– Quem apita a final entre Brasil x Argentina?

Hoje teremos a final da Copa América entre a Seleção Brasileira versus a Seleção Argentina. Vamos falar um pouco do árbitro uruguaio que apitará no Maracanã?

Dissertamos sobre ele no texto em: – O que esperar de Esteban Ostojich para a final da Copa América?

Em vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=nu0H352mj3g

Ops: parabéns ao árbitro Raphael Claus pela boa arbitragem na decisão de 3o e 4o lugar, que envolveu Colômbia x Peru.

– Parabéns, bandeirinhas europeus!

O que se tem visto na Eurocopa é o exemplo de prática correta das orientações aos árbitros assistentes quanto ao “deixar seguir” ou “parar as jogadas” em ataque.

Assisti a um “pedaço do jogo” Itália x Espanha, e vi o bandeira nº 2 corretamente assinalar os impedimentos do ataque da Azurra sem jogar sua responsabilidade para o VAR. Em lances duvidosos, deixou seguir e consultou o árbitro de vídeo excepcionalmente quando necessário, sem vulgarizar. Na certeza, paralisou as jogadas e fez as corretas marcações.

Aqui no Brasil (diferente do restante da América do Sul), temos parado o jogo a toda hora! O atacante está claramente em posição de impedido, vai se tornar em impedimento ativo notoriamente, e os árbitros assistentes (exceto os FIFAs e alguns “poucos outros” do quadro nacional) deixam seguir à espera que o árbitro de vídeo faça a verificação. Tá tudo errado (ou melhor: estão equivocados no comportamento omisso, pois todo lance “virou duvidoso”).

  • Trocando em miúdos: com a tecnologia, o comportamento dos brasileiros faz com que o jogo fique mais paralisado, modorrento e o VAR apareça a todo instante. A função do árbitro assistente se resumirá a marcar arremessos laterais tiros de meta e escanteios. Na Europa (e nas competições mais nobres da Conmebol) o árbitro assistente continua com sua importância e permanece ajudando o árbitro central, fazendo-se valer do equipamento tecnológico nos momentos relevantes, permitindo a dinâmica do jogo e a correção oportuna das marcações.

– Explicando sobre o pênalti a favor do Internacional contra o Corinthians (SCCP 1×1 SCI).

Lance chato na Arena de Itaquera, que antigamente não seria pênalti, mas hoje é. Explico:

Uma falta é cobrada pelo Internacional no campo de ataque do Corinthians. Ela é lançada para Cuestas, que está dentro da área em posição de impedimento (lembre-se: estar em posição de impedimento não é infração, a não ser que você se torne ativo na jogada). Porém, Jô o derruba e Marcelo de Lima Henrique marca pênalti. Acertou ou não?

Entenda:

1- Se Cuestas recebe a bola diretamente, está em impedimento ativo e não pode ser marcado o pênalti (se Jô tivesse sido violento, poderia até ter recebido o Cartão Amarelo pelo ato, e ainda assim não se poderia marcar o penalti). Lembrando: ele não precisava nem tocar na bola para estar impedido (se fosse um lançamento direto e certeiro), pois a possibilidade de recebê-la nesta posição e dominá-la (em caso de certeza) já influenciou a jogada.

2- Se Cuestas, originalmente impedido, recebesse a bola de um desvio da zaga corintiana, a jogada é válida pois o toque habilitou o jogador e ele não está em impedimento (qualquer jogador defensor que tenta interceptar a bola e a toca, caracteriza o “desvio que tira impedimento” que faz parte das mudanças das regras já há algum tempo em vigor).

3- Se mesmo que Cuestas não recebesse a bola, ou seja, estivesse impedido e sofresse uma falta, o toque da zaga fez com que nascesse uma nova jogada e todos os jogadores passaram a estar habilitados, caso existisse mais de um em impedimento (e foi essa a situação ocorrida nesta noite se sábado).

Assim, acertou a arbitragem em confirmar o pênalti.

Em vídeo, compartilho a explicação no link em: https://youtu.be/RBRINjoKy4U

– Corinthians x São Paulo: o critério da escolha do árbitro.

Quando se vai escalar um árbitro para um jogo importante, você avalia algumas nuances. Por exemplo: a importância das equipes. Em qualquer clássico, haverá sempre a preocupação de colocar um juiz que tenha boa qualidade.

1- Especificamente para o Majestoso desta 4a feira: se Corinthians x São Paulo estivessem em condições mais tranquilas (não sendo pressionados pelo mau futebol apresentado e pela pontuação na tabela de classificação), você poderia confiar a partida a algum jovem talento, como algum aspirante à FIFA, a fim de testá-lo (afinal, escalar um árbitro com potencial somente em jogos medianos e nunca em um clássico é deixar de submetê-lo à prova de fogo). Sem torcida nas arquibancadas, melhor ainda para tal teste!

2- Porém, se estivessem brigando pela liderança do campeonato nas rodadas finais, você escalaria o “bola da vez”: aquele árbitro que está sendo escalado constantemente nos jogos da TV aberta e que está em ótimo momento, independente de ser da FIFA ou não. Você escolhe o que está em “boa fase”.

3 – Dito tudo isso, você chega à real situação do jogo de hoje: equipes com os bastidores fervendo e cobrança de resultados melhores, onde ninguém quer perder para não assumir o “estado de crise”. Quem deve apitar? Você não se socorre ao jovem árbitro para testá-lo (há risco de sucumbir aos atletas mais veteranos), nem ao “bola da vez” (que de tanto estar exposto, pode se preocupar com o protagonismo e isso nunca é bom), mas sim aos que “resolvem o problema”– pela experiência e pelo nome conquistado).

4 – Sendo em SP, a primeira opção seria Raphael Claus (que não pode apitar pois está na Copa América). A segunda seria Flávio Rodrigues de Souza, que nas últimas semanas teve um excesso de escalas da FPF envolvendo essas equipes e no seu último Majestoso vimos um empate modorrento (então é melhor evitá-lo). A 3ª e a 4ª seriam Luiz Flávio de Oliveira (mas que já está escalado no “Fla-Flu paulistano de domingo”) e Edna Alves Batista (que não tem tido a mesma confiança em jogos de importância na CBF). Sobram, portanto, os árbitros da categoria “Masters”, que são os ex-FIFAS experientes. Sem pensar muito: Leandro Pedro Vuaden (que foi o escalado).

5 – A escala é ótima (ele é a melhor opção disparado), pois:

A) Tem a confiança de quem o escalou, seu conterrâneo gaúcho “Leonardo Gaciba”.

B) Estará realizando seu jogo 242 no Brasileirão da 1a divisão em 20 anos de carreira, superando Dulcídio Wanderley Boschila (241 jogos) e entrando para os 10 árbitros mais escalados da história (Heber Roberto Lopes, Carlos Eugênio Simon e Arnaldo César Coelho são os Top 3 – Vuaden se aproxima das marcas de Wilson de Souza Mendonça, o 8º, e José de Assis Aragão, o 9º).

C) Ontem ele completou 46 anos, e está de bem com a vida. Isso pode parecer pouco, mas ajuda.

D) Nessas condições, fica a observação: o árbitro não tem que mostrar mais nada para ninguém, pode apitar sem amarras e tomar decisões sem fazer média ou se preocupar com reclamações. Prova disso: o relatório “descomprometido de pudores” com “os dizeres escritos claramente” feito contra Cuca, expulso pelo Atlético Mineiro).

Diante de tudo isso, fica a dica aos jogadores e atletas: joguem bola, evitem cartões ou reclamações.

– Abel e a mudança de tom. Providencial ou Emocional?

Dias atrás, o clima esquentou entre o treinador Abel Ferreira e o presidente Maurício Galliote (falamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/06/25/abel-e-galiotte-casamento-que-deve-ser-discutindo-entre-4-paredes/).

