– Cansei dos percalços do futebol em 2020. E você?

No final do ano, sempre se faz balanços sobre os acontecimentos ocorridos. E quando penso no futebol… desanimo, tamanho é o desânimo.

Explico:

Quantos casos explícitos ou velados de racismo presenciamos em 2020? E ao invés de termos unanimidade no combate ao preconceito, testemunhamos pessoas falando que é “mi-mi-mi”… Que insensibilidade! De onde vem tanta falta de empatia?

Aí vemos os clubes não fazendo a parte deles. O Corinthians fala em “proteger as ‘minas’”, mas faz gozação homofóbica contra o São Paulo. O Tricolor, por sua vez, tem feito campanhas efetivas em defesa dos torcedores gays da sua agremiação? Lógico que não. A propósito: e a campanha para uso da “Camisa 24” que diversos clubes lançaram? Ficou só no blá-blá-blá, aparentemente.

O que entristece é o discurso descomprometido que é “só futebol”, que tudo pode. Peraí: falamos de futebol profissional, business, milhões (e às vezes, bilhões) envolvidos. É a indústria do entretenimento, que gera empregos, paixões e eventos. Não é a várzea amadora, das periferias onde tudo pode (ou quase tudo). É jogo (ou jogaço) que acontece no Morumbi, Maracanã ou Mineirão!

Como toda atividade profissional, há regras, ética, responsabilidades social e fiscal, além da necessidade de ser e dar exemplo.

Quer mais um desapontamento? Equipes falidas que abrem mão de trabalhar com parceiros sérios como Red Bull, City Group ou qualquer outro conglomerado, mas aceitam empresários suspeitos e negócios escusos, pois eles “não vão mudar o uniforme do time” ou “vender a ‘alma’ da equipe”. E se der errado, lógico, a culpa é da imprensa (como virou um mantra).

Alma? Só se for penada… ou “pelada no saldo bancário”. Mas dos cartolas envolvidos, aí é outro papo!

Já imaginaram quanta história os centenários Paulista de Jundiaí, Noroeste de Bauru, Ponte Preta de Campinas ou tantos outros têm, e correm o risco de sumir num curto médio / prazo? Sim, o panorama catastrófico é real, pois as contas vencem e o cenário global é cada vez mais rápido (e não aceita desculpas).

Vale o mesmo para os grandes, que se apequenam cada vez mais: Vasco e Botafogo vivem do quê? De títulos, de receitas, de ambos ou de nenhum deles? Ou de… história?

É desanimador, me desculpem. E se falar de outra seara, a arbitragem, é pior ainda! A FPF tinha sempre meia dúzia de árbitros em condições de apitar pela FIFA (e qualquer jogo no mundo). E hoje?

Aliás, o VAR, que tanto ajuda mundo afora, aqui atrapalha. Sem contar nos cabides de emprego: AVAR1, AVAR2 e supervisor de protocolo, onde a cartolagem do apito se auto-escala e se “auto-avalia”. 

Tudo isso faz com que exista descrédito. Rogério Ceni deixou no ar que há favorecimento para o São Paulo no Brasileirão. Ué, quer dizer que árbitro paulista não pode apitar time carioca pela luta do título? Também não poderá gaúcho, mineiro e de outros estados envolvidos na parte de cima e na parte de baixo da tabela. Assim, vamos trazer árbitros do Tocantins, do Amapá e da Roraima, que não têm times na 1ª divisão.

Neste discurso cheio de teorias conspiratórias, quem vai investir num campeonato que é colocado em dúvida?

Desculpem-me, mas cansa. E para cansar derradeiramente, lembremo-nos que até semanas atrás os dirigentes dos clubes queriam, junto com os políticos, a volta das torcidas em plena pandemia.

Acabe logo 2020. Venha diferente, 2021. E bem melhor, pois esse último no cansou demais.

Imagem extraída da Web.

– Lisca Doido ou Lisca Bravo?

Não vi o lance reclamado pelo América-MG, mas o treinador Lisca (conhecido como “Lisca Doido”) ficou muito, muito bravo mesmo!

A imagem mostra que seu apelido faz jus, aqui: https://youtu.be/EooyVV4VokU.

 

– O Racismo contra Gerson, por parte de Ramírez no Flamengo 4×3 Bahia: o que o juiz poderia ter feito?

Índio Ramírez, jogador colombiano do Bahia, foi acusado de praticar racismo contra o flamenguista Gerson. E, por enquanto, fica o protesto do brasileiro ao ato negado do seu adversário.

Que se investigue, se chegue a uma conclusão e que se puna, caso tudo se confirme.

Fui perguntado: e o árbitro nisso tudo?

O árbitro Flavio Rodrigues de Souza não poderia expulsar Ramírez sem ter flagrado o xingamento. Ele também não pode advertir o jogador simplesmente pela reclamação do outro (porque, poderia até – e não estou dizendo que foi neste caso – ter sido uma forma de mentir e prejudicar a outra equipe). O juiz tem que presenciar a ofensa.

E o VAR? Poderia ter ajudado?

Veja que curioso: NÃO neste caso!

O árbitro de vídeo só pode trabalhar com imagens e não sons. Imagine que Flávio fosse à cabine e ouvisse uma fala: ele não poderia, por protocolo, fazer uso do som e tomar a decisão (por incrível que possa parecer), nem tentar leitura labial ou algo parecido. O VAR se refere às imagens, pura e simplesmente, de atos.

Como o racismo é um assunto sério, a atitude do árbitro passa a ser: relatar em súmula que existiu a reclamação mas, como não ouviu a ofensa, não pode tomar as providências por falta de comprovação.

O outro lance discutido do jogo foi a expulsão de Gabigol. Sobre ela, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/12/20/a-expulsao-de-gabigol-em-flamengo-x-bahia/.

