– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Catanduvense x Paulista

Willer Fulgêncio Santos, 35 anos, há 10 temporadas na FPF, está escalado para Catanduvense x Paulista na abertura da 2a fase do Campeonato Paulista Sub23 – 2a divisão.

Nas demais partidas do torneio, foram designados os mesmos árbitros que já estavam atuando na competição; exceção feita ao jogo do Galo, onde o árbitro apitou alguns jogos da A3 e Copa Paulista (além da própria Sub23).

Em tese, dos juízes da rodada, Willer é aquele que mais experiência tem, embora, sejamos corretos, não destoa muito do que já vimos neste ano: um árbitro que ainda “busca seu lugar ao sol”, bem condicionado fisicamente, que procura ser bem técnico e disciplinador, mas que peca em uma ou outra marcação.

Nada diferente do que estamos acostumados. Assim, desejo boa arbitragem e grande jogo para as equipes.

EM TEMPO: a imagem abaixo, grafada “CATANDUVENSI” (com “i”), foi extraída do próprio site da FPF (assim como “Arbitro” sem acento…)! Não é fake não… é incompetência de quem cuida da página.

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– Brasil 2×0 Argentina: o pênalti em Aguero e o motivador Casão!

Existiram duas reclamações de pênaltis no Brasil 2×0 Argentina. A mais fácil de não se marcar (porquê não foi) se refere ao lance de Arthur em Otamendi, aos 37 minutos do 2o tempo. Ali, foi verdadeira milonga argentina, a clássica malandragem para se cavar um pênalti e simular agressão. Vamos então discutir o pênalti real, o de Daniel Alves em Kim Aguero.

Por quê o árbitro não marcou?

Entenda:

  1. O equatoriano Roddy Zambrano não está familiarizado a contento com o VAR. Nos campeonatos domésticos que atua não há o recurso e só fez uso dele nas competições internacionais que possuem o recurso (e foram poucas).
  2. Ele não é do primeiríssimo time de árbitros. E, cá entre nós, é fácil de, na dúvida, ter sentido a pressão de um Mineirão lotado (percebeu que tive cuidado em escrever de forma elegante que foi caseiro?).
  3. O uruguaio Leodán Gonzáles foi o VAR da partida. Você se lembra de algum jogo importante (ou menos importante) que ele tenha apitado? Um ilustre desconhecido que ganhou essa imensa responsabilidade “sabe-lá-Deus como”!
  4. Se a conversa entre VAR e árbitro fosse aberta, poderia se ter entendido a natureza do erro: o equatoriano teve plena certeza que não foi pênalti interpretando o lance dessa forma, ou conversou com o uruguaio que mandou seguir a jogada sem a sugestão de se verificar no vídeo? Alguém errou, é fato.
  5. Se em Bueno Aires, com a mesma arbitragem, talvez a chance de marcar o pênalti e correr ao monitor para confirmá-lo (que deveria ser o procedimento correto) seriam grandes.
  6. Olhando com os olhos do árbitro: faltou visão periférica, pois o árbitro estava como os olhos grudados somente na bola e não no entorno dele, por isso não deve ter visto a infração. O árbitro bom tem visão periférica, e quando não é bom, o VAR faz essa função de olhar as coisas importantes que o árbitro não vê.

Enfim: apesar do pênalti não marcado, boa atuação da Seleção Brasileira e a dúvida: Gabriel Jesus disse que Casagrande falou algo para ele no elevador que não gostou. O que teria sido, não sei, mas funcionou! O atacante jogou com “sangue nos olhos” e fez uma partida excepcional!

Casão, no próximo jogo, se tranque com Phillipe Coutinho no elevador, por favor, e faça o mesmo.

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– A boa sacada do Jornal sobre a vitória da Seleção Brasileira sobre a Argentina!

Que capa bem bolada!

Dispensa escrever algo…

– As novidades para a sequência da 2a divisão paulista e os planos para 2021: teremos uma equipe Toro Rosso no futebol?

“Quem não se comunica, se trumbica”, dizia o Velho Guerreiro Chacrinha! É por isso que toda a comunicação deve ser clara e objetiva nos dias atuais (ainda mais com tantas formas de relacionamento virtual).

Dito isso, vamos a informações e especulações importantes para as equipes que estão jogando a 2a divisão e às demais que participaram das outras diversas séries profissionais do futebol do estado de São Paulo.

No conselho arbitral do Campeonato Paulista 2a Divisão Sub 23, na última segunda-feira, falou-se que “na nova fase as Regras do Futebol passariam a ser as atuais”.

Ué, e desde quando não são?

Penso que a fala foi a fim de reforçar que as Regras mudaram, já que não se pode mudar a Regra dentro de uma competição vigente. O que ocorre é que tivemos árbitros jovens apitando e que desconheciam algumas modificações, aplicando interpretações antigas, além de outros já atualizados. Tivemos cartão amarelo para treinador, bola ao chão com a posse de bola a quem tinha o domínio no momento da paralisação, entre outras coisas que aconteceram e testemunhamos. Portanto, deve ter faltado comunicação ideal na 1a fase, caso tivesse ocorrido algo diferente.

Também se ventilou a criação da divisão A4, entre a A3 e a Segunda Divisão de Profissionais da FPF. Eis algo que confunde a todos: temos atualmente a A1, A2, A3 e 2a Divisão Profissional Sub 23 (que na prática são as divisões que correspondem da primeira até a quarta divisão). Por quê tal esdrúxula nomenclatura? Antigamente, se dizia que era uma forma de não desanimar quem estava embaixo (em 1998, era “mais chique e menos humilhante” dizer que se jogava o módulo B3 do que a 6a divisão). Pura bobagem, estamos no século XXI, isso não cola mais. Na verdade (outro erro de comunicação), essas séries foram criadas na década de 90 para justificar o fato do São Paulo ter jogado a A2 como “módulo 2 da 1a divisão” e não dizer que estava na Segundona (onde ganhou a 1a divisão no mesmo ano). Até hoje os documentos da FPF constam, por exemplo, série A3 da 1a Divisão para a, na prática, 3a divisão.

Relembre essa divisão de novas séries, quando o SPFC jogou a A2 e o Paulista de Jundiaí acabou parando na A3 em: https://professorrafaelporcari.com/2015/01/26/relembrando-quando-um-grande-que-caiu-para-a-2a-divisao-estadual-ou-nao/

Sou a favor de 16 equipes por divisão (sendo que na A1 teríamos um número menor). Não existe torneio como o que tivemos no Interior nesse ano, com 41 equipes tão desniveladas na 2a divisão Sub 23. Vejam os números: o melhor time do torneio foi o Paulista FC, com 29 pontos (9V, 2E, 1D) e 21 gols de saldo. O Elosport de Capão Bonito, na mesma divisão, teve 0 (ZERO pontos). O Atlético de Mogi teve saldo de gols -37. O Jabaquara de Santos deu WO em casa! Há de se separar os clubes para o bem de todos.

Por fim, e o que pode ser importante para muita gente: a vaga do Red Bull na A1, após a aquisição do Bragantino. Lembram da 3a vaga de acesso, na possível compra do CNPJ do “Toro Logo”, já que se juntou com o Bragantino? 

Relembre esse episódio, às vésperas da formalização da junção Red Bull Bragantino, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/04/10/09-216-837-0001-47-esse-numero-vale-uma-vaga-na-primeira-divisao-do-paulistao-2020/.

