– Um erro grotesco de uma ótima assistente.

Baixinha, bonita, simpática e competente: essa é a árbitra assistente da FIFA, Tatiane Sacilotti Camargo dos Santos, que cometeu um erro grotesco depois de um acerto primoroso na partida entre Sport 1×1 Botafogo.

Aos 42 minutos do 1o tempo, Rodrigo Pimpão (em impedimento) e Roger (em posição legal, mas duvidosa) estão partindo no contra-ataque. A bola é lançada para Roger, que avança (a bandeira permite a sequência com correção). Neste momento, nasce uma nova jogada e a linha da bola passa a estar à frente de Pimpão que está à esquerda. Repare: antes ele estava impedido; com o avanço de Roger, deixou de estar.

Entretanto, quando Roger cruza, ele o faz para frente, mas Pimpão ainda estava atrás da linha da bola (portanto, permanece em condição legal). Se Roger estivesse à frente da bola na hora do cruzamento, aí sim seria impedimento ativo. Tatiane acabou marcando impedimento e anulou erroneamente o gol.

Penso que a qualificada bandeira foi iludida pelo cruzamento para a frente, além de não ter acompanhado a velocidade do rápido lance o suficiente (ela já está um pouquinho adiantada no seu posicionamento e fica para trás durante a corrida). Se Roger avançasse um pouco mais e cruzasse para trás, talvez ela não teria sido traída pelo golpe de vista.

O lance está entre o tempo 03’31” e 03’46” deste link: http://globoesporte.globo.com/pe/futebol/copa-do-brasil/jogo/31-05-2017/sport-botafogo/

IMPORTANTE: Tatiane tem excepcional condicionamento físico e foi aprovada nos testes FIFA com exigências de tempo da categoria “masculino”. Assim, não vale dizer (neste caso) que foi “lenta” por ser mulher.

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– Um time que frauda emails para prejudicar o outro é capaz do quê?

Vergonhoso!

Muita confusão sobre (ainda) o email do caso Victor Ramos, onde o Internacional pleiteava o rebaixamento do clube do Vitória (BA), a fim de permanecer na 1a divisão.

Agora, surge a comprovação de que o email é falso. O Internacional se isenta, alegando que quem fez isso foi o empresário do atleta, sem conhecimento do clube.

Digamos que o Colorado tivesse ciência de toda essa falcatrua (não sei se tinha ou não). Essa tentativa de “chapéu” resultaria em que tipo de punição?

Mais do que isso: um clube que faz adulteração (sempre no condicional), é capaz de fazer o que mais?

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– O cancelamento do Leilão do Paulista FC

Após temer que seu estádio fosse arrematado judicialmente, o corpo jurídico do Paulista FC conseguiu o CANCELAMENTO do leilão para pagamento de dívidas (já houve uma tentativa de leiloar, sem compradores que se habilitaram).

As contas devedoras irão para a mesma Vara Judicial onde existe o Consórcio de Credores. A informação veio através do presidente do Conselho Deliberativo do Paulista Futebol Clube, o Desembargador Dr Cláudio Levada, que postou em seu Facebook:

“LEILÃO DO PAULISTA CANCELADO: No mesmo dia em que o Estádio Jayme de Ulhôa Cintra completa 60 anos de idade, construído no sistema de mutirão por cidadãos de Jundiaí, recebemos a notícia excelente de que foi cancelado o leilão do imóvel respectivo, passando todas as execuções a integrar o condomínio de credores na 2a. Vara da Justiça do Trabalho de Jundiaí. Isto permite que se administre melhor as dívidas diversas, bem como permite que o Paulista possa procurar, mais aliviado, as soluções para o seu futuro. Parabéns ao Corpo Jurídico do Paulista, às advogadas Edilene, Lívia e Célia, por seu denodo e combatividade, muito bem secundadas pelos advogados Célio e Berol e, pelo tempo de ajuda sem qualquer retribuição, ao advogado Fábio Leme. Se antes criticavam, e sem saber todo o esforço de vocês, agora gostaria de ouvir aplausos desses mesmos críticos – embora alguns não o façam por terem o interesse no “quanto pior, melhor”. Volto a dizer: não vamos morrer!

Com tal medida, o Paulista continua devedor, mas legalmente dentro da renegociação já realizada pelo Consórcio – e o importante: com fôlego para pagar as contas num prazo mais adequado.

Além das pessoas citadas pelo Dr Levada que merecem os aplausos, corroboro o que postou nessa mesma mensagem o comandante do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora, Adilson Freddo, complementando os cumprimentos:

“Parabéns, também, ao Milton Demarchi, Pepe, e doutor Mauro Brescancini”.

Tal notícia é tão especial que coincidiu justamente quando se rcomemora o aniversário de 60 anos do Estádio Dr Jayme Cintra (17/05/1957 – Paulista FC 3×1 SE Palmeiras).

Agora, é reconstruir o clube e principalmente, sua dignidade.

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– Novas orientações das Regras do Futebol 2017/ 2018

Antigamente, as mudanças na Regra do Futebol aconteciam com muita demora, e quando impactantes (mesma linha no impedimento, surgimento dos cartões amarelo e vermelho, permissão para substituição de atletas, entre tantas), apesar da não-amplitude das comunicações como temos hoje, todos sabiam.

Curiosamente, em pleno século XXI, com tanta tecnologia, as mudanças que estão ocorrendo anualmente não têm o mesmo alcance. Digo isso pois as últimas orientações e mudanças das Regras pouco foram divulgadas, sendo que a maior parte (não é exagero escrever isso: a maior parte sim!) desconhece o que mudou. Provavelmente, por falta da promoção de quem deveria esclarecer.

Para a temporada 2017 / 2018 (que começará no segundo semestre de 2017, mas que para o Brasil começou antes devido ao calendário diferente do europeu – as mudanças já estão valendo desde a Rodada 01 do Brasileirão e da 6a fase da Copa do Brasil), teremos as seguintes novidades (separei as que sugerem uma observação mais atenta, e convido: destaque os itens 6, 7, 9 e 10 dessa postagem):

1) Antes, uma substituição de jogador que ocorresse no intervalo e que passasse despercebida pelo árbitro, renderia o cartão amarelo para quem entrou em campo (afinal, o árbitro não estava ciente). Agora, não se deve mais aplicar cartão amarelo.

