– De novo “causando”, Bolsonaro?

Pobre Brasil… Aguentar um presidente birrento, que apesar de alguns bons ministros, se perde por si próprio, ninguém merece.

O corrupto Lula não emplacou seu candidato por conta das mentiras que promoveu com o Mensalão e Petrolão, fomentando a urgente troca do poder. Surgiu Bolsonaro, que apesar da virtude anti-lulista, se mostrou incapaz de unir o país e se perdeu na pandemia, com incentivo à aglomeração, desconfiança do uso de máscaras e negacionismo inicial das vacinas.

Não é possível que não surja um nome de credibilidade entre o ladrão e o incompetente! Meu Deus…

O chilique contra a jornalista em Guaratinguetá, abaixo, ou em: https://twitter.com/choquei/status/1407025511801425924?s=21

– O Editorial do Estadão sobre o pecado de Bolsonaro e a pura (e triste) realidade…

Eu lamento demais que a Política esteja trazendo tantas intrigas na sociedade brasileira. Pesa-me ter vivido anos de tanta corrupção sob a gestão de Lula (que, incrivelmente, ainda encontra adoradores e outros que não viveram aquele momento, mas o defendem).

Entretanto, o seu contraponto, o presidente Jair Bolsonaro, encontra igualmente inúmeros adoradores que não conseguem ver (igualmente aos esquerdistas do lulopetismo) mácula alguma. Por exemplo, a questão das “teorias conspiratórias” que ele demonstra ter a todo instante. “Tudo é contra ele”, e ele parece fomentar esse sentimento, nunca admitindo os erros. Vide a insistência com a cloroquina, aglomerações e desincentivo ao uso de máscaras de proteção.

O editorial do Estadão é “didático” quanto ao que me desagrada. Vale a pena ler:

Extraído de: “O Estado de São Paulo”, 14/06/2021, página 2.

EDITORIAL DO ESTADÃO

Ante o risco de insatisfação popular, muito concreto, Bolsonaro recorreu a quase todo o seu repertório de falsidades para que o País mude de assunto

O oitavo Mandamento diz que não se deve dar falso testemunho. No “evangelho” do presidente Jair Bolsonaro, contudo, esse mandamento caducou.

Ao discursar numa igreja evangélica em Anápolis (GO), na quarta-feira passada, Bolsonaro fez um sermão repleto de mentiras, tão evidentes que nem era preciso ser onisciente para perceber.

Bolsonaro voltou a afirmar que houve “fraude” na eleição de 2018, que ele venceu. “Eu fui eleito no primeiro turno. Eu tenho provas materiais, mas o sistema, a fraude existiu sim, me jogou para o segundo turno”, disse Bolsonaro.

A primeira vez em que o presidente alegou ter sido vítima de fraude na eleição foi em março de 2020. Na ocasião, disse que tinha “provas” e que as mostraria “brevemente”. Bolsonaro nunca o fez, porque não existem. Mas isso não tem importância: no “evangelho” bolsonarista, a verdade não é aquilo que encontra correspondência na realidade, e sim aquilo que Bolsonaro enuncia como tal. É questão de fé.

No mesmo sermão, Bolsonaro tornou a acusar governadores e prefeitos de “utilizar politicamente o vírus” da covid-19. Sem qualquer respaldo nos fatos, o presidente disse que as medidas de isolamento social para conter a pandemia se prestam a derrubá-lo: “Vamos fechar tudo, lockdown, toque de recolher, que a gente pela economia tira esse cara daí”. Bolsonaro disse que o querem fora porque “fez com que as estatais não dessem mais prejuízo”, “está começando a arrumar a economia”, “acredita em Deus”, “respeita seus militares” e “acredita na família”.

Em seguida, disse que “gente que estava ao meu lado” fez contas, a partir de um “acórdão do Tribunal de Contas da União”, e chegou à “constatação da supernotificação de casos de covid” por parte de Estados interessados em ter “mais recursos” federais. Segundo Bolsonaro, “se nós retirarmos as possíveis fraudes” da contabilidade de mortos por covid-19, “o nosso Brasil” será “aquele com menor número de mortes por milhão de habitantes por causa da covid”. Ou seja, o presidente está dizendo, em outras palavras, que milhares de médicos em todo o Brasil integram uma máfia dedicada a fraudar atestados de óbito para favorecer os planos de governadores corruptos.

Uma vez eliminada a “fraude”, disse o presidente, ficará claro que o Brasil teve poucas mortes por covid-19 porque adotou o “tratamento precoce”, com cloroquina e ivermectina, cuja ineficácia contra o coronavírus já foi amplamente atestada. Bolsonaro disse que não se investe nesse “tratamento” porque “interessa viver em cima de mortes, para se ganhar mais recursos”.

Para o presidente, é irrelevante se o tal “tratamento precoce” não tem comprovação científica. “Eu pergunto: a vacina tem comprovação científica ou está em estado experimental ainda? Está experimental”, disse Bolsonaro, naquela que talvez seja a mais nociva das tantas mentiras que contou no seu sermão. Ao questionar a segurança da vacina, já atestada pelas autoridades sanitárias regulatórias, Bolsonaro sabota todos os esforços para incentivar os brasileiros a tomar o imunizante.

Mas a epifania bolsonarista em Anápolis, malgrado suas repetidas referências a “milagres” e “Deus”, teve objetivos bem mais mundanos. Conforme a já manjada tática bolsonarista, era preciso inventar variadas polêmicas, em grande quantidade, para tirar a atenção do mais importante: a forte alta da inflação, anunciada no mesmo dia do sermão de Bolsonaro.

Se por um lado a inflação aumentou a arrecadação do governo, pois os tributos são cobrados em cima de preços mais altos, por outro a alta dos preços corrói a renda dos brasileiros, especialmente a dos mais pobres, que já convivem com forte desemprego. Ante o risco de insatisfação popular, muito concreto, Bolsonaro recorreu a quase todo o seu repertório de falsidades para que o País mude de assunto.

Em sua prédica mendaz, foi honesto uma única vez, quando disse que, ao ser eleito, “não sabia o que fazer”. Hoje, contudo, sabe muito bem: mentir dia e noite para ser reeleito. Se vai conseguir ou não, depende da credulidade dos eleitores.

– Um minuto de reflexão: sobre o fanatismo político e religioso.

Xô, fanatismo!

Abordamos aqui, em: https://www.youtube.com/watch?v=y_9WXhlGS1Q

– Você não se assusta com multidões endeusando políticos?

Se um político é endeusado, os seus seguidores mais fanáticos não enxergam seus erros. Claro, me refiro aos radicais, respeitando sempre o leitor comum esclarecido.

Lula praticou barbaridades em seu Governo. E, para muitos, os gravíssimos Petrolão e Mensalão foram esquecidos. Bolsonaro fez muitas bobagens no combate à pandemia, especialmente nos péssimos exemplos do pouco caso com máscaras, incentivo à aglomerações e relutância inicial à vacina. Ainda assim, há os que justificam seus atos.

Quando vejo essas fotos de multidões louvando os dois (abaixo), me preocupo. Da mesma forma seria se fossem pró- Dória, Ciro, Amoedo e outros.

O fanatismo e a demagogia são fomentos para o populismo – e isso é péssimo para qualquer país sério.

– A difícil missão de escolher um candidato a presidente em 2018 e como será em 2022:

Uma recordação pertinente, de 2018:

  • Eu escolhendo um candidato a presidente:
    – esse é corrupto,
    – esse é incompetente,
    – esse é radical,
    – esse é pau-mandado,
    – esse não vai ganhar,
    – esse vai aumentar os impostos,
    – esse está preso,
    – esse está enrolado com escândalo do Metrô,
    – esse quer resolver na bala…
    VIXI!!!

