paulo, Corinthians 1×0 Cruzeiro e Santos 1×0 Palmeiras. As teorias conspiratórias ressurgem…

Não gosto de ilações feitas nas redes sociais movidas por apaixonados. Mas que as teorias conspiratórias surgem cada vez mais, não tenhamos dúvida!

Os exemplos podem ser vistos na última rodada (e aqui nem relato a situação discutida na Ressacada, domingo passado, em Avaí x Flamengo, onde um pênalti foi anulado corretamente a favor do Flamengo, mas de maneira suspeita pelo uso proibido de informações externas – o Avaí disse a Marco Polo Del Nero e ao Coronel Marinho que usará câmeras com filmagens Full Time no quarto árbitro e no delegado de cada partida a partir de agora).

Vamos aos jogos:

1 – SPORT 0X0 SÃO PAULO: Sim, o tricolor Thomaz (SPFC) comete uma infração ao empurrar Samuel Xavier (SPORT). Se fosse no meio de campo, talvez Heber Roberto Lopes marcasse tiro livre direto. Mas dentro da área, não tão bem posicionado, errou ao não marcar pênalti. Prejuízo ao time de Recife. Para as teorias conspiratórias, privilegiou-se o time grande. Prefiro crer em erro normal de arbitragem.

(COMPLEMENTANDO ACIMA, NA POSTAGEM EM: http://wp.me/p55Mu0-1v9)

2- CORINTHIANS 1X0 CRUZEIRO: existiram erros de impedimento para os dois times, mas o time mineiro reclama do puxão (existente) de Pablo (SCCP) em Ábila (CRU) dentro da área. Errou Leandro Pedro Vuaden, pois foi pênalti (o corintiano ganha a disputa de bola do cruzeirense por puxá-lo na hora em que a bola é levantada). O Árbitro Assistente Adicional 2, bem de frente ao lance, nada ajudou. Para as teorias conspiratórias, novamente uma partida entre esses dois times com erro premeditado (desde o jogo em que Sandro Meira Ricci apitou pênalti em Ronaldo e Zezé Perrella ameaçou todo mundo de contar algo que sabia – e que nunca falou – se reclama de favorecimento ao Timão).

3- SANTOS 1X0 PALMEIRAS: Duas reclamações palmeirenses: a do 1o gol, quando Edu Dracena (SEP) está disputando a bola com Kayke (SFC). O santista até está com o braço aberto, existindo contato físico, mas não faltoso. Me parece sinceramente que Dracena tropeça quando está correndo. Gol legal. E no lance derradeiro do jogo, onde Edu Dracena reclama de puxão de Lucas Veríssimo, o erro foi do comentarista da arbitragem, Paulo César de Oliveira, que disse na TV Globo que o palmeirense estava em impedimento quando sofreu o puxão (supondo que não poderia marcar o tiro penal). Ora, se está em impedimento e não tocou o adversário ainda em disputa de bola, pelas novas orientações da regra já em vigor, você deve dar o pênalti! Porém, a imagem de que Lucas Veríssimo puxa Dracena não me convence, pois tenho a impressão de que aquele contato físico não teria força suficiente para derrubá-lo (repare como ele tenta disputar a bola – que não seria alcançada – caindo). Provavelmente, Dracena, ao recordar as reclamações do primeiro lance, tentou reclamar uma segunda vez para conseguir benesse nesse lance final, mas não ludibriou o árbitro Wilton Sampaio. Mas para quem gosta de conspirações, vale lembrar que o Santos ganhou no minuto final com falta inexistente contra o Botafogo e que o atual comandante da arbitragem, Coronel Marinho, era o nome pedido do presidente Modesto Roma para que assumisse o cargo de Sérgio Correa, seu desafeto (Modesto fez lobby publicamente).

Fora do estado de São Paulo, ouço alguns bochichos de que a “paulistada” está reinando na CBF. Afinal, Marco Polo é o presidente, Walter Feldman e Marco Aurélio tem cargos de direção, Reinaldo Carneiro é quem representa a entidade lá fora, Cel Marinho comanda a arbitragem, Ana Paula Oliveira é diretora da Escola de Árbitros, Sérgio Correa é o desenvolvedor do árbitro de vídeo, e outras pessoas importantes que trabalhavam na Federação Paulista com Del Nero estão na CBF.

Não creio em conspiração, creio em apadrinhamento e incompetência de alguns citados. Há muito “bola murcha” mandando no futebol…

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– Não vale conversas entre os cartolas dos clubes? O caso Gabriel e Bruno Henrique.

O Palmeiras perdeu Gabriel para o rival Corinthians.

O Corinthians perdeu para a Itália Bruno Henrique que agora chega ao Palmeiras.

Não valia a pena os presidentes da ambos os clubes conversarem entre si?

Claro, se transaciona com polêmica somente para muitos empresários ganharem dinheiro.

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– O melhor treinador do Brasil é…?

Não há dúvida: atualmente, o melhor trabalho de diretor técnico em clube de futebol é do corintiano Carile. 

Veja: Cuca está demorando a engrenar, Levir ainda começa o trabalho no Santos, Rogério Ceni começou a ser contestado até mesmo pela sua torcida. No Rio, Milton Mendes oscila, Abel não consegue empolgar (embora faça um bom trabalho), Jair Ventura é uma surpresa agradável e Zé Ricardo está na corda bamba.

Vágner Mancini e Renato Gaúcho, pelos elencos que têm, também fazem ótimo trabalho. Mas líder do torneio, até agora, e mostrando consistência e filosofia do que quer, vejo Fábio Carile transmitindo segurança.

É ótimo que surjam novos nomes no futebol brasileiro.

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– Os lances polêmicos de Corinthians 3×2 São Paulo e Avaí 1×1 Flamengo

Boa arbitragem com erros e Má arbitragem com acertos. Tudo por vias tortas! Me refiro, respectivamente, do jogo da Arena Corinthians e do Estádio da Ressacada.

Vamos lá:

A- CORINTHIANS 3X2 SÃO PAULO

Cinco situações para serem discutidos no Majestoso:

1) Cássio, o goleiro do Corinthians, entrou em campo com a mesma cor do uniforme da arbitragem. Não pode! Saiba: o time da casa é que usa o seu uniforme principal (é seu direito); o time visitante usa cores diferenciadas e contrastantes do adversário; os goleiros vestem cores diferentes dos seus companheiros de linha (que não confundam os atletas) e que sejam também diferentes da arbitragem!

Portanto, o quarto árbitro, que vai ao vestiário confirmar as cores do uniforme, deve se certificar em especial das cores do goleiro. Se o Cássio entrasse de azul, Ricardo Marques Ribeiro e o restante do sexteto de árbitros deveriam entrar de amarelo. Como Cássio foi de amarelo, deveriam entrar de azul. Ou não houve trabalho correto do quarto árbitro mineiro Sidmar dos Santos Neurer? Em determinado momento do 1o tempo, estavam árbitro, quarto arbitro e assistente adicional juntos. Todos de amarelo. Aí fica feio…

Aliás, foi visível pela TV que em cada saída de túnel havia 2 cartolas “alto escalão” da FPF trabalhando remuneradamente, com caderno na mão e rabiscando vez ou outra. Precisa tudo isso para avaliar árbitros? A figura do “delegado da partida’ foi subdividida para contentar todo mundo, não?