2) As entidades nacionais podem dar a permissão (caso desejem) de até 5 substituições nos campeonatos não-profissionais. Para os profissionais, se mantém o máximo de 3.

3) Caso um médico seja expulso por mau comportamento, e se não existir outro profissional para atendimento aos atletas, esse médico poderá permanecer no jogo.

4) Antes, quando ocorria a prorrogação para se decidir o resultado de uma partida, não existia intervalo do 1o para o 2o tempo. Agora, se permitirá um tempo curto (não determinado) para hidratação (não é intervalo para orientação ou tempo técnico, é apenas um espaço de tempo para tomar água).

5) Melhorou-se o texto do início e reinício de jogo, desde a mudança da permissão de que a bola pudesse ser tocada para trás. Agora, a Regra diz que “o jogador que dará o chute inicial pode estar na metade do campo adversário” (aqui, é só a melhora redacional).

6) Goleiro que cometer infração na hora de defender um pênalti (se adiantar, por exemplo), deverá obrigatoriamente receber o cartão amarelo (tanto faz se é no tempo normal de jogo ou durante a cobrança de tiros penais para se determinar o resultado de uma partida).

7) Se Goleiro e Batedor cometerem alguma infração na cobrança de um pênalti, ambos receberão o Cartão Amarelo e o tiro penal deverá ser repetido caso não seja gol. Mas se for gol e ambos cometerem uma irregularidade, somente o Batedor recebe o cartão amarelo e o gol é invalidado (reinicia-se com tiro livre indireto para a equipe do goleiro), justificando que o goleiro tentou evitar ilegalmente o gol e não obteve êxito – daí o motivo de não ser advertido.

8) Melhora no texto redacional onde se recorda que a bola que bater no árbitro não tira o impedimento.

9) Faltas que ocorram em jogadores na posição de impedimento antes que toquem a bola devem ser consideradas infrações (antes, se a infração ocorria em alguém impedido, desconsiderava a falta tecnicamente pois “o jogo já estava parado” devido ao impedimento). Vide o lance do pênalti de David Braz em Alecsandro no Santos x Coritiba desse ano, onde houve a correta aplicação dessa nova orientação da Regra – e já abordamos, em: http://wp.me/p55Mu0-1tg.

10) Há dois anos, quando um jogador impedia uma jogada clara de gol e fazia pênalti disputando a bola, se aplicava cartão vermelho e marcava o pênalti. No ano passado, esse lance passou a ser cartão amarelo (no caso de agressão continua sendo vermelho). Neste ano, outra novidade: se um jogador evita um ataque promissor dentro da área, ao invés de receber o cartão amarelo, não se deve mostrar a advertência. Ou seja: se eu for zagueiro e atingir o adversário com uma falta temerária dentro da área, EM DISPUTA DE BOLA (não sendo clara oportunidade de gol), se marca o pênalti e não aplica o cartão. Se essa mesma falta acontecer fora da área, aplica-se o cartão amarelo (a mesma polêmica do ano passado: se eu evitar uma clara e manifesta oportunidade de gol dentro da área, é amarelo e pênalti; se eu evitar fora, é vermelho e falta).

Gostou das novidades? Espero que os departamentos profissionais das equipes de futebol tenham profissionais especializados nas Regras do Jogo orientando seus jogadores (o que acho, infelizmente, improvável – mas que seria um ótimo diferencial). Mas dizer o quê? Como se cobrar conhecimento de Regra, se há pouco tempo descobriu-se que os jogadores da Seleção Sub 17 desconheciam quem era Mário Jorge Lobo Zagalo, talvez o maior participante de títulos mundiais do Brasil (sendo jogador, treinador e coordenador técnico)? Em qualquer lugar do mundo, Zagalo teria uma estátua e seria lembrado com carinho por gerações. Aqui, neca de pitibira.

A propósito, está fácil dominar o conhecimento das Regras do Futebol? Logo, árbitro terá que ter torcida nos estádios para ter sorte e acertar tudo…

IMPORTANTE – Sidão (São Paulo), Hudson (Cruzeiro) e Thallyson (Sport), mesmo no banco de reservas, foram punidos pela recomendação para que se evite comemoração excessiva de gol. Isso foi orientado pela CBF. Confesso que não encontro nas Regras do Jogo da Internacional Board a infração claramente definida do que é “excessivo” cometido por esses atletas. Aqui no Brasil, se “entrou no campo de jogo para comemorar”, levará cartão.

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– Vaga aberta na Copa Paulista. Dá para encarar, Galo?

Debatemos na semana passada a complicada situação financeira do Marília Atlético Clube, ameaçado de extinção pela Justiça devido as suas dívidas (se não leu, acesse aqui: http://wp.me/p4RTuC-iMT).

Pois bem: eis que em acordo com as autoridades competentes, o Marília conseguiu uma renegociação judicial para pagar as contas abertas paulatinamente e enxugar gastos. E, neste ato, comprometeu-se a abrir mão da sua vaga na Copa Paulista de Futebol (onde teria um custo aproximado de R$ 500.000,00 para toda a competição, segundo seus dirigentes) e aceitou pagar os R$ 50.000,00 de multa pela desistência do torneio (estrearia dia 30 de junho contra a Penapolense).

Tudo o que relato acima é informação. Agora, uma rápido questionamento: caso a FPF convidasse o Paulista FC para a vaga do MAC, seria possível o aceite?

Técnico capacitado nós tempos: Sérgio Caetano já está no Jayme Cintra. Teríamos condições em disputar?

