– Decepcionado com o Brasil e seus governantes. Sobre a crise dos Combustíveis, hoje, 3a feira, dia 29.

O que eu posso falar aos amigos?

Quase 10 dias de greve dos caminhoneiros. Não recebemos combustíveis no nosso estabelecimento comercial, nada se vende e as contas estão vencendo.

Como pagar os altíssimos impostos?

E para honrar os pagamentos dos funcionários?

Perguntas de respostas difíceis…

Enquanto isso, o Governo fica fazendo propostas aos grevistas (dizendo que foram aceitas) e divulgando acordos inexistentes, a fim de não permitir que as pessoas achem que vivemos em um caos. Embora, sabemos, estamos num verdadeiro pandemônio. É só você ir ao mercado e comprovar vendo o quilo da batata (sim, a batata, que brota em qualquer lugar) a R$ 10,00.

Pior do que tudo isso é a incompetência: na 5a feira passada, negociou-se com minorias “envolvidas” com a greve, sem efeito algum no movimento. Não era o pessoal do comando! Naquela oportunidade, ofereceu-se uma redução de R$ 0,30 por litro de Óleo Diesel, transferindo a diferença financeira da menor arrecadação para a folha trabalhista. No último domingo, alardeou-se a “volta à normalidade”, com redução de R$ 0,46. O Excelentíssimo Presidente Temer só se esqueceu de combinar com os manifestantes.

Por outro lado, os movimentos estão fazendo do seu protesto uma bandeira nacional e radical. Me preocupa muito que tal justa causa se torne um exemplo egoísta de vitória por motivo próprio. A que custo isso terá para a população? Estão respeitando abastecimentos de cotas mínimas para atender a todos? Permitem o trabalho honesto dos demais brasileiros?

Claro que não. Isso é indevido também. E mostra que, se por um lado os políticos nada ajudam (vide o histórico de corrupção dos partidos de direita e esquerda), parte do povo quer levar vantagem em tudo: comerciantes vendendo a preço alto os combustíveis, gente querendo levar produto em galão para estocar, mantimentos comprados aos montes como se fossem os últimos do mundo e, com isso, prevalecendo a Lei de Gerson.

Alguns postos receberam combustíveis para atender os serviços essenciais. Na sobra, vende-se à população o excedente. Claro que isso não resolve, mas me chama a atenção o seguinte: como justificar a Gasolina que outros postos não conveniados estão recebendo, se as bases estão fechadas e ninguém sai de lá dentro? O que está a disposição para vender ao consumidor “é coisa boa”?

Hein? Combustível adulterado na praça? Procedência duvidosa? Etanol direto da usina?

Ô país de gente complicada, abusada e sem-vergonha. Os bons sofrem e o humilde padece. Coitado do honesto. É por isso que não recrimino quem abandona a nação e tenta a sorte no Exterior.

A propósito: Diz-se que a crise dos combustíveis se resolveria hoje, com o provável uso da força nas refinarias. Será que terá que ser assim? Uma pena. Mas aguardemos, pois amanhã poderemos ter Greve dos Petroleiros. É mole? Nosso país está despedaçado…

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– Maradona, Messi ou Di Stéfano? Talento não se quantifica.

Disse “Dios” Don Diego Armando Maradona, em vídeo gravado para o site de apostas BWIN, em matéria sobre a opinião de ex-jogadores famosos sobre a Copa do Mundo:

“Todas as coisas que Messi faz, eu tinha feito antes”.

Não disse que é e nem que foi textualmente o melhor do mundo. Mas mostrou uma tremenda vaidade…

Eu vi Maradona jogar e agora vejo Messi. Pela minha idade, logicamente não vi Di Stéfano, o primeiro grande craque argentino. Para mim, Maradona foi ainda mais brilhante do que Messi (vide o que ele fez com o Napoli), além do “romantismo” da sua história.

Agora, falamos de gênios! É duro quantificar talento.

E pra você, quem foi melhor?

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– Eu não levo a Venezuela a sério. E você?

Dá para levar a Venezuela a sério?

Nicolas Maduro ganhou com 62% dos votos no último final de semana. Entretanto, faltaram à votação 58%.

