– O VAR é irreversível. Mas está sendo demorado…

É mais legal assistir um jogo cujo resultado é legitimado pelo acerto da arbitragem do que um jogo eliminatório onde o classificado passou de fase por gol irregular. Os VARs, sem dúvida, acertaram nas decisões dos Estaduais. Os finalistas de muitos regionais (como o Paulistão, por exemplo) poderiam ser outros se não existisse tal recurso.

O problema é: a demora nas informações do árbitro de vídeo e demais colaboradores (a decisão final sempre é do árbitro central)! Não se pode ser tão lento como está sendo no Brasil. Nem nos testes da Europa se demorava tanto. Aqui, os jogadores estão sem saber se comemoram mais ou não os gols.

Terá que se aprimorar muita coisa ainda… mas é importante dizer: se existisse VAR durante a história do futebol, muitos títulos (inclusive nas Copas do Mundo) seriam destinados a outras equipes.

EM TEMPO: a história confirmada por Felipão de que pensou em retirar o time de campo em protesto ao gol anulado é algo ridículo. Um homem com a idade e experiência dele, com a carreira que tem, deve-se ter auto-respeito.

– Temos sorteio mesmo?

Sorteio da Federação Paulista de Futebol para a 1a Rodada da 2a divisão – aconteceu ontem, e a relação, segundo o site, foi atualizado nesta 5a feira, dia 04 às 18h11: apitará Pietro Dimitrof Stefanelli.

Repararam o seguinte: temos o árbitro às 15h46 (vide o print abaixo), mas foi atualizada às 18h11? Ops: tempo futuro!

E querem que eu acredite que há sorteio… se nem na 1a divisão ele é confiável, imagine na 4a!

Daqui há pouco atualizo com os bandeiras.

Captura de Tela 2019-04-04 às 15.46.45Atualização: Pietro Dimitrof Stefanelli tem 29 anos de idade e 7 anos de carreira, embora só tenha apitado jogos profissionais a partir de 2018 (2 partidas do Sub 23 da série B). Em 2017, apitava Sub 11! Neste ano de 2019 teve a grande chance de apitar 3 jogos da série A3. Em janeiro, apitou o jogo entre Atlético Mineiro x Água Santa pela Copa São Paulo, na sede de Diadema, no qual teve notoriedade pelo raio que caiu durante a partida e que teve como consequência o desmaio pela descarga elétrica do zagueiro Henrique.

– Chega de chiadeira, não Verdão?

Algumas vezes com razão, outras somente por pressão: a verdade que reclamar da arbitragem se tornou um hábito para o Palmeiras.

Ora, duas coisas que se fazem importantes em serem ditas:

1. Se o Campeonato Paulista é “Paulistinha”, como Maurício Galliotte vem dizendo, que se poupe o profissional jogando com o time sub 20, ou nem se dispute. Se for campeão e comemorar o título, não significará que é Paulistinha.

2. Só agora tive ciência que a única agremiação que recusou as orientações do árbitro de vídeo por parte da FPF foi o Palmeiras. Ôpa! Reclama do VAR mas nem quis saber como funcionaria?

Para se ter razão nas queixas, há de ser coerente na conduta. E a direção do time parece não estar sendo…

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– Por quê, Gabriel? Por quê, torcedor flamenguista? Por quê, Policial? Sobre Flamengo 0x1 Peñarol

Gabriel Barbosa deu um carrinho violentíssimo em seu adversário uruguaio Rojo nesta 4a feira, no jogo contra o Peñarol, valendo pela Libertadores da América. Não visou a bola, foi truculento mesmo, “a la Felipe Melo”. Mereceu ser expulso pelo árbitro argentino Patricio Lostau. Indiscutível questionar o correto rigor.

Muitos torcedores, depois da derrota, criticaram o treinador Abel Braga. Seria ele realmente culpado? O time fica com um a menos e se credita a derrota para ele? Não acho justo.

E a briga fora do Maracanã? Flagrou-se um torcedor uruguaio apanhando de torcedores flamenguistas, sendo chutado covardemente no chão AO LADO DA VIATURA e um policial somente observando tranquilamente (esse vídeo está rodando pela Internet).

É por essas coisas que o futebol está chato: jogadores pilhados, torcedores impacientes e violência imperando…

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– O pênalti anulado em São Paulo 0x0 Palmeiras

Muita confusão sobre o lance do pênalti marcado de Reinaldo (SPFC) em Dudu (SEP). O árbitro Vinícius Furlan entendeu que o são-paulino empurrou o palmeirense e marcou tirou penal. Errou, foi simulação, Dudu se jogou. Raphael Claus, o VAR, avisou o árbitro da dúvida e ele foi rever no monitor, desmarcando-o.

Tudo certo no procedimento?

Tirando a demora, sim. Os lances de pênaltis estão no Protocolo do VAR, e devem ser sempre revistos. Ele, na dúvida, informa o árbitro do lance em questão, e é o próprio árbitro quem confirma ou não o que marcou na sua interpretação.

Houve uma certa confusão pois o comentarista da Rede Globo, Sandro Meira Ricci, disse que não deveria chamar o VAR em lances de interpretação. Errou no comentário, já que em penais, deve sim!

Já disse que a demora foi ruim, mas algumas outras coisas a serem ditas: Vinícius Furlan deveria ter experiência suficiente para interpretar corretamente na primeira visualização tal lance, em especial por estar perto da jogada (veja como ele marca convicto o pênalti).

Confesso que não vi a sequência. Mas Dudu simulou a queda (queda involuntária não foi, ele se jogou) e deveria receber o Cartão Amarelo. Recebeu?

Aprendemos a ver no estádio um novo momento: a comemoração de pênalti desmarcado. Vai ser frequente no Brasileirão…

 

– Sumiram?

Procurando por aí as informações sobre o Resultado das Eleições do Sindicato dos Árbitros Paulistas (SAFESP) e… nada!

Sumiram?

Que “nada mesmo”; elas não ocorreram.

Basicamente (entre outras coisas que estão na Justiça), não foi aceita a chapa da oposição  pois o candidato Aurélio Sant’Anna Martins não reside na capital paulista, e sendo de Jacareí, não poderia se dedicar a causa (além da questão de ser árbitro atuante). Mesmo o Estatuto de 2004 dizendo que tudo isso era bobagem, o comitê eleitoral do Sindicato fez valer o de 2003 (que colocava essas condições). A chapa, se assinou ele, bobeou. Insisto: deveria fazer pressão para valer na oportunidade o correto, de 2004, a fim de evitar isso.

Mas como justificar que o outro candidato, o situacionista e atual presidente, Arthur Alves Junior, está na Paraíba (um pouco longe da capital paulista, creio eu) e trabalha como Presidente da Comissão de Árbitros da Federação Paraibana de Futebol? Não é pelo sindicato de lá, mas pelo “patrão”.

Ou anula as duas chapas ou aceita-se as duas. Afinal, não são situações similares de dedicação exclusiva exigidas e compatibilidades?

O que será que a FPF está pensando sobre tudo isso, não?

Hum…

Resumindo: as Eleições estão suspensas até que se decida pela Justiça.

Ops: apenas a Coluna do seu Euclydes Zamperetti Fiori, no Blog do Paulinho, tem tratado do assunto (e com muita imparcialidade e correção, faça-se o registro). Soube até que está sendo atacado por covardes diante da sua isenção e honestidade. Mas me questiono: os meios isentos de jornalismo esportivo, voltados à arbitragem, não existem ou abdicaram da cobertura? Olha só que nicho a ser explorado e que não é: o  de escrever sobre a arbitragem de futebol, já que existe essa lacuna

Em tempo: não sou jornalista esportivo, tenho um blog opinativo dada à minha formação e sou dedicado a outras atividades profissionais.

Meu texto anterior sobre esse assunto pode ser acessado aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/03/05/carta-aberta-de-um-nao-eleitor-nao-militante-nao-sindicalizado-e-nao-entusiasta-do-safesp-nem-de-coafesp-ou-orgao-apocrifo/

Acrescento também essa interessante matéria do Blog Olhar Olímpico, do UOL, sobre esse mesmo assunto: https://olharolimpico.blogosfera.uol.com.br/2019/03/25/justica-suspende-eleicao-do-sindicato-dos-arbitros-apos-acusacao-de-fraude/

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– Tite e a re-conquista da Empatia!

Sempre gostei muito do trabalho do treinador Tite. Porém, sejamos justos que as contestações que está recebendo neste momento como treinador da Seleção Brasileira, muitas delas, são justas (mesmo com o excepcional índice de aproveitamento, acima de 80%, embora contra adversários nem sempre incontestáveis).

Quando o técnico Carlos Alberto Parreira, indiscutivelmente um estudioso do futebol, respeitadíssimo no Exterior e entre seus pares, disse que no futebol “o gol somente é um detalhe” (dentro de um contexto onde explicava seus conceitos), o mundo caiu-lhe sobre a cabeça. Não é o linguajar que o torcedor gosta de ouvir, pois traz antipatia

Tite, quando ganhava o Mundial de Clubes pelo Corinthians, estava sendo considerado um “semi-Deus”. E com justiça! Com mérito, chegou a Seleção. Se o time joga bem, ninguém se importa com termos como “treinabilidade”, incorporados ao vocabulário do esporte por ele. Mas quando o time joga mal (como está jogando, independente dos placares e dos testes de novos nomes), tudo conspira contra. Evitar certas demonstrações de superioridade, se fazer próximo e aberto às críticas, se faz necessário para não se perder a simpatia. Só que, num sábado à tarde, quando você vê a Seleção Pentacampeã do Mundo (que, sabemos, diminuiu sua qualidade nos últimos anos) empatar com o humilde Panamá, não se pode em hipótese alguma dar entrevistas usando justificativas de que observou o funcionamento das “sinapses no último terço”, que o time ousou com “extremos desequilibrantes” e o importante é “performar com resultado”.

Pô, Tite, nem todo mundo vai te entender. É claro que esse vocabulário não altera o placar do jogo, mas modifica o apoio ou a repulsa do torcedor e aumenta ou diminui a pressão. É EVITÁVEL usar tais vocábulos.

