– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x São José. Quem apita?

Um árbitro que outrora foi mal em Jayme Cintra e que agora poderá se redimir da má atuação. Vamos relembrar quem é?

Para Paulista x São José, a equipe de arbitragem será composta por:

Árbitro: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro
Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Ricardo Luis Buzzi
Quarto Árbitro: Erik Renan Marques Francelino

Flávio trabalhou na vitória do Paulista contra a Portuguesa Santista (2×1) pela série A3, onde se complicou num jogo tranquilo. Vacilou quanto a autoridade em campo, tecnicamente errou muita coisa, fraquejou em expulsar atletas, falou demais com os jogadores e fez leitura equivocada de possíveis vantagens. Além, claro, de um cômico relato sobre a expulsão de Sérgio Caetano. Em suma: árbitro muito verde (21 anos na época) que alguém tentou forçar a subida na carreira.

Rememore as críticas daquela partida (e a súmula explicando a expulsão) em: https://wp.me/p55Mu0-1qI.

Os bandeiras, ao menos, são experientes e com histórico de jogos nas divisões de cima.

Desejo um bom trabalho à arbitragem (que o árbitro possa ter evoluído) e um grande jogo para as equipes!

Acompanhe a transmissão de Paulista x São José pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– 6 anos de uma “garfada” na Libertadores da América (Corinthians 1×1 Boca Júniors)

Detesto usar termos que levem à suspeita de má intenção na arbitragem. Vivi no meio e sei como funciona, quando “é” ou “não é” picaretagem.

exatos 6 anos, vi algo que “é”. Em 16 de maio de 2013, depois da confusão na Bolívia (o assassinato de Kelvin Spada e seus desdobramentos em Oruro), o árbitro paraguaio Carlos Amarilla assaltou o Corinthians no Pacaembu contra o Boca Júniors.

Relembre a análise da sua estranha atuação que fizemos no nosso blog na época, pós jogo:

ANÁLISE DA ARBITRAGEM DE CORINTHIANS 1X1 BOCA JÚNIORS

Erros determinantes na decisiva partida da Libertadores da América no Pacaembu. Vamos a eles?

Foram 4 momentos importantes:

LANCE 1– 09’: Emerson Sheik e Marin dentro da área, o corinthiano está prestes a dominar a bola e o zagueiro argentino dá um tapa deliberado nela. Pênalti! E aí não tenho dúvida sobre o motivo do árbitro errar: ele estava mal posicionado, fora da diagonal, num lado cego da jogada. Repare que ele vem da direita para o centro do ataque do Corinthians, enquanto deveria estar mais do lado esquerdo. Neste caso, se tivéssemos o árbitro assistente adicional (AAA) posicionado na linha de meta, poderia-se ajudar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Não foi equívoco de interpretação, o juizão (creia-se) não deve ter visto a mão. Primeiro erro da arbitragem.

Um erro sempre traz consequências negativas: o zagueiro 29 Marin já tinha recebido amarelo. Se fosse marcado pênalti, segundo amarelo e expulsão. Mas foi Sheik quem recebeu a Advertência por reclamação…

LANCE 2– 23’: Emerson lança a Romarinho, que está a aproximadamente 1 metro do penúltimo adversário (portanto, posição legal). Ele ganha do argentino e fica de frente para o gol, chutando para as redes. Porém, o assistente no1 Rodinei Aquino marcou impedimento. Romarinho faz o gol com o goleiro já “desistindo” da defesa, devido ao bandeira ter levantado seu instrumento. Ora, isso é irrelevante, pois fatalmente o gol seria marcado, caso o lance não fosse paralisado, pela “situação clara de gol”. Segundo erro da arbitragem, em lance fácil.

LANCE 3 – 60’: Sheik cruza, Paolo Guerreiro tenta o gol de cabeça, o goleiro Orion espalma e no rebote Paulinho consegue fazer o gol. Lance anulado. Houve a dúvida se foi marcado impedimento ou falta. Verifique que o bandeira no2 Carlos Cáceres ergueu seu instrumento quando Paulinho vai disputá-la. Portanto, impedimento. Terceiro erro da arbitragem.

Confesso que não consegui ver se o árbitro reiniciou o lance com tiro livre indireto (assim, teria confirmado o impedimento do bandeira, com gesto de braço erguido) ou com tiro livre direto (alegando alguma falta, gesto do braço abaixado). Em particular, Paulinho e Caruzzo se aguarram diversas vezes. Um árbitro caseiro marcaria pênalti; um árbitro fraco marcaria falta de ataque; e um árbitro bom mandaria seguir o lance.

LANCE 4 – 81’: Sheik está na grande área e o adversário dá um empurrão. Em jogos mais calmos, o erro passaria batido. Mas, novamente faço a observação: se tivéssemos o AAA atrás do gol, novo pênalti seria marcadoQuarto erro do árbitro.

Aliás, que se registre: tanto na 3a feira quanto nesta 4a as arbitragens frustaram a expectativa: Juan Soto era talento em ascensão em Palmeiras x Tijuana, e Carlos Amarilla talento reconhecido em Corinthians x Boca JuniorsAmbos decepcionaram…

Lembrando que no prazo de uma semana, o “trio de ferro paulista” foi eliminado da Libertadores. Má fase dos clubes de São Paulo, somada à má fase da arbitragem.

Uma última observação: para quem gosta de teorias conspiratórias, vale o registro: Amarilla é quase um “brasiguiao”, o árbitro preferido da CBF nos amistosos da Seleção Brasileira na América do Sul. E como há una certa rinha política entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches… (Ops: eu não creio nisso, prefiro pensar em algo mandado pela Conmebol – vide caso de Oruro…!).

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– Relembrando os 11 valores do Futebol, segundo a UEFA

Veja que bacana: há 8 anos o ex-jogador Michel Platini assumia a presidência da UEFA, “escalando” para seu mandato o respeito a 11 valores para o futebol.

Veja se são pontos atuais (embora o próprio Platini tenha sido acusado de corrupção).

Abaixo, extraído de: http://pt.uefa.com/uefa/keytopics/kind=64/newsid=813465.html

FUTEBOL E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Michel Platini, Presidente da UEFA, apresentou 11 valores-chave, o número de jogadores de uma equipa de futebol, como base para as futuras actividades e diálogos do organismo a nível político, económico, social e desportivo.

Onze valores
Platini destacou os 11 valores num discurso aos representantes das 53 federações que compõem a UEFA, delegados da família do futebol mundial e convidados do XXXIII Congresso Ordinário da UEFA, realizado em Copenhaga, na Dinamarca, na quarta-feira.

Os valores da UEFA para o futuro do futebol europeu, apresentados por Platini, são os seguintes:

1-Futebol em primeiro lugar
Em tudo o que fazemos, o futebol deve vir sempre em primeiro lugar, e o elemento mais importante a ter em consideração. O futebol é um jogo, antes mesmo de ser um produto; um desporto, antes de ser um mercado; um espectáculo, antes de ser um negócio.

2-Estrutura piramidal e subsidiariedade
A nível internacional e europeu, a autonomia do desporto é reflectida pela estrutura piramidal do futebol. FIFA, UEFA e as federações nacionais trabalham de mãos dadas, enquanto respeitam o princípio de subsidiariedade. Isto permite-nos defender os interesses do futebol da melhor maneira possível.

3-Unidade e liderança
A UEFA não opera de forma autoritária. Vamos continuar a mostrar uma liderança forte, mas a operar segundo um princípio de consenso. Para além das federações nacionais, vamos envolver todos os intervenientes (ligas, clubes, jogadores) no processo de decisão do futebol europeu, em particular através do Conselho Estratégico para o Futebol Profissional, para que o Comité Executivo possa tomar as decisões certas. E temos como objectivo aprofundar a relação com os adeptos do futebol, sem os quais não haveria o jogo a nível profissional.

4-Boa governação e autonomia
A UEFA e as federações que dela fazem parte comprometem-se com a boa governação. Isso significa abertura, democracia, transparência e responsabilidade. Imbuída neste espírito, a UEFA defende a autonomia da estrutura do desporto, para que os órgãos que tutelam o futebol – com as federações nacionais à cabeça – sejam os elementos de decisão definitiva nos assuntos que dizem respeito à modalidade, sem que haja interferência excessiva dos governos.

5-Futebol de formação e solidariedade
O Futebol assenta na formação, jogado em toda a parte por homens e mulheres; rapazes e raparigas. O futebol profissional é só a ponta do icebergue. A UEFA vai continuar a ser solidária, cada vez mais, para proteger o futuro do futebol e transmitir os benefícios alargados que o nosso desporto traz à sociedade como um todo. E é também porque a força do futebol assenta na formação que temos de preservar as identidades locais, regionais e nacionais do jogo, sempre de acordo com a lei.

6-Protecção aos jovens e educação
Como órgão que gere o futebol europeu, a UEFA tem uma responsabilidade desportiva e moral. As transferências de jogadores menores acarretam inúmeros riscos. Não nos esqueçamos que jogadores menores de 18 anos são crianças ou adolescentes. Queremos proteger o futuro das crianças no futebol e impedi-las de serem levadas da sua pátria para outros países ainda muito novas.

7-Integridade desportiva e apostas
As apostas são uma fonte de financiamento, mas também um risco para o futebol, especialmente para a integridade das competições. É justo que o futebol obtenha a sua quota-parte de receitas provenientes das apostas. No entanto, a nossa atenção principal deve centrar-se no empenho total em proteger a integridade desportiva e a gestão adequada das nossas competições, de modo a preservar o verdadeiro espírito do jogo.

8-Equidade financeira e regularidade de competições
A UEFA apoia o “fair play” dentro e fora do terreno de jogo. A equidade financeira significa que os clubes operam de forma transparente e responsável, para proteger as competições desportivas e os próprios clubes. A equidade financeira serve para que os clubes não entrem numa espiral de dívidas de modo a poderem competir com os seus rivais, mas sim para que o façam com os seus próprios meios, isto é, de forma sustentável e com os recursos que geram.

9-Selecções e clubes
O futebol de selecções e de clubes são vitais e elementos complementares do futebol. A UEFA vai permanecer empenhada em assegurar que o equilíbrio é mantido, e se possível reforçado, já que o desenvolvimento do jogo a nível nacional, europeu e mundial depende disso.

