– Deveria dar cartão. Mas não merece…

Já assisti esse vídeo algumas vezes (é de 2014), mas a comemoração de gol do italiano Alessandro Florenzi (reconhecidamente um carismático jogador), que é para cartão amarelo, deveria ter um capítulo especial na Regra do Jogo, a fim de permissão.

Por quê?

Veja esse Roma 2×0 Cagliari, onde subiu à arquibancada para comemorar com a vovó. Demais!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=C-ERsWiD9CQ

– Enfim, boas ideias da CBF para o futebol brasileiro. Mas os clubes aceitarão pagar a arbitragem?

Ufa, é difícil elogiar a CBF, mas uma grande bola dentro da entidade foi a oferta de novidades para o futebol brasileiro. Dentre elas, destaco duas ideias:

1. A permissão de trocar apenas uma vez de treinador ao longo do Brasileirão (os cartolas terão que caprichar na escolha do profissional).

2. O VAR nos jogos do Campeonatos Brasileiros.

Falamos HÁ ANOS (não é força de expressão) de que todas as vezes que a CBF dizia que implantaria o Árbitro de Vídeo, não o fez. Desde que a iniciativa foi autorizada pela FIFA, prometeu-se por diversas vezes (até quando Eurico Miranda pressionou Marco Polo Del Nero, que anunciou a implantação na utópica “rodada seguinte”). A diferença agora é: os custos dos equipamentos serão bancados pela CBF, e as taxas de arbitragens pelos clubes.

Será que as agremiações bancarão, fora o quarteto de arbitragem, o VAR, o AVAR, os assessores do VAR e os VAR e AVAR reservas, quando escalados? Lembrando que na final da Copa do Brasil tivemos 18 pessoas compondo a equipe de arbitragem (mais do que em Copa do Mundo).

Para ser sincero, penso que se a CBF forçar, os clubes aceitarão. Se for apenas uma ação demagógica e no fundo não se desejar o VAR, os dirigentes das equipes “acompanharão o desejo silencioso e íntimo” e refutarão.

Eu torço para que as propostas sejam aprovadas! E você?

 

– A Perfeição oferecida pelo VAR!

O VAR veio para consertar muitos erros da arbitragem. Mas aqui o primeiro caso de um “conserto perfeito”: o jogador expulso por segundo amarelo volta a campo para ser expulso por vermelho direto, retirando-se o amarelo equivocado!

Excelente decisão e procedimento correto!

Abaixo, extraído de: GloboEsporte.com

JUIZ CONSULTA O VAR E CHAMA JOGADOR EXPULSO DE VOLTA SÓ PARA EXPULSÁ-LO CORRETAMENTE

Lance curioso aconteceu na Polônia com o zagueiro francês William Rémy, do Legia Varsóvia

O VAR surgiu para ajudar os juízes, evitar erros, corrigir marcações equivocadas. Enfim, para tornar o futebol menos sujeito a equívocos. E às vezes ele serve só para deixar mais claro que o juiz acertou. Veja o que aconteceu no clássico polonês Legia Varsóvia 0 x 2 Cracóvia neste domingo: expulso aos 32 minutos do segundo tempo após receber o segundo cartão amarelo por pisar em um adversário caído, o zagueiro francês William Rémy, do Legia Varsóvia, já se dirigia para o vestiário quando foi chamado de volta ao campo pelo árbitro Piotr Lasyk.

O que pensou o Rémy? O juiz reviu o lance no VAR e vai retirar o cartão amarelo.

Acertou o zagueiro, mas não do jeito que ele imaginava. Realmente, Piotr Lasyk mudou de opinião após consultar o vídeo. Não era lance para amarelo, e sim para vermelho. Para ser completamente justo, o árbitro fez Rémy voltar a campo apenas para trocar a cor do cartão.

O zagueiro pisou no gramado, viu o juiz sinalizar que tinha retirado o amarelo e já se preparava para voltar ao jogo quando o apitador o chamou de volta para expulsá-lo novamente. Desta vez, com um vermelho direto, seguindo estritamente a recomendação do VAR.

Abaixo, a quase volta de Rémy ao jogo, e em seguida o lance que gerou a ‘dupla expulsão’ com a revisão do VAR.

Em: https://globoesporte.globo.com/blogs/brasil-mundial-fc/post/2019/02/18/juiz-consulta-o-var-e-chama-jogador-expulso-de-volta-so-para-expulsa-lo-corretamente.ghtml

O momento da segunda expulsão do francês William Rémy — Foto: Reprodução de TV

– IMPORTANTE: fazemos favor de Graça à rica FPF?

Eu defendo a generosidade, o “fazer favor sem nada esperar”, a solidariedade. É uma conduta de vida, pois àqueles menos favorecidos precisam da ajuda dos que mais têm. Não é discussão ideológica de capitalismo x consumismo, mas simplesmente cidadania (e para quem tem fé cristã: fraternidade).

Digo isso pois NÃO ENTENDO os inúmeros favores que a Prefeitura Municipal de Jundiaí (e respeito demais o prefeito Luiz Fernando Machado, enquanto pessoa e chefe do Executivo da nossa cidade) tem feito à FPF, CBF e SAFESP. A troco de nada?

Muitas vezes eu leio questionamentos de torcedores do Paulista FC pedindo intervenção do Município para ajudar o clube. Esses apelos aconteceram desde a decadência financeira do clube, e foram feitos desde os tempos de Miguel Haddad, passando pelo Pedro Bigardi e continuam sendo feitos à atual gestão. Sempre fui muito claro e insisto: sou totalmente contra a entidade pública ajudar com recursos de impostos (que eu pago tão suado) às entidades privadas, e especificamente ao Galo que tanto amamos. Eu prefiro ver que as verbas sejam ao Hospital São Vicente, às Escolas Municipais e coisas mais necessárias para a população como um todo. Reforço: digo isso apartidariamente (não voto em legendas, mas em pessoas).

Toda essa longa introdução é que me revolto ao ver os árbitros da CBF fazendo por dias os Testes Físicos na Pista de Atletismo do Bolão. Ora, é uma praça municipal onde o complexo esportivo deve ser prioritariamente a nós, jundiaienses. A CBF é rica, endinheirada, privada, manchada por escândalos de corrupção, e nós cedemos o Bolão DE GRAÇA!!!

O mesmo se aplica à milionária FPF, que esfola os clubes com suas taxas, exige “de tudo” para disputar os campeonatos e liberar os estádios, e que usa nossas dependências públicas sem nada pagar. Ao máximo, a troco de bolas de futebol.

Agora, o Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo, o SAFESP, na pessoa do Arthur Alves Jr, o presidente polêmico (denunciado por assédio sexual segundo a Folha em São Paulo, em: https://wp.me/p55Mu0-Ig e também por fraude nas Eleições, em: https://wp.me/p55Mu0-M8) anuncia que a 47a reunião da diretoria da entidade ocorrerá no Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, o “ginásio do Bolão”. Tudo “na faixa”.

Quando o jogador Heltton Matheus, o gato da Copinha, foi descoberto como irregular, o atleta foi suspenso e o Paulista desclassificado da competição (às vésperas de jogar a final contra o Corinthians). O documento do jogador havia sido enviado pela FERJ, APROVADO pela FPF e o nosso “Galo pagou o pato pelo gato”. Essa rica FPF que usa de graça o Bolão levou em conta que o Paulista não era o responsável? NÃO! Sem bom-senso, eliminou o Tricolor!!!

Durante os campeonatos que o Paulista vem disputando, o Estádio Jayme Cintra se torna laboratório de árbitros jovens que fazem o que querem (errando a favor e contra por estarem sendo ainda trabalhados e em formação). Isso é respeito?

Dessa forma, eu (como contribuinte) ou você, leitor, que paga seus impostos, saiba: estamos ajudando a FPF (que não precisa dessa economia) a troco de nada (ou quase nada), como se dá o enunciado desta postagem.

Na pindura que o Paulista está, por quê a Prefeitura não exigir como contrapartida (e isso não é ilegal) que a FPF ajude financeiramente o clube de Jundiaí como sempre fez aos grandes da Capital – e que é algo corriqueiro?

Taí a dica: libere uma verba para pagamento a longo prazo, dona Federação (como faz a muitos clubes) para o Paulista jogar a série B sem tanta dificuldade, em troca do uso das instalações. Estará de acordo com a lei, não é imoral e seria adequado.

Resultado de imagem para {Pista do Bolão

– De 4 lances, 3 erros da arbitragem em Corinthians 2×1 São Paulo

Nas postagens anteriores, fui claro ao dizer que Lucas Canotte Belloti tinha potencial, mas estava “cru” para um jogo desse porte como é o Majestoso.

A análise pré-jogo pode ser encontrada aqui:A escala de um árbitro novato para Corinthians x São Paulo. Boa ou ruim opção?

Em resumo, 3 erros da arbitragem em 4 lances capitais:

1. No 1o gol do Corinthians a bola saiu durante o cruzamento (erro do bandeira).

2. No 1o gol do São Paulo, houve uma falta de Antony em Danilo Avelar. Errou o árbitro.

3. No lance anulado do São Paulo, a bola bateu na mão/braço de Arboleda despretensiosamente. Errou o árbitro.

4. No lance reclamado por Thiago Volpi, falha do goleiro não existindo toque infracional. Acertou o árbitro.

Enfim, continuamos com o futebol brasileiro com más arbitragens, má cartolagem, má organização. Uma pena!

