– Considerações sobre Neymar se transferir ou não para a Inglaterra

Na janela de especulações das transferências europeias (que se encerrarão em breve), vale tudo! Boataria é a marca principais dos tabloides ingleses. E o “The Sun” traz duas manchetes relativas a dois atacantes brasileiros e de dois “Manchesters”:

1 – Alexandre Pato seria comprado pelo Manchester City. Eu não creio. O time já tem Aguero, contratou Pedro e, se Pato chegasse, seria para a reserva. Vale tanto o investimento?

2 – Neymar se transferiria para o Manchester United. Aí sim é possível. E por vários motivos: o time (que é o mais rico do mundo hoje) precisa de um reforço dentro de campo que traga impacto, quer um jogador midiático para apagar a má temporada passada e ainda precisa de um bom vendedor de souvenirs, que desde Beckham, está carente.

E aqui vale algumas considerações: Neymar é carismático, jogador de imagem global e jovial, além de craque. A multa bilionária pode ser paga, já que dinheiro não é problema para os Reds. No Barcelona, Neymar é o coadjuvante que se prepara para um futuro protagonismo. Na Inglaterra, será o ator principal logo de cara. Além disso, qual seria o TENTADOR salário oferecido ao Neymar Jr negociado pelo Neymar Pai? E quanto ele levaria de luvas? E de percentual na transferência?

Aliás, crê-se que o distrato de Neymar do Barcelona para o Manchester United renderia aos cofres do Santos FC (o clube formador) cerca de R$ 31 milhões – mais do que o Peixe ganhou ao vendê-lo para os espanhóis!

É muita grana… E a pergunta é: por quê Neymar ficaria no Barcelona, se há tanto dinheiro e prestígio sendo oferecido?

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– Corinthians e McDonald’s

Nada de criticar a ação de responsabilidade social do Corinthians em divulgar a campanha do McDonald’s em prol das crianças com câncer, usando as meias do palhaço Ronald McDonald’s.

Tudo muito bom. Mas só uma coisa me incomoda: o dinheiro revertido é só o do lanche descontado os impostos. Se fosse o da batata e do refrigerante… as crianças teriam mais a sorrir!

Fica para uma próxima discussão: quem ganha mais na campanha do McDia Feliz? Mas aqui conversaremos em outra oportunidade. O importante, primeiramente, é combater o câncer infantil.

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– 4a de Jogões pelo Brasil afora! Os árbitros darão conta?

Se o nível técnico dos jogos do futebol nacional está a desejar, ao menos, não se questione a emoção deles.

Pela Copa do Brasil, vários confrontos para deixar o aficcionado por futebol ligadaço na TV. Espero, sinceramente, que a arbitragem passe batida nos jogos. Cinco partidas que gostaria de assistir:

1- No Maracanã, teremos Vasco x Flamengo com Wilton Pereira Sampaio. O goiano da FIFA apitou semana passada Santos 2×0 Corinthians discretamente e já está escalado para Chapecoense x Corinthians na Rodada 21. Se o jogo não exigir, passará despercebido. Aliás, será que o Vasco tem chances de imitar o Palmeiras da última passagem do Felipão: ganhar a Copa do Brasil e ser rebaixado no Brasileirão no mesmo ano?

2- No Itaquerão, teremos Corinthians x Santos com Ricardo Marques Ribeiro. O mineiro da FIFA apitou semana passada Flamengo 0x1 Vasco e é o número 2 da CBF, sendo trabalhado juntamente com Sandro Meira Ricci para disputarem a vaga da arbitragem brasileira para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia. Aqui, penso: se o jogo se tornar pegado, o Ricardo sente a pressão, já que tecnicamente não é lá essas coisas…

3- No Mineirão, teremos Cruzeiro x Palmeiras com Anderson Daronco. O gaúcho da FIFA fez uma arbitragem solta exageradamente no domingo passado no Flamengo 2×1 São Paulo, deixando o jogo correr demais e ignorando algumas faltas. Gosto da s suas atuações, mas não deve mudar o estilo só para ter “tempo de bola rolando”.

4- No Castelão, teremos Ceará x São Paulo com Pablo dos Santos Alves. O carioca que apitou pelo RJ, depois ES e hoje está locado na Federação Paraibana é jovem e experiente, embora não tenha conseguido chegar à indicação da FIFA, permanecendo bom tempo como aspirante. Gosta de deixar o jogo correr, embora algumas vezes eu tenha visto alguma dificuldade disciplinar. Mas nada de se preocupar.

5- No Novelli Júnior, teremos Ituano x Internacional com Marcelo de Lima Henrique, ex-FIFA carioca que hoje apita pela Federação Pernambucana. Bem rodado, sabe se posicionar em campo e deve fazer ótimo jogo.

Sobraram ainda os jovens árbitros paulistas Thiago Duarte Peixoto e Vinícius Furlan para Grêmio x Coritiba e Figueirense x Atlético, respectivamente. Não vejo grandes dificuldades para esses árbitros nas partidas que trabalharão. Já para Paysandu x Fluminense teremos Luís Teixeira Rosa, um gaúcho que não conheço; afinal, nunca apitou série A do Brasileirão.

Que seja uma grande rodada para a Copa do Brasil!

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– A Agilidade de Dida aos 41 anos de idade

Ser profissional, é outro papo. Rogério Ceni, Zé Roberto e Dida são quarentões em alto nível. Afinal, se cuidaram como atletas. Vida regrada, sem bebedeiras ou polêmicas sociais que interferissem no dia-a-dia.

Viram o vídeo que viralizou de 30 segundos da agilidade do goleiro Dida? Foi divulgado pelo canal do Internacional-RS no YouTube. Sensacional. Abaixo:

– Qual será a cartada sinistra de Eurico Miranda? Uma Virada de Mesa?

O assunto despertou a boataria e está repercutindo muito nas redes sociais: o presidente vascaíno Eurico Miranda, à Rádio Tupi AM 1280 do RJ, sobre um possível rebaixamento do Vasco da Gama, declarou que tem uma carta na manga mas não a usará pois o Vasco vencerá 10 jogos.”

Qual seria essa cartada final? Algo surpreendente, certamente, já que pelo saldo de gols e pela pontuação é inacreditável que o Cruzmaltino fuja da Série B.

Surgiu o boato no Rio de Janeiro de que esta “carta na manga” seria a nova fórmula do Brasileirão: Eurico trabalharia para um campeonato de 24 clubes (anulando o rebaixamento da Série A e agregando os 4 que subissem em 2015 para 2016) com turno único e mata-mata entre os 8 classificados. Claro, “surgiu o boato” não significa que Eurico realmente tem esse propósito ou declarou isso.

Se confirmado tal fato, é virada de mesa e uma vergonha para o país. Retrocesso da CBF. Ou da Liga de Clubes que já nasceria com essa mancha ruim?

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– Os placares não legitimados do Brasileirão! Vide Atlético Mineiro x Palmeiras, Santos x Avaí, Flamengo x São Paulo…

Você até pode usar o argumento de que em campeonato de pontos corridos, os erros se equivalem (pela duração e quantidade de jogos). Vide que o Palmeiras foi beneficiado contra o Flamengo e o Atlético Mineiro prejudicado na rodada passada. Nesta última, o beneficiado foi o Atlético e o Palmeiras prejudicado por um pênalti decisivo mal marcado

A questão é: ISSO É A REGRA?

Não é e nem deve ser.

Isso se tornou o grande problema: está sendo um campeonato com placares ilegítimos! O árbitro só existe para legitimar o resultado final de um jogo, mas ele tem sido o protagonista negativo. Se um time vence com pênalti inexistente e se usa o argumento de que um outro pênalti existente não foi marcado, isso não é correto. Aceitar o “fazer média”, o compensar num outro jogo ou ainda que “por vias tortas o resultado foi justo” NÃO É CORRETOPrecisamos defender o resultado de dentro do campo apitado corretamente, sem viés ou interferência.

Essa situação esdrúxula está como o país em geral: não se pode aceitar que um político é melhor do que outro pois “rouba com moderação” ou porque a bandalheira é generalizada. De tanto nos acostumarmos com inúmeros escândalos políticos, muitos nem se escandalizam mais. Assim está o futebol: com tantos erros de arbitragem, quando vemos um novo equívoco, “é só mais um“.