10-Respeito
O respeito é um valor chave do futebol. Respeito pelo jogo, integridade, diversidade, dignidade, saúde dos jogadores, regras, árbitros, adversários e adeptos. A nossa mensagem é clara: tolerância zero para com o racismo, violência e doping. O futebol une as pessoas e ultrapassa as diferenças existentes. A cor da pele é invisível sob a camisola e, para a UEFA, vai ser sempre assim. O racismo e qualquer outra forma de discriminação nunca serão tolerados. A UEFA não vai pactuar com a violência, seja no campo ou nas bancadas. O futebol tem que dar o exemplo.

11-Modelo desportivo europeu e especificidade do desporto
A UEFA é um organismo europeu e permanece totalmente comprometida com o modelo desportivo europeu, que se caracteriza pela promoção e despromoção, o princípio da solidariedade, bem como das competições abertas e oportunidade para todos. É isto que o desporto – em especial o futebol – representa. Temos que proteger este modelo porque o desporto não é simplesmente um negócio como outro qualquer, e não podemos permitir que seja ameaçado. Vamos continuar a defender a especificidade do desporto e estamos convencidos que os nossos argumentos vão prevalecer, para bem do futebol.

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– Os critérios para escalar árbitros nas divisões menores!

Aqui, um exercício de rememorização bem bacana para falar algumas coisas sobre a arbitragem na última divisão profissional do Estado de São Paulo. Vamos lá:

Ao invés de usar “Segunda Divisão Profissional Sub 23” (que na prática é a 4a divisão), usei ÚLTIMA (sem demérito) no parágrafo acima pois é sempre na última divisão que você pode começar a testar um juiz de futebol. 

Por motivos óbvios, você não testará um árbitro que tem dúvida da sua qualidade logo num jogo de A3 ou A2. Por ser incógnita, tem que testar nos jogos amadores e só depois dar chance na divisão profissional mais baixa. Dessa forma, é natural que erros ocorreram. E aí, quando já se percebe que o árbitro faz o be-a-bá muito bem, escala-se em jogos mais difíceis para se ter a real noção do quão ele reage em meio a pressão.

Um exemplo: quando eu tinha 19 ou 20 anos, já atuando nos jogos amadores da FPF, fui escalado para a minha primeira partida em que apitaria jogadores profissionais, na série B1B (que virou B2 e que na prática era a quinta e última divisão na década de 90). O jogo era Flamengo de Guarulhos x Jacareí (se permitia qualquer jogador independente de idade, e havia uma seleção de veteranos no time homônimo do RJ: Gilmar, ex-goleiro do Palmeiras, era o capitão).

A partida foi tranquilíssima: 10×0 para o time da casa (e com um a menos, pois expulsei o zagueiro flamenguista). A diferença entre os clubes era grande demais, e após o jogo, o “seu Abel” (Abel Barroso Sobrinho, um homem mítico da arbitragem paulista) foi ao vestiário e disse que me escalaram próximo da Capital para me conhecerem melhor.

Dessa forma, a escala seguinte foi um pouquinho mais difícil, aumentando gradativamente. Descíamos para a série B3 (a sexta divisão) para os jogos mais disputados, ou subíamos para a B1 (que é a divisão que o Paulista está hoje) para ganharmos experiência. Daí até se chegar à A3 e A2, revezando escalas como quarto-árbitro na A1.

Isso era “subir degrau-a-degrau”, “passo-a-passo”, sem atropelos na carreira e ganhando maturidade.

Quando o Galo começou a cair da série A1 para a derrocada atual, nós vimos jovens árbitros querendo oportunidade mesclados com árbitros experientes em final de carreira, somente para dizer que “tiveram escalas”. O critério estava mudando pela comissão de árbitros que atuava na época mais recente.

Para que árbitros beirando os 45 anos em jogos da última divisão, que fossem “de meio de tabela”? Não faz sentido, tem que colocar jovens. Me recordo que numa temporada da B1B, tínhamos a final entre o Aparecida x Lousano Valinhos, e quem apitou foi o Alfredo Santos Loebeling, que já era conhecido e que seu propósito era “evitar confusão na final”. Entendo bem: era para dar segurança a um jogo importante, não era oportuno testar. Mas nas demais partidas, os novatos foram escalados.

Na atual Comissão de Árbitros, com o Ednilson Corona (já era assim com o José Henrique de Carvalho, que não está mais na CA-FPF), a coisa “voltou a ser inteligente”. Jovens árbitros estão tendo oportunidade, e o Estádio Jayme Cintra é propício para alguém vir observar in loco, como o acontecido décadas atrás comigo em Guarulhos.

Nas últimas partidas, tivemos árbitros muito inexperientes em jogos do Paulista (e um deles, que não conheço pessoalmente mas que elogiei a excelente atuação foi João Victor Gobbi). Os amigos da CA-FPF, que lêem as análises de jogos que publico, sabem desse bom valor. Outros foram razoáveis e, segundo amigos que estiveram no Vale do Paraíba, uma péssima última atuação do árbitro (eu não estava presente nesta transmissão).

A “amplitude de competência” (das piores às melhores atuações) é grande na 4a divisão. Assim, é aceitável que se teste, mas em jogos em que exista maior necessidade de atenção e experiência, é preciso colocar árbitros mais amadurecidos.

Enfim, acho valido que outros árbitros sejam colocados à prova, mas nem sempre em jogos do Paulista. A questão é que, como o Galo se tornou o “grandão” frente os demais (pela história e pela atual campanha), é natural que se coloquem árbitros com mais dúvida para serem escalados pois a lógica diz que, se perder pontos por erro de arbitragem, o time “sente menos prejuízo” devido ao potencial que tem. 

Uma lógica que discuto, claro. Mas vale a reclamação formal, se realmente foi ruim a atuação (assim como os elogios relatados quando se vai bem).

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– O dificílimo lance do gol mal anulado do Vasco e observações da constrangedora situação envolvendo Sidão! Ah, Redes Sociais.

Que lance difícil (embora mal anulado) o gol do Vasco contra o Santos, hein?

Veja esse curto vídeo: https://youtu.be/Fz4qRl2tC4w. Aos 6 segundos, Maxi Lopez (VAS) está em impedimento passivo (nesse tipo de situação, há pelos menos 20 anos não pode se anular um gol, se ele resulta de um posicionamento como esse, ou seja, sem participar da jogada). Um jogador do Vasco que tem a posse de bola, nesse instante, a passa para um companheiro (não a Maxi Lopez). Esse jogador é quem vai tocar para o gringo, que já saiu da posição de impedimento e está na mesma linha da zaga santista. Aqui, um lance extremamente ajustado, difícil para o olho nu e também para o recurso tecnológico, especialmente pois a bola é carregada até o instante de que está em mesma linha (tudo coincidentemente, não havia tempo para o atacante pensar nisso, nem para o bandeira ser convicto – e com a orientação nova, em lances assim de dúvida, deixe a jogada seguir até a consulta ao VAR).

O grande problema é que existe uma imagem congelada, circulando nas Redes Sociais, onde esse atleta carrega a bola e Maxi Lopez ainda está voltando do impedimento. Não é ali que deve se atentar se está impedindo ou não, é no detalhe do milésimo de segundo quando a bola é tocada – e aí o lance está regular, pois o argentino passa a estar em situação legal.

Tal jogada é maravilhosa para se discutir e entender detalhes da Regra do Jogo, embora seja uma sacanagem condenar o erro na marcação (mesmo com árbitro de vídeo) tamanha a dificuldade. É lance bacana para Escola de Árbitros. Entretanto, pelo que jogou o Santos FC (que intensidade esse time tem, e como sai da mesmice do futebol brasileiro), o gol talvez não implicaria num resultado diferente do que vitória santista. ATUALIZANDO – imagens didáticas aqui: https://wp.me/p4RTuC-nek.

O que chamou a atenção na partida, logicamente, foi o caso do goleiro Sidão, que levou o prêmio de melhor em campo pela equipe da TV Globo (embora tenha tido uma horrorosa atuação) por ironia dos torcedores que votaram no site da emissora. E eis o problema: com todo respeito, o cara que foi o pior em campo (infelizmente seu trabalho foi péssimo) e que já estava chateado não só por isso, mas por uma série de fatores particulares extra-campo (e a data do dia das mães tem uma relação com esses problemas), acabou sendo humilhado ao vivo.

Sejamos justos: a repórter, além da equipe que narrou e comentou o jogo, estavam constrangidos com tal fato (já se sabe que a direção de esportes ordenou que o troféu fosse entregue mesmo assim). Sidão, elegantemente, não mandou todos para “aquele indelicado lugar”.

A Globo já pediu desculpas e disse que mudará o método de votação. Mas fica a constatação: o perigo do “tudo pode” das redes sociais, onde os imbecis têm a mesma oportunidade de se expressar (isso faz parte da democracia) do que um cara educado e sensato. Às pessoas físicas, basta exclui-las do seu Facebook ou Twitter. Às empresas, já é algo mais difícil de controlar.

Força Sidão! Respeito sempre se fará necessário.

Resultado de imagem para Santos x Vasco

– As imagens para um lance discutível, bom para se debater!

Falamos sobre o complicadíssimo lance do gol do Vasco no jogo contra o Santos, postagens atrás (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-nef)

Explicando por imagens (lembrando que no vídeo, em tempo real, sempre é melhor):

1- O 1o lance: o de Amarelo toca para o Azul (deve ser o Picachu). Maxi Lopez, que é o Vermelho, em impedimento passivo (se a bola vai para ele aí, passa a ser impedimento ativo).

2- O 2o lance: o de Azul recebe o toque do de Amarelo, e Maxi vai voltando devagar, enquanto o corintiano começa a se projetar.

3- Quando sai o passe do Azul para o Maxi (não na imagem congelada da Globo, onde ele está com ela dominada, antes de soltar efetivamente), o Maxi está em linha com o zagueiro.

Portanto, gol legal!

– O acerto da não marcação de pênalti em Corinthians 0x0 Grêmio.

O treinador do Grêmio, Renato Gaúcho, reclamou do pênalti primeiramente marcado e depois corretamente revisto e anulado pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique através do vídeo na Arena de Itaquera. Foi “bola na mão” da defesa do Corinthians e não “mão intencional na bola” (nem movimento antinatural).

