– Motivos para estar atento quanto a arbitragem de Santos x Boca Jrs.

Tenho sérias preocupações com a arbitragem de Wilmar Roldán na Vila Belmiro, nesta 4a feira. E são ressalvas importantes:

Após as queixas justas do Peixe pela não marcação do pênalti no La Bombonera em Marinho (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-sNv) e os áudios estapafúrdios divulgados, a Conmebol escalou o colombiano Roldán para o jogo de volta. Isso, para muitos, foi demonstração de força do Santos, pois ele foi o árbitro da vitória santista contra o Grêmio.

Doce ilusão de que um árbitro que apitou sua vitória em jogo passado seja sinônimo de vitória futura… Carlos Amarila e Ubaldo Aquino, num passado não tão distante, também haviam apitado muito bem antes das “cácas” contra o Corinthians e o Palmeiras, justamente em confrontos contra o Boca na Libertadores da América.

Se não bastasse esse indicador, historicamente temos suspeitas e comprovações de manipulação por todos os lados. Lembremo-nos das conversas de Grondona a favor do Independiente contra o Santos em 64. Aliás, quantos presidentes a Conmebol viu serem presos nos últimos 5 anos?

Roldán não tem histórico de, em confrontos entre brasileiros e argentinos, “errar pra time do Brasil”. Ao contrário! Um conjunto de equívocos a favor de argentinos, que compartilho aqui: https://wp.me/p4RTuC-sOq.

Torço para uma partida justa e bem apitada! Não sou adepto de teorias conspiratórias (como as de que a Conmebol não deixará ter uma partida final entre brasileiros, sem argentinos, num estádio brasileiro – pois seria “Brasil demais para todo o continente”). Mas abra o olho, Santos FC!

– O melhor em campo no Palmeiras x River Plate foi o… Gallo!

Escrevo aos 74m de jogo em Palmeiras 0x2 River Plate: até este momento, o melhor em campo foi o… VAR colombiano Nicolás Gallo! Ajudou em tudo o árbitro uruguaio Esteban Ostojich.

Que lance milimétrico de impedimento o 3o gol do River Plate, anulado! Que imagem congelada do pênalti cavado aos 30m do segundo tempo!

Aqui a prova: se bem usado, o árbitro de vídeo legitima placares no futebol. O equipamento não é o problema, mas sim quem o opera.

Ops: Confesso que a curiosidade é grande, mas não terei resposta por motivos lógicos: se tivéssemos torcida presente, o Palmeiras teria feito 3×0 na Argentina e o River estaria dando tal sufoco no Brasil? Até onde esses resultados seriam idênticos, estando as arquibancadas lotadas?

Arbitragem dos jogos semifinais da Libertadores na próxima semana — Foto: Conmebol/Divulgação

Imagem: reprodução Web

– O maior rival do Paulista, seguindo a lógica, foi…

… a Ponte Preta, seguida de Bragantino e XV de Piracicaba, com São Caetano e Ituano bem lembrados.

Veja no quadro abaixo os 238 votos:

Lembrando que “Outros”, com 16 votos, foi constituído de (a soma dos nomes escritos manualmente):

  • 1 voto para Amparo, 1 voto para São José, 1 voto para Independente de Limeira, 2 votos para a Ponte Preta da Agapeama (certamente trolagem de duas pessoas, já que o clube citado é amador e nunca enfrentou o Paulista – e o link permite 1 voto por IP), 3 votos para Santo André, 3 votos para União Barbarense e 5 votos para Corinthians.

Captura de Tela 2021-01-12 às 20.59.14

O texto original, com o preâmbulo que levou a essa sondagem, em: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/11/rivalidades-entre-clubes-qual-o-maior-rival-do-seu-time-considerando-o-presente-e-o-passado/

– Sport quer anular o jogo do Palmeiras e recusar o VAR em seus jogos?

Segundo o GE.com (https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/sport/noticia/revoltado-com-arbitragem-apos-polemica-sport-pedira-anulacao-da-partida-contra-palmeiras.ghtml), o Sport pediu à CBF a anulação do jogo contra o Palmeiras e a não utilização de VAR em seus jogos.

Ilusão!

Primeiro: Não existiu Erro de Direito – e nem Erro de Fato, pois não foi pênalti (vide a explicação técnica aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/10/o-penalti-de-bola-na-mao-reclamado-em-sport-0x1-palmeiras/)

Segundo: Não se pode utilizar uma regra num campeonato para um time e para outro não. Pedir para não utilizar o VAR em seus jogos, sinceramente, pareceu-me apenas “satisfação para o torcedor”, pois até mesmo quem pediu sabe que isso é impossível.

E segue o futebol brasileiro…

Sport x Palmeiras — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

Sport x Palmeiras — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

– Rivalidades entre clubes: qual o maior rival do seu time, considerando o presente e o passado?

Participei dias atrás de uma mesa redonda sobre a Libertadores da América, onde uma interessante discussão surgiu: se Santos x Palmeiras forem à decisão, para quem são-paulinos e corintianos torcerão?

Difícil responder com exatidão, mas o São Paulo (que tem 3 títulos) torceria para o Palmeiras, a fim de que o Santos (que tem 3 como o Tricolor) não tornar-se o único Tetracampeão brasileiro?

Por outro lado, o Corinthians (que tem 1 título) torceria para o Santos, a fim de que o Palmeiras (que igualmente ao Timão tem 1) não o superasse com o Bicampeonato?

Desse debate sem resposta, surgiu a questão: pela história e pela atualidade, qual seria o maior rival de cada clube?

Aqui em Jundiaí, o Paulista FC teve como adversários históricos várias equipes do Interior. Por exemplo, na metade do século XX, embates (entre clubes e torcedores) contra o XV de Piracicaba e o Bragantino. Nos anos 80, por conta do acesso à 1a divisão e a luta contra a 2a, o Marília, o Comercial de Ribeirão Preto e o Noroeste de Bauru foram as equipes mais competitivas enfrentadas. Posteriormente, o Ituano, numa sequência de jogos pelo Paulistão e Copa Paulista, passou a ter mais frequência na rivalidade.