Lembrando ainda que a proibição de som pelo VAR também foi discutida no episódio de racismo sofrido por Neymar no entrevero com Gonzáles. Recorde aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/14/acredite-o-var-nao-poderia-interferir-no-caso-do-racismo-sofrido-por-neymar/.

STJD investigará acusação de Gerson de racismo de Ramirez com imagens

– A Expulsão de Gabigol em Flamengo x Bahia

Parabéns ao árbitro Flávio Rodrigues de Souza! Mostrou que faz jus ao uso do escudo FIFA, ao não passar por “banana” no lance envolvendo Gabriel Barbosa.

É notório que Gabigol tropeça e desequilibrado pede uma falta (não foi relevante o toque de mão nas costas do jogador do Bahia, já que, para ser falta, tem que impedir a sequência normal do lance – e não foi isso que aconteceu). De maneira “folgada”, reclamou ao juizão com palavrões. Flávio não fez média e mostrou a autoridade que deve ter um árbitro de futebol, mostrando o Cartão Vermelho.

Pelo peso da camisa, em condições de “fazedor de média”, o natural era que um juiz medroso “fizesse de conta que não ouviu”. Felizmente, não foi o caso de Flávio.

Registre-se: um jogador importante como Gabigol não pode dar uma vacilada tão infantil com 9 minutos de jogo.

– 15 anos do Tricampeonato Mundial do Tricolor Paulista: Análise da Arbitragem de São Paulo 1×0 Liverpool

Quando Rogério Ceni se aposentou, publicamos a Análise da Arbitragem do jogo do São Paulo que lhe deu o Tricampeonato Mundial. Repost abaixo nesta data significativa:

Calma, você não voltou ao tempo. É que nesta sexta-feira teremos o jogo de despedida de Rogério Ceni, um dos últimos jogadores a labutar por décadas em uma mesma equipe.

Sabe qual a curiosidade inusitada? O árbitro será o mexicano Benito Arcundia, o mesmo da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2005 e que arbitrou São Paulo 1×0 Liverpool.

Detalhe: o árbitro não foi bem naquela partida. Ele não deu um pênalti claro no lateral esquerdo Júnior, prejudicando os brasileiros; na sequência da jogada, armou-se um contra-ataque e Lugano quase quebrou as pernas de Gerard com um carrinho violento e certeiro, não sendo expulso e prejudicando os ingleses. Na época, Rafa Benítez, que era técnico do Liverpool (e que posteriormente perdeu outro Mundial Interclubes, para o Corinthians quando trabalhava no Chelsea) o criticou demais, creditando (injustamente) a derrota ao árbitro mexicano.

O interessante é que Benito Arcundia nem iria participar daquele mundial! Ele entrou na última hora como representante da Concacaf pois o guatemalteco que havia sido indicado lesionou o joelho.

Quem deveria ser convidado, o “bom do jogo” foi o bandeira Arturo Velazquez, que anulou corretamente 3 gols do Liverpool: 1 impedimento fácil, outro dificílimo e o outro por falta de Morientes quando ele tentava fazer a defesa.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Al Ain venceu o River Plate? Jaz, Conmebol!

Há dois anos, um dos maiores micos do futebol argentino aconteceu… relembrando:

Que coisa! Depois de micos de clubes brasileiros (representando a Conmebol) sendo eliminados pelos inexpressivos Mazembe e Raja Casablanca, ou do Atlético Nacional (outro Conmebol) perdendo do Kashima, agora o River Plate perde do Al Ain dos EAU e está fora do Mundial de Clubes da FIFA!

De fato, o retrato do futebol sulamericano, seja na Copa do Mundo de Seleções (há quanto tempo um sul-americano não vence?), seja na Copa do Mundo de Clubes, tem sido horroroso. Um panorama perfeito do que é a Conmebol hoje.

Se o Al Ain vencer, será o segundo time representando o país-sede a ser Campeão do Mundo, como aconteceu com o Corinthians na 1a edição dessa versão mais global e organizada pela FIFA. E que não se discuta: será o legítimo campeão do mundo de futebol (mas não o mais forte).

Já abordamos isso em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/13/disfarcada-de-mundial-a-copa-das-confederacoes-de-clubes-comecou/

– Bom dia, 6a feira (1 de 4).

👊🏻 Bom dia!
Tudo pronto para suar mais uma vez em busca de #saúde.

Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária #endorfina?

EXERCITE-SE!

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running #adidas #asics

– O gesto obsceno na expulsão de Rossi.

Tem jogador que não tem noção de que pode ser flagrado numa partida de futebol. Vejam só o motivo (proibido para menores) que o jogador Rossi, do Bahia, recebeu Cartão Vermelho, contra o Defensa Y Justicia pela Copa Sulamericana. 

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=dt7fQdh9go0

 

– Dream Team Bola de Ouro da France Football.

É lógico que o time abaixo é mágico! Foi composto por especialistas da France Football e representa o melhor time de todos os tempos. Escalado com: Yashin; Cafu, Beckenbauer e Maldini; Matthäus, Xavi, Maradona e Pelé; Messi, Cristiano Ronaldo e Ronaldo Fenômeno.

Puskás? Di Stéfano? Zidane? Cruyff? Estão no banco, provavelmente.

Carlos Alberto Torres não sendo titular, perdendo para Cafu que não sabia cruzar? Ops.

É claro que com mais de 150 anos de idade que o futebol tem, seria impossível a distância do tempo permitir que se saiba os 11 melhores de todos os tempos. Mas há algumas coisas que são atemporais, como, por exemplo, o talento!

Concorda com a lista?

– A Arbitragem de Futebol brasileira e a Covid-19.

Assustador o número de casos de contaminação dos árbitros de futebol pelo Novo Coronavírus!

