– Fernando Diniz (o veterano-aprendiz) e Rogério Ceni (o novato-rodado).

Fernando Diniz e Rogério Ceni tem semelhanças e diferenças curiosas quanto às suas carreiras tão contestadas. Vale uma rápida abordagem:

O primeiro é treinador há muito mais tempo: tem 12 anos de carreira, e há 3 anos mudou de patamar, ao começar a trabalhar na série A do Brasileirão. Nos anos anteriores, a passagem de Diniz foi em clubes emergentes de São Paulo (lembre-se: no pós-momento Zetti / Mancini no Paulista de Jundiaíanos dourados do time – Fernando Diniz assumiu o Galo da Japi e conquistou a Copa Paulista, o “Paulistão de 2º semestre sem os grandes”, além de trabalhos vitoriosos anteriores no Votoraty Atlético Sorocaba, depois o vice-campeonato paulista no Audax – que estavam em seu melhor momento na época dele como treinador). Nos clubes menores, “permitia-se errar”, pois trabalhou em equipes que eram bem superiores aos seus adversários (diferente do São Paulo, pois o nível do Campeonato Brasileiro é bem mais equilibrado). O mesmo esquema criticado que supostamente foi responsável pela eliminação do Tricolor Paulista frente ao Mirassol, o levou à liderança do Brasileirão com 7 pontos de vantagem! E, agora, sucumbiu de vez…

O segundo é treinador em formação e tem muito mais vivência com conquistas e competições internacionais. Viajou o mundo como goleiro, aceitou o desafio de ser treinador do São Paulo sem nunca ter sido em outro momento da sua carreira. Ceni é um novato na função, não há o que contestar sobre isso. Foi bem no Fortaleza nas suas duas passagens, ruim no Cruzeiro e oscilante no Flamengo. Aliás, há duas semanas, de “pré-demitido” voltou a ser o “mestre, bola da vez”. Coisas do futebol brasileiro…

Enfim:

  • Fernando Diniz tem experiência como treinador, embora esteja aprendendo a sê-lo em time grande.
  • Rogério Ceni tem experiência em time grande, embora esteja aprendendo o ofício de treinador.

O que os une é: a impaciência por resultados da cultura do futebol brasileiro, além do não aceite da instabilidade de trabalhos. Ou ganha-se sempre, ou o destino é certo: demissão. Isso é Brasil.

– Como não expulsar Leandro Castan no Vasco 0x0 Bahia?

Leandro Castan perdeu o tempo da bola e acertou com a sola o rosto do goleiro Douglas. Não tem como não dar Cartão Vermelho (tendo intenção ou não, força excessiva ou imprudência). É expulsão indiscutível.

O lance impressiona, mas mais impressionante ainda é a qualidade do clique do fotógrafo André Durão. Que exatidão do momento!

Abaixo:

Imagem extraída da Internet. Quem conhecer o autor, favor informar para crédito na publicação.

– O pênalti marcado em Internacional 2×1 Red Bull Bragantino: à luz da Regra, foi ou não?

Viram o lance polêmico no Beira-Rio, em que o Colorado venceu o Massa Bruta com um pênalti “pra lá” de polêmico?

Uma bola é cruzada no ataque do Internacional por Patrick, e ela bate no corpo e depois na mão de Weverton do Red Bull Bragantino. Se você não assistiu, veja em: https://www.youtube.com/watch?v=1hXbSbMlhLo.

O atleta pode admitir sem problema algum que a bola bateu em sua mão (como já fez à imprensa), afinal, bater na mão é diferente de colocar a mão para interceptá-la. E, cá entre nós, muitos jogadores estão confusos com o que fazer com os braços durante o jogo. Correr-se-á amarrado?

Falaremos bem didaticamente sobre esse lance: não seria uma infração nas competições internacionais (é só assistir a conduta dos árbitros de qualquer bom campeonato estrangeiro), mas “poderia ser” no Brasil (para quem tem uma interpretação tipicamente uniforme com a CA-CBF, que está equivocada com o resto do mundo): culpa do tão dito “ampliar o espaço” que inventaram para orientar aos árbitros do nosso país, esquecendo de relatar que “ampliar espaço” se refere UNICAMENTE à avaliação ao movimento antinatural / intenção subjetiva (já que ampliar o espaço intencionalmente é uma infração óbvia). Se “o ampliar o espaço” ocorrer por força da jogada sem intenção de colocar a mão na bola, algo ocorrido pela natureza do lance em si (casualidade), sem que tenha sido um movimento antinatural (portanto: fisiologicamente natural), NÃO É INFRAÇÃO. E ao ver a imagem do jogo, avalie algumas condições: velocidade / rapidez da bola, proximidade do chute, tempo para recolher ou estender o braço, reflexo de quem bate na bola, entre tantos fatores.

Em tempo: para que seja uma avaliação fidedigna à Regra, não pode avaliar em câmera lenta, pois deturpa / mascara os argumentos citados acima.

Confesso novamente (como tenho dito há tempos): temos uma Regra 12B, típica do Brasil, onde, diferente do restante do “Planeta Bola”, condicionou-se que “bateu, marcou”. Lembre-se: a 1a condição para marcar pênalti continua sendo a intenção, e somente daí as outras variantes… Caso se faça o contrário, vira “jogo de queimada”! A única exceção em que a Regra é no “bateu, marcou” se refere a lance onde a bola toca na mão de um atacante e na imediatez da situação vai ao gol (é o 4o item deste texto que explica as últimas mudanças da Regra, em: https://wp.me/p55Mu0-2zB).

Enfim: não caia na onda de “ação por imprudência, desviou a trajetória da bola, ía para o gol, etc”, pois são mitos do lance da regra da mão / braço na bola (que aqui virou bola no braço /mão como infração).

Para saber mais sobre “o que é mão na bola e bola na mão”, além de “onde começou essa confusão”, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/11/os-penaltis-de-mao-na-bola-no-brasileirao-perdemos-a-vergonha-com-a-regra-12b-2/

– O salário de Messi no Barcelona.

Um salário de mais de 11 milhões de euros por mês (Hoje, quase 70 milhões de reais mensais)! É isso que Lionel Messi ganha no Barcelona – e um dos motivos para o time catalão estar em dificuldades financeiras.

Quem aguenta pagar tal soma?