No começo do século XXI, a fase “mais áurea” do Galo da Japi, o São Caetano na final da A2 (ah, Túlio Maravilha e aquele gol tão maroto) e na final da A1 (o vice-campeonato de 2004, com Zetti no comando do Tricolor Jundiaiense contra Muricy no Azulão) fez com que ambos protagonizassem a pujança do Interior versus o dinheiro do ABC. O time emergente daquele período passou a ser o clube a ser batido.

Mais recentemente, o “vilão” a ser colocado na lista negra tornou-se o Batatais, pelos imbrolhos da Copa São Paulo e provocações diversas, mas de magnitude histórica menor.

O que não mudou durante todo esse período, foi a rivalidade histórica entre diretorias e torcedores contra a Ponte Preta de Campinas. Muito se viu entre brigas dentro e fora de campo, casos e causos diversos. Quem não se lembra do Celso Teixeira, largando o clube e indo ao rival na semana do jogo? Ou a Semifinal do Paulistão de 2004, no 4×3 apitado por Paulo César de Oliveira (cotado na época para ir à Copa da Alemanha em 2006 – veja a importância do jogo), no qual torcedores da Macaca depredaram a Avenida Nove de Julho?

Por fim: qual é, para você que torce para o Paulista de Jundiaí, o maior rival do Galo?

Vote na enquete:

– O futuro de Ceni e Jorge Jesus será um “revival”?

A palavra revival tem o sentido de “reviver”, “renascer”, reavivar / reanimar.

Seria isso, um revival, que Rogério Ceni precisa em sua carreira (talvez no São Paulo) e o próprio Flamengo (com Jorge Jesus)?

Vamos a algumas observações:

Ceni definitivamente não ornou no Flamengo. O que houve? Conceitos técnicos divergentes, ruim relacionamento com atletas ou visões de trabalho diferentes?

Paralelamente, Fernando Diniz volta a sofrer uma imensa pressão no Morumbi pelos maus resultados (perdendo a “gordura na tabela” que ele próprio ganhou), especialmente sabendo que quem comanda o São Paulo (o presidente Julio Cazares) publicamente manifestou interesse em trabalhar com Ceni um dia. 

Enquanto isso, em Portugal, Jorge Jesus (a cada entrevista no Benfica) cita o Flamengo e mostra-se irritado por lá e saudoso por cá. 

Será que teremos uma volta ao passado e veremos novamente o goleiro artilheiro no Tricolor Paulista, além do treinador português na Gávea?

Aguardemos o revival ou não!

– O pênalti de “bola na mão” reclamado em Sport 0x1 Palmeiras.

Sobre a reclamação da bola que espirra na mão de um jogador palmeirense no final do jogo: fico pasmo ao ler que há muita gente pedindo… pênalti!

– Houve intenção de tocar a mão na bola?

– Ele estava longe da jogada e buscou-a?

– Quis tirar proveito do lance?

– Estava com os braços em movimento antinatural / não comum fisiologicamente?

– Praticou intenção subjetiva no lance?

Nada disso. Uma bola chutada pelo seu companheiro, rápida e com distância curta, onde ele ASSUSTA e tenta tirar o corpo quando ela bate nele.

Sabe qual é o problema? O desconhecimento da Regra e os inúmeros erros de arbitragem que levam a confusão do torcedor. Some-se ao fato de revisão do lance em câmera lenta (matando a velocidade real e se  tornando um viés para a análise da jogada).

A mão na bola, didaticamente explicada, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

– E a Copa SP de Futebol Jrs?

RECORDAÇÃO – A boa lembrança do ano passado: há 1 ano, trabalhávamos na transmissão de Paulista x Athlético Paranaense pela Copa SP de Futebol Jrs pelo Time Forte do Esporte – c/ o comando de Adilson Freddo, pela Rádio Difusora AM.

Acabe logo, pandemia, p/ que tudo volte ao normal!

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– A estratégia intimidadora para a revelação de novos talentos da FPF.

Todo árbitro de futebolnão tenha dúvida dissoquer ter a oportunidade de trabalhar na Federação Paulista de Futebol. E não é só discurso: mesmo quando mais jovem conversando em intercâmbio com colegas de outros estados, ou já experiente trocando informações com outros ex-árbitros, a resposta que eu tenho dos colegas é: o trampolim para o quando nacional e o destaque na grande mídia passam por atuar em São Paulo.

Os motivos são óbvios: é a Federação que paga melhor, o campeonato estadual “que mais vale” e onde estão os melhores jogadores. 

Entretanto, você tem a Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, que forma dezenas de árbitros anualmente (e às vezes, centenas), que se tornou um celeiro de jovens juízes que… não tem jogos suficientes para oferecer a todos!

É muita gente! Como revelar, se você forma bastante nomes e não tem uma quantidade de partidas para que todos possam se desenvolver?

A verdade é: tornou-se uma fonte inesgotável de renda a Escola de Árbitros, e como poucos acabam seguindo a carreira (desistem pela dificuldade de ser árbitro em si, pela demora de retorno financeiro, pela falta de vocação e pelos poucos jogos escalados), a conta se torna atrativa: 1 salário mínimo por mês cada aluno (com classe lotada), por dois anos, com um custo baixíssimo para a FPF elaborar uma turma. Quanto rende?

Nem aquelas “faculdades” cujo vestibular é apenas uma formalidade, que permitem “baciadas de calouros” e que não conseguem chegar ao último semestre com 30% do número inicial (veja as estatísticas do MEC) ganham tanto dinheiro assim. E agora teremos a mesma sistemática, versão “observadores de árbitros”. Nos mesmos moldes, o cargo de confiança tão importante terá curso com portas abertas a qualquer pessoa que se encaixe nas exigências.