Calma, reitero: é só debate / especulação / discussão. Não tenho ciência de que haverá um convite (até mesmo pelo fato do torneio ser regionalizado na 1a fase). O Marília está no grupo 1 (que ficaria com apenas 6 equipes, geograficamente a chave dos times mais distantes de São Paulo), o grupo 2 possui 7 equipes (Capital até Limeira) e o grupo 3 possui 8 equipes (Capital, Litoral e Vale do Paraíba). Assim, alguém deve ser convidado para o preenchimento dessa vaga.

O que você pensa sobre isso?

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– O equivocado cartão amarelo para Copete em Santos 0x1 Cruzeiro

Eduardo Tomaz de Aquino Valadão vacilou na Vila Belmiro nesse domingo. O árbitro goiano, quando eram jogados 22m do 2o tempo, viu Copete dar uma tesoura em Arrascaeta e deu cartão amarelo. Errou!

O carrinho por trás com ambas as pernas abertas tentando pegar a bola é um ato violento. Atingir o adversário é quase que certo, e quando o toca, não existe a avaliação se foi uma “tesoura leve” ou “tesoura dura”. Tesoura é sempre cartão vermelho, independente da intensidade.

Assista o lance em: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/28-05-2017/santos-cruzeiro/#video-id=5900695

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– Ministério Público pedirá Extinção do Clube?

Leio com pesar na edição de 6a feira do jornal Lance (Página 3, Coluna De Prima):

“O Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu a EXTINÇÃO do Marília, que está na série A3 do Paulista. O motivo é o descumprimento de acordos com a Justiça por dívidas com atletas e funcionários nos últimos dez anos“.

Que nada disso aconteça ou ameace o nosso querido Paulista FC, de situação financeira problemática há tempos.

E aí: você acredita na extinção do time tradicional do MAC, que não consegue pagar suas dívidas? Se acontecer (eu creio que não) seria algo inédito!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Daronco no clássico entre São Paulo x Palmeiras.

Para o Choque-Rei do próximo sábado às 19h no Morumbi, apitará Anderson Daronco, o gaúcho que está indo para o seu 3o ano no quadro da FIFA.

Nesta temporada, Daronco apitou somente uma partida em competições nacionais: a derrota do São Paulo no Morumbi para o Cruzeiro pela Copa do Brasil (0x2). Em 2016, apitou 26 jogos nacionais, sendo 3 jogos da SEP (que venceu 2 e empatou 1) e 4 jogos do SPFC (que venceu 1 e perdeu 3).

Com 36 anos e 1,88m, o bom (mas não excepcional) árbitro, Professor de Educação Física e ex-jogador de handebol, nascido em Santa Maria, tem se destacado pelo porte físico avantajado. Isso ajuda a impor respeito. Tecnicamente: apita bem, com alguns repentes de excelência e outros de deficiência. Disciplinarmente, é comedido nos cartões e procura usar do seu porte físico para ajudar nas advertências verbais. Me lembra muito (falando do seu estilo de arbitrar) o Pierluigi Colina, que era um árbitro dentro da média dos demais, mas se tornou uma personagem carismática, caricata e simpática no mundo do futebol).

Como curiosidade, à Revista Veja, deu uma entrevista na qual disse não ter medo de nada, exceto de… aranhas!

Desejo boa sorte ao Anderson Daronco no difícil clássico que apitará, pois, afinal, Dudu (SEP) está visado no Morumbi pelos outros jogos em que se criou um clima ruim entre torcedores nas redes sociais (como Dudu versus Tolói, por exemplo, que muitos são-paulinos não esqueceram).

Aproveitando a citação de que o árbitro é “fortão”, remeto à uma prática ruim das Comissões de Arbitragem: Armando Marques, por exemplo, gostava de árbitros grandes (quanto maior, para ele, melhor). Sérgio Correa da Silva tinha o hábito de buscar árbitros fora dos centros principais para “integrar o Brasil pelas escalas de arbitragem”. Coronel Marinho já declarou que escalará os melhores de cada estado (mesmo que sejam de longe), e continua com a política dos “árbitros bombadões”.

Seguindo tal lógica, seria impossível termos na 1a divisão árbitros da estatura de Paulo César Oliveira, por exemplo. Afinal, a “qualidade do árbitro” é só um pequeno detalhe…

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– A grana é desviada da CBF, mas não tem dinheiro para Profissionalização da Arbitragem?

Uma das justificativas para não se profissionalizar a arbitragem no Brasil é que isso “custaria caro”. Os “homens que dirigem o apito” sempre justificam com números dos mais diversos, e os sindicatos corroboram com os patrões, nunca com os árbitros.

Sabe-se que Sandro Rossel e Ricardo Teixeira desviaram dinheiro da CBF (6 milhões de euros e 8 milhões de euros, respectivamente). E ainda assim a Confederação Brasileira de Futebol é riquíssima!

Algumas perguntas:

1- Quanto devem ter levado Marin e Del Nero, cujo dinheiro não está contabilizado nesse desfalque mas se desconfia que do cofre saiu?

2- Por que os clubes ouvem tudo isso e nada fazem para tirar esses picaretas?

3- Por que Marco Polo Del Nero não viaja?

Nos EUA, a delação premiada não é como aqui (que é colaboração premiada). Lá, só se ganha o benefício depois de PROVADA a delação e que exista algo a mais que as autoridades não saibam.

Parafraseio Juca Kfouri: “Viaja, Marco Polo, viaja”!

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– Sandro Rosell entregará Ricardo Teixeira? E Teixeira entregará Del Nero?

Que coisa! Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, foi preso na Espanha por desvio de dinheiro. Uma das acusações é enviar dólares às escondidas e de fruto de corrupção para o Catar e Andorra. Contra ele, até mesmo grana de amistosos da Seleção Brasileira, dividida com Ricardo Teixeira.

Surge agora a informação de que Ricardo Teixeira faria uma delação premiada nos EUA. E o que ele entregaria? Ou melhor: quem? O atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero? Ou o anterior que já está preso, José Maria Marin?

O certo é: sujeira (aos montes) ele deve saber…

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– Tite e Ceni na polêmica sobre Rodrigo Caio

Tite é um sujeito que merece o meu respeito. Ético e competente (apesar do manifesto contra Marco Polo Del Nero), sabe gerenciar pessoas e tem os jogadores da Seleção Brasileira na mão.

