– Mesmo com o mundo do futebol parado, Neymar é assunto?

Desentendimentos com o treinador Thomas Tuchel, insatisfação com o príncipe catariano dono do PSG, desavença com o manager Leonardo e, o principal, o grande desejo de retornar ao Barcelona para reviver a parceria com Messi: essa é a composição do cenário profissional de Neymar, mesmo com os campeonatos parados!

Dando uma lida no Esporte Interativo (link em: https://www.esporteinterativo.com.br/melhorfuteboldomundo/Jornal-expe-guerra-fria-de-Neymar-com-PSG-e-diz-que-craque-prepara-volta-ao-Barcelona-20200405-0001.html), dá para entender que o casamento entre boleiro e clube está rachado há muito tempo. Mas…

Será que o time francês facilitaria a transferência do brasileiro? Não faria com que o atleta cumprisse seu contrato até o final, justamente para mostrar força (já que “perder dinheiro”, algo impensável para muitos, é aceitável por razões que merecem outras postagens lá no Paris Saint-Germain)?

Eu acharia muito bom ver Neymar jogando no Barcelona, mas desde que seja de comum acordo entre todos. A cada confusão, perde-se um pouco mais de respeito ao profissional (cracaço de bola, se reconheça – bem como uma celebridade polêmica que é Neymar).

Durante isolamento, Neymar foca em preparação física: "Voltar no ...

– O que pode significar o não-pagamento da Globo quanto a parcela dos Estaduais aos clubes? Acabou ou não o torneio?

Com a informação de que a Rede Globo suspendeu o pagamento das últimas parcelas dos Campeonatos Estaduais (está na mídia tal informação, embora eu não tenha lido nenhuma nota oficial), imagino o desespero dos clubes de futebol. 

Penso que, se os Regionais voltarem, automaticamente o valor restante a pagar é quitado; se não tem restante de torneio, não tem restante de pagamento. É um produto: entregou a mercadoria, recebeu o pagamento. Se ele está em partes, o saldo a pagar deve ser igual. 

Porém, apesar dos clubes do RJ se reunirem e mostrarem que querem acabar o campeonato dentro de campo, e os paulistas estando em férias, fica a grande questão (especialmente aos grandes clubes): quando jogar, sem sacrificar ainda mais outras competições?

Só o tempo dirá. Enquanto isso, a angústia dos cartolas em acabar logo com a quarentena e retomar aos trabalhos (devido a dificuldade financeira) deve ser enorme. É o inevitável “Custo-Covid”.

Não posso deixar de importunar: e os clubes pequenos nessa hora tão difícil, não? Para esses, as Federações precisam olhar ainda mais com carinho neste momento delicado  (entendendo que: quem formam as federações são os clubes, independente de tamanho ou idade).

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– Quando Quarentena não é folga para curtição e o exemplo que veio do futebol

Todos nós estamos nos empenhando para que a crise do Novo Coronavírus não seja maior do que se espera. Mas um exemplo de oportunismo dela ocorreu em Bragança Paulista, envolvendo um atleta do Red Bull Bragantino, na semana passada – mas que serve de ilustração para qualquer área profissional ou setor de atividade.

Ao invés de resguardo, liberado para ficar em Quarentena, o atacante Alerrandro saiu da cidade, viajou até a casa de parentes e… fez uma boa festa!

Imagine qualquer empregador dando folga “de maneira forçada”, em uma situação como essa, remunerando o cidadão e ele vai para a diversão, ao invés do cuidado no qual foi orientado?

Só acontece em Bragança? Só no Red Bull? Só no Futebol… vale refletir a questão do comprometimento social de todos nós!

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/google/amp/sp/vale-do-paraiba-regiao/futebol/times/bragantino/noticia/alerrandro-descumpre-regra-de-quarentena-e-e-multado-pelo-bragantino.ghtml

ALERRANDO DESCUMPRE REGRA DE QUARENTENA E É MULTADO

O atacante Alerrandro, do Bragantino, foi multado pelo clube por descumprir a regra de quarentena imposta pelo Massa Bruta aos jogadores e integrantes da comissão técnica. Neste fim de semana, o atleta foi para Lavras-MG se encontrar com a família, sendo que a ordem do clube é para que todos fiquem isolados em Bragança Paulista.

Na cidade mineira, vizinhos da família do atleta registraram um boletim de ocorrência porque uma festa estava sendo realizada na casa dos familiares de Alerrandro. O BO foi registrado como perturbação de sossego, além da reclamação por causa da aglomeração de pessoas nesta época de coronavírus. Segundo consta no boletim, a mãe do atleta informou que havia cerca de 20 pessoas na festa. A Prefeitura de Lavras proibiu por 60 dias a aglomeração de pessoas em locais fechados.

O Bragantino não se pronunciou sobre a multa aplicada ao atleta, mas existe a informação de que será descontado 40% do salário de Alerrandro. Em uma rede social, o clube apenas postou um vídeo em que o atacante pede desculpas por ter descumprido a regra.

A ordem no Bragantino é que todos os atletas se mantenham em casa durante essa pandemia de coronavírus. Os jogadores têm recebido orientações para realizarem atividades físicas nas proprias residências ou isoladamente em locais abertos. Eles precisam mandar vídeos das atividades que têm realizado.

Na paralisação do Campeonato Paulista, o Bragantino lidera o grupo D, com 17 pontos, com a classificação às quartas de final já garantida.

Alerrandro em apresentação do Bragantino em Itu — Foto: Ari Ferreira/ CA Bragantino

– Quem doa, tem que falar para todo mundo? Sobre os boleiros ricos em tempo de solidariedade

Ajudar o seu irmão, o desconhecido ou o anônimo carente é muito importante. Faz bem e Deus vê.

Leio que nesses tempos de pandemia, estrelas do futebol como Cristiano Ronaldo e Messi estão doando muito dinheiro e outros recursos para ajudar as pessoas. Ótimo! Mas…

Apesar de ser ajuda, seria ao mesmo tempo uma divulgação e/ou promoção pessoal? Sempre aprendi que quando uma mão ajuda, a outra não deve saber.

Mesmo sendo publicidade, a solidariedade é importante. E paralelamente, leio críticas ao brasileiro Neymar, por algumas postagens reais que surgiram, onde ele estava curtindo “mini-férias”.

Não podemos julgar ninguém e nem compará-lo com seus colegas de profissão, mas toda e qualquer ajuda em um momento crítico da humanidade é boa. Especialmente manter a prudência de não escandalizar e sim se solidarizar por parte daqueles que sabem que a sorte, a competência e a vida lhes foram favoráveis e muito tem. Afinal, pode parecer insensibilidade ou alienação.

– Chegou a hora de rediscutir o futebol? Façamos o mesmo com a Profissionalização dos Árbitros.

Jogadores de futebol da Europa, dos grandes clubes, estão rediscutindo contratos e salários. Ligas repensando formatos. Tudo pela nova realidade que o esporte deve viver em tempos Pós-Covid.

Pense: aqui no Brasil, onde tudo está parado também, os árbitros estão sem apitar e sem receber. E aí há duas correntes:

  1. Aqueles que defendem ajuda da CBF, já que se não tem jogo, não tem renda (crendo que os árbitros vivem com o “salário” irregular que lhes é pago no futebol.
  2. Aqueles que não entendem como necessária tal ação, já que a maioria dos juízes tem outros empregos.

Diante disso, leio nas Redes Sociais, onde debati com alguns amigos, que a ANAF conseguiu um adiantamento para os árbitros. Isso é bom?

Em termos… Adiantamento não é reforço financeiro, é empréstimo, diferente do “Coronavaucher” instituído pelo Governo. Mas pensemos:

  • Será que todos os árbitros serão contemplados? Precisariam? Como criterizar?
  • A medida é correta? Não é apenas uma ação demagógica da CBF (por não ser uma ajuda sem volta, mas um adiantamento?).

Vale discutir o cerne: não há como deixar de defender a PROFISSIONALIZAÇÃO REAL da arbitragem de futebol brasileira. O esporte é caro, e a coisa precisa ser levada à sério. A milionária CBF (vejam os balanços) deveria bancar um grupo de elite para os jogos da Série A do Brasileirão, registrando-os em carteira / contrato com tempo mínimo de temporaradas, FGTS, INSS, Plano de Saúde e benefícios. Foi bem, renova. Foi mal, encerra o contrato.

Dinheiro? Não falta. Veja o balanço da entidade e o que ela gasta com mensalinho aos presidentes de federações estaduais como ajuda de custo.

Para as demais divisões, vale o esquema tradicional – afinal, a cereja do bolo é a série A. E que nenhum árbitro profissional “de ponta” desça de divisão, já que dever-se-ia ter um grupo fechado para tocar de cabo-a-rabo as séries B e C. 