Na miséria que eles vivem, com os protestos constantes, dá para acreditar que foram limpas as Eleições por lá?

Ah, as nossas urnas eletrônicas vem de Caracas…

– O curso do Vaticano para novos Exorcistas

Uma capacitação um pouco incomum: a da Igreja Católica a respeito do Exorcismo.

Assunto sério, mas muito debochado por muitos. Compartilho, extraído de: https://istoe.com.br/vaticano-contra-os-demonios/

VATICANO CONTRA OS DEMÔNIOS

Roma capacita padres de 50 países na prática do exorcismo. Curso atende a uma demanda de fiéis e busca atrair e manter novos seguidores

Sentados nas carteiras de uma sala da Pontifícia Universidade Regina Apostolorum, instituição romana destinada a estudos religiosos, 250 padres de todo o mundo escutam atentos a uma aula para aprender quais palavras devem ser ditas ao diabo quando incorporado no corpo de alguém. Entre as orientações, o cardeal albanês Ernest Simoni diz que é preciso mandar o demônio calar a boca. Afirma também que é possível livrar uma pessoa de uma possessão por ligação telefônica. Simoni é o professor do curso “Exorcismo e Oração para Libertação”, organizado pelo Vaticano na semana passada que reuniu interessados do mundo inteiro, entre eles pessoas que queriam se tornar assistentes de exorcistas. Na grade do curso há palestras sobre a prática em si, habilidades para se tornar um auxiliar, ensinamentos sobre esoterismo e terapias energéticas. O workshop custa 300 euros, cerca de R$ 1,3 mil. Segundo os organizadores, a formação foi oferecida por causa do aumento da demanda: fiéis estão pedindo aos padres que ofereçam esse serviço. Mas é também uma estratégia do Vaticano para atrair e manter pessoas dentro de suas igrejas.

A prática do exorcismo existe desde o princípio do catolicismo. Na Bíblia há passagens sobre expulsão de demônios. Mas a maneira como o ritual acontece mudou à medida que a Igreja via a necessidade de se adequar a determinados momentos históricos. Até a reforma protestante, no século XVI, era necessário somente ser religioso, e um exorcista aprendia com o outro a lidar com Satanás. No século XVII, a Igreja institucionalizou o exorcismo e estabeleceu regras para o rito oficial, em uma tentativa de fortalecer os próprios dogmas. “Nesse contexto, foi usado como propaganda contra o protestantismo, que renegava hábitos católicos”, afirma o historiador Philippe Delfino Sartin, doutorando da Universidade de São Paulo (USP) com pesquisa em possessões e exorcismo em Portugal no século XVIII. Na época da caça às bruxas, o exorcismo não tinha tanto a ver com demônio, mas sim com feitiçaria. Até hoje, a maioria dos casos tem relação com problemas da vida do fiel, como dificuldades financeiras e depressão. “Situações em que a pessoa se debate violentamente, como no filme ‘O Exorcista’, são mais raras”, afirma Sartin.

O exorcismo voltou à tona partir de 1999, quando o padre Gabriele Amorth, conhecido como o principal exorcista do Vaticano e falecido em 2016, fundou a Associação Internacional dos Exorcistas, a mesma que organiza o curso atualmente oferecido pelo Vaticano. As mudanças ao longo do tempo se tornaram tema de debate no curso deste ano. Questionado se preferia os rituais antigos ou as normas atuais, estabelecidas por Amorth, o cardeal Simoni foi enfático ao dizer que, para Jesus, não fazia diferença, pois “conhece todas as linguagens”. O importante é que o exorcista tenha uma postura enfática com o capeta e reze com força e fé, sem interrupções. Outra dúvida que surgiu durante as aulas foi sobre a diferença entre uma possessão demoníaca e uma doença psiquiátrica, como esquizofrenia ou transtorno bipolar. Simoni afirmou que é importante fazer a diferenciação e que, para um padre, seria fácil reconhecer Satanás, quando fosse esse o caso.

