– Análise da Arbitragem de Ska Brasil 1×0 Paulista.

Jogo fácil para Alceu Lopes Jr apitar. E sendo fácil, ele não complicou e atuou bem.

Aplicou corretamente o cartão amarelo a Vitor Zaga (SKA) por ação temerária, a Wilson Silva (SKA) e a Vitinho (PFC) por indisciplina. Em uma partida pouquíssima faltosa, nada muito polêmico. Anulou também com precisão o gol de Rafael Lucas (SKA), por infração cometida.

Foi uma partida Fair Play, onde os atletas se comportaram muito bem, e o único destaque preocupante foi o choque de cabeça entre Arthur Pierino e Marcos Uberaba no 2º tempo.

A lamentar: as torcidas organizadas barradas na entrada (Gamor e Raça Tricolor). Algo bem esquisito…

– Sobre a história do “bastidor do árbitro FIFA” a Hernan e sobre Abel Ferreira: Perseguição ou Não?

O jornalista André Herman, ao Programa “3 na área”, disse a Tiago Leifert:

“Vou a um bastidor de um cafezinho com um árbitro Fifa e o tema foi Abel Ferreira. E esse árbitro Fifa me disse: ‘No grupo dele dos principais árbitros, já existe uma mentalidade de que o Abel, tem que chegar nele e já dar um amarelo nele, caso contrário você perde o controle’. Na resenha dos árbitros, já existe uma perseguição, uma mentalidade de que ‘esse cara não pode crescer em cima da gente’. Existe uma perseguição e principalmente uma má vontade em cima do Abel”

Vamos lá: nessa fala, o árbitro FIFA fala da necessidade do Cartão Amarelo para não perder o controle, algo comum a qualquer treinador que passa do ponto e no bolerês: “quer apitar apitar o jogo”. Esse suposto árbitro FIFA não disse que “existe uma perseguição e uma má vontade ao Abel”, essa foi uma conclusão do jornalista que está sendo imputada.

Vamos entender como realmente funciona um bastidor de arbitragem pré-jogo, e se há jogador / treinador marcado?

Há os visados, pela lógica do bom ou mal comportamento:

Samuel Xavier (Fluminense), contra o Flamengo e contra o Corinthians, fingiu ter sido agredido. Gabigol contra o Bahia, idem. É óbvio que o árbitro que for apitar os próximos jogos desses atletas, terão atenção para não serem enganados.
Cocito, Chicão, Dinho, Felipe Melo, Gralak, entre outros: na dúvida se ”pegou na bola ou no adversário”, pelo histórico, o árbitro vai dar cartão.
Romário, Vampeta, Raí, Dida: em mesma situação, o árbitro decide que “não tem cartão, pois sempre se comportavam muito bem”.

Nesse ponto, me recordo de um São Paulo x Palmeiras apitado por Rodrigo Braguetto, onde Miranda cometeu um pênalti em Edmundo (e não foi marcado). Ali, o lance era duvidoso e o árbitro pensou: “quem reclama é o Edmundo (que reclama de tudo) e quem se envolveu é o Miranda (que nunca faz falta). Então não foi pênalti”. Errou, mas decidiu pela “fama dos jogadores” pois tinha dúvida técnica. Ou seja: a imagem construída acaba sendo levada a campo (poucos a reconstroem: Evair, no começo de carreira, e Dudu, eram altamente indisciplinados com os juízes e isso mudou).

Sobre ir a campo premeditado:

Isso é relativo. Como em todas as profissões, existem os bons e os maus. Na maioria das vezes, o árbitro não torce para seu colega em um clássico (porque ele queria estar no lugar do seu concorrente – e é uma triste realidade, pois nenhum juiz gosta de estar fora da rodada). Porém, o corporativismo nasce na hora que um árbitro é agredido ou sofre com alguém. Tipo: “fez com ele, mas não faz comigo”.

Existe ir PREPARADO, o que é diferente de premeditado. Você tem que estar pronto para as corriqueiras e para as eventuais situações. E isso é normal (e necessário), pois é plano de jogo. Equipes estudam seus adversários (e até as características dos árbitros) para vencerem o jogo. Árbitros estudam (ou deveriam, quem não faz) as equipes as quais arbitrarão para cumprir à perfeição seu trabalho, que é aplicar a regra do jogo (e não ser ludibriado durante a partida, ou “errar em algum lance evitável” pois não sabiam de alguma peculiaridade.

Um exemplo:
Jogos do Fernando Diniz, onde o posicionamento é um inferno, devido aos toques de bola. Se o árbitro não souber que ali não dá para ficar na “tradicional diagonal à esquerda da bola”, dançou. Ou jogos em que um time tem dificuldade de armar jogadas no meio-campo: esteja atento pois terá “bicão da defesa para o ataque”, e seus tiros terão que ser rápidos na passada para não ficar longe do lance.

Outros exemplos:

Grêmio do Felipão e o rodízio de faltas: sabendo da estratégia de matar o jogo com inúmeras infrações, pode e deve aplicar o “cartão coletivo”;
“Abraço de Jacaré” do Aloísio Chulapa: No São Paulo, ele se posicionava como um pivô na frente de um zagueiro, abraçava o adversário e se jogava para cavar faltas na entrada da área, para o Rogério Ceni cobrar e fazer o gol. Árbitro que estudava, dava a falta para a zaga (corretamente) e não para o ataque (pois foi o contrário).

De tal forma, é muito mais fácil Abel se comportar do que se criar narrativas. “Haja perseguição” para 50 cartões recebidos em tão pouco tempo…

Abel Ferreira: «Fez muito mal ao Danilo ter ido à seleção» - CNN Portugal

Imagen extraída de: https://cnnportugal.iol.pt/internacional/brasil/abel-ferreira-fez-muito-mal-ao-danilo-ter-ido-a-selecao

– Prestigie!

Hoje é dia de Galo!

Acompanhe conosco a partir das 14h: https://professorrafaelporcari.com/2023/06/01/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-ska-brasil-x-paulista-fc/

– Flamengo 2×0 Fluminense: Gabigol e Diniz em entrevistas dos anos 80.

Como é bom ouvir personagens do futebol com personalidade! Saindo da mesmice das entrevistas, dias atrás, Fabrício Bruno “soltou o verbo” para falar do desempenho da equipe. No pós-jogo do FlaFlu de ontem, Eric Faria, da Rede Globo, fez boas perguntas a Gabigol, que não fugiu da raia!

Não tem “mi-mi-mi”, e também não há do que se reclamar. Diálogo forte, e ao mesmo tempo, respeitoso (como sempre foi antes). Ótimo.

Abaixo, extraído do UOL, o diálogo entre repórter e jogador:

Eric Faria: “Ano passado, o Flamengo conseguiu virar um confronto contra o Atlético-MG e muita gente diz que ali foi uma virada de chave na temporada. Você acha que chegou esse momento de o Flamengo finalmente entrar em uma nova era, em um novo rumo em 2023?”

Gabigol: “Não concordo [que chegou o momento de virada de chave]. Acho que o trabalho tem que ser feitos desde os treinos, desde o momento que a gente entra no Ninho e é isso que é feito. A gente sabe que tem muita gente que fala um monte de merda, desculpa o palavreado, você falou também sobre as coisas que saíram. Acho que vocês da imprensa criam umas coisas com a torcida, a torcida vem para o Maracanã com um pouco de dúvida, de má intenção com os jogadores e isso nunca aconteceu aqui no clube desde a época do Diego, do Arão.”

Eric Faria: “No momento não tem nenhum problema de relacionamento entre vocês?”

Gabigol: “Tem problema da gente com vocês, a imprensa.”

Eric Faria: “Entre vocês não tem?”

Gabigol: “Tem problema da gente com vocês da imprensa. Vocês criam coisas na cabeça do torcedor, aí começa a criar um clima ruim para dentro do clube que os verdadeiros flamenguistas não podem acreditar. O Flamengo é o nosso amor, a gente joga pelo Flamengo, estamos todos os dias lá para correr pelo clube. O Flamengo não é Big Brother. O Big Brother é aquele negócio de câmeras, de fofoquinhas. O Flamengo não é isso, é time grande, o maior do Brasil, onde tem jogadores de futebol atrás do sonho próprio e do clube.”

Destaque também para Fernando Diniz, que não abandonou os seus princípios (podemos reclamar da ortodoxia dos seus métodos, mas não de incoerência).

Não consegui assistir a partida, então, não posso comentar se realmente Claus contemporizou cartões, como alguns me perguntam. Mas não duvidaria…

Flamengo x Fluminense: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de Terra.com.br

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Fluminense x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Tricolor Carioca e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Bruno Boschilla – PR
Árbitro Assistente 2: Karla Renata Cavalcanti de Santana – PE
Quarto Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
Assessor de Arbitragem: Renato Cardoso da Conceição – MG
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR1: Fabrício Vilarinho da Silva – GO
AVAR2: Elmo Alves Resende da Cunha – GO
Observador de VAR: Giuliano Bozzano – MG

Rodrigo tem 36 anos e é Guarda Municipal em Jaboatão de Guararapes / PE. No ano passado, teve a oportunidade de trabalhar na Série A pela 1ª vez. Nesse ano, está tendo mais escalas e atuando com certa regularidade. Entretanto, destoou negativamente em Vasco x Santos (não marcou nenhum lance polêmico, errando especialmente em um pênalti para o time da casa). Tomara que tenha se corrigido.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo do Fluminense X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 04/06, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O extremismo político vai fazer a UEFA trocar o árbitro da final da UCL?

