– 111.000 pessoas? Relembrando o Choque-Rei que decidiu o Paulistão de 1992.

O Campeonato Paulista de 2021 será decidido entre São Paulo x Palmeiras. A última vez que esses dois times protagonizaram uma decisão, foi em 1992!

Naquela época, o Tricolor de Telê Santana intercalou os dois jogos finais com a decisão do Mundial Interclubes em Tóquio, contra o Barcelona. O Verdão era dirigido pelo “Chapinha” Otacílio Gonçalves, e já vivia a Era Parmalat – desejando carimbar a “faixa” (Lembrando que o Paulistão terminava no final do ano).

No primeiro jogo: Palmeiras 2×4 São Paulo (arbitragem de Oscar Roberto Godoi). Aí o SPFC foi para o Japão, decidiu o título e houve o segundo jogo com o placar de: São Paulo 2×1 Palmeiras (arbitragem de José Aparecido Oliveira).

Curiosidade: o público do Morumbi foi de 111.000 pessoas!

As escalações? Aqui (lembrando que naquela época só era permitido substituir dois jogadores durante a partida):

São Paulo: Zetti, Vítor (Válber), Adilson, Ronaldão e Ronaldo Luís; Pintado, Toninho Cerezo (Dinho), Cafu e Raí; Palhinha e Müller.

Palmeiras: César, Mazinho, Toninho, Edinho Baiano e Dida; César Sampaio, Daniel Frasson (Maurílio), Cuca (Carlinhos) e Jean Carlo; Evair e Zinho.

Parece que foi ontem, não? E faz tanto tempo… Me recordo de amigos palmeirenses lamentando que, mesmo com todo investimento da Co-Gestão, a “fila continuava” – e cornetavam que a Parmalat “não iria dar em nada”…

Sportbuzz · São Paulo x Palmeiras: Confira onde assistir e prováveis  escalações do clássico paulista!

– AmarillaDay: 8 anos de uma “garfada” na Libertadores da América (Corinthians 1×1 Boca Jrs).

Detesto usar termos que levem à suspeita de má intenção na arbitragem. Vivi no meio e sei como funciona, quando “é” ou “não é” picaretagem.

exatos 8 anos, vi algo que “é”. Em 15 de maio de 2013, depois da confusão na Bolívia (o assassinato de Kelvin Spada e seus desdobramentos em Oruro), o árbitro paraguaio Carlos Amarilla assaltou o Corinthians no Pacaembu contra o Boca Júniors.

Relembre a análise da sua estranha atuação que fizemos no nosso blog na época, pós jogo:

ANÁLISE DA ARBITRAGEM DE CORINTHIANS 1X1 BOCA JÚNIORS

Erros determinantes na decisiva partida da Libertadores da América no Pacaembu. Vamos a eles?

Foram 4 momentos importantes:

LANCE 1– 09’: Emerson Sheik e Marin dentro da área, o corinthiano está prestes a dominar a bola e o zagueiro argentino dá um tapa deliberado nela. Pênalti! E aí não tenho dúvida sobre o motivo do árbitro errar: ele estava mal posicionado, fora da diagonal, num lado cego da jogada. Repare que ele vem da direita para o centro do ataque do Corinthians, enquanto deveria estar mais do lado esquerdo. Neste caso, se tivéssemos o árbitro assistente adicional (AAA) posicionado na linha de meta, poderia-se ajudar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Não foi equívoco de interpretação, o juizão (creia-se) não deve ter visto a mão. Primeiro erro da arbitragem.

Um erro sempre traz consequências negativas: o zagueiro 29 Marin já tinha recebido amarelo. Se fosse marcado pênalti, segundo amarelo e expulsão. Mas foi Sheik quem recebeu a Advertência por reclamação…

LANCE 2– 23’: Emerson lança a Romarinho, que está a aproximadamente 1 metro do penúltimo adversário (portanto, posição legal). Ele ganha do argentino e fica de frente para o gol, chutando para as redes. Porém, o assistente no1 Rodinei Aquino marcou impedimento. Romarinho faz o gol com o goleiro já “desistindo” da defesa, devido ao bandeira ter levantado seu instrumento. Ora, isso é irrelevante, pois fatalmente o gol seria marcado, caso o lance não fosse paralisado, pela “situação clara de gol”. Segundo erro da arbitragem, em lance fácil.

LANCE 3 – 60’: Sheik cruza, Paolo Guerreiro tenta o gol de cabeça, o goleiro Orion espalma e no rebote Paulinho consegue fazer o gol. Lance anulado. Houve a dúvida se foi marcado impedimento ou falta. Verifique que o bandeira no2 Carlos Cáceres ergueu seu instrumento quando Paulinho vai disputá-la. Portanto, impedimento. Terceiro erro da arbitragem.

Confesso que não consegui ver se o árbitro reiniciou o lance com tiro livre indireto (assim, teria confirmado o impedimento do bandeira, com gesto de braço erguido) ou com tiro livre direto (alegando alguma falta, gesto do braço abaixado). Em particular, Paulinho e Caruzzo se aguarram diversas vezes. Um árbitro caseiro marcaria pênalti; um árbitro fraco marcaria falta de ataque; e um árbitro bom mandaria seguir o lance.

LANCE 4 – 81’: Sheik está na grande área e o adversário dá um empurrão. Em jogos mais calmos, o erro passaria batido. Mas, novamente faço a observação: se tivéssemos o AAA atrás do gol, novo pênalti seria marcadoQuarto erro do árbitro.

Aliás, que se registre: tanto na 3a feira quanto nesta 4a as arbitragens frustaram a expectativa: Juan Soto era talento em ascensão em Palmeiras x Tijuana, e Carlos Amarilla talento reconhecido em Corinthians x Boca JuniorsAmbos decepcionaram…

Lembrando que no prazo de uma semana, o “trio de ferro paulista” foi eliminado da Libertadores. Má fase dos clubes de São Paulo, somada à má fase da arbitragem.

Uma última observação: para quem gosta de teorias conspiratórias, vale o registro: Amarilla é quase um “brasiguiao”, o árbitro preferido da CBF nos amistosos da Seleção Brasileira na América do Sul. E como há una certa rinha política entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches… (Ops: eu não creio nisso, prefiro pensar em algo mandado pela Conmebol – vide caso de Oruro…!).

– Sobre o complicado jogo de domingo no Canindé…

Só agora eu tive tempo de escrever: assistiram à desastrosa arbitragem de João Vitor Gobbi no Portuguesa 0x1 Red Bull Brasil?

Puxa, que pena. Eu elogiei várias vezes as atuações desse jovem árbitro, em todas as vezes nas quais eu o vi atuar. Tem enorme potencial! Mas, pelo pouco que pude ver no jogo citado, me assustou pelos erros capitais.

Torço para que tenha sido uma noite infeliz do árbitro, que não o conheço fora do mundo do apito, e que recupere o bom desempenho de outrora.

Compartilho uma matéria sobre essa partida, do Blog do Paulinho, onde há um link para a análise mais apurada do ex-árbitro Euclydes Zamperetti Fiori em seu espaço.
Aqui: https://blogdopaulinho.com.br/2021/05/11/lusa-foi-assaltada-no-caninde/

– A análise das escalas de árbitros das 4as de final do Paulistão.

Para os jogos na fase “mata” do Paulistão (não são partidas de ida e volta, ou seja, mata-mata”) foram divulgados os árbitros para as importantes partidas:

    – Corinthians x Internacional: Douglas Marques das Flores.
Assisti vários jogos do Douglas presencialmente. Outras gestões da CEAF-SP tentaram “forçar” suas escalas em sequências de jogos, nas quais ele ainda estava muito despreparado. Da 4a divisão de SP, pulou para a A2 e A1 no mesmo ano, não se sustentando. Com inúmeras oportunidades, foi ganhando espaço e chegou a ser escalado (surpreendentemente e sem rodagem) para jogos da série A do Brasileirão. Nestas partidas, mostrou-se inseguro, sendo seu grande defeito a questão técnica e o excessivo auxílio do VAR.
É lógico que com muitos jogos, tende a corrigir os erros e evoluir. Em tese, dará conta tranquilamente em um jogo envolvendo time grande contra pequeno.
Sobre alguns jogos nos quais ele atuou, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/16/o-gol-anulado-do-vozao-em-fluminense-1×1-ceara/

    – Mirassol x Guarani: Thiago Luís Scarascati.
Thiago apitou final de Copa SP Jr, fez vários jogos entre times grandes e pequenos, e ainda busca sua oportunidade em um clássico. Talvez não tenha tido as melhores oportunidades que merecia, mas sempre se mostrou regular. Não deve ter problemas neste jogo.

    – São Paulo x Ferroviária: Salim Fende Chavez.
Salim foi um dos árbitros que mais andou evoluindo nos últimos anos (embora, precisa evoluir ainda mais). Nas séries inferiores, sempre esteve muito “verde” dentro de campo, foi ganhando experiência e “aprendendo a apitar” em meio às escalas de jogos profissionais. Hoje, é um árbitro seguramente muito melhor do que há 3 anos – mas tomara que não tenha chegado ao seu limite técnico.

    – Red Bull Bragantino x Palmeiras: Raphael Claus (com Edina Alves Batista como 4ª árbitra).
Nem em Campeonato Brasileiro temos visto Árbitro e seu Reserva pertencendo ao quadro da FIFA, mas veremos em Bragança Paulista. E isso aqui nos dá muitas observações (já que os dois escalados são concorrentes à uma vaga na Copa do Mundo do Catar).
1- O jogo ganhou status de “clássico”, já que é a arbitragem mais qualificada da rodada.
2- Edina volta a ser escalada após um tempo “descansando”, depois da situação complicada em que se envolveu em Internacional 0x2 Red Bull Bragantino (vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/02/a-confusao-entre-os-arbitros-paulista-apos-o-episodio-de-vaidade-na-bolha-sanitaria/).
3- Abel Ferreira, que tem reclamado bastante dos árbitros, não poderá nem pensar em questionar os critérios da escala, já que todos são da elite neste jogo (aliás, perceberam que depois que o treinador do Palmeiras reclamou da tabela do Paulistão, somente árbitros FIFA foram escalados?).

Desejo bons jogos e grande arbitragem a todos.

Como ficaram as quartas de final do Paulistão 2021 – Arquibancada Tricolor

– Novas Invenções de Jogadas Ensaiadas no Futebol

Há 4 anos…

Cobrar tiro livre com 6 batedores pode?

O Kyoto Sanga (conhecido como “The Purple”), time da 2a divisão japonesa, mostrou que no futebol ainda há espaço para invenções.

Em um jogo da J-League 2 a equipe faz um golaço numa cobrança de falta. O detalhe: havia 6 batedores!

Parece hilário, mas resultou em gol e foi válido.

Importante- ao ver o curioso lance, já saiba de antemão: a artimanha pode ser feita em uma cobrança de falta, mas não pode em um pênalti, já que no tiro penal o jogador deve ser devidamente identificado.

No link: http://is.gd/T3B6H9

article-2622379-1DA437A200000578-900_634x354.jpg

– Ideias para Profissionalizar a Arbitragem!

