Há 34 anos, Nelson Piquet venceu o GP da Hungria de Fórmula 1, com Ayrton Senna em 2o. Cansamos de ver dobradinhas brasileiras nos lugares mais altos dos pódios em automobilismo. Mas hoje…
Esquece. Só de comentar entristece.
Há 34 anos, Nelson Piquet venceu o GP da Hungria de Fórmula 1, com Ayrton Senna em 2o. Cansamos de ver dobradinhas brasileiras nos lugares mais altos dos pódios em automobilismo. Mas hoje…
Esquece. Só de comentar entristece.
Estava na hora: não fazia sentido o Hospital Albert Einstein ser o único responsável pelos testes de Covid do Brasileirão das 3 divisões.
Não pela qualidade da instituição médica, mas pela logística – que é absurdamente burra! Como um clube do Amapá ou do Rio Grande do Sul deveriam esperar resultados de uma única central, após enviarem as amostras para tão longe (em São Paulo)?
Para um campeonato menos distante territorialmente (como o Paulistão), tudo bem. Mas para o Campeonato Nacional, é óbvio que se deve ter outros laboratórios credenciados, próximos aos clubes envolvidos.
A CBF acerta se confirmada a mudança.
A Capital Paulista viu muitos jogos com rigorosos protocolos contra o Coronavírus. Talvez essa visibilidade (num centro onde os óbitos estão caindo), tenha iludido muita gente, fazendo com que o Brasil achasse que o futebol seria permitido em todos os lugares.
Nas regiões onde a Covid_19 “chegou tardiamente”, talvez nem estejamos no pico ainda! São os casos de Goiás, Rio Grande do Sul, alguns lugares do Nordeste e Mato Grosso.
O que se viu na Rodada inicial do Brasileirão, além de ser uma vergonha, é preocupante: vários jogos da Série C e B com problemas, e, mais destacadamente, a suspensão de Goiás x SPFC por contaminação dos goianos.
Precipitou-se em começar o torneio nacionalmente, é fato. E o que fazer? Mudar as praças esportivas de lugares em alerta, como o próprio Goiás jogar no Rio de Janeiro? Mas e o elenco, terá suficiente número de atletas?
No sábado, o Palmeiras empatou com o Corinthians e nos pênaltis levou o Paulistão 2020. Algumas impressões:
– Gustavo Gomez, que viveu uma novela na renovação contratual, no último minuto de bola rolando do Campeonato quase colocou tudo a perder para a sua equipe! Cometeu um pênalti infantil, no qual não precisa de VAR, câmera, tira-teima ou coisa qualquer para marcar. Acertou Luiz Flávio de Oliveira ao assinalar a marca penal. O gringo precisa agradecer demais os seus companheiros pelo título, caso contrário, seria crucificado.
– Jô, a contratação mais cara do Timão, tinha um caminhão de responsabilidade nas costas para cobrar o pênalti no tempo normal aos 50m. O fez com categoria.
– Técnico experiente tenta ganhar jogo de todas as formas: Vanderlei Luxemburgo fez uma pressão danada na arbitragem (que foi muito bem e suportou) nos momentos anteriores aos pênaltis. Não tinha do quê reclamar, mas reclamou para se fazer presente.
– Técnico inexperiente tem que confiar naqueles que têm qualidade: Luan e Ederson, ótimos batedores, não cobraram os pênaltis. Por quê, Tiago Nunes?
– Patrick de Paula, da Taça das Favelas para o protagonismo do pênalti derradeiro: que cobrança perfeita, não? E o Cássio foi muito bem na bola, mas não deu.
Enfim: parabéns Luiz Flávio pela atuação. Apitou o básico, esteve perto dos lances e não relaxou um minuto sequer. Muito bem em campo, numa partida modorrenta das equipes.
Pouquíssimas vezes não assisti uma decisão de campeonato estando comentando o jogo ou simplesmente acompanhando. Porém, neste mundo maluco que vivemos devido à pandemia (100.000 vítimas no Brasil neste sábado), a necessidade de estar próximo da família e de buscar as coisas não mundanas, trocarei o Derby decisivo do Paulistão 2020 (Palmeiras x Corinthians, 16h00) para ir à Missa presencialmente (fato raro nestes últimos 6 meses devido às restrições – nossa paróquia providenciou inúmeros protocolos de segurança para tal).
E como amanhã será Dia dos Pais, não prometo assistir o VT até o domingo. Passarei com meu pai, meu sogro e minhas filhas!
Aqui fica a célebre frase de Arrigo Sacchi: “o futebol é a coisa mais importante das menos importantes”.
Ótimo jogo, bom final de semana e nos cuidemos.

Em 1992, a Copa Libertadores da América teve um marco: deixou de ser marginalizada pelas grandes emissoras e passou a ter destaque. Antes disso, algumas equipes brasileiras disputaram o torneio até mesmo com equipes reservas, já que não era uma atração rentável, os clubes reclamavam da selvageria dos jogos (especialmente na Argentina e no Uruguai) e das arbitragens suspeitas.
Quando ganhavam, os times exaltavam; quando perdiam, diziam que os Estaduais ou o Brasileirão eram prioridades. Mas quando Galvão Bueno deixou a Globo e foi para a recém criada OM (do paranaense José Carlos Martinez, dono do banco Bamerindus), a novata comprou os direitos televisivos e calhou do São Paulo de Telê Santana vencer o torneio de maneira empolgante! Daí por diante, a Libertadores passou a ser um objeto de desejo por todos (pelos clubes conquistarem e pelas emissoras transmitirem).
Com a atual crise financeira provocada pela Pandemia, a Globo rescindiu o contrato com a Conmebol e deixará de transmitir a competição. Idem ao streaming DAZN com a Copa Sulamericana.
Seria realmente um repensar de valores por dificuldades de pagamento ou estratégia para diminuir os custos e a Conmebol ofertar um desconto?