Um atacante do Flamengo que ganha mais de R$ 1 milhão por mês vai dividir a bola com um zagueiro do Palmeiras que ganha R$ 800 mil, e quem decidirá se foi ou não pênalti, não é um profissional de verdade (pois trabalha durante a semana e apita às 4as e domingos)! Chega a ser hilário.

Aí você terá quem diga que na verdade, todos eles da Série A vivem de arbitragem. Mas que risco! Não sabem quando vão estar escalados e treinam com suas próprias disponibilidades.

Também existirá a questão de “compensar ou não sair do seu emprego” para ser árbitro profissional.  Por isso a proposta deve ser atrativa – pois você terá um funcionário à sua disposição. Ou com os jogadores profissionais não é assim?

Nós temos muitos, muitos árbitros de futebol no Brasil. As escolas de árbitros, com suas diversas turmas anuais e salas lotadas, são minas de ouro com grandes receitas financeiras e despesas diminutas. Não há onde colocar tanta gente para apitar e dar ritmo de jogo. Esse é outro problema: garimpar talentos!

Enfim, um detalhe importante: Leonardo Gaciba até agora não conseguiu oxigenar a pasta que lhe é confiada (e talvez nem possa fazer isso). Quantos senhores estão há muitas DÉCADAS na CBF (ora na Comissão de Árbitros, ora como instrutor, ora em algum cargo específico criado) e, concomitantemente, trabalhando como “benemérito dos árbitros”? E desde o tempo de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero… sempre se garantido!

Nunca teremos uma visão liberta e independente da arbitragem do Brasil desse jeito e com esses intermináveis senhores. E insisto: não veremos gente defendendo esse modelo de profissionalização (como é na Inglaterra) DE VERDADE (pois alguns o farão da boca para fora).

Até quando? Essa é a pergunta.

Resultados da Busca - Gazeta Press

– A irresponsabilidade de “falar o que não deve” no Futebol

Não repercutiu muito, mas serve de exemplo para que dirigentes de futebol tomem cuidado na hora de falar (ou até mesmo debochar) de alguém.

No mês passado, o polêmico Paulo Carneiro (dirigente do Vitória, que um dia chamou Felipe, então goleiro do Corinthians e que hoje está na Hungria, de “macaco”), falou que aquela famosa dedada de Rodrigo (da Ponte Preta) em Trellez (que jogava no Vitória) e que foi preponderante para o rebaixamento da Macaca Campineira e para a salvação do Leão, havia sido combinada com o atleta e o treinador Vagner Mancini.

É claro que tanto Rodrigo quanto Mancini reclamaram. E como isso acabou? Na Justiça, obviamente.

E se a AAPP também reclamar que foi “combinado” para que ela caísse?

Viram como as palavras precisam ser usadas com cuidado?

Relembrando, extraído de: https://atarde.uol.com.br/esportes/vitoria/noticias/2119706-entrevista-de-paulo-carneiro-sobre-mancini-e-rodrigo-gera-polemica

A POLÊMICA ENTRE PAULO CARNEIRO, RODRIGO E TRELLEZ

O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, em entrevista à Rádio Itapoan FM, na última segunda-feira, 17, tratou sobre uma suposta combinação entre o ex-técnico rubro-negro, Vagner Mancini, e o zagueiro Rodrigo, da Ponte Preta, que deu uma ‘dedada’ no atacante do Leão, Tréllez, no duelo entre as equipes e acabou ‘salvando’ o time baiano do rebaixamento à Série B em 2017.

Ainda nesta terça, 18, o próprio mandatário ‘desmentiu’ o que falou e explicou outra versão. “Não teve armação nenhuma. Eu não sou louco de dizer uma coisa dessas. Eu brinquei falando de que acabou sendo uma combinação”, ressaltou PC.

No entanto, a repercussão nada boa sobre o caso, fez com que João Henrique Chiminazzo, advogado de Vagner Mancini e de Rodrigo, emitisse uma nota e prometesse que vai acionar o dirigente na Justiça.

“Venho a público manifestar o sentimento de repúdio de ambos diante das acusações caluniosas e difamatórias proferidas pelo presidente do Esporte Clube Vitória, Sr. Paulo Carneiro”, apontou.

“Postura deselegante que, desprovida de provas, ofende a honra de dois profissionais”, disse trecho da nota divulgada pela assessoria do treinador Mancini.

Para prolongar ainda mais a situação, a Ponte Preta, rebaixada à segunda divisão na época, estuda acionar o STJD e o MP pra uma investigação do caso. Pelo visto este tema ainda vai render muito ‘pano pra manga’.

Entenda por que 'dedada' de Rodrigo volta a causar polêmica 2 anos ...

– Posse de Bola, segundo Minelli

Um dos maiores treinadores de futebol de todos os tempos do Brasil, Rubens Minelli, um dia contou o que falava aos seus comandados sobre posse de bola:

Quando vocês tiverem a posse de bola, joguem como quiserem. Quando não tiverem a posse, joguem como eu mandar!“.

Vai discutir com ele?

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– Pergunte ao Pacaembu se está tudo bem…

Se a vida está tudo bem e pode-se manter a rotina, como alguns insistem em dizer, veja a imagem abaixo do Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu.

Parece-me que não é um jogo de futebol que acontecerá, tampouco um show que se realizará…

Quando uma Praça Esportiva como esta vira Hospital, é necessário levar a sério a situação, não acham?

– Problema Financeiro ou Má Gestão?

Ao ler a matéria falando da demissão do treinador Sérgio Soares, da Ferroviária (incrível: com o futebol parado no Brasil, ainda assim treinador cai), pode nos parecer num primeiro momento que, de fato, o Coronavírus foi um dos responsáveis e abalou as contas do clube (o que seria possível).

Mas ao longo do texto… palavras como “mudança de filosofia”, “resgate da metodologia anterior” e outras observações são feitas dando a entender que a crise de saúde, na verdade, seria só uma desculpa.

Lembrando: a AFE, com sua nova endinheirada gestão, prometia muita coisa em 2020!

Extraído de: Uol.com

FERROVIÁRIA CITA FINANÇAS E DEMITE SÉRGIO SOARES

Por Rodrigo Viana

A Ferroviária, time que tinha a expectativa de um investimento milionário no início da temporada com a chegada do investidor Saul Klein, herdeiros das Casas Bahia, demitiu o técnico Sérgio Soares e o auxiliar Denys Facincani. A justificativa, em nota nas redes sociais, teria sido “em função do planejamento desportivo e financeiro do clube para o segundo semestre”.

À reportagem, Soares mostrou-se surpreso com a decisão: “É lamentável. Recebi o comunicado por telefone. Me senti entristecido por essa notícia”.

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O técnico fez questão de lembrar o momento do time em campo até a temporada ser interrompida: “Deixamos a equipe num momento de ascensão, com seis jogos sem perder no Paulista, e uma classificação inédita para a terceira fase da Copa do Brasil”. A Ferroviária já teria, inclusive, recebido da CBF a premiação referente à classificação à terceira fase da Copa do Brasil, cerca de R$ 2,7 milhões.

Soares afirmou que seu contrato foi quebrado, e que o vínculo tinha duração prevista até o final do ano. “As pessoas que cuidam da minha carreira vão conduzir essa questão”. Mesmo entendendo que a decisão tenha tido motivação financeira, Soares pontuou que a Ferroviária conta “com a presença de um investidor”, referindo-se ao grupo de Saul Klein.

A Ferroviária deve efetivar Léo Mendes no comando da equipe profissional. Há quatro anos à frente do sub-20 da Ferroviária, Mendes foi um dos responsáveis pela revelação de atletas como Claudinho e Joninha, hoje na equipe principal, além de Gustavo Medina, negociado com o Real Valladolid da Espanha, e Felipe Estrella, com o Roma, da Itália, entre outros.

A diretoria da Ferroviária aposta que Mendes pode resgatar o modelo de jogo implantado desde que o time voltou à primeira divisão e que havia se perdido com as sucessivas mudanças de treinadores. Desde que o grupo de Klein assumiu a Ferroviária, passaram pelo comando da equipe Vinícius Munhoz, Marcelo Villar e Sérgio Soares. Desta forma, a efetivação de Mendes poderia realinhar o discurso da “antiga” Ferroviária com o novo investidor.

O técnico chegou ao clube em janeiro e dirigiu o time grená em 13 partidas, com quatro vitórias, seis empates e três derrotas. Em nota oficial, Soares agradeceu a passagem por Araraquara. “Agradeço a todos os funcionários da AFE, ao grupo de jogadores, que tenho certeza caminhavam comigo no entendimento que eu tenho de futebol, comissão técnica e dirigentes pela oportunidade. Tenho certeza que o reconhecimento do nosso trabalho acontecerá e que novos projetos de sucesso virão”, afirmou.