Aliás, vimos abrindo a 20a rodada no sábado um “pênalti de fantasminha” sobre o Lucas Lima; no domingo a tarde os erros em São Paulo x Flamengo e fechamos o dia com Atlético Mineiro x Palmeiras tendo um pênalti “muito menos pênalti” (e se entenda: não foi infração) daquele famoso caso do Ronaldo nos arquirrivais Corinthians x Cruzeiro, apitado pelo mesmo Sandro Meira Ricci.

E a CBF, faz algo para melhorar? Nada, só piora. Vide a interpretação equivocada da Regra 12 do uso indevido das mãos na bola que aqui no Brasil virou uma nova Regra (a 12B) e, para diminuir as reclamações dos clubes, agora escala dois quarto-árbitros por jogo (sempre sendo um de cada estado dos times).

É o #GER7x1BRA do apito…

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Para ler a análise do citado jogo entre Flamengo x São Paulo, clique em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/23/analise-de-7-lances-de-dificuldade-em-flamengo-2×1-sao-paulo/

Para ler a análise do citado jogo entre Santos x Avaí (o pênalti inexistente), clique em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/23/o-que-falar-do-penalti-do-gramado-de-lucas-lima-em-santos-5×2-avai/

Para ver as medidas da CBF para melhorar a arbitragem e os vídeos de orientação da mão na bola, clique em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/19/a-invencao-da-cbf-para-a-rodada-20-e-seus-videos-polemicos/

– Análise de 7 lances de dificuldade para Daronco em Flamengo 2×1 São Paulo

Elogiei por diversas vezes a arbitragem de Anderson Daronco, árbitro gaúcho da FIFA. Mas no Maracanã, neste domingo, quando foi um pouco mais exigido, decepcionou. Vamos a 7 lances de dificuldade para analisar erro ou acerto?

1- Aos 7 minutos, Sheik (FLA) faz falta leve em Bruno (SPFC), o árbitro manda seguir e na sequência Bruno divide com Sheik. Daronco resolve marcar a falta para o Flamengo e dá Cartão Amarelo para Bruno, errou pela 1a vez.

2- Aos 35 minutos, Luiz Eduardo (SPFC) sobe para cabecear e fazer o gol, usando a mão para apoiar e consequentemente empurrar o adversário número 4. Leve empurrão, mas é falta. Gol irregular, errou pela 2a vez.

3- Aos 42 minutos, Guerrero (FLA) vai dividir com Luiz Eduardo (SPFC), o desloca usando irregularmente o corpo, a bola sobra para Thiago Mendes (SPFC) que erra e deixa para Ederson (FLA) fazer o gol de empate. É o 3o erro do árbitro.

4- Aos 51 minutos, após cruzamento de Auro (SPFC), a bola bate sem intenção no braço de Everton (FLA). Não é falta, mas o árbitro entende como intenção e marca. Errou de novo, é o 4o erro.

5- Aos 54 minutos, Auro (SPFC) cruza para Centurión (SPFC), que cabeceia mas a bola é interceptada pelo antebraço de Samir (FLA) sem intenção. Ufa, em lances difíceis, 1o acerto importante do árbitro.

6- Aos 62 minutos, Carlinhos desce em velocidade e seu adversário número 22, Everton (FLA) dá um carrinho certeiro que o atinge, quase na entrada da área. O árbitro manda seguir. Erro crasso, o 5o do jogo.

7- Aos 85 minutos, Carlinhos está no ataque, parte para o gol e Everton lhe faz falta por trás, atingindo-o certeiramente. É lance para Cartão Vermelho, não para Amarelo, como aplicou. Foi o 6o erro no jogo.

Em suma, não gostei da arbitragem, com erros importantes para as duas equipes.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Barueri, Copa Paulista, Rodada 6

Boa arbitragem no Estádio Jayme Cintra na vitória do Galo sobre a Abelha. Vamos falar dela?

Diante 644 pagantes, com renda bruta de R$ 5.160,00 + (mas renda líquida negativa de R$ 3.227,00), tivemos um jogo fácil de se apitar, com alguns detalhes importantes a se comentar:

TECNICAMENTE, o árbitro Douglas Marcucci foi muito bem. Soube marcar bem as faltas e principalmente não entrar na onda das simulações. Em especial, Jáder, que por 3 oportunidades tentou ludibriar o árbitro: se jogou na área aos 15m, caiu em disputa de bola aos 23m e novamente aos 24m. Ainda bem que aos 26m, quando realmente ele sofreu falta, o árbitro marcou e saiu o gol de Serrano.

DISCIPLINARMENTE, muito bem. Todos os cartões foram bem aplicados (3 ao Paulista e nenhum ao Barueri, 15 faltas do Paulista e 13 do Barueri).

FISICAMENTE, esteve em cima dos lances. Sentiu um pouco o forte calor ao final da partida, mas nada que comprometesse.

Um erro: no final do segundo tempo, Felipe Diadema dividiu uma bola no meio de campo com Moreno, não foi falta (a impressão é que ele chuta o chão). O jogador ficou caído, lesionado, a bola saiu para a linha de fundo e na parada o árbitro não permitiu o atendimento. O goleiro colocou a bola para fora e só aí houve a entrada da maca. Deveria ter permitido o atendimento quando a bola saiu no tiro de meta.

Enfim, nada que influenciou o resultado.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– E os lances de Goiás 3×0 Vasco? Pênaltis e Expulsões corretos ou não?

Jogo complicado para a arbitragem no Serra Dourada. Vamos discutir 3 lances?

LANCE 1) Estando 1×0 para o Goiás (gol de Zé Love de bicicleta – sim, você leu corretamente, ZÉ LOVE DE BICICLETA), aos 15minutos do 1o tempo, o atacante do Goiás Bruno Henrique entra na área, se enrosca com o vascaíno Christianno que puxa sua camisa. Ele continua a jogada e posteriormente perde a bola. Ao perdê-la, o bandeira 1 Alex Ang Ribeiro (que já foi muito elogiado neste blog pelas boas atuações) sinaliza ao árbitro uma irregularidade e corre para a posição que o árbitro assistente deve ficar em lances de pênaltis. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira atende Alex Ang confirmando o tiro penal.

Cá entre nós? Não foi nada. A interpretação do bandeira foi clara: o atacante goiano sofre a falta do vascaíno, tenta a vantagem que não se consolida. A interpretação do árbitro também foi clara: ele não marcaria a infração mas resolveu prestigiar o seu assistente pelo ângulo de visão mais privilegiado. A minha interpretação é diferente: o agarrão nada impediu o prosseguimento da jogada, lance legal que deveria ter sido dado a sequência. O fato de segurar uma camisa não é necessariamente uma infração. Avalie: houve força suficiente para atrapalhar o adversário? Portanto, errou a arbitragem.

LANCE 2) Aos 20 minutos, uma solada/pernada de Bruno Henrique (GOI) que envolveu Jorge Henrique (VAS). O vascaíno reagiu violentamente em um lance de desinteligência. Na verdade, ambos os atletas deveriam receber Cartão Amarelo, mas o atleta do Goiás nada recebeu e Jorge Henrique (que é experiente e deveria ter evitado confusão) recebeu o Vermelho. Aqui, é pura interpretação do árbitro. Discordo, mas respeito a decisão de Luís Flávio.

LANCE 3) Aos 75 minutos, após um rebote do goleiro Martin Silva, Erik (GOI) estava em velocidade tentando aproveitar a sobra, e o zagueiro Rodrigo (VAS) o empurra. Empurrão bem leve, por impulso, mas capaz o suficiente de desequilibrar o jogador. Aqui, vacilo total do capitão vascaíno. Não é lance violento, a queda só ocorre pela velocidade do atleta onde qualquer toque o atrapalharia. Acertou o árbitro, que aplicou o Amarelo (era o 2o) e consequentemente o Vermelho.

Em suma: pênalti e expulsão equivocada no 1o tempo; pênalti e expulsão acertada no 2o tempo.

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– Você conhece a comunidade “Arbitragem de Futebol” no Google Plus?

Desde a Copa do Mundo de 2010, a convite do Google, comecei a escrever sobre algumas análise de arbitragens dos jogos do Mundial da África e outros comentários sobre os jogos. Muitos outros também começaram a escrever, e postávamos sob a hastag #centraldofutebol , juntamente com a sua específica. A minha era (e ainda é): #juizporcari . Tudo postado na rede social do Google, o G+ (Google Plus). Fizemos hangouts e outras coisas bacanas, explorando ao máximo as possibilidades.