(Esse texto tem 6 anos. Mas é tão atual… Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2015/05/15/as-boas-ideias-propostas-por-salvio-spinola-e-carlos-simon/)

AS BOAS IDEIAS DE SÁLVIO E SIMON

Sempre aprendi: pior que não ler um jornal, é ler apenas um único! Assim, gosto de ouvir sempre várias opiniões sobre os assuntos que me interesso, filtrando o joio do trigo e com os bons conhecimentos solidificar uma opinião.

Para tanto, ouço e leio das coisas boas às ruins, sempre tomando o cuidado de não me empolgar com aqueles que sou fã e admiro e, ao contrário, respeitando até mesmo àqueles que sei que escrevem com desprezo ou chapa-branquismo.

Pois bem: Sálvio Spinola escreveu (como sempre faz em seus bons textos na ESPN.com) algumas medidas para a melhora do futebol. Paralelamente, vejo algumas boas idéias semelhantes às que Carlos Eugênio Simon também escreveu em seu blog do canal concorrente, no FOXSports.com.

Vi nas páginas virtuais desses dois comentaristas de arbitragem que existem críticas sobre a posição deles, como as de Marco Antonio Martins (presidente da ANAF) e a de Marcelo Marçal (editor do ApitoNacional.com.br, em seu próprio site) que, em suma, discordam de que a CBF seja a responsável pelo patronato dos árbitros e tecem tênues críticas aos mesmos por terem sido, no caso de Simon, influente membro da vida sindical gaúcha, e no caso de Sálvio, ex-cartola da Conmebol.

Eu, na minha humilde opinião, SOU TOTALMENTE FAVORÁVEL ao conjunto de idéias desses dois ex-árbitros da FIFA.

Em especial, defendo incontestavelmente quanto a urgente profissionalização da arbitragem, que deveria ser assumida pela milionária CBF, pagando FGTS, 13o, INSS e assinando um contrato de médio prazo com os chamados “árbitros de elite”. E na mesma importância, sou crítico ao modelo adotado de mistura entre dirigentes sindicais e cartolas das comissões de arbitragens / vedores / observadores ou seja lá como for. Afinal, como o cara pode ser defensor do árbitro presidindo o Sindicato e ao mesmo tempo trabalhando para o patrão (CBF / Federações Estaduais)? E junte-se a eles a opinião do ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, que em recente entrevista à Rádio Jovem Pan criticou o fato de que gente incapacitada há muito comanda a arbitragem, citando, em especial o Coronel Marcos Marinho. Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro, escreve toda semana essa realidade no Blog do Paulinho.

O que mais me deixa indignado é que a cartolagem do apito, ao invés de receber humildemente as críticas, solta as mais manjadas pérolas e desculpas para a fuga do mea culpa, como: “quando estava lá não dizia isso”; “este que critica nunca fez nada”; “reclama mas é frustrado por não estar / ter chegado lá”, e outros subterfúgios de arrogância.

O certo é: há 15 anos são as mesmas pessoas que comandam a arbitragem paulista e ela perdeu em dignidade, sem revelar ninguém! E no cenário nacional, o mesmo grupo vive e sobrevive há perder de anos, nada fazendo de diferente ou revolucionário!

Para quem gosta do assunto, compartilho os dois textos que, confesso, gostaria de tê-los escrito tamanha a precisão nas feridas tocadas!

Abaixo, compartilho:

            A) Carlos Eugênio Simon

O APITO NO BRASILEIRÃO 2015

Extraído de: http://www.foxsports.com.br/blogs/view/199912-o-apito-no-brasileirao-2015

A bola começou a rolar nos gramados brasileiros no final de semana em mais uma edição do Campeonato Nacional, o Brasileirão. É certo que juntamente com a competição também retornarão as críticas e as polêmicas em relação ao trabalho de árbitros e assistentes, que este ano não mais poderão contar com a presença dos  árbitros assistentes adicionais, aqueles que ficavam atrás da meta, do gol.

É natural que ocorram reclamações contra a atuação dos homens e das mulheres do apito e das bandeiras, visto que o futebol é um esporte que envolve paixões intensas. Porém, é possível adotar algumas providências capazes de diminuir a ocorrência de erros e, também, preservar a autoridade e a integridade moral do árbitro. 

Em primeiro lugar, não pode ocorrer o que aconteceu no ano passado, quando a confusa orientação de bola na mão ou mão na bola acarretou várias penalidades marcadas equivocadamente. Também é imprescindível que a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF dê respaldo total aos árbitros, posicionando-se a favor do profissional sempre que o mesmo for alvo de agressões e avaliações que vilipendiem a sua honra. Num mundo ideal, o árbitro deveria se preocupar apenas em apitar o jogo, e para que isto ocorra é preciso ter tranquilidade, apitar com alegria e gostar do que se está fazendo, (depois de 5 anos longe dos gramados, as vezes me imagino correndo na diagonal…). Assim sendo, é também no sentido de garantir minimamente esta tranquilidade que a Comissão de Arbitragem deve atuar. E não apenas ela. Igualmente a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) tem por obrigação ser mais atuante, presente e incisiva na defesa dos interesses da categoria. Entendo que sendo membro, diretor, secretário ou presidente da Anaf os mesmos não deveriam ter nenhum tipo de vínculo, como por exemplo delegado, observador, etc… da CBF – assim sendo teriam mais independência para encaminhar as reivindicações dos seus associados.

Buenas, amigos, apesar da fragilidade das condições favoráveis para que a arbitragem exerça o seu ofício com serenidade, torço para que os árbitros e assistentes realizem um bom trabalho no Brasileirão. A bola está rolando, boa sorte aos que estão no campo de jogo.

            B) Sálvio Spinola Fagundes Filho

17 MEDIDAS SIMPLES QUE A CBF PODE ADOTAR PARA MELHORAR A ARBITRAGEM BRASILEIRA

Extraído de: http://espn.uol.com.br/post/507343_17-medidas-simples-que-a-cbf-pode-adotar-para-melhorar-a-arbitragem-brasileira

São 17 as regras do futebol, e, por analogia, elenquei 17 ações de simples aplicabilidade que a CBF pode adotar para melhorar a arbitragem brasileira.

Dizer que está tudo bem na arbitragem é fugir do problema, é se esconder ou viver em outro mundo. Usar de dados estatísticos para mostrar eficiência na arbitragem é enganar a si mesmo.

A arbitragem precisa melhorar, se fortalecer e ganhar credibilidade do mundo do futebol.Erros acontecerão em qualquer lugar que tenha jogo de futebol, aliás, eu cometi muitos, não falo do árbitro e sim da instituição arbitragem.

Durante mais de 20 anos estive nos campos apitando jogos e hoje convivo com jornalistas, jogadores, treinadores e dirigentes, e, em todos os segmentos tem unanimidade: A arbitragem não está bem.

O futebol mudou, está mais veloz. A tecnologia evoluiu com muito mais câmeras e melhor resolução, e a arbitragem ficou estagnada.

Sim, ficou estagnada, nada foi feito nos últimos 20 anos, apenas mais cobrança aos árbitros, rigor no teste físico, alguns cursinhos, mas na estrutura nada foi feito.

Vamos às propostas, lembrando que sempre que uso o termo árbitro, serve para os assistentes e para as mulheres:

1) EXCLUIR DA RESPONSABILIDADE DO ÁRBITRO AS ROTINAS ADMINISTRATIVAS

A CBF tem que atribuir ao Delegado do Jogo as responsabilidades administrativas do evento, deixando o árbitro com a única função (que já é muita) de cumprir as regras, apitar o jogo. Funções administrativas com gandulas, mascotes, imprensa, câmeras, hino, minuto de silêncio, horário de entrada das equipes, faixas de protesto e muito mais, tem que ser da entidade e não do árbitro, como fez a FIFA na Copa do Mundo.

2) ARBITRAGEM COMANDADA POR PROFISSIONAIS COM CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS

A arbitragem brasileira deve ser comandada por profissionais com dedicação exclusiva, profissionais estes com capacitação em gestão e principalmente na gestão de pessoas, não priorizando as técnicas militares, como se usa hoje. Atualmente a arbitragem brasileira é comandada por 2 ou 3 pessoas com dedicação exclusiva para gerenciar mais de 500 árbitros. Algumas federações estaduais tem a estrutura organizacional da arbitragem muito superior a da CBF.

3) CONTRATAR UM INSTRUTOR TÉCNICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO E CORREÇÕES TÉCNICAS

São tantos Instrutores técnicos no Brasil e nenhum com definição oficial para instruir e fazer correções diretamente com o árbitro. Com a definição do instrutor técnico chancelado pela CBF o árbitro vai ficar mais confortável para receber a informação e se empenhar para corrigir.

4) CONTRATAR UM PREPARADOR FÍSICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA CAPACITAÇÃO FÍSICA DO ÁRBITRO

Cada vez mais o árbitro precisa ser atleta, estando com o preparo físico em dia. Com o monitoramento pela CBF, ela terá informações diárias das atividades realizadas por cada árbitro e a Comissão de Arbitragem terá subsídios para escalar o árbitro. O modelo atual de apenas fazer testes físico já está ultrapassado, a entidade tem que estar presente no dia a dia do árbitro e parar de pensar que o árbitro tem que ser auto didático, na sua cidade, no seu estado se preparando, isso não acontece.

5) A CBF ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ÁRBITRO

É a principal mudança e mais urgente. Desde 2003 o calendário do futebol brasileiro mudou drasticamente com o Estatuto do Torcedor. A CBF passou a ter campeonatos de abril a dezembro, e nada mudou na arbitragem brasileira, os árbitros continuam sendo formados pelas Federações e são “emprestados” para a CBF, para atuarem em jogos organizados pela entidade nacional. Passou da hora de inverter isso, os árbitros tem que ser da CBF e quando as Federações precisarem pede “emprestado”. A CBF precisa ter seus árbitros de janeiro a dezembro e passar a formar árbitro, não apenas qualificar.

6) DEFINIÇÃO NOMINAL DOS ÁRBITROS QUE ATUARÃO POR SÉRIE

O árbitro não sabe que campeonato vai apitar e o mundo do futebol não sabe quais árbitros vão atuar no campeonato. No ano passado, em 38 rodadas, na série A, 15 árbitros apitaram 1 jogo e, na série B, 23 apitaram somente 1. Por quê? Não tiveram boa atuação? Ninguém sabe. E pior, o árbitro que foi bem fica mais revoltado, porque fica esperando nova escala e ela não vem.

A CBF pode definir 50 árbitros e 100 Assistentes para Séries A e B. Utiliza-se 2/5 por rodada, sendo possível fazer rodízio e não repetir árbitros nas equipes.

Define-se outro grupo para séries C e D, e outro grupo para jogos Amadores.

7) MERITOCRACIA

É o melhor modelo, escala e acesso de divisão por mérito, capacidade, bom desempenho. Estando os árbitros sobre a responsabilidade da CBF, a entidade deixa de cumprir pedidos das federações para escalar seus árbitros e premia somente os melhores, com critério técnico, sem divisões por estados.

8) RODÍZIO NA ESCALA DOS ÁRBITROS

Definir o critério de escalas com ampla divulgação, onde o árbitro não pode atuar em jogos da mesma equipe, no máximo dois jogos na casa da equipe e outros dois fora.