 

– O Gol anulado em Ajax versus Real Madrid

Não assisti os jogos da Champions League desse meio de semana, mas recebi esse lance importante e histórico do Ajax contra o Real Madridque se tornou o primeiro gol anulado na competição através do uso de VAR.

O vídeo está abaixo, e ao assistí-lo… Nossa, que lance difícil!

Não estou convencido de que o jogador do Ajax fez essa carga realmente faltosa sobre o do Real. A primeira coisa a se perguntar (principalmente para a Escola de Arbitragem Europeia) é: foi um lance que beneficiou o suposto infrator e que realmente o adversário ficou inoperante? Lá, essa jogada não costuma ser falta. Aqui no Paulistinha (nas últimas gestões) é “perigo de gol”.

Pensemos pelo outro lado: e se fosse ao contrário, ou seja, o jogador do time espanhol pulando daquele jeito no do holandês, marcaria-se pênalti?

Uma coisa é certa: o VAR teve que ser rápido na tomada de decisão!

Complemento: alguns amigos crêem ter sido impedimento pela suposição do comentarista Mauro Beting. Não foi, o Mauro deixa tudo no condicional para ver o que estava acontecendo. Além disso, há a mão levantada do árbitro que está fazendo um gestual que está parado. Ele não estava marcando impedimento, ele estava indo ao monitor nesse momento.

 

– A polêmica em declarar o time do coração.

Normalmente, jornalista experiente costuma dizer que com o peso da idade vai torcendo para os amigos. E isso é verdade. Mas tem sim um time do coração também, cuja relação profissional é a barreira exata para à credibilidade do seu trabalho.

Repercutiu muito na última semana a imagem da emoção do jornalista Ivan Moré, que lembrou do seu pai e disse ser corintiano. Aí você se recorda de Milton Neves, Roberto Avalonne, Chico Lang, Juca Kfouri e Mauro Beting, que são jornalistas e torcedores assumidos dos seus clubes. Aliás, de todos esses, nos comentários, vejo o Mauro como o mais “totalmente imparcial”. Parabéns, não deve ser fácil aguentar a cornetagem da sua própria torcida quando escreve ou diz algo que o mais exacerbado se sinta desagradado.

Eu não declararia, apesar que, depois que você se torna árbitro de futebol e conhecer os bastidores dele, percebe que o esporte do ludismo infantil nada mais é do que um negócio profissional. Assim, por força do ofício, por perder o encanto e por entender que muitos torcedores não conseguiriam entender a separação, não digo publicamente meu time grande de infância. Mas, o time de hoje, adulto (que também era o de infância juntamente com o “grandão” que já não consigo mais torcer), publicamente todos sabem, é o Paulista Futebol Clube, Galo da Japi, Tricolor Jundiaiense. E aí por vários motivos: ser o primeiro campo de futebol que fui, influência do pai, estar na minha cidade, passar a minha infância torcendo (já disse aqui: meu jogo inesquecível “in loco” é Paulista x Palmeiras de São João da Boa Vista, gol do Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos, no ano da campanha que culminou com a vitória sobre o Vocem de Assis por 7×1 no Parque Antártica na volta à Divisão de elite do futebol Paulista – mais importante e emocionante para mim, na época criança, do que a Copa do Brasil 2005).

Enfim:

1- Pessoa pública, em especial jornalista esportivo, dizer para quem torce, é um risco de se pagar o preço alto das patrulhas da Web.

2- Árbitro de Futebol, mais ainda! Acredite, acontece o fenômeno de se “desgostar do time” por conta de se tornar juiz, mas o principal é: você torce para “você mesmo, pela sua carreira”. Claro, falamos no início de quem já “pendurou o apito”, mas para quem está na ativa é inaceitável por lógica (Importante: vejo alguns poucos ex-Árbitros famosos torcendo para seus clubes grandes de infância – aí é com eles). Para os comentaristas de arbitragem, declarar o time grande cai na mesma seara da desconfiança por parte dos mais fanáticos, embora possam fazer com total isonomia.

3- Jogador de Futebol, outro problema: você consegue ver o são-paulino Rogério Ceni como treinador do Palmeiras? Eu não consigo, penso que a rejeição será grande. Aliás, repararam o número de atletas que o Corinthians está contratando que são redescobertos com fotos vestindo a camisa do Timão quando criança? Se forem para outro clube… Inesquecível a contratação do jogador Getterson pelo SPFC, que horas depois, descobriu-se no Twitter que era corintiano e fazia troça do São Paulo quando mais jovem e foi descontratado na sequência. O que aconteceu com a carreira dele? Alguém lembra hoje do Getterson? Se tivesse tomado cuidado, poderia ter agarrado a chance em jogar num time de expressão.

Dito tudo isso, responda:

1- Você torce para time grande e time pequeno? Essa vale para o torcedor que vai ao Estádio da sua cidade no Interior (Guarani e Ponte Preta, sabidamente, são exceções).

2- O que você acha de pessoas da imprensa declararem o seu time do coração? Essa se refere à figura conhecida nacionalmente, como Galvão Bueno, por exemplo.

Deixe seu comentário:

(Em tempo: para ficar claro, meu time de infância era o XXXX Atlético Clube e o Paulista FC; quando me tornei árbitro e vi os bastidores, percebi que o desgosto em ter simpatia pelo XXXXXX era grande mas não consegui deixar de gostar do Paulistaembora sendo vetado pela FPF em trabalhar no Jayme Cintra por força das regras da carreira, fui escalado algumas vezes em jogos do Galo como 4o árbitro, agindo com isenção e profissionalismo assim como faço hoje, em minhas análises como comentarista na Rádio Difusora, nas colunas postadas na Web e em outras mídias).

Resultado de imagem para os 4 times grandes de sp

– 90 minutos da Europa, 180 m da Sulamericana e intermináveis no Paulistão!

Quer dizer que o treinador português José Mourinho será o comentarista da partida entre River-URU x Santos-BRA pela Copa Sulamericana, através da plataforma DAZN?

Uau… que investimento pesado. Agora, impossível não pensar: 90 minutos de futebol bem jogado, corrido, de toque de bola e sem cera (lá na Europa) são completamente diferentes do que os da América do Sul, com cachorro em campo, chinelo voando, jogo paralisado, catimba… dão quase 180 minutos

Vamos ver como o “Special One” reage a partida intermináveis como as daqui… Aliás, Novorizontino 1×0 Corinthians deu quase 300 minutos se bobeasse!

Pobres árbitros, que ainda tem que dar acréscimos nesses atuais jogos ruins.

Resultado de imagem para Mourinho DAZN

– Estudar a Regra, o Jogo, a Tática, a Evolução Física… tudo balela?

Existem muitos preconceitos sem sentidos no futebol. Um deles é: “estudar demais faz mal ao esportista e tira seu dom natural de mostrar a capacidade de improvisação e surpresa. Ao atleta, elimina o drible. Ao treinador, só quer saber da tática. Ao árbitro, só apita com o livro na mão”.

Você é um dos que crê nisso?

Eu, claro que não. Sou defensor da Ciência no Futebol para aperfeiçoar ainda mais a prática esportiva. Teorizar, investigar, testar e executar (logicamente sem fazer nada bionicamente, pois existe humanidade no esporte).

Mas apesar dessas considerações humildes e breves que fiz na introdução, convido aos amigos a assistirem o vídeo do Professor “Rincón Baiano”, que divide opiniões de muitos apaixonados pelo esporte bretão na Internet. Abaixo (depois dele, está a minha opinião pessoal desta gravação):

Dói quando quem pesquisa e defende a ciência é obrigado a ouvir um discurso demagógico como esse. Estudar a tática, aplicar novos conceitos e fazer o jogo evoluir NÃO É retrocesso.

Quem disse que o drible é proibido? Aliás, acho que o Messi, melhor do mundo várias vezes, daria risada se assistisse essa pérola do “professô”. Ou o Guardiola, que, pela lógica do Rincón Baiano, como se intitula, deve ser um treinador cabeça-de-bagre, mais um dos “Professores Pardais” da vida.

Enfim, o rapaz do vídeo confundiu os conceitos: defender o futebol-arte é uma coisa; respeitar a tática para dela tirar vantagem da técnica é outra; e jogador jovem não sendo mais revelado na várzea é outra coisa ainda a ser discutida (aí é assunto para outra postagem: do rapadão ao society; do campinho de rua à quadra do condomínio; das peneiras com olheiros aos empresários influentes).

Finalizando: quando vemos o simpático (e bocudo, por que não?) Professor Rincón Baiano falando com sua ingênua propriedade de conhecimento sobre como resolver os problemas do futebol brasileiro, percebe-se a autossuficiência do boleiro em não reconhecer que estamos cada vez mais nos distanciando dos centros avançados do futebol. Estagnamos, enquanto outros evoluíram. Não tem nada a ver em “brotar talentos” ou falar de “drible e ginga”. Tem a ver com modernizar o futebol como um todo, dentro e fora de campo.

Que se fez confusão de “alhos com bugalhos”, não há dúvida. Mas chega a ser engraçado, sejamos sinceros, se não fosse triste realidade se estudarmos a sério.

Atualizando: Resposta da respeitadíssima Universidade do Futebol:

– O erro capital de Juazeirense-BA 2×2 Vasco da Gama-RJ

Na partida entre Juazeirense 2×2 Vasco, estando 2×1, aos 45minutos do 2o tempo Marrony (VAS) se joga descaradamente na área e já cai olhando para o árbitro Rafael Tracci. De longe (ele bobeou no seu posicionamento para aguardar uma retomada de bola) marcou tiro penal à equipe carioca e errou.

