– Quem foi revelado no apito do Brasileirão 2018?

Eu não gostaria de estar escrevendo esta postagem, mas se faz necessária tal reflexão: enquanto os meios esportivos estão fazendo a “Seleção do Campeonato Brasileiro“, fico pensando sobre os melhores árbitros do ano!

Quem se destacou?

Difícil dizer. Todo mundo errou significativamente; alguns mais, outros menos, mas todos erraram.

A maior preocupação não é essa, mas sim: quem foi REVELADO! E assim como na FPF, a gestão do Coronel Marinho não conseguiu “fazer ninguém” na CBF. Nossos 10 FIFA’s estão abaixo (na sua média) da qualidade de tempos atrás. Aliás, talvez, por incrível que possa parecer, a última “leva” competente de árbitros brasileiros na FIFA tenha ocorrido com Armando Marques (que também já critiquei).

Me pesa ver tanto tempo de Sérgio Correa da Silva no comando da arbitragem e o nível ter se estagnado e depois regredido. Idem ao atual comando do ex-chefe da arbitragem da Federação Paulista.

Enfim: qual nome seria “incontestável” em 2018 como revelação?

Como na imagem abaixo, a arbitragem brasileira anda bem “bola murcha”…

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– Atletas de River Plate e Boca Jrs obedecerão o juizão e desfrutarão do momento decisivo?

A mim, surpreendeu que o primeiro jogo da decisão da Libertadores da América não tenha sido um festival de pontapés. O histórico de confusões entre atletas e torcedores levava a crer nisso, e, ao contrário, foi um ótimo jogo de futebol.

Veremos a repetição desse cenário no jogo de volta, neste sábado?

Andrés Cunha, o uruguaio que apitará a final, que por 3 dias está em concentração na cidade de Luque, no Paraguai (sede da Conmebol), mandou um recado aos jogadores através da “TV Conmebol”:

É um orgulho para mim e para toda a equipe estar nessa grande partida. A mensagem é para que os jogadores desfrutem de estar na final. Eles também ganharam essa oportunidade de estar nesta partida decisiva da Libertadores, então que desfrutem, que vivam a final, com respeito. Que ganhe o melhor em campo, e que saibam respeitar aquele que não seja o ganhador.

Três observações:

1- O meu desejo é igual ao do juizão. Mas se a vontade será acatada quando a bola rolar…

2- Um chileno apitou o jogo de ida; um uruguaio apitará o jogo de volta. Uma das partidas entre os dois argentinos em Buenos Aires não poderia ter um árbitro brasileiro? Estamos sem moral alguma, hein? Viva o Coronel Nunes e o seu voto de “rebeldia” (ou de burrice?) para a Copa de 2026, quebrando os acordos firmados com seus pares.

3- Alguém duvida que essa é a maior final da Libertadores de todos os tempos, mítica e misticamente falando? Creio que não há na América do Sul tal rivalidade igual ao  de Boca x River.

O juiz uruguaio Andrés Cunha vai apitar a decisão da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors — Foto: Reprodução de TV

– Pé alto ou gol normal? Sobre o lance do Maracanã entre Flamengo x Grêmio.

Na partida entre Flamengo 2×0 Grêmio, um lance polêmico e muito reclamado: o gol de Uribe. Foi legal ou ilegal?

Convencionou-se chamar de “pé alto” quando o jogador vai disputar a bola levando risco ao adversário por erguer excessivamente a perna. Na verdade, isso é “jogo perigoso” e deve ser marcado tiro livre indireto (a falta em “2 toques”).

E no Maracanã, foi isso o que aconteceu?

NÃO. Foi infração para tiro livre direto e o gol ilegal.

Explico: Uribe ergue a perna e TOCA o rosto do gremista Cortez. Repare que o defensor não pulou ou se abaixou, mas sim o atacante que elevou o pé. Se não há esse toque, é tiro livre indireto e anula-se o gol (por jogo perigoso). Como houve o toque do pé de Uribe em Cortez, é tiro livre direto e anula-se o gol (por infração temerária). De qualquer forma, o gol não deveria ser confirmado.

Errou o árbitro Bráulio da Silva Machado, que estava bem posicionado no lance e confirmou imediata e equivocadamente o gol.

O que será que passou pela cabeça dele? Deu um “branco” em sua mente, errou a interpretação ou precipitou-se em confirmar o gol?

Com VAR, facilmente esse gol seria anulado.

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– Curta a Vida, Arnaldo!

E o Arnaldo Cezar Coelho se despediu das cabines. Teria sido mais difícil do que se despedir dos gramados? Não sei. Mas vai curtir a vida (se é que já não consegue fazer isso com a qualidade que deseja).

É inegável que a regra de futebol é obscura e tem inúmeros detalhes, mas o Arnaldo a popularizou com o bordão “A Regra é Clara. Ele criou esse mito que é mentira. Mas, confesso, é legal! Há os que usam essa pseudo-verdade para os mais diversos memes.

Um profissional do futebol desconhece o conjunto de regras do ofício que exerce. Ou você acha que jogador sabe “de cor e salteado” as 17 Leis dos jogos? Pior: e as observações cabeludas de cada uma delas? Às vezes, nem os árbitros têm segurança de aplicá-las no calor da partida. Imagine explicá-la para milhões de telespectadores em horário nobre. 

Arnaldo, como comentarista, muitas vezes brigava com a imagem e te dava a “oportunidade de bater”; mas em outro lance relatava um comentário qualquer que lhe calava a boca e te impressionava. Aí você é quem levava um “tapa de pelica”. 

Quem vai a Copa do Mundo, já tem mérito. Mesmo se for via política, sorte, competência ou qualquer outra coisa, ninguém vai sem um mínimo de capacidade. E apitar a final de um Mundial? Dispensa qualquer comentário. É o supra-sumo da carreira, onde raríssimos conseguirão e apenas pessoas especiais conseguiram. Além disso, comentar 8 Copas pela Rede Globo, o que dizer?

Eu não gostava de seu estilo apitando (sim, assisti vídeos). Mas sabia apitar quando queria, e fazia com maestria. Por fim, está na história da arbitragem mundial – e na da TV também.

Se eu fosse o Arnaldo, tirava pelo menos um ano sábatico. Eu não posso fazer isso, mas ele pode (e deveria).

Boa aposentadoria, amigo!

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– Competência Humana versus Competência Tecnológica: o VAR no futebol brasileiro

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

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– A CBF quer tumultuar o Majestoso de sábado? Que insensibilidade…

Parece que a CBF procura confusão! Por incompetência da Comissão de Arbitragem, corre o risco de promover mais um final de semana recheado de discussões nas mesas redondas.