Aqui residem duas situações:

1. Muita gente confundindo nos comentários (especialmente em Redes Sociais) de que a Regra mudou e toda bola que bater no braço ou na mão é infração. Nada disso! O que mudou é que tal situação é verdadeira a partir de agora em lance que possa surgir um gol, batendo no braço / ou mão do atacante. Na defesa, continua a mesma coisa!

2. O goleiro Paulo Victor, à Rádio Bandeirantes no pós-jogo, sustentou que entendeu ter sido pênalti pois:

“A gente recebe muita palestra da CBF sobre isso e ouve sempre falar que tem que jogar com o braço colado no corpo, senão é pênalti”.

Se ouviu isso mesmo, foi um enorme equívoco de quem mal orientou. Lembre-se: a posição dos braços não pressupõe necessariamente infração, A NÃO SER QUE SEJA MOVIMENTO ANTINATURAL, ou seja, que o atleta tenha disfarçadamente a intenção de que a bola bata em sua mão, correndo de maneira não-natural com seus braços.

A mim, sempre ficou claro que o que confunde o atleta é o uso equivocado da expressão dita e repetida pela CBF “correr risco da bola bater em sua mão“, pois isso representa situação de imprudência e, na avaliação da marcação de faltas, somente no uso da mão na bola na defesa não entra a questão de ser imprudente, mas é exclusivamente a de ter intenção.

Caso fosse válida a afirmação de Paulo Victor, todo atleta teria que andar anatomicamente desengonçado. Já viu correr no futebol com os braços colados ao corpo? Ou ainda: viraria “queimada”, pois o atacante iria mirar a mão / braço do defensor.

Parabéns ao árbitro por fazer bom uso do VAR.

 

– Tenha juízo, Neymar!

Viram as punições que sofreu Neymar nesta semana?

Três jogos de suspensão pela UEFA, por conta de ir até o vestiário da arbitragem reclamar e socar na porta após a eliminação da Champions League; mais três jogos pela Federação Francesa após a agressão ao torcedor ocorrida na premiação de vice-campeão da Copa da França.

Que coisa, Ney Jr. Jogue apenas futebol, coisa que você sabe fazer bem. Mas cuidado: as atitudes extra-jogo (aqui, não estou me referindo a fora do esporte / vida privada, mas após o apito final) estão trazendo muita repulsa e nenhum elogio. Para alguém que foi proclamado por muitos como ídolo (sejamos justos: Neymar nunca disse que é um ídolo das pessoas embora tenha sido catapultado a tal; tampouco eu o considero modelo de admiração pelo comportamento – somente o tenho admiração pelo futebol jogado), falta melhorar demais a conduta.

A propósito, é inegável que, apesar destes problemas, a Seleção Brasileira ainda é Neymar + 10. Porém, longe de vestir a braçadeira de capitão.

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– Neto, o jogador que representa a maioria dos boleiros brasileiros e que luta como qualquer outro cidadão com dificuldades.

Tomei conhecimento do calvário deste humilde e bom zagueiro através do jornalista Thiago Batista de Olim, ao ler sua postagem no site “Esporte Jundiaí”.

Abaixo, a história de Neto, mais um ilustre desconhecido jogador de futebol do Brasil, operário da bola e que representa a real situação dos atletas – diferente do que muitos possam pensar, baseando-se equivocadamente nos excessos e extravagâncias dos jogadores de ponta e que ganham fortunas (que na verdade são poucos).

Extraído de: https://www.esportejundiai.com/2019/05/paulista-neto-busca-vitoria-fora-dos.html?m=1

NETO BUSCA VITÓRIA FORA DOS CAMPOS TODOS OS DIAS

O zagueiro Neto neste domingo deverá disputar a sua terceira partida com a camisa do Paulista na 4ª divisão do Paulistão. Mas todos os dias ele trava uma batalha fora dos campos, onde espera também rebater para bem longe o drama da sua filha, a Lívia. A menina nasceu de forma prematura, e está há 4 meses internada. Ela já passou por três cirurgias, uma inclusive no coração. Isso que era para ser gêmeos, pois o menino, que também nasceu prematuro, faleceu.

“É um dos momentos mais complicados da vida. Minha filha está internada há 4 meses, pois nasceu prematura de seis meses, pesando 715 gramas. Somente tenho que agradecer minha esposa (Ana Paula) que está com ela todos os dias e todos os momentos e me dando força para continuar lutando neste momento”, contou o jogador, que após os treinamentos, corre para o hospital para dar todo suporte necessário a sua família.

“Tento ajudar a minha família psicologicamente. O momento é difícil, não deixo minha esposa abalar, pois sei que é complicado para mim e também para ela, vivendo todos os dias e ela está lá todos os dias e esse é o jeito que tento ajudar minha família”, completou.

A história de vida de Neto já merece ser contada. Ele nunca teve base. Começou a jogar com 19 anos e estava no time do Batatais, que foi vice-campeão da Copa São Paulo de 2017. Neto inclusive chegou a enfrentar o Paulista, que no campo venceu por 5 a 1, mas foi desclassificado em virtude de ter utilizado de forma irregular Helton Mattheus, que adulterou a sua identidade.

“Antes de jogar futebol eu era servente de pedreiro. Meu 1º clube foi o Batatais e fomos vice-campeões da Copa São Paulo de 2017. Em seguida fui para o São Bernardo (na Série A2), antes de atuar no futebol japonês e agora estou no Paulista”, contou o jogador.

No ano de 2017, Neto esteve relacionado e presente em 29 jogos, e somente levou 3 amarelos e não foi expulso em nenhum jogo, entre Copa SP, Série A-2 e Copa Paulista.

No futebol ele tenta esquecer os problemas pessoais que vive, mas em alguns momentos não consegue. “Falar que o futebol ajuda a esquecer 100% estarei mentindo. Tem vários momentos que lembro da minha esposa e da minha família. Mas temos que trabalhar para dar o melhor para eles”.

Dentro de campo ele é apenas elogios ao time, que tem campanha de quatro vitórias e um empate. “Esperava campanha boa, time é bom, unido, bem taticamente e bem trabalhado. Agora invicto não esperava não”.

Mas o jogador é toda família, em especial a sua mulher, a especial Ana Paula. “Minha esposa é um exemplo para toda minha vida”

– Com pesar, tenho que admitir: na dúvida, apito amigo ao hermano! Sobre Boca Juniors 2×1 Athlético Paranaense

Detesto usar alguns chavões apelativos, mas NUNCA assisti (em competições internacionais televisivas) jogo algum no qual, em lance duvidoso, o Boca Juniors não tenha sido favorecido. 

Alguém pode até dizer que no campeonato argentino “essa raridade” já aconteceu, mas na Libertadores e Sulamericana, não. Que força o time portenho tem na Conmebol. E como os árbitros têm medo do Estádio La Bombonera! Aliás, escalar o equatoriano Carlos Orbe, um ilustre desconhecido no cenário sul-americano em tal praça, é temerável.

Três situações para discussão:

1- O pênalti por mão na bola (para mim intencional) de Bufarini. Lance duvidoso, mas entendo que foi ato deliberado. Portanto, pênalti não marcado e erro do árbitro.

2 – O gol de Lopez (empate do Boca): impedimento totalmente ignorado.

3 – A expulsão de Wellington após carrinho em Tevez: como sou totalmente defensor do Fair Play, não critico o cartão vermelho. O jogador deveria ter evitado tal prática, ainda mais onde estava jogando e contra quem disputava a bola. Faltou a “boa” malandragem (ou experiência, se preferir).

Após a partida, o treinador paranaense Tiago Nunes disse que seria impossível ganhar do Boca em seu estádio sem o VAR.

Será?

Do jeito que o VAR está sendo mal usado na América do Sul, não garanto que ainda assim teríamos os mesmos erros. Afinal, quem interpreta os lances são pessoas falíveis (ou que as vezes tendem a ser mais falíveis do que as outras).

Juan Mabromata/AFP

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Joseense x Paulista

Nesta Rodada 7 do Paulistão da Segunda Divisão de Profissionais Sub 23, para o jogo entre Joseense x Paulista, apitará Rodrigo Santos.

Rodrigo tem 10 anos de carreira e 33 de idade. Tem trabalhado já há algum tempo em vários jogos da Segunda Divisão e eventualmente na A3. Na A2 e A1, só teve oportunidade como quarto-árbitro.

Em jogos do Galo, o árbitro nunca atuou como árbitro central, sempre como reserva. Nas partidas as quais tive a informação de seu trabalho, costuma coibir jogadas mais viris e não pensa duas vezes em dar cartões (gosta do rigor).

É mais um juiz procurando seu espaço no futebol. Que agarre a chance que tem pois, todo jogo do Paulista neste torneio, é olhado como “jogo de time grande”.

Infelizmente, a FPF ainda não divulgou os bandeiras para o jogo (tem sido uma praxe a demora na divulgação dos mesmos).

– Quando o monitor do VAR vira Altar, precisamos colocar as coisas em seu lugar!

Tenho o maior cuidado ao tratar desse assunto tão espinhoso, e que respeito demais: a fé! Possuo a minha (sou católico praticante e leigo engajado em pastorais na minha paróquia – aqui na Diocese de Jundiaí), e sempre tive como base para o exercício fiel da minha espiritualidade o convívio harmonioso com as outras crenças e com as pessoas que em nada acreditam. E para isso ocorrer, deve-se ter “os pés nos chão e o coração no Céu”, pois afinal, crer como fanático cega a pessoa da prática correta da sua religião.

Digo isso pelo acontecido no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, em razão da partida entre São Paulo 1×1 Flamengo pelo Brasileirão 2019. E explico:

Fui árbitro de futebol trabalhando em mais de 700 partidas profissionais e amadoras, e sempre a religião esteve presente no esporte. Pude observar o grande sincretismo religioso, onde se vê de tudo, como jogador que é evangélico, mas reza a oração católica da Ave-Maria, aceita trabalho de pai-de-santo para se recuperar de lesão e dá 3 pulinhos com o pé direito no gramado para ter sorte através da influência esotérica. Portanto, não se critique, mas respeite a individualidade da fé, praticando-a conforme o que se crê.

Na partida citada, observou-se e se tornou um pequeno “mau espetáculo” a reza do árbitro Ricardo Marques Ribeiro na cabine onde ele avalia os lances do VAR. Uma cena fotografada, filmada, discutida e criticada pela imprensa pela exposição. Somada a má atuação do juiz, virou destaque no noticiário esportivo tal desnecessária demonstração de fé.