Manchester City e Internazionale poderão ver algo inédito: um árbitro de final de Uefa Champions League ser trocado na semana da decisão!

Szymon Marciniak, o polonês que apitou a final da Copa do Mundo Catar 2022 entre França e Argentina, foi escalado para o jogo do dia 10. Entretanto…

A Polônia viveu o radicalismo do Comunismo, e criou movimentos contra-revolucionários. Nos anos 80, Lech Walesa, líder sindical anticomunista do movimento Solidariedade, conseguiu ajudar a derrubar o regime. Surgiram outros ícones pacifistas, como o Cardeal Karol Woytilla (que se tornou o Papa João Paulo II). Porém, como todo movimento político, surgiram os extremistas, como Slawonir Mentzen, do Partido de Extrema Direita Konfederancia – que defende causas xenófobas, homofóbicas e anti-imigração.

E não é que o juizão se envolveu com esse pessoal?

No último dia 29 de maio, o Konfederancia promoveu uma manifestação radical em Varsóvia chamada Everest, onde Szymon Marciniak participou ativamente.

Como a UEFA está preocupada com qualquer questão que fuja das pautas politicamente corretas (e isso é bom), o polonês poderá ser substituído… ao menos, a pressão é grande. Aguardemos!

Cartaz promocional do Konfederancia, anunciando o árbitro como “estrela’ do evento “Everest”

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Ska Brasil x Paulista FC.

Para Ska Brasil x Paulista a FPF designou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Alceu Lopes Junior
Árbitro Assistente 1: Felipe Camargo Moraes
Árbitro Assistente 2: Matheus Guilherme Biselli da Cruz
Quarto Árbitro: Claudemir de Araujo Silva
Analista de Vídeo: Adriano Stange

Alceu tem 41 anos, é professor de Educação Física e fora a categoria Sub 23, apitou somente 1 jogo da A3 (em 2022). Tem 19 anos de FPF, e curiosamente, apesar de tanto tempo, costuma trabalhar em partidas júniores ou na própria Bzinha.

Só trabalhou em dois jogos em partidas do Paulista: como quarto árbitro em 2015, contra o São Bento, e como árbitro central em 2022, contra a São Carlense. Não se poderá cobrar muito dele, é um árbitro típico da divisão.

Sobre os bandeiras: ambos são jovens e já têm experiência na A2.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Ska Brasil x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– As “Zebras” da Copa do Brasil e o 50º cartão de Abel Ferreira.

Em três tempos:

1- A emoção do mata-mata da Copa do Brasil: alguns que estão abaixo na tabela no Brasileirão, se classificaram vencendo os que estão acima. Seriam zebras? Pela grandeza das equipes, penso que na maioria dos casos, não. Vide:

Botafogo (1º) eliminado pelo Athletico Paranense (11º)
Atlético Mineiro (4º) eliminado pelo Corinthians (14º)
Santos (12º) eliminado pelo Bahia (16º)
Internacional (13º) eliminado pelo América (19º)

Aliás, em 2005 o Internacional foi eliminado numa mesma oitava-de-final por Vagner Mancini (que estava no Paulista de Jundiaí), com o mesmo placar e o mesmo drama. Para os supersticiosos… dá-lhe Coelho.

2- “Grife” não ganha jogo: Coudet “desmontou” o Galo Mineiro ontem à noite, permitindo que Luxemburgo levasse o Corinthians a passar de fase. O visitante ajudou e o mandante se superou.

3- E o Abel? Recebeu seu 50º cartão (entre amarelos e vermelhos). Num mesmo período, não creio que há no futebol brasileiro algum atleta ou treinador tão punido (e merecidamente). Mas veja:

Estando no agregado 3×0, Abel e sua comissão técnica ficaram reclamando de tudo. Desnecessário… Lembrando que no jogo de ida, quem poderia reclamar seria o Fortaleza, pelo pênalti inexistente em Rony (o árbitro Wagner Magalhães continuou apitando todas as rodadas, esteve no Fluminense x Flamengo onde “pipocou primeiramente” para Felipe Melo e estará em SPFC x Sport nessa noite). 

Aliás, sobre Abel Ferreira, escrevemos ontem sobre esse comportamento aqui: https://wp.me/p4RTuC-N1N.

Em tempo: sobre o “cansaço dos árbitros”, onde Abel pediu juiz “mais fresco” (como ele se referiu), abordamos essa maratona aqui: https://wp.me/p4RTuC-MZO.

Por fim, na entrevista, ele debochou que ficaria em casa “com a perna cruzada” e “tomando água com gás”, assistindo o time. Imagine a “felicidade” do empregador, que paga R$ 2,3 mi por mês, ao ouvir isso

A Copa do Brasil é muito legal, permite “zebras”, mas, sinceramente, acho que sempre a prioridade para torneios deveria ser o Campeonato Brasileiro (que curiosamente, paga menos em premiação).

Arte extraída de: https://mundoconectado.com.br/noticias/v/34873/cruzeiro-x-gremio-pela-copa-do-brasil-2023-onde-assistir-ao-vivo

– Seu Emídio no Doc BandSports.

Recebi do Seu Euclydes Zamperetti Fiori o arquivo do programa Doc Band Sports, com o seu Emídio Marques de Mesquita.

Um dos árbitros mais míticos da história da arbitragem brasileira, respeitadíssimo, infelizmente acaba sendo desconhecido pelas gerações mais novas por pura ignorância.

Aos jovens juízes de futebol, tal vídeo faz parte da formação técnica, cultural, e porque não, de caráter de um árbitro.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=SFlPKW_O3pE

– Abel vs Abel: A Melhor e a Pior Versão.

Eu fico impressionado como o competente treinador Abel Ferreira criou uma legião de admiradores. Em alguns casos, seguidores adoradores!

Beirando religiosidade e fanatismo, ou idolatria política de extremos, dá a impressão que é uma “seita abelista”. Falar mal dele (ou dEle, dependendo da paixão) é pecado, e você receberá o ódio dos haters (não é redundância, é apenas para reforçar o quanto isso não é permitido). E na mesma proporção, a cada elogio, os lovers surgirão.

Ninguém tem direito de julgar ninguém (nem Abel), mas se separássemos as virtudes e os defeitos, teríamos:

ABEL POSITIVO:

  • Foi humilde em receber o trabalho de Luxemburgo / assistente Cebola, e pouco modificá-lo até a final da Libertadores da América;
  • Brigou até o fim com a diretoria por reforços;
  • Soube administrar a carreira dos jovens atletas, promovendo-os ou afastando-os;
  • Montou uma equipe com sua própria cara, vencendo a sua segunda Libertadores.
  • Variou os esquemas de jogo, aprendendo a atacar mais e buscar variações dentro de campo;
  • Defendeu melhores gramados, melhores arbitragens, melhor calendário e outras melhorias.
  • É adepto da Inteligência Emocional e Equilíbrio das Ações.
  • Tem conquistado títulos.

ABEL NEGATIVO:

  • Briga com os jornalistas, pautando as perguntas e censurando-os conforme o interesse (vide o episódio do celular no Mineirão).
  • Intimida nas coletivas (por quê NINGUÉM perguntou no Palmeiras x Fortaleza sobre o pênalti inexistente de Rony?).
  • Reclama da arbitragem, mesmo quando ela está certa. Faz escândalos até em arremessos laterais contrários, e quando tem erros para, de fato, reclamar, extrapola a razão e cria um clima de que é perseguido.
  • Recebe justos cartões amarelos e vermelhos, igualmente com o seu assistente. Mas discorda de todos eles.
  • Costuma se referir negativamente aos problemas do futebol do país como “vocês aqui fazem isso / aquilo”, dando uma impressão de arrogância por sua origem europeia.
  • Criou uma narrativa que só ele defende melhores gramados, melhores arbitragens, melhor calendário e outras melhorias – coisa que historicamente já fazíamos no Brasil.
  • Reclama das arbitragens somente nos erros contrários; nos favoráveis, não toca no assunto, dando a ideia de que só são queixas egocêntricas, não pelo bem do esporte.

Abel não é santo e nem capeta, ele é como qualquer um de nós (diferenciado-se pelo alto salário, claro) – não estando acima do bem e do mal. Mas se endemonia quando acha que está certo e os outros errados. O controle emocional tão pregado (e necessário) em seu livro, não deve ser apenas para situações de jogo, mas para o relacionamento de todos que estão no “negócio futebol”. Quando ele começou com seus chiliques, dava a impressão de que era um personagem como “novo Mourinho“, ou ainda um “novo Felipão“, criando um clima de “nós contra eles”. Mas nada disso: ele é assim mesmo e não será low profile. Mas não quer dizer que devemos, por conta de seus hábitos, aplaudi-lo e não defender correções.

Talvez a questão seja: mais coerência nas causas e mais educação no trato, Abel. Para defender o Palmeiras tão bem como faz, não precisa ultrapassar os limites da razoabilidade, do comportamento e até mesmo da ética. Não se faça vítima de xenofobia ou de qualquer perseguição inexistente. A propósito, as críticas são sempre ao profissional, de maneira respeitosa, e nunca ao pai de família (que desconhecemos a intimidade e não nos interessa).