Pois bem: a FPF anunciou aos clubes do arbitral Sub 23 de que seriam duas vagas de acesso mesmo. Mas estão enganados! Se, de fato, uma equipe que estiver numa divisão acima comprar o CNPJ disponível, essa nova vaga é automaticamente aberta para quem está abaixo.

Especula-se (agora não é informação, mas reprodução de notícia discutida mas não confirmada) de que a Votuporanguense (que terminou a série A2 em 13a colocada) poderia estar fazendo uma parceria com o Red Bull e assumindo a vaga. Assim como o Red Bull tem na Fórmula 1 a sua equipe principal e outra secundária para desenvolvimento, a Toro Rosso, a equipe do Interior Paulista poderia ter o mesmo destino. Não creio nisso, pois seria em tese “um mesmo dono de duas equipes”. Outra história que surge é que Daniel Alves, lateral da Seleção Brasileira, juntamente com investidores da região de São José do Rio Preto, poderiam fazer uma oferta pela vaga e comprar esse CNPJ, levando o time de Votuporanga para a Primeira Divisão e assumindo a gestão da equipe.

Percebem como a informação, se não for comunicada de maneira correta, causa interpretações diversas e fomenta o surgimento de boatos?

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– E se você fosse o Pedro do Fluminense?

O jovem atacante Pedro destacou-se bastante no Fluminense. Despertou a curiosidade de equipes da Europa e, por azar, se contundiu gravemente e perdeu quase 1 ano da carreira.

Durante todo esse tempo, esteve se recuperando em seu clube. Agora que retornou ao gramado, o arquirrival Flamengo oferece 50 milhões de reais por 70% do “passe” dele.

O que fazer?

Se sai, é ingratidão, dirão alguns. Se fica, pode ter perdido a independência financeira, dirão outros. Se demora para responder, os rivais brigam entre si e ele pode descontentar ambas equipes. Complicado!

Até agora, somente o Flu se pronunciou dizendo que Pedro só sai pela multa afixada na lei. Mas se ele permanecer, não ficará com o gostinho na boca do dinheiro alto que “quase entrou, mas não veio”?

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 Joseense

Comecemos pelos bandeiras: Samuel Augusto Vieira Paião, bandeira 2, foi muito bem. Nos vários lances de “impedimento-ou-não” logo no começo do jogo, acertou todos. Idem ao longo dos 90 minutos. Risser Jarussi Corrêa, o bandeira 1, foi um pouco menos exigido e acertou tudo.

Quanto ao árbitro Márcio Mattos dos Santos, ele foi bem melhor do que a atuação contra o Amparo, dias atrás. Correu bastante, gesticulou claramente as marcações e esteve atento.

Alguns lances: importantes:

1 – Aos 15m, depois de bate-rebate onde a equipe do Joseense, antes de ameaçar reclamar uma mão na bola, atentamente percebeu que não foi infração, sinalizou com firmeza e mandou seguir.

2- Aos 24m, o jogo ficou mais pegado e o árbitro começou a ter dificuldade. Aos poucos, foi dominado a situação mais tensa e até os 30 minutos (quando houve a pausa para a hidratação) tudo voltou a ser mais amistoso.

3- Aos 35m, Diego (JOS) cometeu pênalti em Hurick (PFC). Bem marcado, sem cartão, lance simples.

4 – Aos 38m, no lance reclamado de suposto pênalti de Favalli (PFC), acertou ao não marcar a penalidade, pois o zagueiro Giovanni (JOS) não atinge nem bola nem jogador. Tropeçou simplesmente.

5 – Aos 54m , Vinícius (JOS) cometeu uma falta mais forte em Carlinhos (PFC), onde não necessitava do Cartão Amarelo, pois a advertência verbal era suficiente. E o fez corretamente: deu a bronca “na medida certa” (corrigindo a crítica de que estava conversando demais na sua última evolução).

6 – Na metade do 2º tempo, uma observação: Tuxa (PFC), que estava no banco, entra no jogo e “voa em campo”, pois é o artilheiro do time, estava poupado e joga bem descansado. A zaga só o parava com as faltas (4 em 20 minutos). Faltou a advertência verbal para coibir o rodízio de faltas utilizado. Também no final do jogo existiu um momento mais crítico de ânimos acirrados, mas não tão relevante para atrapalhar a avaliação geral do juizão.

Placar: 2×1
Faltas: 9×15
Cartões 0x2
Público: 1.871 pagantes
Renda: R$ 11.360,00

– Insultos no Futebol com temas de Homofobia, Racismo, Sexismo, entre outros, cansaram!

Certa feita, eu já entendi (mesmo sem concordância) que o campo de futebol era o local onde o sujeito desabafava de seus problemas existenciais. Discordava, mas sabia que era inevitável (pela cultura imposta) que o juiz de futebol fosse xingado de todos os adjetivos negativos possíveis (mesmo eu sendo árbitro e já tendo escutado “de tudo”).

Para felicidade de quem pensa (como sempre defendi) que isso era errado e uma hora ou outra a coisa deveria mudar, parece estar existindo uma luz no fim do túnel. Aos poucos, vai se entendendo que a arquibancada não pode ser mais uma terra sem lei.

Em 2017, havíamos contado a história de como a FIFA começou a punir rigorosamente (com multas financeiras pesadas) as equipes que estavam cometendo gritos de intolerância de qualquer origem (incluindo de ordem política e religiosa). Isso ocorreu pois no Interior de São Paulo, durante a Copa São Paulo de Futebol Jr daquele ano, passou a gritar “BICHA” (com o “i“ estendido) aos goleiros adversários.

A muitos, de nada valeu, embora a própria CBF tenha sido multada 4 vezes em jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo para 2018.

Pois bem: agora, a Conmebol começa a praticar a mesma iniciativa e multa a CBF por US$ 15 mil os gritos homofóbicos da torcida brasileira no jogo de estreia contra a Bolívia. É trocado para a entidade milionária, mas é simbólica a atitude. Que os clubes abram os olhos.

Ao invés de querer intimidar o adversário com gritos de bicha, macaco, entre outros tantos, por quê não gritar A FAVOR da sua equipe?

O texto citado acima, extraído de:
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/09/paremos-com-gritos-homofobicos-pelo-habito-pela-forca-ou-pela-multa/

PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA.

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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– Não é Fake News: a Copa América 2019 teve jogo com público menor que a “Bezinha” Paulista…

O que dizer da Conmebol, que com preços abusivos e bagunça na venda de ingressos, conseguiu afastar os torcedores da Copa América?

Acredite: na 4a divisão do futebol de São Paulo (chamada pela FPF de “Segunda Divisão Sub 23” e apelidada pelos torcedores carinhosamente de “Bezinha”, pois vem depois da A1, A2 e A3), o jogo entre XV de Jaú X União Barbarense teve mais público que duas partidas da Copa América!

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/noticia/jogo-da-4a-divisao-de-sp-tem-publico-pagante-maior-do-que-duas-partidas-da-copa-america.ghtml

JOGO DA 4a DIVISÃO DE SP TEM PÚBLICO PAGANTE MAIOR DO QUE DUAS PARTIDAS DA COPA AMÉRICA

XV de Jaú e Barbarense tem mais de cinco mil pagantes, superando públicos dos confrontos entre Bolívia e Venezuela; Equador e Japão na rodada decisiva da competição sul-americana

A partida entre XV de Jaú 1 x 2 União Barbarense, válida pela 13ª e penúltima rodada da fase de classificação do Grupo 2 da Segundona do Campeonato Paulista, que na prática é a quarta e última divisão do estadual de São Paulo, registrou público de 5.064 pagantes. A marca impressiona se comparada com dois jogos decisivos no encerramento da primeira fase da Copa América.