Ora, precisa-se de tal lugar para uma oração? O local do VAR não é altar! Deus nos ouve em qualquer lugar, se por voz alta ou por pensamento; nos escuta no barulho e no silêncio. Se você está sozinho numa igreja, sinagoga, mesquita, templo, terreiro, montanha ou qualquer lugar, ali você pode encontrar um ambiente de introspecção para a sua oração pessoal. E se esse ambiente está com mais pessoas, vale o mesmo para a fé coletiva na missa, culto, sabath ou outra cerimônia. Da mesma forma, o árbitro que quer pedir proteção ao seu trabalho, deve escolher um espaço no seu vestiário para a sua prece; e se desejar antes da partida fazer uma oração coletiva com sua equipe de arbitragem (ecumênica, se existirem pessoas de fé diferente do que a sua), o faça antes de entrar em campo.

Não sei qual a religião que Ricardo Marques Ribeiro professa, mas o respeito. Porém, entendo inoportuno (e até um pouco profano, misturado com proselitismo) se expor num local em que nada se deve misturar, onde a tendência de se provocar uma polêmica é grande.

Independente da atuação discutível neste jogo de domingo (e até mesmo as de outras partidas ruins, – já o elogiei e o critiquei; já contestei o escudo FIFA que não o acho merecedor – mas sempre respeitosamente), a manifestação religiosa pública numa partida de futebol é algo a ser evitado. Isso vem de uma orientação da FIFA, importunada pela Federação da Dinamarca, que se impressionou com o “mini-culto” provocado por Kaká e uma demonstração de fanatismo religioso pós-Copa das Confederações da África do Sul. De tal forma, surgiu essa postagem (oportuna, creio eu) sobre religião e futebol, que convido a leitura no link abaixo, explicando tal situação indevida.

Compartilho em: https://wp.me/p4RTuC-54g.

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– O Volátil torcedor de futebol. Volátil mesmo?

Veja que interessante, ao longo da história, algumas discussões insistentes:

Copa de 50: “goleiro negro não serve, olha o que fez Barbosa na final contra o Uruguai”. Aí tivemos Dida e outros tantos calando os críticos. Mas a discussão, a quem ainda tem preconceito, resumiu-se a: “quando um goleiro negro ganhou algo importante na Seleção Brasileira?”

Seleção de 82: “jogou bonito, mas não ganhou nada. O que vale é o resultado final”. Então surge Carlos Alberto Parreira ganhando invicto o Mundial dos EUA com o futebol pragmático, confortando os defensores do futebol resultadista. Hoje, com o Palmeiras sendo o atual campeão brasileiro e o Corinthians o atual campeão paulista, volta-se à baila: vale a pena jogar feio e ser campeão, ou se prefere assistir a jogos de equipes ofensivas e que jogam bonito, como o time santista de Sampaoli, eliminado das competições mas aplaudido pela torcida?

Messi da 4ª feira passada: “Monstro”, “Pelé do século XXI”, “Extraterrestre”, “Decisivo”. Mas o Messi de ontem, 3ª feira, pós-derrota para o Liverpool: “Pipoqueiro”, “sem alma”, “não decide quando mais se precisa”, e até, acreditem, “Nunca foi tudo isso”.

Fernando Diniz, na metade do primeiro tempo em Porto Alegre, quando estava Grêmio 3×0 Fluminense: “vai ser demitido”, “enganador”, “fraco”, “sem consistência e irregular”. O mesmo Diniz, alguns minutos depois, estando Grêmio 4×5 Fluminense: “Genial”, “Corajoso”, “Modelo a ser seguido”.

Esses 4 exemplos foram provocativos para mostrar que, muitas vezes, não é o torcedor de futebol que muda tão fácil de opinião, mas sim a parcela de torcedores que defende as situações. Os admiradores de Messi estavam eufóricos no 600º gol do craque argentino, louvando-o nas redes sociais e, automaticamente, obrigando os críticos a se calarem. Esses apaixonados, hoje, continuam admirando Messi. Mas a parcela de torcedores antipáticos a Messi perde a timidez e detona o jogador após uma atuação apagada dele (e de todo o Barcelona) como a vista na Inglaterra.

Dessa forma, a volatilidade da torcida não é algo tão frequente nos dias atuais. Quem defende uma ideia, vai com ela até o fim (com exceções, lógico). O que muda é a força das postagens em redes sociais e comentários contra ou a favor de um time, jogador ou situação, por parte das parcelas.

Quem sempre gostou do futebol bem jogado, dificilmente criticará treinadores como Sampaoli, Telê Santana, Guardiola ou Klopp depois de uma derrota. Os críticos a eles serão os que defendem e sempre defenderam o “ganhar jogando feio”. E o contrário é verdade também.

Essa postagem, claro, foi motivada pelo incrível jogo entre Liverpool 4×0 Barcelona, revertendo o Barcelona 3×0 Liverpool. Por isso que o futebol é tão apaixonante, discutido, amado e odiado!

Viva o futebol ofensivo! Aliás, é tão difícil aceitar que uma equipe genial, mesmo com um elenco “um pouco inferior a outro”, pode vencê-la em uma disputa de mata-matas?

Por fim: meus “meia-dúzia” de favoritos ao título (e os de muita gente) eram, no começo da Champions League: Manchester City, Real Madrid, Barcelona, Liverpool, Juventus e PSG. Só um segue na briga…

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– Sobre VAR e outros assuntos do futebol!

Compartilho um gostoso bate-papo com o jornalista Matheus Victorinno, do Jornal “A Verdade” de Várzea Paulista.

Falamos nessa oportunidade sobre arbitragem, futebol, novidades e muitas coisas bacanas. Compartilho em: https://www.youtube.com/watch?v=F09f5uSrHfU

– Perguntar não ofende: e ser ofensivo, não funciona?

Nos anos 80, era um pecado jogar retrancadamente uma partida de futebol no Brasil. Você deveria buscar a vitória tentando o gol, atacando, jogando para a frente –  nunca esperando o erro do adversário para tentar o contra-ataque.

Com a derrocada das Seleções de 82 e 86, veio a era Lazzaroni e depois o pragmatismo de Parreira. Surgiu o “futebol de resultados”, de marcação forte, onde defender era a primeira necessidade; depois se preocupava com o ataque.

São estilos. Em 1994 funcionou, afinal, tínhamos uma sólida zaga formada por Aldair e Márcio Santos (seria Mozer e Ricardo Gomes a zaga titular, que se machucou), e na frente tínhamos “somente” Romário e Bebeto.

Agora, vemos as equipes europeias jogando à frente, como o Brasil jogava anteriormente. Sendo com intensidade, toque de bola incessante ou tik-tak, mas sempre buscando o gol. E os poucos que fazem isso no Brasil (ou que tentam), são criticados.

Ué, mas a nossa vocação e nossos anos de ouro não foram sempre de “sermos ofensivos”?

Ao assistir o Santos de Sampoli, o Fluminense de Diniz, entre outros, penso: não é mais prazeroso (e com tempo de treinamento adequado, eficiente) fazer futebol assim,?

Vide o 4×5 entre os tricolores gaúcho e carioca ontem…

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– VAR mal usado em Botafogo 1×0 Fortaleza; VAR bem usado em Vasco 1×1 Corinthians

Ter o VAR para quê, se o material humano não tem competência suficiente para usá-lo?

Se por um lado, o recurso do árbitro de vídeo foi perfeito em Vasco da Gama 1×1 Corinthians (acertando para a marcação de um tiro penal), por outro foi desastroso em Botafogo 1×0 Fortaleza (não marcando um tiro penal para cada lado).

No 1o tempo, Gilson  (BOT) derrubou Wellington Paulista (FOR), empurrando-o dentro da área fora da disputa de bola. Wagner Reway, o árbitro, nada marcou. Leandro Pedro Vuaden, o VAR, convidou o juiz para a revisão do lance e, mesmo após assisti-lo, mantém a não marcação.

No 2o tempo, Quintero (FOR) abraça e agride com uma cabeçada Diego Souza (BOT) em disputa de bola, e Reway não usa o recurso do vídeo, tampouco Vuaden sugestiona o árbitro a dar uma olhada no lance.

Fica a constatação: a tecnologia é ótima para auxiliar os competentes, mas péssima se quem o usar for incompetente.

Imagine o gasto que se tem com toda a equipe do VAR, os equipamentos, e se faz tal cáca… O “Zé Boca-de-Bagre”, amigo do Prof Reynaldo Basile, aqui de Jundiaí, não vacilou no seu comentário: “estava com a consciência pesada de não dar um pênalti e fez média ao não dar o outro”, disse ele.

Será? Se fez isso (não acredito, creio em ruindade mesmo), errou duas vezes.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 3×1 União de Mogi

Muito boa arbitragem de Eleandro Pedro da Silva. Manteve a autoridade (e um fato curioso: o árbitro tem o dobro da idade da média dos atletas em campo, diferente dos outros jogos onde tínhamos árbitros entre 20 e 23 anos) e transmitiu segurança.

O árbitro não foi exigido, mas fez tudo certo na maioria das situações. Tecnicamente, uma falta para cada lado que eu não marcaria, mas perfeito nas demais. Excelente na questão disciplinar, aplicando corretamente os cartões amarelos por faltas ou reclamação e não cartão vermelho de Bruno Alemão – PFC. Aliás, registramos o 1o Cartão Vermelho a membro de Comissão Técnica, baseado na nova Regra, em Jayme Cintra (ao preparador físico da equipe do União).

Destaco: muito bom os acertos do bandeira Paulo Souza Amaral, em especial na confirmação do gol do União, onde percebe o atacante vindo de trás da linha de meio-campo, arma o ataque e toca para outro jogador em condição de jogo (em lance ajustado, onde Tuxa – PFC deu condição). Apenas uma dúvida: no 3o gol do Paulista,  lance hiper-ajustado, eu pediria o VAR… Da cabine, achei impedimento, mas respeito a marcação dele que estava no plano. Também excelente atuação do bandeira Ademilson Lopes da Silva, no acerto em permitir a projeção do atacante Jeferson – PFC na linha burra (mal feita) do União.

Placar: 3×1
Faltas: 18×18
Cartões Amarelos: 2×3
Cartões Vermelhos: 0x1
Público: 964 pagantes
Renda: R$ 12.940,00

 

– Vicente Cândido chama os contrários da Copa 2014 de “míopes”?