Digo tudo isso pois vejo que a sul-mato-grossense Daiane Muniz foi chamada para o quadro de bandeiras, assim como ocorreu com as talentosas paranaense Edna Alves e a catarinense Neusa Back. Basta ganhar o escudo FIFA que a FPF contrata a moça! Repito: são competentes, mas vai na contramão da filosofia de revelar novos nomes.

E o respeito de quem está no quadro e cursou a EAFI?

Dessa forma, a FPF não revela mais ninguém. Apenas chama para trabalhar no seu quadro as de fora, e se gaba de ter um grande número de FIFAs em SP.

Não bastasse essa doce ilusão (de ter muitos nomes internacionais sem os ter formado), a Federação Paulista desaposentou Péricles Bassols, que será (pasmem) a atração do Campeonato Paulista 2021, buscando ser o principal nome em busca do escudo FIFA como VAR (já que foi criado um quadro exclusivo para essa função).

De novo: para quê existe a Escola de Árbitros, se as 3 divisões profissionais duram menos de 3 meses, as categorias de base já não jogam tanto e o quadro de árbitros está inchado? É apenas arrecadatória, já que os nomes que serão destaque estão vindo de fora.

Repararam que é o movimento inverso dos clubes (ao invés de trazerem jogadores caros de fora, estão usando mais a base)? 

Mais ainda: é diferente do que o Farah fazia nos anos 2000: ele trazia FIFAs importantes (até de outros países) e fazia intercâmbio para desenvolver os daqui. Estes, de fato, eram atração e agregavam.

É óbvio que Ana Paula de Oliveira, a chefe dos árbitros, não tomou nenhuma dessas decisões. Péricles, as bandeiras FIFAs e “os patrocínios de camisa que não viram dinheiro aos árbitros” (um outro assunto para se abordar mais pra frente, com a anuência da passiva SAFESP) são decisões da cúpula da FPF. O pecado de Ana Paula é um só (também relevante): colocar medalhões em jogos de 4a e 3a divisões, não sabendo lançar a contento novos talentos.

Que saudade da época do Prof Gustavo Caetano Rogério… ele fechava um grupo bem formado e instruído na Escola de Árbitros, dava ritmo de jogos a eles e observava quem vingava. Nada de “centenas de nomes para tirar um ou outro”, nem de escala patrocinada por politicagem. Como está hoje, não se revela mais ninguém.

É uma pena que a metodologia seja essa. Roberto Perassi, que tão bem ensina e observa talentos, fica de mãos atadas nesta sistemática.

Bola de futebol, apito e cartões vermelhos e amarelos | Vetor Premium

 

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Parabéns por mais um ano, Red Bull Bragantino.

Sensacional!

Viram o vídeo promocional da Red Bull, em alusão ao aniversário do Bragantino?

Nele, mostra-se total integração com a comunidade de Bragança Paulista. “Caipira”, e ao mesmo tempo, “Moderno”.

Parabéns para quem bolou!

– Esporte em Destaque:

Compartilho minha participação nesta 6a feira no Programa “Esporte em Destaque” de hoje, com os amigos Alex Frutuoso, Fabio Lázaro e Vitor do “O Curioso do Futebol”,

Em: https://youtu.be/i_QPcHym2uU

– Wilmar Roldán na Vila Belmiro? Xi…

Pense em um árbitro confuso, mas prestigiado.

Pensou em Wilmar Roldán? Acertou!

Nunca vi o juiz colombiano errar a favor de brasileiros, somente contra. Respeitosamente, o São Paulo, o Corinthians e o Palmeiras que o diga… é só dar “um Google” e ver as suas lambanças.

Inexplicavelmente, goza de carinho com a Comissão de Árbitros da Conmebol e está escalado para apitar Santos x Boca Jrs na Vila Belmiro.

Abra o olho, Peixe! É nesta fase da competição (e especialmente contra o Boca) que as coisas acontecem… Não é Ubaldo Aquino, Carlos Amarilla e tantos outros?

Alguns erros,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/03/05/os-dois-erros-de-arbitragem-nos-jogos-do-palmeiras-e-flamengo-na-libertadores-e-se-tivessemos-var/

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/04/10/wilmar-roldan-pagando-micoem-bucaramanga-2×1-santa-fe/

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/02/05/wilmar-roldan-no-talleres-x-sao-paulo-mas-ele-ainda-e-top/

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/19/a-ironica-situacao-do-var-de-tucuman-0x2-gremio-e-agora-bolzan/

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/09/os-dois-lances-polemicos-de-colo-colo-x-corinthians/

– Running!

Correr é, de verdade, muito bom!

6k bem “divertido”… (2o tempo de treino):

– O difícil posicionamento da arbitragem em Red Bull Bragantino x São Paulo e a rótula da discórdia.

Em Bragança Paulista, vale observar três coisas importantes:

1. Time de Fernando Diniz é dificílimo de se posicionar, sendo árbitro. Você faz todo o “ritual” de saída de bola – se posiciona de frente para o goleiro, numa diagonal futura próximo ao círculo central, mas diferente do habitual (de correr para o campo contrário), corre de volta ao campo de defesa pois o time vai sair jogando com os pés. Repare no 1o e no 4o gol sofridos pelo São Paulo, como Luiz Flávio de Oliveira tem que correr no sacrifício.

2. O gol anulado de Brenner: em 158 anos de futebol, nunca se imaginou que detalhes como a “rótula do joelho” em linha (no formato 3D na resolução do software) seria comparado com a parte final da camisa do defensor (pois a regra mudou e o “ombro foi estendido” no conceito da FIFA, mudando o conceito de mão). Pela imagem da TV, foram centímetros (ou menos do que isso) que mostraram (se é que a imagem foi travada pelo VAR no momento certo) de que um pedaço dobrado da perna colocou o joelho à frente do começo do antebraço do adversário (que é a primeira parte “jogável”). Incrível!