Abaixo, extraído de: https://www.dn.pt/desporto/555-milhoes-de-euros-o-contrado-de-messi-que-arruina-o-barcelona-13298146.html

555 MILHÕES DE EUROS: O CONTRATO DE MESSI QUE ARRUÍNA O BARCELONA

O jornal espanhol ‘El Mundo’ revela o valor do contrato do argentino com o clube catalão, que termina no final de junho.

O contrato que une o jogador argentino Lionel Messi ao FC Barcelona desde 2017 tem um valor total de 555 237 619 euros, revela o jornal espanhol El Mundo na edição deste domingo.

“O contrato faraónico de Messi que arruína o Barça”, escreve o jornal, dizendo que só por ter assinado o acordo, em novembro de 2017, o argentino ganhou 115 225 000 euros, garantindo ainda 138 milhões de euros brutos por temporada. A sua “fidelidade” rendia mais 77 929 955 euros.

Segundo o jornal, o avançado já recebeu 92% do valor do contrato, apesar de a equipa não ter ido longe na Liga dos Campeões. O contrato é válido até 30 de junho e a partir daí o jogador é livre.

Segundo o jornal, os mais de 500 milhões representam metade da dívida do clube.

– Viva o intercâmbio: o bem que os dois treinadores portugueses fizeram ao futebol brasileiro.

Se Jorge Jesus na Libertadores 2019 deixou como marca o futebol ofensivo e intenso, incomodando os defensores da retranca e do pragmatismo, Abel Ferreira na Libertadores 2020 permite outra colaboração: a fidalguia, o respeito e o pedido de aceite dos trabalhos a longo prazo.

Viram a entrevista do agora técnico campeão da América?

Dividiu os louros da vitória com o Vanderlei Luxemburgo, elogiou os trabalhos brasileiros e pediu tempo aos treinadores locais. E em nenhum momento (nos bons ou nos ruins) atacou a imprensa ou culpou outros setores do futebol.

Que contraponto ao Renato Gaúcho, não?

Fora isso, quanto ao jogo da decisão entre Palmeiras x Santos, sejamos sinceros: que joguinho feio, nervoso e modorrento, não? Finais costumam ser tecnicamente ruins, mas não precisa ser uma regra, não? Independente disso, parabéns ao Palmeiras!

– Quem levará o anel da Libertadores e o que esperar do argentino que apitará Palmeiras x Santos?

Viram que mimo maravilhoso o melhor jogador do confronto decisivo entre Palmeiras x Santos, pela final da Libertadores 2020, levará? Uau… um “mini-Maracanã estilizado, repleto de diamantes” (abaixo na foto).

  • Quem será ele?

Viram que o argentino Patricio Loustau foi escalado como o árbitro da finalíssima?

  • O que esperar dele? 

Compartilho aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/28/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-palmeiras-x-santos-final-da-libertadores-2020/

Melhor jogador da final da Copa Libertadores receberá anel de diamantes como prêmio | Jovem Pan

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Bahia x Corinthians e o VAR avacalhado.

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro, num lance comum de “bola que bate sem qualquer propósito na mão” do zagueiro do Bahia, demorou 3 minutos para decidir (ou para escutar o VAR) dizer que foi lance normal de jogo, casual.

Como pode? É avacalhar com o Equipamento Eletrônico.

Confesso: eu (que estou em casa) fico constrangido ao ver tal absurdo. Para qualquer árbitro, é lógico que foi involuntário, casual e não infracional.

Pra quê tal teatro? Para dizer que usa o VAR?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x Santos, final da Libertadores 2020.

Patrício Loustau, experiente árbitro argentino da FIFA de 45 anos, apitará a decisão entre Palmeiras x Santos (ou se você preferir: Santos x Palmeiras) na final da Libertadores da América de 2020, no Maracanã.

Para mim: merecido, pelo conjunto da obra. Um prêmio ao juiz de longa caminhada na carreira.

Árbitro desde bem jovem, Loustau é a prova de que a experiência pode ajudar a melhorar alguém. Afoito quando entrou no quadro de árbitros da FIFA, expulsava demais e mantinha o rigor como sua marca (até com exagero). Com o passar dos anos, soube dosar muito bem suas atuações. Hoje, usa a advertência verbal com mais propriedade e não “queima cartões à toa”. É respeitado em seu país e pelos atletas que já jogaram com ele no comando do apito.

Em 2019, Patrício Loustau apitou Flamengo 5×0 Grêmio pela Libertadores 2019, após ser criticado (injustamente) pela atuação em jogos anteriores do próprio Mengão (Internacional 1×1 Flamengo e Flamengo 0x1 Peñarol). Também foi ele o árbitro de Grêmio 0x1 Palmeiras, no mesmo ano.

Em 2020, apitou 5 jogos da Libertadores, com 25 cartões amarelos e NENHUM vermelho. Destaque para Internacional 0x1 Grêmio, uma guerra em Porto Alegre. A propósito, ele gosta de “jogos nervosos” – me recordo de um Boca x River onde aplicou 14 Cartões, com 5 expulsões (foi um jogo marcante)!

Seu histórico de amadurecimento ao longo dos anos mostrou que ter o discernimento de uma “bronca bem dada” ao invés do excesso de cartões (muitos árbitros escondem sua fraca autoridade atrás do excesso de Amarelos) é salutar. Prova disso, são seus números de advertências reduzidas dentro de campo com o Cartão Amarelo, e as poucas queixas que recebeu nos últimos trabalhos.

Eu tenho na mente, nas atuações de Loustau, o jogo entre Corinthians x Once Caldas, onde ele expulsou Paolo Guerrero ainda no primeiro tempo por agressão. Naquela partida, o juizão foi muito bem, mostrando um senso de posicionamento espetacular dentro de campo. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/05/explicando-os-2-lances-polemicos-de-corinthians-4-x-0-once-caldas/.

Aliás, estar bem posicionado dentro do campo é uma de suas características, o que faz com que ele recorra pouco ao VAR, dando muita dinâmica ao jogo. Mas há um defeito em seu estilo, que pode ser explicado pela sua nacionalidade: não coibir a contento a cera! E isso é perceptível nos jogos de argentinos, “contaminando os árbitros”: nas “milongas” para reiniciar a partida, os clubes argentinos, quando estão ganhando, demoram para colocar a bola em jogo. E esse retardamento passou a ser algo comum não só pelos atletas, mas um “aceite cultural” dos árbitros daquele país. Nada, evidentemente, que possa ser corrigido ou que influencie num placar.