Começa o desmanche

O impacto da covid-19 já atinge os clubes da primeira divisão do Paulista e o futuro do campeonato está em cheque. É um cenário no qual a diretoria do Santo André, dono da melhor campanha até aqui, já cogitou não disputar o final do campeonato e reivindicar o título. Pois, além da Ferroviária, outro clube anunciou recentemente a saída de seu treinador: Pintado está fora do Água Santa.

As mudanças da Ferroviária e do Água Santa, bem como as reivindicações do Santo André são apenas a ponta do iceberg da situação dos times do campeonato. Em entrevista ao blog da Marília Ruiz, do UOL Esporte, o presidente do Corinthians Andrez Sanches disse que os clubes devem priorizar o Brasileiro e as copas Intercontinentais. A Federação Paulista de Futebol ainda não se pronunciou. Mas a continuidade do Campeonato Paulista torna-se cada vez mais inviável.

– A 1a proposta coletiva sobre as mudanças do Paulistão 2020 / 2021 para as suas divisões.

Mesmo com o recesso do futebol brasileiro e estando a FPF em férias, a Portuguesa lidera um grupo de times da Série A2 propondo o encerramento do campeonato, acesso imediato de 8 times, cancelamento do rebaixamento em 2020 e pré-seletiva para 2021 (aí sim considerando um “acesso” e “um” decesso). Isso impactaria diretamente a A1 e seria, a reboque, um modelo para a A3.

Confesso que ao ler, de imediato a achei confusa e, provavelmente, inviável. Mas é uma 1a ideia sugerida de maneira coletiva pelos cartolas.

Extraído de: https://www.espn.com.br/artigo/_/id/6797412/portuguesa-lidera-comissao-quer-8-times-subindo-para-paulistao-2021

PORTUGUESA LIDERA COMISSÃO DE CLUBES E QUER SUBIR 8 TIMES PARA O PAULISTÃO 2021

O presidente da Portuguesa, Antonio Carlos Castanheira, lidera uma comissão de clubes que deseja o fim imediato do Campeonato Paulista da Série A2, equivalente à segunda divisão do Estado, e a promoção de oito equipes.

A reportagem apurou que a motivação vai além do temor pela pandemia do novo coronavírus, que paralisou todas as competições no país desde 17 de março, sem data estipulada para retornar.

A Portuguesa, assim como a maioria dos times que disputam a Série A2, tem mais da metade do elenco com contrato até o final de abril deste ano. Por não ter um calendário nacional, a equipe não tem recursos para renovar com os jogadores.

A situação é similar a de São Bernardo, Taubaté, Portuguesa Santista e Monte Azul, todos com mais de 50% do elenco com contratos para encerrar daqui a 36 dias. Coincidentemente eles ocupam as quatro primeiras posições da A2.

A Portuguesa é a oitava colocada, portanto, a última equipe na zona de classificação para o mata-mata final.

XV de Piracicaba, São Caetano e Juventus, que também estão no G8, teriam um impacto menor. Mas ainda assim sairiam prejudicados. O índice de jogadores com contrato que vão encerrar no final de abril é de 33,3%, 5,4% e 31,3%, pela ordem.

As duas equipes na zona de rebaixamento para a Série A3 também vivem esse drama. Mais de 60% do elenco da Penapolense terminará em 30 de abril. O Votuporanguense, que é o lanterna do torneio, tem 46,7% do elenco comprometido.

A motivação para pedir o encerramento da A2 antes do previsto em calendário tem motivações financeiras. Vale lembrar que a disputa foi paralisada faltando três rodadas para a conclusão da fase classificatória.

A proposta que os clubes vão apresentar para a Federação Paulista é encerrar o torneio com a classificação da forma como está, promover os oito primeiros colocados para a primeira divisão e não rebaixar nenhum clube para a A3.

O plano é bastante ousado porque deixaria a A1 em 2021 “inchada”, com 24 participantes – considerando que pode não haver descenso na primeira divisão. Mas a comissão liderada pela Portuguesa também tem uma proposta para minimizar o efeito.

A ideia é realizar uma seletiva antes da competição, sem a presença dos grandes, para definir oito rebaixados. Depois, ao final do torneio, ainda seriam rebaixados os dois piores clubes para o Paulistão voltar a ter 16 times em 2022.

Outra proposta estudada é sugerir a criação de dois grupos com 12 participantes cada um, sendo assim 11 datas (uma menos que a primeira fase atual) e rebaixando quatro equipes de cada chave.

A Federação inicia a partir desta quinta-feira um período parcial de férias, que valerá até 24 de abril, mas a entidade nega que esteja parada. Manteve um número mínimo de colaboradores em todas as áreas para não parar.

Sede da FPF é alvo de vandalismo após final do Campeonato Paulista ...

– Jornal Lance! deixará de ser impresso

Que pena! Um dos prazeres que sempre cultivei foi ler jornais. Sim, folhear, não rolar a tela. E, agora, como leitor do Lance! desde a edição paulista número 1, lamento muito a saída da edição impressa.

Eu já era árbitro quando a Gazeta Esportiva parou de circular, não tendo a oportunidade de ver meu nome estampado em alguma página. A primeira vez que vi meu nome no Lance! foi como uma compensação: e vejam que curioso, foi num escondido jogo entre Paraguaçuense x Bandeirante de Birigui. Mas no quadrinho estar lá a ficha técnica e escrito: ÁRBITRO: Rafael Porcari, foi vibrante. Lógico, a 1a vez nunca se esquece…

Em: https://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/apos-quase-23-anos-diario-lance-interrompe-versao-impressa_39743.html

APÓS QUASE 23 ANOS, DIÁRIO LANCE! INTERROMPE VERSÃO IMPRESSA

No último sábado (21), o diário esportivo Lance! anunciou, por meio do próprio jornal, das plataformas digitais e do Blog do Juca Kfouri, no UOL, que deixou de ter sua versão impressa a partir deste domingo (22). De acordo com o próprio jornalista, “os cuidados no combate ao coronavírus, as restrições ao ir e vir, o fechamento das bancas de jornais, tudo colabora para a decisão”.

O diário chegou às bancas de jornais do país em 26 de outubro de 1997, sob o comando do editor Walter de Mattos Júnior. À época, com a internet ainda engatinhando, foi considerado uma revolução na mídia esportiva, uma vez que era o primeiro jornal diário especializado em esportes de relevância nacional.

Agora, 22 anos e meio depois, deixará as bancas. De acordo com Juca Kfouri, no entanto, a iniciativa pode não ser definitiva. “Não tenho dúvida de que tomou a decisão certa ao interromper o projeto que, tomara, poderá voltar mais forte quando tudo isso passar”, escreveu o jornalista.

Apesar da interrupção da publicação impressa, o Lance! continuará existindo nas plataformas digitais, onde as notícias são atualizadas com bastante frequência ao longo de todos os dias. Vale lembrar que Juca Kfouri foi colunista do jornal de 1999 a 2005.

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– Antes de 24 de Abril… esqueçamos novidades da FPF sobre o futuro da A3

Férias coletivas! Somente o pessoal da Segurança ficará tomando conta do prédio da Federação Paulista de Futebol, que fechou as portas por 30 dias por conta da situação do país.

Dessa forma, agrava-se cada vez mais a vida financeira dos clubes de futebol mais modestos (pois sentem mais a paralisação). Assim, fica (ou melhor, continua) a dúvida: o que acontecerá depois dessa data?

Sobre a questão financeira e de socorro aos clubes, abordamos recentemente no link em: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/23/quem-podera-salvar-os-clubes-paulistas-dos-males-do-covid-19/

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(Imagino ser essa a imagem do torcedor apaixonado e dos presidentes dos clubes de futebol, esperando uma porta se abrir – não necessariamente a da FPF).

 

– O futebol está me desencantando. Assistir pra quê?

(Texto de 2019, republicado hoje por falta de temas referentes ao Futebol, a fim de lembrarmos que ele é importante – mas nem tanto). Abaixo, deste mesmo blog:

Nasci no meio do futebol. Respiro futebol. Amo futebol. Mas… que futebol?

Preciso confessar algumas coisas importantes, e uma delas (talvez a principal) é a de que cada vez mais aceito a ideia de que o futebol, tão querido esporte, é uma bobagem sem fim. É uma idiotice apaixonante, viciante e intrigante.

Digo isso pois sempre comunguei com a ideia do italiano Arrigo Sacchi, na qual “das coisas menos importantes que existe, o futebol é a mais importante delas”. Concordo. Ou melhor: em partes!