Questionado sobre convocar Rodrigo Caio, confessou que o ato de Fair Play do atleta o influenciou. Ótimo! A honestidade teve peso.

Entretanto, ontem à noite, durante o “Bem Amigos” da Sportv, o jornalista Luís Roberto perguntou a Rogério Ceni sobre essa declaração. De maneira irônica ele respondeu e destaco a seguinte fala:

Talvez Rodrigo Caio e Tite sejam pessoas melhores que eu“.

E aí, o que você pensa sobre tal fala? Desnecessária resposta?

A fala toda, na qual ele diz que não convocaria um atleta por essa atitude honesta mas sim por desempenho, abaixo:

Minha posição ela não é tomada em frente às câmeras, depois de analisar tudo. Ela não é tomada no ar-condicionado. É tomada na hora do jogo. Com relação ao ato do Rodrigo Caio, quando ele falou para mim, quando fez menção ao não cartão, para mim, o Jô empurrou o Rodrigo e podia ser punido. Talvez o Rodrigo e o Tite sejam pessoas melhores que eu. Dentro do calor do jogo, com objetivo sempre da vitória. Só não confundam, por favor, quando você, Luiz Carlos, falou de um mundo sem corrupção, tanta gente que está sendo questionado politicamente. Não comparem um ato de um cartão amarelo com política. Seria injusto com ele e comigo. No dia do jogo, perguntei se ele sabia que o Jô tinha dois cartões. Mas é muito fácil falar de um treinador com oito jogos e oito vitórias na Seleção. Se eu fosse treinador da Seleção, eu o levaria pelo futebol que joga, não pela atitude de tomar um cartão, porque senão daqui a pouco cada um que acusar cartão tem que ser convocado.”

Claro que Rogério Ceni foi um excepcional jogador. Mas como treinador, Tite tem muito mais carisma e respeito aos outros do que ele.

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– Qual dos 3 Ronaldos foi melhor? R10, CR7 ou R9?

O português Cristiano Ronaldo deverá, pelo que está jogando, levar o troféu “The Best” da FIFA neste ano. Sem dúvida, ele é uma máquina de jogar!

Não sei se em Portugal há o debate se Eusébio foi superado por Cristiano Ronaldo. Mas uma boa discussão para qualquer apaixonado por futebol: qual dos Ronaldos entrará na história como o melhor dos xarás: Ronaldo Nazário, o Fenômeno, decisivo na Copa de 2002 mesmo não estando em seu auge; Cristiano Ronaldo, o goleador da Europa; ou Ronaldinho Gaúcho, o showman?

Deixe sua opinião:

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– Um erro decisivo em Borussia Doutmund 4×3 Werder Bremen: quando a falha do juiz muda um placar.

O futebol é realmente ingrato para a arbitragem: neste final de semana, na Alemanha, estando Dourtmund 3×3 Bremen com vários lances duvidosos e todos marcados corretamente, o árbitro estava tirando “nota 10”. Eis que aos 88m, Pulisic (BOR) avança com a bola para o ataque, a adianta e, quando o defensor adversário vai dividir… se joga descaradamente dentro da área. Equivocadamente o juizão marca pênalti e joga o seu trabalho no lixo.

E por quê deve ter marcado? Por 2 motivos:

1 – A omissão do bandeira que deveria ter ajudado e não o fez;

2 – Por estar longe da jogada, acreditou que não existiria tal unfair-play e se deu mal (são os sulamericanos que costumam simular; europeus, quase nunca).

Assista o lance citado aos 2’16’ em: https://www.youtube.com/watch?v=JNhQcC74uqc. Aproveite também e assista os melhores momentos desse jogaço.

– Árbitros explicando lances em Entrevista Coletiva?

Marcello Nicchi, presidente da Associação Italiana de Árbitros, tem uma ideia interessante para a organização do Campeonato Italiano desde a temporada 2016/2017: ele quer que os árbitros, após as partidas, concedam entrevistas coletivas para a imprensa da mesma forma como os jogadores e treinadores fazem.

A justificativa é de que tendo oportunidade de explicarem o que viram e marcaram, os juízes sejam menos criticados, sendo que a exposição deles os tornariam mais humanos aos olhos dos torcedores.

E aí, o que acham da sugestão? Uma boa para a “transparência” ou a ideia faria apenas com que os árbitros sejam ainda mais criticados, caso alguém não concorde com suas explicações?

Dulcídio, Godói e tantos outros, se adaptariam bem a vários questionamentos pós-jogo? E os árbitros de hoje?

Deixe seu comentário:

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– Descubra quem é a personagem (se for capaz)!

Leia essa percepção correta e que leva até a alguma confusão:

“Apesar de todas as denúncias ele ainda não caiu e não renunciou. Incrível. Estou falando de… Marco Polo Del Nero!”*

Pensaram que era o Michel Temer? Que nada! Renuncia o Papa Bento XVI, cai a Dilma, balança o Temer e Del Nero não larga o osso.

O mais irônico é: ao invés do presidente da CBF ir à Conmebol defender os clubes brasileiros, não vai para o Paraguai pois tem medo do FBI. Mas os dirigentes esportivos nada fazem.

Qual grupo está mais sujo: os deputados que receberam da Odebrecht/JBS ou os cartolas do futebol que recebem o mensalinho da CBF.

(*retirado do Facebook do jornalista Thiago Baptista de Olim).