Aguardemos! Com tantos clubes grandes nesta edição, custa a crer que não teremos transmissão da Libertadores da América.
ARBITRAGEM – Os 4 tipos de árbitros de futebol e uma curiosidade do imaginário popular: como se “frauda” uma partida?
Em: https://www.youtube.com/watch?v=Iy78nLqh2Ok
Ana Paula de Oliveira, presidente da Comissão de Árbitros da FPF, deixou claro que, se é para errar em alguma escala, que “erre com os melhores”.
Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira são os FIFAs mais experientes de São Paulo, então ela fez essa opção para escalá-los nas finais do Paulistão. Flávio Rodrigues Souza, o outro Fifa, não tinha a confiança suficiente dela, bem como Edna Alves (a árbitra FIFA que tem ido muito bem e poderia estar em algum jogo destes).
A chefe dos juízes está deixando outros nomes de lado para optar pelo “escudo branco”. Porém, lembremo-nos: Luiz Flávio sofre não só por seus erros, mas pela pendenga histórica que existia em jogos do irmão dele, o Paulo César, com o Palmeiras. E esclarecendo: não existe mais a obrigatoriedade do sorteio, é “audiência pública de divulgação de escala”.
Vai ser difícil manter a autoridade em campo, não tenha dúvida, pelo histórico e pelo clima do jogo.
Pressão, sabemos, a Torcida Organizada do Palmeiras já fez logo que foi divulgada a escala. Aguardemos e torçamos por uma boa arbitragem.
Já escrevemos sobre elas quando do anúncio, mas fica o lembrete das mesmas, de uma forma bem didática, pois o Brasileirão começa neste final de semana: o que muda nas Regras do Futebol e o que a CBF está pedindo aos juízes!
ALTERAÇÕES DAS REGRAS
1. Avanço do goleiro em cobrança de pênalti.
A partir de agora, se o goleiro se adiantar e defender um tiro penal, volta-se a cobrança e não se aplica o cartão amarelo. Se numa 2ª cobrança (sendo a repetição desta que ele infringiu ou em um outro pênalti durante o jogo) ele avançar novamente, receberá o cartão amarelo. E, numa 3ª cobrança (ou repetição de algumas destas anteriores) existir novo avanço, receberá o 2º cartão amarelo e consequentemente o cartão vermelho.
Uma novidade: se a partida for decidida por cobrança de pênaltis, os cartões recebidos pelo goleiro por se adiantar em pênaltis são zerados no jogo, e uma nova contagem se faz durante a decisão por tiros penais. Mas atenção: os recebidos no tempo normal e neste momento de cobranças são contados integralmente para a suspensão automática em partidas futuras.
2. Mão deliberada do defensor tira atacante do impedimento.
Sabemos que se a bola for lançada por um atacante a seu companheiro que está em condição de impedimento e ela for tocada por um defensor que tenta disputá-la, esse toque, desde alguns anos, passou a dar condição para o outrora impedido. A partir de agora, se esse toque for com a mão (já que sabemos que não se pode jogar com a mão), também habilitará o atacante.
3. O que é braço / mão? De onde até onde se define isso?
Ficou até mesmo irônico para alguns, mas a FIFA definiu que braço / mão compreende o que não for ombro, e para defini-lo, deve-se levar em conta que “o limite do ombro até o braço ficará definido como a parte inferior da axila”. Ou seja: o braço/ mão na bola será considerado na região desnudada da manga da camisa.
4. Punição à mão de atacante em imediatez do gol.
Antes, “mão na bola” independia de ataque ou defesa, levando em conta apenas a intenção ou não. Anos atrás, acrescentou-se a orientação de verificar o movimento antinatural, que significa tirar proveito de um uso não convencional dos braços. Em 2019/ 2020, a mão do atacante em jogada de ataque passou a ser punida indistintamente como infração (mesmo que involuntária). A partir de 2020/2021, voltamos à condição anterior, diferenciando a situação de uma bola que bater na mão do atacante e dela sair o gol (do próprio atleta – em que a bola mesmo que acidentalmente bater – ou de um companheiro que se aproveite disso). A CBF reforça que os árbitros estão orientados a avaliar a IMEDIATEZ da mão, pois se criar um outro lance, já não se deve punir.
5. Toque de mão do goleiro depois do tiro de meta.
Elucidou-se que, se o goleiro cobrar o tiro de meta e voltar a tocar na bola, marca-se um tiro livre indireto e aplica-se o cartão amarelo (já que anteriormente a bola deveria sair da área para entrar em jogo e isso já deixou de existir há algum tempo).
6. Advertência no Bola ao Chão para reinício da partida.
Com o advento de bola ao chão para “devolver a bola para quem já tinha a posse dela”, feito de maneira mais recente na Regra, exigiu-se uma distância de 4 metros. Agora, quem não respeitar essa distância e interferir no reinício (tanto companheiro quanto adversário) deve receber o cartão amarelo e o bola ao chão será repetido.
7. Ataque promissor com vantagem e retomada de ataque, dispensa advertência.
Se existe um ataque promissor e o árbitro marca a falta, mas antes de aplicar o cartão amarelo ela é cobrada rapidamente (ou seja: houve a vantagem), e voltando a existir um ataque promissor, NÃO SE DEVE DAR O CARTÃO assim que a bola parar, pois voltou a existir um ataque promissor (a não ser que a natureza da falta exija uma punição, como um lance violento).
8. Avanço do goleiro com erro do atacante.
Se numa cobrança de pênalti o goleiro cometer uma infração, mas o cobrador cobrar tão mal o chute que for perceptível que um avanço do goleiro em nada interferiu, não voltará mais a cobrança nem advertirá o goleiro.