No noviciado da carreira de comentarista, o ex-árbitro Sandro Meira Ricci, pela Rede Globo, também errou ao dizer que foi “pênalti claríssimo e bem marcado (…) com cartão amarelo bem aplicado”.

Enfim, nem claro (não se vê toque infracional do marcador) nem bem marcado (insisto: errou) e nem deveria dar cartão (logicamente por não ter sido).

Em tempo: com as novas regras da Copa do Brasil, com esse gol assinalado na cobrança do pênalti, Vascão se classificou por estar melhor colocado no ranking nacional de clubes da CBF.

O importante era passar de fase” disse o treinador vascaíno Alberto Valentim, que reputo como bom técnico (mas que reclama sempre da arbitragem), restringindo-se à atuação fraca do Time da Colina e se omitindo em falar do erro a favor. Se fosse contra…

Um erro crasso, no final do jogo, é praticamente irrecuperável para quem o sofre.

Resultado de imagem para juazeirense x vasco copa do brasil

– Wilmar Roldán no Talleres x São Paulo. Mas ele ainda é Top?

Eu me lembro que em 2012, quando o árbitro colombiano Wilmar Roldán aparecia bem no cenário internacional e era chamado de “novo Oscar Ruiz” (e se dizia admirador de Javier Castrilli), ele se envolveu numa confusão danada com Richarlysson (que tentou lhe agredir após receber injustamente um cartão vermelho) no jogo da Copa Sulamericana entre Libertad x São Paulo. Na oportunidade, foi acusado pelo lateral esquerdo Juan de racismo (e nunca nada foi comprovado).

No ano seguinte, quando jogaram São Paulo x Arsenal de Sarandí pela Libertadores, outra lambança de Roldán: brigou com o Tricolor para a troca de uniforme antes do começo do jogo (sendo mandante) e marcou um absurdo pênalti aos hermanos, fruto de uma bola que bateu despretensiosamente na mão de Cortês. No mesmo jogo, expulsou Luís Fabiano por reclamação.

Em 2015, no Morumbi, jogaram São Paulo x San Lorenzo com outra má atuação de Roldán, anulando um gol legítimo de Centurión, comprovando que, quando um árbitro não “dá química com um time”, não vale a pena insistir. Isso vale para grandes clubes ou para times pequenos, pois a maior parte deles tem um “juiz asa negra”. E os árbitros também: tem time que você DETESTA apitar pois sempre dá alguma “zica”.

Sua última participação em jogos do São Paulo foi em 2016, quando o Tricolor foi eliminado da Libertadores pelo Atlético Mineiro, sem influência da arbitragem.

No ano de 2017, na semifinal entre Lanus x River Plate, Roldán foi tão mal que desagradou as duas equipes. Mas prestigiado, apitou ainda a final da Copa Sulamericana naquele ano, entre Flamengo x Independiente, fazendo algo inédito: após marcar um pênalti inexistente de Cuellar, expulsou o flamenguista no pódio quando recebia a medalha de vice-campeão, por reclamar da atuação dele! Caso único no esporte mundial.

Para comprovar a má fase de Wilmar Roldán, é só lembrar que ele foi sacado da Copa do Mundo 2018 após errar demais na partida entre Inglaterra x Tunísia desprezando totalmente o VAR. Um mês depois, escalado na Libertadores para Colo-Colo x Corinthians, prejudicou o Timão numa outra péssima atuação.

Enfim: abra o olho, São Paulo. Roldán já apitou final de Libertadores da América, Copa do Mundo, mas… apesar de ser rodado e experiente, como “bom macaco velho”, sabe dar “um migué” quando precisa e tem padrinho muito forte (Quem? Não sei. Mas vide as escalas…). Tecnicamente, Wilmar Roldán corre bastante em campo graças ao seu bom porte físico, tem posicionamento regular no gramado (às vezes, percebo que não se coloca bem para visualizar as jogadas), tem bom discernimento técnico de faltas ou disputas mais viris e é bastante rigoroso disciplinarmente. Quando quer, apita muito bem – embora, sejamos justos, a irregularidade e alternância de boas e ruins atuações tem sido frequentes (especialmente entre jogos de clubes brasileiros).

Imagem relacionada

– De besta a bestial (e vice-versa) no final de semana: muitos protagonistas!

O saudoso Otto Glória quem criou a expressão que fala sobre a bipolaridade das críticas ao treinador de futebol, dizendo que se passa de gênio a imbecil numa única rodada, caso seu time conhece a derrota. O dito é:

“Se ganha, é BESTIAL. Se perde, é uma besta”.

Pois bem: tivemos vários casos assim (e o inverso também) neste sábado e domingo passados. Vamos lá:

1. Jorge Sampaoli: Depois de magníficas apresentações, o time que ataca bastante, mantém a posse de bola sobre controle e joga com intensidade incrível, tomou 5 do Ituano! Claro, acontece com que tem esse estilo, é um risco a correr (como Marcelo Bielsa, sua inspiração, e Juan Carlos Osório, seu inspirado, também correm por conta de tal plano tático). Mas não é que tem gente cornetado, dizendo que: “viu, não disse que não era tudo isso?”. Ô louco, depois de uma série maravilhosa de jogos, de bestial a besta em Itu.

2. André Jardine: Besta na Flórida Cup; bestial nas duas rodadas iniciais do Paulistão; besta de novo nas rodas 3 e 4 do Regional e, depois da vitória contra o São Bento, se ganhar do Talleres em Cordoba, voltará a ser gênio. Vamos dar tempo ao jovem treinador, amigos?

3. Danilo Avellar: entra na relação dos “Bestas” há várias semanas, mas depois de marcar o gol da vitória do Corinthians contra o Palmeiras na casa do rival, virou bestial, incrível, craque… Já ouvi gente louvando: “é que ele não teve tempo para mostrar sua categoria!”.

4. Os investimentos do Palmeiras: todo o fantástico gasto no reforço e manutenção do elenco, aplaudidos pela maior parte dos analistas, torna-se uma chacota  como a de que: “dinheiro não ganha jogo”. Muito por conta, claro, dos memes dos rivais… Não ganha mesmo, mas não foi por culpa do dinheiro o resultado, e sim por futebol jogado.

5. Críticos do Vinícius Jr: de “Neguebinha” a ídolo global após ter tido chances reais no Real. Calma lá, pessimistas e/ou ufanistas…

6. Diego Ribas: quando reclamavam dele, diziam que nunca mais jogou como o Diego do Santos. Mas ao marcar o golaço de domingo… Segura a Nação Flamenguista! A Seleção Brasileira passou a ser Diego “mais 10”!

7. Vinícius Dias Gonçalves Araújo: tenho “enchido a bola” do árbitro pelas bestiais atuações (e não é de hoje). Mas o “pênalti de ombro” no Pacaembu no São Paulo x São Bento… ô marcação besta. Deu branco no juizão?

8. Se preferir sair da seara do futebol e entrar na política, temos um outro exemplo: o Senador Renan Calheiros, que depois de bestiais (e maquiavélicos) planos para se sustentar no poder e conseguir a enésima legislatura como Presidente do Senado, tomou do próprio veneno e deu uma de besta ao ofender a jornalista Dora Kramer. Viram que baixaria do “nobre” político?

E aí, alguém mais vai entrar na lista de besta-bestial ou bestial-besta dessa semana?

Resultado de imagem para besta bestial

– O Cartão Vermelho de Deyverson e Felipão relatado na súmula.

Alguns amigos me perguntaram se mudaria de Vermelho para Amarelo o cartão mostrado caso alguém tivesse provocado Deyverson antes da cuspida contra Richard e que lhe valeu a Expulsão em Palmeiras 0x1 Corinthians.

Não, não muda nada. Nem mesmo se a cuspida não tivesse atingido ninguém.

A única coisa que muda é o relato do árbitro em súmula de como se ocorreu o ato agressivo, que determinará para os julgadores do Tribunal uma pena maior ou não além da suspensão automática.

Entenda: DAR uma cusparada ou TENTAR cuspir, ATINGIR ou NÃO ATINGIR o adversário, é irrelevante para o árbitro! Sempre terá que expulsar o jogador que terá que cumprir necessariamente um jogo de suspensão.

Se a cusparada foi motivo de uma reação, um ato deliberado sem uma provocação ou em quais circunstâncias em que ele ocorreu – aí sim são elementos imprescindíveis para a pena a ser determinada pelos julgadores. Normalmente, o STJD aplica 3 jogos de suspensão. Mas aí varia muito de como se porta a defesa (e, cá entre nós, qual time está envolvido). Como Deyverson tem sido bastante indisciplinado nos últimos tempos, penso que isso contará bastante.

Algo que repercutiu pouco, mas que será importante: o árbitro Luiz Flávio de Oliveira (que expulsou corretamente o atacante palmeirense), relatou que após o jogo o treinador Luís Felipe Scolari ironicamente lhe disse:

“Parabéns (…), você é maravilhoso para apitar nossos jogos”.

Provavelmente, Felipão também será julgado e punido.

E aí, gostou do Derby? Deixe a sua opinião:

Resultado de imagem para Deyverson

– O custo-benefício é melhor a quem?

Vejo que diversas federações de futebol fizeram pré-temporadas com árbitros de futebol. Cada uma a seu modo, com sua cultura e suas dificuldades.

Levando em conta o que se tem visto, de quem é o melhor custo-benefício?