O publico presente no estádio Zezinho Magalhães, em Jaú, supera os registrados em dois confrontos disputados no Mineirão e válidos pela Copa América: Bolívia 1 x 3 Venezuela jogaram para 4.640 pagantes, enquanto Equador 1 x 1 Japão teve a presença de apenas 2.106 pagantes.

Quando comparado o valor médio de cada ingresso, podemos ter uma das explicações para o baixo público na Copa América: o torcedor desembolsou R$ 143 para assistir Equador e Japão e R$ 136 para Bolívia e Venezuela. O jogo entre XV de Jaú e União Barbarense custou em média R$ 5 para cada torcedor presente no estádio.

Mineirão vazio para Bolívia x Venezuela — Foto: Rafael Araújo

Mineirão vazio para Bolívia x Venezuela — Foto: Rafael Araújo

– Qual o proveito da Copa América 2019 para a Seleção Brasileira, diante do Mundial do Catar em 2022?

O que você prefere: conquistar a Copa América em 2019 ou a Copa do Mundo em 2022?

Aliás: a importância em vencer uma competição regional perante a um mundial é vista pelo número de estrelas na camisa: as 5 estrelinhas na Amarelinha representam alguma Copa América?

Vamos lá: o Japão jogou com 3 equipes nesse mesmo período (Mundial Sub 20, Torneio de Toulon e Copa América), visando formar uma geração vencedora para as Olimpíadas de Tóquio em 2020 e dar experiência para os mesmos chegarem bem preparados ao Mundial do Catar 2022.

É óbvio que o Brasil não é do mesmo nível do Japão e a cobrança é sempre ganhar tudo o que disputa. Mas seria impensável que em 2022 não teremos nomes como Rodrygo, Vinícius Jr, talvez Anthony, entre tantos outros, vestindo a camisa da Seleção. Por quê não dar experiência a eles agora, na nossa Copa América doméstica?

Considerando as convocações e o time que está jogando, sabendo que Tite precisa ganhar a Competição que é no Brasil e acalmar os críticos, é entendível que se convoque o que se tem de melhor hoje e/ou os de confiança do treinador. Ele quer ganhar a todo custo, e aí se vê a pouca preocupação em renovar o Escrete Canarinho para a Copa do Mundo (lembrando que no ano que vem haverá outra Copa América, e aí já estaremos prontos para ver qual será o esboço (em 2020) para o trabalho em 2022.

Sinceramente, acho que o trabalho deveria ter começado em 2019 (e não começar na Copa América Colômbia-Argentina em 2020), mas entendo os motivos como citado acima (embora não concorde). Penso que a Seleção de 2019 está longe de ter metade dos seus atletas para a próxima Copa do Mundo. Ou se crê que Daniel Alves, Miranda e tantos outros estarão em Doha trabalhando para levantar a Taça?

Ops: o Zé Boca de Bagre, famoso amigo do professor Reinaldo Basile, aqui de Jundiaí, disse: se a Seleção se classificar para a Copa pois tem as Eliminatórias, né? E se tiver Copa no Catar antes de prenderem até o Sheik!

Ah, o sheik não prendem não, professor. O cheque dele é quente que nem o país dele e deve ter sido distribuído para muita gente…

 

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Joseense (árbitro com 2a chance), VAR e casa cheia.

Na tarde desta 4a feira, a FPF divulgou a arbitragem para a Rodada 14 (última da 1a fase) do Campeonato Paulista 2a divisão de Profissionais (Sub23), onde estão escalados árbitros bem experientes em série A2 nos jogos decisivos e árbitros mais jovens nas partidas que “cumprem tabela”.

Para o confronto do Galo da Terra da Uva contra o Tigre do Vale do Paraíba foi escalado o quarteto formado por:

Árbitro: Márcio Mattos dos Santos, 33 anos.
Árbitro Assistente 1: Risser Jarussi Corrêa, 39 anos.
Árbitro Assistente 2: Samuel Augusto Vieira Paião, 35 anos.
Quarto Árbitro: Rudnei Ferreira de Medeiros, 40 anos.

Márcio foi o mesmo árbitro que esteve atuando na partida entre Paulista 3×2 Amparo na 1a fase, onde até começou bem o jogo, mas foi se perdendo em excesso de conversa com atletas, demonstrou um certo preciosíssimo em detalhes irrelevantes (por ser seu primeiro ano de arbitragem em jogos profissionais, apitou “com o livrinho de regras debaixo do braço” – expressão usada para quem não tem experiência e se atrapalha – e acabou se enrolando), culminando com a falta de autoridade que tornou permissiva a cera do time visitante (curiosamente, apesar de tantos atendimentos médicos, paralisações e outros momentos de bola parada, na súmula constam incríveis 34 minutos de jogo efetivo no primeiro tempo e de 30 minutos no segundototalmente fora da realidade do que aconteceu).

A nossa análise da partida citada acima está em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/01/analise-da-arbitragem-de-paulista-3×2-amparo/

É claro que todo árbitro tem seu aprendizado e pode ter tido uma jornada infeliz. Para ser reavaliado, o árbitro voltou a ser escalado no Jayme Cintra e para ajudá-lo dois experientíssimos bandeiras: Risser Jarussi Corrêa e Samuel Paião, que aqui já estiveram por diversas vezes nas divisões melhores que o Paulista frequentou. Até o 4o árbitro será um suporte para o juizão, já que tem 40 anos de idade. Dessa forma, “bola para frente” e desejamos sucesso ao Márcio Mattos dos Santos, a fim de mostrar que aquela atuação foi uma exceção do que está acostumado a fazer (não sei se é, mas torçamos que seja).

Aproveitando: fui questionado por amigos nessa semana sobre a chance de existir árbitro de vídeo nas fases finais desta divisão. A chance é zero, por quatro motivos:

1- O custo: A empresa Hawk-Eye Innovations é a responsável pelo VAR na Copa do Brasil, e o equipamento todo e os gastos de instalação chegam a R$ 50.000,00 aproximadamente na Copa do Brasil. No Paulistão da Série A1, conseguiu-se “no pacote” fechado baratear para R$ 28.000,00 / jogo. Ainda assim é caro.

2- Fora esse gasto, existe a necessidade de homologação pela FIFA, onde o estádio deve passar pelos testes off-lines em partidas oficiais antes dos jogos em que se pretende ter o VAR na fase desejada. Ou seja: faz-se todo o procedimento idêntico a de um jogo com VAR, com câmeras, árbitro de vídeo, bandeira de vídeo, assistente para fiscalizar o protocolo e outras pessoas, mas não se usa de verdade pois é em condição experimental. Dando certo, a FIFA “bate o carimbo” e permite o uso oficial nos jogos desejados. É o custo de pelo menos um jogo com VAR, sem usá-lo.

3- Não tivemos na A2 nem na A3 o VAR. Seria incoerente ter na 2a divisão.

4- Deveria-se ter a anuência de todas as equipes durante o Conselho Arbitral, e nada disso foi nem sequer questionado.

Por fim, haverá grande público para este jogo, já que várias iniciativas do clube, dos parceiros e das empresas envolvidas estão barateando o ingresso e convidando famílias para vir ao campo. Será a oportunidade do Paulista FC fechar esta fase com recorde de arrecadação, de torcida e de percentual de aproveitamento de pontos conquistados no campeonato. Prestigie o Galo, torcedor! E que as autoridades permitam o acesso fácil às arquibancadas…

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x CA Joseense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– A Regra não aplicada em Jara, o mesmo da dedada!