O futebol gera emprego, reservas financeiras, traz saúde e outras tantas situações. É ciência também (no ano 2000, em minha dissertação de mestrado, cunhei o termo “futebolologia” para falar dos novos caminhos dele). E apesar de tudo isso, lamento que a ignorância esteja tomando conta desse outrora sadio ambiente.

Estudar futebol para alguns? Bobagem, não combina (dizem). Quem fala bonito não entende nada, segundo os críticos. Mas no outro extremo, a academia está estudando tudo, até mais do que poderia ou deveria. É um tal de futebolês racionalístico rocambolesco que ninguém aguenta.

Torcer? Como? Saio na rua e vejo crianças e jovens com camisas do mundo inteiro, menos as dos times brasileiros. Quando pequeno, a gente ficava maluco pelo novo uniforme que seria lançado de cada clube brasileiro. Mas a intolerância fez com que tenhamos mais torcedores do PSG, do Barça, da Juve ou do Real do que de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. É só pesquisar: você tinha o time pequeno da sua cidade e o outro grande. Hoje você tem em 1º lugar (para muitos adolescentes) o time do Exterior e o seu time brasileiro como opção. Tenha certeza: os estrangeiros globais terão a maior torcida entre os clubes natos brasileiros. Pudera, na década de 80 e 90, eu sabia as escalações de todos os grandes. Hoje, um time começa janeiro com determinado elenco e acaba dezembro com outro totalmente diferente.

E a Seleção?

Ora, é um grupo de jogadores de uma entidade privada, todos endinheirados e que se esforçam conforme seus interesses. Não tenho apreço algum pela CBF, uma empresa de entretenimento historicamente acusada de corrupção. Aliás, os clubes de futebol são privados; treinadores, diretores e outros envolvidos têm seus interesses. E há coitados que pensam que o atleta “joga por amor à camisa”. Que ingenuidade! Tem ainda aquele molecão de 18 anos, vagabundo, que não estuda e nem trabalha, fuma maconha o dia inteiro e vai no estádio “porque o time é a sua vida” – e lá briga com os outros por qualquer coisa, se já não o fizer na rua. Que sem noção! E ainda quer encher o saco dos outros nas redes sociais se achando mais sabido e entendido do que adultos trabalhadores do meio, que só de vivência no futebol têm mais idade do que o imbecil de vida. Aliás, como discutir com garoto que não tem memória futebolística?

Sem contar as polêmicas atuais: VAR e sua demagogia por partes das Federações, árbitros que confundem autoridade com arrogância, campeonatos deficitários e cartolas eternos. Lembrando, e o Sindicato dos Árbitros de SP, que coisa, hein? Um reflexo perfeito das outras entidades: ninguém quer largar o osso do poder e as eleições por lá não acontecem.

Pra quê brigar pelo futebol daqui e por esses caras? Há família para se curtir, outros lazeres mais baratos, seguros e atrativos para se divertir. Opções é o que não faltam!

Repito: escrevo esse texto sendo apaixonado por futebol. Mas sem fanatismo, com lucidez e enojado pelo atual momento desgastado, manchado e de radicalismos.

Me pergunte se eu prefiro trocar a diversão com minhas crianças assistindo a Peppa Pig, colhendo flores no jardim ou brincando de pega-pega, do que assistir a alguns dos jogos do final de semana?

Se calhar de assistir, o faço. Se tiver interessante, permaneço no canal (até o acesso pela mídia está mais difícil). Mas ser a 1ª das opções, esqueça!

Registre-se: o futebol brasileiro está refém da ignorância, da sede de poder, da ganância e da auto-suficiência. Enquanto isso tudo for aceito passivamente, só perderemos dinheiro, importância e… torcedores (que são consumidores).

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– 4 anos sem Johan Cruyff

 

Puxa, já faz 4 anos que o craque holandês nos deixou. Compartilho o que escrevemos naquele triste dia e algumas frases de efeito dele:

O CIGARRO LEVOU CRUYFF

O incrível jogador holandês Johan Cruyff faleceu. Vítima do câncer de pulmão, era tabagista compulsivo. Após largar o vício  (20 anos depois), descobriu que estava enfermo.

“Cróife” era um gênio com as bolas no pé. São dele algumas das 25 frases magistrais do futebol (extraídas de futebol.com), como:

  1. Técnica não é poder fazer 100 embaixadas. Qualquer um pode fazer isso se praticar. Da até para trabalhar no circo. Técnica é passar a bola com um toque, na velocidade correta, no pé certo do seu companheiro.
  2. Alguém que faz graça com a bola no ar durante um jogo, dando tempo para os quatro defensores adversários voltarem, é o jogador que as pessoas pensam ser ótimo. Eu digo que ele deve ir para o circo.
  3. Escolha o melhor jogador para cada posição e você não terá a melhor equipe, apenas 11 bons de cada uma.
  4. No meu time, o goleiro é o primeiro atacante e o atacante, o primeiro defensor.
  5. Por que não se pode vencer um clube rico? Nunca vi um saco de dinheiro marcar gol.
  6. Eu sempre jogava a bola para frente porque se eu a recebesse de volta, era o único jogador desmarcado.
  7. Sou um ex-jogador, ex-dirigente, ex-treinador, ex-presidente honorário. Uma lista bacana que, mais uma vez, mostra que tudo chega a um fim.
  8. Jogadores que não são verdadeiros líderes mas tentam ser, sempre brigam com os outros depois de um erro. Líderes de verdade dentro de campo já sabem que os outros vão errar.
  9. O que é velocidade? A mídia esportiva sempre confunde velocidade com visão. Veja, se eu começar a correr antes que os outros vou sempre parecer mais rápido.
  10. Tem apenas um momento em que você pode chegar na hora. Se você não estiver lá. Você estará sempre adiantado ou atrasado.
  11. Antes de cometer um erro, eu não cometo esse erro.
  12. Em uma partida de futebol, é estatisticamente provado que os jogadores tem a posse de bola por 3 minutos, em média. Então, o mais importante é: o que fazer nos 87 minutos em que você não tem a bola. Isso é o que determina se você é um bom jogador ou não.
  13. Depois de ganhar alguma coisa, você não estará mais 100%, mas 90%. É como uma garrafa de água com gás quando fica sem tampa. Pouco tempo depois fica com menos gás dentro.
  14. Tem apenas uma bola, então você precisa tê-la.
  15. Não sou religioso. Na Espanha todos os 22 jogadores faziam o sinal da cruz antes de entrar em campo. Se isso funcionasse, todas as partidas terminariam empatadas.
  16. Precisamos fazer com que o pior jogador deles tenha a posse da bola. Teremos ela de volta em pouco tempo.
  17. Se você tem a posse da bola, precisa fazer com que o campo seja o maior possível, mas se você não tem, precisa fazer com que fiquei o menor possível.
  18. Todo jogador profissional de golfe tem um treinador para suas tacadas, outro para suas colocadas, para seus tiros. No futebol temos um treinador para 15 jogadores. Isso é absurdo.
  19. Sobreviver à primeira fase nunca é o meu objetivo. O ideal seria estar com Brasil, Argentina e Alemanha no mesmo grupo. Assim eu teria eliminado dois rivais na primeira fase. É como eu penso. Idealista.
  20. Os jogadores hoje só sabem chutar com o peito do pé. Eu podia chutar com o peito, de chapa e a parte de fora de ambos os pés. Em outras palavras, eu era seis vezes melhor que os jogadores de hoje.
  21. Qualidade sem resultado é inútil. Resultado sem qualidade é entediante.
  22. Existem poucos jogadores que sabem o que fazer quando não estão marcados. Então as vezes você fala para o seu jogador: aquele atacante é muito bom, mas não marque ele.
  23. Acho ridículo quando um talento é rejeitando baseado em estatísticas de computador. Baseado nos critérios do Ajax de hoje eu teria sido rejeitado. Quando tinha 15 anos não conseguia chutar uma bola mais de 15 metros com minha perna esquerda e talvez 20 com a direita. Minhas qualidades, técnicas e visões não podem ser detectadas por um computador.
  24. Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo.
  25. Se eu quisesse que você entendesse isso, eu teria explicado melhor.

Que descanse em paz!

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– Quem poderá salvar os clubes paulistas dos males do Covid-19?

A crise que os clubes de futebol vivem devido a inevitável paralisação pelo Novo Coronavírus possibilitou uma série de necessárias discussões. Uma delas: como manter os pagamentos de salários com o elenco parado e a queda de receitas?

E algo muito importante aconteceu na última sexta-feira, segundo o Portal Terra:

“Os 50 clubes das Séries A, B e C do Brasileirão conversaram sobre o seguinte: um ‘pacote’ aos atletas, com férias imediatas de 30 dias, já a partir desta semana, e, caso a situação não seja normalizada após esse período, uma redução de 50% nos direitos de imagem e salários a partir do 31º dia. Caso após mais 30 dias a situação persista, seria possível suspender os contratos até total normalização.”