2) O gol de Gilberto: após a cobrança de falta, numa visível jogada ensaiada pelo time do São Paulo, os jogadores ficaram esperando em linha a cobrança de falta. Por míseros centímetros Gilberto estava à frente e fez o gol de cabeça irregular. Aqui, que não se critique o árbitro Ricardo Marques Ribeiro, pois o erro (tolerável, pela extrema dificuldade) foi do bandeira Pablo Almeida da Costa. E provavelmente o erro se tenha dado pelo fato de que, mais acima da área, um jogador do São Paulo encobria a visão do bandeira. Reveja o gol e perceba: o bandeira está ofuscado por um são-paulino e nem vê Gilberto!

3) A mão de Lucão dentro da área: não houve intenção alguma, não vale repetir o discurso de “correr risco” – que não existe, pois risco é imprudência e não é quesito de avaliação, mas sim a intenção subjetiva / movimento antinatural. Portanto, não foi pênalti. Acertou Ricardo Marques Ribeiro.

4) Douglas (SPFC) em disputa de bola com Jô (SCCP) o atinge. É falta para tiro livre direto e aplicação de cartão amarelo. Mas já que vale a REGRA NOVA a partir desta temporada 2017/2018, se for tal lance dentro da área, se marca o pênalti e não se aplica o cartão amarelo (e se estivesse com o gol aberto, livre, sem goleiro, se marca o pênalti e aplica o cartão amarelo e não mais o vermelho – isso desde a temporada 2016/2017). Fora da área, continua valendo o amarelo para tais lances e vermelho para situação iminente de gol. Acertou novamente Ricardo Marques Ribeiro.

5) A cobrança de pênalti do Corinthians: houve nítida invasão de área na cobrança de Jadson, e foi na frente do árbitro. Na hora do chute, um atleta corintiano bem próximo do árbitro invade a grande área e está quase a frente do juiz quando Jadson chuta ao gol. Como foi gol, o procedimento correto é: cobra-se o tiro penal novamente a aplica-se o cartão amarelo ao atleta do Corinthians que invadiu (esse detalhe também faz parte das Regras alteradas para 2017/2018). Erro de Ricardo Marques Ribeiro, à sua frente.

Enfim: um gol para cada equipe irregular, com graus de dificuldade diferentes na tomada de decisão, numa arbitragem (apesar disso) que não aparentou ser ruim.

B- AVAÍ 1 X1 FLAMENGO

Paulo Schleich Vollkop, árbitro sul matogrossense, eventualmente aparece nas escalas do Campeonato Brasileiro, faz má arbitragem e some de cena. Aí volta a apitar e faz a mesma coisa. É um ciclo que não termina nunca. Talvez por ser tão jovem (tem 32 anos, embora há tempos seja escalado), se dá tantas oportunidades.

Na Ressacada, um verdadeiro circo! Aos 34 minutos do 2o tempo, Everton (FLA) está tentando roubar a bola de Diego Tavares (AVA). O Flamenguista chega a tocar seu braço no corpo do adversário, que dobra as pernas e simula ter sofrido penalidade. Claro teatro, onde o jogador catarinense deveria ter recebido o cartão amarelo. E na MAIOR CARA DE PAU, ELE COMEMORA, VIBRA, GRITA DE ALEGRIA. Cadê o Fair Play, em lance tão bisonho?

Na sequência, o AAA (Árbitro Assistente Adicional 2) Paulo Henrique de Melo Salmázio é consultado, bem como o Bandeira 2 Leandro dos Santos Ruberdo. Ambos não contrariam a decisão do árbitro. Bola na marca do cal, todo mundo posicionado (isso levou 2’20”) e… o árbitro vai consultar novamente o AAA2 que muda de opinião. Se vira para o bandeira e idem!

Quer me fazer acreditar que ninguém informou com base em imagens de televisão que não foi pênalti? Resta saber: quem foi o elemento que soprou para os outros 3 elementos do sexteto do Mato Grosso do Sul a informação? Teria sido o mesmo que em 2015 influenciou 4 jogos TAMBÉM em Santa Catarina?

Caso não se recorde dessas partidas, compartilho o link da publicação deste tema em 2015, onde até tivemos “desexpulsão”. Reveja em: http://wp.me/p55Mu0-Ak

Por vias tortas e erro no procedimento, acertou-se em não marcar o pênalti! É mole?

A propósito, o vídeo do pênalti desmarcado e toda a confusão está acessível em: http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/polemica-que-se-repete-relembre-jogos-em-que-houve-suspeita-de-interferencia.ghtml

 

 

 

– Anúncio de tentativa de manipulação, a CBF com a possível briga com a Globo, e justo às vésperas de delação? Tudo coincidência?

A transmissão de Brasil x Argentina fora da Rede Globo trouxe uma esperança: teria a CBF brigando com a Vênus Platinada?

Se sim, ótimo!

Imaginem que quando Ricardo Teixeira estremeceu as relações com a empresa (que muito em breve, segundo gente que entende do riscado, fará uma arrasadora delação ao FBI sobre desvios de dinheiro na FIFA e na CBF), Marcelo Rezende, então para o Jornal Nacional, mostrou as falcatruas que envolviam Ivens Mendes na Comissão de Arbitragem. Posteriormente, foi Eurico Miranda quem provocou a emissora e teve que aceitar a represália dizendo: “a pior coisa que existe para um homem é ganhar 30 segundos no JN”.

Nessa semana, por coincidência, a Corregedoria da Arbitragem anunciou em documento enviado a clubes e árbitros que existe gente conhecida do meio tentando assediar e manipular placares de suas competições.

É muita coisa estranha ao mesmo tempo? Hipoteticamente, algo grande estaria para ser revelado pela Globo e alguém se apressando a alertar?

Hum… acho que tudo isso será bom para uma “Lava Jato do Futebol Brasileiro”…

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– Gravíssimo: Dopping de atletas brasileiros, inclusive no Futebol?

Algo estarrecedor, se confirmado. Atletas de alto rendimento do Brasil há tempos vem praticando dopping, de difícil percepção nos exames, incluindo campeões como, inclusive, o lateral esquerdo Roberto Carlos.

