– A carta aos amantes do Futebol, do Papa Francisco, é atual e serve para fiéis esportistas, ateus e sociedade em geral.

Há exatamente 7 anos, o Papa Francisco escrevi uma carta aos amantes do futebol (por acaso da abertura da Copa do Mundo 2014).

Será que ela valeria para hoje, às vésperas da abertura da Copa América 2021?

Cheia de analogias com o futebol, Francisco falou naquela ocasião que, “assim como ‘ser fominha’ é ruim no futebol, no dia-a-dia da sociedade também”!

A gíria se refere ao jogador individualista, que só pensa no seu sucesso e esquece o coletivo. Calhou muito bem para o mundo tão egoísta em geral, não?

Golaço, Papa!

Abaixo, a íntegra da mensagem (vale a pena ler esse texto, independente de gostar ou não do futebol – ou mesmo tendo outra fé que não seja a católica):

“Queridos amigos,

É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também – e eu diria sobretudo – um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…

O futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma “cultura do encontro”, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E aqui vem em nossa ajuda uma segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o “fair play” do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser “fominha” constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos “fominhas” na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.

A última lição do esporte proveitosa para a paz é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida!”

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