Explico: alguns árbitros não conseguem “ter química” com certos times. Outros, sempre se embananam em determinados estádios. Assim, algo que deveria ser evitado é escalar Rodolpho Toski Marques em jogos do Corinthians. Não existe má-intenção nenhuma dele, mas sempre é um “para-raio” na Arena de Itaquera. Assim como Paulo César de Oliveira involuntariamente também era no Parque Antártica (mas nitidamente com mais competência no seu ofício).

Aliás, qual o mérito dele, Toski, que é uma boa pessoa mas azarado no apito, para alcançar o escudo da FIFA? E depois de tanta lambança, é “presenteado” com o sorteio para Corinthians x São Paulo do próximo sábado?

Estou afastado alguns dias da Internet por motivos particulares. Mas fico indignado de, existindo tantos árbitros no quadro nacional, escolher (digo, sortear) justamente quem já provou que precisa “comer mais feijão” para apitar jogos importantes… Olha a lista recente de “caças”do juizão e os jogos que apitou:

1- Os 8 lances em Corinthians 1x 0 Fluminense –https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/22/os-8-lances-polemicos-de-corinthians-1×0-fluminense/

2- O pênalti inexistente Corinthians 1 x 0 Internacional –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/11/22/o-penalti-inexistente-em-corinthians-1×0-internacional/

3 – A falta de autoridade em Ponte Preta x São Paulo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/06/06/autoridade-e-a-falta-de-sobre-lances-da-arbitragem-de-domingo/

4- O pênalti equivocado em Corinthians x Botafogo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/07/02/o-equivocado-penalti-em-arana-no-corinthians-x-botafogo/

5- Os 3 lances discutíveis em Corinthians 1×1 Cruzeiro –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/10/02/os-3-lances-discutiveis-em-cruzeiro-1×1-corinthians/

6- A imaturidade em Cruzeiro x Santos –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/17/a-falta-de-experiencia-ou-de-competencia-na-arbitragem-brasileira-mostrada-em-cruzeiro-x-santos/

Perguntar não ofende: onde está a Meritocracia nas Escalas? Um Majestoso é sempre um jogo nervoso, pegado, importante. Ainda mais com os dois times tensos como estão nos últimos dias… Insisto: nada contra a idoneidade do árbitro, mas é escala a ser evitada.

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– O VAR da Conmebol teve problemas técnicos em Minas Gerais?

Quer dizer que realmente aconteceu uma dificuldade séria com o recurso do VAR no Mineirão, na partida entre Cruzeiro 1×1 Boca Jrs na Libertadores? A Raposa sabia de um problema, mas nada podia fazer.

Mas o que exatamente ocorreu?

Para a Conmebol, foi um problema na Linha Virtual que aparece no impedimento (algo simples); mas um jornalista da TNT Sports da Argentina garante: foi pane mesmo e o pessoal que fica alocado no container da arbitragem permaneceu sem imagens.

Na quarta-feira, teremos a final da Copa do Brasil lá em MG. Pensou se mesmo com o número exagerado (e estranho) de 18 pessoas escaladas para comandar a arbitragem do jogo, o equipamento “dá pau”?

Uma coisa é fato: somente a Conmebol para implantar um sistema de VAR duvidoso…

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/mg/futebol/libertadores/noticia/cruzeiro-afirma-que-foi-avisado-sobre-problema-em-linha-do-var-antes-de-jogo-com-o-boca-mas-nao-se-opos.ghtml

CRUZEIRO AVISA QUE FOI AVISADO SOBRE PROBLEMA EM LINHA DO ÁRBITRO DE VÍDEO ANTES DO JOGO COPNTRA O BOCA

Jornalista argentino informa que equipamento do árbitro de vídeo não teria funcionado plenamente na partida; fonte na Conmebol reconhece falha pontual e diz que não houve prejuízo geral na captação de imagens

O árbitro de vídeo (VAR) não teria sido utilizado pelo árbitro uruguaio Andres Cunha no jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, no Mineirão, pela partida de volta das quartas de final da Taça Libertadores. A informação revelada pelo jornalista Hernán Castillo, da TNT Sports, da Argentina, é que o equipamento não funcionou. O jogo terminou empatado por 1 a 1, resultado que eliminou o Cruzeiro, causando revolta entre jogadores e dirigentes do clube, principalmente por decisões tomadas em campo pelo uruguaio Andres Cunha.

Procurado pela reportagem, o Cruzeiro admitiu que, antes da partida, a comissão técnica do clube foi chamada pelos responsáveis pelo VAR e comunicada que uma das fases, a da linha de impedimento, não estava funcionando. Segundo Sérgio Nonato, diretor geral do clube, foi passado que a falha não prejudicaria a recepção e a visualização geral das imagens.

Marcone Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro, esclarece que o clube apenas foi comunicado sobre o problema e que, nesse caso, o time mineiro não tem poder de veto ou questionamento sobre o assunto.

Uma fonte da Conmebol admitiu ao GloboEsporte.com que houve uma falha pontual no sistema do VAR, porém em uma ferramenta que auxilia o uso do equipamento, chamada “linha virtual”, usada para ajudar em lances de impedimento, por exemplo.

Essa mesma fonte nega que o VAR não tenha funcionado durante o jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors. Segundo ela, a recepção de imagens das câmeras ocorreu normalmente para a análise das jogadas pelo uruguaio Leodan Gonzalez, árbitro de vídeo da partida.

A Minas Arena, administradora do Mineirão, também se posicionou. Segundo a gestora, o VAR foi instalado dentro de um container localizado no estacionamento do estádio, a pedido da Conmebol, diferentemente do que ocorreu na Copa do Brasil, quando foi disponibilizada uma sala para os árbitros e o equipamento. Diante disso, a administradora do Mineirão não se responsabiliza por problemas ocorridos.

A principal reclamação do Cruzeiro pela ausência do VAR na partida foi a jogada que poderia ter sido finalizada com o gol de Barcos. Porém, o uruguaio Andres Cunha parou o lance antes, anotando falta de Dedé no goleiro Rossi, por jogada perigosa. O jogo estava 0 a 0 naquele momento.

– Temos todos, no futebol brasileiro, que ficar indignados. Enquanto nós não nos fortalecermos, vamos ficar nas mãos de venais. O que adianta o VAR, se quem resolve é um juiz venal. Vocês viram o tempo todo. Ele segurou o time, prendeu o time – disparou o presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá.

Árbitro uruguaio Andres Cunha foi bastante criticado pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

Árbitro uruguaio Andres Cunha foi bastante criticado pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

– Quando posso rever uma decisão no futebol?

Posso voltar atrás na aplicação de um cartão, ou seja nas decisões disciplinares? E nas decisões de marcações de jogo (decisões técnicas)?

A resposta é clara: desde que o jogo não tenha sido reiniciado, pode voltar atrás. Mas e se o jogo já tiver sido reiniciado?