Nojento, deplorável e preocupante (repito: caso seja verdade). Publicado há pouco, extraído do Blog do Juca Kfouri no UOL:

TV ALEMÃ DENUNCIA DOPING NO BRASIL, NO FUTEBOL, INCLUSIVE – 10/06/2017 15:30
A ARD, emissora alemã de TV, levou ao ar agora há pouco, 13h35 no horário brasileiro,  uma reportagem feita pela mesma equipe, comandada pelo jornalista Hajo Seppelt,  que descobriu o sistema de doping  na Rússia e que tirou os russos da Olimpíada no Rio em 2016.
A matéria acusa o médico brasileiro Júlio César Alves, de Piracicaba, de práticar métodos que seriam proibidas pelo antidoping e que envolvem atletas brasileiros de alto rendimento, inclusive o ex-lateral Roberto Carlos, campeão mundial em 2002, que se negou a dar explicações à equipe alemã de TV. O texto, em inglês, pode ser lido AQUI.
Alves já causou grande repercusão no Brasil ao conceder entrevista ao jornalista Roberto Salim, então na ESPN Brasil, como se pode ver AQUI, quando disse, entre outras afirmações gravíssimas que desnudaram a hipocrisia vigente no esporte mundial,  haver dois jogadores da Seleção de Felipão entre seus clientes, sem citar seus nomes. Agora suas práticas ganham repercusão mundial.
ATUALIZANDO – 16h34 – Jamil Chade, consagrado jornalista, postou no Estadão essa reportagem bem detalhada:

Rede clandestina alimenta doping no esporte e futebol de elite no Brasil

Emissora alemã que trouxe à tona escândalo de doping no esporte russo agora expõe situação brasileira e revela suposto doping de ex-lateral Roberto Carlos, falhas no controle, pressões do COB e abastecimento em grande escala

Com amplas falhas de controle e pressão de instituições, o doping é uma realidade do esporte brasileiro e chega até mesmo ao futebol de elite. A denúncia foi revelada pela emissora de TV alemã ARD neste sábado e aponta ainda para o suposto envolvimento de ex-jogadores da seleção como Roberto Carlos.

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Roberto Carlos, ex-lateral da seleção, estaria entre os envolvidos Foto: Tasso Marcelo/AE

De acordo com a investigação, o País não conta com um sistema de controle suficiente, o treinamento é inadequado, o abastecimento de produtos é amplo, existe pressão das instituições e a ação judicial falha.

Em 2014, a ARD revelou a forma pela qual o governo russo promovia o doping de seus atletas. Sua emissão levou o COI a banir o time de atletismo da Rússia dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Desta vez, a investigação é focada no doping no futebol brasileiro e no esporte nacional.

Apresentando-se como agente estrangeira de jogadores de futebol em busca de anabolizantes, a equipe de TV entrou em contato com uma rede de abastecimento clandestina e chegou até mesmo a visitar uma fábrica de anabolizantes.

Um dos médicos que prometia fornecer o material fica em Piracicaba, Julio Cesar Alves. Ao conversar com o grupo alemão, sem saber que falava com jornalistas, ele revelou como seus produtos abasteciam jogadores, como o ex-lateral da seleção brasileira. Com uma câmera escondida, o grupo ouviu do médico ofertas por clenbuterol e orientando os clientes a deixar de tomar o produto 15 dias antes de uma competição para evitar serem pegos em um exame de doping. Alves ainda promete a eles dez doses de EPO. Na visita, o pacote de produtos saía por R$ 10,5 mil, que poderiam ser pagos em quatro vezes.

Uma das atletas pegas no doping no Brasil foi Eliane Pereira. Aos jornalistas, ela garante que não sabia o que Alves receitava e tomava acreditando que era algo legal. Mas ela admite que o médico ensinava como escapar dos testes e como teve um encontro com um “grande ídolo” da seleção brasileira no consultório do médico. Eliane, porém, se recusa a dar seu nome.

Pego numa gravação, Alves insiste que já forneceu seus produtos a dois jogadores da seleção. “Eu tratei de Roberto Carlos. Ele chegou a mim com 15 anos”, disse. De acordo com a ARD, documentos de uma investigação no Brasil também apontariam o envolvimento do ex-lateral. Mas procuradores disseram desconhecer o caso. Procurado, o ex-jogador não deu uma resposta à emissora.

IMPORTAÇÃO

De acordo com a investigação, parte dos produtos no mercado brasileiro é importada. Em Assunção, no Paraguai, o grupo de jornalistas chegou a ser levado a uma fábrica de anabolizantes. No encontro, os empresários confirmaram que vendiam anabolizantes e que seu principal mercado era o setor de futebol do Brasil, em grandes quantidades.

“Vendemos para todos os esportes, como atletismo”, disseram. “Há pessoas ainda que compram para jogadores que querem ainda atuar quando são mais velhos, entre 34 ou 35 anos ou para aqueles que tiveram alguma lesão”, explicou. Segundo o empresário, o produto é enviado para Brasil e Argentina. “Dois ou três fisioterapeutas de clubes brasileiros compram isso aqui para seus jogadores em fase de recuperação de lesões”, disse. “Em um momento que não pode ser detectado em exames de doping”, completou.

A investigação ainda aponta como as falhas nos controles seriam amplas no Brasil. Uma das investigações da WADA ocorre justamente com empresas que são terceirizadas no Brasil para realizar os testes.

Numa gravação telefônica que está de posse da WADA, uma das empresas deixa claro que o organizador de um torneio pode escolher quem ele quer testar. Ao ser questionada quem seria testado, a empresa responde: “normalmente testamos os três primeiros colocados e mais três outros. Mas você pode decidir isso”, disse.

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Grande esquema de doping teria envolvido diversos atletas do esporte e do futebol brasileiro Foto: Fabio Motta/Estadão

Entre os diversos especialistas e pessoas excluídas do controle de doping no Brasil, a ARD fala ainda com Luis Horta, ex-chefe de planejamento da ABCD e que denunciou as autoridades brasileiras por terem impedido exames fora de competições com atletas nacionais na preparação para a Olimpíada Rio-2016.

De fato, por meses, os atletas brasileiros deixaram de ser testados fora de competições e ex-responsáveis acusam o COB de fazer pressão para que os atletas não fossem examinados na preparação final para a Rio 2016. “Antes dos Jogos Olímpicos, estávamos sob pressão a não realizar testes de doping sem aviso prévio”, disse Horta. “Sob pressão do Comitê Olímpico Brasileiro”, esclareceu. “Eu percebi que eles não têm o mesmo objetivo. Eles querem medalhas, medalhas, medalhas. Limpas ou não”, atacou.

De volta ao seu país de origem (Portugal), Horta afirma não se sentir seguro no Brasil. “Existem instituições que são um estado dentro de um estado”, afirmou.

Marco Aurelio Klein, ex-responsável no Ministério do Esporte, também denuncia o abandono de parte do controle para a Rio-2016. Segundo ele, o último controle de doping sem aviso prévio ocorreu no início de julho de 2016, mais de um mês antes dos Jogos começarem. Em um ano, a ARD apurou que apenas cinco testes de surpresa foram realizados em todo o Brasil.

Klein também denuncia o fato de que as medidas que tinham sido planejadas e o treinamento feito antes da Rio-2016 foram “ignorados” no momento do evento.

– Falta, simulação ou escorregão em Santos 1×0 Botafogo?