Há 7 anos… olha só o que publicávamos neste blog. Uma pérola de 2012! Abaixo:

E o artigo do deputado Vicente Cândido (PT-SP) na Folha de São Paulo desta terça-feira, 04/05 (pg03)? Ele reclama dos críticos da Copa de 2014, falando sobre as benesses do Mundial e a soberania do país sobre a FIFA.

Para quem é leigo, pode até acreditar que a Copa do Mundo, daqui a 2 anos, será a salvação de todos os males do paísDemagogia pura… Parece que ele subestima nossa inteligência. Abaixo:

MIOPIA CONTRA LEGADO DA COPA

Não faz sentido dizer que o país virará protetorado de interesses mercantis da Fifa. Cada acordo com ela está sendo amplamente discutido.

Por Vicente Cândido

É consensual que o maior desafio de sediar a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 é otimizar as possibilidades de deixarmos um legado positivo e permanente, que reverta benefícios à sociedade e, especialmente, às populações mais carentes.

Como relator do projeto de lei 2.330/2011, a chamada Lei Geral da Copa, sempre mantive esse objetivo no grau mais elevado. Muitos dos demais envolvidos também trabalham nesse sentido.

A leitura do artigo do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), publicado nesta Folha no último dia 15 (“Estado Futebolístico de Exceção”), pode causar impressão contrária.

Essencialmente, porque o deputado parece ser, por princípio, contra a Copa no Brasil. Só isso pode explicar o teor de suas críticas, influenciadas pela desinformação sobre o arcabouço legal que vem sendo construído.

Chico Alencar acusa um suposto “servilismo contumaz” brasileiro, além de cobrar transparência nas informações. Mas os assuntos da Copa de 2014 talvez sejam os de maior visibilidade hoje, com ampla cobertura dos órgãos de imprensa.

Por isso, são de conhecimento público os compromissos assumidos com a Fifa. Cada ponto é largamente discutido no Congresso Nacional, na mídia e na sociedade -afinal, nosso povo respira futebol.

Além disso, tudo é acompanhado em detalhes pelo Tribunal de Contas da União, pela Controladoria Geral da União e pelos veículos de comunicação.

A afirmação de que a Lei Geral da Copa produz “um despejo de famílias” sem construção ou entrega de moradias substitutas não tem amparo na realidade.

Afinal, o país conta com o maior programa social de Habitação da nossa história -o Minha Casa, Minha Vida-, que exige o desenvolvimento de infraestruturas complementares às obras de estádios. Ora, esses avanços são evidentes passos de promoção da cidadania.

Dizer que o país virará um “protetorado de interesses mercantis” é igualmente despropositado.

Nossa soberania jamais será objeto de transação política -aliás, o noticiário revela a firme posição do governo nesse sentido.

Da mesma forma, afirmar que o Inpi vira um “cartório particular” é ilação infeliz. Como relator, aprendi muito em matéria de direitos autorais e tenho certeza de que só defenderemos as empresas nacionais, na concorrência, se modernizarmos a Lei da Propriedade Industrial.

Contrariamente ao que disse o deputado, em nenhum momento ferimos a Lei das Licitações, que prevê mecanismos para agilizar o processo de contratação em situações específicas. A lisura é também garantida pela fiscalização dos órgãos responsáveis.

Finalmente, é risível a imaginária “afronta a princípio defendido pelos liberais de todos os matizes: o da iniciativa privada”, mencionada por Chico Alencar, bem como o efeito de “nutrir a caixa registradora da Fifa”.

Ele diz isso simplesmente porque boa parte do lucro destina-se às seleções participantes, à formação de atletas e ao desenvolvimento do futebol brasileiro. E porque estão previstas zonas de exclusividade comercial, de defesa do direito dos patrocinadores a uma possível concorrência predatória nos locais dos eventos, sem violar o direito de estabelecimentos circundantes. Isso é defender a propriedade privada.

A miopia de alguns impede a visão de futuro e bloqueia iniciativas propositivas, obscurecendo a oportunidade ímpar de aproveitar a sinergia para construirmos legados permanentes para o esporte e a economia nacional. Infelizmente, é preciso lutar contra isso também.

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– A capa da France Football com Messi e Cristiano Ronaldo é heterofóbica?

Claro que o assunto que compara Cristiano Ronaldo e Lionel Messi é polêmico (quem é o mais decisivo do momento / quem está em melhor fase / quem joga mais em seu clube / outras tantas formas comparativas), mas precisa de tal capa?

A Revista France Football, para discutir esse assunto, usou como inspiração a arte do italiano Tvboy, que retratou o beijo emblemático dado em 1979 por Leonidas Brezhnev e Erich Honecker, os líderes da União Soviética e da Alemanha Oriental, a fim de mostrar união entre suas nações.

Sinceramente: que mau gosto! Se algo que ofende os homossexuais é homofobia, tal capa seria, pela lógica, heterofobia?

É questão de gosto. Eu não gostei. A questão era só a dúvida e discussão de: quem é / está melhor?

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/voce-e-messi-ou-cristiano-ronaldo-capa-da-france-football-estampa-beijo-na-boca-entre-craques.ghtml

Capa da France Football com beijo na boca entre Messi e Cristiano Ronaldo — Foto: Reprodução

– O acerto humano-tecnológico e o cumprimento do protocolo FIFA em Goiás 1×2 São Paulo

Tudo perfeito! Parabéns aos procedimentos da equipe de arbitragem que esteve no Serra Dourada para Goiás 1×2 São Paulo, pois cumpriu-se à risca o protocolo FIFA no gol validado do time goiano.

Explico: Ivan Carlos Bohn, o árbitro assistente 2, viu o atacante do Goiás receber a bola supostamente à frente (mas num lance originalmente ajustado, difícil). Não ergueu sua bandeira (é a nova orientação) a fim de terminar o lance, que resultou em gol e só aí sinalizou seu instrumento.

O motivo?

Se ele ergue a bandeira no momento adequado no qual entendeu estar impedido no calor do jogo (lembrando que era um lance duvidoso), não sairia a conclusão da jogada e o jogo pararia antes do gol.

Seguindo ainda a orientação do protocolo FIFA de que todo o gol OBRIGATORIAMENTE deve ser revisado pelo VAR, percebeu-se que um calcanhar da zaga são-paulina deu condição de jogo, e o gol, que poderia ter sido invalidado pelo difícilimo lance, tornou-se válido pelo equipamento eletrônico.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x União de Mogi

Para a partida entre Paulista x União de Mogi, uma escala diferente do que estava sendo habitual (ou seja: a de jovens árbitros sendo testados). Apitará Eleandro Pedro da Silva, de 43 anos, que há 22 anos ininterruptos apita pela FPF (por diversas temporadas na A2 e na A3), mas que nos últimos anos tem trabalhado como 4o árbitro e apitado jogos menores.

Neste ano, o árbitro (natural de Guararema) apitou 3 partidas na Copa São Paulo e trabalhou como árbitro reserva em 12 jogos (incluindo um da Segunda Divisão Sub 23). Começou a apitar jogos profissionais em 2019 apenas na Rodada 3 da mesma divisão: Manthiqueira 2×0 Atlético de Mogi. Depois trabalhou em Capão Bonito na partida entre Elosport 0x1 Marília, na Rodada 4.

Seu estilo de arbitragem é de deixar o jogo fluir, marcando poucas faltas e aplicando poucos cartões. Tem muita experiência, resta saber como está sua condição física (devido a idade e não estar apitando regularmente) e seu ritmo de jogo (pelo mesmo motivo).

Desejo boa sorte aos árbitros e grande jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x União de Mogi pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

– Diego Ribas e a infração DUPLA na cobrança de falta em Internacional 2×1 Flamengo.

Nem bem a Regra mudou, e já existe tentativa de burla.

Veja só que interessante: aos 37 minutos do 2º tempo, Guerrero vai cobrar uma falta a favor do Internacional. A barreira do Flamengo está feita; o Colorado monta uma “mini-barreira” (dentro do permitido que surgiu com as novas orientações da Regramas que até agora não vejo eficácia), e… quando a cobrança vai ser executada, Diego, do Flamengo, está entre as duas barreiras (isso é irregular, não está a 9,15m da bola). E assim que o chute acontece, Diego comete outra falta: vai em direção da mini-barreira e a abre empurrando-a com o corpo.

Nesses casos, se deve:

se tudo aconteceu com a bola parada, aplicar cartão amarelo ao jogador e repetir a cobrança;

se o empurrão na barreira foi com a bola já chutada, aplicar cartão amarelo e marcar tiro livre direto no local da infração cometida por Diego (e se estivesse dentro da área, pênalti).

Atenção com a nova situação, árbitros. No Beira-Rio, ninguém (árbitro, assistentes ou VAR) observou essa irregularidade.

O vídeo em: https://globoesporte.globo.com/rs/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/01-05-2019/internacional-flamengo.ghtml?video=7583170&utm_source=google&utm_medium=onebox%20#tr-video

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– Análise da Arbitragem de Paulista 3×2 Amparo

Enquanto o jogo estava fácil, tecnicamente o árbitro Márcio Mattos foi bem. Soube aplicar a lei da vantagem quando ela permitiu e se posicionou corretamente em campo. Fisicamente, ele correu demais, impressionou quanto ao vigor físico. Disciplinarmente, deixou de aplicar dois cartões amarelos, a Mateus (AMP) e Kawan (PFC). Esses mesmos dois atletas receberam os únicos cartões amarelos do jogo posteriormente.

O problema é que o juizão conversou bastante em alguns momentos, mostrou um preciosismo exagerado com detalhes de indicação de laterais e outras coisas que chamavam a atenção desnecessariamente.

Porém, com o calor da partida, sentiu o “peso” do nervosismo. Por exemplo, um pênalti não marcado aos 52m, quando Gustavo (AMP) desloca Nenê (PFC) no ar quando ambos disputam uma bola cruzada dentro da área. Na sequência, acontece um lance idêntico no meio de campo entre Bruno (AMP) e Kawan (PFC), e a infração é marcada.

O grande pecado do árbitro se deu no segundo tempo: foram 6 atendimentos de jogadores supostamente lesionados da linha e 2 para o goleiro visitante. Tivemos uma paralisação entre os 22m e 26m por discussões. Muita cera e nenhum cartão amarelo por retardamento. Faltou se impor para que o jogo flui-se.