O presidente do SAPESP (Sindicato dos Atletas), Reinaldo Martorelli, nesta 2a feira, declarou que “nada será aceito por parte dos jogadores”.

Se os grandões estão passando por isso, imaginem os pequenos e excluídos de qualquer série do Brasileirão, que vivem dos Estaduais e eventualmente da deficitária Copa Paulista?

Com os contratos vencendo no final de Abril (aproximadamente) e sem perspectiva alguma da volta dos Campeonatos Estaduais, as equipes tendem a simplesmente verem seus elencos desaparecerem (com ou sem salários em dia). E o que fazer?

Para a resposta, uma breve história: nos anos 2000, logo após Marco Polo Del Nero e Reinaldo Carneiro de Bastos derem um “passa moleque” em Eduardo José Farah e assumirem conjuntamente a FPF naquela época, participei da Pré-Temporada dos Árbitros da Série A1 por 10 dias em um hotel em SP. Na oportunidade, os cartolas precisavam do apoio dos clubes, já que a entrada deles na gestão da Federação foi polêmica. E me recordo bem claramente da reunião feita nos trabalhos de abertura daquela feita (eu estava lá como novato, por isso foi marcante), onde o hoje atual presidente Reinaldo Carneiro disse em alto, claro e bom som:

“A Federação Paulista é dos clubes, são eles que fazem e formam a FPF. As equipes são a essência da gente existir”.

Ora bolas, rica como é, e sendo a FPF (em tese) uma associação dos clubes (embora, na prática, ela tenha se tornado uma entidade que os regula, não que é formada por eles), deveria ela, dona Federação, se oferecer para bancar uma renovação contratual coletiva dos atletas por mais um período, socorrendo os seus membros. Afinal, como disse naquele dia, a FPF não é dos clubes e existe para eles?

Nada de empréstimo, é para bancar. “Cash na conta”.

E aí vamos para uma lógica: se os clubes não terão dinheiro para gastar por tanto tempo e com as portas fechadas, e como a FPF nunca foi disposta a fazer favor gratuitamente com o dinheiro que possui, é mais fácil, para evitar discussões de contratos vencidos e ajuda financeira, decretar os torneios encerrados na ocasião da data final que seria jogada a A3 (ou A2 e A1).

Como ficaria a situação do Paulista Futebol Clube?

Aquilo que já falamos em hipótese anteriormente, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/16/a-serie-a3-foi-parada-oficialmente-o-que-pode-acontecer/

Enfim: é aguardar a decisão da cartolagem. Por lógica: clubes não conseguem renovar os contratos ao final de Abril, FPF não bancará e, já que a tendência é o danado do Covid_19 estar em alta, decretar o término dos campeonatos.

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– Os gastos no Futebol e na pesquisa Científica

Eu sei que são coisas distintas, mas é impossível (ao menos), não refletir!

Veja a resposta dessa pesquisadora espanhola, sentindo-se pressionada sobre perguntas a respeito de tratamento e cura para o Coronavírus. Na imagem:

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Pode até ser uma Fake News (não estou dizendo que é ou não), mas a ideia para se questionar é extremamente válida!

– Tentar por as mãos na bola é falta?

Essa dúvida eu recebi pela Internet e acho pertinente para discussão. Abaixo:

Boa tarde Rafael. Gostaria primeiramente de parabenizá-lo por seu trabalho. Poderia me tirar uma pequena dúvida?

Ontem fui juiz numa pelada de amigos e aconteceu um lance inusitado, a bola veio alta e antes dela chegar nas duas pessoas que a disputariam um dos jogadores levantou as mãos como se fosse pegá-la (o que seria falta) mas no último momento tirou as mãos sem tocar com elas na bola, com isso esse levou vantagem, enganando o adversário.

Eu marquei falta, porém o “infrator” alegou que isso não era falta pois já viu Robinho fazer isso em jogo do Santos e Romero fazer no jogo do Corinthians.

Isso realmente é um lance válido? Caso seja correto marcar a falta em qual artigo esse lance estaria inserido?

Grande abraço e desde já agradeço!

Att, Renato Coelho

Olá amigo, por incrível que pareça, realmente não é falta. A única infração em que não vale usar do entendimento de “praticar ou tentar praticar” é o uso das mãos na bola. Tem que ser PRATICAR, consumir a infração, tocar de fato a bola.

O problema é que esse expediente, embora pudesse ser classificado como atitude antidesportiva (mas não é pela Regra), tem a justificativa de que “um drible, também é uma forma de enganar o adversário”. Além disso, o jogador só poderia parar de tentar a disputa de bola quando ouvisse o apito do árbitro.

Pense como um lance de impedimento: o jogador que pegaria a bola estava impedido; o zagueiro crê piamente que o árbitro vai marcar e desiste de disputar; mas aí vem outro de trás e a domina (Há 20 anos isso era impedimento pelo 1o atleta, hoje não é mais). Esse zagueiro que desistiu do lance só poderia fazê-lo após o apito do árbitro (e repare: muitos param quando vêem a bandeira erguida, outro erro, pois só se pode paralisar com o apito).

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– Um final de semana sem futebol

Fim de semana sem futebol é bem chato, não? Não tem jogo transmitido para assistir e nem para a gente que milita na área trabalhar. Tampouco programas esportivos ou ainda debates / mesas-redondas ou algo novo para se discutir. Afinal, tudo está paralisado, sem notícia alguma.

Porém, vale lembrar que esse sacrifício (o da paralisação do esporte, das receitas e atividades administrativas) é necessário. Todos estamos juntos, lutando contra o coronavírus.

Ops, eu não poderia esquecer: posso estar “remando contra a maré”, mas é bem chatinha essa história dos boleiros “petecando embaixadinhas” com papel higiênico e postando nas Redes Sociais. Será que é porque eu sou ruim com a bola no pé?

– Napoli volta a treinar na Itália. Mas como assim?

Contrariando a lógica, a diretoria do Napoli anunciou que no próximo dia 23 de março o elenco profissional deverá voltar aos treinos.

Mas com tantos casos de Coronavírus por lá? Que propósito é esse? Seria uma jogada de (anti) marketing incompreendida?

A irresponsabilidade das pessoas nesse momento tão difícil, me assusta. É insensibilidade ou o quê?

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– Jogador brasileiro está há 15 dias “preso em casa” na Itália

Os atletas que vivem nos lugares mais atingidos pelo Covid-19 sofrem um verdadeiro calvário. Vide esse relato do ex-flamenguista Samir, que atua na Udinese (Itália).

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2020/03/17/brasileiros-pensam-que-e-ferias-diz-zagueiro-samir-sobre-coronavirus.htm

BRASILEIROS PENSAM QUE É FÉRIAS, DIZ ZAGUEIRO

O zagueiro brasileiro Samir, que atua na Udinese (ITA), cobrou mais seriedade da população brasileira na maneira de lidar com o Coronavírus. Em quarentena, o jogador deu um depoimento na edição de hoje (17) do Seleção SporTV, relatando as dificuldades por que tem passado em solo italiano.

“A situação está complicada por aqui. Faz 15 dias que eu não vou para a rua. Estou de quarentena. O negócio está muito sério. Estou acompanhando as notícias no Brasil e está chegando com força aí. Aqui já está com força total. Só peço para que os brasileiros tomem bastante cuidado. Aqui a situação está muito crítica. Nós, jogadores, temos que ficar em casa, não podemos ir ao mercado, temos que fazer tudo online”, declarou.

Samir acredita que a situação do Brasil pode ficar pior que a da Itália se as recomendações do governo não forem respeitadas, uma vez que a população brasileira é muito maior que a do país europeu.

“A situação aqui na Itália está bastante complicada e espero que as pessoas no Brasil possam se conscientizar porque não é brincadeira. Se elas não tiverem consciência, a situação vai se agravar – e muito. Não dá nem para comparar o tamanho da população brasileira com a da Itália. Se o governo diz que é pra se prevenir, é pra se prevenir, é pra ficar em casa. O pessoal do Brasil está pensando que é férias”, completou.

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– Modelo de Gestão? Campeão? Mas a irresponsabilidade do Flamengo no caso “Coronavírus” não pode ser deixada de lado.

Muita gente alertou para o fato de que Maurício Gomes de Mattos, um dos vice-presidentes do Flamengo, havia contraído o Coronavírus e sem saber que estava infectado, ficou no mesmo hotel que o Mengão e viajou com a delegação da Colômbia para o Brasil. 

Ao invés de fazer prevalecer os protocolos de isolamento quando se descobre que houve o contato, antes da manifestação ou não dos sintomas, a equipe se concentrou e entrou em campo contra a Portuguesa da Ilha do Governador pelo Campeonato Carioca. O risco era lógico, e falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-p46.