Aqui, pela enésima vez: se fosse na Espanha, na Inglaterra ou na Alemanha, as multas e punições sofridas seriam muito maiores, e ele não agiria assim. Dá a impressão de que, por estar com moral de campeão, virou (no bolerês) folgado.

Mais respeito não faz mal para ninguém, né?

Imagem: Crédito de César Greco / Palmeiras.

– Poupar atleta, pode. E o árbitro?

Muito se fala em praticar rodízio de atletas no Campeonato Brasileiro, a fim de que os jogadores não se esgotem fisicamente. Mesmo com elencos preparados para a maratona de partidas, não há corpo que aguente.

E os árbitros, também precisam ser poupados?

Seneme está usando pouca gente no Brasileirão, e como são raros os nomes que estão conseguindo apitar razoavelmente os jogos, eles são repetidamente escalados. A arbitragem brasileira sofre em qualidade e em quantidade.

Veja esse número de escalas, até a 7ª rodada desse e de outros anos:

Em 2020, com 70 jogos, foram utilizados 33 árbitros;

Em 2021, 30;

Em 2022, 20;

E nesse mesmo número de rodadas, em 2023, apenas 17.

Considere: são rodadas intercaladas com Copa do Brasil, Sulamericana e Libertadores. Especialmente para os árbitros FIFAs, a quantidade de jogos é absurda (sem contar com a Série B, onde Seneme também os escala).

Aguentarão, nesse ritmo, até o final do ano?

Por exemplo: Wagner Magalhães, com 8 rodadas do Brasileirão, trabalhou em 11 jogos domésticos (contando Copa do Brasil) Igualmente Claus, Klein ou Luiz Flávio. Bráulio da Silva Machado, que esteve no polêmico Atlético Mineiro x Palmeiras, 12. Idem a Daronco. Bruno Arleu (dos erros em Corinthians 1×1 São Paulo), esteve em 14 (nessa conta, lógico, não estão os números dos Estaduais).

Repetir escalas ajuda a dar ritmo de jogo. Mas em tudo deve ter bom senso.

– O gol de bicicleta anulado de Rony em Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras (e o suposto pênalti de Marcos Rocha).

Lance dificílimo para a arbitragem no Mineirão. Um belo gol de bicicleta de Rony gera descontentamento dos palmeirenses, por conta de impedimento.

Aqui, há de se ter cautela. No recorte do Premiere, abaixo, parte do tronco de Rony está à frente do penúltimo defensor (o último zagueiro). Isso é impedimento, não é interpretação. Se deve marcar tiro livre indireto se alguma das partes jogáveis estiver à frente (mão e braço, por exemplo, não são considerados, pois não se pode jogar com eles; ombro, tronco, perna ou cabeça, sim).

Muita gente está confundindo orientação com regra, tentando validar o lance. Seneme, por exemplo, falou de “linhas sobrepostas”, ou seja, se no tracejar das linhas a linha vermelha estiver em cima da linha azul, é para seguir o jogo, pois está em mesma linha (isso é obvio, nem sei porque ele disse isso). Veja, na mesma imagem abaixo, e agora pense: na Inglaterra, engrossaram a linha. Provavelmente, lá, esse lance seria mesma linha pois as linhas estariam misturadas entre si pelo tamanho delas.

É claro que talvez o volume de reclamações se dê pelo fato da distância ser diminuta, mas sempre foi assim! E ainda sendo de bicicleta o gol anulado, fica-se “mais com dó” da anulação. O árbitro Bráulio da Silva Machado seguiu a fala do VAR (e isso é correto), além do bandeira 2 Alex dos Santos ter seguido a orientação correta: na dúvida, dê o gol e deixe o VAR fazer a revisão.

Portanto, a Regra é: está na frente nas condições citadas, anula-se. A Orientação é: se tiver dúvida, veja se a linha está sobreposta ou não para validar ou anular.

Uma confusão com Rony, na entrevista que deu, ao dizer:

“Sei nem o que te falar. Eu acho que, acabei de olhar o lance. Para mim, não estava. Mas faz parte. Como o juiz falou: é erro lá de cima. A gente fica triste, mas faz parte do futebol. Infelizmente a gente acabou pecando num lance. Mas também faz parte do futebol. Voltamos mais ligados e quem sabe sair com o resultado positivo”.

NENHUM ÁRBITRO vai dizer que houve “erro lá de cima”, pois ninguém é louco. Até porque se o Bráulio disse que houve erro, ele deveria ser suspenso por aceitar um erro, compactuando sua decisão, estando ciente que era erro. Provavelmente Rony interpretou mal algo que o árbitro disse.

Por fim: na coletiva de Coudet, um jornalista perguntou ao treinador “como era difícil enfrentar uma adversário difícil, o gramado ruim e uma arbitragem tendenciosa”, em referência a um pênalti supostamente cometido por Marcos Rocha. Não foi nada! O defensor estava em movimento natural, numa bola que bateu em seu braço sem intenção, após um chute forte desviado. Provavelmente, alguém se lembrou do ridículo pênalti em mesma condição que o próprio Bráulio marcou equivocadamente no Morumbi, em São Paulo x Internacional.

Em tempo: que pressão o treinador Abel (talvez sem querer) jogou para o quarto-árbitro. Hoje, é expressamente proibido oferecer qualquer souvenir para a arbitragem. Ainda mais “camisa de treinador”…

Acréscimo: em 2020, até a 7ª rodada, foram utilizados no Brasileirão 33 árbitros; em 2021, 30; em 2022, 17. E nesse mesmo número de rodadas, em 2023, apenas 17 (essa foi a referência que Abel fez na coletiva)

– Análise da Arbitragem de Paulista 4×3 Rio Branco.

Tivemos dois jogos em Jayme Cintra: um, com 45 minutos de jogo (7 faltas apenas), e que o Paulista FC fez uma das suas piores apresentações nos últimos anos, perdendo de 3×2. Outro (com 15 faltas) onde o Paulista FC envolveu o Rio Branco e virou para 4×3.

No “primeiro jogo”, o árbitro não teve trabalho, e no pouco que fez, errou numa falta cometida por Yuri (RBEC) que iniciou um pequeno tumulto com Koyote (PFC). Acertou ao acalmar os ânimos, intervindo.

No “segundo jogo”, marcou tudo o que pode, mudando seu critério. Distribuiu 3 Cartões Amarelos a jogadores substitutos e comissão técnica do Rio Branco.  Aos 63m, poupou um possível cartão amarelo ao Koyote por matar o contra-ataque de Anderson Brito (resultaria em expulsão).

Há muito para corrigir do árbitro: dar bronca em gandula por agilizar o jogo (como fez, e ninguém entendeu), não pode.

Destaque da partida: as falhas de Morungaba e Eduardo Porto; a mudança de postura do Rio Branco (o treinador tirou os melhores jogadores), o acerto na correção das substituições de Roberval Davino, as ótimas apresentações de Paulinho e Koyote, além do esforço de Natan.

Gols: 02’Gustavo RBEC, 12’Gustavo REBC, 15’Paulinho PFC, 30’Jair REBC, 42’Arian PFC, 54’Arthur Moura PFC e 88’Natan PFC.

Público: 969 torcedores. Renda: R$ 16.320,00.

Algumas anotações da partida:

 Árbitro “bem formal antes do jogo”. Se colocou na lateral e chamou os treinadores para irem até ele cumprimenta-lo. Estranho e diferente.

Antes do apito inicial, todos com punhos cerrados, de joelhos (equipes e árbitro) contra o racismo (em solidariedade a Vinícius Jr (RMD), Ângelo e Joaquim (SFC). Joaquim, inclusive, foi jogador do Galo em 2019.

2m: falha de Eduardo Porto, Gustavo ficou com a bola e encobriu de longe o goleiro.

12m : Gol de Gustavo novamente.

15m: Paulinho diminui: 2×1.

Aos 22m, Eduardo Porto (PFC) perdeu 4 jogadas para Gustavo (RBEC). Aí o treinador Roberval tirou ele da zaga e o colocou na lateral direita. Eis que o treinador visitante mudou o Gustavo de lugar também.

28m: Morungaba perdeu a bola para Anderson Brito. Só não foi gol pois Felipe Viotti salvou.

30m: Jair marcou o 3º gol para o Rio Branco.

32m: Bronca no gandula que agilizou a devolução de bola. Tem que fazer isso se ele retarda o jogo!

38m: Yuri (RBEC) rouba a bola e o árbitro marca (equivocadamente) falta para o Paulista. Koiote e Yuri começam a discutir e o árbitro teve que intervir. Errou tecnicamente, acertou disciplinarmente,

42m: Arian diminui: 2×3.

Paulinho: corre na lateral, no meio, na frente. O lúcido da Paulista: constrói jogadas e finaliza.
——

48m: Cartão Amarelo para Koiote (PFC) que atingiu Yuri (REBC) – foi ele quem discutiu no final do 1º tempo.

51m: árbitro mudou o critério: disputas de bola em que ele não marcava falta, agora marca.

54m: Arthur Moura empata: 3×3.

63m: Koiote (PFC), que já tinha Cartão Amarelo, matou o contra-ataque de Anderson Brito empurrando-o. O árbitro poderia ter dado o segundo amarelo e não o fez. Na sequência, o treinador do Rio Branco reclamou e levou o Cartão.