3. Inacreditável também foi Tchê-Tchê, que agrediu seu adversário sem bola imaginando “que ninguém enxergasse”, mesmo com tanta tecnologia em campo. Ali, prejudicou seu time por infantilidade absurda.

IMPORTANTE: Talvez estejamos em um momento de se rediscutir o conceito “do que determina o impedimento”, para que não se mude o prazer do jogo.

– Como explicar a não-marcação do pênalti em Boca Jrs 0x0 Santos?

Aos 75 minutos de jogo, o defensor Izquierdoz (BOC) empurra com o braço direito Marinho (SFC), dentro da área. O bom árbitro chileno Roberto Tobar (hoje, o número 1 da Conmebol e cotado para a final da Libertadores da América no Maracanã) estava com a visão encoberta pelo próprio corpo do argentino e não viu.

Mesmo com o VAR, ele nem foi à cabine consultar / rever o lance. Teria ele sido informado pelo árbitro de vídeo que tudo foi legal, ou confiou exclusivamente em sua análise e desprezou uma informação da cabine?

Este era o áudio que precisava ser divulgado publicamente, pois foi um claríssimo pênalti não marcado.

– Red Bull Bragantino x São Paulo com muita chuva?

19h – Olhem o clarão dos relâmpagos aqui em Bragança Paulista. Que chuva!

Ao fundo, está no alto do morro o Estádio Nabi Abi Chedid, onde jogarão logo mais Red Bull Bragantino x São Paulo. Das vezes que lá apitei, muitas foram com temporal e a drenagem era ótima. Tomara que hoje continue boa (vai precisar devido às chuvas).

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Ops: da janela de casa, é possível ver os fogos de artifício no estádio em meio à chuva, com a chegada da delegação do SPFC. Será que tem torcedores aglomerados debaixo d’água? O buzinaço é alto…

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– Coincidências do Futebol…

Será que o River Plate cairá na Libertadores seguidamente por dois times brasileiros dirigidos por dois portugueses (Flamengo de Jorge Jesus e Palmeiras de Abel Ferreira)?

Mais do que isso: neste jogo de ida, dois técnicos jovens, na casa dos 40 anos, trabalhando! Estamos num novo momento no futebol sul-americano, onde os experientes dão vez aos novatos estudiosos?

– Motivos para que o desvio do jogador argentino não tenha tirado o impedimento do gol do Palmeiras.

Há pouco, fui perguntado pelo amigo Marcel Capretz sobre o 2o gol do Palmeiras, que não foi confirmado:

– Amigo, viu esse gol anulado do Palmeiras? Concordou? Não caracteriza outro lance (o desvio no zagueiro)? Estamos na dúvida ao vivo aqui na 105 FM.

A resposta é: não caracteriza. E explico:

Oi Marcel, vi sim. Lance bem anulado, pois aquele desvio não tira o impedimento. A bola é lançada deliberadamente ao jogador que está em impedimento. Se ela toca ou não, passa a ser irrelevante pois o desejo do passe é aquele.
Diferente da situação de uma bola que sobra ao jogador em impedimento (se a bola é chutada pra frente, sem o propósito de ter lançado para ele) e existe o desvio, aí sim tiraria o impedimento. Se fosse sobra de bola, ok. Mas como a intenção era aquela mesmo, o desvio não tirou o impedimento.

Ops, vale acrescentar: também há o fator de que o atleta do River Plate não tentou bloquear o lançamento da bola, mas ela é quem bate nele. 

– Palmeiras, Santos, River Plate e Boca Jrs: qual a final dos seus desejo esportivo?

Palmeiras, Santos, River Plate e Boca Jrs: desses 4 times, 2 estarão no Maracanã decidindo a Taça Libertadores da América. Quem você queria ver na final, que começa a ser desenhada com as semifinais nesta semana?

Seria sensacional uma final brasileira protagonizando a decisão no outrora “maior do mundo”! Ou, pela rivalidade, uma final portenha. O que eu não gostaria é que fosse uma final entre um brasileiro e um argentino (aguente os chavões batidos sobre algo do tipo).

Aliás, se tivermos uma final entre um clube do Brasil e outro da Argentina, e o argentino vencer em solo brasileiro, aguente gozação ao perdedor…

Enfim: um leve favoritismo ao River Plate pelo entrosamento e pela qualidade técnica, lembrando sempre que não quer dizer que o favorito seja o vencedor.

– FIFA escolhe árbitras do Brasil para o Mundial de Clubes 2020!

Divulgado nesta 2a feira, dia 04, no site da FIFA: o Brasil já está no Mundial de Clubes da FIFA!

Edna Alves como árbitra central, Neuza Back como árbitra assistente 1 e a argentina Mariana de Almeida como árbitra assistente 2: este deve ser o histórico e pioneiro trio feminino no Mundial de Clubes MASCULINO 2020 (FIFA Club World Cup Qatar 2020), que será realizado no Catar entre 01 e 11 de fevereiro de 2021.

É uma grande novidade para mim, afinal, Raphael Claus e Wilton Sampaio estavam cotados e sendo trabalhados para a Copa do Mundo de Seleções em 2022 no Catar desde 2018 (uma vaga como árbitro central e outra para VAR). Normalmente, a Copa do Mundo de Clubes é usada como preparação para os árbitros que irão ao Mundial de Seleções.

Diante disso, se a apresentação das brasileiras e da colega argentina for convincente, ficaria difícil a FIFA não pensar seriamente em quebrar paradigmas e levá-las em 2022. Afinal, estariam mais experientes, já teriam conhecimento e ambientação do próprio país do Oriente, e, claro, um fator importante: seria um “golaço” da FIFA em dar oportunidade às mulheres num país fechado, antidemocrático e machista como o Catar!