Curiosidade: Patricio Loustau é filho de Juan Carlos Loustau, árbitro da final do Intercontinental de Clubes entre São Paulo x Barcelona (1992), além de ter atuado na Copa de 90. Arbitrar está em seu sangue.

– Além do SBT, a BBC transmitirá a final da Libertadores da América!

É uma verdade (doída para muitos) que os estrangeiros em sua maioria não conhecem os clubes de futebol sulamericanos. Os boleiros e apaixonados pelo esporte na Europa, obviamente, sabem que existem o “Santos do Pelé”, o “São Paulo que revela garotos” e o “Flamengo do Zico”. Fora isso, pouco eles conhecem das nossas equipes.

Vejam que oportunidade para a internacionalização de marcas aos times: a final da Libertadores da América 2020, no próximo sábado, terá transmissão para quase 200 países, será em horário nobre europeu e contará com uma visibilidade jamais vista, como, por exemplo, transmissão para a Inglaterra via BBC em TV aberta.

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rodrigo-mattos/2021/01/14/final-da-libertadores-tera-transmissao-global-e-torcidas-longe-do-maracana.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

FINAL DA LIBERTADORES TERÁ TRANSMISSÃO GLOBAL

por Rodrigo Matos

Sem poder ter público, a Conmebol prepara uma produção para transmissão global ampla da final única da Libertadores entre Palmeiras e Santos. Ao mesmo tempo, haverá medidas para evitar a aproximação das torcidas no entorno do estádio por conta da pandemia do coronavírus. Ambas as torcidas protagonizaram aglomerações em volta de seus estádios nas semifinais.

Desde 2019, é a Conmebol quem faz a produção de imagens da Libertadores e tem uma agência para comercializar pelo mundo. Na primeira decisão, entre Flamengo x River Plate, conseguiu acordos para levar o jogo a 186 países. Esse número deve ser parecido na final de 2020.

A diferença é que a Conmebol tem incrementado as transmissões com novas câmeras e novos acordos para aumentar a expansão do jogo. Em relação à produção, serão 27 câmeras, padrão parecido com o da final da Champions League. Na final da Copa do Mundo-2018, na Rússia, foram 35 câmeras.

Na América do Sul, haverá transmissão em TV Aberta pelo SBT, e na TV Fechada pela Fox. Na América do Sul, o Facebook é a plataforma dona dos direitos abertos, com a ESPN/FOX com as transmissões pelo mundo.

A prioridade é esse mercado e, por isso, a Conmebol insistiu tanto pelo horário de 17 horas e pediu à CBF que retirasse jogos do Brasileiro deste horário. A expectativa é de que o evento possa ter até três horas de transmissão já que pode ter prorrogação, pênaltis e premiação.

A final passará ainda em TV a Cabo para o México e EUA, na Claro e na BeIn. Antes, o mercado mexicano só era atingido por meios digitais. A BBC também ampliou sua presença com um acordo para sete jogos da competição e passará a final em TV Aberta no Reino Unido.

Uma estratégia é que a Conmebol já entrega o produto pronto para o comprador com narração e comentários em inglês e espanhol, dependendo do mercado. Isso melhora a divulgação do produto.

Na produção do evento em si, a Conmebol se viu frustrada na sua intenção de ter pelo menos um público reduzido ou de patrocinadores. Só poderá haver jornalistas já que o Estado e prefeitura do Rio cancelaram um decreto que liberava público em estádios.

Sendo assim, o plano de segurança vai repetir um perímetro de segurança como foi feito em Lima na primeira final. Havia cercas a 4 km do estádio para evitar a presença de pessoas sem ingresso ou credencial.

Como não haverá venda de ingressos, desta vez, o objetivo será evitar aglomerações ou corredores de torcedores em volta do Maracanã. Na semifinal, a torcida palmeirense esteve em volta do Allianz para receber jogadores. Isso também ocorreu na Vila Belmiro com grande grupo de santistas sem máscara. A tendência é que isso não seja permitido.

Ainda não está claro se haverá um plano do governo do Estado do Rio para evitar aglomerações de torcedores dos times que venham à cidade. Não será algo fácil de conter.

– Treinador ajuda a ganhar ou ajuda a perde jogo?

Fernando Diniz e Rogério Ceni são os treinadores contestados neste momento no Brasil. O 1o, foi líder do Brasileirão até poucos dias e é considerado culpado por muito pela queda abrupta de rendimento do São Paulo. O 2o, veio como Redentor do Flamengo, aquele que salvaria o ano do Mengão, e hoje é criticado pela montagem da equipe.

Me lembrei da célebre frase de Eurico Miranda, às vésperas da Mercosul de 2000, quando “justificou” a demissão de Oswaldo de Oliveira:

“Treinador não ganha jogo. Treinador ajuda a perder”.

Claro que aqui há uma fala apaixonada, fora da razão, mas… até onde treinador ganha ou treinador perder jogo? Qual a sua importância nas vitórias ou derrotas, afinal?

A propósito, relembre aquele momento vascaíno em: https://www.netvasco.com.br/n/167222/relembre-como-foi-a-discordancia-entre-eurico-e-oswaldo-de-oliveira-em-2000

– E não é que ninguém quer ganhar o Brasileirão?

O São Paulo, que poderia ter disparado no Campeonato Brasileiro, “negou fogo” nas últimas rodadas.

O Internacional, novo líder, quase não conseguiu deslanchar.

O Flamengo, no Paraná, bobeou.

O Atlético Mineiro, amarelou.

O Palmeiras, com a cabeça na Libertadores, perdeu do Ceará.

Ninguém quer ser Campeão Brasileiro? Teremos um campeão tecnicamente menos competente que em outras edições?

Uma coisa é “quase” certa: o título sairá nas últimas rodadas (talvez, na última mesmo).

– Quem disse que precisa de torcida para o árbitro sentir pressão? O pênalti de Internacional 2×1 Grêmio.

Edenilson cabeceia a bola e ela bate no peito de Kannemann, rebatendo em seu braço. Lance rápido, involuntário, totalmente casual. A força do cabeceio e a proximidade fizeram do corpo do gremista uma tabela.

Mas não é que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou pênalti? E o VAR Wagner Reway confirmou?