72m: Arthur Moura, Arthur… substituições por lesões.

88m: Natan virou – e estava machucado. Um prêmio pela dedicação.

Jogadores e árbitro fizeram um gesto contra o racismo, ajoelhando em campo e cerrado os punhos.

– A cara-de-pau de Mateusinho, ao cumprir o acordo com a Máfia das Apostas.

O lateral Mateusinho não deve ter dormido nos últimos dias… o atleta que hoje está no Cuiabá, teve conversas reveladas com apostadores e colegas de clube, quando jogava no Sampaio Corrêa, e que são bem desagradáveis.

Contratado pela Máfia das Apostas, ele deveria cometer um pênalti no jogo da Série B, na partida diante do Londrina. E escreveu:

“Me deu uma missão pra mim matar… ou mato ou morro, mano. Não tinha jeito mano. Eu falei: ‘Ihh, alguém vai se fud… aí, porque eu vou dar o carrinho”.

Imagine o treinador do time, ao ler isso? E a torcida? E o presidente da agremiação?

Há coisas mais cabeludas nessa matéria do UOL:

Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2023/05/27/jogadores-combinavam-manipulacao-e-apostas-em-grupo-chamado-lula-13.htm

JOGADORES COMBINAVAM MANIPULAÇÃO E APOSTAS EM GRUPO CHAMADO “LULA 13”

Por Diego Garcia e Adriano Wilson

Cinco jogadores do Sampaio Corrêa usavam um grupo do WhatsApp chamado “Lula 13” para falar de apostas e da manipulação de resultados da Série B. O grupo foi criado em novembro do ano passado, dias depois das eleições para presidente.

O que aconteceu

Os prints com as mensagens do grupo foram encontrados no celular do lateral Mateusinho, um dos membros mais ativos. Nas mensagens, ele é elogiado pelos colegas por ter cometido um pênalti na partida Sampaio 2 x 1 Londrina na última rodada da Série B. “Me deu uma missão pra mim matar… ou mato ou morro, mano. Não tinha jeito mano. Eu falei: ‘Ihh, alguém vai se fud… aí, porque eu vou dar o carrinho”, disse o lateral, hoje no Cuiabá, da Série A.

Segundo o MP, o pênalti tinha sido encomendado pelos empresários que fraudavam partidas pra lucrar com apostas. Os jogadores do grupo “Lula 13” comemoram o pênalti, mas lamentaram que outra aposta na mesma rodada deu errado, o que causou prejuízo ao esquema.

Além de Mateusinho, faziam parte do grupo os zagueiros Paulo Sérgio e Allan Godoi, o volante André Queixo e o atacante Ygor Catatau. Todos foram denunciados por manipulação de evento esportivo. Outros dois participantes do grupo, um goleiro e um jogador de pôquer, não foram denunciados e, por isso, seus nomes não serão publicados.

O MP encontrou um comprovante de depósito de R$ 10 mil na conta de Paulo Sérgio, o que seria um adiantamento aos jogadores pelo pênalti.Questionados pelos promotores, os atletas negaram o crime e disseram que apenas falavam no grupo sobre apostas legalizadas, pôquer e videogame.

Por que esse nome pro grupo?

Não há no processo o motivo pelo qual os jogadores escolheram o nome do atual presidente para o grupo. Entre as mensagens que tratam de apostas há duas que mencionam Lula.

1ª referência a Lula: depois de Mateusinho postar uma figurinha de si mesmo segurando um maço de dinheiro, o goleiro do grupo manda uma figurinha de Lula com a frase “Já pode roubar?”

2ª referência a Lula: no dia 13 de novembro, Mateusinho escreve “Hoje o Lula tem que ganhar, pra gente ficar bem.” Nesse dia não havia eleições — o segundo turno já tinha acontecido, em 30 de outubro. Mas era a última rodada da Série A. Em seguida, os participantes do grupo combinam as apostas que fariam na rodada.

Jogadores cobram valores devidos pelo pênalti

O grupo “Lula 13” foi criado no dia 3 de novembro, três dias depois de Lula ser eleito. No dia 5 de novembro, na última rodada da Série B, o Sampaio enfrentou o Londrina, e Mateusinho cometeu um pênalti. Depois do jogo, ele foi celebrado no grupo pelos amigos.

Segundo o MP, os empresários que fraudavam os jogos tinham combinado pênaltis com os jogadores do Sampaio e do Vila Nova, que também jogou naquela rodada. Os atletas do Sampaio fizeram sua parte, mas os do Vila desistiram, o que causou prejuízo aos apostadores. Como os jogadores do Sampaio não receberam sua parte do combinado, eles passaram a cobrar dos apostadores.

O MP descobriu a existência de um segundo grupo, que tinha como nome um emoji de óculos escuro. Nele, os cinco atletas do time maranhense “debatem sobre a expectativa de recebimento de valores, a existência da dívida e forma de cobrança, externando, por mais de uma vez, que teriam cumprido com sua parte no esquema — leia-se, cometimento do pênalti — e esperavam receber todo o valor prometido”, escreveram os promotores da “Penalidade Máxima”.

Veja abaixo diálogos do “Lula 13”:

O que os jogadores dizem

Segundo a defesa de Paulo Sérgio, o zagueiro não conhece o jogador de pôquer com quem trocava mensagens no WhatsApp e nunca fez negócio com ele relacionado a futebol. Ele também não conhece outros envolvidos no esquema. O advogado Servigaldo Cobel relembrou que o zagueiro sequer jogou na última rodada da Série B do ano passado.

Sergivaldo Cobel também defende o goleiro e o jogador de pôquer que fazem parte do grupo “Lula 13”, mas ambos não viraram réus no processo e não tiveram seu nome citado no texto desta reportagem. Como os promotores mencionam a dupla nos interrogatórios, Cobel acrescentou que vai representar contra os membros do MP. Segundo ele, o processo está em segredo de Justiça e os vídeos não deveriam ter sido divulgados à imprensa.

A defesa do jogador André Queixo, por sua vez, disse que o processo ainda está em fase embrionária. Os advogados aguardam a citação do seu cliente pela Justiça para que possam esclarecer os fatos.

Mateusinho não atendeu aos pedidos de contato da reportagem, feitos através de seu perfil no Instagram, e por uma assessoria que aparece conectada à sua página..As defesas de Allan Godoi e Ygor Catatau não foram encontradas pela reportagem.

– Os árbitros na CPI das Apostas.

Sinceramente, entendo que crimes devem ser investigados pela Polícia, e não por Políticos. Digo isso pois a CPI das Apostas colherá depoimento de várias pessoas envolvidas na Máfia das Apostas, inclusive de Árbitros de Futebol.

Assim, os deputados convocaram Bráulo da Silva Machado, Edina Alves Batista, Caio Max Augusto Vieira, Jeferson Ferreira de Moraes, Marcelo de Lima Henrique e Dyorgenes Padovani de Andrade, que são os árbitros que aplicaram os “Cartões Amarelos Forçados” nas partidas de jogadores flagrados em mensagens pelo WhatsApp.

Respeitosamente, mas… um deputado fazer um árbitro sair da sua casa, perder o dia de serviço, e ir para Brasília falar sobre cartão amarelo… não é muito “não ter o que fazer”?

Isso é caso de Polícia, repito. O Congresso que trate de coisas mais importantes para o país.

CPI das Apostas convida presidente de clube que revelou esquema e  promotores de Goiás

Imagem extraída de: Renato Araújo/Câmara dos Deputados, extraída de https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2023/05/cpi-das-apostas-convida-presidente-de-clube-que-revelou-esquema-e-promotores-de-goias.ghtml

– A demissão do árbitro espanhol: e se fosse no Brasil?

O VAR Ignacio Iglesias Villanueva foi demitido da Liga Espanhola, pois mostrou ao árbitro da partida Ricardo de Burgos Bengoechea apenas parte da confusão na partida entre Valência x Real Madrid, notabilizada pelos insultos racistas a Vinícius Jr.

O atacante Hugo Duro deu um “mata-leão” em Vinícius Jr, que reagiu tentando se desvencilhar, acertando o rosto do agressor. Villanueva só mostrou ao VAR a ação no brasileiro. 

Em boa parte da Europa, os árbitros são profissionais contratados por período de tempo. Foi mal, encerra-se o vínculo. A Espanha é o país que paga os melhores salários a eles. Um FIFA, lá, pode receber até 134 mil euros por ano, com adicional de 2,2 mil euros por jogo

E se fosse no Brasil?

Pela lógica e pelo que tem ocorrido, o árbitro seria mandado para apitar a série B, depois como AVAR 2 e na 3ª semana estaria de volta às escalas

FBL-ESP-LIGA-VALENCIA-REAL MADRID

Crédito da Imagem: José Jordan/ AFP

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Oriente Petrolero x Red Bull Bragantino.

Para o importante jogo do Massa Bruta na Bolívia, a Conmebol escalou:

Árbitro: Bismark Santiago
Bandeira 1: David Nicolas Fuentes
Bandeira 2: Mary Blanco
VAR: Leonard Mosquera

O colombiano Bismark Elias Santiago Pitalua, nascido em 16/10/1987 (35 anos) em Barranquilla, há 4 anos no quadro da FIFA, estava trabalhando apenas como 4º árbitro. Nesse ano, estreou no apitou em Nublense 0x2 Racing pela Libertadores. Portanto, será somente seu segundo jogo como árbitro central.

