– Os “E se” do Brasileirão 2020.

Não existe achismo no futebol. Mas “e se” existisse?

Algumas situações hipotéticas do Brasileirão 2020. Pense como estaria o campeonato…

  • ...se Domènec Torrent tivesse tido aceitação dos atletas do Flamengo e permanecesse no cargo?
  • …se Eduardo Coudet não aceitasse a proposta do Celta de Vigo e ainda fosse o treinador do Internacional?
  • …se Fernando Diniz não tivesse surtado e desacatado Tchê-tchê?
  • …se Odair Helmann estivesse ainda no comando do Fluminense?
  • …se o Ramon não fosse demitido do Vasco da Gama?
  • …se Abel Ferreira tivesse feito uma pré-temporada no Palmeiras?
  • …se o Red Bull Bragantino contratasse Maurício Barbieri no começo do torneio?
  • …se o Corinthians tivesse insistido com Tiago Nunes?
  • …se o Santos pagasse em dia os salários de seus atletas?
  • …se o Botafogo (e o Goiás, e tantos outros) tivesse planejado melhor seu trabalho e não trocado enésimas vezes de treinador?
  • …se os erros de arbitragem não existissem, nem os pontos cegos do VAR ou a descalibração?
  • …se tivéssemos torcedores nos estádios?
  • …se a Pandemia nunca tivesse existido?

São perguntas para respostas impossíveis (ou melhor: não exatas, duvidosas e no “chutômetro”; afinal, é “achismo”). Mas… e se fossem passíveis e possíveis de previsão? Como estaria o Campeonato hoje: nesta empolgante espera ou não?

– A Vitamina VAR!

O VAR (árbitro de vídeo) é ótimo para legitimar o resultado no esporte. Basta saber usar.

Em que pese o volume das reclamações da última rodada (algumas justas queixas, outras não), penso que ele, “VAR no futebol é como “uma vitamina no nosso corpo”:

  • Se você tomar uma vitamina, terá boa saúde.
  • Se não tomar, terá deficiência e sentirá hipovitaminose.
  • Se tomar demais, fará mal pois terá hipervitaminose.

Usemos o VAR na DOSE CERTA.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Vai devolver 500 mil? A Polêmica expulsão de Rodinei em Flamengo x Internacional.

Diferentemente da opinião de Paulo César de Oliveira, comentarista da Rede Globo, eu interpreto com Cartão Vermelho a entrada de Rodinei em Filipe Luís (PC sugeriu amarelo, sugerindo a questão do “calcanhar estar no chão”).

Ora, o que se deve avaliar ali não é o comportamento do atleta do Flamengo, mas o do Internacional. Ali, foi disputar a bola e perdeu o tempo. Correu o risco de atingir somente o adversário e acabou acontecendo isso: um pisão no pé que acaba ajudando na torsão. Lembrando: colocar a integridade física do oponente em risco não carece de violência.

Reitero: Cartão Vermelho bem aplicado com a ajuda do VAR. Se estivesse melhor colocado naquele momento, o árbitro Raphael Claus o expulsaria sem ajuda do monitor.

Em tempo: vai devolver R$ 500 mil ao “benfeitor” Elusmar Blaggi, que deu 1 milhão para se pagar a multa?

Sobre isso, falamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/02/21/112938/

Pode ser uma imagem de praticando um esporte e ao ar livre

– A doação de Elusmar Blaggi ao Internacional.

Elusmar Blaggi, primo do ex-governador Blairo Maggi e dono do Grupo Bom Futuro (um dos homens mais ricos do Brasil), doou 1 milhão de reais para o Internacional a fim de pagar a multa de Rodinei ao Flamengo, para tê-lo em campo no próximo jogo.

Entendo que, se o dinheiro é dele (e ele tem muito…) pode fazer o que quiser. Mas…

  • Se você tivesse muito dinheiro, doaria 1 milhão ao seu time do coração, ou o usaria para outra causa?

Resultado de imagem para elusmar maggi

– O gol de empate do Palmeiras no clássico contra o São Paulo.

Não assisti ao Choque-Rei por outros compromissos profissionais no horário (aliás, estão corridos ultimamente). Mas vi nesta madrugada o gol do Palmeiras, originado após o “passe de Abel Ferreira”!

Pois é, que ilusão de ótica incrível, além da inteligência do jogador do Palmeiras! Havia sido marcada falta contra o São Paulo, a bola sai pela linha de fundo e o treinador palmeirense a devolve para o campo. Não sei o nome dos atleta (me desculpe, não tive tempo), mas ele a para e cobra na sequência. Deste lance, sai o gol.

Se você ver a imagem com o vídeo sem o áudio, terá a impressão falsa de que a bola está em jogo, passa a linha lateral, é tocada pelo técnico como se ele fosse um atleta, o jogador a recebe e continua normalmente, terminando em gol. Claro que não foi isso…

O que vale destacar é: foi tudo legal. A falta (naquelas condições) pode ser cobrada rápida sem o apito do árbitro, bastando estar parada para ser chutada.

Os lances em: https://videos.gazetaesportiva.com/video/confira-os-gols-do-empate-entre-sao-paulo-e-palmeiras-no-morumbi

– Gordo Fitness ou Magro Preguiçoso?

Olha que bacana: a Folha de SP trouxe uma interessante reportagem sobre estudos que comparam quem tem mais saúde: gordinhos que praticam exercício ou magrelos que não precisam se exercitar?

O resultado dessa pesquisa científica?

Abaixo, extraído de: http://m.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/02/1738058-estudo-poe-em-xeque-obesos-saudaveis-ao-comparar-com-magros-sedentarios.shtml

ESTUDO PÕE EM XEQUE OBESOS SAUDÁVEIS AO COMPARAR COM MAGROS SEDENTÁRIOS

Mas a ciência não tem mais tanta certeza. Um novo estudo, divulgado recentemente na publicação científica “International Journal of Epidemiology” (assim como outros anteriores) indica que a obesidade é capaz de “anular” os benefícios dos exercícios.

Em outras palavras: se um indivíduo é obeso, só a prática de exercícios não é garantia de uma vida mais longeva e melhor, ou seja, com menos doenças.

Cientistas suecos da Universidade de Umeå acompanharam 1,3 milhão de homens jovens no país e, ao analisar os dados de acordo com os fatores obesidade e prática de exercício físico, constataram que quem era magro e sedentário tinha risco de morrer (por qualquer causa) 30% menor do que aqueles que eram obesos, mas estariam supostamente “em forma”.

O resultado seria o suficiente para decretar a supremacia da magreza –você não precisa se mexer, mas não pode ser gordo– mas não significa necessariamente que é melhor ser um gordinho sedentário a encarar exercícios.