Pois bem, o negócio vingou e montamos uma comunidade específica: ARBITRAGEM DE FUTEBOL (procure em “Comunidades” esse nome). Hoje, somos quase 11.000 membros, sendo que eu a modero. Discutimos lá sobre futebol em geral, com destaque à arbitragem.

Entretanto, como sou o moderador, preciso confessar: tem sido um fardo aguentar os trolls, as tentativas de postagens de golpes, links com vírus e publicações de sexo e prostituição. Normalmente nada disso chega aos membros, pois os recursos do Google Plus me permitem barrar. Mas que “enche o patová”, ô se enche!

Há uma transsexual que insiste em postar convites de sacanagem quase que diariamente. Outra chamada “gata safada” que enche de posts; e há ainda o tal de “ganhe dinheiro sem sair de casa”.

Isso prova algo: como há gente sem conteúdo, com tempo de fazer tanta bobagem!

Vamos caprichar no conteúdo, amigos!

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– Osório, de Bestial a Besta!

O saudoso Otto Glória, grande treinador brasileiro e que virou ídolo em Portugal, disse um dia essa verdade que se tornou incontestável:

Quando o time ganha o técnico é bestial. Quando o time perde, o técnico é uma besta“.

Pois é. O treinador sãopaulino Juan Carlos Osório, o “profe”, como é chamado, inovou nos treinos, nas palestras e na escalação. Não há o que contestar sobre sua inteligência. Entretanto, quando suas modificações não trazem a vitória, de “gênio” passa a “burro”, de bestial à besta.

Mas cá entre nós: será que as inesperadas derrotas para o Goiás (na zona do Rebaixamento) pelo Campeonato Brasileiro e para o time reserva do Ceará (lanterna da Zona B) na Copa do Brasil, ambas no Morumbi, não têm a ver com os salários atrasados, venda de atletas importantes, limitações técnicas do elenco e, principalmente, má vontade dos jogadores?

Será que a boleirada quer derrubar o treinador? Sabemos que isso é comum no futebol brasileiro… O colombiano que se cuide!

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– Qual regra você mudaria no Futebol hoje?

Estamos em meio a uma grande e cansativa discussão sobre a “mão na bola” e “bola na mão”. A Regra do Jogo não mudou, mas sim a orientação que foi mal transmitida aos árbitros brasileiros (sobre ela, acesse: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/05/12/como-interpretar-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/).

O problema é que, para evitar confusão, algumas pessoas sugerem que se mude a Regra e que toda a bola que bata na mão vire falta! Discordo, isso deturpa o jogo e veremos jogador chutando na mão ao invés de chutar ao gol.

A propósito, “mudar a Regra” é sempre algo de muita discussão. Alguns defendem insistentemente o fim do impedimento, e não me incluo entre estes, pois, afinal, penso que acabaria com o jogo no meio de campo e viraria “chutão de área a área”.

Quando jovem, vi duas coisas significativas mudarem para melhor o futebol:

1) A proibição do goleiro segurar com as mãos uma bola recuada pelo companheiro (lembra que monotonia era zagueiro tocando para trás ao arqueiro?);

2) A indicação dos acréscimos de jogo (me recordo que muitos árbitros “supostamente desonestos/ caseiros” esperavam o time da casa empatar para encerrar a partida).

Dessa forma, fica a pergunta: o que você mudaria na Regra do Futebol hoje?

Particularmente, eu acrescentaria uma 4a substituição com a bola rolando (permitindo a quem houvera sido substituído voltar ao jogo) e ilimitadas no intervalo. Se o treinador quiser voltar ao segundo tempo com 11 jogadores diferentes, tudo bem! Além dessas, sou a favor da tecnologia para lances duvidosos (a ser bem regrada quanto ao uso, logicamente).

Deixe sua sugestão de mudanças:

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– Independência na Ação e na Impressão?

Recentemente, Jorge Paulo de Oliveira Gomes, ex-presidente da ANAF, em entrevista aos jornalistas Wanderlei Nogueira e Mauro Betting na Rádio Jovem Pan, criticou a entidade por não brigar como deveria pelos árbitros. Mais: ressaltou, em outras palavras, a falta de independência da entidade.

Pois bem: neste final de semana em que a CBF tenta minimizar os problemas de arbitragem escalando dois 4os árbitros e dois delegados em cada jogo, eis que Marco Antonio Martins, o atual presidente da ANAF, representará a CBF em dois jogos: Figueirense x Sport no sábado e Coritiba x Chapecoense no domingo.

Lembrando: dos delegados que representam Marco Polo Del Nero, ele será o único a trabalhar em duas partidas. Aí fica difícil representar os árbitros, já que representa o patrão…

Não era melhor evitar tal constrangimento? Aliás, e a greve? Morreu o assunto?

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– A Arrecadação das Federações Estaduais e a dos Clubes da Série A:

Clubes falidos, Federações Estaduais Ricas. Sem contar o “mensalinho legalizado” que a CBF paga aos cartolas das federações, veja que quantia incrível (superior à da maioria dos times) as entidades estaduais arrecadaram só no 1o turno do Brasileirão da Série A.

Extraído de: http://epoca.globo.com/vida/esporte/noticia/2015/08/por-que-federacoes-arrecadam-mais-com-ingressos-do-que-os-proprios-clubes.html

POR QUE FEDERAÇÕES ARRECADAM MAIS COM INGRESSOS DO QUE OS PRÓPRIOS CLUBES?

Seis milhões de reais. É a quantia que federações estaduais de futebol arrecadaram no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mais do que os clubes dos próprios estados em alguns casos. Elas não pagam salários de atletas, não arcam com despesas das partidas, não trabalham na promoção, mas ficam com 5% da receita bruta.

A Federação Paulista de Futebol (FPF), na carona dos altos números de Corinthians e Palmeiras, recebeu R$ 2,3 milhões. Ponte Preta e Santos, somados, tiveram receita líquida de R$ 1,8 milhão. A quantia deixa a entidade com mais renda do que 11 dos 20 times que jogam a primeira divisão, entre eles Fluminense e Vasco. A do Rio de Janeiro, mesmo sem Botafogo na elite, ficou com mais renda do que sete.

Ou vamos radicalizar na comparação: se as entidades formassem o “Federação Futebol Clube”, este time de cartolas teria a quarta maior receita líquida com ingressos – só Corinthians, Palmeiras e Grêmio conseguiram mais do que R$ 6 milhões “limpos” no primeiro turno.

Federação Receita
FPF (SP) R$ 2,35 milhões
FFERJ (RJ) R$ 1,21 milhão
FMF (MG) R$ 750 mil
FGF (RS) R$ 646 mil
FPF (PR) R$ 360 mil
FCF (SC) R$ 351 mil
FPF (PE) R$ 257 mil
FGF (GO) R$ 85 mil

O pior é que, em alguns casos, a federação leva a parte dela mesmo quando o mandante toma prejuízo. Em oito das 190 partidas do primeiro turno, clubes tiveram que tirar dinheiro do caixa para cobrir despesas e impostos. Mas a taxa da chefia seguiu intacta.

A solução é mais simples do que se imagina, e nem é tão radical: taxar a receita líquida em vez da bruta. A federação passaria a jogar junto. O clube – e a gestora do estádio, se houver – precisaria acertar na precificação do tíquete, atrair público, enxugar despesas, para que a entidade pudesse ganhar o dela. Senão, ao menos, não atrapalharia ao taxar quem já paga INSS, seguro, arbitragem, exame antidoping, policiamento e até quadro móvel (funcionários) da própria federação.

Pode parecer discussão pequena, de trocados em milhões, mas não é. As federações, sem fins lucrativos, que existem (só) para regular o futebol, tiram dinheiro dos clubes em bilheterias, patrocínios – elas vendem placas no campo para empresas que, por isso, desistem de investir em times – e nas várias taxas do dia a dia. Muitas faturam mais do que os próprios times. Em tempos de bonança, vá lá, daria para perdoar. Mas a crise econômica está aí, meu amigo cartola.

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– Os Extremos da Nova Geração de Treinadores

Eduardo Baptista é da nova geração de técnicos do Brasil – entende que tem que jogar o futebol pra frente, sem fazer falta, alegre. Raiz brasileira.

Argel Fucs também é dessa geração – mas prioriza futebol de marcação jogando atrás, faltoso, pragmático. Raiz uruguaia.

No banco, Eduardo é low profile, de fala serena. Argel é cascudo, de gritos odiosos.

Qual você prefere?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Barueri, Copa Paulista, Rodada 6

Douglas Marcucci, 16 anos de carreira, 43 de idade, natural de Araras, onde é Vereador e Presidente do PHS local, apitará Paulista x Grêmio Barueri no Jayme Cintra neste sábado.