Compartilho, abaixo, essa publicação do grande PVC no GE.com. Está em: https://globoesporte.globo.com/blogs/blog-do-pvc/post/2020/12/15/de-cada-tres-arbitros-do-campeonato-brasileiro-um-ja-teve-covid.ghtml

DE CADA 3 ÁRBITROS DO CAMPEONATO BRASILEIRO, 1 JÁ TEVE COVID

Pouca gente percebeu a substituição do árbitro de vídeo de Corinthians x São Paulo, no domingo (13). Inicialmente escalado, Rodrigo Guarizo do Amaral teve teste positivo e foi substituído por Jean Pierre Gonçalves Lima. Não foi a primeira vez. Já houve jogos do Vasco e do próprio São Paulo, recentemente, com substituições de partes do trio de arbitragem por exames positivos.

Dos 600 árbitros cadastrados para jogos de Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, 215 já tiveram contato com o coronavírus.

Significa que 31% do quadro de árbitros já teve contato com o vírus.

Os casos no futebol ganharam muita relevância desde o início de novembro. Foram mais de 100 casos em novembro, surtos em clubes como Santos, Palmeiras, Vasco, Fluminense e Atlético Mineiro.

Na arbitragem, os casos foram menos divulgados, mas igualmente expressivos.

Na segunda-feira (14), foi confirmada a morte de Marcelo Veiga, ex-lateral-esquerdo de Santos, Bahia, Internacional e Portuguesa, técnico com passagens marcantes por Bragantino, Portuguesa e, recentemente, São Bernardo.

– A Homenagem do Red Bull Bragantino a Marcelo Veiga.

No tempo em que o RB Bragantino (sem a gestora atual, a competente Red Bull), era comandado pela família Cheddid, Marcelo Veiga, vitimado tão jovem pela Covid-19, trabalhou 7 vezes no clube. A identidade entre Bragantino e Veiga se tornou claríssima.

Diante disso, uma singela homenagem foi feita a ele, já que, infelizmente, não há o que fazer.

Veja só a camisa personalizada com o número de jogos (516) que ele trabalhou:

Red Bull Bragantino

Imagem: Ari Ferreira/ Red Bull Bragantino (divulgação).

– E a Covid assusta o mundo do futebol! Não é hora de pausar tudo de novo?

Caramba… Marcelo Veiga, ex-jogador de futebol e técnico (com “histórico de atleta”, como alguém ousou usar como subterfúgio), faleceu de Covid-19. Vanderlei Luxemburgo pegou pela 2a vez (assim como o jogador palmeirense Gustavo Scarpa), e outros tantos do mundo do esporte.

Será que o futebol, com inúmeros protocolos (e que estão parecendo ser ineficientes) não deveria dar uma pausa? 

Com menos mortes, os torneios estavam paralisados. Agora, estão a todo vapor. Não é para se repensar?

Eu sei que não existem datas para todas as partidas, mas isso é “o mais importante” para o momento? Claro que não.

Repensemos as urgências da sociedade neste momento. Muita gente está se contaminado estando na ativa no trabalho do futebol.

Por medo da covid-19, time de futebol alemão perde por 37 a 0 | Siga a  cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 18.09.2020

 

– De novo, Caio Max? Sobre Internacional 2×1 Botafogo.

Dias atrás, o árbitro Caio Max Augusto Vieira foi muitíssimo criticado pela sua atuação em Corinthians 0x0 Grêmio (relembre em: https://wp.me/p4RTuC-siZ). Agora, no Beira Rio, outra polêmica atuação.

Antes de falarmos do gol decisivo do Colorado, há uma reclamação quanto a um cartão amarelo não aplicado a Rodinei (INT), que seria a 2a Advertência e consequentemente Vermelho. Acontece que nem todo lance de mão na bola é para Cartão Amarelo. Uma jogada na lateral, que não mate um contra-ataque, é simplesmente para marcar o tiro livre direto, sem advertir. Acertou o árbitro.

No lance capital da partida, o Fogão tem uma falta a seu favor no campo de defesa. Kevin cobra ela com displicência recuando para o goleiro Diego Cavalieri. Yuri Alberto (Internacional) estava atento e a interceptou, fazendo o gol.

Porém… o árbitro estava de costas! No be-a-bá da arbitragem, nunca você deve reiniciar o jogo sem estar de frente para a jogada. Caio Max nada viu, e mediante a confusão, anulou o gol. Pelo VAR, depois de muita demora, voltou atrás e validou.

Apesar da lambança, acertou o árbitro. O Botafogo reclama que a falta não foi cobrada pois Kevin estava dando a bola para Cavalieri cobrá-la. Pelas imagens, não dá para afirmar isso e as condições permitem que se entenda a execução do reinício com Kevin (até mesmo porque ali – naquele momento – não precisa de apito).

Tudo seria evitado se o juizão estivesse de frente, orientando o local da cobrança e agilizando a execução.

– Mancini e Diniz, Corinthians x São Paulo e o “algo em comum”.

Algumas curiosidades pré-Majestoso: Vágner Mancini e Fernando Diniz, técnicos de Corinthians e São Paulo, têm uma relação em comum com o Paulista de Jundiaí.

Ambos foram campeões pelo Galo da Japi: Mancini da Copa do Brasil; Diniz pela Copa Paulista. Fernando Diniz, a propósito, foi treinado por Vágner Mancini por duas temporadas parciais.

Compartilho, extraído de: https://www.esportejundiai.com/2020/12/em-jundiai-fernando-diniz-jogou-19.html

FERNANDO DINIZ JOGOU 19 VEZES SENDO DIRIGIDO POR MANCINI

Neste domingo, Fernando Diniz e Vagner Mancini se enfrentam como treinadores pelo Campeonato Brasileiro dirigindo respectivamente São Paulo e Corinthians, às 18h15, no estádio corintiano, em São Paulo. Ambos foram companheiros de clube, só que em funções diferentes. Mancini já era treinador do Paulista e teve Diniz como seu atleta no meio-campo entre o segundo semestre de 2006 e o primeiro semestre de 2007.