Há jogadores que conseguem ser malandros ao extremo. Lembram de Jara, o chileno que em 2015 deu uma “dedada” no bumbum do uruguaio Cavani, que não gostou e o agrediu? Jara, que provocou, permaneceu em campo e Cavani foi expulso, pois o árbitro não viu a ação que iniciou a confusão.

Relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-cCV

Pois bem: na última 2 a feira, jogaram novamente Uruguai x Chile pela Copa América (com vitória por 1×0 pela Celeste, gol de Cavani). Mas também Jara teve destaque: nesta partida, um torcedor uruguaio invadiu o campo e o Jara dá um pontapé no invasor. É conduta violenta e o jogador deve receber Cartão Vermelho.

O árbitro Raphael Claus nada fez. O VAR não se manifestou e a regra não foi cumprida.

Mas quer saber? Essa é uma regra antipática… apesar do histórico negativo do Jara, talvez eu também fizesse vista grossa pelo fato de um idiota ter atrapalhado o jogo no Maracanã. É o erro que talvez ninguém vá culpar o árbitro. Embora, sejamos corretos: a Regra deve ser cumprida!

 

– Marta e o desabafo: discriminação ou mercado?

A campanha da jogadora Marta para equidade de salários e condições no futebol feminino (por conta dos valores estratosféricos do masculino) é louvável. Durante a Copa do Mundo das Mulheres, foi uníssona nessa questão.

Mas as coisas que ela reivindica são realmente ações de preconceito ou fruto natural do mercado? 

Vejo gente falando que a Globo deveria transmitir o futebol feminino para incentivar a modalidade, quase “intimando a emissora de TV”. Ora, ela é uma ONG? Não, é uma empresa comercial. Se não der lucro, não adianta. É a chamada “mão invisível do mercado” (quanto tempo não uso esse termo…).

Enfim: no mundo ideal, entendo as condições desejadas pela craque Rainha Marta e todos nós torcemos pelo sucesso e popularização do futebol das meninas. Mas o retorno financeiro do feminino é menor, o que ele traz de mídia idem, além, claro, da própria discussão de que “quanto maior o espetáculo, mais vale o artista”.

Não é questão de discriminação ou sexismo, é simplesmente viabilidade econômica.

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– E se a Argentina for eliminada pelo Catar?

O futebol está de cabeça para baixo. Já imaginaram o Catar eliminando a Argentina de Lionel Messi na próxima rodada da Copa América?

A única lógica do futebol é que ele, muitas vezes, é ilógico… no papel, isso pode acontecer. Na prática, é difícil.

Mas reflita: um país importante no cenário futebolístico, com nomes consagrados no Exterior e tendo o melhor jogador do atual milênio em seu elenco, com tantos treinadores renomados na Europa, cair fora da 1a fase da Copa América, não é algo inaceitável?

A AFA, que é a “CBF” da Argentina, deve estar “caprichando” bem na condução do selecionado, não?

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– Marta 17 vezes, mas de um pênalti inexistente…

A Rainha Marta” é sem dúvida a melhor jogadora da história do futebol feminino mundial. Não se discuta isso. E agora, a maior artilheira de Copas do Mundo, se compararmos até mesmo com o masculino.

Entretanto… a árbitra mexicana que apitou Brasil x Itália permitiu entradas fortes das italianas nas brasileiras sem aplicar os cartões necessários, no jogo em que a craque atingiu essa marca. Teria sido um placar maior? Porém, no final da partida, mudou o critério e resolveu ser rigorosa demais entendendo como infração o tranco legal em Debinha, marcando pênalti ao Brasil.

Errou. Foi lance normal de disputa de bola. Marta, que não tem nada a ver com isso, foi lá cobrar, fez o gol e bateu o recorde.

Parabéns à Marta e um puxão de orelha à juíza.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União de Mogi x Paulista

Para a rodada 13, no jogo do Paulista, foi escalado um árbitro que já esteve em Mogi num jogo do Galo: Matheus Delgado Candançan (que apitou Atlético de Mogi 1×4 Paulista neste ano, quando foi bem). Seus assistentes serão Rodrigo Fondatto Rodrigues e Douglas Marcel Borges. O quarto árbitro será Paulo Nogueira Pinho Junior.

Matheus está em seu 3o ano como árbitro da Federação Paulista, portanto, muito jovem. É parente de Demétrius Pinto Candançan, árbitro da FPF nos anos 1990/2000. Neste ano, apitou 7 jogos da 2ª divisão Sub 23 Profissional e 7 do Campeonato Sub 20 Amador.

É uma boa escala para manter a observação em um árbitro que está indo bem e com bom ritmo de jogo. Matheus, no jogo que trabalhou do Paulista, “passou no teste” (embora não tenha sido exigido naquela partida).

Desejo boa sorte à arbitragem e grande jogo para as equipes!

Acompanhe pela Difusora AM 840, domingo, às 10h, com a narração de Rafael Mainini. A jornada começa às 9h, com o comandante do Time Forte do Esporte, Adilson Freddo!

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– Há 6 anos, o gol de Gabriel Jesus contra a Venezuela ganhou validade!

Assistiram ao gol anulado de Gabriel Jesus no jogo entre Brasil x Venezuela pela Copa América?

Pois bem: ele (que houvera feito o gol) recebeu a bola de Firmino, que estava em posição de impedimento. Porém, recentemente, alguns tipos de desvios de adversários passaram a tirar impedimento. Se você entendeu que o zagueiro da Venezuela estava disputando a bola (que bateu nele próprio) e que na sequência sobra para Firmino, então o lance foi legal (se a bola ao menos resvalar, nem precisa ser um passe, já deu condição ao adversário). É algo novo!

Entretanto, há 6 anos, o IFAB já havia alterado a Regra e permitido que bolas desviadas para atletas em impedimento que não estavam diretamente na jogada (ou seja, que não fossem passadas originalmente ao jogador), passassem a ter validade.

Reveja essa situação no item 9 deste link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/09/03/as-recentes-mudancas-nas-regras-e-orientacoes/

Dessa forma, errou a arbitragem ao anular o gol de Gabriel Jesus. Firmino passou a ter condição por desviar no adversário.

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– O STJD poderia manter ou anular o placar de Botafogo 0x1 Palmeiras. Optou pelo mais prático.

Há pouco, a Justiça Desportiva manteve o placar reclamado na partida polêmica entre Botafogo x Palmeiras

Eu sempre tenho receio com o Tribunal: transferência de pontos no caso Sandro Hiroshi, viradas de mesa, punições ou não dependendo do interesse… é um caos!

Pois bem: no citado jogo, eu recordei que, após aplicar um cartão amarelo, o reinício de jogo só poderia acontecer após o apito do árbitro, de acordo com um detalhe da Regra (às vezes, nem árbitros se recordam disso, pela dinâmica do jogo). Como não ocorreu o apito na partida referida, não seria erro de direito consultar o VAR pois a defesa do árbitro diria que ele não autorizou o reinício (cadê o silvo do apito?) e que os atletas botafoguenses estavam tentando reiniciar rápido sem a sua autorização.

Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/27/motivo-principal-para-nao-existir-a-anulacao-de-botafogo-0x1-palmeiras-por-suposto-erro-de-direito/

Entretanto, durante o julgamento do STJD, existiu a possibilidade de escutar a conversa do VAR e do AVAR, e ambos discutiam se foi pênalti ou não em Deyverson, e o árbitro, em campo, justificando sua decisão de simulação batendo boca em campo com os jogadores. Percebe-se que o árbitro quer reiniciar o jogo logo, a fim de encerrar as reclamações, e que, apesar de não ter apitado (ele comete esse erro), está ciente de que o Botafogo reiniciou a partida. As imagens e o áudio mostram isso, tanto que o VAR interrompe tudo pedindo “Não reinicia o jogo não; segura Paulinho”, e avisa da sugestão da revisão.

  1. Um bom advogado a favor do Botafogo conseguiria mostrar que ocorreu um erro de direito ao reiniciar sem apito e outro erro ao rever com o jogo reiniciado. Isso anularia a partida.
  2. Um bom advogado a favor do Palmeiras alegaria: “Mas quem disse que o árbitro reiniciou? O VAR está atento à revisão, ele pediu para não reiniciar instintivamente, nem sabia que o jogo ‘ainda’ estava parado.“.

Sacaram?

Há pouco, fiz um breve apanhado (está num dos links das postagens abaixo) dizendo: pela primeira vez entendi que era erro de direito e que o jogo deveria ser anulado devido a esse fato novo (as conversas dos árbitros). Insisto: sem elas, eu não anularia o jogo. E, sinceramente, esportivamente acho que a partida deveria ter o resultado mantido mesmo (embora, juridicamente a anulação seria o correto). Não tem nada, como me perguntaram, de semelhança com CSA x Flamengo (onde ocorreram erros de fato e não de direito).

A postagem aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/06/18/a-conversa-do-var-de-botafogo-x-palmeiras/

Enfim: a conversa dos árbitros, revelada no STJD, aqui: globoesporte.globo.com/ge/videos/v/ouca-a-conversa-entre-o-arbitro-paulo-roberto-alves-junior-e-o-var-em-botafogo-x-palmeiras/7701073/

OPS: O julgamento aconteceu em SALVADOR-BA, no dia em que a Seleção joga na Fonte Nova. Quem bancou as despesas? A CBF, interessada em não mudar nada?

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– Platini, o craque, pisando na bola.

Eu era moleque e assistia na Telefunken do meu avô Michel Platini jogar pela Juventus. Que saudade daquela época…

O francês era craque. Que pena tenha se tornado corrupto, um tapa na cara de quem defende ex-jogadores à frente das instituições, ao contrário de políticos como Teixeira e Blatter. Decepcionou a mim, particularmente.

Tudo por causa do Mundial de 2022. Que a escolha do Catar foi baseada na corrupção, é algo lógico. Mas a que algo valor teria sido? Quanto rolou ao montante?

Que tristeza essa Copa no deserto, hein?

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/ex-presidente-da-uefa-platini-e-preso-por-suspeita-de-corrupcao-envolvendo-a-copa-de-2022.ghtml

PLATINI É PRESO POR SUSPEITA DE CORRUPÇÃO 

Ex-presidente da Uefa, Michel Platini foi preso na manhã desta terça-feira (horário europeu), em Nanterre, subúrbio de Paris, para depor por suspeitas de corrupção envolvendo a Copa de 2022. O ex-jogador francês, de 63 anos, é um dos investigados em operação que averigua possíveis irregularidades na escolha do Catar como sede do próximo Mundial. As informações foram publicadas em primeira mão pelo site “MediaPart”.

Essa detenção deve dificultar os planos do francês, atualmente suspenso pelo Comitê de Ética da Fifa, de voltar ao futebol. Platini era declaradamente candidato à sucessão de Joseph Blatter como presidente da Fifa antes de os casos de corrupção estourarem em 2015.

Além de Platini, a operação desta terça também mantém sob custódia a ex-conselheira do ex-presidente Nicolas Sarkozy, Sophie Dion, por “suspeita de atos ativos e passivos de suborno”. Claude Gueant, antigo secretário geral do governo, também foi convocado a depor em condição de “suspeito livre” pelo Escritório Central de Luta contra a Corrupção e Infrações Financeiras e Fiscais (OCLCIFF).

A primeira investigação sobre corrupção e conspiração criminal na escolha do Catar como sede da Copa de 2022 foi aberta pela Promotoria Financeira Nacional (PNF) da França em 2016. Em dezembro de 2017 Platini foi ouvido como testemunha e admitiu que votou no Catar em dezembro de 2010, quando o país foi apontado como sede do Mundial.

Segundo o jornal “Le Monde”, o foco da PNF é um almoço organizado no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, em 23 de novembro de 2010. No evento estavam presentes Nicolas Sarkozy, Michel Platini, o Emir do Catar, Tamim Ben Hamad Al Thani, e o então primeiro ministro do emirado, Sheikh Hamad, Bem Jassem.

Platini foi presidente da Uefa de 2007 a 2015, quando foi banido do futebol por oito anos após ser considerado culpado de receber pagamentos indevidos do ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter. Após recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), a punição aplicada pelo Comitê de Ética da Fifa foi reduzida duas vezes até ser definida em quatro anos. Ela se encerrara em outubro deste ano, quando ele poderia voltar a exercer “atividades relacionadas a futebol”.

No início do mês, ele deu uma entrevista coletiva em Paris que foi um ensaio dessa volta à política do esporte. Ele detonou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, de quem foi chefe na Uefa durante nove anos.

– Ele não tem credibilidade para ser presidente da Fifa.

Infantino respondeu numa entrevista coletiva dois dias depois, ao ser reeleito presidente da Fifa até 2023.

– O bonito da democracia é que cada um pode falar o que pensa. Mas para participar do mundo do futebol é preciso seguir certas regras, impostas pelo Comitê de Ética da Fifa e pelo Tribunal Arbitral do Esporte.

A Fifa emitiu nota oficial afirmando que não tem maiores detalhes para comentar a prisão de Platini, mas reitera o total comprometimento com as autoridades de qualquer país do mundo onde haja investigações relacionadas ao futebol.

 

Michel Platini na sede do CAS em 2016 — Foto: REUTERS/Pierre Albouy

Michel Platini na sede do CAS em 2016 — Foto: REUTERS/Pierre Albouy

– A Copa América é o exato exemplo de Globalização e de Ingratidão.

Coisas incríveis que se vê na Copa América da Conmebol: o Catar e o Japão (que são asiáticos) jogando o torneio (e a Austrália, que é da Oceania mas joga em outro continente, estará na versão próxima). Não critico muito, pois, afinal, são atrações que trazem dinheiro (diferente da Europa, onde existem muitas nações para se disputar o torneio continental de lá). Mas vejo nas publicidades locais empresas do México (que é da Concacaf) e da China (que está escrita em chinês e confesso não saber de que ramo é).

Dito isso, me peguei questionando: como o futebol é ingrato! Zapata marcou um golaço contra a Argentina, tirou a camisa e recebeu um Amarelo. É lógico que entendo que a Regra do Futebol é fria, mas… imagine seu time vencer o adversário que tem Lionel Messi! Não é para extravasar, ainda mais se você marcar um dos gols? No que mudou o jogo o colombiano ter tirado a camisa?

Aliás, pelo andar da carruagem, a Argentina não será campeã. E aí outra coisa injusta que veremos na Copa América: a geração de Messi e Cia permanecerá sem títulos pela Seleção desde 1993! Não é uma afronta dos deuses da bola?

Aos trancos e barrancos – e sem público pelos ingressos de preço caro até para a Europa – a Copa América vai acontecendo. Tomara que os jogos sejam mais emocionantes e que tenhamos menos paralisações (e mais rápidas) do VAR.

