– O que é Respeitar o Funcionário dentro da Empresa?

Chefes que pensam no bem estar da equipe e na alegria de cada um de seus funcionários? Isso é possível?

Para o autor de “Felicidade dá Lucro“, sim!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/09/respeitar-uma-pessoa-no-trabalho-nao-e-so-falar-baixo-com-ela.html

RESPEITAR UMA PESSOA NO TRABALHO NÃO É SÓ FALAR BAIXO COM ELA.

Marcio Fernandes, CEO da Elektro, ficou conhecido por sua filosofia de gestão ancorada na felicidade. Para ele, as empresas têm de criar uma relação de afetividade com os trabalhadores — e isso não tem a ver com ser permissivo

Imagine o seguinte cenário. Uma empresa concorrente faz uma proposta para contratá-lo. Animado, você ensaia deixar o cargo atual e partir para a nova casa. Já está tudo certo para você sair. Só que o seu empregador faz uma contraproposta. E… Fica difícil negar. Se você não passou por tal situação, certamente tem um colega que sim. Mas para Marcio Fernandes, CEO da distribuidora de energia Elektro, a estratégia dessas empresas não faz o menor sentido. “É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência das pessoas”, afirma. Marcio ficou conhecido por levantar, com firmeza, a bandeira da felicidade dentro das corporações. Ele é autor do livro “Felicidade dá Lucro” (Companhia das Letras), lançado no ano passado, e suas ideias vão contra os modelos mais tradicionais de gestão.

O executivo, que assumiu a presidência da Elektro aos 36 anos, defende que, com abertura para diálogo e “convergência de propósitos”, é possível ir muito mais longe. Trata-se de uma forte relação de confiança e respeito com os trabalhadores. “A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada — isso é não cometer assédio moral.” E se engana quem pensa que a filosofia tem a ver com ser mais permissivo. Nada disso. A “régua é alta” para os funcionários. Ou melhor, “colaboradores”. No meio da entrevista, Marcio Fernandes pede para fazer um adendo: “Não falo de funcionário, falo de colaborador. Máquinas funcionam, pessoas podem optar por colaborar. É bem sensível, mas faz diferença”.

No começo de novembro, ele falará sobre como fazer da felicidade uma vantagem competitiva na HSM Expo 2016, em São Paulo. Nesta entrevista, o executivo aborda a relação que gestores devem construir com sua equipe, o lado positivo de trabalhar sobre pressão e como não deixar que a crise espalhe pessimismo dentro da empresa.

Até que ponto um gestor deve se preocupar com a felicidade de sua equipe no que diz respeito a questões que vão além do trabalho?
Ele tem de se preocupar 100%. Mas não é o “dono” do que acontece na vida das pessoas. Ele tem de ter limites de respeito — não pode invadir a individualidade de maneira alguma —, mas tem de se interessar. É importante saber se a pessoa está bem em casa, se está endividada, se está doente ou se há alguém doente na família. É o interesse genuíno. Isso porque é muito difícil chegar para alguém e dizer: “Minha visão dos seus valores está ali naquela parede, somente siga”. O cara vai odiar, nem sabe se concorda. O que fazemos é, antes de dizer o que queremos dele, perguntar o que ele quer. Se conseguimos ter esse nível de discernimento e sensibilidade, teremos uma equipe de altíssima performance porque saberemos respeitar os momentos de cada pessoa.

Se a pessoa está com algum problema, qual é o próximo passo? Como o gestor poderia interferir?
Aqui [na Elektro], oferecemos ajuda. Tem ações institucionais, como o sistema “Mais Apoio”. As pessoas podem acioná-lo a qualquer hora do dia, com total confidencialidade e anonimato, para falar de qualquer problema. Se está endividada, ela tem auxílio de um consultor financeiro para reestruturar as contas e renegociar dívidas. Ou, se preferir, pode ir direto para o gestor. Uma colaboradora está com a filha na UTI desde que nasceu. A licença maternidade já acabou, ela voltou para o trabalho, mas a menina continua no hospital porque nasceu muito prematura. Então, conversamos e construímos uma escala de trabalho que viabilize que a mãe priorize a filha. Isso gera um processo de engajamento e credibilidade que transcende a relação de trabalho. É uma relação de confiança.

O ideal, então, é que os gestores conversem frequentemente?
Dimensionamos as equipes para que o líder tenha condições reais de, durante o período de um mês, falar com todas as pessoas individualmente, com qualidade, pelo menos três vezes. Isso vai gerando um alinhamento, uma combinação melhor das expectativas. Saímos do efetivo — regras, metas — e ampliamos para o que é afetivo também.

E assim o trabalhador sente-se mais motivado?
É uma construção. A primeira coisa é abrir diversos canais para que as pessoas possam ser ouvidas. Investimos muito na preparação da nossa liderança para que ela soubesse abrir espaço para o diálogo. Historicamente, no mundo normal, o chefe é o cara que manda. Colocamos aqui uma quebra de paradigmas. Nem chamamos nossos líderes de chefes, mas de facilitadores. E também medimos o líder, em indicadores de performance, pelo desenvolvimento de pessoas. A gente não faz avaliação de desempenho, mas um diário de competências, ressaltando o que está indo bem e apontando o que precisa de melhorias — e contribui para esse processo. À medida que tudo isso se desenrola, as pessoas vão se sentindo mais à vontade para opinar, para participar, para mudar de área.

Ouço o sr. falando muito sobre respeito. Imagino que vá muito além de simplesmente não levantar a voz com o subordinado. 
A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada. Isso é não cometer assédio moral. Respeito vai muito além. Respeitamos as pessoas, por exemplo, quando não fazemos julgamento em relação às escolhas que ela faz — sejam opções pessoais ou de carreira. Não fazemos um trabalho para que a pessoa fique onde a gente quer que ela fique. A gente trabalha para que elas fiquem onde elas sonharam ficar. Ela não precisa mentir para fazer uma média com o chefe. Aqui ninguém faz média. Todo mundo sabe que os facilitadores são medidos pelo desenvolvimento de pessoas. Se a pessoa for sincera com ele e sincera consigo mesma, ela vai buscar o que sonha. E nós vamos respeitar. O normal é o vertical: o cara entra em uma posição de advogado júnior, vai para advogado pleno, depois advogado sênior, depois gerente do jurídico. Aqui a gente deixa aberto para ele dizer, em uma conversa franca, o que quer. Ele pode dizer que o sonho dele é trabalhar no RH. Aí, fazemos uma análise do que ele tem e do que ainda falta para ele conseguir a vaga que busca, ele vai investir nele mesmo e vamos ter um programa de educadores. Quando fazemos isso, conseguimos uma grande convergência de propósitos. Todo mundo ganha.

Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média”

No momento econômico turbulento pelo qual passa o país — quando todos são mais cobrados —, como não deixar que o pessimismo se espalhe dentro da empresa?
Essa é uma dúvida recorrente. A crise, muitas vezes, degenera a vontade das pessoas de lutar. Parece que a guerra está perdida — elas acabam aceitando muito passivamente. Chegam a usar esse momento difícil como justificativa para insucessos individuais. Também muitas empresas falam da crise como a grande culpada de tudo. O que temos feito para nos blindar e impedir que as pessoas se influenciem é, basicamente, duas coisas. Primeira: criar movimento. Significa fazer com que a vida da pessoa passe a ter ritmo, que não seja só guiada. Tem que ser uma vida de protagonismo, de autonomia. A segunda parte: dar abertura total a propostas. Ao mesmo tempo em que vivemos uma crise, estamos batendo recordes de eficiência gerados pelo protagonismo dessas pessoas. A gente tem, sim, dificuldades. Afinal, a crise nos afeta, já que o consumo de energia diminui. Mas por outro lado, a gente chega a quase 30% de eficiência em custos, sem fazer nada absurdo. Pelo contrário, a gente fala de eficiência e não de corte. As pessoas é que estão sendo as protagonistas disso. A gente promove uma verdadeira revolução no currículo das pessoas que querem fazer coisas diferentes. A abertura para propostas faz com que as pessoas queiram participar. E as pessoas que participam têm mais reconhecimento. Elas entram em um ambiente de movimento contínuo. Todo esse movimento faz com que não se sintam vulneráveis à crise.

Então mais pressão não precisa significar menos chances de ser feliz?
Costumo dizer que a pressão é só mais um ingrediente. Eu, por exemplo, gosto de ambientes com um pouco mais de pressão. A gente precisa de algum gatilho. Em momentos de pressão, as pessoas tendem a se movimentar com mais ênfase. E o que seria um motivo para pessoa ficar triste e frustrada, torna-se o contrário. Porque ela teve uma disciplina maior para buscar aquilo que sonhou e, óbvio, terá mais êxito.

Muitas pessoas criticam a ideia de que você tem de buscar felicidade o tempo todo. Você discorda delas?
Não. Acho que é impossível buscar o tempo inteiro a felicidade. Realmente existem momentos que não são considerados felizes. É só que, na minha opinião, precisa ter sempre uma conexão muito clara com propósitos. Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que você fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média de pessoas.

Sua filosofia tem a ver com acabar com a ideia de que existe uma vida no trabalho e outra fora. Quando essas duas se convergem?
Elas estão sempre misturadas. O problema é quando tentamos separar. Na minha visão, quando você fala “na minha vida pessoal, eu não sou assim” ou “no meu trabalho tenho que assumir uma postura diferente da minha vida pessoal”. Isso gera um peso. É uma máscara difícil de carregar e manter. Sou um grande adepto da ideia de que temos uma única vida. E ela não é divida em duas partes. Eu sou o que eu sou no trabalho. E eu sou o que eu sou na vida pessoal. As duas coisas são a mesma. O que é importante deixar bem claro é que há quatro momentos que a gente precisa garantir. O tempo para trabalhar, o para família, o para dormir e o para você mesmo. Não significa sejam excludentes.

Quais são os piores exemplos que já observou em empresas?
Tem inúmeros exemplos. A perda de produtividade está na falta de coerência, por exemplo: “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”. Isso é muito frequente, infelizmente, nessas empresas com gestão tradicional, fadada à morte. Essa coisa da retenção também. É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência da pessoa. É péssimo. A gente nunca passa da média. Quem quiser ficar aqui tem de ser por uma opção de vida. E ainda há empresas que fazem debate sobre políticas de retenção. Acho isso tão imbecil.

O que tem de ser feito no lugar?
Para mim, um processo de encantamento, para que a pessoa decida trabalhar com você.

Como um gestor pode ajudar o colaborador a encontrar seu propósito?
Você não cria um propósito no trabalho para a pessoa. Você pega o propósito que a pessoa tem para a vida dela e converge para os seus propósitos de trabalho.

Atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa”

Como assim?

Digamos que a empresa tem o propósito de ser a maior do Brasil, com a maior rentabilidade, com o melhor serviço ao cliente. Esse é o propósito de uma empresa.  Aí você pega a pessoa e vê qual é o propósito de vida dela. E você tem de conversar com pessoa por pessoa para saber. Você vai mapear isso, registrar e fazer com que os propósitos de empresa e das pessoas seja convergente. Eu já tive uma discussão com o diretor de uma empresa do setor financeiro. Ele disse que criava propósito para as pessoas: atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa. A pessoa pode olhar e questionar: “essa empresa só quer isso de mim?”. Isso é o que ela vai fazer porque você está pagando. O que é preciso saber é o que a pessoa quer para a vida dela. Ela vai ver que existe interesse genuíno. Não dá para você ficar mandando, obrigando, fiscalizando as pessoas o tempo inteiro. O controle custa caro demais, então a gente precisa criar convergência de propósito.

Depois de virar referência em felicidade, a procura por cargos na Elektro aumentou?
Nossa, muito. Tivemos um aumento muito legal. A gente fazia programa de seleção de estagiários e, para completar o número de vagas, dava um trabalhão. Afinal, o setor de energia elétrica não é muito sexy. Então a gente sofria. Agora, vou dar o exemplo do último programa que a gente fez. Foi no meio do ano, período não muito comum para procurar estagiários. Tivemos também 20 vagas — só que 60 mil inscrições. Foi de cair da cadeira. No final, acabamos ampliando o programa e chamando 40.

Ser um líder de que todos gostam pode afetar a maneira como o gestor faz suas decisões?
A gente não é uma ONG. Todas as lideranças aqui são, sim, admiradas. Mas o que as faz ser assim não é serem paternalistas ou simplesmente passivas. É fazer tudo com ética, justiça, coerência. Ser admirado como gestor é resultado de uma gestão transparente, aberta, participativa. Não é que você pode fazer coisas erradas. “Ah, não vão me mandar embora.” Pelo contrário, temos uma régua muito mais alta agora que nos tornamos exemplo.

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Imagem extraída do link acima citado – Marcio Fernandes, CEO da Elektro (Foto: Divulgação)

– Modelos profissionais de gestão no futebol e a contestação indevida.

Dias atrás, Mauro Betting falou no “Bate-Pronto”:

“Quando surgiu a co-gestão Palmeiras – Parmalat, alguns gritavam ‘Ão, ão, ão, Parmalat é ilusão’, e olhe só o que a Parmalat fez. Mas muitos jornalistas, inclusive eu, eram até acusados de ganhar para falar bem e eram criticados por defender um modelo como aquele“.

Como tem cara xarope, até hoje, que critica quem defende um modelo profissional de futebol, não? Poucos são humildes de aceitarem a realidade.

Imagem extraída de: https://www.arqtricolor.com/colunas/colunaat-spfc-s-a-o-que-significa-o-time-de-futebol-se-tornar-uma-empresa/

– Mitos e verdades do futebol.

O futebol é um microcosmo social. Portanto, nele e em volta dele, acontece de tudo:

  • Torcedores profissionais que sugam os clubes, mas também apaixonados que devotam a vida por atletas que nem sabem da sua existência.
  • Cartolas que pregam a libertação das práticas corruptas de diretorias anteriores, mas fazem a mesma coisa com roupagem diferente.
  • Empresários que tentam forçar a escalação dos seus atletas e que, na impossibilidade, tentam derrubar treinador.
  • Jogadores que jogam para garantir o técnico no cargo e outros que procuram derrubá-lo.
  • Contratos fechados na surdina e contratos arranjados para as vésperas de eleição no clube, claramente como “obra política e/ou eleitoreira”.
  • Jogador caro de clube grande que paga “pedágio” para treinador e diretor (com o nome atual de “rachadinha”) e jogador ou treinador de agremiação pequena que paga ao clube para ser escalado e/ou dirigir o time (comprando a vaga).
  • Técnico-empresário que leva seus jogadores do “portfólio” a fim de usar o clube como barriga de aluguel para outros.
  • Jogo “de compadre” para garantir resultado agradável aos dois times. 
  • Árbitros santos e árbitros endemoniados dentro e fora de campo.

Se continuar o relato, perceberemos que, se usarmos da racionalidade, o futebol não é um esporte que dá prazer, mas sim um negócio suspeito da indústria do entretenimento. Mas… ainda assim a gente gosta de ver a bola rolar!

E você: no que acredita ou desacredita no futebol?

Dia Nacional do Futebol | 19 de julho - Calendarr

Imagem extraída de:

– O profissional de jornalismo padece nos dias atuais!

Cada vez mais vejo amigos jornalistas em dificuldades para se realocarem no mercado de trabalho. Os jovens, sem experiência, aceitam quase tudo para conseguirem uma oportunidade. Os experientes, com muita bagagem, imploram para que surjam vagas.

E a culpa é de quem? Somente do mercado?

Consideremos: há muita gente boa procurando emprego. A diminuição brutal das equipes jornalísticas em rádios e jornais impressos, com redações menores e extremamente enxutas, somando-se ainda ao advento da Internet (onde os blogs não necessariamente são montados por jornalistas), pode explicar tal realidade. Mas outro dado importante: o sem-número de cursos de jornalismo, formando muita gente numa desproporcional quantidade de profissionais frente às vagas existentes.

Trocando em miúdos: a Web mudou o panorama neste meio de trabalho, os costumes são outros e não tem trabalho para todo mundo. Uma triste verdade…

Jornalismo. Entenda mais sobre esta profissão! - Brasil Escola

Imagem de Shutterstock, reproduzida em: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/guia-de-profissoes/jornalismo.htm

– Jorginho sobre Abel: é Ciúme ou Corporativismo?

Ao ouvir as declarações de Jorginho sobre Abel Ferreira, me lembrei imediatamente de algo semelhante: de Pintado sobre Jorge Jesus! O brasileiro reclamou na ESPN que JJ não havia “descoberto o futebol” e que havia muito ôba-ôba sobre ele. Tomou uma invertida… salvo engano, de Mauro Cezar Pereira.

Jorginho já houvera tido rusgas com Abel, e agora alega, em outras palavras, que com o elenco do Palmeiras é algo fácil. Na mesma ESPN, para defender seu colega Cuca, o atual treinador do Dragão cutucou o português. Aliás, esqueceu de abordar: Paulo Sousa, que é português, estava no Flamengo e não conseguiu fazer o que Dorival Jr faz hoje.

A propósito: entre o esquema de jogo de Jorginho, de Abel e de Dorival Jr, eu prefiro Dorival.

Entre o comportamento para com a arbitragem de ambos, idem.

Entre o extra-campo dos três, idem.

É inegável que Abel Ferreira é competente e, sinceramente, me parece um grande chato. Mas isso (a chatice dele, inclusive quando questionou a Educação dos garotos brasileiros) não deve ser levado em conta. E parece ser que ele traz inveja a outros treinadores quando é elogiado. Ou… seria a bronca de outros treinadores brasileiros pelos estrangeiros tirarem vagas deles nos clubes?

Não importa a origem do profissional, importa a competência.

Montagem: fotos de Fernando Moreno e Jorge Rodrigues/AGIF - Abel e Jorginho trocaram farpas recentemente pelo Brasileirão

Imagem extraída de: https://br.bolavip.com/palmeiras/Isso-ele-esta-querendo-me-sacanear-Jorginho-aumenta-choro-e-volta-a-criar-polemica-com-Abel-no-Palmeiras-20220816-0101.html. Montagem: fotos de Fernando Moreno e Jorge Rodrigues/AGIF.

– Como o Empreendedor pode ter um “infarto feliz”, trabalhando sem freios!

Para mim, um tapa na cara com luva de pelica!

A tirada de Pedro Mello, do “Blog do Empreendedor”, é muito engraçada! Ele retrata os esforços de como um empreendedor deve fazer para ter logo um infarto! Claro, ele questiona a relação “dedicação ao trabalho versus saúde“.

Vale a pena dar uma conferida:, em: http://portalexame.abril.com.br/blogs/pedro_mello/20090604_listar_dia.shtml?permalink=171883

EMPREENDEDOR TAMBÉM MORRE DE INFARTO

Essa semana gravei o 70o Fiz do Zero pra IdealTV e uma coisa que tenho percebido nesses dois anos de gravações é que são raros os empreendedores que entrevisto e sinto que estão tranquilos, cuidando da saúde mental, física e espiritual.

Estava pensando nisso quando recebi um e-mail do Pedro Antunes, com texto do Dr. Ernesto Artur, um cardiologista com uma nova proposta para você:

DOZE CONSELHOS PARA TER UM INFARTO FELIZ

Como empreendedores normalmente são pessoas com muita coragem e teimosia, aqui vão as dicas do Dr. Ernesto pra você pensar um pouco…

Quando publiquei estes conselhos ‘amigos-da-onça’ em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, ISSO É BESTEIRA. Tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego está faltando, surge aquela dor de estômago, a cabeça não anda bem. Simples, tome logo estimulantes, energéticos e antiácidos. Eles vão te deixar tinindo, novinho em folha.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. Por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita sempre para si: Eu não perco tempo com bobagens!

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– 3 qualidades:

Li e compartilho tal verdade:

Procurando pessoas para contratar, você busca três qualidades: integridade, inteligência e energia. E se elas não têm a primeira, as outras duas matarão você.

Warren Buffett

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– Experiência ou Estudo: o que vale mais para os profissionais?

Um dilema cada vez maior em nossos dias: a prática profissional ou a formação acadêmica – O que seria mais importante?

Vale a discussão, abaixo, extraído de FSP, 10/12/2017, Caderno Carreiras, C2.

O QUE VALE MAIS: HABILIDADE OU DIPLOMA?

Declaração de empresário embasa discussão sobre o peso da graduação e de especializações versus experiência e competência

Por Cris Olivette

Enquanto muitos profissionais consideram que ter uma coleção de diplomas garante sucesso na carreira, o dono da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, diz que as habilidades devem ser levadas mais em consideração do que os diplomas, na hora de contratar profissionais.

A afirmação de Musk, segundo o especialista em recuperação de empresas, Flávio Ítavo, é verdadeira quando se refere a necessidade de contratar pessoas experientes para exercer uma tarefa complexa.

“Não é verdadeira quando falamos em profissionais em início de carreira. Para esses, o diploma continua sendo importante. No meu caso, por exemplo, quando sou contratado como consultor, as empresas olham para aquilo que já realizei. Elas não vão se preocupar em olhar em qual faculdade me formei há 30 anos e quais especializações eu tenho”, diz.

Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil), Elaine Saad concorda com ele. “Para contratar alguém no início de carreira, as companhias usam o diploma como parâmetro de avaliação. Os RHs partem do principio que a pessoa que tem aquele diploma passou por aulas e provas sobre o assunto. Isso não significa que alguém sem nível universitário não tenha o seu valor.”

Segundo ela, as pessoas escolhem as profissões e depois caminham na vida profissional não necessariamente dentro da carreira escolhida, e isso ocorre por dois motivos: ou porque o trabalho a direciona para outro lado, ou porque não encontram oportunidade na área.

Elaine diz que na maioria das vezes, o que se aprende na faculdade vai ficando para trás e passa a prevalecer a atividade que a pessoa faz no dia a dia.

“Para mim, o diploma não deixou de ser importante, porque o estudo na universidade tem duas funções: estimular a capacidade cognitiva e ajudar as pessoas a se manterem atualizadas. Porém, diploma não garante que o profissional permaneça em uma companhia, ou tenha sucesso no que faz. Só estudar não capacita para o sucesso no mundo corporativo.”

Ela considera que os dois aspectos são complementares. “Conforme o momento de carreira, é possível ao RH identificar as habilidades de um candidato por meio de uma série de metodologias, que buscam a evidência do que ele está falando.”

Diretora de RH e Marketing da Manpower Group Brasil, Márcia Almström diz que o mundo está muito mais prático do que teórico. “Hoje, ter um diploma de nível superior não é sinônimo de empregabilidade. Quando pesquisamos o mercado, observamos que as demandas surgem nas áreas muito mais técnicas e especialistas. Essas qualificações têm sido as que têm gerado mais empregos”, conta.

Segundo ela, a experiência prática passou a ser um fator de inserção do jovem no mercado de trabalho. “Participamos de discussões com o MEC e representantes de vários países sobre como inserir o jovem no mercado de trabalho. Nossa contribuição para essa discussão foi a pesquisa que fizemos sobre Escassez de Talento, que aponta que há falta de talento na área técnica. E aonde tem escassez tem oportunidade de trabalho. É um desafio para as empresas, mas uma oportunidade para as pessoas. Por isso, o MEC alterou o currículo do ensino médio para oferecer formação técnica”, conta.

Márcia diz que a pesquisa feita pela Manpower aponta que o terceiro fator de maior dificuldade das empresas em preencher as vagas é a falta de experiência prática. “O que mostra o peso de se ter experiência efetiva. É indiscutível o quanto a experiência prática tem valor no currículo e na competitividade das pessoas.”

Habilidades. Ela afirma que a habilidade significa desenvolver uma expertise, o que é oferecido pelo curso técnico. “Diferentemente do curso superior, que qualifica a pessoa como médico, advogado etc. Mas esse profissional não é especialista, é generalista. Habilidade é o fazer técnico. A formação superior oferece competência.”

Elaine diz que entre as habilidades mais valorizadas pelo mercado estão: capacidade de resolver problemas e transformar uma questão complexa em algo mais simples; facilidade de comunicação e de perceber como se comunica e como o outro compreende de maneira efetiva; iniciativa; ambição – saber aonde quer chegar; capacidade de se conhecer e de entender como funciona e o impacto que causa em outras pessoas; capacidade de compreender o contexto onde está inserido; e percepção dos diferentes perfis de pessoas.

“Tem uma série de habilidades com as quais algumas pessoas já nascem e outras podem ser aprendidas, como a autoestima, que é um atributo bastante importante”, diz Elaine.

Saiba como identificar se o seu diploma é verdadeiro ou falso - cotidiano - ACidade ON Campinas

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar para a postagem do crédito.

– As 7 Maiores Mentiras de um Curriculum.

Cuidado ao formular seu curriculum vitae. Hoje, os curricula estão cada vez mais sendo pesquisados quanto à fidedignidade das suas informações. Para tanto, consultores em RH estão precavidos, segundo a matéria abaixo, para 7 mentiras básicas e corriqueiras:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI69955-15259,00-AS+SETE+MAIORES+MENTIRAS+DO+CURRICULO.html

AS SETE MAIORES MENTIRAS DO CURRÍULO

Dar informações falsas para conseguir um emprego é uma tentação e um erro. Os casos mais comuns, como os especialistas os desmascaram – e como aumentar suas chances sem cometer deslizes éticos,

por Thiago Cid

De cada dez currículos que chegam às empresas, quatro têm informações distorcidas. E outros dois contêm mentiras deslavadas. A conclusão é da empresa de investigações Kroll, que presta serviço de análise de currículos para companhias, depois de analisar os dados de candidatos a emprego de nível gerencial para cima. A maquiagem curricular não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, a taxa de invenções destinadas a impressionar contratantes é bem parecida, segundo análises independentes do site Career Building e da consultoria Accu-Screen, especializada em vasculhar referências de candidatos a emprego.

O problema deverá crescer com o acirramento da competição por empregos. Desde o início da crise econômica, no final do ano passado, o Brasil fechou 700 mil vagas de emprego formal. E muita gente que se sente ameaçada já está tratando de procurar alternativas. A Manpower, empresa especializada em recrutamento, registrou um aumento de 50% no número de currículos recebidos. Numa situação assim, cresce a pressão para se destacar dos concorrentes e, consequentemente, a tentação de mentir ou exagerar no currículo. Não vale a pena.

Especialistas afirmam que mentir para arrumar emprego é um equívoco, em tempos de crise ou não. “Mentir pode garantir mais entrevistas, mas não garante emprego. Na verdade ajuda a afugentá-lo”, afirma o colunista de ÉPOCA Max Gehringer. Uma mentira, por mais “inocente” que seja, deixa o candidato numa situação constrangedora e quase sempre acaba eliminando suas chances de obter o emprego. “Para um selecionador, se o candidato mente na porta de entrada, é bem provável que continue mentindo”, diz Lizete Araújo, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

É raro uma lorota relevante se manter de pé depois de um escrutínio do entrevistador. Em geral, ele é um profissional treinado para explorar as contradições entre o que está no papel e a fala do candidato. “Diante da capacitação que o pessoal de RH está adquirindo, é ingenuidade achar que dá para levar uma mentira adiante em uma entrevista”, afirma Carlos Eduardo Dias, sócio da Asap, empresa especializada em profissionais em início de carreira. Nas entrevistas, cada tópico listado no currículo é destrinchado pelo selecionador. Uma hesitação maior ou uma pequena incoerência já são um alerta de que aquele ponto é duvidoso.

Após a entrevista, os aprovados ainda passam pela peneira da checagem das referências – uma tarefa cada vez mais minuciosa em departamentos de RH e consultorias. “Hoje em dia, os selecionadores já têm conhecimento técnico para avaliar candidatos de setores muito específicos”, afirma a consultora Juliana Marotta, da Manpower. Ela é responsável pela checagem de currículos de aspirantes a vagas no setor de tecnologia da informação.

Os principais “maquiadores de currículo” são os jovens em início de carreira. Carentes de experiência, eles tendem a engordar seus CVs copiando modelos prontos, que geralmente pecam pelo exagero. Entre os candidatos a cargos mais graduados, como o de gerentes ou diretores, o risco de mentir é muito alto, até porque as empresas costumam investir mais na checagem. “Uma contratação de alto executivo é um investimento estratégico e delicado, por isso os cuidados de segurança são altos”, afirma José Augusto Minarelli, que há 26 anos ajuda executivos demitidos a arranjar emprego. Isso não significa que não haja mentiras nos altos escalões. Em 2007, Marilee Jones, a reitora da mais renomada universidade de tecnologia dos Estados Unidos, o Massachusetts Institute of Technology, pediu demissão. Motivo: descobriram que ela havia listado três cursos de especialização que não cursara.

É óbvio que a peneira dos selecionadores não identifica todos os mentirosos. Porém, mesmo os que conseguem vaga têm de conviver com o risco de ser desmascarados a qualquer momento, com consequências sérias para sua imagem profissional. Sem contar o drama de consciência por ter mentido. A seguir, as sete mentiras mais comuns, mencionadas por uma dezena de recrutadores e consultores, e as técnicas para detectá-las.

1. Idiomas
É a mentira mais popular. Trata-se daquele inglês “básico” que no currículo se torna “avançado”. É também a mentira mais fácil de ser identificada. Ocorre principalmente em seleções de jovens profissionais que não esperam uma avaliação rigorosa de seu domínio de idioma estrangeiro. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para desmascarar o monoglota.

2. Qualificação
Inventar uma especialização técnica ou transformar um curso rápido em pós-graduação também são manobras muito comuns – e fatais – nos processos de seleção. Além da questão moral, se a fraude é descoberta, leva à dúvida sobre todas as competências que o candidato afirma ter. Essas mentiras são normalmente descobertas na entrevista, quando o recrutador pede detalhes dos cursos realizados – nome dos professores, das disciplinas etc. Se o candidato conseguir manter a farsa, ele ainda pode ser desmascarado quando checadores ligam para a universidade para conferir as informações. Algumas empresas são mais diretas: exigem o certificado dos cursos.

3. Cargos e funções
Muitos candidatos mentem sobre cargos em empregos anteriores para demonstrar experiência ou pleitear salário mais alto. Assim, um estagiário pode virar assistente, um supervisor vira gerente, e por aí vai. São dados de checagem relativamente fácil quando a entrevista é bem feita: o candidato costuma escorregar nos detalhes sobre seu passado profissional.

4. Participação em projetos
Esse tipo de mentira, relacionada a conquistas e projetos implementados em empregos anteriores, exige um esforço maior do recrutador. Por causa do passar do tempo e da rotatividade das empresas, muitas vezes é difícil entrar em contato com antigos colegas do projeto mencionado. Segundo Max Gehringer, esse problema começou a surgir nos anos 1980, quando passaram a circular currículos em primeira pessoa. “O currículo com as palavras ‘liderei’ ou ‘coordenei’ é complicado porque são ações difíceis de ser mensuradas e com resultados muitas vezes subjetivos”, diz Max. A estratégia dos recrutadores para detectar as invencionices é levar a entrevista a um nível de detalhe extremo, para capturar contradições. 

5. Motivo de desligamento
Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores desperta a impressão de que o candidato quer esconder algo. Demissões nunca são bem vistas. Mas hoje, com a rotatividade tão alta, deixaram de ser um estigma. Mesmo assim, devem ser explicadas. Se o desligamento foi espinhoso, o melhor é demonstrar maturidade, assumir eventuais maus passos e mostrar que o episódio serviu de lição. Jogar a culpa no ex-chefe é tentador, mas o efeito é quase o mesmo de um pedido para desistir do processo de seleção.