Após a partida contra o Bahia, “um outro Abel” falou: mais afável, ponderado e menos sanguíneo.

Confesso ficar na dúvida: o técnico mudou o comportamento pelas circunstâncias terem o obrigado (e não estaria sendo sincero), ou aflora seu nervosismo conforme os resultados mudam da derrota para a vitória (mostrando sua faceta transparente a cada entrevista)?

O certo é: a regularidade emocional (negativa) é dentro de campo no trato da arbitragem. Talvez ele seja o treinador que mais recebeu cartões amarelos e vermelhos na temporada 2021 do futebol brasileiro!

Assista a entrevista em: https://www.youtube.com/watch?v=1Lg5Jdz-HfU

– A sugestão dos pênaltis antes dos jogos não evoluiu?

A disputa de pênaltis para decidir um vencedor em partidas eliminatórias é algo amado e odiado! Há aqueles que a acham indevida, pois creditam à sorte e ao azar (uma espécie de loteria) e falta de meritocracia para definir quem vence um jogo empatado. Outros (me incluo aqui) entendem como um momento de emoção, pautado pelo equilíbrio psicológico dos atletas e técnica (pontaria). Afinal, o esporte é para ser algo que traga sensações, não necessariamente justiça (a Justiça, com J maiúsculo, serve para o cumprimento das regras do jogo, pois, afinal, o futebol é apaixonante por nem sempre o melhor ganhar).

Digo tudo isso já que ontem, pela Eurocopa 2020, no Suíça 3×3 França, os franceses foram eliminados na cobrança de pênalti, com erro de Mbappé. O atacante ficou inconsolável, recebendo mensagem de apoio até mesmo do Rei Pelé.

Penso: e se a proposta de 2014 da UEFA, que ganhou certo entusiasmo na FIFA mas depois não prosseguiu (de cobrar os pênaltis antes dos jogos) tivesse vingado? Mbappé seria menos culpado?

Relembrando, extraído desse mesmo blog, há 7 anos:

PÊNALTIS ANTES DOS JOGOS?

Uma idéia que não pode ficar sem um desfecho (positivo ou negativo), e que veio de um vitorioso no futebol – de Sir Alex Fergunson, ex-treinador por décadas do Manchester United e que hoje faz parte de um grupo de notáveis que buscam o desenvolvimento do futebol pela UEFA.

Foi dele a proposta que ganhou simpatia de muitos na Europa: em jogos eliminatórios, realizar a decisão de tiros penais ANTES das partidas.

E por vários motivos:

1- Uma equipe pequena que estivesse empatando em 0 x 0 até o final da partida contra um grande, caso soubesse que a vitória seria do adversário nas decisões penais, sairia mais para o jogo.

2- Não teríamos o vilão das cobranças, ou seja, aquele jogador que perde o último chute e fica marcado, já que sua equipe teria a possibilidade de buscar a vitória dentro de campo.

3- Mesmo se um time vencesse fácil a partida e os tiros penais se tornassem desnecessários, haveria essa certa dose de emoção antes das partidas.

É claro que surgiram críticas: cansaço emocional e físico desnecessário antes dos jogos e, caso uma equipe mais fraca vença nos pênaltis, total retranca durante os 90 minutos.

E você, o que acha dessa idéia?

Deixe seu comentário:

– A falha na comunicação das mudanças das Regras do Jogo.

Como nunca na história, nos últimos anos, a cada reunião da International Board, novas mudanças nas Regras do Jogo surgem. Porém, a grande falha é: popularizar a informação do que mudou! Nem todos têm acesso e a divulgação é ruim.

Por exemplo, o lance de ontem, envolvendo Brasil x Colômbia, onde a bola bateu no árbitro Nestor Pitana. Escrevemos sobre ele aqui: https://wp.me/p4RTuC-vHa, e falamos em vídeo, no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=ekSyUoh2hjg.

O que me irrita é: antes de qualquer campeonato começar, você tem que estar com o Livro de Regras atualizado, em sua língua. A CBF iniciou o Brasileirão, que tem as Regras 2021/2022 em vigência, sem disponibilizar em seu site as modificações. Confira lá: está a versão 2020/2021.

Algum árbitro recebeu na Língua Portuguesa um livro de regras impresso e atualizado antes da Rodada 1?

Não…

Para curiosidade de muitos, uma das modificações mais sensíveis é a da Mão na Bola, que pela enésima vez foi alterada (e não está atualizado no site da CBF). Abaixo:

A NOVA REGRA DA MÃO NA BOLA (publicado em 29 de maio neste mesmo espaço).

Começará o Brasileirão 2021, e com ele, a nova Regra da Mão na Bola / Bola na Mão. Para o resto do mundo, a alteração vale a partir de 1º de julho. Para nós, com a Rodada 1 do nosso torneio (devido ao calendário).

Sobre ela, vamos lá:

  1. Historicamente, se definia a infração da “mão ou braço na bola / bola na mão ou no braço” apenas com a pergunta: foi intencional? Imprudência não deve ser avaliada até hoje (e aí você tinha algumas condições para avaliação: distância do chute, velocidade da bola, etc).
  2. Nos anos 2010, isso ampliou-se: a intenção veio acompanhada da preocupação em acompanhar o movimento antinatural dos braços e das mãos. Ou seja, uma intenção disfarçada de tocar a bola. Por exemplo: pular com os braços elevados numa barreira, não recolher a mão numa bola que visivelmente vai bater nela, entre outras.
  3. Há 2 anos, todo lance de ataque (intencional ou não) passou a ser infração
  4. No ano passado, devido a radicalidade da modificação anterior, voltou-se atrás e passou a ser infração apenas a situação em que a bola bata na mão e imediatamente o jogador ou seu companheiro marquem um gol (o gol do Bayern de Munique contra o Tigres, no Mundial de Clubes da FIFA, foi irregular – e é o grande exemplo).
  5. AGORA: será considerado infração apenas se esse toque na mão que resulte imediatamente no gol for exclusivamente do próprio jogador. Se for gol do companheiro, o lance é legal (isso validaria o gol do Bayern citado acima).

Não gosto de mudanças anuais da Regra. Há se ter cuidado para não confundir o mundo do futebol.

Abaixo, um rápido tira-dúvidas bem didático, extraído de: http://www.espn.com.br/blogs/carloseugeniosimon/786792_bola-na-mao-ou-mao-na-bola-entenda-as-novas-regras-e-acabe-com-as-principais-duvidas

BOLA NA MÃO OU MÃO NA BOLA? ENTENDA AS NOVAS ORIENTAÇÕES

Por Carlos Eugênio Simon

A partir de 1° de julho, entram em vigor as alterações na regra de jogo que pretendem acabar, ou ao menos minimizar, com a confusão gerada pela marcação de pênaltis ou infrações por mão na bola.

As novas orientações da IFAB determinam que a bola na mão será considerada infração nas seguintes situações:

1 – Se o jogador tocar a bola deliberadamente com mão ou braço, movendo a mão ou o braço em direção a bola;

2 – Tocar a bola com a mão ou com o braço quando a mão ou o braço estiver em posição antinatural e com isso ampliando o espaço do corpo. Por ter a mão ou braço em tal posição, o jogador corre o risco da mão ou braço ser atingido pela bola e ser penalizado;

3 – Fazer um gol na equipe adversária, imediatamente após a bola tocar na sua mão ou braço mesmo que acidentalmente.

Porém, é improvável que a partir de julho, quando as regras passarem a valer, acabem as polêmicas sobre o tema, já que é a interpretação do árbitro que vai determinar a decisão final.

Alguns exemplos:

1 – Mãos apoiadas como apoio? Se a mão está apoiando ou indo para o apoio, como suporte para manter o corpo equilibrado? Nada deve ser marcado.