Clique no vídeo abaixo para ver a reação durante a escolha… (ops: 2022 será diferente?).

em: https://www.facebook.com/rafael.porcari/videos/2182468958460421/?t=4

– Crivella como Embaixador na África?

Depois de ser preso por corrupção, Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro, recebe afagos desnecessários e injustificáveis do Governo: ele será nomeado Embaixador na África do Sul!

Um detalhe: Crivella não pode sair do Brasil devido às investigações que sofre…

Como pode?

– O Manifesto da Seleção: convincente ou não?

Quem ficou acordado até tarde da noite / madrugada, deve ter se decepcionado: os jogadores da Seleção Brasileira divulgaram seu tão aguardado manifesto, que nada mais passou do que uma “nota de repúdio” pela organização da Copa América, após a mudança de sede da Colômbia / Argentina, justificando que “os rumos da competição tomados pela Conmebol” (fosse no Chile, que era a hipótese anterior, ou mesmo no Brasil), não estão a contento.

– Tanto “auê”, furor e suspense pra… isso?

Não foi convincente. Foi inconveniente! Ou, se bobear, indecente. Criou-se um clima de rebeldia e uma expectativa de que os atletas seriam mais politizados e contundentes. Nada disso. Tudo vago, simples, frustrante.

Ficou no ar que: a ideia era pressionar por férias ou pela queda de Rogério Caboclo, por trás de uma “cortina de fumaça” de que seria um boicote contra a competição.

Se era para chamar a atenção, conseguiram. E para perder (ainda mais) a simpatia e a credibilidade, idem.

Como diria o “Zé Boca de Bagre”, amigo do Prof Basile, “falaram, falaram e não disseram nada” (uma sábia estratégia de políticos).

– A triste mesquinhice dos políticos brasileiros em meio à pandemia.

A vaidade é uma praga que acaba com o nosso país. Se não fosse ela, que galopa junto à birra, talvez o cenário da pandemia fosse menos trágico no Brasil.

Digo isso pois a eterna discussão sobre a responsabilidades dos políticos em meio aos casos de Covid-19 continua em alta. E cansa! É muito lenta-lenga…

O presidente promoveu aglomerações e péssimos exemplos. Os governadores e prefeitos receberam altíssimas verbas financeiras e escândalos diversos surgiram de desvios. Como podem?

A pandemia deveria servir para unir o país num propósito de superação, não dividi-lo ainda mais.

– Eles riem enquanto outros brigam… Política e Futebol iludindo a muitos!

A semana foi complicada para o mundo do futebol. Surgiu uma baita discussão provocada pelo jornalista Carlos Cereto, onde ele defendia a separação entre jornalismo esportivo e político, como que “se evitasse falar de ambos concomitantemente”. Respeito a opinião dele, mas discordo: a política está intrínseca na sociedade, pois ela é necessária para todas as searas!

Aliás, já disse uma vez até mesmo o Papa Francisco sobre ela: “A Política é o mais alto grau da Caridade” (entenda esse contexto em: https://wp.me/p4RTuC-c0U).

Pois bem: se discute muito as manifestações de esportistas sobre Direita e Esquerda (ou Extrema D / Extrema E), como, por exemplo, as críticas que são lidas a Felipe Melo ou a Casagrandepois ambos têm posições abertamente assumidas. Eles podem assumir suas convicções, é da Democracia e não os censure por suas visões de mundo (isso não quer dizer “fazer apologia”, mas simplesmente respeitar e permitir a expressão de todos os prismas).

Assusta-me ver como as coisas vão sendo deturpadas quando a busca pelo poder e o fanatismo político tomam o lugar da sensatez e da razão. Vide a taxação de “comunista” atribuída ao treinador Tite, que NUNCA se manifestou ideologicamente, e que agora é atacado por uma foto de 2012 onde ele já se disse arrependido. 

Sobre essa posição de neutralidade do treinador da Seleção Brasileira, compartilho na postagem de ontem, postada em: https://wp.me/p4RTuC-vib (onde falamos da grande fake news que viralizou).

O mais interessante é: as pessoas se exacerbam, discutem, mas não se lembram que a CBF, em questões de política, não é nem de Esquerda e nem de Direita: ela é do lado do PODER!

Esquecemos tão rapidamente os afagos de Marco Polo Del Nero em Lula (juntamente com Marin, filho da Ditadura Militar)? A bancada da bola sempre migrou de lado, conforme o interesse. Rogério Caboclo faz o mesmo com Jair Bolsonaro (e faria a mesma coisa com Fernando Haddad, Marina Silva, Cabo Daciolo ou Guilherme Boulos). É do “jogo da CBF”.

Portanto, não se rotule quem não quer ser rotulado como Tite, respeite-se quem se manifesta ideologicamente, mas não se apaixone-se por quem quer usufruir das benesses do dinheiro e do poder.

Enquanto “internautas desavisados” e “tiozões do WhatsApp” replicam memes contra os “mercenários jogadores” ou “a hipocrisia do treinador”, como gostam de escrever, os senhores da imagem abaixo riem…

– Não seja injusto com Tite! Entendendo o imbrolho da CBF e as mentiras da Web.

Nos dias atuais, “confie desconfiando” de várias coisas. Muitas vezes precisamos tomar cuidado com o que se publica na Internet, pois as Fake News são numerosas e as postagens de muitos desavisados confundem as pessoas.

Neste tremendo rolo que a CBF está envolta, com o afastamento do presidente Rogério Caboclo (num enredo impressionante: vídeo dele ameaçando presidentes de clubes, depois áudio falando sobre a influência de Marco Polo Del Nero na entidade e posterior denúncia de assédio sexual e moral com uma narrativa nojenta) e a volta do Cel Nunes à presidência da casa, é necessário ter cuidados. Por exemplo: as bobagens que foram criadas em cima do técnico Tite. Mas qual a “verdade verdadeira”?

Primeiro, especulações / hipóteses:

  • O que é tão importante que ele falará dia 08, após combinação com os jogadores da Seleção? Quem disse que ele convocaria a força máxima da Seleção na Copa América sendo na Argentina e Colômbia, e com a mudança de sede para o Brasil, ele resolveu não disputar? Qual a fonte para afirmar que o problema é a negociação da premiação? Ou, por fim, que o questionamento é a necessidade da competição com o calendário apertado em meio às férias dos atletas?

Importante: os jogadores dos principais clubes europeus, que já são valorizados, ganham o quê servindo a Seleção e abrindo mão das férias, correndo o risco de voltarem machucados aos seus clubes, que são os seus reais empregadores? A CBF é uma entidade privada que lucra muito e usa deles para ganhar dinheiro.

Segundo, esclarecimentos:

  • Muitas pessoas estão taxando que Tite é “esquerdista” e que estaria forçando uma não realização da Copa América por “ser Lula e querer prejudicar o Governo Bolsonaro”. Quanta imaginação! Onde Tite se pronunciou politicamente? Ao contrário, ele não se manifesta há algum tempo sobre isso e preste atenção: Tite se encontrou em 2012 com Lula, após a conquista da Libertadores, numa comitiva com o então presidente corintiano Mário Gobbi. As fotos coletiva da comissão e a individual do treinador correram a Web e ressurgiram como se fosse “manifestação política atual”. Porém, ao Sportv (programa Grande Círculo), em 2018, Tite, arrependido daquele momento e chateado, disse ao ser questionado se ‘vencesse a Copa América de 2019 iria levar a taça ao presidente Bolsonaro ou não’, respondeu:

“Errei lá atrás [com Lula], não faria com o presidente [Bolsonaro] antes da Copa e nem agora, porque entendo que misturar esporte e política não é legal. Fiz errado lá atrás? Sim. Faria de novo? Não.

Lembrando: Tite também se recusou a encontrar Michel Temer em 2017, alegando “desconforto” no envolvimento de esporte e política.