Procurando informações sobre ele no Campeonato Colombiano, impressiona o alto número de cartões que ele aplica. Na Copa da Colômbia, mais ainda! Um print abaixo de alguns jogos importantes por esse torneio:

A curiosidade: Mary Blanco (Mary Cristina Blanco Bolívia) é uma assistente experiente, tem mais partidas internacionais do que seus colegas escalados para esse jogo e foi a primeira mulher colombiana a atuar em partidas internacionais masculinas.

Acompanhe conosco o jogo entre Oriente Petrolero x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Quinta, 25/05, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Passado metade do prazo dado pelas Organizadas ao Luxemburgo no Corinthians…

Em 6 jogos disputados, nenhuma vitória de Vanderlei Luxemburgo pelo Corinthians (e o acordo com as Torcidas Organizadas foi de 10 partidas).

Concordo que o time esteve mais organizado na última rodada, contra o Flamengo. Mas ainda é muito pouco. E tem dado azar, apesar das bagunças da direção e das entrevistas sem sentido do treinador (a “analogia do banheiro”, na coletiva de domingo, foi bizarra). Aliás, nada dá certo mesmo (já falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-MMd).

Luxemburgo será mantido no cargo, se for eliminado na Libertadores e perder os próximos jogos do Brasileirão (o que é provável que aconteça)?

Mano Menezes, procurado antes de Luxemburgo, provavelmente estará à disposição na praça… O Corinthians o contrataria?

A propósito, uma observação: boa arbitragem de Rafael Klein, gaúcho considerado o sucessor da Daronco na FIFA – porém, como ele não tem disposição alguma em agilizar o jogo! Se seu colega de estado gosta de parar o jogo com faltas, Klein (que tem essa tendência também) não se importa com a cera para o reinício da partida. Não é curioso que a Escola Gaúcha de Arbitragem, que tanto se notabilizou por deixar o jogo correr, marcar poucas faltas e permitir a virilidade nas disputas (como a Escola Argentina), mudou radicalmente?

Corinthians se posiciona oficialmente contra o retorno do futebol | Agência Brasil

Imagem extraída da Web:

Em tempo, recebi, há pouco: o Corinthians se pronunciou a favor de Vinícius Jr e contra o racismo. Mas o episódio envolvendo internamente o próprio clube, não será resolvido? Abaixo:

– A solução para Vini Jr contra os racistas espanhóis.

Sobre os insistentes ataques racistas contra Vinícius Jr (culminado com a absurda expulsão do atleta por se revoltar contra os xingamentos de macaco, na partida em Valência), há dois caminhos:

  • A La Liga chamar a atenção dos árbitros para a aplicação do Protocolo FIFA (que na 3ª etapa encerra a partida), consequentemente punindo o time dos infratores (me parece uma conivência enorme dos juízes – talvez por quê não sintam o racismo contra eles próprios, afinal, não há árbitro negro na Espanha; ou
  • Vinícius Jr mudar de time (afinal, vejo muito poucas atitudes reais dos seus companheiros de clube, como, por exemplo, ameaçarem abandonar o campo – se o Vila Xurupita sai de um jogo, a repercussão seria mínima; já o Real Madrid, chamaria a atenção do planeta). Imaginaram ele na Premier League?

Escreveu ele, em desabafo, no Twitter:

Não foi a primeira vez, nem a segunda e nem a terceira. O racismo é o normal na La Liga. A competição acha normal, a Federação também e os adversários incentivam. Lamento muito. O campeonato que já foi de Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano e Messi hoje é dos racistas. Uma nação linda, que me acolheu e que amo, mas que aceitou exportar a imagem para o mundo de um país racista. Lamento pelos espanhois que não concordam, mas hoje, no Brasil, a Espanha é conhecida como um país de racistas. E, infelizmente, por tudo o que acontece a cada semana, não tenho como defender. Eu concordo. Mas eu sou forte e vou até o fim contra os racistas. Mesmo que longe daqui.

O “Mesmo que longe daqui” significa uma sinalização de que poderia mudar de Clube? Talvez esse seja o fator desencadeante da mudança de postura (mais contundente) do Real Madrid na noite passada, abraçando (ufa, enfim), a causa, e consequentemente dizendo que poderia ir até à Justiça contra os racistas?

Abaixo, a mensagem no Instagram de Vini:

 

– Análise da Arbitragem de UA Barbarense 0x0 Paulista FC.

Quando estava tranquilo o jogo, foi bem o árbitro Gabriel Henrique Meira Bispo. Mas quando ficou mais nervoso, sentiu a partida. Distribuiu Cartão Amarelo a Felipinho (PFC) por reclamação, e logo na sequência a João Victor (UBR) por uma falta que o defensor não cometeu (e ele errou ao marcar). Sales (UBR) foi reclamar e também o amarelou.

Demorou para usar a advertência verbal, e a fez para Foguinho (UBR) e Morungaba (PFC), que dessa vez deveriam receber a advertência.

Falamos na nossa análise pré-jogo: Gabriel teve uma “alavancagem na carreira” muito grande e estava sendo observado pela FPF, mas quando você pula degraus, corre o risco de quando exigido, fraquejar. E foi isso que aconteceu nesse jogo ruim.

Imagem: Print de tela. Seria o presidente Rodrigo Alves flagrado na silhueta pela transmissão da TV?

– O Castigo de Seneme aos Árbitros que foram mal.

No começo do ano, Wilson Luís Seneme disse sobre os árbitros que não cumprissem suas recomendações e fossem mal:

“Se não for no amor, vai ser pela dor” (extraído de: https://wp.me/p4RTuC-K2W).

Pois bem: no primeiro “Programa do Seneme” (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-MEo), onde prometia falar sobre os erros da arbitragem, me surpreendi devido as concordâncias equivocadas com as falhas dos juízes. “Passou pano”. Mas me lembrei das reuniões que participávamos no tempo em que apitávamos, onde um importante chefe da CA-CBF nos dizia: “Na imprensa, vou defender vocês, pois vocês estão ‘embaixo das minhas asas’, mas vocês sabem que estão errados e vão ter que melhorar”.

Para mim, a estratégia foi clara: Seneme avaliou como erros, mas defendeu publicamente os juízes (afinal, se afastar todo mundo, não tem quem escalar) e agora pune.

Não tem coisa pior do que árbitro protagonista ser escalado como quarto-árbitro. E ainda pior, você virar um assistente! Pois bem: Paulo César Zanovelli, Bruno Arleu e Anderson Daronco (árbitros que foram mal nas últimas rodadas) estão escalados nos próximos jogos como AVAR 2! É ser “assistente do assistente do árbitro de vídeo”!

Seneme mexeu com a vaidade dos caras… mas isso fará com que melhorem seu desempenho dentro de campo, quando voltarem a ser escalados?

O problema ainda é: a falta de bons árbitros. Veja só:

Para o clássico carioca Botafogo x Fluminense, vai apitar Bráulio Machado (o mesmo do pênalti de queimada de São Paulo x Internacional, da lambança em Sergipe ou da cáca em Bragantino x Cruzeiro). Como foi bem no Atlético Mineiro x Corinthians, “capacitou-se” para esse jogo. E Paulo César Zanovelli (do Fotaleza x SPFC e Bahia x Flamengo será o AVAR 2 – que, em tese, nem poderá chamar o árbitro, pois está abaixo do VAR e do AVAR 1). Aliás, para observar o bom desempenho da arbitragem, escalou-se o ex-árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

Para Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense, apitará Felipe Fernandes de Lima, que um dia foi muito mal no Palmeiras x Ceará (https://wp.me/p55Mu0-2p0), depois foi flagrado em Vasco x Vila Nova ironizando jogadores da Série B (aqui: https://wp.me/p55Mu0-2TV). E o AVAR 2 será … Bruno Arleu! Um FIFA, que será o mais gabaritado da escala, sendo o elemento menos importante dela (Felipe é quem brigava pelo escudo FIFA de MG juntamente com Zanovelli). E o Seneme, ao escalar Bruno nessa função, quer que creiamos que ele foi bem no Corinthians x São Paulo?

Para o clássico paulista Santos x Palmeiras, apitará Raphael Claus, tendo… Anderson Daronco como AVAR 2. Isso mostra o estrago que ele fez com sua atuação no Fluminense x Flamengo.

Por fim, para o clássico das maiores torcidas brasileiras, Flamengo x Corinthians, apitará o jovem Rafael Rodrigo Klein de 33 anos. Ele é uma aposta. Sabe-se que Klein está sendo trabalhado para assumir o lugar de Daronco na FIFA pelo RS. Nesse ano, trabalhou em todas as rodadas possíveis do Brasileirão (quando não na serie A, em importante jogo na série B). Foi poupado no meio de semana, sendo escalado como quarto-árbitro para Grêmio x Cruzeiro pela Copa do Brasil (nitidamente preservado para ser usado no Maracanã). Está indo bem no Campeonato Brasileiro, e como faltam nomes nas escalas, ele vai “pro pau” nesse importante jogo. Se for mal, Seneme perdeu um nome promissor.

Repare também: Luiz Flávio de Oliveira e Leandro Pedro Vuaden, veteranos que não estavam sendo aproveitados, voltaram às escalas. Ou seja: Seneme não tem muito o que fazer, pois não há gente disponível e com competência.