6. Datas de entrada e saída de empregos
Esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador, para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado. “Mas a manipulação de datas é intolerável quando ela tenta esconder um padrão de permanências curtas nos empregos”, afirma Vander Giovani, da Kroll. Uma ou duas passagens curtas podem ser devidas a dificuldades de adaptação, diz Giovani. Mais que isso é sinal de instabilidade e falta de habilidades sociais. “Há aqueles que nem sequer colocam experiências curtas para não destacar essa instabilidade”, afirma Carlos Eduardo Dias, da Asap. “Essa omissão é imperdoável.” E facilmente constatada por checadores, ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho. 

7. Endereço
Muitos candidatos mentem em relação ao local de moradia por três motivos: imaginam que morar perto pode facilitar a contratação; acreditam que morar em um bairro mais pobre prejudique suas chances; ou tentam obter uma verba maior de vale-transporte. Nos dois primeiros casos, é uma mentira menos ofensiva, mas também não vale a pena. Quando for descoberta – pela checagem do comprovante de residência ou pela visita de um colega –, ela vai despertar desconfiança do empregador.

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– A Confiança e a Altivez como fatores importantes para o Sucesso.

Muitas vezes a confiança exacerbada é confundida com arrogância. Mas não é bem assim: recente pesquisa mostra que ser altivo é importante para a conquista do sucesso!

O texto que compartilho abaixo já tem algum tempo, mas é bem atual quanto ao sentido da autoestima. Segue, extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2058/artigo131898-1.htm

A REABILITAÇÃO DO ORGULHO 

Nem pecado nem falha de caráter. Pesquisas mostram que o sentimento de altivez só faz bem

por Verônica Mambrini 

Os dias de falsa modéstia estão contados. O orgulho está saindo do limbo reservado aos vícios de comportamento considerados pecado ou falha de caráter graças a uma série de estudos psicológicos que acabam de sair do forno. Eles mostram que, ao contrário do que sempre se pregou, é bom se orgulhar de si mesmo e de suas conquistas e expor aos outros com altivez. Encontraram também uma função social para ele. Tradicionalmente tido como uma emoção muito individualista, o orgulho tem sido avaliado como um sentimento de importante componente agregador e um protetor natural do amor próprio.

Nas últimas semanas, o exemplo mais evidente é o do artista plástico Max, vencedor da nona edição do Big Brother Brasil, exibido pela Rede Globo. Um dos gestos característicos do novo milionário no reality show era bater o punho fechado no peito. “Desde adolescente digo que tenho orgulho de ser quem eu sou”, diz. “Minha autoestima sempre foi muito grande.” Um estudo de 2008, feito pelos pesquisadores Jessica L. Tracy, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, e David Matsumo, da Universidade de São Francisco, nos EUA, demonstrou que os gestos associados ao orgulho são parecidos em praticamente todas as culturas. Os especialistas compararam as expressões faciais de atletas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2004. Competidores de 37 países, incluindo cegos, exibiram feições muito semelhantes no momento da vitória.

Outra descoberta da professora Jessica, junto com o psicólogo Richard W. Robins, da Universidade da Califórnia, é que há dois tipos de orgulho: um é a soberba, em que a pessoa se sente superior aos outros.

O outro é o autêntico, que está ligado às realizações pessoais, motivado pela sensação de dever cumprido, de ser capaz de realizar bem as tarefas.

A redatora Cíntia Costa usa esse sentimento a seu favor. Quando decidiu se casar, há pouco mais de um ano, começou o blog Planejando meu Casamento, com as dicas para fazer as núpcias desejadas sem se endividar. “Muitas noivas não queriam mais casar porque não tinham dinheiro para a festa”, lembra. “Lendo o blog, elas recuperaram a confiança”. Outra característica do orgulho bom, afirmam os estudos, é a capacidade de inspirar e motivar outras pessoas que estão à sua volta.

O único lugar em que Cíntia é mais moderada é no trabalho. “Comemoro as vitórias em equipe e escolho com cuidado o que vou falar.”

As precauções de Cíntia no ambiente profissional fazem sentido – a psicóloga especializada em seleção e recrutamento Ana Carolina Maffra, da consultoria Equipe Certa, reforça que é preferível falar de resultados obtidos em um trabalho específico a desfilar qualidades que você acredita ter. “Mas é bom ter orgulho de fazer algo benfeito, da profissão, da empresa”, reforça Ana Carolina. “Isso indica autoestima.”

Outra pesquisa da Universidade da Columbia Britânica, feita pela pesquisadora Jessica L. Tracy e pelo psicólogo Azim Shariff, mostrou que, nos testes, os participantes deram mais valor a um entregador de pizzas orgulhoso do que a um executivo abatido. As expressões de orgulho transmitem aos outros a impressão de sucesso, o que melhora o status social no grupo. O fotógrafo André de Menezes Trigueiro sabe do poder que exerce sobre as pessoas ao redor. “Ouço bastante que contagio os outros quando estou falando de um assunto que gosto”, diz. “Não me inibo em ser o centro das atenções.” André gosta de mostrar suas criações para os amigos e se considera feliz com seu trabalho.

A professora de psicologia social da Universidade de São Paulo Sueli Damergian acredita que uma das coisas que diferenciam o orgulho positivo do negativo é a postura que se tem com o outro. “O orgulho positivo implicaria ser capaz de reconhecer o valor das coisas que se fez, sem se sentir superior ou com maiores direitos do que os outros”, afirma Sueli.

Em outro estudo, Lisa Williams e David DeSteno, psicólogos da Northeastern University, nos Estados Unidos, convidaram 62 estudantes para um teste de QI. Depois, cumprimentaram alguns como se tivessem obtido os resultados mais altos.

Na sequência, todos foram convidados a realizar mais uma série de tarefas intelectuais. Os que foram elogiados, se mostraram mais orgulhosos e confiantes. A surpresa é que esse grupo foi também o mais gentil. Para os psicólogos, o resultado indica que as pessoas se sentem mais fortes quando superam problemas.

A professora Sueli alerta, contudo, para as implicações éticas desse sentimento. “O orgulho é o oposto da vergonha, ele tem uma implicação moral”, afirma. Em outras palavras: orgulho é bom e todo mundo gosta – só não vale deixá-lo virar arrogância.

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– Carreira de sucesso sempre?

Quem disse que nossa vida profissional deve ser sempre pautada em sucesso ininterrupto?

Cair, voltar atrás e recomeçar são fatores importantes de naturalidade na vida. No trabalho, idem.

Uma mensagem, abaixo:

– Os limites da exigência profissional no seu momento de descanso

No discurso, é possível. Na prática, nem sempre: falamos da separação de trabalho e descanso no dia-a-dia!

Já trabalhei como empregado e como empregador (e como ambos simultaneamente) de segunda a segunda. Sempre me atentei a separar o profissional com o pessoal. É difícil obter êxito nesta missão…

Muitas vezes, quando eu falhava nesta distinção, eu pensei até que estava sofrendo de Síndrome de Burnout; noutros momentos, um misto de Depressão e Ansiedade. Afinal, eu não estava conseguindo me desligar dos afazeres e/ou estava impedido de ser desligado. Mas eu gosto muito de trabalhar, sou workaholic! Entretanto, saber ter limites (“meus limites” quando estou no comando ou “dar limites” aos meus comandados e comandantes) é importantíssimo para a saúde laboral e pessoal. Caso contrário, você ocupa o tempo de lazer, do repouso e do convívio com seus familiares para a continuação de serviços aos quais você deveria fazer na sua empresa, nos dias contratados / úteis de trabalho.

Continuar um compromisso fora do ambiente de trabalho, quando não é uma excepcionalidade / emergência, não ajuda a relação de ninguém. Estressa-se com a chefia, enerva-se o cônjuge e desgasta o corpo e a mente.

Tive a oportunidade de trabalhar em uma Instituição de Ensino Superior (nem a relato em meu curriculum, pois foi por pouco tempo), onde, durante a aula e eu estando em classe lecionando, a chefia mandava mensagens de WhatsApp e esperava respostas antes do intervalo – e de situações que poderiam ser depois do término, pois a atenção naquele momento era para os alunos. Ou o professor deve ficar na rede social e/ou nos comunicadores de mensagens on-line durante suas explanações?

O ideal, quando se é necessário algo assim aos finais de semana, o padrão:

“Estou enviando essa mensagem hoje, para na 2a feira discutirmos blá-blá-blá. Quem tiver sugestão e tempo, aproveite e vá pensando. Bom descanso!”

IMPORTANTE: fazer isso e esperar uma resposta no sábado ou domingo (ou dar a entender), não é legal.

Um interessante estudo da Universidade de Illinois mostra como é importante “combinar” bem essa situação. Abaixo:

(Extraído de: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/07/03/limitar-a-comunicacao-on-line-com-chefes-apos-o-expediente-reduz-o-estresse.ghtml)

LIMITAR A COMUNICAÇÃO ON-LINE COM CHEFES APÓS O EXPEDIENTE REDUZ O ESTRESSE

Pesquisa da Universidade de Illinois investiga impacto das mensagens e pedidos fora do horário de trabalho

Por Barbara Bigarelli

Em um cenário com tecnologia disponível e profissionais conectados o tempo todo, aqueles capazes de estabelecer limites bem definidos entre vida pessoal e trabalho lidam melhor com o estresse ocupacional e efeitos negativos decorrentes, como a insônia. Essa é a conclusão de um estudo recente, realizado por pesquisadores da área de estresse ocupacional e bem-estar da Universidade de Illinois. A análise parte da noção de que os celulares e as novas tecnologias, ao permitir o trabalho onipresente, embaralham o tempo dedicado à vida pessoal. A conveniência tecnológica gera em muitos casos sobrecarga psicológica, aumentando o estresse e atacando a saúde mental.

“Essas tecnologias são tão onipresentes quanto convenientes, mas podem levar pessoas a pensarem que seus funcionários estão sempre disponíveis. Mas essa intromissão além do expediente, adentrando o tempo pessoal, é muito danosa à saúde e nossa pesquisa mostra que derrubar totalmente a fronteira, estando disponível sempre que necessário, eleva o estresse causado pelo trabalho”, diz YoungAh Park, professora de Illinois.

No estudo, os pesquisadores analisaram a rotina de 546 professores em tempo integral para medir as consequências de uma intromissão fora do horário de trabalho, por meio de alguma plataforma ou tecnologia, por cinco semanas consecutivas. Avaliaram se eles foram contatados principalmente fora do expediente normal e se era esperado deles responderem à mensagens e e-mails imediatamente. Os resultados indicam que aqueles que utilizaram técnicas para manter um limite de acesso a eles, como manter as notificações dos emails desligadas ou mesmo os celulares, relataram uma menor intromissão ao longo da semana. E, principalmente, que esse “controle” dos limites era um mecanismo importante para avisar o ‘outro lado’: sejam diretores das escolas, os chefes, ou os pais, os clientes, de que aquele momento não deveria ser usado para o trabalho. Ao ficar claro para todos os lados, o estresse dos professores semanal diminuiu.