A dúvida é comum a muitos. Recebi de um internauta e por achar relevante, publico-a:

“Boa noite, Rafael. Estava pesquisando na internet a respeito de arbitragem e achei seu blog (…) O que me levou a pesquisar sobre foi uma dúvida que surgiu em um bate papo com um amigo que me disse que antigamente (anos 90 pra trás, mais ou menos) as regras do futebol permitiam que o árbitro voltasse uma decisão equivocada mesmo que a jogada já tivesse sido reiniciada. Achei pela net um texto das regras de 1903 e não diz nada a respeito disso, que o juiz não poderia fazer isso. Tentei encontrar textos mais recentes, mas só consegui achar de 2003 e constava o texto que o juiz só poderia alterar antes do reinício. Isso realmente me intrigou pois achei interessante o juiz poder voltar atrás e tentar rever uma decisão equivocada.
Isso realmente procede?
Abraços.”

A resposta detalhada com exemplos é:

“Boa noite. Seu amigo está equivocado, provavelmente ele confundiu alguma outra situação. O árbitro nunca pode voltar atrás após uma jogada reiniciada. O que ele pode é dar um cartão retroativo (uma excepcionalidade, por exemplo: um jogador deu um soco em outro fora do lance de jogo, o bandeira viu mas não conseguiu interromper a tempo de avisar; na 1a oportunidade o faz, sendo que o árbitro pode expulsar o agressor mas a partida deve continuar da forma onde estava quando ocorreu a informação).
Imagine essa situação hipotética no Choque-Rei de sábado: Felipe Melo (PAL) agride o goleiro Sidão (SPFC), somente o quarto árbitro viu mas por algum problema não conseguiu avisar a tempo. Depois de 5 minutos (já teve lateral, escanteio e falta nesse tempo) o Felipe Melo sofre um pênalti a seu favor do… goleiro Sidão! Nesse momento, o quarto árbitro avisa o árbitro do ocorrido. Procedimento: árbitro expulsa Felipe Melo pela agressão anterior, mas mantém o pênalti a favor do Palmeiras (pois não pode mudar a sua decisão técnica já que a partida tinha sido reiniciada nesse período de tempo).
Repito: talvez seu amigo tenha confundido essa questão DISCIPLINAR (que é uma exceção). A Regra nunca permitiu na questão técnica, desde 1863″.

Estudar a Regra do Futebol é maravilhoso, não? Lembrando que a figura do árbitro inexistia nos primórdios, pois quem decidia os lances eram os capitães em comum acordo.

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– As críticas contra a Arbitragem de Cruzeiro 1×1 Boca Jrs

Que o Cruzeiro foi prejudicado no jogo de ida contra o Boca nas Quartas de Final no Bombonera, não tenho dúvida. Relembre-a em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/20/como-explicar-tanto-erro-pro-boca-sobre-a-expulsao-de-dede-amarilla-2013-aquino-2011/

Mas aqui em Belo Horizonte, vejo duas reclamações:

  1. O Gol anulado de Barcos por pé alto de Dedé em disputa de bola com o goleiro Rossi.
  2. Impedimento de Barcos no segundo tempo (houve um tiro penal, e com a ajuda do VAR, reverteu-se para tiro livre indireto pois concluiu-se que o atleta estava em impedimento ativo).

Vamos discuti-las:

  1. A Primeira: eu também anularia o gol de Barcos, pois realmente há um pé alto, onde a sola de Dedé fica escancarada contra o goleiro portenho.
  2. A Segunda: não tenho uma imagem clara, mas quero explicar conforme a Regra e a NOVA ORIENTAÇÃO: antes, se um jogador estive em posição de impedimento e levasse um pontapé, não era pênalti pois ele estava sem condição de jogo (você até podia dar Amarelo pela violência do pontapé, mas não marcar o pênalti). Agora mudou: se você tem um jogador em posição de impedimento (estando assim passivo) e ele sofrer um pontapé ANTES do domínio de bola (que é onde se caracteriza o impedimento ativo), DEVE-SE marcar o pênalti. Ou seja: em atleta em impedimento passivo, a regra mudou e se marca pênalti. Em impedimento ativo, sanciona-se o lance e marca tiro livre indireto para o adversário.

O que me chamou a atenção foi a declaração do lateral esquerdo Egídio, depois do jogo,

“O juiz brincou. Teve uma bola ali em que eu estava no lance, eu chutei uma bola, bateu na mão do cara caído no chão. E aí ele deu falta minha. Eu nem encostei no cara. Essa arbitragem aí… Sabe o que ele ficou falando ali para mim? ‘Vocês perderam, vocês não fizeram (nada) para ganhar, vocês são ruins, saíram da Copa’. É vergonhosa essa arbitragem aí. Aí ele falou assim: ‘A culpa foi minha?’. Falei: ‘Foi sua!’”

 

Será que o árbitro uruguaio Andrés Cunha realmente falou isso? Se sim, é algo muito grave.

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– É pra mostrar que o VAR funciona ou para desmoralizar? Sobre a escala de 18 pessoas na Arbitragem entre Cruzeiro x Corinthians:

DEZOITO PESSOAS trabalharão na arbitragem da final da Copa do Brasil. É quase 1 pessoa para cada jogador.

De oficiais por conta do VAR, há vários. Tem Vídeo-Árbitro, Assistente de Vídeo-Árbitro, Apoio de Vídeo-Árbitro e Supervisor de Vídeo-Árbitro. Tem “cartolas do apito” aos montes. E no campo, até Quinto Árbitro.

Considere:

1- Com 18 pessoas remuneradas para o primeiro jogo da Final da Copa do Brasil, a arbitragem precisa ser “118%”perfeita.

2- Será que pelo fato de Corinthians e Cruzeiro serem “reclamões com a arbitragem”, é uma forma de dizer que foi um número inédito e que não dá para reclamar da atuação de Anderson Daronco?

3- Tanta gente por conta do VAR fará com que exista uma certa obrigação que se use o equipamento (mesmo que não precise), a fim de dizer que valeu o investimento?

4- O exagero no número de pessoas é para simbolizar que todos estão pedindo VAR no Brasileirão em 2019 e a CBF quer mostrar que a conta é cara? É para assustar o valor do custo e continuar existindo a negativa dos clubes em desejar o VAR nos seus torneios, desobrigando a CBF a institui-lo em definitivo?

5- Por fim: talvez um sexteto de árbitros fosse suficiente, mas como a arbitragem está mal, tem que colocar 3 para valer 1 e assim virar um octodeceto de árbitros, ou seja, 18 integrantes?