Vou torcer para elas. Edna tem sido a mais regular dos árbitros do Brasileirão 2020 e é competente (assim como Neuza). Confesso desconhecer o trabalho de Marina de Almeida, mas deve ter suas qualidades também.

A única preocupação é fisiológica: o desempenho físico delas (são bem condicionadas, é sabido) frente ao calor do país desértico terá relevância? Se não conseguirem acompanhar os lances de perto, haveria contestação?

Lembrando: no Brasil, na final do Brasileirão Feminino A1 entre Kindermann-SC x Corinthians-SP, apitaram Rodolpho Toski e Wilton Sampaio… Nem nas semi-finais a CBF teve coragem de escalar Edna Alves, colocando Paulo Roberto Alves Jr e Vinícius Furlan. Portanto, o mérito é exclusivamente da moça por tal indicação!

Neste exato momento, acreditem: alguns árbitros do quadro masculino estão com um enooooorme nariz torcido…

Confira a lista completa dos selecionados em: https://img.fifa.com/image/upload/ccvozk06oenutj7pafjr.pdf

– Clubes popularizando seus ídolos do passado!

Que ideia legal: as novas gerações não conhecem a fundo os ídolos do futebol que jogaram em seus clubes no passado. Pensando nisso, o São Paulo resolveu criar bonecos gigantes (com a ideia de vender as miniaturas) de jogadores icônicos transformados em mascote, assim como o mascote oficial.

Por exemplo, ao lado do oficial “Santo Paulo” está o “Diamantino”, o boneco que faz alusão ao Leônidas da Silva, inventor do gol de bicicleta e primeiro grande craque brasileiro em Copa do Mundo. Na época, Ademar de Barros (governador do estado e dono da Lacta, naquele período histórico) resolveu homenagear o atacante que tinha o apelido de Diamante Negro, e lançou o chocolate que existe até hoje!

E se o seu time do coração fosse escolher um ídolo para homenagear da mesma forma, qual seria?

– Vasco, Botafogo e a necessidade de permanecerem grandes!

O Vasco da Gama tentou Zé Ricardo como treinador e ouviu um sonoro “não”. Foi buscar Luxemburgo, que estava desempregado e que realizou o último grande feito vascaíno, o não-rebaixamento para a Série B em 2019.

O Botafogo perdeu Honda e está no enésimo treinador. Dívidas aos montes e muita confusão no Glorioso, que luta mais uma vez para sua permanência na elite do futebol brasileiro.

A verdade é: Vascão e Fogão ainda são times grandes (pois possuem torcida numerosa, história de sucesso e títulos), mas que ao longo dos anos estão perdendo crédito na praça, aficcionados e grandeza. A questão passa a ser: serão grandes “até quando”? Afinal, estão nitidamente diminuindo de importância – e isso é um fenômeno normal no mundo do futebol (grandes que se apequenam).

Não disputar títulos relevantes e fugir constantemente da 2a divisão não é honroso para times grandes. Abram o olho, Vasco da Gama e Botafogo, pois não podem viver das lembranças do passado, como o Expresso da Vitória ou das histórias incríveis de Nilton Santos e Mané Garrincha. O presente e o futuro fazem a grandeza de um time também!

– E os Ministros que não entendem do Ofício?

Alguém me perguntou sobre Ministros que não são especialistas e estão no Governo (como o General Pazuello, que é da área de Logística, mas está alocado na Saúde).

Ora, isso não é exclusividade do Governo Bolsonaro. Temer, Dilma, Lula e FHC fizeram o mesmo. E vejam que curioso: aparece-me na linha do tempo a entrada de… George Hilton, do partido do Edir Macedo (que apoiava o PT e hoje apoia o Presidente Jair Bolsonaro). Relembre:

NÃO ENTENDE DO OFÍCIO?

George Hilton, do PRB, é o novo Ministro do Esporte escolhido pela presidente Dilma. Não é um técnico, nem esportista, nem nada da área. Ao tomar posse, declarou:

“Confesso que não entendo muito de esporte, mas entendo de gente”.

Pela lógica, quer justificar que “gente pratica esporte”, né?

Pastor da Igreja Universal, ligado a Edir Macedo, terá a tarefa de conduzir o país às Olimpíadas.

É claro que a sua escolha foi política. Mas seu currículo é ruim: gastou R$ 40.000,00 com panfletos na Câmara dos Deputados com publicidade e não tem absolutamente nada ligado ao esporte.

Pior é que a CBF o elogiou em seu site, enquanto o mundo do esporte brasileiro protestou contra sua escolha.

E ainda dizem que “política, futebol e religião” não se discute…

– Não faça isso, Galo…

Em meados dos anos 90, um dos temas mais interessantes do Marketing Esportivo era o case “Palmeiras-Parmalat”. Seguido dele, existia o “marketing do deboche”, promovido pelo Íbis, se divulgando como “pior time do mundo”, tendo como garoto propaganda Mauro Shampoo, que vestiu a camisa 10 e, “segundo a lenda”, marcou 1 único gol em 14 anos (naquele tempo, nem existia a Internet ainda).

Divulgar seu nome com conquistas é legal. Ironizando rivais, depende da ocasião. O que não vale é menosprezar indevidamente co-irmão, especialmente se não for momento oportuno.

Com pesar, vejo uma publicação inoportuna do querido Paulista de Jundiaí (que seria algo extremamente normal se fosse feita por torcedor, e não pela página oficial do clube), tirando sarro do… São Paulo!