2 – Se um jogador tem o braço em posição natural? Nada deve ser marcado.

3 – Mão acidental antes de fazer o gol? Se a bola pega na sua própria mão ou braço e imediatamente faz o gol, esse deve ser anulado.

4 – Quando bola pega na mão vinda do próprio jogador? Quando um jogador joga  a bola e vai na sua própria mão ou braço, nada deve ser marcado.

5 – Mãos juntas ao corpo? Quando as mãos ou braços estiverem juntos ao corpo, nada deve ser marcado.

 

– Brasil 2×1 Colômbia: o gol que bateu no juiz foi legal ou não?

Antes de 2019, para a Regra do Jogo, o árbitro e seus assistentes eram neutros. Bateu no juizão, o jogo deveria seguir (lembram-se do “gol do Aragão”?).

A partir da temporada 2019/2020, a Regra mudou: o árbitro é como um corpo estranho dentro de campo. Bateu nele, independente de mudar a trajetória ou não, deveria-se marcar bola ao chão. A Regra entendia que “tocar em um oficial durante o jogo” tem o mesmo sentido de alguém que invade o gramado e toca na bola.

Na temporada 2021/2022 (a atual), nova orientação: se o toque no árbitro não mudou a posse de bola E NÃO CRIOU UM ATAQUE PROMISSOR*, o lance deve seguir, sem paralisação.

Tal modificação da Regra passa despercebida por muitos e não está oficialmente no site da CBF ainda… (ao menos, até agora, 23/06/2021 às 23h48). A primeira ocorrência desse lance aconteceu nesta partida da Copa América. Aliás, já estão em vigor as regras para 2021/2022, e no site da CBF, temos ainda o 2020/2021.

*Aqui, o exemplo é: um passe lateral que bata no árbitro e arme um contra-ataque, deve ser paralisado. Se já estava no ataque e permaneceu no destino do passe, segue o jogo.

Aproveito e convido aos amigos a visitarem o Blog “Pergunte Ao Árbitro”, com mais discussões sobre a Regra do Jogo, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com.

Por fim, essa mesma explicação um pouco mais didática em vídeo, em meu Vlog “Discutindo Contemporaneidades”, em: https://youtu.be/ekSyUoh2hjg.

– A cultura do Fair Play na Eurocopa.

Assistiram o lance de “boa educação” em Inglaterra x Escócia?

Penso: isso aconteceria na Copa América também?

Veja, extraído de: https://www.agazeta.com.br/colunas/wallace-valente/uma-aula-de-cultura-e-educacao-em-jogo-de-futebol-pela-eurocopa-0621

UMA AULA DE CULTURA E EDUCAÇÃO EM JOGO DE FUTEBOL PELA EUROCOPA

Por Wallace Valente

Uma aula de cultura e educação na partida entre Inglaterra x Escócia pela Eurocopa. O jogador O’Donnell, da Escócia, fez falta em uma disputa de bola no alto e saiu de perto do jogador alemão, que ficou caído. O árbitro espanhol Antônio Mateu Lahoz chamou a atenção do escocês e o fez voltar e levantar o adversário do chão.

– Maradona, Messi e Pelé, diferenciados por Tostão.

Há 2 anos… repost:

Tostão deu uma entrevista ao jornal El País e falou sobre Messi. Segundo o Tricampeão Mundial (e certamente um dos ex-jogadores que melhor comenta futebol no país), Messi está acima de Maradona (comparou El Píbe como um “Ronaldinho Gaúcho melhorado, artisticamente falando”, mas não contestou sua generalidade). Ao mesmo tempo, cita duas diferenças entre Pelé e Messi: a força física seria uma delas, mas a principal seria a força psicológica. 

Tostão explicou: 

“Quando o jogo ficava difícil, Pelé ficava uma fera (…) Ele não era um líder em campo, mas tinha força psicológica. Quanto maior a dificuldade, mais agressivo Pelé ficava. Acho que isso é uma vantagem sobre Messi”.

E não é verdade?

Se pisassem no calo do Negão… misericórdia! Isso ainda falta a Messi.

Sobre Ronaldinho Gaúcho e Maradona citados: o brasileiro, se optasse em ter sido mais profissional, levaria o dobro de Bolas de Ouro e estaria igualmente como Messi em questão técnica a ser discutida (o que faz no auge sempre foi assombroso). Maradona, ainda, por milésimos, penso estar à frente de Messi por um fator: o poder de decidir dentro das 4 linhas. A Copa de 86, foi impressionante (embora o VAR de hoje poderia ter estragado a festa hermana).

Aliás, se o VAR existisse antes, a Copa de 62, 66, 86, 94, 02… todas elas provavelmente teriam resultados diferentes, frente a correção dos lances capitais em jogos importantes.

Resultado de imagem para Messi pelé

Imagem extraída da Internet. Quem conhecer o autor, favor informar para crédito da divulgação.

– Pé alto é para expulsar? Se atingir a cabeça…

No Brasileirão, tivemos uma expulsão muito polêmica de Nestor na partida São Paulo x Chapecoense. Explicamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/06/16/a-expulsao-de-nestor-no-sao-paulo-x-chapecoense/

Pois bem: resumidamente, por quê em alguns casos de pé alto se deve expulsar?

Explico em: https://youtu.be/chbImiw0uf8

– A expulsão de Nestor no São Paulo x Chapecoense.

O são-paulino Rodrigo Nestor começou a ser expulso do jogo contra a Chapecoense no Morumbi em 2008, no Chipre acredite se quiser!

Calma, explico: naquele ano, a UEFA pediu aos árbitros da Liga dos Campeões que ali se reuniam para rigor máximo em lances de “pé alto” que atingissem a cabeça dos adversários. Sempre lembrando: considerando que ocorra uma disputa de bola e exista o contato.

A FIFA, no mesmo ano, elaborou uma série de vídeos de instrução mostrando que nas situações onde ocorre um lance como esse, o árbitro deve trocar o cartão amarelo por “ação temerária” para cartão vermelho por “força excessiva / jogo brusco grave”. Recordo-me, inclusive, de uma reunião na qual participei na FPF com orientação do Prof Roberto Perassi.

Pois bem: como avaliar / distinguir tais lances?

Quando ouvimos falar de termos como “solada, pé-alto, perna erguida” e outros, lembramo-nos de pronto de “lance ilegal no futebol”. Mas será que isso realmente procede?

Vamos lá: tecnicamente, falamos em “jogo perigoso”. Se um atleta disputar a bola com a perna erguida, por exemplo, pode atingir um adversário e lesioná-lo. Se não atingir, o árbitro deve marcar tiro livre indireto, sem aplicação de cartão. Se atingi-lo,

1 – Deve marcar tiro livre direto e não se pune com cartão, caso entenda que foi uma ação imprudente;

2- Aplica-se cartão amarelo, caso entenda-se jogada temerária;

3- Expulsa-se com o cartão vermelho, caso entenda força excessiva.

4 – Há ainda outra situação: quando dois atletas não se percebem, tocam-se, trombam e caem – aí é acidente de trabalho ou simplesmente casualidade, não ocorrendo infração.

Mas o grande problema é: como entender se uma perna erguida é ou não jogo perigoso?

Para fazer a avaliação, o árbitro deve considerar alguns fatores:

A- A bola está em que altura?

B- As pernas do jogadores estão erguidas ou não? Importante: um jogo perigoso pode ocorrer também no chão, com uma disputa de atleta que pratique um carrinho que atinja a bola com as travas, mesmo não atingindo o adversário.

C- Há disputa de bola ou o jogador está sozinho, sem levar risco a alguém?

D- A que distância os atletas estão para a disputa de bola?

E- O principal: o risco de lesão.