Para não avalizar tudo, recordemos: uma mácula de Tite é ter criticado veementemente Marco Polo Del Nero na CBF e depois aceitar seu convite à Seleção…

Quanto ao mérito esportivo, aí é outra história… gostar das convocações dele, do esquema tático e demais nuances, passa a ser assunto diferente desse.

Acima, uma das fotos de 2012, do evento citado.

– Haverá boicote de jogadores euro-brasileiros na Copa América?

Nunca tivemos uma Seleção Brasileira (ou que seja apenas um grupo específico dentro dela) com politização ativa para discutir questões nacionais. E me causa estranheza ver esse grupo atual, segundo algumas informações da imprensa, ameaçar boicotar a Copa América.

Teria sido um movimento dos atletas europeus. Mas… será mesmo?

É uma revolta por questões políticas, sociais ou por outros motivos?

O que me desagrada é: a história de Tite se pronunciar depois dos jogos das Eliminatórias… isso me cheira “negociação”!

Por enquanto, tenhamos cautela em não acreditar em qualquer coisa.

– Que paixão é essa de muitos, repentina, chamada Política? E por quê radicalizou-se?

Cruz-credo! Brasileiro “quebrava o pau por Futebol”, e trocou isso por Política. Poderia ser um fator positivo se entendermos que o debate sobre a vida do país se tornou importante para as pessoas (sempre fomos uma nação não-politizada), mas acabou virando algo ruim: radicalizou-se!

O que leva o cara a passar o dia inteiro numa rede social postando sobre Política, adorando e amando políticos (independente da ideologia ou do nome) e tentando “converter” quem pensa diferente?

É só fanatismo ou é ignorância? 

Discutir sobre Política é uma coisa; forçar que o seu amigo pense como você e outra.

Respeite-se a opinião alheia!

– Cansei de Política – e de fanático por ela.

Quando vejo as manifestações pró e contra Governo, ou quando leio os motivos de defesa e de ataque, me assunto com a dualidade: para uns, é santo imaculado; para outros, é pecador endemoniado.

O pior é que vejo bolsonaristas e lulistas usando argumentos forçados. Ora, todos tiveram seus erros (Bolsonaro, na péssima condução da pandemia; Lula, na corrupção a níveis nunca vistos). E tiveram algumas virtudes, que não conseguem se sobressair aos seus defeitos.

Aí, quando o fanático mais exaltado lê, vai dizer que “Bolsonaro financiou pesquisas e comprou vacinas” (como se não tivesse tido um discurso negacionista por tempos), ou que “Lula deu emprego, renda e pujança econômica” (como se não fosse um “castelo de cartas” que desabou na primeira crise, somado ao Mensalão e Petrolão).

Dória, Ciro, Amoêdo, Marina… nenhum dos candidatos (ou pré-candidatos) me transmitem seriedade, competência e honestidade.

Cansa.

– A cansativa CPI da Pandemia e a discussão eleitoral

Quanto está custando ao país essa CPI do Senado, sobre o Combate ao Coronavírus?

Pelos nomes que se mostram “defensores da correção” e que são os “investigadores”, pelos “depoentes e investigados“, não tenho estômago para assisti-la. 

Nestas horas, fico com pena do Brasil.

Aliás, está muito “em campanha” toda essa turma. Não se discute o Brasil hoje, mas se faz um grande emaranhado político. É a dualidade Bolsonaro (com Collor, Roberto Jefersson e outros nobres políticos) versus Lula (com Sarney, FHC e demais).

Tá difícil. Enquanto isso, Renan Calheiros ri, pois não surge um nome honesto e competente como 3a via.

– Felipe Melo e suas convicções.

Eu não gosto do estilo de jogo do Felipe Melo. O acho um “Dunga dos anos 2000”, só que mais temperamental.

Eu não gosto do discurso proselitista que ele faz, colocando “Deus em lugares e frases indevidas”, combinando violência e competitividade.

Eu não gosto da ideologia política que ele tem (nem do inverso da mesma).

Eu não gosto das companhias nas quais ele anda, como no almoço dessa foto (Pastor Silas Malafaia e Fábio Wajngarten – e nada posso dizer do cônsul de Israel, Alon Lavi, que não conheço).

Porém, eu não posso criticar o direito dele de trabalhar, de crer, de defender as ideias políticas que ele julga serem as melhores, nem de andar com quem ele queira.

Vivemos a democracia. Respeitemos quem pensa diferente do que nós.

Em tempo: não sou esquerdista, direitista ou centro (sou neutro, apartidário mas não apolítico). Não sou ateu (sou católico e defendo o relacionamento ecumênico). Tampouco sou palmeirense ou antipalmeirense.

Tudo isso seria válido igualmente se Felipe Melo estivesse reunido com José Dirceu e Edir Macedo, antagonistas de alguns ilustres dessa foto. Insisto: respeitemos a convicção particular do indivíduo.

Por fim, lembremo-nos: respeitar não quer dizer apoiar. As escolhas (e as consequências delas) são de responsabilidade de cada um.

– Um passeio de moto em momento impróprio…

Cá entre nós: em meio a severa pandemia que estamos vivendo, ninguém “dá um toque” ao presidente Bolsonaro que é necessário evitar aglomeração?

Quero crer (contém ironia, óbvio) que todas as pessoas ali estavam vacinadas e com anticorpos. Veja a foto abaixo:

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/05/24/the-guardian-chama-de-obsceno-passeio-de-moto-de-bolsonaro-na-pandemia.htm

THE GUARDIAN CHAMA PASSEIO DE MOTO DE OBSCENO.

Um dos jornais mais importante do mundo, o britânico The Guardian repercutiu o passeio de motocicleta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizado ontem no Rio de Janeiro, que causou aglomeração em plena pandemia de coronavírus. O ato contou com a presença do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

O The Guardian classificou como “obsceno” o comportamento do presidente, e disse que o ato foi uma “tentativa” de Bolsonaro de “reenergizar seu movimento de extrema direita em declínio, enquanto a raiva pública cresce sobre sua forma de lidar com o surto de covid-19 no país”.

“Milhares de bolsonaristas agitando bandeiras se reuniram em frente ao Parque Olímpico na Zona Oeste do Rio na manhã de domingo para a demonstração de apoio em duas rodas antes de rumar para o leste em direção aos distritos de praia ao sul e ao centro da cidade, com Bolsonaro perto da frente”, destacou o jornal.

O noticioso também deu destaque para as reações de opositores a Jair Bolsonaro, que bateram panelas e repudiaram o ato das varandas de seus apartamentos, chamando Jair Bolsonaro de “genocida”.

“Muitos dissidentes denunciaram como ‘genocida’ sua forma de lidar com uma epidemia de covid-19 que matou quase meio milhão de brasileiros, quase metade do total de vidas perdidas na América Latina e no Caribe”, completou o The Guardian.

O argentino Clarín também repercutiu as cenas de Jair Bolsonaro aglomerando pelas ruas da capital fluminense, e ponderou que, “apesar do coronavírus”, o presidente “liderou” uma marcha com motociclistas sem fazer uso de máscaras de proteção.

“Ao chegar na praia do Flamengo, próximo ao centro da cidade, o presidente desceu de sua motocicleta para passear entre os milhares de manifestantes que o aguardavam. Ele apertou a mão deles e posou para fotos com seus rostos descobertos”, diz ressaltando o não uso da máscara de proteção contra o novo coronavíurs por parte de Bolsonaro e seus apoiadores.

Chamando de “presidente de extrema direita” pelo jornal argentino, o Clarín destacou ainda as falas do presidente brasileiro contra os governadores e prefeitos, e disse que desde abril Bolsonaro “busca mobilizar sua base de fãs mais extremistas em um momento em que sua popularidade está no ponto mais baixo desde que chegou ao poder em 2019”, e com pesquisas recentes mostrando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando a corrida presidencial em 2022.

– A demissão de Paulo Figueiredo da Rádio Jovem Pan.