Aí não dá… É a famosa Regra 12B, exclusiva do Brasil. Não existe nada de intenção, nenhum movimento antinatural, nada disso. Nenhuma infração. Uma pena, virou brincadeira de “queimada”. E nem pressão da torcida tinha para que o árbitro, na dúvida, fraquejasse.

Se você quiser entender bem didaticamente a Regra da Mão na Bola (atualizada, do jeito que a International Board quer, diferente do que praticamos somente no Brasil), compartilho aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/11/os-penaltis-de-mao-na-bola-no-brasileirao-perdemos-a-vergonha-com-a-regra-12b-2/

– Saúde com o cooper!

Um cooper que valeu a pena neste domingo!

Circuito bonito, gente mantendo distanciamento, manhã agradável.

Perfeito!

 

– 17 anos que Leônidas nos deixou…

O dia 24 de janeiro é marcante para o futebol brasileiro (embora esquecido): em 2004, aos 90 anos de idade, o grande Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, falecia em Cotia.

Talvez o primeiro craque marcante do Brasil, ele foi o inventor do “Gol de Bicicleta”. Leônidas foi artilheiro da Copa de 38 e escolhido o melhor jogador daquele Mundial.

Uma triste situação: Leônidas, depois de se aposentar, trabalhou como comentarista esportivo, e em 1974 interrompeu a carreira para cuidar da saúde, pois diagnosticou-se com Mal de Alzheimer. Pasmem: sofreu 30 anos com a doença!

Tomara que as autoridades do futebol se lembrem de tal data hoje e o homenageiem nos jogos desta noite.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar.

– Bom domingo (Parte 1 de 4)

👊🏻 Olá amigos!
Uma manhã agradável destinada à atividade física surgiu lá fora. Para controlar o cortisol, vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina?
Quem gosta de corrida, venha junto. Motivando no clique 1 de 4:

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running #nike #mizuno

– Quem será o campeão do Brasileirão-20?

Pelo “andar da carruagem”, o Brasileirão pegará fogo nas próximas rodadas. Vide a ascensão do Internacional, o “patinar” do São Paulo, o novo fôlego do Flamengo, e até mesmo Atlético Mineiro e Palmeiras respirando no cangote deles.

Na tabela abaixo, pela “fase”, é difícil dizer que o Internacional não é o favorito. E pra você, quem é?

Vote na enquete abaixo da tabela:

– O Vírus é imune ao Flamengo e ao Presidente? Ou é o contrário… (contém uma triste ironia).

O presidente Bolsonaro visitou o Flamengo em seu treino em Brasília. Junto com os dirigentes flamenguistas, atletas e políticos não fizeram questão alguma de usarem máscaras.

Em evento como esse, de um time de massa com uma autoridade política influente, custava usar alguma proteção para dar exemplo (e para se cuidar também)?

Ou será que em Brasília acabou a Pandemia e o resto do Brasil não sabia?

E fazem questão de serem fotografados… Veja:

– Sabendo capitalizar as suas características:

Saber explorar suas potencialidades e preencher seus espaços ociosos são virtudes no gerência de um estádio de futebol. Mundo afora, são praças comerciais-empresariais-esportivas, com movimento intenso todos os dias.

No Brasil, por serem mais antigos, muitos não são maximizados. O Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí, começa a ser explorado com mais sabedoria nos últimos meses.

Mas compartilho um exemplo bacana, que pode ser copiado (e é vizinho a nós), e que é bem simples:

– Em Bragança Paulista, a cidade é conhecida como “Terra da Linguiça”. Dessa forma, o Estádio Nabi Abi Chedid aproveitou as arquibancadas e fez uma parceria com o tradicional Restaurante Rosário, montando um espaço temático de alimentação e futebol. Para quem não conhece:

A) Você come enxergando o campo de jogo:

Imagem

B) A decoração é de momentos importantes da história do Bragantino, agora como Red Bull Bragantino:

Imagem

C) Há uma “Bull Shop”, com lembranças do clube:

Imagem

D) O cardápio é repleto de lanches de linguiça com nomes de personalidades do time:

Imagem

– Em Jundiaí, a cidade é conhecida como Terra da Uva, tem um parque industrial absurdamente grande, vocação agrícola e cultura italiana nas suas raízes. Como não imaginar algo desse porte, com as características do nosso município? Cantina / Tratoria, loja, escritórios… O executivo que vem para Jundiaí visitar alguma empresa aqui instalada, teria como primeiro lembrete almoçar no estádio (assim como acontece em Bragança Paulista).

Difícil não é; fácil, logicamente, nunca foi. Mas serve de incentivo.

Ops: o meu lanche que comi é esse aqui (abaixo): um delicioso X-Marquinho Chedid (Linguiça e Vinagrete, acrescido de Salada e Bacon). Quando eu apitava, ele me xingava tanto kk – mas depois passava / ele esquecia.

Será que teremos um dia o prazer de comer um “Spaguetti alla Gerson Andreotti”? “Torresmo do Jurandir”? “Risoto à moda do Victor”? “Taglarini ao molho do Giba“? Ou mesmo outra iguaria típica de Jundiaí: coxinha de queijo com Tubaína?

Que bons ventos inspirem o Galo.

Imagem

– As mudanças abruptas na Arbitragem Paulista e as demissões de árbitros.

Dias atrás, fizemos algumas críticas pontuais e necessárias sobre a equivocada estratégia para revelar árbitros utilizada pela FPF: ela abre inscrições “aos montes” para a Escola de Árbitros todo ano, forma dezenas (ou centenas) de jovens juízes (arrecadando um valor financeiro enorme) e não tem onde colocar todo mundo para apitar ou bandeirar. Diante disso, ainda resolveu “importar / desaposentar árbitros” (leia esse artigo no link em: https://wp.me/p4RTuC-sPf).

Pois bem: agora, o inchadíssimo quadro de quase 500 nomes foi surpreendido com a “renúncia dos serviços prestados” (um nome escolhido “a dedo” para dispensa) de mais de 10% deles.