LUTA

O problema é que algumas pessoas continuarão acima do peso mesmo com a prática regular de exercícios físicos. Esse é o caso do lutador de jiu-jítsu Luiz Rossini, 42.

Desde 2003, ele luta na categoria pesadíssimo –para atletas acima de 100 kg.

Atualmente, ele está com 140 kg, espalhados em seus 1,83 m de altura.

Seu IMC (índice de massa corporal) atual é de 41,8, o equivalente a obesidade mórbida. No entanto, ele treina cinco vezes por semana e já acumulou mais de 250 medalhas em campeonatos.

“A gente não tem o padrão físico que a sociedade considera certo, mas eu tenho uma saúde muito melhor que a dos magrinhos”, avalia.

O problema do alto peso, diz Rossini, é o excesso de desgaste nos joelhos e também um desconforto na hora da corrida. “Corro menos porque carrego mais peso.”

Segundo ele, a tática é fazer o corpo se acostumar a trabalhar com a massa e conhecer os próprios limites. Ele afirma que faz check-ups anualmente para garantir que tudo está em ordem.

Para a sorte de Rossini e de outros atletas gordinhos, está claro na literatura médica que, independentemente do peso, a prática regular de exercícios é benéfica. Morre-se menos de doenças cardiovasculares e de câncer, por exemplo.

E há outros ganhos: “As pessoas acabam descobrindo a qualidade de vida. Mesmo sem emagrecer, há melhora no condicionamento cardiovascular, na força e na flexibilidade”, diz o personal trainer Cássio Adriano Pereira. “Fica mais fácil ir para o trabalho, realizar atividades de lazer e até fazer uma viagem.”

O diretor técnico da rede de academias Bodytech, Eduardo Netto, relata que existem clientes que começam a se exercitar mesmo sem pensar no peso.

Caso seja esse o objetivo, o exercício realmente vai ajudar pouco. “Fizemos um estudo no qual um grupo de voluntários treinava de fato e o outro apenas recebia orientação para ter uma vida mais ativa. Vimos que o exercício sistemático não contribui em nada para a redução da obesidade”, diz o endocrinologista e professor da UFRGS Rogério Friedman.

Para o médico, é importante “não dar uma ênfase muito grande ao exercício como solução para a obesidade”. O jeito, para quem quer emagrecer, é “cuidar do que come”.

MOVIMENTO

Na opinião de Netto, a chave para ser um gordinho saudável é tentar gastar mais energia, “não só com a prática de exercício regular, mas ao caminhar, passear com cachorro, ter um lazer que não implique em apenas descanso, estacionar o carro longe do destino, usar escadas e evitar o controle remoto”.

Outro estudo, realizado por pesquisadores da Universidade do Mississipi e publicado na última semana na revista “Preventive Medicine”, acompanhou 11 mil pessoas de 36 a 85 anos por dez anos e viu que, independentemente da obesidade, quem fazia exercícios conseguiu reduzir o risco de mortalidade –no caso, não há discriminação desse risco por tipo de doença.

A conclusão é otimista para quem pretende mexer as gordurinhas, mas não é inédita: do ponto de vista dos anos de vida ganhos, praticar exercício vale a pena, independentemente do nível de massa corporal de cada um.

Estudos que acompanham o efeito crônico do exercício de milhares de pacientes por um longo período ainda são necessários, na opinião de Friedman. “A literatura médica ainda é muito pobre.”

Só assim, num futuro não muito distante, a ciência poderá identificar, sem grande margem para especulação, exatamente quais são os benefícios de ser magro e quais as vantagens de ser um “gordinho fitness”.

– A arbitragem para Flamengo x Internacional.

Para Flamengo x Internacional (a “quase-decisão” / decisão de fato do Brasileirão 2020), teremos “duplo VAR” para que não se tenham reclamações.

Ou, por serem dois, dobrarão-se as queixas?

Vamos lá: Raphael Claus (o melhor árbitro brasileiro) com Marcelo Van Gassen e Neuza Back (respectivamente, o melhor e a melhor bandeiras atuais) serão seus assistentes. Na composição da equipe do árbitro de vídeo, bandeira de vídeo e outros da equipe do VAR, reparo na escalação de não um, mas dois árbitros experientes no seu uso: Rodrigo Guarizzo Amaral e Vinícius Furlan.

Criará-se um “comitê de VAR’s” com vários árbitros na cabine, se tivermos mais reclamações no jogo seguinte?

Insisto: não adianta número e tecnologia se não for dada capacitação adequada.

– Os Tipos de Erros dos Árbitros de Futebol: como identificar um bom juiz?

No mundo do futebol, os árbitros nos mostram pelos seus jogos a existência de dois tipos de erros comuns de arbitragem (tanto em partidas nacionais como em campeonatos de todo mundo):

A) Os erros ACEITÁVEIS- por exemplo: lances em que o jogador está impedindo por poucos centímetros; jogadas duvidosas aonde após exaustivas repetições se chega à conclusão do erro, ou ainda lances que dividem a opinião publica (entre tantos lances difíceis de se decidir).

B) Os erros CONDENÁVEIS- por exemplo: atleta impedido com 2 metros à frente do penúltimo ontem; bola que bate na mão e se marca tiro penal; lances claros de jogadas não-faltosas onde se assinala infração, entre outros.

Sobre “erros aceitáveis” não dá para discutir; fazem parte do jogo e pela própria natureza do esporte, acontecerão sempre, pela falibilidade humana – estes devem ser relevados. Agora, “erros condenáveis” poderiam ser evitados.

E por que ocorrem?

Por três motivos:

1) Dificuldade técnico-disciplinar (árbitro fraco, que interpreta mal as jogadas ou que apita sem critério na distribuição dos cartões);

2) Despreparo emocional (árbitro que aceita pressão de jogadores famosos ou que apita ao barulho da torcida);

3) Infelicidade no dia da partida (o popular “dia em que nada dá certo”; azar; urucubaca).

Na próxima partida, para saber se um árbitro é simplesmente bom ou ruim, avalie as condições acima. Considere que ele possa ter tido azar!

E você leitor, como vê os erros de arbitragem no futebol?

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– O não-reconhecimento da arbitragem de futebol brasileira.

FUTEBOL, PROFISSIONALISMO E ARBITRAGEM – Na lista de “Melhores Árbitros do Mundo 2020” da IFFHS, nenhum brasileiro.

Nos “Melhores da Década”, idem!

Estamos caindo no ostracismo internacional?

Desprestigiados? Exceto o sucesso recente de Edna Alves e Neuza Back (que se refere a 2021), talvez.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=YlMHzE4e7VQ&t=2s

– E o que acontece com Neymar Jr?