9. Em lances de dupla infração (atacante e goleiro) no tiro penal.
Se um goleiro se adiantar para a cobrança do pênalti, porém o batedor praticou uma paradinha, se punirá a 1ª infração (a paradinha), marcando tiro livre direto para a defesa a partir do ponto penal e dando cartão amarelo ao cobrador. Isso (do atacante ser punido) já existia, mas passou a valer também com infração simultânea do goleiro.
10. Avaliação de agarrões.
Só será punido o atleta que segurar um adversário e esse agarrão tiver real influência na jogada. Segurar a camisa por si só não será considerado infração (portanto, o atacante parar de correr deliberadamente porque foi agarrado não vai adiantar mais). Deve existir impacto sobre o agarrado.
11. A substituição de 5 atletas em 3 momentos da partida.
Poderá ser efetuada a troca de até 5 jogadores no intervalo e em 3 paralisações da partida para cada equipe, por conta da pandemia. Vale como alteração TEMPORÁRIA da Regra.
OUTRAS ORIENTAÇÕES
1. O VAR, para lances ofensivos de cartão vermelho, não levará em conta o áudio, mas apenas o gesto / imagem. O que foi dito cabe ao árbitro interpretar.
2. Diferente do que muitos pensam, o VAR pode sim interferir em situações de interpretação, DESDE que exista uma imagem muito interessante e que julgue que o árbitro não a viu.
3. Reforça-se o uso do VAR para a validação de gols, tiros penais, cartões vermelhos e identificação de jogadores.
4. Em comemorações de gol, levantar a camisa e encobrir o rosto é para cartão amarelo (fica o lembrete), mas gestos pejorativos relevantes para uma situação devem ser punidos (por exemplo, se um atleta do Atlético Mineiro imitar um Galo, é uma auto-referência ao seu mascote, algo bom, não se pune; mas se fosse na Argentina e por parte de um jogador do Boca, se pune pois é ofensivo ao River Plate).
5. Não se deve ir às arquibancadas comemorar o gol, pois receberá o cartão amarelo por ir á torcida e incitar o público. Mas em jogos sem torcida, não há sentido em se punir.
6. Usar a mão na bola não é necessariamente lance para cartão amarelo. Deve-se avaliar a ação de bloqueio ou de disputa com o seu uso.
7. Se um jogador marcar um gol de mão e estando impedido, pune-se a mais grave (a tentativa de ludibriar a arbitragem com um gol de mão, aplicando o cartão amarelo).
8. Mão que esteja em frente do corpo e que não tenha influência nenhuma na jogada, obviamente não é infração (assim como as mãos de proteção ao rosto / partes íntimas).
9. Nas disputas de bola, o árbitro deve levar em conta se o atleta que atingir um adversário poderia ter “suavizado” na disputa e também verificar onde atingiu (barriga, pé, cabeça). Avaliar o ímpeto, a velocidade e onde impactou serão determinantes para marcar falta sem cartão, com cartão amarelo ou cartão vermelho.
10. Acabar com o uso do braço no rosto do adversário (isso é uma bandeira da FIFA). Os árbitros deverão verificar se a mão contra a cabeça foi um empurrão (cartão amarelo como punição) ou um golpe (vermelho direto).

O lance em que Jô vai disputar a bola com Gustavo Gomes é idêntico ao de Juninho e Carlos e menos intenso do que de Fagner.
Em 15 dias, nos 3 jogos no qual Raphael Claus trabalhou no Corinthians (Árbitro contra o Red Bull, VAR contra o Mirassol e Árbitro contra o Palmeiras), o critério de não expulsão foi o mesmo nas partidas apitadas, e diferente do que foi árbitro de vídeo.
Fica a observação: diferentes critérios dependendo da função, e isto é errado. Que não seja a diferença do critério pela cor de camisa (e isso preciso crer que não é), mas pela atividade exercida.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
Perfeito este tuíte sobre o Santos FC demitir Jesualdo:
Euler Victor @eulervictor_
·
A lógica do Futebol brasileiro:
– Contrata um treinador com uma metodologia diferente do antecessor.
– Impedido de fazer contratações por punição da Fifa.
– Pandemia.
– Atrasos salariais.
– Processos.
– Eliminação do estadual.
– Demite o treinador faltando 2 dias para o início do Brasileirão
O Ceará sagrou-se campeão da Copa do Nordeste 2020, vencendo o Bahia. Todos os aplausos ao Vozão, mas cuidado: o Campeonato Brasileiro é outro naipe!
Um dos grandes problemas dos Regionais é esse: quem vence, se acha gabaritado para o Nacional, que frequentemente tem-se mostrado muito mais competitivo e difícil. E aí quando a bola rola no Brasileirão…
Respeito todas as crenças e a descrença, e vejo a história do Palmeiras desejar jogar com meias brancas por quê “daria sorte”.
É lógico que como o futebol é um microcosmo da sociedade, e que sendo assim, as diversas crendices aparecem no dia-a-dia em campo e têm seu efeito psicológico. Há, portanto, de considerar a hipótese de “ajuda dos astros” (embora, particularmente, não acredito em superstições e equivalências assim – tenho minha fé bem resolvida – mas não é por isso que devo desdenhar de quem crê diferente).
Independente da cor da meia que o Palmeiras jogará no próximo sábado (pois como o Corinthians é mandante na quarta-feira, ele pode jogar com suas meias brancas e o adversário, Palmeiras, terá que jogar com as cores diferentes dele – verdes, no caso), surgiu uma brincadeira sobre isso no Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan que virou uma questão muito bacana e curiosa: e se o Palmeiras quisesse jogar com uma meia branca numa perna e verde noutra?
Poderia?
Vejam só: o uniforme é constituído de camisa, shorts, meias, equipamento de proteção (caneleira) e calçado (tênis ou chuteira, que não leve perigo ao adversário ou ao próprio atleta). Os de identificação ao público (camisa, calção e meias) devem ser idênticos. Caneleiras, como são encobertas, não. Igualmente às chuteiras, que são permitidas como personalizadas devido aos patrocinadores e/ou serem ferramentas de trabalho (embora exista quem defenda – e tem lógica – que deveriam ter cores predominantemente padronizadas).