Some-se a tudo isso: desde 2020, há a orientação explícita para que se aplique cartão vermelho em jogadas que atinjam com violência a cabeça do adversário, por conta do risco de concussão (de acordo com o webinar de Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros da CBF, independente se forem cotoveladas, socos, chutes ou tapas). Na cabeça, portanto, virou “área de alerta” para rigor aos árbitros.

Diante de tudo isso, avalie: Rodrigo Nestor mereceu o cartão vermelho pelas orientações ou não? Para mim, sim, pela orientação atual.

O lance aqui: https://twitter.com/goleada_info/status/1405295641425813512

ADENDRO: há um lance de um vídeo de treinamento aos árbitros da FIFA (2008 ou 2009), onde Adriano Imperador atinge um adversário de maneira idêntica a de hoje. Na oportunidade, o árbitro aplicou o Cartão Amarelo, e o vídeo corrige: RED CARD.

– A Nova Interpretação de Mão na Bola e Bola na Mão.

Há exatos 8 anos, discutíamos o surgimento da orientação de “Movimento Antinatural das Mãos e Braços na Bola”.
Ao final do texto, veja a frase profética do jornalista Maurício Noriega à época! 

Abaixo, do site “Pergunte Ao Árbitro”: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/05/22/a-nova-interpretacao-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

A MUDANÇA DA ORIENTAÇÃO 

Uma mudança na orientação de marcação de faltas em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” será colocada em prática na Copa das Confederações-13, a partir dessa semana. Não será uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alega ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar.

Quer um exemplo perfeito para ilustrar? O cruzamento de Bruno Peres interceptado por Paulo André, na final do Paulistão (Santos x Corinthians).

Teoricamente, hoje, não seria pênalti, pois Paulo André não faz um movimento deliberado de tocar as mãos e/ou os braços na bola. Portanto, naquele domingo, acertou o árbitro. Mas se tal lance fosse durante a Copa das Confederações, deveria ser marcado pênalti, pois, afinal, Paulo André assume o risco da bola bater em suas mãos ao se atirar de tal forma imprudente, numa subjetiva intencionalidade (trocando em miúdos: o atleta sabe que pular daquele jeito pode sim bater em seu braço, e ele não se cuida para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudará a justificar alguns pênaltis. Para outros, trará mais confusão ainda!

Gostei do comentário do jornalista Maurício Noriega, que sobre tal orientação comentou no Diário de São Paulo de 21/03/2013, em sua coluna:

A regra não mudará, mas a interpretação será diferente. Talvez não descomplique, até complique ainda mais, porque a base de tudo continua sendo subjetiva”.

E você, o que você acha dessa mudança? Deixe seu comentário:

– Explicando o “escanteio com impedimento” em Turquia 0x3 Itália.

Eu não tinha visto o lance da Eurocopa onde disseram ter surgido um impedimento de escanteio, no jogo Turquia x Itália.

Dando uma fuçada na Web, me deparei com essa matéria confusa do UOL, falando que o italiano recebeu a bola impedido (como se existisse sim impedimento em escanteio – bola fora do jornal, o qual imagino que corrigirá). Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/06/11/impedimento-no-escanteio-jogadores-da-turquia-se-atrapalham-veja.htm.

Outro link, do O Dia, ironizando o erro do bandeira: https://odia.ig.com.br/esporte/2021/06/6165808-bizarro-arbitragem-marca-impedimento-de-jogador-da-italia-em-cobranca-de-escanteio-assista.html.

Por fim, um último link, do GE.com, onde é possível assistir o lance. Nele, Sandro Meira Ricci confirma o equívoco. Vejam só: https://ge.globo.com/futebol/eurocopa/noticia/impedimento-bizarro-e-penalti-nao-marcado-erros-da-arbitragem-chamam-atencao-em-turquia-x-italia.ghtml.

Amigos, insisto que não existe impedimento em escanteio. MAS QUEM DISSE QUE A MARCAÇÃO FOI ESSA?

O bandeira está marcando a posição de Berardi, que está fora do campo quando a bola é tocada por Insigne. Ele é como um invasor neste momento, e deve ser marcado Tiro Livre Indireto ao adversário. Não houve nada de impedimento marcado, os comentaristas bobearam na análise.

Por isso o futebol é fascinante… um lance que correu o mundo e poucos se atentaram

– Bélgica 3×0 Rússia: o Gol de Lukaku foi legal ou não?

Muita gente perguntando: e o gol de Lukaku, quando ele estava impedido, foi válido por que?

Porque a Regra mudou. Quando um zagueiro tenta interceptar a bola e a desvia, ele habilita quem estava à frente.

Explico essa mudança na postagem de outro jogo, em: https://professorrafaelporcari.com/2019/06/13/desvio-tira-impedimento-no-futebol-agora-depende/ 

– Pedro Henrique, Ramirez e o Inter de Abel.

O Internacional-RS fez um excelente campeonato nas mãos de Abel Braga e quase foi campeão. Como “prêmio”, o treinador foi demitido e substituído por Miguel Angel Ramirez, que fazia um ótimo trabalho no Del Valle.

Mas será que o Colorado pensou em filosofia de trabalho, resultados, prazo e outras nuances quando o contratou?

Agora, com resultados não desejados, Ramirez pode ser (se é que já não foi) demitido. E a multa contratual, como fica? A responsabilidade de quem o trouxe?

Para ajudar, temos a situação de Pedro Henrique: duas expulsões seguidas em torneios diferentes com a mesma forma de disputar uma bola… será multado?

Por fim: neste período em que treinadores podem ser trocados apenas uma vez no Brasileirão, acertar um nome bom é importantíssimo!

A foto abaixo (extraído do site Esporte Jundiaí) é emblemática:

Imagem: reprodução Internet, autoria desconhecida (quem tiver a informação da autoria, favor informar para o crédito).

– A Premier League quer a volta da dúvida nos impedimentos?

Parece irrisória a mudança, mas na prática pode mudar muito placar: a Premier League vai ENGROSSAR as linhas utilizadas para o VAR avaliar o impedimento, a fim de permitir o benefício da dúvida para os atacantes.

A questão é: a busca pela exatidão foi tão neurótica para alguns, que se deseja um pouco menos dela? Será uma decisão progressista, retrógrada ou simplesmente inovadora?

Extraído de: https://veja.abril.com.br/placar/premier-league-vai-engrossar-linhas-do-var-para-ter-margem-de-erro/

PREMIER LEAGUE VAI ENGROSSAR LINHAS DO VAR PARA TER MARGEM DE ERRO

Segundo reportagem de diário britânico The Times, ideia é aumentar o “benefício da dúvida” a favor do atacante em lances de impedimentos milimétricos

A Premier League, a primeira divisão do Campeonato Inglês, decidiu introduzir “linhas mais grossas” para os impedimentos avaliados pelo árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês), informou nesta quinta-feira, 10, o diário britânico The Times. A mudança foi aprovada pelas 20 equipes participantes e é esperada para a próxima temporada.

De acordo com a reportagem, esta é uma tentativa de lidar com decisões “extremamente impopulares”. As linhas mais grossas darão uma “margem de erro” maior aos impedimentos e visam devolver o “benefício da dúvida” ao atacante, ou seja, validar gols que antes constariam como impedimentos milimétricos.

Os clubes e chefes de árbitros da Premier League acreditam que a mudança terá um grande impacto no jogo, em lances em que a ponta do pé ou mesmo as axilas do jogador de ataque apareceriam em impedimento.

O sistema já é utilizado em outras competições como o Campeonato holandês e tem como desvantagem o fato de não aparecer imediatamente na transmissão de TV, mostrando todo o processo de análise, mas apenas o resultado final. A novidade divide opiniões e, apesar de ampliar a margem de erro, não acabaria com a ocorrência de lances milimétricos.

– Vasco x Boa Vista e o gol da “regra nova” em jogo da “regra antiga”…

Que rolo!