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– Pitacos da Rodada de Quarta-Feira (com atraso)

Com a política em alta, faltou tempo para falar do futebol. Rapidamente:

1- A vitória da Chapecoense contra o Lanús na Argentina foi empolgante, mas… que negócio é esse de cumprir a suspensão do Luiz Otávio (que curiosamente fez o gol decisivo) em outro campeonato? O atleta estava suspenso na Libertadores e a equipe fez cumprir a punição na Recopa? Mais: foi comunicada pouco antes do jogo pela Conmebol que a pena era maior? Muito estranho e me parece que todos estão errados…

2- A “amarelada” do Mengão contra o San Lorenzo. Existia uma chance pequena de não se classificar, e o Flamengo entrou de maneira medrosa no jogo da Argentina. Mereceu (infelizmente) ser eliminado. Pior que isso, só aquela eliminação para o América do México com o Papai Joel… E olha que o time tem no elenco 3 camisas 10: Conca, Diego e Ederson. Que coisa…

3- Não gostei do 1o tempo do Palmeiras na Copa do Brasil, pois o Internacional jogou bem. No segundo tempo, Cuca acertou o time e teve sorte com o gol contra a seu favor. Aliás, cansou essa bobagem de “calça da sorte cor vinho”, não?

4- O Santos FC jogou contra um time mediano, contra a altitude e contra um juizão fraco na Bolívia. Mérito do Dorival, que fez improvisos e tirou o veterano Ricardo Oliveira do time titular. Não vale dizer que o bom atacante sentiu a altitude, sinceramente me pareceu opção tática por alguém veloz como V. Hernandez.

5– E o Atlético Paranaense, hein? Paulo Autuori, que parecia “ultrapassado” para muitos, dando a volta por cima.

6- Assistiram o Atlético Mineiro? Que belo time montou Roger Machado.

E aí: o que achou dos clubes brasileiros na última rodada?

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– A iniciativa da CBF em relatar erros e acertos de arbitragem em alguns lances e o erro na avaliação de Corinthians 1×1 Chapecoense

A CBF divulgou alguns lances polêmicos do Brasileirão e os avaliou como certos e/ou errados. A iniciativa é louvável, lógico. Mas quem os interpreta pode cometer erros.

Digo isso pois vejo um vídeo do jogo do Corinthians onde a CBF recomenda equivocadamente a marcação do pênalti. Explico: o árbitro Elmo Rezende não dá pênalti no chute de João Pedro (Chapecoense) após a bola bater na mão de Gabriel (Corinthians). E eu também não marcaria! Se deve marcar o tiro penal se a mão foi intencional / deliberada ou se houve intenção disfarçada em um movimento antinatural. E foi isso que aconteceu?

Claro que não! A CBF justifica que o jogador “se lança deliberadamente na bola”. Ótimo, até aí não é irregularidade. Mas o movimento da bola que bate na mão não é antinatural, tampouco deliberado. E não nos esqueçamos: não existe imprudência em mão na bola!

Não adianta falar que houve movimento antinatural, aqui é novamente bola que bate por acaso no braço. O que dói é ler no site da CBF que foi “infração se lançar deliberadamente na bola”. Ora, aí já não é mais teimosia querer mudar por conta própria a Regra, mas sim burrice!

Repito e insisto: movimento antinatural não é imprudência (pois não existe essa avaliação na regra). Movimento antinatural é “disfarçar-se” para tocar deliberadamente a bola, e não foi isso que ocorreu.

Se temos que aplaudir a atitude em busca da transparência, temos também que puxar a orelha de quem fez essa avaliação.

Aliás, se há tantos erros, a culpa é de quem apita ou de quem escala apitadores que erram?

Vale a reflexão.

Aqui o vídeo: https://vimeo.com/217722231

Vou parafrasear o amigo Eduardo Tega, conterrâneo jundiaiense e professor da Universidade do Futebol, que tuitou: até o escudo dos árbitros da CBF é triste…

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– Um Time pode Pedir ou Vetar Árbitros?

Nos últimos dias, alguma polêmica sobre pedidos de árbitros estrangeiros por times brasileiros e/ou “importação” de árbitros de outros estados nos regionais, para os jogos decisivos.

Ao contrário do que muitos pensam, um clube pode (em tese) não aceitar um árbitro em seu jogo. Pode até escolher quem ele quiser para apitar suas partidas.

Isso acontece pelo fato de que os árbitros não são profissionais em quase todo mundo (as exceções notórias são Inglaterra e a semi-profissionalização na Argentina).

Quando você assiste a qualquer jogo do Brasileirão, você vê jogadores, treinadores, médicos e preparadores físicos profissionais. O árbitro não, pois ele é apenas federado e não é empregado de nenhuma entidade formal do universo futebolístico.

Isso ocorre pois as federações e confederações não querem assumi-los como funcionários, fugindo das responsabilidades trabalhistas e financeiras. Dessa forma, para apitar um jogo profissional, o árbitro deve ser federado (isso indica que ele foi capacitado por uma federação) e que está apto a ser contratado por uma equipe.

Você leu corretamente: CONTRATADO. Os juízes de futebol assinam um documento dizendo que são prestadores autônomos de serviço, trabalhando para os clubes filiados à FIFA, em suas competições amadoras ou profissionais”.

Sendo assim, os clubes são os responsáveis por fornecer a arbitragem de um jogo. Para isso, eles pedem às Comissões de Árbitros que indiquem os oficiais.

Teoricamente, numa partida entre Flamengo x Santos, o clube carioca é quem contrata o árbitro, indicado pela CBF, CONMEBOL ou FIFA, com sua aprovação. No jogo de volta, o time santista se encube.

Na prática, sabemos que não é bem assim. Mas é nisso que um clube se apega ao alegar ter direito de escolher um árbitro para a sua partida.

Se o árbitro fosse funcionário das federações, ou se os departamentos de arbitragem fossem independentes, certamente a situação seria outro…

Pena que não seja esse o modelo desejado por sindicatos e cooperativas da categoria.

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– Cruyff Equivocado ou Não?

Há exatos 4 anos…

Johan Cruyff (ou simplesmente “Cróife”, para os que não ligaram o nome à pessoa, ex-jogador holandês mítico do Barcelona) disse que Neymar terá muita dificuldade em jogar ao lado de Messi.

Respeito, mas corroboro com o jornalista Flavio Prado, que disse:

“Quem jogou com André, Patito, Miralles e Zé Love, vai ter problemas com Messi?”