Que o Neymar é um excelente jogador, não há dúvida.

Que ele se envolve com polêmicas desnecessárias, idem.

Que a vida dele parece ser um imenso Reality Show, ib idem.

Mas como explicar as diversas contusões às vésperas de jogos decisivos, desfalcando o PSG (vide a importância do jogo contra o Barcelona)? Teria alguma relação com o extra-campo?

Consideremos e sejamos justos: ele apanha bastante também.

As recuperações dessas pancadas não tem sido satisfatórias, e por isso as “recaídas”; ou o corpo não aguenta mais tanta exigência?

Ou nada disso?

Com as condições físico-financeiras que tem, algo deveria ser feito, não? Ou já é feito e não tem adiantado?

Muitas perguntas para, cá entre nós, difíceis respostas.

– É o mesmo SPFC?

Como justificar a vitória do São Paulo contra o Grêmio lá no Sul?

Teve com Vizzoli a garra que faltou com Diniz? Mas por que faltou?

Ah, o futebol e suas nuances…

– O Vasco conseguirá anular o jogo contra o Internacional? Explicando a impossibilidade:

O Vasco da Gama conseguirá anular o jogo contra o Internacional, por conta do não uso do VAR “descalibrado”?

Provavelmente, não. Está prevista tal situação no protocolo VAR.

Entenda: o Erro de Fato não permite anulação do jogo (interpretar com equívoco um impedimento ou não, por exemplo). O Erro de Direito, que permitiria anular uma partida, é quando você descumpre a Regra por desconhecimento ou não prática dela (não é o caso, pois a arbitragem conhecia a Regra e os procedimentos, mas não conseguiram fazer uso do mecanismo por um fator extraordinário).

O que ocorreu ontem foi impossibilidade tecnológica do uso do VAR (claro que não deveria ter acontecido) e que está presente no protocolo do árbitro de vídeo: o não uso do VAR por um defeito não permite anulação do jogo, pois deve prevalecer a decisão do árbitro em campo.

O que me preocupa realmente é: nos tempos de Eurico Miranda e Ricardo Teixeira, tal situação não só anularia a partida como cancelaria o rebaixamento do campeonato!

Cá entre nós: você não tem medo de que, dependendo de quem ficar na zona de rebaixamento, exista um conluio para um Brasileirão sem rebaixados com a desculpa de que a “pandemia” provocou essa atipicidade?

Sobre os problemas do VAR, falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-tl4

– VARgonha da CBF?

Que vergonha!

O Palmeiras x Red Bull Bragantino teve problema de “Ponto Cego” do VAR em um estádio maravilhoso como o Allianz Parque. Ué, o VAR da Conmebol não teve os mesmos problemas? E nos outros jogos domésticos, trabalhou-se com ponto cego mesmo?

Agora, no importante jogo do Vasco x Internacional (com valor para o título e para o rebaixamento), tivemos um lance irregular confirmado (que era da responsabilidade do VAR) por conta do não uso do “equipamento descalibrado”? E as pessoas (AVAR, VAR e outros “protocolares” na cabine, que tinham a imagem)?

E no Maracanã, no lance do Gabigol, em Flamengo x Corinthians? Não vale a pena discutir…

Lembre-se: o responsável pelo VAR o Brasil é Sério Correa da Silva, que já foi demitido algumas vezes do comando da arbitragem, mas nunca ficou desempregado pois é remanejado em cargos recém-criados. O responsável pelo desenvolvimento de novos talentos é o Cel Marinho (percebam que quem deixa o cargo, continua a serviço e é tirado de cena “de mentirinha”)?

Se o VAR não serve para uma praça, não pode ter seu uso em outras também. Não pode um campeonato com VAR integral num estádio e parcial no outro.

Falta de aviso, não foi: o VAR no Brasil sempre foi uma tremenda VÁRzea.

Lembrando, em 08 de março de 2016 a CBF prometia o VAR, de maneira mentirosa e não cumprida, naquele ano. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/12/08/var-da-fifa-e-real-var-da-cbf-e-balela/

– Se o Brasileirão 2020 tivesse a presença de torcedores nas arquibancadas, a classificação seria outra?

Como seria a classificação do Campeonato Brasileiro 2020, se existissem torcedores nas arquibancadas?

Os árbitros dariam menos ou mais cartões?

Os cartolas demitiriam treinadores com mais facilidade?

Os jogadores fariam jogadas não tão ousadas?

Abordando em: https://www.youtube.com/watch?v=w9My4nbH3lw

– (Repost): Quem disse que para ser comentarista precisa ter sido excelente jogador ou árbitro?

Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso ou fracasso no pós-carreira em decorrência do que já fizeram?

Digo isso pois vejo haters dizendo aos comentaristas:

  • “Jogou onde” para criticar esse atleta?
  • O cara nunca chutou uma bola, é jornalista, e quer criticar treinador? 
  • Apitava mal pra caramba e agora se mete a falar dos outros?

Fácil responder isso, é só perceber quem é melhor comentarista na TV: Caio Ribeiro ou Pelé? E quem foi melhor jogador?

Ou, se preferir, questione-se: Luxemburgo, Felipão, Telê Santana, Oswaldo Brandão… quais seus títulos como atletas e depois que encerraram a carreira quais são as conquistas como treinadores?

Sobre isso, acho interessante compartilhar esse texto, de 28/03/2014, publicado nesse mesmo blog, mas que permanece atual:

DE JOGADORES / ÁRBITROS A TREINADORES / INSTRUTORES

Mudar o ciclo de uma atividade é difícil. Nem todos conseguem se desapegar da rotina passada e tentam se adaptar às novas realidades da melhor maneira possível.

No futebol, essas mudanças de funções são, em alguns casos, traumáticas e frustrantes. Em outros, de maior glória do que na vida profissional inteira até então!

Veja o caso de ex-jogadores e ex-árbitros. Onde se inserirão no pós-carreira?

Seedorf anunciou há dias a aposentadoria como jogador e virou treinador no Milan. Ótima chance para um iniciante, que, sejamos justos, já esperava a oportunidade e se capacitava paralelamente a isso. Porém, dificilmente vemos ex-atletas começando por cima, e ele é mais uma das exceções, como Falcão e Dunga, que sem nunca terem trabalhado em clubes menores, foram para a Seleção Brasileira.