Falamos dias atrás que a Regra da Mão na Bola iria mudar, a partir da 1a Rodada do Campeonato Brasileiro. Agora, a mão na bola em equipe que está no ataque deve ser sancionada somente se ela bate na mão de um jogador e ele próprio imediatamente faz um gol (diferente da atual, em que se ela bate na mão e sobra para um companheiro, sanciona-se).

Explico didaticamente essa mudança em: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/29/a-nova-regra-de-bola-na-mao-mao-na-bola/

Pois bem: e na Copa do Brasil? Na atual fase, vale a antiga. Na próxima, a nova. Portanto, no jogo Vasco x Boa Vista, onde ocorreu um lance muito confuso com essa nova regra, acertou o árbitro.

O problema é: houve interferência externa?

O lance no site do GloboEsporte, em: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/vasco-x-boavista-em-jogo-sem-var-arbitro-anula-gol-irregular-de-gabriel-pec-apos-3min35s.ghtml

 

– E se jogadores virassem árbitros?

No começo do futebol (em 1863), não existiam árbitros! Eram os jogadores que discutiam o que fazer entre si. Com o tempo, como muitos atletas queriam reclamar, determinou-se que apenas um atleta de cada equipe poderia debater com o adversário. Esses utilizavam bonés para se diferenciarem. Boné, em inglês, se chama “cap”. Em alguns países de língua latina, o “cap” virou capitão (e, como sabemos, os capitães de cada equipe pararam de usar boné). O árbitro surgiu quase duas décadas depois, a fim de apenas resolver as discussões entre os atletas (era um mero mediador). Bem no final do século XIX o árbitro entrou em campo (e passou a existir oficialmente na Regra de Jogo) e começou a apitar as partidas (e os capitães perderam o direito de reclamar, já que hoje esse “direito antigo” é proibido). Hoje, o capitão apenas representa a equipe perante o árbitro.

No começo do século XX, os árbitros de futebol eram formados pela “Escola da Bola”, ou seja, pela experiência que tinham dentro de campo atuando como atletas, pois boa parte deles eram ex-jogadores. O próprio Charles Muller, depois de encerrar a carreira de jogador, se tornou árbitro.

Claro, não tivemos nenhum grande craque que se tornou árbitro expressivo, pois, afinal, a identidade entre eles e seus clubes no futebol romântico os impedia. Apenas atletas medíocres viravam árbitros.

Com o profissionalismo, isso mudou! Árbitros passaram a ser independentes e formados pelas escolas de arbitragem (destaca-se a famosa EAFI – Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, da FPF, pioneira no Brasil).

Já imaginaram hoje Rogério Ceni apitando Corinthians x Palmeiras? Ou Marcelinho Carioca arbitrando Santos x São Paulo? Não ia dar certo

E depois de tudo isso e de todo tempo, vale o lembrete: o árbitro é o único elemento dentro do universo do futebol que não é profissional de fato!

Desculpem-me: esqueci dos gandulas. Também eles não são profissionais…

– A pesquisa sobre a “aprovação do VAR na Inglaterra”.

E se no Brasil existisse uma Federação de Torcedores de Futebol, e ela manifestasse à CBF suas impressões sobre o VAR no futebol brasileiro?

Foi isso o que aconteceu na Inglaterra, onde uma pesquisa concluiu que o VAR tornou os jogos menos agradáveis.

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/amp/esporte/2021/06/02/mais-de-40-dos-torcedores-devem-ir-a-menos-jogos-devido-ao-var-diz-pesquisa

MAIS DE 40% DOS TORCEDORES DEVEM IR A MENOS JOGOS DEVIDO AO VAR, DIZ PESQUISA

Estudo feito com 33.243 fãs ingleses mostrou que mais de 94% consideraram que o árbitro de vídeo tornou ‘menos agradável’ assistir aos jogos

Um estudo conduzido pela Federação de Torcedores de Futebol (FSA, em inglês) na Inglaterra mostrou que mais de 40% dos torcedores estão menos propensos a irem a jogos de futebol devido a preocupações com o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).

A pesquisa, feita com 33.243 torcedores, mostrou que mais de 94% dos entrevistados consideraram que o VAR tornou “menos agradável” assistir futebol, citando questões como o tempo necessário para confirmar as decisões.

Os fãs também disseram que o VAR arruinou a espontaneidade das comemorações dos gols. Apenas 26% apoiaram o uso de VAR, embora 97% tenham se mostrado a favor da tecnologia da linha do gol, que fornece resultados quase instantâneos.

A FSA disse que os resultados da pesquisa serão compartilhados com a Premier League, a 1ª divisão do futebol inglês.

“Esperamos que a Premier League e o corpo de árbitros ouçam a voz dos torcedores e tomem medidas urgentes para melhorar um sistema que não fornece decisões claras e compreensíveis em estádios”, disse o vice-presidente da FSA, Tom Greatrex.

Árbitro revisa marcação de pênalti com ajuda do VAR em partida entre Fulham e Leicester City pela Premier League. Foto: Visionhaus – 30.nov.2020/Getty Images

– Explicando a expulsão de Fágner no Corinthians 0x2 Atlético Goianiense pela Copa do Brasil.

Num prazo de 4 dias, o Dragão venceu o Timão na sua casa por duas vezes consecutivas.

Não bastasse a campanha ruim do Corinthians (comentamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-vfd), há uma expulsão muito polêmica do lateral Fágner. Vamos discuti-la, se foi correta ou não?

Entenda: lances em que se tem sangue, machucaduras diversas ou quedas acrobáticas, no futebol, muitas vezes não justificam as marcações. Digo isso pois Fágner postou nas Redes Sociais um corte, alegando ter sido em consequência da falta em que foi expulso. Não o desminto, mas não posso deixar de considerar que ele possa a ter sofrido em outra situação – e ela não abona o lance que discutiremos.

1- A expulsão do corintiano não foi por Cartão Vermelho direto. Foi pelo Segundo Amarelo, vale lembrar.

2- Fágner sofreu uma falta temerária no 1o tempo, e seu adversário Zé Roberto foi punido corretamente com cartão amarelo. Na primeira oportunidade, Fágner “desforrou” e se vingou com uma falta dura no mesmo atleta, rendendo-lhe uma justíssima advertência (assim como no lance anterior do seu oponente, num critério uniforme do árbitro Bráulio Machado). Fica a pergunta: um atleta experiente como ele, que joga em um clube importante como o Corinthians, não sabia que iria ficar pendurado no começo do jogo por tal ato?

3- No segundo tempo, Fágner vai disputar de novo uma bola com o mesmo Zé Roberto. Simultaneamente, ele atinge a bola com o pé esquerdo, e o adversário com a perna direita, evitando um possível ataque do time goiano. Não é lance violento; é falta comum que, pelo local e pela situação (evitando o avanço adversário) é para Cartão Amarelo. Lembrando: disputar a bola e depois por consequência o outro atleta cair, é lance legal. Mas disputar a bola e atingir simultaneamente bola e adversário, é falta.

4- Repito o que escrevi anteriormente: clubes grandes precisam ter ex-árbitros para orientar os jogadores quanto à Regra do Jogo: desforrar uma falta em que o atleta já tinha amarelo e ficar pendurado, seria evitável – assim como o 2o cartão. Se o Fágner tivesse alguém no dia-a-dia dando dicas de regras e artimanhas, talvez o comportamento tivesse sido outro.

Fágner, lógico, paga o preço da “fama de violento”. Lembro-me de Miranda x Edmundo em um São Paulo x Palmeiras: o são-paulino estava em sua fase “Gamarra”, ganhava todas dos atacantes e não fazia falta alguma. Num Choque-Rei, Edmundo foi disputar com ele e o zagueiro perdeu o tempo da bola, atingindo o palmeirense e cometendo pênalti. O árbitro não teve dúvida: marcou simulação e amarelou Edmundo…

Em tempo: Sylvinho, na coletiva, disse que poderia rever os seus conceitos, mas complementou quesão os jogadores quem efetuam os lances”. Teria ele começado a perder o grupo, ao jogar / dividir a culpa com o elenco?