Sem comentários. Até um cabeça de bagre, em meio a craques, cresce. No caso do Neymar…

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– A injustiça ao negro Muntari

Passou “batido” por mim: a insensibilidade do árbitro italiano Minelli, em 30 de abril, na partida entre Pescara e Crotoni, quando o ganês Sulley Muntari (do Pescara), jogador de cor negra, reclamou que estava escutando ofensas racistas da torcida adversária. Questionando o juizão se ele não iria parar o jogo, recebeu a sugestão de que “deveria deixar para lá e não dar importância”. Insistindo, o jogador acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

Revoltado, resolveu abandonar o gramado e, por tal gesto, recebeu o 2o cartão amarelo e consequentemente o Vermelho.

Absurdo total! Disse o atleta:

“Ficaram gritando ofensas para mim desde o começo. No início, vi crianças em um pequeno grupo e fui até os pais para entregar minha camisa e dar o exemplo. Mas os gritos racistas continuaram com outro grupo em outra parte do estádio. Fui falar com eles, mas o árbitro me disse que eu tinha que deixar para lá. Foi então que eu me irritei. Por que ao invés de parar a partida eu é que tinha que deixar? Os torcedores são responsáveis, mas o árbitro deveria ter feito outra coisa. Tenho certeza que se parassem os jogos, esse tipo de coisa não voltaria a acontecer”.

Tudo isso é lamentável. Só existe uma raça: a humana!

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– Rogério Ceni e as complexidades do cargo

É chover no molhado repetir a discussão de que um ídolo não deveria ser treinador pois corre o risco de não ter o mesmo sucesso. Assim, vamos ao cerne da questão: O que está acontecendo com Rogério Ceni?

É nítido que suas ideias se aplicam ao futebol em longo prazo, e talvez não exista a paciência necessária. Mais: sem jogadores inteligentes para assimilarem suas estratégias e capacitados para realizar tecnicamente o proposto, não dará certo. Some-se a isso a arrogância e/ou falta de humildade de suas entrevistas, recheadas de estatísticas (sim, isso é válido), mas sabedor que, no fundo, neste mundo da bola, o que vale é o número 3 (de 3 pontos por vitória), coisa não obtida nas últimas partidas.

Será que a diretoria sustentará o treinador e o próprio Rogério Ceni não tentará adaptar sua filosofa ao regular potencial do elenco?

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– A insistente resistência a Richarlyson

O jogador Richarlyson, ex-São Paulo e que estava no Goa, da Índia, acertou sua volta ao futebol brasileiro pelo Guarani. E na 2a feira, ao ser apresentado no Brinco de Ouro da Princesa, 5 bombas caseiras foram atiradas por dois homens de moto.

Ainda se discutirá a resistência ao atleta, por suposto fato de ser homossexual?

Se é ou não, o atleta foi contrato para jogar bola, não para outras coisas. 

Não sei se já não era hora de, em caso sendo gay, assumir publicamente sua orientação sexual a fim de acabar com tantas fofocas e bobagens.

E você, o que pensa sobre o assunto?

– O pênalti de 2 toques de Griezmann já aconteceu no Morumbi!

O 2o gol do Atlético Madrid no confronto decisivo da Semifinal da Champions League contra o Real Madrid, surgiu de um pênalti cobrado irregularmente: Griezmann escorregou na hora que chutou, a bola bateu no outro pé e foi para o gol. Seria tiro livre indireto para os merengues, mas passou despercebido pela arbitragem.

O curioso é: em Outubro de 2013, na partida entre São Paulo x Vitória pelo Brasileirão, o lateral esquerdo Juan cobrou do mesmo jeito.

Relembre, extraído do Blog “Pergunte ao Árbitro” de 06/10/13:

O PÊNALTI EM DOIS TOQUES DE SÃO PAULO X VITÓRIA

Responda rápido: é válido um gol de pênalti em dois toques?

Surpreenda-se com a resposta: sim (tocado de um jogador para outro)! Mas não como o de Juan na partida no Morumbi, válida pelo Brasileirão da série A (tocando “em si mesmo”).

Entenda: o tiro penal deve ser sempre cobrado por um jogador identificado (não vale um ameaçar cobrar e outro chutar, como em cobranças de falta ensaiadas) e sempre tocando-a para a frente (não necessariamente para o gol). Euller, o “filho do vento”, que começou a carreira no América-MG, se aprimorou nesse detalhe no final da carreira: nas cobranças de pênalti, um companheiro chutava a bola em diagonal, ele usava a sua velocidade, dominava-a e chutava para o gol. Estratégia arriscada, mas válida, em pênalti convertido por dois toques.

O que não pode é um mesmo jogador tocar seguidamente a bola, e isso vale para qualquer cobrança de tiro (Tiro Inicial e Tiro de Reinício de Jogo; Tiros Livres Direto e Indireto; Tiro de Meta e Tiro de Canto; e, claro, Tiro Penal).

Um jogador só poderá tocar na bola novamente após cobrar um tiro (qualquer que seja) depois de um toque de qualquer outro atleta (companheiro ou adversário). E tocar não significa que seja voluntário, pode ser um toque por domínio claro, leve resvalão ou desvio inesperado. Mas atenção: tocar na trave, na bandeira de escanteio ou em alguém da arbitragem não vale, pois são neutros.

Se um jogador cobrar um tiro livre (ou penal, como Juan) e a bola simplesmente relar nele antes do toque de outro adversário, é marcado um tiro livre indireto para a equipe adversária no local onde aconteceu o “bi-toque”. E um detalhe: se o segundo toque for na mão, é tiro direto.

Agora, pense: quantas vezes você viu tal lance em uma partida profissional? Situação realmente inusitada… Juan cometeu infração ao escorregar e a bola bater nele no chute, mas passou batido para o juizão e acabou prejudicando o time baiano.

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O lance do pênalti cobrado por Griezmann

– O Brasileirão começará. Quem são, de verdade, os times grandes?