9) FEEDBACK PÓS-RODADA COM TODOS OS ÁRBITROS USANDO SISTEMA DE CONFERÊNCIA

O modelo é adotado no México, país também com grande extensão territorial. Não adianta enviar e-mail exclusivo para o árbitro do jogo ou no grupo de watsapp, todos os árbitros precisam saber o que pensa a comissão e os instrutores.

10) TECNOLOGIA DA LINHA DO GOL

Já comprovado sua eficiência. São 20 estádios para Série A e a tecnologia não será utilizada. A justificativa para não implantar é o custo. Conversei com alguns profissionais de publicidade e todos falaram que várias empresas de tecnologia tem interesse em patrocinar este projeto, é apenas uma questão de querer, e colocar o departamento de marketing para trabalhar. Em conversa com o assistente da Copa Marcelo Van Gasse, primeiro árbitro assistente a ter gol validado com uso da tecnologia, no jogo França x Honduras, ele deu uma declaração muito importante: “A tecnologia não ajuda somente para validar ou não o gol, ajuda muito no impedimento e nas demais atribuições, porque tiramos das nossas costas a responsabilidade de ver se a bola entra ou não, ficamos mais leve e isso ajuda a acertar.” Por que não implantar?

11) ALTERAR A FORMA DE REMUNERAÇÃO DOS ÁRBITROS

O Brasil é o país que mais paga para um árbitro por jogo, mas é o que menos paga por ano. Para se ter uma ideia, um árbitro FIFA na série A ganha por jogo R$ 3.800,00, e este mesmo árbitro para apitar a Copa Libertadores ganha US$ 800,00, aproximadamente R$ 2.400,00. O árbitro precisa de segurança financeira para se organizar na vida. No mundo tem vários modelos de remuneração muito melhor que o adotado no Brasil. A CBF pode copiar, por exemplo, a AFA. Lá, os árbitros argentinos tem uma remuneração mensal e mais uma pequena taxa por jogo. Esse modelo dá mais tranquilidade aos homens do apito e da bandeira e permite a CBF adotar mais cobranças, mais eficiência, mais dedicação.

Pode-se também implantar remuneração indireta, como: pacote de tv por assinatura, academia de ginástica, suplemente alimentar, e outros. A vantagem desta remuneração é o retorno para o próprio futebol, porque qualifica o árbitro e melhora as atuações. Na dificuldade financeira o árbitro não assiste seu jogo porque não tem dinheiro para pagar tv por assinatura, não treina porque não paga academia, economiza onde pode. Este tipo de remuneração pode gerar economia de impostos, onde toda taxa do árbitro é tributada.

12) PRONUNCIAMENTO DA COMISSÃO DE ARBITRAGEM NO PÓS-RODADA


Um dos principais problemas da arbitragem brasileira é a credibilidade, todos desconfiam. A arbitragem brasileira é composta de pessoas honestas e a forma de mostrar esta credibilidade é acabar com a “caixa-preta”. A Comissão de Arbitragem deve se pronunciar oficialmente ou com habitualidade ou nos momentos críticos, nos grandes erros, nas grandes polêmicas. A FIFA utilizou deste expediente na Copa do Mundo, o Presidente da Comissão de Arbitragem deu pronunciamentos e respondeu perguntas dos jornalistas. Esta é a única forma de falar com o torcedor e conquistar a credibilidade e não atendendo a um veículo ou outro.

13) BUSCA DE TALENTOS

Sendo a CBF responsável por formar e capacitar, a entidade tem que ter “experts” em arbitragem para identificar talentos e desenvolver estes árbitros. Ninguém chega a ser árbitro de alto nível só por querer, depende da sequência nas escalas e crescimento na carreira. Não é aceitável que a CBF emita circular dizendo que não aceitará árbitros “fracos”, o árbitro não é um prestador de serviço que está na sociedade à disposição da entidade, o árbitro tem apenas um empregador: a CBF. E é a entidade que dá as oportunidades para o desenvolvimento do árbitro, se tem árbitro “fraco” é porque a escola, o instrutor e a comissão erraram.

14) DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA GERENCIAMENTO DE ESCALAS

Dizem que tem. Nunca vi. E, se tem, está parametrizado com erros. Como pode o árbitro mineiro Claysson Veloso apitar a final do Campeonato Mineiro (jogo tenso) no dia 26 de abril, dois dias depois estava em Juiz de Fora como quarto árbitro no jogo Tupi x Atlético PR e dois dias depois no interior da Bahia apitando Jacupiense x Náutico (3 jogos em 5 dias), ou o caso do também mineiro Igor Benevenuto que apitou no dia 14 de abril, em Florianópolis Avaí x Operário MT e no dia seguinte estava em São José dos Campos, interior paulista, apitando Santos x Londrina, e o paulista Vinicius Furlan que no domingo apitou a final do Campeonato Paulista Palmeiras x Santos, com muitos questionamentos, e na quarta feira estava em Capivari, interior paulista, como quarto árbitro no jogo Capivariano x Botafogo (escala desproporcional, depois de apitar a final foi escalado como quarto árbitro em momento inoportuno). São muitos os exemplos que um software resolveria, fica a impressão que o controle é feito em um papel ou em um caderno, vai ter erro.

15) RESGATAR A ALEGRIA DE APITAR UM JOGO DE FUTEBOL

Cada vez mais o árbitro está tenso, apreensivo e com medo, e isso é o preâmbulo para o erro. Como sempre dizia o sábio Armando Marques: “o árbitro precisa gostar de ser árbitro” ou “apitar um jogo de futebol é desfrutar do que você gosta de fazer”. Para resgatar a alegria de apitar um jogo de futebol é necessário o fortalecimento dos árbitros, com apoio e não com temor ou ameaças, onde alguns instrutores se colocam mais importantes que os árbitros, causando medo antes dos jogos.

16) DEPARTAMENTO DE ARBITRAGEM COM INDEPENDÊNCIA E ISENÇÃO

A escala do árbitro tem que ser técnica, por mérito e a comissão de arbitragem não pode atender a favores ou pedidos de nomes para apitar jogos de determinadas equipes. Atuar com isenção, sem favores políticos.

17) TRANSPARÊNCIA NOS CONTRATOS DE PUBLICIDADE QUE ENVOLVA OS ÁRBITROS

Sim, a CBF é uma entidade privada, mas negociar o “corpo”, a “imagem” do árbitro e não trazer o árbitro para participar destas negociações ou deixa-los cientes dos valores pactuados é no mínimo exploração. O árbitro não fala nada porque teme retaliações, e as entidades representativas dos árbitros são fracas e comprometidas com a CBF, mas é um item de total desmotivação que cria uma relação de antipatia do árbitro com a CBF.

TREINADOR vai receber cartão… | Wanderley Nogueira

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Santos x Palmeiras: um jogo onde os árbitros (e a CEAF) não podem falhar.

No “Clássico da Saudade” que teremos hoje, apitará Luiz Flávio e Oliveira.

Aqui, várias considerações: Luiz é FIFA, e como Abel Ferreira, técnico do Verdão, tem reclamado tanto dos árbitros… também a chefe da Comissão de Árbitros, Ana Paula de Oliveira, estará no jogo, como Observadora do VAR.

Em outra situação, pelo momento e elenco do Santos, e com o Palmeiras poupando jogador, era ocasião de tentar lançar um árbitro jovem para estrear seu primeiro clássico. Porém, por tudo o que foi dito e pela pressão que a CEAF-SP vem sofrendo, tem que apitar árbitro de primeira linha.

Detalhe: Luiz Flávio é o árbitro que tentou apaziguar os ânimos e pediu a reintegração de Leandro, o 4º árbitro que foi expulso da concentração pelo imbrólho envolvendo Edina Alves (vide aqui essa história: https://wp.me/p4RTuC-uCc).

Edina, depois daquilo, não apitou mais. Ela poderia ser a árbitra desse clássico, mas quanto mais exposta, mais erros aparecem (por conta do excesso de visibilidade). Veja o histórico dela abaixo, que sequência ela engatou:

Torço, para o bem de todos, que Luiz Flávio apite com tranquilidade e sem pressão. E que Abel saiba ser mais tolerante com os possíveis e naturais erros da arbitragem, pois ele anda muito pilhado.

– Sagi virou Sapir e “reestreou” na Arbitragem de Futebol.

Dias atrás falamos sobre um árbitro importante de Israel e sua decisão de mudar de sexo. Sagi Berman fez a redesignação sexual e agora se tornou a árbitra Sapir Berman (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uwy).

Sobre sua estreia como mulher trans no campeonato israelense, entre apoios e alguns protestos, neste final de semana, leia abaixo. E fica novamente a questão: e se fosse no Brasil?

Extraído de: https://www.ojogo.pt/internacional/noticias/arbitra-transexual-faz-historia-em-israel-13682419.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

ÁRBITRA TRANSEXUAL FAZ SUCESSO EM ISRAEL

Sapir Berman, antes Sagui Berman, tornou-se na segunda-feira na primeira árbitra transexual a apitar um jogo no campeonato israelita de futebol.

Fez-se história em Israel. Sapir Berman, antes Sagui Berman – nome masculino -, converteu-se na primeira árbitra transexual a apitar um jogo de futebol no seu país, depois de consumada a mudança de género.

Berman – que arbitra no campeonato de Israel desde 2011 – anunciou no final de abril que iria mudar de identidade sexual e de nome, algo que agora se concretizou, tendo na segunda-feira dirigido a partida entre Hapoel Haifa e Beitar Jerusalén, que terminou com a vitória da equipa visitada, por 3-1.

No início do jogo Sapir Berman foi recebida no Estádio Ofer de Haifa sob aplausos dos espectadores, não tendo faltado, no entanto, algumas vaias.

Um adepto mostrou mesmo um cartaz com uma fotografia da árbitra e a mensagem “Sapir, estamos todos contigo”.

Já a Associação Israelita de Futebol recorreu às redes sociais para destacar o feito. “Este é o primeiro passo de uma longa e maravilhosa viagem. Sapir, estamos orgulhosos de o fazer contigo”, pode ler-se no Twitter.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar para os créditos.

– Existe ciúme entre Árbitro e Árbitra na carreira e nas escalas no futebol?

Ontem, participei como ouvinte do “Seleção JP”, no pré-jogo de Corinthians x São Paulo, com o Wanderley Nogueira na Rádio Jovem Pan (ops: acertei o palpite do Majestoso: empate, justificado pelo estilo de arbitragem). Na oportunidade, falando sobre o caso Edina, Leandro e Ana Paula (sobre a expulsão do 4o árbitro da bolha sanitária, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uCc). Após pergunta do jornalista Bruno Prado, o Wanderley interpelou com uma EXCELENTE questão: “Nos bastidores, existe ciúme entre ‘os moços, os árbitros’, com ‘as moças, as árbitras'”?

E a resposta não poderia ser outra: sim! E expliquei alguns tipos de “queixas” que os árbitros, na surdina, faziam e fazem. Compartilho, desenvolvendo melhor o pensamento:

Desde os tempos de Léa Campos (a pioneira mulher a apitar jogos importantes no Brasil e no Mundo e impedida pela Ditadura Militar de arbitrar jogos “por ser mulher”) existe preconceito. A novidade, nos dias atuais, é o ciúme, que deu o seu braço de inveja para o preconceito e caminham de mãos dadas.