1) DOS ÁRBITROS, que abrem mão de dias de trabalho das suas empresas ou férias de suas famílias, ficam em regime de internato com outros colegas, sem remuneração e que fazem isso para campeonatos de menos de 3 meses; ou

2) DAS FEDERAÇÕES, que apesar dos gastos com hospedagem e alimentação tem os árbitros à sua disposição, que mesmo sem ser profissionais devem agir como tal (sem as entidades arcarem com os custos e deveres de empregador); ou

3) DOS CLUBES, que sentem em campo o sucesso ou fracasso do trabalho desses dias de treinamento nas partidas apitadas?

Aliás, por quê nunca vejo sindicatos criticarem as metodologias de pré-temporadas, já que seus sindicalizados são obrigados a estarem a disposição das federações, de graça, abdicando de trabalho/férias e família. Não são empregados, mas agem como tal, sem contestação?

Vale a reflexão…

bomba.jpg

– Luiz Flávio de Oliveira em Palmeiras x Corinthians. Mas veja só que interessante…

Para o  Derby que “quase não acabou” da final do Paulistão 2018, agora em 2019, apitará Luiz Flávio de Oliveira, o irmão de Paulo César de Oliveira.

Seria uma simples bobagem lembrar que LF não tem nem o mesmo estilo e nem a mesma má vontade de alguns torcedores de PC. Mas leia essa publicação de 2011, a respeito de 2010 no jogo do “Fala Muito” entre Tite e Felipão:

Quando comemorei 1 ano que “pendurei o apito”, fui convidado para participar do Programa “No Pique da Pan”, apresentado por Wanderley Nogueira na Rádio Jovem Pan. Naquela semana, jogariam no Pacaembu Corinthians x Palmeiras pela semifinal do Paulistão-2011. De um lado, Tite. Do outro, Felipão.

Na 4a feira que antecedia o jogo, Luiz Antonio Próspori publicou no extinto e saudoso Jornal da Tarde que Paulo César de Oliveira seria sorteado para apitar aquele Derby, a pedido de ambas equipes. E de fato foi! A presidência da FPF, na pessoa de Marco Polo Del Nero, negou qualquer pedido. A Comissão de Árbitros da FPF, através do Coronel Marinho, alegou coincidência. Nunca se provou nada.

Por ser um assunto efervescente, fui questionado pelo Wanderley naquela entrevista sobre tal escala, e disse mais ou menos assim: “Como o Palmeiras não gosta do PC, o Corinthians o pediu para apitar o jogo só para enervar o adversário. E o Palmeiras deve ter pedido o PC por crer que, com tantos jogos reclamados contra ele, ‘pagaria a dívida’ e na dúvida erraria a favor dele”. Lembro que nos bastidores eu disse que conhecendo o Paulo César, entraria em campo “mordido”, atento, vibrante. E que na primeira reclamação de qualquer treinador, ele expulsaria não importanto quem fosse. Não me esqueci que alguém (talvez o próprio Wanderley Nogueira) disse: “se acontecer isso mesmo, na segunda-feira o programa [Esporte em Discussão] vai ser uma fumaça”!

E o que aconteceu? Aos 26 minutos do 1o tempo Felipão foi expulso por reclamação e Tite o ironizou com o “Fala Muito, gesticulando com as mãos. Relembre em: https://wp.me/p4RTuC-2DQ.

Observação 1: Teremos fumaça na segunda-feira de novo, já que, apesar de não ser mais Tite e sim Carille, o ambiente está ruim entre as duas equipes e Felipão não vai querer perder o jogo por nada?

Observação 2: Dionísio Roberto Domingos, acusado pelo presidente Maurício Galliote de passar uma suposta informação externa, não estará em campo; nem José Henrique de Carvalho, o outro membro da Comissão de Arbitragem que foi DEMITIDO às vésperas das festas de final de ano, sem justificativa. Estarão Carlos Donizete Pianosqui como “treinador / assessor dos árbitros” e Ednilson Corona, da CEAF, avaliando a arbitragem. E para quem perguntou, Dionísio estará em Barueri, no Oeste x Novorizontino.

Em tempo: lembra que o “Fala Muito” virou camiseta?

tite-fala-muito-700

– Ainda sobre o “entrou ou não entrou”- Ilusão de Ótica ou Erro Crasso, parte 2

Tenho recebido muitas imagens e comentários sobre o lance de Olímpia 1×3 Rio Preto. Alguns achando um absurdo a confirmação do gol; outros, salvando a pele do juizão e especialmente do bandeira com vários argumentos.

Se você não viu o vídeo, assista-o com som em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/01/29/ilusao-de-otica-ou-erro-grosseiro/

Entretanto, vejo certa radicalidade de muita gente “sem espírito democrático”. Assim como é muito difícil dizer que a bola entrou com a câmera do meio de campo no vídeo do link, é proporcionalmente difícil ser taxativo numa opinião com essa imagem congelada (abaixo), com os pés do goleiro dentro do gol. 

Teria o goleiro “defendido um gol que já entrou?” Mas há a plena convicção de que a bola passou pelo ar TOTALMENTE a meta?

Dessa forma, insisto na repetição da dúvida feita desde a 1a postagem: Uma grande Ilusão de Ótica? Ou um Erro Absurdo?

Somente com a tecnologia do chip na bola isso seria resolvido. Mas recordo-me de um lance entre Corinthians x Linense no Pacaembu onde o árbitro Marcelo Rogério foi execrado num lance envolvendo o grandalhão Fabão e, dias depois, uma imagem perdida mostrou que ele foi o único que viu a realidade.

Chega de extremismos, pessoal.

Olímpia x Rio Preto

 

– A patada de Kanu em Dracena no Oeste 0x1 Palmeiras

O árbitro Salim Fende Chaves é um cara honesto, sujeito bacana e está tendo as oportunidade que todo árbitro quer e muitíssimos poucos têm. Basta aproveitá-las. Mas ignorar esse lance (foto na postagem abaixo) de Kanu em Edu Dracena é total falta de competência.

Só vi essa jogada que tanto repercutiu, não assisti esse jogo, portanto não posso comentar a arbitragem como um todo. Mas a quem possa querer saber sobre a qualidade de alguns trabalhos, a análise in loco de 3 partidas (na qual eu esperava boas atuações e…). Em:

Paulista x Primavera (4a divisão):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/26/analise-da-arbitragem-para-paulista-3×0-primavera/

de:

Paulista x Chapecoense (Copa São Paulo Jr):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-chapecoense/

e de:

Paulista x Mirassol (Série A2):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/02/28/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-mirassol/

Imagem relacionada

– Ilusão de Ótica ou Erro Grosseiro?

Juro, quero ter boa vontade em elogiar bons árbitros e grandes atuações. Mas desde que a meritocracia se tornou um detalhe, a coisa está feia. Entretanto, devemos tomar cuidado para não sermos traídos por imagens que nos levem a ver o que não foi!

Veja esse lance no vídeo abaixo com o áudio ligado: ocorreu no Interior Paulista (Olímpia 1×3 Rio Preto) neste último final de semana. Gol Difícil ou Erro Grosseiro? Bandeira bobeou ou foi preciso na marcação? Ilusão de ótica ou nenhuma das alternativas? Compartilho:

Escala de Árbitros –

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira; Bandeira 1: Marlon Spinola Bandeira; 2: Diogo Cruz Freire; Quarto Árbitro: Rogério dos Santos Laranjeira; Analista de Arbitragem: Wilson Cavallari.

 

– “Juiz Pelé” e “Pelé e o Juiz”

Muito interessante: em uma das últimas edições da “falecida” Revista Placar (Ed 1410, pg 82-96), há uma matéria bacana sobre 75 curiosidades sobre Pelé. E duas delas me chamaram a atenção:

1) Pelé e o gol que não entrou: Numa partida contra o Guarani na Vila Belmiro, Pelé deu uma sequência de chapéus e chutou para o gol. A bola bateu na trave e supostamente em cima da linha. O árbitro João Etzel deu o gol e o time campineiro o cercava reclamando. A justificativa do árbitro, dita em alto e bom som, segundo o Rei do Futebol, é que Etzel disse: Mesmo se não tiver sido gol, eu vou dar porque a jogada foi muito bonita. E é do Pelé, acabou a reclamação”. E o jogo seguiu.

2) Em 09 de novembro de 1961, houve um jogo inusitado na Vila Belmiro: Árbitros da Liga Santista de Futebol versus Combinado de Árbitros Paulistas. A arbitragem foi de Edson Arantes do Nascimento (isso mesmo!), sendo o bandeira 1 Célio (atacante do Jabaquara) e bandeira 2 Clóvis (zagueiro da Portuguesa Santista).

Se você pudesse escolher um trio de arbitragem formado por jogadores de futebol, como ele seria formado? E por quê?

bomba.jpg

– Vontade demais ou desleixo notório?

Avalie quem errou mais no Mineirão, no clássico entre Cruzeiro x Atlético

  1. O árbitro Wanderson Alves que, percebendo que se machucou, insistiu até o fim em continuar apitando o quente jogo (saiu pois mancava muito);
  2. O quarto-árbitro Ronei Cândido que, ao ter que substituir o juiz, não estava preparado a contento (demorou para estar equipado).

Aqui vai a observação de quem viu deveras vezes tais situações: os árbitros não querem dar o “braço a torcer” que se lesionam, mas querem ir até o final do jogo para não permitir que as Comissões de Árbitros deixem-os de colocar nas escalas. Dessa forma, corre-se o risco de comprometer a partida por deficiência física (que reflete nas outras qualificações necessárias para o seu trabalho).