– Os 3 lances polêmicos da arbitragem de Quatro de Julho 3×2 São Paulo pela Copa do Brasil.

Em que pese a desastrosa atuação de Orejuela, além do fato do São Paulo ter jogado com seu time reserva, e as queixas contra a arbitragem, não dá para o atual Campeão Paulista, que está na Libertadores da América, perder para o modesto Quatro de Julho da simpática cidade de Piripiri (e em campo neutro, pois a partida foi em Teresina). Aliás, talvez tenha sido a 1a derrota do Tricolor Paulista no estado do Piauí, salvo engano.

Vamos aos 3 lances mais polêmicos da arbitragem:

LANCE 1O 2o gol do Quatro de Julho (confirmado) foi irregular: claramente Gilmar Bahia está em posição de impedimento na cobrança de falta, e mesmo não tocando na bola naquele momento de disputa, torna-se em impedimento ativo por interferir contra um adversário. Na sequência, ele próprio faz o gol na falha da defesa são paulino. Errou o bandeira Vinícius Melo de Lima / RN em não anular (em lance fácil).

LANCE 2O 3o gol do Quatro de Julho (confirmado) foi legal, pois os jogadores que estavam à frente da linha da bola e da zaga estão em impedimento passivo e não atrapalham Lucas Perri, tampouco tiram proveito da jogada. Acertou o bandeira Francisco de Assis da Hora em confirmá-lo (em lance fácil).

LANCE 3 O 3o gol do São Paulo, de Galeano nos acréscimos (anulado), foi legal. O atacante está em mesma linha do penúltimo defensor quando a bola parte do pé do seu companheiro (e o bandeira está bem posicionado). Pode ser que ele considerou o braço do são paulino à frente, e se fez isso, há um equívoco, pois lembre-se: mãos e braços de atacante não contam na linha do impedimento, mas somente as partes do corpo que se pode jogar. Errou de novo o assistente Vinícius Melo de Lima em lance de média dificuldade.

É lógico que, existindo o VAR, essas duas situações (em tese) seriam corrigidas.

Em tempo: o árbitro Zandick Gondim Alves Jr / RN foi afastado do Campeonato Potigar no último domingo por marcar um pênalti cuja falta aconteceu 1 metro fora da grande área (um lance verdadeiramente bizarro), e foi escalado para esse jogo pela CBF. Vai entender…

– As declarações de Abel Ferreira devem ser entendidas como pelo Palmeiras?

Disse à Sportv o treinador português Abel:

“Tô mesmo a espera de ser despedido. Minha filha está completando dez anos, Primeira Comunhão, está do outro lado do atlântico e eu estou aqui abrindo mão desses momentos para triunfar”.

Taí algo curioso. Pode ser que na hora que eu tenha publicado esse texto (escrevi ontem à tarde), muita coisa tenha acontecido. Mas como interpretar essa fala?

Você pode entender que ele foi irônico no início da explanação e quis afirmar que, apesar da saudade da família, vai seguir até o final do contrato, dando segurança à diretoria.

Ou…

Pode entender que foi uma desabafo, uma instabilidade emocional que revela a sua real expectativa: de ser demitido.

Talvez o melhor a ser feito era não ter dito nada…

– Rogério Ceni na entrevista pós-jogo e a proposta de Beretta para as coletivas dos árbitros!

Escuto a entrevista do treinador Rogério Ceni após a vitória do Flamengo sobre o Palmeiras. E ele pediu algo exatamente idêntico o que a Itália discutiu em 2007: coletiva de árbitros. Abaixo:

Nesta semana, repercutiu por várias mídias a declaração de um atleta italiano sobre arbitragem.

Samuele Beretta, jogador da Internazionale de Milão, propôs algo diferente para fiscalizar a idoneidade dos árbitros: obrigá-los a dar entrevistas coletivas pós-jogo. Segundo ele,

“os árbitros não podem ser questionados pela honestidade, mas ao menos que justifiquem suas marcações publicamente e tenham oportunidade de dizer ‘eu errei’ para todos“.

A ideia é polêmica.

Na prática, vários problemas: Daria tempo dos árbitros reverem os lances para falarem sobre eles? Lances interpretativos poderiam gerar discussões ainda maiores? Os árbitros que assumissem publicamente que erraram seriam boicotados por outros clubes, que não se sentiriam seguros em suas escalas? Ou aqueles que sustentassem determinadas marcações errôneas poderiam ser taxados de mentirosos ou colocados em suspensão?

Por outro lado, daria mais transparência aos olhos do público; possíveis desentendimentos de marcações seriam ali solucionados; aprender-se-ia, por parte dos leigos, mais sobre Regra de Jogo.

No fiel da balança, qual sua opinião sobre essa proposta?

Até a acho interessante. Gosto de transparência. Mas a aplicabilidade dela é algo a se pensar.

– São Paulo 0x0 Fluminense e a prova de que vale a pena estudar a Regra do Futebol.

Dois veteranos no protagonismo: Nenê (FLU) e Miranda (SPFC). O primeiro vai cobrar um pênalti para a sua equipe e o segundo, inteligentemente, se posiciona à frente do batedor que vai cobrar o tiro penal e está fora da área (e de maneira legal). Um lance didático e interessante!

Alguém explicou a regra para os atletas do São Paulo (e por isso defendo: equipes profissionais devem ter ex-árbitros em suas comissões técnicas, ensinando regras do jogo para as categorias de base e dando dicas para os profissionais). A meia-lua só serve para mostrar a distância  dos 9,15m que os atletas devem ter do ponto penal na cobrança de pênalti.

Se o cobrador sair da meia lua e estiver a uma distância maior, não há problema que alguém fique posicionado à frente dele, pois a regra está sendo cumprida. Miranda fez isso. Parabéns!

A pergunta é: precisa-se correr 10 metros para chutar um pênalti?

Verifique: os atletas são-paulino ficaram em arco, à beira da meia-lua, bem posicionados. Ninguém faz isso.

– A nova Regra de Bola na Mão / Mão na Bola.

Começará o Brasileirão 2021, e com ele, a nova Regra da Mão na Bola / Bola na Mão. Para o resto do mundo, a alteração vale a partir de 1º de julho. Para nós, com a Rodada 1 do nosso torneio (devido ao calendário).

Sobre ela, vamos lá:

  1. Historicamente, se definia a infração da “mão ou braço na bola / bola na mão ou no braço” apenas com a pergunta: foi intencional? Imprudência não deve ser avaliada até hoje (e aí você tinha algumas condições para avaliação: distância do chute, velocidade da bola, etc).
  2. Nos anos 2010, isso ampliou-se: a intenção veio acompanhada da preocupação em acompanhar o movimento antinatural dos braços e das mãos. Ou seja, uma intenção disfarçada de tocar a bola. Por exemplo: pular com os braços elevados numa barreira, não recolher a mão numa bola que visivelmente vai bater nela, entre outras.
  3. Há 2 anos, todo lance de ataque (intencional ou não) passou a ser infração
  4. No ano passado, devido a radicalidade da modificação anterior, voltou-se atrás e passou a ser infração apenas a situação em que a bola bata na mão e imediatamente o jogador ou seu companheiro marquem um gol (o gol do Bayern de Munique contra o Tigres, no Mundial de Clubes da FIFA, foi irregular – e é o grande exemplo).
  5. AGORA: será considerado infração apenas se esse toque na mão que resulte imediatamente no gol for exclusivamente do próprio jogador. Se for gol do companheiro, o lance é legal (isso validaria o gol do Bayern citado acima).