Vou ser bem direto: para mim, pela força econômica atual (entenda-se: apelo midiático, torcida, receitas), histórico de títulos e importância dentro de campo, temos 12 grandes clubes no futebol brasileiro: Os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 mineiros e os 2 gaúchos. Outros importantes clubes (como Bahia e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros) formariam um 2o grupo de importância (pela historicidade e periocidade na disputa da série A1).

Claro, são “grandes” pelos fatores mencionados acima. Mas, logicamente, vivem bons e maus momentos ao longo da história. As “fases” de bonança ou carestia podem ser duradouras ou curtas.

Entretanto, como criar critérios para rotulá-los? A unanimidade não existe, e vale um bom e respeitoso debate.

O Nuremberg é um dos maiores vencedores do Campeonato Alemão de todos os tempos, mas seus títulos pararam na década de 60. Ele é um “grande”? O Nottingham Forest, da Inglaterra, foi bicampeão da UEFA Champions League! E hoje…

Com o início do Brasileirão nesta próxima semana, vale o debate: os supostos 12 grandes “ainda são grandes”? Ou melhor, 11, pois o Internacional foi rebaixado. O Botafogo está na mesma grandeza do São Paulo? Flamengo e Corinthians se equiparam? Fluminese e Palmeiras “é pau a pau” em grandeza? E Vasco, Santos, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Internacional e Grêmio?

Enfim: temos 11 favoritos ao título de Campeão Nacional?

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– A polêmica da arbitragem do último FlaFlu do Cariocão 17.

Muita polêmica na final do Campeonato Carioca 2017, domingo passado.

No FlaFlu decisivo, Rever (FLA) vai cabecear a bola e faz a carga faltosa em Henrique (FLU). A “redonda” sobra na pequena área e Guerreiro finaliza para o gol.

E por quê o árbitro Wagner Magalhães (que fez um bom trabalho ao longo do Cariocão) não marcou?

Justamente porque estava exatamente de frente à jogada. Se estivesse de lado, teria visto o lance irregular. Ele ficou de um “lado cego” no seu posicionamento.

Também recaiu sobre o árbitro a suposta “comemoração” do gol. Claro, isso foi um flagrante retirado do contexto e que ilude o mais fanático: o juizão se comunica questionando o seu Árbitro Adicional Assistente (o AAA da linha de meta), a fim de saber se viu alguma irregularidade (e o AAA também erra, pois não viu a falta por estar preocupado com a área pequena).

Veja o lance questionado e a reação do árbitro em: https://www.youtube.com/watch?v=jAdV3IXEOcY

– Os 5 melhores do mundo e a opinião de Romário sobre Messi e Maradona.

Há duas segundas-feiras, Romário esteve no Fox Sports em entrevista. Quando questionado se Messi era melhor do que Maradona, lembrou que dentro da área, ele próprio, Romário, era melhor do que os dois. Mas citou que Maradona estava à frente de Messi pela história na carreira.

E destas comparações, surge uma particular provocação: se o número 1 do Brasil (e do mundo, para muitos) é Pelé, quem seriam os 5 maiores de todos os tempos brasileiros?

Para mim: Pelé, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Zico e Romário. Neymar ainda tem tempo para entrar nesse Top 5 (e provavelmente chegará). Aliás, é difícil imaginar que Garrincha, Didi Folha Seca, Rivaldo, Leônidas da Silva e tantos outros não estejam sendo citados por muitos apaixonados por futebol; afinal, é difícil comparar futebol de épocas diferentes.

E os 5 primeiros do mundo?

Aqui falaremos de Pelé, Di Stefano, Maradona, Messi, Eusébio, Cruijff, Cristiano Ronaldo…

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– Outra Copa do Mundo na América do Sul?

O Presidente da Conmebol, Alejandro Domingues, esteve reunido (na última semana) com dirigentes das diversas federações do continente no Chile, em um congresso da entidade. Lá, falou sobre o desejo pessoal de que a Copa de 2030 seja na América do Sul. Mas e se em 2026 ela ocorrer na América do Norte, com a fortíssima candidatura de México, Estados Unidos e Canadá?

Teria chance de seguidamente o Sul da América sediar um Mundial?

Mais ainda: sendo que o Brasil sediou recentemente em 2014, numa Copa tão inchada como deve ser em 2030, seria absurdo acreditar em uma tripla candidatura por aqui também? Argentina, Uruguai e Chile, ex-sedes, poderiam se reunir? Isso justamente no Centenário da Copa de 1930…

O que você pensa sobre isso? Lembrando que a Argentina e Uruguai, finalistas de 30, manifestaram em Outubro de 2016 o desejo de sediar o Mundial conjuntamente. No final do ano, também o Chile se anunciou desejoso, e, no último final de semana, foi a vez da China dizer que gostaria de ser sede da Copa comemorativa de 100 anos.

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– O truculento Argel Fucks e sua inconsequente atitude: A briga no BAVI!

Viram a confusão ocorrida no Ba-Vi da semana passada?

Tudo aconteceu por conta do treinador Argel Fucks. Ele ficou provocando jogadores do Bahia (o canal Esporte Interativo flagrou), e depois o tumulto se iniciou.

Repare no vídeo que há um goleiro reserva do Vitória que bate em todo mundo. E na hora do “pega pra capar”, Argel foge para os vestiários.

Quando jogador, Argel batia muito com faltas violentas. Como treinador iniciante, trabalhei em jogos dele no Interior Paulista e me admirei com o desrespeito dele para com a arbitragem.

Técnico com estilo “machão” e olhos odiosos não cabe mais no futebol brasileiro…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=MvdeDhgz98U

Ops: depois disso, Argel foi demitido.

– E a punição para os torcedores insensíveis do Criciúma?

Uma parcela pequena de torcedores do catarinense Criciúma, dias atrás, mostrou tremenda desumanidade e desrespeito à tragédia que envolveu dezenas de mortos com o vôo da LaMia e gritou contra o time da Chapecoense:

Ão, Ão, Ão, abastece o Avião”.