Me recordo que um dia discuti sobre “como todo grande pensador pode ter o ego massageado ao criar um termo, um modismo ou um conceito”. Trazendo isso ao futebol: Rinus Michel criou o Carrosel Holandês que assombrou os anos 70; Guardiola o Tik-Tak mais recentemente. Se voltarmos na história, o (na época) revolucionário WM de Herbert Chapman (treinador do Arsenal) que mudou os conceitos naquele momento histórico. E ao falar com palavras não usuais e termos fora do futebol (não condeno isso, apenas questiono), Adenor Bacchi estaria querendo mostrar a criação de  um novo modelo ou conceito de futebol, no qual futuramente lembraremos dele? O do modelo de “sinapses rápidas desequilibrastes”?

Tomara que, usando a linguagem mais formal, não seja somente “diálogo flácido para acalentar bovino: (conversa mole para boi dormir). Torço pelo Tite, vejo que a equipe melhorou nesta apresentação contra a República Tcheca (embora nunca se possa avaliar um trabalho pelos dois últimos jogos), mas buscar a empatia e evitar a subida a um pedestal é importante. Nesse momento difícil de remontagem da Seleção e de futebol contestável, o quanto menos colocar o “bumbum na janela”, melhor.

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– Genilson contra Pepê: era futebol?

Que lance violentíssimo vimos no Sul do Brasil, hein? 

Genilson (do Juventude de Caxias) acertou Pepê (do Grêmio) com uma tesoura perigosíssima. Ao assistí-lo, pense: vale apenas a suspensão automática por 1 jogo?

É esporte, minha gente. Não é guerra!

O lance em: https://es.pn/2ur8E05

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– FLAxFLU com VAR desprezado.

Que “Engana-Mané” vimos no Maracanã domingo! Uma vergonha o que vimos no  tempo final do clássico carioca. 

Bruno Henrique (FLA) pegou pelo pescoço (literalmente) Caio Henrique (FLU) e o bate-boca começou. O jogo estava nos acréscimos e o árbitro João Batista de Arruda fez uma tremeeeeenda vista grossa. Estando com o VAR, era só chamá-lo para tirar a dúvida dos principais incitadores da confusão. Não o fez. Ou melhor: fez média!

Depois disso, Abel Braga, bem esperto, sacou o Bruno Henrique (FLA) para não ser expulso. Eu faria o mesmo sendo o treinador do Flamengo. 

Mas na sequência, infantilmente Pablo Dyego (FLU) atinge o adversário Léo Duarte (FLA) com uma patada no rosto. Colocou o pezão na cara do adversário, e aí quem se deu mal foi o Fluminense, pois ficou impossível não dar o cartão vermelho na Luta Livre que estava virando. 

Confesso: a ação de não expulsar os jogadores que se envolveram na confusão, estando no Maracanã e com o VAR, foi uma pipocada (ou “feitura de média”) muito grande. Constrangedor!

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– O gol corretamente anulado pelo VAR em Santos 2×0 Red Bull e… a comparação com um filme!

Vou assistir com minhas garotas Capitã Marvel no Cinema (calma, é postagem do Santos FC mesmo). Tenho possibilidades de vários horários (tarde, noite), de salas (2D e 3D), de áudio (original e legendado) e em vários cinemas (Cinépolis, Cinemark, Moviecom e Kinoplex na minha região). 

Preço? Variando de 30,00 a 40,00 dependendo da escolha. E são várias opções…

Quer dizer que o Santos jogou no Pacaembu numa partida eliminatória em uma noite agradável para 20.000 pessoas aproximadamente, com o custo médio de R$ 26,60 / ingresso?

Mas é um evento único, não várias opções como o Cinema! Deveria custar mais caro… O futebol está desvalorizado ou o cinema está caro?

No bom jogo deste sábado, fica os parabéns para o Bandeira de Vídeo Emerson Augusto de Carvalho (o nosso árbitro assistente da Copa do Mundo), que anulou corretamente o que seria o 1o gol do Santos!

Como disse numa postagem anterior, usar o equipamento do VAR é para os competentes!

Aliás, e o Dionísio? O homem que foi criticado por estar no campo e passar informação externa na final do Paulistão 2019 (Palmeiras x Corinthians que rende até hoje) estava escalado (por ele mesmo?) como Avaliador de Campo no Paulo Machado de Carvalho. E estará no confronto da volta no Moisés Lucarelli. Gozado, não estaria no Palestra Itália nunca?

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– Vexame de Brasil 1×1 Panamá, apesar dos erros da arbitragem!

Faz tempo que não assistia a um jogo inteiro da Seleção Brasileira, e me decepcionei com o Escrete Canarinho. Apesar de erros de arbitragem para os dois lados (o árbitro português João Pinheiro deixou de expulsar Lucas Paquetá por agressão no primeiro tempo, além de validar o gol panamenho irregularcom todos os atacantes em impedimento), nada justifica a atuação tão sonolenta. Pior do que esse jogo, só a atuação argentina na tarde de ontem contra a Venezuela (já citamos aqui os erros em outra postagem).

Que encanto tem em assistir a Seleção? Eu, que gosto e acompanho futebol, muitas vezes via a fisionomia dos jogadores quando não identificados e me questionava: “Quem é esse cara? Joga aonde mesmo?”

No meu tempo de moleque, Brasil x Panamá garantidamente começaria com um placar projetando 4×0 (pois 3×0 não era considerado como goleada). Hoje, aceita-se empate com as desculpas de que “está se preparando, é teste, faltou entrosamento…”.

Até quando estaremos nos preparando? Cansou esse subterfúgio!

Time vai ter muito trabalho na Copa América.

Em tempo: parabéns para a festa dos panamenhos, vibrando até em substituição!

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– Se (eu disse SE) a explicação do VAR foi para todos os clubes, parabéns FPF!

Sou todo tempo em que infelizmente acreditava-se que toda a informação para os clubes deveria ser buscada na FPF, e não ela multiplicar o conhecimento. Aos poucos, por força até da nova ordem social, isso mudou.

Leio que o Santos FC teve uma palestra por parte da FPF sobre o funcionamento do VAR. Ótimo, espero que todos os clubes também tenham tido essa experiência, e não somente seus dirigentes no evento do Conselho Arbitral.

Não achei a informação se a iniciativa partiu da FPF ou do clube, mas penso que todos os times tenham que ter essa orientação. E a iniciativa legal seria: juntar no salão nobre da FPF os jogadores e comissões técnicas das equipes envolvidas nessa nova fase (cabe todo mundo sim), e orientá-los (em conjunto, para que ninguém diga que algo foi falado a alguma equipe que outra não tenha ouvido). Repito: passar as informações apenas aos cartolas é bobagem. 

Um apontamento: será que as pessoas envolvidas na CEAF / Diretoria de Arbitragem, que estiveram em campo na “final que não acabou ainda para os palmeirenses”, no imbróglio da ajuda externa da decisão do Paulistão 2018, foram visitar o CT do Palmeiras também?

Tomara que tudo funcione muito bem e que o Árbitro de Vídeo não tenha trabalho. Se tiver, que tenha sucesso.

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– A decepção Argentina contra a Venezuela (apesar de um gol irregular…)

O que está acontecendo com os hermanos, não?

A Argentina perdeu na Espanha por 3×1 da Venezuela, numa vexatória apresentação. Me recordo do fatídico jogo em que os nossos vizinhos foram goleados pela maravilhosa geração da Colômbia em casa, nos anos 90, além do recente mico contra a Bolívia (com Messi e tudo). Desta vez, não dá para falar de atitude, superação do adversário, ou qualquer outra desculpa. Jogou mal para um bom time venezuelano (que tem Dudamel no comando, mas não é nenhum encanto acima da média).

Alguém poderá dizer que o 1o gol venezuelano – irregular – ajudou a atrapalhar os nervos. Nem isso… 

E sobre o gol, vamos lá: surgiu de uma cobrança rápida de faltao que é permitido. O batedor não precisa esperar a formação de barreira (foi muito esperto o atacante); entretanto, a bola precisa estar imóvel, e não estava. A falta rápida foi cobrada com a bola em movimento.

Insisto: apesar disso, pelas condições dos jogadores, elenco, valorização (por ter Messi em campo), e até mesmo por questões políticas (A AFA está uma inhaca, mas Nicolas Maduro deixou nosso vizinho do norte numa miséria), é obrigação a Argentina ganhar da Venezuela. 

Por isso o futebol é legal: nem sempre a lógica prevalece!

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– As Eleições do Sindicato dos Árbitros foram para o “Vinagre”?

Não me surpreendo: pela enésima vez, a Presidência do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo será disputada somente por Arthur Alves Jr, que adotou o nome de “Arthurzinho do Sindicato” há algum tempo. A chapa oposicionista de Aurélio Sant’Anna Martins foi impugnada pela Comissão Eleitoral.

Caramba, será que o atual / antigo / provavelmente “novo presidente” do Safesp não cansou de ser dirigente-chefe? O poder é tão gostoso assim? Que amor à causa sindical!

Duas coisas a dizer:

1- Aurélio não poderá ser candidato (nem sua vice, Regildênia, nem seu tesoureiro, Fabrício) pois não reside na Capital e, em tese, teria que se dedicar ao Sindicato morando na cidade (mesmo que o outro candidato seja interventor da Federação Paraibana e exerça outros cargos que peçam a ausência da Capital). Aliás, obrigar a morar especificamente na cidade de São Paulo é uma bobagem sem fim.

2- Regildênia, que eu pensei ter encerrado a carreira na arbitragem, não encerrou totalmente, continuando a apitar jogos amadores. Se a questão é o afastamento da carreira, talvez uma licença plena funcionasse mas fazê-la somente dos jogos profissionais, aí é discutível. Embora, lembremo-nos: o presidente atual trabalhou por muito tempo em outras atividades relacionadas à arbitragem, contraditoriamente até ao patrão que deveria contestar, a FPF.

Isso faconteceu pois assinaram o Regulamento de 2003 do Sindicato, que prevê essas coisas (por mais contestáveis que sejam). Entretanto, em 2004 esse regulamento foi atualizado e dispensaria essas queixas.