Por outro lado, além do serviço administrativo, o quarto-árbitro é substituto imediato do árbitro central e deve estar com seu equipamento de arbitragem pronto para entrar em campo. Estariam todos os árbitros-reservas prontos para assumir a direção da partida?

Futebol é coisa para profissional – de todos os lados, incluindo a arbitragem (que na prática não é por força da cartolagem).

Boa sorte na recuperação de Wanderson Alves e que não tenha prejudicado a lesão ao forçar sua permanência em campo por minutos a mais.

Resultado de imagem para cruzeiro atletico

– O que esperar do Árbitro Douglas Marques das Flores na Final da Copa SP 2019?

Tenho muito cuidado ao escrever sobre Douglas Marques das Flores na minha análise pré-jogo para São Paulo x Vasco na Finalíssima da Copa São Paulo 2019 por um motivo muito simples: o árbitro escalado, que vem lá de Rancharia e é boa gente, já teve INÚMERAS boas oportunidades na carreira. Tem seus altos e baixos (mais baixos do que altos) mas sempre tem uma ótima chance seguinte.

Sem saber por qual motivo, logo de cara foi escalado para apitar a Série A1, sem ter trabalhado significativamente nas divisões menores. Não sei se algum “observador de árbitros” cismou que ele era um talentoso juiz, um fenômeno precoce ou algo assim. Quando escalado em partidas que pude assistir in loco, me decepcionou nas primeiras e só me agradou na última.

Seu grande defeito era a falta de autoridade, corrigida pouco-a-pouco. Fisicamente ele é bom, mas não gosto de ver árbitro (como ele) estar escalado hoje, 6a feira, e domingo no Paulistão da A1 novamente. Pra quê? Falta árbitro na FPF e só tem ele?

Desejo boa sorte e que faça uma boa atuação, tirando a imagem negativa de que seria privilegiado (não compactuo com isso, penso apenas que teve uma ruim gestão inicial de carreira).

Quatro últimos jogos de Douglas que analisei em:

Paulista x Santo André: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/12/analise-da-arbitragem-de-paulista-0-x-2-santo-andre/

Santos x Linense: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/28/a-ma-gestao-de-carreira-na-escala-de-santos-x-linense/

Paulista x Bragantino: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/08/14/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x3-bragantino-como-foi-o-arbitro/

Paulista x Sao José: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/12/analise-da-arbitragem-de-paulista-3×0-sao-jose/

Resultado de imagem para São Paulo x Vasco

– Fatores que se repetem todo ano no começo da temporada de futebol…

Ainda estamos em Janeiro, a primeira rodada dos estaduais aconteceu e sintomas de um futebol intolerante se repetem. Veja se todo ano esse tipo de notícia não é corriqueiro:

1. BRIGA ENTRE TORCIDAS: O Palmeiras foi jogar contra o Red Bull e ocorreu briga entre torcedores palmeirenses e… ponte-pretanos! Pode? Aliás, é o fim do respeito às instituições de segurança pública assistir São Paulo x Guarani num torneio de juniores (em Araraquara) com torcida única! A PM não dá conta de uma partida desse porte?

2. DEMISSÕES DE TREINADORES: O Comercial de Ribeirão Preto tirou do São José o treinador Ricardo Costa, de excelente campanha no ano passado. Fez pré-temporada, jogou diversos amistosos e, na 1a rodada, após perder seu jogo de estreia, demitiu o técnico! Ué, não devia demitir quem o contratou? Jogou fora toda a preparação? Time que demite profissional depois de deixá-lo trabalhar por tal período e só depois vê que não deu certo (se é que ele teve tempo para “dar certo”), é porque tem diretoria com competência questionável.

3. ÁRBITROS NA GELADEIRA: Já falamos aqui do erro da arbitragem no jogo entre Flamengo 2×1 Bangu. A FERJ afastou a árbitro assistente adicional Rejane Caetano da Silva (FIFA-RJ), por não ter visto a bola sair (e ter sido atropelada pelos jogadores que disputavam-a em velocidade, dando um carrinho). Mas o que fará a moça melhorar colocando-a na geladeira? Aliás, cartola do apito fica afastado? Não vejo dirigente de arbitragem, que insiste em apadrinhados e outros árbitros de seu círculo pessoal íntimo, serem punidos Brasil afora por má escala. Sobra só para o juizão (no caso, a juíza) e para quem não tem proteção / blindagem.

4. CONTRATAÇÕES POR PAIXÕES: O Corinthians quer a volta de Romarinho. Me lembro que Christian, quando voltou para o Timão, era lembrado por ter mostrado o dedo-do-meio à torcida adversária e não jogou nada (mas ganhou bem). Emerson Sheik, já em final de carreira, também veio por “agradecimento” aos bons serviços prestados no passado, mas não rendeu. Agora, é a vez de Romarinho (marcado pelos gols importantes de outrora) voltar. Será como da mesma forma que os demais?

Enfim: entra ano e sai ano, o futebol reprisa a mesma novela… Não está faltando profissionalismo por parte de todos os envolvidos?

Resultado de imagem para Calendário

– Ninguém orientou a moça em Flamengo 2×1 Bangu?

No Maracanã lotado, um lance traiçoeiro: dois atletas disputam a bola que está saindo pela linha de fundo, a árbitro assistente adicional não tem o reflexo suficiente para evitar uma trombada iminente e acaba caindo. A bola sai de campo, o árbitro ameaça dar a sua saída mas sem ter certeza manda o jogo seguir. Na continuação da jogada, o zagueiro do Bangu tira a bola com a mão em cima da linha; o pênalti é marcado, o atleta expulso e o Flamengo faz o gol.

Que coisa, hein?

Em São Paulo, começou mal a arbitragem com a Copa São Paulo repleta de erros. No jogo mais importante da 1a rodada no Rio de Janeiro, uma lambança significativa.

O que fazer? Canso em dizer: não se sabe fazer a renovação dos juízes de futebol pois não se renovam os CARTOLAS DO APITO! Há a real necessidade de se mudar o comando das comissões de árbitros Brasil afora.

Imagine quando começar o Brasileirão…

 

Resultado de imagem para Flamengo x Bangu

– Qual erro é mais grave e/ou traz mais consequências? Sobre Palmeiras 1×2 Figueirense:

Aos 24 minutos do 2o tempo, o jogador do Palmeiras Marcus Meloni agrediu com uma cabeçada o adversário João Diogo, do Figueirense. O árbitro Jefferson Dutra Giroto não viu e não o expulsou.

Aos 47 minutos do 2o tempo, Léo Passos fez um gol legal (que determinaria o empate da partida), mas estando mal posicionado, o bandeira 2 Thiago Alborgueti assinalou impedimento.

Aqui temos um exercício de futurologia e achismo, mas vale a reflexão:

  • Se o árbitro tivesse aplicado o Cartão Vermelho para o palmeirense, o time de Santa Catarina jogaria com um atleta a mais por mais de 20 minutos (considerando os acréscimos). Mesmo assim, o placar estaria 2×0 a favor do Figueirense, aos 47 minutos (quando saiu o gol mal anulado) ou estaria 3×0, 4×0… (já que o Palmeiras teria um atleta a menos nesse torneio tão cansativo e com o gramado tão pesado)?

Claro que um prejuízo no final do jogo é mais difícil de se recuperar do que no começo da peleja (pois o tempo da partida é diminuto). Porém, a gravidade do erro de um é maior ou menor do que outro?

Enfim: as duas equipes foram prejudicadas por conta de uma ruim arbitragem. Mas pondere: a Copa São Paulo é para revelar árbitros e dar experiência a eles. Se alguns muito “crus” estão sendo escalados antes da hora, é outra história. O que não pode é diferença de grau de qualificação da arbitragem em mesmas situações.

Resultado de imagem para cabeçada do jogador do palmeiras

– 10 Dicas para os Jogadores às Vésperas da Retomada da Temporada

Todo ano vemos polêmicas envolvendo árbitros e jogadores. Próximo do início do Paulistão 2019, podemos fazer observações interessantes desta relação e algumas dicas – dentro da legalidade das regras do jogo – de como o jogador se dar bem sem praticar infrações.