É claríssimo o deboche desses idiotas. E a orientação à arbitragem é: gritos racistas, homofóbicos, de natureza política e outros diversos que possam ser questionados devem ser relatados e a agremiação punida e/ou torcedores identificados. Só que o fato aconteceu há 2 semanas e até agora nada?

Ninguém identificado?

Lamentável…

Assista o vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=kReYMWGyZjg

– Eduardo Baptista caiu. Dorival Júnior será o próximo?

A falta de convicção dos cartolas impressiona. Eduardo Baptista, com pouco tempo de trabalho, foi demitido. Mas a culpa é dele ou de quem o contratou? Desde que contratado, o bom treinador teve rejeição da torcida (e talvez da imprensa). Ser demitido era uma questão de tempo.

Houve arrependimento do clube? O episódio da entrevista nervosa ou os resultados o derrubaram?

Provavelmente, Cuca deverá ser o novo técnico do Verdão. O outro que corre risco é o Dorival Júnior no Santos. Não adianta o presidente santista garantir o treinador (como todo presidente faz), que se bobear, Luxemburgo voltará à Vila Belmiro.

Gosto do trabalho dos dois treinadores, e acho que seria mais injusto a saída do Dorival do que foi a de Eduardo. Se o Santos perdesse do Santa Fé, as cornetas da Vila Belmiro estariam esbravejando…

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– Futebol Esporte Show: contamos com a sua preciosa audiência!

E hoje tem Futebol Esporte ShowMarcel Capretz comanda e Rafael Porcari comenta.

Aqui, no SBT – Vtv e TvSorocaba

Tudo sobre o Futebol Nacional e Internacional, além dos times da região. 

Prestigie!

Campinas e Região: 12h15 ; Baixada Santista: 12h15 ; Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15.

– O Ridículo Pênalti de Deportes Iquique 2×1 Grêmio FPA

Um erro decisivo do árbitro argentino Germán Delfino, de importância inexpressiva no futebol internacional.

O time gaúcho vencia por 1×0, e eis que seu atleta Ramiro vai disputar uma bola com o adversário D’Ávila, dentro da área. O chileno tenta cabecear a bola, abaixando a cabeça ligeiramente, mas o brasileiro ergue a perna na lateral, em altura insuficiente para lhe levar perigo. Ramiro, corretamente, atinge a bola. Portanto, jogada limpa.

Entretanto, o árbitro entende que Ramiro chutou a cabeça de D’Ávila e marca pênalti. Não foi. E nem poderia ser “pé alto”! O chamado “lance de jogo perigoso” é quando você levanta excessivamente o pé e corre o risco de atingir com a sola seu oponente. Normalmente ocorre em lances frontais (pé no rosto). Na lateral, e com a cabeça baixa, não se pode marcar nada.

Entenda algo mais: um pé alto que leve perigo e não atinja o adversário, é marcado tiro livre indireto. Se atingir (leve ou gravemente, não importa), é tiro livre direto (dentro da área, é pênalti). No deserto chileno, o que se viu foi uma jogada legal, sem qualquer falha do jogador gremista.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=oQQ0_s6rptU

– A troca do cartão amarelo pelos 10 minutos fora!

Uma novidade na Inglaterra: a FA vai testar durante a temporada 2017/18, na 7a divisão, o não uso dos cartões amarelos para questões disciplinares. Ao invés da advertência para situações de indisciplina, o jogador ficará 10 minutos fora de campo (como no rugby). Para as outras situações passíveis de Amarelo, o cartão continuará a existir.

O que você acha dessa novidade? Gosta ou não da ideia?

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– Luiz Flávio, sua contusão e a sequência do jogo

Fiquei muito triste ao assistir a contusão do Luiz Flavio de Oliveira na partida entre Água Santa x Bragantino. Uma fratura no pé é algo dolorido e que tirará o juizão do começo do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

Boa sorte ao amigo na recuperação! Mas apesar desse fato lamentável, surgiu uma questão sobre regras de jogo: e se no momento da contusão acontece um pênalti ou sai um gol? O que fazer?

Vamos lá: o árbitro, se escorregar, cair ou ficar impossibilitado de correr, ainda é a autoridade máxima da partida. Sendo assim, se ele puder ver a conclusão da jogada, confirmará ou não a legalidade do gol ou marcará o pênalti / falta / simulação (conforme for o lance). Se ele não puder ver (e estando consciente que o jogo continua) e a sequência da jogada, por exemplo, resultar em um gol, o bandeira mais próximo poderá dizer a ele se foi legal ou não.

Mas e se ele ficar desacordado? O que se faz?

Se o bandeira perceber, deverá entrar em campo e anunciar que a partida está paralisada a partir daquele instante. Imediatamente, nada mais vale (afastando o risco de uma falta dentro da área ou um gol, sem a ciência do árbitro).

O curioso é: uma partida não pode começar sem um dos membros do quarteto de arbitragem, mas pode terminar sem um deles.

Por exemplo: e se a contusão fosse no aquecimento? O quarto-árbitro entraria no jogo como substituto e alguém (como o observador, por exemplo) seria designado para fazer os serviços administrativos do 4o árbitro.

Mas e se fosse a falta de um bandeira e do árbitro, por exemplo, e não existisse um observador? Veja que curioso: o quarto-árbitro assume o jogo, o bandeira 1 fica em sua mesma função e o “novo” árbitro escolhe duas pessoas (podem até ser da arquibancada) para assumirem a posição de bandeira 2 e quarto-árbitro. Faz a entrevista com eles, dá o apito inicial e, caso os ache muito ruins na função, dispensa-os.

REFORÇANDO: Não se pode começar um jogo faltando integrante da equipe de arbitragem. Mas terminar, pode!

Assista ao lance em: https://glo.bo/2qvILcr

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– 23 anos de domingos mais tristes sem Ayrton Senna!

Caramba. Já faz tanto tempo?

Um acidente fatal encurtou a vida de um dos maiores ídolos do esporte do Brasil há 23 anos, cessando a alegria do torcedor apaixonado pela velocidade.

Como seria hoje se você estivesse vivo, Senna

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