Dias atrás, falamos sobre como impressiona negativamente (ao menos, para mim) a postura do jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente militar João Batista Figueiredo, pelo excesso de louvação ao Governo Bolsonaro.

Se algo é dito pelo Governo, TUDO é correto. Se for de qualquer outro contra o Governo, NADA presta. É muito radicalismo.

Abordamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/05/nao-seja-tao-chapa-branca-paulo-figueiredo/

Pois bem: Paulo foi demitido pela Jovem Pan, e disparou contra a Rádio. Incentivou pelo seu twitter para que seus seguidores subissem a hastagh #ForaCandil (Humberto Candil, ex-CNN, diretor da Rádio JP), pois disse que ele era esquerdista e isso causou sua demissão.

Aqui, as pessoas “piram”: a Jovem Pan é acusada por muitos de ser “direitista demais”, sempre citando o Programa “Nos Pingos dos Is” por ser quase uma “Tribuna Pró-Bolsonaro”. E um direitista radical sai da emissora pois “ela é contrária ao Governo…”.

Cá entre nós: na programação tem gente de Direita, de Esquerda, de Centro e Radicais. Aí, vale a interpretação de quem ouve e a narrativa de alguns jornalistas (vide os contrapontos Guga Noblat e Augusto Nunes).

Escute várias linhas e tire a sua conclusão: é esse sempre o melhor caminho.

– A piada de Pazuello na CPI da Pandemia.

O ex-Ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, “caprichou” em seu depoimento na CPI da Pandemia (observação: sou contra a CPI por achá-la desnecessária, já que todos estão vendo os erros na condução da crise pandêmica, além dos nomes que compõe a Mesa dos trabalhos)

Entre as confirmações da confiança na cloroquina, desconhecimento profundo no SUS e mentiras ao dizer que defendia o “isolamento social” e outras pérolas, disse que tinha AUTONOMIA!

A desautorização pública da 1a sinalização de compra da Coronavac nos mostra bem o que é “ter autonomia”…

Pobre Brasil. Ainda bem que o novo Ministro Queiroga, ao menos, parece ser mais inteligente.

– Giovani Cherini e a bobagem sobre a morte de Bruno Covas!

Eu sofro com o uso de máscaras: incomodam, não consigo entender o que os outros falam e me sufocam. MAS SÃO NECESSÁRIAS no combate à pandemia. Todos devemos usá-las.

Me surpreende a fala contra elas do deputado gaúcho Cherini, tamanha a idiotice proferida. Leia o absurdo:

“O vice-líder do governo na Câmara, deputado Giovani Cherini (PL-RS) criticou o uso de máscaras no combate à proliferação da Covid-19 e atribuiu a morte do prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) ao uso do equipamento facial durante fala na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta segunda-feira (17).
‘Falaram tanto do nosso querido e saudoso Bruno Covas. A máscara que ele usou durante toda a campanha pode ter prejudicado o câncer que ele teve’, afirmou, sem apresentar nenhuma evidência da correlação. Ainda em sua fala, disse que a ‘máscara tem causado ansiedade nos brasileiros’”*.

Pode?

Não é de grande irresponsabilidade correlacionar coisas distintas, parecendo que uma implica na outra?

Pra quê criar uma confusão na cabeça do povo, a partir de mentiras e bobagens que nunca uma autoridade poderia dizer…

*Extraído de: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2021-05-17/-deputado-relaciona-uso-de-mascara-com-morte-bruno-covas.html

Deputado federal Giovani Cherini (PL) relacionou morte de Bruno Covas com uso de máscara

– A triste coincidência entre Política e Futebol no Brasil… cadê os honestos e competentes?

Fato: com dor, vejo que o Futebol está como a Política: não há um nome sequer que possa trazer união entre os pares / diferentes, mostrar honestidade e competência para dar credibilidade à coisa…

Diga: qual pessoa contempla, hoje, essas virtudes: congregar a todos, fazer a coisa certa e mostrar ética / lisura nos atos?

Responda pensando na Presidência da República e na Presidência da CBF e constate: a primeira, muito maior que a segunda, coincide na ausência de alternativas…

Discussões à parte: hipoteticamente, saindo Caboclo devido ao seu imbrolho (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uPa), entraria o vice mais velho, o Cel Nunes. Mas qual cartola do mundo do futebol poderia ser um bom nome para presidir a Confederação Brasileira de Futebol?

– A charge triste, embora real.

Duas pessoas influentes (ícones para alguns), que movem paixões de muita gente: Bolsonaro e LulaNão as classifico como lideranças positivas, mas respeito seus eleitores

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito.

– Não discorde de Flávio Bolsonaro e Renan Calheiros. Ambos devem ter razão!

Da CNN Brasil:

“Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) discutiram nesta quarta (12), durante sessão da CPI da Pandemia. Os dois trocaram insultos antes de a sessão ser interrompida”.

Os xingamentos?

“Você é vagabungo”, disse Flávio.“Vagabundo é você”, respondeu Renan.

Talvez seja a 1a vez que eu esteja concordando unanimemente com esses Senadores da República…

– Fábio Wajngarten mostra que o Brasil não é para amadores.

O ex-Secretário de Comunicação do Governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, que é judeu, em declaração à CPI da Covid há pouco, justificou sua conduta e suas virtudes inicialmente declarando:

“Tenho uma sólida formação judaica – rezo todas as noites. Frequento o Templo de Salomão [de Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus], e me aconselho com o Pastor [Silas] Malafaia e com o Missionário RR [Soares, da Igreja da Graça]”.

Ele quis dizer que é um homem religioso; ou que é um judeu que pratica mal sua fé (pois segue cristãos, coisa contrária à sua crença que não vê em Jesus o Filho de Deus); ou que é um judeu que quer virar cristão; ou que apesar de judeu ele se aconselha com essas pessoas ligadas ao presidente Bolsonaro e que isso é bom?

Estar atrelado a uma Igreja não significa, necessariamente, que você é honesto ou melhor do que os outros, não?

Atualizando: a Revista Veja divulgou os áudios onde Wajngarten fala sobre a incompetência do Ministério da Saúde e outros detalhes críticos. Está não link em: https://veja.abril.com.br/politica/audio-fabio-wajngarten-ve-incompetencia-no-ministerio-de-saude/

– Por quê rotular?

FANATISMO – Por quê se criam rótulos?

O interessante fenômeno de pessoas radicais quanto a opiniões sobre Lula, Bolsonaro, Dória…

Em: https://www.youtube.com/watch?v=Sg_NQzLLJw4

– Cadê a palavra, Feliciano?

Caramba, o deputado Marco Feliciano é o exemplo clássico de “político profissional”, não? Fala mansa, discurso bem demagogo, populismo na entrelinhas…

Aqui, não tem nada a respeito dele ser pastor ou falar bastante de religião (isso não quer dizer nada, há ateus virtuosos e cristãos muito pecadores – e vice-versa), mas sim pelo comportamento de sujeito acima do bem e do mal, fazendo promessas e soltando bravatas.

O exemplo disso? Falou aos quatro cantos (assista abaixo no link do Programa Pânico) que ele retiraria o apoio ao Presidente Bolsonaro (e ameaçou levar a bancada evangélica junto), caso ele não destitui-se a nova presidente da Capes, a Profa. Cláudia Toledo, até a última 2a feira. 

Estamos na 5a feira e…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=VnWb-YUUmFw

– Cunha Livre!

Taí o circo pegando fogo. O TRF-4 revogou a prisão do Deputado Eduardo Cunha.

Com muita tristeza, parece que o crime compensa sim… Você faz a sacanagem, espera um pouco na cadeia (ou em casa, na prisão domiciliar) e pronto! A “Justiça te libera”.

Acho que nós somos os vilões e os corruptos são os mocinhos. Triste Brasil.

– O perigoso encontro do fanatismo político com o religioso.