Na virada dos anos 90/2000, Eduardo José Farah resolveu dar oportunidades às mulheres na arbitragem e no futebol feminino em geral. Criou o “Paulistana” com a TV Bandeirantes e deu muitas chances aos talentos femininos (Farah teve inúmeros e condenáveis pecados, mas uma justiça deve ser feita: com ele, surgiram mais árbitros negros e árbitras no futebol paulista – e que abraçaram o sucesso ou não dependendo das suas atuações, sempre muito bem avaliadas pelo Prof Gustavo Caetano Rogério, que tinha um incrível olho clínico para revelar talentos no apito).

A isso se dá o nome de “equidade” (diferente de “igualdade”), ou seja, chances para quem estava esquecido ou era mal visto (mulheres, como Sílvia Regina e outras; negros, como João Paulo Araújo, Paulo César de Oliveira, entre outros). Aliás, quantos árbitros negros e árbitras tivemos antes desse período? E treinadores negros, hoje?

No período citado, ao ver Sílvia Regina apitando e moças bem jovens bandeirando (Ana Paula Oliveira, Aline Lambert e Maria Elisa Correa Barbosa), a queixa dos árbitros enciumados era: “só apita porquê é mulher”, ou: “reparou que não tem bandeirinha feia”? E por aí vai. Aqui, minha consideração: Sílvia era uma árbitra comum – nenhum talento acima da média como Paulo César de Oliveira no auge de sua carreira, tampouco uma tragédia dentro das 4 linhas. Sua qualidade era aceitável, e os erros, normais a todos os outros árbitros. Já as bandeiras eram realmente muito boas: as 3 que citei, e que trabalhei em várias oportunidades, sempre tiveram qualidade acima de muitos homens. Talvez, justamente por serem mulheres e conseguirem maior concentração, focavam muito bem nos impedimentos.

Naquele período “o que pegou” foi: “Teste físico”. Um árbitro precisava correr 2700m em 12 minutos para apitar um jogo profissional da A1. Uma árbitra, 2400m no mesmo tempo. Assim, o homem não poderia apitar se corresse 2699m, mas a mulher que corresse 2401m, sim. E aqui Tite foi incompreendido certa vez, quando disse num Corinthians x São Paulo que a Sílvia Regina apitou mal pois ficou longe dos lances no final da partida, pois não tinha condição física igual a dos homens (o treinador foi criticado por isso na época e chamado de “machista”).

Mais tarde, surgiu um segundo novo momento da arbitragem feminina: a da exigência de tempos iguais para árbitros e árbitras para apitarem os jogos. E aqui destacaram-se pelo bom condicionamento físico algumas bandeiras (Renata Ruel, hoje comentarista na ESPN; Tatiane Sacilotto, na CEAF-SP) e a árbitra Regildênia de Holanda, cotada para entrar na vaga de Nadine Bastos na Globo – fez um teste piloto, segundo o UOL – e que vive uma situação complicada no Sindicato dos Árbitros, pois é vice-presidente lá mas trabalha como observadora na FPF, o que tem sido criticado por colegas.

Essas árbitras e assistentes não ficavam devendo em desempenho quanto aos homens. As bandeiras, foram igualmente competentes acima da média quanto as citadas anteriormente. Regildênia, absurdamente veloz nos testes físicos (ela voava nas pistas de atletismo!), com o mesmo desempenho técnico de Sílvia – ou seja, normal (isso não é demérito, que não se interprete errado). Aqui, do preconceito passou para o ciúme, com queixas do tipo: “tem que escalar por que é mulher”; ou: “estão tirando escala dos homens competentes somente para fazer média com as mulheres”. Havia também o fato de Marco Polo Del Nero estar no cargo e criar cursos exclusivos para árbitras, levando a outras interpretações muito contestadas por aí (que não valem a pena ser discutidas, pela figura nefasta que ele foi para o futebol paulista).

Por fim: chegamos ao advento “Edina Alves”, uma árbitra FIFA de melhor qualidade do que as árbitras centrais citadas (não sendo um fenômeno, mas sim, repito, de qualidade muito boa). Edina provoca ciúmes reais nos seus companheiros: ela vai às Olimpíadas de Tóquio, foi pioneira como mulher no Mundo Árabe no Mundial de Clubes da FIFA e passou a ser uma “ameaça” à vaga como representante da Copa de 2022 a Raphael Claus e Wilton Sampaio (ops: não se entenda que eles sejam os ciumentos ou torçam contra). Acrescento também o nome da árbitra assistente Neuza Back, de qualidades idênticas em sua função.

Como Edina está em vários jogos e aparecendo mais, os erros dela serão logicamente mais notados. E os árbitros que a criticam, criticam “com a boca cheia” quando os vêem. Pessoas que não são adeptas de mulheres no futebol feminino, deleitam-se nesses equívocos. A desculpa aqui é: “vivemos na era da diversidade, do politicamente correto, só por isso ela está escalada”.

Enfim: respeito todas as opiniões contrárias, mas hoje, deixo claro, defendo a meritocracia, a equitativa oportunidade e a igualdade de deveres e direitos independente do gênero. Aliás, falando em gênero, se com a Edina temos preconceito, imagine se tivéssemos um transsexual na elite, como o caso que aqui falamos em Israel, dias atrás? Vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uwy.

Feliz dia das Mulheres – Árbitras no Futebol | Refnews - Arbitragem de futebol em foco
Foto: Refnews.

– E o Majestoso? O acerto do pênalti em Corinthians 2×2 São Paulo.

Eu havia dado a minha opinião a respeito do horário de Corinthians x São Paulo (no vídeo abaixo). Jogar às 22h15 num domingo é péssimo para todos!

Claro, como disse meu amigo, o jornalista Thiago Olim, para médicos, plantonistas e outros, é bom. Mas para a MAIORIA, neca de pitibiriba.

Como não vi o jogo, e somente o lance derradeiro, quero parabenizar o árbitro Flávio Rodrigues de Souza pelo pênalti marcado em Itaquera, contra o Corinthians, no minuto final. Não é fácil…

Aliás, que infantilidade do zagueirão João Vitor, não? Parece-me um bom jogador, mas errou. 

Aqui: https://youtu.be/l1nx94Oaf2g

– A confusão entre os árbitros paulista após o episódio de vaidade na bolha sanitária.

Eu estava torcendo muito para que fosse apenas um boato, mas parece mesmo que não é. Vamos lá:

A vaidade humana sempre será um problema, e dentro da arbitragem de futebol, onde não se pensa no coletivo mas no individual (me refiro a: dirigentes, árbitros e demais membros, isso é um fato notório), a exacerbação de ser protagonista é grande.

Quem escala, não admite que erra. Quem apita, tem nos cartões e apito uma arma poderosa. Quem não é o árbitro central, vê no outro seu adversário. E por aí vai (lógico, isso não é uma regra, pois toda unanimidade é burra).

Digo isso pois é muito grave o que ocorreu no Hotel Panamby, dentro da bolha sanitária em que os árbitros da A1 estão. Tudo começou com um erro de Edina Alves Batista, a árbitra que tão bem surgiu, foi invejada por muitos homens pela sua competência, ganhou respeito, esteve no Mundial de Clubes da FIFA, apitou um Derby e está relacionada para os Jogos Olímpicos de Tóquio (se eles ocorrerem).

Edna apitou Internacional 0x2 Red Bull Bragantino, e não mostrou o cartão Vermelho para expulsar um atleta de Limeira. Eu imaginava que, simplesmente, ela havia dito verbalmente para o jogador expulso que esqueceu o cartão vermelho no vestiário, e sendo o 2o cartão amarelo, deveria se retirar de campo. Porém, os desdobramentos foram muitíssimo maiores do que o imaginado. Veja o relato longo, delicado e conturbado abaixo.

Após a leitura, acrescente essa consideração particular: tomara que a fama e a arrogância não tenham subido à cabeça de Edina Alves, que Ana Paula de Oliveira não faça da arbitragem uma “caixa preta que ninguém sabe o que acontece” e que Leandro não seja mentiroso.

Em tempo: que o Sindicato dos Árbitros (com seus novos representantes) torne pública a providência que tomará e não seja omisso, como tem sido, por exemplo, na não auditoria das contas como prometido em campanha, tornando-se, de verdade “uma nova gestão”.

Compartilho, extraído de: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/8566256/erro-de-edina-batista-mentira-e-acusacao-em-lives-por-que-arbitro-da-elite-em-sp-foi-expulso-de-bolha

ERRO DE EDINA BATISTA, MENTIRA E ACUSAÇÃO EM LIVES: POR QUE ÁRBITRO DA ELITE FOI EXPULSO DA BOLHA.

O árbitro Leandro Carvalho da Silva foi expulso no último domingo (25) do Hotel Panamby, na zona Oeste de São Paulo, no qual está a ‘bolha’ do apito estadual. A ação aconteceu a mando da presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Ana Paula de Oliveira.

Já era noite, após o jantar, quando um membro da comissão bateu a sua porta, o avisou para arrumar as coisas e deixar o local. Afastado, ele foi denunciado à corregedoria da arbitragem paulista.

O motivo, segundo apurou o ESPN.com.br, é o desdobramento de um erro grosseiro cometido por sua colega Edina Alves Batista, uma das principais figuras da arbitragem brasileira no momento. Ela, em Inter de Limeira 0 x 2 Red Bull Bragantino, no último dia 15 de abril, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, expulsou o atleta da equipe da casa Matheus Alexandre Anastácio de Souza aos 12 minutos do segundo tempo. No entanto, não mostrou o cartão vermelho após apresentar o segundo amarelo (o primeiro fora aplicado aos 15 minutos da etapa inicial).

Leandro Carvalho da Silva foi o quarto árbitro naquela partida e, ao preencher a súmula, perguntou a Edina qual o motivo de ela não ter seguido o protocolo padrão e mostrado o vermelho. Ela recusou-se a falar. Ele, então, a informou que relataria o que aconteceu, mas a colega o proibiu de fazê-lo. O documento foi entregue sem a história completa. A versão interna da coordenação de arbitragem é a de que Leandro induziu Edina a não relatar o caso, logo, o erro fora dele.

Passados alguns dias, alguém do Red Bull Bragantino que soube do diálogo entre os árbitros procurou Ana Paula de Oliveira e lhe disse “você ficou sabendo que seus árbitros mentiram pra você? Que eles iam relatar que não foi aplicado o [cartão] vermelho e não relataram nada?”

A chefe da arbitragem paulista, então, falou com o time que trabalhou na partida. Edina admitiu o erro [teria o cartão no bolso, mas esqueceu-se de mostrá-lo], e Leandro Carvalho disse que ia relatar a situação na súmula, mas que a colega lhe disse para “não colocar nada”.

Ana Paula tratou do assunto com toda o quadro da arbitragem paulista nas duas últimas lives pós-rodada que costuma fazer para avaliação rotineira de trabalho, ambas nas duas últimas quintas-feiras (dias 22 e 29 de abril). Leandro Carvalho participou da primeira, mas já não estava na derradeira. No entanto, soube de boa parte do que se falou nela.

Em ambas, segundo relatos ouvidos pela reportagem, a chefe do apito paulista atacou e expôs Leandro Carvalho, culpando-o pelo fato de o diálogo entre ele, Edina e demais colegas que participaram da partida em Limeira ter vazado e chegado a alguém de um dos clubes envolvidos.