Não gosto de mudanças anuais da Regra. Há se ter cuidado para não confundir o mundo do futebol.

Abaixo, um rápido tira-dúvidas bem didático, extraído de: http://www.espn.com.br/blogs/carloseugeniosimon/786792_bola-na-mao-ou-mao-na-bola-entenda-as-novas-regras-e-acabe-com-as-principais-duvidas

BOLA NA MÃO OU MÃO NA BOLA? ENTENDA AS NOVAS ORIENTAÇÕES

Por Carlos Eugênio Simon

A partir de 1° de julho, entram em vigor as alterações na regra de jogo que pretendem acabar, ou ao menos minimizar, com a confusão gerada pela marcação de pênaltis ou infrações por mão na bola.

As novas orientações da IFAB determinam que a bola na mão será considerada infração nas seguintes situações:

1 – Se o jogador tocar a bola deliberadamente com mão ou braço, movendo a mão ou o braço em direção a bola;

2 – Tocar a bola com a mão ou com o braço quando a mão ou o braço estiver em posição antinatural e com isso ampliando o espaço do corpo. Por ter a mão ou braço em tal posição, o jogador corre o risco da mão ou braço ser atingido pela bola e ser penalizado;

3 – Fazer um gol na equipe adversária, imediatamente após a bola tocar na sua mão ou braço mesmo que acidentalmente.

Porém, é improvável que a partir de julho, quando as regras passarem a valer, acabem as polêmicas sobre o tema, já que é a interpretação do árbitro que vai determinar a decisão final.

Alguns exemplos:

1 – Mãos apoiadas como apoio?
Se a mão está apoiando ou indo para o apoio, como suporte para manter o corpo equilibrado? Nada deve ser marcado.

2 – Se um jogador tem o braço em posição natural?
Nada deve ser marcado.

3 – Mão acidental antes de fazer o gol?
Se a bola pega na sua própria mão ou braço e imediatamente faz o gol, esse deve ser anulado.

4 – Quando bola pega na mão vinda do próprio jogador?
Quando um jogador joga  a bola e vai na sua própria mão ou braço, nada deve ser marcado.

5 – Mãos juntas ao corpo?
Quando as mãos ou braços estiverem juntos ao corpo, nada deve ser marcado.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O gol anulado de Wesley em Palmeiras x Universitário.

Nesta 5a feira, um lance didático na Allianz Arena. Vamos lá:

Há alguns anos, houve uma modificação na Regra do Jogo que vez ou outra acontece em campo – e sempre se mostra polêmica: se a bola sofrer um desvio de um defensor e ela sobrar para um atacante que está em posição de impedimento, esse toque pode, dependendo da situação, tirar o impedimento. Para isso: o toque deve ser fruto de um desvio de tentativa deliberada de interceptar a bola (não necessariamente de tentar dominá-la).

Na jogada de Palmeiras x Universitário, quando há o chute para o gol, a bola bate num defensor e sobra para Wesley marcar o gol. Para mim, esse zagueiro tentou interceptar a bola chutada e, portanto, tirou o impedimento do palmeirense. Mas se você interpretou que aquele desvio foi totalmente sem querer (que ele não queria interceptar a bola), Wesley estava impedido e o gol foi bem anulado.

O futebol é fantástico por tantas alternativas, não?

Palmeiras x Universitario ao vivo: onde assistir ao jogo da Libertadores | Streaming | TechTudo

 

– Confie, desconfiando. Sobre Santa Fé x Junior Barranquilla pela Libertadores.

Você confia na Conmebol, com tantos ex-presidentes presos?

Você confia em clubes de futebol, quando jogam só para cumprir tabela?

Você, enfim, confia na lisura total do esporte?

Recentemente, tornou-se uma praga a manipulação de resultados em divisões menores no Brasil. E se acontece aqui, imagine no continente sul-americano em geral (relembre algumas neste link: https://wp.me/p4RTuC-rwK). Digo isso pois ao ver o ocorrido em Santa Fé x Junior Barranquilla pela Libertadores da América (no grupo onde o River Plate e o Fluminense estão), fico achando que coisas bem estranhas aconteceram…

Vejam só, extraído de (não consegui outro link do jogo e dos lances… mais um motivo para desconfiança…): https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/05/26/lentidao-e-furada-do-junior-na-libertadores-irritam-torcedores-assista.htm

LENTIDÃO E FURADA IRRITAM TORCEDORES

Enquanto o Fluminense fazia 3 a 1 no River Plate, o Junior Barranquilla precisava de apenas um gol para garantir a sua classificação às oitavas de final da Libertadores e, de quebra, tirar os argentinos do torneio.

No duelo nacional diante do já eliminado Santa Fe, o time colombiano, no entanto, não conseguiu furar a barreira adversária e também deixou a competição continental.

Um lance em especial, já nos acréscimos da partida – que estava em 0 a 0 -, irritou os torcedores. Isso porque os jogadores Junior passaram a trocar passes na defesa sem a menor pressa de chegar ao gol do rival.

O ápice da ira veio quando um dos defensores acabou “furando” o domínio e permitindo que a bola se encaminhasse para a linha lateral, atrasando completamente a criação da jogada ofensiva.

Assista ao momento:

DESCONFIE!

– #tbt 3: Dinamarca x Irã mostra a cordialidade que deveria sempre existir no futebol!

É de 2003, mas merece aplausos em todo tempo: o time europeu perdia por 1×0 até o último lance, quando teve um pênalti assinalado a seu favor (marcado por uma situação inusitada, relatada abaixo). E não é que preferiram perder com elegância do que empatar com os iranianos de uma forma injusta?

Veja só o que aconteceu no link de: https://almanaqueesportivo.wordpress.com/2012/10/30/futebol-pelo-mundo-historias-de-verdadeiro-fair-play-em-gols-e-penaltis/

DINAMARCA X IRÃ – TORNEIO AMISTOSO CARLSBERG CUP 2003

O capitão dinamarquês Morten Wieghorst agiu de maneira admirável em um torneio amistoso de 2003. Quase no final do primeiro tempo de um jogo contra o Irã, válido pela competição amistosa Carlsberg Cup em Copenhague, o defensor iraniano Alireza Nikbakht Vahdi pegou a bola com a mão na grande área após ouvir o apito final do juiz. Porém o apito havia vindo da arquibancada, confundindo o atleta, que acabou tendo uma penalidade contra si marcada pelo árbitro Albert Chiu Sin Chuen, que não tinha outra escolha.

Após consultar o técnico Morten Olsen, Wieghorst propositadamente bateu o pênalti para fora por considerar injusta esta vantagem. Deste lance, não tenho imagens mas pesquisei que a partida encerrou-se em 1×0 para os iranianos. Sobre isto, um dirigente iraniano disse: “Os dinamarqueses não ganharam o jogo. Mas ganharam a nossa admiração”.

Em: https://youtu.be/mKPBIS3_BSo

– Foi gol ou não?

Esse vídeo viralizou nas Redes Sociais. Mas se fosse “pra valer”, no campo e em jogo profissional, seria gol legal.

Pobre goleiro… precisava segurar seus impulsos, não só a bola.

Em: https://www.facebook.com/100023440900633/videos/928479327943422/

– O unfair-play das simulações em São Paulo 2×0 Palmeiras.

Usar a mão e/ou os braços para disputar uma bola, com a chance de atingir o rosto adversário, é algo para ser punido com severidade a pedido da FIFA já faz 1 ano.

No Choque-Rei de domingo, vimos por AMBAS equipes simulações de agressões. Em todas elas, jogadores abriram os braços e atingiram o peito ou levemente o rosto do adversário. Mas invariavelmente, os atletas cairam em campo, pediram atendimento médico e simularam que foram duramente atingidos no rosto.