Um assunto espinhoso, e para ele, uma introdução para a discussão: Geisel era luterano. Sarney tinha como orientador espiritual o Pai-de-Santo Bita do Barão (o nome mais famoso do Maranhão, falecido recentemente). Collor, declarado católico, descobriu-se posteriormente que era frequentador de magia negra. Fernando Henrique Cardoso, um ateu declarado (até a época pré-eleitoral). Lula, católico, assim como Jair Bolsonaro.

O que tudo isso quer dizer? 

Simples: que nunca se falou tanto de líderes religiosos influenciando o Governo e os presidentes que tivemos como hoje. Mesmo nas diferentes crenças ou descrença que nossos Chefes de Estado tiveram, a fé não foi colocada como alicerce das políticas públicas como está sendo agora, ou privilegiando bancadas.

Aqui, uma constatação: Jair Bolsonaro, que se declara publicamente católico mas frequenta os cultos batistas que sua mulher Michelle vai, tem extrema relação próxima com os evangélicos Silas Malafaia e Edir Macedo (Assembleia de Deus e Universal / TV Record). E (não é uma crítica ou um elogio), sempre que pode, o presidente cita “Deus” em suas palavras.

A aproximação com Israel é outro fato a ser observado, causando um certo desconforto com a comunidade árabe e muçulmanos em geral. Não pela aproximação em si e a questão de mudança prometida de embaixada, mas por um certo distanciamento dos mesmos.

Num Estado Laico (lembrando sempre que isso não significa “Estado Ateu”), deve se governar atendendo a todos os credos religiosos e a quem não confessa fé alguma. Respeitar as manifestações católicas, evangélicas, umbandistas e de outras raízes africanas, judaicas, islâmicas… enfim, a diversidade de profissões de crenças, é importante.

Dito isso: não é preocupante o fanatismo religioso (que nunca foi fervoroso em nosso país e nem questionado por muitos – cada um sempre teve a sua e se respeitava muito bem), ao mesmo tempo que o fanatismo político (inexistiam”quebra-paus” entre pessoas no dia-a-dia e até se falava que brasileiro era alienado em Política) estarem cada vez mais em moda no Brasil?

A paixão que preocupava as pessoas era o futebol. Nos últimos anos, cresceu a paixão por Política e por Religião, trazendo o medo da intolerância entre radicais. Ou alguém viu alguma ação suprapartidária (seria uma utopia) em prol da nação, ou a defesa de eventos ecumênicos (uma necessidade conciliatória) sendo pregadas?

Pensemos nisso.

Para que não paire dúvida: sou católico praticante, defensor do diálogo interreligioso e não me rotulo de Esquerda, Direita ou Centro.

Na foto, Bolsonaro sendo batizado pelo Pastor Everaldo no Rio Jordão (embora o próprio presidente se declare católico).

– Elogiar e Criticar Bolsonaro: a árdua missão de ser ponderado. Sobre Deus e o Diabo na Política.

Texto de 1 ano, mas que se faz necessário a repostagem: amar político (defender com unhas e dentes Lula, Bolsonaro, Dória, Boulos, Amoedo, ou qualquer outro nome) é uma insanidade. Para a reflexão:

Quando você elogia alguma coisa do presidente, vira Bolsominion. Se critica, vira comunista. Culpa (insisto sempre nisso) dos algoritmos do Facebook, que te levam a interpretar do jeito que lhe melhor agradar e visualizar coisas seletivas.

Está difícil ser sensato e manter-se honesto às opiniões. O mundo ficou chato e o ambiente virtual, desvirtuado (ou se preferir: fanático).

Deus para seus radicais e Diabo para seus opositores: esse é o Jair Bolsonaro, que para o cidadão que tem os pés no chão e fala sem paixão, simplesmente é o Presidente da República, um homem que erra, acerta, divide, e que faz muita coisa polêmica, não sendo nem Jesus e muito menos Lúcifer.

Mas esse humano Messias dá medo? Claro que dá! Quer prova disso? A manifestação em Brasília neste domingo…

Vamos lá:

Me recordo muito dos atos pró-Lula: ai de você se falasse mal de Luís Inácio (principalmente antes da descoberta de todos os esquemas de corrupção). Ele era o Antonio Conselheiro dos anos 2000! Criou no seu auge uma legião de fanáticos, que abarca até mesmo quem não conheceu sua história e os mais jovens que pensam ser ele um cara “honesto”. Não nos esqueçamos das suas condenações e dos seus processos… Um “quase Maluf”, expressão que os mais antigos entenderão bem.

Bolsonaro imita Lula no discurso demagógico e no trato com seus eleitores. Tem carisma para aqueles que votaram nele, isso é inegável, e um presidente precisa de apoio para governar. As reformas realizadas e a estruturação econômica são graças a esse voto de confiança da população que nele apostou. Entretanto, Collor, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro tem algo em comum: não ganharam os votos da maioria dos brasileiros, mas de uma maior parte deles. Afinal, some-se o número de votos contrários, brancos e nulos. Dessa forma, saber atender os anseios de quem não votou no vencedor é tarefa também do presidente, que governa não para os seus eleitores, mas para o Brasil (contrariando o ditado de que “A Voz do Povo é a Voz de Deus”).

Quando era criticado, Lula detonava a Rede Globo (“O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”). Agora, Bolsonaro faz o mesmo com a emissora (“Globolixo” e outros trocadilhos ruins). E se socorre à parte da imprensa que se apoia nele (vide a Record, por exemplo, de Edir Macedo).

Entre críticas ao comportamento (principalmente de desdém ao Novo Coronavírus, beirando a irresponsabilidade em atos não-exemplares) e elogios (às ações da equipe econômica e a diminuição da criminalidade), há muita contradição.

  • Defender a honestidade mas blindar os filhos e os aliados que estão na mira da Polícia Federal? Olha aí a história de Deus e o Diabo
  • Sair na rua em ato contra os Poderes Legislativo e Judiciário como hoje e ao mesmo tempo falar em harmonia dos três poderes? Deus e o Diabo na contradição presidencial…
  • Falar como há pouco em defender a Constituição e a Democracia mas ficar alardeando que tem apoio das Forças Armadas (e Dudu Bolsonaro tendo exaltado o AI-5 dias atrás)? Deus e o Diabo

Enfim: a semelhança maior do que se pode imaginar de Bolsonaro como um Lula de Direita, tirando a corrupção e reforçando a personagem de líder popular em referência aos seus apaixonados seguidores, é o fato de exaltar a condição de “NÓS contra ELES”.

Nós quem, cara-pálida?

Somos um só Brasil, de diversas culturas num mesmo pedaço gigante de terra. A mesma história vivida por 14 anos de lulismo (8 de Lula e 6 de Dilma Russef) não pode se repetir agora, só trocando a Esquerda pela Direita.

Tomara que as ameaças feitas nesse Dia Internacional da Liberdade de Expressão (Deus e o Diabo novamente apareceram, pois tivemos, ao invés de respeito à data, agressões a jornalistas) tenham ficado só no discurso. Lula quís um dia controlar a mídia, assim como Bolsonaro fala sobre concessão de TV e militarismo.

Que Deus tire da cabeça dos políticos os desejos do Diabo de que os homens se achem iguais em imagem, semelhança e poder ao Altíssimo. É esse o medo que tenho do presidente: o Poder, gerando desvios como birra e vaidade!

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

Ops: opine a vontade sobre esse texto, mas respeite a opinião alheia – sem sobrepor / querer impor sua opinião a fim de mudar a dos outros.

– E morreu Levy Fidelix.

Uma figura folclórica na política, mas, dizem, extremamente inteligente: morreu Levy Fidelix, o homem do Aerotrem!

Em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/04/24/levy-fidelix-eleicoes-disputas-votos.htm

LEVY FIDELIX

O presidente e fundador do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), Levy Fedlix, 69, morreu na noite de ontem. A informação foi confirmada pelo partido em publicação nas redes sociais.