  • Primeiro- Há um preconceito de que o árbitro é inimigo do jogador. Alguns atletas já entram em campo condicionados de que terão que vencer o adversário e o juiz! Nada disso… o árbitro é um ser humano que tem os mesmos sentimentos do atleta: quer acertar tudo, tem ansiedade, gana e medo.
  • SegundoJogador tem que tomar cuidado com reclamações indevidas. Árbitros mais experientes costumam ser mais respeitados, até mesmo pela fama, e aplicam menos cartões. Árbitros mais jovens (e no Paulistão muitos surgirão, até pela urgente necessidade de se renovar o quadro) não tem a mesma habilidade em advertir verbalmente, e acabam aplicando um maior número de cartões amarelos.
  • Terceiro Os lances de agarra-agarras, cada vez mais, são observados pelas inúmeras câmeras. Na dúvida, se o árbitro ver um abração, marcará o pênalti / falta.
  • QuartoUma tendência mundial é deixar o jogo fluir mais. As chamadas “faltinhas bobas” (quedas em lances de divididas / trancos), onde fica claro que o jogador abriu mão de prosseguir a jogada para tentar a bola parada (comuns no Campeonato Paulista) devem diminuir. Há uma preocupação dos árbitros em não cair em ludibriações, e sendo assim, que os jogadores fiquem mais em pé.
  • Quinto Conhecer a Regra é fundamental para os atletas, e muitas jogadas poderiam ser inventadas tendo ciência de algumas curiosidades delas. Por exemplo: se não existe impedimento em tiro de meta e arremesso lateral, por que não se treina jogadas com esses detalhes? Pegaria o adversário de surpresa, já que nem todos conhecem isso.
  • Sexto- Por que o batedor de faltas espera tanto tempo para se cobrar uma falta? Aliás: quem disse que é o goleiro quem pede a “barreira”? Quando se sofre uma infração, o batedor pode cobrá-la imediatamente, sem necessidade do árbitro apitar autorizando. Claro que nesse momento poderá existir jogador adversário a menos de 9,15m de distância, que não poderá instantaneamente se reposicionar. Assim, pode-se bater a falta e abre-se mão da distância exigida. Se a bola bater no adversário, paciência! Afinal, trocou-se a distância regulamentar pela rapidez em pegar o outro time desprevenido. Mas se o jogador exigir que o adversário esteja a 9,15m (para poder ter melhor visão do lance ou pensar na jogada), só pode cobrar a falta com a autorização do árbitro (já que ele estará conferindo a distância – que é o momento que os jogadores se aglomeram formando a barreira). Portanto, barreira não é pedido de goleiro, mas direito de distância do batedor, que muitas vezes a usa como referência para um chute colocado no gol.
  • Sétimo- Se o árbitro é a autoridade máxima da partida, por que é que o zagueiro tem a mania de parar no lance quando vê o bandeira levantando seu instrumento? Em alguns casos, o bandeira marca um impedimento erroneamente e o árbitro não confirma a marcação, mandando a jogada prosseguir. Se o centroavante estiver atento, fica sozinho com a bola dominada e o adversário batido. Vai a dica: espere o apito do árbitro, nunca confie numa bandeira levantada.
  • Oitavo- Jogadores Reservas: problema mais comuns nas séries A2 e A3, mas também vez ou outra presente na A1, o comportamento inadequado dos suplentes também é uma constante. Muitas vezes o jogador pensa que por estar no banco, pode gritar ou reclamar com o árbitro sem ser punido. Nada disso! Ano a ano, cresce o número de jogadores reservas que tomam cartões sem ao menos entrar em campo!
  • Nono- Atendimento em Campo: as situações em que um jogador pode ser atendido em campo são: em lesão gravíssima como primeiro socorro; ou o goleiro lesionado (já que ele não pode sair de maca). Em todas as outras situações, o jogador deve ser retirado de campo e só pode retomar ao jogo com a bola rolando e com autorização do árbitro (a não ser que seja uma lesão leve e o “sprayzinho milagroso, rapidamente aplicado, não faça com que o jogo fique muito tempo parado). Muitas vezes, se a lesão é leve, então avalie: vale a pena sair de campo e seu time jogar com 10 por alguns minutos ou vale o esforço em permanecer na partida? Se a suposta lesão for “cera”, cuidado: já imaginou se sair um gol na sua ausência?
  • Décimo- Simulações: Evite! É unfair-play, irrita o adversário e principalmente o árbitro. Cair dentro da área, fingindo ter sofrido um pênalti, poderá fazer com que você leve um cartão amarelo pela tentativa de burla. Com tantas câmeras de TV, fica mais um alerta: outros árbitros e outros jogadores estarão vendo, e se você teve sucesso na simulação, saberá que na próxima partida estará sendo vigiado com mais cuidado, pelo histórico que o próprio atleta criou. É o “efeito Neymar”: no começo da carreira, simulou demais e ludibriou muitos árbitros. Hoje, em muitos lances em que o ex-santista sofre infração e quando há dúvida do árbitro, a falta não é marcada pelo fato de, pela fama criada, a chance de não ter sido falta é maior do que ter sido. E como falamos no primeiro parágrafo… o árbitro é humano! Até ele conseguir tirar o rótulo de que um atleta não é mais cai-cai… leva tempo!

bomba.jpg

 

– Globalização e Globalismo no Futebol: o que aconteceu com os times brasileiros?

Tendo assistido a Flórida Cup (que é um torneio para treinar), impossível não discutir dois fenômenos que explicam o que acontece no futebol da atualidade: a expansão dos clubes europeus com o marketing e a tecnologia, bem usados em tempos de Globalização, além da força econômica imposta pelo Globalismo Econômico aos menos fortes.

Voltemos à terra da Disney: onde estão Manchester City, Juventus, Real Madrid (os “grandões”de verdade)? Em Orlando, certamente não, por falta de sparring.

Dando uma “zapeada” nos jogos do Flamengo e do São Paulo, chega-se à fácil conclusão de que os grandes times do Brasil seriam times médios se inseridos numa Premier League, ficando no meio da tabela (igualmente o atual campeão brasileiro Palmeiras, como bem disse Kaká à Folha de São Paulo dias atrás). Na Espanha e na Itália não seriam campeões. Na França, seriam vice-campeões (logicamente o PSG levaria o título).

A verdade é que nos anos 60, Benfica, Milan e Real Madrid eram os gigantes que protagonizavam na Europa. Nos anos 70, destaque para os holandeses e ingleses. Nos anos 80, o cálcio foi a grande Meca do futebol. Nos anos 90, enfim, a Espanha e a Inglaterra voltaram ao protagonismo com seus times de ponta, dividindo a hegemonia com os italianos e o alemão Bayern.

ATÉ O PARÁGRAFO ACIMA, podemos dizer tranquilamente que os grandes clubes brasileiros e argentinos (esqueça os saudosos esquadrões uruguaios de Peñarol e Nacional) encaravam frente a frente os grandes europeus. A partir do século XXI, não mais (com raras exceções: o São Paulo x Liverpool de impecável atuação do Rogério Ceni, o Internacional x Barcelona com o menosprezo dos catalães e o Corinthians x Chelsea do perfeito Tite).

Mas por quê mudou tanto?

O que fez os clubes sul-americanos se estagnarem foram: a pasmaceira da Conmebol somada com a corrupção latente dos seus filiados, o abrupto crescimento da Premier League, o sucesso da dupla Barça / Real e o gigantismo dos investimentos euro-asiáticos (muitos sob o comando de magnatas tailandeses, novos ricos chineses e príncipes árabes – além de mafiosos da própria Europa). Claro, há os legítimos grupos empresariais puros, como a Fiat com a Juventus.

Isso tudo tem dois nomes: Globalização e Globalismo.

  1. A Globalização que fez os times da Inglaterra serem os mais amados na China, Singapura, Coreia e até no Vietnã (os jogos sabiamente eram distribuídos sem custos para conquistar novos consumidores de futebol)! Fez também Real Madrid e Barcelona terem suas partidas transmitidas mundialmente a cada final de semana (mesmo contra Getafes e Ossassuñas da vida). Permitiu que se assista um jogo de qualidade melhor em qualquer parte do planeta. É isso não é ruim!
  2. O Globalismo (a força colonialista de um polo de importância global) que levou a mão de obra barata da África e da América do Sul para a Europa, valorizando seus campeonatos com craques em formação (a custo baixo), preparando-os nas equipes B até estarem prontos para o estrelato, e que, pela força dos euros, impedem a manutenção dos jovens nos campeonatos locais de onde são oriundos, pois o time do atleta não consegue competir financeiramente. Dessa forma, surgem equipes multirraciais, multicontinentais e multiculturais, conquistando público e admiradores, faturando muito dinheiro e consequente impedindo a estabilidade dos plantéis dos países mais pobres. E isso é ruim!

Os grandes sul-americanos, sem dúvida, seriam médios na Europa, em se falando de “resultados dentro de campo, afinal, não conseguem formar e ficar com os craques, mudam radicalmente de elenco a cada temporada e vendem “de qualquer jeito” para pagarem as dívidas que fizeram e não pagaram (além do dinheiro que some pela desonestidade dos cartolas).

Viramos colônia novamente, não há como discutir! E isso se torna uma bola de neve: mais exportação, menos pé-de-obra qualificado e clubes mais fracos (a Seleção Brasileira, em tese, não deveria sofrer com isso, pois os atletas estão em clubes de alto nível).

Casemiro, Felipe Anderson ou Militão, jogadores jovens e que valem ouro, saíram criticados do Brasil quando foram contratados por estrangeiros. Ora, eram garotos em formação técnica, tática e social! Não poderiam ser as soluções de seus times quando os jogadores mais velhos saem e eles precisam suprir a carência da posição. Eles terminam a formação na Europa, moldando-se aos altos padrões de exigência desejados por lá, e aí engrandecem ainda mais os estrangeiros. Claro, ocorre porque os dirigentes brasileiros querem imediatismo dos meninos que cada vez mais cedo devem estar maduros (e não conseguem); ocorrendo, consequentemente, a impaciência da torcida que desestabiliza o jovem.

A preocupação é: a globalização, boa e necessária, trouxe a força do globalismo (ruim para quem não tem poderio financeiro). Assim, falando-se em clubes (não em Seleções), quem está fora do grande eixo econômico da elite da UEFA, tende a se nivelar por baixo.

Tá explicado porque o Mazembe ganhou do Inter, o Raja do Atlético Mineiro e outros exemplos mais recentes?

Fora da Europa, estamos virando todos “japoneses” (uma expressão antiga usada para dizer quem era ruim de bola, e que não deveria ser mais usada, pois até os clubes japoneses estão mais próximos de nós).

