– E o Paulista de Jundiaí está fora da 4a divisão em 2018! Os 10 pontos de discussão.

Acabou o ano para o futebol profissional do Paulista Futebol Clube. Após 26 rodadas, o time, por um gol, não se classificou entre os quatro semifinalistas que disputam as duas vagas de acesso para a série A3.

Passado algum tempo após o derradeiro jogo entre Primavera 2×1 Paulista, com a frieza e calma devidas, valem algumas observações:

  1. Cuadrado cobrou mal um pênalti no final do jogo (defendido pelo goleiro Felipe), que poderia ser o gol de empate e classificar o Galo. Se a bola entra, não estaríamos lamentando ou criticando. Um gol faz o time ir do céu para o inferno. Mas nada de querer crucificar o jovem atacante do time, melhor jogador da equipe jundiaiense no torneio. Gênios perdem pênaltis decisivos, por quê com o bom e humilde jogador seria (e teria que ser) diferente?
  2. O Paulista não foi eliminado em Indaiatuba, na tarde do sábado. O campeonato teve 7 meses até agora! Se ganhasse do Primavera ou do Itararé em casa, ou se não levasse um gol da Inter de Bebedouro aos 47 minutos do segundo tempo, estava classificado. Não é um torneio mata-mata, é campeonato longo de grupos classificatórios.
  3. A juventude do time, que é real, não pode ser “muleta” para justificativas. Todos os times jogaram com atletas Sub23 e, dessa forma, a desculpa se torna furada.
  4. O treinador Sérgio Caetano, em que pese algumas críticas normais e corriqueiras (escalações / substituições), não pode ser o bode expiatório. O time era bem treinado sim, você via isso em campo. Tinhas jogadas ensaiadas, padrão de jogo e variações táticas. Foi ousado no penúltimo jogo em Jayme Cintra sendo extremamente ofensivo (e tinha que ser, pois precisava da vitória) e o risco valeu a pena. Não foi tão cauteloso quanto deveria em Indaiatuba, e o risco não valeu a pena. Normal para o elenco que tinha.
  5. O grupo de jogadores, tecnicamente, é notório quanto a limitação. Mas é o que se pode fazer! Atletas esforçados (Ian e Cuadrado se destacaram quanto a qualidade de jogo, Natham como o coringa esforçado e Barbosa como o trombador). No mais, garotos como Evandro, Carlinhos, Carlos Jr, Zulu, Leo e Papa-léguas que precisam ser melhor / continuamente trabalhados pois “podem vingar”. E André Luís, o goleiro que começou o campeonato mais-ou-menos e foi decisivo. Dos demais, há de se repensar. Quantos cartões amarelos e vermelhos foram recebidos de maneira infantil e, não sejamos ingênuos, cavados em algum momento? Custaria caro, mas um psicólogo faria muito bem ao plantel.
  6. O Campeonato da 2a divisão Sub 23 (que é a 4a na prática) é muito desnivelado. Em 2019 teremos co-irmãos como Marília e Rio Branco somados com “Atléticos de Mogi da vida”. Não dá. Temos que ter 16 equipes regionalizadas e o restante para uma 5a divisão.
  7. Fora das quatro linhas, não se pode reclamar da arbitragem. Do nível de 4a divisão nas séries iniciais, melhorando significativamente nas fases decisivas. O Paulista (ao contrário do que muitos possam pensar ou reclamar devido a paixão natural de torcedor) foi PRESTIGIADO nas últimas rodadas – e eu sou testemunha disso nas conversas de bastidores com a FPF. Aliás, vide a chiadeira que Guarulhos está fazendo pela eliminação do Flamengo (não assisti o jogo Comercial x Flamengo, não posso concordar ou discordar). Erros e acertos da arbitragem não podem ser colocados como culpados.
  8. A diretoria: ora, surgiu a história dos patrocinadores, das entrevistas polêmicas do seu Pepe Verdugo ao Esporte Jundiaí e do Zanata ao GloboEsporte, e tantos outros extra-campo. Você acredita piamente que o elenco de jogadores se abalou com as matérias ou com a repercussão? Sejamos honestos: há muita alienação no futebol, e o salário estando em dia, pouco importa aos atletas (importa, de fato, aos torcedores, que vivem e permanecem no Jayme Cintra, pois jogador fica uma pequena temporada e vai embora – poucos fincam raízes). Isso também não pode ser desculpa.
  9. Patrocínios: concordo com as queixas que as grandes empresas não ajudam o Tricolor como poderiam. Mas deveriam? A Sorvetes Jundiá, a Astra ou a Cereser, por exemplo, querem projeção nacional; assim, por quê gastariam dinheiro com uma equipe que disputa torneio local não televisionado? Haverá retorno comercial / institucional para elas? Vivemos um país em crise, é necessário levar isso em consideração (não se pode “rasgar”dinheiro).
  10. Por fim, a torcida do Paulista: tanto as Organizadas (Raça Tricolor, Gamor, Império e outras) quanto aos torcedores comuns apaixonados, estiveram presentes no estádio e empurraram o time. Foram em caravana para fora! A eles, nenhuma queixa, só elogios. Mostraram a alma da agremiação, que por muitas vezes faltou a todos do elenco. Estão certos sim de cobrar o resgate do time a posições melhores e o fundamental: a ABERTURA DAS CONTAS, o NOVO ESTATUTO e, aqui, acrescento: a participação de representantes das torcidas, da sociedade e da manutenção de quem luta e vive o time (não se demonize a todos, vide o árduo trabalho de pessoas como o Jurandir Segli Jr, como o Juninho e outros – que não podem ser tratados desrespeitosamente). Fica a sugestão: um COLEGIADO diretivo, para que não se individualize um gestor ou um grupo que há décadas não abre o clube. Oxigenar, inovar e se reinventar se faz necessário!

– Depois de tudo isso, onde está(ão) o(s) erro(s) ou o(s) culpado(s)?

Como se vê, é um conjunto de coisas certas e erradas. Por tudo isso, não é errado dizer que “foi longe demais” o Paulista (infelizmente). Mas que não se aceite isso passivamente! Sempre comparei o Paulista no cenário estadual com o Goiás no cenário nacional: uma equipe que fica tempos na Elite, que revela atletas e que “vai tocando o barco”. Quando cai, permanece algum tempo na divisão de baixo para ser “o grande nela e logo voltar”. O que não pode é cair para a 3a divisão (como fizemos) ou para o limbo (a 4a e última). Dessa forma, permanecer nela é sinal de que estamos fora do normal.

Que 2019 seja diferente – aproveitando o que deu certo nessa temporada e aprendendo com os erros desse ano para que não se repitam. E insisto: oxigenar o clube!

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