Em Jundiaí, Diniz jogou 19 vezes sob o comando de Mancini, entre Série B do Brasileirão e Série A1 do Paulistão. Foram dois gols – na vitória por 3 a 0 sobre o Marília, fora de casa, na Série B de 2006; e 3 a 1 sobre o Rio Branco, no estádio Jayme Cintra, no Paulistão de 2007.

Só que o “estressadinho” Diniz que vemos como treinador, já era como jogador. Na sua passagem como atleta em Jundiaí, ao lado de Vagner Mancini foram seis amarelos e um cartão vermelho – contra o Grêmio Barueri, no Paulistão de 2007, quando se envolveu em uma confusão logo no começo do primeiro tempo com Anderson Marques.

Terceiro encontro em 14 meses

Mancini e Diniz já se enfrentaram uma vez este ano como treinador. Quando Vagner ainda dirigia o Atlético Goianiense, ele enfrentou o São Paulo de Diniz e perdeu por 3 a 0, no Morumbi pela 14ª rodada. Brenner – duas vezes e Gabriel Sara marcaram os gols do jogo.

Em outubro do ano passado, Diniz já comandava o São Paulo e duelou com Mancini, quando este dirigia o Atlético Mineiro. Pela 28ª rodada, o Tricolor venceu por 2 a 0 – gols de Igor Gomes e Vitor Bueno.

Mancini já venceu Diniz como treinador: foi na Série B de 2015, na 15ª rodada, quando Vagner comandava o Vitória, que venceu o Paraná Clube, de Diniz, em Curitiba, por 1 a 0 – gol de David.

Por Thiago Batista de Olim – Foto: Divulgação

– Os finalistas ao The Best 2020 da FIFA. Neymar fora?

Messi, Cristiano Ronaldo e Lewandowski estão entre os 3 indicados ao “The Best”, o prêmio de melhor jogador do mundo de 2020, presenteado pela FIFA.

Se a lista fosse minha, na temporada (que é o que vale), Lewa seria o vencedor, seguido por Neymar e Kevin De Bruyne. O argentino e o português, premiadíssimos, no período em julgamento, não fizeram por merecer a figuração na relação deste ano.

Aliás, se o prêmio fosse ao “funcionário do mês”, Neymar levaria fácil pelo que fez nos últimos jogos. Entretanto, a quantidade de gols do Lewandovsky dispensa qualquer elogio. Indiscutível.

Até pela idade de Messi e CR7, as portas estão se abrindo para Neymar, se mantiver o ritmo, ter chances reais de ganhar seu primeiro The Best em 2021.

– Flamengo x Santos ofuscado por Robinho?

Que estrago fez o Santos FC em sua imagem pela insistência na contratação de Robinho. O atleta, que foi condenado pela Justiça da Itália por estupro, só teve seu contrato suspenso após o boicote anunciado pelos parceiros do Peixe. Nesta semana, o jogador foi condenado pela 2a instância e o Santos manteve o contrato suspenso (ou seja: não desistiu da sua contratação).

Nem com os áudios divulgados (onde Robinho orienta o amigo dele a vir para o Brasil pois aqui não ficariam presos), fez com que a diretoria desistisse da ideia. Conclusão: às vésperas de um jogaço como Flamengo x Santos, você abre os sites e as manchetes são: Robinho condenado!

Pra quê isso? Se livre desse “abacaxi”, Santos. Até o julgamento pela 3a instância, o contrato já venceu e o jogador estará ainda mais veterano… Anti-marketing total!

– A nova camisa do Corinthians: gostou ou não? Sobre as polêmicas surgidas.

Há 5 anos, fizemos um breve debate sobre o “Corinthians ser tricolor ou não”.

Relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/02/o-corinthians-e-tricolor-ou-nao/.

Agora, o clube do Parque São Jorge lançou uma 3a camisa homenageando o Estado de São Paulo (com o mapa do estado em seu desenho, no formato das calçadas da Avenida Paulista), e causou muita polêmica: pela beleza, e por lembrar “São Paulo” (em alusão ao co-irmão homônimo do Morumbi).

Não vejo problema:

– Ter vermelho no uniforme é aceitável. Não tem no escudo?
– Homenagear o Estado onde vive idem, afinal, não tem no próprio nome “Corinthians Paulista”?

Tirando esses pontos, restará a estética. Afinal, aí é questão de gosto.

Veja a camisa e diga: bonita ou não?

Imagem: Divulgação Corinthians.

– Grêmio 1×1 Santos e os erros / acertos da arbitragem!

Que o árbitro paraguaio Juan Benitez é fraquinho, não há dúvida. Mas alguns lances foram maximizados ou não nas reclamações?

Vamos lá:

– Estando mal posicionando, o juiz viu um carrinho certeiro de Piñares (GRE) contra Pituca (SFC) e o expulsou. Chamado pelo VAR, corrigiu o grave equívoco: Pituca é quem faz falta e o carrinho citado “foi na bola”. Expulsão anulada e Advertência com Amarelo para o santista. O árbitro foi salvo pelo VAR neste lance.

– O Segundo Amarelo para Pituca: se fosse mais experiente, o jovem evitaria a expulsão por retardamento da partida. Ali, foi bobeada do atleta do Santos por não saber fazer cera.

O pênalti aos 51m por suposta mão de Vinícius Baliero (SFC) (ex-Vinícius Paulinho, capitão do time do Paulista de Jundiaí na Copa SP, excluído pelo episódio do “Gato”): ali é lance totalmente involuntário, não tem o que inventar – tanto é que demorou-se para tomar uma decisão. Com tanto tempo, parece que existia a preocupação em evidenciar a intenção da mão e não se conseguia!