Se faz necessário, dessa forma, duas questões:

1- Por quê se desejou realizar o pleito com o regulamento ANTIGO, e não o NOVO? Em tese, um bom advogado consegue provar que é um equívoco colocar o regulamento que já não vale mais.

2- A chapa oposicionista de Aurélio resolveu concorrer mesmo sabendo que o documento de 2003 deveria ser contestado? Por quê não entrou ANTES do pleito reivindicando que deveria ser com o atual? Se existe um documento assinado concordando com o de 2003, parece ter sido uma bobeada de quem bolou a campanha. Deveria fazê-lo sob as condições de que estaria sob judice.

Quando mais falamos em renovação nos caminhos do futebol (dentro ou fora de campo, com estudo / ciência / evolução), fazemos questão de aceitar passivamente que as coisas continuem exatamente as mesmas (ou involua).

O 7×1 que levamos no Mineirão de nada adiantou…

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– O racismo praticado contra Serginho na Bolívia em Blooming 2×0 Jorge Wilstermann

Ainda é admissível que idiotas cantem gritos ofensivos nas arquibancadas?

Sempre ouvi falar (e nunca concordei) que o estádio de futebol é um lugar onde se pode xingar à vontade, extrapolar e extravasar. Não concordo. Você pode vaiar e aplaudir, mas nunca ser selvagem.

Atitudes como gritos homofóbicos, racismo, violência e outras coisas que contestam a inteligência humana já deixaram de ser aceitáveis, e mostram como nossa cidadania ainda é questionável. E digo isso pelo fato lamentável ocorrido na Bolívia, na partida entre Blooming 2×0 Jorge Wilstermann, do último domingo, onde o brasileiro Serginho abandonou o campo após insultos incessantes dos torcedores por ser negro.

O árbitro corretamente parou a partida para que os torcedores encerrassem os gritos racistas (conforme manda atualmente a Regra do Jogo), mas mesmo assim o atleta preferiu se retirar.

Até quando veremos tristes situações assim? Até quando as punições serão “de mentirinha”? Até quando o ser humano vai ficar esperando ser “gente de verdade”?

Muito triste.

Extraído de: https://www.gazetaesportiva.com/futebol/brasileiro-abandona-o-campo-apos-sofrer-insultos-racistas-na-bolivia/

Vídeo em: https://twitter.com/liberta__depre/status/1107803186461638659

BRASILEIRO ABANDONA O CAMPO APÓS SOFRER INSULTOS RACISTAS NA BOLÍVIA

Mais uma cena lamentável tomou conta do futebol no último domingo. Na partida entre Blooming e Jorge Wilstermann, válida pela 13ª rodada do Apertura do Campeonato Boliviano, o brasileiro Serginho, do time visitante, sofreu insultos racistas e abandonou a partida ainda em seus decorrer, aos 40 minutos do segundo tempo, em lance de cobrança de escanteio.

Diante de mais de 15 mil pessoas que marcaram presença na vitória do Blooming por 2 a 0, no Estádio Tahuichi Aguilera, o meio-campista brasileiro sofreu diversos atos racistas durante a partida, segundo relatos dos companheiros de equipe. Na reta final, mesmo com a vitória, os fanáticos dos donos da casa não cessaram nos insultos.

Aos 40 minutos do segundo tempo, o jogador brasileiro se dirigiu a linha de fundo para efetuar uma cobrança de escanteio. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver o atleta abandonando o gramado e explicando a arbitragem que seguiu sofrendo com as declarações da torcida adversária. Por conta da polêmica, a partida ficou parada por cerca de quatro minutos.

Após a partida, personalidades dos dois lados se manifestaram contra as cenas presenciadas. Do lado do Jorge Wilstermann, Cristian ‘Pochi’ Chávez condenou a “vergonha” que marcou a partida, enquanto Jorge Ortiz criticou que o fato tenha acontecido durante toda a partida. “Essas coisas externas ao jogo são tristes. Não me surpreende a saída de campo do Serginho, porque estava sendo insultado desde o primeiro tempo”, disse ao jornal El Deber.

Mesmo com os três pontos conquistados, o tema foi abordado pelo Blooming, na voz do capitão, Cristian Latorre, e do treinador Erwin Sánchez. “Eu repudio o racismo, mas essas são coisas que fogem das nossas mãos, dos jogadores. Fico com pena pelo que aconteceu. É lamentável”, ressaltou o atleta, corroborado pelo comandante. “Sou sempre contra o racismo. Fiquei 20 anos fora e volto para sentir isso. Veremos o que fazer junto ao clube”, finalizou.

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– Não tenha dúvida quanto ao Gol de Danilo Avellar no Corinthians 1×0 Oeste

Apesar das reclamações dos jogadores do Oeste, acertou Lucas Canetto Belotte em validar o gol do Corinthians.

O jogador Danilo Avellar cruza a bola e por força da corrida sai de campo (não houve burla, ele não saiu intencionalmente para tirar proveito). Retorna imediatamente ao campo (nesse caso não é preciso pedir autorização da arbitragem) e chuta para o gol em posição legal. Correto!

Quem estuda as Regras, sabe que tudo isso é válido e o lance não é complicado. Mas jogadores reclamam por desconhecimento e, em casos como o de hoje, para tentar fazer um “auê“.

 

– A CBF e suas provas de descréditos

A Confederação Brasileira de Futebol nos faz perder o encanto do futebol brasileiro, além de nos trazer mais dúvidas sobre a lisura de todos os elementos intra e extra-campo que norteia o esporte tão popular (já foi mais…) em nosso país.

Lembram quando o respeitadíssimo Jamil Chade, trabalhando pela Agência Estado, revelou que a CBF tinha acordos para que a escala da Seleção Brasileira tivesse crivo dos patrocinadores, aceitando ou vetando nomes?

Foi em 2015, com a Kentaro sendo a protagonista de parte da convocação de atletas do Escrete Canarinho. Até mesmo o “contrato secreto”, como chamado na manchete, foi divulgado (reveja-o em: https://wp.me/p4RTuC-cwq).

Agora, a Folha de São Paulo mostra que a inconfiável CBF continua com suas mazelas. A licitação da comercialização de placas publicitárias para o Brasileirão-2019 teve o vencedor divulgado HÁ 1 MÊS pela Folha de São Paulo, antes dela ocorrer.

Sendo assim, por que acreditar na CBF?

JOGO MARCADO

Impropriedades e suspeitas sobre a CBF alimentam histórico de desvios que não são exclusividade do desporto nacional

POR: Editorial da Folha (extraído de: https://blogdopaulinho.com.br/2019/03/17/jogo-marcado/)

Com mais de um mês de antecedência, esta Folha apontou o nome da vencedora de concorrência promovida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com vistas à exploração de placas de publicidade no Campeonato Brasileiro.

Segundo informações obtidas pela reportagem, a vencedora —a empresa Sport Promotion— já estava definida antes que as demais competidoras tivessem apresentado suas ofertas. Entretanto a CBF, a Sport Promotion e a Ernst & Young, que auditou o processo, negam qualquer irregularidade.

A contemplada mantém vínculos comerciais com a confederação há cerca de 30 anos e detém, entre outros, os direitos de transmissão e de exploração de publicidade das Séries B, C e D do Brasileiro.

São longas também as relações com o dirigente Marco Polo Del Nero, que assumiu o comando da entidade em 2015 e foi banido do esporte dois anos depois por violar normas do Código de Ética da Fifa, o órgão máximo da modalidade.

Antes de assumir a presidência, Del Nero tornou-se, em 2012, vice de José Maria Marin, condenado por corrupção pela Justiça norte-americana. A partir daquele ano, a Sport Promotion obteve receitas milionárias com estatais federais.

Em 2013, a empresa firmou contrato de R$ 50 milhões com a Caixa Econômica Federal para explorar publicidade do campeonato feminino ao longo de cinco anos.

Já no final de 2014, ainda no governo Dilma Rousseff (PT), negociou R$ 26 milhões com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para a transmissão de certames nacionais de divisões inferiores.

O entendimento com a Caixa contou com a presença da CBF, que anunciou a parceria intermediada pela Sport Promotion numa cerimônia com a presença do então ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O episódio despertou questionamentos do Tribunal de Contas da União, que considerou anômalo o fato de a confederação ter preferido terceirizar o contrato a lucrar diretamente com a operação.

O estratagema repetia antiga prática da entidade, que procura evitar laços diretos com o setor público, justamente para esquivar-se de investidas de órgãos de controle.

As impropriedades apontadas alimentam um histórico de desvios que não são exclusividade do desporto nacional. Escândalos envolvendo dirigentes internacionais futebolísticos e olímpicos internacionais vieram à luz nos últimos anos e pressionaram as entidades a pelo menos demonstrar mais interesse em exercer controles.

Lamentavelmente, a situação ainda está longe do que seria desejável.

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– Ponte Preta x Guarani dançando com a Irmã!

Ligo agora a TV e vejo Ponte Preta x Guarani, o Derby Campineiro tão esperado e… não vale absolutamente para o Paulistão 2019!

1.Por quê não se marcou esse jogo mais para o meio da tabela?

Veja o ótimo Raphael Claus entrando em campo, imponente, concentrado, mas ao som do… hino do Campeonato Paulista!

2.Compare essa melodia com o hino da Champions League!

Repare também: torcida única no Moisés Lucarelli. Sei que não se comporta mais os atuais torcedores organizados brigões, mas é ruim demais essa situação (embora necessária).

3.Pensou se o estádio fosse meio da Macaca / meio do Bugre? Que festa?

Enfim: tudo isso faz me lembra naquele velho ditado de que “é tudo muito sem graça, mais sem graça do que dançar com a irmã”, enquanto poderia-se estar de rostinho colado com a moça bonita desejada.

Só não vale para o juizão pensar assim. Afinal, Derby de Campinas sempre é pegado, e para usar outro ditado: “bobeou, o cachimbo cai”.

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– A dureza em encarar time de futebol da Venezuela…

Pobre é o árbitro que marca e desmarca, remarca e desmarca, e, por fim, adia de novo a sua passagem aérea internacional.