Acréscimo 1: a mim, na 3a observação do documento oficial abaixo, pareceu-me que a orientação é de que a arbitragem fosse por meio de ônibus, sendo permitida a compra de passagens para veículo leito. Amigos me dizem que está autorizada a viagem aérea, visto que há a sinalização de “TA” logo após o nome da pessoa. E tenho uma curiosidade: será que os árbitros estarão voando pelo mesmo patrocinador da Seleção Brasileira, ou ainda compram passagens da Pallas Transportes Esportivos (que vendia bilhetes na gestão Ricardo Teixeira)? Sendo assim, 13 pessoas viajarão confortavelmente por via aérea e outros 5 de ônibus leito (precisa tanto para colocar o VAR em funcionamento)?

A seguir, os nomes escalados:

– Suspenderam os Árbitros. Mas e quem os Escalou?

Quer dizer que o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, suspendeu diversos trios de arbitragem por conta das má atuações na Série, escalando-os na Série B?

Discordo disso, pois o risco dos erros acontecerem aos clubes da Segunda Divisão, logicamente aumenta. Ou vai querer me convencer que na Série B é que eles se “reinventarão”?

Divulgar a “geladeira” para imprensa é fazer média a presidente de clube que reclama. Algumas questões ficam sendo pertinentes: como esses árbitros chegaram à elite? Por quê alguns deles são da FIFA? E o que acontece ao responsável por escalar eles?

Aliás, o chefe de árbitros os suspendeu. Só que é justamente ele quem faz as escala e os premia também com bons jogos!

Afinal: ninguém suspenderá o “suspensor” de árbitros, que é o responsável por eles?

Está se trocando o sofá…

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– A Regra nova em Botafogo x São Paulo

Estou escrevendo aos 10 minutos do primeiro tempo sobre o lance de gol do Diego Souza (o de empate contra o Botafogo). Válido ou não?

Quando Nenê chuta, Diego Souza está bem impedido e não pode dominar a bola. Entretanto, a bola bate em dois atletas do Botafogo e sobra para ele. E aí?

Se você me perguntasse sobre isso há dois anos, eu diria que o gol foi ILEGAL, pois desvio não tira impedimento. Mas isso mudou em algumas situações, e isso faz com que o gol seja legal em 2018.

Entenda: se um jogador adversário tocar na bola por tentar disputá-la, a FIFA orienta que esse toque habilitou o atacante. Mas importante: isso vale quando se quer disputar a bola, pois se ela bate despretensiosamente, o impedimento continua valendo. No Engenhão, entendo, os dois jogadores da defesa foram interceptar o lance. Assim, gol LEGAL.

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– Os 3 lances de pênaltis reclamados em América-MG 0x0 Corinthians. Certos ou errados?

Em um jogo extremamente limpo, pouco faltoso e com muito tempo de bola rolando (fato raro no Campeonato Brasileiro), leio / escuto / vejo 3 reclamações de pênaltis supostamente não marcados (2 a favor do Corinthians e 1 para o América-MG). Vamos a eles?

1- Aos 65 minutos, uma bola é chutada para o gol do Timão por Matheusinho (AMG), que bate em Henrique (SCCP) e rebate no braço de Ralf (SCCP), que se assusta! Não é pênalti nem ação anti-natural. Totalmente sem intenção. Acertou o árbitro Marcelo de Lima Henrique em nada marcar.

2- Aos 88 minutos, Roger (SCCP) toca a bola para seu companheiro Gabriel que está entrando na área. Gerson Magrão (AMG) interrompe a projeção com sua perna, travando-o, e comete pênalti. Encoberto, Marcelo de Lima Henrique não viu e foi traído pela omissão do bandeira 1 Michael Correia e do AAA 1 Daniel Victor Costa e Silva, que nada fizeram.

3- Não me recordo dele durante a partida (pode ter passado batido por mim), mas o lance a seguir eu recebi sem áudio, nomes dos atletas ou tempo de jogo. Dando uma fuçada vi que foi real, embora pouco reclamado: o Corinthians está no ataque, a bola é cruzada e um jogador do Coelho se joga de carrinho para cortá-la, sendo que a bola bate em seu braço de apoio. Por mais que alguém possa dizer que houve intenção, não houve. Imprudência? Esqueça, não se avalia isso em lances de mão e braço. Movimento anti-natural ou intenção disfarçada? Também não, já que é impossível você dar um carrinho com os braços grudados no corpo. Acertou o árbitro nessa ótima e importante leitura da jogada.

Enfim: apenas um erro (relevante, lógico) na partida, sendo que o árbitro carioca não pode ser culpado por ele mas sim o bandeira e adicional, repito, pela omissão.

Roger viu pênalti a favor do Corinthians no segundo tempo do jogo diante do América-MG

– A meia lua virou grande área?

O pênalti grotesco marcado no Pacaembu na partida entre Palmeiras 3×1 Cruzeiro, após a mão do palmeirense na meia-lua, não merece comentários.

De novo um erro grave do conterrâneo do Cel Nunes, o paraense Dewson, que é da FIFA?

Ou será que a meia-lua foi incorporada à área penal e eu não estou sabendo?

Aliás: cadê o bandeira para ajudar?

Que falta faz o VAR…

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Primavera x Paulista

Opa! Árbitro de jogo grande para Primavera x Paulista na Rodada 26 (a última antes da semifinal). Vamos à escala completa:

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araujo
Árbitro Assist 1: Marco Antonio de Andrade Motta Junior
Árbitro Assist 2: Eduardo Vequi Marciano
Quarto Árbitro: Danilo da Silva

“Tito Dias” apitou no último domingo Vitória 3×4 Botafogo pelo Brasileirão da Série A. Na rodada anterior apitou Sport 0x0 Cruzeiro, e na outra Vasco 1×1 Ceará. Aliás, é dele a arbitragem do 0x0 no clássico paranaense entre Paraná Clube e Atlético Paranaense. Já trabalhou em clássicos paulistas também e, reforço como principal qualidade, o equilíbrio emocional dentro de campo. Tranquilo, não costuma ser caseiro (aliás, vide os placares dos jogos apitados por ele). Sempre é discreto e atento à periferia do gramado. Gostei!

Dos 4 jogos da 2a divisão Sub 23, é o único que já apitou clássico e atua regulamente no Brasileirão da Série A. Assim, tranquilidade no apito para o jogo!

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– O “pau comeu” entre Cruzeiro 1×1 Palmeiras. Sobre os procedimentos da Arbitragem

Após o apito final, muita confusão entre atletas de Cruzeiro e de Palmeiras no jogo de volta da Copa do Brasil.

E o que o árbitro deve fazer em situações como essa?

1. Deve expulsar os atletas infratores que estiverem em campo (mesmo após encerrada a partida), aplicando presencialmente o Cartão Vermelho.

2. Sendo um tumulto generalizado e impossibilitado de mostrar os cartões, deve relatar que iria expulsar os atletas X, Y e Z em campo, não sendo possível apresentar presencialmente o Vermelho (isso vale como expulsão, tem o mesmo peso, diferenciando apenas da questão de não ter conseguido deixar à vista do público o cartão por questões de força maior). Os jogadores automaticamente estarão expulsos.