Os bandeiras Paulo Cesar Modesto e Ademilson Cipriano foram muito bem quando exigidos. E parabéns ao quarto árbitro Alef Pereira, por avisar o árbitro quando Maicon (AMP) agrediu Joaquim (PFC) fora do lance de bola.

Placar: 3×2
Cartões Amarelos: 1×1
Cartões Vermelhos: 0x1
Faltas: 13×23
Público: 1200 pagantes
Renda: R$ 15.510,00.

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– Márcio Chagas da Silva: mais um entre tantos, infelizmente!

Corajoso! Palmas para Márcio Chagas, o ex-árbitro gaúcho que contou sobre as ofensas racistas que sofreu e que sofre, em entrevista ao UOL.

Felizmente, há alguém para testemunhar e alertar a sociedade. Infelizmente, Márcio é somente mais uma das inúmeras vítimas de racismo.

Somente existe uma raça: a raça humana. E a cor da pele? Nada importa.

Força Márcio!

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/reportagens-especiais/marcio-chagas-denuncia-racismo?fbclid=IwAR3xEU-SMcly7TMi8OFCp_FdnMK4andKN3XakXes6T4fg1Bg-dW4LzloO24#matar-negro-e-adubar-a-terra

MATAR NEGRO É ADUBAR A TERRA

Comentarista de arbitragem da Globo denuncia agressões racistas que ouviu no campo e na cabine

Por Tiago Coelho

Um dia meu filho de cinco anos me perguntou por que os pretos dormem na rua e são pobres. Expliquei que é um resquício da escravatura, que estamos tentando mudar isso, mas que é difícil. Não sei se ele entendeu. Às vezes nem eu entendo. Sendo negro em um estado racista como o Rio Grande do Sul, eu me acostumei a ser o único da minha cor nos lugares que frequento.

Fui o único negro na escola, o único namorado negro a frequentar a casa de meninas brancas e, como árbitro, o único negro apitando jogos no Campeonato Gaúcho. Hoje sou o único negro comentando esses jogos na TV local. Durante muito tempo, me calei ao ouvir alguma frase racista. Engolia, como se não fosse comigo. Mas era comigo. A verdade é que estou puto com os racistas. Todo fim de semana escuto gente me chamando de preto filho da puta, macaco, favelado. “Matar negro não é crime, é adubar a terra”, eles dizem. Estou de saco cheio dessa história.

A galera saiu do armário total, não tem vergonha nenhuma. As manifestações racistas estão vindo cada vez mais ferozes e explícitas. O fato de eu estar na TV agride muito mais as pessoas do que quando eu apitava. O racista não aceita que você ocupe um espaço que você não deveria ocupar.

Dá vontade de sair na mão com esses caras, mas sei que se eu fizer isso vou perder a razão.

Em um Avenida x Internacional, em Santa Cruz do Sul, o juiz marcou um pênalti que não aconteceu e eu comentei no ar que o pênalti não aconteceu. Um torcedor foi no meu Instagram e escreveu: “Não gosta de ser chamado de preto, mas tá fazendo o quê aí?” O que tem a ver a minha cor com o meu comentário? Outro cara me chamou de “crioulo burro” e um terceiro disse que, se pudesse, me enfiaria uma banana no rabo. Os caras escrevem isso em público, com nome e sobrenome. Já acionei o Ministério Público.

Caxias do Sul, para mim, é uma das cidades mais terríveis para trabalhar. Há algumas semanas, fui transmitir um jogo no estádio Alfredo Jaconi e passei uma tarde inteira ouvindo xingamentos. Tive que ouvir que era um preto ladrão, que estaria morrendo de fome se a RBS, a Globo local, não tivesse me contratado, que eles tinham trazido banana pra mim. A cada cagada que o árbitro fazia em campo, eles se voltavam contra mim na cabine e xingavam. Eu virei um para-raios pro ódio deles.

Um dia, em um Juventude x Internacional, a arbitragem estava tendo uma péssima atuação. Houve um pênalti não marcado para o Juventude, e uns torcedores que ficavam perto da cabine se viraram para mim dizendo coisas como: “E aí, preto safado, vai falar o quê agora?” Eu já tinha dito no ar que o juiz tinha errado ao não marcar o pênalti. O clima já estava pesado desde o começo, e eu me segurava para não descer lá e ir pro soco com os caras, mas é tudo que eles querem, não é?

Uma mulher com uma criança de colo se virou para mim e começou a xingar: “Negro de merda, macaco, fala alguma coisa”. Ela veio em minha direção, achei que ia me dar uma bofetada ou cuspir na minha cara, que é uma coisa que eles costumam fazer na serra gaúcha.

“O que eu fiz para você”, perguntei quando ela se aproximou.

“Você não está vendo que ele está roubando, que não marcou o pênalti?”, perguntou de volta, apontando ao árbitro em campo.

“Moça, tudo que você está falando eu disse na transmissão. Por que você está dizendo essas coisas para MIM?”

“É que você colocou ele lá”, ela respondeu. E eu tive que explicar que quem escala os árbitros é a Federação Gaúcha e que eu não tenho nenhuma influência sobre ela.

No intervalo, um rapaz que estava com a namorada virou e disse: “Aprendeu direitinho como roubar o Juventude, né, preto de merda? Se não fosse a RBS, estaria na Restinga roubando ou morrendo de fome.” Os racistas costumam usar o bairro periférico e violento da Restinga, em Porto Alegre, para me atacar. Quando essas coisas acontecem, os colegas brancos dizem para eu deixar pra lá, que eu sou maior que isso, que estamos juntos, que bola pra frente. Juntos no quê? Deixar pra lá como? Quem sente a raiva e o constrangimento sou eu. Como “estamos juntos”?

Depois de muito tempo ouvindo esse tipo de coisa, eu desenvolvi uma forma de defesa, que também é uma forma de ataque. No final do jogo, quando um cara disse que tinha trazido uma banana (“porque eu sei que tu gosta”), eu falei que gostava mesmo. “Já brinquei muito de banana com tua mãe.” Os amigos dele riram, e o cara saiu com o rabo no meio das pernas.

Tem um motivo de eles sempre se referirem a bananas quando querem me agredir.

No dia 5 de março de 2014, o Esportivo jogou contra o Veranópolis, em Bento Gonçalves, uma cidade perto de Caxias, também na serra gaúcha. Essa é a região mais racista do estado. Logo que saí do vestiário já fui chamado de macaco, negro de merda, volta pra África, ladrão. Falei pros meus colegas:

“Se nem começou o jogo os caras já estão assim, imagina no final.”

Acabou a partida. Jogando em casa, o Esportivo venceu por 3 a 2, e não teve nada anormal no jogo: nenhuma expulsão, nenhum pênalti polêmico, lance de impedimento controverso, nada. Mesmo assim os torcedores se postaram na saída do vestiário para me xingar.

A uma distância de uns dez metros, questionei um senhor que estava com o filho:

“É isso que você está ensinando pro seu filho?”

“Vai se foder, macaco de merda.”

“Uma ótima semana pro senhor também”, respondi e desci ao vestiário. A polícia não fez menção de interpelar os torcedores, mas registrei os xingamentos na súmula.

Tomei meu banho, esperei meus colegas e saí do vestiário pra pegar meu carro, que estava em um estacionamento de acesso restrito à arbitragem e funcionários dos clubes. Encontrei as portas do carro amassadas e algumas cascas de banana em cima.

Ao dar partida no carro, ele engasgou duas vezes. Na terceira tentativa, caíram duas bananas do cano de escapamento. Alguém colocou duas bananas no cano do escapamento. Meu colega Marcelo Barison ficou horrorizado.

Caminhei revoltado para o vestiário. O atacante do Esportivo Adriano Chuva, negro, me pegou pela mão e me levou um pouco mais afastado. Ele disse que ali aquilo era normal. “Você tem que ver o que eles fazem com a gente no centro da cidade.” Ele dizia que os negros do time preferiam jogar fora de casa para não ser chamados de macaco em seu próprio estádio.

Ao chegar em Porto Alegre, refleti sobre o que deveria fazer. Encaminhei um texto para uns jornalistas que eu conhecia, e o caso veio a público. Francisco Novelletto, o presidente da Federação Gaúcha, me ligou, dizendo que eu deveria tê-lo procurado antes de falar com a imprensa, porque a denúncia estava prejudicando a imagem do campeonato. Ele disse que poderia pagar para consertar meu carro.

“Não quero seu dinheiro, quero respeito”, eu lembro de ter dito. Novelletto também sugeriu que se eu continuasse com a denúncia, isso poderia prejudicar a minha carreira. Eles fazem essa chantagem emocional. Eu continuei com a denúncia.

No Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Esportivo perdeu três pontos por causa desse jogo e acabou rebaixado naquele campeonato. Até hoje, quando querem me atacar, os racistas dizem que fui eu quem rebaixei o clube. Mas eu não rebaixei ninguém. O que eu fiz foi denunciar o ataque absurdo que sofri. O clube nunca entregou a pessoa que colocou as bananas no meu carro.

Tiago Coelho/UOL

Ao longo do processo, me senti desamparado e desvalorizado pela federação. Eu tinha 37 anos e era aspirante à Fifa, imaginava que ainda podia ter uma carreira internacional. Mas, por causa desse episódio, fiquei tão de saco cheio que resolvi largar o apito. Apitei a final do campeonato e parei. Até hoje não posso pisar na federação. A federação nunca mais teve um árbitro negro.

Na esfera cível, processei o Esportivo por danos morais. Durante o julgamento, o advogado deles debochou do racismo que sofri no estádio. “Chamar negro de macaco não é ofensivo”, ele disse. “Ofensivo é amassar o carro porque, como diz a propaganda do posto Ipiranga, todo brasileiro é apaixonado por carro.” Essa frase me fez decidir abandonar o futebol. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou o clube a me pagar R$ 15 mil. Até hoje não pagaram.

Eu refleti muito antes de vir aqui contar tudo isso. No futebol, existe uma tendência ao silenciamento quando o assunto é racismo. Muito jogador negro que passa por isso prefere ignorar os ataques temendo ter problemas na carreira se abrir a boca. Outro dia um jogador saiu de campo na Bolívia. Todos deviam fazer o mesmo, principalmente os medalhões.