Não é que Jorge Jesus, o treinador flamenguista, nos exames que fez para o Covid-19, não conseguiu negativo, mas “inconclusivo com chance de positivo”?

Quantas pessoas quiseram uma abraço carinhoso, um aperto de mão afetuoso ou um simples cumprimento do português?

Aliás, pense: quantas pessoas Maurício Gomes de Mattos pode ter contagiado sem saber; e essas, não cientes, passaram para quantas outras que passaram para outras… Mas o número poderia ser menor se o Flamengo, na sua grandeza indiscutível e sabendo que havia um caso positivo e real de quem esteve próximo do elenco e que conviveu com todos (hospedado e viajando junto), tivesse se recusado a entrar em campo contra a Lusa carioca.

Ficará a dúvida: não valerá a pena fazer um “pente fino” em todos os identificáveis que se relacionaram com eles (VP, Comissão Técnica e Jogadores), já que infelizmente os ilustres anônimos e admiradores não poderá ser?

Algo totalmente evitável, se levássemos a sério.

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– Qual jogo você pediria para reprisar?

Com a decisão da Rede Globo em interromper as gravações de suas novelas em decorrência do Novo Coronavírus, eis que foi anunciado que algumas novelas marcantes serão reprisadas nos horários habituais.

Na área esportiva, não há como tapar o buraco da programação com a mesma facilidade. Mas hipoteticamente: se você pudesse escolher alguns jogos para o domingo às 16h, já que os campeonatos estão paralisados, quais partidas você escolheria para reprisar?

O 1o confronto, eu não tenho dúvida: Brasil x Itália, decisão da Copa do Mundo de 1970. Rever os craques, a arbitragem, o clima entusiasmado dos mexicanos… seria incrível!

E você, qual partida escolheria?

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– A Série A3 foi parada oficialmente. O que pode acontecer?

Na reunião dessa segunda-feira, a FPF, em acordo com os clubes, paralisou as 3 divisões mais importantes do estado de São Paulo. E como ficarão elas futuramente?

  • Primeiro ponto: pressionada pela outras entidades (a FIFA suspendeu as Eliminatórias, a Conmebol a Libertadores e a CBF suas competições), não faria sentido a FPF insistir em realizar seus jogos. Seria (como já estava) bombardeada pelas críticas. Imaginem inclusive que Corinthians x Ituano só pode estar presente os jornalistas da Globo que detém os direitos de transmissão, demais veículos de imprensa foram proibidos com o argumento de que estariam expostos ao Coronavírus. Mas e os atletas? E o jogo do Palmeiras em Limeira com torcida liberada?
  • Segundo ponto: Jorge Jesus (que no primeiro exame ao Covid_19 deu positivo mas inconclusivo) e Renato Gaúcho detonaram os cartolas do futebol brasileiro neste final de semana e ameaçaram greve. No braço de força entre treinadores e jogadores versus cartolas das federações, quem teria mais força e apelo popular? Sem dúvida, a FPF não quís algo assim em São Paulo.
  • Terceiro ponto: o fracasso de público e prejuízo de bilheteria. Continuar o torneio com portões fechados seria um tiro no pé.

Dito tudo isso, vamos lá: 

A FPF tem como “joia da coroa” a A1. Não poderia tomar a decisão sem os 4 grandões em acordo com ela – e eles queriam a paralisação. Os jogadores são patrimônios caríssimos dos clubes, e não poderiam correr tal risco de contágio. O Santo André, por motivos óbvios, queria a continuidade e foi voto vencido.

A Série A2 obedeceu a paralisação do torneio, não haveria muito o que discutir, visto que a A1 é que acaba refletindo em todas as outras. Idem à série A3, que não teria força para mudar o panorama.

Dessa forma, alguns cenários futuros hipotéticos, pois (agora a informação principal) não se tem nada garantido daqui para a frente. Todos vão ficar observando o desenrolar dessa pandemia para tomar decisões mais a frente (meus primos da Itália relataram o caos que está por lá, imagem de filme apocalíptico; uma amiga dos EUA, pasmem, disse que não encontrou papel higiênico no Supermercado e que a comida começa a faltar em algumas mercearias).

  1. O cancelamento total da competição: se realmente a virada de Abril e Maio for o pico do Covid_19 no Brasil, imaginando-se o que alguns especialistas dizem, não haveria tempo nem de começar o Brasileirão (quiçá terminar o Paulistão). Assim, uma das chances seria proclamar sem vencedor os torneios da A1, A2 e A3, cancelando rebaixamento e acesso (não acredito nessa hipótese, embora essa seja uma proposta da Bundesliga na Alemanha).
  2. A volta aos jogos para terminar ao menos a primeira fase, proclamando os dois primeiros para o acesso sem a fase final e os dois piores para a divisão de baixo. Isso para a A2 e A3, pois não tem como fazer para a A1, que seria uma “briga de cachorro grande” a ser decidida (não acredito nessa hipótese, pois os clubes da A2 e A3 não tem como prorrogar contrato e manter salários sem receitas e outros problemas – lembrando que existe o impacto da decisão da CBF sobre o calendário, que poderia até abrir a discussão sobre o modelo europeu – temporada 2020/2021, ao invés de maio a dezembro, se começar a Série A muito tarde).
  3. O encerramento da temporada (que acho a mais “vingável”, embora não entro no mérito de concordar ou não): como os clubes não terão tempo de terminar a competição e nem condições financeiras e técnicas para voltar à atividade com os mesmos elencos, e quem fez boa campanha não vai querer “pagar a conta”, em se falando de A3 e A2, ao invés de cancelar o torneio, a FPF poderia encerrar a competição premiando o acesso das duas melhores equipes até então, e anulando o rebaixamento (como se defende na Premier League). É obvio que se discutiria justiça ou não, mas a saída mais fácil para o organizador seria essa. E, para 2021, o inchaço seria natural das divisões pois o argumento é de que esse evento de impacto mundial foi preponderante sobre o regulamento. Os 3os e 4os colocados “lamentariam menos” o não-acesso, ninguém reclamaria de cair de divisão faltando algumas rodadas a serem disputadas, e os premiados às séries seguintes se contentariam.

Não imagino outras hipóteses e, cá entre nós, é um problema muito grande acertar  tudo isso. Não dá para simplesmente esperar a pandemia passar e voltar a jogar o restante em todas as suas partidas e fases restantes, isso é inimaginável.

E você: o que pensa ser a melhor saída? A mim, confesso, difícil pensar num modelo justo e sem queixas. Alguém (ou alguns) vai (vão) reclamar!

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– E havia quem resistisse…

Como defender o indefensável?

Pessoas mais fanatizadas e de cultura arreigada ao saudosismo refutaram o Red Bull como gestor de suas equipes. Paulista de Jundiaí e Ponte Preta de Campinas que o digam, pois foram as equipes cujas torcidas mais fiéis aos seus princípios históricos não aceitavam as mudanças dos tempos atuais.

Hoje, sem dúvida alguma, se vê o sucesso de uma gestão profissional com menos de um ano de vigência no Bragantino: salários em dia, condições excepcionais de trabalho, presença na 1a divisão nacional e líder do seu grupo na 1a divisão regional.

A sorte sorri para quem abraça a oportunidade. Parabéns Red Bull Bragantino. É impossível não aplaudir.

– A mesquinhice de alguns torcedores de futebol…

Com toda indignação e medo que o Coronavírus está trazendo, e a paralisação do planeta (imagine na Itália, onde somente no domingo, 300 pessoas morreram lá), leio  que alguns torcedores de futebol desejam que os campeonatos parem não por questão humanitária e de saúde, mas para salvar o seu time do rebaixamento. Ao mesmo tempo, outros alegando que não tem que parar não, pois quem subiria de divisão seria prejudicado se o campeonato fosse acabado.

Onde se pensou em qualquer uma das duas situações na compaixão ao próximo?

Paixões mexem com frustrações e esperanças, não podem ser indicadores de burrice ou inteligência. Mas fanatismo, sim.

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– Por linhas tortas, teremos a adequação ao calendário europeu?

Ninguém quis o advento do Coronavírus Covid-19, mas ele, em meio ao alvoroço que provocou, acabou deixando uma “bola pingando” para a CBF e os clubes de futebol: a readequação do calendário brasileiro!

Será que o modelo atual será rediscutido e o Brasileirão (por conta da suspensão das atividades) começará mais tarde, permitindo que o torneio seja classificado de temporada 2020/2021, imitando em período de realização as grandes, rentáveis e viáveis ligas da Europa?

A oportunidade está aí!

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– Antes tarde do que nunca, dona CBF. Campeonatos de futebol suspensos no Brasil. Mas e as Federações?