Digo isso pois Piero Laza, o chileno que apitaria Cruzeiro x Deportivo Lara, iria arbitrar o jogo no Brasil – mas como o time venezuelano não conseguiu sair do país pelos diversos problemas que o povo passa, teve que adiar de novo.

Perceberam que problema a Conmebol tem nas mãos? Jogos na Venezuela podem sofrer apagão elétrico; fora de lá, não se consegue sair!

Que inferno, hein?

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– As 3 hipóteses para os clubes de futebol nunca reclamarem de Sorteio dos Árbitros.

Li no Blog do Paulinho (acesse o link abaixo) sobre a “qualidade” dos Sorteios dos Árbitros de Futebol no Brasil, e ao se atentar para o texto, percebe-se que, por não ser o Papa Francisco quem gira o globinho e nem a Madre Teresa de Calcutá que tira a bolinha, tudo é muito complicado.

Mas cá entre nós, alguém acredita ou acreditava nos sorteios?

Lembrem-se de casos públicos:

1. A emblemática escala JHC (dando direito a Bola de Cristal para Santos x Corinthians): https://blog.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/futebol/minha-bola-de-cristal-nao-erra-deu-jhc-no-classico/

2. Corinthians x Palmeiras (o jogo do “Fala Muito”em 2011) antecipado pelo Jornal da Tarde de que seria Paulo César de Oliveira em sorteio fajuto: https://www.estadao.com.br/blogs/jt-esportes/paulo-cesar-de-oliveira-vai-apitar-palmeiras-e-corinthians/

3. Luiz Flávio de Oliveira antecipado no site da própria FPF para Palmeiras x São Paulo (e curiosamente, deu ele mesmo):
https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fpf-explica-erro-no-sorteio-do-arbitro-que-apita-palmeiras-e-sao-paulo,1125278

4. A incrível série de coincidências inexplicáveis do universo conspirando a alguns nomes (a data é de 03 de maio de 2011, mas parece atual): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2011/03/05/voce-acredita-em-sorteio-os-furos-do-globinho/

Uma pergunta pertinente fica no ar: por quê os clubes, se existe dolo e armação em sorteios, nunca se manifestaram?

Você tem 3 respostas:
A) Nem imaginavam que o sorteio não acontece de maneira honesta em 100% dos casos;
B) Não se incomodam em serem enganados;
C) São cúmplices de tudo isso, pois, conforme relatado, conseguem chegar a acordos com os nomes a serem escolhidos junto às Comissões de Árbitros.

Sempre (PARA TODA QUESTÃO DE DÚVIDA A UM SETOR) me recordarei da opinião do consagrado e respeitado jornalista ítalo-brasileiro Cláudio Carsughi, que um dia disse:

“Se Deus, onipotente e sábio, não poupou nem a sua Igreja de casos de corrupção, por quê o faria no Futebol? E porquê em específico a uma categoria, a dos Árbitros?”

Incontestável. 

O post citado logo no início, extraído de: https://blogdopaulinho.com.br/2019/03/15/saiba-como-os-sorteios-de-arbitros-para-o-brasileirao-estariam-sendo-fraudados/

SAIBA COMO OS SORTEIOS DE ÁRBITROS PARA O BRASILEIRÃO ESTARIAM SENDO FRAUDADOS

Conversamos, ontem (14), por longas horas, com testemunha relevante da manipulação de sorteios de arbitragem e outros procedimentos correlatos, todos com aval, garante, da alta cúpula da profissão.

Por razões evidentes, sua identidade será preservada.

Esteve conosco, também, o ex-árbitro Euclydes Zamperetti Fiori, que pode atestar a existência da reunião.

Entre dezenas de histórias escabrosas, revelaremos o que disse nosso informante sobre como funcionaria uma espécie de teatro, muito bem armado, do sorteio de árbitros para o Campeonato Brasileiro (sistema também adotado na Federação Paulista de Futebol).

Vez por outra, em alguns casos, o sorteamento seria verdadeiro.

De acordo com a “necessidade”, não.

Funcionaria assim:

diretor da comissão de arbitragem procura clubes para sondar os árbitros de preferência (foi dado exemplo de um jogo recente entre Corinthians e Palmeiras, em que o arranjo teria ocorrido)
o sorteio, supostamente, é transmitido ao vivo, sempre às 15h, no site da CBF;
para que tudo pareça verdadeiro, são filmados, horas antes, vários sorteios reais, até que a bolinha do árbitro pré-determinado, efetivamente, seja a escolhida.
no horário marcado, a versão que agradaria a todas as partes é exibida como se fosse ao vivo;
testemunhas que assinam o documento do sorteio, quando isso ocorre, em regra, são funcionários ligados à CBF, arbitragem, etc, além do pessoal da Comissão
Existiria margem, porém, nesse tipo de procedimento, não apenas à escolha de árbitro que interesse a ambas as equipes, mas a apenas uma delas, que costuma ser a agremiação que, por razões comercias, políticas e financeiras, “beneficie” mais ao torneio.

Soubemos que, em determinado momento, a FOLHA designou um repórter para cobrir um desses sorteios, sem saber que o procedimento estaria “arranjado”.

Perto das 15h, horário em que seria exibido o filme pré-gravado, o jornalista foi levado para a sala “errada”, por suposto equívoco de funcionário.

Passado o horário, foi avisado do problema e aceitou pedido de desculpas, retornando, noutra data, para cobertura que pode ser realizada sem problemas, porque tratava-se de um daqueles dias em que as coisas, de fato, aconteceriam corretamente.

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– A nova e triste denúncia de abuso sexual contra o ex-FIFA Óscar Ruiz

No começo da carreira (me recordo dele jovem, apitando no Pacaembu Corinthians 8×2 Guarani), o jovem árbitro Óscar Ruiz mostrava ser diferente com o apito na boca. Passou o tempo e se acomodou com a fama. Ao término da sua carreira, virou árbitro comum.

Boatos de que assediava sexualmente outros árbitros colombianos começaram a surgir e, infelizmente, ganharam ainda mais volume nessa semana.

Abaixo,

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2019/03/13/ex-arbitro-oscar-ruiz-e-acusado-de-abuso-sexual-por-colegas-de-profissao.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

EX-ÁRBITRO ÓSCAR RUIZ É ACUSADO DE ABUSO SEXUAL POR COLEGAS DE PROFISSÃO

Consagrado como um dos árbitros mais importantes do futebol sul-americano nas últimas décadas e atualmente aposentado da profissão, o colombiano Óscar Ruiz recebeu graves acusações hoje (13) de dois antigos colegas. Hárold Perilla, Carlos Chávez e Julián Mejía, também juízes de futebol, registraram denúncia por chantagem e abuso sexual.

“Faço a denúncia contra o senhor Ruiz por abuso sexual desde 2007 até eu me aposentar. Ele dizia que teria que ter relações sexuais com ele se quisesse chegar longe na arbitragem. (…) em uma pré-temporada, ele tentou me tocar nos testículos e nas nádegas. Era inteligente, não deixava áudios e nem provas”, afirmou Hárold Perilla.

“Tive coragem de denunciar, inclusive quando já era árbitro internacional. Convido as pessoas que foram abusadas para que se animem e denunciem as irregularidades também”, acrescentou Perilla, ex-árbitro Fifa e primeiro do trio a vir a público para citar os supostos abusos de Ruiz.

Segundo Perilla, Óscar Ruiz possuía poder de influência nas escalas dos membros para o Conselho de Arbitragem do futebol colombiano. Quem compartilhava as histórias dos supostos abusos com outros profissionais ou ameaçasse denunciar, era vetado.

Além de Óscar Ruiz, o trio também denunciou Ímer Machado, ex-árbitro Fifa e membro do conselho de arbitragem que teria a influência do renomado juiz colombiano, que esteve presente nas Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010 e trabalhou em quatro finais de Copa Libertadores.

“Conheço Ímer Machado desde 2006, ascendendo ao profissionalismo em 2009 como companheiro de profissão. Ele me colocou apelidos, me cercava e tocava os testículos. Tiveram que me deter várias vezes. Foi terrível. Muitas vezes tocava minha bunda, tratava de desprestigiar meu trabalho”, desabafou Perilla.

“Não denunciei antes, hoje sim. Ruiz também. Temos testemunhas do que aconteceu comigo, reforçou.

Esta é a segunda acusação de abuso sexual sobre Óscar Ruiz. Também árbitro, Germán Mauricio Sánchez afirmou que o renomado ex-juiz colombiano cometeu assédio em 2010. A denúncia veio apenas em 2012. “Não denunciei antes porque queria voltar a apitar internacionalmente”, afirmou Sánchez ao El Tiempo.

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– A “Falta por Genitais” de Felipe Melo em Palmeiras 3×0 Melgar. Genitália no adversário também é infração…

Já vi justificativa de todo o tipo para dizer que uma falta não foi cometida, mas essa…

Aos 29 minutos do 1o tempo, Felipe Melo vem correndo para disputar uma bola e dá uma “Tesoura” (ou se preferir, um carrinho por trás com as pernas abertas) em seu adversário Árias. Atingindo ou não o atleta, segundo a Regra do Jogo, não há como não ser Cartão Vermelho. Mário Diaz de Vivar, o árbitro paraguaio, amoleceu e deu apenas o Cartão Amarelo.

Mas ao ler a entrevista de Felipe Melo na Gazeta Esportiva pela Web (citação abaixo), assustei com a desculpa dele! Alegou que derrubou com “suas genitais” o jogador do Melgar, e assim não deveria ser expulso.

Extraído de: https://www.gazetaesportiva.com/times/palmeiras/melo-se-defende-por-falta-violenta-e-diz-ter-derrubado-rival-com-genital/amp/

Eu tinha roubado uma bola alguns minutos atrás em um carrinho de lado. Fui tentar de novo o carrinho de lado, mas ele, muito esperto, entrou. O árbitro viu que não dei uma tesoura, tanto que não pego com a sola do pé. Minhas genitais encostam nele e derrubam”

Com tal ímpeto, fazer falta mesmo que com a genitália daquele jeito, também é pra Vermelho… e a narrativa do lance (de que era “de lado”) não foi bem a contada por Melo.