Ficou claro aos pesquisadores também, através das evidências coletadas que o apoio de um gestor que zela pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e que permite aos funcionários criar soluções para estabelecer as fronteiras, é fundamental, avalia YoungAh. Também é necessário que a outra ponta do negócio respeite esses limites. Neste caso, o estudo recomenda que as escolas, por exemplo, estabeleçam regras para quando e com qual frequência a comunicação entre professor e pais deveria ocorrer.

Os pesquisadores escolheram estudar a rotina de professores por entender que a profissão consegue separar mais claramente o que é tarefa profissional de pessoal – e, assim, seria possível medir o impacto da intromissão tecnológica. “Embora essa descoberta seja específica dos professores, esse é um desafio a todos que permanecem conectados ao trabalho após o horário regular”, diz a pesquisadora.

Uma pesquisa no início do ano, realizada pela consultoria Randstad em 34 países, indicou que responder e-mails o tempo todo é uma prática entre os brasileiros. Segundo o estudo, 59% dos brasileiros entrevistados afirmam que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis fora do expediente e 62% respondem imediatamente a solicitações de trabalho, e-mails ou mensagens de texto quando não precisaria estar trabalhando.

Em entrevista recente ao Valor, Erin Kelly, professora de trabalho e organizações do MIT na Sloan School of Management, chamou atenção para a sobrecarga dos profissionais durante a pandemia e que seria importante as empresas terem políticas mais flexíveis e, principalmente, em prol do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Portal Contábil SC

Imagem extraída da Web, link acima.

– Publicações descuidadas nas redes sociais implicam em problemas profissionais e pessoais!

Cada vez mais as Redes Sociais podem trazer constrangimentos, saias-justas ou problemas diversos de quem não toma cuidado com elas.

Quer exemplos?

Dias atrás, a grande impressa publicou que o INSS cortou o benefício para uma pessoa afastada do trabalho por se sentir depressiva. Peritos entraram no Facebook dela e encontraram fotos de confraternizações, passeios e legendas como “não me agüento de tanta felicidade. Sendo assim, perceberam que a depressão não era mais um problema (ou nunca tinha sido).

Para a contratação de funcionários, além da obviedade do LinkedIn, selecionadores acabam por “fuçar” a vida do candidato em outros canais. Publicações em situações constrangedoras, fotos marcadas com imagens que demonstram bebedeiras, retuítes de mensagens de apologia a causas polêmicasTudo isso é levado em conta na hora da contratação. 

E o que dizer de bate-papos abertos e descuidados? Dias desses presenciei uma pessoa fazendo publicidade de seu negócio e nos comentários a cobrança de alguém: que bom que te encontrei nessa comunidade, você não atende minhas ligações, pague o que me deve pois preciso receber essa dívida“.

Talvez a mais complicada das publicações são as de ostentação! Claro, ninguém tem o direito de criticar o que o outro tem, mas o exibicionismo e a vaidade tornam-se perigosos em dias de tamanha insegurança.

E os desabafos? E as brigas de casais? E as alfinetadas em quem não se gosta?

Instagram, Twitter, Facebook… Tudo isso é muito legal, desde que use com parcimônia e no devido limite de tempo. 

Aliás, perceberam quanto tempo a gente gasta nelas? De maneira produtiva/construtiva, de entretenimento ou desperdiçada?

Vale a reflexão.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– É simples, não?

Dar oportunidades, para muitos, parece tão complicado e cheio de justificativas… mas a verdade é: se não existir a chance de começar, ninguém chegará ao sucesso.

– Casagrande saiu da Globo. Normal.

Nenhum espanto – e sim todo respeito – ao fim do vínculo entre Casagrande e Rede Globo.

O ex-jogador e atual comentarista terá portas abertas em qualquer emissora. A Globo oxigenará a vaga. É relação profissional de trabalho, simplesmente. Tudo normal, vida que segue e boa sorte a todos.

– Dinizismo na Seleção: e as questões éticas?

Fernando Diniz será por 1 ano (que é um período de tempo significativo no futebol brasileiro, os treinadores penam para chegar a tanto tempo em seus cargos) o treinador “tampão” da Seleção Brasileira, à espera da chegada de Carlo Ancelotti.

Penso:

  • Ser treinador do Fluminense e concomitantemente da Seleção requer tempo. Terá tanto tempo para não prejudicar sua equipe?
  • Ancelotti está apalavrado, não assinado. E se… entenderam? Diniz ficará como treinador efetivo, a contragosto do Fluminense?
  • Se Diniz fizer um magnífico trabalho com a Seleção, Ancelotti virá assim mesmo?
  • Se forem jogar Fluminense x Palmeiras na volta de uma data-FIFA, já imaginaram se (como nessa última pausa) o Palmeiras ter que jogar desfalcado? Nem mesmo num jogo de confronto direto, mas se ambos estiverem disputando posição na tabela…

Eu preferia, sendo “tampão”, um treinador desempregado. Ou um assistente de Ancelotti. Mas nessas condições, acho complicado.

JORGE RODRIGUES/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO AGF

Imagem: Jorge Rodrigues / AGIF

 

 

– E se o Santos estivesse na liderança do campeonato?

Primeiro, foram Nathan e Lucas Pires flagrados em uma balada na madrugada com belas mulheres (com o time capengando no campeonato). Agora, Soteldo que se rebelou.

Se o Santos FC estivesse vencendo, esses casos de indisciplina teriam acontecido?

Ou ainda: essas coisas teriam “vazado” se o Peixe fosse líder do Brasileirão e estivesse classificado para a segunda fase da Copa Sul-americana?

A verdade é: não sabemos nada do que acontece de verdade nos bastidores...

O atacante Soteldo, do Santos, em partida contra a LDU na Vila Belmiro - Marcello Zambrana/AGIF

Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

– O que é o “Atlético de Mogi”, o novo pior time de futebol do Brasil?

E o Atlético de Mogi das Cruzes? Que façanha, passou o Íbis como pior clube do Brasil (tinha o recorde de 56 jogos sem vencer). Costuma perder de 6, 7 ou 8 gols. Já perdeu até de 10. Raramente toma menos do que 5.

Eu fui participar da transmissão de Paulista FC x Atlético Mogi e o clube deu WO. Ridículo. Disputando o Campeonato Profissional da 4a divisão, vejam os números:

5 anos sem vencer na última divisão de São Paulo.

57 jogos sem vitória

54 derrotas

3 empates

25 gols feitos

227 gols sofridos

Há quem diga que o clube “venda vaga” para quem queira lá jogar. Não creio nisso, deve ser maldade ou fake news. Mas atuações tão ruins por tanto tempo, deveriam fazer a FPF repensar tal clube profissional. Afinal, sem vencer desde 2017, de onde vem as receitas e os patrocinadores?

Imagem extraída de: https://arquivosfutebolbrasil.com.br/blog/2020/01/25/clubes-de-sao-paulo-clube-atletico-mogi-das-cruzes-de-futebol-mogi-das-cruzes/

– Ser improdutivo, de vez em quando, não é tão ruim…

Muitas vezes as pessoas se esgotam na rotina do trabalho e prejudicam o próprio serviço. Afinal, é muito difícil render o máximo a todo instante. Um pouco de improdutividade (ou se preferir: descanso), de vez em quando, não faz mal!

Quem nunca surtou ou chegou “à beira de” por conta do engajamento profissional sem perceber que é um ser humano normal?

Um pouco mais, extraído de: https://www.linkedin.com/feed/news/cuidado-com-o-esgotamento-4698300/

CUIDADO COM O ESGOTAMENTO

É humanamente impossível manter um alto nível de performance no trabalho o tempo inteiro. Devemos aceitar nossos limites e nos permitir um certo grau de improdutividade durante a jornada de trabalho. Se não fizermos isso, o risco de esgotamento ou “burnout” é enorme, alerta Alberto Roitman, diretor na Nexialistas Consultores e professor da FIA Business School: “não se disputa uma Olimpíada e uma Copa do Mundo no mesmo ano. Nenhum ser humano consegue estar o tempo todo com 100% da sua capacidade de alta performance. No mercado corporativo não é diferente”.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– E aí, Dorival?

Se perder 3 partidas contra o Atlético Mineiro (já perdeu duas) e for desclassificado na Copa do Brasil (sem contar a importância do jogo contra o Tolima pela Libertadores), o treinador Dorival Jr será bancado pela diretoria do Flamengo?

Difícil… aliás, seria péssimo para o próprio treinador. Eu já pontuei que achei um erro ele sair do Ceará, pela conduta ética pregada (aqui: https://wp.me/p4RTuC-E6K), pelo fato do time cearense ter dado a oportunidade de “recomeçar” no Brasileirão (afinal ele estava um pouco esquecido) e pela campanha na Sulamericana. Correu o risco na troca e teve que aguentar as críticas quanto “abandonar um trabalho vigente”.

Ao abrir mão dos seus princípios, muita gente está torcendo contra o bom Dorival. Uma pena, mas geriu mal a carreira (que por mais incrível que possa parecer, estamos falando da troca respeitosa do Ceará pelo Flamengo).

Flamengo vai em busca da contratação de Dorival Jr

Foto: Gilvan de Souza, extraída de: https://www.flaresenha.com/2022/06/aceitacao-interna-faz-dorival-junior-ganhar-forca-no-flamengo.html

 

– A rescisão de Jô: não estou convencido…

O atacante Jô, do Corinthians, foi flagrado dias atrás em comportamento impróprio (aqui: https://wp.me/p4RTuC-E32). E resolveu rescidir amigavelmente o seu contrato.

Se tivesse trabalhado até o fim dele, Jô (que tinha um altíssimo salário) receberia (além do que já recebeu) 14,3 milhões de reais.

Por mais dinheiro que o atleta tenha recebido na vida, você abrir mão essa bufunfa é… incompreensível, não? Era só trabalhar honesta e pontualmente, que o caixa estaria ainda mais recheado. Neste final de semana, à rádio-web de seu empresário Olivério Jr, declarou que tomou tal atitude em “respeito ao Corinthians”.

Como explicar?

Jô descarta aposentadoria pós-Corinthians e vai ouvir propostas | corinthians | ge

Imagem extraída de: Marcos Ribolli, publicada em: https://ge.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2022/06/09/jo-descarta-aposentadoria-pos-corinthians-e-vai-ouvir-propostas.ghtml

– Trabalhar é necessário. Mas lembremo-nos do equilíbrio e de… saber viver!