Conhecido como “homem do aerotrem”, Fidelix disputou ao todo 14 eleições —sendo duas para a Presidência da República, em 2010 e 2014—, mas nunca foi eleito. Sua votação mais expressiva foi em 2014, na segunda tentativa de ser presidente, quando recebeu 440 mil votos, o equivalente a 0,43% dos votos válidos.

Na disputa eleitoral de 2014, Fidelix ganhou notoriedade por suas participações nos debates entre candidatos transmitidos pela TV, que, em vários momentos, renderam declarações polêmicas, principalmente falas de cunho homofóbico.

Em um debate na TV Record, Fidelix afirmou que “aparelho excretor não reproduz”. A fala provocou uma série de manifestações e um beijaço gay na avenida Paulista, em São Paulo. Em 2018, quando era pré-candidato à presidência da República, afirmou ter mudado de posicionamento em relação aos homossexuais.

Naquele ano, Fidelix desistiu de concorrer ao Palácio do Planalto para apoiar Jair Bolsonaro (sem partido) e emplacou um nome do PRTB, o general Hamilton Mourão, como vice na chapa que venceu as eleições.

Carreira na política

Fidelix começou sua carreira política em 1986, quando fundou o PL (Partido Liberal) e disputou as eleições para deputado federal por São Paulo. Ele recebeu votações irrisórias tanto naquele ano, quanto em 1989, quando mudou-se para o PTR (Partido Trabalhista Renovador) e concorreu ao mesmo cargo.

Entre 1992 e 1994, Fidelix fundou o PRTB para se candidatar à Presidência da República, mas acabou com o registro barrado por conta da legislação eleitoral.

Depois, concorreu à Prefeitura de São Paulo, em 1996, quando apresentou pela primeira vez a famosa proposta do aerotrem —um trem de alta velocidade que, segundo ele, seria a solução para o problema de mobilidade urbana na capital.

Em 1998 e 2002, tentou ser governador de São Paulo, mas foi derrotado com menos de 1% dos votos válidos em ambas as ocasiões. O mesmo aconteceu em 2004, quando se candidatou a vereador na capital paulista, e em 2006, quando tentou o cargo de deputado federal.

Sua última participação em eleições foi em 2020, quando tentou a Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, disse que pretendia desapropriar a região da Cracolândia e criar “o maior shopping de tecnologia e eletrônicos da América Latina”.

(*Com informações do Estadão Conteúdo)

– Fanatismo Político? Caia fora.

FANATISMO – Você não fica impressionado com gente boa que, ao falar de Política, se transforma e sai metralhando a todos?

Independe de corrente ideológica, não?

Dissertando, em: https://www.youtube.com/watch?v=9ZpLeqlnkVM

– A Gravação do Senador Kajuru: combinada?

Há certas coisas que você precisa ter um olhar muito atento e questionar a veracidade ou não.

O polêmico Jorge Kajuru (por exemplo: se diz pai da filha do Túlio Maravilha, que namorou Adriane Galisteu e outras celebridades), e que se tornou Senador da República, divulgou um áudio gravado com o presidente Jair Bolsonaro à respeito da CPI da Pandemia.

Abaixo, de: https://oglobo.globo.com/brasil/em-conversa-com-senador-bolsonaro-defende-que-cpi-da-pandemia-investigue-tambem-governadores-prefeitos-24966384

“Em conversa divulgada neste domingo pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), o presidente Jair Bolsonaro defende que a CPI da Pandemia no Senado investigue também governadores e prefeitos. O objetivo da comissão, que teve a instalação determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), é investigar as eventuais omissões do governo federal no combate ao coronavírus. Um requerimento que pede a extensão da apuração para gestores estaduais e municipais já foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
— Se não mudar o objetivo da CPI, ela vai vir para cima de mim. O que tem que fazer para ser uma CPI útil para o Brasil: mudar a amplitude dela, bota presidente da República, governadores e prefeitos — diz Bolsonaro, que afirmou não ter ‘nada a esconder’.”.

Nesta, o mote da conversa é válido: tem que investigar todo mundo mesmo – quem foi irresponsável e ao invés de dar bom exemplo, fez de tudo para provocar aglomerações e trazer dúvidas sobre o perigo da Covid, passando por quem desviou verba pública no combate a esse mal.

A questão é: Kajuru vazou de propósito, a troco de quê?

Por quê Bolsonaro não falou abertamente ao público sobre isso?

Ainda: não tem um “cheirinho de conversa combinada”, preparada para vazar?

Ô ignorância…

ATUALIZANDO: Ao programa do Datena (que é amigo do Kajuru), o Senador divulgou novas gravações.

– Lulinha Paz e Amor, versão 2021. Desculpas para a Itália?

Ninguém, atualmente, consegue uma entrevista do ex-presidente Lula, a não ser jornalistas da sua confiança ou militantes, pois existem temas blindados – ou seja, que não podem ser perguntados: Mensalão e Petrolão.

À TV Italiana, ontem, Lula acabou sendo “pego de calça curta”: foi indagado pela entrevistadora o porquê insistiu em não extraditar o terrorista Cesare Battisti, que era procurado pela Justiça da Itália e, depois que lá chegou em 2020, confessou seus crimes.

Esperto como ele só, Lula pediu desculpas, pois “não sabia da culpa dele, acreditou ser inocente, orientado pelo Ministério da Justiça”.

Tá certo. “Lobo em pele de cordeiro”, que passou anos dizendo que “nada sabia” a cada escândalo que surgia no país, sempre deixando para Antonio Palocci, José Dirceu, Delúbio, João Paulo Cunha, Gilberto Carvalho, Dilma Roussef e tantos outros parceiros a responsabilidade pelos erros / crimes.

quem compre a santidade de um político velhaco como ele. Paciência, estamos no Brasil.

– A diferença no trato à pandemia em Bauru e em Araraquara.

Compare os números de Araraquara e Bauru, que tomaram iniciativas bem opostas quanto ao combate da pandemia. Tire suas conclusões: 

Extraído de: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/araraquara-x-bauru-dois-retratos-do-brasil-com-e-sem-lockdown/ar-BB1fqJFK?ocid=ob-tw-ptbr-All

ARARAQUARA X BAURU: DOIS RETRATOS DO BRASIL COM E SEM LOCKDOWNc

Ao mesmo tempo em que o Brasil enfrenta o momento mais mortal da pandemia sem um plano nacional para conter o avanço do coronavírus, governos locais vêm tomando suas próprias ações para lidar com a covid-19 e suas variantes.

Mas isso nem sempre acontece de forma coordenada.

Enquanto o governo estadual de São Paulo impôs uma série de restrições (veja mais abaixo), dois municípios chamam atenção por posturas opostas contra a pandemia. Bauru e Araraquara estão separadas por cerca de 100 km.

De um lado, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), decretou um rigoroso lockdown em fevereiro, depois de um aumento brusco em números de casos e ocupação de leitos de UTI. O município suspendeu todos os serviços que não têm relação direta com a área da saúde, incluindo transporte público e supermercados — que só podiam funcionar pelo sistema de delivery.

Já em Bauru, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) impôs restrições mais leves. Ela defende a abertura de lojas e tem declarado que lockdown não funciona. No Instagram, Rosim publicou vídeo de uma carreata que, em suas palavras, pedia a “abertura responsável do comércio local”. Em outra publicação em que aparece cantando em uma igreja, em fevereiro, a prefeita disse que “tudo deveria ser considerado essencial em quase um ano de pandemia”.

Em entrevistas, Rosim também criticou restrições impostas pelo governo estadual para tentar reduzir os casos de covid-19 e disse que o lockdown “não funcionaria em Bauru”.

“Araraquara é prova disso”, afirmou ao portal UOL.

