Bolsonaro serrou o galho em que estava sentado, da árvore chamada Sérgio Moro! E agora?
Um dos baluartes contra a corrupção foi Sérgio Moro. Teve coragem de lutar contra o sistema de poder implantado pelo PT e turbinado por Mensalão e Petrolão.
O presidente Jair Bolsonaro, que há tempos tem mais atrapalhado do que ajudado o país (vide tantas declarações polêmicas e a falta de liderança responsável durante a pandemia), por muito tempo se colou na aura honesta de Moro (por favor, não tente argumentar que Moro é quem se beneficiava da imagem de Bolsonaro, isso é ilógico).
Por duas vezes, tentou-se trocar o comando da Polícia Federal. Valeixo, o superintendente da PF, homem de confiança de Bolsonaro, por fim, foi demitido. Coerentemente, Moro pediu demissão do Ministério da Justiça. E me chamou a atenção os seguintes pontos:
1- Moro alertou que a troca da PF se devia pelo fato do Presidente querer relatórios do serviço de inteligência,
2- Sobre os detalhes da demissão de Valeixo, Moro foi categórico: “o presidente faltou com a verdade”.
3- Por fim, quanto a autonomia da Polícia Federal, nem nos tempos ruins do PT no Governo ela foi tão ameaçada.
Enfim, a saída de Sérgio Moro abala demais o apoio da população a Bolsonaro, que mostra mais uma demonstração de autoritarismo ao invés de autoridade, de egoísmo ao invés de liderança.
Entre Moro e Bolsonaro, em quem você confia / confiaria mais?
Fica difícil até o mais fanático Bolsonarista defendê-lo agora… Aliás, todo mundo que sai do Governo é chamado de “traidor ou comunista” (mesmo que seja o oposto disso). Alguém ousará?
Parece que o discurso de Bolsonaro, no fundo, lembra a mesma hipocrisia de Lula, Collor e tantos outros (o de pensar no povo e não pensar em si).
A maior ironia é: até Lula, o corrupto condenado por Moro, deve ter o aplaudido hoje pela coragem da entrevista.