Grande é o número de atletas que não conseguem nem chegar às categorias de base como treinadores, tendo dificuldade de vingar no profissional. E isso independe da sua categoria como jogador. Será que Muller, Bebeto, Romário, Raí e até mesmo Pelé seriam grandes “professores” na área técnica a beira do gramado? Qualquer resposta seria mero “chute”. Beckenbauer e Cruyff foram magníficos dentro e fora de campo. Mas outros do mesmo nível não. Luxemburgo era reserva de Júnior, mas o primeiro foi muito mais vitorioso como treinador.

Portanto, ter sido craque ou cabeça de bagre com a bola no pé parece não ser tão decisivo para ser “o homem da prancheta”. Muitos conseguirão ensinar apenas os conceitos, outros farão o time jogar de fato. É por isso que existem os comentaristas esportivos, que podem ver o futebol à sua forma, conseguem passar tudo claramente aos torcedores mas que necessariamente não seriam grandes treinadores. E grandes treinadores que teriam uma dificuldade enorme em se fazer entender ao ouvinte.

Me recordo de 4 bons nomes que sugiram graças a uma filosofia (arriscada, mas que foi correta) de lançar treinadores por um clube: o Paulista de Jundiaí, que deu grande oportunidade ao Giba (que nasceu como treinador no Lousano Valinhos, parceiro do Galo Tricolor na época); depois vimos Zetti se sagrando vice-campeão estadual (perdendo do São Caetano de Muricy Ramalho); aí veio Vagner Mancini (que já dirigiu grandes equipes) e Wagner Lopes (sempre na ativa na série A1, atualmente no Botafogo-SP).

Por assumirem a responsabilidade em um clube que não era um dos grandes (de massa, como Corinthians e Flamengo), conseguiram trabalhar com pressão menor. Mas já imaginaram Marcos como treinador do Palmeiras ou Rogério Ceni do São Paulo? Aceitariam o risco de arranhar a imagem construída até hoje? Seriam treinadores de um clube só, como foram enquanto jogadores? E as vaias, para onde iriam? E, claro: a competência estará no mesmo nível?

Para mim, Seedorf é uma grande incógnita como treinador. Mas desejo sucesso, pois com o carisma e competência que tem, pode triunfar.

Entretanto, “ser sem carisma” é a rotina dos árbitros de futebol. No pós-carreira, farão o quê? Serão observadores de jogos das suas federações recebendo ajuda de custo a R$ 50,00, só pelo prazer de lá estarem? Ou conseguirão entrar no seleto clube de membros de comissões de arbitragem e instrutores? Poucas são as vagas como comentarista de arbitragem na mídia, e praticamente nulas as pretensões como “professores de regras” aos jogadores, contratados pelos clubes para melhor capacitar seus atletas.

Aqui, a comparação com os jogadores é idêntica: Dulcídio Wanderley Boschilla e Oscar Roberto Godoi foram excepcionais árbitros, mas seriam bons instrutores, com boa didática e jogo de cintura no trabalho junto aos cartolas das federações? Creio que não. Godói, entretanto, é ótimo no jornalismo esportivo, sendo claro, incisivo e objetivo. Encontrou-se! Enquanto isso, ex-árbitros como Roberto Perassi e Sílvia Regina (o primeiro comum em campo e a segunda competentíssima na categoria “feminino” – talvez a melhor árbitra da história do Brasil, mas razoável tecnicamente em jogos masculinos) são excelentes como instrutores. Sérgio Correa da Silva e Arthur Alves Júnior, também não-excepcionais como árbitros, enveredaram um caminho de sucesso como dirigentes sindicais (ao menos, figuram em vários cargos). Gaciba, Simon e Arnaldo são irrepreensíveis na TV, conseguindo essa transferência de competência agregando a didática.

Portanto, a relação de competência em uma função não necessariamente significa sucesso em outra. Um jogador mediano / árbitro comum pode ou não ser grande treinador / instrutor. E um jogador craque / árbitro excepcional pode ou não ter sucesso, mas com uma diferença: o comparativo com o que fazia antes de mudar a carreira será algo cruel. Será cobrado por tal! Sem contar com aqueles que não vieram necessariamente de dentro das 4 linhas: Carlos Alberto Parreira jogou onde? E é um dos treinadores mais respeitados do mundo. Mais: o Professor Gustavo Caetano Rogério, diretor da Escola de Árbitros da FPF por muitos anos, apitou onde? E foi talvez o maior nome da entidade.

Há os esforçados, como o Cel Marcos Marinho, atual presidente da CEAF-FPF, que assumiu o cargo sendo Major encarregado da luta contra as torcidas organizadas, e que apesar de muito estudar as regras, ainda leva a desconfiança do domínio das mesmas. Teria ele experiência para ensinar posicionamento ou dinâmica de arbitragem aos árbitros?

E pensar que, Armando Marques, velho de guerra, que um dia errou a contagem de pênaltis na decisão entre Santos x Portuguesa numa decisão de título paulista, por anos a fio presidiu a Comissão de Árbitros da CBF e conduziu a arbitragem brasileira ao desrespeito de muitos…

Por fim: o treinador de futebol ou o instrutor de arbitragem deve, independente do seu histórico como ex-jogador ou ex-árbitro, ter uma tríade de virtudes:

  1. – o conhecimento técnico (ter estudado),
  2. – a prática (ter vivenciado as dificuldades) e
  3. – a vocação (o dom entusiasta para exercer a atividade).

Claro, com uma boa oportunidade de sorte para mostrar o seu talento.

E você, o que pensa sobre isso? Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso no pós-carreira (ou não) em decorrência do que já fizeram?

Deixe seu comentário:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

– Hernán Crespo, novo técnico do SPFC, dará certo?

Números de Crespo (que sempre conceituei como um atacante sensacional, quando jogava) enquanto treinador:

Parma (sub-19): 14 vitórias, 7 empates e 10 derrotas;
Modena: 11 vitórias, 5 empates e 19 derrotas;
Banfield: 4 vitórias, 6 empates e 8 derrotas
Defensa y Justicia: 13 vitórias, 10 empates e 9 derrotas*

Dará certo como técnico do São Paulo?

Para mim (já escrevi em: https://wp.me/p4RTuC-ted) é uma aposta.

Aguardemos.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

*Números extraídos de: https://blogdopaulinho.com.br/2021/02/13/a-estranha-contratacao-de-hernan-crespo-pelo-sao-paulo/

– Se a pedida de Tiago Nunes for o que se especula, valerá a pena?

Salário é algo muito particular. Cada um acha que merece um valor X, e o empregador avalia se pode pagar ou não, oferecendo Y.

Mas há coisas que valem por uma boa discussão: especula-se que Tiago Nunes (que considero não ter feito um bom trabalho no Corinthians vide o que faz Mancini com o mesmo elenco), pediu ao Santos FC aproximadamente R$ 450 mil / mensais para se aproximar do que supostamente Cuca ganhava no Peixe (em torno de R$ 500 mil).