Enfim: o Santos tem o que reclamar, especialmente no final do jogo. Mas dois dos lances reclamados, não (um conserto do VAR e outro infantilidade do jogador).

Lembrando que Benitez foi suspenso por mal uso do VAR em seu país. Confira aqui: https://correio.rac.com.br/_conteudo/2020/11/esportes/1024542-jogo-do-brasil-sera-apitado-por-arbitro-paraguaio-punido.html.

– E já se vão 7 anos do caso Portuguesa e Hevérton…

Relembrando o “Lusagate”, episódio que praticamente mudou a vida da Portuguesa para sempre.

Extraído de 2013, deste mesmo blog:

AZAR, PREJUÍZO PREMEDITADO OU AMADORISMO?

E sobrará para a Portuguesa a mácula de “azarada”, “prejudicada” ou “amadora”, em relação a escalação do jogador Heverton?

  • 1- Considere AZAR no caso de um jogador não tão importante para a equipe paticipar 12 minutos na partida, nada produzir e ele ser pivô do rebaixamento.
  • 2- Entenda como PREJUÍZO fomentado por alguém que quis usá-la (a Lusa) para conseguir benesses lá na frente, caso você acredite que tudo foi armado.
  • 3- Critique o AMADORISMO se realmente ela não tomou os devidos cuidados para se assegurar de que poderia escalar o jogador em campo.

Nessas considerações acima, encaixa-se tudo o que tem sido falado: erro crasso do time da Lusa, favorecimento ao Fluminense (interessado em fugir do rebaixamento), e outras teorias conspiratórias, como a de que o advogado da Portuguesa (que presta serviço a diversos clubes, com o detalhe de que sua foto com Fred – centroavante do Fluminense – está nas redes socais e cuja remuneração vem da CBF) teria se dado ao serviço de informar errado a diretoria sobre o resultado do julgamento.

Mas há outras três coisas que me incomodam. E incomodam muito! São elas:

  • 1- O árbitro reserva lança e confere os jogadores antes da partida iniciar. O pessoal de TI (Tecnologia da Informação) da CBF é o mesmo que trabalha na FPF, e desenvolveu um mesmo sistema informatizado onde aparece a restrição ao atleta impedido de jogar. Ao menos, é assim que funciona em São Paulo. Eu mesmo, quando trabalhei por inúmeras vezes como quarto-árbitro, pude constatar equipes que fizeram mau controle do número de cartões e aparecia na súmula eletrônica a restrição, quando lançava o jogador como habilitado para o jogo. Será que isso não apareceu antes da partida? Teria existido falha? Não houve o “input” aos dados do atleta de que ele teria que cumprir mais um jogo em seu banco de dados? A CBF não comunica os clubes que os atletas estão com restrições de contrato, cartões ou outras suspensões antes do início da partida? Para mim, isso deveria ser discutido urgentemente!
  • 2- Vejo que a FPF não está lutando arduamente (e nem moderadamente) pelo seu filiado. Ela aceitará passivamente dois paulistas rebaixados? Não está auxiliando o clube? No site da entidade, onde costumeiramente há pronunciamentos publicados do presidente Marco Polo Del Nero, dessa vez não há nada?
  • 3- E se o Fluminense fosse a Portuguesa e a Lusa fosse o Flu? Como seria? Tenho imensa curiosidade nesse exercício de imaginação… Você, caro leitor, não tem o desejo de saber se os ânimos e a rapidez pelo julgamento seriam tão rápidos?

Fica novamente a pergunta: de quem é a culpa do Campeonato Brasileiro de 2013 não ter acabado ainda, já que ele está com “a bola rolando” no STJD?

Se eu fosse a Portuguesa, contrataria o advogado do Cruzeiro para fazer a defesa, já que quando o Cruzeiro foi indiciado por ter escalado o goleiro reserva numa partida do Brasileirão, poderia ter perdido 3 pontos e foi notificado no mesmo artigo do Código Disciplinar: o de ter relacionado para um jogo o atleta em condição irregular. Resultado: R$ 10 mil de multa, sem perda de pontos.

Aliás, não foi o próprio procurador Paulo Schmidt, em 2010, quando Tartá do Fluminense foi escalado irregularmente nas mesmas condições que Heverton, que disse ser imoral mudar o resultado em campo?

– PSG x Istambul Basaksehir: um marco na luta contra o Racismo! E a vergonhosa atitude do árbitro…

O árbitro de futebol é a figura de respeito que deve ZELAR pelo cumprimento das Regras do Jogo. Ele precisa inspirar atitudes corretas e exemplares, de honestidade e imparcialidade. E ao ver o quarto-árbitro Sebastian Colţescu, na partida entre o Paris Saint-Germain x Istambul, tratar com prepotência o camaronês Webó, fico envergonhado!

A forma como ele trata (não a palavra “negro” ou “preto” em si), é arrogante. Não identifica-o com respeito, mas fala com teor de menosprezo, conforme as imagens mostraram. Lamentável. E sabemos que há muito racismo na Europa.

A atitude dos jogadores se recusando a jogar, destacando a liderança de Neymar, foi positiva. E por ser um jogo da Champions League, tomara que seja um marco no futebol tal ocorrência.

Chega de Racismo. Cansou!

Acréscimo: achei sensacional essa afirmação:

“Todas as vidas importam, mas as vidas que foram segregadas e maltradas há séculos, importam mais.”

Mauro Beting, no Esporte Interativo.

– Não se traia, Muricy!

Muricy Ramalho é um ex-treinador campeão. Encerrou a sua carreira “por cima”, ganhou muitos títulos, muito respeito e muito dinheiro. Um vitorioso, que chegou até a sofrer com sua saúde devido ao excesso de trabalho.