Procurei links nas mais diversas páginas na Web para assistir a tão reclamada falta que originou o gol de Victor Ferraz aos 50 minutos do 2o tempo, no Pacaembú. Como foi difícil achar…

Consegui apenas esse vídeo, abaixo:

A imagem é dúbia. O santista Victor Ferraz, ao tentar sair da “maçaroca” de jogadores, se depara com o último atleta botafoguense (João Paulo) que tenta roubar a bola. Na sequência, “ele cai em efeito retardado”.

Sinceramente? A impressão dessa câmera é que há um escorregão do jogador do Santos (tentou abrir a perna mais do que conseguia para se livrar do bololô). Se aparecer uma imagem melhor, poder-se-á dizer se foi desequilibrado ou não (qualquer que seja o toque nesse caso é pênalti, pois tirou o adversário do equilíbrio).

Entretanto, ao ler a entrevista do próprio Victor Ferraz, não descarto a hipótese de simulação, pois disse o jogador:

“Eu treino muito cobranças de falta. Eu, o Ricardo (Oliveira), o (Vitor) Bueno. E a gente tem um bom aproveitamento. Eu fui pensando em cavar uma falta, mas realmente foi falta, mas o João Paulo admitiu que fez. O Ricardo não estava em campo, senão seria ele a bater”.

Não li que o botafoguense fez tal declaração e, cá entre nós, isso nem sempre é exato (pois, afinal, nem todos os jogadores conhecem a regra). E sendo Jailson Macedo, de qualidade técnica irregular… ficamos na dúvida.

Da câmera de longe, só com as imagens e sem ouvir a entrevista, eu mandava a jogada prosseguir e não aplicava o amarelo por simulação (me pareceu escorregão). Com a fala do atleta, caso tivesse uma imagem mais apropriada, talvez mudaria de ideia e observaria se foi ou não tocado.

E se tivéssemos o árbitro de vídeo, aos 50 minutos do segundo tempo?

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– Por quê cedemos o Bolão gratuitamente para a FPF? É para repensar…

Em meus 16 anos de arbitragem de futebol, participei de testes físicos da FIFA promovidos pela Federação Paulista de Futebol nos mais diversos locais: pista de carvão, de terra, de asfalto de concreto e até do Ibirapuera

Os últimos eram realizados no Estádio Municipal de Caieiras, onde jogava o Força FC (equipe de futebol profissional da Força Sindical, que disputou a antiga B3, a “falecida” 6a divisão). Atualmente, tanto a CBF e a FPF realizam as provas em Jundiaí, na Pista de Atletismo do Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, a “nossa” ótima “Pista do Bolão”. Eu, e muitos outros jundiaienses, somos frequentadores assíduos dessa praça esportiva do município. 

Quem lá vai, sabe que a Pista é interditada para os usuários a fim de ficar reservada para as provas físicas dos árbitros de futebol. Ao menos, são 3 vezes por semestre (testes e re-testes da FPF e CBF, durante dois a cinco dias cada). O que pouca gente sabe é: a Prefeitura cede DE GRAÇA!

Aqui vão duas reflexões importantes para nós, munícipes e esportistas jundiaienses:

1- A milionária FPF, que esfola os clubes (vide o quanto arrecadam dos times, mesmo quando as rendas são negativas nos jogos), utiliza gratuitamente o espaço público da cidade. E quando o Paulista FC precisou do apoio da Federação no caso do “gato” Heltton Matheus, se isentou de ajudar o time no quesito “bom senso” em não punir o clube por conta de um falsário assumido! O Galo foi RETIRADO da final da Copa SP no Pacaembú, sem a sensibilidade de que também foi vítima. E ainda deixamos livre e à vontade o nosso Bolão para a endinheirada entidade? Concordo que com o rigor da lei, o Galo poderia ser até excluído das próximas competições. Mas provado que não teve culpa e que a FPF (e anteriormente a FERJ) aceitaram os documentos do jogador, até nas outras equipes em que já tinha jogado, por quê tanto medo?

2- O Carnaval em nossa cidade foi cancelado por falta de recursos à Saúde Pública (prioridade, sem dúvida). A participação do Time Jundiaí nos Jogos Regionais foi cancelada por conta de economia na pasta dos Esportes. Não seria justo ARRECADAR / COBRAR essa utilização do Bolão? Os custos de manutenção são pagos com nossos impostos, ora bolas! E o que a FPF faz para Jundiaí, para o Paulista FC, ou ainda, a nós, que pagamos (e caro) nossos impostos municipais? Não tem dinheiro para o Esporte de Jundiaí e permite o uso das nossas instalações esportivas sem contrapartida? O que ganhamos com esse “agrado”?

Vale pensar sobre tudo isso (que não vem só da gestão Luiz Fernando, mas sim desde Pedro Bigardi – aproveitando, sem criticar em momento algum aqui o gestor Luiz Trentini, que é competente e boa pessoa). Insisto: a endinheirada FPF é chupim do nosso Bolão, e quando se precisou dela (e sem questionamento ético dessa necessidade), nada fez para ajudar.

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– Quem é o melhor técnico dos Paulistas no momento? Sobre a relatividade dos trabalhos.

Dorival Júnior foi demitido do Santos FC, muito embora o presidente santista Modesto Roma Filho tivesse garantido a sua permanência. Coisas do futebol…

Mas quem é o melhor treinador no estado de São Paulo? É difícil apontar alguém no momento?

  1. Seria Cuca, o atual campeão brasileiro que ainda não engrenou com o Palmeiras?
  2. Seria Carrille, o ex-interino que foi efetivado e fez do Corinthians o atual campeão paulista?
  3. Seria Ceni, ídolo do São Paulo mas que está começando um trabalho como treinador pela 1a vez?
  4. Seria Kleina, que mesmo com um elenco modesto tem frutificado bons resultados na Ponte Preta?

Talvez seria justo dizer que, pelo histórico de conquistas recentes, Cuca é o melhor técnico; só que Carrille faz o melhor trabalho. Ou não?

Quem pode se vangloriar (falando dos demais treinadores), mas que por modéstia não faz, é Vagner Mancini, que é líder do Brasileirão 2017, dá entrevistas ponderadas dizendo que sabe que a liderança pode ser uma ilusão, e que em pouco tempo começou um trabalho do zero com jogadores que nem se conheciam!

Quem é de Jundiaí (como eu), sabe: Mancini é trabalhador, cara sério e que, enquanto treinador do Paulista FC, por saber trabalhar com garotos da base e dar chances ao lançá-los paulatinamente (fez isso com Neymar no Santos FC, sucedendo Luxemburgo que ainda não confiava no então franzino garoto, o “filé de borboleta”), ao mesmo tempo jogava com esquemas sólidos em busca da vitória (repetiu isso no Grêmio, onde foi demitido com 5 vitórias em 5 jogos por não aceitar interferência na escalação do time por seu diretor), era aclamado por aqui como “futuro técnico do São Paulo FC” (pelas características citadas).

Não chegou ao Tricolor do Morumbi, embora tenha passado por outros grandes. Mas vale sonhar: após a experiência de vencer a Copa do Brasil por um time pequeno e disputar a Libertadores com ele (há 11 anos o Galo da Serra do Japi venceu o poderoso River Plate), repetirá o feito vencendo o Campeonato Brasileiro por outro pequeno?