Em tempo, segundo levantamento da Revista Veja:

O continente com mais jogadores na Copa América de 2019 é o europeu, com 104 dos 276 jogadores inscritos, representando 37,6% do total. As seleções com mais jogadores “europeus” são a brasileira (20), a uruguaia (16), a argentina (15) e a colombiana (14). Apenas Bolívia e Catar não têm jogadores no futebol europeu. Por outro lado, o Catar é a única seleção que disputa o torneio que tem todos seus jogadores atuando na liga local.

Sabe qual o país que mais cedeu atletas que jogam em sua liga? Uma surpresa: o México, com 28 atletas!

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– Você voltaria o pênalti de Brasil x Bolívia?

Recebi esse print do amigo e jornalista Thiago Batista de Olim, e se refere a cobrança do tiro penal à favor do Brasil na estreia contra a Copa América.

Repare na imagem abaixo que há vários jogadores bolivianos invadindo a área e inclusive Fernandinho, que comete irregularidade adentrando a meia-lua (que marca referencialmente a distância regulamentar).

  1. Sabe o que o AVAR e o VAR deveriam ter feito? Avisado o árbitro e voltado a cobrança.
  2. Sabe quando fariam isso? Nunca, pois é lógico que foi feita uma “vista grossa”.
  3. Sabe o que eu faria se eu estivesse apitando? Acho que não voltaria também…

Brincadeiras à parte, vale a discussão: ao texto frio da Regra, essa cobrança foi irregular. Mas o que atrapalhou batedor e goleiro essas invasões? Nada.

Em tempo: se o goleiro defende, ficaria “mais fácil voltar” pois o número de bolivianos invasores é grande (embora a Lei do Jogo não observe isso, e sim a infração pura e simplesmente). Mas repito: é a Regra, gostemos ou não. E também nesse caso nenhum jogador infrator se beneficiou (exceto se conseguissem pegar um rebote).

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– A conversa do VAR de Botafogo x Palmeiras

Acabei de ver o vídeo e ouvir o áudio do VAR do polêmico Botafogo x Palmeiras.

Aqui: globoesporte.globo.com/ge/videos/v/ouca-a-conversa-entre-o-arbitro-paulo-roberto-alves-junior-e-o-var-em-botafogo-x-palmeiras/7701073/

O resultado foi mantido, mas, se quisesse poderia ter anulado o jogo por conta do fato novo que aparece no áudio.

De fato, apesar do árbitro ter reiniciado a partida de maneira ilegal (sem apitar o reinício, que é obrigatório após cartão), o pessoal do VAR só o avisa da revisão APÓS O REINÍCIO.

Erro de Direito. É digno de anulação.

(Eu sempre defendi que não tinha ocorrido o erro de direito pois não houve o apito, que é obrigatório. Essa era a “deixa” para não anular o jogo, alegando que não houve reinício. Mas o VAR vê o reinício acontecer (errado, claro) e pede “pra segurar”. Esse fato novo, do áudio, dá brecha sim pra anular.)

O meu entendimento, antes do áudio, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/27/motivo-principal-para-nao-existir-a-anulacao-de-botafogo-0x1-palmeiras-por-suposto-erro-de-direito/

– Neymar será duramente cobrado no PSG ou as notícias são apenas “satisfação para os colegas”?

Que o clima no vestiário do PSG, cujo investimento bilionário ainda não rendeu o esperado, é muito ruim (com brigas entre jogadores), é sabido. O brasileiro Leonardo foi contratado e recebeu carta branca para fazer o que quiser na gestão do clube parisiense. Vejo-o como um agregador e líder pelo diálogo, não consigo vê-lo como um chefe durão que irá punir alguém.

Entretanto, à France Football, o catariano dono do time, Sheik Nasser Al Khelaififoi incisivo nas suas palavras, quando questionado sobre o ambiente e rendimento do clube:

Os jogadores têm de assumir responsabilidade ainda maior que antes. Deve ser completamente diferente. Eles terão que fazer mais, trabalhar mais. Não estão lá para agradar a si mesmos. E, se não concordarem, as portas estão abertas. Tchau! Eu não quero mais ter nenhum comportamento de celebridade [no time] (…) Quero jogadores dispostos a dar tudo para defender a honra da camisa e participar do projeto do clube. Aqueles que não querem, ou não entendem, nós vemos e conversamos uns com os outros. É claro que há contratos a serem respeitados, mas a prioridade agora é a total adesão ao nosso projeto. Ninguém obrigou Neymar a assinar conosco. Ninguém o forçou. Ele veio conscientemente para participar de um projeto“.

Será que Neymar realmente será cobrado para valer, ou é apenas uma forma de agradar os atletas descontentes com ele?

Se eu fosse o Ney Jr, não teria saído do Barcelona. Mas estando agora no PSG, onde pode ter tido uma involução na carreira (apesar do dinheiro alto que ganhou), na primeira oportunidade eu sairia de lá e voltaria para a Espanha ou até mesmo aceitava um desafio na Inglaterra. Seria o melhor para todos: uma reinvenção na carreira e na imagem.

E o que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Amparo 2×0 Paulista: ótima arbitragem de Gobi. Vale a pena dar oportunidade ao rapaz!

Olá amigos da CA-FPF (que desde a mudança da última gestão passou a ouvir e colher mais informações de pessoas envolvidas na arbitragem, sem a preocupação de indicações de apadrinhamento).

Gostaria de registrar: não conheço-o pessoalmente, apenas o vejo na atuações das partidas de futebol que acompanhei: João Vitor Gobi!

Esse moço, nas atuações apitando, tem se mostrado um árbitro cumpridor. Está arbitrando com a “faca nos dentes”, buscando aplicar o mesmo critério durante os 90 minutos e não se acomodando no posicionamento. No último jogo em Amparo, na derrota do Paulista de Jundiaí (que lhe valeu a perda da invencibilidade), conseguiu coibir a cera / unfair-play, soube se movimentar adequadamente no gramado de dimensões pequenas (e que atrapalha o árbitro devido ao excesso de contato físico) e não cometeu erro relevante tecnicamente.

Claro que não se deve saltar etapas, mas a continuidade de solidificar a carreira passo-a-passo, não deixando o promissor juiz se iludir com elogios, deve ser investida. Taí um talento a ser trabalhado insistentemente, diferente de tantos outros que não agarram a oportunidade.

Parabéns ao Gobi e às pessoas que estão dando oportunidade a ele. Não tenho dúvida: é o melhor nome jovem da arbitragem do Sub 23 da 2a divisão até agora.

– O brasileiro é criativo!

A Copa América começou. E não é que tem gente ganhando dinheiro com a desgraça alheia em meio a competição?

Olha só o que camelôs vendem: a Camisa de Neymar (a 10) e a de NAJILA (com um irônico 171…).

– Ganso e a cusparada ao vivo

Que desagradável.

Enquanto o jogador do Fluminense Paulo Henrique Ganso concedia uma entrevista à TV, após o jogo contra a Chapecoense, um torcedor cuspiu nele, “ao vivo”.

O que dizer do sujeito que tem esse comportamento?

Só pelo motivo de estar num estádio de futebol isso é permitido?

Vergonha de dizer que o indivíduo que dá uma cusparada em outro é da mesma espécie que os demais… Não é só um problema educacional, comportamental ou de qualquer outra coisa que não seja: caráter!

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– Desvio tira impedimento no futebol? Agora, depende!