Mas e os meiões de “duas cores”? Se o Palmeiras desejar jogar com uma perna vestindo a branca e na outra com a verde, onde está a impossibilidade disso na Regra do Jogo? O Espírito dela não impede, nem a Regra 4.
Porém, leve em consideração: as meias de um time visitante devem ser diferentes das do mandante. Na final do Derby, com mando do Corinthians, as cores da meia do Timão são brancas (mas ele poderia jogar com as pretas se quisesse); assim, o Verdão deverá ir de verde. No mando do Palmeiras, se quiser jogar com cores diferentes, precisa apenas definir qual perna levará cada cor (isso deve ser uniforme / padronizado: todos de verde na perna esquerda e todos de branco na direita, por exemplo.
Importante: essa inovação só poderá acontecer se o adversário tiver uma cor diferente das duas de quem quiser usar, e fica o exemplo: Palmeiras x Guarani, por exemplo, não seria razoável…
E já que falamos sobre Regras, a Regra 1 será cumprida na Arena Itaquera, hoje? Afinal, desde 22 de Julho, com o episódio da pichação, está pintada a inscrição SCCP na área de meta. Já deu tempo da grama crescer, ser cortada, e as ações de vandalismo realizadas sumirem. Ou não?
Por fim: torço para que Raphael Claus, árbitro da partida, seja resiliente às pressões. Eu evitaria sua escala, pelo seguinte fato: se cometer equívoco a favor do Corinthians, ganha força a teoria pró-Alvinegra; se o equívoco for pró-Palmeiras, aí nasce a teoria de compensação para o Alviverde. Portanto, seja perfeito, Claus!
Minha opinião sobre essa escala em: https://professorrafaelporcari.com/2020/08/03/10-nomes-para-a-arbitragem-da-final-entre-corinthians-x-palmeiras/
Cá entre nós: sabemos que Corinthians x Palmeiras é uma guerra dentro e fora de campo, que começa dias antes da própria partida.
Nestes temos de futebol profissional / business, ninguém quer perder. Sendo assim, todos os artifícios (que devem estar dentro da lei) são usados para a busca da vitória.
Os dirigentes não colaboram para que esse resultado seja buscado com ética e moral. Vide Andrés Sanches questionando a necessidade de exames de Covid_19 de acordo com o Protocolo Sanitário (isso porquê o futebol era chamado de “exemplo” nos cuidados da retomada).
Na verdade, só se pode constatar algo já perceptível: “vale tudo” para ganhar o jogo, onde o profissionalismo é administrado por apaixonados amadores.
Em tempo: depois do dia 22 de julho (veja a data que estamos), a grama cresceu, já deve ter sido cortada, mas os letreiros SCCP continuam inscritos no campo de jogo da Arena Corinthians? O “conserto” não some, mas o vandalismo sim?
Aliás, sobre essa irregularidade contra a Regra 1, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/22/o-corinthians-poderia-ter-disfarcado-a-pichacao-com-sccp/

Por diversas vezes citei um livro que li (A Dança dos Deuses, do prof Hilário Franco Júnior), onde enviei algumas impressões e pequenos textos que se referiram à arbitragem (fui aluno dele). Porém, não resisto ao ler novamente (pg 309) a procura do autor em desmistificar a figura do árbitro. É interessante, curto, e compartilho:
“O masoquismo do árbitro transparece ainda no fato de seu bom trabalho merecer apenas o silêncio, segundo a máxima ‘que o bom árbitro é aquele que passa desapercebido’. Em teoria ele é o elemento neutro em campo, na prática é alvo a priori das desconfianças dos dois lados que disputam a partida. Ele desperta pouca simpatia. É o ator maldito do espetáculo futebolístico. Pode arruiná-lo, e será criticado, ofendido, talvez agredido. Pode contribuir para seu sucesso, porém não terá a glória e a remuneração de seus colegas de palco (…) No árbitro projetam-se a frustração e a raiva dos perdedores, a indiferença dos vencedores.”
Texto atualíssimo, não?
Que pisada na bola da Ana Paula de Oliveira, a presidente da CEAF-SP, ao confeccionar a escala da final do Paulistão 2020. Falta árbitro na FPF?
O Raphael Claus está em todas as escalas importantes, e mesmo depois da polêmica de domingo e de quinta, o escala para a final.
Lamentável… coloca outro, poxa. Só tem ele no Estado de São Paulo para apitar jogo importante?
Aliás: abaixo, os 10 membros da arbitragem do 1o Derby da Final:

Olha que interessante: leio na Women’s Health sobre o Prêmio Nobel de Química Rod Mackinnon, que descobriu sobre a solução habitual de comer bananas para evitar cãibras não ser o método mais eficaz.
Segundo ele,
“Não são os músculos que precisam de ajuda do potássio, mas o problema vem do sistema nervoso. Ingerir alimentos apimentados antes ou durante o exercício é a solução para confundir os receptores, como gengibre, canela e pimentão“.
Já imaginou você na esteira comendo pimentão? Acho que vou tentar kkk…
Números de 2019, assim como a postagem: seriam dados atuais? Abaixo:
É sabido que em tempos de redes sociais influenciando os consumidores, qualquer postagem de pessoa importante custa dinheiro.
Mas tente adivinhar: no Esporte, quem cobra mais caro para divulgar um produto ou serviço?
Os TOP’s 10 em: https://www.mktesportivo.com/2019/07/quanto-custa-um-post-patrocinado-no-instagram-de-celebridades-do-esporte/
QUANTO CUSTA UM POST PATROCINADO NO INSTAGRAM DE UMA CELEBRIDADE DO ESPORTE
Estudo da Hopper coloca o perfil de Cristiano Ronaldo como o mais valioso da rede
Tem US$ 1 milhão na conta? Então saiba que você poderá escolher onde publicar um post patrocinado no Instagram de qualquer celebridade do esporte.