Marcucci era um pouco mais novo de FPF do que eu quando brigávamos na ponta da Série Prata A (ranking entre a posição 31 e 45 do quadro de Árbitros), a fim de estarmos entre o seleto grupo de 30 nomes da Série A1 (e automaticamente integrar a Série Ouro). Ele sempre foi da A2, sendo um árbitro rigoroso e cumpridor das regras. Nunca levou desaforo para casa e nem economizou cartões vermelhos. Entretanto, embora político em sua cidade, foi (felizmente) apolítico na FPF, e talvez por isso não teve grandes chances na divisão principal.

Devido a problemas de agenda e a conciliação com seu ofício profissional (é professor de Educação Física e treinador formado), precisou pedir algumas licenças de escalas. Dessa forma, tem sido mal aproveitado nas escalas – até pelo fato da sua idade estar próxima da aposentadoria.

No auge, tranquilamente diria que correria muito em campo, estaria em cima das jogadas e advertiria qualquer reclamação. Hoje, mais experiente, sabe administrar o jogo, economizando cartões desnecessários e se posicionando melhor do que correndo. Apitará com tranquilidade, sem dúvida.

O curioso é que em algumas escalas vimos árbitros sem experiência alguma em campeonatos profissionais. Agora, se tem experiência até demais…

O bandeira 1 será Rafael Acácio, professor de Educação Física, 6 anos de carreira, fará apenas o seu 6o jogo profissional.

O bandeira 2 será Anderson Lucas Lima, apenas 3 anos de carreira, fará seu 3o jogo profissional e vem de uma sequência de escalas em Sub 11 e sub 13.

Samuel Aguilar, 6 anos de carreira, será o 4o árbitro. Esteve em Jundiaí em 2013 no Romão de Souza, na partida Sub 13 em que o Galo perdeu de 3×0 do São José.

Desejo boa arbitragem ao quarteto de juízes e espero um ótimo jogo para os torcedores.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Barueri pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– A Invenção da CBF para a Rodada 20 e seus vídeos polêmicos

Ser discreta parece não ser virtude da Comissão de Árbitros da CBF. E gostar de inventar é um fato constante.

Aliás, toda invenção no futebol é algo considerado novo e a ser testado. Invencionice, no dito popular, é uma “invenção a questionar”. São duas que destacaremos neste artigo:

1) A INVENCIONICE PARA A PRÓXIMA RODADA DO BRASILEIRÃO (RODADA 20)

Que as queixas contra as arbitragens estão em número elevadíssimo (e estamos na metade do Campeonato Brasileiro ainda), não há o que contestar. Mas para resolver o problema, eis que no próximo sábado e domingo, a arbitragem terá um reforço extra-campo: fora das 4 linhas, teremos 2 quartos-árbitros e 2 delegados em cada partida!

Mas vai melhorar o rendimento do árbitro em campo, fazendo com que as reclamações caiam? Provavelmente não.

O gozado é que os 4 elementos de fora das linhas serão do mesmo estado das equipes envolvidas. É isso mesmo: se jogar um paulista contra carioca, o árbitro e os bandeiras serão de fora do eixo Rio-SP, só que teremos 1 quarto árbitro paulista e outro carioca, além de 1 delegado paulista e outro carioca, todos no mesmo jogo.

Que circo está virando! Toda rodada uma invencionice nova?

2) A INCOERÊNCIA DOS VÍDEOS FIFA E DOS VÍDEOS CBF

Dias atrás explicamos que a Regra 12, quando trata de “infrações com bolas na mão”, era clara na questão da intencionalidade e que nada havia mudado na Regra do Jogo, exceto a nova orientação que pede atenção ao movimento antinatural do jogador malandro (aquele que disfarçadamente força a barra para a bola bater em sua mão e tirar proveito). Porém, no Brasil, criou-se o erro de interpretar lances imprudentes como antinaturais, inventando a Regra 12B, algo exclusivo para o Futebol brasileiro. Nada de marcar lance de mão por jogador ser imprudente e correr risco, já que a FIFA pede cuidado com a trapaça da intenção disfarçada (a infração por mão é a única na Regra em que se avalia somente a intenção, nunca a imprudência).

Eis que a CBF divulgou 8 vídeos de lances da FIFA instruindo os árbitros sobre o que se deve marcar com a orientação de mão antinatural. O interessante é que são diferentes do que os 4 lances explicados e interpretados pela diretora da Escola de Árbitros, Ana Paula de Oliveira, em vídeo oficial aos árbitros pela CBF TV.

Assista-o (abaixo) e avalie: são todos lances em que há a intenção de tocar a mão na bola (de maneira deliberada, seja com o movimento explícito ou anti-natural)? Aqui, a CBF recomenda pênalti. Alguém viu no restante do mundo tais lances?

Não me assusta… afinal, há quem de alto escalão (acredite se quiser) que justifica que a culpa é dos jogadores brasileiros, não dos árbitros, pois os atletas lá fora já aprenderam a correr e dar carrinho com as mãos para trás…

Entretanto, se você avaliar os oito vídeos da FIFA apresentados aos árbitros brasileiros pelo ex-árbitro Oscar Ruiz em 2015 (lembre-se que o ex-árbitro Jorge Larrionda também esteve por aqui fazendo a mesma coisa em 2014), perceberá que não existe essa história de que tudo é pênalti.

Assista-os e veja o que a FIFA recomenda:

1- Não é Pênalti (mas aqui o pessoal anda marcando): 

2- Pênalti sem cartão amarelo (olha o movimento de espalmar a bola): 

3- Pênalti com cartão amarelo (explícito para não levar o chapéu): 

4- Não é pênalti (mas a gente vê toda rodada aqui no Brasil marcando…): 

5– Pênalti com cartão amarelo:

6- Pênalti com cartão amarelo:

7- Não é pênalti (eita, que eu já vi um monte de lances como esses no Brasileirão indo pra cal…), em: 

8- Pênalti com expulsão: 

Diante de tudo isso, há alguma dúvida que enquanto o mundo continua respeitando a Regra 12, no Brasil criou-se a Regra 12-B?

– Os Pênaltis de Mão na Bola no Brasileirão! Perdemos a vergonha com a “Regra 12B”?

Não tenho mais dúvidas! Com pesar, a Comissão de Árbitros da CBF criou a Regra 12B para o Futebol.

É. Da mesma forma em que o jogo driblado e gingado deixa de ser visto por sofrer um processo de “perebalização” de atletas, onde craques são trocados por brucutus, na arbitragem sofremos outro processo: o de “emburrecimento” da Regra.

A Regra 12, que dita as normas sobre infrações, diz que se deve sancionar uma punição quando um jogador tocar intencionalmente a bola com as mãos, exceto o goleiro em sua área penal. Aí as Diretrizes da Regra darão dicas para avaliar se houve a intenção ou não (se uma bola é chutada à queima roupa e não há tempo de evitar o contato; a distância da bola e do adversário, entre outras coisas).

O mais importante é: a infração por uso indevido das mãos é a ÚNICA em todas as infrações em que só se avalia intenção. Nas demais, deve-se avaliar também imprudência e força excessiva.

Infelizmente, aqui criamos uma Regra Paralela, a partir do momento em que a FIFA pediu maior atenção para observar lances em que jogadores usam de malandragem e deixam o braço bater propositalmente na bola. NADA MUDOU NA REGRA, apenas se cobrou mais cuidado para perceber intenção disfarçada, diferenciando-a de imprudência. Enquanto o mundo continua usando a Regra 12 original, usamos a 12B, onde o movimento anti-natural dos braços virou, erroneamente, discurso para que muitos marquem equivocadamente pênaltis por imprudência!

No sábado, no jogo Atlético Paranaense 0x0 Santos, mais uma dessas horrorosas marcações de pênaltis em que a bola bate no braço (e que o jogo deveria seguir), mas que o árbitro entende que é o braço que busca intencionalmente a bola.

Triste. Confesso que fico constrangido a ver tais lances e me canso de tanto criticar essa situação. Até os árbitros sabem que estão errados, mas se não seguirem a Regra 12B da CBF, imposta pela Comissão de Árbitros brasileira, ficam fora de escala.

Na Europa nada disso acontece (vide Campeonatos da Inglaterra, França, Itália, Espanha…). Na Argentina, também não. É algo exclusivamente local!!! E a insistência acontece pela vaidade dos instrutores e dirigentes do apito em não reconhecerem o erro de tradução da Regra ou a sua falta de compreensão.