Eu posso até me prejudicar no trabalho, mas resolvi comprar a briga porque nos fóruns que reúnem negros, costumamos dizer que os racistas podem nos fazer duas coisas: ou eles nos matam ou eles nos adoecem.

Eu me recuso a morrer ou adoecer. Prefiro lutar. Quando esses ataques acontecem, minha mulher, que é negra, me dá a força que ela consegue. Ela sabe muito bem o que é isso. Meus filhos ainda não sabem. Eu fortaleci a consciência da minha negritude principalmente pelo rap, ouvindo aquela música, analisando aquela letra e me identificando com aquela situação retratada.

Os racistas não sabem, mas eles só fortaleceram minha consciência racial. Eu falo pro meu menino que ele é lindo. Enalteço o nariz e o cabelo “black power” dele, digo para ele sempre valorizar a negritude que ele tem. Minha filha tem dois anos e vou procurar fazê-la ter orgulho de si mesma, assim como eu tenho da nossa raça.

Minha briga é por mim, mas também por eles. Os racistas não vão nos matar.

Procurado pela reportagem para comentar a declaração de Márcio Chagas da Silva, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, afirmou que as críticas do ex-árbitro são injustas e que não deixou de apoiá-lo no episódio de racismo em 2014.

“O Márcio está faltando com a verdade”, afirmou Novelletto. “Quando soube do fato, liguei para ele em um gesto de grandeza para saber o que tinha acontecido. Ele me narrou uma versão ‘super light’ dos fatos e tirou toda a culpa do Esportivo. No dia seguinte, para minha surpresa, apareceu dando entrevista chorando na TV e se dizendo indignado. Achei isso estranho.”

Segundo Novelletto, a federação lançou uma nota de repúdio contra o comportamento do Esportivo e iniciou uma campanha no seu site de combate ao racismo. De acordo com o cartola, as ofensas que Márcio Chagas sofre são consequência da briga que ele comprou contra o Esportivo. “Eu se fosse patrão dele, não mandava ele para trabalhar nessas cidades, você sabe como torcedor é.”

Para o cartola, não é papel da federação defender o árbitro porque “ele é um prestador de serviço”. “E os donos da federação são os clubes”, disse ele.

Esportivo diz que assunto ficou no passado

Presidente do Esportivo desde 2017, Anderson Vanela afirmou que o clube não faria maiores comentários sobre o episódio das bananas em 2014 porque “o assunto ficou no passado.”

“O clube acata a decisão judicial, mas não concorda. A cidade se machucou muito, a comunidade inteira sentiu. Bento Gonçalves é uma cidade turística, que acolhe a todos e não tem em seu histórico qualquer tipo de ato racial”, afirmou Vanela.

O Esportivo já fez o depósito dos R$ 15 mil a título de reparação a Márcio Chagas. “Aqui no clube ninguém mais fala do assunto.”

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– Afinal: foi pênalti ou não em Bahia 3×2 Corinthians?

Eu não havia conseguido salvar o link para publicar o lance, e o recebi do ex-árbitro e comentarista esportivo, prof Valdir Bicudo. Se refere ao discutido puxão na camisa de Ralph no estádio Fonte Nova (o vídeo encontra-se abaixo).

Tal situação merecia uma atenção especial e a avaliação do árbitro, importunado pelo VAR. Afinal, o sistema tecnológico e o investimento em pessoal é necessário para tais situações, a fim de dirimir tais dúvidas. Além, claro, de custar muito caro.

Não tenho dúvida disso de que o árbitro de vídeo deveria chamar o juizão. Entretanto…

Ao ver a imagem, eu não daria pênalti! Lembre-se: puxar a camisa “por si só”, sem influenciar / barrar / modificar a ação do adversário, não necessariamente significa uma infração. Avalie: o experiente jogador corintiano, ao sentir o puxão da camisa na vacilada do atleta baiano, se jogou para cavar o pênalti ou realmente foi impedido de prosseguir com sua corrida?

O futebol é maravilhoso por tais discussões. Acertou por linhas tortas o árbitro em nada marcar (por conta de não ter visto). 

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Amparo, Rodada 05

Márcio Mattos dos Santos, 33 anos de idade, professor de Educação Física, em sua 7ª temporada na carreira, apitará o jogo do Galo nesta 5ª rodada da Segunda Divisão Sub 23 – Profissional. Somente agora em 2019 teve oportunidade de apitar jogos profissionais (nas outras 6 temporadas trabalhou apenas nas categorias amadoras como árbitro central). Nesse certame, 2 empates sem gols: Brasilis 0x0 Independente e União Mogi 0x0 Joseense.

De novo, um árbitro que começa sua carreira profissional “pra valer” sendo escalado em jogo no Jayme Cintra. Não critico, pois essa divisão é a ideal para testar quem “vai vingar” ou não, e Jundiaí é cidade próxima para a FPF observar in loco o desempenho de quem ela escala. Afinal, é a primeira das divisões profissionais depois das amadoras. Aguardemos para conhecer o estilo de arbitragem do juizão, até agora desconhecido.

Desejo uma bom trabalho do quarteto de árbitros e um grande jogo por parte das equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Quarta (feriado) às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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– O Fair Play do time de Bielsa

Marcelo Bielsa usou de um Fair Play “polêmico” na segunda divisão do Campeonato Inglês, e com isso perdeu a chance do acesso direto “dependendo das próprias pernas” da sua equipe, o Leeds.

Entenda como foi:

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/ingles/ultimas-noticias/2019/04/28/time-de-bielsa-ignora-fair-play-faz-gol-e-gera-confusao-na-inglaterra.htm

TIME DE BIELSA IGNORA FAIR-PLAY, FAZ GOL E TREINADOR “DEVOLVE O GOL”

Em partida válida pela segunda divisão do Campeonato Inglês, Leeds e Aston Villa protagonizaram um duelo quente, que gerou muita confusão.

Até os 25 minutos do segundo tempo, as equipes empatavam em 0 a 0, até que tudo mudou. Jonathan Kodjia, do Aston Villa, foi derrubado por um adversário e ficou caído no gramado. O Leeds, porém, ignorou o fair-play, não jogou a bola para fora e continuou jogando normalmente.

Na sequência do lance, Mateusz Klich recebeu a bola e bateu colocado, abrindo 1 a 0. Como era de se imaginar, os jogadores do Villa se irritaram e partiram imediatamente para cima dos rivais, dando início à confusão.

Do lado de fora, o clima era igualmente quente, com a discussão entre os técnicos Marcelo Bielsa e John Terry. Nesse meio tempo, o atacante Anwar El Ghazi ainda foi expulso.

Mas a confusão não parou por aí. Bielsa decidiu agir sob o fair-play e mandou seu time parar completamente após a saída de bola do Aston Villa, permitindo o empate.

Assim, a partida terminou em 1 a 1 e agora o Leeds, em terceiro lugar com 83 pontos, não tem mais chances de conseguir o acesso de maneira direta.

O empate ainda ajudou um dos concorrentes do time na tabela: o Sheffield United venceu o Ipswich Town e garantiu a segunda colocação e a vaga na primeira divisão inglesa.

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– A nova estratégia de barreira dupla em São Paulo 2×0 Botafogo

Uma das novidades das mudanças das Regras do Jogo é a proibição de que, em caso do time que defende fazer uma barreira na cobrança de falta, os adversários se misturem nela (a equipe defensora não tem direito de fazer a barreira, eles se aglutinam por que querem; quem pode reclamar é o batedor da falta, exigindo a distância – e daí a existência de casos onde quem cobra rápido abre mão dela).

Era muito comum aquela confusão de atacante ficando na frente da barreira ou misturado nela para atrapalhar (já que a barreira não existe na Regra do Jogo, os defensores se aglutinam e fazem esse “paredão” porque querem, como explicado acima). Mas se existir, os companheiros de quem cobrará a falta deverão a partir de agora se manterem distantes 1 metro.

Assim, vimos na Rodada 01 do Brasileirão uma mini-barreira do ataque, na cobrança de falta a favor do Botafogo. Tudo dentro da permissão da Regra.

A minha única dúvida é: ela funciona? Realmente ajuda o batedor?

Por ser algo novo, aguardemos.

– Neymar é o culpado pelo seu próprio mau comportamento na França? Será que…

Eu critico muitas vezes os atletas que não possuem uma conduta profissional adequada. E quando vejo casos como o do Neymar (que agrediu um torcedor que o provocava quando ele iria receber a medalha de vice-campeão contra o Rennes, pela Copa da França), seria muito simplório escrever o que seria lógico: já é um homem adulto, precisa ter equilíbrio emocional, tem muito dinheiro, blablablá…

Mas vou ponderar algo (que não justifica, mas ajuda a entender): o cara perdeu o título, o torcedor pede um cumprimento e ele atende; e, de maneira sacana, o suposto fã “corneta e ironiza” Neymar.

De cabeça quente, ouvir gracinha é dose… foi uma possível agressão verbal respondida por agressão física, motivada pelo calor do pós-jogo. REPITO: não justifica, Neymar errou mas… até Zidane reagiu com uma cabeçada contra o Materazzi, após provocado (e numa final de Copa do Mundo)!

O problema é que querem que Neymar seja o que não é. Deixem-o na dele, pois afinal, não está muito preocupado em ser exemplo.

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– Projetando o melhor árbitro do Brasileirão 2019. Que tal e o que esperar?

Enquanto a mídia especializada faz prognósticos sobre quem começará bem o Brasileirão, quais clubes serão os favoritos ao título ou ainda as discussões sobre o VAR no torneio, gostaria de observar duas coisas poucos exploradas:

  1. Os Estaduais ainda resistem para que alguns clubes tenham o que comemorar. É sabido que muitas vezes o torneio é enganoso, e que tem muito time grande que ainda existe porque pode comemorar título regional contra os pequenos. No Nacional, bulhufas! Esses campeonatos servem como pré-temporada (ou deveriam servir), para ajeitar as equipes, além de preparar jogadores e árbitros.
  2. Quanto a isso, vejo dois nomes muito à frente dos demais em dificuldades enfrentadas nas escalas e jovialidade, buscando não só um bom trabalho no Brasileirão, mas a indicação para a Copa do Mundo 2022: Raphael Claus e Anderson Daronco.