CARTILHA

Gabriele Amorth tinha ligação com a Renovação Carismática, corrente do catolicismo que propagou manifestações mais efusivas do que a missa tradicional, aproximando-a dos cultos protestantes. O historiador Sartin salienta que a criação da entidade foi uma resposta ao avanço das igrejas pentecostais que disseminaram pelo mundo seus rituais de libertação, o equivalente ao exorcismo católico. “A Igreja Católica, sentiu que estava perdendo fiéis e quis investir nessa frente, promovendo e regularizando o hábito do exorcismo”, afirma. Poucos padres e congregações praticam o exorcismo no Brasil. Em maio de 2017, a Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB) lançou uma cartilha com orientações práticas para religiosos.

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– A Regra que Proibia Mulheres de Jogarem Futebol!

Calma, não é nenhuma lei atual tampouco uma regra idealizada pela FIFA outrora em seus primórdios. Nem a International Board pensou em tal preconceito no esporte.

Foi no tempo do presidente Getúlio Vargas, onde o governante decretou que o futebol “não era condizente para senhoras que seriam futuras mães”. As que insistiam, eram rotuladas de “grosseiras e mal-cheirosas”.

Sim, amigos, nosso país já passou por tal barbaridade em desrespeito às mulheres.

Abaixo, material da Folha de São Paulo, arquivo de 25/05/2003 – 12h06

FUTEBOL FEMININO FOI PROIBIDO NO BRASIL NA DITADURA VARGAS

por João Carlos Assumpção

Futebol no Brasil não é como nos Estados Unidos, na China ou na Noruega. No país pentacampeão do mundo, o espaço reservado à mulher tem sido a beira do gramado, onde pode trabalhar como animadora de espetáculo.

No campo, com a bola nos pés, é difícil cavar um lugar. A modalidade, afinal, não pegou como em outros países. Os obstáculos para a prática do futebol feminino no Brasil continuam muito grandes.

Foi para detectar essas barreiras que o pesquisador Eriberto Lessa Moura, 37, mestrando em estudos do lazer pela Faculdade de Educação Física da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), resolveu debruçar-se sobre as origens do esporte no país.

“Desde o início, as dificuldades para a mulher [jogar futebol] foram grandes, mas elas se tornaram ainda maiores durante o Estado Novo [período do governo Vargas entre 1937 e 1945]”, disse Moura à Folha, por telefone.

Em 1937, Getúlio Vargas se antecipou à eleição que aconteceria no ano seguinte e desencadeou um golpe de Estado, implantando uma nova Constituição e uma ditadura, que duraria até 1945.

No período, aprofundou o vetor centralizador do Estado, criando o Departamento de Administração do Serviço Público, o Dops, espécie de polícia política, e o Departamento de Imprensa e Propaganda, dedicado à censura e à exaltação dos feitos do governo.

Na área esportiva, a história não foi diferente. Criou leis para o setor e passou a controlá-lo com mão-de-ferro. “Foi aí que a pressão para as mulheres se afastarem do futebol aumentou muito. Elas deveriam se limitar a praticar esportes que o governo considerasse condizentes com suas funções de mães ou futuras mães.”

Leonardo Pereira, autor de “Footballmania”, livro sobre as origens do futebol no Rio, concorda com o colega. “A visão que temos, que faz do futebol um jogo essencialmente masculino, foi construída historicamente, fruto de um amplo movimento que, desde o final dos anos 30, tratou de atacar a participação feminina e construiu a idéia de que o jogo não seria adequado às mulheres.”

O Estado Novo criou o decreto 3.199, que proibia às mulheres a prática de esportes considerados incompatíveis com as condições femininas. Segundo Moura, o futebol estava incluso entre eles, ao lado de halterofilismo, beisebol e de lutas de qualquer natureza.

Quando o decreto foi regulamentado pelo regime militar (1964-1985), em 1965, o futebol feminino foi proibido no Brasil. Só 16 anos depois foi revogado pelo Conselho Nacional do Desporto.

Mas, muito antes disso, o futebol no Brasil já era um esporte eminentemente masculino. A mulher que o praticasse era vista com preconceito, já que a trajetória da modalidade no país foi diferente da vivida pelos homens.