O Galo da Japi foi Campeão da Copa do Brasil em 2005. De lá pra cá, foi caindo de divisão e hoje não disputa nenhum torneio nacional, além de ter sido rebaixado para a última do estadual. Se não bastasse isso, foi punido pela FPF pelas denúncias de manipulação (a qual recorreu). Apesar dos esforços da diretoria em tentar reerguer o clube, o “estagiário do marketing” não levou em conta nada desse momento ruim e fez a seguinte postagem:

Ora, sempre foi comum o Tricolor Paulista emprestar jovens atletas ao Tricolor Jundiaiense (e seria ótimo neste momento em que a 4a divisão é Sub23), assim como Palmeiras e Corinthians já fizeram. Portanto, não crie mal-estar com quem pode te ajudar, Paulista. E, vendo pelos comentários da página, observa-se que a troça virou um mico… 

Apague logo ela publicação, Galo. Reconhecer erros é ser humilde. Curta o título da Copa do Brasil sim, mas não viva dele somente, já que a fase é de se reerguer. O que foi feito chama-se “anti-marketing”, um tiro no pé para quem precisa se divulgar bem.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– O acréscimo da discórdia em São Paulo 0x0 Grêmio pela Copa do Brasil: como funciona a recuperação de tempo perdido?

Caramba, o árbitro Bruno Arleu permaneceu no quadro internacional da FIFA para 2021. Como pode?

Não pela falta de autoridade demonstrada em São Paulo 0x0 Grêmio (não teve interferência total no resultado final), mas nos diversos erros que mostrou ao longo do ano – e na partida citada, em menor escala. Se estivéssemos na década de 90, inimaginável ele estar na Série A do Brasileirão (vide a qualidade dos nomes daquele período).

Entenda: quando alguém faz cera, o “retardamento do jogo” deve ser punido com cartão amarelo e o juiz tem que agilizar o recomeço. Não se deve dar acréscimo de tempo quando se pune com o cartão, pois esta já é a punição. Diferentemente, óbvio, da recuperação dos minutos perdidos com atendimento de atletas lesionados, discussões que fazem o jogo ficar parado, confusões e outras perdas de tempo diversas.

Ao dar 7′ de acréscimo no segundo tempo, mostrou falta de coragem, após esse tempo, em não acrescentar mais 2 minutos perdidos (que foi o tempo parado dentro dos 7 para socorro de lesões).

Lógico, não foi isso que decidiu o jogo, mas mostra a fragilidade total do juiz.

– Pedalando com a Pequena!

Pegar a bicicleta e sair por aí pedalando é muito bom. Se a paisagem for bonita, melhor ainda!

É o que fizemos nessa tarde, aqui na aprazível Bragança Paulista! Olhe cada foto legal de um pai e de uma filha se divertindo (afinal, final de ano é momento de se curtir):

– 20 anos da Tragédia de São Januário…

Em 30 de dezembro de 2000 jogaram Vasco da Gama x São Caetano, decidindo a Copa João Havelange que foi o Brasileirão adaptado com “virada de mesa” daquele ano.

Depois de tanto tempo, o que mudou?

Veja o elenco do Vasco, que era forte em 2000 e que hoje tenta se firmar:

Helton; Clebson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Juninho Paulista, Nasa, Jorginho e Juninho Pernambucano; Euller e Romário. DT: Joel Santana.

Que timaço, hein? Para deixar o torcedor cruz-maltino com os olhos marejados.

E o elenco do São Caetano, sensação que hoje amarga estar fora até da série D?

Silvio Luiz; Japinha, Daniel, Serginho e César; Adãozinho, Claudecir, Esquerdinha e Aílton; Wágner e Adhemar. DT: Jair Picerni.

Era, ao pé da letra, o bom e barato. A torcida folclórica do “Bengala Azul” também deve estar chorando por aquele time.

Vejam que interessante: na época, o São Caetano pulou da 2a para a 1a divisão, o Fluminense foi promovido da 3a para a 1a, os dirigentes esportivos não falavam a mesma língua e eram desunidos, quem mandava no Vasco era Eurico Miranda e o presidente da CBF era Ricardo Teixeira. Ah – o São Januário “comportava 40.000 lugares”. Comportava entre aspas, pois o alambrado desabou e feriu 150 pessoas.

Alguém foi punido de verdade?

E 20 anos depois… Eurico Miranda estava no Vasco ainda (faleceu há algum tempo), os elencos são completamente diferentes e mais fracos (dos clubes brasileiros em geral) e Ricardo Teixeira deixou como herança Marco Polo e José Maria Marin, que deixaram Caboclo no comando da CBF.

Fico pensando: e em 2030, 2040, 2050?

Não vejo futuro promissor com o status quo atual E você?

– Neymar e o Mundo que ele nunca viveu…

O cara “nasceu estrela”. Desde cedo, não teve infância, e quando pode fazer o que quisesse da vida, fez.

De quem estamos falando?

Poderia ser de muito artista-mirim que virou postar, mas a celebridade em questão é Neymar.

Imagine o quanto ele deixou de aprender e viver numa infância normal para habitar na anormalidade que exige o mundo do futebol. Do seu talento, viu gerar muito dinheiro – que se tornou uma forma de extravasar as angústias que sente (ou das carências que tem, ou, se preferir, das extravagâncias que deseja).

Ronaldinho Gaúcho foi um desses exemplos: se tivesse disposição, poderia ter sido 10 vezes o melhor do mundo, mas cansou de jogar bola profissionalmente e, cheio de grana, curtiu os gramados em meio à diversão. Não o condeno, pois são opções pessoais da vida de cada um (embora eu pense diferente do que ele).

Idem a Adriano Imperador, que poderia ter ido muito mais longe se não fossem os problemas extra-campo. Idem a tantos anônimos que não ganharam dinheiro o suficiente para viver em meio a prazeres e vaidades, padecendo hoje.

Neymar, em plena pandemia, fazendo uma festa de arromba por 5 dias em sua mansão na cidade de Mangaritiba (com mega lotação), é um desrespeito. Será que ele não consegue ter empatia com os problemas que se enfrenta no mundo dos normais?