Há pouco, um polêmico gol validado pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden na partida entre Atlético Mineiro x São Paulo. O tento foi marcado por Alerrandro, que estava impedido, mas cujo gol se tornou legal por conta de um desvio de Toró.

Mas quem disse que desvio tira o impedimento?

Desde 2017, uma importante alteração na Regra ocorreu e pouco tem sido observada (até mesmo pela não ocorrência de tantos lances assim). Vamos lá:

  • Se uma bola for lançada para um jogador em impedimento, e ela tocar em um adversário nesse percurso,

1 – Se houve intenção de disputá-la por parte do defensor, um simples toque já criou um novo momento e ele tirou o impedimento. É como se fosse uma bola da equipe que está na defesa tocada para o adversário que ataca.

2- Se não existiu intenção alguma daquele defensor em disputá-la, tocando sem querer nela, o impedimento permanece.

Me recordo que o 1o lance como esse que vi foi num amistoso da Seleção Brasileira: Áustria 0x3 Brasil. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/06/10/desvio-tira-impedimento-sobre-o-gol-de-gabriel-jesus-em-austria-0x3-brasil/

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– Sobre o gol de Lindoso em Internacional 3×1 Bahia. Que dureza! Para mim, impedido.

Vendo as imagens do tão reclamado gol de Rodrigo Lindoso, sou bem franco: é muito difícil criticar alguém que decida certo ou errado quanto a ele.

A CBF avaliou como acerto, e justifica corretamente que a mão do atleta Colorado é que está a frente do adversário. Sabidamente, se faz a linha do impedimento com as partes “jogáveis” dos atletas.

Mas na imagem enviada pelo próprio Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem, há dúvidas! Tá difícil nessas linhas paralelas sobrepostas entender se havia realmente condição ou não. Parte do corpo (e não só das mãos) do jogador do Internacional me parece à frente do seu adversário. O zagueiro do Bahia marcado na ilustração, se colocasse numa imagem melhor, estaria realmente dando condição?

Por essa amostra, com toda a sinceridade, eu marcaria impedimento. E você?

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– CSA 0x2 Flamengo e o incrível pênalti não marcado!

Se você acha que o pênalti não marcado em Brasília no CSA 0x2 Flamengo foi por má intenção, esqueça. É incompetência mesmo.

Vamos lá: o movimento do atleta flamenguista nitidamente é antinatural, pois ele pula com a mão acima da cabeça para dividir uma jogada (você pula desse jeito?). É esse lance que a FIFA tanto condena, onde existe a intenção disfarçada de que a bola bata em seu braço.

Mas depois de tanto ver as imagens e importunado pelo VAR, ainda assim o árbitro Douglas Marques Flores não se convenceu. Ora, desde que foi lançado precocemente, as entidades que escalam o árbitro geriram mal a carreira dele. Não sei o motivo por quê teve tantas ótimas e rápidas oportunidades, sem se solidificar como bom árbitro nas divisões menores. Tanto na 4a divisão regional no ano passado, como nos jogos mais importantes em que foi escalado, sempre ele tem uma má interpretação técnica

Não é culpa dele, pois ainda está em formação. É culpa de quem escala!

Abaixo, sobre algumas ruins atuações do juizão em questão. Por favor, que não se entenda má intenção do juiz, mas insisto, deficiência técnica simplesmente.

Link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/09/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-fc-x-sao-jose-ec-rodada-06/

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– Santos 1×0 Corinthians. Outro jogo com discussão de mudança nas regras?

Fábio Carille, treinador do Corinthians, reclamou da anulação do gol da sua equipe após a marcação de impedimento de Avellar com a posterior conclusão de Clayson com o jogo já parado (na Vila Belmiro, contra o Santos). Alegou que sabe das mudanças da Regra e que “primeiro deixa concluir a jogada, daí consulta VAR e depois anula o gol se for o caso”.

Ora, ele está certo “em partes”. Faltou lembrar que em lances em que o bandeira esteja convicto, não precisa deixar a jogada seguir. Aliás, o gol saiu com a partida paralisada, e, portanto, não foi um gol anulado por impedimento, mas um impedimento ocorrido antes desse lance.

Já imaginou se em toda a jogada de impedimento o bandeira é quem “estivesse impedido” de tomar uma decisão? Tudo deve seguir e só depois corrigir? Não teríamos futebol rolando, só paralisação. Não é esse o espírito do VAR. Aliás, o árbitro assistente Carlos Berkenbrock é experientíssimo e estava bem posicionado no lance

O problema é que no final do jogo, o próprio Berkenbrock marcou um impedimento de tiro de meta (não existe impedimento após a cobrança dele). O lance foi equivocado e corrigido pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães. Mas aí, se validado incialmente o que poderia ocorrer, realmente ficará na suposição.

Por fim: a polêmica de que o técnico do Corinthians teria sido chamado de “vagabundo”. Ficará a palavra de um dizendo que não chamou com a do outro dizendo que foi chamado. É claro que se ocorreu uma ofensa, é um ato condenável, pois o árbitro tem os cartões para punir supostos excessos, e não deve retribuir reclamações e ofensas com a mesma moeda. Entretanto… o que teria feito ou dito Carille?

Enfim, está difícil apitar futebol. Só que está difícil aceitar algumas arbitragens também.

Fábio Carille no clássico contra o Santos — Foto: Marcello Zambrana / Estadão Conteúdo

– Uma lambança corrigida pelo 4o árbitro em Guarani 0x1 Coritiba, devido as novas regras.

Um gol anulado do Coritiba numa bobagem inicial feita pelo árbitro, com a participação da mudança da Regra do Jogo, foi observada no Brinco de Ouro da Princesa nesta semana, em confronto do Brasileirão da série B.

Entenda: aos 22 minutos, o goleiro Wilson, do Coritiba, estava caído no chão. O jogo estava em andamento e a posse de bola com a equipe do Guarani. O árbitro Léo Simão de Holanda paralisou a partida e permitiu o atendimento médico. Com as mudanças da Regra do Jogo, se você paralisa a partida para uma situação como essa, você reinicia com bola ao chão a quem tinha a posse de bola (o adversário tem que manter distância para esse reinício). Entretanto, o árbitro deu o bola ao chão para Sávio, do Coritiba! Este, por sua vez, deu um chute e a bola sobrou ao seu companheiro Rodrigão, que marcou o gol.

Que “cáca”, hein?

Depois de 8 minutos de paralisação, alertado pelo 4o árbitro, Daniel Bernardes Serrano, o gol foi anulado e a partida reiniciada com o bola ao chão para o Guarani.

A fim que não exista dúvida sobre o acerto em anular o gol, uma explicação: toda decisão da arbitragem pode ser revista desde que não exista um reinício da partida após o erro cometido. Quando permite o bola ao chão para o Coritiba, comete-se um erro de direito; se dele sai o gol e esse tento é validado, não pode mais corrigir o erro. Como não foi reiniciada a partida com o tiro de reinício a quem sofreu o gol, o gol pode ser anulado e a partida reiniciada conforme as regras, ou seja, com a posse de bola ao time de Campinas (diferente do lance de Botafogo x Palmeiras, aqui o reinício pós-erro seria o tiro de reinício, não o bola-ao-chão).

Talvez a nomenclatura possa estar confundindo as pessoas que entendem ter errado o árbitro: o bola ao chão é uma forma de reinício de jogo, assim como o tiro de reinício pós-gol. Se reiniciou a partida com o bola ao chão, pode-se anular essa jogada até antes do próximo reinício. Não poderia anular o gol se o bola ao chão fosse o reinício após um erro anterior; e não foi o caso: o erro foi o própria posse de bola no bola ao chão.