Eu traria meia dúzia de estrangeiros e faria uma intertemporada com os juízes. Dinheiro para isso, a CBF tem.

Imagem extraída da Web.

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Athlético Paranaense.

E para o jogão entre o Massa Bruta vs Furacão, arbitrará a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima – MG
Bandeira 1: Marcyano da Silva Vicente – MG
Bandeira 2:  Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
4º Árbitro: João Vitor Gobi– SP
Assessor: Cleiber Elias Leite – GO
VAR: Rodrigo Nunes de Sá – RJ
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR 2: Bruno Arleu de Araújo– RS
Observador de VAR: Alício Pena Jr – MG

Em tempo: repare que os bandeiras são os mesmos de Grêmio 3×3 Red Bull Bragantino (e que não tiveram culpa da atuação ruim do árbitro naquela partida).

Nesta rodada, houve um castigo de Wilson Luís Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem, mandando árbitros que foram mal na rodada como AVAR 2 (isso é muito interessante, leia aqui: https://wp.me/p4RTuC-MId). E Bruno Arleu (árbitro da FIFA), que foi mal no Corinthians x São Paulo e voltou a errar em América x Internacional, virou assistente do assistente do árbitro de vídeo para o jogo de Bragança Paulista (ou seja: AVAR 2).

Pois bem: Felipe Fernandes de Lima surgiu como possível árbitro FIFA, aos 30 anos, disputando o escudo com Paulo César Zanovelli (também punido nessa rodada). Ambos buscando substituir no quadro internacional, representando MG, o então árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

No Nabizão, Felipe apitou Red Bull Bragantino 1×0 São Paulo, e foi bem (num jogo sem exigência). Apenas como defeito, “conversou demais durante a partida”, tentando justificar suas marcações. Mas ele foi mal em Palmeiras x Ceará (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2p0) e se complicou num Vasco x Villa Nova, ironizando jogadores da Série B (aqui: https://wp.me/p55Mu0-2TV). Nesse último jogo, perdeu a condição de aspirante à FIFA.

É um bom árbitro, deixa o jogo correr, tem bom nível técnico e disciplinar. O problema é: costuma ser vaidoso, querendo aparecer nas câmeras, conversando demais, fazendo caras e bocas. A vaidade é um perigo…

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 20/05, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União Barbarense x Paulista.

Para o confronto entre o Leão da 13 e o Galo da Japi, arbitrará a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Gabriel Henrique Meira Bispo
Árbitro Assistente 1: José Lucas Candido de Souza
Árbitro Assistente 2: Gabriel Rodrigues Santos
Quarto Árbitro: Rafael de Souza
Analista de Vídeo: Antonio Rogério Batista do Prado

Gabriel Bispo é um jovem de 25 anos, escolhido pela FPF para fazer parte do processo de renovação do quadro de árbitros, tendo recebido uma oportunidade ímpar: com apenas 4 anos de carreira, apitava Categorias Amadoras e a Bzinha, e em 2023 foi alçado para a Série A2. Nunca trabalhou em jogos do Galo (até porque tem pouca rodagem), mas conta com a confiança da Comissão de Árbitros. O conheceremos nessa oportunidade.

Seus assistentes, João Lucas e Gabriel, estão frequentemente nas escalas de A2 e A3. Sem problemas em seus históricos em jogos do Paulista FC.

Pelo que se tem visto, a presidente da CA-FPF Ana Paula Oliveira tem conseguido lançar alguns nomes, que estão aproveitando o Sub 23 para mostrarem serviço. A médio e longo prazo, penso que enfim se frutificará uma nova safra (o que é muito necessário).

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Barbarense x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O pênalti fake e a falsa moral no Palmeiras 3×0 Fortaleza.

No Allianz Arena, um pênalti inexistente abriu o placar aos 7m de jogo pelas Oitavas de Final da Copa do Brasil, a favor do Palmeiras, contra o Fortaleza.

O árbitro FIFA-RJ Wagner Magalhães (o mesmo que há 10 dias errou ao expulsar Halter entendendo jogada clara e manifesta de gol no lance em cima de Rony em Goiás x Palmeiras), continuou prestigiado nas escalas (apitou Santos x Bahia e apitará Ponte Preta x Guarani no domingo). Extremamente bem posicionado, de frente para o lance, viu Rony escorregar ao tentar roubar a bola de Caio Alexandre. Ali, não é falta de ataque, não é falta da defesa, não é nada. É escorregão. Segue o jogo.

As perguntas NECESSÁRIAS:

  • O que o VAR falou (se é que falou)?
  • O que o árbitro VIU?
  • Como que um juiz da FIFA, naquela posição, consegue errar?
  • Dos 9 integrantes da escala de árbitros, TODOS acharam pênalti e erraram juntos?
  • Rodrigo Sá, Cleriston Clay, Igor Junio Benevenuto (VAR, AVAR 1, AVAR 2) corroboraram para o erro?
  • Pra quê pagar tanta gente para errar junto?

Ainda mais em tempo de Máfia das Apostas, toda a preocupação do máximo acerto é necessária, para que não pairem dúvidas.

Mas outros questionamentos, para o bem do futebol brasileiro, devem ser feitos:

  • Abel Ferreira não reclamará da má atuação do árbitro? Só se reclama olhando para o próprio umbigo?
  • As queixas palmeirenses existem nos erros contrários aos microfones, mas nas entrevistas coletivas, não se fala dos erros a favor?
  • Não se quer melhorar a qualidade da arbitragem, só não se quer erro contrário, pois para si, tudo bem?
  • Ninguém tem coragem de argumentar algumas das 3 perguntas acima ao Abel, nas entrevistas?

É desanimador. O pênalti não existiu, foi fake, Existe VAR para erro crasso, que se omitiu ou errou junto. Há também um chororô enorme, um escândalo à beira do campo promovido por Abel Ferreira (e seu assistente) quando se erra um simples arremesso lateral para o Palmeiras. E num pênalti a favor, calam-se todos como que “faz parte, o árbitro é humano e pode errar”.

Insuportável essa incoerência.

No print de tela abaixo, repare no posicionamento do árbitro:

No último “Programa do Seneme” na CBF TV, há uma situação bizarra, onde um zagueiro santista empurra o atacante vascaíno e comete o pênalti, um erro claro a sua não-marcação. A imagem é repetida à exaustão com o empurrão, e ele diz: “veja só como não há infração” (mostrando em looping o empurrão). Na próxima edição, fará a mesma coisa para explicar esse pênalti, ou seja, brigará com a imagem?

– Os lances polêmicos de Fluminense 0x0 Flamengo: sobre Felipe Melo e Gabigol.

O árbitro Anderson Daronco se sentiu um “pinto no lixo” no Maracanã! Marcou todas as faltas que pode (fez a festa, pois é seu estilo), permitindo algo incomum praticado pelo Flamengo: o rodízio de faltas.

Isso não significa que foi um jogo violento, mas sim com inúmeras faltas táticas, aquelas que “minam o time adversário”. Felipão fazia muito bem isso nos anos 90, mas o mestre dessa tática era o saudoso Marcelo Veiga. E o juizão, experiente, não soube coibir tal estratégia.

Três lances polêmicos:

1. A entrada de Felipe Melo em Gabigol no primeiro tempo: Você pode interpretar de duas formas: Felipe Melo visou somente a bola mas não se preocupou em evitar um contato com Gabigol (ação temerária, Cartão Amarelo), ou que Felipe Melo foi extremamente viril, com excesso de força, desprezando a integridade física do adversário tentando pegar ele e a bola (jogo brusco grave, Cartão Vermelho). Insisto: lance interpretativo, e eu aplicaria Cartão Vermelho, pois entendi que ele foi na bola e em Gabigol propositalmente.

2. A entrada de Felipe Melo em Gabigol no segundo tempo: ali, é menos interpretativo, pois você tem a Regra do Jogo dando algumas diretrizes. Por exemplo: no rápido ataque do Flamengo, Gabigol corria em direção ao gol, ou para a lateral? Nino, que seria o segundo jogador depois de Felipe Melo, o alcançaria para disputar a bola ou não?
Portanto: Felipe Melo deveria ser expulso por impedir uma situação clara e manifesta de gol, pois Gabigol corria para o gol (e não para a lateral) e não haveria um outro jogador para impedi-lo (a distância de Nino não impediria).
Entretanto, há um outro motivo para a expulsão de Felipe Melo: a entrada que ele deu! Por trás e com força excessiva, uma clássica situação de “Escola de Árbitros” para exemplificar aos alunos quando é para Cartão Vermelho.
O inadmissível nessa situação é que um árbitro FIFA como Daronco tenha dado Cartão Amarelo, pois ele tinha DOIS motivos para expulsá-lo. Precisa da VAR Daiane Muniz para corrigi-lo?

3. O pisão de Gabigol em Ganso: em um primeiro momento, no recorte do lance, pareceu-me intencional. Se você pegar uma fotografia do pisão, daria Cartão Vermelho. Mas não é assim que se interpreta uma jogada e nem a ferramenta que um árbitro deve ter para tomar a decisão. Revendo o lance todo, na velocidade normal, perceba que foi totalmente acidental. Gabigol está tentando o equilíbrio e Ganso está com a perna em movimento no chão, tentando roubar a bola. Entendo ter sido uma casualidade, não foi um pisão evitável, proposital no adversário. Ali, não se deve nem marcar a falta (repito: acidente de trabalho).
Até pelo fato de quê: não existe pisão “temerário” na Regra do Jogo (e olhe que eu a leio faz tempo…). Pisou de propósito: agressão e cartão vermelho. Pisou sem querer: segue o jogo.

