– Corinthians & Caixa: hora de pagar os Favores Eleitorais?

O Corinthians acertou um milionário patrocínio com a Caixa Econômica Federal. Há tempos sem parceiro master na camisa, o banco estatal resolveu colocar sua marca no mais popular time de SP. Porém, o jornalista da Revista Veja, Lauro Jardim, disse em Outubro no seu twitter e escreveu na própria publicação:

Depois da eleição, Lula se incumbirá de uma nova tarefa. Comprometeu-se com diretores do Corinthians a procurar grandes empresários e resolver de uma vez por todas o patrocínio das camisas do clube. Este ano, o clube de maior torcida de São Paulo, campeão brasileiro, da Libertadores e candidato ao título mundial, não conseguiu se acertar com ninguém. Pediu 35 milhões de reais por um ano.

Na mesma linha, o jornalista Ricardo Perrone lembrou na sua coluna no UOL desta terça-feira:

Antes da Caixa, cartolas do clube sondaram o Banco do Brasil, de capital misto, mas  ligado ao Governo. E responsável por fazer a ponte entre o BNDES, outro banco governamental, e a Odebrecht para o financiamento das obras do estádio do Corinthians. Construção que conta com incentivos da prefeitura. Caixa e Banco do Brasil estão sob a batuta do Ministério da Fazenda, comandado por Guido Mantega, com quem dirigentes corintianos se reuniram recentemente. O encontro foi para tentar agilizar a liberação do financiamento do BNDES para o Itaquerão. O dinheiro ainda não saiu. Menos mal que foi fechado o contrato com a Caixa. Com tantas digitais governamentais, a oposição corintiana já não diz que a diretoria depende de Ronaldo. Passou a dependência para o governo, onde o ex-presidente Andrés Sanchez tem boas relações. O atual diretor de seleções da CBF fez campanha para Fernando Haddad e tem trânsito com Lula. Além disso, recebeu José Dirceu e o deputado petista Vicente Cândido no lançamento de seu livro.”

É hora da devolução dos favores ou não? O pior de tudo é que parece novamente descaso com o dinheiro público, metido em negociatas…

– Precisamos de um dia de Consciência Negra?

Sou contra certas datas festivas: Todo dia é dia das mães; dos pais; das mulheres; dos homens ou dos negros.

Muitas vezes, temos datas comerciais: o dia dos namorados, por exemplo. Ou outras demagógicas: não seria a de hoje um exemplo disso?

Detesto rotulações: raça branca, negra, amarela… Ora, somos todos uma única raça, a RAÇA HUMANA! Não importa a cor da pele, a preferência sexual ou a religião: todos somos iguais em direitos e deveres.

Perceberam que o “dia de reflexão” virou descanso para uns e aproveitamento político para outros? Pior: o fato das cidades determinarem feriado municipal ou não acaba desacreditando no dia como feriado em si. Ou é para todos os municípios, nacionalizando a data, ou não.

Mais grave do que isso é tratar o dia como se fossem os negros gente inferior que precisassem de piedade. Nada disso. A história de cotas ou privilégios não pode ser uma caridade de gente subestimada, pois para ser inteligente ou competente não há cor (diferente das cotas sociais – por pobreza – as quais defendo).

Que o Dia da Consciência Negra sirva para refletir a igualdade, não aumentar discussões discriminatórias ou comparações de raças; coisas que são bobagens abomináveis nos dias atuais.

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– Maluf é Novidade?

Maluf foi acusado mais uma vez nessa semana. Mas… há quanto tempo você ouve falar de suspeitas de corrupção de Paulo Salim Maluf? Dinheiro na Suiça, Ilhas Jersey, Cayman…

Ninguém sabia?

Gozado: todos estavam conscientes dos golpes e tem candidato e partido que ainda foram pedir apoio político a ele.

Estou errado disso? Ou você nunca ouviu a história do “rouba mas faz” e do “Diga com quem tu andas que direis quem tu és”?

– Rebaixamento do Palmeiras. Horas passadas… a Culpa é de quem?

Depois de muita gente estar de cabeça quente com o rebaixamento do Palmeiras, fica a questão: de quem é a culpa? Das organizadas, dos dirigentes, dos jogadores ou dos treinadores?

Avalie: no ano, Felipão teve melhor aproveitamento do que Gilson Kleina. Mas no Brasileirão, Scolari vinha em descendente, alcançando 27,7% de aproveitamento, contra 42,4% Kleina.

Já as torcidas organizadas conseguiram fazer o Palmeiras perder o mando, jogando longe de casa e colhendo prejuízos financeiros, viagens cansativas e logística conturbada. Sem contar que o “gol do rebaixamento” (simbólico, é claro) foi do Vagner Love, aquele que a Mancha Alviverde fez sair do clube por tentativa de agressão.

Tirone e seus dirigentes demoraram para tomar decisões. Kleber Gladiador pintou e bordou sem punições, sem contar as contratações duvidosas, como a de Adalberto Roman. Lembre-se ainda no Sal Grosso comprado para ganhar jogos…

Dos jogadores, vale lembrar do Valdívia. Ou melhor: vale esquecê-lo…

Próximo ao centenário do clube, com estádio novo a ser reinaugurado, as vésperas de um jogo festivo para o Marcos… tudo errado.

Pior: o Roto falando do Esfarrapado. Disse Mustafá Contursi:

Esse rebaixamento não tem comparação com o de 2002, pois naquela época o clube era organizado.”

Sem comentários…

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