Reprodução/Premiere

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista (Rodada 12). Antes de mais nada: “Obrigado, FPF”!

Pedido feito, pedido atendido!

Se não existe cobrança, a queixa perde a sua efetividade. Se você não faz chegar a reclamação e TAMBÉM os elogios, a Comissão de Árbitros não sabe o que de fato aconteceu.

Faço essa introdução para dizer o seguinte: quando jogaram no Jayme Cintra no 1o turno, o jogo Paulista x Amparo foi muito mal arbitrado. Apesar da vitória do Galo, muitas queixas de cera, faltas excessivas não punidas e confusões diversas da equipe visitante (relembre-a nesse link: https://wp.me/p55Mu0-2cU). E criticamos bastante a atuação da arbitragem naquela partida, pedindo que árbitros que estão sendo testados e não estejam rendendo o esperado, não fossem escalados em confrontos importantes. Para os clássicos dessa divisão, valeria escalar os jovens que foram elogiados em seus testes. Por justiça, costumamos publicar nossas análises de arbitragem que independem do placar e de erros pró ou contra as equipes.

E, de todas as arbitragens que eu pude analisar pela Rádio Difusora em 2019, a melhor delas foi a do jogo Paulista 3×1 Manthiqueira, onde elogiamos à exaustão a excelente atuação do árbitro João Vitor Gobi, de 23 anos, natural de Cajobi. Jovem, dinâmico, cumpridor da regra do jogo e que estava sendo testado desde a série A3. Foi uma surpresa positiva, e defendemos mais oportunidades ao juiz. Relembre a atuação dele aqui: https://wp.me/p55Mu0-2bx.

Pois bem: o próprio Gobi estará nesta Rodada 12 no difícil jogo do Galo em Amparo. Gostei da sua escala principalmente pois ele será testado num previsível confronto de duas equipes tecnicamente boas; o mandante sabendo usar da malícia e o visitante que tem sido o clube de maior Fair Play no torneio. Um desafio a ele num jogo de características interessantes, onde precisa mostrar que para 2020 valerá a experiência de ser testado na A2, a fim de ser bem trabalhado para a A1 em 2021.

E aqui acrescento uma informação: o 2o jogo profissional da carreira de João Vitor Gobi, que vinha de uma sequência de boas atuações em categorias amadoras, foi em 2018, no… próprio Amparo x Paulista, onde foi bem também.

Espero uma boa partida e ótima arbitragem. Acompanhe sábado pela Difusora AM 840, às 15h, direto de Amparo, com a narração de Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte de Adilson Freddo. A jornada esportiva começa às 14h.

A ficha completa:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Domingos da Silva Chagas
Árbitro Assistente 2: Rodrigo Meirelles Bernardo
Quarto Árbitro: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

 

– Dono do PSG pode “mudar” para o Leeds United?

A fonte é o jornal britânico The Sun, que gosta de polemizar. Mas o conteúdo não é nenhuma ilusão: o Sheik Nasser Al-Khelaifi, um dos homens mais ricos do mundo e dono do Paris Saint Germain, estaria descontente de jogar o Campeonato Francês, já que seu time milionário “joga sozinho” e não consegue ter adversários competitivos – sentindo, quando joga na Liga dos Campeões, a falta de ritmo de jogo contra grandes equipes.

A solução?

Ir para uma Liga mais competitiva, como a Premier League na Inglaterra, a fim de jogar com mais frequência contra Manchester City, Liverpool e outros gigantes. E a primeira opção: comprar o Leeds United, recém promovido nessa temporada.

Teríamos uma transferência de estrelas do Parque dos Príncipes para a Terra da Rainha?

Talvez. Com tanto dinheiro, que não se duvide. Afinal, a família do mesmo sheik não conseguiu comprar, ou melhor, patrocinar uma Copa do Mundo em sua terra, o Catar?

As informações extraídas de: https://www.thesun.co.uk/sport/football/9211858/billionaire-psg-owner-nasser-al-khelaifi-buy-leeds/

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– A Trindade Santa do Mengão!

Tem cara que é gênio, não?

Vi na publicação do jornalista Thiago Batista de Olim e não tive como não republicar: o Jornal Meia Hora, do Rio de Janeiro, para falar sobre a chegada do treinador Jorge Jesus ao Flamengo, trouxe na capa INRI Cristo (um Jesus folclórico / genérico que virou popular), lembra que o auxiliar do técnico se chama João de Deus, e sugere uma inter-temporada no estado do Espírito Santo!

Amém! E que tirada criativa…

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– O VAR está maltratando os grandes narradores de rádio!

Amo ouvir futebol pelo Rádio AM. Sou aquele que fica “zapeando” as emissoras da minha preferência durante um jogo. E escutando Brasil x Honduras por um Smartphone (meu rádio estava sofrendo interferências de um “linhão de torre de energia elétrica”), me deparei com algo engraçado:

No primeiro gol do Brasil (Gabriel Jesus), estando conectado na Bandeirantes, José Silvério gritou gol e no meio do grito foi “murchando”. Até que perguntou ao Cláudio Zaidan se realmente estava anulado o gol. Ali, o “Pai do Gol” não se atentou que todo gol marcado carece de consulta da sua legalidade ao VAR. Mas a demora gerou tal dúvida.

Mudei para a Jovem Pan. Lá, Nilson César conversava com Flávio Prado que a olho nu, sem precisar de qualquer equipamento eletrônico, era claro que o gol foi legal e não estava impedido (existiu tal dúvida pelo árbitro de vídeo). Após os minutos de demora, confirmando-se o gol, Nilson “re-narrou” o lance.

O que fazer? Criou-se um efeito colateral com o VAR: o grito de gol e também o grito de confirmação de gol!

Coitados dos grandes narradores… estão sofrendo com tal situação surgida.

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– Neymar e a Moça do Suposto Estupro: quanto mais mexe, mais fede!

Caracoles, que novela virou a história do Neymar, não?

O que parecia um caso de irresponsabilidade de um jovem que bancou uma moça para transar em Paris, e supostamente ela aproveitou da fama do rapaz e/ou foi agredida e estuprada, tornou-se algo incontrolável na questão ENTENDIMENTO!

Quer saber por quê?

Porque agora surge a história de que o primeiro advogado da moça foi sócio do Neymar; que havia parceria em rede de restaurantes que seria do Andrés Sanches, presidente do Corinthians; que a moça mudou a versão que deu ao Cabrini no SBT e a história de “brigar por camisinha” não existe mais; que o vídeo comprometedor foi roubado na noite anterior do depoimento da acusada… Que “samba do crioulo doido”, como diria a poética lembra do enredo campeão da Sapucaí de décadas atrás.

Enfim: para tentar entender o que não está sendo entendido, duas publicações bem explicadas e bem informadas na sugestão:

1- Blog do Ricardo Perrone, na Folha de São Paulo, onde o jornalista mostra como até um juiz de direito entrou na “dança”.

Está em: https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2019/06/acusacao-contra-neymar-vira-furacao-que-atinge-de-reporter-a-juiz/

2- Blog do Paulinho, onde se vê relações complicadas dos envolvidos.

Está em: https://blogdopaulinho.com.br/2019/06/07/advogado-que-traiu-najila-trindade-e-socio-de-neymar-e-tambem-de-andres-sanches/

A grosso modo, parece que TODOS são culpados… lamentável!

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