Depois do lockdown, no entanto, Araraquara viu queda em casos diários e mortes. Já em Bauru, nas últimas semanas, tanto a média diária de mortes quanto a de casos subiram.

Veja, a seguir, como foi a evolução desses números e como eles podem ser interpretados, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

Antes, o que é lockdown?

Literalmente, a expressão em inglês significa algo como “fechamento total”.

Não existe definição única para “lockdown”, mas o termo se refere a medidas duras tomadas por governos para restringir radicalmente a circulação de pessoas. Isso inclui o fechamento por longos períodos de escritórios, serviços considerados não-essenciais (fora saúde e segurança, por exemplo) e locais públicos.

Em alguns países, decretos de lockdown incluíram multas e outras penas para quem insistir em sair de casa e desobedecer regras de isolamento.

O objetivo da medida é garantir o distanciamento social – uma defendida por cientistas, governos e pela Organização Mundial da Saúde para reduzir contaminações e mortes pelo coronavírus.

O efeito do lockdown

Araraquara registra média de 11,9 mortes por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. A taxa de Bauru, no mesmo período, é bem mais alta: 26,4 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados de 7 de abril divulgados pelo governo estadual.

É importante notar que esta comparação revela a proporção de mortes nas duas cidades, e não seus números absolutos. Este paralelo permite um retrato mais fiel da realidade nos dois lugares, especialmente porque suas populações são bem distintas: Bauru tem 379 mil habitantes e Araraquara, 238 mil.

Para analisar a evolução dos casos, óbitos e internações em cada um dos municípios neste ano, também vale prestar atenção nos “caminhos” revelados pelos gráficos — eles sobem, caem ou seguem estáveis?

Os dados de casos diários de covid-19 mostram que Araraquara, que apostou em lockdown, teve queda de mais de 50% na média de novos casos diários, passando de quase 140 mortes no fim de fevereiro para pouco mais de 60 em meados de março.

No mesmo período, o número de casos em Bauru subiu, como mostra o gráfico abaixo.

Em março, a quantidade de mortes — que geralmente demora mais a refletir medidas restritivas, devido ao tempo natural que a doença leva para se desenvolver nas pessoas — subiu em Bauru e caiu em Araraquara.

Outro dado essencial para entender a situação da doença e a capacidade de atendimento das cidades é o número de internações.

As informações sobre fevereiro e março mostram alta na média diária de internações em Bauru, que se aproximou de 130 na segunda quinzena de março.

Em Araraquara, a média móvel de internações cresceu no início de fevereiro e, depois, se manteve relativamente estável. A prefeitura diz que os dados gerais de internação não refletem totalmente quedas em casos e óbitos no período porque, depois da desaceleração no ritmo de infecções locais, Araraquara passou a atender maior pacientes de fora do município.

Em entrevista à BBC News Brasil, o prefeito Edinho Silva disse que pacientes de Araraquara ocupam atualmente 36% dos leitos de UTI e 29% dos leitos de enfermaria. Já moradores de outras cidades ocupam, segundo ele, 53% dos leitos de enfermaria e 61% dos leitos de UTI.

Em fevereiro, no pico da contaminação, Silva diz que a maioria dos pacientes internados moravam na cidade.

“Inclusive, (na época) mandamos pacientes para outras regiões do Estado porque todos os nossos leitos estavam ocupados”, diz. “Agora completamos 30 dias sem nenhum paciente aguardando internação nas unidades do município. Para nós, é a principal demonstração de que estamos no caminho certo.”

Silva diz que “o lockdown é a última saída, quando você tem uma curva de contaminação altíssima como essa que enfrentamos no fim de janeiro e começo de fevereiro”. Ele considera o resultado das medidas restritivas “inegável”, apontando a redução de casos e mortes no município.

A BBC News Brasil procurou a prefeita de Bauru para entrevistas, mas sua assessoria de imprensa informou que ela não teria disponibilidade.

Por e-mail, a prefeitura disse que o aumento de casos no município “se deve à presença das novas variantes, o que acontece no país todo”.

A assessoria disse ainda que a prefeita “mantém o mesmo posicionamento sobre o lockdown, diante da realidade econômica e social do país”. A reportagem havia questionado se, diante do atual cenário, a prefeita mantinha a visão de que “lockdown não funciona”.

A nota aponta que a prefeitura considera que “o momento é crítico, como ocorre em praticamente todos os municípios”.

“A perspectiva é que, com o avanço na vacinação e com as medidas de enfrentamento, os casos e óbitos diminuam nas semanas seguintes.”

A prefeitura de Bauru disse ainda que, além das determinações estaduais, “a prefeitura de Bauru limitou a 30% a capacidade de ocupação dos supermercados, com a entrada de apenas uma pessoa de cada família” e proibiu venda de bebidas alcoólicas das 18h às 6h, em todos os dias da semana, além de ter ampliado a fiscalização.

Tanto Bauru quanto Araraquara informaram que seguem o calendário de vacinação do governo estadual e que nesta etapa (em 5 de abril) vacinam pessoas a partir de 68 anos e começam a imunização de profissionais da segurança pública.

Especialistas têm apontado que o Brasil não pode apostar exclusivamente na vacinação, sem outras medidas de controle. O ritmo de imunizações no país é menor que o esperado e, mesmo países com vacinação mais acelerada, como Israel e Reino Unido, fizeram lockdown enquanto imunizavam boa parte de suas populações.

‘Ainda não estamos vivendo o estrago total’

O epidemiologista Davi Rumel, que foi vice-diretor da Anvisa e professor de saúde pública da USP, diz à BBC News Brasil que o lockdown promovido por Araraquara “foi pra valer”, e não um “faz de conta” — termo que ele usa para descrever a situação em cidades que usaram o termo lockdown, mas não pararam ou reduziram as atividades e circulação de fato.

Rumel avalia que os números mostram sucesso, mas alerta que a medida, aplicada apenas uma vez, não é garantia de controle da situação.

“Como a velocidade da taxa de imunização da população não acompanhou esse lockdown, você vai voltar a ter a mesma situação já já”, alerta.

“Araraquara fez muito bem em sair na frente, mas uma vez só não é suficiente. E Bauru corre o risco de querer adiar o lockdown e chegar em uma circunstância em que nem vai adiantar mais porque já é tarde. E aí vai enxugar gelo em situação de alta transmissibilidade”, diz.

“Essa é a diferença entre Bauru e Araraquara. Bauru está indo para o desastre e Araraquara sinalizou a saída, mas só sinalizou”.

A epidemiologista Adélia Marçal dos Santos, especialista na dinâmica de transmissão de doenças infecciosas e professora de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, diz que “ainda não estamos vivendo o estrago total que vai acontecer com a P1”, em referência à variante descoberta em Manaus.

Ela destaca que é importante comparar a realidade de diferentes cidades não necessariamente no mesmo intervalo de tempo, mas nos mesmos “momentos epidemiológicos”.

Nesta fase da pandemia, isso significaria, segundo ela, avaliar o momento de chegada de variantes a esses locais.

“O tempo que a P1 leva para dobrar sua capacidade de espalhamento é menor que o tempo que as variantes anteriores demoravam. Então ela antecipa e a curva fica mais acentuada, considerando as mesmas circunstâncias”, diz.

O monitoramento das variantes no Brasil, no entanto, fica aquém do que desejariam os pesquisadores. “Seria importantíssimo ter esse monitoramento de variante para ajustar medida da resposta”, ela aponta.

Em Araraquara, a variante P1 foi identificada inicialmente em 12 de 22 amostras coletadas entre 29/01 e 09/02. Mais tarde, ela apareceu em 64 de 139 amostras coletadas entre 15 e 23 de fevereiro, segundo a prefeitura.

Já em Bauru, a prefeitura confirmou no início de março a identificação de três casos da variante P1, junto a 23 casos de outras variantes. Até agora, segundo a prefeitura, só essas amostras foram analisadas, “uma vez que não ocorreram mudanças epidemiológicas significativas”.