Em tempo – que paradoxo para nós, que defendemos o futebol como ciência: Renato Gaúcho, o que se autodeclara “praieiro e avesso aos novos ensinamentos no esporte”, está dando um “olé” na campanha do Brasileirão com o Grêmio em Milton Mendes, o “estudioso que foi para a Europa fazer curso UEFA” e que está patinando no Vasco da Gama.

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– Autoridade e a falta de; sobre lances da arbitragem de domingo.

Assisti a dois antagônicos comportamentos da arbitragem em campos paulistas na última rodada do Brasileirão. Vamos lá:

No jogo Palmeiras x Atlético Mineiro, indisciplinadamente Robinho deu um bico na bola após a acertada marcação de pênalti contra o Galo. O árbitro Marcelo de Lima Henrique não se acomodou e deu cartão amarelo, sem ficar ouvindo o chororô do atacante. Na sequência, ainda deu outro amarelo para Victor, por ficar chutando / raspando a marca do ponto penal. Corretíssimo.

Já no jogo entre Ponte Preta x São Paulo, Lucca falou o que quis ao árbitro Rodolpho Toski, que não reagiu e ficou parado ouvindo, como uma estátua. Por uma segunda vez, a mesma situação, estática, muda, e sem uma advertência verbal nem o necessário cartão amarelo. Faltou se impor, mostrar que é a autoridade da partida. Por pouco, não foi o juiz quem tomava o cartão amarelo do jogador…

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– O contestável Daniel Alves e o incontestável texto “O Segredo”

Não gosto do atleta Daniel Alves por algumas atitudes, só que o respeito como o indivíduo (e indiscutivelmente seu ótimo futebol). Mas o texto que ele publicou antes da final da Champions League… Uau!

Será que foi ele quem escreveu? É de arrepiar e isso também pouco importa. Apesar de declarações polêmicas e algumas discutíveis provocações, é inegável que ele é um vencedor dentro e fora de campo.

Compartilho o artigo que ele escreveu na Revista Digital “The Players Tribune”, onde esportistas dão depoimentos incríveis (nessa semana o artigo é de Takuma Sato, o vencedor das 500 milhas de Indianápolis).

O SEGREDO

Por Daniel Alves

Eu vou começar contando um segredo. Na verdade, você pode tomar conhecimento de alguns segredos nesta história, porque sinto que sou incompreendido por muita gente. Mas vamos começar com esse primeiro segredo.

Três meses atrás, quando o Barcelona fez sua incrível remontada contra o Paris St-Germain pela Champions League, eu estava assistindo a cada lance sentado no meu sofá. Você podia pensar a partir da leitura dos jornais que eu esperava que meu antigo clube perdesse.

Mas e quando meu irmão Neymar marcou aquele lindo gol de falta? Eu pulei do sofá e estava gritando para televisão.

“Vamooooooos”

Quando o Sergi Roberto operou aquele milagre aos 50 minutos do segundo tempo?

Como todos os demais torcedores do Barça ao redor do mundo, eu estava ficando completamente maluco. Porque a verdade é que o Barcelona ainda está no meu sangue.

Fui desrespeitado pela cúpula dos dirigentes quando eu saí do clube no verão passado? Certamente que sim. É simplesmente a maneira como eu me sinto a respeito, e você jamais pode dizer algo diferente a esse respeito para mim. Mas não é possível jogar por um clube ao longo de oito anos, e alcançar tudo o que nós alcançamos, e não ter esse mesmo clube no coração para sempre. Dirigentes, jogadores e membros do conselho vêm e vão. Mas o Barça nunca vai desaparecer.

Quando eu fui para a Juventus, eu fiz uma promessa final para a cúpula do Barcelona. Eu disse, “Vocês vão sentir saudades de mim”.

Eu não quis dizer como jogador. O Barça tem muitos jogadores incríveis. O que eu quis dizer foi que eles iriam sentir saudade do meu espírito. Eles iriam sentir saudade de alguém que prezava tanto pelo ambiente e pelo clube. Eles iriam sentir saudade do sangue que eu derramei todas as vezes que eu coloquei a camisa do Barcelona.

Quando eu tive de jogar contra o Barcelona na rodada seguinte, pelas quartas-de-final da Champions League, havia um sentimento bastante estranho no ar. Especialmente no segundo jogo, no Camp Nou, a sensação era a de que eu estava em casa de novo. Pouco antes do jogo começar, eu fui até o banco de reservas do Barcelona e cumprimentei meus colegas, e eles diziam: “Dani, venha e sente aqui conosco. Nós guardamos o seu lugar, irmão”.

Eu estava dando a mão para todos de costas para o árbitro. De repente, eu ouvi um apito. Eu me virei e o árbitro já iniciara a partida. Saí correndo para o campo, e eu pude ouvir meu antigo treinador, Luís Henrique, se matando de rir.

É engraçado, não? Mas aquele jogo não era uma piada, especialmente para mim. As pessoas me veem e dizem: “O Dani está sempre brincando. Ele está sempre sorrindo. Ele não é sério.”

Preste atenção, vou te contar outro segredo. Antes de eu enfrentar os melhores atacantes do mundo – Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo – eu estudo as suas forças e as suas fraquezas como uma obsessão, e então eu planejo como vou atacar. Meu objetivo é mostrar ao mundo que Dani Alves está no mesmo nível. Talvez eles me driblem uma ou duas vezes. Certo, tudo bem. Mas eu irei para cima deles, também. Eu não quero ser invisível. Eu quero o palco. Mesmo aos 34 anos, depois de 34 troféus, eu sinto que tenho de provar isso todas as vezes.

Mas ainda é mais profundo do que isso.

Pouco antes de cada partida, eu sigo a mesma rotina. Eu fico de frente ao espelho por cinco minutos e bloqueio todo o resto. Então um filme começa a rodar na minha cabeça. É o filme da minha vida.

Na primeira cena, eu tenho 10 anos de idade. Eu estou dormindo numa cama de concreto na pequenina casa da minha família em Juazeiro (BA), Brasil. O colchão é tão fininho quanto o seu dedo mindinho. A casa cheira a terra molhada, e ainda está escuro lá fora. São 5 da manhã, e o sol ainda não nasceu, mas eu tenho de ajudar a meu pai na nossa fazenda antes de ir à escola.

Meu irmão e eu vamos para o campo, e nosso pai já está lá, trabalhando. Ele está carregando um tanque grande e pesado nas costas, ele está pulverizando as plantas e as frutas para matar as pragas de uma colheita.

Meu irmão e eu provavelmente somos muito novos para manipular, mas ainda assim nós ajudamos. Esta é a nossa forma de comer… de sobreviver. Por horas, eu fico competindo com meu irmão para ver quem é o trabalhador mais dedicado. Porque aquele que mais ajudar a nosso pai vai ter mais direito ao uso da nossa única bicicleta.