Se (está no condicional) tudo isso for verdade, a diferença do jovem para o experiente técnico seria de R$ 50 mil?

Respeitosamente, estamos todos loucos quando discutimos valores no futebol… tudo muito inflacionado!

– Mundial de Clubes logo após a Libertadores ou 6 meses depois? E o equilíbrio emocional dos brasileiros?

duas correntes antagônicas sobre o calendário das competições internacionais mais importantes para os sulamericanos: a Libertadores e o Mundial.

  • A primeira defende que, sendo a final da Copa Libertadores no término do ano, o vencedor vai embalado e com ritmo de decisão para o Mundial de Clubes, evitando jogar 6 meses “protocolarmente” o Brasileirão, esperando Dezembro chegar para a disputa.
  • A segunda defende que, sendo a decisão da Libertadores da América no meio do ano, você tem um tempo maior para “curtir o título” e desfrutar as benesses de ser o Campeão, evitando o que aconteceu com o Palmeiras: 10 dias depois de ter se consagrado o “Rei da América”, ser implodido pelas críticas do desemprenho no Catar.

Qual das duas opções você entende ser melhor?

A propósito, ao assistir as cobranças de pênalti (Roni imitando Neymar com sua paradinha…) e o próprio jogo em si do Palmeiras contra o Al-Ahly, não deu para deixar de refletir: o equilíbrio emocional das equipes brasileiras (sejam elas quais forem e em que competições estiverem) é frágil demais! No primeiro momento em que o time se percebe em situação ruim, desanda emocionalmente… 

Teríamos que investir muito mais em preparação psicológica do que se faz hoje? Talvez.

E você: o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

– Despertando, parte 1 de 4.

👊🏻 Olá amigos!

Como rotineiramente, levantando bem cedo para o #cooper matutino. Isso relaxa a #mente, descansa a #alma e dá energia ao #corpo.

Vamos todos nós, sempre, correr a fim de produzir e curtir a tão necessária #endorfina?

Ah! Isso controla o #cortisol também!

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running #adidas #asics #nike

– O gol do título em Bayern 1×0 Tigres, de fato, foi irregular.

Certamente, o gol do Bayern de Munique contra o Tigres nesta 5a feira, foi irregular.

A regra da mão na bola / bola na mão de atacante mudou novamente na temporada 2020/2021, sendo que todo lance involuntário que na imediatez saia um gol, deve ser considerado irregular (simplesmente: tocou, marcou – caso dele sair um gol na sequência).

Se não for um gol imediato, aí não é infração essa mão. Se sair o gol imediatamente, é infração. Vide o item 4 desta postagem: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/07/15/fique-atento-as-mudancas-das-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-aos-arbitros-para-o-campeonato-brasileiro-2020/

Na decisão do Mundial de Clubes, Lewandowski (BAY) disputa com Guzmán (TIG). Ela bate na mão do centroavante alemão e sobra imediatamente para Pavard (BAY), que faz o gol.

Portanto, mesmo com o VAR, errou a arbitragem. Gol irregular.

– Volpi deveria sair?

Achar um grande jogador para substituir um ídolo é algo difícil demais. Vejam quanto tempo o Corinthians levou para substituir Dida ou o Palmeiras com Marcos. O São Paulo, aparentemente, estava (depois de muitos nomes) acertando com Tiago Volpi.

O problema é: a irregularidade das suas atuações. Defesas milagrosas em meio a alguns erros infantis. O de ontem, contra o Ceará, é daquelas infelicidades que o cara faz questão de não rever.

Fica a dúvida: depois de postar nas Redes Sociais que estava infeliz com a saída de Fernando Diniz, “o clima azedou” para o arqueiro são-paulino?

– A arbitragem para Al-Ahly x Palmeiras e Bayern x Tigres (e o legado do Mundial de Clubes).

Justíssimas escalas da FIFA para a 5a feira de jogos derradeiros do Mundial de Clubes.

Para a final: Esteban Ostojich (o uruguaio que apitou Palmeiras x River Plate). Aliás, um ótimo nome para a Copa do Mundo de Seleções do Catar 2022.

Para a decisão de 3o e 4o lugar: Maguette N’Diaye (o senegalês que foi 4o árbitro em Palmeiras x Tigres). Um prêmio para um árbitro emergente.

E as brasileiras? Edina Alves e Neuza Back serão respectivamente árbitra e bandeira reservas na finalíssima – algo impensável tempos atrás.

O mais importante de tudo, nesta edição do Mundial, foi ver o intercâmbio de árbitros das diversas regiões do mundo sob a orientação e universalização de critérios: por exemplo, usar moderada e necessariamente o VAR, sem vulgarizá-lo ou fazê-lo um instrumento da fuga da autoridade dos árbitros. E aí vem a grande questão: os demais árbitros mundo afora se espelharão nessas atuações para seus jogos locais?

Tomara que sim!

Abaixo: Maguette N’Dianye

– Se perder será vexame? Parte II: Al Ahly x Palmeiras (a propósito: 2021 já valeu um Mundial)!

Eu nunca avaliei como vexatória uma possível derrota do Verdão para o Tigres-MEX. Ponderei os investimentos do futebol mexicano em geral, a qualidade técnica dos atletas e o bom treinador. Claro, inclua-se o nível do futebol jogado na América do Sul atualmente. E a derrota, possível, aconteceu.

Essa postagem citada encontra-se em: https://professorrafaelporcari.com/2021/02/06/se-o-palmeiras-perder-do-tigres-sera-vexame/.

Entretanto, agora o Palmeiras enfrenta o Al Ahly do Egito – uma grande equipe local, campeoníssima por lá. Mas… convenhamos, estamos falando de campeonato egípcioSe o time brasileiro perder este confronto, aí sim seria vexame. Explico:

  • O Palmeiras entrou na semifinal; portanto, poderia ter seu melhor resultado o título; e o pior, a 4a colocação. Perder para o Al Ahly seria ficar na “lanterna do que disputou” (afinal, não dá para ser 5o ou 6o, já que entrou numa fase mais adiantada da competição).
  • A tradição do futebol brasileiro vs a tradição do futebol egípcio são incomparáveis. E sejamos justos: por pior que tenhamos caído de produção no Brasil, ainda (penso eu) somos (os clubes brasileiros) melhores que Zamalek, Cerâmica Cleopatra, Pyramids, Al Masry, Al Ittihad, El Geish… (as equipes do torneio de lá).