De acordo com a Hopper, que apresenta métricas e valores relacionados à rede social, uma postagem de cunho comercial publicada no perfil de Cristiano Ronaldo, líder do ranking, pode custar US$ 975 mil. O futebol segue nas três próximas posições, com Neymar, que cobra US$ 722 mil por publi, Lionel Messi, com US$ 648 mil, e o inglês David Beckham, com US$ 357 mil. LeBron James, do Los Angeles Lakers, fecha o TOP 5.
Para chegar ao resultado, a consultoria analisa dados internos do Instagram e considera também números publicados oficialmente pela empresa. Fora do futebol e basquete, apenas o indiano Virat Kohli, astro do críquete, que concentra mais de 38 milhões de seguidores em seu perfil.
Confira o TOP 10 do esporte e o preço estimado de cada postagem
1) Cristiano Ronaldo – US$ 975 mil
2) Neymar – US$ 722 mil
3) Lionel Messi – US$ 648 mil
4) David Beckham – US$ 357 mil
5) LeBron James – US$ 272 mil
6) Ronaldinho Gaúcho – US$ 256 mil
7) Gareth Bale – US$ 218 mil
8) Zlatan Ibrahimovic – US$ 200 mil
9) Virat Kohli – US$ 196 mil
10) Luis Suárez – US$ 184 mil
E a expulsão do atleta do Mirassol contra o Corinthians?
Juninho (MIR) vai dividir com a sola e atinge o pé / tornozelo direito de Carlos (SCCP). No lance rápido, para o árbitro, se está muitíssimo bem posicionado é para cartão vermelho. Estando de longe, sem visão privilegiada, tende a dar cartão amarelo pois muda-se a percepção.
O correto é: NUNCA ir dividir uma bola como se fosse PISAR no adversário, pois aí não se torna uma disputa leal de jogo e corre o risco de ser expulso. Portanto, correto o cartão vermelho.
O grande problema: o Protocolo FIFA do VAR não permite que o árbitro de vídeo tome a iniciativa para chamar o árbitro de campo e reveja tal lance. Somente poderia fazer isso em lance interpretativo se fosse considerado um erro absurdo (o que não foi o caso). Não sei se foi o árbitro quem pediu ajuda para o vídeo.
Errou o VAR Raphael Claus, caso ele tenha chamado Vinícius Araújo, que acertou na Expulsão por linhas tortas.

Essa história de “troca-troca” de jogadores” que se fala envolvendo Santos e Palmeiras, era comum no futebol na década de 70. Sem dinheiro, negociar permutas ou algo parecido se faz necessário.
O último grande negócio que me lembro desses foi nos anos 90: São Paulo e Cruzeiro fizeram o famoso “5 por 2”: a Raposa cedeu Beletti e Serginho (laterais na época) e o Tricolor enviou aos mineiros Gilmar (zagueiro), Vítor (lateral direito), Ronaldo Luís (lateral esquerdo), Donizete (volante), Palhinha (meia) e Aílton (atacante).
A grande questão se torna: vale a pena para os clubes? Diz-se que o Santos liberaria Soteldo para o Palmeiras, em troca de Lucas Lima. “Elas por elas”, não dá! Deve ter mais atletas envolvidos e um pouco dinheiro.
Um detalhe: será que os atletas envolvidos querem mudar de clube?
Aguardemos!
Uma situação gravíssima, em todos os aspectos: os erros médicos promovidos pelo respeitadíssimo Hospital Albert Einstein na bateria de testes do Coronavírus, independente de quem ou qual seja o resultado. Quatro influências diretas disso:
EINSTEIN ERRA 26 TESTES DE COVID DO RED BULL PARA JOGO COM CORINTHIANS
Por Rodrigo Mattos
O Hospital Albert Einstein errou os resultados de 26 testes para coronavírusfeitos com jogadores e estafe do Red Bull Bragantino antes do jogo contra o Corinthians, pelas quartas de final do Paulista. Os atletas foram diagnosticados com Covid-19, foram afastados de treinos e só puderam jogar porque exames em cima da hora deram negativo. A informação foi publicada inicialmente pelo “O Globo” e confirmada com duas fontes pelo blog. O laboratório confirmou que houve divergência nos testes do Bragantino por conta de problemas em um reagente usado.
O Einstein é o laboratório responsável pelos exames de coronavírus para o Brasileiro da Série A e para o Paulista. Isso gerou uma discussão no Conselho Técnico da Federação Paulista e o problema foi comunicado pelo Red Bull à CBF.
O clube vem fazendo testes para coronavírus duas vezes por semana, do tipo RT-PCR, os mais confiáveis. Além de jogadores, são feitos exames em membros da comissão técnica, estafe que trabalha no Centro de Treinamento e em jogos no estádio do time. Eram cerca de 70 testes feitos no Einstein por rodada.
Antes do jogo diante do Corinthians, foi feita uma nova rodada de exames. Só que, ao contrário das vezes anteriores, houve em torno de um terço dos testes deram positivos, em um total de 26.
Desses que tiveram resultados positivos, foram 13 atletas e membros de comissão técnicas. Um total de sete titulares que atuariam diante do Corinthians teve análise com positivo para Covid-19. Outras 13 pessoas eram de pessoal do estafe de estádios e do CT.
O Red Bull estranhou esses resultados porque vinha testando constantemente. Os jogadores foram afastados por dois dias dos treinos. Mas o clube decidiu refazer os testes. Levou todas as pessoas para novos exames nos laboratórios Fleury e Cura. Os exames deram negativos.
Com esses resultados em mão, o clube voltou ao Eistein no dia do jogo para refazer os testes. O laboratório fez os exames e constatou que as 26 pessoas, na realidade, tinham exames negativos. Com isso, os sete titulares foram liberados para jogar às 17 horas do dia do jogo diante do Corinthians, que ocorreu a partir das 19 horas.