 

– São Bento 1×2 Ponte Preta e o Malandro Moderno “do Bem”.

Não assisti o lance citado no jogo entre São Bento x Ponte Preta, mas achei ESPETACULAR o texto escrito pelo respeitado escritor e ex-prefeito de Itu Lázaro Piunti, relacionando a malandragem decisiva do jogador Talles nessa partida (ludibriando a arbitragem) com a malandragem da atual sociedade brasileira (ludibriando ao próximo)!

Vale o compartilhamento, extraído do Facebook do próprio Piunti. Abaixo:

MALANDRAGEM DO BEM?!…

O lance ocorre no meio do campo. O atleta da Ponte Preta prepara-se para lançar a bola em profundidade percebendo um companheiro correndo à direita do gramado. O defensor do São Bento pressente a jogada e tenta deslocar-se para o mesmo ponto, quando é contido faltosamente por Talles, atacante pontepretano. O árbitro não viu a irregularidade e o auxiliar (antigamente a denominação era “bandeirinha”) ignorou a falta. Na sequência aconteceu o gol da equipe campineira. Eram decorridos 38 minutos do 1º tempo.

No intervalo o repórter entrevista o autor do gol, justamente o goleador Talles. E menciona seu “encontrão” faltoso em prejuízo do adversário. O jogador cinicamente admite o erro, faz deboche quanto à omissão do juiz dizendo que ele podia marcar ou não marcar a falta. Ri e fala que a malandragem é do jogo. Talles finaliza: “Uma malandragem do bem”.

Com a derrota em casa por 2 x 1 na noite deste domingo (10/03/19), a equipe de Sorocaba está virtualmente rebaixada para a segunda divisão do Campeonato Paulista. Adicione-se ao resultado a esperteza do Talles, estereótipo do malandro moderno.

Faz muito tempo que o futebol deixou de ser mero esporte. É uma profissão rendosa, emprega muita gente, envolvendo interesses e negócios milionários. A paixão clubística ocupa degrau menor na escala de sentimentos. A malandragem cantada em prosa e verso no Brasil dos anos 30 evoluiu negativamente no País. Desmerece o samba “Lenço no Pescoço”, do imortal Silvio Caldas, obra escrita por Wilson Batista.

O malandro brasileiro não usa mais chapéu-palheta. Tampouco se parece com o Vadinho, do romance “Dona Flor e seus dois Maridos”, de Jorge Amado. A malandragem moderna arromba os cofres públicos, mina as finanças, corrói o orçamento da Saúde, entorpece a Educação, condena os idosos a um epílogo existencial miserável. A malandragem contemporânea nada tem a ver com os personagens de Walt Disney, sejam eles o Gastão, primo do Pato Donald, ou o Zé Carioca. E não guarda semelhança com o divertido Pica-Pau dos desenhos animados.

A “Malandragem do Bem” definida por Talles é a desgraça consolidada no País da impunidade, onde viceja a corrupção, cevada não só nos gabinetes oficiais. Ela é a bola da vez, ágil e veloz. Gols ilícitos furando as redes do cotidiano. O jogo espúrio das relações promíscuas entre pessoas físicas e jurídicas, corporações e indivíduos. Há exceções, porém, tão poucas. A regra geral as obscurece.

Lázaro Piunti

ljpiuntiescritor@uol.com.br

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– Coutinho

Ontem, 11 de março de 2019, faleceu o magnífico craque da camisa 9 do Santos FC, Coutinho.

Tudo o que eu poderia escrever sobre ele, o fiz em Agosto de 2017, contando uma experiência minha como árbitro (Coutinho era o treinador) comparando com a atitude de um Coutinho mais conhecido da “moçada de hoje”: o do Barcelona, que na época ainda estava no Liverpool.

Vejam nesse texto a grandiosidade do agora saudoso Coutinho. Abaixo, desse mesmo blog:

COUTINHO DO SANTOS E COUTINHO DO LIVERPOOL

Quem gosta de futebol conhece um dos craques históricos do futebol brasileiro: Coutinho, companheiro de Pelé no mítico time do Peixe dos anos 60.

Poucos sabem que ele foi técnico do time Sub 20 do Santos, no começo dos anos 2000. E eu me recordo de um jogo em que apitei no Parque São Jorge (o gramado da Fazendinha estava impecável), entre Corinthians 1×1 Santos, onde pude conhecer um pouco da sinceridade de Coutinho, o ex-jogador, ali como técnico.

Em um determinado lance da partida, o Paulo Almeida (que viraria capitão do time profissional comandado por Leão, com Robinho e Diego), deu uma entrada forte no adversário. Eu dei o Cartão Amarelo a ele, na dúvida se deveria dar Vermelho. E como o tempo de decisão de um árbitro de futebol é o mesmo de um piscar de olhos, vacilei e reconheço que errei. Ouvi, para a minha surpresa, Coutinho gritar para Paulo Almeida: “Moleque, cê tem que agradecer ao juiz, se você der outro pontapé eu tiro você do time. Futebol de time meu não tem pancada”.

Gravei essa frase na minha cabeça, pois o treinador foi sincero “até demais”! Não teve nenhuma complicação na partida, exceto esse lance que nem foi tão reclamado na hora. Posteriormente, vi Coutinho outras vezes em entrevistas recordando o time em que jogou, e sempre percebi certa mágoa com Pelé. Mas nunca sem deixar de ser autêntico, sincero ao extremo.

Escrevo isso por ver um outro Coutinho, o do Liverpool, que nessa fase da globalização e da comunicação on-line se tornou ídolo mundial. Bom jogador, isso é inegável. Mas sua atitude em dizer-se lesionado no time inglês (em meio as negociações com o Barcelona) e se apresentar perfeitamente saudável no treino da Seleção Brasileira, numa supostamente fantástica e rápida recuperação, contrastam com a sinceridade do Coutinho mais antigo (e talvez hoje menos famoso, mas certamente mais craque).

O Coutinho mais jovem pisou na bola. Ou o médico é milagreiro? Disse alguém sabiamente: “Ele deve ter ido no ‘Pai Vavá’ do maravilhoso filme Boleiros!”

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– Qual será a punição ao Timão após o relato do árbitro de Corinthians 0x0 Santos?

E a “festa de Papel Picado” na Arena Itaquera, antes de Corinthians x Santos?

Fazer essa sujeira nos gramados (na Argentina eram usados rolos de Papel Higiênico antigamente) é coisa do passado e não deveria nem existir mais. Pra quê? Atrapalha a visão do jogo, confunde a exata localização das linhas de demarcação e não leva a nada.

Imagine a alegria dos preparadores físicos que aquecem seus atletas (que se desaquecem pela pausa do Hino Nacional) e ainda tem que esperar a tentativa de limpeza do palco. Amadorismo de quem bolou isso…

Na súmula, no campo de “Motivo de Atrasos”, foi relatado que:

“Atraso no início da partida em virtude dos papéis picados brilhantes que impossibilitavam a visualização das linhas da área penal. Estes papéis foram soltos pelo Corinthians.”

E no campo de “Ocorrências”:

“Na entrada das equipes, um equipamento soltou papeis picados brilhantes, numa ação promocional de marketing promovida pelo Corinthians, onde os mesmos cobriram a linha da área penal. Ambos os capitães concordaram em não iniciar a partida devido a dificuldade na visualização das linhas, motivo pelo qual, a partida começou com 10 minutos de atraso.”

 

Sabendo que está proibida a chuva de papel picado em regulamento e que cada minuto de atraso gera multa, provavelmente o Coringão vai arder com algum dinheiro a ser pago para a FPF, não?

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– A confusa aceitação de Chapas no Sindicato dos Árbitros

Coisas que me entristecem: a difícil questão em permitir o livre exercício democrático das candidaturas oposicionistas em um sindicato. Parece muitas vezes que, sempre o lado que contesta, está errado. Mas está?

Digo isso pois vejo que a chapa oposicionista do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo foi questionada pois o seu candidato Aurélio Sant’Anna Martins reside em Jacareí, sendo que o estatuto de 2003 exige que more na Capital. Entretanto, há uma atualização desse mesmo estatuto em 2004 que essa bobagem caiu – estando, em tese, correta a chapa.

Fico imaginando: eu resido em Jundiaí, e garanto que chego a São Paulo (na Barra Funda, sede do SAFESP) mais rápido do que muitos outros colegas paulistanos, dependendo de onde moram. Sem sentido tal impedimento (que não existe mais segundo tal adendo).

Já disse que não apoiarei ninguém, não sou eleitor e nem futuro candidato. Tampouco sócio (embora continuo me assustando com tantos jovens árbitros que desconhecem a história eleitoral tão confusa ao longo dos anos).

Minha referência às Eleições de 2019 aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/03/05/carta-aberta-de-um-nao-eleitor-nao-militante-nao-sindicalizado-e-nao-entusiasta-do-safesp-nem-de-coafesp-ou-orgao-apocrifo/

Quero recordar do pleito de 2010, onde dos 261 eleitores, Arthur Alves Jr foi eleito com 260 votos e 1 voto nulo. Fuçando em meus arquivos, eis que achei 3 textos da época e que são pertinentes para a reflexão. Em especial, o 2o dessa lista:

(Em: https://professorrafaelporcari.com/2010/10/17/eleicoes-safesp-2010/)

O 1o texto:

ELEIÇÕES DO SAFESP VEM CHEGANDO. MAS É DEMOCRACIA TER CANDIDATO ÚNICO?

Link de Eleições do Safesp vem chegando. Mas é Democracia ter Candidato Único? – por Rafael Porcari

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

Não para mim.

Mas bastante gente gosta…

A bom entender, meia palavra basta.

O 2o texto:

VERGONHA NA ARBITRAGEM PAULISTA 

Link de Vergonha na Arbitragem Paulista – – por Fernando Sampaio

Vou publicar aqui texto do Wanderley Nogueira sobre as eleições na Safesp:
“Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial”. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.”

Adiciono ao texto do Wanderley algumas informações:

A FPF realiza eventualmente um teste físico chamado COFFES, normalmente na pista de atletismo do estádio de Caieiras ou no Centro Olímpico de São Caetano do Sul. Normalmente, o Coffes é uma corrida de 2.700m em 12 minutos, tiros curtos de 30, 60, 90 metros. Além disso, há a medição de gordura e dobras cutâneas.