Imaginou um árbitro marcando pênaltis como esses num Boca Juniors x River Plate? O jogo não acaba… Ou Chelsea x Manchester United? O árbitro será punido severamente!

Meu medo é: estamos aceitando isso passivamente. Nestas últimas semanas, ouço até mesmo comentaristas de arbitragem validando tais marcações com o argumento pífio de que “dentro do que pede a Comissão de Árbitros, o pênalti foi bem marcado”. ORA, BOLAS, A REGRA NÃO É ESSA!

É como a corrupção: antes, nos escandalizávamos com pequenas manchetes de crimes do colarinho branco. Agora, vulgarizou-se tanto, que até mesmo os grandes esquemas caíram na mesmice e no aceite. Portanto, nada em ter comodismo com esses pênaltis inexistentes que mais parecem lances de “queimada”: chutou na mão, bola na cal!

Gostaria muito de que tivéssemos um levante em prol do cumprimento CORRETO da Regra do jogo e da não acomodação das pessoas da imprensa (que sabem que isso está errado) e que podem repercutir muito mais na cobrança das marcações exatamente conforme a Regra do Jogo manda. Algumas já sucumbiram, aceitando que toda bola que bata na mão é falta.

Vamos resistir!

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×4 Ituano, Rodada 5, Copa Paulista

Gostei muito da arbitragem de Carlos Eduardo Gomes, neste sábado à tarde, no Jayme Cintra, bem como seus bandeiras Kleber Fernandes e Ademilson Cipriano.

Não o conhecia; afinal, seria apenas seu 3o jogo profissional com tanto tempo de FPF. Aí a pergunta se torna inevitável: não teve oportunidade por ter sido mal observado ou estava por algum motivo particular desprestigiado?

Não importa isso, mas sim vale ressaltar o ótimo trabalho que fez na partida em que o Galo Jundiaiense perdeu de 4×2 para o Galo Ituano.

Em faltas, o placar foi 13×14. Nos Cartões Amarelos, 4×7. No Placar, 2×4. E me chamou a atenção os seguintes aspectos:

DISCIPLINARMENTE, o árbitro acertou em todos os cartões que aplicou; tanto os de faltas por ação temerária, bem como os por reclamações (em especial a Christian (ITU). Faltou um, no final da partida, por atitude inconveniente do atleta do Ituano no qual o árbitro não viu (próximo às arquibancadas, na linha lateral), já que estava fora do seu alcance de visão. Também foi correto na aplicação do Cartão à Bassani (ITU), que mesmo após o apito de impedimento, persistiu na jogada e “marcou um gol”.

TECNICAMENTE, aceitou na marcação de pênalti cometida pelo goleiro Ian (PAU) e na não marcação no de Pará (PAU). Soube aplicar por 3 vezes corretamente a vantagem, e em uma que não se concretizou, acertadamente voltou atrás e marcou a falta atrasada.

FISICAMENTE, correu bem e se posicionou adequadamente nos lances capitais. E aqui uma ressalva: a postura na forma da corrida! Por muitas vezes, foi nítido que o árbitro “correu torto”, não tendo o mesmo “molejo” durante seu trote, especialmente com o braço no qual mantém o apito de dedeira nas mãos. É um vício de corredor a ser consertado.

O árbitro também não se deixou intimidar no momento em que o jogo pareceu se tornar difícil. E quando Tarcísio Pugliese, treinador do Ituano começou a reclamar, aplicou corretamente a advertência verbal.

Aliás, façamos a observação: foi uma partida muito boa para se assistir. Tanto Tarcísio (ITU) como Beto Cavalcante (PAU) armaram suas equipes ofensivamente, jogando limpo e bem postadas. Melhor que muito jogo modorrento por aí no Brasileirão…

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– E as Arenas Superfaturadas?

Ôpa! Teve início a Operação Fair Play da Polícia Federal, atrás das obras superfaturadas da Copa do Mundo do Brasil em 2014.

Maravilha! Nesta sexta-feira, o alvo foi a Arena Pernambuco. E as próximas, quais serão?

Será que encontrarão irregularidades no estádio bilionário de Itaquera, a Arena Corinthians?

Deve ter tanto dirigente com medo…

Imagine quanto dinheiro se perdeu com a corrupção na copa, fora as isenções fiscais do Lula, do Alckmin e do Kassab!

E somos nós quem pagamos essa conta caríssima…

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– Quando Eurico Miranda comprará a Passagem?

No Campeonato Brasileiro, a briga pelo rebaixamento está feia. Vasco da Gama, Joinville, Goiás e Coritiba estão se “esforçando” para cair. E acho que caem mesmo!

Eurico Miranda, conhecido fanfarrão e presidente do Vasco da Gama (que não merece cartolas como ele), disse que comprará uma passagem para a Sibéria se o Vasco cair.

Será que ele já está fazendo a reserva? Qual o número do vôo?

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– Uma média foi feita no Brasileirão?

Amigos me perguntaram se Luiz Flávio de Oliveira seria preservado depois da polêmica no Itaquerão. Não irá; ao contrário, vai para o Mineirão apitar Cruzeiro x Internacional.

O Sport/PE promete processar até o árbitro “pessoa física”. Mas já será acalmado: jogará contra a Ponte Preta com a arbitragem de Sandro Meira Ricci, hoje árbitro da Federação de Pernambuco, lá em Pernambuco… Ô sorteio danado.

E pela enésima vez o bom árbitro gaúcho Anderson Daronco vai apitar o jogo da TV Globo. É domingo-quarta-domingo e assim vai. Se tiver direito de arena (SE TIVER), encherá o bolso.

Em tempo: só o bandeira Vicente Romano Neto (de todos os quartetos de arbitragem da última rodada) não participou do protesto dos árbitros. Ao menos, não o vi na TV. Por quê?

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– A Greve e os Protestos dos Árbitros

Na tarde desta 5a feira, uma assembléia de árbitros convocada pela ANAF decidirá se eles pararão as atividades ou não. Mas por quê de todo esse imbróglio?

Na MP 671, a medida provisória que trazia responsabilidade aos clubes de futebol, havia um item que solicitava 5% de direitos de imagem aos árbitros de futebol (o mesmo valor de jogadores). Porém, na hora de ir para a votação, o índice considerado exorbitante e sob a justificativa de que havia dúvidas de como o dinheiro seria gerido, caiu para 0,5%. Só que, quando da sanção da presidente Dilma, houve o veto.

Calcula-se que esse 0,5% corresponderia a R$ 9 milhões de reais, bem mais do que muitas equipes da Série A do Brasileirão recebem.

Marco Antonio Martins, presidente da ANAF, em entrevista ao programa “Esporte em Debate” (6a feira, 20h, Rádio Bandeirantes AM 840), declarou aos jornalistas Leandro Quesada e Frank Fortes que o valor seria aplicado para capacitação e profissionalização dos árbitros. Sugeriu a greve e queria uma liminar na Justiça impedindo que as TVs transmitissem as imagens dos árbitros durante os jogos, já que não receberiam nenhum dinheiro.

A questão é: a ANAF brigar contra a CBF, exigindo que ela tenha um grupo de elite profissional, recebendo FGTS, INSS, 13o e Férias, não faz.

Muitos árbitros gostariam de receber esse dinheiro em espécie, e não estariam propensos a uma greve. Ex-árbitros importantes declararam que é um movimento dúbio. Sandro Meira Ricci, o número 1 do Brasil na atualidade, foi contra a greve.

Ontem a noite, o discurso do presidente da ANAF parece que estava mudando (a fim de ganhar apoio dos árbitros ou contradizendo-se), dizendo ao jornalista Fábio Sormani na Fox Sports de que esse dinheiro seria para os árbitros. Mas como reparti-lo…

Cá entre nós, três pontos a discutir:

Erguer uma placa com 05 antes do jogo (e no Rio Grande do Sul ergueu-se, 671, em “respeito ao 5×0 sofrido pelo Internacional” – é mole?) não adianta nada.

– O Veto maior se deu pela não explicação da Gestão do Dinheiro. Ué, por quê não explica-lo? A propósito, existe prestação de contas do dinheiro do patrocínio da camisa dos árbitros – e que é IRREGULAR, já que a FIFA só permite nas mangas e não nas costas?

– Talvez a CBF esteja gostando da ideia de greve. Claro! Uma paralisação do campeonato (e ainda mais não promovida por ela) seria algo bom para que a entidade tentasse a derrubada de outros vetos da Presidente Dilma junto ao Congresso Nacional.

