– Sportswashing? O príncipe da Arábia Saudita e a compra do Newcastle

Lavar dinheiro no esporte é chamado no Exterior de “Sportswashing”. Roman Abramovich, no Chelsea, foi acusado de fazer isso; outros bilionários asiáticos, idem. Agora, é a vez do príncipe Mohamed Bin Salman (através do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita) ser acusado de tal prática ao oferecer mais de 1,5 bilhão de dólares pelo Newcastle.

Porém, há uma questão que vai além: a do péssismo relacionamento entre árabes e qataris, envolvidos no negócio.

Entenda, extraído de: https://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/venda-do-newcastle-pode-gerar-crise-entre-inglaterra-e-qatar_39992.html

VENDA DO NEWCASTLE PODE GERAR CRISE ENTRE INGLATERRA E CATAR

A venda do Newcastle a um fundo de investimentos pode gerar uma crise diplomática da Inglaterra, país de origem do clube, com o Qatar. Isso porque a BeIN Sports, de origem qatari e uma das principais emissoras esportivas da Europa, enviou uma carta à Premier League pedindo que a venda do Newcastle por £ 300 milhões seja proibida. O motivo? A compra será feita por um fundo ligado à Arábia Saudita.

A BeIN tem acusado o governo saudita de pirataria, ou seja, de captar o sinal de transmissão de seus eventos e exibi-lo ilegalmente dentro do país, ferindo direitos e causando prejuízo para a empresa. A cruzada contra os árabes teve aval de diversas entidades ligadas ao universo esportivo, inclusive a Fifa.

“O potencial adquirente do Newcastle causará enormes danos às receitas comerciais do próprio clube e da Premier League, com o legado do serviço ilegal continuando a causar impactos no futuro. Quando a temporada da Premier League recomeçar nos próximos meses, todo o conteúdo das emissoras da liga continuará disponível prontamente e ilegalmente por meio da funcionalidade dos decodificadores de streaming da BeoutQ, vendidos em quantidades significativas na Arábia Saudita e nos EUA, e também no Oriente Médio e no norte da África. Além disso, dado o efeito econômico enfraquecedor que o coronavírus está exercendo sobre a indústria do esporte, tudo isso acontece no momento em que os clubes de futebol precisam proteger ainda mais suas receitas de transmissão”, afirmou Yousef al-Obaidly, executivo-chefe da BeIN Sports, na carta enviada à Premier League.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a Premier League, juntamente com outros órgãos governamentais e detentores de direitos, já havia solicitado à operadora de satélite Arabsat que retirasse do ar a TV saudita BeoutQ por pirataria. A BeoutQ teria iniciado suas atividades de transmissão ilegal em 2017, ano em que a Arábia Saudita e o Qatar se envolveram em uma discussão política com diversas ramificações internacionais, inclusive o término das relações diplomáticas entre os dois países.

Nos bastidores, fontes que trabalham na negociação de compra e venda do Newcastle continuam confiantes de que não haverá problemas de última hora. Um dos motivos para o otimismo é que, apesar de preocupações semelhantes, a Premier League aprovou a venda de 100% do Sheffield United, que está nas mãos de capitais sauditas desde o ano passado.

O atual proprietário do Newcastle, o milionário inglês Mike Ashley, que está em isolamento social nos Estados Unidos, e a própria Premier League se recusaram a comentar o assunto com o The Guardian.

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