Pensando com meus botões: e se essa partida tivesse sido apitada por Leandro Pedro Vuaden, aquele dos anos 2000 (não o de hoje)? Ou se fosse um árbitro estrangeiro?

Imagino que poderíamos ter uma partida mais agradável (e mais justa).

Em tempo: o lance da expulsão de Felipe Melo é diferente da de Halter em Goiás x Palmeiras (tratamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/07/o-lance-polemico-de-goias-x-palmeiras/).

Fluminense x Flamengo: onde assistir, horário e escalação das equipes

– Pitaco da noite 3: a expulsão correta de Felipe Melo.

Diferente de Goiás x Palmeiras (lance de Halter x Roni, falamos aqui no blog), o de Felipe Melo em Gabigol era para Cartão Vermelho.

Não tinha ninguém para alcançar Gabigol. FM apelou, além da intensidade da jogada.

Daronco deveria ter dado Vermelho Direto, e não amarelo. Teve que esperar a VAR Daiane corrigir.

– Pitaco da noite 2: E o Seneme?

Confesso que não entendi até agora o “Programa do Seneme”. Em lugar algum do mundo a Comissão de Árbitros tem um programa para explicar ou justificar a atitude dos árbitros. Só no Brasil…

– O “Programa do Seneme”, explicando os erros de arbitragem da Rodada 6.

Eu assisti! Ufa. Me refiro ao primeiro vídeo de Wilson Luís Seneme explicando os erros / acertos polêmicos da arbitragem, via CBF TV, que foi ao ar hoje (mas é tão cansativo… afinal, são muitos lances).

Interessante, busca mostrar transparência, só que… em algumas jogadas, você pode interpretar “em favor” de si mesmo.

Vamos lá:

1. Os 3 lances polêmicos de Vasco x Santos:

  • Os dois lances de bola na mão (que não foram intencionais) corretos. Boa explicação.
  • O empurrão do santista em cima do vascaíno: fiquei constrangido… eles mostram o zagueiro santista cometendo o pênalti empurrando o atacante vascaíno, e a fala é: “não está empurrando”. Brigaram com a imagem!!!

2. Lances de Bahia x Flamengo:

  • 11 cartões amarelos: “culpa dos jogadores que não praticaram o combinado, que é não trazer nervosismo ao jogo, e um pouco de culpa do árbitro, em não conseguir baixar o clima”, disse Seneme.
  • O pênalti no Arrascaeta: eles não comentam que erraram na marcação, mas se deveria EXPULSAR ou não o zagueiro. Pirei…
  • Expulsão de Kanu: o árbitro havia dito que não foi nada em Gabigol, mas o 4º árbitro vai narrando: “Zanovelli, braço na cara é amarelo, ele já tem, vai lá”. O áudio dá a impressão de que um torcedor está pedindo para expulsar o atleta. Seneme, depois de falar bastante da imprudência do jogador, concordou que foi exagero. Deveria ter dado Amarelo ao Gabigol.

3. Lance de Palmeiras x Red Bull Bragantino:

  • Criticou o árbitro por estar muito longe da jogada.
  • VAR disse que foi mão irregular do atacante, e Seneme corrige: “foi mão do goleiro, mas o Endrick faz falta nele para ele não conseguir defender”. Diz ainda que seria pênalti se não fosse a infração.

4. Lances de Corinthians x São Paulo:

  • Gol anulado de Calleri: “Acertou ao marcar infração. Só errou em não usar o VAR, pois deveria esperar a bola entrar para anular pelo vídeo”, disse ele. Aqui, ficou engraçada a explicação. Maluquice… (ou decepcionante).
  • Pênalti para o Corinthians: “Correto, mão com impacto”, segundo Seneme. Eu duvido que ele marcaria isso, se fosse o árbitro. Mas ele acrescentou: “pode ter gente com outra interpretação”.

5. Lance de Grêmio x Fortaleza:

  • Mão em movimento natural, nada a marcar, acertou o árbitro.

Finalizou que a postura do torcedor tem que mudar, falando sobre os cantos homofóbicos.

O vídeo está em: https://www.cbf.com.br/cbf-tv/papo-de-arbitragem-com-ayana-simoes-e-wilson-seneme-rodada-5

Imagem: Print de tela.

– Palmeiras x Corinthians no aniversário do Paulista FC, em Jayme Cintra.

Amanhã teremos o aniversário de 114 anos do Paulista FC, tradicional time brasileiro e símbolo popular maior do esporte jundiaiense.

Com um passado de luta e superação, vivendo o auge nos anos 2000 (2004 Vice-Campeão Paulista, 2005 Campeão da Copa do Brasil, 2006 vencendo o River Plate na Libertadores da América), amarga há alguns anos a sua pior posição na história: está na 4ª divisão paulista, sem série no Campeonato Brasileiro, não tendo equipe Sub 20 e terceirizando o Sub 17 e Sub 15.

Estando em dificuldades financeiras, o clube fez uma parceria com a Sociedade Esportiva Palmeiras. A fim de ter uma praça fixa para jogar o Campeonato Paulista e o Brasileirão Feminino, o Verdão arrendou o Estádio Jayme Cintra para as “Palestrinas”.

Assim, trocou o gramado do Estádio Jayme Cintra e bancos de suplentes, sem entrar dinheiro para os cofres do Galo da Japi. De tal forma, por 2 anos, a prioridade dos jogos é do Palmeiras. O Tricolor Jundiaiense poderá jogar suas partidas profissionais com autorização do Palmeiras, tendo aviso prévio. Partidas de categoria de base ou amistosos, estão vetados. Idem a treinos do profissional! De tal forma, a equipe (que disputa a última divisão) treina em clubes e centros esportivos da cidade de Jundiaí, e pede ao Palmeiras para jogar em seu estádio.

Quem levou vantagem no negócio?

Aliás, haverá uma maratona de jogos no jovem gramado do Estádio Jayme Cintra, nos próximos 20 dias. Ele receberá Palmeiras x Corinthians pelo Paulistão dia 17 (quarta); Palmeiras x Ferroviária pelo Brasileirão dia 20 (sábado), Palmeiras x Taubaté dia 23 (terça) e Palmeiras x Grêmio dia 5/6 (segunda). O Paulista de Jundiaí só jogará no estádio dia 27 (sábado), contra o Rio Branco.

No último sábado, na derrota do Paulista para o Amparo, estava assim o estádio (com excesso de areia, para ajudar a fixar a grama e pilar o piso):

Foto: Autoria Pessoal

– Vitor Pereira para comandar os árbitros? Pela situação que está…

Calma, não estamos falando do treinador ex-Corinthians e ex-Flamengo, mas sim do ex-árbitro e cartola do apito Vitor Manuel Pereira. Aliás, antes de Seneme, ele era “a bola da vez” para assumir a CA-CBF (relembre aqui https://wp.me/p4RTuC-Cfd).

Pense bem:

  • Com tantos treinadores portugueses por aqui, que tal um treinador de árbitros da Pátria-Mãe?
  • Ele tem experiência no assunto, pois dirigiu várias comissões de árbitros na Europa. Além disso, não teria medo de um tabu: trazer árbitros estrangeiros para o Brasileirão!
  • Por fim: imaginaram que atração seria um jogo entre os times ponteiros da tabela? O Chefe da Arbitragem (português) escalando um árbitro de fora (português) para Palmeiras x Botafogo (que são treinados por portugueses). Teria muito destaque!

Brincadeiras à parte, Seneme não vai afastar todo mundo que errar (e nem consegue) pois não tem nomes qualificados para substituir os medalhões. Os aspirantes são fracos e o escalão a ser promovido muito “verde”. Eu buscaria árbitros estrangeiros para acalmar os ânimos dos clubes, e faria uma inter-temporada, corrigindo os absurdos erros.

Prova disso: Bruno Arleu, que fez uma lambança no Majestoso, está escalado para América-MG vs Inter-RS pela Copa do Brasil. Wagner Magalhães, que expulsou Halter equivocadamente em Goiás x Palmeiras, apitará de novo o Palmeiras (contra o Fortaleza). E o Bráulio Machado, dos erros de Sergipe x Botafogo, Bragantino x Cruzeiro e do pênalti inexistente em SPFC x Inter, estará no Atlético Mineiro x Corinthians.

Tudo isso é sinal da péssima gestão dos cartolas (atuais e antigos) na arbitragem brasileira. Deixamos de ser referência, nos tornamos comuns e agora involuímos (vide os pênaltis de queimada e as simulações que nossos juízes caem).

“Nasci para o futebol” na década de 80. Para mim, esse deve ser o pior momento da arbitragem nacional. E para você?

Cá com meus botões: se tivéssemos uma Liga Brasileira de Futebol, qual decisão seria tomada para melhorar a arbitragem?

Português Vítor Pereira vai liderar arbitragem da Federação Russa de Futebol

Imagem extraída de: Filipe Amorim / Global Imagens

– Da 1ª à 3ª divisão, lambanças! O absurdo em Amazonas x Remo. O que fazer?