O único bônus do Mundial do Catar ao Palmeiras foi a reportagem da FIFA que (aqui foi bem claro, para quem entende de interpretação de texto) a entidade reconhece o clube como Campeão Mundial de um torneio idealizado pelos grandes nomes do futebol da época – embora não tenha sido organizado por ela.

  • Trocando em miúdos: o Palmeiras continua sem Mundial da FIFA, mas é Campeão Mundial por um torneio paralelo antes da existência dos Intercontinentais e do próprio da FIFA.

Evidentemente, o Fluminense, que venceu a Copa Rio-52, já fez o pedido oficial de reconhecimento à FIFA… e provavelmente não terá. No máximo, ocorrerá o que aconteceu com o Palmeiras: o entendimento de que foi Campeão Mundial de algo que ela não fez parte oficialmente.

 

– A queda do Botafogo é um puxão de orelha para os demais “grandões” do Brasil: a irreversibilidade da Gestão Profissional e do Clube Empresa.

E o Botafogo caiu de novo. Terceira vez! Agora, com 4 rodadas antes do término do Brasileirão 2020. Sua grandeza fica cada vez mais ameaçada, deixando na lembrança o adjetivo Glorioso que lhe foi tão justo. Ou não?

A propósito, falamos sobre “condições para ser time grande” há 10 anos, no texto, em: https://professorrafaelporcari.com/2010/11/09/como-definir-time-grande-no-futebol/.

Lamentável a situação da equipe de históricos nomes como Heleno de Freitas, Nilton Santos, Mané Garrincha e outros tantos atletas que formaram Seleções Brasileiras. Mas é o ciclo do futebol, admitamos! Grandes podem se apequenar, e nanicos se agigantarem. 

Dois exemplos: vejam o Nottingham Forest da Inglaterra (que é de 1865!), campeão da Liga dos Campeões da Europa (UCL). O que virou? Ou o Nuremberg, o maior campeão da Alemanha (superado e muito pelo Bayern de Munique), onde está? Esses dois times foram (muito) grandes.

Outros, pequenos, ganham destaque. O próprio Bayern, antes de Franz Beckenbauer, o que era? Ou o PSG, quase um anônimo na própria França antes dos anos 90 e que se tornou famoso pelos investimentos catarianos?

Será que o destino da Estrela Solitária reservará o mesmo da Portuguesa (que não obteve tantos títulos como seu co-irmão) e que sucumbiu às divisões inferiores, convivendo frequentemente com um triste saldo eternamente vermelho no banco?

Neste ciclo do mundo da bola, lembremos: passamos por diversas fases, do amadorismo ao profissionalismo, das guerras em estádios arcaicos às arenas modernas, e, aparentemente, estamos começando a transformação definitiva das gestões de clubes associativos para entidades empresariais. 

Vide o City Group (dono do Manchester City e demais “filiais”), as equipes da MLS num sistema parecido com a NBA (Orlando City, Cincinatti), os gigantes ingleses da Premier League (com seus proprietários de diversas origens – lícitas ou até contestadas – de todas as partes do globo e, aqui no Brasil, novas e emergentes equipes, algumas em estágio mais modesto (Audax), e outras mais avançado (Red Bull Bragantino). Outras ainda, de modelos de sucesso (Etti Jundiaí – Paulista FC, co-gestão Palmeiras-Parmalat, ou Santál-Juventude de Caxias), que deram um pontapé inicial mas mudaram os rumos em algum momento do caminho.

O clube-empresa não é apenas uma necessidade, mas uma realidade irreversível. É questão de tempo!

O problema é: quando estamos vivendo uma história de transformação, teimamos em não entender as mudanças ao invés de aceitá-las plenamente. Talvez Vasco, São Paulo, Corinthians, Atlético-MG e tantos outros não se deram conta disso, visto suas dívidas milionárias…

Daqui 20 anos, quem serão os “grandes de verdade”, ou melhor, os “remanescentes” na elite do futebol brasileiro?

No caso do simpático Botafogo, sua torcida, infelizmente, tem mesmo razão para chorar… 

– Crespo será o novo treinador do São Paulo FC?

Hernán Crespo será o novo técnico do SPFC? Talvez, e a chance é grande, segundo a imprensa.

Lembram dele na Lazio, no Parma e na Internazionale? Que jogadorzaço, muito bom de bola. Matador.

Para a minha geração, é curioso ver os mais jovens dizendo que “foi um ex-atacante”, sem ter assistido ele em campo e tendo na memória recente deles o mesmo como “técnico novato”. Parecem (treinador e jogador) “pessoas distintas”. Claro, não é culpa dos milleniuns, mas é interessante ver o que os anos passados fazem.

Aliás: lembram do seu companheiro de Alviceleste Gabriel Batistuta (o “Batigol” – depois dele, vieram os apelidos que terminam com sufixo “gol”, como “Gabigol”)? Que geração que a Argentina tinha e que não venceu nada.

Enfim: os mais novos não tiveram o prazer de vê-los em campo. Eram craques e que são muito mais significativos para a história do futebol como jogadores do que treinadores (até agora, obviamente – lembrando que Batistuta não quis seguir como técnico).

No futuro, serão vistos de outro modo? Crespo venceu a Copa Sulamericana com o Defensor Y Justicia. Está pronto? Confesso: ainda o acho uma aposta…

Não imagino como ele será no banco do São Paulo. Mas em forma, não teria centroavante como ele dentro de campo…

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

O antes e depois de Crespo.

– O erro na marcação do pênalti em Red Bull Bragantino 1×1 Flamengo.

Há 20 anos, o puxão na camisa sofrido por Gustavo Henrique (CRF) poderia ser marcado pênalti.

Há 10 anos, esse mesmo puxão seria muitíssimo discutido e provavelmente não marcado.

Há quase 1 ano, tal lance não é mais infração (com clareza da Regra do Jogo).

Explico: antigamente, “agarrar a camisa do adversário indistintamente” era infração. E para que isso ficasse claro, normalmente o atleta que tinha sua camisa agarrada parava imediatamente de correr e pedia falta. Posteriormente, os árbitros foram orientados a darem vantagem quando observassem uma camisa puxada e, caso ela não se concretizasse, marcassem a falta atrasada.

HOJE (temporada 2020 / 2021), a Regra do Jogo foi aperfeiçoada e a orientação mais explícita (e muito melhor, no meu entendimento, indo de encontro com o espírito das Leis): puxar uma camisa por si só não é infração. Deve-se ver o impacto de tal puxão na jogada em si, ou seja: atrapalhou a continuidade do lance do adversário?