Se eu não ganhar a bicicleta, eu terei de caminhar 20 quilômetros da nossa fazenda até a escola. A volta da escola é ainda pior, porque eu tinha de voltar correndo para conseguir chegar a tempo de jogar a pelada.

Mas e se eu ganhar a bicicleta? Então eu posso ficar com as meninas. Eu posso escolher uma delas no caminho e oferecer uma carona até a escola. Por 20 quilômetros, eu sou o cara.

Então eu trabalho duro para caramba.

Eu olho para o meu pai enquanto eu saio para a escola, e ele ainda está com o mesmo tanque grande e pesado nas costas. Ele tem ainda um dia inteiro pela frente, e então à noite ainda há o pequeno bar que ele administra para ganhar um dinheiro extra. Meu pai foi um jogador incrível quando ele era mais jovem, mas ele não teve dinheiro para ir até a cidade grande e ser notado pelos olheiros. Então ele faz questão de que eu tenha essa oportunidade, mesmo que isso custe a vida dele.

A tela escurece.

Agora, é domingo, e nós estamos assistindo aos jogos de futebol na TV preto-e-branca. Há um bombril amarrado na antena para que nós possamos pegar o sinal da cidade, que está muito distante. Para nós, esse é o melhor dia da semana. Há muita alegria em nossa casa.

A tela escurece.

Agora meu pai está me levando para a cidade com seu carro velho para que alguns olheiros possam me ver jogar. O carro tem transmissão manual, só com duas marchas – devagar e muito devagar. Eu posso sentir o cheiro da fumaça.

Meu pai é um lutador. Eu tenho de ser um lutador, também.

A tela escurece.

Agora, eu tenho 13 anos, e eu estou numa academia de futebol para jovens jogadores numa cidade maior, longe da minha família. Há 100 garotos reunidos num dormitório pequeno. É como se fosse uma prisão. No dia antes de eu sair de casa, meu pai me comprou um conjunto novo para jogar. Com isso, ele dobrou meu guarda roupa. Até então, eu só tinha um conjunto.

Depois do primeiro dia de treinamento, eu pendurei meu conjunto novo no varal. Na manhã seguinte, tinha sumido. Alguém levou. É quando eu percebo que esta já não é mais a fazenda. Este é o mundo real, e a razão para chama-lo de mundo real é porque a coisa é pra valer aqui fora.

Voltei para o quarto, e eu estava morrendo de fome. Nós treinávamos o dia inteiro, e não havia comida no suficiente no campo. Alguém tinha roubado as minhas roupas. Eu sinto saudades da minha família, e definitivamente eu não sou o melhor jogador por aqui. De 100, talvez eu seja o número 51 em termos de habilidade. Então eu faço para mim mesmo uma promessa.

Eu digo a mim mesmo: “Você não vai voltar para a fazenda até você deixar seu pai orgulhoso. Você pode ser o número 51 em habilidade. Mas você será o número 1 ou 2 em força de vontade. Você será um lutador. Você não vai voltar para casa, não importa o que aconteça”.

A tela escurece.

Agora, eu tenho 18 anos de idade, e eu estou contando uma das únicas mentiras que eu já disse no futebol.

Estou jogando pelo Bahia no Campeonato Brasileiro quando um importante olheiro vem até mim e diz: “O Sevilla está interessado em te contratar”.

Eu digo: “Sevilha, maravilhoso”

O olheiro diz: Você sabe onde fica?”

Eu digo: “Claro que eu sei onde Sevilha fica. Sev-iiiiiilha. Eu amo.”

Só que eu não faço a menor ideia onde fica Sevilha. Pelo que eu sabia podia ser na Lua. Mas do jeito que ele diz o nome parece importante, então eu minto.

Alguns dias depois, eu começo a perguntar por aí, e eu descubro que o Sevilha joga contra o Barcelona e o Real Madrid.

Eu digo para mim mesmo: “Agora”

Só se for agora! Vamos!

A tela escurece.

Agora em Sevilha, e estou tão mal nutrido que os técnicos e os outros jogadores olham para mim como se eu tivesse de jogar pela equipe mais jovem. Eu estou no meio dos seis meses mais difíceis da minha vida. Eu não falo o idioma. O treinador não está me colocando para jogar, e pela primeira vez eu penso em voltar para casa.

Mas então, por alguma razão, eu penso no conjunto que meu pai tinha comprado quando eu tinha 13 anos de idade. Aquele que levaram. E eu penso no meu pai novamente com o tanque grudado nas costas, espalhando veneno. E eu decido que vou ficar e aprender o idioma e tentar fazer alguns amigos, assim ao menos eu posso voltar ao Brasil com uma experiência nova para compartilhar.

Quando começa a nova temporada, nosso diretor passa a instrução a todos: “Aqui no Sevilha nossa defesa não ultrapassa a linha do meio campo. Nunca”.

Eu jogo alguns jogos, chuto a bola por aí, olhando sempre para aquela linha. Somente olhando para ela, como um cachorro que está com medo de ultrapassar alguma linha invisível no quintal. Então, num jogo, por alguma razão, eu apenas me solto. Eu tenho que ser eu mesmo.

Eu digo, “Agora”

Eu simplesmente vou. Ataque, ataque, ataque.

Funciona como se fosse mágica. Depois disso, o técnico diz: “OK, Dani. Nova estratégia. No Sevilha, você ataca.”

Em poucos anos, nós vamos de um clube que ficava na zona do rebaixamento para levantar a taça da Copa da UEFA duas vezes.

A tela escurece.

Meu telefone está tocando. É meu agente.

“Dani, o Barcelona está interessado em te contratar”

Eu não tenho que mentir desta vez. Eu sei onde fica Barcelona.

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Este é o filme que roda na minha cabeça quando eu olho para o espelho antes de cada partida. Ao final, antes de eu voltar para o vestiário, eu sempre digo a mesma coisa para mim mesmo.

Mano, eu vim da Pqp.

E estou aqui agora.

É irreal, mas eu estou aqui.

…Bora.

Quando eu tinha 18 anos de idade, eu atravessei o oceano para jogar por um clube que jogava contra o Barcelona. Então ter a honra de jogar pelo Barcelona? Era incrível. Eu consegui ser a testemunha de um verdadeiro gênio.

Eu me lembro que, durante um treino, o Messi estava fazendo coisas com a bola nos pés que desafiavam a lógica. Claro, é o tipo de coisa que ele fazia todos os dias. Só que desta vez algo estava diferente.

Agora, eu preciso lembrar a você, era uma sessão de treinamento extremamente intensa. Nós não estávamos brincando, jogando bobinho. O Messi estava driblando, atravessando a defesa, e finalizando como um matador.

E então, enquanto ele está passando por mim, e eu olho para os pés dele, e eu estou pensando comigo mesmo: “Isto é uma piada?”

E ele está passando por mim novamente, e eu penso: “Não, é impossível”.

E ele está passado por mim novamente, e agora eu tenho certeza do que estou vendo.

As malditas das chuteiras estavam desamarradas. As duas.