Agora, Muricy resolveu aceitar o convite para ter um cargo diretivo no São Paulo FC, sua grande paixão. Ora, ele estava bem no Grupo Globo, não era exigido fisicamente, tinha boa remuneração e bastante horas de lazer. Pra quê a troca?

Eu sei que quem gosta de futebol, não consegue abandonar a rotina. Eu, que fui árbitro, e mesmo estando ainda envolvido com o futebol, morro de saudades de estar dentro de campo (mas sei me segurar e priorizar a família). Muricy não precisa voltar ao Tricolor. O faz, simplesmente, por amar demais o clube – e isso pode ser perigoso para ele próprio… vide Raí e a transformação de ídolo para cartola contestado.

Boa sorte, Muricy!

– Odair Hellmann e sua saída do Fluminense: há contrato, distrato, tratativa…

Odair Hellmann, quando estava no Internacional, fez um bom trabalho – mas saiu de lá com fama de “retranqueiro”.

No Fluminense, montou uma equipe bem “ajeitadinha” e, estando com defesa, meio-de-campo e ataque equilibrados, fazia um ótimo trabalho no Brasileirão 2020. Até que… recebeu uma proposta irrecusável do Mundo Árabe e pediu demissão.

Leio muitas críticas sobre a sua saída, e há até quem o chame de “mercenário”. Ora, não nos esqueçamos que, se ele não estivesse rendendo, fatalmente o Fluminense o demitiria. O problema é: CONTRATO.

  • Se está no contrato que seu cumprimento se dá por prazo ou por pagamento de multa, ou fique até o último dia ou pague-se a recisão. Ou, ainda, faça-se o distrato conforme a lei. O que não pode é sair “do nada”, como se o que está no papel não valesse. Por exemplo: Jô, que está no Corinthians e saiu do Nagoya, com contrato vigente, cujo caso está na FIFA.

Boa sorte ao Odair (e aproveite para ganhar dinheiro honestamente).


– Os ciclos que o mundo do futebol dá… Sobre Diniz!

Fernando Diniz, treinador do São Paulo, é o exemplo da passionalidade que existe no mundo da bola: quando eliminado pelo Mirassol no Paulistão, queriam a sua cabeça a qualquer custo. Hoje, líder do Brasileirão, exaltam seu trabalho.

Quem mudou: Diniz, os atletas ou os seus críticos?

O Zé Boca-de-Bagre, um amigo, indagou sobre duas hipóteses: quando acabar o Brasileirão, quem criticava Diniz vai fazer um mea culpa e pedir desculpas para o treinador (caso o Tricolor seja Campeão de 2020) ou se alegrará pelo time não ter “batido campeão” e dirá que sempre criticou ele por nunca ter vencido nada importante (na hipótese de morrer na praia)?

Enfim: o SPFC de hoje é bem melhor do que o SPFC do início do Brasileirão, ou é apenas uma ótima fase?

– As faixas provocativas no Brasileirão

Foi o “sábado das faixas provocativas” no Brasileirão: em Santos, o Peixe provocando o Palmeiras com indiretas de 2a divisão e no Rio de Janeiro, o Fogão fazendo menção sobre a Tragédia do Ninho do Urubu.

Brincadeiras de rebaixamento seriam para torcedorespenso que não para clubes. E sobre a morte dos garotos flamenguistas, pareceu mais um momento oportunista-político do que empático para com as vítimas.

Eu sei que tem a galera que dirá: “é muito ‘mi-mi-mi’ no futebol”. Mas lembremo-nos: estamos falando sobre futebol profissional (business) e de ações referendadas pelas agremiações. Fosse o futebol varzeano, lúdico, descompromissado, seria outro enfoque!

Recordando ainda que, mesmo sem torcedores nos estádios, a Regra do Jogo continua cobrando o zelo contra faixas que incitem a violência, discriminação de qualquer teor ou mensagens de cunho político.

– O Mundial de 51 do Palmeiras volta a ser discutido nesta semana!

Por conta da volta de um piloto brasileiro à Fórmula 1 no próximo GP (Grand Prix de Sakir), o Palmeiras voltou a estar nos noticiários sobre o seu Mundial de Clubes de 1951.

Pietro Fittipaldi, o jovem que estreará na escudeira Haas, escolheu o número 51 para o seu carro por ser palmeirense. E aí, evidentemente, torcidas a favor e contra voltaram ao debate…

Em 2017, a FIFA considerou as Taças Rio e os Intercontinentais Sudamerica-Europa como “torneios de dimensão mundial”, e no mesmo ano, meses depois, reconheceu como campeões mundiais os vencedores dos Intercontinentais (não dando o mesmo status à Taça Rio, embora os entenda como “eventos mundiais”.

Relembrando para debater, abaixo, há 3 anos, quando houve o primeiro pronunciamento da entidade sobre esses torneios citados:

SÓ VALE O QUE A FIFA DIZ?

A FIFA se pronunciou nesta 6a feira a pedido da Conmebol e aceitou o reconhecimento dos Campeões dos Títulos Intercontinentais da Toyota Cup como Campeões Mundiais de Futebol (coisa que ela não havia feito até então).

Nesta oportunidade, não citou o Palmeiras e o Fluminense (que pleiteavam o mesmo reconhecimento via Taça Rio, um Torneio de Clubes Campeões Mundiais da época, em 1951 e 1952, não organizado pela FIFA na época).

Essa grande discussão, em janeiro, foi instigada sabiamente por Jamil Chade, e nela a FIFA reconheceu os clubes que disputaram torneios fora da sua organização como “campeões de dimensão mundial“.