Trocando em miúdos: só se deve marcar a falta se o puxão impedir que o oponente realmente possa prosseguir na jogada ou se ele foi atrapalhado significativamente na disputa de bola. A malandragem do boleiro de, se perceber que teve a camisa agarrada e pedir a falta, não vale mais. Aliás, se existir dúvida quanto a isso, é só assistir o Webnar de Leonardo Gaciba, chefe dos juízes da CBF, do ano passado, mostrando lances idênticos.

Reveja o lance e imagine: Ligger (RBB), ao segurar a camisa do flamenguista, impactou relevantemente para que ele não pudesse fazer a jogada como desejava?

Se sim, é pênalti. Se não, segue o lance.

Wilton Sampaio, o árbitro, entendeu que não foi nada. Elmo Resende da Cunha, o VAR, entendeu que sim. E como faltou personalidade (ou entendimento da Regra e uma correta interpretação), o juizão voltou atrás e marcou tirou penal.

Não vale rever o lance com a imagem parada ou em câmera lenta. É essa a situação em que a fiel dinâmica do jogo deve ser vista para não deturpar a decisão do árbitro.

O que se pode lamentar é: NUNCA um lance desse seria marcado em competições de alto nível no Exterior (além de outros grandes equívocos do mal uso do VAR no Brasil).

– Devemos repensar sul-americanos diretamente classificados na Copa do Mundo de Clubes?

Eu havia redigido uma postagem dizendo que, se o Palmeiras perdesse do Tigres, “pela equipe que os mexicanos são”, não era vexame (vide em: https://wp.me/p4RTuC-tcJ).

Mas algo preocupante: os clubes da Conmebol já foram eliminados por equipes da Europa (na final), por times da África e da Ásia (semifinal), hoje por equipe da Concacaf – e só não enfrentaram da Oceania para sabermos se existia a possibilidade de derrota (logicamente, utópica).

Será que os sul-americanos entrarem na semifinal direto, como é atualmente, não há de se repensar?

– Árbitras brasileiras em campo: o simbolismo da escala de um trio feminino em competição masculina da FIFA.

Quando selecionadas as brasileiras Edna Alves e Neuza Back pela FIFA para o Mundial de Clubes do Catar 2020, tal fato causou muita surpresa para muitos – devido ao ineditismo. Também houve ciúmes e, lamentavelmente, até torcida contra. Abordamos isso em: https://wp.me/p4RTuC-sLt.   

Agora, finalmente, as juízes brasileiras são escaladas para a disputa do 5o x 6o lugar entre Al Duhail (Catar) vs Ulsan Hyundai (Coreia do Sul). Uma vitória!
Alguns amigos acham que é uma medida apenas para “fazer média”, devido a insignificância da importância do jogo (cá entre nós, jogo que vale o “título de 5o colocado” é realmente sem graça), dizendo que, se é para quebrar tabu, que seja em algo que tenha maior valor (como uma semifinal ou final).
Respeito tais pontos de vista, mas penso e reforço: é uma vitória para elas

Quando foi que a FIFA escalou num torneio global um trio inteiramente feminino em evento mundial masculino entre profissionais? É uma “primeira vez”, uma quebra de paradigmas – que, tomara, seja “pra valer” – onde a meritocracia independerá de gênero.

O simbolismo disso é mais amplo: estarão em campo num local machista culturalmente, onde as mulheres daquela região do mundo são marginalizadas em boa parte das atividades.

Torcerei por elas, representando as mulheres competentes e um novo momento da própria FIFA.

Se corresponderem à altura, não terá sido relevante a ideia de “fazer média”, pois a demonstração de competência terá falado mais alto e aberto uma porta que não se fechará.

A equipe de arbitragem será composta por:

ARB: Edna Alves Batista (BRA).
Bd1: Neuza Back (BRA).
Bd2: Marianna de Almeida (ARG).
4ºArb: Abdelkader Zitouni (TUN).
5ºArb: Humberto Panjoj (GUA).
VAR: Nicollas Gallo (COL).
AVAR: Julio Bascunan (CHI).

Boa sorte a elas!

– Red Bull Bragantino x Flamengo e o jogo dos técnicos do convencimento.

Se fosse somente pela campanha do Segundo Turno do Brasileirão, o Massa Bruta e o Mengão estariam disputando o título de 2020 “cabeça-a-cabeça”. E ambos se enfrentarão no domingo à noite, em Bragança Paulista.

Um jogão de lotar estádio, afinal, o Braga tem Claudinho jogando muita bola (junto com Soteldo, são os melhores armadores do campeonato) e o Rubro Negro voltou a atuar como nos bons tempos de Jorge Jesus. Pena que não se pode ter público nos estádios ainda…

Mas o que ambos aparentemente têm em comum, fora as observações acima? O fato de uma “certa” dificuldade inicial com seus antigos técnicos.

Felipe Conceição não deu certo no começo do Campeonato Brasileiro. Falta de sintonia com o elenco? Talvez. Mas com Barbiéri, o Red Bull Bragantino funcionou.

Domènec foi fritado pelo elenco do Flamengo nas primeiras rodadas, isso foi nítido. Com Rogério Ceni, parecia que a repetição disso era óbvia. Porém, parece que o entrosamento do técnico com o elenco, mesmo que tardiamente, veio, e o time desandou a jogar bem.

Imagino que o resultado ruim para ambos seja o empate, pois dificulta o sonho de Libertadores para o time da casa e atrapalha muito o desejo do título para o visitante.

– Se o Palmeiras perder do Tigres, será vexame?

Nenhum europeu foi desclassificado em jogo da semifinal do Mundial de Clubes da FIFA, desde 2005. Porém, tivemos vexames de sulamericanos nesta fase, como River Plate e Atlético Nacional, além das emblemáticas desclassificações vexatórias do Internacional para o Mazembe e do Atlético Mineiro para o Raja Casablanca.

E se o Palmeiras perder para o Tigres, entraria na lista de “vexame”?

Eu entendo que não. Dos “sparrings” que os sulamericanos já enfrentaram, o time mexicano é de longe o mais gabaritado. Veja a qualidade dos seus atletas e treinador.

Se fosse colocar em percentual de favoritismo, creio em Palmeiras 55% x 45% Tigres. E você?

– 6k bem proveitosos…

Correr não é bom. É ótimo!

Este foi nosso treino neste sábado de manhã. Suei bem gostoso, e isso faz um bem para a saúde…

– WAKE ou não?

Quem quer praticar Wake?

Por curiosidade, parei na Lagoa do Biriçá (em Bragança Paulista) e perguntei: por R$ 130,00, você “anda de skate” sobre as águas por ½ hora!

Eu prefiro andar a mesmo…

– Afinal: o Palmeiras tem Mundial ou não?

Imagino como o torcedor do Palmeiras deve ficar irritado quando se bolina: “o Palmeiras não tem Mundial”.