De acordo com a pesquisadora Heloísa Bruhns, autora de “Futebol, Carnaval e Capoeira – Entre as gingas do corpo brasileiro”, enquanto os homens da elite começaram a praticá-lo no final do século 19 em São Paulo e no Rio, o grupo feminino que aderiu à prática do futebol era pertencente às classes menos favorecidas.

Do preconceito social ao esportivo teria sido um passo. Segundo Bruhns, mulheres que jogavam eram consideradas “grosseiras, sem classe e malcheirosas”.

Às mulheres da elite cabia o papel de torcedoras. “As partidas de futebol [masculino] eram um evento da alta sociedade e as mulheres se arrumavam para ir assistir aos jogos”, afirmou Moura.

Mas, com o passar dos anos, o preconceito chegou às arquibancadas -e a violência também- e até lá a mulher perdeu espaço.

Como disse a professora Heloísa Reis, estudiosa do comportamento das torcidas em estádios de futebol, “quando as mulheres participam das organizadas, elas tendem a adotar o comportamento agressivo masculino, o que talvez seja uma tática para ser aceita mais facilmente pelo grupo”. E, no final, só serve para aumentar o estereótipo e o preconceito contra a mulher no futebol.

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– Eu também digo que renuncio. E você?

Está com saco cheio de muita coisa cansativa e chata? Amauri Segalla, colunista, relatou o que o aborrece e eu me identifiquei.

Veja se é assim com você também,

Extraído de: http://istoe.com.br/eu-renuncio/

EU RENUNCIO

Depois dos acontecimentos extraordinários dos últimos dias, resolvi renunciar a tudo que me aborrece na vida. Eu não quero mais:

1. Debater política com amigos.
2. Debater política com inimigos.
3. Defender o indefensável.
4. Deixar de defender o defensável.
5. Ler no Facebook que o chefe do partido A é santo e que o rival do partido B é o capeta encarnado.
6. Ler no Facebook que o líder do partido A é o capeta encarnado e que
o rival do partido B é santo.
7. Entrar no Facebook.
8. Adular o político A ou B, nem que seja por um motivo justo.
9. Falar sobre a próxima delação premiada.
10. Falar sobre a última delação premiada.
11. Usar expressões como “a República de Curitiba”.
12. Esperar o Jornal Nacional para ouvir o áudio revelador.
13. Esperar o Jornal Nacional por qualquer motivo.
14. Escutar as entrevistas sabujas do Datena com gente como Bolsonaro.
15. Rir da coluna política metida a engraçadinha que o Duvivier escreve na Folha.
16. Ficar com inveja da coluna política engraçadinha do Duvivier.
17. Deixar a TV ligada o dia inteiro na Globonews e ouvir mais o Merval Pereira do que qualquer outra pessoa na face da Terra.
18. Levar a sério os blogueiros A, B e C.
19. Ignorar os blogueiros A, B e C.
20. Levar a sério boatos do WhatsApp que só envenenam a gente.
21. Ficar puto com os comentários que alguns leitores deste texto deixarão na caixa de comentários do Facebook.
22. Dar voz aos “haters” de plantão.
23. Usar palavras pedantes como “hater”.
24. Destilar ódio, como você, seu vizinho e quase todos os outros fazem.
25. Pensar só na política e esquecer
o resto.
26. Ficar ansioso com o noticiário político.
27. Usar palavras como canalhas, mortadelas e coxinhas.
28. Escutar o debate infértil de cientistas políticos e especialistas na coisa pública – sim, tem gente que se define assim.
29. Procurar no dicionário jurídico
o exato sentido da palavra “prevaricação”.
30. Começar um texto com “as investigações mostram que…”
31. Escrever um texto com as palavras “denúncia” e “escândalo”
31. Dizer que fulano “me representa.”
32. Renunciar à política e ignorar que ela nos levou ao porão e que só ela pode tirar a gente dali.
33. Fazer listas como essa.

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– Novo dia!

Ufa, que jornada difícil em meio a essa crise, não?

Passando apenas para deixar um sorriso na saudação da quarta-feira que se inicia, com uma menininha nota 10, com apenas 1.0 ano e que faz bagunça a 1000!

Minha Estelinha, companheira de bicicleta, tirando o ar sisudo de um país parado:

Bom dia a todos!