Achei verdadeiro e sensacional tal alerta sobre ser os cuidados sobre a cobrança de que devemos trabalhar incessantemente (abaixo na imagem), e aqui registro que é a visão de um semi-workaholic (eu).

A imposição de um ritmo frenético e a chamada “ditadura do sucesso”, supostamente necessária a qualquer custo, cansa. É lógico que devemos produzir, estudar, fazer a diferença. Mas o custo disso pode ser muito alto e não compensar.

E a família? E os prazeres? E os momentos de introspecção e calmaria?

Gostei demais dessa mensagem, na figura, de lembrarmos do necessário equilíbrio. Compartilho-a:

JOAO BATISTA

– Eu gosto do Mancini e do Dorival. Mas…

Conheci o Vágner Mancini e o Dorival Jr lá no Paulista de Jundiaí. Eu apitei Mancini em jogos-treinos tanto como jogador quanto treinador. Já o Dorival, no começo de carreira, era assistente técnico no Galo da Japi sendo chamado apenas como “Júnior” (mas depois trabalhei em jogos dele já como importante treinador). Os dois sempre foram respeitosos comigo e com outros amigos.

Entendo que ambos sejam “consertadores de times bagunçados”. E fazem isso muito bem! Juntos, viajaram para o Exterior e fizeram uma série de visitas a clubes para ganharem conhecimento e se reciclarem. Ótimo!

Há alguns anos, Mancini e Dorival lutaram para que os clubes se conscientizassem da necessidade de permitirem que os técnicos cumprissem seus contratos até o fim, e fizeram lobby por regras mais rigorosas contra a demissão aleatória de treinadores. Ponto para eles.

Só que… Mancini abandonou seus trabalhos em andamento para assumir o Corinthians e o Grêmio. Dorival fez o mesmo ao ir para o Flamengo.

Eu sei que no mundo ideal isso não deveria ocorrer, mas sim a cobrança de coerência do discurso e da atitude de ambos. Porém, estamos no Brasil…

Não é apenas questão de oferta profissional de trabalho, mas de filosofia. Continuo respeitando ambos profissionais, mas… colocar esse dedo na ferida é necessário.

Ops: aqui é um pouco diferente do caso Zé Ricardo, abordado em: https://professorrafaelporcari.com/2022/06/06/eu-defendo-que-se-cumpram-contratos-mas-no-caso-especifico-do-ze-ricardo/

Santos agenda conversa com Dorival, mantém Mancini em espera e tem plano C  - ESPN

Imagem extraída de: http://www.espn.com.br/noticia/491235_santos-agenda-conversa-com-dorival-mantem-mancini-em-espera-e-tem-plano-c

– E o Jô?

O jogador do Corinthians já se envolveu em várias polêmicas na carreira: desde à falta e atrasos em treinos, saidinhas em casas noturnas durante a pandemia, até outras questões anti-profissionais.

Em determinado período, questionou-se até mesmo o problema do alcoolismo, supostamente vencido após seu casamento (que também “venceu”).

Para o jogo do Cuiabá, o jogador não foi relacionado por estar lesionado. Entretanto, ao invés de estar se recuperando, foi flagrado em vídeo numa festa (na imagem, há o jogador tocando pagode e a TV ligada no jogo do Timão, que perdeu a partida).

Não dava para se preservar? É colocar o “bumbum na janela”…

– Eu defendo que se cumpram contratos. Mas no caso específico do Zé Ricardo…

Se você assinou o contrato, cumpra-o. E exija o mesmo do outro lado.

Cumprir o contrato é: ir até o fim nas suas atividades, ou pagar a multa realizando o distrato (pois são as situações da legalidade).

Se você recebe uma proposta profissional mais atraente, é seu direito negociar. Paga-se à multa ao empregador e vá viver uma nova realidade. Não tem nada de ilegal.

Porém… 

Entrando na questão moral: se você assegurou e deu confiança a seu empregador de que, independente de outra situação profissional, irá até o fim, não está mais na questão legal, mas na ético-moral (se abandonar o emprego e sair para outra empreitada, ou até mesmo para um concorrente, embora tenha apalavrado).

No caso específico do Zé Ricardo, que deixou o Vasco da Gama: aqui a gente tem que abordar a insegurança. Lembram do episódio em que ele foi abordado pelos truculentos torcedores? Recorde aqui: https://wp.me/p4RTuC-CHP

Por quê passar esses perrengues? Vá com Deus e seja feliz no Japão! O empregador, aqui, parece que não combinou pagamento extra por insalubridade…

Vasco da Gama Futebol - Notícias, Resultados, Estatísticas, Rumores e Mais  sobre Vasco da Gama | ESPN

Imagem extraída de: https://www.espn.com.br/futebol/time/_/id/3454/vasco-da-gama

– Vai ser difícil segurar o Barbiéri…

Por mais que o Red Bull Bragantino tenha um projeto sólido (falamos sobre ele aqui: https://wp.me/p4RTuC-DQQ), está difícil segurar o treinador Maurício Barbieri.

A má vontade da torcida e alguns erros dele próprio, somados a percalços como o surto de COVID recente e contusões, contribuem para isso.

A questão é: quem está na praça, nos moldes desejados pela empresa, para substituí-lo?

– As 4 faces dos Workaholics.

Veja só: o workaholic é aquele típico viciado em trabalho. Porém, agora já temos catalogados 4 tipos desse sujeito.

Será que você se encaixa em alguns deles, sendo um workaholic e não sabe?

Extraído de: Revista Superinteressante, ed Janeiro/2013, ed 45.

AS QUATRO FACES DOS WORKAHOLICS

1) O IMPLACÁVEL

Não sabe dizer “não”. Assume mil responsabilidades sem conseguir priorizar o que importa nem delegar tarefas a outras pessoas. Com tanta coisa a fazer em pouco tempo, acaba deixando passar muitos erros.

2) O BULÍMICO

Por ter autoestima baixa, cria expectativas altas demais de como devem ser seus resultados. Isso lhe dá medo de começar projetos e, quando começa, trabalha à exaustão, extremamente preocupado com o risco de cometer erros.

3) O DESATENTO

Tem prazer com muitas idéias e, assim, começa uma imensidão de projetos. Porém, sente-se enfadado quando precisa levá-los adiante. Acaba fazendo tudo sem muito empenho, pensando em outras coisas.

4) O DEGUSTADOR

Detalhes o preocupam tanto que ele acaba paralisando, reescrevendo a mesma frase, rechecando algo. Como acha que ninguém será cuidadoso como ele, não consegue passar o bastão. E aí, você se identificou com algum perfil?

Workaholic: Você é um? Confira as características do distúrbio - Economia - iG

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– A quantidade correta de “sono permitido” no ambiente organizacional!

Que dormir faz bem, é sabido. Mas e depois do almoço, durante o trabalho?

Pesquisa mostra: dependendo da quantidade de sono, pode ser bom ou ruim. Mas a novidade é a seguinte: as empresas estão aderindo à moda no Brasil, criando até mesmo “espaços-soneca”.

Abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0EMI190504-15259,00-A+INVASAO+DA+SONECA.html

A INVASÃO DA SONECA

Por Carlos Giffoni e Marcos Coronato

Ter vontade de cochilar depois do almoço não é coisa de preguiçoso nem de glutão. É normal que haja uma queda na temperatura do corpo no meio da tarde, similar à que ocorre no meio da madrugada. Daí vem a sonolência pós-almoço. No horário em que outros mamíferos diurnos se espreguiçam gostosamente em alguma sombra, a maior parte dos trabalhadores volta ao batente. Mas cresce o número de empregados, no Brasil e no exterior, que podem tirar uma bela soneca depois do almoço – com o apoio do chefe.

Empresas como o Google e a Nike estão entre os defensores globais da dormidinha. No Brasil, até 2009, a consultoria especializada em ambientes de trabalho Great Place to Work (GPTW) não tinha nenhum relato de funcionários agradecidos por contarem com locais bons para dormir na empresa. Neste ano, em sua lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar (publicada por ÉPOCA) apareceram dez histórias sobre ambientes feitos para o descanso. Cada um a seu estilo, com pufes, redes ou colchonetes.

Dormir cerca de meia hora no meio da tarde pode melhorar a atenção, a memória, as habilidades motoras, o humor e a capacidade de tomar decisões. Segundo um estudo da Nasa, a agência espacial americana, 26 minutos de repouso, em média, aumentam a produtividade em até um terço e a capacidade de atenção em 54%. O estudo, coordenado pela especialista em fadiga Mark Rosekind, foi feito em 1995 – e só agora as empresas estão acordando para ele.

Os bons efeitos da soneca durante o expediente são percebidos por trabalhadores como Simone Silva, de 44 anos, assistente de treinamento na empresa de consórcios Embracon. No emprego anterior, ela já podia dormir, mas não contava com um espaço adequado para isso. “Eu tinha de colocar uma cadeira na sala do arquivo”, diz. No emprego atual, há uma estrutura de apoio. “É como se os pufes me abraçassem. Dormir 15 minutos é o suficiente.”

Um levantamento interno sobre qualidade de vida feito na Embracon mostrou que um terço dos funcionários em São Paulo tem jornada dupla, entre trabalho e estudo. “Eles acordam cedo e dormem tarde. Percebemos que um ambiente para descansar depois do almoço melhoraria as condições de trabalho”, diz Brenda Donato, gerente de recursos humanos. A empresa de software Sydle, de Belo Horizonte, também oferece espaço para descanso e escolheu não controlar o horário de uso. “A sala de descanso fica aberta das 7 horas às 21 horas, e cada um passa ali o tempo que quiser. Basta cumprir as oito horas diárias de trabalho”, afirma Alessandra Ravaiani, analista de RH.

A empresa pode até não controlar a duração da soneca, mas ainda assim o sono da tarde precisa ter limites. Senão, em vez de melhorar, ele pode piorar a saúde e a produtividade. A neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Sociedade Brasileira do Sono, destaca algumas características do cochilo proveitoso. Em primeiro lugar, ele dura de 20 a 40 minutos. Parece pouco, mas o segredo é cultivar o hábito. O cérebro, quando acostumado à regularidade do momento de repouso, tenta aproveitá-lo ao máximo e “corre” para um estágio do sono revigorante. “Depois de 40 minutos, você entra em estágios ainda mais profundos, e acordar no meio de um deles pode causar mais cansaço”, diz Andrea. O bom sono, mesmo curtinho, também requer níveis baixos de luz e ruído.