Nenhuma dúvida seria levantada se as instituições fossem totalmente independentes. Calma, não falo em desonestidade, mas incompatibilidade de cargos. Não me entra na cabeça de quem deveria brigar contra a CBF (no caso, Marco Antonio Martins, que é um cara correto), trabalhe ao mesmo tempo como observador da CBF.

No fundo, quem perde, sempre será o árbitro…

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– Análise da “Bola na Mão/ Mão na Bola” de Corinthians 4×3 Sport

Em 2014, logo após a 1a pré-temporada dos árbitros da FPF com a nova instrução de interpretação da intenção do uso das mãos na bola, ao menos 3 árbitros me disseram: “está mais fácil marcar pênalti. Segundo eles, o fato de poder utilizar a interpretação de “uso antinatural dos braços” acabaria com muitas discussões, pois, na maior parte das vezes, seria infração.

Foi um verdadeiro desrespeito ao bom senso e ao espírito do jogo. A Regra não mudou, apenas a redação dela reforçou em seu texto que os juízes estejam atentos ao “jogador malandro”, que deixa o braço para que a bola bata nele de propósito, usando de uma intenção disfarçada. É isso, em resumo, o que significa “movimento anti-natural do braço”. Mundo afora, tudo normal. Só no Brasil que parece que inventaram outra coisa…

Em Itaquera, o jogador do Sport dá um carrinho e a bola bate em seu braço, após cruzamento do adversário. Como interpretar: infração ou não?

1- Para quem entende como lance normal: é impossível alguém dar um carrinho legal estando com os braços grudados no corpo; a bola é chutada forte, não tem como o braço desaparecer. Impossível crer que na queda o jogador demonstrou deliberadamente colocar a mão ou o braço na bola. E como no uso indevido das mãos não se deve julgar imprudência, mas sim só intenção, o lance é limpo (atenção: se você disser que “dar um carrinho com as mãos abertas está correndo risco de que ela bata neles”, saiba que isso é imprudência).

2- Para quem entende como infração: o jogador dá o carrinho já desejando usar as mãos, pois com a velocidade do lance e a forma como foi à bola, sabe que ela pode bater em seus braços e ganhar vantagem com isso. Portanto, ele pula com os braços soltos e levantados, aumentando o espaço de contato com a bola deliberadamente. Isso é movimento antinatural, e ele tem a intenção disfarçada de tirar proveito do uso das mãos, como se fosse involuntário (mas não sendo).

E aí, você marcaria pênalti ou não?

Aproveitando: com tantos árbitros disponíveis no quadro (temos 10 da FIFA), por quê escalar um árbitro de mesma federação? A quem não se recorda, lembre-se: no começo do Brasileirão, Sérgio Correa da Silva, chefe da Comissão de Árbitros, declarou que o presidente da CBF Marco Polo Del Nero queria acabar com dúvidas sobre a arbitragem e que tais escalas seriam a “PROVA DE HONESTIDADE” – termo usado para descrever a neutralidade dos juízes.

Só não consigo entender: escala um paulista em jogo de paulista no território paulista contra time pernambucano, mas aceita veto de Vuaden e Daronoco, gaúchos, por parte do Grêmio-RS. Aliás, o mesmo árbitro do Pará, Dewson Freitas, que apitou o GreNal domingo, apita de novo o Grêmio hoje.

Incoerência ou não?

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– O Protesto dos Árbitros acontecerá?

Importante: Não haverá greve (por enquanto) no Campeonato Brasileiro, mas ato simbólico. Veja:

ATENÇÃO

Na rodada de hoje do Brasileirão, os árbitros farão um protesto contra o veto ao artigo que reconhecia o direito de arena para a arbitragem.

Primeira manifestação na história da arbitragem brasileira.

Aos cinco minutos do primeiro tempo a partida será paralisada. Um minuto de silêncio em protesto contra o veto. Equipes de arbitragem colocarão faixas pretas no braço. O quarto arbitro vai levantar a placa com 0,5.

Informações de Julio Cancellier, Assessor de Comunicação da ANAF (Reproduzido pelo Jornalista Pedro Paulo de Jesus, do site “Voz do Apito”).

Será que vingará?

MINHA OPINIÃO SOBRE A GREVE, em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/07/sobre-a-greve-dos-arbitros-reflexoes/

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– Bielsa ou Sampaoli no Brasil?

O Flamengo vira-e-mexe quer demitir Cristóvão Borges. O Internacional está a procura de treinador.

Pelas redes sociais, especulam-se dois nomes estrangeiros (mas improváveis): o argentino Marcelo Bielsa ou o chileno Jorge Sampaoli.

– Será que alguém deles aceitaria?

Bielsa é louco! Estudioso, conhecedor de futebol mas meio “malucão”. Toparia vir ao Brasil?

Sampaoli largaria a Seleção Chilena, sendo ele Campeão da América, tendo 2 anos de contrato e prestígio, para assumir qualquer clube do Brasil, com a instabilidade dada pelos times, além dos salários atrasados? Se ele sair do Chile, é para outra Seleção ou para um time de potencial indiscutível, como Barcelona, Manchester United ou equivalente.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Ituano, Copa Paulista, Rodada 5

Nesta 5a rodada da Copa Paulista, imaginava que a FPF escalaria um trio de 1a divisão no “duelo de Galos” que acontecerá no Jayme Cintra, no próximo sábado, às 19h. Afinal, ela tem escalado árbitros novatos mesclados com veteranos em muitos jogos, e, justamente por ser um clássico do interior do estado de SP, o bom senso manda escalar um árbitro muito experiente.

Pelo contrário…

Carlos Eduardo Gomes, um árbitro de 32 anos de idade, 9 anos formado na FPF e que fará seu 3o jogo profissional NA CARREIRA apitará o confronto entre Paulista x Ituano (que sem dúvida alguma é a partida mais importante da rodada da Copa Paulista).

O árbitro é natural de Santo André, atua bastante no Sindicato dos Árbitros de São Paulo e em divisões amadoras da FPF. Conhecido como “Cadú”, é muito querido pelos amigos. Não posso falar sobre seu estilo de jogo, pois, afinal, nunca o vi atuar.

Seus últimos 2 anos de atuação mostraram que trabalhou bastante, em:

– 53 partidas auxiliando como 4o árbitro;

– 1 jogo apitando A3;

– 1 jogo apitando 2a divisão;

– 2 jogos apitando Sub 20;

– 12 jogos apitando Sub 17;

– 15 jogos apitando Sub 15;

– 1 jogo apitando Sub 13; e

– 1 jogo apitando Sub 11.

Kleber dos Santos Fernandes será o bandeira 1 e já atuou em um jogo do Paulista neste ano, na vitória do Galo fora de casa sobre o Batatais por 3×2 no sábado de Aleluia!

Ademilson Cipriano Fróes, o bandeira 2, tem 41 anos, 6 anos de carreira e apenas 7 jogos profissionais. É professor de Educação Física em Itapira e, assim como o árbitro, carece de experiência em grandes jogos.

Thales Storari, o 4o árbitro, é assim como o bandeira 2 formado em Educação Física e conterrâneo itapirense.

Não tenho dúvidas, “parte 1”: é jogo para testar o quarteto da arbitragem.

Não tenho dúvidas, “parte 2”: é o jogo mais importante para ambos em suas carreiras.

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem nesse importante jogo de futebol!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Ituano pela Rádio Difusora Jundiaiense AM810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 19h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Os Árbitros e a Orientação para Cuidado com Jornalistas!

Está na coluna Painel da Folha de São Paulo (08/08/15, por Marcel Rizzo):

Espiões na Rede – Árbitros receberam recomendações da CBF, por meio de documento da FIFA, de como se portar em redes sociais. Entre os pedidos para tomar cuidado com postagens pessoais, principalmente fotos, há uma orientação inusitada: tomar cuidado com os ‘amigos’ que aceita, já que podem ser JORNALISTAS.

É sabido que os comandantes da arbitragem nacional (e os da estadual também) detestam qualquer manifestação de árbitro, orientando informalmente que não se dê entrevista e que fuja de microfone, câmera ou computador. Mas a impressão é que eles querem transformar jornalistas em vilões para com os árbitros.