O árbitro até pediu a palavra na primeira live, a teve, mas não conseguiu falar nem por 30 segundos. Foi interrompido por Ana Paula e depois teve seu áudio cortado. “Mentiroso”, “quis inventar história” e “um mau exemplo para todos seus amigos e colegas” foram algumas das falas da dirigente em direção ao seu comandado.

“Situação de assédio moral clara”, afirmou à reportagem um participante das duas conversas virtuais, sob condição de anonimato.

A reportagem também apurou que chegou a haver uma espécie de movimento entre os árbitros para tentar convencer Ana Paula de Oliveira a voltar atrás em sua decisão, mas sem sucesso.

Para o grupo, não é justa a atitude tomada com Leandro Carvalho, que, segundo pessoas próximas, está arrasado. Edina também está deslocada com todo o ocorrido, quase não conversa com os colegas e quase sempre está de cabeça baixa.

A situação fez com que o clima no hotel entre os profissionais seja péssimo.

O que dizem os envolvidos

Leandro Carvalho da Silva não respondeu às mensagens nem retornou às ligações da reportagem; Edina Alves foi orientada pela FPF a não dar entrevistas.

Ana Paula de Oliveira não atendeu à ligação, mas respondeu às mensagens e disse estar à disposição, no entanto, pediu para que fosse tratada com a assessoria de imprensa a possibilidade de entrevista.

A assessoria da entidade manifestou-se oficialmente sobre o caso com um curto comunicado, que está abaixo, na íntegra: “O árbitro Leandro Carvalho da Silva foi afastado da concentração e do ambiente controlado na última segunda-feira (26) por uma decisão da Comissão de Arbitragem. O caso foi encaminhado à corregedoria da arbitragem.”

O Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo (Safesp) não se manifestou, mas a reportagem apurou que o órgão já tem um rascunho de um ofício que não pretende tornar público, mas que enviará diretamente ao presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, no qual classifica o ocorrido com Leandro Carvalho como “grave” e faz ao menos duas cobranças.

Todos os envolvidos não estão escalados nesta rodada do final de semana.
Ana Paula de Oliveira (centro) na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Glauco Fernandes/Gazeta Press

– 11 anos que pendurei o apito!

Em 29 de abril de 2010, após uma reunião na Federação Paulista de Futebol, decidi encerrar minha carreira de árbitro de futebol.

Foram anos maravilhosos dentro de campo, enfadonhos nas reuniões administrativas, divertidos nas viagens para as partidas, cansativos nas exigências das Comissões de Árbitros, educativos nas coisas incríveis que o futebol apresenta, e, por fim, nojentos nos bastidores.

Queria eu ter a maturidade que tenho hoje, os recursos tecnológicos que existem e outras perspectivas que são abertas quando você percebe que existe vida fora da arbitragem. Não que eu tenha sido imaturo, sempre fui muito responsável, mas certos discernimentos que somente a casca da experiência proporcionam, teriam me feito tomar algumas decisões com dirigentes, digamos, mais incisivas.

Felizmente, nunca tive problemas de indisciplina ou desonestidade. Errei e acertei com lances normais e corriqueiros como de qualquer árbitro. Apadrinhamento nunca existiu (mas eles existem), nem pagamento de pedágio em dinheiro / serviço ou outras benesses (será que existem?), tampouco tomei “cervejadas com cartolas candidatos”, nem as promovi (tem quem faça e fez – e se deu bem, né?).

Falo por mim: foram ótimos anos que ficaram na saudade. Bola pra frente! Mas sempre torcendo para que os dirigentes ruins da arbitragem sejam deixados ao esquecimento, saindo de cena e abrindo espaço para mais honestos e competentes.

Vida que segue, o que vale é ter a consciência em paz e os amigos conquistados.

– O lance do pênalti bizarro do desatento zagueiro no Campeonato Paranaense.

Não é só estar atento à marcação do atacante ou ao seu posicionamento dentro da área. Um atleta precisa estar “ligado” no jogo, até mesmo com o silvo do apito do árbitro ou a cobrança de uma falta qualquer a seu favor.

Digo isso pois pela 7a rodada do Estadual do Paraná, jogaram Toledo x Azuriz. Eis que um dos lances mais toscos dos últimos tempos aconteceu. Entenda:

– O Toledo está no ataque, e o atacante comete uma falta contra o seu defensor. No campo de defesa, o Azuriz cobra a falta com Hayner, que toca para seu companheiro Salazar. Só que ele, desatento, não viu que a falta foi cobrada, põe a mão nela e a “recobra”tudo dentro da área! Atento, o árbitro Leonardo Ferreira Lima marca corretamente o pênalti.

O que o zagueirão vai dizer para os companheiros, não?

Assista em: https://globoesporte.globo.com/pr/futebol/campeonato-paranaense/noticia/zagueiro-cochila-na-defesa-poe-a-mao-na-bola-e-comete-penalti-bizarro-no-campeonato-paranaense.ghtml

– E se tivéssemos árbitro transgênero 🏳️‍⚧️ no Brasileirão? Imagine a polêmica… (e o preconceito)!

Pense na repercussão: imagine se um árbitro de futebol da elite do Brasileirão, que estivesse nos principais jogos dos grandes clubes, viesse a público e declarasse: “farei minha cirurgia de redesignação sexual” – e contasse com apoio irrestrito da CBF!

Foi o que aconteceu com o juiz de futebol Sagi Berman, um dos melhores de Israel (sabidamente um país de costumes conservadores), que terá seu nome feminino de Sapir Berman a partir de agora e continuará apitando por lá.

Abaixo, desejando boa sorte a ela (sem preconceito por minha parte, respeito todas as opções), extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/04/27/arbitra-da-elite-do-futebol-israelense-declara-ser-transexual.amp.htm

ÁRBITRA DA ELITE ISRAELENSE DECLARA SER TRANSEXUAL

Um árbitro da elite do futebol israelense declarou hoje, em uma entrevista coletiva, que se identifica como transexual. Durante o anúncio divulgado pelo jornal The Times of Israel, Sagi Berman, 26, disse aos repórteres que postergou a declaração por medo de que a sociedade não a aceitasse e manifestou o desejo de ser chamada de Sapir — seu novo nome social.

“Sempre me vi como mulher, desde muito jovem. No começo eu não sabia como nomear, não sabia como chamar, mas sempre houve uma atração pelo lado feminino [das coisas], e havia uma inveja de outras mulheres, e eu morava com isso, (…) enquanto projetava uma persona muito masculina “, explicou Sapir.

“Como homem, tive sucesso. Seja na associação de árbitros, seja na escola ou mesmo com as meninas. Para a família, eu também era um homem, mas quando estava sozinha, era uma mulher “, continuou ela. “Dividi esses mundos porque entendi que a sociedade não me aceitaria, não estaria ao meu lado. Então continuei vivendo assim por 26 anos.”

Apesar do medo de se declarar como a primeira árbitra transexual do país, Sapi diz que decidiu “mostrar ao mundo” quem ela é. Questionada se temia por uma possível perseguição transfóbica nos gramados, a árbitra afirmou estar acostumada com insultos de torcedores e comentários sexistas no meio futebolístico.

“Espero sinceramente que nossa sociedade melhore e seja tão boa e inclusiva quanto possível para todos os setores e gêneros”, afirmou.

Considerada uma das melhores árbitras do país pela imprensa local, Sapir passou os últimos meses sem apitar pois estava passando por um tratamento hormonal. Ela contou com o apoio da Federação Israelense para assumir sua identidade publicamente.

Segundo o The Times of Israel, a entidade futebolística consultou a UEFA e a FIFA para saber como acomodar adequadamente árbitros transgêneros.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.

– As imposições aos árbitros de futebol por parte das federações / CBF.

As imposições de comportamento / conduta dos dirigentes de futebol aos árbitros são problemáticas desde sempre.

Digo isso pois leio uma excelente matéria do Ge.com (compartilho o link abaixo com as citações) que mostra: desde a minha época, nada mudou. Acrescente-se que o árbitro deve assinar um documento de próprio punho atestando que está “abrindo mão de qualquer vínculo empregatício”.

Destaco: o juiz de futebol deve ser um exemplo de pessoa dentro e fora de campo, inclusive em searas que não deveriam ser discutidas. Mas… e os seus CHEFES?

Veja os mandatários, assistentes de departamento e secretários. Relacionamentos pessoais e profissionais complicados, cabides de emprego e eternos anos pulando de sala em sala…

Mais do que eles, os “chefes dos chefes” deles! Um roubou medalha, outro é investigado, outro não pode sair do Brasil…

Aqui: https://interativos.globoesporte.globo.com/futebol/materia/a-militarizacao-da-arbitragem

Imagem: Reprodução, extraída de: https://www.meionorte.com/curiosidades/arbitros-nao-podem-ter-barba-e-devem-evitar-tatuagens-411632

– Há 9 anos, o desdenho do Corinthians pela Libertadores!

Coisas curiosas do futebol: o Emelec, na Libertadores 2019, quase derrubou o treinador Jorge Jesus do Flamengo, após uma partida conturbada (onde existiram até mesmo erros de arbitragem contra os equatorianos). Na sequência de jogos, o Mengão embalou e foi campeão (contra o River Plate).

Há exatos 9 anos, o mesmo Emelec jogava contra o Corinthians pela Libertadores, e quase eliminou o Timão pelas 8ªs de final da competição. Depois disso, o Timão embalou e também foi campeão (contra o Boca Jrs).

Não só a coincidência de time e de situação foram marcantes, mas também a irracionalidade do discurso do então Presidente Mário Gobbi, que no calor da partida, disse que o “Paulistão era maior que a Libertadores”!

Relembrando, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2012/05/03/mario-gobbi-afirma-que-paulistao-e-maior-que-a-libertadores/

PAULISTA MAIOR QUE A LIBERTADORES

O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, irritado com a arbitragem contra o Emelec e com as condições receptivas ao seu time no Equador, esbravejou e soltou o verbo!

Em um momento mais áspero, desprezou a Libertadores da América, afirmando que:

O [Campeoanto] Paulista é muito maior do que a Libertadores”.

Claro que suas palavras foram ditas durante um estado grande de tensão. Mas será que ele sustentaria a afirmação, horas depois, mais calmo?

Se sim, fica a questão: ele realmente acha o Paulistão mais importante para o clube, ou foi mero menosprezo a Libertadores como possível desculpa futura, em caso de eliminação?

Abaixo, extraído de: http://is.gd/6p0EcQ

GOBBI CRITICA A ARBITRAGEM E CONSIDERA PAULISTÃO MAIOR QUE A LIBERTADORES

O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, fez duras críticas ao árbitro José Buitrago (COL) e também à recepção do Emelec no duelo no Equador, pelas oitavas. Revoltado, o dirigente disse que o Paulistão é mais importante que a Libertadores, minimizando o fato de o clube não ter conquistado título da competição continental.

O Brasileiro é muito maior do que a Libertadores. O Paulista é muito maior do que a Libertadores. O Corinthians não vai ser mais roubado aqui na Libertadores”, esbravejou Gobbi à rádio Globo.

A bronca de Gobbi começou antes do jogo, quando o elenco foi impedido de treinar no campo em Guayaquil. O Corinthians acabou treinando em um CT cujo gramado estava em péssimas condições.