Abaixo, na época, deste blog:

A FIFA QUIS CRIAR A POLÊMICA DOS TÍTULOS MUNDIAIS DE CLUBES POR INTERESSE PRÓPRIO.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal O Estado de São Paulo, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

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– Rogério Ceni: as ideias certas no momento errado?

Está batida a afirmação correta que não era o momento certo de Rogério Ceni ter assumido o São Paulo FC, quando encerrou sua carreira talentosa como goleiro.

Inegavelmente, o trabalho dele no Fortaleza foi perfeito. E apostou na recuperação de alguns jogadores, como Gustagol e outros. No Cruzeiro, pegou um grupo difícil que o derrubou.

Em sua volta ao time cearense, Rogério Ceni prometeu que cumpriria seu contrato até o fim, e talvez tenha sido seu erro: ao aceitar o Flamengo (eu sei que um convite desse porte, com a chance de disputar o título da Libertadores, Brasileirão e da Copa do Brasil, é tentador), desagradou quem tinha confiado na sua palavra e obrigou-o a conquistar algo no Mengão.

Evidentemente, sem tempo suficiente de trabalho para por todas as suas ideias em prática, não pode ser acusado de responsável pleno (mas parcial) da eliminação das duas competições que o clube carioca sofreu. Os jogadores devem ser co-responsabilizados.

O problema é: a pressão será grande para conquista do Campeonato Brasileiro, e pela passionalidade da cartolagem, não sei se, mesmo com multa milionária, segurarão Ceni no cargo.

Minha impressão é: as ideias táticas de Rogério são ótimas, mas novamente gerenciou equivocadamente a carreira pelo momento de aceite da proposta do Flamengo. Se tivesse esperado o final do contrato do Fortaleza, começaria sem tanta pressão.

– Pra quê, Verdão?

Sabe aquele cara que tenta namorar uma moça bonita, e depois da rejeição, desdenha e diz que não queria mesmo e que “ela é até meio feinha”?

Pois é. O Palmeiras, após se classificar para a próxima fase da Libertadores da América, tirou um sarro de Miguel Angel Ramirez (o treinador que não aceitou largar seu clube no meio da competição e ir para o Parque Antártica) e do seu time, o Independiente del Valle (figura da provocação na imagem abaixo).

Se um torcedor faz isso, tudo bem. Mas… uma instituição tão importante como o Palmeiras fazer isso?

Acho desnecessário.

– Fortaleza 0x0 SCCP: explicado o pênalti não marcado contra o Corinthians e a expulsão de Jô

Dois lances polêmicos agitaram o jogo entre Fortaleza x Corinthians. Vamos lá:

Aos 57m, o lance de Felipe (FOR) em Gabriel (COR): o atleta do Corinthians é obstruído pelo seu marcador. Se fora da área, falta sem aplicação de cartão; dentro da área, pênalti. O árbitro Bráulio da Silva Machado não marcou mesmo com auxílio do VAR, e ali, tenho uma convicção: a forma como Gabriel caiu (parecia ter sido “atropelado” / agredido) iludiu o juizão que errou na sua interpretação.

Aos 79m, a expulsão de Jô: esse lance é muito confuso. Ele realmente tentou agredir seu adversário? Se foi isso, é Cartão Vermelho e se enquadra em “tentar ou dar um golpe em seu oponente” (a tentativa e a consumação tem o mesmo peso para a regra). Mas aqui, creio que a orientação de Leonardo Gaciba (chefe dos árbitros da CBF) no começo do Brasileirão aos árbitros, foi mais relevante para a decisão de Bráulio: foi pedido para que se puna com rigor lances de “braços armados”, “tentativas de disputas de bola com as mãos abertas (risco de tapas) ou fechadas (risco de socos)” e qualquer “lance que seja mais violento e leve ao risco de agressão”.

– O que representa a vitória de Duílio no Corinthians?

Duílio Monteiro Alves foi eleito presidente do Corinthians. Ele era o candidato situacionista, ou seja, apoiado por Andrés Sanches.

Já que ele ganhou e representa a continuidade do projeto atual de admnistração, fica a dúvida: os eleitores estão contentes com o trabalho da atual gestão, afinal, o elegeram; ou os demais eram ainda piores?

Duílio Monteiro Alves é eleito novo presidente do Corinthians - Notícias do  - Digital Esportes

– O pênalti reclamado em Bahia 1×3 SPFC

Vi agora o lance reclamado do goleiro Thiago Volpi em Bahia 1×3 São Paulo. É pênalti por imprudência, sem mostrar cartão.

Na regra, é a situação onde não se quer atingir um adversário mas atinge pela forma que se atirou na bola (diferente de casualidade, onde é acidente de trabalho).

Fábio Costa (lembram dele?) fazia algo diferente, caracterizado por serem lances temerários (ele jogava o joelho pra frente para que ninguém disputasse a bola com ele). Todos lances infracionais.

Portanto, em Salvador, errou o árbitro.

– Grosjean nasceu de novo no Bahrein.

Viram o acidente de Romain Grosjean no GP de F1 do Bahrein?

O carro de corrida dele explodiu, incendiou-se e ele saiu… andando!

É inegável que a preocupação da Fórmula 1 com segurança evoluiu demais nos últimos anos. Impressionante!

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– De gênio para gênio:

E o gol que o Messi fez e na comemoração imitou Maradona, para homenageá-lo?

Os deuses da bola estavam inspirados. Entenda: Diego Maradona fez um golaço, com dribles desconcertantes e uma cavadinha na finalização quando jogou pelo Newell’s Old Boys (foi seu único tento por lá). Messi vestiu justamente uma camisa do Newell’s por baixo da do Barcelona, e incrivelmente marcou um gol idêntico.

Nem se combinasse daria tão certo… coincidência absurda!