Eu quero dizer completamente desamarradas. Esse cara estava jogando contra os melhores defensores do mundo, simplesmente flutuando, e ele age como se fosse um domingo no parque. E esse foi o momento em que eu soube que eu jamais jogaria com alguém como ele novamente na minha vida.

E então, claro, há Pep Guardiola.

Se você virar a palavra computador de trás para frente, vai aparecer Steve Jobs.

Se você virar a palavra “futebol” de trás para frente, vai aparecer Pep.

Ele é um gênio. Vou dizer novamente. Um gênio.

Se você virar a palavra “futebol” de trás para frente, vai aparecer Pep.

Pep contaria para você exatamente como tudo ia acontecer num jogo antes mesmo da partida começar. Por exemplo, o jogo contra o Real Madrid em 2010, quando nós ganhamos de 5-0? Pep nos disse antes do jogo, “Hoje, vocês vão jogar futebol como se a bola fosse de fogo. A bola jamais ficará nos pés de vocês. Nem meio segundo. Se vocês fizerem isso, não haverá tempo para que eles nos pressionem. Nós ganharemos facilmente.”

Quando nós saíamos de uma preleção como essa a sensação era de que o jogo já estava 3-0 para nós. Nós estávamos tão preparados, tão confiantes, que nós sentíamos que já saíamos ganhando.

A coisa mais engraçada era se nós terminássemos o primeiro tempo e o jogo não estivesse indo bem; Pep se sentaria e esfregaria a cabeça.

Você sabe como ele esfrega a cabeça? Você já deve ter visto, não? É como se ele estivesse massageando o cérebro, procurando o gênio para agarrá-lo.

Ele faria isso na nossa frente no vestiário. Então, como mágica, surgiria uma revelação para ele.

Bang!

“Já sei!”

Daí, ele pularia e começaria a dar as instruções, desenhando o esquema no quadro.

“Nós faremos isto, e isto, e isto; e então nós marcaremos o gol”.

Então nós saíamos e fazíamos isto, e isto, e isto. E era assim que nós fazíamos o gol. Era uma coisa maluca.

Pep foi o primeiro treinador da minha vida que me ensinou a jogar sem a bola.

E ele não somente exigiria que os jogadores mudassem seu jogo, ele nos fazia sentar e nos mostrava por que gostaria que nós mudássemos com estatísticas e vídeo.

Aqueles times do Barça eram quase imbatíveis. Nós jogávamos de memória. Nós já sabíamos o que nós iríamos fazer. Nós não tínhamos que pensar.

É por isso que, até hoje, o Barça está no meu coração.

E foi por isso que, quando nós batemos o Barcelona na Champions League, eu fui até meu irmão Neymar, e dei um abraço nele. Ele estava chorando, e eu estava quase chorando, também.

Eu posso imaginar as pessoas lendo isso, perguntando-se por que é que estou dividindo esses segredos.

Bem, a verdade é que estou com 34 anos. Eu não sei por quanto tempo ainda vou jogar. Talvez dois ou três anos. E eu sinto que as pessoas não me entendem, tampouco a minha história completa.

Quando eu vim para a Juventus nesta temporada, foi como se eu estivesse saindo de casa novamente. Eu fiz isso com 13, quando fui para a escola de futebol. Eu fiz novamente aos 18, indo para a Espanha. E fiz mais uma vez, aos 33, indo para a Itália.

Outra vez, eu estava como o cachorro no quintal. Eu estava olhando a cerca invisível.

Devo ir?

Mas eu não fui. No começo desta temporada, eu quis ter a certeza de que os jogadores da Juve entendiam que eu respeitava a filosofia deles, assim como a história do clube. Uma vez que eu tivesse a confirmação de ter conquistado o seu respeito, eu tentaria mostrar a eles minha força, também.

Um dia, eu olhei para a linha do meio campo e disse para mim mesmo, Devo ir?

…Bang! Agora.

Ataque, ataque, ataque (e, OK, um pouco de defesa, também, ou Buffon ficará gritando comigo).

Às vezes, eu penso que a vida é um círculo.

Veja, eu não consigo escapar destes argentinos.

No Barça, eu tinha o Messi.

Na Juve, eu tenho o Dybala.

Os gênios me seguem em todo o lugar, eu juro.

Um dia, no treinamento, eu vi uma coisa no Dybala que eu vi no Messi. Não é apenas o dom do puro talento. Eu tenho visto isso muitas vezes na minha vida. É o dom do puro talento combinado com a vontade de conquistar o mundo.

No Barça, nós jogávamos de memória.

Na Juve, é diferente. É a mentalidade coletiva que nos levou até a final da Champions League. Quando o apito soar, nós simplesmente daremos um jeito de ganhar não importa a dificuldade. Ganhar não é apenas um objetivo para a Juve; é uma obsessão. Não há desculpas.

Neste sábado, eu tenho a chance de conquistar a 35ª taça em 34 anos de vida na terra. É uma oportunidade especial para mim, e isso não tem nada a ver com provar para a cúpula do Barcelona que eles cometeram um erro ao me deixarem sair de lá.

Eu sei que eles jamais vão admitir isso.

Esse não é o ponto.

Você se lembra quando eu contei a respeito da academia de futebol no Brasil, quando eu disse a mim mesmo que eu jamais voltaria para a fazenda até fazer meu pai ficar orgulhoso?

Bom, meu pai não lá uma pessoa muito emotiva. Eu nunca soube quando verdadeiramente alcancei aquele momento de fazê-lo ficar de fato orgulhoso. Durante a maior parte da minha carreira, ele estava em casa, no Brasil.

Mas em 2015 ele foi a Berlim para me ver ganhar a final da Champions League pela primeira vez pessoalmente. Eu me lembro que, após as comemorações pela conquista nos gramados, o Barça deu uma festa especial para as famílias dos jogadores.

Nós tivemos que entregar o troféu para as pessoas que nos ajudaram a realizar nossos sonhos. Então eu me lembro que, quando foi a minha vez, passei o troféu para o meu pai, e nós dois o estávamos segurando, posando para a foto.

Então, ele disse uma coisa, que, por ser um palavrão, eu não vou reproduzir aqui exatamente com precisão.

Mas, basicamente, ele disse algo do tipo “Meu filho é o cara agora”

E você quer saber? Ele estava chorando como um bebê.

Aquele foi o grande momento da minha vida.

No sábado, eu terei a oportunidade de jogar por outro troféu da Champions League contra um oponente bastante conhecido. Como sempre, eu estudarei o Cristiano Ronaldo como uma obsessão.

Como sempre, eu irei para a frente do espelho antes da partida e rodar o mesmo filme na minha cabeça.

A tela escurece, e eu me lembro destas coisas…

Minha cama de concreto.

O cheiro da terra molhada.

Meu pai carregando o tanque de veneno nas costas.

O caminho de 20 quilômetros até a escola.

O novo conjunto de roupa.

O varal de roupas vazio.

“Claro que eu sei onde é Sevilha”

Mano, eu vim da Pqp.

E estou aqui agora.

É irreal, mas eu estou aqui.