Agora, às vésperas do início do Mundial de Clubes do Catar 2020, a FIFA, em seu site, na página promocional do evento, destacou que:

“Palmeiras also won the Copa Rio 1951, the first intercontinental club tournament. The eight-team event featured Austria Vienna, Juventus, Nacional and Sporting.”

Ou seja: a entidade, como já fez anteriormente, entende que o clube é o Primeiro Campeão Intercontinental do Mundo (lembrando que a Copa Rio ocorreu não só em 51, mas em 52 e 53). Mas a expressão “Primeiro Campeão Mundial de Futebol”, como os eventos que tem “carimbo da FIFA”, não aparece.

E para você: o Palmeiras pode ser considerado o Primeiro Campeão Mundial de Clubes (pelo Intercontinental Copa Rio, assim como os Intercontinentais Europa-América do Sul, vencidos pelo Santos de Pelé, que eram Mundiais da Época)?

Minha opinião no texto a seguir, abaixo, há 3 anos, quando houve o primeiro pronunciamento da entidade sobre esses torneios citados:

SÓ VALE O QUE A FIFA DIZ?

A FIFA se pronunciou nesta 6a feira a pedido da Conmebol e aceitou o reconhecimento dos Campeões dos Títulos Intercontinentais da Toyota Cup como Campeões Mundiais de Futebol (coisa que ela não havia feito até então).

Nesta oportunidade, não citou o Palmeiras e o Fluminense (que pleiteavam o mesmo reconhecimento via Taça Rio, um Torneio de Clubes Campeões Mundiais da época, em 1951 e 1952, não organizado pela FIFA na época).

Essa grande discussão, em janeiro, foi instigada sabiamente por Jamil Chade, e nela a FIFA reconheceu os clubes que disputaram torneios fora da sua organização como “campeões de dimensão mundial“.

Abaixo, na época, deste blog:

A FIFA QUIS CRIAR A POLÊMICA DOS TÍTULOS MUNDIAIS DE CLUBES POR INTERESSE PRÓPRIO.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal O Estado de São Paulo, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

bomba.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Você concorda com a lista dos maiores clubes de futebol da América do Sul, segundo a Conmebol?

Viram o ranking histórico da Conmebol, atualizado nesta semana?

Nele, River Plate e Boca Jrs são, respectivamente, o primeiro e o segundo maiores clubes da América do Sul, de acordo com a entidade. O Grêmio e o Palmeiras são os melhores brasileiros colocados (3o e 4o no Geral). Seguem: Flamengo (6o), Santos (9o), São Paulo (13o), Cruzeiro (16o), Internacional (18o), Atlético Mineiro (19o), Corinthians (23o), Athletico Paranaense (24o), Fluminense (39o), Chapecoense (48o), Botafogo (49o), Vasco da Gama (57o), Bahia (67o), Ponte Preta (87o), Sport (91o), entre outros tantos. O Paulista de Jundiaí é o 202o, à frente de Fortaleza (217o), Figueirense (229o), Cuiabá (241o), Bangu (242o), além de demais clubes como a Portuguesa (251o).

É lógico que rankings são polêmicos, embora todos tenham critérios. Mas o que lhe parece? Na história, River e Boca são os maiores mesmo?

A lista completa em: https://www.conmebol.com/sites/default/files/conmebol_-_rankings_2021_-_1_febrero_2021_0.pdf

Arte: Divulgação Conmebol.

– Risco de Artrite é maior para… Atletas!

Ser atleta profissional pode ser problemático para a saúde. Olha só a palavra de um especialista:

Esporte de rendimento não é uma atividade física saudável. Os atletas abrem mão de parte de sua saúde em busca de performance

Diego Leite de Barros, fisiologista do Esporte do Hospital do Coração

Pior: osteoartrite é uma das coisas mais freqüentes! Cuidado com as articulações e joelhos…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1023836-risco-de-artrite-em-atleta-profissional-e-duas-vezes-maior.shtml

RISCO DE ARTRITE EM ATLETA PROFISSIONAL É DUAS VEZES MAIOR

Por Thiago Fernandes

Não são só os atletas de fim de semana que correm risco com atividades físicas. Um estudo sueco mostrou que esportistas profissionais, praticantes de modalidades como futebol e rúgbi, têm mais risco de desenvolver osteoartrite nos joelhos e quadris do que homens que fazem pouco ou nenhum exercício.

O trabalho mostrou risco duas vezes maior em jogadores de futebol ou handebol, e três vezes maior em jogadores de hóquei. O estudo foi publicado no “American Journal of Sports Medicine”.

O estudo foi feito com mais de 700 atletas aposentados, com idades entre 50 anos e 93 anos e quase 1.400 homens da mesma idade que se exercitaram pouco ou nada.

A osteoartrite ocorre quando há um desgaste excessivo da cartilagem que amortece as articulações. Nesse caso, os ossos acabam raspando um no outro, causando dor.

LESÕES E CUIDADOS

Segundo o fisiologista do esporte do Hospital do Coração, Diego Leite de Barros, lesões ósseas e musculares fazem parte da rotina de quem escolheu essa profissão.

Esporte de rendimento não é uma atividade física saudável. Os atletas abrem mão de parte de sua saúde em busca de performance“, diz.

Barros aponta que o principal fator para a ocorrência de lesões, seja em profissionais, seja em amadores, são altas cargas de treinamento em curto período de tempo.

Com o esforço excessivo, não há tempo para o corpo usar seus mecanismos de recuperação. O principal deles é o próprio músculo, que protege ossos e articulações, desde que seja exercitado da maneira correta.

Apesar de o estudo sueco ter sido focado nos homens, esportes de impacto podem ser perigosos para ambos os sexos. Segundo um levantamento feito pelo Instituto do Joelho do HCor em outubro, em 2011 foi observada uma alta de 20% no número de mulheres atendidas com lesões nessa articulação na comparação com 2010.

A elevação é atribuída à tendência atual das mulheres de praticarem esportes de impacto como futebol e corrida de aventura, antes redutos masculinos.

Com relação ao coração e ao pulmão, Barros diz que o maior risco é para quem começa a fazer atividade física sem passar por um check-up.

“O esforço pode desencadear um problema cardíaco já presente. Não são raros os casos de infarto em quem começa um esporte sem acompanhamento. Mas, se existe o aval do cardiologista, não há com o que se preocupar.”

Em atletas, o efeito no coração é a longo prazo. Ao longo dos anos, a tendência é que o órgão aumente de tamanho, o que pode levar a insuficiência cardíaca em alguns casos. Isso ocorre com maratonistas, segundo outro estudo recente.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.