Em tempo: por tirar a camisa e mostrar outra por baixo, Messi recebeu o Cartão Amarelo da arbitragem. Correto de acordo com as regras, mas logicamente insensível…

– 4 anos da tragédia da Chapecoense!

Recordando a postagem de 29/11/2016:

Para quem acordou agora, uma tragédia no mundo do esporte. Caiu o avião da Chapecoense, próximo do aeroporto de Medellín, onde jogaria a final da Copa Sul-americana contra o Atlético Nacional.

Às 03h15 de Brasília (00h15 de Bogotá) – o avião sumiu do radar da Torre de Controle do aeroporto.

Às 03h50 – supostamente a queda ocorreu por falta de combustível.

Às 04h20 – primeiras notícias são de que existem sobreviventes, segundo o prefeito de Medellin.

Às 04h30 – muita chuva e o resgate não consegue chegar ao ponto da queda.

Às 04h36 – primeiro comunicado oficial: dos 81 passageiros do avião (que era de uma empresa boliviana), há pelo menos 6 sobreviventes.

Às 04h50 – o transporte de vítimas é feito a pé pelos socorristas devido ao difícil acesso. As ambulâncias não conseguem chegar até a aeronave, tendo um percurso a pé a ser realizado.

Às 05h00 – somente 4 pessoas foram socorridas, devido ao local da queda. Confirmou-se 72 passageiros e 9 tripulantes. Há jogadores da Chape, comissão técnica e dirigentes. Também jornalistas de rádio e TV que participariam da transmissão do jogo, além de outros passageiros.

Às 05h10 – a Rádio Caracol (maior emissora da Colômbia), chega ao acidente e diz que a imagem é “dantesca”.  Confirmado: dois mortos e dois sobreviventes resgatados.

Às 05h15 – uma atleta da Chape foi socorrido com vida. A confirmar a identidade.

Às 06h00 – 3 atletas resgatados com vida. Somente ao longo do dia saberemos ao certo tudo o que aconteceu.

Às 06h40 – Confirma-se que somente veículos 4×4 tracionados conseguem chegar ao local, sendo que as autoridades pedem ajuda de voluntários que tenham tais veículos.

Com os meios de comunicação desse mundo da tecnologia e informação on-line, é incrível como o planeta se tornou rápido. É o conceito real de “aldeia global”.

Ops: a lista de passageiros conta 21 jornalistas no avião, sendo 6 da Fox Sports e 3 da TV Globo. Dentre eles, o ex-jogador Mário Sérgio, Deva Pascovicci e Victorino Chermont.

06h50 – Prefeito de Medellín confirma, nas palavras dele, “ao menos 25 cadáveres”.

Respeitosamente, encerro essa postagem desejando que Deus conforte os familiares das vítimas e ajude os sobreviventes. E falar o quê de uma empresa que permite pane seca em um avião?

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A Demagogia no futebol: São Paulo e VAR, Caixa e Corinthians, TJD e FPF.

Há coisa que irritam no futebol, por demonstrar que aparentemente todo mundo é ingênuo e que a cartolagem (os que realmente mandam) são os baluartes da ética e da moral.

1- O São Paulo, que tinha o DIREITO de pedir a anulação da partida contra o Ceará por um Erro de Direito fatídico, não o fez pois entendeu que não deve tumultuar o campeonato e que suas queixas já são uma demonstração suficiente do inconformismo e de repúdio ao mau uso do VAR

Nunca ninguém pensou na questão da falta de datas, do bom relacionamento do presidente Rogério Caboclo com a Diretoria ou ainda de uma possível pendenga no TJD? Então tá. Já imaginaram se faltar 2 pontos para o clube conquistar o Brasileirão?

2- O Corinthians, que arrasta sua dívida da construção do Estádio desde 2014, enrolada com a Odebrecht e com a promessa inicial de R$ 400 milhões, pagos em 20 anos de Naming Rights, na antevéspera da Eleição de Presidente do Clube anuncia um acordo com a Caixa Econômica. Fica só a pergunta: por quê não antes? Como se dará na prática? Onde está o documento assinado?

Também nunca ninguém ousou pensar que isso seria manchete eleitoreira, propaganda política ou casualidade do pleito? Nem pensar, não?

3- Assim como fez anteriormente com o Batatais, o TJD-SP puniu Paulista de Jundiaí, Olímpia e Barretos com suspensão por 4 meses por envolvimento com manipulação de resultados. O mais interessante é que esses clubes cumprirão a punição exatamente durante o período em que NÃO HÁ TORNEIOS da FPF para eles disputarem, voltando às atividades quando os campeonatos nos quais estão inseridos estiverem na proximidade da montagem dos elencos.

Nem pensar em cobrar as provas onde se mostra a culpabilidade das agremiações? É tudo muito passivo? Quer dizer que, é melhor não pedir explicações pelos motivos dos clubes serem considerados culpados de manipulação de resultados (que fama horrível) e aceitar esse prazo “não tão prejudicial”, do que cair no risco de um imbrolho juridico?

Quando alguém acusa o outro, tem que provar. Não vi, li ou ouvi provas do envolvimento dessas equipes e dos seus cartolas nos casos de manipulação. Foram punidos por conta de ações incorretas dos atletas, exclusivamente? Então, DIGA-SE claramente isso.

Uma última observação: se alguém me chama de corrupto e me pune, eu vou até o fim para mostrar que isso é uma calúnia e deixar evidente que sou honesto. Mas e se eu me calar e aceitar tudo?

Detesto demagogia. Discursos ilusórios (como o do São Paulo), acordos de ocasião (como o do Corinthians) e punições teatralizadas (como as do TJD).

– Bom dia, sábado. Parte 1 de 5:

Bom dia!
Um sábado muito bom desperta ainda na madrugada. Com muito ânimo, vamos começar bem o dia com um ótimo cooper?
Motivando, galera!

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