ACERTA a Federação Paulista, mas simultaneamente ERRA. Explico:

O ACERTO Com 500 árbitros (e os que se formarão), você não consegue dar ritmo de jogo à maioria, nem observá-los a contento. Calculando equipes de arbitragem com VAR na série A1, sem VAR na A2 e na A3, você utilizaria um pouco mais de 100 juízes imaginando que os jogos acontecessem na mesma data e horário (e sabedor que essas competições duram no máximo 3 meses). Portanto, ciente que as categorias de base começam em outras datas e podem usar alunos da Escola de Árbitros (se for uma opção formadora coesa), não faz sentido ter 4 vezes mais árbitros do que você precisa no auge das competições.

O ERRO – Tendo feito os árbitros cursarem módulos de capacitação, obrigando-os a estarem em forma mesmo sem partidas para trabalharem durante a pandemia (somente uma elite é escalada pela CBF, quase todos ficaram sem remuneração mas à disposição), exigindo os exames médicos e certidões de “Nada consta” na Justiça, passando-os por provas físicas e escritas à exaustão… quando a preparação para os campeonatos se aproxima, dispensa-os com uma carta de “renúncia aos serviços” (ops: a FPF obriga os árbitros a fazerem uma carta de próprio punho dizendo que não são empregados da entidade, mas prestadores autônomos de serviços de arbitragem aos clubes, a fim de não caracterizar vínculo empregatício).

Faltou sensibilidade à chefe dos árbitros, Ana Paula de Oliveira, na maneira como conduziu isso. Ou não foi ela quem conduziu tudo isso? Afinal, ela é a presidente da CEAF-SP.

LAMENTO demais o melhor nome que se encontrava como dirigente da Comissão, o competente bandeira que foi da FIFA Emerson Augusto de Carvalho (de Copas do Mundo) ter sido demitido pela FPF. Ele entendia do assunto e sua saída foi injusta pela igual competência que mostrava fora das 4 linhas.

Entendo perfeitamente que a FPF é uma entidade privada e “faz o que quiser”: contrata quem quer, dispensa quem desejar. Mas não nos esqueçamos que ela não pode ter benesses de órgãos públicos (pois ela lucra demais) e que nenhuma autoridade importante questiona esse modo de contratação de árbitros, cobrando-os como seus funcionários mas tratando-os como “à parte dos seus colaboradores”. Vista grossa institucionalizada?

Sem 13o, Férias, FGTS ou multa, os árbitros, cientes disso quando entram, não tem para quem reclamar. Esqueça o Sindicato da Categoria, pois não ter força alguma.

Repito: acerta ao diminuir o quadro, mas erra com a maneira desumana em momento impróprio (se empregados fossem, ao menos os árbitros teriam o valor da rescisão).

No linguajar popular, essa imagem, abaixo, representa bem o significado de dedicação ao trabalho e posterior demissão sem um centavo na mão

Atualizando: foram 51 árbitros de 467, segundo a FPF em: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/lei-em-campo/2021/01/20/fpf-dispensa-arbitros-e-retoma-discussao-de-amparo-juridico-a-profissionais.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

– Exercite-se!

E depois de tanta atividade física pesada, vale a pena uma pedalada.

A bicicleta “roda sozinha” nesta ciclovia tão bacana às margens da Lagoa do Taboão (especialmente com esses raios de sol da manhã…).

Exercite-se! O corpo e a mente agradecem.

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– 8 anos da Decepção com Lance Armstrong.

Relembrando – e inconformado! Abaixo:

Pelos títulos, carisma, luta contra o câncer e assistencialismo praticado, eu ainda tinha esperanças de que fosse engodo de seus críticos, mas ele próprio confirmou…

Falo do dopping do mega campeão de ciclismo Lance Armstrong, onde de fato seus títulos foram conquistados ilegalmente.

Como ele conseguiu enganar tanta gente por tanto tempo?

Sozinho?

Duvido que não tenha cúmplices e outros figurões importantes envolvidos.

Agora, a sociedade ligada ao esporte deve questionar se é só no ciclismo que existe isso. Como o tênis, o futebol, o vôlei, a natação e outros tantos esporte estão cuidando do uso de substâncias proibidas? Há rigor e controle minucioso, ou apenas exames protocolares para se dizer que existe fiscalização.

O que mais dói é que Lance mobilizou o planeta com sua Fundação de Combate ao Câncer, conseguindo importantes doações e ajudando muita gente. Uma pena que, certamente, a filantropia diminuirá sensivelmente.

– A culpa é do esquema de Diniz ou dos Atletas? Do Céu ao Inferno, em poucas rodadas.

Que coisa o São Paulo FC, não? De líder do campeonato com os melhores números apresentados, à vice-liderança deixando se mostrar perdido emocionalmente. Mas a culpa é de quem?

Avalie os gols sofridos em saída de bola da defesa (foram muitos, e em quase toda a rodada temos):

  • A Culpa é do Treinador, que insiste nisso, mesmo dando errado como tem acontecido, ou
  • A Culpa é dos Atletas, que não estão focados no jogo e perdem bisonhamente essas bolas?

Considere: o mesmo esquema de jogo com quase os mesmos jogadores levou o time à liderança…

Já imaginaram a pressão no Morumbi, caso a distância aumente para o Internacional na próxima rodada?

– São Paulo x Internacional, Diniz x Abelão, Moderno x Antiquado…

Já foi clássico de Final de Libertadores da América, e hoje será o “clássico dos chavões”: um esquema mais ousado de Fernando Diniz no São Paulo contra o esquema mais conservador (que não quer dizer desatualizado) de Abel Braga. Inexperiente (se é que é) contra Experiente (e muito). Moderno versus Ultrapassado (de verdade ou com má vontade)?

Qual será a “chamada” mais recorrente que teremos para esse jogaço?

Não estou dizendo que concordo com esses citados acima, mas prefiro: duelo de líderes! Afinal, são os ponteiros do Brasileirão!

Para esse jogo, o mais experiente dos árbitros brasileiros em atividade (literalmente falando, em todos os aspectos): Marcelo de Lima Henrique!

Há de ser uma grande disputa e torço para uma boa arbitragem.

– 7 anos comentando arbitragem no Time Forte do Esporte!

Uma alegria festejar hoje minha 7a temporada com a equipe do Time Forte do Esporte de Adilson Freddo, na Rádio Difusora AM 810, comentando arbitragem. Estreei no Paulista 0x0 Audax, no Paulistão da A1.

