– Histeria e Negação: os extremos do Covid e o questionamento para o respeito ao profissional

O momento é para agregar a humanidade, afinal há um inimigo comum universalmente: o Novo Coronavírus! Mas não é bem assim que está acontecendo…

O Ministro da Saúde aparece na Globo dizendo que dias mais difíceis ainda virão. Já o Presidente da República surge no SBT, na mesma noite de domingo, dizendo que o pior já passou.

Pirei? Talvez.

Politizou-se a pandemia, não se negue essa triste realidade. E com isso surge um novo problema: o descontrole emocional! Tal situação gera o seguinte: alguns publicam que estamos vivendo o final dos tempos e que nada restará; outros, desdenham da ferocidade e velocidade do contágio do Covid-19. Dessa forma, surgem pessoas (para meu grande espanto) validando atitudes extremistas, antidemocráticas e que vão contra qualquer princípio ético ou cidadão.

Na sociedade, existe uma exceção de pessoas que perdeu o respeito alheio e defende a violência oral, vocal, verbal, moral ou, se bobear, até física contra os outros (pasmem: como “método de defesa dos valores”). Tenho medo que isso gere coisas mais sérias e violentas.

De maneira bem clara, estou me referindo às lamentáveis defesas a favor dos trogloditas que intimidaram a repórter e o cinegrafista da TV Tem em Jundiaí ou a fanática mulher que invadiu a transmissão ao vivo no SP1 e impediu o trabalho do profissional de imprensa.

Aqui, o grande vexame e/ou constrangimento: generalizar os trabalhadores de uma área como se todos fossem ruins, confundir as bolas, cegar-se com uma impressão pessoal, se permitir a defesa do extrapolar…

Na crise, se revelam algumas personalidades e a pessoa explicita sua real faceta. Assim, reflita:

  • Se você não gosta da CBF, pode-se invadir o campo e arrancar o apito do juiz?
  • Se você não gosta da UNICAMP e acredita nas bobagens de que as universidades são só “canteiros de maconha” (como sugestionou e generalizou um Ministro), pode-se arrancar a caneta do professor em meio a aula?
  • Se você não gosta da Unimed, vale invadir a enfermaria e arrancar a seringa do enfermeiro?
  • E se estiver bronqueado com a CPFL, você vai tirar a escada do operário que está no poste?
  • Sem contar com a animosidade contra os músicos, arrancando o cavaquinho do pagodeiro ou o pandeiro do sambista, caso não seja seu gosto musical. Ou o Funk, o Sertanejo…

RESUMINDO: se não gosta da Globo, respeite o jornalista que é um empregado, está trabalhando e não lhe arranque o microfone. Critique-se o diretor e mude de canal!

Pense: um petista pode invadir a transmissão ao vivo da Record, arrancar o microfone do jornalista e dizer que a emissora de Edir Macedo é chapa-branca e recebe benesses do Governo? Lógico que não. Assim como um bolsonarista não pode cometer a mesma coisa, para dizer ao vivo sua versão “Globo e a destruição do Brasil”. Em tempo: essas opiniões de Globo ou Record não são defesa ou crítica minha, são os escritos que se lê em muitos perfis nas Redes Sociais.

Já imaginou no seu trabalho você ser atrapalhado em meio ao seu ofício por um radical que queira denegrir o seu patrão ou o seu próprio negócio? Se isso virar moda, acabou o mundo!

Sem convivência não há cidadania. O diálogo deve existir acima de tudo entre as pessoas, sem imposição de ideologia. Nunca a violência resultará em bons negócios.

Assista outra emissora, mude de plano de saúde, troque a operadora de celular, converta-se de religião, redefina-se até de sexo… mas respeite quem pensa diferente ou simplesmente quem está trabalhando.

Se preferir, troque tudo o que está escrito acima pelo resumo: tenha educação!

Onde vamos parar com tanta intolerância, até mesmo contra coisas descabidas?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.