E a arbitragem brasileira continua ruim. Já falamos dos erros na Série A em: https://wp.me/p4RTuC-MBz. Agora, um absurdo lance na Série C, em Amazonas 2×1 Remo.

Veja no vídeo abaixo o que a catarinense Charly Wendy Straub Deretti (35 anos, de Camboriu) fez: deu um pênalti na queda de Muriqui (atacante do Remo), que estava sozinho e se desequilibra! Assustador. Ela está bem colocada e até faz pose para marcar o tiro penal.

A árbitra é da FIFA! Aliás, por quê uma moça de SC está na Região Norte? A passagem aérea está tão barata assim?

Desportivamente, o próprio atleta deveria dizer a árbitra: “Estou constrangido, eu não sofri falta nem tentei cavar, só escorreguei. Por favor, desmarque o pênalti.”

Por fim: neste momento da Máfia das Apostas, vai explicar ao torcedor mais afoito de que isso é incompetência, e não má fé

Assista:

– E se os árbitros brasileiros dessem entrevista coletiva pós-jogo?

Quanta lambança da arbitragem nós tivemos nessa rodada do Brasileirão! E envolvendo os árbitros da FIFA, que, em tese, são os melhores… (e, ironicamente, no momento em que estão usando os novos uniformes, da italiana Macron, com a inscrição: “Protegemos o jogo”.

Sábado, uma bagunça em Bahia 2×3 Flamengo, com Zanovelli. Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/14/cabeca-de-arbitro-por-que-kanu-foi-expulso-no-lance-do-gabigol-em-bahia-2×3-flamengo/

Um pouco mais tarde, com Sávio Sampaio, Palmeiras 1×1 Red Bull Bragantino. Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/13/penalti-de-cleiton-em-endrick-no-palmeiras-1×1-red-bull-bragantino-ou-nao/

No domingo, no Corinthians 1×1 São Paulo, vários problemas com Bruno Arleu: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/14/analise-dos-lances-polemicos-da-arbitragem-de-corinthians-1×1-sao-paulo/

No final da noite, até Rafael Klein, gaúcho que estava “invicto” em queixas (que se crê: será o substituto de Daronco no quadro da FIFA em 2 anos), deu um pênalti duvidoso no Goiás x Botafogo (eu não consegui ver infração).

E por conta desse lance derradeiro e de muitos outros, lembrei-me: na Itália, desde 2017, se discute: e se os árbitros dessem entrevista coletiva, explicando as decisões polêmicas dos jogos, logo após o apito final? No Brasil, teríamos mais gente em cima dos juízes aguardando uma palavra do que dos próprios protagonistas do esporte, os jogadores…

O que você acha dessa ideia?

Sobre ela (a postagem da ideia italiana) foi publicada aqui: https://professorrafaelporcari.com/2017/05/21/arbitros-explicando-lances-em-entrevista-coletiva/

Por incrível que possa parecer, a única arbitragem que levou nota azul dos jogos que pude “estudar” nesse final de semana, foi do garoto Renan Pantoja de Quequi, no Paulista 0x1 Amparo pela 4ª divisão. Tomara que, se chegar a voos mais altos, não tenha se perdido em más orientações… aqui sua atuação: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/13/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-amparo/

Imagem extraída de Web.

– Análise dos lances polêmicos da arbitragem de Corinthians 1×1 São Paulo.

Bruno Arleu é um árbitro muito irregular. Você pode assistir partidas muito bem arbitradas por ele (como Corinthians 2×0 Goiás, tempos atrás, em: https://wp.me/p55Mu0-2j1), ou péssimas (como em Coritiba 1×0 Santos, registrada aqui: https://wp.me/p55Mu0-30x). Há, ainda, as que ele nem nota mereceu (como no Red Bull Bragantino x Ceará, aqui: https://wp.me/p55Mu0-35q).

Hoje, ele esteve na versão “ruim”. Falemos então dos dois lances polêmicos da partida, no primeiro tempo, além de outras considerações:

21m – Eu não consigo ver a falta de ataque de Calleri em Fagner (pois se ela aconteceu, seria algo como: impedir que ele levantasse para disputar a bola, no chute em que foi para a trave). Pelo ar, na cabeçada, não foi nada. Me esforço, mas não encontro um “ato infracional”. Para mim, lance normal, com gol anulado equivocadamente. De todas as imagens que aparecem na Web, se aparecer uma diferente, posso reavaliar. A priori, “perigo de gol” marcado (a condenável “Regra 18)”. E acrescento: impedimento, não foi (até porque o jogo foi reiniciado com tiro livre direto).

47m- Pênalti de Rafinha em Wesley: aqui, repito o que postei ontem, ao falar sobre o lance de Cleiton (RBB) em Endrick (SEP): desde 2019, a recomendação da FIFA é para que os árbitros tenham muita atenção em lances de agarrão (no corpo ou na camisa) e de empurrão, pois na maior parte das vezes não são infrações.
Para você marcar uma falta ou um pênalti, avalie: o jogador tocado / empurrado / agarrado deve ser desequilibrado ou impedido de prosseguir a jogada. Muitas vezes, ao sentir um contato físico, ou ele se joga, ou abdica da disputa e pede a falta. Se isso acontecer, não deve se marcar nada e o jogo deve seguir (pois o atleta poderia se manter em jogo e forçou a marcação de uma falta – e foi isso que aconteceu). Errou o árbitro de novo.

INTERVALO – é obvio que alguém deu um “toque” no juizão para segurar mais o jogo. Ele parou a partida mais vezes, “administrou” a situação e teve outro critério (veja o número de cartões no primeiro e no segundo tempo. Dois árbitros diferentes em dois tempos, mas ainda assim, ambos com deficiência.

No segundo tempo, aos 17m do 2º tempo, ocorreram cantos homofóbicos na Neoquímica Arena. O árbitro acionou o primeiro dos três passos do “Protocolo FIFA contra a discriminação“, e ainda assim os insultos duraram 3 minutos. Para quem não o conhece aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/26/relembrando-os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

Com pesar, a arbitragem no Brasileirão continua mais uma rodada sendo protagonista negativamente

Imagem extraída da Web

– Cabeça de árbitro: por quê Kanu foi expulso no lance do Gabigol, em Bahia 2×3 Flamengo?

Por trabalhar intensamente com árbitros jovens (e conversar com iniciantes, muitas vezes depois de avaliá-los em seus jogos), permito-me ousadamente dizer o que pensou o juiz Paulo Cesar Zanovelli na expulsão de Kanu.

Antes, lembrando: Kanu tomou seu primeiro cartão amarelo exagerando nas reclamações na primeira expulsão do jogo. O capitão de um time não pode passar do ponto quando vai falar com o árbitro. Porém, Zanovelli tem histórico de não ter autoridade dentro de campo, pois ele se esconde através das advertências com cartões, ao invés da verbal. Pense: se o árbitro fosse Raphael Claus, Kanu iria reclamar “mais manso” e Claus daria uma boa bronca. Tudo seria resolvido ali, com jogador respeitando árbitro e árbitro apitando melhor.

No lance envolvendo Gabigol, Zanovelli vê o braço aberto (que não atinge o rosto do flamenguista, que simula). O jogo parece que vai seguir normalmente e que o árbitro vai mandar Gabigol se levantar. Mas… aí vem o pensamento do árbitro INSEGURO, durante aquela caminhada vacilante que ele dá (repare na imagem do jogo):

“Poxa, será que não acertou o Gabigol e eu estou bobeando? É o Gabigol… depois o Flamengo me veta, eu tô f.. Ah, foi o zagueiro que me ‘encheu o pacová’ e eu dei o amarelo, agora há pouco. Vou marcar, assim ele me respeita na próxima. Quem mandou abrir o braço”.

Repito: a insegurança de um árbitro jovem, que não estava preparado para ser FIFA, que ganhou o escudo internacional aprendendo ainda a apitar, sem experiência em grandes jogos, proporciona essas bizarrices. Afinal, considere: um árbitro da FIFA, em tese, seria aquele que poderia apitar qualquer jogo no mundo. É a elite do apito, o supra-sumo dos árbitros.

Em tempo: o VAR não pode participar de lances de amarelo, se fosse vermelho direto, sim. Se o árbitro tivesse entendido como agressão, deveria ter dado o vermelho (e aí o VAR poderia intervir).

Sobre a maratona e prestígio do árbitro na longa sequência de escalas, falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-Mys

Imagem extraída de: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada/bahia-x-flamengo-confira-horario-palpites-e-provaveis-escalacoes-1.3111027

– Pênalti de Cleiton em Endrick no Palmeiras 1×1 Red Bull Bragantino ou não?

Até 2018, sim. Daí em diante, não!

Lembremos que desde 2019 a FIFA reforçou: um agarrão precisa impedir que o atleta continue a jogada, pois agarrar por si só não é mais infração (puxar, idem).

O conceito é: se o atleta puder continuar e abdicar da jogada, não é infração. Se ele for empurrado e puder continuar a jogar, idem. 

Cleiton quase pratica uma carga faltosa em Endrick quando pula, pois demonstra querer segurá-lo mas se arrepende. Forte, o atacante palmeirense sente o contato, desvencilha-se e depois cai. Isso não é falta.