Aplaudir os médicos, como fez em vídeo promocional certa vez, é fácil. Dar exemplo na conduta é outra história…

Outra questão passará a ser: os seus patrocinadores estão contentes com seu garoto-propaganda? 

É por essas e outras que se vê o “por quê” de muitos atletas e treinadores não terem o escolhido no The Best da FIFA. Apesar de saber jogar bola, as atitudes tornam-se sempre questionáveis.

Sorte dele que a sua boate na Mansão é subterrânea, diminuindo o barulho que pode incomodar os vizinhos (ops: contém ironia).

– E se o lance do “Ponto Cego” de Palmeiras x Red Bull Bragantino fosse num Derby?

um ponto cego na Allianz Arena, que impede o VAR de tomar decisões corretas?

Ao menos, é o que deu a entender Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, à diretoria do Red Bull Bragantino, que reclamou formalmente do gol sofrido contra o Palmeiras, alegando impedimento.

Apesar da marcação do bandeira (considerando a posição duvidosa de Luiz Adriano), o árbitro Raphael Claus confirmou o gol pelas imagens do posicionamento do atacante no VAR. Entretanto, o lance em questão é de Gabriel Menino, que não aparece nas imagens recebendo a bola em condição legal ou não para o cruzamento.

Ficará, assim, uma nova dúvida a cada partida: o “ponto cego” só existe na Arena tão moderna do Palmeiras, ou em outras também? Quantos lances já fora decididos “às cegas” no Brasileirão? É um problema que não se resolve ou um descuido que poderia ser evitado pela CBF?

Já imaginaram pela Copa do Brasil, em jogos eliminatórios, um gol sofrido em condições duvidosas com ponto cego? Ou um lance igualmente decisivo num Corinthians x Palmeiras?

Em todo mundo do “Planeta Bola”, somente aqui no Brasil ouvi a história de “ponto cego no VAR”...

Informações do Uol, em: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/danilo-lavieri/2020/12/28/red-bull-aponta-gol-irregular-do-palmeiras-e-cbf-cita-ponto-cego-no-var.amp.htm

– Os novos VARs da CBF na FIFA

A mim, não causou nenhuma surpresa a manutenção dos 10 árbitros brasileiros indicados pela CBF para a FIFA. São eles (desde o começo do ano):

Árbitros:
Anderson Daronco (RS)
Bráulio da Silva Machado (SC)
Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Rafael Traci (SC)
Raphael Claus (SP)
Rodolpho Toski Marques (PR)
Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Wilton Pereira Sampaio (GO)

Mesmo sem boas atuações no último ano, foram mantidos Luiz Flávio (que definitivamente não deslanchou na carreira internacional), Bruno Arleu e Rodolpho Toski. Mas como o Brasil tem o número máximo de FIFA’s permitido, a CBF não observou outros nomes que pudessem substitui-los na lista, evitando assim correr o risco de desagradar suas federações de origem.

A novidade foi o tão aguardado anúncio do quadro específico de árbitros de vídeo (os árbitros acima exercerão a arbitragem principal da partida e poderão ser escalados como VAR; mas os da lista específica, só poderão atuar como VAR, impedidos de entrar em campo como árbitros centrais nas competições internacionais). Abaixo:

Árbitros assistentes de vídeo (VAR)
Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
José Claudio Rocha Filho (SP)
Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Wagner Reway (PB)

E aí, gostou dos nomes? São razoavelmente experientes, mas que não fazem jus à condição de FIFA como árbitros centrais.

– Cristiano Ronaldo, até agora, é o melhor do século XXI?

Bem polêmico: produzido pela Globe Soccer Awards, o evento que premiou os melhores do ano e do século deu ao português Cristiano Ronaldo o prêmio de atleta do século XXI, à frente de Messi.

Considerando que estamos ainda nos primeiros 20 anos do século, e com os jurados listados abaixo, teria sido justo?

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/cristiano-ronaldo-recebe-premio-de-melhor-jogador-do-seculo-em-dubai.ghtml

CRISTIANO RONALDO RECEBE PRÊMIO DE MELHOR JOGADOR DO SÉCULO EM DUBAI

Astro leva troféu do Globe Soccer Awards, que elege Guardiola como melhor treinador e Real Madrid como maior clube desde 2001. Premiados dividem palco sem distanciamento ou máscara

O astro Cristiano Ronaldo recebeu neste domingo o troféu de melhor jogador do século XXI, entregue pelo Globe Soccer Awards, premiação organizada pelo Conselho de Esportes de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Em sua 11ª edição, o prêmio criou as categorias de “melhores do século” em 2020, cabendo ao craque da Juventus levar a melhor entre os jogadores. Ele já havia sido vencedor do prêmio de melhor jogador do ano em seis edições anteriores. 

Pep Guardiola, que brilhou no comando de Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City, foi eleito o melhor técnico do século. E o Real Madrid faturou o prêmio de maior clube de 2001 para cá. A premiação também contemplou os melhores do ano de 2019, com Robert Lewandowski levando o troféu entre os jogadores, e Hansi Flick vencendo entre os treinadores. 

Os troféus foram entregues em uma cerimônia de gala em Dubai, com a presença de empresários ligados ao esporte e autoridades dos Emirados Árabes, além do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Boa parte dos vencedores – incluindo Cristiano Ronaldo – esteve presente no evento, onde os astros dividiram o palco sem qualquer distanciamento ou uso de máscara, em meio à pandemia da Covid-19. 

O goleiro Iker Casillas, aposentado desde o ano passado, e o zagueiro Piqué, ainda em ação pelo Barcelona, receberam prêmios especiais por suas carreiras. O Bayern de Munique foi eleito o melhor clube de 2020, enquanto o Al Ahly ganhou o troféu de maior vencedor do Oriente Médio. O empresário Jorge Mendes – que cuida da carreira de Cristiano Ronaldo – ganhou o troféu de melhor agente pela 10ª vez em 11 anos de premiação. 