Demorou, mas a CBF anunciou a suspensão dos campeonatos que ela rege devido ao Covid-19. As federações provavelmente o farão amanhã.

Mas fica uma importunação: por quê o Flamengo, mesmo na dúvida de atletas infectados ou não, entrou em campo ontem? Escrevi aqui: https://wp.me/p4RTuC-p46.

Repito o que Renato Gaúcho reclamou em entrevista nesse domingo: preserva jogador mas que “se dane” jogadores e outros envolvidos nas partidas que trabalham com portões fechados?

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– O que está acontecendo contigo, Galo?

O simpático professor Oliveira deu um entrevista ao Rafael Mainini da Rádio Difusora no pós-jogo de Batatais 2×0 Paulista, que foi de acertos a erros numa impressionante falta de sintonia. Vamos lá?

1 – Ao explicar sobre a saída de Zulu (que estava muito bem), ponderou a opção tática (até aí, é leitura de jogo do treinador; concordemos ou não, que respeite-se). Afinal, precisa trabalhar com o que lhe tem a disposição (no caso 26 atletas, sendo 20 herdados pela gestão da Kah Sports).

2 – Quando reclamou da inexperiência do time, criticou os cartões recebidos pela imaturidade dos atletas, lembrou sobre os erros que, segundo ele, havia alertado e os boleiros não cumpriram o combinado das suas orientações, deixando a entender que “fez a parte dele”. No momento que ficou parecendo que a culpa era dos atletas, veio o famoso “nós ganhamos e nós perdemos, somos uma equipe”. Percebeu que errou no discurso? Talvez sim: e aí veio o capítulo “arbitragem”.

3 – Como acompanhei à distância pelo Rádio, ouvi na transmissão uma atuação correta do juiz nos cartões aplicados, sem influência nos gols tomados, segundo o relato do Mainini (que entende demais do futebol narrado, jogado e apitado). Mas Oliveira viu diferente, e depois da crítica aos seus atletas, jogou a culpa na arbitragem com uma perigosa afirmação de que: “eles são ruins mesmo, mas também mal intencionados”.
Ora, sou um dos grandes críticos ao trabalho ruim que se tem feito na renovação da arbitragem na FPF, há muitos erros e concordo com a ruindade citada em alguns jogos. Mas sempre que apontar má-intenção, leva ao descrédito da competição e isso é perigosíssimo! Tem como provar? Por quê contra o Paulista? A Promotoria ADORA mostrar serviço e encaminhar ao TJD tais declarações. Seja mais experiente, Oliveirae digo isso com carinho, torcendo pelo seu equilíbrio emocional e observando que a mesma imaturidade reclamada sobre os atletas que você observou (corretas, inclusive), acabou praticando nesse discurso. Sorte que a FPF está em desespero para acabar logo com o Paulistão em suas séries profissionais e não quer confusões extra-campo, já que com o Coronavírus, ela conta cada minuto do relógio para que chegue a rodada seguinte, a fim de que não precise suspender o campeonato e, ao menos, o “mal menor” em definir os rebaixados e classificados para a próxima fase (pois se tiver que fazer antes, corre-se o risco de desconsiderar acesso e descenso como se tem pregado nos torneios europeus até então).

4 – Outro tema: a questão da pedrada, relatada em súmula como reclamada e não observada por ninguém, onde, segundo Oliveira, foi o motivador de seus gestos obscenos à equipe adversária. Ora, treinador de futebol profissional tem que ser surdo na saída de campo, é o be-a-bá do ofício. Imagine em estádios mais colados às arquibancadas e com a grande massa ao seu lado? Mais ainda: se alguém lança algo contra você, faça imediatamente o chamamento da arbitragem e mostre onde caiu (ou atingiu) o objeto lançado. Cansei de ver situações assim: o árbitro pega o objeto, coloca num saco qualquer e informa na súmula que a prova está indo junto! Já anexei chinelo, pilha, isqueiro, copo (usado para jogar de cerveja até xixi) e, pasmem, numa partida da A2 entre Sertãozinho x Guaratinguetá, um saco de amendoim que atingiu a cabeça do treinador! Não machucou em nada (era o Edson Só, salvo engano), mas custou uma multa ao time da casa e que só não teve a interdição do estádio pois o agressor foi identificado (o problema ali foi: atingir, não importa com o quê. A não-identificação agravaria o caso).
No caso de Batatais, mostre onde caiu, aponte de onde veio, chame a atenção do fiscal da FPF pois ele vai colocar no seu relatório (e gosta de fazer isso, pois quer “mostrar serviço”). Não pode ficar nas palavras, tem que provar o ocorrido. Lembrando: torcedor não leva cartão, quem vai levar é o treinador (que, apesar do nervosismo, tem que se controlar).

5 – Por fim: no relato da súmula, foi ruim ver que houve atraso / demora porque existiu troca de uniforme por erro da parte do Paulista (e isso gerará multa)! Cáspita, estamos no futebol profissional, sabe-se que o 4º árbitro organiza e informa aos clubes como deve ser o seu fardamento (com o time da casa tendo preferência das cores do seu uniforme bem como o do goleiro da casa) e ainda assim acontece coisa errada?

O Paulista precisa se organizar melhor, em vários aspectos, acalmar seus atletas e pensar em jogar bola. Chutar a porta de árbitro como feito na vitória contra o Primavera (que felizmente conseguiu-se mudar o artigo de julgamento, ô turma boa essa do Jurídico), brigar com torcedor ou não assumir que jogou mal, não leva a nada. É discurso repetitivo e conduta manjada.

Neste momento em que todos estão apoiando e de mãos dadas com o Galo (mesmo com tanto sofrimento na bola jogada), o time (diga-se: Comissão Técnica e Jogadores) precisa se entregar maiscom responsabilidade e controle emocional. Lembrando que Oliveira não poderá dirigir o time contra o Olímpia.

IMPORTANTE – Até o final dessa postagem (14/03/2020, 18h38), não tínhamos a divulgação do borderô. Tenho muita curiosidade em saber se o decreto de 13/03/2020, do Governador João Dória, que proíbe presença de um número maior de 500 pessoas em eventos religiosos, esportivos, políticos ou de qualquer outra natureza, foi respeitado – ou as autoridades do futebol estão criando leis próprias.

COMPLEMENTO – Eu consideraria suspender os campeonatos e anular rebaixamento e acesso, sabendo que o custo financeiro não pode ser empecilho para o custo de vida. O grande exemplo a ser observado foi a irresponsabilidade no jogo do Flamengo deste sábado. Aqui: https://wp.me/p4RTuC-p46.

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– Seja digno, Mengão, e não entre em campo hoje! Os perigos do Novo Coronavírus contra a Portuguesa Carioca, devido a confirmação da contaminação do vice-presidente.

Maurício Gomes de Mattos é um dos vice-presidentes do Flamengo e está confirmado como portador do Novo Coronavírus (internou-se em Brasília), devendo ter sido infectado após ter visitado a equipe de basquetebol do Real Madrid, que foi infectada (segundo o Fox Sports, na reprodução abaixo).

Segundo o UOL, a volta da Espanha teve uma parada para assistir o jogo do Flamengo na Libertadores e:

Mauricio teve contato com a delegação rubro-negra no hotel [em Barranquilla] e no avião [com o elenco do time], no retorno ao Brasil. Assim, todos os integrantes do Rubro-Negro que estiveram na Colômbia serão testados, como forma de medida preventiva.

Dessa forma, se algum dos jogadores se contaminou (o que é bem possível, devido ao alto contágio), mesmo que não tenha sentido ainda os sintomas, cada atleta se tornará automaticamente um potencial transmissor na partida marcada neste sábado à noite contra a Portuguesa Carioca.

Tudo isso só confirma a tese: não tem que jogar com portões fechados, tem que suspender os campeonatos! Cobramos a posição das entidades esportivas e alertamos os perigos ontem cedo (em: https://wp.me/p4RTuC-p3l) e nos revoltamos ontem à tarde, por tal decisão de ter futebol mesmo assim, com exposição a todos e pior: fechando apenas algumas praças esportivas! Em: https://wp.me/p4RTuC-p3I.

A irresponsabilidade dos cartolas brasileiros é absurda. Seja digno, Mengão, e não entre em campo hoje!

Extraído de: https://www.foxsports.com.br/br/article/coronavirus-jogadores-do-flamengo-fazem-exames-apos-vice-e-funcionaria-apresentarem-sintomas_waa638 

JOGADORES DO FLAMENGO FAZEM EXAMES PARA COVID_19

Clube realiza nesta sexta-feira a medida de prevenção com todo o departamento de futebol no Ninho do Urubu

Por conta da pandemia do coronavírus, o Flamengo teve duas pessoas ligadas ao clube com suspeita da doença. Nesta sexta-feira (13 de março), o departamento inteiro de futebol vai passar por exames.