3. Se tudo ocorrer de maneira rápida e violenta, sem conseguir identificar os atletas, o árbitro PODERÁ escrever em súmula que posteriormente viu as imagens pela TV e que está registrando em anexo os causadores da confusão (uma espécie de “queria expulsar mas não descobri quem foi naquele momento”). Aí quem tomará a decisão de suspender ou não os envolvidos será o Tribunal. Inclui também a questão de confusões em túnel e vestiário.

Lembrando que, hoje, com o advento do árbitro de vídeo, só não se registra todos os fatos e tomam-se as devidas providências se as autoridades não quiserem.

Foto: Léo Fontes / O Tempo

– A Simulação de Deyverson

Uma das coisas mais ridículas do futebol profissional nos últimos tempos aconteceu nesse Brasileirão 2018: a simulação “em prestações” do palmeirense Deyverson!

Até a mãe do atleta deve ter se envergonhado: o jogador súmula ter sido atingido; cai aos berros e pula, sai do campo; grita mais um pouco e volta andando ao gramado; aí retoma os gestos de dores. 

Que feio! No índice “canastrão da bola”, alcançou a marca de Leandro Damião pelo Santos, quando fez um “auto-pênalti” puxando a própria camisa e se jogando. 

A questão é: há quem ache bonito essa malandragem nos dias atuais?

Em: https://youtu.be/gR2SFBmiyJI

– O gol impedido de Corinthians 1×1 Internacional

Caramba! Todo jogo entre o Timão e o Colorado, desde o episódio Tinga, vai ter polêmica?

Desta vez, na Arena em Itaquera, Leandro Damião fez o gol impedido com outros companheiros em impedimento passivo. Não há o que justificar! Mas leve em consideração:

  • O lance é rápido, o cobrador está do outro lado do campo em relação ao bandeira, que, por conseguinte, tem que ser VESGO e bom de vista: ou seja – olhar o momento que a bola é tocada no lançamento e a linha do penúltimo homem naquele aglomerado de camisas brancas e vermelhas. É difícil; mas também é a sua obrigação.
  • O erro foi contra o Corinthians; entretanto, assim como os paulistas, se fosse contra o Internacional os gaúchos não teriam o quê reclamar. E saber o por quê? Porquê é o típico lance de árbitro de vídeo, recurso que eles dispensaram para o Campeonato Brasileiro (corroborando com a vontade velada da CBF). Se tivesse o VAR nesse jogo, facilmente poderia ser anulado o gol.

Enfim: os clubes pagam o preço do atraso e da subserviência à CBF, sem fazer nenhuma mudança prática de tal situação.

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– Análise da Arbitragem para Paulista 2×1 Internacional

Um ótimo jogo de futebol com emoção e boa arbitragem. Ninguém viu Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral no gramado, exceto nas corretas aplicações de cartões (PAU 1×2 AAI) e na marcação / não marcação das faltas (20×10). Placar final: 2×1.

Um jogo “jogado” com apenas 2 lances reclamados (uma mão na área a favor do Paulista e um pênalti pedido pela Inter – ambos não foram e acertou o árbitro).

Rodrigo advertiu correta e firmemente (de maneira verbal) Quadrado (PAU) quando começou a destoar a partida, e isso funcionou. Ninguém reclamou e a partida fluiu bem. O “gol do árbitro” foi quando realizou uma excelente leitura de jogo ao ver o centroavante do Paulista impedido e permitindo que a jogada sobrasse para o lateral esquerdo que vinha de trás despretensiosamente. Perfeito.

Acrescentando: bandeiras participativos e quarto árbitro atento. Nenhuma contestação.

É preciso registrar: o Fair Play da boa equipe da Internacional de Bebedouro, que permitiu que a partida fosse disputada de maneira leal.

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Golaço do Quadrado, em: https://mycujoo.tv/video/futebolpaulista?vid=217147

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Inter de Bebedouro

Nesta Rodada 25, Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral, 41 anos de idade, trabalhando na sua 20a temporada no futebol profissional e natural de José Bonifácio, apitará Paulista de Jundiaí x Internacional de Bebedouro.

Guarizzo é árbitro bem rodado do quadro da FPF e da CBF. Ele está atuando no Brasileirão das séries A e B (revezando no apito e como AAA – apitou pela série B no começo do mês o jogo entre Goiás 3×1 Fortaleza, e na semana seguinte esteve na rodada decisiva da Copa Paulista). Não está entre os árbitros que apitam clássicos da A1, mas isso não tira sua competênciaCondição de uma grande arbitragem ele tem.

Curiosidade: será o 28o jogo que Rodrigo apitará nessa temporada, sendo que dos 27 já trabalhados: 13 vitórias do time mandante, 9 empates e 5 vitórias do visitante.

Para se ter ideia da importância do jogo, os bandeiras serão Leandro Matos Feitosa e Paulo de Souza Amaral (todos da A1). O quarto-árbitro é árbitro que apita série A1: Márcio Roberto Soares.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Internacional pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Vagner Alves; comentários de  Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte

– Como explicar tanto erro Pró-Boca? Sobre a expulsão de Dedé, Amarilla 2013, Aquino 2011…

Quatro históricos jogos com erros a favor do BocaNão há muito o que comentar: de nada adiantará o uso da tecnologia se o material humano – o árbitro – não for bem capacitado (e honesto).

Ao ver a expulsão do cruzeirense Dedé após um choque normal com o goleiro Andrada (como se deu, forçosamente e de maneira constrangedora), perco (talvez não seja a 1ª vez) a confiança na arbitragem sulamericana.

Ontem mesmo falamos sobre o Grêmio e a pressão de Bolzan sobre o péssimo juiz Bascunán, que foi o VAR no jogo contra o Tucuman (Wilmar Roldan, o árbitro, não expulsaria Nuñes – nossa análise aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/19/a-ironica-situacao-do-var-de-tucuman-0x2-gremio-e-agora-bolzan/).

Ao ver o árbitro paraguaio Eber Aquino no Bombonera, não dá para não lembrar do também paraguaio Carlos Amarilla no Pacaembu contra o Corinthians (relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2013/05/16/analise-da-arbitragem-de-corinthians-1-x-1-boca-juniors).

Nesse rol de erros pró-Boca, ainda temos o igualmente paraguaio Ubaldo Aquino em 2001 contra o Palmeiras. E se preferir, Cruz Azul x Boca Juniors numa final (impossível seria um mexicano da Concacaf ganhando a Libertadores da Conmebol?). Mais longe, em 1964, Estudiantes x Santos (né Abel Gnecco?).

Ops: Eber Aquino Ganoa é paraguaio, tem 39 anos e há 2 está no quadro da FIFA. No ano passado, havia apitado dois jogos pela Libertadores. Nessa temporada, era o seu 6º jogo. Não tem parentesco com seu compatriota Ubaldo Aquino (hoje, cartola da arbitragem da Conmebol e pai do bandeira FIFA Rodney Aquino).