Nas fotos, abaixo, ao lado da imagem do comandante Adilson Freddo (a quem agradeço pela maravilhosa oportunidade), alguns amigos com quem eu pude trabalhar. Narradores: Marcelo Tadeu, Rafael Mainini, Vagner Alves e Edson Roberto. Comentaristas: Robinson Berró Machado e Heitor Mário Freddo. Reportagens: Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Técnica: André Luís Lucas, Antonio Carlos Caparroz e Alexandre Bardi. Mas duas fotos eu não consegui: do “Zé do Papé”, o querido Pereirão, e do Soneca. E tem até o Thiago Olim numa delas, pois fazia parte do grupo JJ e sempre nos ajuda bastante.

Que possamos estar com o Galo na A1 novamente dentro em breve (pois fomos até o fundo do poço juntos, sem soltar a corda nem abrir a mão)! Porque se depender dessa equipe, que é de Primeira, o futebol da Terra da Uva vai longe.

– A correta expulsão de Gabriel no Palmeiras 4×0 Corinthians

Algo a contestar sobre o cartão vermelho recebido pelo corintiano Gabriel?

Após ter uma falta de ataque marcada a seu favor, perdeu a cabeça e deu uma cotovelada. Avisado pelo VAR, o árbitro Jean Pierre “Vin Diesel” o expulsou.

Mas, cá entre nós, o motivo desse lance ter acontecido é um só: a pressão de um Derby e o descontrole mental! E aqui, uma verdade: nenhum time de futebol brasileiro (na Alemanha, é comum) treina inteligência emocional voltada ao esporte! Se fosse uma realidade tal disciplina, poupar-se-ia a situação.

Quem sabe no futuro isso seja mais comum no Brasil?

– Escalação de Paulista x Bragantino (2014). Era pra cair?

Olhe só que interessante: achei em minhas anotações a escalação do Paulista, em um dos seus jogos no último ano que participou da Série A1. Era contra o Bragantino, em Jayme Cintra.

O time (há quase 7 anos) era realmente para cair de divisão ou não? Salvo engano, neste jogo, já estava rebaixado. Foi o ano do “português que tinha uma empresa de Mônaco”, o Paulo Fernandes, do treinador Márcio Bitencourt e de jogadores como o lateral esquerdo Jeff (lembram dele)?

Reparem que os jovens lançados naquela partida são conhecidos. Beto Cavalcante, confesso, é um nome que precisava ter mais oportunidades no futebol profissional.

Abaixo:

– Qual seria a classificação do Brasileirão, se as torcidas estivessem presentes nas arquibancadas?

Teremos um Derby em plena 2a feira, com um Palmeiras classificado para duas finais importantes e o Corinthians em ascensão graças ao chamado “Mancinismo”. Mas estariam nessas posições, caso as torcidas estivessem liberadas nos estádios?

Obviamente é achismo, mas dentro da “futurologia hipotética”, não é curioso discutir tal situação?

No caso dos cartolas: o São Paulo seria líder do campeonato, ou os gritos dos torcedores teriam pressionado a diretoria a demitir Fernando Diniz? O Flamengo ainda estaria com Ceni? O Palmeiras teria chegado onde chegou?

É difícil pensar. Mas indo mais longe, agora com os árbitros: alguns pênaltis teriam sido marcados ou deixados de marcar? Até onde a arbitragem teria tomado algumas decisões técnicas que tomou, sem a pressão das arquibancadas? O número de Cartões Amarelos seria maior ou menor?

Por fim: e os jogadores? Teriam mais chutes a gols ou menos? O medo de atacar o adversário seria de maior ou menor intensidade? Ousar alguns lances com torcedores presentes e gritando, seria em grau menor?

Ficaremos no imaginário. Mas a curiosidade permanecerá: se não fosse um ano atípico, como tudo isso seria?

A cornetagem no futebol, obviamente, tem algum impacto. “Qual é ele”, é a discussão!

– Athlético Paranaense 1×1 São Paulo e o lance “cara-de-pau”.

Na Arena da Baixada, aos 36m do 2o tempo, o exemplo de como está chato discutir arbitragem de futebol: lance de ataque do SPFC, uma bola bate no rosto e na sequência no braço do zagueiro do CAP, à queima roupa. Não foi nenhuma infração.

Procure as imagens na TV e veja a reação dos jogadores reservas do SP que estão ali próximos! HILÁRIO, ou melhor, cara-de-pau.

É constrangedor pedir pênalti em tal lance. Mas entendo: é a geração de quem viu a regra mudar e o Brasil avacalhar lances assim como penais.

– Estádios de Futebol e Pandemia.

Começou com os clubes de futebol da Alemanha e da França, logo na primeira onda da pandemia de Covid-19: o oferecimento de seus estádios como Hospitais de Campanha.

Pouquíssimos foram usados, é verdade (como o Pacaembu, por exemplo). Tal fato foi repetido (a oferta) aqui no Brasil também.

A atitude das instituições esportivas foi louvável, não se discuta. E agora, na segunda onda, as mesmas entidades estão oferecendo suas instalações como Postos de Vacinação.

Aqui, aplausos para quem se dispõe de verdade a ceder seu espaço de maneira nobre e solidária. Mas fica um alerta também: o que tem de time que quer dizer que “cede seu estádio” sabendo que ele não terá infraestrutura alguma, somente pelo fato de fazer um pseudo “marketing do bem”… ô como tem!

De qualquer forma, a esses, não se recrimine. Ao menos se colocam ao serviço solidário (mesmo que não possam fazê-lo).

 

– Bom dia, sábado. Parte 1 de 4:

Bom dia!
Um sábado muito bom desperta ainda cedo. Com bastante ânimo, vamos começar bem o dia com um ótimo cooper?
Motivando, galera!

👟 #Fui #RunningForHealth #run #mizuno #asics #training #corrida #sport #esporte #running

– Os melhores árbitros de futebol do mundo, segundo a IFFHS.

Muita gente contesta as estatísticas divulgadas pela IFFHS (a Federação Internacional de Estatística e História do Futebol). Até mesmo sobre a importância da entidade, existe controvérsia. Mas uma coisa não se pode reclamar: da ausência de árbitros brasileiros importantes em sua lista dos melhores da última década!

Um país que já teve nomes frequentes como os mais gabaritados, com importância indiscutível em Copas do Mundo (Romualdo Arpi Filho, Arnaldo César Coelho, José Roberto Wright, Renato Marsiglia, Carlos Eugênio Simon, para citar alguns), não pode cair no ostracismo internacional.