O juri da premiação é composto por ex-jogadores, técnicos e dirigentes do futebol, como Deco, Figo, Antonio Conte, Marcelo Lippi, Fabio Capello, Adriano Galliani e Jorge Nuno Pinto da Costa.

– O trabalho de Mancini no Corinthians!

Há aqueles que ainda duvidavam da capacidade de Vágner Mancini, quando em postagens anteriores falamos que seu principal mérito era ser um “acertador de times”.

Por onde passou, fez bons trabalhos (há de se ver a qualidade dos elencos que tinha à mão). No São Paulo, deixou o time pronto mesclando experiência e juventude à espera de Cuca. Idem quando foi substituído injustamente por Fernando Diniz. No Corinthians, com os atletas que tem, tirou o time da Zona do Rebaixamento e acendeu até mesmo esperança em vaga para a Libertadores!

Parabéns, Mancini.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O pênalti cobrado por Pedro em Fortaleza 0x0 Flamengo: o bi-toque e o buraco cavado!

Sobre o lance polêmico pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro no Ceará: o pênalti cobrado por Pedro (FLA)!

Entenda: a cobrança do tiro penal exige que a bola seja tocada para frente (não precisa ser chutada para o gol, pode até rolar para um companheiro, desde que o toque seja executado corretamente). Como qualquer cobrança de infração, o executante só pode tocar na bola novamente depois que outro atleta relar nela (a trave não vale, pois ela é neutra).

Depois dessa explicação breve, fica fácil entender: quando Pedro toca na bola pela 1a vez, o pênalti é considerado “cobrado” (não importa se foi por escorregão ou não). O 2o toque, mesmo involuntário, é irregular.

Acertou o árbitro Rafael Traci em marcar tiro livre indireto ao adversário, no local do 2o toque.

Duas perguntas surgiram:

1. Se existiu invasão de área por parte do time do Fortaleza, deveria ter voltado a cobrança?
Neste caso, NÃO, pois de nada influenciou o erro do flamenguista tal ato.

2. Ronald (FOR) foi flagrado mexendo no ponto penal (aquela catimba velhaca de ficar cutucando o local para atrapalhar o oponente). O que fazer?
Se flagrado pelo árbitro, o juiz deve dar Cartão Amarelo ao jogador e verificar se o local está adequado para a cobrança.

Anular a partida, punir o atleta ou algo que valha depois do jogo, aí não dá.

Tal lance aconteceu recentemente em duas partidas: com Grizmann em Atlético de Madrid x Real Madrid e no próprio Brasileirão em São Paulo x Vitória. Relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2017/05/10/o-penalti-de-2-toques-de-griezmann-ja-aconteceu-no-morumbi/.

– A falta de Espírito Esportivo.

Há 6 anos…

Li que o volante Mercier, do San Lorenzo, reclamou muito do comportamento dos jogadores do Real Madrid na final do Mundial de Clubes FIFA 2014. Ao diário esportivo Olé, disse:

São umas meninas, era só encostar que caiam”.

Tá de sacanagem, não?

Ora, quem assistiu a partida, percebeu o anti-jogo e pancadaria promovidos com muita catimba pelos argentinos contra um time que só queria jogar. E o árbitro, fraco, deixava isso acontecer sem coibir adequadamente.

Para mim, desculpa de mau perdedor! Se alguém tem que reclamar é o Real Madrid pela falta de autoridade do juizão. Ademais, se jogasse sério, o San Lorenzo tomava “um vareio de bola” como o Santos tomou do Barcelona no Japão.

Cara de pau o hermano, não?

O Papa Francisco, torcedor ilustre do time, deveria dar indulgência plena por tanta sandice a esse pobre de espírito…
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– Esse português sabe valorizar o seu trabalho!

Alguém realmente acha que o Campeonato Brasileiro é mais forte do que a Premier League?

Pode até ser mais competitivo (que é diferente de melhor qualidade técnica), mas “mais forte”?

Pois Jorge Jesus, ex-treinador do Flamengo, soltou essa pérola em proporção ainda maior: disse que “é o mais forte do mundo!”. Claro, tal declaração polêmica se “auto-valoriza”! 

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/lancepress/2020/12/22/jesus-afirma-que-brasileirao-e-mais-forte-do-que-a-premier-league.htm

JESUS AFIRMA QUE BRASILEIRÃO É MAIS FORTE QUE A PREMIER LEAGUE

O técnico Jorge Jesus afirmou que o Campeonato Brasileiro é um torneio mais forte do que o Campeonato Inglês. Em coletiva na véspera do duelo contra o Porto, pela Supertaça de Portugal, o Mister fez questão de exaltar o último país em que trabalhou e a forma como o esporte é jogado aqui.

“Vim de um futebol com muitos jornalistas, vim do futebol mais evoluído do mundo. Campeões mundiais cinco vezes, os melhores jogadores do mundo… Se o Campeonato Brasileiro passasse aqui como o Inglês iam ver qual é realmente a competição mais forte do mundo”, disse o ex-técnico do Flamengo.

Jesus ainda lamentou a falta de torcida nos estádios e ponderou que isso tem afetado o nível do futebol praticado em todo o mundo.

“Retornei com a ideia de mudar a forma como olhamos para o futebol fora das quatro linhas. O que falta aqui? As pessoas, os torcedores, o futebol sem torcedores não é a mesma coisa. Os grandes times do mundo não estão jogando no mesmo nível, pois não têm fãs nas arquibancadas”, complementou o treinador do Benfica.

Nesta quarta-feira, Benfica e Porto disputam o primeiro título da temporada portuguesa, às 17h45 (horário de Brasília). No Campeonato Português, as equipes estão separadas por apenas dois pontos (24 a 22), sendo que os comandados de Jorge Jesus estão na frente e ocupam a vice-liderança do torneio.