Uma pena pensar assim…

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– Polêmica Pré-Jogo sobre a Arbitragem de Corinthians x Sport

Luiz Flávio de Oliveira apitará na próxima 4a feira o jogo entre Corinthians x Sport. As reclamações começaram antes do apito inicial, já que o Sport questiona o fato do árbitro ser paulista, apitando em território paulista um jogo de adversário paulista.

Sou amigo do Luiz Flávio e sei o quanto é honesto dentro e fora dos gramados. Mas evitaria tal escala! Principalmente pelo histórico dos dois times na última rodada. Vide:

No domingo, Atlético Paranaense 1×1 Sport foi um dos jogos das 11h. A equipe pernambucana vencia por 1×0 e levou o tento do Atlético aos 54 minutos do 2o tempo, em um jogo atípico: nenhum cartão amarelo e nenhum cartão vermelho aplicado. Muita reclamação da equipe do Sport, pois após sofrer o gol de empate do time da casa, o jogo acabou (dentro da Regra, isso é válido). O árbitro Anderson Daronco justificou os 7 minutos de acréscimos devido ao atendimento ao goleiro visitante (mas que não durou tudo isso).

No mesmo domingo, o São Paulo reclama de favorecimento ao Corinthians por um suposto pênalti não marcado após a bola na mão em Uendel, aos 48 minutos do segundo tempo. Eu não marcaria, mas aceito quem marcasse, devido a dificuldade do lance e a dúbia interpretação (considerações sobre essa “mão” nos links abaixo). Manuel Serapião Filho, da Escola de Árbitros da CBF, creditou como erro pró-Corinthians, pois declarou que “a rotação do tórax do corinthiano atrapalhou o árbitro Leandro Pedro Vuaden que não entendeu como movimento antinatural do braço mas sim como lance involuntário”.

Se o Sport entende que foi prejudicado e se está sendo questionado ao mesmo tempo que o Corinthians foi beneficiado, para quê não tomar os cuidados devidos para esta escala? A Comissão de Árbitros fomenta a polêmica que poderia ser evitada.

Em um mundo ideal, naturalidade do nascimento do árbitro não seria levada em conta. Mas a vida inteira os árbitros são de federações diferentes das equipes que estão envolvidas no jogo, E TAL CAUTELA FAZ SENTIDO EM UM AMBIENTE DE POLITICAGEM ONDE AS FEDERAÇÕES VISAM APENAS O SEU INTERESSE PARTICULAR.

Ademais: falta árbitro de fora para ter que escalar locais? No próprio Brasileirão se questionou o fato dos Árbitros Adicionais serem do mesmo estado do time mandante e chamou-se isso de “economia burra”. Radicalizou-se tanto?

A propósito: economia de dinheiro não é, pois é só ver a integração nacional promovida pelas escalas de árbitros de todo o território.

Quando surgiu esse propósito, chamou-se isso de “prova de honestidade”. Ora, prova de honestidade não deve ser encarada dessa forma! Prova de honestidade é a prestação de contas de quanto se gasta com a formação da arbitragem, se vale a pena gastar salários altíssimos (na casa dos R$ 50.000,00) aos cartolas do apito, E SE EXTINGUIR O FAMIGERADO ACEITE DE VETO.

Mas se existe o aceite de veto e a CA-CBF quer provar honestidade dos árbitros, não era melhor ela provar a sua própria?

Sobre “Veto”: para o GreNal de domingo, foi vetado qualquer árbitro gaúcho para o clássico do Rio Grande do Sul. Quem apitou Grêmio 5×0 Internacional foi o paraense Dewson Freitas. Aliás, Dewson, que apitou o Grêmio, o apitará de novo! Está escalado seguidamente em Atlético Mineiro x Grêmio, na 5a feira.

Está faltando árbitro ou estão simplesmente brincando com as escalas? Aliás, esse sorteio é realmente provocativo, pois escala árbitro de mesmo estado e repete escalação em jogo de árbitro de mesmo time. Tudo seria entendível se no Globinho da Sorte fossem colocados árbitros do quadro todo, habilitados para a série A, e os 10 primeiros sorteados fossem escalados. Mas não é assim…

Quer prova de independência e neutralidade? Coloque no mesmo pote as bolinhas dos árbitros da FIFA, dos Aspirantes, dos Especiais e dos CBF1 (que são os melhores, em tese). Sorteiem 30 nomes para os 30 próximos jogos! Dessa forma, não teremos árbitros vetados por ninguém por “histórico de jogo ruim”, tampouco sobre ser do mesmo estado da Federação e você acaba utilizando o quadro todo em privilegiar fulano ou beltrano.

Por quê a CBF não faz isso?

Aguardando respostas convincentes…

Sobre a iniciativa de árbitros de mesmo estado, quando ela surgiu, clique em: http://wp.me/p55Mu0-rN .

Sobre o jogo entre São Paulo 1×1 Corinthians do último domingo citado acima, clique em: http://wp.me/p55Mu0-uR .

Sobre a dificuldade em se marcar ou não o suposto pênalti, clique em: http://wp.me/p55Mu0-uX .

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– O Acordo entre Sindipan e Portuguesa fere a Regra do Jogo?

A Portuguesa de Desportos acertou um patrocínio com o Sindicato das Panificadoras de São Paulo (Sindipan). Sua camisa estampará: “Pão é na Padaria”, com um nome de padaria diferente em cada uma das camisas (ao todo, são 13 padarias participantes).

Isso pode ou não?

Se entendermos que a Regra pede que as camisas sejam uniformes e não se pode entrar com camisas, calção e meias diferentes (exceto o goleiro), sendo que chuteiras não entram nesse quesito, a Lusa não poderá usar esse artifício. Tecnicamente, cada camisa possuirá um patrocinador diferente, se o time entrar em campo com 11 nomes de padarias estampados diferentemente em cada um dos 11 titulares.

Recordo-me vagamente que nos anos 90, uma distribuidora de filmes queria patrocinar uma equipe estampando 1 filme diferente em cada camisa. Não pode fazer a ação de marketing…

Uma solução seria jogar a cada partida com um único nome de padaria. O problema é: na Série C, se bobear, sobrará padaria para ser estampada e faltará jogo para utilizar todo mundo, já que a primeira fase é curta.

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– O que acontece com o Futebol Carioca?

Veja o resultado dos últimos jogos dos clubes do Rio de Janeiro nas séries A, B, C e D:

Avaí-SC 1×0 Fluminense-RJ

Vasco da Gama-RJ 0x0 Joinville-SC

Ponte Preta-SP 1×0 Flamengo-RJ

Santa Cruz-PE 1×0 Botafogo-RJ

Madureira-RJ 2×2 Caxias-RS

Gama-DF 2×0 Duque de Caxias-RJ

Volta Redonda-RJ 0x2 Lajeadense-RS

Nenhuma vitória em nenhuma das 4 divisões!

O que fazer? É apenas uma eventualidade tal panorama ruim ou é uma realidade triste?
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– O Lance de Uendel prova como é difícil apitar futebol!

Vendo, revendo e estudando o lance derradeiro de São Paulo 1×1 Corinthians, chego a seguinte conclusão: até mesmo com o uso de imagens de TV auxiliando a arbitragem seria difícil concluir se a mão de Uendel foi intencional ou não.

Dá para você referendar a decisão de pênalti ou não-pênalti. Vide:

1) SE VOCÊ ENTENDER QUE FOI MÃO NÃO INTENCIONAL…

Alegará que o chute foi rápido, a queima-roupa, sendo impossível fazer o braço desaparecer. Dirá também que Uendel não tem intenção deliberada de colocar a mão na bola para tirar proveito da jogada, e que ele se vira como proteção. Lance de mão involuntária e não se deveria marcar o pênalti. Acertou o árbitro Leandro Pedro Vuaden.

2) SE VOCÊ ENTENDER QUE FOI MÃO INTENCIONAL…

Alegará que ele tem a intenção subjetiva e disfarçada de tocar a bola na mão, que não se esforçou para evitar o contato da mesma, que a espalmada ocorre espontânea e propositalmente. Lance de mão voluntária e que se deveria marcar o pênalti. Errou o árbitro Leandro Pedro Vuaden.

Claro, um lance como aquele é difícil para o juizão não ser criticado. Sendo em clássico, mais ainda! E aos 48 minutos do 2o tempo? Acertando ou errando, gerará polêmica mesmo.

Particularmente, entendo que não se deveria ter marcado o pênalti (e se fosse, era para cartão vermelho) pois não houve a intenção manifesta de se evitar o gol, sendo difícil para o jogador evitar o contato físico. Entretanto, respeito todas as opiniões em contrário, desde que bem embasadas.