Imagino quando Raphael Claus foi assistir o VT do seu jogo, e viu que em diversas oportunidades teve que chamar o médico sem necessidade alguma – que não passavam de simulações dos boleiros! O desejo dele em dar Amarelos para tanta simulação deve ter sido grande…

Quando essa cultura acabará?

– O que esperar de Raphael Claus na decisão entre São Paulo x Palmeiras?

Raphael Claus apitará a decisão entre São Paulo x Palmeiras logo mais, pelo Campeonato Paulista. Falamos anteriormente sobre às expectativas da arbitragem para esse Choque-Rei aqui no blog, no link em: https://wp.me/p4RTuC-uZq.

Pois bem, algumas considerações pontuais abaixo:

Não se sabe qual árbitro brasileiro vai à Copa do Mundo do Catar. Claus briga pela vaga (se ela for única) com Wilton Sampaio desde algum tempo. Mas pela participação positivíssima de Edina Alves no Mundial de Clubes, pela repercussão politicamente correta da sua escolha e pelo fato dela própria estar sendo a pioneira na América do Sul em apitar um jogo masculino pela Conmebol Libertadores (obviamente, também pela sua competência isso ocorreu), Raphael Claus precisa ter uma atuação impecável! Assim, ele entrará em campo com “o apito entre os dentes” nesta tarde.

Acrescente outro fato: o treinador Abel Ferreira tomou vários amarelos no campeonato, ganhando ou perdendo. Virou “o chato à beira do gramado” para a arbitragem (o próprio Claus já o amarelou). No último jogo, onde todos querem encerrar com chave de ouro o torneio, está “fácil” expulsá-lo. Não me surpreenderia com esse possível Cartão Vermelho.

Por fim, sendo o Paulistão um dos poucos grandes regionais que dá retorno financeiro e de audiência, todos os olhos estarão no Morumbi. Apitar sem amarras será o diferencial para Raphael Claus, que concorre ao prêmio de melhor árbitro do Estadual (ao lado de Flávio Rodrigues de Souza) para sair incólume de críticas.

Aguardemos!

Assista em vídeo nossa análise em: https://youtu.be/vyRZgSXom3c

Ou leia no Blog “Pergunte Ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/05/23/o-que-esperar-de-raphael-claus-na-decisao-entre-sao-paulo-x-palmeiras/

– O que esperar da arbitragem para São Paulo x Palmeiras?

Ontem abordamos o que era esperado da arbitragem de Flávio R Souza para o Choque-Rei de ida: jogo “picado”, faltoso, pouco tempo de bola rolando e com muitas reclamações e pouco rigor disciplinar nos cartões (de fato, baixíssimo número de advertências para um alto número de faltas). Vide em: https://wp.me/p4RTuC-uY2. A previsão e concretizou.

E para o jogo de volta?

Em poucas horas a FPF deve confirmar Raphael Claus como árbitro da finalíssima (correndo por fora Luiz Flávio de Oliveira e imagino que com pouca chance para Edina Alves Batista os 3 possíveis e disponíveis para a escala). Independente do nome, o árbitro terá possibilidade de, sendo o último jogo, cumprir a regra sem recalques ou precauções: expulsar e/ou amarelar quem for necessário, aplicar a lei da vantagem fazendo o jogo fluir, não marcar qualquer faltinha para matar o tempo e ter “carta branca” para não mediar, mas sim apitar.

Como dissemos anteriormente, o cenário do 1o jogo, relatado no link da postagem acima, era esperado. Assim como para o 2o jogo é esperado que as equipes busquem o gol e o árbitro tenha facilidade de apitar “sem rédeas” ou medo de veto.

Desejo boa sorte aos clubes e grande arbitragem.

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Palmeiras x São Paulo (1o jogo da decisão do Paulistão 2021)

Para a primeira partida da finalíssima do Choque-Rei, na Allianz Arena, apitará Flávio Rodrigues de Souza, 40 anos, pertencente ao quadro da FIFA e há 18 temporadas no exercício da arbitragem.

Uma boa escala – cautelosa e segura. Vamos lá:

Flávio apitou importantes jogos das duas equipes nesta temporada e está “invicto” com as duas equipes, e isso agrada demais os dirigentes. Por exemplo: Palmeiras 2×0 Ferroviária e São Paulo 1×0 Red Bull Bragantino, além dos clássicos Corinthians 2×2 São Paulo e Corinthians 0x2 Palmeiras.

Trocando em miúdos: chega “sem veto” à final.

E o que esperar dele nessa partida?

Imagino uma arbitragem tecnicamente muito boa, sabendo discernir bem os lances de mão na bola e bola na mão; creio que estará em cima dos lances, pois fisicamente Flávio é também muito bom, e, por fim, a minha preocupação: disciplinarmente! E explico: apitar o primeiro jogo de uma final é muito chato no sentido das cobranças indiretas para “não estragar a última partida”, e essa expressão tem o sentido de “não tirar atletas pendurados pelo 3o Cartão Amarelo” e “pensar duas vezes antes de expulsar alguém”. Nesse cenário, veremos um jogo mais cadenciado e não corrido, com muitas paralisações e sem a preocupação de ter tempo de bola rolando. O chamado jogo “picado” – por força do cenário, deixando tudo aberto para domingo. Afinal, todos têm a maior expectativa no jogo da tarde dominical, em TV aberta, com apelo muito maior de audiência e em interesse do que numa 5a feira útil às 22 horas. 

Marcelo Van Gassen, o Assistente 1, dispensa comentários. É bandeira de Copa do Mundo e extremamente competente. O Assistente 2, Anderson José “Bocão” Moraes Coelho idem na competência – e encerrará a carreira sem ter sido FIFA (um pecado pela excelente trajetória até então, pois bandeirou diversos clássicos importantes no Estadual e no Nacional, sempre passando incólume a erros).

Desejo boa arbitragem e ótimo jogo a todos!

Em tempo: para o 2o jogo, a lógica manda Raphael Claus estar escalado (apesar de ter beirado à expulsão do treinador Abel Ferreira no confronto contra o Red Bull Bragantino). Não creio que Luís Flávio estará na final nem Edina Alves Batista, os outros dois FIFAs do quadro.

– O infrator que machucou Diego era para ser Expulso?

Recebi essa boa pergunta do leitor Ernesto Ponte, e compartilho:

“Boa noite, gostaria de saber se essa entrada do Arroyo no Diego que deixou ele fora por 3 meses era pra Vermelho. Na minha opinião sim, mas quero saber a sua.”

O lance em: https://youtu.be/fHwIcej9zrc (lembrando que a partida citada é Emelec x Flamengo em 2019)

A minha resposta:

Ali o árbitro entendeu como “Ação temerária”(lances que levam ao risco de lesão e que precisam ser advertidos com Cartão Amarelo). Não é nenhum absurdo o Amarelo, pois não há a manifesta intenção do adversário em lesionar o adversário, mas sim a conduta de correr risco de atingir o adversário. 
Eu, particularmente, entendo como “Jogo Brusco Grave”, que é o lance onde essa ação temerária ganha uma força além do que era necessário para a disputa de bola. Neste caso, eu aplicaria Cartão Vermelho. 
Importante – é jogada interpretativa para a escolha do Cartão. 
Sobre a lesão: aí, infelizmente, é acidente de trabalho. Uma pena que ficará tanto tempo fora. 
A pena para o infrator deveria ser a automática, de 1 jogo. Não pode ser maior pois não houve a chamada “agressão de conduta violenta”, ou seja, onde há a maldade para não disputar a bola e lesionar propositalmente. Se o atleta tivesse feito isso, o Vermelho seria acompanhado de vários jogos de gancho. 
Abraços. 

E para você? Arroyo deveria ser expulso ou não na época?