Já escrevi algumas vezes: me recordo na década de 90 de um importante diretor de árbitros brasileiro que ao ver o nome do juiz Epifânio Gonzales numa escala, soltou: “PQP, prestem atenção: NUNCA confiem em árbitro paraguaio!”.

Em tempo: como o Brasil está sem moral na Conmebol, não? O corrupto e detestável Ricardo Teixeira não deixaria que seus pares (ou cúmplices) permitissem tais garfadas assim!

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– A irônica situação do VAR de Tucuman 0x2 Grêmio. E agora, Bolzan?

Na Argentina, pela Libertadores, em Atlético Tucuman x Grêmio FPA, O árbitro colombiano Wilmar Roldán marcou falta sofrida por Alisson (GRE) após a disputa com Gervasio Nuñes (TUC), mas não o expulsou. Roldán, que não usou como deveria o árbitro de vídeo na Copa do Mundo da Rússia e por isso ficou de fora das fases decisivas (lembram da lambança no jogo da Inglaterra?) foi avisado pelo VAR que não foi uma falta temerária, mas sim conduta violenta (de fato, foi uma pisada proposital do argentino sobre o brasileiro). Fez a correção aplicando o cartão vermelho e acertou neste lance capital (aos 44m do 1º tempo).

O detalhe?

Julio Bascunán, chileno, era o VAR.

Não nos esqueçamos que o presidente gremista Romildo Bolzan, que costuma fazer duras críticas às arbitragens pré-jogo (aquelas famosas queixas preventivas), antes da partida disse “cobras e lagartos” sobre Bascunán (sim, criou-se veto até a nome que vai trabalhar de VAR), pois ele foi o árbitro da 1ª final da Libertadores da América entre Lanús 0x1 Grêmio (22/11/2017) – e com péssima atuação, sejamos justos.

E agora, o que se dirá: que o chileno foi correto por estar bem atento ou por ter aceito a pressão brasileira?

É claro que a essa altura, apesar da ótima partida do Grêmio, o presidente estará cantando em verso e prosa que suas críticas surtiram efeito.

– Surtiram?

Talvez…

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– Não faça isso, Douglas Costa

Contra o Sassuolo, a Juventus viu Cristiano Ronaldo marcar 2 gols. Mas viu seu atacante brasileiro Douglas Costa dar uma cusparada contra um adversário – e ser flagrado pelo VAR!

Não é uma infração simples contra a Regra. É um caso de caráter, Educação e civilidade.

O que leva um homem a ser tão imbecil de tamanho ato hostil? Não somos animais irracionais, e receber uma cuspe é algo, além de nojento, desprezível.

Qual punição a Regra do Jogo deveria prever, além do Cartão Vermelho? Sim, defendo a ideia de rigor ao extremo para tal situação.

Mais tarde, em suas redes sociais, o atleta escreveu:

“Gostaria de pedir desculpas a todos os torcedores da Juventus por essa minha reação equivocada no jogo de hoje. Peço também desculpas aos meus companheiros de time, que estão sempre comigo nos momentos bons e ruins. Errei feio, tenho consciência e venho me desculpar com todos por isso. Deixo claro que essa atitude isolada não condiz com o que sempre mostrei em minha carreira”.

Espero que seja um arrependimento de coração, não dizeres de quem quer fugir da provável punição pesada que receberá no Calcio.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Itararé x Paulista

Para a decisiva partida do Galo na divisa do Paraná contra o Itararé, apitará Ilbert Estevan da Silva, 34 anos, há 12 temporadas no Futebol Profissional. Fausto Viana Moretti e Vladimir Nunes da Silva serão os bandeiras; Alysson Fernandes Matias (que sempre tem algum tipo de contratempo – por culpa própria ou não – quando vem a Jundiaí) será o quarto-árbitro.

Ilbert foi um dos primeiros árbitros da “nova geração” que apitou a Primeira Divisão, lançados nos últimos anos da gestão do Cel Marinho. Tecnicamente bom, fisicamente razoável e disciplinarmente bem, tem experiência suficiente e capacidade para levar a partida a contento.

Uma dica ao Sérgio Caetano: poupe reclamações ao 4o árbitro, pois (não é má fé) o 4o árbitro Alysson nunca conseguiu “ter química” com o Paulista no Jayme Cintra e nem no Amador da cidade. Como o treinador é agitado, usar a prudência é uma boa.

– A trapalhada em Palmeiras 0x1 Cruzeiro

Que confusão a respeito do gol (que seria o empate) do Verdão contra a Raposa, não?

Avalie: Edu Dracena (SEP) faz falta no goleiro Fábio (CRU) ou é o goleiro que sai mal do gol e aí acontece o contato físico entre ambos?

A 2a situação é a leitura correta; sendo assim, gol legal e mal anulado na partida da semifinal da Copa do Brasil entre Palmeiras 0x1 Cruzeiro.

O problema é que Wagner Reway, árbitro do MT que vira-e-mexe tem escalas generosas e não vai bemmas segundo a Comissão de Árbitros da CBF tem condição de ser FIFA (!), errou duas vezes num único lance. Explico:

1- Ele interpreta falta de Dracena em Fábio (inexistente, aquele chamado jocosamente “perigo de gol” – ou seria “perigo de VAR”?).

2- Tendo o uso do VAR na partida, a recomendação da FIFA, segundo o protocolo do árbitro de vídeo, é deixar seguir o lance em caso de dúvida e consultar o monitor na sequência, após a conclusão do lance e o jogo ser paralisado.

O grande problema é que alegará que não consultou o VAR pela CONVICÇÃO da sua interpretação. E, sendo assim, terá errado 3 vezes. Como num lance capital ter tamanha certeza e desprezar o uso da ferramenta que o auxilia?

Até que apareça uma imagem de sabe-lá-onde e mostre o contrário, o equívoco foi grande e a cáca está feita.

Uma outra queixa: antes do jogo, Sérgio Corrêa da Silva (que nunca foi demitido da Comissão de Arbitragem da CBF e substituído pelo Cel Marinho, mas realocado para o “Departamento de Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo”), foi aos vestiários e explicou a todos os procedimentos do VAR, além de lembrar: na dúvida, não desistam da jogada pois o árbitro tenderá a deixar o jogo rolar em cumprimento ao protocolo e após a conclusão da jogada irá consultar o árbitro de vídeo.

Com que cara ele deve ter ficado depois do jogo, não?

SUGESTÃO: com tantas câmeras, que tal uma na cabeça do árbitro (como aquelas de motociclistas) para mostrar a imagem que somente o juiz viu?