Dormir 30 minutos já melhora o resto do dia, mas
mais de 40 minutos pode atrapalhar o sono noturno

A pior ameaça, porém, é a piora do sono noturno, já ruim para muita gente. O brasileiro médio dorme de seis horas e meia a sete horas e meia por noite, mas sete horas e meia é o mínimo necessário para manter a saúde física e mental. Um estudo da Unifesp em 2007 constatou que metade dos paulistanos tem problemas relacionados ao sono, situação comum em grandes cidades. “Quem tira uma soneca de vez em quando, sem regularidade, corre o risco de atrasar o sono noturno”, diz Andrea. Também para preservar o sono da noite, é importante não adiar o horário do descanso vespertino.

Em algumas áreas comerciais, surgem estabelecimentos que prestam esse tipo de serviço. Em Nova York, ganham fama spas de cochilos como o Yelo. No centro do Rio de Janeiro, desde o ano passado funciona a clínica de sono Pausadamente. Lá, salas para descanso podem ser alugadas por períodos de 20 a 40 minutos. Em São Paulo, o restaurante Bello Bello oferece desde 2004 a seus clientes o Espaço Soneca – um ambiente reconfortante, bem isolado da agitação do comércio da vizinhança, no bairro de Pinheiros. “Queria trazer o clima de minha casa para o restaurante”, diz a proprietária, Salete Ebone. “Fui acostumada a descansar durante a tarde, mas vejo que a soneca ainda é um tabu para muita gente.” Dos 300 clientes que almoçam por lá todos os dias, cerca de 40 vão ao Espaço Soneca depois da refeição e se libertam desse tabu.

Olga Kurbatova/Getty Images

Extraído de: https://super.abril.com.br/comportamento/o-homem-e-o-unico-animal-a-dormir-de-uma-tirada-so/

– Respeitem o Negueba, senhores críticos.

Uma das coisas mais recentes – e irritantes – é usar uma comparação pessoal para criticar alguém. E o grande exemplo disso: falar que Vinícius Jr seria um “Neguebinha”, em referência ao Negueba.

  • Primeiro: Vinícius Jr, menino humilde com apenas 21 anos, venceu na Europa. Torci por ele, pois jogou contra o preconceito e a má vontade de muitos (falamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/05/28/parabens-real-madrid-campeao-da-champions-league-parabens-liverpool-um-otimo-vice-campeao/).
  • Segundo: Mesmo que Vinícius Jr não tivesse triunfado nos campos europeus, que raio de adjetivo é esse de “Neguebinha”? Você pode usar a comparação de maneira respeitosa, por exemplo: “Vejo uma semelhança na carreira com Negueba, acredito que terá dificuldade e blablablá”. Mas usar o diminutivo com tom irônico, é de fato, pejorativo.
  • Terceiro: Negueba é um profissional de futebol (atualmente no Criciúma). Ele tem parentes e amigos, que devem estar chateados com o termo criado. Como nós podemos dizer que alguém não passa ou passará de “Neguebinha” na carreira? Respeite-se o jogador Negueba (que é um trabalhador como qualquer um de nós, que luta todos os dias atrás do seu sustento e de maneira honesta). Respeite-se, ainda mais, Guilherme Ferreira Pinto (seu nome de batismo), que não tem nenhuma culpa de quando jovem dizerem que ele seria um novo Paulo Isidoro (como feito à época), e sofrer a pressão de se tornar um craque.

Eu não entendo tais bolas-foras humanas… ninguém gostaria de ser comparado como “mais um Joãozinho”, ou “mais um Tiaguinho, Mateuszinho, Luquinha…”

Imagem extraída de: https://br.bolavip.com/futebol/Negueba-e-mais-um-de-olho-na-Serie-B-Criciuma-prepara-contratacao-de-atacante-ex-Flamengo-e-volante-ex-Avai-20220309-0162.html. Por Pedro Martins/AGIF).

– Machos e o machismo: mulheres não são as únicas vítimas.

Um texto para o “homem moderno”. Na verdade, para uma sociedade justa, não preconceituosa, respeitosa, digna e de equidade aos homens e mulheres:

“O machismo convence o mundo de que um homem deve sentir-se vexado por ganhar menos que a mulher. Convence o mundo de que um homem que abra mão da carreira para cuidar dos filhos é um fracassado disfarçando sua incompetência profissional. Convence-nos de que o homem, sexualmente, deve funcionar como uma máquina que nunca poderá ter falha alguma, seja no porte, na performance ou na vida útil. Que o homem precisa dirigir bem, manobrar com facilidade, saber trocar pneu, desentupir ralo e trocar resistência de chuveiro. Que o homem não deve usar antirrugas, nem corretivo para acne e olheiras, nem filtro solar. Que o homem não deve ter medo de barata, de escuro, de altura, de ficar solteiro, de não poder ter filhos, de se aposentar e sentir-se inútil.”

Na íntegra, abaixo, extraído de: https://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/o-quanto-o-machismo-tambem-reprime-os-homens/

O QUANTO O MACHISMO TAMBÉM REPRIME O HOMEM

por Ruth Manus

Como todos sabemos o comportamento machista não é exclusividade masculina. Há homens machistas, mulheres machistas, músicas machistas, livros machistas, doutrinas machistas. Da mesma forma, o feminismo não é uma luta apenas das mulheres. O feminismo, como já mencionamos aqui no blog, não é o contrário de machismo, mas é a luta por igualdade entre homens e mulheres. E isso interessa todos nós.

A mentalidade machista mata, fere, humilha e reprime mulheres todos os dias, em todos os cantos do mundo. E nós precisamos lutar diariamente contra esse tipo de comportamento, mesmo quando ele se apresenta de forma sutil, disfarçado de piada, de pequena censura.

Mas não são só as mulheres que são vítimas do machismo. Obviamente não estamos comparando dores, nem nivelando os potenciais das agressões. As maiores vítimas do machismo sempre serão as mulheres. Mas talvez esteja na hora de entendermos que a vida de todo mundo seria melhor sem ele.

Começa muito cedo. O antiquado “menino não chora” ainda circula por aí. Por vezes ele se traveste de “vai ficar chorando que nem uma menina?”. O machismo tenta enfiar as lágrimas de volta nos olhos dos meninos, que já crescem com duas ideias erradas: a de que eles não podem ter fragilidades e a de que toda menina é frágil por natureza.

Depois os meninos são tolhidos nos brinquedos. Uma menina jogando bola ou brincando de carrinho pode até ser aceita (embora o mundo prefira vê-la com uma cozinha de plástico cor de rosa). Mas um menino com uma Barbie jamais passará ileso. Um menino que queira brincar de ser pai de uma boneca será motivo de preocupação. Um menino com um bambolê. Um menino que se divirta penteando cabelos.

Mais tarde são os cursos universitários: Nutrição? Enfermagem? Psicologia? Pedagogia? Design de interiores? Gastronomia? O machismo está pronto para mandá-los para a engenharia, para o direito e para administração de empresas. Nas profissões não é diferente. Um amigo que estuda em Barcelona é excelente com crianças, pensou em se oferecer para cuidar de algumas. Mas quem aceitará “um” baby-sitter? Será um pedófilo? Um pervertido? Além disso, misturam-se conceitos, associando profissões a orientação sexual e, de repente, o simples fato de um homem gostar de cortar cabelos ou desenhar roupas já torna-o gay aos olhos dos machismo. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas o machismo é muito burro.

O machismo convence o mundo de que um homem deve sentir-se vexado por ganhar menos que a mulher. Convence o mundo de que um homem que abra mão da carreira para cuidar dos filhos é um fracassado disfarçando sua incompetência profissional. Convence-nos de que o homem, sexualmente, deve funcionar como uma máquina que nunca poderá ter falha alguma, seja no porte, na performance ou na vida útil. Que o homem precisa dirigir bem, manobrar com facilidade, saber trocar pneu, desentupir ralo e trocar resistência de chuveiro. Que o homem não deve usar antirrugas, nem corretivo para acne e olheiras, nem filtro solar. Que o homem não deve ter medo de barata, de escuro, de altura, de ficar solteiro, de não poder ter filhos, de se aposentar e sentir-se inútil.

O machismo não costuma matar homens. (a não ser que esse homem beije outro homem no meio da Avenida Paulista). O machismo prefere matar mulheres. O machismo odeia todas as mulheres que não se encaixam em seu asqueroso e pobre padrão. Mas também odeia os homens que não correspondem às suas tristes expectativas. E reprime-os. Julga-os. Condena-os. Não os mata com armas de fogo, não os espanca no chão da cozinha, não os violenta nos becos escuros. Mas mata, sim, a cada dia, um pouco das sua liberdade, da sua paz, dos seus sonhos.

Morte grande e sangrenta ou morte pequena e sutil, somos todos vítimas do mesmo machismo. E a luta contra ele é uma só: uma luta sem gênero, protagonizada por todos os que sabem que não queremos seguir caminhando por caminhos trilhados por uma mentalidade tão pobre, tão atrasada e tão carregada de ódio.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Neymar na boate na Coreia do Sul: ele poderia evitar…

Cuidar da imagem é importante em qualquer seara profissional. E nesta semana, Neymar foi bombardeado por sua conduta.

No programa do Fausto Silva, na TV Bandeirantes, Paulo Roberto Falcão criticou o atacante. Disse ele:

“Uma das coisas que eu sempre procurei na minha vida foi ter amigos que não dependessem viver no meu guarda-chuva. Nunca quis ter ‘parça’. Eu queria gente do meu lado que me criticasse quando eu fizesse alguma coisa errada”.

Também o ex-jogador e treinador francês, atualmente comentarista, Rolland Courbius, ao programa esportivo “RMC Foot”, declarou que:

“Já faz quatro anos que Neymar está sendo testado [no PSG]. (…) Nós não nos importamos com seus últimos dois bons meses. Ouvi algo que me fez rir ultimamente, que Neymar é mais novo que Messi, mas ele tem 45 anos fisiologicamente (…) Visto de fora, mas também de dentro, Neymar é bobo e ridículo. Se tivesse um comportamento exemplar e não jogasse pôquer até 4 horas da manhã, talvez pudesse ser superior a Messi”.

Diante de tudo isso, eis que o jogador brasileiro é visto na madrugada, gastando R$ 450 mil em bebidas alcoólicas, lá em Seul, onde a Seleção Brasileira jogará. Não dava para evitar tal situação após essas críticas, ou ninguém lhe avisou que estava sendo criticado por situações como essa?

O Staff dele deve ser enorme. Impossível que não lhe dêem um “toque”. Eu entendo que ele é uma celebridade, começou cedo demais e não teve infância. Mas a atividade de jogador de futebol profissional têm suas exigências (mesmo quando em horário de folga, pela natureza do seu ofício).