Os dois médicos apontam que, além de fazer ciclos de lockdown, é necessário promover um trabalho de conscientização da população e adaptar estabelecimentos comerciais e transporte público à nova realidade, com ampliação das condições de ventilação.

Santos diz que “uma coisa que dificultou muito a contenção da doença no mundo inteiro foi a dificuldade de admitir a transmissão aérea do vírus”.

Ela aponta que, até hoje, governos e empresas tentam conter uma transmissão que acontece pelo ar – e portanto se espalha com facilidade – com barreiras limitadas de transmissão por contato.

“A gente fica apostando o tempo inteiro que ela (a pandemia) vai acabar, mas não vai acabar”, completou Rumel.

Em boletim divulgado em 6 de abril, a Fiocruz aponta que “as medidas de bloqueio (lockdown) constituem um remédio amargo, mas que são absolutamente necessárias em momentos de crise e colapso do sistema de saúde como a que o país vive agora, evitando mais mortes”.

No mesmo texto, a fundação aponta que medidas de bloqueio precisam durar pelo menos 14 dias e, em algumas situações, podem demandar mais tempo, dependendo de quão ampla e rigorosa for a aplicação.

“Estudos internacionais mostram que pode haver uma redução da ordem de 40%, se (as medidas) forem combinadas e aplicadas rigorosamente. Neste contexto, é fundamental que todos os que não realizam atividades diretamente relacionadas aos serviços essenciais fiquem em casa e que o Estado, por meio de medidas emergenciais de auxílio e assistência social, garanta isso.”

A Fiocruz também aponta que o momento de crise exige medidas combinadas e complexas, o que torna fundamental “coerência e convergência dos diferentes poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário), bem como dos diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal) em favor das medidas de bloqueio”.

Falta de coordenação

A falta de um plano nacional de medidas restritivas para combater a covid-19 é visto como um fator que dificulta o cumprimento de regras estaduais e municipais pela população. O presidente Jair Bolsonaro tem criticado repetidamente medidas de lockdown, normalmente sob o argumento de que muitos brasileiros precisam sair para trabalhar e sustentar suas famílias.

O governo federal, no entanto, passou os três primeiros meses de 2021 sem pagar o auxílio emergencial. A retomada acontece em abril.

A cientista política e professora na Universidade de Oxford Andreza Aruska de Souza Santos pesquisa sobre medidas tomadas por prefeituras no Brasil contra a covid em 2020.

À BBC News Brasil, ela diz que “os governos locais ficaram com uma grande responsabilidade” e aponta que eles são os agentes com maior contato direto com a população local.

Ou seja, “estão mais próximos para receber a pressão social”, explica Santos.

Sem comentar especificamente sobre Bauru e Araraquara, a professora diz que, em geral, um fator que dificulta é que “nem todas as prefeituras e cidades têm centros de epidemiologia e pesquisa avançados para acompanhar a situação local com exatidão”.

A influência de outros municípios da mesma região também é apontada por epidemiologistas como um fator que afeta as tentativas de controle dos casos. Isso também ilustra a importância de ações coordenadas: é muito comum, por exemplo, que pessoas trabalhem em uma cidade e vivam em outra, transitando diariamente entre locais com regras diferentes e potencialmente levando consigo o vírus.

As orientações divergentes também podem confundir a população, diz a cientista política.

“É possível que as pessoas se confundam com as regras por lerem jornais regionais, se informarem em programas de TV nacionais, mas terem regras locais a cumprir. Mesmo os pesquisadores têm dificuldade em acompanhar um país continental com milhares de ações distintas sendo tomadas em tempos distintos, com nomes distintos, e duração distintas”, diz.

Fase emergencial

Os dois municípios, assim como as demais cidades do Estado de São Paulo, estão hoje na chamada fase emergencial do plano do governo estadual de combate à pandemia.

Essa fase, que reúne as medidas mais rígidas de restrição de circulação e atividades, está em vigor para todas as cidades do Estado desde 15 de março e terminaria no fim daquele mês, mas foi prorrogada pelo governo estadual até 11 de abril para as mais de 600 cidades do estado.

O objetivo é frear transmissão e mortes, além de reduzir a sobrecarga em hospitais públicos e particulares.

Entre as medidas de restrição previstas pelo governo estadual nessa fase estão o toque de recolher todos os dias, de 20h às 5h, a proibição do acesso a praias e parques, além da abertura das escolas da rede estadual exclusivamente para entrega de materiais e distribuição de merenda a alunos mais pobres.

Pessoas também estão proibidas de retirar pessoalmente produtos em restaurantes e lanchonetes e receberem atendimento presencial em lojas de material de construção. Celebrações religiosas coletivas e atividades esportivas em grupo também estão vetadas até 11 de abril.

– E quais outras opções? Pobre país…

Vi essa imagem na Internet, e fiquei pensando: os radicalismos nunca ajudaram o país! Lula, com todos os pepinos do Mensalão e Petrolão, não dá pra encarar. Deus nos livre! Bolsonaro já deu, cansou. Quieto, ele contribui mais ao país do que com suas falas desastradas e inconsequentes.

  • O problema é: QUEM? 

Dória, Ciro, Amoedo, Marina, Boulos?

Ô, como é difícil… uns querem Fulano, outro Beltrano; outros, nenhum dos dois. Que apareça uma terceira via razoável!

De consenso, felizmente, ninguém quer a Covid. Ou há quem queira?

– Autogolpe?

Tenho algumas restrições aos textos dele, mas Mário Sabino foi cirúrgico ao escrever este, abaixo, que compartilho: sobre a troca dos Ministros de Bolsonaro – em especial ao da Defesa, que não queria fazer apologia pública ao Governo – fica a constatação: o presidente quer um “Pazzuello” no comando?

Abaixo, sobre a resistência de politização das Forças Armadas e o conceito de “autogolpe” (se resguardar com os militares, jeans estando no poder), extraído de: https://www.oantagonista.com/opiniao/bolsonaro-acha-que-pode-ameacar-com-um-autogolpe/

BOLSONARO ACHA QUE PODE AMEAÇAR COM UM AUTOGOLPE

Como dissemos, Jair Bolsonaro está dinamitando as últimas conexões que mantinha com a realidade, ao mesmo tempo que se vê obrigado a ceder espaço ao Centrão, que passou a encarar o impeachment como possibilidade.

Está claro que, ao demitir Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa, o presidente da República mostra a cara de capitão insubordinado. Ele acha que pode ameaçar o mundo da política e da Justiça com um autogolpe sustentado por militares da sua confiança e adjacências. O limite da fidelidade de Fernando Azevedo e Silva (e a fidelidade se mostrou cheia de manifestações extemporâneas) foi a cabeça do general Edson Pujol, comandante do Exército contrário à politização das Forças Armadas. O agora ex-ministro não quis entregá-la na bandeja da traição — preservou as FA como instituições de Estado — e foi despachado. Bolsonaro viu aí também a chance de atenuar a imagem de fraqueza diante do seu gado, depois de ser obrigado a tirar Ernesto Araújo do cargo de chanceler.

É no sentido da fantasia bolsonarista do autogolpe que devem ser entendidos os tweets de Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro em homenagem ao policial militar da Bahia que entrou em surto psicótico e foi morto depois de dar tiros para o ar e disparar contra integrantes do Bope daquele estado. Os dois deputados catapultaram o rapaz a mártir na luta contra a “ditadura” dos governadores que impõem medidas restritivas — e ambos incitaram policiais militares do país todo à sublevação. Expressaram, assim, a visão de mundo aloprada do próprio Bolsonaro.

Essa gente realmente acredita que as Forças Armadas terão um surto psicótico e se entregarão a um sociopata que considera algo natural a morte de centenas de milhares de cidadãos brasileiros por Covid.

Eles não passarão.