Apesar da irritação, Gobbi avisou que não preparará recepção hostil no duelo de volta, no Pacaembu.

Já durante a partida em Guayaquil, Gobbi  criticou o árbitro José Buitrago (COL), que teria ter prejudicado o time paulista no empate por 0 a 0 contra o Emelec. O dirigente não especificou algum lance em que o juiz teria errado, mas criticou os cartões distribuídos aos atletas corintianos.

“Como podem botar um incompetente aqui?”, declarou Gobbi à rádio Globo. “Eu quero uma arbitragem séria e que ganhe o melhor. Foi um desrespeito ao desporto mundial”.

Correção: esse jogo foi em 02/05, e não em 26/04.

– Aparência dos Treinadores influencia dentro de campo?

O Jornal Internacional de Psicologia dos Esportes (http://www.ijsp-online.com/) publicou um trabalho curioso da Universidade de Portsmouth: a aparência dos treinadores influencia no desempenho dos atletas. Quanto mais formal, maior inspiração aos atletas, sendo que o uso do terno e gravata traria a sensação de maior eficiência à equipe do que equipes cujo treinador usa agasalho esportivo!

E você, concorda com essa pesquisa? Deixe seu comentário:

Extraído de: International Journal of Sport Psychology

COACHES WEARING A SUIT WERE PERCEIVED AS BEING MORE STRATEGICALLY COMPETENT THAN THOSE WEARING SPORTING ATTIRE.

SPORTS coaches who wear suits on match days and tracksuits on training days are more likely to get the best out of their teams, according to new research.

Sports scientists at the University of Portsmouth studied the effect a coach’s appearance had on the players’ impressions of their competence.

Dr Richard Thelwell said: “We have found that the clothing that coaches wear can have a direct effect on the players’ perceptions of the coach’s ability.

“Players look to their coach to provide technical skills, to motivate them and to lead them. ” A coach in a suit suggests strategic prowess which is obviously ideal for a match.
“In our study, coaches wearing a suit were perceived as being more strategically competent than those wearing sporting attire.

“However, when wearing sporting attire, they were perceived to be more technically competent than those in a suit.”

For the research, published in the International Journal of Sport Psychology, the researchers asked 97 men and women to observe and give their reactions to static photographs of four different coaches.

The pictures depicted coaches who were of lean physique and dressed in a tracksuit, large physique and dressed in a tracksuit, lean physique and dressed in a suit and large physique and dressed in a suit.

The coach who was of large build and wearing smart clothes was uniformly ranked the lowest in terms of their competence to motivate, develop technique, develop game strategy, and build athlete character.

The coach who was lean and wearing a tracksuit was rated best for technical and character-building abilities which were skills most required at training and development of players and was rated equal best for “ability to motivate players.”

The coach who was lean and smartly dressed was rated best as a strategist, the skill most expected and required at matches. Dr Thelwell said: “First impressions can have a powerful and long-lasting effect, no matter how quickly judgements were made.

“From research, we know that sportsmen and women make snap decisions about their opponents based on first impressions.

“Such impressions then often influence the expectations of the performance outcome that results in success or failure.

“In coaching it is vital a strong rapport develops between the coach and the athlete.

“Sportsmen and women have to be willing to be persuaded to push the boundaries physically and mentally because the coach believes they can push harder or even because the coach just tells them to, but, to date, very little research has been done on what happens in those first few moments, and more importantly whether the athlete is prepared to go along with the coach’s ideals.

“While we are more aware of how athletes might judge coaches, we are still unaware of the processes that athletes go through to be able to develop impressions of coaches and this is something we are starting to look at.”

bomba.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito.

– A árbitra assistente boicotada pelo Irã.

Dia 11, jogaram Tottenham x Manchester United. Os times ingleses são muito populares no Oriente Médio, e as TVs abertas de lá costumam transmitir suas partidas.

No Irã, o jogo passou pela TV Estatal, e a transmissão era cortada toda vez que a bandeirinha Sian Massey-Ellis era filmada. Um horror de geração de imagens.

Tal fato aconteceu igualmente no sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A cada close mostrando o decote da modelo Fernanda Lima, a imagem era cortada.

As mulheres iranianas se notabilizaram nos últimos anos por reivindicar seus direitos. Até pouco tempo, eram proibidas de ir aos estádios de futebol pelo fato de serem… mulheres!

Para minha surpresa, ontem, 22/04, a ONU delegou ao Irã a escolha do dirigente que chefiará a Comissão dos Direitos da Mulher (em 2010, isso quase ocorreu, mas o país foi retirado da gestão do órgão antes da escolha).

Que mundo maluco e contraditório vivemos em pleno 2021, não?

– O pênalti da discórdia em Corinthians 2×0 Ituano. Qual foi o maior erro?

1- Raul Gustavo (SCCP) derrubou Gabriel Taliari (ITU)?

2- Jemerson tocou propositalmente a mão na bola?

3- Houve uma simulação do atleta do Ituano após tudo isso?

4- Antes disso, havia impedimento de alguém?

Edina Alves, a árbitra da partida, havia entendido que um “quase pé-alto do zagueiro corintiano” tinha atingido o atacante ituano e interpretou como lance temerário, marcando pênalti (de acordo com o áudio capitado na cabine do VAR, mostrado pela Sportv). Nada disso, nem toca o adversário para ser tiro livre direto, nem é “jogada perigosa” (como dito antigamente) para marcar tiro livre indireto dentro da área.

Nadine Bastos, comentarista da Rede Globo, entendeu ser mão de Jemerson e marcaria pênalti. Não foi isso também.

Flávio Rodrigues de Souza, o VAR, chamou a árbitra para analisar o lance que não era nenhum desses, mas uma simulação posterior. Errou também.

Depois de longos 8 minutos e o acerto na decisão final (de cancelar a marcação do pênalti), fica bem claro que: é inadmissível que a árbitra tenha “jogado para o VAR” a decisão de confirmar ou não a marcação, e que isso tenha levado mais de 5’30” até ir, ela própria, à cabine para rever o lance. E depois disso, quase 2’30” para ela decidir diante do monitor.

O VAR não é um subterfúgio para tirar a responsabilidade do árbitro. Nem uma ferramenta para se reapitar o jogo. Tampouco, enfim, um instrumento para transferir o poder de decisão do árbitro para o VAR. O árbitro é a autoridade máxima da partida, e ao invés de esperar mais de 5 minutos para ir à cabine, ele deve resolver logo e tomar a decisão. É questão de inteligência, de não perder a dinâmica do jogo e nem estragar o entretenimento.

Tudo isso fez o jogo começar num dia e terminar no outro: sem prorrogação ou disputa de pênaltis. Um jogo simples, comum, só isso…

O lance em: https://globoesporte.globo.com/futebol/video/var-revisa-lance-de-penalti-durante-oito-minutos-no-2o-tempo-de-corinthians-x-ituano-9446325.ghtml

Em tempo: não se credite o ocorrido ontem ao fato de ser uma árbitra. Infelizmente, machistas de plantão podem confundir as coisas…

– Leodan Gonzales: de herói esquecido a vilão muito lembrado, em Palmeiras x Defensor y Justicia?

O futebol é algo realmente passional. Digo isso pois assisti uma excelente arbitragem em River Plate 0x3 Palmeiras, onde o árbitro uruguaio Leodan Gonzales foi tecnicamente muito bem – e disciplinarmente não vacilou em expulsar Carrascal após atingir com força excessiva Gabriel Menino! Deu uma aula no apito lá na Argentina, pela semifinal da Libertadores da América.

Ontem, não assisti a Palmeiras 1×2 Defensor, mas leio inúmeras críticas ao mesmo árbitro outrora aplaudido, agora vaiado em Brasília.

Como explicar?

Não dá.

Da mesma forma, não se explica com tempo tão curto de trabalho, Abel ser ovacionado incontestavelmente após vencer a Libertadores da América e a Copa do Brasil, e criticado após ficar em 4o lugar no Mundial de Clubes. Herdou de Luxemburgo e do prof “Cebola” uma base e uma ideia de jogo.

Agora, com um pouco mais de tempo, já se pode apontar algumas coisas (mas não apontá-lo como responsável pleno) pelas derrotas na Supercopa do Brasil para o Flamengo e da Recopa Sulamericana para o Defensor y Justicia. São trabalhos, ainda, em início, com um pouco mais de “seu dedo”.

– Ou já se pode cobrar um pouco mais sim? Em especial, ao temperamento pilhado em excesso à beira do campo contra a arbitragem?

O que você pensa sobre Abel até agora?

– A arbitragem paulista fez feio na Copa do Brasil… Sobre América x Ferroviário.

O trio de arbitragem da FPF (Vinícius Gonçalves Dias Araújo, Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Daniel Luís Marques) terá dores de cabeça nas próximas horas…

Árbitro e bandeiras são bons, e foram escalados pela CBF para a Copa do Brasil, no jogo entre América-MG x Ferroviário-CE. No tempo normal, 1×1. Nas penalidades, 3×2 para o Coelho. Entretanto… esse placar se deve ao entendimento de que esta cobrança de pênalti (foto abaixo) do Ferroviário não entrou.

Aqui, não dá para culpar o posicionamento do assistente ou a desatenção do árbitro. Erro crasso. Veja onde está o bandeira e o tanto que a bola entrou:

Ops: aguardando Lista Doido falar… quando erra contra seu time, ele reclama. Vejamos no “erro a favor” qual será o comportamento!

– Os lances polêmicos da arbitragem de Ferroviária 2×1 Corinthians.

Dois lances muito discutidos na Arena Fonte Luminosa nesta 3a feira. Vamos a eles?

Aos 35m, Gol de Everton (AFE) anulado, após escanteio de Cajá: Xandão atrapalhou ou não Cássio (SCCP)?

O árbitro assistente 2 Evandro de Melo Lima viu vários atletas à frente da linha da bola (em impedimento passivo, sem influência no lance – exceto Xandão, duvidoso). Aqui você deve analisar: ao desviar da bola para não ter uma participação ativa (e sair do impedimento passivo para o ativo, caso tocasse nela), Xandão atrapalhou a defesa de Cássio?

1- Se você entende que sim, é impedimento ativo por ter ludibriado com um drible sem bola / atrapalhado a visão do goleiro. 2 – Se você entende que ele desviou da jogada para manifestar a não participação no lance e que não foi determinante para o gol sofrido de Cássio, então é gol legal e errou o árbitro (e essa segunda situação é a minha opinião, diferente do árbitro Thiago Luis Scarascati).

Aos 43m, Gol de Camacho (SCCP), após passe de Luan: a bola, no início da jogada, saiu totalmente pela linha lateral?

A imagem perpendicular é inconclusiva, pois pode provocar ilusão de ótica. Precisaria de uma imagem perfeita nas paralelas ou, melhor ainda, da tecnologia do chip na bola – igual a usada em alguns torneios onde quando se passa a meta, o árbitro recebe a confirmação do gol com um sinal sonoro e a vibração em seu relógio.

O detalhe é: o árbitro assistente 1 Fabrini Bevilaqua Costa estava mal posicionado, dentro da área técnica, por força da jogada. O treinador Pintado tem uma visão da saída ou não da bola melhor que a do bandeira! Reveja esse detalhe na imagem. Por isso, não dá para (nesse lance) “cravar” um erro de saída total ou não da bola.