A comunicação do clube informou que os exames serão preventivos para saber alguém apresenta algo relacionado ao vírus. Em função disso, o treino não será aberto à imprensa.

O vice-presidente de Embaixadas e Consulados, Mauricio Gomes de Mattos, e uma funcionária do marketing, Anyelli Silva, estão com sintomas e aguardam o resultado do exame para confirmação.

Anyelli trabalha na recepção dos sócios-torcedores em eventos em dias e está afastada desde o clássico contra o Botafogo. Ela está em casa e sente apenas os sintomas da gripe, sem muita gravidade.

Por outro lado, Mauricio Gomes de Mattos está internado em Brasília e aguarda exame. Ele estava ao lado do presidente Rodolfo Landim e do vice de marketing Gustavo Oliveira. O trio visitou o Real Madrid, que deixou todos os atletas em quarentena após um jogador do time de basquete ter confirmação de que estava com coronavírus.

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– Que falta de respeito, Federação Paulista e CBF! O Novo Coronavírus é seletivo?

Revoltante a decisão da FPF de proibir a presença de público na cidade de São Paulo (e que depois foi a mesma da CBF, incluindo a cidade do Rio de Janeiro) nas partidas de futebol.

Quer dizer que o torcedor do Interior Paulista e Fluminense são imunes ao Covid-19?

Tudo o que eu disse antes dessa decisão sobre os envolvidos numa partida de futebol (leia aqui: https://wp.me/p4RTuC-p3l), reitero: árbitros, imprensa, comissões técnicas e jogadores também podem ser infectados pelo vírus e podem passar (sem saber e nem ter sentido sintomas) às pessoas dentro dos grupos de riscos.

Será que o Coronavírus não atinge caipira (essa é uma expressão respeitosamente carinhosa e cultural, pois eu sou caipira) pela lógica burra da FPF? Não tem que ter portão fechado (até porquê existe aglomeração fora dos estádios, onde torcedores se juntam para acompanhar as partidas). Tem que suspender as partidas. 

Se na Europa os jogadores jeans foram infectados, por quê atleta brasileiro seria imune?

Ou é falta de sensibilidade, ou é ganância demais. E uma 3a hipótese: burrice!

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– Cansou o Grenal, não?

De novo um jogo envolvendo Grêmio x Internacional (Grenal) com muita violência? Que coisa…

Deixou de ser um jogo de futebol, passou a ser um combinado nervoso de pessoa que se odeiam, onde a bola é apenas uma desculpa para brigar.

O árbitro argentino Fernando Rapallini expulsou 8 atletas (todos corretamente). Mas poderia ter mandado muito mais…

Mais um exemplo de fanatismo que maltratada a sociedade…

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– O que a CBF e as Federações estão esperando para parar os campeonatos devido ao Coronavírus?

Para muitos, uma “gripezinha” que não deveria afetar as coisas. Para outros, algo muito sério que merece todas as ações preventivas. Mas vamos ser realistas e trazer à discussão o Novo Coronavírus no “campo esportivo”?

Eu tenho bastante saúde. Se eu contrair a gripe do Covid-19, me recupero bem rápido e sem dificuldades. Mas o problema é que será inevitável não ter contato, no dia-a-dia (em casa, na rua, em estabelecimentos, nos estádios ou nas igrejas), com crianças que tenham imunidade baixa e idosos com problemas respiratórios. A transmissão em massa será algo a se preocupar.

Repare: Mikel Arteta, treinador do Arsenal; diversos jogadores na Itália de todas as divisões; atletas do basquetebol na Espanha; funcionários da McLaren se preparando para a abertura da Fórmula 1… todos eles contraíram o vírus (sem contar artistas e demais personalidades). Só “lá no estrangeiro” que isso ocorre, aqui não ocorrerá?

Um jogador do PSG, da Roma, do Bayern, do Barcelona (Messi, por exemplo) são indiscutivelmente mais talentosos do que um jogador qualquer da 3ª divisão paulista. Ele ganha muito mais dinheiro do que seu colega aqui e traz mais receita ao seu clube. Porém, em dignidade humana são idênticos. Por quê no Exterior existe a preocupação com atletas como os dos clubes citados e no Brasil ninguém fez nada ainda?

Assim, por quê a CBF e a FPF estão demorando tanto para suspender seus torneios? Como eu, esses jogadores têm saúde boa e se relacionarão com outras pessoas (de boa ou má saúde) diariamente. O torcedor na arquibancada, de toda origem e característica diversa, idem. Dessa forma, mudar o cotidiano (em nome de quem pode ser vítima fatal – que são esses grupos de riscos) e estando com o estado de pandemia decretado, se faz necessário paralisar os jogos de futebol.

A Bundesliga estuda não ter campeões nem rebaixados em suas séries. Cancela-se, simples! E em 2021 recomeça sem time que subiu nem time que desceu. A Conmebol  adiou jogos da Libertadores e as Eliminatórias da Copa estão aguardando definições, por ordem da FIFA. No Mundo Desenvolvido afora, resumidamente, os campeonatos pararam. Será que no Brasil somos tão subdesenvolvidos a ponto de não perceber a gravidade, ou a cartolagem só pensa em evitar prejuízo financeiro?

Insisto: não é só com os outros que isso acontece. Convivo com crianças saudáveis e não saudáveis, idosos saudáveis e não saudáveis, e me preocupo com eles. Se eu pegar COVID-19 e me isolar, é uma coisa. Se eu pegar e, até eu saber que peguei, imagine quantas pessoas eu contaminei?

A hora de tomar providências é urgente. Afinal, a OMS não estaria de “cabelos em pé” e o mundo parando à toa. Só o futebol brasileiro é imune ao Novo Coronavírus? E nada de jogar com portões fechados, pois o contato físico existe dentro de campo.

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– Sem Alisson, a maldição dos goleiros do Liverpool voltou contra o Atlético de Madrid?

Adrián mostrou que não aguentou a pressão de substituir Alisson como goleiro do Liverpool. A propósito, valeu o ditado de que “um bom time começa por um bom goleiro”, na partida entre Liverpool 2×3 Atletico de Madri, onde os espanhóis venceram na prorrogação após falha decisiva do arqueiro do time inglês.

Karius havia sido crucificado na temporada 2017 como goleiro, também desclassificando o time da Terra dos Beatles por falhas em jogo decisivo da UCL. Foi emprestado e chegou Alisson, que virou ídolo e foi campeão do torneio. Na contusão do goleiro brasileiro, Adrián repetiu o protagonismo negativo.

Aliás, o destaque foi Oblak, goleiro dos espanhóis. Fechou o gol!

O ditado acima é real ou não?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Batatais x Paulista, 11ª Rodada da A3

Em Batatais, para o confronto entre o Galo da Japi contra o Fantasma, apitará Diego Augusto Fagundes, árbitro de 28 anos de idade e com 8 anos de carreira, que trabalhou em Jayme Cintra no Paulista 4×0 Atlético de Mogi (Bzinha) e em Paulista 0x0 Rio Claro (Copa SP 2020). Ele busca se firmar nessa divisão e precisa mostrar serviço.

No jogo contra o time de Mogi das Cruzes, não existiu complicação alguma para ele ser testado. Já neste ano, na Copinha, foi mal disciplinarmente e na postura (a toda hora sinalizando “chega” e conversando demais com os atletas, deixando de punir e perdendo a autoridade).

O jogo citado contra o Rio Claro teve a análise publicada em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/01/03/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x0-rio-claro/

Tomara que ele tenha corrigido seus erros cometidos em Janeiro e tenha uma ótima atuação.

A escala completa:

Árbitro: Diego Augusto Fagundes
Árbitro Assistente 1: Denis Antonio Mistrelo
Árbitro Assistente 2: Danilo Nogueira da Silva
Quarto Árbitro: Renan Carvalho de Faria
Avaliador de Campo: Elton de Andrade Santos

Acompanhe sábado, às 10h, com Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte da Difusora, sob o comando de Adilson Freddo.

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– Pandemia do Novo Coronavírus adia Eliminatórias da Copa do Mundo!

A FIFA já anunciou e a Conmebol divulgará em instantes: devido ao Covid-19 estar se espalhando pelo mundo, as partidas das Eliminatórias para a Copa do Catar serão adiadas.

Assim, a Seleção Brasileira que jogaria contra Bolívia e Peru não entrará mais em campo   para a disputa. Será desconvocada ou Tite aproveitará para algum rachão entre titulares e reservas?

O quê fazer com esse panorama?

Compartilho: https://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/eliminatorias-america-do-sul/noticia/duas-primeiras-rodadas-das-eliminatorias-sul-americanas-para-a-copa-de-2022-serao-adiadas.ghtml

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