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Foto da divulgação dos treinamentos do VAR. Na imagem: Marcelo Aparecido de Sousa (que não esteve no jogo de ontem) no intensivo proposto pela CBF.

– A simulação de Neymar e os empresários de atletas com a Seleção

Assistiram o jogo da Seleção Brasileira? Vi apenas os melhores momentos nessa madrugada, e fiquei boquiaberto ao ver duas situações que, de tão antiéticas, tornam-se constrangedoras.

1- Neymar recebeu a faixa de capitão da Seleção, a fim de dar-lhe maior maturidade e tentar limpar a péssima imagem gerada de maneira global durante a Copa do Mundo. E eis que… simula um pênalti e recebe cartão amarelo (detalhe: contra o pobre El Salvador, escrete que no seu último jogo venceu com os titulares por 2×1 a minúscula seleção de Monteserrat, arquipélago de 6000 habitantes e número 200 de 204 no ranking da FIFA). Aos 43m do 1o tempo, Neymar parte para cima do zagueiro, força a passagem, perde a bola e se joga. Durante a simulação, ainda escorrega sem querer. O árbitro Jair Marrufo não entende nem pênalti e nem queda acidental, mas corretamente simulação. Acertou.

Precisa fazer isso, Neymar? Fair Play, rapaz! Seu treinador deve estar feliz com isso… Aliás, as imagens da TV mostraram Tite reclamando do cartão.

2- Me sinto decepcionado com Tite. Mesmo ganhando tudo no período pré-Copa, me incomodava ter assinado o manifesto de renúncia do Marco Polo Del Nero e depois ter aceito o convite do próprio – sempre tergiversando e dizendo que não misturava política com futebol. As vitórias, logicamente, apagavam essa “bobeada”. Entretanto, vejo nas redes sociais o iraniano Kia Joorabchian, ligado ao fundo MSI de Boris Berezoviski e de tantas polêmicas (incluindo a demissão de Tite no Corinthians), juntamente com o empresário de atletas Giuliano Bertolucci e os atletas da Seleção agenciados por eles.

Essa selfie (abaixo) leva você a ficar ao menos com um “pé atrás” em relação à liberdade e independência nas convocações?

Aqui a foto e o comentário do jornalista Dassler Marques:

 

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x2 Itararé.

Que jogo feio presenciamos no Jayme Cintra, não?

Quando fizemos a nossa análise pré-jogo, falamos que o árbitro gostava que a partida “corresse”; ou seja: que não ficasse parada por faltinhas cavadas e que ele permitia o contato físico legal. E cumpriu a risca não fugindo das suas características. Lamentavelmente, os atletas do Paulista não se atentaram e, errando muitos passes, tentaram cavar faltas ao longo dos 90 minutos. O juizão não entrou.

Assim, Thiago Scarascati se apresentou em alto nível, aplicando corretamente a vantagem nas oportunidades que teve, bem posicionado em campo e tecnica-disciplinarmente correspondendo a expectativa. Não teve influência alguma no resultado. O jogo (fraquinho) pode ter ajudado seu trabalho, mas a boa atuação do árbitro foi preponderante.

Destacando os seguintes 4 lances:

1- Aos 32 m quando Rafael Sena (PFC) tentou cavar um pênalti e o árbitro acertadamente não deu;

2- Idem a Barbosa (PFC) aos 39m;

3- Diga-se o mesmo aos 57m com Barbosa (PFC) novamente. Ou seja: 3 “pedidos de pênalti bem simulados” e que Scarascati não entrou (e olha que era para o time da casa…).

4- A excelente vantagem dada aos 75m em favor do Itararé, resultando no 2º gol dos visitantes.

Faltas: PFC 16×13 AAI (6 cometidas pelo atacante Jonathan Brito do Paulista FC, que jogou somente o 2o tempo).

Cartões Amarelos: PFC 2×1 AAI

Cartões Vermelhos: PFC 0x0 AAI

Renda: R$ 11.525,00

Público Pagante: 1250

Gol: 67 minutos, Arisson (AAI), 75 minutos Rodrigo Pelé (AAI).

Melhor em Campo: Rodrigo Pelé (olho nele, que é muito bom).

– Queda esperada? Mas e se fosse outro adversário…

O Corinthians perdeu para o Ceará no “Castelo do Vozão” e o presidente Andrés Sanches demitiu o treinador Osmar Loss. Uma hora isso aconteceria, só não esperava agora, antecedendo o importante Derby do final de semana e, principalmente, depois de ouvir o presidente do Corinthians, o Deputado Federal Andrés Sanches, GARANTIR que Loss não cairia.

Palavra não vale nada, hein?

Já sabemos que Jean Pierre “Vin Diesel”, outro gaúcho fortão da CBF, apitará o Derby. Ok, a opção de árbitros fisicamente imponentes que a CA faz é exclusivamente dela; eu preferia os melhores técnica e disciplinarmente, pois sempre valorizei a meritocracia, mas…

E quem será o treinador do Coringão? Muita gente usa a expressão “caiu de véspera”, e foi essa a estratégia – a de preferir ir para o jogo sem técnico do que supostamente perder a partida para o arquirival e demitir o treineiro, aguentando gozações – adotada pelo clube.

Aguardemos. Aberta a temporada de boataria.

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– Mão na Bola ou Bola na Mão? Sobre CAM 1×0 SPFC

Não assisti aos jogos desta noite pelo Campeonato Brasileiro, mas leio que o São Paulo FC reclama de um pênalti não marcado a seu favor por lance de mão na bola dentro da área de defesa do C Atlético Mineiro.

Como não vi a jogada, não comento. Mas posso ajudar explicando o que a Regra diz para a avaliação dos amigos. Vamos lá:

Para saber se foi infração de mão deliberada na bola, questione (lembrando: NUNCA avalie tais lances como imprudência, pois não existe na Regra a avaliação de mão imprudente, somente intencional):

  1. É a mão que vai intencionalmente em direção da bola ou a bola que vai acidentalmente na mão (e o conceito de mão é: mão / braço / antebraço)?;
  2. – Havia tempo hábil para tirar o braço e evitar o contato?;
  3. – A velocidade em que a bola chega é razoavelmente rápida?;
  4. – A distância da bola;
  5. – O movimento antinatural do atleta (ou seja: o atleta poderia evitar o contato, mas o movimenta antinaturalmente no esforço físico para que ela bata disfarçada e propositalmente, tirando proveito disso).

Assim, esqueça qualquer dito popular de que: “mas houve o domínio”, ou “ía em direção ao gol, ou pior ainda: “mudou a trajetória da bola”. Tudo isso não existe, é como “lenda urbana de que tomar leite com manga faz mal e pode matar”. O que vale, acima de tudo, é: HOUVE INTENÇÃO DE COLOCAR A MÃO NA BOLA OU NÃO?