Questionado, o Hospital Albert Einstein reconheceu que houve divergência nos resultados do Red Bull que deram positivo no primeiro teste, e negativo no segundo. Atribuiu o problema a reagentes com instabilidade de funcionamento. E afirmou que as substâncias não serão mais utilizadas. Veja a nota abaixo:
“O Einstein recebeu amostras de secreção nasofaríngea de atletas e membros da Comissão Técnica do Red Bull Bragantino para análise da presença da Sars-Cov2. As amostras tiveram resultado liberado no fim da tarde da última terça-feira, dia 28, sendo que algumas apresentaram resultado positivo.
Na quinta-feira, dia 30, o Red Bull Bragantino solicitou um novo teste destas amostras, que foram coletadas e processadas no mesmo dia. No novo processamento, estas amostras resultaram negativas.
Na análise dos processos internos, identificou-se um lote específico de reagentes importados (“primers”) com instabilidade de funcionamento, que foram provavelmente os responsáveis pelos resultados divergentes.
A fabricante, uma empresa internacional, foi imediatamente notificada sobre a ocorrência e os lotes com desempenho atípico foram retirados da rotina de exames do laboratório do Hospital Israelita Albert Einstein.”
Jogadores do Red Bull Bragantino durante aquecimento antes de partida contra o Corinthians
Rapaz, que infelicidade do comentarista Fabio Benedetti, da Rádio Energia FM (97,7). Ele foi deselegante e usou termos que deveria-se evitar a um jogador negro, como fez com Marinho, na derrota do Santos para a Ponte Preta.
A revolta de Marinho foi de arrepiar. E convida à nossa reflexão: que mundo pilhado, não?
Compartilho, extraído do GloboEsporte.com (link com vídeo): https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/noticias-santos-marinho-racismo.ghtml

Atualizando: a Rádio Energia se manifestou, abaixo:

Ele promove ações sociais importantes, cuidando de causas como o racismo e a transfobia. É paparicado pelos clubes rivais por ser um bom gestor. Fez seu time, o Bahia, gozar de grande respeito e bons resultados. Referimo-nos a Guilherme Bellintani, presidente do clube.
Nesta semana, após vencer o Botafogo da Paraíba, criticou a arbitragem por ter FAVORECIDO seu time. No twitter, escreveu que:
“Bahia se classificou merecidamente. Mas três lances mudariam o resultado do jogo. Gol legal anulado do Botafogo/PB, gol irregular do Bahia e pênalti não marcado em Elber. Bahia sempre lutou pelo VAR no Brasileirão. Está na hora do VAR na Copa do Nordeste. É um avanço necessário”.
Sobre esse personagem diferente do mundo do futebol, abaixo:
GUILHERME BELLINTANI VIRA ÍDOLO DE TORCEDORES
Quem não se lembra do jogo em que Ronaldinho Gaúcho foi aplaudido de pé pela própria torcida do Real Madrid depois de fazer dois golaços pelo Barcelona em pleno Santiago Bernabéu? Ou do momento em que Cristiano Ronaldo, ainda no time merengue, recebeu aplausos da torcida da Juventus após uma pintura de bicicleta pela Liga dos Campeões?
Guardadas as devidas proporções, o mesmo vem acontecendo no Brasil, mas de outra forma, e não com um jogador: o ‘idolatrado’ da vez, e não só pela torcida rival, é um presidente: Guilherme Bellintani, do Bahia.
No caso do mandatário tricolor, o palco não são os estádios, e sim as ruas e, principalmente, as redes sociais. Basta uma leve bisbilhotada no Twitter, por exemplo, para perceber o quanto o atual presidente tricolor é cobiçado por torcedores dos outros clubes – e até do próprio Vitória.
É comum ver pedidos de torcedores de ‘venha pro meu time’ para jogadores e técnicos, mas não para presidentes. Mas por que será que isso acontece? Com a palavra, o próprio presidente, entrevistado pelo UOL Esporte.
“Acho que essa conjunção de um clube que tem falado e buscado ser um clube com um propósito social, tratando o futebol além das quatro linhas, que tem governança, que é democrático, aberto, transparente, inovador e que traz elementos importantes de conceito de mudança no futebol… A combinação disso tudo com o exercício prático dessas coisas, e não só de falar, promove nas pessoas um desejo de acompanhar o trabalho”, analisa.
“Não é uma coisa de me verem como ídolo, mas as pessoas estão bem interessadas em acompanhar o trabalho. E também tem outra coisa importante: a gente nunca se apresenta como dono da verdade ou como única referência em nenhum tema. Muito pelo contrário. Eu sei que a gente ainda tem muito a aprender com vários outros clubes, cada um no seu projeto. Então, acho que o torcedor também vê que o Bahia valoriza o clube dele, que o Bahia vê que cada clube tem um pouco a contribuir e que a gente tem buscado pegar um pouco de cada um desses clubes e formar um projeto mais amplo com o valor que cada um tem; beber nessas fontes tradicionais do futebol brasileiro é muito importante”, acrescenta.
Os mais recentes elogios ao presidente surgiram depois do último jogo do Bahia. Nas redes sociais, ele anunciou que o clube, atendendo a inúmeros pedidos dos torcedores – colocou à venda a camisa utilizada contra o Náutico com a marca do SUS, em uma homenagem aos profissionais de saúde. E com um valor acessível: R$ 99, o mesmo da camisa popular.(…)
Também nesta semana, Guilherme já havia sido alvo de comentários positivos entre os torcedores ao participar do rachão entre os próprios jogadores à véspera do jogo contra o Náutico, pela Copa do Nordeste. A atividade foi transmitida ao vivo por meio do Sócio Digital, espécie de Netflix do Bahia, lançado na semana passada e que também tem conquistado aficionados de outras agremiações.
Apesar de não se ver como um ídolo dos torcedores, Bellintani se diz feliz com os comentários e faz questão de dividir o mérito pelos elogios com todos os profissionais do Bahia:
“É bom, dá prazer, estimula, e eu divido muito disso com a minha equipe. Eu tenho uma equipe muito focada na reconstrução desse clube que é o Bahia, que quase acaba e a gente está trabalhando para reconstruir. Acho que a nossa forma de comunicar facilita muito. A gente trata o torcedor como elemento central dessa história toda. Vemos o futebol se voltando muito pra dinheiro, remuneração, e isso é fundamental e trabalhamos também pra aumentar nosso faturamento”.
“Torcedor é o principal patrocinador do clube”
Com mandato iniciado em 2018 (e com término previsto para o fim deste ano), o presidente tricolor sempre procurou estar próximo do torcedor. Exemplos vão desde frequentes respostas aos questionamentos dos aficionados nas redes sociais até a participação ativa nas ações promovidas pelo Bahia — como, por exemplo, quando colocou a cerveja a R$ 1 no entorno da Fonte Nova para protestar contra o preço abusivo da bebida dentro da Arena.
E com Guilherme Bellintani na presidência, o Bahia tem atingido todos os públicos. São frequentes as ações do clube que tratam sobre questões mais humanas como racismo, direitos LGBTQ+, demarcação de terras indígenas e o tratamento das torcedoras nos estádios de futebol, entre outros.
“A gente coloca o torcedor como elemento principal disso tudo, é o principal patrocinador, o principal ativo, é o dono do nosso clube. E a gente fala pra todo mundo: quando a gente busca incluir a torcida que habitualmente não era lembrada, as minorias, que na verdade são maiorias, facilita muito, e comunicar com franqueza. Isso é fundamental e o torcedor percebe isso. Quando você fala olhando no olho é diferente de quando você fala simplesmente para implementar um discurso bonitinho”, acrescenta.
E não é que tem até torcedor do maior rival enchendo o presidente de elogios? Bellintani também tem uma explicação.
“Talvez pela minha forma como me refiro ao Vitória, com respeito. Claro que tem uma brincadeirinha aqui e ali, normal, sou torcedor e faço de vez em quando, mas mais no sentido de pequenas resenhas pra divertir. Mas sempre respeitei muito o Vitória como instituição e entendo que o torcedor também identifica isso. A rivalidade tem seus limites. Acho que a torcida do Vitória, uma parte pelo menos, me vê com respeito porque sabe que eu respeito a instituição”, completa.
O Campeonato Paulista da A3, se tudo der certo, retornará em 20 de setembro. Mas poucos estão comentado: e se tivermos uma “segunda onda de Covid_19”, como ocorre hoje em alguns lugares na Europa e Ásia (especialmente Espanha e Coreia do Sul), trazendo preocupação e fechando / parando algumas atividades que estavam, a priori, se normalizando?
Programar e planejar é necessário. Mas se a pandemia registar números mais alarmantes, dificilmente o Governo do Estado permitirá a continuidade do esporte. Isso não pode ser descartado! Mas levando em conta hipoteticamente que não ocorrerá, pensemos: é outro torneio que teremos, diferente do começo do ano!
Na A1, o Mirassol perdeu jogadores 16 profissionais (e ainda se classificou para a fase semifinal). Imagine na A3! Quem estava “por cima”, pode estar por baixo. E vice-versa. É tudo novo, exceto a tábua de classificação estando a 4 rodadas do término da 1a fase.
Lembremo-nos que teremos 50 dias para todo mundo se refazer até o reinício. Evidentemente, ninguém é médico e nem mesmo “bidu” para saber como estará o país, os clubes e as suas finanças até lá. Tudo deve estar norteado com as palavras “provável”, “se” e “condicionado”.
Isso vale aos resultados em campo: o Paulista FC pode cair, se manter e até mesmo conseguir a classificação para a outra fase, pois obviamente falamos de futebol, onde a única lógica dele é ser ilógico.
Essa é a graça do futebol! Vamos aguardar, e torcer para que a contratação de Julinho, novo gerente de futebol, surta bons frutos ao treinador Oliveira, bem como ao trabalhado novo presidente Rodrigo Alves.

O improvável sempre será charmoso e dará emoção ao futebol.
Justo no meu primeiro palpite dos 4 jogos desta fase de Quartas-de-final do Paulistão, a lógica não se confirmou: com uma equipe montada com jogadores da base e um artilheiro que acertou a permanência para uma única partida (Zé Roberto), não é que o Mirassol venceu o São Paulo que tem um elenco milionário?
Não era o provável… abordei que somente o futebol proporcionava resultados tão inesperados (aqui: https://wp.me/p4RTuC-qMz), mas esse placar, confesso, até eu não imaginava!
Acho que “a batata” deu treinador Fernando Diniz está assando…
Marcelinho Carioca foi visitar o presidente Jair Bolsonaro com a nova camisa do Corinthians. Lá, o palmeirense Presidente da República vestiu a camisa do arquirrival (para desgosto de palmeirenses e corintianos, pois os primeiros não gostam de atitudes como essa, e os segundos não apoiam a linha ideológica dele).
Mas o que precisamos discutir na verdade é: Marcelinho Carioca no Palácio do Planalto para debater com Bolsonaro sobre a MP do Futebol?
Respeitosamente, mas… fala sério!
Importante: o Sport Club Corinthians Paulista não teve nada a ver com isso.
A parada inevitável devido a Pandemia de Covid_19 provocou muitos prejuízos financeiros para todos os setores da Sociedade (sem falar nas vidas perdidas, onde não existe valor mensurável).