Ajax, Corinthians, Porto, River Plate, Roma, Everton, Boca Junior, Sevilla… todos estão a um nível mais abaixo do que os “bambambãs do futebol” (que logicamente não precisam ser citados).

bomba.jpg

– E que falha… nunca compense um erro, juizão!

Só hoje pude assistir aos melhores lances de Paulista 2×3 Vila Nova, pela 3a rodada da Copa São Paulo 2019. E que pena do árbitro Felipe Barros, que mesmo tendo potencial, foi mal.

Apesar de certa autoridade em campo e correr bastante, o jovem juiz cometeu dois pecados graves: não deu um pênalti claro no começo da partida ao time jundiaiense, e acabou compensando marcando um onde nada aconteceu no final do jogo. Errou duas vezes!

Fica a dica aos árbitros que acabam sentido a falha durante a partida (já aconteceu comigo tal auto-cobrança, é comum a muitos e vale compartilhar a experiência):

  • Se você errou, percebeu e não se pode consertar o erro pois a partida já foi reiniciada, PACIÊNCIA! Não queira fazer média e compensar posteriormente. O remendo fica pior. Nunca deseje acertar com erro. 

Enfim: se a Copinha é para revelar árbitros, que não se execre o rapaz. Continue-se a orientá-lo que é melhor para a sua formação.

Resultado de imagem para erro

– Mancini do Tricolor de Jundiaí e o do Morumbi

Nos tempos de Paulista FC, Vagner Mancini era o grande capitão do time jundiaiense dentro de campo. Apitei vários jogos-treinos do Galo da Japi e saibam, foi ele quem orientava os garotos que subiam da base e puxava a orelha quando necessário (incluindo o, na época jovem e displicente, Nenê).

Quando Mancini deixou o gramado, substituiu Zetti no comando técnico do Paulista (em 2004, o goleiro são paulino levou o time ao vice-campeonato paulista, perdendo a final para o São Caetano de Muricy Ramalho) e começou o ótimo trabalho como treinador, culminando no título da Copa do Brasil (Nenê já não estava mais no Galo). Mancini houvera transformado o experiente zagueiro Anderson Batatais no capitão do time, fazendo a mesma coisa que fizera outrora com os jovens que escolhia a dedo para subirem da base.

Me recordo bem que, no começo da sua carreira, sempre primou pela disciplina na conduta dos jogadores, prezando a experiência dos atletas e moldando cuidadosamente os novatos. O vestiário, tanto como jogador quanto como treinador, “era dele”! Por isso, dizia-se em tom de previsão que, um dia, Vagner Mancini faria esse mesmo trabalho de treinador “paizão bom e bravo” do Tricolor de Jundiaí para o Tricolor do Morumbi! Embora, saibamos, foi parar no Tricolor Gaúcho e demitido invicto por não aceitar certos pedidos de escalação por superiores cartolas.

Pois é: quem é aqui da cidade se recorda que muitos diziam que o Mancini tinha o perfil do São Paulo na década de 2000 – lembrando o próprio Muricy como comportamento intra-campo.

O mundo deu voltas, o Paulista FC perdeu todo o trabalho realizado, Mancini se enveredou por outros rumos (fez cursos no Exterior reciclando-se) e chega no Morumbi para fazer algo que sabe: lidar com veteranos e jovens em formação, trazendo seu parecer à diretoria que o subordina.

Pense: Nenê (que tem sido um problema) foi capitaneado por Mancini; Diego Souza (que não rendeu como o esperado) foi convocado para a Seleção Brasileira quando Mancini era seu treinador; e, enfim, Willian Farias (uma contratação surpreendente) era jogador de confiança do Mancini no Vitória.

Não teria Raí levado tudo isso em conta? Para segurar ego de veteranos e fazê-los produzir em campo, além de conter a euforia desmedida de jovens em formação, um bom nome.

O inevitável será: se Jardine cair, Mancini será o “Pintado” da vez. Ou o Milton Cruz da oportunidade!

Resultado de imagem para Mancini Vagner

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Porto PE

Para a 2ª rodada da Copa São Paulo, um árbitro com 10 anos de carreira, mas que não tem apitado jogos importantes no profissional: o professor de Educação Física Samuel Aguilar de Lima, de 40 anos de idade, mas que apitou pela última vez em agosto, pelo Campeonato Paulista Sub 20 da 2ª divisão. Espero que esteja com ritmo de jogo!

O bandeira 1 tem apenas 1 ano como árbitro assistente formado pela FPF: é Antonio Ibiapina Alvarenga, de 34 anos de idade. E aí a contradição: a bandeira 2 será a competente Luciana da Silva Ramos, nossa vizinha de Franco da Rocha, que tem 38 anos de idade e 15 temporadas de carreira, tendo trabalhado muito na A3 e A2. Normalmente, o bandeira mais capacitado é o número 1 justamente para correr do lado dos bancos dos treinadores. Nessa, quem escalou bobeou!

José Donizete Gonçalves da Silva, 31 anos, completa o quarteto (tanto ele quanto os bandeiras trabalharão às 16h na partida Red Bull x Vila Nova).

Desejo uma boa arbitragem a todos e um grande jogo.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Porto pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 13h45 – mas a jornada esportiva começa a partir das 13h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x0 Red Bull

O árbitro André Luiz Ribeiro Cozzi fez um trabalho razoável. Muito bom no começo dos dois tempos, médio na metade dos períodos e na parte final de cada etapa, regular / ruim.

Sempre bem posicionado em campo, correu bastante e mostrou ótimo condicionamento físico. E por estar próximo das jogadas, quando precisou falar grosso e advertir verbalmente, fez com perfeição.

Tecnicamente, bom. Acertou em lances capitais, ao não marcar pênalti em Borges (PFC) aos 26m (apesar da carga sofrida, poderia ter continuado no lance) e depois não marcando em Júlio (PFC) aos 67m (foi disputa de bola normal); mas errou ao não marcar aos 68m falta clara em Filipe (68m).

Disciplinarmente, acertou nos primeiros cartões amarelos para o Red Bull e para o Paulista FC (foi bem criterioso quanto a isso boa parte do jogo), mas errou ao não dar aos 45m Cartão Amarelo para Wallisson (RBB) e Cartão Vermelho para João Fonseca (RBB) aos 90m por entrada violenta em Alisson (o jogador deu um carrinho com o “pé erguido”, uma semi-tesoura). Bobeou? Talvez seja cansaço e desatenção pelo final do jogo e devido ao forte calor.

O bandeira 1 Gilmar Alves da Silva por várias vezes esperou o árbitro definir a jogada para acompanha-lo nas marcações. Vacilou constantemente quanto a isso, sendo que em determinados momentos demonstrou falta de confiança.

Já o bandeira 2 Felipe Camargo Moraes trabalhou bastante nos impedimentos, acertando todos. Esteve atento no jogo.

Um erro (para ser encarado como uma recomendação de atenção) do quarto-árbitro Cledson Gahio (que o ajudará na carreira): em determinado momento, a bola saiu pela linha lateral e ele estava próximo dela. Enquanto ela rolava, a pegou e entregou para a cobrança do jogador que se aproximava, que rapidamente armou um contra-ataque na sua cobrança. A bola estava vagarosa e o jogador iria pegá-la naturalmente; consequentemente, seus adversários teriam tempo de se recomporem. Sabe qual a chance de um jogador imaginar que o 4º árbitro vai pegar a bola e repô-la com rapidez como um gandula? Nunca! Se sai o gol, o circo estaria armado! Fica a dica: EVITE agir como um repositor de bolas! Se o jogo já estivesse parado e você fosse entregar a um atleta, é diferente. Mas na dinâmica do jogo, nunca!

Números de Paulista 0x0 Red Bull: Faltas 17×16, Amarelos 2×2, Vermelhos 0x0.

 

– Os Árbitros FIFA do Brasil em 2019:

Acho que a arbitragem brasileira deve ter sido ótima para a CBF em 2018. Não deve passar por mudança alguma nem carece de novos nomes.

Digo isso pois ela indicou para a FIFA apenas o catarinense Bráulio Silva no lugar do Sandro Meira Ricci, que se aposentou. Todos os outros continuam os mesmos.

Devem estar correspondendo às expectativas, certo? Apesar de que, particularmente, alguns nomes são incompreensíveis na relançar. De fato, são os 10 melhores que temos?

Eis a lista:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Red Bull (Rodada 01 da Copa São Paulo)

Muita coisa poderá mudar nas escalas de árbitros e nos rumos do apito na Copa São Paulo de Futebol Jr, já que José Henrique de Carvalho, o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, foi demitido do cargo horas antes do fechamento da FPF para os festejos de final de ano. O diretor da entidade, Dionísio Roberto Domingos, assumiu as funções dele (que muitos dizem, já era “bola cantada” tal fato).

A questão é: José Henrique já houvera deixado prontas as escalas das duas rodadas iniciais da Copa São Paulo, onde foram escalados árbitros com pouca experiência, evidenciando o trabalho de formação de juízes e renovação do quadro da FPF. A partir da rodada 3, teremos alguma mudança na filosofia de trabalho a ser implantada por Dionisio? Penso que sim.

Feito esse comentário inicial, vamos à ficha do confronto entre Galo x Toro Loko:

Árbitro: André Luiz Ribeiro Cozzi – 5 anos de carreira na arbitragem, trabalhou nas categorias Sub 20 e Sub 23 profissional. Será apenas o seu 2º ano de Copa SP. Vem de Praia Grande e é Professor de Educação Física (37 anos de idade).