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– Polícia Federal prende corruptos da Copa nesta 3 feira

O deputado Henrique Alves (PMDB/RN) foi preso hoje por conta do desvio de 77 milhões de reais na construção da Arena das Dunas (Natal). Semana passada, foi preso Agnelo Queiroz (PC do B/DF), pelo mesmo motivo, só que no Estádio Mané Garrincha (Brasília).

E o que podemos dizer dos gastos bilionários do Maracanã (na gestão do ex-governador e agora presidiário Sérgio Cabral) e Arena Corinthians (conduzida pelo ex-presidente corintiano Andrés Sanches, construída pela Odebrecht, a pedido de Lula para Emílio Odebrechet – chamado de “presente a um amigo”)?

Em tempo: a instituição Corinthians, sendo tudo comprovado, é vítima do seu mau gestor, assim como o país Brasil é vítima de centenas de políticos corruptos.

Me recordo cada vez mais do falecido jornalista Israel Gimpel, ícone da Jovem Pan e correspondente da rádio no Rio de Janeiro, que sempre alertava: “as obras são para atrasar, aí surgem os contratos emergenciais e vai ser a farra do dinheiro”.

Sábias palavras… olha aí que quantidade de recursos públicos desviados e tramoias realizadas.

Eu sempre escrevi: nunca quis Copa do Mundo no Brasil, pensava (e ainda penso) que nosso país tinha (e tem) muitíssimas outras prioridades… E o dinheiro nosso vai voando para o bolso dos outros.

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– A Regra serve para todos? Depois que acabou o Campeonato Brasileiro é que puniram o Santa Cruz?

Oficialmente, o Santa Cruz foi o primeiro time punido com a perda de 3 pontos em competições oficiais por falta de pagamento de salários. Nesta semana, foi punido pelo STJD de acordo com a não aplicação da chamada “Lei do Fair Play Trabalhista

Detalhe: isso ocorreu agora, quase no segundo semestre de 2017, em referência ao torneio de 2016 (no qual foi rebaixado).

Será que os “togados do esporte”, caso fosse Flamengo, Corinthians, Cruzeiro ou qualquer outro time grande, estando a 1 ponto do rebaixamento, puniriam com a perda de 3 pontos algum dos “grandões”?

Bater em quem já está cambaleando é fácil. E em tempo: sou a favor da punição, mas a TODOS OS CLUBES e não 6 meses depois exclusivamente a quem já caiu.

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– A correta expulsão de Bruno Henrique em Corinthians 2×0 Santos

Agredir ou tentar agredir / atingir ou tentar atingir, para a Regra do Jogo, têm o mesmo peso: o da expulsão! Sendo assim, acertou o árbitro Anderson Daronco ao expulsar o santista Bruno Henrique na cotovelada contra o corintiano Romero.

Embora o comentarista da Sportv tenha dito que não foi correta, saiba: foi sim. O jogador deixa o braço e não faz o “movimento de ganhar espaço” abrindo os braços e impedindo o avanço (que também é faltoso, mas leve), ele tenta a cotovelada disfarçadamente.

Sabe o que é isso? É quando o jogador não está acostumado a agredir, tenta fazer e não consegue disfarçar suficientemente. Não foi violento ao extremo, Romero pode até ter valorizado, mas o que vale aqui foi o propósito do jogador: usar o cotovelo. Deu azar pois estava muito bem posicionado Anderson Daronco, à esquerda da jogada.

Assista o lance (de apenas 22 segundos), em: https://www.youtube.com/watch?v=enZThtDZK50

– Juventus x Real Madrid: uma final de Copa do Mundo por vários motivos!

Independente do resultado da final da Liga dos Campeões da Europa, é inegável que a UEFA CHAMPIONS LEAGUE concorre diretamente com a COPA DO MUNDO.

E não é de hoje! George Weah não disputou uma Copa do Mundo. Cristiano Ronaldo não foi finalista de Mundial. E tantos outros “craques solitários” de sua geração ficaram sem competitividade devido aos seus escretes mundiais. Entretanto, na UCL, puderam jogar com chances de vitória em suas equipes.

Vejam os elencos atuais: ouso a dizer que Real Madrid, Barcelona, Juventus e algumas outras equipes são mais fortes do que a própria Seleção Brasileira! Jogos sendo aguardados no mundo inteiro e transmitidos em Cinemas, Bares, Internet e, claro, pela TV.

Não dá para comparar a Champions League com a nossa bagunçada mas charmosa Libertadores. São torneios bem distintos, infelizmente.

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– O desnecessário passo de Mano

Um cara rico, consagrado e velhaco como Mano Menezes, não precisa de um “passinho” na área para atrapalhar um arremesso lateral. Mas fez.

No jogo entre Chapecoense x Cruzeiro que eliminou os catarinenses da Copa do Brasil, o lateral esquerdo Reinaldo foi cobrar um arremesso lateral. Ele sempre o faz de maneira longa, para que a bola chegue o mais longe possível. Mas quando se preparava para soltar a bola, o treinador cruzeirense disfarçou e deu um passo de lado para atrapalhar Reinaldo. Não precisava fazer isso, é unfairplay.

Entretanto, sem pudor, Mano Menezes admitiu ter feito isso propositalmente para atrapalhar a jogada ensaiada do adversário. E justificou de maneira ridícula, dizendo que “tem direito”.

Não, não tem direito de atrapalhar uma reposição de bola (nem ele, nem um atleta dentro do campo de jogo quando o reinício da partida é de uma bola que está dentro do gramado). Quem repõe é que tem o direito de colocar a bola em jogo.

É claro que se o STJD interrogar Mano Menezes, ele dirá que se referiu ao direito em estar na área técnica (qualquer advogado faria essa orientação). Mas a área técnica serve para o técnico orientar seus jogadores, não impedir o adversário de repor a bola.

Pra quê, Mano? Que baixeza…

Assista o vídeo do lance em: https://www.youtube.com/watch?v=bvKEoGgLpXo

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– Fez o Duque: Anderson Daronco de novo em clássico paulista?

No sorteio de árbitros do Coronel Marinho, o sexteto gaúcho comandado por Anderson Daronco foi felizardo e apitará, pela segunda vez seguida, um clássico paulista: Corinthians x Santos na Arena em Itaquera, depois de São Paulo x Palmeiras no Estádio do Morumbi na semana passada.

Dois importantes jogos paulistas com o mesmo juizão do Rio Grande do Sul? Cadê o Sindicato dos Árbitros Paulistas, comandado por Arthur Alves Júnior, para pressionar o Cel Marcos Marinho e Marco Polo Del Nero?

Que desprestígio da Arbitragem de São Paulo!

Como os custos de passagem aérea no Brasil estão baratos, Dewson Freitas, junto com outros cinco conterrâneos dele do Pará, arbitrarão Flamengo x Botafogo em Volta Redonda. Claro, o preço de uma viagem da Amazônia para a Baía da Guanabara, em 6 pessoas, deve ser reduzido, não?

De novo parafraseando Juca Kfouri: “Viaja, Del Nero, viaja…” Quem sabe não se reformula tudo?

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