Porém, algo no esporte que é perceptível: o prejuízo técnico das equipes pequenas (que não tinham dinheiro para segurar seus elencos)! O Santo André, que era líder do torneio, perdeu seu artilheiro Ronaldo. O Mirassol “se desmanchou”, está jogando com a base! Do outro lado, quem tem boa estrutura e pode treinar, manteve o plantel e se destacou: é o caso do Red Bull Bragantino.
Hoje começam as semifinais. Quem passará de fase?
Meu palpite: Santos, São Paulo, Palmeiras e Red Bull Bragantino. O Corinthians está muito mal, não sei se consegue vencer o Toro Loko em ótima fase.
Mas, claro: falamos de futebol, um esporte emocionante onde nem sempre o melhor vence.
Sejamos justos: se os times rebaixados são os piores na classificação geral, por quê os classificados também não são os melhores do certame inteiro, e não os que estão entre os dos grupos?
Os times que caíram para a A2 (Água Santa e Oeste) foram os que menos pontuaram por todo o Paulistão 2020. Mas os classificados não foram os que tiveram mais pontuação. Por exemplo: o Novorizontino ficou em 5o lugar, com 19 pontos, mas não classificou-se (Palmeiras e Santo André estavam com pontuação superior em seu grupo). A Ponte Preta, que ficou em 13o, com 13 pontos, passou de fase!
Já passou da hora de mudar o regulamento, não?
Na Vila Belmiro com o mando do Bugre, Rafael Costa fez um golaço de voleio, mal anulado pela arbitragem.
Estando o Tricolor vencendo por 2×1 e o Guarani buscando o empate, um bola é cruzada na área. Ali não havia atleta algum em impedimento e nasce um novo momento, pois a bola é cabeceada e sobra para Rafael Costa, em posição legal, fazer um bonito gol.
Errou o bandeira Alberto Poletto Masseira, sendo que nada pode fazer o juiz Salim Fende Chavez. Mas discordo do comentário de Paulo César de Oliveira de que ele estava atrasado no lance, na veemência de um erro crasso. Achei que foi um erro em consequência da velocidade do lance (que foi capital, é verdade). Claro, respeito a opinião do amigo PC mas entendo que era situação difícil.
E se tivéssemos o árbitro de vídeo? Provavelmente, o gol seria validado.
Dois lances bem polêmicos: o primeiro, dificílimo até mesmo com a tecnologia (com William Bigode no ataque), pois ficará sem resposta: ele sofre a falta dentro da área (e em cima da linha “é área”) ou sofre fora dela? Pelas imagens, é covardia ser taxativo e não se critique o árbitro pela decisão tomada.
O segundo lance não me deixa dúvida: pênalti inexistente, num erro de interpretação que tem sido comum em outros jogos que assisti do árbitro Douglas Marques das Flores: na dúvida da intencionalidade da mão, o juizão costumeiramente tem marcado equivocadamente infração!
O atleta de camisa 15 do Água Santa, Wellington Reis, está cabeceando desequilibrado a bola e ela bate na própria mão dele (sem intenção, sem ser movimento anti-natural, sem estar aumentando a área de contato e, pasme, “amortecendo a bola para o domínio do adversário”).
NUNCA se pode entender que com toda essa leitura o ato seja infracional. Errou feio o árbitro.
Sidimar, do Oeste, versus Boselli, do Corinthians: lance casual de jogo ou agressão?
Vamos a ele: Sidimar, repare, não está na mesma altura “cabeça a cabeça” com Boselli quando vai cabecear a bola. Ele passa da altura do corintiano e o braço direito (ao menos, é o que dá a entender), é que atinge o adversário.
Falamos dias atrás, quando publicamos as alterações e novas orientações da Regra do Jogo, sobre a FIFA pedir rigor absoluto em lances de disputa de bola com o uso dos braços abertos e/ou mão no rosto do adversário. E isso (pela minha interpretação do lance) não seria jogo brusco grave, mas sim conduta violenta (portanto, cartão vermelho), pois abandona a disputa e atinge deliberadamente o oponente.
Pode ser que o árbitro Luís Flávio de Oliveira tenha sido traído por um lado cego do seu posicionamento e por isso tomou tal decisão.
Que falta faz as câmeras do VAR, não?…
Não assisti o jogo do Santos, e vi bastante coisa sobre Palmeiras, Corinthians e São Paulo.
Se elogiei a arbitragem do Campeonato Paulista 2020 no retorno Pós-Covid durante o meio de semana, na rodada derradeira da 1a fase ela não foi bem.
Confira no link:
Creio que o árbitro de vídeo fez muita falta nestes jogos… Volte logo, VAR!
Para um ótimo “treino-corujão” de hoje, fica a dúvida: meia hora de caminhada na esteira ou um pouco de pedalada?
Nesta 2a feira, como madruguei, a corrida virá depois (com a costumeira postagem motivacional).
Ops: ao final das contas, pedalei e caminhei, valeu a pena! S’imbora correr na rua agora!
🚴🏼 🏃🏼 #training #bicicleta #bike #walking #exercício
Não sei onde eu li essa frase do nadador megacampeão Michael Phelps, mas ela me chamou a atenção porque é perfeita para muitos.
Sobre “de onde vem sua motivação” durante um treino ou para uma prova, ou se ele “toma alguma coisa especial”, disse que:
“A música é o dopping natural para o esporte”!
Pois é: o dopping psicológico e emocional é cada vez mais verdadeiro e real no dia-a-dia dos esportistas: um estádio lotado gritando para seu ídolo, uma preleção energizada do treinador, ou até mesmo uma música que transmita uma mensagem ou melodia entusiasmante, são, sem dúvida, fatores que estimulam naturalmente.
Muito mais sadio do que anabolizantes e seus afins, não? Embora, isso possa trazer um questionamento paralelo a este assunto: no futebol, na época de estádios vazios que vivemos, o grito da torcida pode estar fazendo falta aos jogadores?
Desde 15 de julho de 2019, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).
Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:
Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados.
Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.
Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:
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