Árbitro Assistente 1: Gilmar Alves da Silva – também com só 5 anos de carreira na arbitragem, é empresário, trabalhou em 2017 nos campeonatos profissionais da FPF, mas em 2018 caiu para divisões amadoras.

Árbitro Assistente 2: Felipe Camargo Moraes – 25 anos de idade, igualmente 5 anos de carreira apenas, não apitou jogos profissionais em 2018.

Quarto Árbitro: Cledson Gahio.

Desejo uma boa arbitragem e um grande jogo a todos!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Vagner Alves; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Quarta-Feira às 17h15 – mas a jornada esportiva começa a partir das 16h15 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

bomba.jpg

– Sobre a Copa São Paulo em 2019. Qual o propósito do torneio DE VERDADE?

Estamos a poucos dias do início do calendário esportivo de 2019 com a tradicional competição do início de janeiro: a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Antes, a nobre “Copinha”, como carinhosamente é chamada, agregava os grandes clubes da cidade para celebrar o aniversário da Capital Paulista. Posteriormente, somou-se a eles clubes do Interior do Estado e outros grandes do país, como cariocas, mineiros e gaúchos.

Dizia-se que a Copa SP sempre revelava talentos, como Zico e Falcão. Mas se ela não existisse, tais craques não apareceriam? A mesma Copinha já “revelou” João Fumaça, Sérgio Mota, Chumbinho…

O problema é: a Copinha não revela mais ninguém! Kaká e Neymar foram reservas no torneio, quando chamados a participar da competição. Aí valem os questionamentos:

– Os treinadores dessas equipes são realmente talhados para tal?

– Jogador-talento no juvenil vira craque no profissional?

– Quem disse que garoto coadjuvante não vira profissional protagonista?

Participei por 9 anos apitando jogos da Copa SP. Antes, ela servia para revelar árbitros e dar oportunidade aos iniciantes. Meu primeiro jogo no torneio foi em 1998 – Santos do Amapá x Desportiva do Espírito Santo no estádio que precedeu a Arena Barueri.

Hoje, a Copa São Paulo serve para colocar em atividade árbitros que foram “esquecidos” durante o ano e para treinar o pessoal da série A1. Revelar talentos também parece ter sido deixado de lado pela Comissão de Arbitragem. No meu tempo, quem apitava a final da Copinha era árbitro da A2 ou A3 e que seria nome certo para ter oportunidade na A1. Boa época da arbitragem paulista…

Enfim: Farah começou o processo de inchaço da competição, diminuindo o nível técnico com fases irrelevantes e times montados para vender atletas. Só que ele era inovador: trouxe o Milan-ITA, o Kashima-JAP… Já Marco Polo Del Nero escancarou de vez: aumentou ainda mais o número de clubes de empresários e inexpressivas equipes. Reinaldo Carneiro não está fugindo disso: veja quantas e de onde são as equipes do torneio (FF Sports – AL, Babaçu – MA, CSP – PB, Trem – AP, Ricanato – TO, Visão Celeste – RN, entre outras)! Não era melhor ter uma seletiva antes da entrada dos grandes na competição? Nada impede um grande qualify envolvendo clubes da Roraima, Acre, Rondônia…

Para mim, a Copinha infelizmente se tornou um catado que não revela mais ninguém. E para você? Seria tão legal que ela fosse composta de poucos, bons e tradicionais clubes… O nível técnico aumentaria e se tornaria mais atrativa.

Aliás, 3 últimas observações quanto ao naipe dos clubes:

– Já apitei clube que era bancando por magnata estrangeiro. Um garoto coreano, aficionado por futebol brasileiro, convenceu o pai (um rico industrial), “alugou a vaga” em um time do interior, bancou as despesas na Copa SP só para ter o prazer de jogar. E jogou!

– Muitos clubes “vendiam” intercâmbio para japoneses. Os jovens pagavam caro por uma vaga (e esse valor era significativo para os times), vinham para a competição, jogavam 10 ou 15 minutos em jogos que nada valiam na ultima rodada e o golpe, ou melhor, o acerto estava cumprido. Mas aprendizado mesmo… Fica só na experiência para o nipônico.

– Algumas equipes tem psicólogo, coach, professor de mandarim e… não tem professor de regras de futebol. Pode? Saber das regras do ofício que estão investindo na carreira se faz extremamente necessário!

Imagem relacionada

– A lei que permite um maior número de atletas estrangeiros está prejudicando o futebol brasileiro?

Toda troca de conhecimento / experiência / intercâmbio sempre é muito válida, em qualquer área que seja. No futebol, isso não deve ser diferente: diretores de clubes europeus, treinadores de fora, gestores com outra mentalidade do que a nossa, são sempre peças fundamentais.

E se os estrangeiros forem os jogadores?

Nada contra! Tivemos Dario Pereira, “Dom” Elias Figueroa, Ramoz Delgado, Pedro Rocha… grandes craques que fizeram a diferença por aqui dentro dos gramados. Fora deles, não se pode deixar de mencionar Béla Guttmann, o treinador húngaro que revolucionou o futebol brasileiro, trazendo Zizinho para o SPFC alegando que ele “representava o futebol-arte” (talvez a primeira vez que esse termo foi usado em nosso país). Dizem que Vicente Feola (que foi do próprio São Paulo), inspirou-se demais nos ensinamentos dele na montagem da Seleção Brasileira de 1958, quando ganhamos a primeira Copa do Mundo.

Mas e hoje?

Se tivermos Messi, Xavi, Ibraimovich e outros jogando pelos clubes daqui, tudo bem. Idem a José Mourinho, Guardiola, Pocchetinno e outros tantos treinadores estudiosos que fazem bem à Ciência do Futebol (parece um “pecado” falar em Estudo no Futebol, onde automaticamente o termo “estudioso” passa a ser pejorativo por aqui).

O problema é que passamos a contratar jogadores de fora como mão de obra barata – não como acréscimo à condição técnica, mas como uma ação econômica necessária para se diminuir os custos.

Entendo o problema econômico e financeiro que toda a América do Sul passa. Mas veja: antes, permitíamos 2 atletas de outros países em nossas equipes. Aí a CBF criou uma lei que liberou 5 estrangeiros por time no Brasil dentro de campo. Mas será que isso está trazendo resultados indesejados? Apesar de permitir redução na folha de pagamento de muitos clubes, pense: quantos jovens nacionais perderam espaço?

O próprio São Paulo FC gasta milhões com o Centro de Formação de Cotia, mas tem em seu elenco Rojas, Trellez, Arboleda… (lembram-se de Piris, Isasi, Buffarini, Jonathan Gomez, Rondón, Wilder Guisao…?). O Flamengo dizia que “craque se faz em casa”, mas contratar Uribe, Cuéllar, Berrio, Marlos Moreno e Trauco, não inibe o surgimento de talentos? Diga-se o mesmo do Fluminense com seus equatorianos e o celeiro de jovens em Xerém.

Em 2018, vimos uma Seleção Italiana ausente do Mundial e repleta de jogadores da Atalanta, Sampdória, Gênova… Na Inglaterra, que só ganhou uma Copa do Mundo quando a sediou, temos equipes inteiras jogando com atletas não ingleses! Aliás, isso aconteceu com o Arsenal pela primeira vez em 2011, com 14 nacionalidades diferentes em seu elenco (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2011/11/26/globalizacao-do-futebol-arsenal-joga-com-atletas-de-14-paises-diferentes/)

Será que um dos problemas da renovação da Seleção Brasileira e dos clubes nacionais não seria o excesso de estrangeiros com qualidade duvidosa nas equipes, em prejuízo às bases (que em muitos casos acabam sendo entregues aos empresários)?

É para se pensar… quando o gringo é diferenciado, se dá o nome de “Professor Pardal” para treinador ou “em fim de carreira” para jogador que vem pra cá. Mas quando é medíocre, os cartolas taxam-o de “desconhecido pela mídia” ou de “promessa”. Foi assim com Matias Defederico, (o “novo Messi” que está na Índia atualmente) Matosas, Patito Fernandes, Acosta, Tobio… ou até mesmo Kazim!

O que você pensa sobre isso?

bomba.jpg

– A sugestão dos pênaltis antes dos jogos não evoluiu?

Uma idéia surgida há 4 anos que não pode ficar sem um desfecho (positivo ou negativo), e que veio de um vitorioso no futebol – de Sir Alex Fergunson, ex-treinador por décadas do Manchester United e que hoje faz parte de um grupo de notáveis que buscam o desenvolvimento do futebol pela UEFA.

Foi dele a proposta que ganhou simpatia de muitos na Europa: em jogos eliminatórios, realizar a decisão de tiros penais ANTES das partidas.

E por vários motivos:

1- Uma equipe pequena que estivesse empatando em 0 x 0 até o final da partida contra um grande, caso soubesse que a vitória seria do adversário nas decisões penais, sairia mais para o jogo.

2- Não teríamos o vilão das cobranças, ou seja, aquele jogador que perde o último chute e fica marcado, já que sua equipe teria a possibilidade de buscar a vitória dentro de campo.

3- Mesmo se um time vencesse fácil a partida e os tiros penais se tornassem desnecessários, haveria essa certa dose de emoção antes das partidas.

É claro que surgiram críticas: cansaço emocional e físico desnecessário antes dos jogos e, caso uma equipe mais fraca vença nos pênaltis, total retranca durante os 90 minutos.

E você, o que acha dessa idéia?

Deixe seu comentário:

bomba.jpg