Abaixo, a relação dos melhores da última década (19 nomes divulgados) e os melhores de 2020 (14 juízes na lista, de acordo com o site da IFFHS):

RANKING IFFHS WORLD’S BEST MAN REFEREE OF THE DECADE 2011-2020

Name / Country 

1. Felix BRYCH / Germany
2. Cuneyt CAKIR / Turkey 
3. Bjorn KUIPERS / Netherlands 
4. Niccola RIZZOLI / Italy 
5. Nestor PITANA / Argentina
6. Howard WEBB / England 
7. Damir SKOMINA / Slovenia
8. Martin ATKINSON / England
9. Viktor KASSAI / Hungary 
10. Antonio MATEU LAHOZ / Spain 
11. Gianluca ROCCHI / Italy
12. Marc CLATTENBURG / England 
13. Pedro PROENCA / Portugal 
14. Carlos V. CARBALLO / Spain
15. Milorad MAZIC / Serbia 
16. Ravshan IRMATOV / Uzbekistan 
17. Jonas ERIKSSON / Sweden 
18.Clement TURPIN / France 
19. Alireza FAGHANI / Iran 

RANKING THE WORLD’S BEST MAN REFEREE 2020

Name / Country 

1. Daniele ORSATO / Italy
2. Felix BRYCH / Germany
3. Björn KUIPERS / Netherlands
4. Damir SKOMINA / Slovenia
5. Antonio Mateu LAHOZ / Spain
6. Anthony TAYLOR / England
7. Nestor PITANA / Argentina
8. Cüneyt CAKIR / Turkey
9. Mike DEAN / England
10. Clement TURPIN / France
11. Danny MAKKELIE / Netherlands
12. Ovidiu HATEGAN / Romania
13. Slavko VINCIC / Slovenia
14. Jose Maria MARTINEZ / Spain

Na imagem, o grande e saudoso Dulcídio Wanderley Boschilia, que nunca foi a uma Copa do Mundo mas era sensacional dentro de campo. Sobravam talentos no Brasil…

– 3 pontos de vista sobre o VAR do Allianz Arena:

Ainda sobre as polêmicas do jogo Palmeiras x River Plate, para apreciação dos amigos leitores, compartilho uma entrevista que dei ao Lance! / Nosso Palestra, juntamente com os ex-árbitros FIFA Alfredo dos Santos Loebeling e Renato Marsiglia, sobre a atuação do VAR.

Disponível em: https://www.lance.com.br/palmeiras/arbitros-analisam-var-river-plate-uma-aula.html

EX-ÁRBITROS ANALISAM VAR DE PALMEIRAS X RIVER PLATE

Apesar de todas as dificuldades, o Palmeiras conseguiu se classificar para a final da Copa Libertadores da América pela primeira vez em mais de 20 anos. A partida decisiva da semifinal, que terminou em 2 a 0 para o River Plate, no entanto, ficou marcada por erros palestrinos e atuações decisivas do VAR. Para entender se as marcações no decorrer do jogo foram corretas, o NOSSO PALESTRA/LANCE! conversou com ex-árbitros que elogiaram a utilização da tecnologia.

O primeiro nome contactado pela reportagem foi Alfredo Loebeling, que fez parte do quadro da Fifa entre 2001 e 2002 e elogiou a participação do VAR na partida.

– O VAR veio pra isso. O torcedor tem que entender que o VAR um dia vai salvar a arbitragem prejudicando o seu time de coração, e noutro dia vai salvar ajudando o seu time, como foi ontem. O que nós tivemos ontem foi a correção de equívocos da arbitragem em lances muito difíceis. No segundo pênalti, o cara tava nitidamente impedido. O que não pode acontecer é as pessoas falarem que o VAR ficou procurando uma imagem para salvar o Palmeiras, isso é papo de boteco. Ele tem uma série de imagens, que vão dizer se o árbitro acertou, ou se precisa de correção. Não é o VAR que anula o gol, o pênalti. Ele informa o árbitro e sugere uma revisão – declarou Loebeling, que completou:

– A decisão final é do árbitro de campo. No lance do gol, tinha um jogador impedido. A bola tocou no jogador do Palmeiras, mas pra tirar o impedimento o toque tem que ser de forma deliberada, o que não foi o caso. Foi bem anulado. A expulsão foi, na minha visão, exagerada, porque o árbitro não vinha com esse critério o jogo inteiro. Eu não teria expulsado, acho que o árbitro mudou o critério dele. No primeiro pênalti anulado, o toque existe, mas foi provocado pelo jogador do River. A discussão é que o jogador do River provoca o toque, aí o árbitro não pode marcar. O árbitro acertou nas decisões graças ao VAR. Eram situações que não tem como você olhar sem as câmeras, é muito difícil.

Outro que falou com o NP/L! foi Rafael Porcari, que é ex-árbitro, consultor de arbitragem, comentarista na Rádio Difusora, tem o blog ‘Pergunte ao Árbitro’ e, também, exaltou a atuação do árbitro de vídeo, descrevendo-o como algo necessário para o futebol.

– Ontem foi a prova de que o VAR é uma ferramenta necessária para o futebol, que legitima placares e precisa de pessoas competentes usando. Nos três lances, o árbitro de vídeo foi muito bem nas intervenções. A única falha foi a demora, mas as intervenções foram corretas. O lance do gol anulado foi sensacional, é um lance didático. Foi a mesma coisa que aconteceu no gol do Scarpa na partida de ida, que gerou uma polêmica sobre o desvio tirar ou não o impedimento. No lance teve o desvio, mas não é o tipo que tira o impedimento – disse Rafael, que prosseguiu:

– O último pênalti estava impedido, não tem dúvida, mas, mesmo assim, foi um choque de jogo. A expulsão foi correta, é lance pra cartão amarelo. Tendo amarelo, tem que dar o segundo. O que eu acho mais interessante é a questão do desvio tirar ou não o impedimento. Alguns tipos de desvios, de fato, tiram o impedimento, mas só os que têm um toque deliberado. Se você tem um jogador impedido, o atacante vai lançar a bola pra ele e você quer interceptar a bola, você manifesta a vontade de disputar e não deixar o cara receber a bola, você tirou o impedimento, porque você se jogou pro lance. Agora, você estar posicionado e o seu corpo serve como tabela, não tira o impedimento. Você tem que ter a intenção clara e manifesta de interceptar a bola. Bater por bater não tira o impedimento.