Sobre esse jogo, fizemos a análise da arbitragem no Blog “Pergunte ao Árbitro” em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/09/analise-da-arbitragem-para-sao-paulo-1×1-corinthians/, além de publicá-lo no Blog do Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/30327/anlise-da-arbitragem-p-so-paulo-1×1-corinthians .

Claro, esse lance tem uma grau de muita dificuldade, mas nem tanto quanto ao de Cruzeiro 2×1 Palmeiras, onde claramente a bola bate involuntariamente em Victor Ramos e o lance vira um equivocado pênalti.

Também fizemos essa análise da arbitragem no Blog “Pergunte ao Árbitro” em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/09/analise-da-arbitragem-para-cruzeiro-2×1-palmeiras/, além de publicá-lo no Blog do Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/30330/anlise-da-arbitragem-p-cruzeiro-2×1-palmeiras .

Se você tiver curiosidade de saber tudo sobre como marcar lances de mão na bola e bola na mão, acesse nosso artigo específico, em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/05/12/como-interpretar-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/ .

E você: marcaria o pênalti ou não? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem para Cruzeiro 2×1 Palmeiras

Sobre o clássico dos “Palestras” Mineiro x Paulista, 3 lances importantes a serem discutidos:

1- Não houve falta de Vinícius Araújo em Leandro Almeida no lance do gol de Alisson. Acertou o árbitro em nada marcar.

2- Marinho dividiu com Egídio, caiu e pediu pênalti. Não foi nada, correto mandar seguir o jogo.

3- O pênalti pró-Cruzeiro: ridículo! Marinho chuta e a bola bate no braço de Victor Ramos involuntariamente. O palmeirense ainda tenta tirar o braço e não consegue. O árbitro Wilton Sampaio não marcou num primeiro momento, e só o fez por indicação do bandeira Fabrício Vilarinho. Todos erraram…

Sobre mão na bola e bola na mão, compartilho texto recente aqui do BLOG:

COMO INTERPRETAR CORRETAMENTE OS CASOS DE “MÃO NA BOLA” E “BOLA NA MÃO”

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraçose for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.

Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.

Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.

Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

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– Análise da Arbitragem para São Paulo 1×1 Corinthians

Até os 48 minutos do segundo tempo, no meu rascunho dessa matéria havia a expressão “sem polêmica alguma”. Tive que refazê-lo…

Antes de falarmos sobre os lances do árbitro, quero dar os parabéns ao bandeira 2 Alex Ang. Muitos lances de impedimento no começo da partida, e em especial um gol corretamente anulado em jogada difícil. A bola foi cruzada por Carlinhos aos 10m e não havia ninguém em impedimento. Centurion cabeceia para o gol, e neste momento Ganso entra em posição de impedimento passivo, já que não participa do lance, permanecendo a frente da linha do penúltimo jogador sem tocar na bola (aí nasceu uma nova jogada). A bola bate no poste e sobra para Ganso, que passa de passivo para ativo, marcando o gol.

Importante: rebote de trave não tira o impedimento nem cria nova jogada. Nem vale argumentar a nova situação prevista nas diretrizes da Regra do Jogo de que um jogador que esteja a frente da linha da bola e fora da jogada, ao recebê-la despretensiosamente, não deve ser sancionado de impedimento, já que Ganso está envolto à situação e a espera com pretensão de fazer o gol.

Vuaden foi muito bem fisicamente (esteve otimamente posicionado na sua diagonal e correu o campo todo), disciplinarmente também foi bem (creio que faltou um cartão amarelo ao Luís Fabiano, aos 17m, após ludibriar a arbitragem dominando a bola com o braço no ataque). Tecnicamente, atento, deixou o jogo correr.

Algumas considerações específicas:

1- Sobre o Cartão Amarelo para Carlinhos por ação temerária (reclamado excessivamente), perfeito! Só não entendo o por quê de tanta chiadeira do reserva Wesley, ele não tinha que reclamar.

2 – Importante lembrar da “desinteligência” entre Felipe e Luís Eduardo, punida com cartão amarelo para ambos. Ótimo.

3- Houve uma disputa de bola entre Gil e Tolói, onde o corinthiano pula mais alto do que o sãopaulino e seu cotovelo atinge involuntariamente o rosto do adversário, não sendo falta mas sim causalidade de jogo.

4- A expulsão por segundo amarelo de Felipe não há o que contestar. Corretíssima, é o be-a-bá do apito.

5- Aos 48m, Wesley chuta para o gol e a bola desvia no braço de Uendel. Para mim, lance involuntário e difícil (corrigindo: dificílimo para a arbitragem). Vendo e revendo várias, eu não marcaria pênalti, já que o chute é rápido, não havendo tempo do jogador fazer o braço “sumir” (mas aceito quem discorde). Esqueça a história de “bola que ía para gol” ou outros mitos, já que mão na bola deve ser por ato deliberado (se tiver dúvidas, clique aqui: http://wp.me/p55Mu0-re ).

Ressalto a administração incrível, no limite e acertada na relação entre Luís Fabiano e Vuaden, onde não se precisou “gastar” um cartão desnecessário por reclamações (REFORÇO: por reclamações, correto. Mas faltou o já citado cartão do domínio da mão na bola).

Repito: gostei muito do trabalho de Vuaden, mostrando que não se deve vulgarizar cartões ou ser espalhafatoso.

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– Sobre a Greve dos Árbitros: reflexões!

Marco Antonio Martins, presidente da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros), sugere que se discuta uma greve dos juízes de futebol após a presidente Dilma vetar o direito de arena para a categoria.

A entidade havia pedido 5%, o projeto final apresentou apenas 0,5% e ainda assim a presidente Dilma o barrou.

Gozado, por outras causas de remuneração não vimos o mesmo vigor e contundência, tais como à propaganda gratuita feita pelos árbitros a parceiros da CBF e à profissionalização da categoria.

Veja as marcas que são expostas pela CBF na camisa dos árbitros! Em alguns estaduais, os juízes viraram out-doors! Pergunto: quanto é que os árbitros estão recebendo desses patrocinadores?

A pergunta principal, mais importante ainda: a ANAF está brava com o veto da presidente Dilma de 0,5% aos árbitros. Mas por quê não fica brava com a própria CBF, que nada paga para usá-los como propaganda ambulante?

E aí vale discutir 3 pontos:

  1. – Os anúncios estão em conformidade com os dilemas éticos que a FIFA estabelece? Em São Paulo, queria-se estampar Crefisa e a própria FIFA proibiu.
  2. – O número de anúncios e seus locais onde se estampam publicidade atendem as exigências da FIFA? Aliás: só podem ser colocadas nas mangas da camisa! Portanto: estão com publicidade irregular.
  3. – Quais os valores pagos aos árbitros pela ANAF, repassados pela CBF, para fazerem a propaganda?

É por isso que questiono A TOTAL INDEPENDÊNCIA DESSAS ASSOCIAÇÕES. O senhor Marco Antonio Martins, que é uma pessoa idônea, trabalha como observador da CBF e é o presidente da ANAF. Como ele vai brigar pela ANAF contra a CBF? Se a CBF tem descaso na luta pelo direito de Arena dos seus árbitros e ainda por cima os usa como publicitários sem remuneração, por quê a ANAF não ameaçou fazer greve contra a CBF para que os árbitros recebam das marcas que ostentam em campo?

Idem ao senhor Arthur Alves Júnior, secretário da ANAF e presidente do Sindicato Paulista, que exerce concomitantemente a função de membro da Comissão de Árbitros da FPF. Se um árbitro quiser se queixar contra os cartolas do apito de SP, irá ao seu sindicato e deparará com um dos próprios funcionários que deseja se queixar!

Insisto: são pessoas honestas em cargos de INCOMPATIBILIDADE.

O mais interessante é que a CBF, contrária à MP do futebol, ficará muito feliz com essa situação… Afinal, já que Marco Polo não pode parar o campeonato por conta própria pois está sem moral, se apropriaria de um terceiro interessado.

Calma: não estou dizendo que é um locaute, uma situação disfarçada, pois penso que não haverá greve. Mas duvido que árbitros se mobilizem por conta própria para uma paralisação. E se acontecer, que seja não só pelo direito de arena, mas pela PROFISSIONALIZAÇÃO!

É curioso: por quê os sindicatos e associações de árbitros NUNCA defendam que a milionária CBF banque um grupo de árbitros com carteira assinada, FGTS, INSS e férias?

Reflita sobre isso.

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