Aproveitando que a eleição é dia 18, segunda-feira, a FPF CONVOCOU os árbitros para realizaram o COFFES na sede da FPF. Detalhe: a sede do sindicato faz fundo com a da FPF. Ela está trazendo todos os árbitros, de todos os pontos do estado, para poderem assim votar no Artur. Mas a gozação é o seguinte: o COFFES será realizado no salão nobre da FPF. Dá para acreditar? Como é que vai correr dentro da sede da FPF?

Incrível, só falta ir buscar o árbitro em casa para votar.

Até o fotógrafo da FPF está pedindo voto ao candidato do Marco Polo Del Nero. Leia o e-mail:

Boa tarde caros amigos Árbitros de Futebol.

Gostaria de dizer a todos que tiveram seu trabalho registrado pela lente da minha câmera que recebo do Arthur muito apoio e incentivo nesse trabalho fotográfico que tenho feito e dedicado a Arbitragem. Por isso gostaria que todos o apoiassem nas eleições a presidência da SAFESP no próximo dia 18/10/2010.

Um grande abraço a todos e sucesso.

Eduardo – ECM PRODUÇÕES

Só faltou dizer: “Quem não votar, não tem foto”. rsrsrsrs

Diferente do Brasileirão de pontos corridos, 380 jogos em 9 meses de competição, a fórmula do Campeonato Paulista tem uma enorme influência da arbitragem. O formato é dirigido para ter os quatro grandes nas finais. Para tristeza da FPF, isso só aconteceu uma vez. Em 2007, quase deu Bragantino x São Caetano. Foi um corre-corre para evitar o fracasso de mídia e público. Para que isso não aconteça, tabela e escala de arbitragem são dirigidas. Os grandes são sempre favorecidos. É turno único. O Tapetão Paulista é ainda pior que o STJD. Faz vista grossa para os tumultos e bombas nos estádios, gramados, cartões, suspensões e demais casos.

É uma pena. São Paulo está decadente. Os bons árbitros paulistas foram formados numa geração anterior. Há anos a FPF não revela novos bons árbitros. Há exceções é claro. Além disso, vale lembrar que os dois últimos escândalos surgiram na sede da FPF: Edilson e os tais convites da Madonna, estória mal contada pelo Marco Polo para influir no Brasileirão. Foi suspenso. Apesar do escândalo, Marco Polo continua presidente da FPF.

É uma vergonha. A Federação Paulista virou um lixo.

O 3o texto:

A “INDEPENDÊNCIA DOS ÁRBITROS”

Link de A “Independência” dos Árbitros – por Wanderley Nogueira

Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial” .

Ai do árbitro que não votar no isento candidato. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.

Diante de tudo isso, vemos como é complicado atender os anseios de uma categoria tão desunida e sem boas perspectivas que tem sido a dos árbitros de futebol…

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– Gol de Mão Intencional Vale?

Parece pegadinha. E ‘é’; e ao mesmo tempo, ‘não é’.

Claro que centroavante não pode fazer gol com a mão de propósito. Um gol de mão só valeria se fosse marcado sem intenção: ou seja, bola cruzada, bate despropositalmente no braço/mão do atacante e entra. Nessa circunstância (sem intenção), tudo bem (Explicação válida até dia 31/05/2019, pois a Regra mudará essa situação em 01/06/2019, Texto atualizando em: https://wp.me/p55Mu0-28N).

Mas há uma possibilidade: Gol de goleiro.

Repararam que a gente automaticamente pensa em jogador de linha? E com o goleiro existe a hipótese (dificílima de se concretizar) de um gol de mão proposital acontecer: o arqueiro de uma equipe lança com força a bola para o ataque (fazendo uso das mãos), ela atravessa o campo e cai na outra área; o goleiro adversário dá uma bobeada e a bola entra. Gol. E gol de mão!

Sabem quando isso vai acontecer em um jogo oficial? NUNCA. Ou melhor: a chance existe, embora seja ínfima.

*ATENÇÃO: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM.

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– Rodízio de Faltas: o que fazer?

Uma das táticas antidesportivas no futebol usadas atualmente é a prática do “rodízio de faltas”, quando os jogadores se revezam em cometer as ditas “faltinhas” de jogo para que o adversário não avance, anulando craques e deixando o jogo mais feio.

Quer exemplos? Luís Felipe Scolari fazia isso no Palmeiras (hoje faz menos), colocando diversos atletas para matar as jogadas no meio-de-campo e impedindo o outro time de conseguir jogar. O Bragantino praticava com perfeição (e ainda pratica), alternando infratores, pois seu treinador (Marcelo Veiga) é mestre nessa estratégia.

As vítimas do rodízio de faltas são equipes que tocam bem a bola e jogadores diferenciados. O grande problema é coibir tal artifício, já que normalmente são faltas leves (porém numerosas). Os árbitros têm dificuldade em observá-lo pois acaba sendo um método silencioso de unfair play, e com a mudança constante de infrator, dificulta a identificação.

O rodízio de faltas pode ser contra uma equipe ou contra um jogador difícil de se marcar. E como o árbitro deve proceder?

– Se um atleta recebe faltas leves de adversários diferentes (as ‘faltinhas de jogo’ que matam jogadas, ora promovidas por zagueiro, volante, etc), o árbitro deve advertir verbalmente o infrator e alertar que está atento ao rodízio de faltas. Se o atleta receber nova falta, de qualquer outro adversário, o infrator deve receber cartão amarelo (mesmo que seja o primeiro lance faltoso dele) pelo motivo da equipe persistir na infração – é como se fosse um cartão pelo número de “faltas coletivas”. E se continuar, Cartão Vermelho.

O rodízio de faltas é um mal para o futebol brasileiro; tolha o jogo bonito, acaba com o tempo de bola rolando e nivela a qualidade dos atletas por baixo, já que a partida “não rende”.

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– E o VAR se firma no futebol!

O VAR veio pra ficar. Veja na Liga dos Campeões da Europa quanta emoção e correção tivemos! O jogo entre Manchester e PSG diz tudo.

Falando no Paris Saint-German… e o Neymar?

O brasileiro dá motivo para ser criticado e odiado. Precisa aprender a, além de ser celebridade, passar a ser admirado (tem a qualidade para jogar bola e ser o número 1 do mundo, mas as atitudes que o fizeram transformar em “chacota da Copa da Rússia 2018” atrapalham). Nem digo sobre a farra do Carnaval, mas algo a mais: deve ser punido por tuitar críticas fortes contra a arbitragem e, segundo chegam notícias (a se confirmarem ou não), tentou ir reclamar no vestiário do árbitro sobre a atuação do VAR (que acertou).

Apesar de tudo isso, não se pode negar que Neymar Jr é um cara vencedor: na idade que ele tem, quanto você tinha de saldo? Eu, infinitamente menos. Claro, a contrapartida é que na mesma comparação, sem ser da financeira mas de respeitabilidade, as coisas se invertem (para a maioria dos trabalhadores responsáveis). 

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– Kanu deveria ficar quieto!

Somente hoje vi a entrevista / depoimento de Rodrigo, o jovem jogador do Santos FC (que é um menino mesmo) sobre as ameaças de que Kanu lhe deixaria aleijado.

Kanu, do Oeste de Itápolis, foi um dos protagonistas de um violento BAVI tempos atrás (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-lFa). Claro que tal tática de querer desequilibrar o adversário que é melhor do que ele é relativamente comum (assim como aquelas de que “eu ganho muito mais do que você” ou “olha só onde você joga e onde eu jogo“), mas não gosto nenhum pouquinho.

Mas pense bem: o inexperiente Rodrigo, com o histórico de jogadas violentas de Kanu (também nesse Paulistão), ficaria temeroso ou não de apanhar?

Não adianta falar que é só o juiz aplicar a Regra, pois se quebrar a perna do rapaz, de nada adiantará o cartão vermelho.

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foto: Globoesporte.com

– Carta Aberta de um Não Eleitor, Não Militante, Não Sindicalizado e Não Entusiasta do SAFESP (nem de COAFESP ou órgão apócrifo).

Sei que no dia 25 de março ocorrerão eleições no Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo. Aurélio Sant’Anna Martins, do Vale do Paraíba e ex-árbitro contemporâneo a minha época será um dos concorrentes (com a ex-árbitra Regildênia, Fabrício Porfírio, Marco Andrade Mota, Alex Alexandrino e outros corretos membros em sua chapa).

Nunca fiz campanha a ninguém. Não farei agora (até porque não voto). Mas por ter certa respeitosa liberdade e nenhum impedimento de me relacionar com essa candidatura, algumas perguntas pertinentes:

Prezado Aurélio, durante e pós-campanha…

Não mudará o nome de Aurélio para Aureliozinho para ganhar simpatia?;

Não vai promover (ou pedir que árbitros promovam) cervejada eleitoral?;

Não vai pedir para gravarem vídeo dizendo que “o Aurélio mudou minha vida”?;

Não apagará da Internet a campanha para ficar sem rastreamento do que foi dito?;

Não precisará pedir a amigo que convoque reunião de árbitros, pesagem dentro de um salão ou qualquer obrigação que fará árbitro viajar de todo o estado coincidindo com sua presença e uma urna no local?;

Não será picareta em dizer que se sacrificará e abrirá mão do seu tempo e dinheiro pelos colegas árbitros (isso seria demagogia barata, tem que trabalhar remuneradamente, com horário e transparência, sem se fazer de vítima);?