Ao final do jogo, apesar desses lances bem discutíveis, vitória da Ferrinha sobre o Timão, não alterando os 3 pontos na tabela – mas talvez o saldo de gols se você considerar erros.

– Gol ou não?

E esse lance do vídeo abaixo? Gol de lateral?

A explicação a seguir:

Se o goleiro tocou na bola, é gol válido… Se não tocou, é tiro de meta!

Que lance, hein?

– Supercopa: Flamengo x Palmeiras não acabou ainda? Considerações sobre o VAR, Abel e Vuaden.

Já falamos bastante sobre Flamengo 2 (6) x (5) 2 Palmeiras. Ô jogo que não acaba nunca…

Em que pese a pilhagem das Comissões Técnicas (um episódio lamentável de bate-boca e vias de fato, onde o árbitro Leandro Pedro Vuaden não conseguiu identificar os envolvidos em súmula), além do fato envolvendo o “pênalti ou falta” de Isla em Wesley (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uda), fica para muitos a questão da bola que quase foi gol, salva pelo goleiro Weverton.

Sabemos que as linhas fazem parte do campo de jogo e que só é gol se ela ultrapassar por inteiro a Linha de Meta. Assim, não foi gol flamenguista, como mostra a imagem abaixo. Mas pense: o que seria do futebol, hoje, sem a tecnologia?

  • Como teríamos certeza de tal defesa do goleiro do Palmeiras?
  • Como poderíamos discutir se o lance aos 40 minutos foi dentro ou fora da área, o pênalti que virou falta?
  • Como sobreviemos até agora sem o VAR?

E olha que o árbitro de vídeo tem mil defeitos… mas ainda assim ele é necessário!

Em tempo: necessário também se faz falar sobre o equilíbrio emocional do treinador Abel Ferreira. Em alguns momentos, parece Renato Gaúcho: cria um fato contra a arbitragem e tira o foco para possíveis falhas de seu trabalho como técnico, intimidando críticas ou perguntas mais próprias ao seu desempenho.

Lembre-se: Abel já houvera tido problemas com Vuaden no Choque-Rei pelo Brasileirão, mostrando o dedo em riste ao árbitro, sendo punido na ocasião (o juiz é categoria Master – ou seja, um ex-FIFA veterano). E fica a dúvida: quem poderia ter apitado esse clássico, além dele?

Rodolpho Toski? Ricardo Marques? Rafael Tracci? Luiz Flávio? Bruno Arleu? Raphael Claus? Edina Alves?

Dos FIFAs, habilitado, teríamos o Wilton Sampaio. Mas Vuaden não está no mesmo nível (ou até mais experiente) do que ele? Considere que FIFAs de São Paulo e Rio de Janeiro não poderiam ser escalados…

Enfim: mais paciência a todos. O valor alto que os profissionais recebem como salário comporta também os perrengues da atividade e a necessidade de estar sempre equilibrados emocionalmente, a fim de não atrapalhar o desempenho do próprio clube.

Weverton defendendo a bola.
Vuaden punindo com Cartão Amarelo o treinador Abel no Brasileirão (São Paulo x Palmeiras)

– O lance de Isla em Wesley no Flamengo 2(6)x(5)2 Palmeiras: pênalti ou não?

Muita discussão se foi pênalti ou falta para o Palmeiras contra o Flamengo, aos 40 minutos do 1o tempo, em lance que Isla atinge Wesley.

A resposta é objetiva: foi falta, acertou o VAR Wagner Reway na correção do lance que era difícil ao árbitro Vuaden pela rapidez da jogada. Explico: 

Se um jogador está com um pé dentro e outro fora da área, vale o pé em que ele é tocado. Tem que ser no local do ato, onde atingiu. Se estiver em cima da linha, não esqueça, ela faz parte da grande área, portanto é pênalti. Não foi o caso do lance de Brasília, foi fora mesmo.

Uma curiosidade da regra: todas as infrações devem ser marcadas no local da infração, em especial as “faltas continuadas”. Ou seja: se o jogador tem a camisa puxada fora da área mas consegue entrar na grande área, e lá é desequilibrado, deve se dar o pênalti. O ato começou fora mas terminou dentro. É a consumação da infração que deve ser levada em conta.

São como situações de cusparadas: se um zagueiro está na grande área e cospe no adversário que está fora, é falta. Se está fora e cospe dentro, é pênalti.

Por fim, vale lembrar: Abel Ferreira anda muito “esquentado com a arbitragem”, não? Precisa reclamar menos.

– As queixas gaúchas contra a arbitragem de Independiente Del Valle 2×1 Grêmio.

Pela fase preliminar da Libertadores da América, o Grêmio jogou contra o equatoriano Del Valle e perdeu – reclamando bastante.

Procedem as queixas?

Vamos lá:

1- Aos 40m, gol anulado do Grêmio (estava 1×0 a favor dos brasileiros). Ferreira aparece sozinho na cara do gol e dá uma cavadinha para encobrir o goleiro. Estava mesmo impedido?

Não, realmente há razão na queixa: o gremista estava em condição legal quando Diego Souza faz o belo passe de letra. Talvez a rapidez do lance tenha traído a percepção do árbitro assistente. Sem VAR, só resta ao árbitro confiar no bandeira.

2 – No 2o tempo, cartão vermelho para o defensor gremista e tiro penal para o time equatoriano. Justo?

Sim, a expulsão de Ruan após pênalti em Montenegro não pode ser contestada, pois foi por um correto segundo cartão amarelo. Acertou o árbitro argentino Nestor Pitana.

Duas coisas a serem observadas:

– Não valeria ter VAR já nesta fase chamada “Pré-Libertadores”?
– O Independente Del Valle não pode jogar a partida na sua casa (Equador) devido aos casos de Covid do Grêmio, tendo que mandar o jogo no Paraguai. Mas o Grêmio poderá jogar a volta no Brasil. Não é contraditório?

– Parabéns ao bandeira romeno Octavian Sovran (o “do autógrafo de Haaland”).

Nunca julgue precipitadamente! Explico:

O atacante norueguês Erling Haaland (o “cometa Haaland”, um jovem fenômeno goleador que tem tudo para ser um dos melhores do mundo) é paparicado por todos. E o árbitro assistente Sovran, após o fim da partida pelo Liga dos Campeões da Europa entre Manchester City x Borussia Dortmund, foi ao vestiário pedir o autógrafo do craque do time alemão. Muitos o criticaram, dizendo que um oficial da arbitragem não poderia ser tiete de jogador.

Em condições normais, sim. Mas o bandeira costumeiramente combina com os jogadores mundialmente conhecidos para autografar um cartão amarelo e outro vermelho, a fim de posteriormente leiloa-los para uma entidade que cuida de autistas, a “SOS Autism Bihor”, na qual é voluntário (todo o valor arrecadado é integralmente entre a essa instituição).

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/04/08/arbitro-que-pediu-autografo-para-haaland-doou-os-cartoes-para-a-caridade.htm

ÁRBITRO QUE PEDIU AUTÓGRAFO PARA HAALAND DOOU PARA A CARIDADE

Após o confronto pelas quartas de final da Liga dos Campeões entre Manchester City e Borussia Dortmund, o árbitro assistente Octavian Sovran foi até Erling Haaland e pediu para que o jogador desse autógrafos em seus cartões.

Nesta quinta-feira, 08, Sovran deu declarações ao site ‘playsport.ro’ e explicou que os cartões assinados por Haaland servirão para arrecadar fundos para uma organização que apoia pessoas com autismo.

O romeno comentou que faz isso regularmente após as partidas em que atua para, em seguida, doá-los a instituições de caridade. Octavian também disse que Lionel Messi já foi um dos jogadores que assinou seus cartões.

Em campo, o clube inglês levou a melhor e venceu a partida por 2 a 1. Com isso, a equipe de Pep Guardiola joga por um empate no confronto de volta da Champions League.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Richarlyson na calçada da fama. Mas a lista de ídolos dos clubes / da história é fácil de se elencar?

O presidente do São Paulo, Julio Casares, anunciou que colocará o nome de Richarlyson na “Calçada da Fama” do Morumbi.

Quando inaugurada pela gestão Leco, dos 99 nomes escolhidos, muito se questionou a ausência do atleta por uma suposta pressão das Torcidas Organizadas Tricolores, que alegariam que o jogador é gay e não deveria estar nela.

Se Richarlyson é homossexual ou não, é algo íntimo do atleta e não deveria ser colocado em questãonem ser motivo de retaliação. Mas aqui surge uma discussão: faz jus que ele esteja entre os 100 maiores jogadores históricos do SPFC?

Aliás: se é difícil escolher o maior nome de qualquer clube com unanimidade, quanto mais elaborar listas. Do São Paulo, é Rogério Ceni, Pedro Rocha ou Raí? Ou foi Leônidas? E do Palmeiras: Marcos ou Ademir da Guia? Do Corinthians, temos Luizinho Pequeno Polegar, Neto, Marcelinho Carioca, Sócrates, Gilmar dos Santos Neves… Do Santos é mais fácil: Pelé! Mas e depois dele, quem foi?

Tente relacionar em ordem de importância os 100 maiores do seu clube. Impossível, sem a ajuda de historiadores e da Internet – afinal, é difícil para as agremiações com décadas de história e milhares de ex-jogadores ter a memória viva de todos eles.

Pense, por fim, na Seleção Brasileira: em que ordem se classificaria Didi, Neymar, Rivaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Zico, Garrincha, Ronaldo Nazário, Rivelino, Ademir de Meneses, Friedenreich…? Não há adulto vivo e lúcido que viu todos ao longo da carreira e no auge!

Não vou entrar na relação mundial: Pelé, Maradona, Messi, Di Stéfano ou Puskas?

Vale o desafio: elenque os 10 mais importantes / históricos jogadores do seu clube.

Ops: aos amigos árbitros que me lêem, a mesma coisa: quem seriam os 10 mais importantes (por ordem) da história do Brasil?

– Palmeiras x Guaratinguetá, Paulistão de 2007.

Essa Dona Timeline… me apareceu uma foto onde sou 4o árbitro em Palmeiras x Guaratinguetá (antes da reforma do Palestra Itália).

O ataque era Valdivia, Edmundo e Florentin (falecido). DT: Caio Jr (falecido também).

O Guará (que parou as atividades) era treinado pelo Toninho Cecílio!

Como dá saudades entrar em campo e apitar um futebolzinho… mas tudo é cíclico na vida! S’imbora viver.

Imagem

– A reportagem sobre Morgado, o folclórico árbitro paulista.

Que baita matéria de Adriano Wilkson pelo UOL! Ele escreveu sobre o folclórico “Morgadinho“.

Tenho muito respeito por ele. Não o conheci pessoalmente, mas me lembro das partidas por ele apitadas. E me recordo que, no início da minha carreira, árbitros me avisaram: “Aqui no nosso meio, cuidado se te chamarem de ‘sobrinho’, pois é uma forma de sacanear alguém. É que ‘sobrinho’ era como o Morgado chamava os namorados dele, quando os levava ao vestiário”.

Se a discriminação sexual ocorre hoje, imagine naquele tempo!