Seriam eles os melhores árbitros “esperados” para esse ano? De certo, estarão nos jogos mais difíceis. Teremos árbitros experientes e capacitados (Marcelo de Lima Henrique ou Leandro Pedro Vuaden, por exemplo). Mas o que difere os dois primeiros citados dos dois mais rodados é a possibilidade real de apitar um Mundial da FIFA.

Seguindo essa linha: Claus e Daronco são “fortões”, impondo respeito. São admirados por jovens árbitros e conseguem ter a autoridade plena exercida sobre os jogadores, transmitindo segurança. Mas a diferença é: Claus, hoje é (ou está) melhor tecnicamente do que Daronco! Perceba nos jogos do Brasileirão 2018: muitos “errinhos” que passavam despercebidos nas atuações do gaúcho, coisa que não acontecia com o seu colega paulista.

Quando Claus surgiu para a grande imprensa, foi através de uma escala num mata-mata do Paulistão entre São Paulo x Santos. Fez o jogo da vida dele e agarrou a oportunidade. Mas pecava (por desatenção, relaxamento ou ainda por estar ganhando experiência) nas atuações medianas realizadas em jogos menos importantes. Hoje isso mudou: é senhor da partida, seja o grau de dificuldade que ela exercer. Daronco está nesse processo de aperfeiçoamento e busca da excelência.

Muitos crêem que a FIFA levará Wilton Sampaio para o Catar. Pode ser, mas como VAR, já que ele tem essa expertise. Para o apito, se estiverem no mesmo nível, os dois melhores serão as opções discutidas nesta postagem.

Em tempo: viram que a CBF, através de Leonardo Gaciba, escalou para cada jogo uma novena de gente para a arbitragem? Não se perca pelo nome, que está correto: 1 árbitro, 2 bandeiras, 1 quarto-árbitro, 1 observador de campo, 1 árbitro de vídeo, 2 assistentes de VAR e 1 supervisor de protocolo. Com tal investimento, tomara que tudo dê certo. Para o bem do futebol e da arbitragem, torço para o Gaciba – mas que tenha entrado na CBF realmente para mudar as coisas (pois para manter o que já se via e ficar com os mesmos pares das antigas comissões, não vai dar…).

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– LDU 2×1 Flamengo e o gol de Bruno Henrique

Dúvida no comentário! 

Viram o gol de Bruno Henrique, do Flamengo, contra a LDU?

Pois bem: a bola bateu / resvalou despretensiosamente em seu braço / mão. Hoje, isso é válido. A partir das novas mudanças da Regra, não.

Carlos Eugênio Simon, na Fox Sports, comentou isso com perfeição, concordando com o que escrevi acima: o gol foi legal. Já Sandro Meira Ricci, na TV Globo, foi diferente, dizendo que o atleta tirou proveito e o gol ilegal. Respeito a interpretação dele, mas discordo.

Eu já havia discordado do Ricci no Palmeiras x Sao Paulo (clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-n1a); entendo que trabalhar como comentarista é algo novo em sua vida e vai se adaptando aos poucos. Mas há de se tomar certos cuidados com a atenção a esses detalhes, pois a massa que escuta (e pode ser influenciada) é grande.

Insisto no que já escrevi: boa sorte ao ex-árbitro da FIFA Sandro Ricci, mas discordo dessas duas situações pontuadas. 

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– Drogas e Futebol: como punir adequadamente?

Nesta semana vimos o anúncio de que Gonzalo Carneiro, jogador do São Paulo FC, foi pego no exame anti-dopping. Diz-se que foi por Cocaína, mas aí existem algumas informações aguardando a confirmação.

Sou contra todo e qualquer tipo de droga, e o Esporte deve sempre baní-las como exemplo e sinônimo de que a prática esportiva é algo para se praticar de maneira saudável e, concomitantemente, buscando a saúde.

Mas aqui quero atentar para as punições: Cocaína, Maconha e outros narcóticos “sociais”, ou ditos de “recreação” (detesto esse termo), não melhoram o rendimento do atleta. A Maconha deixa o cara mais lento; a Cocaína deixa “doidão” por um tempo e depois faz o cara sumir em campo. Seria injusto uma mesma punição para quem toma anabolizantes e outras drogas que aumentem o rendimento durante a partida, que aí sim é um benefício pessoal para quem faz (benefício momentâneo, pois os efeitos nocivos se vêem a longo prazo). Portanto, o ideal seria punições diferentes conforme a natureza do dopping.

Se faz necessário observar: as drogas são um mal cada vez maior na sociedade. Viciam, matam, acabam com a vida e a família. Entretanto, a entrada da pessoa nesse mundo tão sombrio o faz por motivos mais diversos: “farra” entre amigos, mera curiosidade e, também, para alguma fuga (no caso, como alegado por Carneiro, a depressão). E esse último ponto é sensível: a depressão (também como a dependência) é uma doença! Deve ser tratada e ter muita atenção.

Por fim: algumas pessoas questionam se o clube não deveria ser punido. Normalmente, o dopping é pessoal, movido pelo próprio jogador. O clube não perde ponto nem é suspenso, mas sim o atleta. Se existem vários atletas da mesma equipe, aí é outra situação. Claro, tudo isso é discutível: imagine um clube que ganha o jogo por 1×0 e o autor do gol é flagrado pelo dopping? O perdedor, logicamente, vai chiar.

Enfim: quem nunca experimentou drogas, SEJA QUAL FOR A MOTIVAÇÃO, nunca o faça!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Atlético Mogi x Paulista FC

Gostei bastante da escala para o próximo jogo do Galo em Mogi das Cruzes: é dessa forma que se faz a correta renovação da arbitragem!

Abaixo a escala e as explicações:

Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Fabrício da Silva Costa
Quarto Árbitro: Luiz Carlos Ramos Júnior

Matheus está entrando apenas em seu 3o ano como árbitro da Federação Paulista, portanto, muito jovem. Me recordo muito de Demétrius Pinto Candançan (provavelmente seu pai ou tio), um árbitro da minha geração e que era muito bom; porém, devido a uma sequência de contusões, teve a carreira atrapalhada. Se herdou a vocação da arbitragem, isso é uma vantagem.

Para dar suporte a ele, dois bandeiras experientes. E como quarto-árbitro, um juiz veteraníssimo que já esteve na série A1 por alguns anos.

Insisto: é essa a escala ideal que se deve fazer nas divisões de baixo: nada de “árbitro velho de casa” sendo escalado (que não chegará mais à elite e que fica vagando uma escala ou outra), mas dar oportunidade aos jovens, sempre com pessoal qualificado do lado, a fim de lhe dar segurança.

Desejo boa sorte à arbitragem e grande jogo para as equipes!

Acompanhe pela Difusora AM 840, sábado, às 15h, com a narração de Rafael Mainini. A jornada começa às 14h, com o comandante do Time Forte do Esporte, Adilson Freddo!

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Ops: apesar da arte, o mando é do Atlético e o jogo em Mogi.

– O uso do VAR nas cobranças de pênaltis do Catarinense

Viram que loucura a final do Campeonato Catarinense, entre Avaí x Chapecoense?

Em um momento de nervosismo “à flor da pele”, os emocionantes momentos derradeiros da decisão por pênaltis tiveram VAR no último chute!

Na cobrança da Chapecoense, a bola bate num “pedacinho” da linha de meta (em lance hiper-mega ajustado), não sendo, portanto, gol (tem que ultrapassá-la 100%).

O interessante é que a bola bate no travessão, no chão sobre a linha (mas não na totalidade) e sai. O árbitro Bráulio Machado aceita a marcação correta do bandeira de que NÃO ENTROU TOTALMENTE. Por ser um lance muito difícil, o VAR Rafael Tracci entrou em cena e confirmou o não-gol. 

O que entristece é: o presidente da Chapecoense DETONOU a decisão e pediu a anulação do jogo pelo uso equivocado do VAR, alegando que a bola entrou

Veja só em: https://globoesporte.globo.com/sc/futebol/times/chapecoense/noticia/presidente-da-chape-pede-anulacao-da-final-do-catarinense-apos-polemica-com-var.ghtml

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– Atlético Mineiro 1×1 Cruzeiro: o pênalti equivocado na final do Campeonato Mineiro

Errou o VAR ou fraquejou o Árbitro?

Desde que entrou a questão do movimento antinatural dos braços, a Comissão de Árbitros da CBF tem orientado mal a juizada. Virou uma farra! Na dúvida, se bateu no braço, opta-se por marcar a infração. NO MUNDO INTEIRO não é essa a interpretação, mas sim a da intenção disfarçada (caso contrário, mudaria-se a Regra para dizer que agora a imprudência da mão é infração, o que estaria errado – afinal, a única infração onde se leva em conta a INTENÇÃO é exclusivamente o uso indevido das mãos na bola).

Tudo começou com um maldito vídeo que atrapalhou o aprendizado dos árbitros, onde a diretora da Escola de Árbitros Ana Paula de Oliveira mostrou um carrinho legal na bola num Palmeiras x Fluminense, onde a bola bate no braço por consequência do lance e sem qualquer intenção, mas a CBF cobra a marcação do pênalti em situações semelhantes. Não é! Embora para a entidade (repito, diferente do restante do mundo), teime ser.

No lance da final do Campeonato Mineiro 2019, o jogador do Atlético Mineiro dá o carrinho e sem intenção toca com o braço na bola. Não foi uma intenção disfarçada de interceptar a bola com a mão, nem um movimento antinatural do braço. É casualidade, não se marca nada.

O argumento usado? O de que ele “correu risco”. Ora, correr risco é imprudência, e insisto: não se avalia isso em lances de mão na bola, como explicado acima. É um erro da CBF, uma teimosia, uma vaidade em não se corrigir o equívoco.

Será que na Libertadores da América, na UEFA Champions League, ou em outro torneio de alto nível, se marca isso?

O que me admira é: o árbitro paulista Leandro Bizzio Marinho não havia marcado (corretamente), mas sugestionado a rever o lance pelo VAR, mudou de opinião.

O VAR que foi infeliz ou faltou personalidade ao árbitro para bater no peito e dizer: “eu interpretei que não foi?”

Acréscimo: me espanta que o árbitro de vídeo foi o gaúcho Vuaden, aquele que outrora deixava o jogo correr. Até lance para aplicar ou não cartão amarelo teve VAR acionado (o que fere o protocolo).

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