Não trabalhará de empregado junto aos que você tem que cobrar, evitando a incompatibilidade de cargos?;

Não fará favor gratuito às entidades que escalam árbitros, como suposto abnegado pela arbitragem e disfarçadamente exercendo seu desejo pessoal?;

Não abaixará a cabeça ou desviará de arquibancada quando ver alguém honesto e conhecido, fazendo de conta que não viu a pessoa e nem por ter medo de ser cobrado?;

Não estará concomitantemente no Acre e em São Paulo; nem nos confins de qualquer estado do Nordeste ou em reunião de outra entidade, pois sabe que foi eleito para SP e em SP estará?;

Não visitará árbitro em teste físico e ficará abraçando apaixonados pela categoria, devolvendo favores em escalas?;

Não menosprezará iniciantes da carreira e nem se fará prestativo somente na campanha?;

Não cairá no ridículo em mandar seus árbitros sindicalizados seguirem X ou não seguirem Y nas Redes Sociais, tentando desqualificar àqueles que você tem repulsa?;

Não gastará dinheiro em coisas que não dizem respeito à arbitragem, nem em lugares que mancham a imagem de um esportista ou até mesmo de uma pessoa honrada?;

Não se embebedará nem estará em inferninhos da vida usando do cargo?;

Não patrocinará textos de blogueiros com matérias em prol-Aurelio, nem difamatórias aos que emitem alguma opinião concretamente justa contra-Aurelio?; 

Não impedirá uma auditoria total e a publicidade dos fatos, nem terá medo de uma Lava-Jato do futebol?;

Não criticará ninguém com os termos de “tenista” ou “frentista”, como se fosse algo pejorativo, e sugestionando seus subordinamos a evitarem tais pessoas?; e,

Não pulará do barco quando a corda começar a arrebentar para curtir a vida e deixar de lado as promessas de campanha?

Caro Aurélio, antes que alguém possa escrever ou dizer que estou atacando fulano ou beltrano com esses questionamentos a você (não estou atacando outros candidatos, nem o atual presidente ou a entidade SAFESP), saiba que são somente palavras direcionadas à sua candidatura, sem citar nomes de ninguém além do seu, a fim de ter certeza de que está consciente das coisas que pode enfrentar, acertar ou errar. 

Que os desafios sejam encarados para o enfrentamento e que a preocupação em sempre fazer o certo (isso inclui comportamento ético, democrático e digno) sejam perenes e a necessidade de fugir das tentações, da vaidade, da ganância do poder e do dinheiro (isso é uma reflexão ao candidato Aurélio e seus pares de chapa a se atentarem incessantemente) tornem-se lembretes diários. 

Reforço: torço que os candidatos à Eleição do Safesp estejam preparados e que ela seja uma disputa elegante, respeitosa e repelida dos bajuladores de cargos e pessoas nojentas ao mundo da democracia e da educação / bons costumes. 

Em tempo e em linguagem bem direta: se você ganhar, não seja vingativo com quem perdeu / àqueles que perderam (seja justo apenas), pois algo muito triste seria imaginar a tentativa de prejudicar a carreira de alguém por envolvimento político OU NÃO O ENVOLVIMENTO DE.

O texto é longo, mas as preocupações com o futuro do Safesp são do mesmo tamanho. Novamente desejo boa sorte aos candidatos e que essas palavras de um NÃO ELEITOR, mas ex-árbitro sindicalizado à entidade POR OBRIGAÇÃO da FPF (isso é ridículo que tenha que ser submetido), possa apenas trazer a reflexão de uma conduta transparente e exemplar. E como não sou mais membro do Safesp, me recuso a dizer o que acho “que tenha sido as outras gestões” (tanto que em momento algum cito aqui os nomes dos outros gestores). 

Felizmente vivemos uma democracia onde todos podem se candidatar e o respeito deve andar de mãos dadas com a liberdade de expressão.

Insisto às patrulhas e exploradores: as perguntas pertinentes desta postagem são a você, Aurélio, a fim de, em caso ganhando, se policiar. Não sei o que aconteceu ou o que acontece nos bastidores do Sindicato dos Árbitros de São Paulo desde 2010 (e nem quero saber, tenho coisas muito mais importantes a fazer), por isso escrevo bem a vontade.

Se eu fosse eleitor, não votaria na chapa do Aurélio, pois não desejo que sofra com problemas gástricos. Eu votaria em branco. E se ganhar, não me convide a cargos (lógico que não me convidará) e não terá meu apoio situacionista nem minha oposição radicalista. Sou como árbitro de antes de 01.06.2019 com as regras antigas: NEUTRO.

Atenciosamente,

Rafael Porcari. 

– As mudanças das Regras do Futebol: 10 ideias, 7 mudanças e outras 3 “pra depois”

Eu me preocupo demais com as mudanças (a velocidade em que ocorrem e a intensidade impactante) das Regras do Futebol. Elas sempre foram mudando ao longo dos tempos, mas não com tanta frequência quanto agora.

Um lance qualquer avaliado há 5 anos poderá estar completamente desatualizado devido a quantidade de modificações ocorridas tão recentemente. E pasmem: o futebol, tão simples de se praticar, começa a ter um conjunto de observações, exceções e outras nuances que jogadores, jornalistas, torcedores e se bobear, até árbitros amadores desconhecem.

Quer um exemplo? Pergunte a um jogador se “a bola tocar no adversário tira o impedimento”? Há 4 anos era uma pegadinha, muitos achavam que tirava (e gerava reclamações pelos ignorantes). Nunca tirou, e jogadores tinham dúvidas. Mas a Regra mudou tempos atrás: se um jogador de defesa for disputá-la e a bola somente resvalar nele, pela intenção da disputa o toque involuntário tirou o impedimento do atacante. Mas se o mesmo toque acontecer com o jogador não manifestando a intenção da disputa de bola, embora tocando o impedimento deve ser mantido.

Dá para o torcedor comum entender?

Enfim: no último sábado dia 02, a International Football Association Board (IFAB), a verdadeira dona das regras do jogo de futebol, durante a 133a reunião da entidade, discutiu 10 itens, aprovando 7 mudanças, rejeitando 2 e aceitando o teste de outra. vamos lá:

APROVADAS A PARTIR DE 01.06.2019 (E JÁ INCLUSAS PARA BRASILEIRÃO E COPA AMÉRICA):

  1. Bolas que batam acidentalmente na mão serão diferenciadas entre as que espirram no defensor e no atacante. Entenda como funciona hoje: se um chute de um atacante bater sem intenção no braço do zagueiro que está tentando evitar o gol (bateu sem querer), você não pode marcar o pênalti, pois não foi intencional o uso da mão nem movimento antinatural. E se uma bola for chutada e o atacante que tenta fazer o gol tocar sem querer com a mão na bola, o lance tem que ser validado. Se entrar no gol, é gol legal de mão (não teve intenção de colocar a mão na bola e nem fez um movimento antinatural, mas ela bateu sem querer e entrou). A mudança será: para o zagueiro, continua valendo que não se pode sancionar o lance, pois  foi um acidente no qual ele não tem culpa. Entretanto, nas mesmas condições só que em ataque, DEVERÁ INVALIDAR O LANCE, independente de intenção ou não do atacante, movimento antinatural dos braços ou não. Bateu e resultou um gol, pare o jogo.
  2. Comissões Técnicas receberão Cartões Amarelos e Vermelhos (igualmente como se aplicam aos jogadores).
  3. A permissão oficial de que o goleiro possa estar somente com 1 pé sobre a linha do gol na cobrança de pênalti (acabando com a história de olhar se ele está atrás, para frente, se está mal posicionado, ou com os 2 pés sobre a linha). Na hora do chute do cobrador, o goleiro terá que estar com um dos pés sobre a linha, e não mais dois.
  4. Obrigatoriedade do jogador que será substituído sair pela linha mais próxima do campo de jogo, com a possibilidade de punição com cartão amarelo (e se já tiver, o segundo amarelo e vermelho consequentemente) por retardar a partida. Aqui, o exemplo claro é de um jogador que está na área penal, e ao invés de sair pela linha de fundo, sai pela linha lateral até o banco de reservas. 
  5. A permissão de que a bola entre em jogo logo que se cobre o tiro de meta ou um tiro livre a favor da defesa dentro da área, sem precisar que saia da grande área (hoje, só se pode tocar a bola – sendo atacante ou defensor – depois que ela sai da grande área; se não sair e ser tocada, a bola não estará em jogo e o tiro de meta cobrado novamente). Agora, a partir do instante em que a bola for tocada pelo cobrador do tiro de meta ou tiro livre, os jogadores já podem disputá-la.
  6. O árbitro e os bandeiras deixam de ser neutros, mas se tornam como “elementos estranhos”. O “famoso Gol do Aragão no Palmeiras x Santos” não vale mais. Ou seja: se a bola bater num árbitro, o jogo seguia normalmente. Agora, se bater, deve-se marcar ‘Bola Ao Chão’.
  7. A proibição de jogadores de ataque permanecerem na barreira da defesa, distando 1 metro da mesma. Muitas vezes, jogadores do time que atacam se misturavam na barreira ou ficavam à frente dela (e isso não era proibido, era até mesmo algo treinado, para facilitar o cobrador). A partir de Primeiro de Junho, os atletas da defesa devem continuar a pertencer 9,15 da bola, mas os jogadores do ataque devem estar distantes 1 metro da barreira, se ela for formada.

REJEITADAS:

8. A ideia em se discutir a mudança de sequência de cobranças de tiro penal em decisões de pênaltis: ao invés das equipes se revezarem uma vez cada (ABABABABAB), ou seja, 5 tiros alternados pelas equipes A e B, se cobraria 1 por 2 (ABBAABBAAB). Dessa forma, uma equipe cobra primeiro, e depois o adversário cobra 2 vezes, e assim revezando até 5 tiros cada.

9. A ideia de, terminada empatada uma disputa de pênaltis, ao invés de se revezarem 1 chute para cada equipe, elas teriam direito a 2 chutes (como os tie-brakes de tênis).

EM TESTE:

10. O fim dos rebotes de pênaltis durante o jogo normal! Se um cobrador acertar o gol, recomeça normalmente o jogo. Mas se ele chutar para fora, bater na trave, ou o goleiro espalmar, recomeçará a partida com TIRO DE META. Os testes serão em torneios de menor expressão.

E aí, gostaram das ideias? Deixe seu comentário:

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– A AOC no São Paulo e a provável proibição do patrocínio.

Perceberam que há algum tempo, tanto no Brasileirão quanto nos diversos campeonatos estaduais, os árbitros (que deveriam ser profissionais e funcionários da CBF e/ou Federações regionais, mas são somente “prestadores autônomos de serviços aos clubes de futebol”) estão sendo patrocinados por diversas empresas?