Extraído de: https://extra.globo.com/famosos/neymar-deixa-boate-na-coreia-do-sul-as-5h-da-manha-segundo-imprensa-local-25519624.html

NEYMAR DEIXA BOATE NA COREIA DO SUL ÀS 5H DA MANHÃ.

A passagem de Neymar por Seul, na Coreia do Sul, está dando o que falar. O jogador do Paris Saint-Germain foi filmado pela imprensa local entrando de madrugada na boate Race, em Seocho-gu, por volta da 1h do último domingo. Ele deixou o local às 5h30, com seguranças e cobrindo o rosto com um moletom, como mostra um vídeo feito pelo MoneyTwo Day, que publicou a notícia.

Segundo informações da imprensa local, ele estava acompanhado de outros jogadores, e o grupo teria gastado R$ 12 milhões de wons (moeda local) em bebidas alcoólicas caríssimas, como o champanhe da marca Domperigno, que custa R$ 1,5 milhão de wons.

A seleção brasileira de futebol terá um amistoso com a seleção sul-coreana liderada por Son Heung-min (Tottenham Hotspur) no Estádio da Copa do Mundo de Seul no próximo dia 2.

Na última sexta-feira, Neymar publicou uma foto se divertindo com outros jogadores da seleção brasileira em uma montanha-russa por lá.

Foto: Reprodução-MoneyTwo Day

– Que pena! Quanta gente se perde…

Fico sinceramente triste quando pessoas se perdem nas Redes Sociais! Por viverem dentro de uma bolha virtual, seja ela de qual assunto for, passam a postar críticas pelo simples fato de caçar cliques ou “causar”, abrindo mão do bom senso e da razoabilidade.

Normalmente, são pessoas sozinhas, que se afastaram de amigos ou das pessoas que queriam lhe ajudar. Atacam jornalistas, celebridades ou ainda pessoas comuns, passam vergonha e não percebem o papel ridículo que fazem. Difamam o trabalho alheio achando que todos são porcaria e que nada presta. Ousam atacar profissionais bem-sucedidos. Por inveja? Talvez…

Viram “Stalkers”, e depois “Haters”, e aí a credibilidade vai embora mesmo…

É difícil para elas reconstruir uma carreira. Tornam-se amargas (e porque querem), não aceitam críticas e se acham melhores e mais inteligentes do que outras. Precisam criar novos perfis, novos avatares e mudar até mesmo o “nome de guerra”.

O que a teimosia, a arrogância e o menosprezo à ajuda fazem, não? E não percebem o quão mal fazem a si próprias, não entendendo que a opinião diversa de alguém deve ser respeitada. Perdem emprego e respeito, lamentavelmente.

Imagem extraída de: https://www.significadodossonhosonline.com/5-habitos-que-tornam-as-pessoas-amargas-como-evitar/amp/

– Mentiras dos Médicos!

Olha que interessante: pesquisa americana realizada pelo Charter on Medical Professionalism, por Lisa Iezzoni, mostra algumas atitudes discutíveis de médicos. A maioria delas:

-55,2% descreveram o prognóstico de uma maneira mais positiva do que deveriam ao menos uma vez no último ano;
-28% revelaram informações médicas confidenciais a pessoas não autorizadas;
-20% não assumiram erros com medo de processo;
-35,4% não gostam de deixar claro aos pacientes suas relações coma indústria farmacêutica;
-11% admitiram ter dito a um paciente algo que não era verdade.

Mais detalhes, extraído de Isto É, Ed 2209, pg 79, por Luciani Gomes, em:

AS MENTIRAS DOS MÉDICOS

Médicos mentem? Além de competência técnica, espera-se que o profissional de medicina nunca omita ou exagere, para mais ou para menos, o quadro de um paciente. Mas uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada este mês na revista Health Affairs, voltada ao aprofundamento de políticas de saúde, revela que a honestidade não está sendo levada tão a sério pelos principais profissionais da área de saúde. De cerca de 1,9 mil médicos entrevistados, 55,2% confessaram ter dado um prognóstico mais otimista do que exigia a situação. “O grande problema nesses casos é a omissão de informação necessária para que o paciente tome decisões sobre sua saúde”, disse à ISTOÉ a coordenadora da pesquisa, Lisa Iezzoni, professora da escola de medicina da Universidade de Harvard.
Lisa cita o exemplo de um paciente de câncer que, ao receber o diagnóstico, não compreendeu o avançado estágio da doença. O resultado foi que não conseguiu se preparar – nem preparou a família – para as perdas emocionais e financeiras que sofreriam. “É humano não querer chatear. Mas isso não pode impedir um médico de passar a informação correta”, pondera Lisa. Para o médico Edevard José de Araújo, do Conselho Federal de Medicina (CFM), a verdade deve sempre ser dita, e de maneira muito clara. “Talvez não toda a verdade num primeiro encontro, mas durante dois, três ou mais, se for necessário, para um melhor entendimento”, defende.
O estudo apontou também uma grave omissão em relação aos erros médicos. “Somente 20% disseram ter assumido e relatado ao paciente a ocorrência de erros durante o tratamento ou diagnóstico”, afirma a pesquisadora. “O profissional não pode prometer um resultado 100% satisfatório. Mas, se algo acontecer fora do previsto, ele tem que informar”, orienta Araújo, do CFM.
Porém, 34% dos profissionais revelaram que não concordam completamente com a ideia de que devem reportar aos pacientes os erros médicos significativos cometidos no atendimento.
Outro ponto obscuro na relação médico-paciente é a transparência sobre o envolvimento dos profissionais com a indústria farmacêutica. Trinta e cinco por cento não estão seguros ou discordam da obrigatoriedade de informar ao paciente os seus vínculos com as empresas. “É um relacionamento impossível de não existir por causa do assédio e da força dessa indústria e que leva a um tipo de relação condenada, da qual nem sempre o paciente sabe”, diz Araújo.
E já que a relação médico-paciente nunca é tão clara como parece, a solução é desmistificá-la, conforme a professora Ligia Bahia, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Os médicos são seres humanos e, como tais, sujeitos a diversas influências.” Ela recomenda aos pacientes exercerem sua autonomia, exigindo sempre explicação completa sobre qualquer diagnóstico ou tratamento.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O que o Corinthians teria achado sobre a declaração de Vitor Pereira a respeito do Liverpool?

Vitor Pereira, quando foi falar da vontade “não-possível” de Roger Guedes em jogar na posição que gosta, usou a infeliz frase de que “gostaria de treinar o Liverpool mas não podia”.

Sincero demais…

Para mim, evitável. Eu, no lugar do presidente do Corinthians, pediria para que se evitável tais declarações. Mas muitas vezes acima da minha impressão, fica o ótimo texto do Luís Carlos Quartarollo, que compartilho abaixo sobre essa situação:

Extraído de: https://www.futebolemrede.com.br/post/a-sorte-de-vitor-pereira-%C3%A9-que-o-seo-tuta-n%C3%A3o-%C3%A9-o-presidente-do-corinthians

A SORTE DE VITOR PEREIRA É QUE O SEO TUTA NÃO É O PRESIDENTE DO CORINTHIANS.

Vitor Pereira disse que gostaria de treinar o Liverpool, mas não pode. Se pudesse iria correndo para a Inglaterra. Disse isso para justificar a “queimada” que tem dado em Roger Guedes, que insiste que é jogador de lado e o técnico quer escala-lo em outras posições. Para uns não precisava ter dito isso até porque hoje trabalha no Corinthians. Para outros não teve nada demais porque ele disse que também respeitava o Corinthians.

É líder do Brasileiro, virtualmente classificado na Libertadores e vivo na Copa do Brasil. Isso basta para o torcedor mais bravo passar o pano mesmo quando se sente atingido. É a esposa que engole, se faz de sonsa, quando o marido diz que a vizinha é bonita e gostosa, mas que não esquece e na primeira discussão vai jogar isso na cara dele. Duvida? Então tente para ver o que acontece. Torcedor apaixonado é a mesma coisa. Finge que aceita e espera a hora certa para devolver a bronca.

Mas além disso, como mostra a manchete aí em cima, Vitor Pereira tem sorte que o Seo Tuta não é presidente do Corinthians. Se fosse já estaria na rua no fim da coletiva. Conta a história e reza a lenda, que na década de 70, o genial Joseval Peixoto, o locutor da Copa-70 naquele pool de rádios numa linha só, trocou a Jovem Pan pela Bandeirantes. Depois acabou voltando e até fez dupla com o não menos genial Osmar Santos e virou âncora do Jornal da Manhã por anos a fio.

Num domingo quando Joseval ia estrear na Bandeirantes vários companheiros da Jovem Pan foram convidados para enviar uma mensagem ao ex-colega que começava uma nova empreitada na carreira. Um deles, Geraldo Blota, fiel amigo e companheiro inseparável de Joseval até na composição da música “Ói nóis aqui traveis”, sucesso na voz dos Demônios da Garoa, não se fez de rogado e disse mais ou menos assim: “Boa sorte, Joseval e se me convidar vou também”.

No dia seguinte quando o popular GB chegou à Jovem Pan foi avisado para passar no Departamento Pessoal. Estava demitido. Quando quis saber o porque ouviu do Seo Tuta, que era dono daquela grande Jovem Pan: ” Você não queria ir para a Bandeirantes. Está demitido. Pode ir”. Pelo que sei não foi, mas a demissão nunca se reverteu. Entendeu agora a sorte que você tem, Vitor Pereira. Já imaginou se Duílio Monteiro Alves fosse o Seo Tuta. “Ah, gostaria de treinar o Liverpool. Por falta de adeus, até logo. Vai, o Aeroporto é logo ali”

EM TEMPO: Antonio Augusto Amaral de Carvalho, seo Tuta, foi o melhor patrão que eu tive. Acertava mais de 10 vezes do que errava e defendia seu time como ninguém. Tinha lá sua razões. Fez da Jovem Pan uma referência nacional. Pelo menos na sua época.

– A Montanha-Russa da Vida.

Visualizei no perfil do LinkedIn de Ronaldo Nascimento essa analogia fantástica, e não tem como deixar de compartilhar.

Assistam ao vídeo com a explicação abaixo:

A estrutura azul escura é Deus em nossas vidas, sustentando-nos em todo tempo! A azul clara é a vida profissional que precisamos estar nela amparados e a rosa é a família, que não podemos nos desprender! Os movimentos nos mostram que a vida é dinâmica e não se pode viver estaticamente, por maiores que possam ser as adversidades representadas pelos movimentos destas estruturas. Temos um Deus que cuida de nós, um emprego para não faltarem as necessidades e nossa família, que é nosso alicerce!