Além destes, o ex-árbitro e ex-comentarista Renato Marsiglia afirmou ter se rendido à tecnologia, deixando evidente que esta fez justiça no confronto da última terça-feira (12).

– Eu diria que o VAR ontem influenciou no resultado da partida de maneira justa. São lances que, num primeiro momento, eu não vi irregularidade. O VAR trouxe justiça e salvou a arbitragem, mesmo sendo lances que seriam muito discutidos depois do jogo. Não tenho dúvidas de que o torcedor do River Plate está indignado, assim como se fosse o contrário o do Palmeiras ficaria – afirmou Marsiglia, que seguiu:

– Eu acabei me rendendo à tecnologia. Com a quantidade de recursos eletrônicos que existem, nada mais natural que estes sejam colocados à disposição da arbitragem pra diminuir os erros gritantes. O árbitro de vídeo acertou. No último lance, tenho certeza que o árbitro de vídeo chamou o de campo para analisar uma possível penalidade máxima e, no tempo que ele foi lá, eles pegaram o impedimento, que matou a possibilidade do pênalti. E o impedimento existiu, assim como no primeiro lance, que teve como consequência o que seria o terceiro gol do River Plate. As decisões foram corretas. Não vou dizer que o Palmeiras foi favorecido. A regra foi aplicada corretamente. O árbitro iria errar se não fosse o VAR. Sobre o primeiro pênalti, na hora eu achei que tinha sido. Vendo por outros ângulos, porém, fica claro que o jogador do River Plate abre a perna, dobra o joelho e provoca o tropeço pra cair. Foi mais um lance capital em que o árbitro de vídeo interferiu de forma positiva para trazer justiça ao resultado da partida.

Por fim, o NP/L! conversou também com outro ex-árbitro FIFA, que pediu para não ser identificado e descreveu a partida do Verdão como uma “aula de VAR”, afirmando que ele “acertou em todas as decisões”.

O uruguaio Esteban Ostojich tomou decisões cruciais pra definição do resultado (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

– #tbt: o lance mais inusitado no futebol em 2019 foi…

Relembrando esse lance curiosíssimo, já que hoje é dia de #tbt:

Numa conversa informal sobre qual lance foi mais marcante no esporte no ano passado, me recordei da “cobrança-desfile” da final da Copa Verde (Payssandu x Cuiabá). Lembram-se?

Foi chamativo, extravagante e ao mesmo tempo, ousado. Mas tinha tudo para dar errado (como deu).

Relembre em: https://www.youtube.com/watch?v=8riAAi_GRb0&feature=youtu.be

E para você, qual foi a mais inusitada situação na temporada que passou?

– Os semelhantes desvios nos gols anulados em River Plate 0x3 Palmeiras e Palmeiras 0x2 River Plate

As regras do futebol não são claras, mas apaixonam quem as estudam.

Vamos lá: desvio tira o impedimento?

Depende de “qual” desvio. Deliberado ou não? E para explicar os gols anulados na Argentina (de Scarpa) e no Brasil (de Montiel), precisamos entender.

  1. No começo do século XXI, desvio deliberado para jogador impedido que não estava na jogada, habilitava o atleta – por exemplo, um atacante que vai lançar a bola para seu companheiro que estivesse sozinho na grande área, e um defensor a interceptasse: se ela pegasse um efeito e sobrasse para um outro atacante à beira do campo que estivesse impedido (mas não diretamente no lance), esse desvio tirava o impedimento.
  2. Há 5 anos, isso mudou: o desvio de tentativa de disputa do defensor passou a habilitar qualquer atleta em impedimento – por exemplo, um atacante vai lançar para seu companheiro que está em impedimento, mas o defensor disputa a bola deliberadamente (ou seja, com intenção de não permitir que ela chegue ao adversário) interceptando-a. Essa bola desviada, se chegar ao atleta impedido, poderá ser jogada pois esse desvio o habilitou.

Recorde os gols anulados citados acima: tanto na partida de ida quanto na de volta, nos lances de impedimento a bola era originada de desvio voluntário?

NÃO. Todos de desvios casuais. Por isso, ambos lances se parecem e foram bem anulados.

Sobre outros lances que envolveram o VAR na partida de ontem, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/12/o-melhor-em-campo-no-palmeiras-x-river-plate-foi-o-gallo/

– E se os craques milionários imitassem Salah?

Mohamed Salah é um jogador diferenciado. Vira e mexe, descobre-se alguma ação de solidariedade que o jogador fez anonimamente. Dessa vez, não foi possível esconder a generosidade: 3 milhões de reais em oxigênio para os pacientes de Covid-19 que estria internados na paupérrima Nagrig.

Abaixo, extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-ingles/noticia/salah-do-liverpool-doa-cerca-de-r-3-milhoes-para-combate-a-covid-19-no-egito.ghtml

SALAH FAZ DOAÇÃO PARA COMBATE À COVID-19 NO EGITO

Valor é de 400 mil libras em tanques de oxigênio doados para Nagrig, cidade onde o jogador nasceu. País enfrenta segunda onda de contaminação por coronavírus

Mohamed Salah, atacante do Liverpool, doou 400 mil libras (cerca de R$ 3 milhões na cotação atual) em tanques de oxigênio para ajudar no tratamento à Covid-19 em Nagrig, sua cidade natal. O gesto foi feito por meio da Nagrig Charity Association, instituição de caridade criada pelo jogador em 2017.

Além dos equipamentos, Salah também doou ambulâncias que operam desde julho de 2020 na cidade. Nagrig fica a 130km de Cairo, capital do Egito, onde se vivencia a segunda onda de contaminação por coronavírus.

Não é a primeira vez que uma atitude de caridade de Salah é noticiada. Em outubro de 2020, por exemplo, o nome do jogador circulou na imprensa inglesa pelo mesmo motivo.

Na ocasião, o egípcio foi flagrado por câmeras de segurança de um posto de gasolina ajudando um morador de rua que estava sendo vítima de maus tratos por um grupo de rapazes bêbados.

Salah doou equipamentos de oxigênio para hospitais de Nagrig, sua cidade natal — Foto: REUTERS/Ahmed Fahmy

IMAGEM: Reprodução da Web.