E como isso funciona?

Em tese, os árbitros deveriam repartir o direito de imagem / publicidade / valor do patrocínio. Mas a maior parte nada recebe. Aliás, com quem fica o valor considerável para se tornarem outdoors? Com a própria entidade organizadora do torneio.

Já tivemos problemas com o conflito de interesses de patrocínios no Brasil. A FIFA proíbe patrocínios de arbitragem que gerem desconfiança entre os torcedores e/ou outros inconvenientes. Recentemente a CREFISA havia feito um contrato com a FPF para patrocinar a arbitragem (sendo que ela era a patrocinadora master do Palmeiras). A Federação fez discursos mirabolantes e desconexos da realidade na época (ou por mentira, ou por ignorar as normas da própria FIFA). Recorde as bobagens ditas e feitas em: https://wp.me/p4RTuC-cpr.

O certo é que a FIFA, mediante a insistência da publicidade, proibiu o patrocínio da CREFISA na camisa dos árbitros. Relembre, abaixo, extraído do Estadão:

(Em: https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-acaba-com-patrocinio-aos-juizes-de-parceira-do-palmeiras-imp-,1669229)

Durou apenas cinco dias o polêmico patrocínio de duas empresas parceiras do Palmeiras à arbitragem do futebol paulista. O acordo foi rompido ontem, depois de determinação da Fifa, que o considerou ilegal por haver conflito de interesses. A Federação Paulista teve de acatar e anunciou o cancelamento do contrato logo após divulgar horários e locais das semifinais do Estadual, que serão no domingo. Corinthians e Palmeiras jogam às 16h no Itaquerão e Santos e São Paulo se enfrentam às 18h30, na Vila Belmiro.

A Fifa acionou a FPF por meio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e evocou o artigo 15 de seu Regulamento de Organização de Arbitragem. O patrocínio a juízes e auxiliares é permitido, desde que não haja ligação alguma com clubes participantes de competições.

De acordo com o texto, “anúncios de patrocinadores nas camisas de árbitros serão permitidos somente se não criarem conflitos de interesses com nenhum dos times participantes. Caso isso aconteça, o árbitro não deve utilizar nenhum tipo de patrocínio na camisa”.

Tenho certeza que muitos árbitros ficaram constrangidos com tal situação na época, e os lógicos e inevitáveis questionamentos de torcedores exaltados e que se sentiram incomodados ocorreram (mesmo sem vingar a ideia, para se ter ideia do potencial do estrago).

Agora, leio que a chinesa AOC (de equipamentos eletrônicos) quer patrocinar o São Paulo FC. Ora, a AOC é patrocinadora dos árbitros e fornecerá os equipamentos do VAR no Paulistão (sua concorrente, a TCL, fará o mesmo papel de “empresa oficial do árbitro de vídeo” no Campeonato Brasileiro).

De quem a AOC abrirá mão?

Eu imagino que do SPFC, pois deve ter contrato assinado anteriormente com a FPF e sua saída agora geraria imensos transtornos para o torneio.

Fica a dica às empresas: cuidado com os parceiros que possam gerar conflito de interesses em outras parcerias.

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– A tola ideia em diferenciar mão na bola de quem defende e de quem ataca (e outras mudanças na Regra do Futebol)

No próximo sábado, a International Football Association Board (IFAB), que é a verdadeira “guardiã / dona” das regras do jogo de futebol, se reunirá pela 133a vez em sua história e colocará em discussão várias alterações para a mudança ou não do esporte mais popular do planeta.

Vamos a algumas delas?

  • Ajustes no protocolo do VAR: além de se atentar às situações de gol/não gol, cartões corretos a serem aplicados ou não, inequívoca identificação de jogadores para punição e lances de pênaltis não-interpretativos, o IFAB quer verificar novas possibilidades para usar o árbitro de vídeo. Talvez agressões fora do lance de jogo, algum tipo de infração específica ou situação de jogo em que a tecnologia possa ajudar devem entrar em discussão.
  • Obrigatoriedade do jogador que será substituído sair pela linha mais próxima do campo de jogo, com a possibilidade de punição com cartão amarelo (e se já tiver, o segundo amarelo e vermelho consequentemente) por retardar a partida. Aqui, o exemplo claro é de um jogador que está na área penal, e ao invés de sair pela linha de fundo, sai pela linha lateral até o banco de reservas
  • A permissão de que a bola entre em jogo logo que se cobre o tiro e meta, sem precisar que saia da grande área (hoje, só se pode tocar a bola – sendo atacante ou defensor – depois que ela sai da grande área; se não sair e ser tocada, a bola não estará em jogo e o tiro de meta cobrado novamente). A ideia é que a partir do instante em que a bola for tocada pelo cobrador do tiro de meta, os jogadores já possam disputá-la.
  • O adiamento da ideia em se discutir a sequência de cobranças de tiro penal em decisões de pênaltis: ao invés das equipes se revezarem uma vez cada (A-B, A-B, A-B, A-B, A-B), ou seja, 5 tiros alternados pelas equipes A e B, se cobraria 1 por 2: (A-B, B-A, A-B, B-A, A-B). Dessa foram, uma equipe cobra primeiro, e depois o adversário cobra 2 vezes, e assim revezando até 5 tiros cada (provavelmente, se discutirá isso para o encontro de 2020).
  • A permissão oficial de que o goleiro possa estar somente com 1 pé sobre a linha do gol na cobrança de pênalti (acabando com a história de olhar se ele está atrás, para frente, se está mal posicionado, etc). Na hora do chute do cobrador, o goleiro teria que estar APENAS com um dos pés sobre a linha, e não mais dois.
  • A mais polêmica: bolas que batem acidentalmente na mão passariam a ser diferenciadas entre as que espirram no defensor e no atacante. Entenda como funciona hoje: se um chute de um atacante bater sem intenção no braço do zagueiro que está tentando evitar o gol (bateu sem querer), você não pode marcar o pênalti, pois não foi intencional o uso da mão nem movimento antinatural. E se uma bola for chutada e o atacante que tenta fazer o gol tocar sem querer com a mão na bola, o lance tem que ser validado. Se entrar no gol, é gol legal de mão (não teve intenção de colocar a mão na bola e nem fez um movimento antinatural, mas ela bateu sem querer e entrou). A proposta em debate é: para o zagueiro, continua valendo que não se pode sancionar o lance, pois  foi um acidente no qual ele não tem culpa. Entretanto, nas mesmas condições só que em ataque, DEVERÁ INVALIDAR O LANCE, independente de intenção ou não do atacante, movimento antinatural dos braços ou não. Bateu, pare o jogo – é o que se deseja (quando em ataque).

Eu não gosto dessa diferenciação, mas somente depois dessa reunião que acontecerá em Glascow, na Escócia, é que saberemos o que foi decidido. Aliás, não sou contra mudanças no futebol, mas me preocupo com a quantidade e a qualidade delas.

E você, gostou das ideias? O que sugeriria, caso estivesse nesse encontro?

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– Os dois lances mais reclamados do Clássico da Saudade: Palmeiras 0x0 Santos

Palmeirenses e Santistas reclamaram da arbitragem de Flávio Rodrigues de Souza. E, sendo um lance para cada lado, ambos tem razão, pois o bom árbitro bobeou nas duas situações pontuadas abaixo. Vamos lá:

NO PRIMEIRO TEMPO, ERRO PRÓ-SANTOS

Jean Lucas (SFC) comete uma falta para cartão amarelo. Mas os jogadores de ambas equipes (bem pilhados, diga-se de passagem), começam a bater-boca. No bololô, Gustavo Henrique (SFC) agride Moisés (SEP) e não é expulso. Se o árbitro não conseguiu ver o tapa, há os demais integrantes da equipe de árbitros que estão ali para, em um momento como esse, verificar tudo o que acontece fora do campo visual do juiz. Erro não só do árbitro, mas da equipe de arbitragem.

NO SEGUNDO TEMPO, ERRO PRÓ-PALMEIRAS

Novamente vemos Jean Lucas (SFC) participando do lance, mas agora ele recebe a bola no ataque e chuta para o gol. Durante a trajetória ela desvia no braço/mão de Gustavo Gómez (SEP) e “chega mansa” para a posse de Weverton. Aqui, algumas considerações para dizer se houve pênalti ou não:

  1. Alguém pode dizer que agora a intenção é um detalhe, depois das mudanças das Regras de alguns anos atrás. NADA DISSO, ela continua sendo o principal fator para se decidir se houve mão proposital e, por conseguinte, pênalti. O que aconteceu (E ATENÇÃO PARA QUE NÃO SE CONFUNDA) é que além da intenção acrescentou-se a questão do movimento antinatural, ou seja, de uma “intenção disfarçada”. Isso significa que eu poderia pular diferente, agir com uma conduta menos agressiva da mão na bola / bola na mão. Explico: se um chute vem forte e eu demoro propositalmente para recolher o braço, lá no fundo você desejava que ela batesse e desviasse, ganhando vantagem disso. Ou se você pula com os braços totalmente levantados para o alto para cabecear uma bola, isso é algo antinatural.
  2. Gustavo Gómez, quando a bola é chutada, está/ mantém os braços em movimento natural e ela bate sem querer nele, ou é um movimento antinatural onde poderia evitar o desvio e não o faz?
  3. Claro que isso não veio facilitar a regra não (como alguns dizem), mas aumentar a necessidade da qualidade de uma boa interpretação. Para mim, esse contato de Gustavo era EVITÁVEL, pois não demosntrou nenhum reflexo ou movimento de se evitar o toque. Eu marcaria pênalti para o Santos .

Enfim, em um tipo de lance como esse, o árbitro tem que ser rápido na avaliação e experiente o suficiente para tomar a decisão. Não costuma ser uma jogada tão simples. Para mim, reitero, pênalti.

Importante: não gosto quando alguém diz: um erro para cada lado é “menos ruim”, pois compensou. Isso não deve existir, se não vira desejo de “fazer média”. Não foi o caso de ontem, foram dois erros distintos sem relação, sendo um para cada lado.