Tal pergunta resume as 5 dicas citadas acima (seja por jogadas de movimento explícito/disfarçado, natural/antinatural). Infelizmente, aqui no Brasil se criou a mania de interpretar equivocadamente, na qual chamamos ironicamente a Regra 12 de Regra 12B, a que transforma o lance em DodgeBall (ou se preferir: queimadachutou, bateu, é falta!)

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Itararé

Para o jogo marcado no feriado de 07 de setembro (Dia da Pátria) entre Paulista FC x AA Itararé, apitará o limeirense Thiago Luís Scarascati, 35 anos. Risser Jarussi Corrêa e Eduardo Vequi Marciano (ambos experientes e com 39 anos de idade, que costumeiramente são escalados em Jundiaí) serão os bandeiras. André Luiz Ribeiro Cozzi será o 4o árbitro.

Scarascati apitou a final da Copa SP de 2015 (outro árbitro que apitou uma final da Copa São Paulo sendo escalado no Jayme Cintra). Desde a sua boa estréia na série A1, acabou oscilando tecnicamente mas retornou à boa forma. Apitou na semana passada a vitória do Flamengo de Guarulhos contra o Comercial de Ribeirão Preto, embora esteja sendo bastante escalado no Brasileirão das diversas divisões. Aliás, me chamou a atenção ter apitado no Acre a partida entre Rio Branco x Macapá na “Arena Floresta” e 3 dias depois estar trabalhando como AAA no Rio Grande do Sul no Grêmio x Fluminense na “Arena Grêmio“. Está bem no acúmulo de milhagens…

Dentro de campo, das partidas que assisti, vi que ele “gosta de jogo”; ou seja: não fica parando a partida a qualquer motivo, permite o contato físico viril mas sabe coibir o excesso que vira falta. Um time mais forte fisicamente e que goste de contra-ataque, se dá bem com tal estilo de arbitragem.

Desejo uma ótima partida para todos e uma grande arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Itararé pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Vagner Alves; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sexta-feira às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– A bizarra expulsão no Morumbi em São Paulo 1×1 Fluminense

Infelizmente, você torce a favor de uma boa atuação do árbitro e daí… PIMBA! Vem a cáca e você nem consegue justificar.

Repito o que tenho dito (e com pesar): não temos 10 árbitros em condições de ostentar o escudo da FIFA. O compatriota do Coronel Nunes, Dewson Freitas, sempre deixa a desejar (aliás, se é FIFA, tem que apitar qualquer jogo em qualquer campeonato do mundo: de Barcelona x Real Madrid até a Final da Copa do Mundo). E não fez diferente nesta tarde no Morumbi.

Avalie: Diego Souza acertou / teve a intenção de acertar uma cotovelada em seu adversário (não importa onde), ou deu apenas um “sai daí”, um “safanão” tentando ganhar espaço?

Em que pese a jogada já ter sido vencida (nem de posse da bola estava mais), Diego Souza não praticou a primeira situação citada (que seria conduta violenta, lance para Cartão Vermelho), mas sim praticou a segunda citação (que é atitude antidesportiva, lance para Cartão Amarelo).

Algo que deu para constatar: já perceberam que na preocupação em não parecer “caseiro”, sempre Dewson se mostra “durão demais” com o time mandante? Reparem nisso. E foi isso o que aconteceu no confronto entre os tricolores Paulista x Carioca. Mas verdade seja dita: nenhum cartola pode reclamar da arbitragem;  afinal, aceitaram não ter o VAR no Brasileirão.

 

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem entre Internacional x Paulista

Uma promessa foi escalada em Bebedouro para apitar no Estádio Sócrates Stamato o confronto entre o Lobo Vermelho x Galo Tricolor: Lucas Canetto Bellote.

Lucas é professor de Educação Física, já apitou a série A1 e tem apenas 28 anos. Está somente na sua 6a temporada como árbitro (a 3a em torneios profissionais). Tem atuado nas categorias “menores” do Brasileirão e apitou muito bem no Jayme Cintra, na sua única oportunidade em Jundiaí: a vitória por 5×1 contra o Batatais em 2017, pela Copa São Paulo, onde o avaliamos in loco.

Relembre esse jogo em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/22/analise-da-arbitragem-de-paulista-5×1-batatais/

Nos 4 jogos dessa Rodada da Segunda Divisão Sub23, os 4 árbitros escalados têm o mesmo perfil: jovens, em ascensão e com bandeiras experientes para auxiliarem seus trabalhos.

Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Árbitro Assist 1: Marco Antonio de Andrade Motta Junior
Árbitro Assist 2: Rafael Tadeu Alves de Souza
Quarto Árbitro: Edson Alves da Silva

– E se o Palmeiras fosse desclassificado, como a torcida reagiria à expulsão de Felipe Melo?

A irresponsável atitude de Felipe Melo numa entrada violentíssima contra seu adversário nos minutos iniciais (apenas 3 minutos) resultou em justa expulsão. Nada a contestar.

Os companheiros “minimizaram” publicamente o fato. Mas… e se o Palmeiras (que perdeu de 1×0) fosse eliminado da Libertadores da América (afinal, jogou com um atleta a menos praticamente o jogo todo)? Os sorrisos (como o de Moisés) seriam os mesmos?

O lance ridículo, fora a expulsão, foi Deyverson comemorando uma falta cometida, dessas de se “matar o lance”. Aí não dá…

– Corinthians eliminado. Mas…

Que dias passa o Alvinegro do Parque São Jorge!

O presidente do Timão, Andrés Sanches, se encontra com problemas na Justiça, quase apanhou na festa do arquirrival Palmeiras e acabou por ser eliminado da Libertadores da América pelo chileno Colo-Colo (do conhecido Valdívia e do bom Zaldívia).

Mais do que isso, é não reconhecer os próprios erros! Gosto do atacante Roger como pessoa (até pela sua bonita história de vida), mas o acho um jogador de futebol comum. Só que ao final da partida, em entrevista ao FOX Sports, disse que um dos grandes problemas foi a ARBITRAGEM!

Ué, nos dois jogos, o Corinthians jogou contra um time e contra o árbitro? Nada disso. É apenas um mantra que não deve colar mais.

Aproveitando: o Deputado Federal Andrés Sanches não deveria estar se dedicando ao seu trabalho em Brasília? Como consegue conciliar tão bem o cargo de representante do povo no Congresso e presidente da equipe mais popular do Estado?

  1. Não era ele que renunciaria ao mandato de deputado no Carnaval? Ou logo pós-festejos?
  2. E essa história das Eleições internas fraudadas? Comprovou-se a fraude, mas continua no exercício da função e só se paga uma multa?

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– A teimosia inglesa e o VAR na Europa afora.

Nota da coluna de André Kfouri no jornal Lance desta segunda-feira: vale a pena ler (sobre a Inglaterra não usar ainda o recurso do árbitro de vídeo)!

Aqui: