– A Geladeira de Mentirinha…

Ricardo Marques Ribeiro (FIFA/MG) era o segundo árbitro a ir para o “Freezer do Del Nero”, após o erro no FlaFlu quando não viu a mão de Wallace que resultou na jogada de um gol flamenguista. Emerson Sobral, de Ponte Preta x Cruzeiro, foi quem abriu a porta do refrigerador.

Assim como mentira tem perna curta, geladeira de FIFA e discurso demagógico idem. Eis que o árbitro já está novamente escalado: apitará Joinville x Sport na rodada 26.

Aliás, para a Rodada 27, já temos 3 árbitros sorteados: os dos jogos de Sábado (Inter-RS x Figueirense, Palmeiras x Grêmio, Ponte Preta x Fluminense). Por quê os de domingo ainda não?

Respeitosamente, parece que algo valioso está sendo perdido: o crédito da CBF! Não foi escrito pelo próprio Marco Polo que os árbitros estariam sendo punidos?

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– Avaí 2×1 Goiás e os erros contra o rebaixamento

Antes, eu aceitava a história de que em um Campeonato comprido os erros se compensavam ao longo do Brasileirão. Mas confesso: não é bem assim, pois não se erra matematica/sistematicamente igual para todos.

Para evitar a queda para a série B, os times pequenos desesperadamente imploram por boas arbitragens, e elas estão carentes. Vide dias atrás a horrorosa atuação de Emerson Sobral que “transferiu” 3 pontos da Ponte Preta ao Cruzeiro, errando grosseiramente vários lances.

Ontem, nessa mesma briga contra o rebaixamento, no Estádio da Ressacada, vimos outro erro importante: estando 1×1, André Lima (AVA) fez falta no goleiro Renan (GOI) e marcou o gol da vitória para seu time. Fora dois pontos computados ao time catarinense e 1 ponto tirado do goiano. Detalhe: irrecuperáveis no jogo, pois foi aos 46 minutos do 2o tempo!

O árbitro deste jogo foi Bruno Arleu de Araújo, o mesmo que marcou um ridículo pênalti na partida entre Atlético Paranaense x Santos. Depois disso, ainda foi escalado como reserva num Flamengo x Vasco no Maracanã!

Mais um para geladeira? O freezer do Sérgio Correa vai lotar e não teremos árbitros quando chegarmos à rodada 38…

Aliás: “incaível” o chefe da Comissão de Árbitros, hein?

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– Pato deveria voltar à Seleção? Foi ele quem pediu…

Alexandre Pato reencontrou um bom momento em sua carreira com a chegada do estudioso treinador Juan Carlos Osorio. Isso, não se discute.

Porém, no domingo, após a vitória do São Paulo contra o Grêmio em Porto Alegre (2×0), declarou que acredita não tem ninguém melhor do que ele (na sua função) para jogar na Seleção Brasileira, e que espera ser convocado por Dunga.

Com a fraca safra de atacantes brasileiros atuais (ao menos, nos anos 90 tínhamos craques em maior número e melhor qualidade), talvez Pato tenha razão.

E aí, o que você pensa sobre isso: Dunga deve chamar o atacante do SPFC (por merecimento, por falta de opção, pelo nível baixo de outros jogadores, ou por qualquer outro motivo) ou ainda não é o momento de promover a volta do jogador ao Escrete Canarinho?

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– Que fase do Vuaden! A média feita nos pênaltis de Cruzeiro 1×1 Atlético Mineiro

De fato, o árbitro gaúcho da FIFA Leandro Pedro Vuaden não vive um bom momento no Campeonato Brasileiro. Agora, a lambança foi no Mineirão!

Aos 13 minutos, a bola é levantada na área atleticana. O cruzeirense Manuel tenta o cabeceio, mas Leonardo Silva (ATL) pula com o braço esticado para cima (visivelmente com a intenção de tirar proveito). Para quem tem dúvida, enfim vemos um exemplo correto de movimento antinatural do braço! Mas Vuaden não deu pênalti…

Só que aos 91 minutos (sim, 46 do 2o tempo!), Willian (CRU) desce em velocidade e sofre a falta de Jemerson, próxima à entrada da área. Tiro Livre Direto à Raposa contra o Galo. Mas agora Vuaden marca pênalti…

Mais um que será afastado pelo Sérgio Correa por ordem do Marco Polo? Aliás, segunda rodada depois da determinação, segundo FIFA suspenso! Será que na Rodada 38 teremos alguém disponível na praça para apitar?

Façam suas apostas: qual será o árbitro punido no meio de semana?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 São Bento. Muita a coisa a falar (e a ensinar)…

Pontos importantes para dissertar e discutir da Arbitragem na vitória do Galo sobre o Bentão e que valeu a classificação para a fase 2 da Copa Paulista com uma rodada de antecedência. Vamos aos aspectos positivos e negativos pelo quarteto capitaneado por Carlos Fernando Moreira?

DISCIPLINARMENTE, o árbitro esteve muito bem. Não deixou de aplicar nenhum cartão, nem aplicou cartão desnecessariamente. Aliás, o jogo ajudou pelo bom comportamento das equipes, sendo que no 1o tempo, das poucas 12 faltas, 8 eram de atacantes que forçaram a passagem sobre os zagueiros; delas, 4 do centroavante Rafael Gomes (SBE).

TECNICAMENTE, o árbitro não foi exigido. E quando foi, acertou uma boa vantagem após a falta em Serrano (aos 6m do 1o tempo), mas errou aos 33m, quando Brendon sofre a falta, não houve a vantagem concretizada e ao invés de marcar a infração vencida (no popular: a falta atrasada), deixou o jogo seguir. Além desse lance, foi preciso ao não marcar nada na simulação de pênalti de Ronaldo (77m).

FISICAMENTE, se posiciona bem em campo e corre bastante. O único “porém” é que, por algumas oportunidades, deu às costas para a bola. Não pode! O árbitro deve ter visão periférica – olhar o lance e o que acontece nas redondezas. Isso se corrige com a experiência.

POSTURALMENTE, pecou muito! Pela inexperiência errou em algumas coisas, de certo ponto, juvenis! Por exemplo: aos 45’50”, marcou uma falta no campo de defesa para o Paulista. O zagueiro estava sozinho, e cobrou a falta não mais do que 1 metro fora da posição. O árbitro mandou cobrar de novo, no exato ponto onde ocorreu, aos 45’58”. Aos 46’02’ encerrou a partida! Pra quê? A distância para se agilizar a partida na qual aconteceu a cobrança está dentro dos limites de tolerância. Por outras duas vezes, corretamente sinalizou o local das cobranças de laterais, distantes aproximadamente 3 metros do local da saída da bola. Os atletas foram ao local correto, correram com a bola na mão e executaram a cobrança no local originariamente errado. Tudo isso só se conserta com a rodagem de escalas… E que não se esqueça de um trejeito a ser evitado: numa marcação de tiro de meta, no segundo tempo, correu para dentro da área apontando com firmeza o centro do gol! Calma, não era pênalti, embora o gestual foi idêntico (exceto a palma da mão aberta ao invés do dedo que aponta a marca da cal). Boa parte dos torcedores ficou em dúvida do que se marcava.

Entretanto, o árbitro foi muito prejudicado pelos assistentes, com 3 erros, sendo 2 capitais!

O bandeira número 2 Rafael Penate errou um lance claro de impedimento no 1o tempo, numa jogada rápida do ataque do Paulista no lado esquerdo de ataque. Talvez a distância do lance estando contra a iluminação dos refletores tenha o atrapalhado.

Já o bandeira número 1 Luís Cláudio Pereira dos Santos pecou por 2 vezes! A primeira, anulando aos 59 minutos um ataque do Paulista, quando a bola é roubada pelo ataque e tocada para Matheus Sylvestre (PAU) que voltou do ataque a tempo de fugir da posição de impedimento. Seria um ataque promissor. Quando um defensor impede o atacante com falta uma situação clara e iminente de gol, recebe o cartão vermelho. E quando quem impede o atacante em situação similar é o bandeirinha?

O segundo erro do assistente 2, mais grave, ocorreu aos 80 minutos: Augusto (PAU) faz o 3o gol do Paulista e ele marca novamente impedimento. Errou de novo, pois era visível que do outro lado da jogada, próximo ao bandeira, o zagueiro Bruno Santos (SBE) dava condição de jogo.

Enfim: o árbitro pela juventude, tem como corrigir. Mas o bandeira já tem 41 anos e pouco trabalhou em partidas profissionais. É essa a renovação praticada pela FPF? Tomara que esse gol anulado não faça falta na classificação final.

Observação: a audiência maciça da Rádio Difusora dentro do estádio (é a única emissora jundiaiense a transmitir do Jayme Cintra), foi “tolhida” pela Polícia Militar! Não é que a PM obrigou aos torcedores a retirarem as pilhas de seu radinho?

Era Palmeiras x Corinthians sem alambrado aqui em Jundiaí? Havia confronto marcado entre a torcida do Paulista com a do São Bento? O clima era hostil? Nada disso… Custa a crer que se imaginou que os torcedores atirariam pilhas no gramado, já que hoje existe a interdição de estádio para tal fato. O que será que a PM soube de tão grave para tomar atitude tão extrema? Ou simplesmente a atitude foi tomada por algum motivo, digamos, diverso do que de segurança?

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– A Ousadia da CBF em pedir o Pioneirismo da Tecnologia para o Brasileirão 2016.

Num ato de arrojo, a CBF anunciou que em Outubro, durante o Congresso Técnico da International Board em Londres, pedirá à FIFA através de Manuel Serapião Filho (é claro que não será pelo presidente Marco Polo Del Nero, que tem medo de sair do país e ser preso pelo FBI) a permissão para a utilização de imagens de vídeo para lances de dúvida da arbitragem. O projeto a ser apresentado cria a figura do Árbitro de Vídeo (AV), que estará com um monitor de imagens da partida à sua disposição para ajudar o árbitro a corrigir lances supostamente equivocados. E nem precisará parar o jogo e perder tempo, pois o projeto da CBF prevê que eles se comuniquem por rádio para agilizar a decisão, conforme os assistentes e o 4o árbitro já fazem.

Segundo Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF, ao site da entidade:

– O AV atuará com base em imagem televisiva simultânea e com possibilidade de imediato replay. A comunicação com os árbitros será feita por ponto eletrônico.

Os seguintes lances deverão ter a interferência imediata do AV:

a)     Dúvida se a bola entrou ou não no gol;

b)     Saídas da bola pela linha de meta, quando na mesma jogada ou contexto for marcado gol ou pênalti;

c)     Definição do local de tiros livres diretos, ocorridos nos limites da grande área, para definir se houve ou não pênalti;

d)     Gols e pênaltis marcados, possibilitados e evitados em razão de erro em lances de faltas claras/indiscutíveis, não vistas ou marcadas de modo claramente equivocado;

e)     Impedimentos por interferência no jogo, caso na mesma jogada haja gol ou pênalti;

f)     Jogo brusco grave ou agressão física (conduta violenta) indiscutíveis não vistos ou mal decididos pela arbitragem;

A idéia é ótima, mas… definirei objetivamente: não passa de “diálogo flácido para acalentar bovino”. Ou seja: conversa mole para boi dormir!

Explico: eu sou defensor do uso de imagens para se legitimar uma partida. Quanto menos erros, melhor! Entretanto, a CBF nunca foi e não é a favor. Tais motivos dessa decisão de ousar se dão pelos seguintes fatores:

1- A Comissão Nacional dos Clubes (CNC) foi pressionar a CBF para a queda de Sérgio Correa nesta semana. Mas é uma “sutil pressão”. Compõe a Comissão o representante do Grêmio, que pediu veto de árbitro gaúcho no Grenal (declarou isso publicamente) e foi atendido (apitou o paraense Dewson Freitas). Os clubes reclamam do Sérgio Correa, mas na hora H, não fazem a devida pressão para a substituição da chefia. É a costumeira reclamação preventiva: aquela que o cartola faz para dar satisfação a seus pares e se garantir para o próximo jogo.

2- Na Copa de 2014, usou-se o sistema eletrônico da linha do gol. A empresa que fornece a tecnologia ofereceu à CBF por um valor muito abaixo do comercializado para deixa-los aqui. A CBF não quis, alegando que teria que implantar em todos os estádios do Brasileirão da Série A e que o custo era inviável. A FIGC (Federação Italiana) os comprou com um desconto considerável.

3- A CBF sabe que a FIFA recusará tal iniciativa. Mas insiste única e exclusivamente na sugestão para dizer que atendeu as solicitações do CNC (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-yr). Ao mesmo tempo, Marco Polo dá sobrevida ao presidente da CA-CBF, Sérgio Correa!

Eu DUVIDO (embora tenha gostado da ideia) que isso será implantado. Só tenho três ressalvas:

1- A cabine do AV será blindada? Imaginem a muvúca que ocorrerá quando algum time se sentir prejudicado e não concordar com a decisão do árbitro de vídeo.

2- A qualidade do sinal será boa? Pensem em um Corinthians x Palmeiras, 1×1 e aos 48m do segundo tempo um lance duvidoso e o AV diz que caiu a Internet ou a transmissão!

3- E se for um daqueles “pênaltis de queimada da Regra 12B”, onde se vê que a bola bateu sem querer na mão mas o árbitro de vídeo atesta para o árbitro central de que é pênalti por movimento antinatural do braço?

Nem com a melhor tecnologia do mundo a arbitragem melhorará se o elemento humano for incompetente ou mal orientado!

E você, o que achou de tudo isso? Interessante é que MPDN não ousou falar em profissionalizar os árbitros…

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– As Sugestões dos Clubes para Mudar a Arbitragem Brasileira

A Comissão Nacional dos Clubes de Futebol do Brasil, representada pelo presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepumoceno, sugeriu à CBF algumas mudanças na condução da arbitragem nacional.

Avalie-as:

1- Ao invés dos árbitros serem escalados – ou melhor – indicados para sorteio por Sérgio Correa, uma comissão formada por pessoas indicadas pelos clubes e/ou profissionais da CBF dividiriam a responsabilidade com o chefão do apito para confeccionar as escalas;

2- Criação de Ranking de Árbitros;

3- Uso da Tecnologia para diminuir os erros;

4- Criação de grupos independentes de avaliadores dos árbitros.

Sobre elas, minha opinião:

1- Sérgio continuará no poder e os cartolas apenas querem direito a vetar nomes que não gostem.

2- Já existe ranking com a criação de categorias de árbitros. Na FPF, existia um fajutíssimo ranking com fórmula mirabolante que nunca funcionou.

3- A tecnologia só pode ser aprovada nas reuniões da International Board.

4- Os árbitros são avaliados com notas boas quando estão de bem com o chefe; mal, quando estão de mal com o chefe. Criar grupos independentes é boa idéia. Mas quem? Torcedores? Representantes de clubes? Ex-árbitros comentaristas da TV?

Ou seja: tudo continuará igual… Tirar Sérgio Correa, como alguns clubes querem, parece ser desejo apenas “da boca pra fora”. E tirando ele, entraria quem?

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– Del Nero é o novo Tancredo. Ao menos, para Walter Feldman!

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, disse na última quarta-feira em evento público em São Paulo que o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero representa “a transição para o novo modelo de gestão” que estaria sendo implantada na Confederação e em todo o futebol brasileiro, de maior transparência, controle e profissionalismo.

Acreditou?

Não parou por aí. Feldman disse, ao ser questionado que Marco Polo tinha como lema em sua chapa “Continuidade Administrativa” que:

Como não houve uma disputa (para Del Nero assumir a presidência da CBF), passa a ideia da continuidade e de continuísmo. Mas nós temos uma lógica que eu chamo de anticíclica para mostrar que ele pode ser a grande evolução, como foi o Tancredo Neves“.

Profundo… mas irreal! Para eles, “Del Nero é o cara!”.

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– Análise da Arbitragem para Paulista x São Bento, Copa Paulista

Para o importante e decisivo jogo entre o Galo x Bentão, valendo classificação para a segunda fase da Copa Paulista, apitará o professor de Educação Física Carlos Fernando Moreira, sendo apenas o 5o jogo profissional dele nos últimos 3 anos.

Novamente a FPF escala um novato para um clássico regional tão disputado. Para Ituano x São Bento tivemos árbitro de série A1. Por quê só no Jayme Cintra temos gente nova? Assim como o árbitro, os bandeiras Luis Cláudio Pereira dos Santos (41 anos) e Rafael dos Santos Penate (entrando no seu 3o ano de carreira) também são novatos. Idem ao 4o árbitro Paulo Nogueira Pinheiro Junior.

Em jogo de tal importância como esse, não é momento de testar. Ademais, por quê para em jogos de outras rodadas e clubes tivemos árbitros atuantes na 1a divisão?

Torço para uma boa arbitragem do desconhecido quarteto, em que pese, tenho sentido menosprezo nas escalas para o Tricolor Jundiaiense.

Acompanhe a transmissão de Paulista x São Bento pela Rádio Difusora Jundiaiense AM810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 19h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– O dia do Árbitro (que se celebra hoje) é para comemorar?

Hoje é dia do árbitro esportivo. Portanto, data festiva para o juiz de futebol!

Há o que comemorar?

Os árbitros brasileiros têm uma chefia fraca; mal representados pelos sindicatos e associações (que muitas vezes parecem defender mais os interesses das federações estaduais e da confederação do que os dos seus associados), e ainda por cima se tornaram bodes expiatórios da Comissão de Arbitragem da CBF, com o discurso de que as más arbitragens devem a única e exclusivamente a eles, desonerando seus comandantes de responsabilidades.

Paciência. Assim mesmo, feliz dia do árbitro!

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Santos x São Paulo

Luiz Flávio de Oliveira apitará o clássico SanSão desta quarta-feira na Vila Belmiro. Clima bom para o árbitro?

Mais ou menos. Vamos fazer algumas observações:

Ainda hoje Luiz Flávio é comparado ao seu irmão Paulo César. Esqueça tal coisa, a verossimilhança se dá apenas no aspecto físico e na honestidade. O estilo de arbitrar de LF é diferente de PC. Ele é mais frio, pouco vibrante e menos técnico. Ainda assim, é um grande árbitro (e aqui faço um adendo: na atual neurose da CA-CBF em buscar árbitros altos, fortes e sarados, Luiz não teria chances se começasse hoje…).

Alguns aspectos de dificuldade ao juizão para hoje:

1- O Santos sofreu com erros de incompetência da arbitragem no começo do campeonato, culminando na ridícula e memorável expulsão equivocada de Geuvânio no Santos 1×3 Grêmio (o árbitro autorizou a entrada do jogador que estava fora de campo e depois “desautorizou”, vide em: http://wp.me/p55Mu0-t8). Depois disso, o presidente Modesto Roma Jr foi reclamar a Marco Polo Del Nero, pedindo (como ele próprio declarou) o “escalpo” de Sérgio Correa da Silva e fazendo lobby pelo Cel Marcos Marinho. Nos últimos jogos, coincidentemente, muitos erros a favor do Peixe, como em Santos 5×2 Avaí (o pênalti do tropeção de Lucas Lima), Santos 3×1 Chapecoense (pênalti inexistente em Ricardo Oliveira) e Sport 1×1 Santos (gol em impedimento do Santos e atleta pernambucano não expulso). Portanto, existe uma certa pressão no árbitro a respeito disso.

2- Outra pressão, agora do lado sãopaulino, é pelo fato de Luiz Flávio de Oliveira reencontrar o Tricolor Paulista depois do reclamado e inesquecível lance em Corinthians 3×2 São Paulo – o pioneiro pênalti de queimada de Antonio Carlos, inaugurando a série equivocada de lances marcados equivocadamente de bola na mão em mão na bola, sob a justificativa de que era o cumprimento da nova orientação da FIFA de… 2013! Sobre esse jogo, rememore em: http://wp.me/p4RTuC-3D.

3- Além disso, há a própria pressão do árbitro para sua boa atuação; afinal, Luiz Flávio vem de uma forte cobrança do polêmico pênalti marcado na partida entre Corinthians 4×3 Sport, também por mão na bola/ bola na mão. Em que pese, isso não abalou a confiança da CA-CBF, já que desde a Rodada 08 até a 24, LF só folgou na série A1 nas rodadas 12 e 22, além de ter trabalhado em escalas na série B. Está prestigiadíssimo e a bolinha da sorte abençoada!

Desejo bom trabalho ao Luiz Flávio neste importante e difícil jogo para sua carreira.

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– O Corinthians está sendo beneficiado pela Arbitragem?

Indiretamente sim. Propositalmente não. Vamos discutir?

Não acredite que existe esquema orquestrado pró-Corinthians, especialmente porque Andrés Sanches, o homem forte do Timão, é reconhecidamente inimigo número 1 da CBF. Esqueça teorias conspiratórias, pois elas surgem muitas vezes das paixões clubísticas adversárias.

A verdade é que todos os clubes têm erros em seus jogos. Antes, eu até aceitava que os erros se diluíam ao longo do Campeonato Brasileiro de Pontos Corridos, mas hoje penso um pouco diferente: os erros se minimizam ao longo das rodadas, mas nem sempre se compensam proporcionalmente! E por vários fatores:

1- Pressão dos Estádios: apitar na Vila Belmiro e no Itaquerão é muito difícil. Pode ocorrer do árbitro não estar preparado suficientemente para suportá-la. No Morumbi ou no Maracanã é muito mais tranquilo apitar.

2- A experiência do elenco de atletas: Sheik, por exemplo, sabe capitalizar com erros de arbitragem. Um time mais jovem, não.

3- O medo dos Cartolas: times supostamente mais influentes politicamente tendem a assustar a arbitragem.

4- A rodagem dos árbitros: um juiz ou bandeira novato pode fazer trapalhadas pelo pouco tempo de atuação.

No Brasileirão 2015, com as péssimas orientações da Comissão de Arbitragem da CBF (vide os casos de mão na bola e bola na mão), os erros se multiplicaram! Somando-se aos fatores acima, eles se destacam mais.

Clubes de maior visibilidade chamarão a atenção mesmo. Um erro a favor do Corinthians ou do Flamengo repercute mais do que contra o Avaí ou a Ponte Preta, o que é lógico e esperado. Mas “errinho ou errão”, time grande ou pequeno, é erro da mesma forma. Sem contar, evidentemente, o peso das camisas.

Sendo assim, involuntariamente os árbitros estão errando mais para o Corinthians mesmo, pelos motivos acima: o juiz sente a força da torcida; há um treinador experiente (e competente); o time é de massa e popular. Mas que esses fatores são determinantes para a liderança, aí não! O trabalhado do técnico Tite é louvável e não pode ser desprezado ou minimizado.

Portanto, é justo afirmar: todos os clubes do Brasileirão sofrem erros a favor e contra, mas devido a debilidade da arbitragem (por culpa da má preparação da CBF), os de “maior peso da camisa” se destacarão como supostos beneficiados.

E sabe qual o grande problema? Se cair Sérgio Correa da Silva, o chefe dos juízes da CBF, os 10 FIFAS e os Aspirantes da FIFA serão os mesmos! Desestruturados por má orientação, a Comissão terá que ter um Choque de Gestão para recuperar suas virtudes perdidas por incompetência da atual administração.

Que venha logo 2016 para o mundo do apito – mas com novos nomes!

Agora, cá entre nós: como os árbitros estão sem representatividade suficiente e desamparados! Já pensaram que os juízes precisam urgentemente de CAPACITAÇÃO PSICOLÓGICA (além de preparação e orientação adequada) para darem a volta por cima?

Vale refletir…

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– Escalas “birrentas” nos jogos do Atlético Mineiro?

Êta bolinha danada!

Depois de Alexandre Kalil se queixar pós-jogo (Atlético Mineiro 0x1 Atlético Paranaense) de que no Corinthians só trabalham árbitros experientes e no seu clube um novato estreante, na semana seguinte houve outro estreante bandeirando (partida entre Vasco x Atlético). Agora, contra o Avaí no meio de semana, teremos como árbitro Luís Teixeira Rocha, professor de Educação Física, outro estreante, o 3o seguido!

Que coisa! Parece que a CA-CBF está dando razão para Kalil… Não vejo novatos estreando em jogos do Corinthians mesmo. Mas claro: coincidência.

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– O Gol anulado do Paulista contra o Primavera: o bandeira errou ou não?

Vi o gol anulado do Paulista por impedimento com as imagens do Claudio de Andrade, postadas no Facebook. Claro, o ângulo disponível é difícil e você deve considerar que na bola parada o bandeira deva estar bem posicionado, pois, afinal, há tempo dele se posicionar corretamente na linha do penúltimo defensor.

Aos 1’24” da gravação há a cobrança de falta. Considere que você deve avaliar a linha do impedimento no exato momento em que o cobrador toca na bola (esqueça a trajetória, se antes ou depois do chute o jogador foi ou voltou: só vale contar na hora que o bico da chuteira toca a bola. E nesse instante não parece estar irregular (claro, faço a consideração com ângulo desfavorável, imaginando paralelas para fazer a linha do impedimento).

Alguém perguntou se não houvera um toque do jogador do Paulista dividindo com o zagueiro. Para mim, não houve – mas se houvesse, ali é uma nova jogada e um novo parâmetro de impedimento – e aí sim o gol seria bem anulado.

E se o toque fosse do zagueiro do Primavera?

Não muda nada. Se a bola é lançada para a área e há alguém do time adversário que a desvie, se o atacante estiver impedido na hora do chute, continuará! Desvio não tira impedimento (a não ser na rara e excepcional situação orientada pela FIFA em 2013 de lances que sobrem para atletas fora da jogada e de maneira inesperada, que não é o caso).

Portanto, difícil de se avaliar. Aparentemente, errou o bandeira.

Veja o lance na ótima filmagem do Cláudio, em: https://youtu.be/V6Dq8p6NNAw?t=84

– Erros e Acertos da Arbitragem na Rodada 23 e outras impressões do Brasileirão

Vários jogos continuam problemáticos no Campeonato Brasileiro. Os árbitros continuam errando lances bizarros, apesar de uma luz na rodada: a arbitragem (quase) perfeita no Derby do Allianz Parque.

Vamos aos lances?

SPORT 1 X1 SANTOS

Em Recife, o Santos fez um gol irregular e validado: Gustavo Henrique cabeceia para o gol, o goleiro dá o rebote e Ricardo Oliveira, impedido, coloca para dentro das redes. O bandeira Celso Luís da Silva estava mal posicionado, fora da linha do penúltimo defensor, e não observou a irregularidade. Alguns amigos me questionaram sobre a orientação de que “agora rebote tira o impedimento”. Esqueça! A orientação de 2013 é que no lance em que a bola desviada ou reboteada que sobre para um jogador em posição de impedimento FORA DO LANCE DA JOGADA E QUE CHEGUE A ELE DE MANEIRA INESPERADA, agora deve permitir a sequência da jogada. Assim, para que fosse válido o gol santista, hipoteticamente Ricardo Oliveira deveria estar próximo da linha lateral, sem esperar o rebote do goleiro, nunca na iminência do gol.

Um detalhe: perceberam que depois que Modesto Roma foi reclamar ao presidente Marco Polo e fez campanha para o Cel Marinho assumir a Comissão de Árbitros da CBF (reclamações justas, vide os erros cometidos contra o Peixe que culminaram na expulsão ridícula de um jogador no Santos x Grêmio), os erros viraram de contrários a favoráveis? Pênalti de fantasminha na penúltima semana; pênalti inexistente no meio de semana e no domingo gol em impedimento. Calma: não é acusação a ninguém, mas constatação de erros acontecidos coincidentemente.

CRUZEIRO 5×1 FIGUEIRENSE

Pisada de bola do árbitro baiano Jailson Macedo de Freitas. O jogador cruzeirense William domina na mão e faz o gol. Claro, com esse placar não dá muito para reclamar. Mas aceitar passivamente erros não se pode, independente do resultado do jogo.

FLUMINENSE 1×3 FLAMENGO

Com 13 cartões amarelos e 1 vermelho, Ricardo Marques Ribeiro bobeou no 1o gol flamenguista. Se antes toda bola na mão virava mão na bola e falta, após culminar com o absurdo do time do Cruzeiro de Luxemburgo chutar propositalmente na mão de adversários em alguns jogos, agora nem mão deliberada não é mais marcada! Wallace toca nitidamente a mão intencionalmente na bola, que sobra para Sheik marcar. Gol irregular! O Fluminense (de novo) tem motivos para reclamar de erros da arbitragem.

PALMEIRAS 3×3 CORINTHIANS

Para mim, o melhor jogo do Campeonato Brasileiro até agora, acompanhado da melhor arbitragem também. Aliás, depois de assistir o modorrento Brasil 1×0 Costa Rica, contrasta ver o futebol ofensivo dos times paulistas com o lenga-lenga do escrete nacional.

Raphael Claus foi muito bem em uma partida de alto grau de dificuldade desde o pré-jogo. Fisicamente impecável, correu 90 minutos por todo o tempo. Tecnicamente muito bem, em especial a uma vantagem não consolidada em que marcou a falta atrasada ao Corinthians no final do jogo, com coragem e correção. Disciplinarmente bem (falaremos das pequenas falhas abaixo) e na questão de postura: ótimo! Apitou de cabeça erguida, soube se impôr e mostrou autoridade (beirando o quase-autoritarismo, mas ainda assim na medida certa).

Depois de tantos merecidos elogios, 3 observações necessárias:

1) Arouca: faltou dar o cartão amarelo no começo do jogo ao palmeirense, já que usou um critério rigoroso para segurar a partida no início (cuja estratégia de arbitragem se mostrou acertada), mas exagerou em alguns momentos posteriores. Arouca, em que pese, se no mesmo critério, deveria ter sido amarelado. Tite reclamou desse cartão com razão.

2) Gabriel Jesus: recebeu um cartão amarelo injusto. Ele divide o lance claramente na bola, sem falta. Talvez o árbitro deva ter se equivocado pela plasticidade da jogada, que pareceu violenta mas foi apenas viril. Errou ao dar infração e mais ainda no cartão.

3) Cássio: respeito a opinião do amigo e bom comentarista de arbitragem da Rede Globo, Paulo César de Oliveira, que tem uma posição diferente à minha nesse lance: Gabriel Jesus entra em velocidade na área, Cássio vai com os pés na perna do atacante palmeirense e o atinge. Independe se ele pegou as bolas com a mão, pois para poder fazer a defesa, cometeu a infração. É a mesma situação quando um zagueiro tenta roubar uma bola e atinge simultaneamente a própria bola e na outra perna o pé do adversário. E aqui, erro duplo: o árbitro entendeu como jogada normal e ainda assim Marcelo Van Gassen, bandeira 1, assinalou impedimento. Era lance válido (não havia impedimento), pênalti e cartão amarelo (ou vermelho, se entender que era situação clara de gol). Insisto: não foi marcada a infração pois o jogo já estava parado pelo impedimento.

Vendo a tabela do Brasileirão, me chama a atenção um detalhe da classificação: em diferença de pontos na tabela, o último do G4 está na mesma situação que o último do Z4 – matematicamente, ambos tem a mesma dificuldade em alcançar o primeiro do G4 e do Z4. Em tese: para o São Paulo ser campeão há a mesma chance do Vasco escapar do rebaixamento. Mas como o futebol não é matemático…

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– Marco Polo e Madre Teresa: os discursos sabatinais de ética!

Há certas coincidências no dia-a-dia que são irônicas. Por exemplo: as minhas duas leituras dessa manhã de sábado!

Hoje, a Igreja Católica celebra a memória da beata Madre Teresa de Calcutá, a pobre freirinha que viveu na miséria, despojando-se de tudo para todos; símbolo da caridade (independente de qual crença seja) e deixou lições de amor, fraternidade, carisma e serviço ao próximo e a Deus. E uma de suas frases de amor: “a trilha mais rápida é o caminho correto“, foi a minha 1a leitura matinal.

Ironicamente, a minha segunda leitura fala também de “caminho”, especificamente do “caminho ético do futebol”, escrita por… Marco Polo Del Nero.

Uau… que diferença de princípios! Mas o texto se referia ao artigo escrito pelo presidente da CBF (ou a mando dele) sobre os rumos da arbitragem e o atual momento.

Escreveu Marco Polo sob o título de “Consciência Coletiva”:

“- (…) O desafio da CBF é de reconhecer os erros e buscar o aperfeiçoamento, tanto por obrigação institucional, como por desejo de triunfo, de acerto, de credibilidade ética e reconhecimento técnico. Assim tem sido em relação à Comissão de Arbitragem, onde verificamos consideráveis avanços (…) Temos feito um trabalho de avaliação contínuo e responsável, amparado na parceria importante da Ouvidoria e da Corregedoria de Arbitragem (…) Erros graves continuarão sendo punidos como tem sido feito. Entendemos que reconhecer o erro e puni-lo seja a melhor forma de instigarmos o conhecimento e desafiarmos os profissionais a se prepararem e serem cada vez melhores, da mesma forma que os clubes afastam seus atletas em busca de uma recuperação técnica.”

Diante dessas palavras demagógicas e que não retratam a realidade, fico pensando: qual a distância de valor e importância de cada um na sociedade? A amplitude do discurso e de ações de ambos assusta. Vide o Dr Marco Polo e sua ética citada, escondido nesse sábado dos americanos do FBI em seu refúgio carioca na Barra da Tijuca, e a humilde Teresa de Calcutá, que falecida há 18 anos está presente neste sábado em memória e princípios por todo o planeta.

Encerro com uma frase de respeito da inspiradora freirinha, quando abordada certa feita em Bombaim, sobre a ajuda aos doentes e dificuldade das tarefas solidárias:

“- O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.”

Amar, agir, administrar, fazer qualquer coisa desinteressadamente é um desafio para poucos! Para o bem do futebol e da arbitragem, é necessário que se mude os nomes daqueles que comandam os árbitros do Brasil Na mesma proporção, é necessário que se acabe com as estruturas viciadas e os mandatários de hoje.

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– Coitada da Lusa… Jogo da Terceirona na Segundona?

Se a situação financeira da Lusa é complicada, isso é sabido.

Que a Série C é deficitária, idem.

Mas o que dizer do jogo Portuguesa x Juventude, na 3a divisão, marcado para o feriado de 7 de Setembro, segunda-feira, às 20h30?

Canindé vazio e coitado do torcedor. Essa é certeza.
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– Eu não queria ser Raphael Claus no Domingo de Derby!

Pense bem: todo árbitro quer apitar um Grenal, um FlaFlu ou um Derby Paulistano. Mas, claro, sendo em condições normais.

Pergunto aos amigos leitores: já imaginaram como está a cabeça do bom árbitro Raphael Claus, escalado domingo para o importante jogo do Brasileirão entre Verdão x Timão?

Ele, que no último Palmeiras x Corinthians no Allianz Parque expulsou correta e corajosamente o goleiro Cássio por cera, trabalhará em mais um Derby – mas agora em condições adversas.

Mediante o clima de desconfiança e de pressão, o honesto árbitro deverá estar blindado das teorias conspiratórias que podem atrapalhar sua concentração. Afinal, a falibilidade é algo humano!

– Se Claus errar um lance qualquer que beneficie o Palmeiras, ouvirá: “chegou a hora da compensação”;

– Se Claus errar a favor do Corinthians, sem dúvida escutará: “tá vendo como há favorecimento?

Que fria! Mas torço para que sua competência o ajude manter a concentração. Raphael Claus tem sido o destaque positivo em grandes jogos Brasil afora.


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– Os 7 pecados capitais na “Crise do Apito” do Futebol Brasileiro

Esqueça as teorias conspiratórias que pipocam pela Internet. Nada em dizer que estão favorecendo o Corinthians pois, devido a crise econômica, o “Time do Povo” deve ser beneficiado para acalmar os ânimos do povão. Descreia daquele que lhe disser que o interesse é da Rede Globo. Não acredite em acordo às escuras entre o deputado Andrés Sanches e o presidente da CBF Marco Polo Del Nero para que a CPI do Futebol seja avaliada.

Os problemas da arbitragem brasileira se resume a um só: PRESIDÊNCIA da CBF.

Sim. E vamos entender o motivo de Marco Polo (e não só ele) levar a culpa.

– Sérgio Correa da Silva foi presidente da Comissão de Arbitragem por muitos anos na gestão Ricardo Teixeira. A fim de agradar clubes cariocas, em meados do ano 2000 Sérgio foi “demitido” da CA e realocado para um recém criado Departamento de Árbitros (cargo só para ele e com o mesmo salário). Ficou pouco tempo lá, pois José Maria Marin o reabilitou para a CA e Marco Polo o manteve.

Portanto, avalie: há quanto tempo Sérgio comanda a arbitragem do Brasil? A Presidência da CBF (através de seus 3 presidentes do período) foi responsável. E por todo esse período, é razoável crer que uma safra de árbitros foi perdida.

Mas Sérgio Correa tem muitos pecados na sua gestão?

Sim, pelo menos 7. Vamos à eles:

1A FORMAÇÃO DOS JUÍZES: como a CA-CBF formou seus árbitros atuais? E a resposta é simples: não formou, deixou para as Federações Estaduais. Em São Paulo, por exemplo, o Cel Marcos Marinho (que combatia a violência das torcidas nos Estádios) virou presidente da CEAF-FPF! Sendo assim, a má formação transita entre as hierarquias.

2- A CRITERIZAÇÃO DOS ÁRBITROS SORTEADOS: o descritério das escalas é gritante: Marlon Rafael de Oliveira, o bandeira que muito errou em Atlético Mineiro 0x1 Atlético Paranaense (era estreante na série A), foi suspenso. Mas até a manhã de sexta-feira, ele constava como bandeira escalado para Salgueiro x Cuiabá na série C, sendo substituído posteriormente. A propósito, outro estreante da Série A, Evandro Gomes Ferreira, atuará no jogo do Atlético Mineiro contra o vasco da Gama.

3- A FORMALIZAÇÃO DA “GELADEIRA” DOS ÁRBITROS: sempre existiu afastamento dos árbitros por má atuações. É que o torcedor nunca ficou sabendo. Agora, a novidade, é a divulgação pública. Além disso, a falta de critério para “encher esse freezer”: árbitros que PODEM ser suspensos foram. Alguém afastaria Luiz Flávio, Sandro Meira Ricci, Marcelo de Lima Henrique, Leandro Vuaden, Ricardo Marques Ribeiro, ou outro figurão do apito, caso errem (como já erraram) no Brasileirão?

4- A FALTA DA RECICLAGEM E APRIMORAMENTO: Reciclar árbitros não é afastá-los! É dar jogos nas categorias menores para que eles se aperfeiçoem. Não existe aperfeiçoamento se o cara fica parado na sala de aula. O treino do árbitro é o próprio jogo! Pior é que os que treinam no jogo se atrapalham, vide a questão da mão na bola e a bola na mão, quase uma regra tupiniquim, a “12-B”, paralela ao que a FIFA manda. E a cada erro, a justificativa da CA de que o árbitro acertou…

5- A FRIEZA DAS ESTATÍSTICAS: aumentou o número de bola rolando e caiu o número de infrações. Pudera, estamos deixando de dar faltas e aumentando os acréscimos! Os números são frios e permitem a interpretação de quem os divulga e contabiliza. Neste caso, é o próprio Sérgio Correa quem o faz…

6- A AUSÊNCIA DA MERITOCRACIA: árbitros de vários lugares do Brasil, onde o futebol não é tão evoluído, com a desculpa de que são necessários para integrar o país. Se dá chance para árbitros do PA, MT, RO, TO em detrimento de outros centros mais desenvolvidos na série A?

7- OS CRITÉRIOS GEOGRÁFICOS DE ESCALA: em alguns momentos os clássicos regionais são apitados por árbitros de outras praças; em determinadas rodadas, de mesma. Árbitros da mesma federação do mandante em alguns jogos escolhidos a dedo; Implantação de 4o e 5o árbitros em alguns jogos; invenção de dois delegados por partida; em outras, apenas um. A cada rodada, uma invencionice.

O mais importante: crer que a arbitragem melhorará com afastamento de 5 bandeiras e um árbitro é demagógica barata. Quem os escala – Sérgio Correa – é o responsável por eles, e o responsável pelo cargo de confiança que é a Comissão de Árbitros é o presidente Marco Polo Del Nero.

Instiga tanto apreço que Marco Polo tem por Sérgio. Desde o tempo em que Sérgio era presidente do Sindicato dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da FPF, sob a administração Marco Polo, a sintonia é grande.

Enfim: precisamos um Choque de Gestão na CBF, e em especial, na Comissão de Árbitros. Mudar tudo, abandonar as estruturas viciadas e dependentes (ou alguém acredita na independência das instituições de futebol entre si?) e, em especial, colocar pessoas capacitadas para essa revolução.

Me custa crer que a curto prazo esses senhores que há décadas militam no futebol sem nenhuma ação louvável mudarão para melhor a administração do futebol. Triste realidade…

Ah: sobre os erros pró-Corinthians? Ora, é claro que para os clubes de massa, se a favor, repercutem mais. Em um campeonato tão comprido como o Brasileirão, eles acontecem à todas as equipes (só despertam menor discussão dependendo do time e do placar). Mas calma: eles realmente não se compensam, pois há times que terão árbitros e bandeiras mais fracos, estádios que permitem maior pressão, e tantos outros fatores da debilidade e incompetência humana. E que acabe o aceite de que, se errou contra hoje, tudo bem pois errará amanhã a favor. O correto é: errar nunca!

(charge Vodu, de Mário Alberto, Jornal Lance 04/09)

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– 3 erros capitais em Ponte Preta 1×2 Cruzeiro

O árbitro pernambucano Emerson Sobral tem muita experiência em jogos de Série B e C do Brasileirão. Mas nunca se destacou na Série A. Ontem, foi muito mal na partida entre a Macaca e a Raposa, sendo prejudicado também pelos bandeiras.

Vamos aos lances?

1- Elton (PON) derruba Pará (CRU) que houvera recebido lançamento dentro da área. É pênalti, mas virou falta fora da área…

2- Diego Oliveira (PON) cruza para Borges (PON) que está dentro da área e pode chutar para o gol. Manuel (CRU) o agarra, derruba, e o árbitro nada marca. Aqui, é fácil para o árbitro discernir: a troco de quê, de frente para o gol, o atacante se jogaria? Pênalti não marcado. Errou feio…

3- Aos 38m, Borges (PON) marca de cabeça mas o bandeira marca impedimento. Gol mal anulado, estava em mesma linha.

Enfim, vitória cruzeirense que dá um “desafogo” na luta contra o rebaixamento. E como a Ponte Preta poderá recuperar 3 pontos de dois gols evitados pela arbitragem?

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– E o Pênalti de Atlético Mineiro 0x1 Atlético Paranaense?

Não assisti o jogo, só vi o lance, mas estou tentando entender: o goleiro Victor sai para tentar a defesa contra o atacante do Atlético Paranaense, que adianta a bola. Na trombada, ele cai. Segue o jogo ou falta do goleiro?

Para mim, a bola já era perdida e o choque não é pênalti, pois era “lance vencido”. Entretanto, se fosse uma jogada na entrada da grande área e ela não tivesse corrido tanto, aí sim era pênalti, pois o jogador paranaense poderia tentar manter o domínio.

Leio na súmula que o árbitro Marcelo de Lima Henrique expulsou Marcos Rocha (2o cartão Amarelo) por dizer Pô, foi falta, foi falta“, socando o ar. Complicado… O Amarelo aí caberia, como também não caberia.

O questionamento é: as reclamações de Alexandre Kalil (fortes e contundentes) contra a arbitragem foram diferentes das desculpas do jogo Caldense x Atlético Mineiro, no qual foi beneficiado (vide aquele lance em: http://wp.me/p4RTuC-cuk). Por quê?

Dirigentes assim não agregam nada ao futebol. Querem benesses, não justiça.

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– Entendo o erro do gol mal anulado de Cícero em Corinthians 2×0 Fluminense

Na Arena Corinthians, um lance protagonizado pelo árbitro assistente 1 Fábio Pereira (TO) trouxe novamente à tona a história de “apito amigo” e outras tantas teorias conspiratórias que costumamos ouvir.

O certo é: houve um erro importante, grosseiro e que vale a pena entender os motivos que levam um bandeira a errar.

Aos 10 minutos do 2o tempo, após a cobrança de escanteio, Edson cabeceia e a bola sobra para o ataque do Fluminense. A defesa do Corinthians sai em disparada, tentando fazer a “linha burra” e deixa Wellington Paulista em posição de impedimento. Entretanto, a bola sobra para Cícero (que vem de trás e em posição legal) chutar e fazer o gol. Equivocadamente, o bandeira tocantinense da FIFA impugna a jogada marcando impedimento.

Vendo e revendo o lance, entendo que o impedimento foi marcado pela posição de Wellington Paulista. Correto, se fosse há 30 anos…

Tentando “entrar na cabeça do bandeira”, vejo que ele interpretou que o jogador do Fluminense que estava em cima da linha na área de meta, em frente ao Cássio, em posição de impedimento, atrapalhou o campo visual do goleiro, pois “interferia contra um adversário” (a 2a condição da regra do jogo para marcar impedimento). ERROU! Antigamente era sancionado o impedimento a qualquer atleta à frente da bola sem ter dois adversários entre ele (sem diferenciar a existência de impedimento passivo e impedimento ativo). Hoje não!

Wellington Paulista está em POSIÇÃO DE IMPEDIMENTO, mas não impedido (que é a clássica situação que chamamos de PASSIVO)! Ou seja, só poderia ser sancionado por dois motivos:

1) se a bola vai para ele (e aí ele se torna em impedimento ativo por interferir na jogada tocando na bola, que é a 1a condição da Regra do Jogo p/ impedimento);

2) se corre em direção ao goleiro interferindo contra ele atrapalhando o seu campo visual (situação citada anteriormente). Me parece que o bandeira Fábio Pereira entendeu que houve essa interferência, e o equívoco é esse: o jogador demonstra claramente que não quer participar do lance, ele fica “duro”, parado, estático, assistindo seu companheiro (Cícero) que vêm de trás, legalmente, sem ter nada a ver com isso, marcar o gol.

Portanto:

– seria um gol bem anulado nos anos 80;

duvidoso nos anos 90 (há nesse período o uso dos termos “ativo e passivo” de maneira mais popular);

mal anulado nos anos 2000 (quando começou a se cobrar que só se marque impedimento se efetivamente existir a interferência) e,

ridiculamente / grosseiramente / assustadoramente errado em 2015, pois a última orientação da FIFA, pré-Copa de 2014, pede que os árbitros assistentes saibam discernir muito bem quando um jogador que está à frente da linha da bola realmente participa da jogada, privilegiando sempre a “calma” (contar 1,2,3…) para perceber que quem vai concluir um lance é outro atleta em condição legal.

A única dúvida que me persiste é: nas imagens que eu assisti, não mostram o bandeira no momento em que a bola é cabeceada, só o vejo depois que ergueu o instrumento. Tenho muita curiosidade em saber: ele já ergue o instrumento quando a bola ainda está viajando ou só depois que o Cícero a domina?

a- Se foi durante a trajetória da bola, mostra que ele fez a leitura errada do atleta que estava sobre a linha de meta (confirmando tudo o que citamos);

b- Se ele parou só depois da conclusão do gol (improvável, quero crer que não tenha acontecido isso), o bandeira provavelmente o faz sem certeza alguma do que estava fazendo – ou seja, por pressão, por “susto” em ver todos na frente sozinhos (a defesa do Corinthians saindo durante a cabeçada pode ser determinante para ele se atrapalhar) e até mesmo a cor do uniforme (Corinthians de Laranja e o time das Laranjeiras de branco). Nenhum desses fatores pode ser descartado para tal erro grosseiro.

O problema maior é que os erros estão acontecendo em vários jogos e em todas as rodadas e a todas as equipes. Não acredito em erros propositais ou esquemas armados, pois, se fosse assim, o Corinthians de Andrés Sanches é desafeto da CBF e estaria brigando para não cair; tampouco penso em erro para time de massa, pois se fosse dessa forma, o Flamengo seria um dos ponteiros.

A verdade é: a CBF tem um presidente ilhado no Brasil, acuado e acusado por corrupção e que está cercado de pares políticos cheios de interesse. Seus subordinados se mostram incompetentes. É o chamado “desmando” administrativo.

Puxa, até pareceu o retrato da administração pública de um certo país… O futebol, sem dúvida, é um microcosmo da sociedade.

O que me deixa mais triste é: os dirigentes de clubes que hoje se queixam, não têm a mesma atitude de quando são beneficiados. Por quê hipocritamente a grita é diferente? Quando o erro é a favor, o cartola discursa: “o lance é difícil, o árbitro é humano…“. Mas quando é erro contrário, sempre se acusa de esquema!

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– Análise Pré-Jogo para Primavera x Paulista (Copa Paulista)

Para Paulista x Primavera, apitará Antonio Ferreira de Oliveira Junior, Professor de Educação Física, 32 anos de idade, há 9 como árbitro sem ter tido muitas chances na FPF. Ele já trabalhou esse ano em um jogo do Galo (Água Santa 1×1 Paulista na A2) como quarto árbitro, sem ter tido problemas. Seu último jogo foi há dois meses: ECUS 1×3 Diadema pela 4a divisão. Seu histórico em súmula é de poucas partidas apitadas e poucos cartões amarelos e vermelhos aplicados (será apenas o 9o jogo profissional apitado em 2015)

O bandeira 1 será Fernando Luís Ravelli, Metalúrgico, trabalhador na Toyota em Indaiatuba, morador em Salto, 31 anos, apenas há 3 temporadas como bandeira, fará o seu 7o jogo profissional na temporada, sendo que trabalhou incrivelmente em 43 outros jogos de categorias amadoras na FPF nesse ano. Em 2014, bandeirou 56 partidas entre Sub13, sub 15 e sub 17. A única vez que trabalhou em jogos do Paulista FC foi em 2013, estreando na carreira no jogo Sub 11 no Romão de Souza (vitória por 6×0 sobre o Ituano).

O bandeira 2 será Gilberto Romachelli, Vendedor, 36 anos, há 9 como árbitro, trabalhou em poucos jogos na Série A2 e A3. Atuou no ano passado em Barbarense 2×2 Paulista pela Copa Paulista.

Luís Antonio de Souza, o 4o árbitro, curiosamente fez a mesma função há pouco tempo, pois esteve no Jayme Cintra em Paulista 2×0 Primavera no 1o turno.

Desejo uma grande partida e ótima arbitragem.

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– Cruzeiro está no caminho certo com Mano Menezes?

Mano Menezes é o novo treinador do Cruzeiro/MG porR$ 500.000,00/ mês!

Não é muito?

Por um contrato até Dezembro de 2017?

Com carta branca para contratações?

Depois de demitir o bicampeão brasileiro Marcelo Oliveira e contratar por algumas rodadas Vanderlei Luxemburgo, a Raposa vai para o seu 3o treinador no Campeonato Brasileiro. Dará certo?

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– Pressão no Itaquerão com Ricci no apito? Sobre Corinthians x Fluminense

Sandro Meira Ricci, FIFA, bom e experiente árbitro e que está há algum (ou muito) tempo em má fase, apitará Corinthians x Fluminense nesta noite na Arena de Itaquera.

Será seu primeiro jogo do Timão desde a partida polêmica na Libertadores em que expulsou Sheik e Mendonza.

Em tempos nos quais as torcidas propagam o tal do “apito amigo” (discordo, pois são erros de competência), evitaria um desgaste na escala. Aliás, vide a frase do treinador Tite ontem à imprensa:

Quero que o atleta concentre em jogar, mas ficaremos focados para que o árbitro tenha critério igual. Não queremos privilégio, mas ninguém é bobo”.

Trocando em miúdos: não faremos pressão, mas pressionaremos…”

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– A Regra do Futebol mudou e a boleirada não sabe?

Talvez seja por má comunicação entre as entidades, por desinteresse ou simplesmente por desconhecimento que alguns erros estão acontecendo por jogadores e treinadores no Campeonato Brasileiro de 2015.

Entenda: nas últimas rodadas do Brasileirão, tivemos algumas situações discutidas e modificadas em 2013 ainda não assimiladas. Exemplos:

1) No jogo entre Ponte Preta x Avaí, Gilson Kleina, suspenso, tentava se comunicar por celular com seu assistente técnico dentro de campo; isso não pode mais…

2) Wellington Paulista, no Fluminense x Atlético Mineiro, foi comemorar o gol subindo na arquibancada. Isso também é proibido.

3) Flamenguistas x Vascaínos discutiram sobre um gol de bola desviada após rebote do goleiro: é ler o livro de regras para entender!

4) Bola na mão ou mão na bola? Toda rodada, uma discussão por jogo.

Sendo assim, REMEMORE:

Desde 01 de Julho algumas novas orientações das Regras do Futebol foram colocadas em prática pela FIFA, bem como recomendações diversas aos árbitros pelas entidades estaduais e CBF. São elas:

1- Está proibido que atletas zombem da torcida adversária em comemorações de gol; bem como nos estádios em que não há alambrados separando a torcida e do campo (onde existem as escadas de segurança) ocorram comemorações exaltadas (como a de um jogador que vai comemorar na torcida). Para essas situações: cartão amarelo. Na prática, ainda não vimos tais lances.

2- Há tempos a FIFA autorizou a permanência de até 12 reservas no banco de suplentes, mas somente neste ano o Brasil adotou a medida. Nos estádios da 1a divisão do Brasil, há as adaptações pertinentes pois os espaços eram diminutos. Mas e no interior do Brasil? Convocar 23 atletas para uma partida muitas vezes não tem sido tarefa fácil.

3- Numa circular da FPF de 22/07/13, uma curiosidade: a Comissão de Árbitros sugere cuidados com os acréscimos, pois “5 ou 10 segundos em excesso podem modificar o jogo. Ora, quando se aponta 3 minutos de acréscimos, significa que não se pode acabar a partida antes desse tempo, e que o jogo vai ter NO MÍNIMO 3. Acabar o jogo aos 3’30” é normal. Talvez tal recomendação seja prudente demais.

4- No mesmo documento citado no item acima, está avisado que os árbitros estão PROIBIDOS de pedir a bola para encerrar o jogo. Deve-se apitar o final a partida, simplesmente. Para mim, pura bobagem tal orientação.

5- Qualquer faixa ofensiva (racista, homofóbica, xenófoba ou que cause constrangimento) deve ser retirada pelo policiamento. Se não for possível, a partida deverá ser interrompida. Fica a pergunta: se existir uma faixa escrita: “Fora Marin”, e o torcedor insistir com ela, não tem jogo?

6- Antes dos jogos, os árbitros deverão se reunir com os gandulas, que agora têm um procedimento padrão: devem rolar a bola somente pelo solo aos atletas. Os gandulas estão proibidos de jogar a bola pelo alto ou de colocar ela no local do reinício do jogo.

7- Uma das mais importantes modificações: está proibido rádio ou telefone celular em campo. Acabou a comunicação eletrônica entre treinador fora de campo e assistente técnico no banco de reservas. Se um treinador for expulso, não poderá se comunicar com aparelho; mas… e se for na Rua Javari ou na Comendador Souza, onde os bancos de reservas ficam ao lado dos alambrados? Fernando Diniz, pelo Audax, dirigiu sua equipe aos berros da arquibancada, após ser expulso em 2013 num jogo pelo Paulistão da A2. Recentemente, um assistente técnico do Palmeiras foi expulso pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro na partida contra o Atlético Paranaense em Curitiba, pela Copa do Brasil, por fazer uso do rádio.

8- A mudança da interpretação de mão na bola: lances de atletas que pulem com os braços extremamente abertos e que a bola bata neles não devem ser considerados involuntários. A idéia, segundo uma corrente, é de: quem é descuidado tende a querer interferir na jogada. Sendo assim, não seria um acidente de trabalho ou não-intenção, mas sim uma intenção faltosa disfarçada. O exemplo clássico: Brasil x Inglaterra em Wembley, num pênalti a favor do Brasil no começo do ano, marcado pelo português Pedro Proença. O zagueiro inglês se vira de costas e com os braços abertos num chute de um atacante brasileiro; o juizão marca pênalti pois entende que quem estava com os braços tão abertos o faz propositalmente.

9- O novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários: Se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, a bola foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

Para quem tem o livro Trívia FIFA (o conjunto de perguntas e respostas oficial e complementar às Regras do Jogo), esse lance era a questão 238, que hoje foi alterado. Há dois anos, tivemos no Campeonato Paulista no jogo Americana x Santos (no Décio Vita) um lance similar.

E aí, há mais de dois anos com tais modificações, você já sentiu muitas diferenças?

Eu penso numa seguinte situação: e se numa cobrança de falta, um jogador ficar adiantado, e um bom cobrador de faltas tentar tabelar com a barreira a fim de que disfarçadamente a bola sobre sozinha por um desvio? Como provar a intenção de lançar a bola através de uma burla da regra ou de uma inocente desviada?

Sobre tais lances, convido a visitarem um manual didático da FIFA, em: http://labhipermedia.net/descargas/Offside_ifab.PC.zip

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– O Corinthians é Tricolor ou não?

A Itália tem a bandeira de cores verde, branca e vermelha, mas joga de azul em homenagem a cor predominante da Casa Real de Savóia. Os clubes que se chamam “Internacional” jogam normalmente de vermelho, pela origem socialista-proletária, exceto a Internazionale de Milão, que veste azul e preto em homenagem a região de Santo Ambrósio. Assim também o América Mineiro é exceção em não utilizar a cor do sangue rubro dos seus co-irmãos Brasil afora.

E por quê o Corinthians não é tricolor, já que tem a bandeira do Estado de São Paulo em seu distintivo, além de remo e timão nas cores vermelhas?

O time do Parque São Jorge adotou o preto e branco como cores oficiais, mas mantém o Vermelho em seu escudo; afinal, se chama Corinthians Paulista.

Qual a vergonha, repulsa ou medo em usar a cor tão discriminada? De o chamarem de tricolor como seu arquirrival São Paulo Futebol Clube e ser ironizado?

Pura bobagem. Se o alvinegro do Parque São Jorge quiser assumir outra identidade – a de 3 cores, deveria fazer. O Atlético Mineiro, o Botafogo ou o Santos são puros alvinegros. O Corinthians, pelo emblema, de fato não é.

Seria utopia o Mosqueteiro usar uma camisa vermelha? Talvez. Certamente não o veríamos de verde. Lembrando que o time já usou roxo (em alusão do torcedor ser “corinthiano roxo”), usou vinho (em homenagem a São Jorge e ao… Torino !?), usou amarelo (pela honraria da Seleção Brasileira) e agora usará o laranja, lembrando do famoso Terrão de Itaquera.

Gostou da nova camisa? E o que pensa sobre a identidade tricolor do Corinthians?

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– Gabigol e o empresário esperto!

Gabriel, atacante do Santos FC (o “Gabigol“) supostamente fora sondado para jogar na Turquia com proposta de quase 80 milhões de reais, segundo seu empresário Wagner Ribeiro.

Você acreditou? Eu não. Lulinha também já houvera sido sondado por 30 milhões de dólares…

A verdade é: um agente “ladino”, esperto e rodado, sabe valorizar seu produto. Teria sido uma estratégia para pedir aumento de salário?

Talvez.

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– A Máfia do Apito não vai dando em nada…

Há quase 10 anos, o Brasil se escandalizou com a “Máfia do Apito”, protagonizada por Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, árbitros que se permitiram corromper.

Como ambos não tem dinheiro para pagar os valores das penalidades, a Justiça deve, em breve, determinar que a FPF e a CBF paguem a multa de R$ 34 milhões como entidades responsáveis por eles.

Claro, isso ainda dará muita repercussão. Aliás, tive o prazer em gravar uma participação em entrevista para a ESPN Brasil, que será transmitida nos próximos dias, sobre os 10 anos dos crimes de corrupção no futebol.

Na outra semana, coloco algumas considerações e publico nesse blog.

(Texto do ano passado em: http://redebomdia.com.br/blog/detalhe/26778/9-anos-da-mfia-do-apito-e-os-bastidores-que-vivi)

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– O acrobata Douglas Costa criticado como Neymar

Em 3 rodadas do Campeonato Alemão, o brasileiro Douglas Costa foi excepcional nos 3 jogos. O até então desconhecido jogador do Shaktar Donestsk da Ucrânia (e que não foi bem jogando pela Seleção Brasileira na Copa América 2015), ao ser vendido para o Bayern de Munique por R$ 120 milhões de reais (a 3a maior transação da história do time de Beckenbauer), trouxe muitas dúvidas. Porém, todas se cessaram com ótimas atuações, gols e assistências.

Entretanto, uma polêmica na última rodada: no sábado, na vitória do Bayern Munich 3×0 Bayer Leverkusen, Douglas Costa foi aplaudido em pé por aplicar uma carretilha em seu adversário (a lá Falcão do Futsal) no final do jogo. Seu companheiro de equipe, Robben, criticou veementemente dizendo:

Não podemos esquecer que, mesmo vencendo por 3 a 0, temos que respeitar o adversário. É óbvio que ele tem habilidade técnica, é o brasileiro típico. Mas ele precisa tomar cuidado. Esses gestos são bonitos, mas pertencem ao circo”.

E aí, concorda com Arjen Robben a respeito de Douglas Costa? Me pareceu muito quando Xavi criticou o recém chegado Neymar no Barcelona na final da Copa do Rei contra o Athletic Bilbao.

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– Rebote de Goleiro tira Impedimento? O gol de Ganso em SPFC 3×0 Ponte Preta foi legal ou ilegal?

Existem várias “lendas urbanas” na sociedade: tomar leite com manga faz mal” é uma “dos tempos da vovó”! No mundo do futebol isso também ocorre: por exemplo, a lenda de que “rebote do goleiro tira impedimento“.

Nada disso. Nunca tirou, nem de goleiro e nem de zagueiro. Porém, a mudança numa orientação da Regra há 2 anos está confundindo algumas pessoas. 

Acontece o seguinte: hoje, existe uma excepcionalidade de bola desviada que tira o impedimento.

SOBRE o novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários (de 2013): Se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, A BOLA FOI DESVIADA E CAIU PARA ALGUÉM QUE NÃO PARTICIPAVA DO LANCE, SENDO DIFERENTE DA SITUAÇÃO NA QUAL UM JOGADOR ESTEJA SOZINHO E RECEBA UMA BOLA DE REBOTE DE GOLEIRO, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

Talvez seja esse detalhe que traiu o comentarista da Sportv Fernando Galvão no jogo do Morumbi no último sábado. Após boa jogada de Pato, Ganso (em impedimento ativo) pegou o rebote do goleiro Marcelo Lomba e fez o segundo gol tricolor. Galvão bobeou e disse que o rebote do arqueiro tirou o impedimento… Alertado na transmissão pelo seu colega de emissora Leonardo Gaciba, corrigiu a gafe.

Portanto, cuidado com a Regra! Estudar e perguntar não faz mal a ninguém.

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– O Pênalti de Dois Toques em Belarus

Confesso a minha ignorância: quem nasce em Belarus é… Não sei!

Mas no campeonato nacional de lá, um pênalti foi cobrado de maneira rara. Só vi sua pessoas fazerem isso: Cruyff pela Holanda e Euller (o “Filho do Vento”) pelo América Mineiro.

O árbitro autoriza a cobrança, o jogador finge que vai chutar forte para o gol e ao invés disso, dá um “toquinho” para seu companheiro que invade a área e faz o gol.

E isso pode?

Claro que pode. O Tiro Penal tem como exigências de que o jogador esteja identificado e toque a bola pra frente (não necessariamente com um chute forte para o gol). Se o cobrador enganar que vai chutar e outro é quem chuta, se for gol o lance deveria ser anulado. Se ele tocar para trás e alguém chutar, a cobrança deve ser repetida. E no caso do lance em Belarus (o vídeo está no link abaixo), se o jogador invadiu a área antes do toque do seu companheiro, a jogada é invalidada com tiro livre indireto no local da invasão.

Sensacional, não? Assista o lance em: http://mais.uol.com.br/view/15589835

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– Jogadores como Sacas de Café ?

Há pessoas que tem o dom de escrever bem em analogias. Leio o artigo “A CBF tem que acabar” sobre “exportação de café e futebol”!

Não resisti: compartilho-o pelo excepcional texto e conjunto de idéias as quais tenho certeza de que as pessoas que prezam pela lisura e competência no esporte gostarão. Nele, há dados impressionantes.

Extraído da Revista Superinteressante, Ed 336, pg 30-31 (Agosto/2014).

A CBF TEM QUE ACABAR

Por Alexandre Versignassi e Guilherme Pavarin

O Porto de Santos é a cafeteira do mundo: um terço do café torrado na Terra passa por ali, numa jornada que começa nas fazendas do Brasil e termina nas xícaras de Madri, Milão, Moscou, Kiev… Não só nas xícaras. O maior comprador do nosso estimulante preto, ao lado dos EUA, é a Alemanha. Mas eles não tomam tudo. Revendem uma parte razoável, porque é um negoçião: os alemães pagam mais ou menos R$ 400,00 em cada saca de 60 quilos e reexportam para o resto da Europa por R$ 800. Sem industrializar nada, só revendendo café “cru” mesmo, do jeito que ele sai das roças daqui. Não é malandragem, é logística: eles podem fazer isso graças à sua malha ferroviária cheia de tentáculos, veias e artérias. Reexportar dali para o resto da Europa é fácil. Num ano típico, os caras importam 18 milhões de sacas e revendem 12 milhões. Isso faz da Alemanha o terceiro maior exportador de café do mundo, atrás apenas do Brasil e do Vietnã. Tudo sem nunca ter plantado um pé de café.

Tem mais: das 6 milhões de sacas que ficam dentro da Alemanha, uma parte vai para Schwerin, uma cidadezinha de conto de fadas perto da fronteira com a Dinamarca. Por lá, os grãos brasileiros reencarnam na forma de cápsulas de Nespresso. E ganham preços que até outro dia só eram praticados no mercado de outro estimulante – branco. Um quilo dessas cápsulas acaba saindo por R$ 400,00 no varejo, quase 70 vezes o quilo do café cru. É 70 X 1 para a Alemanha.

No futebol é parecido. Exportamos o material cru, os atletas jovens, e importamos o produto acabado – não exatamente os jogadores, porque quando eles voltam geralmente estão é acabados mesmo. O que a gente compra é o espetáculo. Por mais que ninguém torça de verdade por um Real Madrid ou por um Bayern, todo mundo entende que o futebol para valer está lá fora, e que o Campeonato Brasileiro, na prática, é só uma série B do futebol mundial.

Um segunda divisão que alimenta a primeira com uma voracidade extrativista. O Brasil é o maior exportador mundial de jogadores, ao lado da Argentina. Vende por volta de 1.500 atletas/ano. Não faz sentido. Guido Mantega à parte, ainda estamos entre as dez maiores economias do planeta, à frente de destinos futebolísticos consagrados, como a Espanha e a Itália. Mesmo assim, nosso futebol não tem força econômica para reter pé-de-obra, e não para de ceder atletas para Madri, Milão, Moscou… E Kiev.

Até para a Ucrânia, que tem um PIB menor que o da cidade de São Paulo, a gente perde jogadores. Entre os atletas menos estrelados é pior ainda. Se o cara não consegue vaga nos times grandes daqui, qualquer tralha leva: Chipre, Malta, Bulgaria… Em 2013,

20 foram para o Vietnã, e dois ajudaram a engrossar a população das Ilhas Faroe, que tem 50 mil habitantes e PIB menor que o de Matão, uma cidade no interior de São Paulo (R$ 5 bilhões).

Até os 7 X l, o único patrimônio realmente sólido do futebol nacional era a Seleção. Sólido e lucrativo: a CBF faturou R$ 478 milhões com o time nacional em 2013. Só o patrocínio da camisa de treinos do time trouxe R$ 120 milhões. A Alemanha, segunda colocada nesse ranking, só levantou R$ 40 milhões com a dela. A Argentina, com Messi e tudo, R$ 10 milhões.

(…) Os 13 maiores clubes do País somam R$ 4,7 bilhões em dívidas. Tudo fruto de um péssimo gerenciamento, cuja inspiração vem lá de cima, da Confederação Brasileira de Futebol. Por essas, qualquer solução para o esporte passa pelo fim da CBF. Pelo fim do modelo atual, pelo menos. A entidade, hoje, é tão democrátíca quanto um feudo do século 13. Só existem 47 votantes para a presidência – 20 clubes da série A mais 27 federações estaduais. Ou seja: um colégio eleitoral altamente manipulável, que garante reeleições eternas para quem estiver lá em cima. (…).

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– Aprendendo com a Regra: foi Gol Legal ou Ilegal no Vasco 1×1 Flamengo?

O assunto rendeu.

O jogo foi emocionante.

O gol confirmado, depois de quase anulado.

Falamos do Clássico dos Milhões no Maracanã pela Copa do Brasil: Vasco x Flamengo, com o gol flamenguista sendo confirmado em uma tremenda confusão, após um jogador que se encontrava em impedimento saltar e ela bater na canela de um vascaíno. Lance dificílimo!

Vamos discutir e aprender?

Eu ouvi de tudo: “Foi de acordo com a nova regra de impedimento passivo” (mas não existe nova regra!); “atendeu o que a FIFA pede” (mas o que ela pediu?) e outras tantas coisas.

A questão é a seguinte: a nova orientação pede que só se marque impedimento se efetivamente o jogador participar do lance interferindo contra o adversário (em último caso). Para mim, no lance referido, o jogador em impedimento demonstrou que não queria participar da jogada pulando. Ou seja: o gol foi legal. O flamenguista que desvia da bola abrindo as pernas faz questão de demonstrar que não quer participar do lance; então, isso deve ser levado em conta. Se ela entra no gol direto, é gol. Como bateu no zagueiro, idem. E o árbitro tem que dar como contra, não como de quem chutou.

Entenda o seguinte: corta-luz como drible, tem que conceder impedimento nesse lance. Abrir a perna para não participar da jogada, aí não pode marcar impedimento.

ENTRETANTO…

Se o árbitro entendeu que o jogador do Flamengo interferiu contra o Vascaíno pois estava à frente dele e somente por isso que a bola bateu em sua perna, aí é impedimento ativo.

Cuidado, e vou repetir: se o árbitro entendeu que a bola bateu no jogador do Vasco por interferência, é impedimento ativo e o gol deve ser anulado. Mas se ele interpretar que bateu na canela sem interferência do adversário, é impedimento passivo e o gol deve ser validado (como fez nessa oportunidade).

LEMBRE-SE: não tem nada a ver com a história de que o rebote ou desvio do goleiro tirou o impedimento. “Desvio não tira impedimento“, nesse caso. E outro lembrete, para quem fez e faz confusão com isso: desvio só tira impedimento naquela situação excepcional de quem está, por exemplo, voltando sozinho numa lateral do campo sem participar do lance (que não é o caso citado). No Maracanã , tecnica e teoricamente para a arbitragem, não foi impedimento por ser lance passivo de quem abdicou de jogar.

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– E o pênalti do Carlinhos em Ceará 0x3 São Paulo?

A questão é bem simples: o lateral Carlinhos, do SPFC, avança na área. O zagueiro adversário quer cortar o lance e estica a perna. Existe a trombada. Mas o bom árbitro deve avaliar:

1 – Carlinhos foi obstruído pelo joelho do zagueirão que vacilou?

2- Carlinhos busca o joelho para ter o contato físico e cair, pedindo o pênalti?

Reflita!

No “ao vivo” pela TV, não foi pênalti mas sim a opção 2: “forçação” de barra. Claro, a outra opção também é aceita, pois o lance é interpretativo e difícil.

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