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/03/28/pantera-cor-de-rosa-famoso-juiz-dos-anos-80-morreu-esquecido-com-hiv.htm

“PANTERA COR-DE-ROSA”: FAMOSO JUIZ DOS ANOS 80 MORREU ESQUECIDO COM HIV

O árbitro Roberto Nunes Morgado marcou época no futebol brasileiro dos anos 80. Parecia um personagem tirado da ficção. O bom nível técnico de sua arbitragem era, às vezes, ofuscado por certas decisões controversas, como a de expulsar quatro jogadores do Palmeiras no mesmo jogo em 1987 ou dar cartão vermelho para soldados da Polícia Militar que patrulhavam um Ferroviário x Vasco em 1983.

As extravagâncias levaram a comissão de arbitragem da Federação Paulista a exigir um exame de sanidade mental ao juiz, que costumava se gabar: “Agora, sou o único juiz da praça que tem atestado de sanidade mental.” As pernas esguias e o estilo um tanto espalhafatoso fizeram Morgado ser conhecido como a “Pantera de Cor-de-Rosa”.

Homossexual assumido e praticante de religião de matriz africana, ostentava um vasto bigode que cobria parcialmente os lábios. Costumava frequentar a Boca do Lixo, tradicional ponto de produção de cinema, farra e prostituição do centro de São Paulo, onde andava liderando um séquito de amigos.

“Todo mundo abandonou o Morgado quando ele adoeceu”, lembra Luciano, que tinha 8 anos quando o pai morreu em um leito do hospital Emílio Ribas em São Paulo em 1989. Um ano antes, o árbitro tinha descoberto que havia contraído o HIV, vírus que nos anos 80 era considerado mortal.

“Ele tinha muitos amigos, pagava a conta de todo mundo nas baladas, mas quando descobriu que tava com a doença, todos se afastaram”, conta o filho. Luciano recebeu o sobrenome do árbitro quando Morgado se casou com Lígia, mãe biológica de Luciano, que hoje trabalha vendendo lanches na zona leste da capital.

“Quando ele era vivo, a Federação ajudava a nossa família, mas depois que ele morreu, minha mãe casou de novo e a ajuda foi encerrada. Passamos muita dificuldade”, conta o filho do juiz. Morgado tinha dificuldade para manter seu dinheiro consigo. Segundo a imprensa da época, costumava proferir uma frase clássica que servia de chamariz para os amigos se juntarem: “Eu assino o cheque porque a letra mais bonita daqui é minha.”

O descontrole financeiro levou alguns de seus amigos mais próximos a administrar os rendimentos de Morgado. Segundo o filho Luciano, era José Astolphi, presidente da comissão de árbitros paulista, quem cuidava do dinheiro do pai. O único bem que Morgado, aspirante ao quadro da Fifa, conseguiu adquirir foi um apartamento na Praia Grande, litoral paulista.

Seus últimos dias foram vividos praticamente sozinho no hospital, de acordo com uma reportagem intitulada “O drama de um aidético” da Revista Placar, de dezembro de 1988. Morreu meses depois.

“O Morgado é um juiz que em várias oportunidades demonstrou um desequilíbrio psicológico muito grande”, afirmava Galvão Bueno, narrador de São Paulo 3 x 1 Palmeiras, a segunda semifinal do Paulista de 1987.

“Ele se mostra excessivamente nervoso, gesticula demais, faz muita confusão no jogo, às vezes irrita o jogador. Eu vi uma vez o Morgado apitar o jogo fora de campo, que nem um maluco. E mostrou cartão vermelho pra polícia, pra gandula, ficou com o cartão na mão correndo fora de campo.” A expulsão de quatro palmeirenses e a confusão que se armou no final da partida decretaram o fim da carreira do árbitro.

A personalidade excêntrica do juiz, sempre enfatizada pela crônica esportiva dos anos 80, contrastava com seu lado doce e apegado à família, segundo o filho Luciano. Um momento desses ficou registrado nas páginas da “Placar”.

Em 1979, o juiz, aos 33 anos, posou ao lado da mãe, Nair, com um uniforme preto engomado por ela. Os pais, imigrantes portugueses de origem pobre, eram sustentados pelo dinheiro que o filho fazia no futebol e nos outros empregos que teve.

Reportagem da Placar de dezembro de 1988 sobre o árbitro Roberto Nunes Morgado
Imagem: Reprodução

Da esquerda para a direita, Dirceu Fernandes (Escola de Árbitros da Federação), Alberto Ferreira, Roberto Nunes Morgado, Adriano Tito Correa e Leonerte dos Santos Imagem: Que fim levou/3º tempo

– Explicando o erro da arbitragem em Sérvia 2×2 Portugal: como isso acontece?

Estando 2×2, e Portugal com um atleta a mais do que a Sérvia, eis que nos acréscimos uma bola é chutada por Cristiano Ronaldo e vai entrando no gol… mas Mitrovic deu um carrinho para tentar salvar sua meta.

Pelas imagens, o sérvio não conseguiu, pois a bola ultrapassou a linha (e ultrapassou bastante) de acordo com as imagens.

Mas sem VAR ou a tecnologia da linha do gol (aquela onde um alarme soa e vibra no relógio do árbitro), a partida precisava de árbitros que não vacilassem ou estivessem cientes de que erros não poderiam ser corrigidos a posterior. Lembrando novamente: na UEFA, não há esses recursos modernos nas Eliminatórias da Copa do Mundo.

O lance era do bandeira holandês Mario Diks. Ele não estava correndo na linha imaginária do penúltimo defensor nem da bola (repare que está um pouco atrasado). Já seu compatriota, o árbitro Danny Makkelie, teve a visão encoberta pelo próprio corpo de Mitrovic.

Enfim: um erro que custou 2 pontos para os portugueses, tendo como destaque Cristiano Ronaldo jogando a faixa de capitão no chão como um ato de revolta.

– A dura missão na escolha de VAR e AVAR

Ser árbitro de vídeo e bandeira de vídeo são duas funções novas e difíceis no futebol. Digo isso pois o “jogo jogado em campo” tem suor, emoção e vibração. Lá dentro você está no mesmo calor (ou sintonia) dos atletas. Permite-se do gramado ter a melhor leitura do jogo.

Da cabine do VAR, com ar-condicionado e muitas telas, você pode ter a maior frieza e racionalidade para tomar uma decisão; embora, sejamos justos, difere do árbitro que em tese está mais próximo do lance e no clima da partida.

Mas sabe qual o grande problema das Comissões de Arbitragem? A ESCOLHA (não é sorteio) de quem irá para o vídeo!

Como é difícil escalar um VAR!

  • Se ele for menos experiente de quem apita, o árbitro desconfiará das suas informações e sugestões.
  • Se for muito experiente, o árbitro obedecerá cegamente.
  • Teriam eles que ter igualmente a mesma competência? E como achar colegas de naipe parecido? Ou ainda: aceitar uma correção de quem teoricamente é do seu mesmo nível e acatá-la sem vaidade?

Eu vivi algo parecido na função de quarto-árbitro em um jogo da série A1: foi em São Caetano do Sul, quando a maca entrou para retirar um jogador supostamente lesionado (estava dando pinta que era simulação só para fazer cera) e, ao sair pela linha lateral, o atleta saltou da maca pedindo para retornar ao campo, dispensando qualquer atendimento médico. O árbitro central (ele estava apenas a uma posição acima do que eu estava no ranking – que sempre foi fajuto) não percebeu. Avisei-o pelo rádio e… a resposta foi: “Se você acha que apita mais do que eu, toma o apito”.

Resolvemos depois a questão no vestiário de uma forma um pouco conturbada, mas fica a dica: existe o componente humano terrível chamado VAIDADE, ou, se preferir, a falta de HUMILDADE no trabalho em equipe.

Ainda vai demorar para se achar o bom termo de escalas para o VAR. Afinal, toda a vaidade é burra (inclusive a daqueles que gerenciam a carreira dos árbitros).

Imagem relacionada

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Daniel Alves e Van Basten pedindo mudanças nas Regras.

O ex-atacante Marco Van Basten, em 2017, sugeriu nos “encontros de ex-jogadores junto à FIFA para as sugestões de mudanças de regras”, que deveria-se abolir o impedimento. Nesta semana, à Sky Sports, reforçou a ideia:

“Estou convencido que a regra do fora de jogo não é boa. Pelo menos gostaria que se experimentasse eliminá-la, para mostrar que o futebol também é possível sem essa regra. Acredito que o jogo seria melhor sem ela”.

Dois dias depois, foi a vez do lateral Daniel Alves também sugerir mudanças de regras, em tuíte a Gianni Infantino, escrevendo:

“Tem que permitir bater os laterais com os pés!
Não suspender os jogadores por castões, salvo agressão!
Ahhh e colocar um mínimo de tempo pra ver o var Cara de bravo
Profissionalizar os árbitros todos e capacita-los mais!”

E você, o que sugeriria para uma mudança de regra? Deixe seu comentário:

Infantino suge mudança na regra do VAR

– Merecia Cartão Vermelho ou não?

Viram esse lance? O atacante Roofer (Glascow Rangers) tentou dividir a bola com o goleiro Kolar (Dínamo Zagreb) e errou a bola.

Imagem distribuída pela Web, AFP

– Palmeiras 2×0 Ferroviária: Apita-se e Joga-se Futebol. Mas não se gosta…

Assistiram o jogo do Verdão contra a Ferrinha? Respeitosamente… um “joguinho”, de péssima qualidade técnica e pouca inspiração. E essa observação vale para jogadores e arbitragem. E a partir desta partida quero ampliar para o futebol brasileiro em geral: como conquistar novos torcedores, com tais modorrentos jogos?

Aliás, culpa disso é da condução dos confrontos pelos árbitros, que picam, travam e engessam a dinâmica das partidas. Me recordo com muita saudade das cobranças e orientações na Escola de Árbitros da FPF com o professor Gustavo Caetano Rogério, nos anos 90, quando tivemos a última grande safra de árbitros paulistas. O pedido era: “façam ter tempo de bola rolando” e “agilizem o jogo”. Hoje…

Voltando para Palmeiras x Ferroviária, ficam as perguntas para tentar descobrir porque tanta lentidão, num jogo que pareceu ter 180 minutos, e não 90, de tão cansativo que foi (acompanhei metade pelo rádio e metade pela TV, mas era interminável).

Atletas e Jogadores tinham…

⁃ Preguiça?
⁃ Falta do gosto pelo esporte?
⁃ Medo?
⁃ Acomodação?
⁃ Um misto de tudo isso?

O futebol deve ser apitado com o cumprimento das regras e a efetiva demonstração do espírito do jogo. Quando passa a ser “administrado” ou “mediado”não gosto. E é isso que está acontecendo: jogos “protocolares”, por obrigação, jogados e apitados sem “tesão” e sem vontade.

Ontem, o que se viu não foi uma exclusividade da condução do jogo do árbitro Flavio Rodrigues de Souza. Tem sido assim no futebol brasileiro em geral (com exceção de Vuaden nos bons tempos, de Edna Alves mais recentemente, de Raphael Claus e Paulo César de Oliveira no começo de suas carreiras). E a culpa é de todos.

No íntimo, penso que parece que os protagonistas do esporte não gostam do que fazem.

E você, o que acha de tudo isso? Deixe sua opinião: